Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  árabes E Israelenses  Voltar

Árabes e Israelenses

Neste últimos cinqüentas anos, a região do oriente médio foi um foco de tensão progressivo envolvendo questões políticas,econômicas, étnicas e geográficas entre árabes e israelenses. Claro, existe a necessidade de ajuda externa para solucionar o problema, mas é muito mais necessário que os próprios envolvidos, árabes e israelenses, tomem atitudes mais efetivas nesta direção.

Mas qual é o problema?

Em 1948, logo após a Segunda Guerra, a ONU, organismo recém criado, com respaldo da Inglaterra, decide pela criação de Israel. Divide o território da Palestina entre árabes(43% do território) e judeus(57%). Surge, então oficialmente o Estado Judeu. Os Palestino, árabes que viviam naquela região, ficam praticamente sem nação e espalham pelo Líbano, Jordânia, Síria, Gaza e passam a lutar pela criação de um Estado Palestino.
A partir daí é só conflitos que se vê na Região.
Em 1948/49, no primeiro conflito armado entre eles, Israel derrota-os e amplia seu território confiscando terras dos países árabes vizinhos.
Em 1967, outro conflito, a guerra dos 6 dias, a Síria, o Egito e a Jordânia são derrotados. Como resultado, Israel anexa a Faixa de Gaza, as Colinas de Golã, a Cisjordânia, a Península do Sinai e parte da cidade de Jerusalém.

Os Israelenses não pretendem devolver Jerusalém, pois afirmam que esta cidade é sua capital eterna e indivisível. Os palestinos, não cedem e reivindicam a parte leste da cidade como capital de seu futuro estado.

Posteriormente, em 1973, Egito e Síria, na tentativa de recuperar os territórios perdidos, voltam a se envolver com Israel, Guerra do Yom Kipur, e são novamente derrotados. No acordo pós guerra, Israel devolve gradativamente, a Península do Sinai ao Egito, mas permanece com as Colinas de Golã, foco de atrito com a Síria até os dia atuais.

Ao invadir, Israel promoveu assentamentos de colonos judeus(mais de 150 mil) nessas regiões, e quer mantê-las sob sua soberania. Os palestinos querem o fim dos assentamentos.
Outro foco de divergências e a tentativa de Israel de manter sob seu controle os recursos hídricos da região, incluindo os lençóis subterrâneos na Cisjordânia, cuja administração é reivindicada pelos palestinos.
Insistem, os Palestinos, que as fronteiras com Israel devem voltar ao que eram antes de junho de 1967. Israel diz que não voltará as fronteiras de 1967.

Enquanto o problema não se soluciona, os quase 4 milhões de Palestinos refugiados nos países limítrofes continuam sua luta em busca de seu Estado próprio. Israel nem cogita a possibilidade de permitir o retorno desses aos territórios ocupados

A partir da década de 60 começam a organizar na região, importantes grupos terroristas árabes e principalmente palestinos:
A Organização para a Libertação da Palestina(OLP) que nasce em 1964; a Jihad (Palestina), Jihad Egípcia (Ayman Al-Zawahri - Egito), Hamas (Palestina), Hezbollah (Sheik Hassan Nasrallah - Líbano), Al Qaeda (Afeganistão), Abu Nidal (Palestina), GIA (Argélia). Mas essa lista é muito mais extensa.

A Intifada

A intifada são movimentos de insatisfação do povo palestino contra Israel nos territórios ocupados reivindicados pelos árabes.
Em 1987 ocorre a primeira intifada. Podemos considerar que esta revolta será fator que conduzirá em 1993, a assinatura do acordo de Oslo entre o representante Arafat e o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin.
Por este, Israel comprometeu-se a conceder aos palestinos, autonomia plena na maioria da Faixa de Gaza, e em Jericó, na Cisjordânia. Este acordo é ampliado, permitindo ainda o controle de parte da Cisjordânia onde os palestinos se encarregariam do poder civil e os israelenses da segurança interna.

Apenas no setor onde situa-se as colônias judaicas, Israel teria controle total.
No entanto, com a ascensão, em 1996, do conservador Partido Likud ao poder em Israel, as negociações foram praticamente paralisadas.
Em outro acordo assinando entre judeus e palestinos nos EUA, o Wye Plantation, Israel promete novas concessões. Porém, este acordo não será cumprido devido ao final do governo de Netanyahu em 1998
Em 1999, parece que o processo de paz se encaminhava para o sucesso.
O governo trabalhista de Ehud Barak retoma o processo de paz com os palestinos. Israel liberta prisioneiros palestinos e retoma as negociações do acordo de Wye Plantation, desocupando mais um setor da Cisjordânia, prometendo controle total sobre 40% dessa região e promessa de iniciar as negociações sobre as fronteiras definitivas.
Pontos delicados entram na discussão: o controle das fontes de água na Cisjordânia; o futuro das colônias judaicas em Gaza e na Cisjordânia; o retorno de 3,2 milhões de palestinos refugiados em países árabes; e o destino de Jerusalém, reivindicada como capital pelos dois lados, mas anexada por Israel.

No entanto, mais uma vez, o destino conspira contra a paz

Em 28 de setembro de 2000, Ariel Sharon, líder do partido Likud, fez uma visita a Esplanada das Mesquitas, ou Monte do Templo para os judeus, local sagrado para os dois povos. A presença de Sharon provocou protestos dos palestinos, que consideraram a visita como uma provocação.

Os palestinos reagiram violentamente, atirando pedras nos judeus. Os israelenses reagiram, matando quatro manifestantes. A violência se intensificou, mais de 80 pessoas morreram e quase 3 mil ficaram feridas.
Essa revolta que durou 11 dias, paralisou os acordos e levou á queda do governo do primeiro-ministro israelense Ehud Barak.
Ariel Sharon venceu as eleições para a chefia de governo e a violência se acirrou.
Grupos terroristas passam a promover uma onda de atentados suicidas e Israel, por seu lado, também continua eliminando supostos líderes extremistas .

Uma série de atividade extremistas contrários aos acordos tem ceifado muitas vidas de lado a lado, em atentados terroristas dificultando a possibilidade de solução. Esses grupos são tanto judaicos quanto islâmicos destacando sobretudo, o Hamas. A política do Likud de ampliar a ocupação judaica em Jerusalém oriental é considerada pelos árabes uma declaração de guerra contra a presença palestina na cidade.

Fonte: www.eduquenet.net

Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal