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Análise Sintática



Análise sintática é uma técnica empregada no estudo da estrutura sintática de uma língua. Ela é útil quando se pretende:

descrever as estruturas sintáticas possíveis ou aceitáveis da língua;

decompor o texto em unidades sintáticas a fim de compreender a maneira pela qual os elementos sintáticos são organizados na sentença.

A compreensão dos vários mecanismos inerentes em uma língua é facilitada pelo procedimento analítico, através do qual buscam-se nas unidades menores (por exemplo, a sentença) as razões para certos fenômenos detectados nas unidades maiores (por exemplo, o texto).

Dessa forma, a Gramática Normativa (aquela que prescreve as normas da língua culta) sempre se ocupou em decompor algumas unidades estruturais da língua para tornar didática a compreensão de certos fenômenos.

No âmbito da fonologia, tem-se a análise fonológica, em que a estrutura sonora das palavras é decomposta em unidades mínimas do som (os fonemas); em morfologia, tem-se a análise morfológica, da qual se depreendem das palavras as suas unidades mínimas dotadas de significado (os morfemas).

A análise sintática ocupa um lugar de destaque em muitas gramáticas da língua portuguesa, porque grande parte das normas do “bem dizer” e do “bem escrever” recaem sobre a estrutura sintática, isto é, sobre a organização das palavras na sentença.

Para compreender o uso dos pronomes relativos, a colocação pronominal, as várias relações de concordância, por exemplo, é importante, antes, promover uma análise adequada da sintaxe apresentada pela sentença em questão.

Nenhuma regra de conduta da língua culta tem sentido sem uma análise sintática da sentença que se estuda.

Por isso, antes que se aplique qualquer norma gramatical é preciso compreender de que forma os elementos sintáticos estão dispostos naquela sentença especial. Isso se dá porque os elementos sintáticos também não são fixos na língua.

Por exemplo: uma palavra pode funcionar como sujeito em uma sentença e, em outra, funcionar como agente da passiva.

Somente a análise sintática poderá determinar esse comportamento específico das palavras no contexto da sentença.

Sendo a análise sintática uma aplicação estritamente voltada para a sentença, parte-se dessa unidade maior para alcançar os seus constituintes - os sintagmas – que, por sua vez, são rotulados através das categorias sintáticas.

Como se vê, é um exercício de decomposição da sentença. Vejamos um exemplo de análise sintática:

Teu pai quer que você estude antes de brincar.

...[há três orações]

...[1ª oração: teu pai quer = oração principal]
...[na 1ª oração: sintagma nominal = teu pai; sintagma verbal = quer]
...[sintagma verbal da 1ª oração: formado por um verbo modal]

...[2ª oração: que você estuda = oração subordinada objetiva direta]
...[na 2ª oração: sintagma nominal = você; sintagma verbal = estuda]
...[2ª oração: introduzida pelo pronome relativo que]

...[3ª oração: antes de brincar = oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo]
...[sintagma adverbial: locução adverbial de tempo: antes de]
...[sintagma verbal: brincar]

Através da análise que desenvolvemos pudemos depreender as várias unidades menores do período, isto é, as três orações (ou sentenças), e, além disso, identificamos as funções dos elementos sintáticos presentes em cada oração (tipo de verbo, qualidade do pronome, tipos de sintagmas, tipo de advérbio).

A partir desses resultados é possível verificar um problema de concordância verbal existente na segunda oração.

Trata-se da norma gramatical que nos informa o seguinte: "se houver uma oração subordinada objetiva direta introduzida pelo pronome que e, se essa oração complementa um verbo modal, então o verbo dessa oração subordinada deve estar no modo subjuntivo".

Pela análise sintática vemos que esse é o caso do nosso período. Assim, conseguimos compreender a necessidade de alteração da forma verbal, derivando a sentença abaixo:

Teu pai quer que você estude antes de brincar.

Fonte: www.interaula.com

Análise Sintática


A análise sintática tem como objetivo examinar a estrutura de um período e das orações que compõem um período.

ESTRUTURA DE UM PERÍODO

Observe:

Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando.

Ao analisarmos a estrutura do período acima, é possível identificar duas orações:
Conhecemos mais pessoas e quando estamos viajando.

TERMOS DA ORAÇÃO

No período:

"Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando", existem seis palavras. Cada uma delas exerce uma determinada função nas orações.

Em análise sintática, cada palavra da oração é chamada determo da oração. Termo é a palavra considerada de acordo com a função sintática que exerce na oração.

Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, os termos da oração podem ser:
1) Essenciais - Também conhecidos como termos "fundamentais", são representados pelo sujeito e predicado nas orações.

2) Integrantes - Completam o sentido dos verbos e dos nomes, são representados por:

complemento verbal - objeto direto e indireto; complemento nominal;agente da passiva.

3) Acessórios - Desempenham função secundária (especificam o substantivo ou expressam circunstância).

São representados por:

adjunto adnominal;

adjunto adverbial;

aposto.

Fonte: www.soportugues.com.br

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