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Conflitos na América Latina

MOVIMENTO ZAPATISTA

Em 1 de janeiro de 1994, (quando entrava em vigor o acordo assinado pelo México, o Tratado de Livre Comércio - NAFTA - com os E.U.A) o líder rebelde, "Subcomandante Marcos", diante do prédio da prefeitura de San Cristovan, região de Chiapas, leu a Primeira Declaração da Selva Lacandonica (sub-região de Chiapas). Este documento era uma declaração de guerra ao governo neoliberal de Carlos Salinas Gortari e exortava os poderes do Estado para que restaurassem a legalidade e estabilidade e que fosse deposto o ditador. Reivindicavam e reivindicam trabalho, alimentação, saúde, terra, teto, educação, independência, liberdade, democracia, justiça e paz.

Paralelo ao manifesto, os militantes do EZLN, utilizando armas obsoletas, invadiram e tomaram várias cidades em Chiapas, mantendo-as ocupadas até hoje com governos autônomos escolhidos por eles.
Ao todo, as comunidades indígenas de dez Estados da federação deram seu apoio ao movimento.
Organizados no Exercito Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), os indígenas e camponeses, passaram a lutar contra o governo mexicano, responsabilizando-o pela exclusão e marginalização da população pobre do país.
No México, calcula-se, exista aproximadamente 10 milhões de indígenas de etnias diversas e outros 20 milhões de pessoas da mesma origem vivendo em condições de pobreza e de quase indigência.
A denominação "Zapatismo ou Zapatista" é uma homenagem a um líder camponês do início do século XX, Emiliano Zapata, que conduziu os camponeses e indígenas a uma luta de reivindicação por direitos básicos. Acabou traído e assassinado por um grupo de governantes que havia chegado ao poder com seu apoio.
Além do grupo Zapatista, existem, no México, outros movimentos guerrilheiros atuantes que lutam pelos mesmos objetivos. A Organização Independente dos Povos Unidos de Huasteca (OIPUH); O Exercito Popular Revolucionário (EPR) que milita no Estado de Guerrero; O Exercito Unsurgente Revolucionário do Sudeste (EIRS) no Estado de Oaxaca e outros grupos menores. Ao lado destes, atuam ainda grupos paramilitares apoiados pelo governo com o objetivo de desestabilizar esses movimentos reivindicatórios, pressionando-os a se entregar e desistir de sua luta. Estes grupos paramilitares, cercam as cidades onde atuam o EZLN impedimento a chegada de alimentos e medicamentos, fechando escolas, postos de saúde, prejudicando o abastecimento de água e energia, etc.

O "líder" do movimento Zapatista é o Subcomandante Marcos, um codinome que o permite atuar anonimamente. Já ocorreram várias tentativas para mata-lo e/ou denegrir sua imagem, mas sem muito sucesso. Seu rosto não é conhecido, mas sabe-se que seu nome é Rafael Guillér

Colômbia (Farc) Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

A FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) teria surgido em 1964, sob a liderança de Manuel Marulanda Vélez (Tirofijo-Tiro Certeiro), cujo verdadeiro nome é Pedro Antônio Marín. Atualmente possui aproximadamente 15.000 militantes. A princípio de tendência liberal, Marulanda, logo se engajou no Partido Comunista e se tornou o chefe das FARC. Hoje com mais de 70 anos, por diversas vezes foi, estrategicamente, considerado morto. O pseudônimo de Manuel Marulanda Vélez, foi adotado em homenagem a um líder camponês morto sob a tortura policial.

São constituídos por diversos grupos político-militares que lutam no meio rural por uma mudança de regime que derrube a classe dominante que, segundo eles, é reacionária e entreguista e aliada a uma minoria privilegiada. "Lutamos pelo estabelecimento de um regime político democrático que garanta a paz com justiça social, o respeito aos Direitos Humanos e um desenvolvimento econômico com bem-estar para todos os que vivem na Colômbia".
Em sua maior parte, esses grupos, cultuam a ideologia comunista, mas sem respeitar os conceitos básicos dessa doutrina. A estratégia é a revolução armada

Por várias vezes foram tentadas formas de pacificação e entendimento entre as FARCs e o governo, mas sem sucesso.
O governo inclusive, liberou aos rebeldes uma área desmilitarizada de 42 mil quilômetros no sul do país que posteriormente levou a denominação de "Farclândia" para servir de sede para as negociações de paz. Essa concessão, no entanto não produziu os resultados esperado. Ações violentas dos rebeldes, que culminaram com o seqüestro de um avião e a captura de um senador, fez com que o presidente Andrès Pastrana, em 20 de Fevereiro de 2002, rompesse o processo de paz e iniciasse uma ofensiva contra os guerrilheiros das FARCs
Alguns analista, ainda, apontam uma outra dificuldade em acabar com esse movimento. Com o passar do tempo, laços de interesses foram criados entre alguns grupos de traficantes, produtores de drogas e membros das FARCs. Essa ligação tornou o movimento, um tanto quanto rentável. Segundo esses analistas, a conotação política-ideológico, seria apenas uma estratégia que encobre o verdadeiro objetivo: lucrar com o tráfico.

Outro aspecto interessante a se destacar é a existência de grupos paramilitares de direita( a principal delas é a AUC-Autodefesas Unidas da Colômbia) não apoiadas oficialmente pelo governo e lutam contra os grupos de esquerda por controle de territórios. Esses grupos de esquerda ou direita, levam terror á população das regiões colombianas. Se derem proteção a guerrilha de esquerda, são punidos pelos da direita e vice-versa. Se assumirem posição de neutralidade, são punidos pelos dois grupos.

Grupo Peruano Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) e Sendero Luminoso

No Peru, desde a década de 80, dois grupos guerrilheiros de esquerda vem atuando contra o governo constituído: O Sendero Luminoso de tendência Maoísta (Seguidores do líder chinês Mao Tse Tung) e o grupo Tupac Amaru (MRTA) de tendência Guevarista (Seguidores das idéias do líder Che Guevarra). O nome Tupac Amaru é uma homenagem a José Gabriel Tupac Amaru, líder indígena que moveu uma rebelião contra os espanhóis por volta do século XVIII.

Estes dois grupos se encontram atualmente num processo de desagregação, mas continuam operando. De tempos em tempos promovem algumas ações esporádicas contra o governo, constituindo uma ameaça á "estabilidade" na região.
De qualquer forma, a timidez das ações atuais destes dois movimentos, não diminuem a preocupação das autoridades, já que esses rebeldes continuam a manter relações estreitas com outros grupos terroristas da América Latina, principalmente as FARCs e a ELN da Colômbia.

Fonte: www.eduquenet.net

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