Nestes últimos 17 anos, quase 50 mil pessoas perderam a vida na violenta
guerra civil que atravessa o Sri Lanka (antigamente conhecida como Ceilão),
uma pequena ilha a sudoeste do litoral indiano.
O Sri Lanka é habitado por duas etnias principais: Os Tâmeis
(12% da população) de religião hindu e os cingaleses
(70% da população) de religião budista.
O governo constituído é composto por cingaleses e a minoria
Tâmil lutam por um Estado independente em um território ao norte
da ilha.
A ilha era habitada originalmente pelos cingaleses. A quase 2000 mil anos
chegaram os indianos que deram origem ao povo Tâmil. Esses dois grupos
passam a se hostilizar por questões religiosas e as possibilidades
de acordo são escassas.
Após a saída dos europeus da região nos anos 50, que
ali permaneceram por mais de 400 anos, os cingaleses assumiram o controle
do país, segregaram os Tâmeis em comunidades separadas, impuseram
uma cultura considerada pelo povo tâmil discriminatória e o conflito
ampliou.
Em 1995, foi assinado um acordo de paz entre o governo do Sri Lanka e os rebeldes do Libertação dos Tigres de Tâmil Eelam (LTTE), sem nenhum resultado aparente. Diante disso o governo do Sri Lanka investiu numa ofensiva contra os Tâmeis, ocupou regiões dominadas por estes, mas os tâmeis contra-atacaram e verdadeiras carnificinas tem ocorrido dos dois lados
A guerra civil que se desenrola atualmente teve inicio em 1983, motivada
pelo atentado Tâmil onde foram mortos 13 soldados do Sri Lanka.
Em 1987, os combates recrucederam e o governo do Sri Lanka convidou o governo
indiano a fazer parte do processo de paz que incluía uma série
de concessões às exigências dos Tâmil: a devolução
do poder às províncias reivindicadas, a unificação
das províncias do norte do país e respeito á cultura
Tâmil. A Índia participou parcialmente do processo cortando a
ajuda aos rebeldes Tâmil e enviando 50 mil soldados para restabelecer
a ordem no norte e no leste do pais.
Os rebeldes não concordaram com o envolvimento indiano, culminando,
em 1991 com o assassinato do Primeiro Ministro da Índia, Ghandi, por
militantes Tâmil.
Fonte: www.eduquenet.net