Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Origem Da Teoria Da Relatividade  Voltar

Origem

A Teoria da Relatividade foi criada pelo físico alemão Albert Einstein (1879-1955) em duas etapas: em 1905 ele publicou um trabalho que mais tarde ficou conhecido pelo nome de Teoria da Relatividade Especial, que trata do movimento uniforme; e em 1915, publicou a Teoria da Relatividade Geral, que trata do movimento acelerado e da gravitação.

As reflexões de Einstein, que mais tarde o levaram a criação da Teoria da Relatividade, começaram quando ele tinha 16 anos. Em uma carta enviada a um tio, juntou um pequeno trabalho sobre alguns problemas que ocupavam sua mente e que o levou à criação da Teoria da Relatividade.

O problema da Luz

O primeiro desses problemas referia-se ao comportamento da luz. De acordo com a teoria eletromagnética, a luz é constituída de campos elétricos e magnéticos que oscilam enquanto viajam. Einstein então se perguntava: O que aconteceria se eu acompanhasse um feixe de luz mantendo a mesma velocidade da luz? Ele chegou à seguinte resposta: A luz pareceria algo imóvel e sem alteração. Mas isso lhe pareceu absurdo, pois o que caracteriza a luz é exatamente a alteração continua dos campos; um pulso de luz estático não poderia existir.

O problema do Eletromagnetismo

O segundo problema que afligia Einstein era a falta de simetria observada em alguns fenômenos eletromagnéticos. Consideremos, por exemplo, o caso representado na figura 2.

Um indivíduo A está fixo no solo e observa um vagão que se move em linha reta e com velocidade constante. Dentro do vagão há um indivíduo B que segura duas esferas carregadas x e y. Suponhamos que a reta que une x e y seja perpendicular à velocidade do vagão.

Para o indivíduo B, as esferas estão em repouso; assim, entre elas existe um par de forças eletrostáticas dadas pela Lei de Coulomb. Porém, para o indivíduo A, as esferas movem-se em trajetórias paralelas com velocidade V. Assim, para o indivíduo A, além das forças dadas pela Lei de Coulomb, há um par de forças magnéticas entre as esferas. Desse modo, a força resultante em cada esfera depende do observador.

Para Einstein, essa conclusão era insuportável, pois na Mecânica isso não ocorria. Quando temos dois referenciais inerciais, um movendo-se com velocidade constante em relação ao outro, as leis da Mecânica são as mesmas nos dois referenciais. Um experimento mecânico dará o mesmo resultado nos dois referenciais, isto é, por meio de um experimento mecânico, não podemos determinar se o referencial está parado ou em movimento retilíneo uniforme.

Consideremos, por exemplo, o caso abaixo:

Na situação representada na figura 3, um indivíduo B está sobre um vagão que se move com velocidade constante V em relação ao solo. Suponhamos que ele jogue uma bola para cima. A bola subirá e cairá novamente na sua mão, do mesmo modo que subiria e cairia se o vagão estivesse em repouso em relação ao solo. Naturalmente, para um observador A, fixo em relação ao solo (fig. 4), a trajetória da bola será uma parábola, e a velocidade da bola terá valores diferentes para os dois observadores. No entanto, para os dois observadores a aceleração da bola será a mesma (aceleração da gravidade) e a força resultante sobre a bola será a mesma (o peso). Dentro do vagão, o indivíduo B poderá jogar uma partida de pingue-pongue ou peixinhos poderão nadar num aquário do mesmo modo que o fariam se o vagão estivesse em repouso. Nenhum dos experimentos ilustrados pelas figuras 3 e 4 poderá revelar se o vagão está em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. Portanto, ao contrário da Mecânica, as leis do Eletromagnetismo pareciam depender do referencial.

Fonte: atomico.no.sapo.pt

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal