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China X Tibet

Em 1951, uma delegação tibetana assinou com o governo chinês o documento conhecido como Acordo dos 17 Pontos, pelo qual a China pretendia adotar "medidas para a liberação do Tibete".

China x Tibet

Em 1954, o dalai-lama foi a Pequim para realizar conversações de paz com Mao e outros líderes chineses. Em 1956, durante uma visita à Índia, ele teve uma série de reuniões com o primeiro-ministro Jawaharlal Nehru sobre a deterioração da situação no Tibete.

Os esforços para se chegar a uma solução pacífica foram frustrados pela política brutal da China contra o Tibete. Os movimentos de resistência contra a ocupação chinesa começaram a ganhar força.

No dia 10 de março de 1959, o general chinês Chiang Chin-wu convidou o dalai-lama para uma apresentação de dança no acampamento militar da China em Lhasa. O convite foi depois reiterado, mas com a ressalva de que o Dalai-lama não deveria ser acompanhado por soldados tibetanos e nem por guarda-costas.

Quando o convite se tornou público, uma multidão de tibetanos se reuniu em torno do palácio Norbulingka (a residência de verão do líder tibetano) para pedir ao dalai-lama que não comparecesse ao evento.

Em 17 de março do mesmo ano, o dalai-lama foi instruído a deixar o país: ele conseguiu chegar à fronteira com a Índia três semanas depois, e foram escoltados por soldados indianos até a cidade de Bomdila. O governo indiano já havia oferecido asilo para o dalai-lama e seus seguidores.

História

Segundo o escritório norte-americano do governo no exílio, o Tibete existe como uma região unificada desde o século 7. As fronteiras da região foram firmadas em um acordo formal de paz com a China entre os anos 821 e 823.

No século 13, quando o líder mongol Genghis Khan estendeu seu domínio da China até a Europa, os líderes tibetanos tiveram que firmar um acordo para manterem uma certa autonomia: eles prometeram lealdade em troca de proteção. O órgão do governo no exílio informa ainda que, mesmo com as conquistas tanto de Genghis Khan como de seu filho, Kublai Khan --que estabeleceu a dinastia Yuan (1279-1368) após conquistar a China--, o território tibetano nunca foi anexado à China.

O laço político com o governo Yuan foi rompido em 1350, antes da China recuperar sua independência, e não manteve laços com o governo da dinastia Ming (1386-1644).

O dalai-lama estabeleceu então uma ligação religiosa com os imperadores da dinastia Qing (1644-1911), tornando-se guia espiritual do imperador chinês, aceitando proteção em troca --mas, segundo o órgão, sem que isso afetasse a independência do Tibete.

A ligação com os imperadores dessa dinastia já era inoperante à época da breve incursão britânica em Lhasa --após o que foi assinada a Convenção de Lhasa em 1904.

Mesmo já sem influência, o governo chinês continuou a afirmar sua autoridade sobre o Tibete: em 1910 o Exército imperial chinês ocupou a capital tibetana, mas, após a revolução em 1911 e a derrubada do império, o exército chinês se rendeu às forças tibetanas e foram repatriados. O dalai-lama então reafirmou a independência do país.
Entre 1911 e 1950, o Tibete conseguiu manter o status de país independente --durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) o Tibete permaneceu neutro, apesar das pressões de EUA, Reino Unido e China para permitir a passagem de matérias-primas pela região.

Região autônoma

Em 1963, ganhou status de Região Autônoma. Em 1989, a causa da independência do Tibete ganhou força no Ocidente após o massacre de manifestantes pelo Exército chinês na praça da Paz Celestial e a entrega do Nobel da Paz ao dalai-lama.

Desde o final dos anos 1990, a China tenta legitimar sua presença no Tibete por meio do crescimento econômico --a partir de 1999, a economia local cresceu 12% ao ano. O governo chinês também tenta dominar o país através da presença de chineses da etnia majoritária han e do controle da sucessão religiosa.

Tibete no exílio

Segundo o site do escritório da Administração Central do Tibete (o governo tibetano no exílio) em Nova York, cerca de 120 mil tibetanos vivem exilados. A maior concentração fica na Índia, com 85 mil tibetanos. Os dados constam da Pesquisa Demográfica do Tibete, feita em 1998.
O governo no exílio é dividido em três poderes --Executivo, Legislativo e Judiciário.

China x Tibet
O Dalai-lama, líder espiritual tibetano

O órgão principal do Executivo é chamado de Kashag (Gabinete). O executivo-chefe do órgão é eleito de forma direta pelos tibetanos exilados para um mandato de cinco anos. O eleito, ou a eleita, escolhe os demais membros do Kashag e submete os nomes dos escolhidos à aprovação pela Assembléia dos Representantes do Povo Tibetano.

O Legislativo tem como órgão principal o Parlamento Tibetano no Exílio, que é composto por 46 membros; destes; 43 são eleitos de forma direta pela população no exílio e outros três são escolhidos pelo Dalai-lama. Cada representante tem um mandato de cinco anos.

A principal instância do Judiciário é a Comissão Suprema Tibetana de Justiça, comandada pelo comissário-chefe de Justiça e outros dois comissários. Os três são nomeados pelo dalai-lama, e os nomes são apresentados à Assembléia para aprovação.

O governo no exílio é baseado em Dharamshala (norte da Índia) e tem representações em Nova Déli (Índia), Nova York (EUA), Genebra (Suíça), Tóquio (Japão), Londres (Reino Unido), Canberra (Austrália), Paris (França), Moscou (Rússia), Pretória (África do Sul) e Taipé (Taiwan).

Pontos de vista

O site do Itim vê a "liberação" do Tibete do ponto de vista da China e do próprio Tibete. Na visão chinesa, o Tibete foi liberado de sua condição feudal de servidão, vivendo em condições de extrema pobreza. Desde 1959, a China alega, segundo a organização, que os tibetanos passaram a ter liberdade e direitos, e que hoje desfrutam de crescimento econômico e progresso social.

Na visão tibetana, no entanto, fome e privações graves nunca ocorreram no Tibete; a "liberação", por sua vez, teria resultado na morte de 1,2 milhão de pessoas e na destruição de 6.000 monastérios e centros culturais. O ex-secretário do Partido Comunista, Hu Yaobang, chegou mesmo a admitir em 1980, segundo o Itim, que os padrões de vida dos tibetanos haviam declinado desde 1959 e que a presença chinesa na região era um obstáculo ao desenvolvimento.

Fontes: The Office of Tibet, New York, Central Tibetan Administration, International Tibet Independence Movement

Fonte: www1.folha.uol.com.br

China X Tibet

O Tibet é também chamado de "Teto do Mundo", situa-se entre a Birmânia, a China, a Índia, o Nepal e o Butão. Sua história data de 2.300 anos atrás. No século VII, o imperador tibetano adotou o budismo Mahayana e traduziu a literatura budista para a língua tibetana. Construiu muitos templos imperiais e monastérios. No século XVII, o quinto Dalai Lama desmilitarizou totalmente o país, promovendo o desenvolvimento das instituições monásticas e ampliou a política de não-violência.

Em 1950, o governo chinês anexou o Tibet. Os militares chineses começaram a ocupar a região e obrigaram o governo tibetano a assinar um documento de cooperação. Esse documento foi assinado sob pressão, portanto, não tem nenhuma validade. durante a ocupação milhares de tibetanos foram mortos. Quase todos os monastérios budistas tibetanos foram destruídos e alguns transformados em presídios. Monjas e monges foram obrigados a manter relações sexuais em publico. Grande parte da população foram enviados para campos de trabalhos forçados. Locais sagrados foram transformados em estábulos e celeiros. Partes das construções religiosas foram utilizadas na construção de banheiros públicos. Bibliotecas com manuscritos antigos foram destruídos. Eremitas foram ridicularizados e torturados.

O atual, Décimo-quarto, Dalai Lama, foi entronado em 1940, com quase cinco anos de idade; em 1950, aos dezesseis anos, assumiu o poder temporal e religioso.
Em 1959, depois de tentar sem sucesso um movimento de libertação, o Dalai-Lama se exilou no norte da Índia onde vive até hoje na cidade de Dharamsala.
Á partir desse momento deu início a uma campanha pacífica de sensibilização da opinião pública visando angariar apoio a causa emancipacionista.
Seu governo, praticado do exílio, não tem reconhecimento internacional, mas tem obtido algum sucesso nesse projeto. Em 1989, o Dalai-Lama conquistou o prêmio Nobel da Paz por seus esforços e teve aumentado a simpatia internacional e apoio financeiro á sua causa. É reconhecido mundialmente como grande defensor da paz mundial, do desarmamento, da não-violência, do entendimento religioso e da ecologia. O Dalai Lama visitou o Brasil durante a Eco 92.
Em dezembro de 2000 restabeleceu contato com Pequim, mas sem grandes promessas. A China considera o Dalai Lama um separatista, radical e criador de problemas. Constantemente, critica as nações estrangeiras que lhe dão apoio e permitem sua visita, inclusive interrompendo relações econômicas com esses países.

Atualmente, há mais de 1.100 presos políticos no Tibet. Muitos desses prisioneiros políticos foram detidos sem acusação ou julgamento. Esses prisioneiros tem sido sistematicamente interrogados, torturados e maltratados. Os métodos utilizados de tortura utilizados incluem:

choques elétricos nos genitais, na boca e na sola dos pés;
marcação com pás em brasa;
queima com água fervente;
espancamentos constantes com pedaços de pau e de ferro;
uso de algemas, correntes e cordas para manter os prisioneiros de cabeça para baixo e em posições bastante dolorosas;
exposição prolongada a temperaturas extremas;
privação de comida, água e sono;
ameaça de violência sexual e de morte.

* choques elétricos nos genitais, na boca e na sola dos pés;
* marcação com pás em brasa;
* queima com água fervente;
* espancamentos constantes com pedaços de pau e de ferro;
* uso de algemas, correntes e cordas para manter os prisioneiros de cabeça para baixo e em posições
bastante dolorosas;
* exposição prolongada a temperaturas extremas;
* privação de comida, água e sono;
* ameaça de violência sexual e de morte.

As mulheres tibetanas são sujeitas a esterilização e ao aborto forçado. Essa estratégia visa ao que se chama de "limpeza étnica" e leva os tibetanos a se tornarem minoria em seu próprio país. Quem se manifesta contra a ditadura comunista é duramente repreendido. Possuir uma foto do Dalai Lama, uma bandeira tibetana ou qualquer material favorável ao Tibet leva á prisão, tortura e até a execução.

A importância do Tibet para os chineses está nas suas possibilidades geopolíticas e econômicas: situa-se numa posição estratégica em caso de ataque, tanto que uma grande porcentagem de mísseis intercontinentais nucleares chineses estão baseados nesta região; possui abundância de minerais e os principais rios que banham a Ásia central nasce no Tibet.

As possibilidades de uma solução para o povo tibetano a curto prazo é remota.

Fonte: www.eduquenet.net

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