
A Terra é o quinto maior planeta do nosso sistema e o terceiro planeta a partir do Sol:
Distância do Sol: 149.600.000 km (1.00 u.a)
Diâmetro: 12,756.3 km
Massa: 5,976e24 kg
A Terra é o único planeta cujo nome em inglês não tem raízes na mitologia grega/romana. Há, naturalmente, centenas de outros nomes para o planeta em outras línguas.
Não foi senão na época de Copérnico (século XVI) que se compreendeu que a Terra era apenas um outro planeta.
A Terra, naturalmente, pode ser estudada com o auxílio de sondas espaciais. Mesmo assim, foi somente no século XX que pudemos elaborar mapas de todo o planeta. E as fotos da Terra tiradas do espaço são de considerável importância; por exemplo, elas ajudam consideravelmente na previsão do tempo e, especialmente, no rastreamento e previsão de furacões. E elas são de extraordinária beleza - pelo menos para este crítico.
A Terra está dividida em várias camadas, cada qual com propriedades químicas e sísmicas distintas (profundidades em km):
0- 40: Crosta
10- 400: Manto superior
400- 650: Região de transição
650- 2700: Manto inferior
2700- 2890: Camada D (às vezes incluída no manto inferior)
2890- 5150: Núcleo externo
5150- 6378: Núcleo interno
A crosta é mais fina sob os oceanos e mais espessa sob os continentes. O núcleo interno e a crosta são sólidos; o núcleo externo e as camadas do manta são fluidos.
O núcleo é composto quase inteiramente de ferro (ou níquel/ferro). As temperaturas no centro do núcleo podem chegar a 7500 K - mais quente que a superfície do Sol. A manta inferior é provavelmente constituída, em sua maior parte, de silício, magnésio e oxigênio, com alguma quantidade de ferro, cálcio e alumínio. O manto superior é constituído principalmente de olivina e piroxeno (iron,magnesium silicato de magnésio, ferro), cálcio e alumínio Sabemos quase tudo isso através das técnicas sísmicas; amostras do manto superior chegam à superfície na forma de lava vulcânica, mas a maior parte da Terra é inacessível. O crosta é basicamente quartzo (dióxido de silício) e outros silicatos como feldspato.
Tomada como um todo, a composição química da Terra (em termos de massa) é:
34,5%: Ferro
29,5%: Oxigênio
15,2%: Silício
12,7%: Magnésio
2,4%: Níquel
1,9%: Enxofre
0,05%: Titânio
A Terra é o mais denso dos grandes corpo do sistema solar.
Os outros planetas telúricos provavelmente têm estruturas e composições similares, com pequenas diferenças: a Lua na melhor das hipóteses, tem um núcleo pequeno; Mercúrio tem um núcleo extremamente grande (relativo a seu diâmetro); os mantos de Marte e da Lua são muito mais espessos; a Lua e Mercúrio podem não ter crostas quimicamente distintas; a Terra pode ser o único astro com núcleos interno e externo distintos. Observe, entretanto, que o nosso conhecimento das camadas mais profundas dos planetas é em grande parte teórico, mesmo com relação à Terra.
Diferentemente dos outros planetas telúricos, a crosta da Terra está dividida em várias placas sólidas separadas, que flutuam independentemente sobre o manto quente. Essas diferentes placas são conhecidas como placas tectônicas..
Dois processos caracterizam o movimento dessas placas: elevação e subsidiência.
Ocorre elevação quando duas placas se afastam uma da outra e uma nova crosta é criada pelo levantamento do magma de baixo para cima. Ocorre subsidiência quando duas placas colidem e a borda de uma mergulha sob a da outra e acaba sendo destruída pelo manto. Há um movimento transversal em alguns limites de placas (i.e., a Falha de San Andreas, na Califórnia) e colisões entre placas continentais (i.e. Índia/Eurásia).
Atualmente, as grandes placas são em número de oito:
Placa norte-americana - América do Norte, oeste do Atlântico Norte e Groenlândia
Placa sul-americana- América do Sul e oeste do Atlântico Sul
Placa antártica - Antártica e "Oceano Sul"
Placa eurasiana - leste do Atlântico Norte, Europa e Ásia, exceto a Índia.
Placa africana- África, leste do Atlântico Sul e oeste do Oceano Índico
Placa indo-australiana - Índia, Austrália, Nova Zelândia e maior parte do Oceano Índico
Placa Nazca - leste do Oceano Pacífico adjacente à América do Sul
Placa do pacífico - maior parte do Oceano pacífico (e costa sul da Califórnia!)
Há também vinte ou mais placas menores, tais como as da Arábia, Cocos, e Filipinas.
A superfície da Terra é muito jovem. Num período relativamente curto (pelos padrões astronômicos) de 500.000.000 anos, a erosão e os processos tectônicos destroem e recriam a maior parte da superfície da Terra e, assim, eliminam quase todos os vestígios da primitiva história geológica do planeta (tais como as crateras de impacto). Assim, a própria história dos começos da Terra foi apagada. Nosso planeta tem 4,5 a 4,6 bilhões de anos, mas as rochas mais antigas de que se tem notícia datam de menos de 4 bilhões de anos atrás, sendo raras as rochas com mais de 3 bilhões de anos. Os mais antigos fósseis de organismos vivos têm menos de 3,9 bilhões de anos. Não há registro do período crítico em que a vida se iniciou.
71% da superfície da Terra é coberto de água. A Terra é o único planeta em que é possível a existência de água em forma líquida na superfície (embora possa haver metano ou etano líquido na superfície de Titã). Esse elemento, naturalmente, é essencial à vida como a conhecemos. A capacidade de aquecimento dos oceanos é também responsável por grande parte da erosão e do intemperismo dos continentes da Terra, um processo sem similar no sistema solar, até onde sabemos presentemente (embora isso possa ter ocorrido em Marte no passado).
A atmosfera da Terra é 77% nitrogênio, 21% oxigênio, com traços de argônio, dióxido de carbono e água. Havia provavelmente uma quantidade muito maior de dióxido de carbono na atmosfera da Terra quando da formação do planeta, mas quase todo ele foi incorporado às rochas de carbonato e, em menor grau, dissolvido nos oceanos e consumido pelas plantas vivas.
As placas tectônicas e os processos biológicos agora mantêm um fluxo contínuo de dióxido de carbono da atmosfera para esses vários "sumidouros" e, novamente, de volta à atmosfera. Uma pequena quantidade de dióxido de carbono residente na atmosfera, em qualquer época, é extremamente importante para a manutenção da temperatura superficial do planeta, via efeito estufa. O efeito estufa aumenta a temperatura média da superfície da Terra cerca de 35ºC acima do que, de outro modo, seria a temperatura do planeta (de gélidos -21ºC para confortáveis +14ºC); sem isso, os oceanos congelariam e a vida na Terra seria impossível.
A presença de oxigênio livre é bastante notável do ponto de vista químico. O oxigênio é um gás muito reativo e, em circunstâncias "normais", rapidamente se combinaria com outros elementos. O oxigênio na atmosfera terrestre é produzido e mantido por processos biológicos. Sem a vida não existiria oxigênio livre.
A Terra tem um modesto campo magnético produzido por correntes elétricas no núcleo. A interação do vento solar, do campo magnético e das camadas superiores da Terra causa o fenômeno conhecido como aurora boreal
Milhares de pequenos satélites artificiais também foram colocados em órbita da Terra. (Lilith não existe, mas é uma estória interessante).
Nosso conhecimento do interior da Terra advém, em sua maior parte, de constatações eminentemente indiretas. Como podemos obter mais informações?
A despeito dos substanciais aumentos da "constância" solar a temperatura média da superfície da Terra tem-se mantido estável há vários bilhões de anos. A melhor teoria é que isso ocorre em virtude da variação da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera para controle do efeito estufa. Mas, como isso é feito exatamente? A Hipótese Gaia assevera que a biosfera faz essa regulagem de maneira ativa. Mais informações detalhadas sobre Vênus e Marte poderão fornecer as pistas.
Quanto dióxido de carbono podemos ainda jogar na atmosfera da Terra antes que ela acabe tendo o mesmo destino de Vênus?
Fonte: www.if.ufrj.br
Nós sofremos os efeitos da aceleração devido à rotação da Terra, mas este é muito inferior ao efeito a que estamos sujeitos devido à força gravítica que a Terra exerce em nós.
A rotação da Terra é demonstrada pelo efeito de Coriolis que é responsável, por exemplo, pelo fato de o plano de oscilação de um pêndulo de Foucault variar.
A direcção do eixo da Terra varia ao longo do tempo descrevendo, em sentido retrógrado, um cone num período de cerca de 26 000 anos.
A velocidade de escape da Terra é menor do que a velocidade de muitos dos átomos de hélio e das moléculas de hidrogénio na atmosfera terrestre, mas é maior do que a velocidade da maioria das moléculas de oxigénio e azoto.
As melhores estimativas derivadas de dados geológicos e astrofísicos indicam que a Terra tem cerca de 4,6 mil milhões de anos.
O campo magnético da Terra deflete os raios cósmicos. Os raios cósmicos menos energéticos podem ficar "presos" na cintura de van Allen. Os mais energéticos são menos afetados, podendo mesmo atingir a superfície da Terra.
A camada de ozono situa-se na estratosfera, acima da troposfera.
A cintura de van Allen consiste em electrões e iões, com origem nos raios cósmicos, capturados pelo campo magnético da Terra.
Nas latitudes elevadas, uma vez que as auroras são produzidas por iões, capturados pelo campo magnético da Terra, que se dirigem para os Pólos magnéticos terrestres.
A força de Coriolis faz com que massas em movimento "virem" para a direita no hemisfério Norte. O ar, ao mover-se na direcção de uma baixa pressão, vira para a direita, o que dá origem ao movimento anti-horário das baixas pressões.
Principalmente a influência gravítica da Lua, mas o Sol também contribui um pouco.
A possibilidade de colocar novas questões encontra-se encerrada. A ausência de apoios e dificuldades em termos de disponibilidade por parte dos nossos colaboradores forçaram-nos a encerrar, esperamos que de forma temporária, o Pergunte ao Astrónomo.
Fonte: www.portaldoastronomo.org