Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Tabaco - Página 3  Voltar

Tabaco

Tabaco
FIGURA 11: O cigarro ganha as ruas e torna-se um hábito definitivo do homem do século XIX.

O tabaco se tornou um hábito definitivo dentro da cultura ocidental durante o século XIX. A produção de cigarros se industrializou: fábricas apareceram na Inglaterra e França entre 1840 - 1860. A produção atingiu larga escala e barateou o produto. Novos aparatos, como a caixa de fósforos (1833) e a máquina de enrolar cigarros (1881), popularizaram e atribuíram conveniência ao consumo.

A Ciência e o tabaco: século XIX

Apesar de cada vez mais associado a problemas crônicos de saúde, apenas vozes do movimento proibicionista norte-americano se manifestavam contra o consumo livre de controle do produto. As primeiras taxações ao tabaco surgidas neste século, tiveram por objetivo o custeio de gastos nacionais extraordinários, tais como a Guerra Civil Norte-Americana (First Federal Tobacco Tax - 1862). A produção no final do século XIX chegou a 2,4 bilhões de cigarros.

Os Estados Unidos e a Inglaterra chegaram ao século XX com o domínio de 80% do mercado mundial de tabaco. Em 1903 a produção anual atingiu 3 bilhões de cigarros e 13 bilhões em 1912. O primeiro cigarro 'moderno' foi introduzido pela RJ Reynolds em 1913, com o nome de Camel (figura 12).

Tabaco
FIGURA 12: Fábricas de cigarro na transição do século XIX para o século XX: disponibilidade tecnológica mais produção em larga escala é igual a barateamento do produto.

Tabaco
FIGURA 13: Fábrica de cigarros do início do século XX (1922), na Carolina do Norte. Os Estados Unidos sempre lideraram o comércio de tabaco no mundo.

Tabaco
FIGURA 14: O cigarro serpente. Vozes eminentemente proibicionistas levantaram-se contra o consumo do cigarro no início do século XX. Fora isso, o cigarro continuou sua próspera trajetória.

A Ciência e o tabaco: primeira metade do século XX Por mais que se soubesse dos malefícios causados pelo cigarro, através de relatos de casos e da propaganda antitabagista movida pelos proibicionistas desde o final do século XIX, a Ciência pouco se interessou pelo tabagismo na primeira metade do século XX. Para se ter uma idéia, os primeiros estudos epidemiológicos acerca do tabagismo só aparecerão a partir de 1950.

Continuando sua expansão, o cigarro conquistou novos adeptos em todas as áreas. Hollywood rendeu-se ao charme do hábito. E o hábito virou charme. Mas a II Guerra acabou. As tropas voltaram para a casa e a vida continuou. Os governos quiseram imprimir a seus povos uma rotina de restrições para a reconstrução das nações. Mas a população já passara décadas temendo e vivendo a Grande Guerra. A juventude transviada de James Dean adotou o cigarro como símbolo de rebeldia, mesmo que sem causa. Os beatnicks, poetas e escritores do pós-guerra, apaixonados pelo Bebop e pela aventura nas estradas da América, tinham no cigarro um símbolo de liberdade. Seus herdeiros mais radicais, os hippies, mantiveram esse costume.

Tabaco
FIGURA 15: FIGURA 15: Marcas de cigarro norte-americanos.

Tabaco
FIGURA 16: O flerte embalado pela fumaça do cigarro, um modo de conquista pouco usual nos dias de hoje

Tabaco
FIGURA 17: O galã e futuro presidente dos EUA, Ronald Reagan anuncia cigarros utilizando todo seu charme. Já o Gordo e o Magro emprestam sua irreverência à marca Old Gold.

Tabaco
FIGURA 18: Marlene Dietrich, símbolo sexual da primeira metade do século e seu inseparável cigarro, componente fundamental de seu charme irresistível.

voltar 1234567avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal