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História do Tênis de Mesa

Três dos modernos jogos populares de raquete descendem diretamente do antigo jogo medieval de “Tênis”, que costumava ser jogado tanto ao ar livre quanto em espaços fechados. Todos nasceram e evoluíram na Inglaterra durante a Segunda metade do Século XIX: o Tênis de Campo, praticado com uma bola mais macia – Borracha coberta de felpo, em terrenos gramados; o Tênis de Mesa (do mesmo modo um passatempo social) em salas comuns; e Badminton, no qual usava-se uma peteca no lugar de uma bola. Todos os 3 são hoje em dia esportes atléticos que exigem rapidez e destreza.

As primeiras lembranças registradas do Tênis de Mesa revelam um jogo rude iniciado por estudantes universitários com livros dispostos no lugar de uma rede , e por militares que o praticavam com equipamentos improvisados no país e no exterior. A primeira menção de um catálogo de produtos esportivos é de F.H. Avres, 1884. A mais primitiva patente até agora encontrada em conexão com o jogo foi a no. 19.070 de 1891, de Charles Baxter de Moreton – in – the Marsh, Gloucestershire, England.

Raquetes podiam ser de madeira, papelão ou tripa animal, coberturas algumas vezes por cortiça, lixa ou tecido; bolas de cortiça ou borracha, redes de diferentes alturas, algumas vezes consistindo de apenas um simples fio; mesas em diferentes tamanhos, partidas com contagens de 10, ou 20, ou 100, saque com um quique inicial na metade da mesa do sacador (o atual sistema), ou diretamente na outra metade da mesa de encontro a um espaço limitado ou não, porém com a obrigatoriedade do sacador estar afastado da linha de fundo da mesa. Nunca figuravam menos de 4 tipos diferentes de duplas. E em qualquer caso, o que era virtualmente o mesmo tipo de jogo tinha muitos nomes.

Nesse mesmo séc. XIX, um corredor de maratonas inglês aposentado – James Gibb – voltou de uma viagem de negócios dos Estados Unidos com bolas de celulóide de brinquedo, que ele imaginou pudessem ser úteis para esse jogo em seu país. Ouvindo-as serem golpeadas por raquete oca, de cabo longo e feita de pergaminho (pele de carneiro), então popular, associou os sons produzidos pela bola na raquete com as palavras pingue-pongue, dando origem ao nome do jogo. Ele submeteu esse nome ao amigo-vizinho John Jaques fabricante de produtos de esporte de Groydon. Este registrou-o através do mundo (os direitos para “USA” foram mais tarde vendidos de Jaques para Parker Bros) e ajudado por esse feliz coloquialismo, o jogo passou a ser uma mania elegante na virada do século.

Tão rápido quanto cresceu ele morreu, e permaneceu quiescente na Grã Bretanha por 18 anos. O colapso talvez possa ser atribuído a várias causas: o grande número de sistemas de jogos rivais e supostos organizadores (nada menos de 14 livros de instruções são registrados no Catálogo da Biblioteca do Museu Britânico, que foram confeccionados neste curto período), uma certa monotonia do jogo quando jogado com equipamento inadequado e a invenção (em 1902) da borracha com pinos para a superfície da raquete, possibilitando tão grande efeito e velocidade que criou um enorme e imediato abismo entre experts e estreantes.

Um programa maior ocorreu na Europa Central. Em 1905/1910 o jogo foi introduzido em Viena e Budaqpeste por um representante de máquinas de escrever e futebolista amador – Edward Shires. Mesmo anteriormente (provavelmente em 1889) – implementos para jogar o Tênis de Mesa chegaram ao Japão, vindod a Grã Bretanha, o que resultou numa peculiar distribuição que durou, na China, Coréia e Hong-Kong, até final de 1920. Mas ambos esses transplantes vieram produzir sementes importantes em etapas posteriores da história.

O Renascimento foi iniciado na Inglaterra e em seguida no país de Gales. Em 1922, após a 1ª Guerra Mundial, J.J. Payne de Luton, um organizador dos velhos tempos, e Percival Bronfield de Beckenham, um campeão nacional inglês adolescente em 1904, seguidos por ª F. Carris de Machester, como também por outros veteranos e novatos ( o assinante dessa carta sendo um desses), formaram uma Associação de pingue-pongue mas, encontrando-se legalmente impedidos por uma marca registrada, dissolveram-se incontinenti e se reorganizaram no mesmo dia sob o velho nome do jogo. Eles redigiram cuidadosamente as regras do jogo, com o intuito de obter sua aceitação nacional por todos os adeptos, e estimularam a criação e venda de alto padrão de equipamentos. O sistema de duplas escolhido foi o que era praticado em outras épocas em Manchester. Quatro anos mais tarde as regras tiveram penetração e foram de boa vontade aceitas no exterior. O Código então tornou-se a base das regras internacionais, e o nome Tênis de mesa o oficial, quando a I.T.T.F. foi fundada em 1926. As modificações do jogo adotadas desde então têm sido:

- A altura da rede de 6,34” por 6”.

- A proibição do uso da mão livre para criar efeito no saque (uma invenção dos EUA nos anos de 1930).

- A padronização parcial da raquete; a regra atual estabelece uma lâmina simples de madeira, ou coberta diretamente por uma borracha com pinos, ou por “sandwich” (uma camada de borracha de esponja por baixo dessa cobertura).

- Uma regra de limite de tempo (adaptada a regra da U.S.T.T.A.), limitando a duração dos sets (21 pontos) em 15 minutos.

Com base nessas regras o diminuto espaço e tempo requeridos, em comparação com muitos outros esportes atléticos, o Tênis de Mesa em 76 tornou-se um esporte de massa, com 124 Associações filiadas à I.T.T.F., muitas delas com centenas de milhares de jogadores filiados (URRS e China: respectivamente, mais do que um milhão e mais do que 2 milhões).

Fonte: www.fptm.com.br

História do Tênis de Mesa

invenção inglesa apoderada pelos chineses

O tênis de mesa surgiu oficialmente no século XIX na Inglaterra, quando jogadores de tênis resolveram disputar partidas dentro de um ginásio. Imitando o tênis num ambiente fechado, os primeiros jogos da nova modalidade eram praticados com bolas de cortiça e livros fazendo a função da rede.

A partir daí, o pingue-pongue – apelido da modalidade - foi ganhando adeptos em diversas partes do mundo. O material usado foi mudado para uma rede fixa a dois pequenos postes sobre uma superfície de madeira elevada ao chão, e as bolas passaram a ser de borracha. Com essas inovações, coube ao americano James Gibbs, criador da American Athletic Association, estabelecer que as partidas seriam de 21 pontos.

Pouco depois, por intervenção do mesmo Gibbs, as bolas de borracha deram lugar a pequenas bolas de celulóide. Em 1894, a empresa Ayres Ltda. anunciava ao mundo um jogo de tênis em miniatura.

Os primeiros grandes torneios aconteceram na Inglaterra no início do século XX, com a participação de centenas de jogadores e premiações de até 25 libras esterlinas. Em 1901, foi criada na Inglaterra a Associação de Pingue-Pongue.

A raquete coberta com borracha em ambos os lados foi inventada pelo jogador inglês E.C. Good e as regras do jogo foram codificadas em 1922 pelo estudante da universidade de Cambrige, Ivo Montagu. Em janeiro de 1926, cinco países (Áustria, Inglaterra, Alemanha, Hungria e Suécia) fundaram a ITTF (Federação Internacional de Tênis de Mesa, atualmente com 186 países filiados), em Londres, e logo veio o 1º Campeonato Mundial de Tênis de Mesa.

O tênis de mesa só foi reconhecido como esporte olímpico em 1977, por medida do diretor do COI, Harryu Banks, e sua estréia em Olimpíadas foi em Seul, na Coréia do Sul, em 1988.

Os chineses são os maiores vencedores nesse esporte: 16 das 20 medalhas olímpicas foram ganhas pelo país. Em Atenas, na Grécia, em 2004, eles conquistaram os torneios feminino e masculino de duplas e o individual feminino.

Tênis de mesa no Pan

O tênis de mesa apareceu pela primeira vez nos Jogos Pan-Americanos em 1979, em San Juan, Porto Rico, e o Brasil sempre foi o maior vencedor desse esporte ao longo de todas as edições do evento.

A hegemonia brasileira na América Latina pôde ser observada com o tetracampeonato de tênis de mesa por equipes nos anos de 1983, 1987, 1991 e 1995. O mesatenista Hugo Hoyama conquistou nada menos do que dez medalhas na história dos Jogos, sendo sete de ouro. Caso ganhe duas medalhas em 2007, Hoyama passará a ser o maior medalhista brasileiro em Jogos Pan-Americanos, ao lado do também mesatenista Cláudio Kano.

Kano foi outro atleta com desempenho espetacular nesta modalidade. Recordista de todos os esportes em número de medalhas conquistadas em Jogos Pan-Americanos (12 ao todo, sendo sete de ouro), faleceu em um acidente de motocicleta em 1996, sendo que até hoje o esporte se ressente de sua categoria e seu carisma.

No total, o Brasil ganhou 25 medalhas na história do Pan, sendo dez de ouro, seis de prata e nove de bronze. Em Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003, no entanto, a equipe brasileira ficou em segundo lugar, atrás dos Estados Unidos, pois ganhou um ouro, duas pratas e um bronze, contra dois ouros, uma prata e um bronze dos americanos. A República Dominicana, com um ouro, uma prata e dois bronzes terminou em terceiro lugar. A Argentina, com duas de bronze, ficou na frente de Chile e Venezuela, ambos com um bronze somente.

Fonte: br.esportes.yahoo.com

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