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Tanzânia

Tanzânia, pura natureza

Tanzânia conserva ainda boa parte de seu território em estado puro. Natureza virgem povoada de uma flora exuberante e exótica junto a uma fauna maravilhosa que durante a época de migração oferece um dos espetáculos mais impressionantes do mundo onde milhes de animais das mais variadas espécies estão em movimento a procura de água, empreendendo e completando seu ciclo vital, sua marcha continua, baixo uma só lei: a do mais forte. Observando este processo, imperturbável e majestoso, se levanta silenciosamente a montanha sagrada, o Kilimanjaro, o maciço montanhoso mais alto do continente africano.

Se a Tanzânia continental é maravilhosa não são menos suas ilhas. O primeiro que se percebe ao chegar a Zanzíbar é o aroma a especiarias que envolve todo o ambiente deste paraíso, acentuando a sensação de haver entrado a um mágico lugar. Praias de areias brancas, mar cor turquesa, cidades e povos nos que se misturam os costumes africanos, árabes, européias e hindus. A tudo isto há que acrescentar a simpatia e a amabilidade de um povo, o tanzaniano, que recebe da melhor maneira aos estranhos fazendo-lhes participes de sua tradições e sempre interessados em conhecer modos de vida diferentes enquanto observam com olhos profundos e sorriem perante a maravilhosa natureza que lhes rodeia, como um convite a fazer o mesmo. Não duvide e deixe-se levar pelo selvagem influxo da magia tanzaniana.

Localização Geográfica

Tanzânia está formada pelo estado continental de Tanganica e a ilha de Zanzíbar ocupando uma superfície total de 939.470 quilômetros quadrados dos que Zanzíbar ocupa 2.644 quilômetros. O país limita ao norte com Kenia e Uganda, ao oeste com Ruanda, Burundi e a República Democrática do Congo (antigo Zaire), ao sul com Zâmbia, Malawi e Moçambique e ao leste com o Oceano Indico.

O país está composto, na sua maioria, por planícies e mesetas com algumas montanhas de importância. De norte a sudeste se levantam os sistemas montanhosos com a Meseta de Ulipa, a cadeia Mbeya, as Rungue, as Usambara e as Pare como principais componentes. Também, Tanzânia têm o honor de albergar em seu território a montanha mais alta de toda África, o Kilimanjaro com 5.895 metros de altitude. Outras montanhas de importância são o Ngorongoro e o Meru.

Destaca, por outro lado, as cadeias de montanhas Uluguru, as Kimpegere e as de Livingstone. O Ol Doinyo Lengai é o único vulcão ativo deste território.

Em Tanzânia encontra-se a grande fossa tectônica africana ocupada pelos vales dos lagos Malawi e Tanganica, o segundo maior lago do mundo com 1.433 metros de profundidade. A estes dois lagos se une o terceiro mais extenso do planeta, o Lago Vitória com 43.173 quilômetros quadrados. O sistema de fissura têm conformado depressões importantes como o vale de Pangani e o Pântano de Malgarasi.

A rede fluvial é irregular pois os Rios não são permanentes. Porém nesta terra nascem o Nilo, o Congo e o Zambezi. dispõe também de ilhas de corais quase cheias nas que chovem abundantemente como a Ilha de Zanzíbar e Pemba.

O clima é equatorial, fundamentalmente quente e úmido, embora varia segundo a altitude. As precipitações são freqüentes e vão desde os 750 e 2.500 mm. anuais no Lago Vitoria, passando pelos 500 e 800 mm. Na meseta central até os 1.000 e 1.900 mm. Nas zonas costeiras. As temperaturas costumam atingir uma média de 27 graus centígrados.

Flora e Fauna

A flora de Tanzânia têm como máximo expoente uma vegetação típica conhecida como miombo, composta por pastos e arbustos (o miombo cobre uma terceira parte do território). Os canaviais e pastos com densas selvas de mangues têm sido convertidos, na sua maioria, em parques nacionais e reservas de caça. Também abundam as palmeiras tamareiras selvagem, as fragrantes orquídeas, os líquenes, as flores selvagens, lobélias e figueiras gigantes, baobás, tamarindos, árvores de acaju, acácias e os fetais.

Se a flora é exuberante a riqueza da fauna é um dos maiores atrativos do país. A migração dos gnus, em julho e agosto, oferece um dos espetáculos mais fascinantes que a natureza pode oferecer. Más não fica atrás os magníficos elefantes destroçando a cortiça das árvores, o banho de barro dos hipopótamos, os impressionantes rinocerontes, as pitorescas zebras, topis, babuínos, girafas, ferozes javalis, calais, crocodilos, lagartos monitor, impalas, míticos búfalos, ágeis gazelas, alces africanos e, sobretudo, "simba", o rei da selva. Observar e contemplar a vida dos leões é uma experiência que não se esquece facilmente. Ver como as fêmeas caçam, como os machos defendem o território, como os filhotes brincam com seus pais, como devoram suas presas e escutam seus rugidos de perto é uma vivência extraordinária. A tudo isto há que acrescentar que Tanzânia é um dos poucos lugares onde ainda ficam os míticos leões de pêlos cor azeviche.

Aparte de leões pode-se ver rápidos guepardos e inteligentes leopardos. Não podiam faltar os carronheros como as risonhas hienas e os urubus.

Nas zonas pantanosas não é estranho encontrar-se com serpentes de grande tamanho enroscadas nas árvores. Por outro lado, valem especial menção os chimpanzés do Lago Tanganica e os macacos azuis do Lago Manyara.

As aves são um mundo aparte: pelicanos, flamingos, grous coroadas, íbis sagradas, tarâmbola, garçotas, avestruzes, pássaros segredarios, cegonhas, marabues, patos, gansos, garças, martín pescadores, espátulas, jacanas africanas, estorninhos soberbos, carracas de peito púrpura e um bom número de aves de rapina.

História

No ano 1.000 a.C. povos caucásicos que chegaram do sul de Etiópia se instalaram em Tanzânia. Já nos primeiros anos de nossa era algumas tribos de idioma bantú, que fabricavam objetos de ferro, chegaram desde África Ocidental e ficaram neste território, coincidindo com o inicio do comércio com Arábia, a costa do Leste da África e a Índia.

Presença Árabe e Européia

A penetração árabe começa no século IX constituindo-se numerosos sultanatos que desapareceriam a partir de 1498 com a chegada de Vasco da Gama ao mando das tropas portuguesas. Portugal conseguiu a possessão do território em 1506 e os lusos se instalaram nela. No século XVIII os árabes voltam a ocupar Tanzânia e em 1885 o país converte-se em colônia alemã passando a chamar-se África Oriental Alemã. Zanzíbar era então um protetorado inglês.

Ao finalizar a Primeira Guerra Mundial, Tanganica (Tanzânia continental), passa também a depender dos britânicos e em 1946 se põe baixo o patronato da Organização de Nações Unidas.

Da Independência aos nossos dias

Tanganica obteve a independência em 1961 formando parte como membro de pleno direito da ONU e da Comonwealth. Em 1964 se produz um levantamento popular contra o sultanato de Zanzíbar (que havia obtido sua independência em 1963) que excluía do poder à minoria árabe.

Em 25 de abril de 1964 se constitui a Federação entre Tanganica e Zanzíbar proclamando-se a República Unida de Tanzânia. Em 1965 se proclama uma Constituição provisional que declara a TAU, união Nacional Africana de Tanganica, como único partido legal do país. O primeiro presidente da República é Julius Nyerere que foi reeleito em várias ocasiões. Em 1966 Tanzânia e Grã Bretanha rompem relações devido ao problema da antiga Rodesia e no ano seguinte o Presidente Nyerere declara as linhas básicas de seu governo baseadas no socialismo tanzaniano da Declaração de Arusha. Em 1968 o suajili passa a ser o idioma oficial e se retomam as relações com Grã Bretanha.

Em 1970 se nacionalizam as escolas e se funda a Universidade de Dar es Salaam. Cinco anos mais tarde se inaugura a linha de ferrovia da linha Tazara que une Tanzânia e Zambia e que foi construída com ajuda China.

Em 1977 a TAU e o Partido Afro-Shirazi de Zanzíbar se unem baixo o nome de Partido Revolucionário de Tanzânia, Chama Cha Mapinduzi. Nos dois anos seguintes o exército tanzaniano empreende uma campanha contra as forças do ditador ugandés Idi Amim Dadá chegando a ocupar Kampala. Idi Amim foge ao estrangeiro.

Em 1979 Zanzíbar elabora uma nova constituição que lhe permite eleger a seu próprio presidente. No ano seguinte resultam eleitos Nyerere e Jumbe embora não assim um bom numero dos membros da Assembléia Nacional e vários ministros, o que se interpreta como um castigo do povo contra a burocracia e a opaca gestão da legislatura.

Em 1983 são presos vários militares e a um grupo de civis acusados de tramar um complô contra o governo e também a centenares de tanzanianos baixo a campanha "criminais econômicos". Em 1985 nove dos acusados do complô foram declarados culpáveis e sentencia dois a cadeia perpétua.

Em 1984 se reforma a Constituição reduzindo os poderes presidenciais e outorgando um maior poder ao Parlamento. No ano seguinte Ali Hassam Muinyi sucede a Nyerere na presidência do país conservando-se a presidência do partido único, a TAU. Nada mais ocupar seu cargo Hassam Muinyi inicia um programa para revitalizar o partido que, entretanto, provoca graves crises internas com serias acusações de corrupção que terminam numa divisão em duas facções, a conservadora liderada por Nyerere que defende a ideologia socialista tradicional e a liberal de Muinyi que defende por uma economia mais aberta e um pacto com o fundo Monetário Internacional.

Em outubro de 1986 o governo tanzaniano envia tropas a Moçambique em apoio da independência deste país. dois anos mais tarde Zanzíbar vive um período de confusão devido a suas rivalidades com a ilha de Pemba e às lutas entre as comunidades árabes e africanas. As revoltas islâmicas na ilha fazem necessário o envio de 4.000 soldados desde o continente para prevenir um golpe de estado contra o presidente Wakil.

Em 1990 Hassam Muinyi é confirmado como presidente de Tanzânia e Salmim Amour é nomeado presidente de Zanzíbar. Em 1992 acaba o sistema de partido único abrindo-se ao multi-partitismo. Na atualidade Tanzânia é membro da Organização de Nações Unidas, da OUA e está associado com a união Européia.

Arte e Cultura

Tanzânia é um dos encaves onde têm-se encontrado importantes restos arqueológicos que servem como pistas para as hipóteses da origem do homem. O crânio de um homínido de 1.750.000 anos descoberto por Mary Leakey em Olduvai George em 1959 e que atualmente pode-se ver no Museu Nacional de Dar es Salaam, ou as pegadas datadas com quatro milhões de anos de antigüidade, prova da postura ereta de nossos antepassados, têm-se encontrado em Laetoli.

Muito tempo depois, Tanzânia foi invadido por diferentes povos que foram deixando sua pegada nas manifestações artísticas como a arquitetura colonial portuguesa ou as influências chinesas ou persas.

Em 1880 os alemães se fizeram com o território costeiro e os estilos alemães se impuseram. porém, a maioria da população muçulmana continuou preferindo a arte islâmico com formosas mesquitas com impressionantes minaretes e pátios espaçosos.

A estas mostras de arte estrangeira há que acrescentar o artesanato tribal próprio do país. São excelentes as madeira talhadas que representam animais selvagens ou diferentes cenas cotidianas da vida dos tanzanianos. Também são muito formosas as máscaras e os bustos.

Menção aparte valem as jóias, verdadeiras obras de arte, que estão realizadas em madeira, malaquita ou azerita. As mostras de artesanato masai são muito apreciadas, escudos, lanças, adornos, etc.

A literatura atual tanzaniana têm como origem as múltiplas lendas, histórias e contos que têm-se transmitido por tradição oral de pães a filhos durante gerações. São narrações de grande pureza. As publicações costumam estar impressas fundamentalmente em inglês e suajili.

São muito interessantes também as danças tribais acompanhadas de ritmos repetitivos muito melodiosos. Nelas se costumam representar fatos importantes para a vida das diferentes tribos como por exemplo caçarias, guerras, casamentos ou a das colheitas.

Gastronomia

A gastronomia tanzaniana se caracteriza pela preferencia da carne no interior e o peixe nas zonas costeiras. A preparação dos pratos não é muito elaborada mas o frescor das matérias primas suprimem e cresce este processo.

As carnes costumam ser feitas à brasa ou assadas. De sabor maravilhoso resultam os filés de búfalo, gnus antílope. Se prefere algo menos exótico encontrará, sem problemas, pratos de cordeiro, boi, frango e porco. Devido à influência islâmica são habituais os restaurantes e postos nas ruas nos que se servem as kebabs, tiras de carne de cordeiro, condimentadas com fortes especiarias. Estas carnes costumam servir-se acompanhadas de verduras como milho, ervilhas verdes, batatas e, sobretudo, arroz. As verduras pode-se servir cozidas ou cruas em pedaços. As molhos costumam levar curri ou bem, preparadas com uma base de leite de coco que confere aos pratos um sabor especial.

As saladas costumam ser de frutas. A manga, papaia, coco, banana, maçã e as batatas são as mais utilizadas. Também se utilizam as frutas cozidas como acompanhamento dos pratos de carne e peixe.

Nas zonas costeiras pode-se comer peixe fresco de excelente qualidade. As variedades mais solicitadas são a tilápia, a truta, a perca, o peixe tigre, o peixe loiro e o bacalhau de rocha. Os frutos do mar estupendos e lhe convidamos a que prove a lagosta de Zanzíbar, as ostras e os lagostins gigantes.

Em Tanzânia utiliza-se muito a pimenta quando ainda é fresca, os grãos são vermelhos e ao secar-se dão a pimenta branca que conhecemos. Um prato típico é a Torta de Pimenta cujos ingredientes são carne de vitela picada, cebola, azeite de oliva, manteiga, noz moscada, cúrcuma e pimenta de três tipos, verde, de cayena e negra. É algo explosivo mas muito saboroso.

A comida hindu também é muito apreciada e existem numerosos restaurantes que servem especialidades hindus. Nota curiosa, em Tanzânia não há queijo.

Bebidas

Para acompanhar as refeições se costuma tomar cerveja nacional como a Safari Lager e a Pilsner e vinhos tanzanianos como o Dodoma Pink, rosado e o Dodoma Red, tinto. O sabor destes é algo doce mas não há outra opção pois os vinhos importados estão proibidos. Não há problemas à hora de tomar um drink pois pode-se encontrar qualquer tipo de bebidas alcoólicas sem problemas. Não dude em provar o licor do país conhecido como kibgayi, uma espécie de mistura de ginebra e vodka, muito forte.

O chá têm um sabor forte e o café, normalmente, é instantâneo. A água deve ser mineral mas gostando de soda recorde que ela é muito mais barata. As bebidas se costumam servir pouco frias mas é recomendável evitar o gelo.

Restaurantes em Dar es Salaam

Casanova

Contém além do restaurante vários comércios. É uma marisqueiria Italiana cuja relação qualidade- preço resulta cara.

Bandari Grill

As quartas-feiras, sextas-feiras e sábados o jantar está amenizada por um baile. Está especializado em porco, curri, peixe e lagostins.

Restaurant Summit

Menu a base de peixes, pratos de carne de boi, frango e filés com curri num entorno muito agradável situado ao ar livre na varanda do Hotel Kilimanjaro.

The Agip Café

Lugar agradável no que encontra-se cerveja nacional fria. Preços moderados.

Restaurant Alcove

Conta com um serviço de entrega de comida e com um menu especializado em cozinha chinesa e hindu. Preço razoáveis.

Bruncherie

Um lugar simples onde comer hamburgues, frango frito e saladas. Não é muito caro.

Resturant Bushtrekker

Especializado em pratos de peixe. Moderado em seus preços.

Karibu Hotel Restaurant

Pratos hindus e frutos do mar a preços razoáveis.

Night of Istanbul

Excelente kebab.

Restaurant Sea View

Churrasco de carne e peixe ao ar livre. Não muito caro.

Dar es Salaam Social Club

Comida africana a base de arroz, frango, ugali e plátanos fritos. Muito barato.

Restaurantes em Arusha

Chinese Resturant

Com os lagostins como especialidade este restaurante é o mais caro da cidade.

Restaurante do Hotel Seventy Seven

Comidas de bufes amenizada com atuações ao vivo pelas noites. Os preços são caros.

Safari Grill

Pratos asados na chapa num ambiente desenfadado. Os preços são baratos. Não admite cartões de crédito.

Para comer comida africana deve-se acudir aos cafés situados em Sokoine Road.

Restaurantes em Zanzíbar

The África House Club

Comida simples e bebidas frias. Caro. Não se admitem cartões de crédito.

Fadiman's Café

Entorno muito agradável. Se não é cliente do hotel se deve reservar pelo menos com um dia de antecedência. Não se admitem cartões de crédito.

Fisherman's

Especializado em lagosta e outros mariscos. Também pode-se tomar estupendas saladas e saborosas sopas. Muito agradável.

Floating Restaurant

Situado no porto oferece comidas razoáveis a preços baratos.

Narrow Street Motel

A melhor comida da cidade a base de marisco.

Compras

Os objetos preferidos pelos visitantes da Tanzânia costumam ser as esculturas de madeira realizadas, sobretudo, em ébano. Resultam fascinantes as reproduções de animais selvagens, máscaras tribais, bustos de diferentes tamanhos das diferentes etnias e as que representam cenas da vida cotidiana. Se deve ter cuidado com as esculturas falsas pelo que é conveniente raspar na parte de baixo e se não perde a cor preta é possível que seja autentico ébano.

Também são muito apreciados os tecidos tingidos conhecidos como batiks. pode-se encontrar mantos de grande beleza e colorido assim como roupa muito cômoda e chamativa.

Outro presente típico de Tanzânia são as cangas, cachimbos de espuma de mar realizados a mão.

São realmente originais os desenhos das jóias e os materiais empregados como madeira, malaquita ou azorita. Tenha especial cuidado com os objetos de marfim e coral, estão proibidos e se os adquire pode ter sérios problemas na alfândega. Também se deve ter cuidado com as espécies animais e vegetais pois estão muito protegidas pela lei. Não pode-se tão pouco adquirir, ademais, cascos de tartaruga nem tapetes de animais selvagens como leões, zebras, antílopes, etc. a menos que tenha com um certificado CITES que garante que o animal foi caçado legalmente. Cuidado com os furtivos.

Os objetos de artesanato masai são muito apreciados. Esta tribo guerreira que atualmente se dedica ao pastoreio de seus rebanhos de vacas costuma por diferentes postos ao longo do país. Neles pode-se adquirir lanças, escudos, bijuteria como pulseiras de púas de porco espinho, anel e colares e as cuias que usam para misturar o sangue e o leite de suas reses com o fim de obter as vitaminas necessárias para sua completa alimentação (seu cheiro pode resultar um pouco forte).

Em Zanzíbar poderá adquirir numerosas especiarias como cravo, gengibre, canela, pimenta e cúrcuma de grande pureza e qualidade e a preços muito razoáveis. Os perfumes artesanais são muito apreciados e costumam ter aromas fortes e penetrantes que resultam verdadeiramente exóticos./

População e Costumes

Tanzânia está composta por mais de 120 grupos étnicos conformando um mosaico de o mais variado. destes grupos o mais numeroso é o sukuma, representando perto do 13% da população total. O resto das tribos não supera o 5%. Os habitantes do país que não são africanos significam unicamente o 1% e se dividem em europeus, paquistanês, hindus e árabes. Porém estes grupos minoritários se fazem notar no panorama racial tanzaniano pois costumam ocupar postos administrativos ou no comércio participando ativamente na sociedade e põe sua nota de cor e exotismo no país.

O povo tanzaniano é amável, simpático, orgulhoso, receptivo e atento. Se são tratados corretamente não existe nenhum problema com eles, tudo ao contrário, descobrirá que são um povo comunicativo, deseja só compreender costumes diferentes aos seus e de partilhar sua alegria e seus conhecimentos.

A família tanzaniana está muito unida. As crianças são uma parte muito importante dela, talvez porque muito poucos conseguem sobreviver. Se vem muitas mulheres com velo pois a religião majoritária no país é o Islam. Os anciãos são venerados, sobretudo nos assentamentos tribais, pois eles representam a sabedoria. São povos amantes da liberdade, talvez, porque a respiram desde seu nascimento na natureza que lhes rodeiam. Respeitam profundamente aos animais e o ciclo vital dos mesmos.

A esperança de vida é muito baixa em Tanzânia. A média de expectativas de vida dos homens é de 48 anos e das mulheres de 54. A mortalidade infantil é muito alta. O certo é que em Tanzânia há um serio problema de desnutrição que atualmente se tenta combater seriamente por parte de instituições públicas. Ademais, o governo tanzaniano têm realizado um importante esforço, desde finais da década dos anos 60, conseguindo que um 85 % da população se alfabetize; também têm-se realizado este esforço em saúde e atualmente funciona uma rede estatal de serviços médicos que inclui hospitais e berçários que realizam trabalho de prevenção graças à qual têm-se produzido um grande avanço para combater enfermidades como a malária, a doença do sonho e a esquistossomoses.

Entretenimento

Em Tanzânia não faltam as atividades de ócio nas que ocupar o tempo livre. Se é você amante da pesca encontrou o país ideal. pode-se praticar tanto no Oceano Indico a bordo de barcos de pesca tradicionais ou em iates alugados, assim como nos rios e lagos do país. As trutas dos rios que rodeiam ao Kilimanjaro têm muito boa fama. Os principais peixes de água doce que se capturam aparte das trutas são a tilapia, a pesca do Nilo e o peixe tigre. Por outro lado, em Tanzânia pode-se praticar qualquer tipo de esporte náutico como windsurf, mergulho, pesca submarina, etc.

A caça está proibida a menos que se realize através de empresas especializadas que contam com a permissão necessárias pelo que é conveniente informar-se antes de empreender esta atividade e. Se você se conforma com disparar sua câmara fotográfica encontrará safares desenhados especialmente para este fim onde poderá imortalizar, em imagens, aos animais selvagens em seu habitat natural.

A escalada do Kilimanjaro é outra das atividades favoritas para os amantes deste esporte mas se deve tomar serias precauções à hora de empreender a subida.

Pode-se subir em qualquer época do ano embora não é aconselhável faze-lo em abril e maio devido às chuvas. A subida pode durar entre seis e sete dias (não pode-se esquecer que esta é a montanha mais alta e famosa de toda África). Na população de Marangu que se encontra próxima pode-se adquirir todo o necessário, comida, equipamento, carregadores e também alugar o direito de alojamento nos refúgios.

Pode-se jogar ao golf em qualquer dos três campos com que conta o país e que estão situados em Arusha, nove buracos, Moshi, 9 buracos e Dar es Salaam com 18 buracos.

Nas principais cidades não faltam lugares de diversão como cafés, bares, discotecas, normalmente situadas nos hotéis e diversas atuações de danças tribais. Também pode-se comer em restaurantes de boa qualidade nos que se serve maravilhosos pratos do país e nos que normalmente os fins de semana há baile durante as cenas.

Festividades

As festividades em Tanzânia começam, como em quase todo o mundo, no 1 de janeiro com a celebração do Ano Novo. Neste mesmo mês, no dia 12, celebra-se em Zanzíbar o Dia da Revolução com animados desfiles e bailes.

No 5 de fevereiro comemora-se a fundação do Partido da Liberdade e esta celebração é conhecida como o Dia da CCM.

Março não têm nenhuma festividade especial a não ser que a Semana Santa coincida neste mês, neste caso são festas oficiais o Sexta-feira Santa e a Segunda-feira de Páscoa. Em abril, o 26, os tanzanianos se reúnem para comemorar o Dia da União.

O primeiro maio, da mesma maneira que em outros muitos lugares do mundo, celebra-se o Dia do Trabalhado com manifestações pacíficas que servem de reunião para os trabalhadores de diferentes grêmios.

Junho descansa para recuperar a animação no 7 de julho com o Dia dos Camponeses, festa na que celebra-se o fim da colheitas com animados bailes.

A festividade mais celebrada pelos tanzanianos têm lugar no 9 de dezembro, dia em que se comemora a Independência de Tanzânia e o Dia da República. Esse dia as gentes abarrotam as ruas para presencia os diferentes eventos oficiais que se produzem como desfiles, discursos, fogos artificiais, bailes populares, etc.

Para finalizar o ano em Tanzânia Também celebram-se o Natal com comidas tradicionais e presentes para as crianças.

Devido ao grande número de muçulmanos também se comemoram as principais celebrações muçulmana s entre as que destacam o inicio e o fim do Ramadán.

As comunidades hindus e chinesas também têm sua próprias festas. Durante sua celebração as ruas adquirem o aspecto dos países de origem e se escutam as músicas tradicionais.

No menos importantes são as cerimonias tribais que convertem num grande espetáculo para os estrangeiros. Muitas delas são absolutamente reservadas para os membros da tribo mas outras são públicas e si coincide com uma delas não deixe de assistir.

Durante as festividades oficiais fecham os centros públicos, bancos e comércios embora os principais serviços turísticos permaneçam abertos.

Transportes

Avião

No existem vôos diretos desde Espanha a Tanzânia pelo que é imprescindível fazer escala em alguma cidade européia para tomar um avião que tenha este destino. British Airways oferece este serviço, além de contar com tarifas especiais em determinados momentos que permitem aceder desde Londres. Air France têm vôos diretos desde París com a capital tanzaniana, Dar es Salaam, enquanto que KLM voa desde Amsterdã os dias quarta-feira e sábados. Lufthansa também oferece um vôo direto desde Frankfurt.

Durante a alta temporada costuma haver vôos charter pelo que é conveniente informar-se nas agências de viagem.

No interior do país Air Tanzânia oferece vôos diários entre as cidades mais importantes. Existe uma boa comunicação aérea entre Dar es Salaam e os aeroportos do Kilimanjaro, Mwanza e Zanzíbar.

Existe a possibilidade de alugar aviões nos aeroportos de Dar es Salaam e do Kilimajaro para viajar aos albergues das reservas, assim como às ilhas. Os preços são elevados e se deve fazer a reserva com bastante tempo de antecedência.

Barco

É recomendável utiliza-lo no Lago Vitoria, onde poderá fazer uma formosa viagem entre Bukova e Mwanza.

Trem

A companhia de trem tanzanianos, Tanzânia Railways Corporation, conserva duas linhas que atravessam o país. As duas partem da capital tanzaniana Dar es Salaam e se dividem na que vai para o norte até Kigome, a beira do lago Tanganika e a que vai a Zâmbia que cruza a Reserva de Selous e a meseta de Makonde num percurso maravilhoso. Ademais, Tanzânia Railways Corporatiom oferece serviço três dias à semana entre Dar es Salaam e Moshi. Os preços dos bilhetes não são caros.

Ônibus

Os ônibus tanzanianos são bastante eficientes e econômicos. As paradas para comer se fazem em lugares acondicionados e cômodos. Existe um serviço diário entre Arusha e Moshi, assim como entre a capital tanzaniana, Dar es Salaam e outros lugares de Tanzânia. Também pode-se viajar nos típicos "matatus", pequenos microônibus ou carros grandes, que costumam ir carregados até o topos, não muito cômodos, mas muito utilizados pelos nativos. Esta falta de comodidade é compensada pelo entretenimento da viagem. Se decide utiliza-lo procure que seja em trajetos curtos e lembre-se que se deve contratar o preço com o chofer antes iniciar a viagem.

Carro

Não existem companhias de aluguel de carro em Tanzânia mas pode-se alugar um carro com chofer. Esta possibilidade têm múltiplas vantagens pois as estradas tanzanianas estão em bastante mal estado e não contam com uma sinalização apropriada (inconvenientes que os choferes nativos não sofrem pois as conhecem perfeitamente). Ademais, se encarregam do combustível, de trocar um pneu em caso de um furo e de reparar o carro se sofre algum problema. Durante a viagem costumam informar dos costumes e a cultura tanzaniana convertendo-se em amenos companheiros de viagens e excelentes guias de viagem. Os condutores de safaris têm que realizar um curso sobre fauna e flora do país de três meses de duração que o Governo organiza especialmente para eles, pelo que durante as viagens receberá toda a informação necessária.

Se decide viajar em seu próprio carro tenha em conta que o melhor é faze-lo num "todo terreno" desde Kenia, onde pode-se alugar veículos sem condutor. É necessário passar uns tramites específicos e pagar determinados impostos. É muito recomendável ter em conta onde estão os pontos nos que pode-se reabastecer de combustível e viajar com suficientes provisões. É imprescindível informar-se nas agências de aluguel antes de contratar este serviço.

Taxi

Os taxis não levam taxímetro pelo que se deve fixar o preço da corrida antes de empreender o percurso.

Fonte: www.rumbo.com.br

Tanzânia

Continente: África
Nome Completo: República Unida da Tanzânia
Localização: Sudeste Africano
Coordenadas: 6 00 S, 35 00 E
Limites: Países limítrofes:Burundi, Quênia, Malawi, Moçambique, Ruanda, Uganda, Zâmbia
Capital: Dar-es-Salaam e Dodoma. A capital foi alterada de Dar-es-Salaam para Dodoma em 1974, mas até agora, a mudança física não ocorreu.
Governo: República Presidencialista
Moeda: Xelim Tanzaniano
Área: 939.470 km2
Nacionalidade: Tanzaniana
População: 37.189.939 (julho/2002)
Mortalidade: 77,85 mortes a cada 1.000 nascidos vivos (2002)
Vida: 51,7 anos
Ponto Culminante: Monte Kilimanjaro, 5.895 m
Religiões: Islamismo 67%, Cristianismo 30%, Crenças Tradicionais 3%
Idiomas: Suaíli e Inglês (tradicional), Kiunguju, Árabe
Analfabetismo: 31%
Renda: US$ 260 (2001)

Fonte: www.libreria.com.br

Tanzânia

Nome oficial: República Unida da Tanzânia (Jamhuri ya Muungano wa Tanzania).

Nacionalidade: tanzaniana.

Data nacional: 12 de janeiro (aniversário da Revolução - Zanzibar); 26 de abril (Dia da União - Tanganica); 9 de dezembro (Independência).

Capital: Dodoma.

Cidades principais: Dar es Salaam (1.360.850), Mwanza (223.000), Dodoma (203.800), Tanga (187.155), Zanzibar (157.600) (1988).

Idioma: suaíle e inglês (oficiais), línguas regionais.

Religião: islamismo 35%, crenças tradicionais 35%, cristianismo 30% (1984).

Geografia

Localização: sudeste da África.
Hora local: + 6h.
Área: 939.470 km2.
Clima: tropical.
Área de floresta: 325 mil km2 (1995).

População

Total: 33,5 milhões (2000), sendo nianveses e sucumas 26,3%, suaíles 8,8%, haias 5,3%, hehes e benas 5%, outros 54,6% (1987).
Densidade: 35,66 hab./km2.
População urbana: 31% (1998).
População rural: 69% (1998).
Crescimento demográfico: 2,3% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 5,48 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 47/49 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 82 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 24,8% (2000).
IDH (0-1): 0,415 (1998).

Política

Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 25 regiões.
Principais partidos: Revolucionário da Tanzânia (CCM), Frente Cívica Unida (CUF).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 275 membros (232 eleitos por voto direto, 37 mulheres indicadas, 5 delegados da Casa dos Representantes de Zanzibar e o procurador-geral), com mandato de 5 anos. O governo pode mudar o número de representantes a ser eleito antes de cada pleito.
Constituição em vigor: 1977

Economia

Moeda: xelim tanzaniano.
PIB: US$ 8 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 46% (1998).
PIB indústria: 15% (1998).
PIB serviços: 39%* (1998).
Crescimento do PIB: 3% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 220 (1998).
Força de trabalho: 16 milhões (1998).
Agricultura: café, algodão em pluma, castanha de caju, cravo-da-índia.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 357,2 mil t (1997).
Mineração: diamante, ouro, sal, carvão, calcário.
Indústria: alimentícia, têxtil, tabaco, bebidas (cerveja).
Exportações: US$ 674 milhões (1998).
Importações: US$ 1,5 bilhão (1998).
Principais parceiros comerciais: Reino Unido, Japão, Quênia, Alemanha, África do Sul, Índia.

Defesa

Efetivo total: 34 mil (1998).
Gastos: US$ 140 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Tanzânia

Nome oficial: República Unida da Tanzânia

Área: 945 087 km2

População: 42.746.620 habitantes.

Capital: Dodoma

Principais cidades: Dodoma, Dar es Salaam

Língua oficial: Swahili, Inglês

Moeda: xelim da Tanzânia

Dia Nacional: 26 de abril - Dia Nacional

HISTÓRIA

Tanzânia costa era, assim como a do Quênia, marcado pela presença de postos comerciais, onde no início da nossa era tinham desenvolvido o comércio entre África, do mundo árabe e Ásia, onde civilização floresce suaíli.

O herdeiro Zanzibar

A chegada do Português no século XVI, este comércio sem interrupção para desaparecer. No décimo nono século influência Swahili no país foi reforçada com o desenvolvimento do império de negócios de Zanzibar, onde, em 1840, estabeleceu-se o Seyyid Said Sultão de Omã. Sob sua liderança, desenvolvido nas ilhas produzir dentes, enquanto as caravanas de comércio penetrou muito mais para o interior em busca de marfim e escravos. Ao longo das rotas das caravanas cresceu contadores, núcleos urbanos, como Tabora. A proibição do tráfico internacional, após uma aliança com a Grã-Bretanha levou a usar escravos nas plantações e grandes fazendas que se espalham ao longo da costa. Hoje Tanzânia é de alguma forma o herdeiro do império de Zanzibar.

O período colonial

Protetorado tratados (1884-1885) por Carl Peters assinado em nome da Deutsche Gesellschaft Östafrikanische, levou o Império Alemão para ocupar a África Oriental Alemã, compreendendo, além da, Tanganyika Ruanda e Burundi hoje. Uma colonização alemã agrícola activa foi realizado, especialmente nas montanhas do Norte e América do Sul. Controle do território não se deu sem violência, especialmente na repressão da revolta Maji Maji-(1905-1906) que, em parte despovoada terras altas do sul. No final da Primeira Guerra Mundial, quando as tropas alemãs resistiram até o armistício de novembro de 1918, a África Oriental Alemã foi dividida: o "Ruanda-Burundi" mandato foi dado a Bélgica pela Liga das Nações, no entanto, Grã-Bretanha administrado o resto do território conhecido como Tanganyika. Este mandato foi a Cinderela dos territórios britânicos da África oriental: o esforço de investimento não foram feitas até 1945, com a extensão de algodão país Sukuma e grandioso plano de desenvolvimento para o cultivo mecanizado amendoim (amendoim Scheme), no centro do país, que foi um fracasso.

A luta pela independência da luta nacionalista foi liderado pela União Nacional Africano Tanganyika, liderada por Julius Nyerere, em um clima de unidade entre as tribos, mesmo entre as raças porque TANU aceite em suas fileiras os asiáticos. O país tornou-se independente em 1961. A independência de Zanzibar, que levou a distúrbios violentos entre os descendentes de árabes populações de origem Africano, Nyerere, estavam ansiosos para evitar um sistema alinhado com a União Soviética colocou-se no arquipélago, conseguiu alcançar a união de Tanganica e Zanzibar para formar a Tanzânia (Abril de 1964); Nyerere tornou-se presidente, eo presidente de Zanzibar, Abeid Karume, o vice-presidente.

Os primeiros anos experimentar Nyerere, Nyerere praticado uma política de desenvolvimento e não eclética, apoiado pela ajuda externa. Mas suas posições políticas estrangeiras (conflitos com a República Federal da Alemanha por causa de relatos de Zanzibar com a Alemanha Oriental, como com a Grã-Bretanha que se opuseram a que a declaração unilateral de limply brancos independência Rhodesian) ter cortado as suas principais fontes de financiamento, ele tomou em 1967 por meio da Declaração de Arusha, um Ujamaa socialismo socialista utópico tentou combinar os princípios da solidariedade da civilização Africano e ideais de progresso técnico inspirada pela ciência moderna. Nacionalização de bancos, grandes empresas de importação e exportação, plantações e fábricas principais daria ao Estado os meios de sua política. O agrupamento da população, anteriormente dispersas aldeias em "aldeias Ujamaa" seria tanto permitir o desenvolvimento de trabalho comunitário, desenvolvimento de infra-estrutura, incluindo educação e saúde, e orientação do país pelo partido - TANU, que se tornou em 1977 o Chama Cha Mapinduzi (CCM), na sequência da sua fusão com o Partido Afro-Shirazi de Zanzibar. Agrupamento em aldeias se tornou obrigatório em 1974 (o tamanho médio atingiu um? 700 habitantes), mas o ideal do socialismo com base já havia apagado a favor de uma simples modernização sob o controle estrito da Estado. Apesar da ajuda internacional substancial, ineficientes estruturas do Estado, especialmente na indústria e comércio, a corrupção, o custo de uma política externa ambiciosa (apoio aos movimentos de libertação na África do sul, guerra contra Uganda Idi Amin em 1978) levou o país à falência.

Ele teve que negociar com as instituições financeiras internacionais e aceitar uma política de liberalização econômica.

Tanzânia HOJE? Hui aposentadoria política Nyerere (que deixou a presidência em 1985) eo estabelecimento de um multipartidarismo marcou o fim de uma era.

Ali Hassan Mwinyi, sucessor de Nyerere, estava longe de seu carisma, e Benjamin Mkapa, que foi eleito presidente em 1995, é definido como "social-democrata". A Tanzânia é "de volta na linha" ... a liberalização tem sido acompanhado pelo desenvolvimento de corrupção, mas, apesar do retorno a um sistema multipartidário (1992), protesto político está ausente do continente, isso faz nem mesmo em Zanzibar, onde muitos sonham, se não a independência, pelo menos uma autonomia ainda maior.

GEOGRAFIA

A República Unida da Tanzânia (945.090 km2), incorporada em 1964 pela união de Tanganica e Zanzibar é limitado a norte pelo Quénia e Uganda, a leste pelo Oceano Índico, a sul com a Zâmbia Malawi e Moçambique, a oeste pelo Ruanda, Burundi e República Democrática do Congo (ex-Zaire), que é separada pelo lago Tanganica.

O continente é formado principalmente de planation localizada entre 1.000 e 1.500 m de altitude, fragmentado por Rifts tectônicas: a do Rift Ocidental, na fronteira oeste do país, é mais marcada, pontuada por lagos Tanganica e Malawi; do Rift Oriental, que se junta ao sul, na área do Monte Rungwe às vezes desaparece em favor de escarpas de falha simples voltada para o leste.

Anexos A fraturas estão associadas estruturas vulcânicas, como o Kilimanjaro, o ponto mais alto de África (5.892 m) e Meru, e fileiras de pequenos aglomerados, orientadas norte-noroeste - sul-sudeste no Nordeste (Usambara, Paré), então a nordeste - sudoeste no "Southern Highlands" (Uluguru horst Iringa) ingressar no Rift Rungwe Monte (2959 m), que tem vista para o lago Malawi. Esses movimentos tectônicos têm perturbado a drenagem para o mar e estão causando extensas depressões sazonalmente inundadas, vales grandes (Ruaha, Kilombero, Ruvuma) são sérios obstáculos para o tráfego, mas oferecem potencial de hidro- agricultura. Sedimentares planícies costeiras são relativamente estreitos. A curta distância, as ilhas de Zanzibar e Pemba são parcialmente coral.

POPULAÇÃO

A população da Tanzânia é principalmente de origem Bantu, embora o país está na ponta do Nilotic avançada (com o Maasai em particular). Tanzânia foi o coração do império continental de Zanzibar, dominado por árabes de Omã, associada com os comerciantes subcontinente indiano. Civilização Swahili floresceu nas ilhas de Zanzibar e da costa como contadores dentro, incluindo Tabora: O Islã é mais difundida do que em outros países da África Oriental e swahili poderia facilmente se tornar a língua nacional.

A distribuição da população, estimada em 29,5 milhões de pessoas, é muito desigual e em grande parte periférica, com uma densidade média de 31,2 h./km2 e densidades máximas nas montanhas do nordeste, sul e a oeste do lago Victoria (Sukuma país e haya) nas montanhas do sul e na costa. Um aumento da população no planalto central, despovoado muito longo, reduz um pouco esses contrastes. Originalmente habitat caracterizado por aldeias espalhadas no mundo rural tem experimentado um grande "villagization" para facilitar o trabalho conjunto e equipamentos;-se rotina em 1974, não atingiu a maciço mais populoso, onde as casas continuam a ser espalhados nos campos. A taxa de urbanização é modesto (34,3%). Apesar de um aumento nas cidades do interior, os centros urbanos são costa mais ativo: em princípio, embora ele deixou o status de capital para Dodoma (120.000 h.), Dar es Salaam (1,6 milhões de horas). continua a ser o maior centro econômico e urbano, e de longe a maior cidade.

ECONOMIA

Distribuição periférica da população na Tanzânia foi a sua tradução para a atividade econômica. O centro do país foi caracterizado pela agricultura de subsistência pobres base de milho e sorgo, e na ausência de gado devido à tripanossomíase. Áreas de culturas de exportação foram periférica: grandes plantações de sisal nas planícies do nordeste cerca de plantações es Salaam e Tanga europeus de café à beira do Nordeste (Região enorme Arusha arábica) os produtores de café nas encostas do Kilimanjaro (Chagga país) e Meru, como no extremo sul (também produtor de chá, mas por deficiente isolamento), o Noroeste (em torno de Buhaya Bukoba) produção de café robusta, no litoral, as culturas foram cultivadas em coco e caju (que dão caju), o cravo era prerrogativa do arquipélago de Zanzibar. Para estes foi adicionado algodão culturas permanentes, ampliado consideravelmente Sukuma país (sul do Lago Vitória) desde 1950.

Agricultura

Culturas de exportação têm sofrido política econômica pesada que tributadas as culturas de benefícios teóricos e regiões mais pobres do Centro: Após a nacionalização das plantações, a produção de sisal caiu para o sexto lugar do que A independência foi, a produção de café aumentou 20% em cinco anos, o chá de 42%, quando a população progrediu em 75%. O potencial de plantações de ser reconstruído, em condições de mercado difíceis. Maior dinamismo caracteriza as regiões centrais os resultados são melhores para o algodão eo tabaco, que são cultivadas, especialmente a produção de milho e arroz - especialmente para o mercado interno - tem havido um aumento muito visível ao longo o eixo da ferrovia TAZARA construído pela China entre 1969 e 1975 para melhorar o acesso à Zâmbia. A ferrovia, reformado, é um instrumento eficaz para o desenvolvimento econômico e de tráfego é importante para a Zâmbia. Enquanto o arroz é antigo, especialmente no Sul, o potencial de grandes vales e depressões no interior ainda é subutilizada. Devido à extensão da tripanossomíase, o gado não é importante, exceto no seco Nordeste, os países da Sukuma e maciça, o que aumentou a produção de leite.

Energia e Indústria

Tanzânia opera recursos minerais pequenos (diamantes, ouro, sal, Songo-Songo gás perto da costa, fornecendo o fertilizante de plantas Kilwa Kilosa, fosfatos no Norte, Minjingu) de ferro e carvão, no Sudoeste, não são economicamente viáveis. Indústria, altamente heterogênea e cuja reabilitação é difícil, é, apesar de uma vontade de devolução permaneceu em grande parte concentrada em Dar es Salaam e no Nordeste, que reuniu 65% dos empregos e 69% das empresas com mais de dez empregados. Atividade turística avança, com a principal atração Kilimanjaro, mas é duas vezes menor do que no Quênia.

Fonte: www.afrique-planete.com

Tanzânia

Situada na parte oriental da África, a República Unida da Tanzânia possui superfície de 945 mil km2 e limita-se, a Leste, com o Oceano Índico; ao Sul, com Moçambique, Malauí e Zâmbia; a Oeste, com o Burundi, Ruanda e República Democrática do Congo; e, ao Norte, com Uganda e Quênia. Sua geografia, rica e variada, inclui pontos mundialmente conhecidos, como o lago Vitória, a planície do Serengeti e a vasta região montanhosa a Nordeste, na fronteira com o Quênia, na qual se destacam os Montes Meru e Kilimanjaro.

A população tanzaniana, de 36 milhões de pessoas, compreende cerca de cento e vinte tribos distintas. Os idiomas oficiais são o swahili, falado por toda a população, e o inglês. 33% dos habitantes vivem em áreas urbanas, entre as quais realça Dar es Salaam, antiga capital, à beira do Oceano Índico, com mais de um milhão de pessoas. Embora, oficialmente, a atual capital administrativa seja Dodoma, localizada na região central do país, Dar es Salaam continua a ser a sede dos Poderes Executivo e Judiciário, bem como do Corpo Diplomático estrangeiro. A data nacional celebra-se em 26 de abril, dia em que a Tanzânia se constituiu mediante a união de Tanganica e Zanzibar.

O país adota o regime de uma república presidencialista. O sistema original de partido único veio a ser modificado em 1992, passando o Chefe de Estado a ser escolhido – e não mais referendado, como anteriormente - pelo voto popular. Os principais partidos são o Partido da Revolução – CCM (“Chama Cha Mapinduzi”, sua designação em swahili), que se mantém no poder desde a independência, e a Frente Cívica Unida (CUF), de oposição. A última eleição realizou-se em 2000, quando o Presidente Benjamin William Mkapa obteve seu segundo mandato de cinco anos. O Poder Legislativo, unicameral, incumbe à Assembléia Nacional, cuja composição de 295 membros compreende, em sua maioria, deputados eleitos pelo voto popular na Tanganica e em Zanzibar, e outros parlamentares, como o Procurador-Geral e os representantes indicados pelo Presidente da República (dez) e por associações femininas (quarenta e oito). O Primeiro-Ministro, que serve como líder do Governo na Assembléia Nacional, é Frederick Sumaye, desde 1995.

História

Comerciantes árabes foram os primeiros a chegar, no século VII, à costa oriental da África, onde, cerca de quinhentos anos mais tarde, vieram a ser construídas cidades e entrepostos comerciais por imigrantes persas e indianos. Em 1498, no curso de sua viagem à Índia, o navegador Vasco da Gama explorou aquela costa, sobre a qual os portugueses exerceram certo controle temporário, mas sem haverem colonizado a área nem explorado seu interior.

Na esteira da dominação européia na África, a região correspondente à futura República da Tanzânia foi transformada em protetorado alemão em 1885. Com a Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e seus aliados começaram a dividir entre si as antigas possessões alemãs. A Tanganica passou, desse modo, ao domínio britânico por mandato outorgado pela Liga das Nações.

A instalação de colonos ingleses foi menos intensa, no entanto, do que a verificada em outros países africanos. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Tanganica tornou-se território tutelado da ONU, sob a administração de Londres, que começou a adotar medidas que contribuiriam, pouco a pouco, para viabilizar a futura independência daquela nação africana. Outro fator importante para tanto foi à atuação do Professor (Mwalimu, em swahili) Julius Nyerere, que fundou, em 1954, a União Nacional Africana de Tanganica (TANU). Sua habilidade de negociador político favoreceu a interlocução com os ingleses sobre a transformação do território tutelado em país independente.

Em 9 de dezembro de 1961, é estabelecida a República de Tanganica, tendo Nyerere por Presidente. Em 19 de dezembro de 1963, a ilha de Zanzibar também obtém sua independência do Reino Unido, sob a forma de monarquia constitucional. Com a rebelião que lá se instala subseqüentemente e leva à destituição do Sultão de Zanzibar, firma-se, em abril de 1964, tratado de união entre os dois países, que passam a constituir a Tanzânia, presidida por Nyerere. A denominação República Unida da Tanzânia veio a ser formalizada pela Declaração de Arusha, de 1967.

O Presidente Nyerere foi reconduzido ao cargo de forma sucessiva até 1985, quando passou a exercer, unicamente, a presidência do Partido da Revolução – CCM (resultado da fusão, em 1977, da TANU e do ASP – Partido Afro-Shirazi, de Zanzibar). Ali Hassan Mwinyi, do CCM, foi seu sucessor no governo e reelegeu-se em 1990. Nas eleições de 1995 e 2000, o mandato foi obtido por Benjamin William Mkapa, do mesmo partido. Durante seu primeiro governo, em outubro de 1999, faleceu o histórico dirigente Julius Nyerere.

Política Interna

Durante as três primeiras décadas como Estado soberano, a Tanzânia teve seu cenário político doméstico monopolizado pelo Presidente Julius Nyerere, cujo poder de liderança ultrapassa as fronteiras de seu país, convertendo-o em um dos grandes nomes da história africana. O “Professor” (Mwalimu), como era carinhosamente chamado por seus concidadãos, procurou implantar um modelo político socialista adaptado às condições de seu país. Suas linhas diretrizes privilegiavam a redução do analfabetismo, a elevação da renda dos agricultores e a melhoria dos níveis de saúde da população. Cabe salientar a conservação do espírito comunitário em país integrado por cerca de cento e vinte tribos distintas e mesmo rivais.

Os princípios que nortearam o socialismo na Tanzânia, conforme fixados na Declaração de Arusha de 1967, não se restringiam à propriedade e controle dos meios de produção pelo Estado. A nacionalização de empresas e a coletivização das propriedades agrícolas foram parte do modelo adotado, mas também houve espaço para a iniciativa privada, o direito de herança, o comércio varejista praticado por indivíduos, as cooperativas e os proprietários de terras que podiam contratar mão-de-obra.

A partir do final dos anos 70, a política de Nyerere começa a ser criticada, tanto internamente quanto no exterior, especialmente pelos doadores de recursos, como a Alemanha, EUA e os países nórdicos. Ademais da depressão econômica, a estrutura unipartidária fornecia munição aos críticos.

A partir de 1985, quando Ali Hassan Mwinyi assume a Presidência, inicia-se processo de mudanças na política interna tanzaniana, em especial a legalização da oposição, em 1992, que põe fim ao regime de partido único. Mwinyi promoveu, de imediato, reforma ministerial destinada a trazer colaboradores mais jovens para o governo e a “revitalizar o socialismo tanzaniano”, segundo declarado. Produziram-se atritos, contudo, com a velha guarda do partido, que continuava presidido por Nyerere, situação essa que obrigou a um ritmo moderado e cauteloso na implantação das reformas. Apesar de tais problemas, Mwinyi obteve um segundo mandato em 1990.

Seu sucessor, Benjamin William Mkapa, que conquistou 62% dos votos na eleição de 1995, inaugura nova fase no cenário doméstico do país. Ex-Chanceler, pertencente à terceira geração de políticos tanzanianos, Mkapa promove maior abertura econômica e política, com o objetivo de modernizar a Tanzânia e adequá-la às circunstâncias vigentes no âmbito mundial. Desde então, alguns episódios perturbaram o cotidiano político, como o atentado perpetrado em 1998 por terroristas do grupo Al-Qaeda contra a Embaixada dos EUA em Dar es Salaam e a recusa da Frente Cívica Unida, partido de oposição, a reconhecer os resultados eleitorais de 2000, quando o Presidente Mkapa foi reeleito para o cargo com 71% dos votos válidos.

Não obstante tais episódios, a Tanzânia continua a mostrar um grau de unidade nacional e de estabilidade política que a distinguem, de forma positiva, no cenário africano. As transições de governo vêm-se fazendo pacificamente.

Economia

A Tanzânia figura entre os países mais pobres do mundo, embora sua dimensão territorial, seu quadro interno estável e o potencial de desenvolvimento existente, como no caso dos grandes lagos, possam vir a atrair investimentos e a reverter à situação de pobreza extrema, que afeta a metade da população, segundo os critérios do Banco Mundial.

Após a independência, em 1961, o Governo tanzaniano buscou, por meio da Declaração de Arusha (1967), ampliar a capacidade produtiva do país e transformar sua estrutura econômica sob inspiração socialista. Dado o perfil eminentemente agrícola da economia local, um dos focos de atenção foram às comunidades rurais (“ujamaa”), que se basearam no modelo cooperativista e chegaram a funcionar como centros prestadores de serviços, contribuindo para melhorar o bem-estar da população. Sob as diretrizes da Declaração de Arusha, bancos, companhias de seguros e indústrias diversas foram nacionalizadas. O setor privado não foi excluído da vida econômica, no entanto, e podia atuar em determinados setores, de forma isolada ou associada a empresas estatais, de acordo com a lei. Apesar dos benefícios gerados em termos de saúde e de educação, o modelo socialista tanzaniano não conseguiu superar o desafio da pobreza e tampouco atingiu a capacidade produtiva a que aspirava. Pelo contrário, o país enfrentou sérios problemas econômicos, agravados, nos anos 70, por fatores como os dois choques do preço do petróleo, os mal-sucedidos esforços de integração na África Oriental e a guerra contra Uganda (1978).

A Tanzânia teve, nessas condições, que negociar acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em função do qual se introduziram medidas típicas de liberalização da economia, não obstante a resistência de Nyerere em fazê-lo. As mudanças, foram sendo gradualmente implantadas nas administrações seguintes à do histórico líder tanzaniano, especialmente nas duas gestões de Benjamin Mkapa, a partir de 1995. Entre essas mudanças, figuram a restruturação das empresas públicas (com a venda de 335 das 425 firmas existentes), a redução do déficit orçamentário, liberação da taxa de juros, remoção da maioria dos controles de preço e liberalização do comércio. O relacionamento com o FMI consolidou-se com a assinatura de Facilidade Ampliada de Ajuste Estrutural, em 1996, seguida de Facilidade de Crescimento e de Redução de Pobreza, em 2000, renovada em 2003.

Mesmo apresentando índices modestos, como o PIB de US$ 21 bilhões e renda per capita em torno de 600 dólares, a Tanzânia vem persistindo na criação de ambiente macroeconômico estável e favorável aos negócios no nível doméstico, segundo as diretrizes das instituições financeiras internacionais. A inflação foi controlada (4,7% em 2002) e as reformas estruturais, principalmente o processo de privatizações, vêm avançando. A agricultura continua a ser o setor predominante da economia, respondendo por 60% do PIB, 85% das exportações e 80% da mão-de-obra empregada. A indústria, responsável por 10% do PIB, tradicionalmente se caracterizou pelo processamento de produtos agrícolas e de bens de consumo de pequeno valor. O aumento da produção industrial e mineral (com destaque para o ouro), bem como a exploração de petróleo e de gás, contribuíram, em boa medida, para o crescimento recente da economia, cuja média anual, entre 1991 e 2001, foi de 3,3%. Também colaboraram as reformas no setor bancário, as quais favoreceram os investimentos privados, domésticos e estrangeiros. Em razão dos bons resultados alcançados, a Tanzânia obteve do Clube de Paris, em 2002, a anulação de 43% de sua dívida. Para 2004, prevê-se crescimento do PIB de cerca de 5,2%.

Quanto à situação do seu comércio internacional, o país registrou, em 2002, exportações de 765 milhões de dólares e importações de 1,6 bilhão. Os principais compradores foram a Ásia (37%), União Européia (36%) e África (19%). Entre os fornecedores, destacaram-se a Ásia (41%), União Européia (24%) e África (22%).

Política Externa

O Presidente Julius Nyerere foi um dos fundadores do Movimento Não-Alinhado e, durante seus sucessivos mandatos, a Tanzânia desempenhou papel importante nos foros internacionais e regionais, como a Organização da Unidade Africana (que, em 2001, viria a dar lugar à União Africana). O país atuou ativamente contra o apartheid na África do Sul e, da mesma forma, contra o colonialismo, havendo prestado sistemático apoio a grupos que lutavam pela independência em Angola, Moçambique, Zimbábue e Namíbia. Conforme pronunciamento feito em 1967 pelo Presidente tanzaniano, a posição anticolonialista da Tanzânia não deveria ser interpretada como antiocidental, no entanto. Sua política exterior procurava ater-se, na verdade, ao princípio do não-alinhamento (apesar da evidente dificuldade de adotar-se essa postura em época dominada pela Guerra Fria entre o Ocidente capitalista e o Leste socialista). O país manteve a ligação herdada do período colonial com a Europa ocidental e, no tocante à área socialista, o relacionamento mais significativo foi com a China, que participou do projeto de construção da ferrovia entre Dar es Salaam e Lusaca.

A partir dos anos 80, sobretudo após a sucessão de Nyerere, a Tanzânia começou a aproximar-se mais dos países ocidentais, em busca de assistência financeira, seguindo o comportamento típico de outros países africanos. Passou mesmo a figurar com destaque na lista de beneficiários da ajuda concedida pelos países escandinavos, Itália, França, Holanda, Alemanha e Bélgica.

Embora sem o mesmo ativismo dos anos 60 e 70, como decorrência natural das mudanças processadas em seu âmbito interno e no cenário internacional, a Tanzânia tem-se mostrado atuante na esfera regional africana, em especial no tocante aos esforços para promover a solução pacífica dos conflitos, étnicos ou de outra natureza, ocorridos nos países vizinhos, como o Burundi e a República Democrática do Congo. A Tanzânia participa, dentre outros organismos, da União Africana, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e da Conferência dos Grandes Lagos. O último organismo, que tem sua origem em Declarações Presidenciais do Conselho de Segurança da ONU, datadas de 1994 e 1997, efetuou sua primeira reunião de cúpula em Dar es Salaam, nos dias 19 e 20 de novembro de 2004. Tal encontro, de que o Brasil participou como Observador, contou com a presença de dez dos onze Chefes de Estado dos países que constituem o núcleo (Core Group) da Conferência. Conforme assinalado na Declaração então adotada, a reunião abre perspectivas de reconstrução e de desenvolvimento na região oriental da África. Na medida em que se possa instaurar nova dinâmica de segurança e cooperação em área geográfica que tem sido conturbada por seguidos conflitos no curso dos últimos anos, criar-se-iam condições favoráveis a uma revigorada atuação externa da parte da Tanzânia.

As relações com os vizinhos africanos têm sido positivas em geral, mas apresentam oscilações ao longo dos anos, uma vez que os mencionados conflitos nesses países repercutem em Dar es Salaam. Em 1978, os desmandos do ditador ugandense Idi Amin Dada, que atacou a região de Kagera, na Tanzânia, causaram a invasão de Uganda por tropas tanzanianas. As lutas entre as etnias hutus e tutsis, em 1994, ocasionaram o deslocamento, para o território da Tanzânia, de mais de 800 mil refugiados provenientes de Ruanda e do Burundi. Com o agravamento desse fluxo no ano seguinte, o Governo tanzaniano chegou a fechar, temporariamente, a fronteira com o segundo país. Os problemas nesse particular persistem em certa medida, pois, mesmo se a repatriação dos últimos refugiados ruandenses (cerca de trinta mil) foi alcançada no curso de 2003, ainda restariam aproximadamente 500 mil burundineses na região do lago Tanganica.

Cabe, ainda, referência aos esforços mais recentes de integração econômica sub-regional, como a assinatura, em setembro de 1999, do Tratado de Cooperação da África Oriental, de que são partes a Tanzânia, Quênia e Uganda.

Relações da Tanzânia com o Brasil

As relações diplomáticas entre o Brasil e a Tanzânia foram estabelecidas, oficialmente, em 1970, vindo-se a criar a primeira representação brasileira junto a Dar es Salaam em base cumulativa com a Embaixada existente em Nairóbi. Posteriormente, em 1979, abriu-se embaixada residente na capital tanzaniana. Essa missão diplomática foi desativada em 1991 por motivos financeiros e deverá ser restabelecida em breve, como parte da estratégia do atual Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fortalecer e dinamizar o relacionamento do Brasil com os países africanos. Por ora, a representação brasileira é exercida cumulativamente pela Embaixada do Brasil em Maputo enquanto a Tanzânia se faz representar por sua missão diplomática em Washington.

Ainda que pouco intensas, as relações bilaterais têm sido marcadas pela harmonia e pela coincidência de posições no tocante a diferentes temas da agenda internacional. Nos anos 70, quando o Governo tanzaniano se mostrava ativo defensor das causas africanas, Nyerere declarou apreciar a firme postura do Brasil contra o apartheid. No encontro mantido pelos Presidentes Lula e Mkapa em Xangai, em maio de 2004, à margem de reunião do Banco Mundial, os dois mandatários puderam constatar a sintonia de interesses relativos à necessidade de reforma do sistema das Nações Unidas, às negociações comerciais no âmbito multilateral e à promoção do desenvolvimento sustentável, entre outros tópicos. Coincidiram, de modo especial, quanto à prioridade que se deve dar, na esfera mundial, ao combate à fome e à pobreza, mediante a adoção de novos mecanismos para tanto, inclusive financeiros. O Presidente Benajmin Mkapa confirmou, inclusive, sua participação na reunião de Chefes de Estado e de Governo que se realizou em setembro de 2004, na ONU, por iniciativa brasileira, para tratar daquele tema.

No nível bilateral, o relacionamento apresentou ligeira expansão durante o período em que existiu a Embaixada em Dar es Salaam. Além das atividades de cooperação técnica na área agrícola e em alguns outros setores, registrou-se a participação de empresas brasileiras em projetos de infra-estrutura, como a rodovia Dodoma-Morogoro-Mwanza. A decisão do Governo tanzaniano de transferir a capital de Dar es Salaam para Dodoma (o que veio a ocorrer de maneira apenas parcial) também gerou a vinda a Brasília de autoridades e técnicos da Tanzânia, interessados em conhecer a experiência brasileira. Nesse mesmo período, verificou-se um maior número de visitas de autoridades de alto nível daquele país, como a do então Ministro da Cultura e Informação, Benjamin Mkapa, em 1981, e a do Presidente Nyerere, em 1987, no âmbito de turnê realizada na América Latina. Do lado brasileiro, o ex-Chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro visitou a Tanzânia em 1980. Desde o fechamento da representação diplomática brasileira, os contatos de alto nível têm ocorrido principalmente em encontros à margem de foros internacionais, como o que já se mencionou entre os Presidentes Lula e Mkapa, em 2004.

O relacionamento econômico-comercial tem sido modesto, conforme indicado na tabela abaixo, mas existem áreas promissoras para desenvolvê-lo, sobretudo nos setores agropecuário, de mineração e de pesca.

Fonte: www2.mre.gov.br

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