Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Taxonomia  Voltar

Taxonomia

 

O que é taxonomia?

Taxonomia é a ciência de nomear, descrever e classificar os organismos e inclui todas as plantas, animais e microrganismos do mundo.

Usando observações morfológicas, comportamentais, genéticos e bioquímicos, taxonomistas identificar, descrever e organizar espécies em classificações, incluindo aqueles que são novos para a ciência.

Taxonomia identifica e enumera os componentes da diversidade biológica proporcionando uma gestão de conhecimentos básicos que sustentam e implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica. Infelizmente, o conhecimento taxonômico está longe de terminar.

Nos últimos anos de pesquisa, os taxonomistas descobriram cerca de 1.780.000 espécies de animais, plantas e micro-organismos, mas o número total de espécies é desconhecida está provavelmente entre 5 e 30 milhões.

O que há em num nome?

Diferentes tipos de animais, fungos e plantas e microorganismos são chamados de diferentes espécies ". Isto reflete uma diferença biológica real - uma espécie é definida como um grupo potencialmente cruzamento de organismos que podem produzir descendentes viáveis ??que se podem cruzar. Assim, os animais de duas espécies diferentes, como um cavalo e uma zebra, não pode cruzar, enquanto os animais de uma mesma espécie pode. Os taxonomistas fornecer nomes exclusivos para espécies, rótulos que podem nos ajudar a saber mais sobre eles, e nos permitem ter a certeza que todos nós estamos falando a mesma coisa.

Claro, existem nomes para organismos em muitas línguas, mas é importante, por exemplo, quando se discute o ouriço para saber se alguém está falando sobre o pequeno espinhoso insetívoro Erinaceus europaeus, outros membros da mesma família, cactos do gênero Echinocerus , ou a laranja fungo Hydnum repandum, todos os que têm o mesmo nome "comum" em Inglês. Por isso, o nome "científico" Latina, é dado como um identificador universal único.

Como Nomear um Espécie: o Processo taxonômica

Os taxonomistas começar classificando espécimes para separar conjuntos que eles acreditam representar espécies.

Uma vez que as amostras são classificadas a próxima tarefa é ver se eles já têm nomes. Isso pode envolver a trabalhar através de guias de identificação, lendo descrições escritas talvez há 200 anos, e emprestando exemplares nomeados dos museus ou dos herbários para comparar com a amostra. Esta comparação pode envolver características externas, precisa dissecar estruturas internas, ou mesmo a análise molecular do ADN. Se não houver correspondência das amostras pode representar uma nova espécie, não previamente dado um nome.

O taxonomista, então tem de escrever uma descrição, incluindo formas em que a nova espécie pode ser distinguida de outros, e tornam-se um nome para ele, em um formato Latina. O nome ea descrição deve, então, ser devidamente publicada para que outros taxonomistas podem ver o que foi feito, e ser capaz de se identificar a espécie. De encontrar os espécimes para o nome que aparece na cópia pode levar vários anos.

Fonte: www.cbd.int

Taxonomia

Definição

Taxonomia é a ciência de identificar e nomear a espécie e organizá-los em sistemas de classificação.

É o ramo da ciência preocupada com a classificação, principalmente de organismos; sistemática.

Taxonomia é a ciência da classificação de acordo com um sistema pré-determinado, com o catálogo resultante usado para fornecer um quadro conceptual para a discussão, análise ou recuperação de informações.

Em teoria, o desenvolvimento de uma boa taxonomia leva em conta a importância de separar os elementos de um grupo (táxon) em subgrupos (taxa) que são mutuamente exclusivos, inequívoca, e em conjunto, incluem todas as possibilidades.

Na prática, uma boa taxonomia deve ser simples, fácil de lembrar e fácil de usar.

Uma das taxonomias mais conhecidos é o concebido pelo cientista sueco, Carl Linnaeus, cuja classificação para a biologia ainda é amplamente utilizado (com modificações).

SISTEMA DE LINEU

Carl Lineu nasceu a 23 de Maio de 1707 em Rashult, na Suécia, e ficou conhecido como o pai da taxonomia. O sistema que inventou para dar nome, distinguir e classificar os seres vivos, continua a ser o utilizado atualmente. Faz agora 250 anos que publicou o livro "Species Plantarum", através do qual deu a conhecer o seu sistema de classificação.

Neste livro de 1753, Lineu propunha que os animais e plantas fossem baptizados com um nome sempre com duas palavras: a primeira será o género, e a segunda será o restritivo específico. O sistema binominal ajudou os cientistas a classificar e a estudar a natureza. "Ajudou-nos ao longo de todos estes anos", disse Gerry Moore, do Jardim Botânico de Brooklyn, em Nova Iorque, citado numa notícia publicada na edição "on-line" da revista "Nature".

Antes de Lineu ter baptizado os organismos pelos nomes com os quais são conhecidos ainda hoje, para descrever os seres vivos, as pessoas recorriam à língua comum ou a enormes parágrafos onde descreviam pormenorizadamente as características da planta ou animal.

Calcula-se que existam hoje cerca de 420 mil espécies de plantas diferentes na Terra, mas apenas 80 por cento foram descobertas e têm nome.

Nos últimos anos, surgiram vários projetos com o objetivo de completar o processo de identificação e designação das espécies. Através desse processo pretendem-se identificar as regiões mais ricas do planeta, em termos de biodiversidade, para que aí sejam reforçados os trabalhos de conservação das espécies.

O naturalista sueco começou por estudar medicina na Universidade de Lund em 1727, e foi transferido para a Universidade de Uppsala no ano seguinte.

Conduziu uma expedição a Lapónia em 1732, na qual percorreu 7.400 quilómetros, e atravessou a Península Escandinava em direção ao oceano Ártico. Durante a viagem, Lineu descobriu uma centena de espécies botânicas. Em 1734 organizou uma expedição à Suécia central. Concluiu a graduação em medicina na Universidade de Harderwijk em Gelre, na Holanda, em 1735.

Foi em 1758 que publicou "Systema Naturae", onde classifica as plantas de acordo com os seus órgãos sexuais. É nesta obra também que estende o sue sistema de classificação aos animais e ao próprio homem, que foi designado "Homo sapiens".

O seu método de nomenclatura foi explorado e ampliado nos livros "Fundamenta Botanica" e "Classes Plantarum". Nas suas publicações, Linnaeus fez referência a aproximadamente 7.700 espécies de plantas e 4.400 espécies de animais.

Em 1788 foi fundada a Sociedade Lineana de Londres, que deve o seu nome ao naturalista sueco, cujas coleções botânicas e zoológicas, tal como a sua biblioteca, se encontram na sociedade desde 1829. Foi lá também que Charles Darwin e Alfred Wallace apresentaram a teoria da evolução das espécies através da seleção natural, numa concorrida palestra, em 1858.

Fonte: www.cientic.com

Taxonomia

CLASSIFICAÇÃO ANIMAL

Definindo Critérios de Classificação

A nossa vida se torna muito mais fácil se for organizada. Imagine-se entrando em uma livraria, em busca de um dicionário francês-português. A procura será muito rápida se os livros à venda estiverem classificados de alguma forma. Uma possibilidade seria existir, nessa livraria, uma estante dedicada apenas aos dicionários. Nessa estante, uma das prateleiras poderia ser ocupada apenas pelos dicionários de língua portuguesa, outra prateleira, com dicionários inglês-português, e assim por diante. Com agilidade, você encontraria o grupo de dicionários desejados e, dentre eles, poderia escolher o seu autor e a edição mais adequados.

Os proprietários da livraria tiveram o cuidado prévio de organizar todos os livros disponíveis de acordo com algumas semelhanças entre eles. Eles empregaram critérios de classificação.

Diante de diversos cães de uma exposição, você poderia se perguntar: quais são as semelhanças que existem entre eles, para que todos pertençam a uma mesma espécie?

Há várias respostas para essa pergunta: todos têm quatro patas; todos são capazes de manter constante a temperatura corporal; todos possuem pêlos, etc.

Entretanto, muitos outros animais possuem essas mesmas características, e não estariam bem nessa exposição! Ursos, porcos, macacos e muitos outros animais guardam algumas semelhanças entre si e com os cães.

Podemos perceber que, ao compararmos dois ou mais animais, eles podem ser muito semelhantes ou nada semelhantes. De acordo com essas semelhanças, e de acordo com a sua história ao longo da evolução da vida na Terra, podemos agrupar os seres vivos em conjuntos mais ou menos homogêneos. A dificuldade inicial de qualquer classificação é qual critério adotar! Se o critério adotado for animais que voam e animais que não voam, poderíamos reunir em um mesmo conjunto exemplares tão distintos como uma mosca, um morcego e um urubu. Os biólogos normalmente optam por critérios anatômicos, fisiológicos, ecológicos ou evolutivos para classificarem qualquer animal.

Há mais de 10 milhões de espécies de seres vivos na Terra, e dessas, mais de 2 milhões são de animais. Desde muito tempo, os cientistas vêm tentando uma forma de classificação que seja universal, ou seja, que possa ser usada para qualquer animal, por pesquisadores do mundo todo. As primeiras tentativas de classificação datam de Aristóteles, e remontam a 3 séculos antes de Cristo. Ele dividia os animais em animais de sangue vermelho e animais sem sangue vermelho.

Sem dúvida, é uma classificação muito simples e imperfeita.

No século XVII, o cientista britânico John Ray empregou pela primeira vez o conceito de espécie, que será discutido a seguir. A partir do século XVIII, passaram-se a empregar critérios associados ao desenvolvimento embriológico e à história evolutiva dos animais. Esses critérios permitiram estabelecer um "parentesco" entre as várias espécies. Essa visão evolutiva e embriológica dos animais é conhecida como filogenia.

Lineu (1707 - 1778) foi o primeiro cientista a propor um sistema único de classificação.

Em sua primeira classificação, ele agrupou todos os animais da seguinte maneira: mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, insetos e vermes (todos os demais invertebrados). Lineu dividiu cada um desses grupos em espécies, e estabeleceu algumas regras de nomenclatura que até hoje são empregadas.

A Classificação Atual

O ramo da Biologia que estuda a classificação animal é a Taxonomia.

Essa área do conhecimento biológico tem duas divisões: a sistemática, que lida com a divisão dos animais em grupos assemelhados; e a nomenclatura, que define normas universais de se nomear todas as espécies conhecidas.

A grande vantagem de um bom sistema de classificação e de nomenclatura é a sua universalidade. Ao se falar Homo sapiens, estamos nos referindo a uma mesma espécie ( a espécie humana) em qualquer local do mundo.

Nem sempre há concordância entre os taxonomistas quanto à classificação e à nomenclatura. Não raramente vemos espécies animais classificadas em grupos diferentes por diferentes autores, como também uma mesma espécie com dois nomes científicos distintos.

A unidade taxonômica fundamental é a espécie. Entende-se por espécie um conjunto de organismos semelhantes que se cruzam habitualmente na natureza, originando descendentes férteis.

Um jumento e uma égua são animais bastante semelhantes. Podem se cruzar e habitualmente esses cruzamentos originam descendentes, os burros. Todavia, os burros são animais estéreis (inférteis). Portanto, a égua e o jumento não podem ser considerados animais da mesma espécie. Da mesma forma o cão e o lobo, o tigre e a onça e o cavalo e a zebra não são da mesma espécie.

Indivíduos de uma mesma espécie apresentam um número elevado de semelhanças. Suas células possuem as mesmas quantidades de cromossomos, e eles são iguais quanto à forma; há semelhanças bioquímicas entre eles; a fisiologia dos seus órgãos internos e o seu desenvolvimento embriológico são idênticos. Entre os vegetais, há casos de plantas de espécies diferentes que podem se cruzar, originando descendentes férteis. Ainda assim, não podemos dizer que pertencem a uma mesma espécie devido às diferenças morfológicas e fisiológicas existentes entre elas.

Eventualmente, uma espécie pode abrigar uma tal diversidade de organismos, que podemos dividi-la em subespécies. Se os componentes de duas subespécies permanecerem afastados e impedidos de se cruzar, é possível que venham a acumular, ao longo do tempo, tal quantidade de divergências que passem a formar duas espécies distintas. Podemos imaginar, por exemplo, populações de uma certa espécie de ave que habitam ilhas afastadas, separadas por grandes extensões de oceano. Com o passar do tempo, não havendo encontro dos membros das várias populações, a partir de um certo momento o cruzamento entre os seus membros se torna inviável. Passaram, então, a constituir espécies diferentes.

Duas ou mais espécies que apresentam características comuns são agrupadas em gêneros. A quantidade de semelhanças entre dois componentes de uma mesma espécie é, logicamente, maior que as semelhanças entre dois membros de um mesmo gênero.

Gêneros correlacionados são colocados em uma mesma família. Uma família é um grupamento no qual podemos notar uma maior diversidade do que dentro de um gênero.

Diversas famílias constituem uma ordem. Comparando os membros de diversas ordens, podemos encontrar semelhanças que permitam reuni-las em uma classe.

Citando um exemplo conhecido, vejamos esses animais:

A mosca, a barata e a abelha possuem 3 pares de patas, um par de antenas, respiram através de tubos muito finos chamados traquéias e excretam por intermédio de tubos de Malpighi. Em função dessas e de outras semelhanças, todas pertencem a uma mesma classe, a dos insetos.

Insetos (como as baratas), crustáceos (lagosta, por exemplo) e aracnídeos (escorpiões e aranhas) têm uma carapaça externa formada por quitina, um polissacarídeo. Pertencem a classes diferentes, que se unem em um mesmo filo. No caso citado, pertencem ao filo dos artrópodos.

Filos semelhantes constituem os reinos. São os mais genéricos e abrangentes de todos os agrupamentos de seres vivos.

Taxonomia

O homem a barata têm algo em comum? Pertencem a filos diferentes (Chordata e Arthropoda, respectivamente). O milho pertence a um outro reino. Com base nessa classificação, poderemos encontrar maior quantidade de semelhanças entre quais desses seres vivos? Obviamente, entre o homem e a barata, pois pertencem ao mesmo reino!

Veja, agora, esse outro diagrama, que mostra a classificação do cão doméstico.

Dentro da espécie Canis familiaris, podemos encontrar animais tão diferentes quanto o cão São Bernardo, o chiuaua e o doberman. Entretanto, todos são da mesma espécie. Cães, lobos e coiotes pertencem ao gênero Canis, mas são de espécies distintas.

Todos guardam algumas semelhanças com as raposas, que são incluídas na mesma família (Canidae). Hábitos alimentares, semelhanças fisiológicas e embriológicas permitem reunir esses animais anteriormente citados com os ursos, os leões e os leopardos, na ordem Carnivora. Assim como esses animais, os cavalos, os cangurus, as baleias e o homem possuem coração com 4 cavidades, temperatura corporal constante, glândulas mamárias e outras características em comum. Pertencem à classe Mammalia.

Mesmo comparando-se esses animais com peixes, sapos, jacarés e galinhas, poderemos encontrar algumas coisas em comum. Todos possuem o sistema nervoso central na região dorsal do corpo, e todos desenvolvem, durante o período embrionário, um eixo de sustentação chamado notocorda. Por isso, são do filo Chordata. Juntem-se, agora, minhocas, estrelas-do-mar, baratas e todos os outros animais, que teremos o reino Metazoa.

A Nomenclatura Binomial

No período inicial da Taxonomia, cada cientista ou grupo de cientistas empregava regras peculiares de nomenclatura. Sem dúvida, isso deve ter trazido uma grande polêmica, inviabilizando a troca de informações e de conhecimentos entre os cientistas de vários países, quando não, dentro de um mesmo país. Em cada idioma e em cada dialeto, um mesmo animal pode receber vários nomes distintos.

Os trabalhos de Lineu, que datam do século XVIII, foram a base escolhida para a moderna nomenclatura científica, adotada universalmente em 1901.

Suas principais regras são as seguintes:

a) Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim ou serem "latinizados". O latim é uma língua morta, ou seja, não é falada em nenhum país. Por isso, não é sujeita a mudanças que frequentemente acontecem nas línguas "vivas". Um nome estabelecido em 1910 deverá permanecer imutável por todo o tempo. Exemplo: Canis familiaris (cão doméstico).
b)
A nomenclatura é binomial, isto é, cada espécie deve ser conhecida por um nome formado por pelo menos duas palavras. A primeira palavra indica o gênero, e a segunda designa a espécie. A cascavel é conhecida cientificamente por Crotalus terrificus. Seu gênero é Crotalus e a espécie é Crotalus terrificus. Observe que a espécie não é terrificus. Nunca se usa a última palavra isoladamente.
c) Etmologicamente, o nome do gênero é um substantivo, e é sempre escrito com a inicial maiúscula. A designação da espécie é um adjetivo,
e é iniciada por minúscula. Por exemplo, a lombriga do homem, cujo nome científico é Ascaris lumbricoides.
d)
Quando, em uma espécie, houver subespécies, essas são indicadas por um terceiro nome que se segue à designação da espécie, e é escrito com inicial em letra minúscula. Por exemplo: Rhea americana alba (o nome da ema branca sul-americana).
e)
Se houver subgênero, esse será indicado com a inicial em maiúscula, entre parênteses, depois do nome do gênero. O mosquito transmissor da malária, por exemplo, é mosquito-prego, cuja notação científica é Anopheles (Nyssorhincus) darlingii.
f)
Todo nome científico é escrito de forma a ter destaque em relação ao restante do texto. Para isso, se usa letra em itálico, em negrito ou grifado. Exemplos: Mus musculus, Macaca mulata e Homo sapiens.

Fonte: www.biomania.com.br

Taxonomia

NOÇÕES DE SISTEMÁTICA

O mundo em que vivemos é constituído por uma larga variedade de seres.

Os biólogos já identificaram e nomearam mais de 1,7 milhão de espécies de seres vivos e acredita-se existirem muito mais a serem descobertas. Para estudar e compreender essa variedade é necessário agrupar os seres, e o ramo da Biologia que classifica os seres é chamado de Taxonomia ou Sistemática.

Para essa classificação existem taxons (categorias):

Reino: categoria que engloba vários filos parecidos;
Filo:
categoria que envolve classes semelhantes;
Classe:
categoria que engloba diversas ordens similares;
Ordem:
categoria que acomoda várias famílias parecidas;
Família:
categoria que envolve diversos gêneros;
Gênero:
categoria que engloba diversas espécies;
Espécie:
última categoria taxonômica.

Para lembrar: REino FIlo Classe Ordem FAmilia Genero Espécie (REFICOFAGE).

Existem ainda Regras de Nomenclatura para classificação dos seres, são elas:

1) O nome científico de um animal ou planta deve ser em latim ou latinizado; por exemplo, o cão: Canis familiaris
2)
A nomenclatura da espécie deve ser constituída por dois nomes (nomenclatura porposta por Carl Linnée - Linneu), sendo chamada de nomenclatura binomial. Os nomes do gênero e da espécie devem ser destacados, escritos em negrito, itálico ou sublinhado.
3)
O nome do gênero pode ser escrito isoladamente, mas o nome da espécie deve ser escrito composto pelo gênero e o epíteto específico, ou seja, uma palavra que caracterize o indivíduo, que seja uma "marca" desse organismo.

Se o nome do gênero já houver sido citado antes, pode-se abreviá-lo; por exemplo:

A bactéria Escherichia coli é uma bactéria simples e por isso é a mais usada para testes com DNA. A facilidade de trabalhar-se com a E. coli deve-se ao fato de sua organização interna, que contém apenas o material genético (RNA ou DNA) e ribossomos.

Note que foi citado uma vez o nome da bactéria Escherichia coli, e ao ser citada novamente, abreviou-se o nome do gênero: E. coli.

Veja o exemplo da classificação taxonômica do ser humano e do lobo:

Humano

Reino: Metazoa
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primata
Família: Hominidae
Gênero: Homo
Espécie: Homo sapiens

Lobo

Reino: Metazoa
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Gênero: Canis
Espécie: Canis lupus

Em 1735, Carlos Lineu, escreveu o livro Systema Naturæ, um dos primeiros livros de biologia escrito,neste livro encontram-se as taxonomias dos seres vivos.

Fonte: www.biologianarede.bio.br

Taxonomia

TAXONOMIA DE LINEU

A Taxonomia de Lineu é extensamente usada nas ciências biológicas. Ela foi desenvolvida por Carolus Linnaeus no Século 18 durante a grande expansão da história natural. A taxonomia de Lineu classifica as coisas vivas em uma hierarquia, começando com os domínios ou Reinos. Reinos são divididos em Filos (singular: phylum). Filos são divididos em classes, então em ordens, famílias, generos (singular: genus) e espécies. Grupos de organismos em qualquer uma destas classificações são chamados taxa, ou phyla, ou grupos taxonomicos.

Um sumário deste esquema, do mais geral para o mais específico:

Reino
Filo
Subfilo
Superclasse
Classe
Subclasse
Superordem
Ordem
Subordem
Superfamília
Família
Subfamília
Gênero
Subgênero
Espécie
Subespécie

Como exemplo, considere a classificação da erva daninhha de borboleta, uma espécie de planta nativa das beiras de estradas e campos do oriente da America do Norte.

A classificação de Lineu para esta planta é:

Reino: Plantae (Todas as plantas)
Classe
: Angiospermae (Todas as plantas com flores)
Ordem:
Gentianales (Todas as plantas que tem pétalas unidas e estigmas elaborados)
Família:
Asclepiadaceae (todas as plantas que tem uma estrutura elaborada ou estames e estigmas fundidos nas flores)
Gênero:
Asclepia (Ervas daninhas leitosas)
Espécie:
Asclepias tuberosa (distinguidas por suas raízes tuberosas e flores vermelho-alaranjadas)

Uma qualidade da Taxonomia de Lineu é que ela pode ser usada para desenvolver um sistema simples e prático para organizar dos diferentes tipos de organismos vivos. O aspecto mais importante disto é o uso geral da nomenclatuura binominal, a combinação de um nome genérico e de um nome específico (tuberosa, neste exemplo),para identificar excepcionalmente a espécie dos organismos. No exemplo acima, a butterfly weeds é unicamente identificada pelo binome Asclepias tuberosa. Nenhuma outra espécie de planta pode ter este binome. Deste modo, a todas as espécies pode se dar um único e estável nome.

Regras para o nomeamento a classificação apropriados para todos os tipos de organismos vivos sob o sistema taxonômico de Lineu tem sido adotadas por biólogos profissionais. As regras que governam a nomemclatura e classificação das plantas e dos fungos estão contidas no 'Código Internacional de Nomenclatura Botânica,' mantido pela Associação Internacional para a Taxonomia das Plantas. Códigos similares existem para animais e bactérias. Cientistas seguem estes códigos de modo que os nomes dos organismos possam ser os mais claros e estáveis possíveis.

Durante o tempo, nosso entendimento das relações entre as coisas vivas mudou. A grande mudança foi a aceitação difundida da evolução como o mecanismo da diversidade biológica e a formação das espécies. Agora, em alguns sistemas, incentiva-se geralmente que os grupos taxonômicos sejam monofiléticos.

Originalmente Lineu tinha 3 Reinos em seu esquema, chamados Plantae, Animalia e um grupo adicional para minerais, o qual foi abandonado. Desde então, várias formas tem sido movidas para três novos reinos - Monera, para procariontes, Protista, para protozoários e algas, e Fungi. Este esquema está ainda longe da filogenia ideal e a vista de cinco reinos foi suplantada pela maior parte no trabalho taxonômico moderno por uma divisão em três domínios - Bacteria e Archaea, que contém os procariontes, e Eukaryota, compreendendo as formas restantes. Isto foi precipitado pela descoberta dos Archaea.

Fonte: encyclopaedic.net

Taxonomia

Taxonomia ou Sistemática

A sistemática tem por objetivo classificar, identificar e dar nomes aos seres vivos. A classificação é feita levando-se em consideração a embriologia, anatomia, fisiologia, estudos dos fósseis e outros critérios, sendo por isto um sistema natural . A classificação usada atualmente é baseado no sistema de classificação de Linné ( Lineu) descrito em 1735.

CATEGORIAS HIERÁRQUICAS

REINO - FILO - CLASSE - ORDEM - FAMÍLIA - GÊNERO - ESPÉCIE

  HOMEM CÃO MOSCA
REINO Animalia Animalia Animalia
FILO Chordata Chordata Arthropoda
CLASSE Mammalia Mammalia Insecta
ORDEM Primata Carnívora Díptera
FAMÍLIA Hominidae Canidae Muscidae
GÊNERO Homo Canis Musca
ESPÉCIE Homo sapiens Canis familiaris Musca domestica

Monera - unicelulares procariontes - Bactérias e Cianobactérias Protista - unicelulares eucariontes heterótrofos - Protozoários Fungi - organismos eucariontes heterótrofos unicelulares ou não - Fungos Plantae - organismos eucariontes multicelulares fotossintetizantes . Algas , briófitas, pteridófitas, gimnosperma e angiospermas. Animalia - organismos eucariontes, multicelulares e heterótrofos. ESPÉCIE - organismos com uma certa semelhança morfológica e genômica, com capacidade de reprodução e formação de descendentes viáveis e férteis.

REGRAS BÁSICAS DE NOMENCLATURA

O nome da espécie deve ser binominal: gênero e espécie ou trinominal: Gênero +( Subgênero) + espécie ou Gênero + espécie + subespécie . Ex. Musca domestica ; Leishmania (Viana) brasiliensis ; Micrurus frontalis frontalis. Nomes científicos devem estar em Latim . O gênero (genérico) deve estar com a letra inicial em maiúsculo, a espécie ( nominal específico) em letra inicial minúscula. O gênero e a espécie devem estar grifados ou em Itálico. O nome da família é formado pela adição do sufixo idae ( ideos) e da subfamília pela adição do sufixo Inae (ineos) ao nome genérico (gênero). Ex . Trypanosoma + idae = Trypanosomidae

A vida, que existe há mais de três bilhões de anos na Terra, é o maior objeto de estudo da Biologia. Esse estudo fascinante e desafiador volta-se para a compreensão das características e evolução dos seres vivos, suas estruturas e funções, suas relações com os mais diferentes ambientes e sua reprodução. É, portanto, a ciência que estuda os seres vivos em todos os aspectos de abrangência, quer sejam anatômicos, funcionais, genéticos, comportamentais, evolutivos, geográficos ou taxionômicos, bem como as leis, os princípios e fenômenos que regem a existência desses seres.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal