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China X Tibet

O Tibet é também chamado de "Teto do Mundo", situa-se entre a Birmânia, a China, a Índia, o Nepal e o Butão. Sua história data de 2.300 anos atrás. No século VII, o imperador tibetano adotou o budismo Mahayana e traduziu a literatura budista para a língua tibetana. Construiu muitos templos imperiais e monastérios. No século XVII, o quinto Dalai Lama desmilitarizou totalmente o país, promovendo o desenvolvimento das instituições monásticas e ampliou a política de não-violência.

Em 1950, o governo chinês anexou o Tibet. Os militares chineses começaram a ocupar a região e obrigaram o governo tibetano a assinar um documento de cooperação. Esse documento foi assinado sob pressão, portanto, não tem nenhuma validade. durante a ocupação milhares de tibetanos foram mortos. Quase todos os monastérios budistas tibetanos foram destruídos e alguns transformados em presídios. Monjas e monges foram obrigados a manter relações sexuais em publico. Grande parte da população foram enviados para campos de trabalhos forçados. Locais sagrados foram transformados em estábulos e celeiros. Partes das construções religiosas foram utilizadas na construção de banheiros públicos. Bibliotecas com manuscritos antigos foram destruídos. Eremitas foram ridicularizados e torturados.

O atual, Décimo-quarto, Dalai Lama, foi entronado em 1940, com quase cinco anos de idade; em 1950, aos dezesseis anos, assumiu o poder temporal e religioso.
Em 1959, depois de tentar sem sucesso um movimento de libertação, o Dalai-Lama se exilou no norte da Índia onde vive até hoje na cidade de Dharamsala.
Á partir desse momento deu início a uma campanha pacífica de sensibilização da opinião pública visando angariar apoio a causa emancipacionista.
Seu governo, praticado do exílio, não tem reconhecimento internacional, mas tem obtido algum sucesso nesse projeto. Em 1989, o Dalai-Lama conquistou o prêmio Nobel da Paz por seus esforços e teve aumentado a simpatia internacional e apoio financeiro á sua causa. É reconhecido mundialmente como grande defensor da paz mundial, do desarmamento, da não-violência, do entendimento religioso e da ecologia. O Dalai Lama visitou o Brasil durante a Eco 92.
Em dezembro de 2000 restabeleceu contato com Pequim, mas sem grandes promessas. A China considera o Dalai Lama um separatista, radical e criador de problemas. Constantemente, critica as nações estrangeiras que lhe dão apoio e permitem sua visita, inclusive interrompendo relações econômicas com esses países.

Atualmente, há mais de 1.100 presos políticos no Tibet. Muitos desses prisioneiros políticos foram detidos sem acusação ou julgamento. Esses prisioneiros tem sido sistematicamente interrogados, torturados e maltratados. Os métodos utilizados de tortura utilizados incluem:

choques elétricos nos genitais, na boca e na sola dos pés;
marcação com pás em brasa;
queima com água fervente;
espancamentos constantes com pedaços de pau e de ferro;
uso de algemas, correntes e cordas para manter os prisioneiros de cabeça para baixo e em posições bastante dolorosas;
exposição prolongada a temperaturas extremas;
privação de comida, água e sono;
ameaça de violência sexual e de morte.

* choques elétricos nos genitais, na boca e na sola dos pés;
* marcação com pás em brasa;
* queima com água fervente;
* espancamentos constantes com pedaços de pau e de ferro;
* uso de algemas, correntes e cordas para manter os prisioneiros de cabeça para baixo e em posições
bastante dolorosas;
* exposição prolongada a temperaturas extremas;
* privação de comida, água e sono;
* ameaça de violência sexual e de morte.

As mulheres tibetanas são sujeitas a esterilização e ao aborto forçado. Essa estratégia visa ao que se chama de "limpeza étnica" e leva os tibetanos a se tornarem minoria em seu próprio país. Quem se manifesta contra a ditadura comunista é duramente repreendido. Possuir uma foto do Dalai Lama, uma bandeira tibetana ou qualquer material favorável ao Tibet leva á prisão, tortura e até a execução.

A importância do Tibet para os chineses está nas suas possibilidades geopolíticas e econômicas: situa-se numa posição estratégica em caso de ataque, tanto que uma grande porcentagem de mísseis intercontinentais nucleares chineses estão baseados nesta região; possui abundância de minerais e os principais rios que banham a Ásia central nasce no Tibet.

As possibilidades de uma solução para o povo tibetano a curto prazo é remota.

Fonte: www.eduquenet.net

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