Na manhã de quinta-feira 11 de Março de 2004, 10 mochilas carregadas com TNT (Trinitrotolueno) explodiram em quatro combóios em quatro pontos diferentes da região de Madrid, Espanha.
As explosões ocorreram durante a hora de ponta, entre as 7:39 e as 7:55 da manhã nas estações madrilenas de Atocha (3 bombas), El Pozo del Tío Raimundo (2 bombas), Santa Eugenia (1 bomba) e num comboio a caminho de Atocha (4 bombas). As forças de segurança encontraram mais 4 bombas, que segundo o ministro do Interior Ángel Acebes, estariam preparadas para explodir quando chegassem os primeiros socorros às vítimas.
Os atentados causaram pelo menos 192 mortos e 1430 feridos.
A autoria dos atentados ainda se encontra sob debate.
O Govenos Espanhol começou por atribuir o atentado à ETA. Segundo o governo, foi utilizadado um explosivo normalmente usado pela ETA e a Guardia Civil já tinha evitado um atentado de grandes proporções em 29 de fevereiro, quando apreendeu 500 kg de explosivos e prendeu dois presumíveis da ETA.
No entanto a esquerda abertzale, através de Arnaldo Otegi (dirigente partido político Batasuna, ilegalizado por pela sua associação à ETA) recusou qualquer responsabilidade da ETA neste atentado e condenou o atentado.
Numa segunda fase, o governo espanhol admitiu como possível a hipótese de a Al-Qaeda estar envolvida. Quatro provas apontam neste sentido:
um grupo próximo da Al Qaeda, as Brigadas de Abu Hafs Al Masri reivindicou
o atentado em nome da Al Qaeda.
os atentados têm características em comum com outros atentados
da Al Qaeda.~
na tarde do dia 11 de Março foi encontrada, na região de Madrid,
uma cassete com orações em árabe numa carrinha com detonadores.
na noite de 11 de Março foi divulgada a suspeita de que um bombista
suicida seguia a bordo de um dos comboios.
minutos antes das 19:00 de 12 de Março, num telefonema feito para a
redacção do diário GARA, a ETA negou a autoria dos atentados.
A frase exacta (em tradução) foi: "A organização
ETA não tem nenhuma responsabilidade sobre os atentados de ontem."
A três dias das eleições gerais, os principais partidos
políticos suspenderam as suas campanhas eleitorias.
O governo decreta três dias de luto nacional, e convoca para o dia 12
de março de 2004 uma manifestação em todas as capitais
de provincia de Espanha.
O Rei Don Juan Carlos I dirige-se ao país e condena os atentados.
Surgem várias manifestações expontâneas de condenação
do atentado.
Representantes de diversos governos da União Europeia condenam o
atentado.
O Parlamento Europeu declara o dia 11 de março "dia europeu das
vítimas do terrorismo".
A bandeira da União Europeia é colocada a meia haste.
Os Estados Unidos oferecem o seu apoio na luta contra o terrorismo.
A Amnistia Internacional condena os atentados.
Portugal declara um dia de luto nacional
Fonte: pt.wikipedia.org