Em 6 de Dezembro de 1921, o governo londrino foi forçado a negociar
e colocar fim à guerra de independência anglo-irlandesa. Por
esse acordo separava-se a Irlanda em duas regiões distintas: a Irlanda
do Norte (seis condados) da Irlanda do Sul (26 condados), que passava a se
denominar Estado Livre da Irlanda e posteriormente, República da Irlanda(1948)
ou Eire. A Irlanda do Norte ou Ulster continuou a fazer parte do Reino Unido,
mas teria liberdade de escolha, ou seja, anexar-se ou não ao novo Estado.
O Ulster, de maioria protestante, era leal à coroa inglesa e não
tinha, e não tem, interesse na unificação com o Eire
de maioria católica.
A Inglaterra continuou a aceitar a possível unificação,
mas declarava que em nenhum caso a Irlanda do Norte(Ulster - protestantes)
deixaria de fazer parte dos domínios britânicos sem o consentimento
de seu próprio parlamento. Mas, a minoria católica do Eire,
confinada a uma situação social e política discriminatória,
passa a organizar um Movimento em prol da anexação. Esse movimento
é estruturado com base na criação de organizações
clandestinas e terroristas, já que por vias pacíficas se tornava
impossível diante do monopólio parlamentar em mãos protestantes.
Desde então, principalmente após a década de 1960, a
divisão da Irlanda permanece um foco de tensão, tornando a região
palco de violentos distúrbios provocados pelas reivindicações
da minoria católica pró unificação.
A existência de uma só Irlanda não é interessante
para os protestantes, pois se tornariam minoria, daí o motivo de serem
contra.
A luta contra o separatismo é disputada entre vários partidos,
prós e contras. Alguns legalmente constituídos, outros clandestinos
que combinam estratégias políticas e/ou militar-terrorista.
A violência dessa disputa, levou o governo britânico, em 1972,
a intervir militarmente e assumir diretamente as funções políticas
na região do Ulster - protestantes.
Em 1993, os primeiros-ministros da Grã-bretanha e da Irlanda do Norte
assinaram uma declaração conjunta admitindo o direito da população
da Irlanda do Norte de escolher o seu destino através de um plebiscito
em que a população norte-irlandesa possa optar por permanecer
integrada ao Reino Unido ou juntar-se à Irlanda. A minoria católica
não aceita. A luta continua.
São esses o principais partidos ou organizações que se enfrentam na defesa de seus interesses
Sinn Fein ("Nós Mesmos") - partido político irlandês
católico, fundado em 1905, e apoiou a campanha de violência do
IRA contra alvos britânicos. líder: Gerry Adams.
tem como objetivo unificar toda a Irlanda, descartando a interferência
inglesa.
Partido Unionista do Ulster -o maior partido protestante da Irlanda do Norte
e defende a manutenção da província como parte do Reino
Unido.
- líder: David Trimble(Nobel de paz)
Exército republicano Irlandês - IRA Organização clandestina, representante dos católicos, que através de atos terrorista tenta acabar com o separatismo entre os dois setores irlandeses. Nos últimos tempos tem tentado assumir posições mais pacifistas, o que tem gerado dissidências.
IRA Autêntico é o principal grupo republicano dissidente da Irlanda do Norte. A organização surgiu em outubro de 1997 como uma dissidência do IRA e é formado por membros do IRA histórico que se sentem frustrados com a diminuição dos ataques na província.
Partido Social Democrático e Trabalhista da Irlanda do Norte, liderado por John Hume, representante da comunidade católica de linha moderada.
Partido Unionista Democrático - DUP - é o segundo maior partido na Irlanda do Norte entre os que defendem a permanência da província no Reino Unido. sob liderança de Ian Paisley assume uma posição contrária a qualquer tipo de concessões à comunidade católica.
Fonte: www.eduquenet.net