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Classificação dos Seres Vivos

 

Até a metade do século XX, os seres vivos são classificados em apenas duas categorias: reino animal e reino vegetal.

Com o progresso da biologia, a classificação se amplia para incluir organismos primitivos que não têm características específicas só de animais ou de vegetais.

A partir da década de 60, o critério internacionalmente aceito divide os organismos em cinco reinos:

Moneras

Seres unicelulares (formados por uma única célula) procariontes (células sem núcleo organizado). O material hereditário é constituído por ácido nucléico no citoplasma. São as bactérias e as cianófitas (algas azuis), antes consideradas vegetais primitivos.

Protistas

Seres unicelulares eucariontes (que possuemnúcleo individualizado). Seu material genético está organizado nos cromossomos, dentro do núcleo. Representados por protozoários, como a ameba, o tripanossomo (causador do mal de Chagas) o plasmódio (agente da malária), que até a metade do século XX eram considerados animais primitivos.

Fungos

Seres eucariontes uni e pluricelulares como as leveduras, o mofo e os cogumelos. Já foram classificados como vegetais, mas sua membrana possui quitina, molécula típica dos insetos e que não se encontra entre as plantas. São heterótrofos (não produzem seu próprio alimento), por não possuírem clorofila.

Animais

São organismos multicelulares e heterótrofos (não produzem seu próprio alimento). Englobam desde as esponjas marinhas até o homem, cujo nome científico é Homo sapiens.

Plantas

São os vegetais, desde as algas verdes até as plantas superiores. Caracterizam-se por ter as células revestidas por uma membrana de celulose e por serem autótrofas (sintetizam seu próprio alimento pela fotossíntese). Existem cerca de 400 mil espécies de vegetais classificados.

Classificação das Plantas

As plantas são divididas em dois grupos: as fanerógamas e as criptógamas.

Fanerógramas: São plantas com sementes, por meio das quais elas se reproduzem também chamadas espermatófitas ou espermáfitas. Possuem raiz, caule, folhas e sementes. Algumas tem folhas e frutos, outras não.

Um exemplo desse grupo são: a mangueira, o pinheiro, o capim, a roseira, a alface, o agrião, a mandioca, etc.

As fanerógamas dividem-se em dois subgrupos:

Angiospermas

São plantas que possuem frutos.

Exemplos: limoeiro, tomateiro, pessegueiro. É o grupo vegetal mais bem adaptado ao planeta. São plantas que possuem raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes. A flor é a estrutura reprodutiva dessa plantas. Nela, encontramos o ovário e os óvulos. Após a fecundação, os óvulos se transformam em fruto. Os frutos auxiliam a dispersão das sementes, mesmo quando alguns animais, como aves e mamíferos, os ingerem. Nesse caso, a casca impede a digestão da semente, a semente é depositada, com fezes do animal, longe da planta-mãe. A semente germina e da origem a uma nova planta. Nas sementes, existe uma estrutura chamada cotilédone.

Com base nessa estrutura, as angiospermas são divididas em duas classes:

Monocotilêdoneas: plantas em cujas sementes há apenas um cotilédone. Exemplos: lírios, orquídea e milho
Dicotiledôneas:
plantas em cujas sementes há dois cotiledôneas. Exemplos: rosa, girassol e feijão.

Gimnospermas

São plantas sem frutos. Tem folhas pequenas e pontiagudas. O grupo de gimnospermas mais conhecido é o das coníferas. Exemplos: pinheiro, o cipestre, e a sequóia. As gimonospermas possuem estruturas especiais de reprodução chamadas estróbilos, ou cones (daí o nome colíferas). Algumas espécies apresentam árvores só com estróbilos masculinos e árvores só com estróbilos femininos. Na maioria os estróbilos femininos e masculinos se encontram nas mesmas árvores.

Quando o estróbilo masculinos se abre, ele libera grande quantidade de grãos de pólen.

Os grãos de pólen são as estruturas reprodutora masculina, que contém a célula sexual. Levados pelo vento, os grãos de pólen vão fecundar os óvulos nos estróbilo feminino.

Os óvulos fecundados desenvolvem-se dando origem às sementes , que no pinheiro-do-paraná, recebem o nome de pinhão. As sementes permanecem protegidas nos estrobilos femininos, que passam a ser denominados pinhas. Ao amadurecer, a pinha se abre liberando as sementes. Estas ao germinar darão novas plantas.

Criptógamas: são plantas que não possuem sementes, nem flores e frutos. Algumas não possuem raiz, nem caule, nem folhas verdadeiras; outras são formadas apenas por um talo. São exemplo desses grupos as algas, os musgos ( briófitas) a avenca e a samambaia (pteridófitas).

Briófitas

Compreendem os musgos e as hepáticas. São vegetais extremamente pequenos, sendo formados por rizóides, caulóides e filóides. São plantas avasculares (sem condutores de seiva ou alimento)

Pteridófitas

Compreendem samambaias e avencas. São os primeiros vegetais vasculares. Possuem o corpo dividido em raiz, caule e folhas.

NOMENCLATURA ZOOLÓGICA

Com tantos tipos de animais e numerosos taxinomistas trabalhando para denomina-los e descreve-los em diferentes países , poderiam surgir algumas confusões na nomenclatura.

Por esse motivo é necessário obedecer certas regras para dar nomes aos animais; regras estas que só foram estabelecidas após os brilhantes trabalhos do botânico Sueco Carolus Linnaeus em 1758 (Carlos Lineu).

Regras:

1 – O nome dos animais devem ser escritos em latim (Lineu usou o latim, porque era a língua dos intelectuais em sua época).
2 –
Todo animal tem obrigatoriamente dois nomes no mínimo. O primeiro é o do gênero e o segundo o da espécie (Sistema binominal criado por Lineu). Ex: Homo sapiens
3 –
O nome do gênero deve ser sempre escrito com inicial maiúscula, e o da espécie com inicial minúscula. Ex: Trypanosoma cruzi
Quando se dá o nome especifico em homenagem a uma pessoa, como no exemplo acima, acrescentamos a letra i no sobrenome do homenageado se for do sexo masculino. Ex: Carlos Bates = batesi.
Quando o Homenageado for feminino, acrescentamos ae no sobrenome. Ex: Sônia Costa = costae
4 –
Quando existe subespécie, o seu nome deve ser escrito depois do da espécie e sempre com inicial minúscula. Ex: Rhea americana darwing ou Apis mellifera adansoni
5 –
Quando existe subgênero o seu nome deve ser escrito depois do nome do gênero, entre parênteses, e sempre com inicial maiúscula. Ex: Anofheles (nissurrhynchus) darlingi
6 –
O nome dos animais devem ser grifados ou deve se usar um tipo de letra diferente do texto, em geral usa o negrito ou caracteres itálicos .
7 –
Se um gênero ou espécie foi descrito mais de uma vez, deve-se sempre usar o primeiro nome que o animal foi descrito, mesmo que seja errado. É a lei da prioridade. Expl. Trichuris trichiura é conhecido também como tricocéfalo, em vista de ser usado durante muito tempo o nome Tricocephalus trichiuris. O nome mais antigo Trichuris - (thirix = cabelo; aura = cauda) significa cauda capilar . Quando se descobriu que a parte filiforme do verme correspondia à extremidade cefálica e não caudal, procurou-se mudar o nome para Trichocephalus, o que não é permitido pela regra da prioridade.
8 –
Nos trabalhos científicos, depois do nome da espécie colocasse o nome do autor (o naturalista que a descreveu) e o ano da publicação do trabalho onde foi descrito. Expl. Triatoma infestans - Klug, 1834.
Obs
. O nome do autor e data, citados entre parênteses, indicam que a espécie em questão foi descrita originalmente em gênero diversos do que aparece citado. Expl. Trypanosoma cruzi (Chagas, 1909). Originalmente foi descrito como Schizotrypanum cruzi . Dias, em 1939 foi quem rivalidou.
9 –
Tem terminações padronizadas as seguintes categorias: superfamilia (oidea), família (idae), subfamilia (inae) e tribo (ini). Expl. O pernilongo vetor da malária pertence a superfamilia Culicoidea , família Culicidae, subfamilia Culicinae e a tribo Anophelini.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Classificação dos Seres Vivos

A classificação dos seres vivos é feita pela Sistemática (estudo da diversidade das características dos seres vivos) e/ou pela Taxonomia (organização da diversidade de seres vivos de acordo com uma estrutura lógica) e pode ser expressa em árvores filogenéticas.

A Taxonomia organiza os organismos em grupos chamados taxon (plural: taxa), enquanto a Sistemática procura descobrir as relações existentes entre eles.

As bases do sistema de nomenclatura em vigor foram originalmente criadas pelo naturalista sueco Carolus Linnaeus (1707-1778), que instituiu a nomenclatural binomial.

Atualmente, o nome que é atribuído a um dado ser vivo (uma espécie até à altura desconhecida, por exemplo) é determinado pelas regras ditadas por convenções internacionais como o Código Internacional de Nomenclatura Botânica ou o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica.

Regra geral, os seres vivos são classificados em cinco reinos:

Reino Monera
Reino Protista
Reino Fungi
Reino Plantae
Reino Animalia

No entanto, com base em resultados obtidos mais recentemente, vários investigadores afirmam que esta classificação se encontra desatualizada, advogando o Sistema dos Três Domínios que, tal como o nome indica, considera três domínios, que basicamente refletem diferenças ao nível da presença/ausência de núcleo individualizado e da estrutura da membrana celular e/ou da parede celular:

Archaea (procariotas, microscópicos, unicelulares, que no início foram designados Archaebacteria e incluídos no mesmo grupo que as bactérias; tal deixou de suceder quando se constataram as diferenças fundamentais existentes no que toca, por exemplo: à estrutura da parede celular, à estrutura da membrana e ao metabolismo).
Bacteria
(procariotas, microscópicos, geralmente unicelulares, a maior parte dos quais com parede celular).
Eukaryota
(eucariotas - ou seja, com núcleo "verdadeiro" que encerra o ADN nuclear -, maioritariamente pluricelulares).

Além destes organismos, existem "parasitas" intracelulares, cuja atividade metabólica apresenta variações tais que põem em causa o fato de estarem ou não vivos:

Vírus (parasitas intracelulares obrigatórios, pois necessitam de utilizar os "recursos" do hospedeiro para se reproduzirem; são constituídos por uma pequena quantidade de ADN ou ARN, regra geral protegida por uma cápsula proteica, lipídica ou ambas).

Priões (o termo original prion nasceu da designação proteinaceous infectious particle; são estruturas proteicas capazes de auto-replicação; a sua descoberta - em 1982 - valeu o Prémio Nobel a Stanley B. Prusiner).

Fonte: www.educacao.te.pt

Classificação dos Seres Vivos

Todos conhecemos os animais e as plantas por algum nome, que muda conforme a localidade, região e/ou país onde se encontra a espécie. Se todos conhecessem uma mesma espécie (animal ou vegetal) com nomes diferentes, e iniciassem uma conversa sobre ele, logo pensariam que estavam falando de espécies muito parecidas, mas não da mesma espécie.

De fato, esta confusão criada com os diferentes nomes vulgares (nomes que utilizamos para chamar comumente as espécies) sempre foi um problema na Biologia, qualquer que fosse o ramo de estudo e/ou pesquisa.

Em uma tentativa de universalizar os nomes de animais e plantas, já de há muito os cientistas vinham procurando criar uma nomenclatura internacional para a designação dos seres vivos. No primeiro livro de Zoologia publicado por um americano, Mark Catesby, por volta de 1740, houve uma tentativa de "padronizar" o nome de um pássaro, o tordo americano, de tal forma que ele pudesse ser conhecido em qualquer idioma, mas o nome dado ao pássaro era demasiado grande para descrever uma ave tão pequena.

Já em 1735, o sueco Karl von Linné, botânico e médico, conhecido como Linneu, lançava seu livro "Systema Naturae", onde propunha regras para classificar e denominar animais e plantas.

Mas só na 10a edição do seu livro, já em 1758, foi que ele propôs efetivamente uma forma de nomenclatura mais simples, em que cada organismo seria conhecido por dois nomes apenas, seguidos e inseparáveis.

Assim surgiu a nomenclatura binominal moderna.

As regras atuais para a denominação científica dos seres vivos, incluindo os animais já extintos, foram firmadas com base na obra de Lineu, no I Congresso Internacional de Nomenclatura Científica, em 1898, e revistas em 1927, em Budapeste, Hungria.

As principais regras são:

Na designação científica, os nomes devem ser latinos de origem ou, então, latinizados.

Em obras impressas, todo nome científico deve ser escrito em itálico (tipo de letra fina e inclinada), diferente do corpo tipográfico usado no texto corrido. Em trabalhos manuscritos, esses nomes devem ser grifados.

Cada organismo deve ser reconhecido por uma designação binominal, onde o primeiro termo identifica o seu gênero e o segundo, sua espécie. Mas considera-se erro grave o uso do nome da espécie isoladamente, sem ser antecedido pelo nome do gênero.

O nome relativo ao gênero deve ser um substantivo simples ou composto, escrito com inicial maiúscula.

O nome relativo à espécie deve ser um adjetivo escrito com inicial minúscula ( * salvo raríssimas excessões: Nos casos de denominação específica em homenagem a pessoa célebre do próprio país onde se vive, consente-se o uso da inicial maiúscula.).

Em seguida ao nome do organismo é facultado colocar, por extenso ou abreviadamente, o nome do autor que primeiro o descreveu e denominou, sem qualquer pontuação intermediária, seguindo-se depois uma vírgula e a data em que foi publicado pela primeira vez ( * Não confundir o nome do autor (mencionado após a espécie) com subespécie, uma vez que esta última é grafada com inicial minúscula e é escrita com o tipo itálico, enquanto o nome do autor tem sempre inicial maiúscula e não é grafado em itálico.).

Conquanto a designação seja uninominal para gêneros e binominal para espécies, ela é trinominal para subespécies.

Em Zoologia, o nome da família é dado pela adição do sufixo -idae ao radical correspondente ao nome do gênero-tipo. Para subfamília, o sufixo usado é -inae.

Algumas regras de nomenclatura Botânica são independentes das regras de nomenclatura zoológica. Os nomes de família, por exemplo, nunca têm para as plantas o sufixo -idae, mas quase sempre levam a terminação -aceae.

Lei da Prioridade: Se para um mesmo organismo forem dados nomes diferentes, por autores diversos, prevalece a primeira denominação. A finalidade dessa regra é evitar que a mesma espécie seja designada por diferentes nomes científicos, o que acarretaria confusão idêntica à que existe com os nomes vulgares.

Observação: Em casos excepcionais, é permitida a substituição de um nome científico, mas para isso adota-se uma notação especial, já convencionada, que indica tratar-se de espécime reclassificado.

Assim, quando um especialista muda a posição sistemática de um ser que anteriormente já recebera denominação científica, e o coloca em outro gênero, a notação taxionômica correta deve assumir uma das formas abaixo:

A) Menciona-se o nome antigo entre parênteses, depois do gênero e antes do nome específico.
B)
Ou, então, menciona-se o nome do organismo já no novo gênero e, a seguir, entre parênteses, o nome do primeiro autor e a data em que denominou aquele ser; só então, já fora dos parênteses, coloca-se o nome do segundo autor e a data em que reclassificou o espécime.

Já a divisão dos seres vivos é feita de forma a agrupar seres semelhantes em grupos distintos de outros. O estudo descritivo de todas as espécies de seres vivos e sua classificação dentro de uma verdadeira hierarquia de grupamentos constitui a sistemática ou taxionomia. Até há algum tempo atrás, distinguiam-se a sistemática zoológica, referente aos animais, e a sistemática botânica, referente às plantas. Atualmente, a divisão dos seres assumiu um grau de complexidade maior, possuindo cinco reinos.

Para um entendimento da funcionalidade das divisões taxionômicas dos seres, é necessário o conhecimento de conceitos básicos, que estão inseridos em conjuntos, e cada conjunto está, por sua vez, inserido em um conjunto maior e mais abrangente.

Estes conceitos são, em ordem crescente:

Espécie: é um grupamento de indivíduos com profundas semelhanças morfológicas e fisiológicas entre si, mostrando grandes similaridades bioquímicas, e no cariótipo (quadro cromossomial de células haplóides), com capacidade de se cruzarem naturalmente, originando descendentes férteis.
Gênero:
é o conjunto de espécies que apresentam semelhanças, embora não sejam idênticas.
Família:
é o conjunto de gêneros afins, isto é, muito próximos ou parecidos, embora possuam diferenças mais significativas do que a divisão em gêneros.
Ordem:
é um grupamento de famílias que têm semelhanças.
Classe:
é a reunião de ordens que possuem fatores distintos de outras, mas comum às ordens que a ela pertencem.
Filo (Ramo):
é a reunião de classes com características em comum, mesmo que muito distintas entre si.
Reino:
é a maior das categorias taxionômicas, que reune filos com as características comuns a todos, mesmo que existam diferenças enormes entre eles. Possui apenas cinco divisões: Animalia (Metazoa), Vegetalia (Plantae), Fungi, Protistis e Monera.

A partir destes conjuntos, a ordem é:

Espécies < Gêneros < Famílias < Ordens < Classes < Filos (Ramos) < Reinos

Onde lê-se que as espécies estão inseridas nos gêneros, que estão inseridos nas famílias, que estão inseridas nas ordens, que estão inseridas nas classes, que estão inseridas nos filos (ramos), que por sua vez estão inseridos nos reinos.

Uma observação deve ser feita: os VÍRUS são seres que são classificados à parte, sendo considerados como seres sem reino. Isto acontece devido às características únicas que eles apresentam, como a ausência de organização celular, ausência de metabolismo próprio para obter energia, reproduz-se somente em organismo hospedeiro, entre outras. Mas eles possuem a faculdade de sofrer mutação, a fim de adaptar-se ao meio onde se encontram.

Com estas noções, espero que seja possível um melhor entendimento da complexidade do mundo das ciências biológicas, em especial da Paleontologia.

Fonte: br.geocities.com

Classificação dos Seres Vivos

O homem vive classificando tudo o que vê. Classificar significa agrupar, tendo por base aspectos de semelhança entre os elementos classificados. Ao classificar moedas, por exemplo, levam-se em conta critérios de semelhança como o país de origem, o ano em que a moeda foi criada, etc..

Aristóteles

Aristóteles era um sábio grego que viveu no século IV a.C. Este sábio fez uma das primeiras classificações dos seres vivos. Ele separava os animais "sem sangue" dos "com sangue".

As plantas eram agrupadas em 3 categorias: árvores, arbustos e ervas.

Por que o homem classifica os seres vivos?

A importância da classificação biológica é facilitar a compreensão da enorme variedade de seres vivos existente.

Tanto no exemplo das moedas como na classificação de Aristóteles o que há em comum?

A escolha de critérios. A idéia então, é o estabelecimento de critérios que acrescentem algo sobre o grupo classificado.

A classificação dos seres vivos, como se faz atualmente, tenta agrupá-los de acordo com o maior número possível de semelhanças.

O sistema binomial de Lineu

Muito tempo depois de Aristóteles, o naturalista sueco Lineu (na verdade seu nome era Karl von Linné) elaborou um detalhado sistema de classificação dos seres vivos.

O trabalho de Lineu, denominado Systema naturae (do latim Sistema natural), foi publicado pela primeira vez em 1735. Naquela época havia urgente necessidade de um sistema classificatório que pusesse ordem no grande número de seres que estavam sendo descritos pelos naturalistas, em conseqüência de viagens a terras desconhecidas.

Porque o sistema criado por Lineu é chamado binomial?

Lineu partiu do seguinte princípio:

Elementos parecidos ele reunia em um grupo chamado gênero. Cães e lobos, por exemplo, são muito parecidos, assim foram reunidos no gênero denominado Canis.

Quando Lineu agrupava os seres vivos em gêneros ele também já estava assumindo que estes seres tinham peculiaridades que os fazia diferentes apesar das semelhanças, assim, cães e lobos eram agrupados no mesmo gênero mas eram considerados de espécies diferentes. No exemplo do cão e do lobo: o cão doméstico foi denominado Canis familiaris e o lobo foi denominado Canis lupus.

Ao final, o nome dado por Lineu a uma espécie era composto por duas palavras, por isto chamado binomial.

O sistema binomial inventado por Lineu e empregado até hoje, tem a vantagem de mostrar, já no próprio nome do ser vivo, sua semelhança com outros que pertençam ao mesmo gênero.

O atual sistema de classificação biológica

No atual sistema de classificação, espécies semelhantes são colocadas em um mesmo gênero, como fazia Lineu.

Com os novos conhecimentos adquiridos pelo homem, desde os tempos de Lineu, acrescentaram-se outros critérios para a classificação. São pesquisadas semelhanças genéticas e bioquímicas, por exemplo. Tudo isso, visa tornar a classificação o mais precisa possível.

Os gêneros que apresentam semelhanças significativas são reunidos em uma categoria maior, denominada família. As famílias semelhantes, por sua vez, são reunidas em ordens; ordens semelhantes são agrupadas em classes e classes semelhantes são agrupadas em filos. Estes, por sua vez, compõem os reinos. Ufa!!!!, é de perder o fôlego.

A categoria mais específica é a espécie, e a mais abrangente é o reino.

O nome do gênero deve sempre começar por letra maiúscula e o da espécie em letra minúsculas.

O nome científico de um ser vivo (gênero e espécie) deve sempre vir destacado no texto (escrito em itálico, sublinhado ou em outro tipo de letra).

Uma classificação geral dos seres vivos

Alguns biólogos admitem a existência de cinco reinos de seres vivos, outros consideram a existência de quatro, e outros de três.

Aqui, consideraremos quatro grandes reinos de seres vivos:

Metazooa (ou animal)
Metaphyta
(ou vegetal)
Protista e,
Monera

Veja um resumo dos principais grupos de seres vivos:

Reino Metazooa - ANIMAL

Filo
Caracterização Geral
Nome em Latim
Nome em Português
Porifera Poríferos ou esponjas animais muito primitivos, conhecidos por esponjas e vivendo em água doce ou salgada.
Cnidaria ou Celenterata Celenterados animais aquáticos, de água doce ou salgada, sendo as água-vivas, as anêmonas e os corais as representantes mais conhecidas.
Plathelmynthes Platelmintos ou vermes achatados Animais de vida livre ou parasitas; entre os primeiros destaca-se a planária e, entre os parasitas,são muito conhecidas as tênias ou solitárias.
Nemathelmynthes Nematelmintos ou vermes cilíndricos A maioria dos nematelmintos é parasita; os mais conhecidos são os áscaris ou lombrigas e os vermes que causam amarelão.
Mollusca Moluscos Animais de corpo mole, muitos deles dotados de conchas calcárias; seus representantes mais conhecidos são mexilhões, ostras, lulas e polvos.
Annelida Anelídeos Animais cujo corpo é formado por anéis repetidos; os representantes mais populares são as minhocas e sangue-sugas.
Arthropoda Artrópodes Filo muito diversificado, compreendendo animais invertebrados com patas articuladas; são os crustáceos, insetos e aracnídeos os seus representantes mais conhecidos.
Echinodermata Equinodermes Animais marinhos, dos quais os mais conhecidos são as estrelas e ouriços-do-mar.
Chordata Cordados Filo a que pertencem os vertebrados: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

 

 

Reino Metaphyta - VEGETAL
Divisão
Caracterização Geral
Nome em Latim
Nome em Português
Bryophyta Briófitas ou plantas avasculares Plantas simples, que vivem em locais úmidos e sombreados. Seus representantes mais conhecidos são os musgos e as hepáticas.
Tracheophyta Traqueófitas ou plantas vasculares Divisão muito ampla e diversificada, a que pertencem as filicíneas (ou samambaias), as gimnospermas (pinheiros e ciprestes) e as angiospermas (plantas que produzem frutos).

 

 

Reino Protista
Grupo ou Filo
Caracterização Geral
Nome Latim
Nome em Português
Algae Algas Grupo composto por diversos filos, com espécies uni ou pluricelulares. São, em sua maioria, organismos aquáticos, de água doce ou salgada.
Grupo composto por vários filos: 
Chlorophyta Clorofíceas ou algas verdes
Rhodophyta Rodofíceas ou algas vermelhas
Phaeophyta etc. Feófitas ou algas pardas etc.
Mycophyta Fungos Grupo de seres primitivos, uni ou pluricelulares. Seus representantes conhecidos são o bolor, as leveduras e o cogumelo.
Protozoa Protozoários Todos os protozoários são unicelulares, muitos de vida livre; como as amebas e os paramécios, e outros parasitas, como os plasmódios (malária) e os tripanossomos (doença de Chagas).

 

 

Reino Monera
Grupo
Caracterização geral
Bactérias Organismos unicelulares, isolados ou coloniais, muitos deles parasitas; suas células são muito simples; entre as bactérias que causam doenças citam-se os meningococos (meningite) e as salmonelas (tifo).
Cianofíceas Também chamadas algas azuis, são muito diferentes das algas; têm células simples, semelhantes às das bactérias; são, entretanto, fotossintetizantes, tendo clorofila; são organismos unicelulares, isolados ou coloniais.

Fonte: www.cda.sp.gov.br

Classificação dos Seres Vivos

Ate a metade do século XX, os seres vivos são classificados em apenas duas categorias: reino animal e reino vegetal.

Com o progresso da biologia, a classificação se amplia para incluir organismos primitivos que não tem características especificas só de animais ou de vegetais. -Mas, o que é classificar?

Classificar é agrupar coisas de acordo com suas semelhanças e diferenças.

Por exemplo, podem-se classificar selos agrupando-os de acordo com diversos critérios: o país de origem, o ano de sua emissão ou o motivo de sua estampa (flores, animais, personagens históricos, etc.). Nos supermercados os produtos são classificados e distribuídos de acordo com o tipo (latarias, produto de limpeza, bebidas, verduras, etc.). A semelhança é o ponto de partida de todas as classificações, mas é necessário escolher características realmente importantes, pois muitas semelhanças são apenas superficiais ou inadequadas à classificação. O local aonde vivem os organismos,por exemplo,não pode ser usado como critério principal de classificação,porque existem animais aéreos tão díspares como uma mosca,uma gaivota e um morcego.

Carl Von Linée ou Lineu (1707-1778), um naturalista sueco, escolheu como principal critério de classificação, o plano de organização corporal, isto é, a estrutura e a anatomia dos seres vivos. Dessa forma, os animais foram agrupados de acordo com as semelhanças de sua estrutura corporal, e as plantas, de acordo com a sua anatomia e, principalmente, de acordo com a estrutura de suas folhas e frutos.

No sistema atual de classificação, além das semelhanças estruturais, hoje examinadas até níveis microscópicos,também são estudadas as semelhanças e diferenças na composição química das proteínas e dos genes que constituem os seres vivos.

A partir da década de 60, o critério internacionalmente aceito divide os organismos em cinco reinos:

Moneras

Seres unicelulares (formados por uma única célula) procariontes (células sem núcleo organizado) como as bactérias e as cianobactérias. O material hereditário é constituído por ácido nucleio no citoplasma. São as bactérias e as cianófitas (algas azuis), antes consideradas vegetais primitivas.

Protistas

Seres unicelulares eucariontes (que possuem núcleo individualizado). Seu material genético está organizado nos cromossomos, dentro do núcleo. Representados por protozoários, como a ameba, o tripanossomo(causador do mal de Chagas)o plasmódio(agente da malária)e as algas,que até a metade do século XX eram considerados animais primitivos.

Fungos

Ser eucariontes uni e pluricelulares como as leveduras, o mofo e os cogumelos. Já foi classificado como vegetais, mas sua membrana possui quitina, molécula típica dos insetos e que não se encontra entre as plantas. São heterótrofos, por não possuírem clorofila.

Plantas

São os vegetais, desde as algas verdes até as plantas superiores.

Caracterizam-se por ter as células revestidas por uma.

Existem cerca de 400 mil espécies de vegetais classificados.

As plantas se dividem em dois grupos:

1. Fanerógamas
2.
Criptógamas

Fanerógamas

São plantas com sementes,por meio das quais elas se reproduzem também chamadas espermatófitas ou espermáfitas. Possuem raiz,caule, folhas e sementes.

Alguma tem folhas e frutos, outras não.

Um exemplo desse grupo é: a mangueira,o pinheiro,a mandioca,etc.

As fanerógamas se dividem em três subgrupos:

Angiospermas

São plantas que possuem frutos (limoeiro, tomateiro, pessegueiro). É o grupo vegetal mais bem adaptado ao planeta.

Monocotiledôneas

Plantas em cujas sementes há apenas cotilédone. Exemplos: os lírios, orquídeas e milho.

Dicotiledôneas

Plantas em cujas sementes há duas cotiledôneas.

Giminospermas    Angiospermas
  
      Dicotiledônea Monocotiledônea
RAIZES Pivotante (sistema radicular) Pivotante (sistema radicular) Fasciculada (sistema radicular)
CAULE Lenhoso e ramificado (sistema monopodial) Ramificado Não ramificado
FOLHAS Forma, tamanho e inervação variáveis. Inervação reticulada Inervação paralela
FLOR Unissexuais e aperiantadas

Femininas: carpelos abertos e óvulos expostos.

Masculino: folhas estaminhal com sacos polínicos

Dímeras, tetrâmeras e pentâmeras Tímeras
FRUTOS Não produzem frutos Com 2,4 ou 5 lojas   
SEMENTES (EMBRIÃO) 2 ou mais cotilédone 2 cotilédone Numero de lojas a 3

Ou seu múltiplo

Animais

São organismos multicelulares e heterótrofos (não produzem seu próprio alimento). Englobam desde as esponjas marinhas até o homem, cujo nome cientifico é Homo Sapiens. O Reino Animal reúne organismos heterótrofos multicelulares que possuem tecidos corporais bem definidos. A origem dos animais ainda é obscura,mas tudo indica que eles surgiram a partir de primitivos protozoários coloniais,provavelmente flagelados.

Durante a evolução dos animais houve grande aumento de complexidade corporal, surgindo sistemas de órgãos especializados na digestão, na respiração, na excreção e na reprodução entre outros.

De acordo coma organização básica de corpo, os animais são classificados em mais de 35 filos.

Alguns biólogos costumam subdividir o reino Animal em dois sub-reinos: Parazoa no qual são classificadas as esponjas, e Eumetazoa, no qual estão incluídos todos os outros animais. Essa divisão se baseia no fato de as esponjas apresentarem organização corporal bastante simples, no que diferem de todos os outros animais.

Características gerais das esponjas

As esponjas são animais de características primitivas, mas sua estratégia evolutiva é inegavelmente bem-sucedida, pois esse grupo de animais foi um dos primeiros a se formar e é abundante até hoje.

As esponjas constituem o filo Porífero (do grego “poris”, poro, e “phoros”, portador.), que significa “poroso, esponjoso”. também são denominadas espongiários ou poríferos.

Esponjas são organismos imóveis, porem capazes de movimentar a água ao seu redor. Se pequenas partículas coloridas forem espalhadas em torne de uma esponja, veremos que elas são atraídas em direção ao animal,penetrando em seu corpo através de microscópicos poros.

É assim que a esponja se alimenta: ela aspira lentamente a água que a cerca,de onde retira partículas de alimento.

Nomenclatura e Classificação dos seres Vivos

Em zoologia, o nome da família e dado pela adição do sufixo-idae ao radical correspondente ao nome do gênero-tipo. Para subfamília, o sufixo usado é inae.

Algumas regras de nomenclatura Botânica são independentes das regras de nomenclatura zoológica. Os nomes de família,por exemplo, nunca tem para as plantas o sufixo idae,mas quase sempre levam a terminação aceae.

Lei da prioridade

Se para um mesmo organismo forem dados nomes diferentes, por autores diversos, prevalece à primeira denominação. A finalidade dessa regra é evitar que a mesma espécie seja designada por diferentes nomes científicos, o que acarretaria em confusão idêntica à que existe com os nomes vulgares.

Em casos excepcionais, é permitida a substituição de um nome cientifico, mas para isso adota-se uma notação especial, já convencionada, que indica tratar-se de espécime reclassificado.

Assim, quando um especialista muda à posição sistemática de um ser que anteriormente já recebera denominação cientifica,e o coloca em outro gênero, a notação taxionômica correta deve assumir uma das formas abaixo:

A) Menciona-se o artigo entre parênteses, depois do gênero e antes do nome especifico.
B)
Ou, então, menciona-se o nome do organismo já no novo gênero e, a seguir, entre parênteses, o nome do primeiro autor e a data em que denominou aquele ser; só então, já fora dos parênteses, coloca-se o nome do segundo autor e a data em que reclassificou o espécime.

Já a divisão dos seres vivos é feita de forma a agrupar seres semelhantes em grupos distintos de outros. O estudo descritivo de todas as espécies de seres vivos e sua classificação dentro de uma verdadeira hierarquia de grupamento constitui a sistemática ou taxionomia. Até a algum tempo atrás, distinguiam-se a sistemática zoológica, referente aos animais, e a sistemática botânica, referente às plantas. Atualmente,a divisão dos seres assumiu uma grau de complexidade maior,possuindo cinco reinos

Para um entendimento da funcionalidade das divisões taxionômicas dos seres, é necessário o conhecimento de conceitos básicos, que estão inseridos em um conjunto maior e mais abrangente.

Estes conceitos são em ordem crescente:

Espécie (do latim “species” tipo) é um agrupamento de indivíduos com profundas semelhanças morfológicas e fisiológicas entre si, mostrando grandes similaridades bioquímicas, e no cariótipo (quadro cromossomial de células haplóides), com capacidade de se cruzarem naturalmente, originando descendentes férteis.

Gênero: É o conjunto de espécies que apresentam semelhanças, embora não sejam idênticas.
Família:
É o conjunto de gêneros afins, isto é, muito próximos ou parecidos, embora possuam diferenças mais significativas do que a divisão em gêneros.
Ordem:
É um agrupamento de famílias que tem semelhanças.
Classe:
É a reunião de ordens que possuem fatores distintos de outras, mas comuns às ordens que a ela pertencem.
Filo (ramo):
É a reunião de classes com características em comum, mesmo que muito distintas entre si.
Reino:
É a maior das categorias taxionômicas, que reúne filos com as características comuns a todos, mesmo que existam diferenças enormes entre eles.

Glossário

Taxonomia: Ramo da Biologia que se ocupa da classificação dos Seres Vivos em grupos, de acordo com a sua estrutura, origem, etc.
Cotilédone:
A primeira folha que surge quando a semente germina cuja função é nutrira planta desde o inicio do crescimento.
Heterótrofos:
Não produzem seu próprio alimento.
Autótrofas:
Fazem seu próprio alimento pela fotossíntese.

Fonte: www.iesambi.org.br

Classificação dos Seres Vivos

Lembre-se que o ramo da Biologia que trata da classificação e nomenclatura dos seres vivos é a Taxonomia.

Saiba quais e quantos são os reinos atuais e em quais deles se enquadram os diferentes organismos.

Conheça as regras de nomenclatura e o sistema binomial de Lineu e as outras categorias de classificação além de espécie (unidade natural de classificação dos seres vivos). Recorde que espécies muito parecidas podem ser reunidas em um gênero; gêneros semelhantes se agrupam em uma família ; famílias parecidas se juntam em uma ordem ; as ordens afins formam uma classe; classes em comum farão parte de um mesmo filo (ramo para os animais e divisão para os vegetais) e finalmente os filos ou divisões serão reunidos em um mesmo reino.

Assim, os agrupamentos são: reino, filo, classe, ordem família gênero e espécie.

De acordo com a classificação adotada há cinco reinos: o Monera (das bactérias e cianobactérias), o Protista (dos protozoários eucariontes e das algas euglenofíceas, pirrofíceas e crisofíceas), o reino Fungi (dos fungos unicelulares ou pluricelulares), o reino Animalia ou Metazoa (dos animais pluricelulares) Metaphyta ou Plantae (de vegetais como briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas e das algas rodofíceas, feofíceas e clorofíceas). Mas, há também quem considere todas as algas (exceto as cianobactérias, antigamente chamadas algas azuis ou cianofíceas) como seres pertencentes ao reino Protista.

A terminação idae indica família nos animais e o sufixo aceae é indicativo de família nos vegetais.

Observações

O sueco Lineu (Carl von Linné ) depois passou a usar seu nome na forma latina, Carolous Linnaeus Para a maioria dos autores, os vírus (organismos acelulares, parasitas intracelulares obrigatórios) estariam ainda sem reino, devido às características apresentadas por eles. Os fungos são eucariontes, aclorofilados, heterótrofos por absorção (absorvem moléculas orgânicas simples).

Os animais são eucariontes, heterótrofos por ingestão (ingerem moléculas orgânicas complexas extraídas de outros seres vivos, dos quais se alimentam). Os vegetais mais complexos e as algas em geral são eucariontes, autótrofos, fotossintetizantes e possuem clorofila em seus plastos.

As antigas algas azuis (atualmente, chamadas cianobactérias) não são mais enquadradas no grupo das algas, mas sim, no das bactérias. As cianobactérias são procariontes, autótrofas e clorofiladas, mas não possuem cloroplastos. Sua parede celular não apresenta celulose, mas sim, peptidoglicano (também presente em outras bactérias). As bactérias em geral são unicelulares procariontes, apresentando parede celular, membrana plasmática (ou plasmalema), material genético e citoplasma com hialoplasma e ribossomos; mas vale lembrar que o micoplasma ou PPLO é um tipo de bactéria que não possui parede celular.

Algumas bactérias são autótrofas e outras heterótrofas por absorção.

Muitas são úteis para os seres humanos na produção de queijos, iogurtes, vinagre, antibióticos produção de certas vitaminas, (vitamina K, por exemplo, é produzida por bactérias intestinais), combate a espécies inimigas, etc.

Bactérias decompositoras, juntamente com certos fungos, permitem a reciclagem da matéria orgânica na natureza, mas também, podem trazer prejuízos econômicos por promoverem a deterioração de alimentos, por exemplo.

As cianobactérias se associam em mutualismo a fungos formando os liquens, pioneiros em uma sucessão ecológica. Algumas espécies de cianobactérias, além de serem fotossintetizantes, podem fixar o nitrogênio atmosférico e necessitam o mínimo para a sua sobrevivência (apenas N2, CO2, luz e alguns minerais), colonizando locais como rochas nuas ou solos sem outras formas de vida.

Certas bactérias também se associam a raízes de plantas leguminosas e são úteis à agricultura. Bactérias participam ativamente no ciclo do nitrogênio (elas são ativas na decomposição de matéria orgânica, fixação biológica, nitrificação e denitrificação). Muitos animais herbívoros, como os ruminantes, sobrevivem graças a ação de bactérias e protozoários capazes de produzir celulase que atua sobre a celulose ingerida.

Bactérias parasitas degradam matéria orgânica presente nos tecidos de organismos vivos.

Neste grupo são encontradas as bactérias patogênicas causadoras de doenças como: tuberculose, difteria, coqueluche, certos tipos de pneumonia, meningite meningocócica, disenteria bacilar, tétano, gangrena gasosa, cólera, botulismo, cáries, furunculose, hanseníase (lepra), febre tifóide, etc. lhes causam doenças.

Muitas bactérias patogênicas são capsuladas, contudo há bactérias não capsuladas causadoras de doenças e outras capsuladas que não nos fazem mal.

A nomenclatura da espécie é binominal

É obrigatório, no mínimo dois nomes para cada espécie: o primeiro é o nome genérico (ou epíteto genérico) e o segundo, o epíteto específico. Ambos devem ser destacados do texto (em negrito, itálico ou sublinhado) e escritos em latim com a primeira palavra (a do gênero) com letra inicial maiúscula e a segunda palavra com inicial minúscula (mas, se for nome próprio, este termo exclusivo, pode ser escrito com letra inicial maiúscula ou minúscula.

Exemplos:

a) Homo sapiens
b)
Trypanosoma cruzi ou Trypanosoma Cruzi (este nome foi dado por Carlos Chagas ao protozoário causador da doença de Chagas para homenagear Osvaldo Cruz).

Observação

Note que Homo sapiens indica que os seres humanos pertencem ao gênero Homo e à espécie Homo sapiens ( não seria correto escrever que o homem pertence apenas à espécie sapiens pois, como você já sabe, o nome da espécie é binominal). O nome indicativo do gênero, contudo, pode ser escrito sozinho quando se refere ao grupo de espécies que o compõem. Assim, é correto grafar-se Homo para indicar o gênero a que pertencem os seres da espécie Homo sapiens

A nomenclatura da subespécie é trinominal

A nomenclatura de uma subespécie ou raça é trinominal, isto é, formado por três palavras. O terceiro termo, indicativo da subespécie, deve ser escrito sempre com letra inicial minúscula vindo logo depois do nome da espécie. Esta regra vale para a Zoologia, mas não, para a Botânica.

Exemplos

a) Crotalus terrificus terrificus (cobra cascavel brasileira )
b)
Rhea americana alba (ema branca)

Nome indicativo do subgênero

Quando se tratar de subgênero , este deverá ser escrito com inicial maiúscula , entre parênteses e depois do nome do gênero. Esta regra vale para a Zoologia, mas não, para a Botânica.

Exemplo: Aed es (Stegomya) aegypti (mosquito transmissor da dengue e da febre amarela)

Vantagens de utilização do nome científico

Facilidade de comunicação entre pessoas de diferentes regiões de um país ou mesmo de outros países, pois evita o uso de nomes vulgares ou populares que poderiam gerar confusão por mudarem com o tempo, ou serem diferentes nos diversos locais. A nomenclatura científica é universal e tende a ser imutável, facilitando a padronização, documentação e a troca de informações sobre os seres.

Classificação da espécie humana em relação a algumas categorias taxonômicas:

Reino: Metazoa ou Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Mammalia
Ordem: Primata
Família : Hominidae
Gênero: Homo
Espécie: Homo sapiens
Subespécie: Homo sapiens sapiens

Reino Metazoa e filo dos poríferos

No reino Metazoa há diversos filos, por agora, você poderá aprender algumas características importantes sobre os animais pertencentes ao filo dos poríferos ou espongiários.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Classificação dos Seres Vivos

Em 1969, R. H. Whittaker (1924-1980) propôs uma nova classificação dos seres vivos em 5 Reinos (New Concepts of Kingdoms of Organisms). Esta proposta, com modificações, foi a mais aceita até 1995.

Monera: inclui os organismos procariontes, bactérias e cianofíceas (cianobactérias).
Protista ou Protoctista:
os protozoários (seres eucariontes, unicelulares e heterótrofos), as algas (eucariontes, uni ou pluricelulares e autótrofos fotossintetizantes com pouca diferenciação das células) e os fungos mucilaginosos.
Fungi:
os demais fungos, heterótrofos e que não possuem tecido organizado.
Plantae (Metaphyta):
os vegetais, seres eucariontes, multicelulares, que possuem clorofila e tecidos organizados (algas, briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas)
Animallia (ou Metazoa):
todos os animais, seres eucariontes, multicelulares, e heterótrofos.

Segundo o sistema de reinos de Whittaker, as características que distinguem os reinos são características de organização estrutural, de nutrição, e de posição da cadeia alimentar.

O Reino Monera: todos os organismos pertencentes a este reino são seres procariontes, que, por viverem em praticamente qualquer ambiente, são os seres mais abundantes do planeta. Apenas após a invenção do microscópio eletrônico podemos conhecer pormenorizadamente estes fantásticos organismos.

O Reino Monera é formado pelos organismos unicelulares mais simples, os procariontes (Do gr. pró, anterior; karyon, núcleo; onthos, ser). Esses seres vivos não têm núcleo organizado, ou seja, não se observa carioteca (membrana nuclear) nem nucléolo. Também não possuem organelas membranosas; na verdade, apresentam apenas ribossomos como organelas. O material genético constitui-se de uma longa molécula de DNA, dobrada em forma de anel, sendo chamado de nucleóide (Do lat. nucleu, caroço, amêndoa; + suf. gr. eidos, semelhante).

Observa-se uma dobra do plasmalema na região mediana da célula bacteriana, que forma uma estrutura relacionada com a respiração celular (possui enzimas respiratárias), o mesossomo (Do gr. mesos, meio, intermediário; soma, corpo). O mesossomo também sustenta o cromossomo bacteriano. Os representantes típicos desse Reino são as bactérias e as cianobactérias (antigamente chamadas cianofíceas ou algas azuis). Porém, existem outros representantes, como as rickétsias e os micoplasmas.

Morfologia e estrutura de procariontes

Os procariontes, cobertos por uma parede celular podem apresentar várias formas, conforme aquela que esta mesma parede lhes confere. As formas mais usuais são os bacilos, cocos, vibriões e espirilos. As bactérias vivem geralmente isoladas, embora possam viver em grupo, estabelecendo-se por vezes ligações citoplasmáticas. A estes agrupamentos chamamos colônias, que são muitas vezes originadas através da divisão de uma única célula, que deu origem a duas, cada uma das quais deu origem a outras duas, e assim sucessivamente.

As cianofíceas ou cianobactérias são fotossintéticas, podendo viver isoladamente ou em colônias. Quando em colônias, muitas vezes há uma cápsula mucilaginosa que envolve toda a colônia, ocorrendo por vezes também colônias filamentosas, e, no caso do gênero Nostoc formam-se filamentos de células, sendo cada célula um heterocisto (contêm uma enzima que transforma o N2 em Nh2, que depois é incorporado em compostos orgânicos).

Considerando a fonte de carbono (para matéria orgânica) e a fonte de energia (matéria orgânica ou luz), os procariontes podem ser fotoautotróficos, fotoheterotróficos, quimioautotróficos ou quimioheterotróficos.

No entanto, a maioria das bactérias são quimioheterotóficas, alimentando-se para isso de outros indivíduos; desempenhando o papel de saprófitos, se alimentam de matéria orgânica do solo, lançando para isso enzimas sobre a matéria orgânica, e digerindo os produtos solúveis por absorção; simbiontes, se estabelece uma relação entre os organismos, que pode ser comensalismo, se há proveito apenas de um organismo e o outro não é prejudicado, ou mutualismo, caso haja proveito mútuo; ou parasitas, que se instalam no organismo hospedeiro, tirando proveito dele, prejudicando-o, podendo até matá-lo, vivendo depois de modo saprófito sobre os seus restos. Quanto a este último modo, há bactérias que são parasitas facultativos, e outras que são parasitas obrigatórios.

A reprodução: o processo mais freqüente de reprodução nas bactérias é a reprodução assexuada por bipartição. Para isso, ocorre primeira a replicação do DNA e só depois a divisão do citoplasma, que, por as bactérias possuírem uma grande área relativamente ao seu volume, obtêm alimentos mais facilmente, pelo que aquele cresce rapidamente, acelerando a reprodução.

As bactérias, num ambiente propício, multiplicam-se rapidamente, até atingir um nível estável, devido não só à competição por alimento, mas também aos produtos tóxicos de metabolismo. Apenas pode voltar a verificar-se crescimento se o meio de cultura for renovado.

Importância dos procariontes: Todos os organismos vivos têm necessidade de nitrogênio para formação de componentes de moléculas, como seja a moléculas de DNA. O único meio pelo qual se pode obter este elemento é através de algumas bactérias e cianofíceas, as quais possuem a capacidade de quebrar as ligações entre os três átomos de N2 das moléculas, fixando o nitrogênio. No ciclo do N2 intervêm as bactérias fixadoras de N2, como as cianobactérias, que tanto podem ter vida livre como viver em simbiose; as bactérias nitrificantes, umas que convertem o amoníaco em nitritos, e outras que convertem o nitrito em nitrato (por adição de oxigênio); e as bactérias desnitrificantes, que contribuem para a libertação do nitrogênio dos nitratos.

Além do ciclo do nitrogênio, as bactérias são também importantes para o desenrolar do ciclo do carbono, para o qual decompõem macromoléculas, libertando CO2, que é aproveitado pelas plantas no processo fotossintético.

Reino Protista

Os protistas constituem um grupo com uma enorme diversidade de organismos: desde os unicelulares às algas pardas que chegam a atingir dezenas de metros de altura. O que sabemos é que Protista ou Protoctista, compreende cerca de 200 000 espécies, extintas e recentes, de organismos eucariontes, predominantemente microscópicos, com organização unicelular, sincicial, pluricelular e sem tecido. Inclui, portanto, protozoários (com cerca de 65000 espécies descritas, das quais a metade é fóssil e 8000 são parasitas), algas e fungos inferiores (fungos mucilaginosos, sensu lato, Myxomicota, zoósporos e flagelados, Mastygomicotina).

Até certa altura, considerava-se que todas as algas pertenciam ao reino Plantae. No entanto, o estudo destes organismos revelou a sua simplicidade face à complexidade das plantas (por exemplo, as algas não possuem vasos condutores), ocorrendo mesmo a existência de algas unicelulares. Isto levou a que algumas algas fossem introduzidas no reino dos protistas, como protistas semelhantes a plantas. Encontramos protistas em quase todo o local onde haja água, sendo estes uma parte muito importante da cadeia alimentar, pois são os constituintes do plâncton, que está na base da cadeia alimentar.

Protozoários (protistas semelhantes a animais): o nome protozoários refere-se ao grupo de protistas que diferem de todos os outros por se alimentarem por ingestão, processo também realizado pelos animais. O seu deslocamento, geralmente em ambientes úmidos, pode-se dar através de pseudópodos, como é o caso das amebas, cílios, como é o caso das paramécios, ou flagelos.

Reino Fungi

Os fungos tratam-se de microorganismos eucariontes, podendo ser uni ou pluricelulares (mais freqüente) que não possuem clorofila, pelo que não podem sintetizar o seu próprio alimento a partir da matéria inorgânica; a sua alimentação se dá heterotroficamente, sendo: do tipo saprófito, caso apenas transformem a matéria orgânica em matéria inorgânica, através do lançamento de enzimas pelas hifas que degradam a matéria orgânica; ou simbiôntico, caso dependam de um outro indivíduo para sobreviver, quer seja com benefício mútuo (como é o caso das cianofíceas que entram em mutualismo com certas algas, obtendo glicose em troca de N2), quer seja com benefício apenas para o fungo - parasita. Quando saprófitos, os fungos vivem sobre a matéria orgânica, entre a qual lançam as suas hifas, que vão proceder à digestão extracorporal, fazendo passar os nutrientes por todo o organismo do fungo.

Os bolores ou mofos são caracterizados por crescerem em micélios, que se trata de uma espécie de tecido próprio dos fungos, constituído por filamentos celulares, chamados hifas. É de salientar que as hifas, podendo ser ou não septadas, possuem um citoplasma contínuo que pode conter vários núcleos. Quando as hifas septadas possuem um núcleo, são denominadas monocarióticas, mas quando possuem dois núcleos, são dicarióticas.

Os fungos podem reproduzir-se sexuada ou assexuadamente. Quando se reproduzem assexuadamente, podem fazê-lo através se fragmentação (cada fragmento do micélio origina novo fungo), gemiparidade (quando, nos unicelulares, se forma uma protuberância com um núcleo ligado à célula-mãe, que depois se liberta ou não), embora o processo mais freqüente seja a esporulação. Na esporulação, formam-se estruturas, denominadas esporos, que são obtidas através de mitoses, e que ficam encerradas em esporângios (cuja ruptura provoca a libertação dos esporos) - endósporos obtidos pelo processo endogênico - ou se formam por gemulação sobre hifas especializadas, formando rosários que utilizam a membrana da hifa - exósporos obtidos por processo exogênico. Tanto os esporos endósporos como os exósporos são libertados em determinadas alturas do ano, sendo transportados por vários agentes naturais para outros locais, onde vão germinar.

Por sua vez, para que a taxa de variabilidade aumente, é necessário ocorrer reprodução sexuada.

Nos fungos, que são organismos haplóides, passa-se o seguinte: duas hifas de micélios diferentes, designadas estirpe + e estirpe -, formam na sua extremidade um gametângio, os quais se vão fundir, após o que vai ocorrer fusão dos núcleos. Forma-se então o zigósporo, estrutura que possui uma parede bastante resistente, e no qual vai ocorrer uma meiose, dando de novo origem a células haplóides, ao que se vai seguir a formação de micélio a partir destas estruturas.

Os fungos foram inicialmente considerados plantas, mas cedo se notaram as grandes diferenças existentes entre estes dois tipos de organismos, nomeadamente a organização estrutural, a reprodução, e a nutrição (enquanto nas plantas é por fotossíntese, nos fungos é por absorção), a parede celular com quitina (típica dos artrópodos, como os insetos) e a substância armazenada como reserva (glicogênio, como nos animais e não amido, como nos vegetais) .

Os fungos possuem uma grande importância econômica atualmente. As leveduras, por exemplo, são seres unicelulares que sob determinadas condições, podem desenvolver hifas densas. A ocorrência de fermentação nestes organismos permitiu a sua utilização na indústria, nomeadamente na fermentação do vinho e da cerveja. Os cogumelos estão presentes na alimentação e, graças a sua rápida reprodução, podem ser vendidos a um preço acessível.

Os líquenes não são mais do que uma associação entre cianofíceas ou clorofíceas e as hifas de fungos. Nestas associações, uma hifa especializada penetra na célula da alga, se for o caso, e retira nutriente, enquanto fornece proteção e sais minerais aquela. No caso das cianofíceas, o fungo utiliza o nitrogênio atmosférico fixado por aquelas. Crê-se terem sido os líquenes que primeiro colonizaram o ambiente terrestre. Esta associação de organismos é sensível à poluição atmosférica, logo é mais provável encontrarmos um destes organismos num local não poluído.

Micorrizas: também estas são associações entre fungos e as raízes das plantas. Trata-se de benefício mútuo, pois enquanto o fungo absorve água, com a sua estrutura esponjosa que penetra na raiz, e sais minerais, que partilha com a planta, esta fornece ao fungo açúcares a aminoácidos. Há uma maior taxa de sobrevivência em plantas que se associam a fungos do que as que não o fazem. É de salientar que se acredita que este mutualismo é já de longa data, pois foram encontrados fósseis de plantas que se encontraram em simbiose com fungos.

Haustórios: trata-se de um caso de fungo parasita. As hifas destes fungos penetram nas células das plantas, captando o seu alimento, e por vezes provocando a sua morte. Os fungos parasitas são um dos maiores pesadelos dos agricultores, pois são responsáveis pela destruição de culturas de pêssegos, milho, ameixas, damascos, entre outros. Há também exemplos de fungos parasitas do corpo humano, como é o exemplo do Tricophyton, que provoca o pé-de-atleta.

Reino Plantae

Quando as plantas emergiram da água para invadir o habitat terrestre, necessitaram de sofrer certas adaptações.

Criaram-se então dois grupos bem distintos: as Bryophyta, que não possuem verdadeiras raízes ou folhas, apenas rizóides e filóides, não apresentando grande diferenciação de tecidos (portanto não possuem tecidos vasculares), pelo que apenas podem sobreviver em locais úmidos, não podendo sofrer um grande desenvolvimento em altura, e as Tracheophyta, que já apresentam verdadeiras folhas e raízes, contendo tecidos especializados e um sistema vascular que permita o transporte da água e sais minerais, e da matéria orgânica por toda a planta.

Houve, portanto, necessidade de formação de certas estruturas que possibilitassem a sobrevivência no meio terrestre: raízes, que absorvem a água no único local onde ela se torna permanentemente disponível - o solo; tecidos vasculares que transportassem essa água por toda a planta, pois visto a planta já não estar submersa em água, necessita deste transporte; estruturas que controlem a respiração (estômatos) e evitem a evaporação de água (cutina), pois a saída do meio aquático não só impossibilitou o contato permanente de toda a planta com a água, mas também veio provocar uma grande perda de água causada pelas altas temperaturas e ambiente seco com que agora as plantas se deparavam; tecidos de sustentação (esclerênquima e colênquima) de modo a que a planta pudesse manter os seus produtores de matéria orgânica afastadados de predadores.

Um outro desenvolvimento importante foi a criação de sementes, que não só protegiam o embrião de ataques por predadores, mas também permitiam a sua maior dispersão pelo vento - polinização anemófila.

A evolução por sementes começou por dar-se com as sementes descobertas, não protegidas pelo pericarpo - as gimnospermas, que ocuparam a Terra durante grande parte do Paleozóico (a era histórica antes da dos Dinossauros), e que estiveram na origem das nossas atuais reservas carboníferas.

Mas deu-se então um novo avanço ao nível das sementes: através da fusão de várias folhas férteis que existiam nas gimnospermas, e que apresentavam óvulos, formaram-se os pericarpos, hoje presentes nos ovários das flores, que não são mais do que um conjunto de pericarpos que se fundiram protegidos por pétalas e sépalas, ou então tépalas. Às plantas que surgiram com este desenvolvimento chamamos angiospermas.

A polinização passou então a ser entomófila - realizada pelos insetos - o que levou a um desenvolvimento conjunto destas plantas e dos insetos.

Divisão Bryophyta (caso dos musgos)

Os musgos são plantas que possuem rizóides em vez de raízes, filóides em vez de folhas, e caulóides em vez de caules. Com isto pretende-se dizer que estas plantas não possuem verdadeiros tecidos, apesar de os rizóides lhes servirem de suporte e os filóides serem ricos em cloroplastos. A obtenção de água nestes organismos dá-se por difusão (dada à simplicidade que apresentam). A sua reprodução ocorre assexuadamente quando o ambiente é desfavorável, e sexuadamente quando aquele é desfavorável. Podemos encontrar, na sua época de reprodução, os seus gametângios masculinos - os anterídios - que apresentam côr-de-tijolo, sobre os caulóides. Nesta espécie, o gametângio é monóico, por os anterozóides e a oosfera serem produzidos na mesma estrutura. Enquanto os anterídios se apresentam com uma forma ovóide e produzem anterozóides, os arquegônios, que são os gametângios femininos pluricelulares (por isso é que são arquegônios, senão seriam oogônios), apresentam uma estrutura semelhante a garrafas, e originam a oosfera. No entanto, em ambos os gametângios encontramos as paráfises, que são estruturas que absorvem água e controlam o teor de umidade.

Divisão Tracheophyta

Aquilo que distingue as Traqueófitas das Briófitas é o fato de não existirem tecidos vasculares nestas últimas, enquanto que estes se encontram bem evidenciados nas primeiras, e o fato de o esporófito das primeiras é mais desenvolvido que o seu gametófito, ocorrendo o contrário com as Briophyta. As primeiras traqueófitas foram as pteridófitas, ancestrais das atuais samambaias, primeiros vegetais a crescerem em altura, com verdadeiras raízes, caules e folhas, e constituintes das primeiras matas que soterradas e parcialmente decompostas, originaram o carvão atual. Também são traqueófitas as Gimnospermas e as Angiospermas.

Classe das Pteridófitas

Mais conhecidas por samambaias, xaxim e fetos, são cormófitos (plantas com raízes,caule e folhas ) que não possuem semente, e nas quais a geração mais desenvolvida, tal como em todas as Tracheophyta, é o esporófito, logo o indivíduo que é considerado adulto é o esporófito. O esporófito possui um rizoma abaixo da superfície que o suporta. As suas folhas dividem-se em folíolos, em cuja parte inferior se formam os soros, que são conjuntos de esporângios.

Nos esporângios, as células-mãe de esporos sofrem meiose, produzindo esporos, os quais são libertos e impulsionados pelo anel mecânico, estrutura higroscópica de paredes espessadas em U, que balança de forma a libertar os esporos que germinam iniciando a geração gametofítica.

A germinação dos esporos cria um gametófito monóico - o protalo. O protalo possui anterídios e arquegônios, que por sua vez produzem anterozóides e oosferas.

Os anterozóides flagelados, ao encontrarem uma partícula de água (portanto esta espécie é dependente da água) nadam até ao arquegônio, onde fecundam a oosfera: inicia-se a geração esporofítica. Forma-se um ovo, que, por mitoses, origina um rizoma, no qual vão crescer novos esporófitos independentes. Reinicia-se então o ciclo.

Classe Gimnospermae (caso das coníferas, como o pinheiro)

As espécies pertencentes a esta classe caracterizam-se pelo fato de formarem sementes e de a fecundação não ser dependente da água, mas sim do vento.

Apresentam folhas férteis, nas quais se localiza o óvulo e os grãos de pólen.

Um exemplar muito comum desta classe é o pinheiro:

No pinheiro, o indivíduo adulto pertence à geração esporofítica, logo é um esporófito.

No esporófito existem os cones polínicos (masculino), os quais são constituídos por um eixo rodeado de escamas estaminais, as quais, por sua vez, se consideram ser os microsporófilos. Ainda sobre o esporófito existem os cones ovulados (feminino), formados por escamas carpelares, que por sua vez são os macrosporófilos. É nas escamas estaminais que se formam os sacos polínicos, os quais não são mais do que microsporângios. Por sua vez, é nas escamas carpelares que se forma a nucelo no óvulo, que é considerado um macrosporângio.

No interior dos sacos polínicos encontra-se a célula-mãe dos grãos de pólen que, por meiose, vai originar os grãos de pólen, que correspondem aos micrósporos, e que possuem duas vesículas flutuadoras de forma a se dispersarem com o vento.

Por sua vez, no interior da nucela encontram-se duas células-mãe do saco embrionário, as quais, por meiose, vão formar dois sacos embrionários, sendo estes equivalentes aos macrospóros (formam-se 4 células haplóides, mas três degeneram e a outra vai ser a oosfera): inicia-se a geração gametofítica.

A germinação dos grãos de pólen vai dar origem a um tubo polínico, o qual vai penetrar na nucela, o qual embarga o saco embrionário germinado. O tubo polínico é considerado gametófito, pois no seu cerne vai formar-se o núcleo germinativo (considerado gameta). Por outro lado, o saco embrionário é também considerado gametófito por possuir 2 a 5 arquegônios que vão estar na origem da oosfera, mas que também vai possuir o endosperma (tecido nutritivo formado a partir da germinação do saco embrionário)

O núcleo germinativo que se formou no tubo polínico por mitose vai então atravessar a nucela, entrando por um orifício deste - a micrópila - fecundando então a oosfera: inicia-se a geração esporofítica.

O ovo vai dar origem, por mitoses, ao embrião, que, conjuntamente com o endosperma, vai formar a semente. A germinação da semente origina então um novo esporófito.

Classe Angiospermae (caso da Açucena)

São traqueófitas com flores, sementes e frutos. As angiospermas diferem das gimnospermas não só pelo fato de possuírem flores, mas também pelo fato de ter ocorrido evolução a nível das folhas férteis ao longo das gerações, provocando a sua fusão e o encerramento do óvulo no pericarpo. Temos ainda o caso da polinização, ou a dispersão dos esporos masculinos, que nas gimnospermas é anemófila, por ser feita pelo vento, e nas angiospermas é principalmente entomófila, por ser feita pelos insetos. Além disto, podemos ainda referir o fato de o óvulo das angiospermas possuir dois tegumentos, enquanto que o das gimnospermas apenas possuir um, além de que o endosperma nas gimnospermas é n, e nas angiospermas é 3n.

O ciclo de vida das angiospermas segue os passos seguintes:

O esporófito, que é o indivíduo adulto, possui estruturas especializadas - as flores - nas quais se encontram os estames, que contêm os sacos polínicos (microsporângios), e os carpelos, que contêm a nucela no óvulo.

No interior do saco polínico encontra-se a célula-mãe dos grãos de pólen que, por meiose, vai formar grãos de pólen (micrósporos).

Por sua vez, na nucela podemos encontrar a célula-mãe do saco embrionário, a qual, por meiose, vai dar origem ao saco embrionário (micrósporo): inicia-se a geração gametofítica.

A germinação do grão de pólen vai dar origem ao tubo polínico, no qual se formam, por mitose, dois núcleos germinativos e um vegetativo (este último é o responsável pela formação do tubo polínico).

Por germinação do saco embrionário vai formar-se o saco embrionário germinado, cuja formação envolve mitoses e a formação de 8 núcleos: 1 oosfera; 3 antípodas, que degeneram; 2 sinérgides, que suportam a oosfera, mas depois degeneram; 2 núcleos polares, que vão formar o endosperma.

Quando o tubo polínico atinge a oosfera, o dois núcleos germinativos são lançados, e enquanto um vai fecundar a oosfera, o outro vai juntar-se com o dois núcleos polares, formando o endosperma secundário (que é 3n): inicia-se a geração esporofítica.

O ovo vai dar origem ao embrião que, juntamente com o endosperma, vai formar a semente. A germinação da semente dá origem a um novo esporófito, renovando-se o ciclo.

Reino Animalia

Julga-se que os animais têm origem nos protozoários, já estudados no reino protista. No entanto, apesar das semelhanças que se encontraram em todos os animais, pode ainda encontrar-se um tipo de animal - as esponjas, que pertencem ao filo dos poríferos - que, por não apresentarem cavidade digestiva nem verdadeiros tecidos, fazem hoje parte de um sub-reino, o denominado Parazoa, diferente daquele no qual estão inseridos os outros animais, que é o Eumetozoa (animais com tecidos). Assim, para podermos subdividir os animais em vários conjuntos foram adaptados critérios de classificação, que dizem respeito à simetria corporal, ao tipo de alimentação, à complexidade do tubo digestivo, ao número de tecidos embrionários, a metamerização (ou segmentação), e à existência ou não de celoma, bem como o tipo de celoma. Todos,entretanto,apresentam um desenvolvimento embrionário com fases iniciais comuns,com formação de uma mórula,uma blástula e uma gástrula. Para muitos autores a existência de gástrula é o principal critério para considerar um ser vivo um animal.

Nos animais o primeiro critério de classificação é a presença ou a ausência de tecidos . Os animais sem tecidos são denominados parazoários e isto descreve aos pertencentes ao filo Poriphera . Os demais animais possuem tecidos e são denominados eumetazoários .

O segundo critério , utilizado para subdividir os eumetazoários , é a simetria que corresponde a possibilidade de dividi-los ,imaginariamente , em partes uma a imagem da outra . Um bom exemplo de simetria são as mãos . Os animais mais primitivos possuem simetria radial pois podemos dividi-los , por vários planos, sempre em metades uma a imagem da outra como resultado de sua forma que lembra um cilindro . Eumetazoários com simetria radial a vida inteira descreve os animais do filo Coelenterata ou Cnidária ,como a Hydra e os corais e as Obélias que constituem um magnífico exemplo de reprodução por metagênese (alternância de formas de reprodução ou de gerações) .

Eumetazoários com simetria bilateral ao menos numa fase da vida inclui todos os animais menos os Poriphera e os Coelenterata . A maioria dos animais somente pode ter o seu corpo dividido por um plano em “dois lados” um a imagem do outro. Para subdividir os animais de simetria bilateral , todos triploblásticos , utilizamos o tipo de cavidade embrionária . Os acelomados não apresentam nenhuma cavidade entre a ectoderma, mesoderme e endoderme e isto identifica animais do filo Platyhelminthes . Os pseudocelomados possuem uma cavidade embrionária entre a mesoderme e a endoderme e isto descreve aos animais do filo Aschelminthes cujo principal exemplo são os nematódeos , como a lombriga .

Os celomados possuem uma cavidade embrionária completamente revestida por mesoderme e é fácil lembrá-los pela frase “ama e cor”, anelídeos, moluscos, artrópodos,equinodermas e cordados .

Os Celomados

Protostômios

Molluscoa
Annelida
Arthropoda

Deuterostômios

Echinodermata
Chordata

Fonte: www.marcobueno.net

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