Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Terrorismo  Voltar

Terrorismo

 

Terrorismo
Terrorismo

Terrorismo - O que é

O terrorismo é o uso ilegal da força ou violência contra pessoas ou propriedades para intimidar ou coagir um governo ou os seus cidadãos a outros determinados objetivos políticos ou sociais.

A aplicação da lei em geral, reconhece dois tipos de terrorismo: nacionais e internacionais.

Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica, por indivíduos, ou grupos políticos, contra a ordem estabelecida, para alcançar um objetivo político.

Entende-se, no entanto, que uma dada ordem pública também possa ser terrorista na medida em que faça uso dos mesmos meios, a violência, para atingir seus fins.

A guerra de guerrilhas é frequentemente associada ao terrorismo uma vez que dispõe de um pequeno contingente para atingir grandes fins fazendo uso cirúrgico da violência para combater forças maiores. Seu alvo, no entanto, são forças igualmente armadas procurando sempre minimizar os danos a civis para conseguir o apoio destes. Assim sendo, é tanto mais uma tática militar quanto menos uma forma de terrorismo.

Conceito moderno

Tendo em vista as notáveis ações dos últimos anos, o terrorismo ganhou significados variados e polivalentes. O grande fluxo de informações e/ou imagens geradas por esse tipo de comportamento tem tido grande influência na construção desses significados.

Terrorismo indiscriminado: São todas as ações que se destinam a fazer um dano a um agente indefinido ou irrelevante. Não existe um alvo estabelecido préviamente. Este visa a propagação do medo geral na população, visa cançar a retaguarda, vencer por um sentimento geral de instabilidade. Exemplos: A Colocação de bombas em cafés, parques de estacionamento, metro.

Terrorismo Seletivo: visa atingir diretamente um individuo. Seletivo quer dizer que visa um alvo reduzido, limitado, específico e conhecido antes de efetuar o ato. Visa a chantagem, vingança ou eliminação de um obstáculo. Ele é terrorismo porque tem efeitos camuflados, tem efeitos politicos, pretende pôr em causa uma determinada ordem. Exemplo: Ku Klus Clan, A ETA por vez aplica este terrorismo.

Terrorismo de Estado

A expressão terrorismo de Estado foi forjada pela URSS na quadra da Guerra Fria para designar a Operação Condor que foi uma estratégia de repressão comum aos governos autoritários da América do Sul dos anos 1970, idealizada e apoiada pelos Estados Unidos da América, para o enfrentamento dos movimentos de extrema esquerda, notadamente no Brasil no Chile e na Argentina.

A expressão passou a ser comum nas denúncias das práticas massivas, pelos serviços secretos, de assassinatos, torturas, censura aos meios de comunicação e exercício enfim de uma série de violências similares aos empregados no terrorismo.

Departamento de defesa dos Estados Unidos da América

Conforme definição do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, terrorismo é um tipo muito específico de violência, apesar do termo ser usado para definir outros tipos de violência considerados inaceitáveis. Ações terroristas típicas incluem assassinatos, seqüestros, explosões de bombas, matanças indiscriminadas, raptos, linchamentos. É uma estratégia política e não militar, e é levada a cabo por grupos que não são fortes o suficiente para efetuar ataques abertos, sendo utilizada em época de paz, conflito e guerra. A intenção mais comum do terrorismo é causar um estado de medo na população ou em setores específicos da população, com o objetivo de provocar num inimigo (ou seu governo) uma mudança de comportamento.

Atos terroristas clássicos incluem os ataques de 11 de Setembro de 2001 quando foram destruídas as torres gêmeas em Nova Iorque, assim como ataques a bomba na Irlanda do Norte e Oklahoma.

As mais famosas organizações terroristas do século XX foram as Brigadas Vermelhas na Itália, O IRA (Exército Republicano Irlandês), a OLP (Organização pela Libertação da Palestina), a Ku Klux Klan, A Jihad Islâmica, a Al Qaeda. Terrorismo é algo extremamente difícil de se controlar ou prevenir, especialmente se seus membros estão dispostos a correr risco de morte no processo, mas é uma ofensa criminosa em praticamente todos os códigos legais do mundo.

Alguns governos têm ou tiveram ligações comprovadas com grupos terroristas, que incluem financiamento ou apoio logístico, como o fornecimento de armas e explosivos e de locais de abrigo e treino. São os casos, entre outros, do Iêmen, da Líbia, e dos países que apoiaram o regime Talibã no Afeganistão, mas também dos próprios Estados Unidos da América e outros países ocidentais.

Semelhante nos efeitos, mas em geral bastante diferente nos métodos, a repressão política em estados ditatoriais é por vezes associada ao terrorismo, apontando-se para situações como o holocausto na Alemanha nazi, a repressão stalinista na União Soviética, a China de Mao, o Japão, o genocídio arménio na Turquia, a ditadura de Pinochet no Chile, o regime de Pol Pot no Camboja, a ocupação indonésia em Timor Leste, etc.

Terrorismo tem sido registrado na História pelo menos desde a época dos antigos gregos. Antes do século XIX os terroristas poupavam os inocentes não envolvidos no conflito. Por exemplo, na Rússia quando os radicais tentavam depor o Czar Alexandre II, eles cancelaram várias ações porque iriam ferir mulheres, crianças, velhos ou outros inocentes. Nos últimos dois séculos entretanto, enquanto os estados foram ficando cada vez mais burocratizados, a morte de apenas um líder político não causava as mudanças políticas desejadas, de modo que os terroristas passaram a usar métodos mais indiretos de causar ansiedade e perda de confiança no governo.

O terrorismo atual tem crescido entre os alienados devido ao impacto psicológico que ele pode ter no público, graças à extensa cobertura que a imprensa pode dar. Terrorismo é freqüentemente o último recurso dos desesperados, e pode ser usado por grandes ou pequenas organizações.

Historicamente, grupos lançam mão do terrorismo quando eles acreditam que os métodos mais pacíficos, como protestos, sensibilização do público, ou declaração de estado de guerra não trazem esperança de sucesso. Isso sugere que talvez uma maneira eficaz de combater o terrorismo seja garantir que em qualquer caso em que a população se sinta oprimida, permaneça aberta uma via para garantir a ela alguma atenção, mesmo que essa população seja uma minoria em opinião.

Uma outra razão de se engajar no terrorismo é uma tentativa de consolidar ou ganhar poder através da inoculação do medo na população a ser controlada, ou estimular um outro grupo a se tornar um inimigo feroz, impondo uma dinâmica polarizada de eles-contra-nós.

Uma terceira razão para passar ao terrorismo é desmoralizar e paralizar o inimigo pelo medo; isso às vezes funciona, mas outras vezes endurece a posição do inimigo. Freqüentemente um pequeno grupo engajado em atividades terroristas pode ser caracterizado por várias dessas razões.

Em geral ações contra terroristas podem resultar em escaladas de outras ações de vingança; entretanto, é sabido que se as conseqüências de atos terroristas não são punidas, torna-se difícil deter outros grupos de terroristas.

O terrorismo depende fortemente da surpresa e é frequente que ocorra quando e onde é menos esperado. Ataques terroristas podem desencadear transições súbitas para conflito ou guerra. Não é incomum que depois de um ataque terrorista vários grupos não relacionados reivindiquem a responsabilidade pela ação; isto pode ser visto como "publicidade grátis" para os objetivos ou planos da organização. Devido à sua natureza anônima e, frequentemente, auto-sacrificial, não é incomum que as razões para o atentado permaneçam desconhecidas por um período considerável de tempo.

Convenções Internacionais sobre Terrorismo

Há onze grandes convenções multilaterais relacionadas às responsabilidades de Estados para o combate ao terrorismo.

Além destas convenções, outros instrumentos podem ser relevantes a circunstâncias particulares, tais como tratados bilaterais de extradição, a Convenção de Viena de 1961 sobre Relações Diplomáticas, e a Convenção de Viena sobre Relações Consulares. Além disto, existem importantes Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Assembleia Geral sobre terrorismo internacional, incluindo três importantes Resoluções do Conselho de Segurança que lidam com a conduta da Líbia em conexão com a sabotagem em 1988 do vôo 103 da Pan Am, que inclui as Resoluções do Conselho de Segurança da ONU de números 731 (21 de Janeiro, 1992); 748 (31 de Março, 1992) e 883 (11 de Novembro, 1993).

A lista a seguir identifica as principais convenções sobre terrorismo e oferece um breve resumo de alguns dos principais termos de cada instrumento. Além das cláusulas resumidas abaixo, a maioria dessas convenções prevê que as partes precisam estabelecer uma jurisdição criminal em relação aos criminosos (por exemplo, o estado(s) onde o crime ocorre, ou, em alguns casos, o estado de nacionalidade do perpetrador ou da vítima).

Convenção de Crimes e Certos Outros Atos Cometidos a Bordo de Aviões (Convenção de Tóqio, acordada em 9/63--segurança da aviação):

Aplica-se a atos que afetam a segurança em vôo;
Autoriza o comandante do avião a impôr medidas razoáveis, incluindo dominação física, a qualquer pessoa que ele ou ela tenha razões para acreditar que tenha cometido ou esteja prestes a cometer tal ato, quando necessário para proteger a segurança do aparelho e por motivos afins;
Exige que os Estados contratantes detenham os agressores e devolvam o controlo do aparelho ao seu legítimo comandante.

Convenção para a Supressão dos Sequestros Ilegais de Aviões (Convenção de Hague, acordada em 12/70 - desvio de avião):

Torna crime a tomada do controle pela força de qualquer aeronave, ou tentativa de tomar o controle
Exige que as partes da convenção tornem os desvios de aviões puníveis com penas severas
Requer que os terroristas seja extraditados ou submetidos a processo
Requer que as partes se auxiliem no sentido de conduzir o processo criminal de acordo com a convenção

Convenção para a Supressão de Atos Ilegais Contra a Segurança da Aviação Civil (Convenção de Montreal, acordada em 9/71--aplica-se a atos de sabotagem de aviação tais como atentados bombistas a bordo de aviões em vôo):

Torna delito que qualquer pessoa, de forma ilegal e intencional, execute um ato de violência contra uma pessoa a bordo de um avião em vôo, se tal ato fôr apropriado para colocar em perigo a segurança desse avião; colocar um dispositivo explosivo a bordo de um avião; e tentar tais atos ou ser cúmplice de indivíduo que execute ou tente executar tais atos
Exige que as partes da convenção tornem esses delitos puníveis com "penas severas"
Exige que as partes que tenham a custódia dos suspeitos que os extraditem ou submetam o caso a julgamento
Requer que as partes se auxiliem no sentido de conduzir o processo criminal de acordo com a convenção

Convenção para a Prevenção e Punição de Crimes Contra Pessoas Protegidas Internacionalmente (acordada em 12/73--protege funcionários governamentais superiores e diplomatas):

Define como Pessoas Protegidas Internacionalmente um Chefe de Estado, um Ministro dos Negócios Estrangeiros, um representante ou funcionário de um estado ou de uma organização internacional que tenha direito a proteção especial contra ataques por lei internacional;
Requer que as partes criminalizem e punam os responsáveis por "penalidades apropriadas de acordo com a gravidade do crime;"
Exige que as partes que tenham a custódia dos suspeitos que os extraditem ou submetam o caso a julgamento;
Requer que as partes se auxiliem no sentido de conduzir o processo criminal de acordo com a convenção

Convenção sobre a Proteção Física de Material Nuclear (Convenção de Materiais Nucleares, acordada em 10/79--combate a posse e uso ilegal de material nuclear):

Criminaliza a posse, uso, transferencia, etc., ilegais, de material nuclear, o roubo de material nuclear, e as ameaças de uso de material nuclear para causar amorte ou ferimentos graves a qualquer pessoa ou danos materiais substanciais
Exige que as partes que tenham a custódia dos suspeitos que os extraditem ou submetam o caso a julgamento
Requer que as partes se auxiliem no sentido de conduzir o processo criminal de acordo com a convenção

Convenção Internacional Contra a Tomada de Reféns (Convenção de Reféns, acordada em 12/79):

Define que "qualquer pessoa que se apodere ou detenha e ameace matar, ferir ou continuar a deter outra pessoa de modo a compelir terceiros, nomeadamente, um Estado, uma organização intergovernamental internacional, a natural or juridical person, ou um grupo de pessoas, a fazer ou abster-se de fazer qualquer ato como condição explícita ou implícita para a libertação de refém comete o crime de tomada de reféns dentro do significado desta Convenção"
Exige que as partes que tenham a custódia dos suspeitos que os extraditem ou submetam o caso a julgamento
Requer que as partes se auxiliem no sentido de conduzir o processo criminal de acordo com a convenção

Protocolo para a Supressão de Atos Ilegais de Violência em Aeroportos que Sirvam a Aviação Civil Internacional (acordada em 2/88--extends and supplements Montreal Convention):

Extende as previsões da Convenção de Montreal (veja item 3, acima) para atingir atos terroristas em aeroportos civis internacionais

Convenção para a Supressão de Atos Ilegais Contra a Segurança da Navegação Marítima, (acordada em 3/88--aplica-se às atividades terroristas em navios):

Estabelece o regime legal aplicável a atos contra a navegação marítima internacional que é semelhante aos regimes estabelecidos contra a aviação internacional;
Torna delito que qualquer pessoa, de forma ilegal e intencional, se apodere ou exerça controlo sobre um navio pela força, ameaça ou intimidação; execute um ato de violência contra uma pessoa a bordo de um navio, se tal ato fôr apropriado para colocar em perigo a navegação desse navio; coloque um dispositivo ou substância explosiva a bordo de um navio; e outros atos contra a segurança de navios;
Exige que as partes que tenham a custódia dos suspeitos que os extraditem ou submetam o caso a julgamento;
Requer que as partes se auxiliem no sentido de conduzir o processo criminal de acordo com a convenção

Protocolo para a Supressão de Atos Ilegais Contra a Segurança das Plataformas Fixas Localizadas na Placa Continental (acordada em 3/88--aplica-se às atividades terroristas em plataformas fixas em mar alto):

Estabelece o regime legal aplicável a atos contra plataformas fixas na placa continental que é semelhante aos regimes estabelecidos contra a aviação internacional;
Exige que as partes que tenham a custódia dos suspeitos que os extraditem ou submetam o caso a julgamento;
Requer que as partes se auxiliem no sentido de conduzir o processo criminal de acordo com a convenção

Convenção para a Marcação de Explosivos Plásticos fara Fins de Identificação (acordada em 3/91--providencia pela marcação química a fim de facilitar a detecção de explosivos plásticos, por ex., para combater sabotagem em aviões).

Consiste em duas partes: a própria Convenção, e o Anexo Técnico que é parte integrante da Convenção.

Destinada a controlar e limitar o uso de explosivos plásticos não marcados e indetectáveis (negociada no rescaldo do atentado bombista do vôo Pan Am 103)
As partes são obrigadas a assegurar um controlo efetivo nos respectivos territórios sobre explosivos plásticos "não marcados", por ex., aqueles que não contenham um dos agentes de detecção descritos no Anexo Técnico

Genericamente falando, cada parte deve, entre outras coisas: tomar as medidas necessárias e efetivas para proibir e prevenir o fabrico de explosivos plásticos "não marcados"; tomar as medidas necessárias e efetivas para prevenir o movimento de explosivos plásticos "não marcados" para dentro ou fora do seu território; tomar as medidas necessárias para exercer um controlo efetivo e estricto sobre a posse e transferência de explosivos plásticos "não marcados" fabricados ou importados antes da entrada e vigor da convenção; tomar as medidas necessárias para assegurar que todas as quantidades de tais explosivos "não marcados" que não estejam na posse dos militares ou polícia sejam destruídos ou consumidos, marcados, ou tornados permanentemente ineficazes no prazo de 3 anos; tomar as medidas necessárias para assegurar que os explosivos plásticos "não marcados" na posse dos militares ou polícia sejam destruídos ou consumidos, marcados, ou tornados permanentemente ineficazes no prazo de 15 anos; e, tomar as medidas necessárias para assegurar a destruição, o mais depressa possível, de quaisquer explosivos "não marcados" fabricados após a entrada em vigor da convenção nesse Estado.

Fonte: www.geocities.com

Terrorismo

Em termos gerais, o terrorismo é uma ação violenta que procura, mediante a espetaculosidade do ato, provocar na população uma reação psicológica de medo, um pavor incontrolável, o terror. Ele não é um fenômeno novo, é tão velho quanto a própria guerra, a mesma que acompanha a sociedade desde os seus primórdios.

Os Estados, os exércitos, as etnias, os grupos e os homens isoladamente têm empregado o expediente do terrorismo como forma de diminuir a coragem dos seus inimigos, enfraquecer a sua resistência e facilitar a vitória. De assassinatos até etnocídios, passando por genocídios e magnicídios, com o único objetivo de infundir o terror, a humanidade tem conhecido desde sempre esta particular manifestação da violência em todos os rincões do globo.

São mais visíveis os atos de terrorismo espetaculares, nos quais um grupo extremista assassina um grande numero de pessoas, mas não é menos cruel e sanguinário o chamado "Terrorismo de Estado", freqüente na recente historia da América Latina, em que os governos espalham o terror entre os cidadãos com o argumento de manter a estabilidade do regime. A novidade deste velho flagelo talvez seja sua atual e crescente internacionalização.

Tendo como propósito destruir a moral de suas vítimas, a violência do terrorismo se realiza no âmbito psicológico do indivíduo.

Seu efeito, procurado ou não, é uma disposição psicológica: o terror, isto é, um pavor incontrolável.

Esta característica subjetiva constitui um dos problemas centrais na hora de defini-lo. O medo é um fenômeno subjetivo e não há como determinar objetivamente um limite único a partir do qual o medo deixa lugar ao terror. Esse limite dependerá sempre de fatores pessoais, funcionais, históricos e culturais dificultando a objetividade definicional.

Às vezes, o senso comum não percebe uma sutil diferença entre os tipos de vítimas do terrorismo, mas que é muito importante para sua definição.

Há uma vítima que morre ou fica ferida, aquela que sofre diretamente o atentado; outras que ficam em pânico e descontroladas; outras, ainda, arcam com o preço político do atentado.

Assim, analisando as particularidades de cada tipo de vítima, podemos distingüir:

1. A vítima tática, é a vítima direta, o morto, o esfaqueado, o assassinado, o mutilado, o seqüestrado, aquele que sofre na própria pessoa a violência do atentado. Ele poder ter sido deliberadamente escolhido por alguma característica ou por pertencer a um grupo definido de pessoas ou, pelo contrário, ser apenas um número estatístico de uma escolha aleatória e indiscriminada.
2.
A vítima estratégica são todos aqueles que sobrevivem ao atentado, mas que se encontram de alguma maneira dentro do grupo de risco dos vitimados, seja por uma característica que o identifica ou pela deliberada indiscriminação do objetivo tático, o que coloca a todos ante a possibilidade de ser atingidos no próximo atentado. A vítima estratégica não é atingida diretamente pelo atentado, mas é aquela que, se imaginando na iminência de ser atingido, é presa do pânico. Esta é a vítima estrategicamente visada pelo terrorista.
3.
Embora possa não ter objetivos políticos, o terrorismo pode e normalmente atinge uma vítima política: é o Estado, aquela estrutura que deveria garantir a vida dos seus cidadãos, mas que, ante um inimigo oculto, difuso e inesperado, mostra-se impotente.

Note-se, que a vítima preferencial do terrorismo e que chamamos "estratégica" não é aquele atingido no atentado, a vítima tática. Inegavelmente, o terrorista procurará provocar o maior dano possível e, portanto, tentará executar o atentado com a maior visibilidade e a maior quantidade possível de vitimas.

Porém, se o objetivo estratégico do terrorismo é provocar um pânico incontrolável, obviamente a vítima estratégica não pode ser a vítima tática, aquela que perde a sua vida no atentado, por uma questão obvia: os mortos não temem.

Com efeito, a vítima objetivada estrategicamente pelo terrorismo são todos aqueles que ficam vivos e se sentem indefesos ante a vontade do terrorista. O fundamento do terror não é a morte ou o aniquilamento, mas a insegurança que provoca a certeza da vulnerabilidade ante o acionar do terrorista. O fundamento do terror é o sentimento inequívoco de desamparo ante a vontade do terrorista.

Pela sua simplicidade organizativa e operativa, a disponibilidade no mercado negro mundial de todo tipo de armamento, incluindo armamento de destruição massiva, a facilidade para deslocar homens e materiais entre países na era da globalização, sua capacidade de surpreender e sua espetaculosidade, tornam ao terrorismo internacional talvez uma das ameaças mais graves da atualidade. Sua facilidade e visibilidade o tornam accessível para pequenos grupos de fanáticos descontentes, capazes de colocar suas vidas ao serviço do terror.

Como o terrorista muitas vezes morre no atentado, é muito difícil seguir a pista da organização que está por detrás. Estes aspetos dificultam as possibilidades de combatê-lo. Por isso, as superpotências devem evitar ações que aumentem o sentimento de injustiça no mundo e que fomentam o ódio dos povos, pois é este o combustível principal do terrorismo. O terrorismo deve ser combatido preventivamente, resolvendo os conflitos no seu nascedouro, evitando o ódio e difundindo uma cultura de paz, pois uma vez desatado o terror, sua erradicação é muito difícil, quando, não, impossível.

Hector Luis Saint-Pierre

Fonte: www.universia.com.br

Terrorismo

Terrorismo - O que é?

O terrorismo pode apresentar-se com dois aspectos: o Seletivo e o Sistemático.

O primeiro visa determinadas entidades e objetivos certos, seleccionados. O segundo abrange todas as pessoas e todos os objetivos, sendo a sua atuação crescente (11 de Setembro).

Terrorismo - Quando nasceu?

O termo “Terrorismo” foi utilizado pela primeira vez em 1789 para descrever as ações do “Jacobin Club” no Reinado de Terror em França.

Os “Jacobins” utilizaram o termo Terrorismo para se referirem a eles próprios sendo os seus atos na maioria dos casos execuções de adversários.

Convenções

Há onze grandes convenções multilaterais relacionadas às responsabilidades de Estados para o combate ao terrorismo.

Além destas convenções, outros instrumentos podem ser relevantes a circunstâncias particulares, tais como tratados bilaterais de extradição, a Convenção de Viena de 1961 sobre Relações Diplomáticas, e a Convenção de Viena sobre Relações Consulares. Além disto, existem importantes Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Assembleia Geral sobre terrorismo internacional, incluindo três importantes Resoluções do Conselho de Segurança que lidam com a conduta da Líbia em conexão com a sabotagem em 1988 do vôo 103 da Pan Am, que inclui as Resoluções do Conselho de Segurança da ONU de números 731 (21 de Janeiro, 1992); 748 (31 de Março, 1992) e 883 (11 de Novembro, 1993).

Abu Nidhal

Grupo extremista palestiniano, fundado em 1974 por Sabri Al Banna (Abu Nidhal), que se caracteriza pela prática de atos de grande violência tendo como objetivo privilegiado o Estado de Israel.

Abu Nidal, foi um líder político palestino fundador do grupo extremista Fatah-Conselho Revolucionário (Fatah-CR) em Setembro 1974. Das décadas de 70, 80 até a segunda metade da década de 90, o grupo liderado por Abu Nidal, provocou 100 atentados terroristas nos 20 países e matando 275 e ferindo 775 pessoas.

Terrorismo
Abu Nidhal

AMAL

Grupo libanês, fundado em 1975 pelo Iman Musa Sadr, que assume características paramilitares.

Os principais grupos terroristas do Mundo:

Abu Nidhal: O grupo palestino foi formado em 1974 por Sabri Al Banna. Seus ataques têm como alvo Israel.
Abu Sayaf:
O grupo terrorista filipino tenta implantar um estado islâmico na região sul do país. A suspeita é de que muitos militantes tenham sido treinados pelos muforam, que por sua vez foram treinados pelos mujahidin, veteranos afegãos, ex-combatentes da guerra contra a União Soviética, em 1988.
Al Qaeda:
O grupo é formado pelos colaboradores do milionário saudita Osama bin Laden, acusado pelos atentados contra embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998. Bin Laden, que vive escondido no Afeganistão, também é o responsável por ter planejado o ataque aos Estados Unidos, no dia 11 de setembro de 2001. As explosões no Capitólio e nas torres gêmeas do World Trade Center causaram a morte de milhares de pessoas.
Amal:
Fundado em 1975 por Iman Musa Sadr, o grupo libanês tem características paramilitares.
Brigate Rosse:
As "Brigadas Vermelhas" foram fundadas na Itália, na década de 1960. Foi o grupo mais atuante nos anos 1970, marcado pelo sequestro e assassinato do primeiro-ministro italiano, Aldo Moro, em 1978.
ESLA (Exército Secreto para a Libertação da Armênia):
O alvo principal do grupo, fundado em 1975, é a Turquia. Pretende defender os direitos históricos do povo armênio.
ETA (Pátria Basca e Liberdade):
Fundado em 1959, o Euskadi Ta Azkatasuna luta pela formação do País Basco, que ficaria situado parte no norte da Espanha e parte no sul da França. O primeiro atentado foi cometido em 7 de junho de 1968, e provocou a morte de Meliton Manzanas, chefe da polícia da cidade de San Sebastián. A organização praticou o maior ataque em 1980, deixando 118 mortos.
FLNC (Frente de Libertação Nacional da Córsega):
Fundado em maio de 1976, o grupo luta pela independência da ilha de Córsega. O movimento age por meio de ataques a bomba.
Hamas (Movimento da Resistência Islâmica):
O grupo extremista foi criado em 1987 depois da segunda intifada (resistência palestina à ocupação do território israelense). Contrário à existência de Israel e ao processo de paz entre palestinos e israelenses, o movimento usa suicidas para promover ataques terroristas em Israel. Atualmente, o Hamas tem a maioria das cadeiras do congresso da Autoridade Nacional Palestina, derrotando o partido menos radical, o Fatah.
Hezbollah:
O movimento libanês surgiu na década de 1980. Luta contra a influência ocidental no mundo islâmico e se baseia na doutrina do aiatolá Khomeini, que liderou a revolução islâmica no Irã. O grupo se manifesta por meio de atentados a bomba e sequestros de avião.
IRA (Exército Republicano Irlandês):
A organização é formada por representantes da minoria católica da Irlanda do Norte. Ela começou a atuar nos anos de 1960 e defende a reunificação do país com a República da Irlanda, de maioria católica. Cerca de 60% da população da Irlanda do Norte é formada por protestantes. Os unionistas, como são chamados os protestantes, querem que o país continue ligado ao Reino Unido.
Jihad Islâmica:
A organização foi formada no Egito, em 1980, por jovens palestinos. Atacar alvos israelenses é uma forma de estancar o processo de paz entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Ela é apontada como responsável pela morte de 18 soldados israelenses em um ponto de ônibus na cidade de Beit Lid, em 1995. O grupo também assumiu a autoria de um atentado suicida em 12 de agosto de 2001, que feriu 15 pessoas em um restaurante na região norte de Israel.
Ordine Nuovo:
O grupo italiano de extrema-direita foi fundado na década de 1950. Ele foi substituído pelo Ordine Nero, que assumiu a autoria do atentado a um comboio que ia de Nápoles para Milão, em 1984, no qual morreram dezenas de pessoas.
PKK (Partido Curdo dos Trabalhadores):
A organização pretende estabelecer um estado curdo para abrigar uma população de cerca de 20 milhões de pessoas, espalhas na Turquia, na Síria, no Iraque e no Irã. O grupo foi criado em 1978 e é liderado por Abdullah Ocalan, o "Apo", que mora em Damasco. Os alvos turcos são os preferidos.
Rote Armee (RAF):
A "Facção do Exército Vermelho" surgiu na década de 1970, na Alemanha, a partir do grupo Bader Meinhof. Com ideologia marxista-leninista, o grupo ataca empresas multinacionais, instalações da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e órgãos públicos alemães.
White Power:
O grupo atua nos Estados Unidos e é formado por organizações paramilitares racistas de extrema-direita. O representante mais famoso da organização é o ex-soldado Timothy McVeigh, executado com uma injeção letal no dia 11 de junho de 2001. Ele foi considerado culpado pela explosão de um prédio federal em Oklahoma, em abril de 1995, que deixou 168 mortos.
Taleban:
O grupo foi formado por estudantes de teologia islâmica que lutavam contra o regime comunista no Afeganistão durante a Guerra Fria. Em 1996, liderados por ex-combatentes afegãos da guerra contra a União Soviética, o Taleban tomou o poder e implantou rígidos códigos religiosos de conduta. O grupo domina cerca de 90% do país.
Tigres do Eelam Tamil:
O grupo age desde 1976 no Sri Laka em defesa de uma etnia. Com outra cultura e idioma, ele reivindica a criação de um Estado próprio na parte ocidental da ilha, de maioria cingalesa. Em 17 de maio de 2009, os Tigres admitiram a derrota após 25 anos de guerra civil. A rendição está ligada à morte do principal líder do grupo, Vellupillai Prabhakaran.
Tupac Amaru (MRTA):
O Movimento Revolucionário Tupac Amaru é uma guerrilha peruana ligada ao grupo Sendero Luminoso. Sua ação mais conhecida foi a invasão da embaixada do Japão, em Lima, durante uma festa de ano novo.

Últimos Atentados:

11 de Setembro de 2001: A 11 de Setembro de 2001 os Estados Unidos da América sofreram o maior ataque terrorista de sempre. Quatro aviões de passageiros foram desviados intencionalmente da sua rota normal, dois colidiram com as duas torres do World Trade Center em Nova Iorque, outro com o Pentágono em Washington e o último despenhou-se num descampado, não tendo conseguido atingir o seu objetivo. Este fato, levou os Estados Unidos da América a iniciarem uma operação de caça ao terrorismo a nível internacional.
11 de Março de 2004:
A 11 de Março de 2004, a Espanha foi alvo de um ataque terrorista de grandes proporções. Quatro comboios de passageiros, com destino a Madrid, sofreram várias explosões que causaram mais de 200 vítimas mortais e mais de 1600 feridos, nas estações de Atocha, El Pozo e Santa Eugénia, a primeira localizada em Madrid e as restantes nos arredores da capital. Logo após o atentado, dois grupos terroristas, a ETA e a Al-Qaeda (o mesmo do ataque de 11 de Setembro de 2001 nos EUA), foram dados como suspeitos pelas autoridades. Foi considerado o maior ataque terrorista sofrido na Europa.
7 de Julho de 2005:
Na manhã de quinta-feira, dia 7 de julho de 2005, a cidade de Londres (Inglaterra) foi vítima de uma série de explosões de quatro bombas que atingiram o sistema de transporte público da cidade durante a hora do rush. Três carris do metro de Londres (metro de Londres) foram atingidos no centro da cidade dentro de meia hora e um autocarro de dois andares da autocarro de Londres foi atingido 30 minutos depois. As primeiras reportagens sobre o ocorrido relataram 37 mortes e este número cresceu para pelo menos 50 em 8 de julho.

Os incidentes levaram à completa interrupção da rede do metro de Londres e também o de muitas ruas próximas às estações afetadas. Os serviços de carris para estações londrinas foram cancelados durante a maior parte do dia e a rede de autocarro da cidade foi paralisada na zona central.

O Comissário do Serviço Policial Metropolitano, a polícia londrina, disse que as explosões eram provavelmente resultado de um "grande ataque terrorista" mas não especulou sobre o possível grupo envolvido por trás dos ataques. O bombardeio veio enquanto o Reino Unido era o anfitrião do primeiro dia completo do 31º encontro do G8 no Gleneagles Hotel em Perthshire e um dia após Londres ter sido escolhida como a cidade onde as Olimpíadas de 2012 ocorrerão.

Este incidente foi o mais mortal ato de terrorismo no Reino Unido desde o Atentado de Lockerbie em 1988, onde 270 pessoas morreram.

Dias mais tarde, a 21 de Julho, a cidade sofreu novo atentado, mais explosões em estações de metro, mas desta vez provocaram apenas um ferido.

Principais fundamentalistas islâmicos:

Wahabya

Os seus adeptos acreditam que a maior parte dos mulçumanos se afastou da pureza da fé no Deus único, acolhendo ao longo dos séculos inovações que se distanciam sa suna original dos primeiros califas. «Todos os objetos de culto que não Alá são falsos, e os que prestam culto desse modo merecem a morte».

Rejeitam 1400 anos de desenvolvimento e interpetação teológica e mistíca. Conideram hereges os mulçumanos que não acreditam nestas crenças, sobretudo os Xiitas.

Fonte: www.angelfire.com

Terrorismo

O que é Terrorismo?

O terrorismo adquiriu grande relevância neste início do séculobeslan-terror1.jpg (7287 bytes) XXI. Tem sido proclamado, acima das guerras entre países, como a principal ameaça à humanidade, pela sua imprevisibilidade, pela dificuldade ou até impossibilidade de controle e pela falta de visibilidade do inimigo. Ninguém sabe quando e onde poderá ocorrer um novo atentado. De fato, o terrorismo e a luta contra ele têm sido colocados como assuntos obrigatórios nas relações internacionais.

A superpotência norte-americana declarou guerra ao terrorismo. Após o atentado ao World Trade Center, o combate a ele justificou as principais ações militares externas dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque. No entanto, essa meta, já proclamada na década de 1980 pelo governo Reagan, não evitou que milhares de atentados ocorressem nos últimos anos e que o número de grupos que utilizam o terrorismo como forma de combate aumentasse.

Diversos grupos espalhados pelo mundo, utilizam o terrorismo como estratégia de luta. Muitos são bastante conhecidos, como o ETA, na Espanha; as FARC, na Colômbia; os Tigres Tâmeis, no Sri Lanka; o IRA, na Irlanda do Norte; e grupos islâmicos fundamentalistas em diversos países africanos e asiáticos. Outros não têm a mesma projeção internacional, mas podem ser contados às dezenas.

A idéia de terrorismo como instrumento de luta política surgiu nos anos 1800. No século XIX já existiam alguns grupos terroristas organizados e já se registravam diversos atentados. O grupo mais importante na época foi o Narodniya Volya, responsável pela morte do czar Alexandre II e de ministros e generais russos, num atentado à bomba, em 1881.

Na Espanha, movimentos anarquistas atuam desde a década de 1870. Alguns deles promoveram uma série de atentados terroristas que levaram a uma forte reação do governo espanhol e à perseguição de todos os simpatizantes da causa anarquista. Ainda no século XIX, após a guerra de secessão norte-americana, surgiu a Ku Klux Klan, grupo racista que espalhava o terror à população negra, provocando mortes e incendiando casas e plantações.

No início do século XX, eram vários os grupos que utilizavam o terrorismo como estratégia de luta. O atentado mais conhecido foi promovido pelo movimento pan-eslavista sérvio Unidade ou Morte, popularmente conhecido como Mão Negra. Em visita a Sarajevo, capital da Bósnia, região que havia sido anexada ao Império Áustro-Húngaro, o príncipe herdeiro Francisco Ferdinando e sua mulher foram mortos num atentado cuja autoria foi atribuída a um estudante nacionalista sérvio, Gravillo Princip, ligado à organização Mão Negra. O atentado levou a Áustria-Hungria a declarar guerra à Sérvia e marcou o início do primeiro conflito de dimensões globais, a Primeira Guerra Mundial.

Ainda na primeira metade do século XX, grupos como a Organização Revolucionária Interna de Macedônia: o Ustashi, organizado por católicos na Croácia; e o Exército Republicano Irlandês (IRA) promoveram atentados de grande repercussão.

Na década de 1930, estudantes judeus criaram, na Palestina, o Irgun, uma organização que semeava o terror com o objetivo de expulsar a população árabe, que era majoritária na região. O Irgun contou com a liderança, na década de 1940, de Menahem Beguin, que se tornou mais tarde primeiro-ministro de Israel. Após a formação do Estado de Israel, em 1948, os palestinos começaram a se mobilizar, e surgiram várias organizações terroristas.

Terrorismo contemporâneo

Durante o período da Guerra Fria, o terrorismo adquiriu dimensão internacional. Grupos terroristas de diversas matizes ideológicas (de oposição a governos, ditatoriais ou não; nacionalistas em luta pela independência e pela autonomia nacional; religiosos) foram formados em todos os continentes. Na maioria dos casos, esses grupos eram apoiados ou pelos Estados Unidos ou pela URSS.

Na década de 1970, surgiram na Europa diversas organizações terroristas de cunho político, somadas às já existentes IRA e ETA; na Itália, as Brigadas Vermelhas; na França, a Ação Direta; e na Alemanha, o Baader Meinhof. Esses grupos promoviam seqüestros –com exigência de pagamento de resgate e libertação de prisioneiros -, assaltos a bancos e atentados à bomba, que aterrorizavam a população européia.

No Oriente Médio, considerado hoje o grande foco do terrorismo internacional, os primeiros grupos tiveram origem na Palestina, na década de 1960. Mas foi somente a partir da década de 1980 que ocorreu a disseminação de grande quantidade de grupos terroristas na região.

Ao uso de carros-bombas, utilizados anteriormente por organizações terroristas européias, foi acrescentado, por alguns grupos, o terrorismo suicida: um motorista dirigindo um veículo carregado de bombas explode junto com as vítimas, ou um terrorista provoca mortes em locais de grande concentração de pessoas, detonando explosivos presos ao próprio corpo.

Como vimos, durante o século XX proliferaram grupos terroristas em praticamente todos os continentes, com objetivos os mais diferentes possíveis: grupos de esquerda em luta contra governos capitalistas, grupos de direita contra governos de orientação socialista, grupos nacionalistas, grupos separatistas, lutas pela independência, descolonização, etc.

No entanto, os atentados terroristas de grande proporção são elementos marcantes da Nova Ordem Mundial e colocam em evidência a continuidade dessa estratégia de luta por grupos radicais frente ao Estado organizado, diante dos quais seriam impotentes num combate frontal. Trata-se de uma guerra assimétrica, mas de grandes proporções, que amedronta e coloca a sociedade em estado permanente de tensão. O combate ao terrorismo não é uma tarefa a ser realizada em curto prazo, e muitos acreditam que jamais será vencida. O terrorismo é um inimigo invisível que programa suas ações com o objetivo de causar o maior impacto possível, por meio de ataques surpresa e, muitas vezes, indiferentes ao alvo que será atingido.

Sem dúvida, neste início de século, embora velhas táticas terroristas ainda sejam praticadas, pelo menos os dois grandes atentados atribuídos à Al Qaeda caracterizaram-se pelo planejamento minucioso e pelo profissionalismo, visando ações de grandes proporções e repercussão mundial. Tanto as ações de 11 de setembro como as de 11 de março constituíram uma série de atentados em pontos estratégicos, dentro de uma mesma operação.

Terrorismo
World Trade Center

Quanto mais gigantesca e violenta é a ação, mais o terrorismo conta com a cobertura dos meios de comunicação, que transformam a barbárie em espetáculo, acompanhado por milhões de pessoas em todo o mundo. No atentado ao World Trade Center, depois de um primeiro avião ter atingido uma das torres, as câmaras de televisão passaram a transmitir ao vivo o acontecimento, e pessoas do mundo todo puderam ver em tempo real um segundo avião mergulhar na outra torre. Foi também ao vivo que os telespectadores assistiram ao edifício desabando e à população em desespero sob a poeira e os escombros produzidos.

Fonte: www.geomundo.com.br

Terrorismo

Terrorismo: A demonstração de diferenças culturais

O terrorismo significa uma reação extremada por um desacordo de idéias entre uma nação e um reacionário.

Tal divergência pode ser conceitual, mas na maioria das vezes reflete uma diferença eminentemente cultural.

E se os ideais de democracia e cidadania fossem respeitados, certamente não existiriam atentados como os ocorridos no fatídico 11 de setembro, nos Estados Unidos.

A diversidade cultural é enorme, desde línguas, culturas até religiões, com notórios conflitos ideológicos.

O grande problema reside no fato de alguns almejarem impor sua vontade coercitivamente a outros e se utilizarem para tanto de medidas econômicas para obterem êxito, ou pior, tentar impor sua cultura em detrimento de outra.

O terrorismo surge exatamente neste descontentamento, que pode ser representado por uma única pessoa, ou por um grupo, como é o caso de entidades sabidamente reacionárias como o ETA. Algumas vezes as ações destes indivíduos se fazem tão presentes e fortes que ultrapassam os limites da democracia, e tal fenômeno também pode ser comprovado com o TALEBAN, que dominou um país e resultou na criação da República do TALEBAN.

Neste caso a pressão interna foi tão intensa que sobrepujou a soberania da própria nação.

Interessante como a política interna de um país pode influenciar decisivamente na política externa.

No caso americano, o líder assumido dos atentados foi um soldado altamente treinado pelo próprio governo americano, que ficou muito rico ao longo do tempo e decidiu se “vingar” da política adotada por aquele país.

Ainda no caso americano, a pressão popular (conflito interno) foi tão intensa que praticamente obrigou o seu governo a tomar uma atitude. Os cidadãos americanos entenderam que ao destruírem um dos símbolos de sua cultura (Word Trade Center, também conhecido como Torres gêmeas), a soberania dos Estados Unidos estaria ameaçada, e que o conceito de superpotência se mostrava extremamente frágil.

A resposta foi uma cruzada maciça e destrutiva atrás do terrorista, que até o momento resultou infrutífera, já que este ainda não foi encontrado.

O exemplo do soldado que fez o mundo se voltar para os Estados Unidos em 11 de Setembro, ou seja, do Sr. Osama Bin Laden, reflete o que a diferença cultural pode produzir se extremada.

Este indivíduo teve um alto treinamento, e utilizou tudo o que aprendeu contra o seu próprio professor, simplesmente por não concordar com a metodologia daquele país.

O terrorismo é uma ameaça que surge do exterior, ao qual enseja uma luta, que ultrapassa os limites da democracia e da civilidade, já que alguns Estados compreendem como sendo armada.

Todavia, não é um conceito unicamente externo devendo ser considerado também o âmbito interno, mais especificamente as já mencionadas diferenças culturais fundamentais. O que enseja um conceito bélico, nem sempre respeitando os ideais da liberdade e da democracia, apesar de muitos presidentes se valerem exatamente destes argumentos para justificarem uma verdadeira cruzada contra o terrorismo.

A mais célebre justificativa é a de que se não houver uma reação armada, haverá um subjuramento da nação ante ao inimigo, o qual Estado algum pode permitir, já que sem autonomia não existe governo.

Apesar de tais caminhos não serem conduzidos de maneira democrática, a defesa dessas premissas se faz pungente para dirimir e erradicar conflitos. Aceitando que cada cultura tem sua própria liberdade e ninguém, seja uma pessoa, um grupo, ou até mesmo uma nação, pode sufocar seus ideais, porque a liberdade cultural e individual é imprescindível, contanto que os limites sejam respeitados.

Todo indivíduo tem o deito a ter uma crença, um idioma, uma ideologia, que pode ou não ser a mesma de seu vizinho, desde que haja um respeito e uma tolerância a coexistência pode ser pacífica.

O que não pode ocorrer são conflitos exatamente por esta diferença. A sociedade em tempos de globalização avança em tantos aspectos, mas infelizmente mantém uns vícios até o momento considerados como insanáveis.

Um conflito físico ou armado não gera benefícios a nenhum dos envolvidos, a solução não é uma cultura única, um único idioma ou religião, mas sim um respeito imperativo destas diferenças, sem a necessidade de um tentar se impor sobre o outro pelo uso da força. A democracia existe para todos.

Com a opção de um atentado toda a luta pela liberdade de expressão fica em segundo plano, já que agora o que passará a imperar é um conflito de soberania, principalmente em relação ao Estado atacado.

E este conflito deturpa o ideal original que é exatamente a livre expressão de crença, idéia, religião, por parte do suposto ofendido, não é com um ato terrorista que o espaço pretendido será alcançado, exatamente o contrário, o conflito subseqüente ensejará um sufocamento e uma repressão maciça para que tal ato não se repita.

E avanços sociais tão importantes como a democracia, a liberdade de expressão estarão dizimados.

O que nos reporta a épocas não muito saudosas como os grandes conflitos entre nações pela reafirmação de sua soberania. Acredito que a volta destes dias através de atos terroristas em nada irá ajudar os menos favorecidos.

O terrorismo não é a justificação para a defesa de nada, um ideal não pode ser defendido por uso de violência, outros meios devem ser utilizados.

Antonio Baptista Gonçalves

Fonte: www.newtonpaiva.br

Terrorismo

Atos de Sabotagem e Terrorismo

Terrorismo
World Trade Center

A destruição do World Trade Center em 11.09.2001 trouxe à tona preocupações com possíveis ataques de terroristas à centrais nucleares.

A Nuclear Regulatory Commission dos Estados Unidos recomendou às usinas nucleares americanas que voltassem a adotar todas as medidas requeridas para garantir o mais alto nível de segurança. No mesmo momento, o Departamento de Energia enquadrou os laboratórios de armas nucleares dentro do mesmo nível de vigilância. Veja onde se concentram alvos onde há fabricação de armas nucleares nos Estados Unidos.

Para produzir uma bomba nuclear, o material deve ser enriquecido a uma faixa de 90%, o combustível comercial de usinas nucleares está na faixa de 3%, porém terroristas independentes trabalham com material contrabandeado e bastaria uma carga de qualquer elemento radioativo (de uso médico, industrial, rejeitos) para uma bomba nuclear suja, conhecida tecnicamente como dispositivo de dispersão radiológica (RDD), onde o objetivo é contaminar áreas e população, produzindo pânico e matar a longo prazo.

Sabe-se que as centrais nucleares continuam sendo um alvo dos terroristas: em 03.07.2001, Ahmed Ressam, um argelino preso em Los Angeles e que pertence, segundo as autoridades, à organização de Osama Bin Laden, revelou à Justiça que as centrais nucleares fazem parte dos alvos potenciais do grupo.

Da mesma forma, em 1993, quatro dias após o atentado contra o World Trade Center, que resultara em seis mortes, em 26 de fevereiro, uma carta de reivindicação considerada de fonte verossímil foi enviada às autoridades e ao "New York Times".

Nela, o "quinto batalhão do exército de libertação" incluía os "alvos nucleares" entre seus objetivos de ações futuras. Em junho de 1993, o FBI desmantelou um campo de treinamento de ativistas situado a 30 km da central de Three Mile Island.

Essas ameaças devem ser levadas tanto mais a sério pois os reatores nucleares não resistem ao impacto de um avião de linha do tipo dos que percutiram contra o WTC. Os prédios de reatores foram dimensionados para suportar choques causados por aviões tais como o Cessna ou o Lear Jet, muito mais leves que as aeronaves de linha.

O problema é que não existem meios efetivos de se proteger contra tais ataques. A única hipótese aventada é a instalação de baterias de mísseis antiaéreos em volta das centrais.

Os Estados Unidos estudam checar todos os funcionários para evitar sabotagem no interior das mesmas e montar baterias antiaéreas em torno das 103 usinas nucleares existentes em 31 estados norte-americanos; a aproximação aérea de tais instalações é relativamente fácil, como demonstrou tanto o atentado maciço contra as torres de Manhattan como a maneira com a qual posou um planador motorizado sobre o teto do reator suíço de Mühleberg, em 20.09.2000, com toda tranqüilidade. O objetivo, naquela ocasião, era apenas fincar uma bandeira do Greenpeace contra a energia nuclear.

Leia a brochura de instrução para casos de ataques terroristas envolvendo materiais nucleares do governo norte-americano.

O jornalista das Organizações Globo Ali Kamel em artigo publicado registra o seguinte: Existe um instituto em Israel dedicado a pensar o terrorismo. Chama-se The International Policy Institute for Counter-Terrorism (ICT), criado em 1996, em Herzliya. Um dos seus pesquisadores mais conceituados chama-se Yoram Schweitzer. Durante a Conferência Internacional sobre Terrorismo Suicida, realizada na sede do ICT em 21 de abril de 2000, Schweitzer dissertou sobre o tema "Terrorismo suicida, desenvolvimento e características". Depois de todos os dados históricos, do relato das ações mais recentes contra Israel, ele disse que o número médio de vítimas era de nove a 13 por atentado.

E, bem ao final, declarou: "O terrorismo suicida pode representar no futuro um grande potencial de risco se os terroristas fizerem operações combinadas com ações espetaculares, tais como explodir aviões ou usar armas de destruição em massa. Esta combinação vai aumentar imensamente o número de mortos de um simples ataque terrorista e vai ter um efeito psicológico terrível sobre o moral do público.

Nesse nível, o terrorismo suicida se constituirá numa genuína e estratégica ameaça e será, provavelmente, enfrentada como tal." Schweitzer disse isso um ano e cinco meses antes do 11 de Setembro, quando, vale lembrar, 19 suicidas usaram quatro aviões para matar cerca de três mil pessoas. Como ele previu, a reação, à altura, desencadeou uma guerra, que estamos vivendo até hoje.

O mesmo pesquisador, quando confrontado em 2001 com a afirmação de Bin Laden de que já tinha capacidade nuclear, escreveu um artigo para desmenti-la ("Osama e a bomba"). Schweitzer disse que muitos ditadores investiram anos e milhões de dólares tentando, sem sucesso, desenvolver ou comprar armamentos nucleares. Não seria, portanto, assim tão fácil para Bin Laden, isolado nas montanhas afegãs, conseguir realizar seus desejos nucleares.

Mas, também ao final do artigo, como fez em 2000, Schweitzer advertiu: "No entanto, é preciso ter uma atenção meticulosa para a habilidade criativa de Bin Laden. Ele não investiu seu dinheiro em aviões, equipamentos ofensivos ou explosivos para realizar o 11 de Setembro.

Em vez disso, ele simplesmente usou as ferramentas de seus oponentes contra eles próprios. Tomando o controle de quatro aviões, usando recursos mínimos, ele teve sucesso, sendo o autor do pior ataque terrorista da história da Humanidade. A lição deve ser clara para os encarregados da segurança mundo afora. Rigorosas medidas devem ser tomadas para inspecionar instalações e materiais não-convencionais. Nós não devemos ser pegos de surpresa novamente, se Osama bin Laden tentar tirar vantagens de nossa complacência ou negligência para virar nossas próprias armas contra nós." Ou seja, o pesquisador esclarece que bin Laden já tem capacidade nuclear: as nossas.

Uma fonte russa informou que bin Laden adquiriu dispositivos nucleares através da Tchetchnya, ao custo de US$ 30 milhões e 2 t de heroína afegã (US$ 70 milhões). O chefe da segurança russa Alexander Lebed em depoimento no Capitólio norte-americano disse que 43 pastas nucleares desenvolvidas pela KGB sumiram do arsenal soviético desde 1991. Uma bomba destas é suficiente para acabar com 100.000 pessoas.

Cenário Chernobyl

Multiplicando a massa do avião pela sua velocidade ao quadrado permite calcular a energia cinética de tais choques. Um Lear Jet de 5,7 t lançado na velocidade de 200 m/s produziria assim ao colidir contra o edifício uma energia de 240 milhões de joules, o suficiente para perfurar o recinto. Em comparação, a colisão das torres de Manhattan pelos Boeing 767 - que deslocaram, cada um, uma massa de cerca de 150 t à velocidade de 250 nós, ou seja, 125 m/s - representou uma energia superior a 1 bilhão de joules, ou seja, uma energia comparável a de uma massa de 1.000 t caindo de 100 m de altura.

"Não se pode garantir que a estrutura de um reator resistiria ao choque de um avião de linha", reconhece Philippe Jamet, do Instituto de Proteção e de Segurança Nuclear.

A questão é saber se a aeronave, após ter danificado as barreiras ambientais do edifício do reator, conservaria bastante energia para conseguir destruir o circuito primário do reator, liberando material radioativo para a atmosfera. A fuselagem poderia ser contida pela estrutura do edifício mas as turbinas são feitas de aço e muito mais perfurantes.

Essa hipótese nunca foi estudada por não levarem em conta nos cálculos a hipótese de seqüestros de aviões por terroristas.. Enquanto os especialistas consideram que a queda de um avião de turismo poderia se produzir com uma probabilidade de um milionésimo (isto é, um acidente por reator a cada um milhão de anos), eles julgam que a queda de um avião de linha sobre um reator apresenta uma probabilidade 100 vezes menor, e, portanto, desprezível.

O diretor-presidente (Flávio Decat de Moura) garantiu que Angra I suporta o impacto de um Boeing. Na audiência pública na Câmara dos Deputados em 26.09.2001 explicou que foram feitos testes na Alemanha utilizando aviões contra estruturas nucleares desativadas. Os resultados comprovaram que paredes com 70 cm de espessura são capazes de agüentar o impacto de um Boeing de 180 t numa velocidade de 800 km/h.

As paredes de aço de Angra I têm 75 cm de espessura, o que coloca a unidade fora do risco de eventual dano nuclear em razão de ataques terroristas. Já a parede de Angra II tem apenas 60 cm, ou seja, abaixo das especificações do teste. Mesmo assim, os reatores das duas usinas nucleares estariam protegidos ainda por outras paredes de concreto que circundam as usinas com 1,20 m de espessura. Caso haja necessidade de reforço na estrutura das usinas, a ELETRONUCLEAR estaria disposta a fazê-lo, conforme declarado na Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal. Se houver um ataque por aeronave, os aviões Mirage da Base Aérea de Santa Cruz, na cidade do Rio de Janeiro, estão incumbidos de interceptar o agressor.

Fonte: www.energiatomica.hpg.ig.com.br

Terrorismo

World Trade Center - As Duas Torres

Terrorismo
World Trade Center

Localização: New York, New York, EUA
Data de Conclusão: 1972 (Torre One), 1973 (Tower Two)
Custo: 400 milhões dólares
Altura: 1.368 pés (Tower One), 1.362 pés (Tower Two)
Materiais: Aço, alumínio
Engenheiro (s): Skilling, Helle, Christiansen & Robertson

Construído pela Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey no início de 1970, as torres do World Trade Center foram, por sua vez, os exemplos mais conhecidos de prédios de tubo. Edifícios de tubos são reforçados por colunas espaçadas e vigas nas paredes exteriores. As espaçadas colunas e vigas em cada uma, forma uma torre de aço de tubo que, juntamente com um interno do núcleo, resistem ao vento e tremendas cargas que afetam edifícios desta altura.

Além de suportar cargas de vento enormes, as torres do World Trade Center, também foram construídos para suportar grandes cargas. As torres foram construídas em seis hectares de aterro, a fundação de cada torre teve se estender mais de 70 metros abaixo do nível do solo para descanso em rocha sólida.

As duas torres foram incapazes de sobreviver aos efeitos de um golpe direto por dois aviões comerciais sequestrados durante os ataques terroristas na manhã de 11 de setembro de 2001. Embora eles foram de fato projetados para resistirem ao serem atingidos por um avião, os incêndios resultantes enfraqueceram a infra-estrutura do prédio, com o colapso dos andares superiores, criando muita carga para os andares mais baixos suportarem. Pouco depois do ataque, as duas torres desabaram.

No momento da sua conclusão, em 1973, as torres do World Trade Center foram os dois edifícios mais altos do mundo. Dois anos mais tarde, a Sears Tower , em Chicago aproveitou o cobiçado título.

Fatos rápidos

World Trade Center contou com Windows on the World, um restaurante elegante com uma vista magnífica da cidade de Nova York.
Cada torre tinha 104 elevadores de passageiros, 21.800 janelas
A partir da plataforma de observação no World Trade Center foi possível ver 45 quilômetros em cada sentido.
Se todo o vidro utilizado na construção de ambas as torres foram fundidos em uma placa de vidro, a 20 cm de largura, seria como correr 65 milhas de comprimento.
As torres gêmeas foram muitas vezes chamadas de "Lego-blocos" pelos críticos.
Na sexta-feira 26 de fevereiro, 1993, às 12:18, uma bomba explodiu na garagem subterrânea do World Trade Center, formando uma cratera de cinco andares de profundidade. Seis pessoas foram mortas e mais de 1.000 ficaram feridas. As torres foram limpas, reparadas, e reabertas em menos de um mês.

Fonte: www.pbs.org

Terrorismo

Ataques de 11 de Setembro

Os Ataques de 11 de Setembro foram uma série de ataques terroristas contra os Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001. Membros do grupo islâmico al-Qaeda seqüestraram quatro aeronaves, fazendo duas delas colidirem contra Ataques de 11 de Setembro do World Trade Center em Manhattan, Nova Iorque, e uma terceira contra o quartel general do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, em Arlington County, Virgínia, próximo à capital dos Estados Unidos, Washington, D.C.. O quarto avião seqüestrado foi intencionalmente derrubado em um campo próximo a Shanksville, Pensilvânia, após os passageiros enfrentarem os terroristas.

Esse foi o primeiro ataque altamente letal de uma força estrangeira em território americano desde a Guerra de 1812. Com um saldo de mortes próximos a 3000, esse ataque excedeu o saldo de aproximadamente 2400 mortos do ataque surpresa dos japoneses a Pearl Harbor em 1941.

Os ataques

Os ataques envolveram o sequestro de quatro aviões de passageiros. Com aproximadamente 91m3 (24 mil galões) de combustível de aviação nos tanques, os aviões foram transformados em bombas voadoras. O vôo 11 da American Airlines colidiu com a torre norte do WTC às 8:46 da manhã horário local (12:46:40 UTC).

Às 09:03:11 da manhã, horário local (13:03:11 UTC), o vôo 175 da United Airlines colidiu com a torre sul.

O vôo 77 da American Airlines colidiu no Pentágono às 9:37:46 da manhã, horário local (13:37:46).

O quarto avião seqüestrado, o vôo 93 da United Airlines, foi derrubado em um campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC) quando os sequestradores foram confrontados pelos passageiros revoltosos. Nenhum dos ocupantes dos aviões seqüestrados sobreviveu.

Os mortos foram milhares: 265 nos aviões; ao menos 2602 pessoas, incluindo 242 bombeiros, no World Trade Center; e 125 no Pentágono. Ao menos 2992 pessoas foram mortas. Além das Torres Gêmeas de 110 andares do World Trade Centre ("WTC"), cinco outras construções nas proximidades do WTC e quatro estações subterrâneas de metrô foram destruídas ou seriamente danificadas. No total, foram 25 prédios danificados em Manhattan. Em Arlington, uma parte do Pentágono foi seriamente danificada pelo fogo e outra parte acabou desmoronando.

Alguns prassageiros e tripulantes puderam fazer chamadas telefônicas dos vôos condenados (veja Comunicação durante os ataques de 11 de Setembro). Eles relatavam que vários seqüestradores estavam em cada avião. Um total de 19 seqüestradores foram posteriormente identificados, cinco na maioria dos vôos, quatro no vôo 93 da United. Segundo informações, os seqüestradores assumiram o controle das aeronaves usando facas para matar as atendentes de bordo, pilotos, e/ou ao menos um passageiro. No vôo 77 da American Airlines, um dos passageiros relatou que os seqüestradores usavam punhais. Foi relatado o uso de algum tipo de spray químico nocivo, como gás lacrimogêneo ou spray de pimenta para manter os passageiros longe da primeira classe nos vôos 11 da American Airlines e 175 da United Arlines. Ameaças de bombas foram feitas em três aviões, mas não no 77 da American.

A quarta aeronave

Especula-se que o alvo dos seqüestradores da quarta aeronave, o vôo 93 da United Airlines, eram o Capitólio ou a Casa Branca em Washington, DC. As gravações da caixa preta revelaram que os passageiros tentaram assumir o controle do avião dos seqüestradores, e que como chacoalhar o avião não foi o suficiente para subjugar os passageiros, os seqüestradores derrubaram o avião em um campo entre Shanksville e Stonycreek Township no Condado de Somerset, Pensilvânia, às 10:03:11 da manhã, horário local (14:03:11 UTC). Há também a possibilidade da quarta aeronave ter sido abatida em vôo pela força aérea estadunidense. Esta notícia foi divulgada no início, mas depois foi suprimida dos noticiários. O padrão de detroços da quarta aeronave indica uma possível explosão no ar, resultado de uma ação de abate provocada por míssil ar-ar. A difícil decisão para abater a aeronave civil, com vidas estadunidenses a bordo teria partido do presidente Bush, que se viu na contigência de ordenar o ataque e derrubar a aeronave sobre uma aérea desabrigada ou esperar que o ataque fosse efetivado e mais vidas serem perdiadas no solo, além das que estavam a bordo.

11 de Setembro

Normalmente as pessoas se referem aos ataques como o 11 de Setembro. Era uma terça-feira, e os vôos domésticos nos Estados Unidos carregam poucos passageiros no meio da semana, portanto tornando um vôo mais fácil de ser seqüestrado.

Responsabilidade

Em 29 de Outubro de 2004, Osama bin Laden assumiu explicitamente a responsabilidade pelos ataques. Ele afirmou que "nós decidimos destruir as torres na América ... Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa idéia, mas nossa paciência se esgotou diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre Americanos e Israelenses contra o nosso povo na Palestina e no Líbano, e então a idéia surgiu na minha mente."

O grupo militante Islâmico al-Qaeda elogiou os ataques e os líderes do grupo haviam previamente dado a entender que tinham participação nos ataques. De fato, pouco depois dos ataques, o governo dos Estados Unidos declarou-os, juntamente com o líder deles, Osama bin Laden, como principais suspeitos. Em 2004, a comissão do governo norte-americano que investigou os ataques oficialmente concluiu que os ataques foram concebidos e implementados por pessoal da al-Qaeda. [1] A comissão que investigou os ataques relatou que, embora tenha havido contatos com o Iraque durante a presidência de Saddam Hussein, não foram encontradas "relações colaborativas" entre o Iraque e a al-Qaeda quanto ao ataque de 11 de Setembro em especial; entretanto foi descoberto que a al-Qaeda tinha conexões com grupos Iraquianos desde o início da década de 1990.

Conseqüências do 11 de Semtebro

Medidas de Segurança e Militares

Os ataques levaram ao que o Presidente George W. Bush chamou de Guerra contra o Terror ou Guerra contra o Terrorismo. O governo dos Estados Unidos intensificou as operações militares, pressões políticas e medidas econômicas contra grupos que ele considera serem terroristas, assim como governos e países acusados de os acolher. Em Outubro de 2001 aconteceu a primeira operação militar iniciada pelos Estados Unidos segundo essa política, quando os Estados Unidos derrubaram o governo Taliban no Afeganistão, após estes se negarem a extraditar Osama bin Laden para os Estados Unidos. Os ataques de 11 de Setembro também levou ao aumento o foco na segurança interna dos Estados Unidos e à criação de uma nova agência federal em nível de gabinete, o Departamento de Segurança Interna.

De imediato, os ataques de 11 de Setembro colocaram os Estados Unidos e outros países em um alto grau de alerta contra ataques subseqüentes em potencial. O tráfego aéreo sobre os Estados unidos foi — pela primeira vez na história — quase totalmente suspenso por três dias, com vários eventos e locais vindo serem afetados por fechamentos, cancelamentos, adiamentos e evacuações. Outros países impuseram restrições de segurança similares; na Inglaterra, por exemplo, a aviação civíl foi proibída de voar sobre Londres por vários dias depois dos ataques.

Reação Internacional

Os ataques tabém tiveram importantes efeitos na política mundial. Muitos países introduziram legislações duras anti-terrorismo - nos Estados Unidos foi o USA PATRIOT Act - e também levaram adiante ações para cortarem as finanças de terroristas (inclusive através do congelamento de contas bancárias suspeitas de serem usadas pelos terroristas). As agências da lei e de inteligência estabeleceram cooperação para prenderem suspeitos de terrorismo e destruirem células supostamennte terroristas ao redor do mundo. Esse foi um processo altamente controvérso, já que restrições anteriores impostas pelas autoridades governamentais foram levantadas e certos direitos civis foram derrubado. Isso foi levantado em Setembro de 2004, quando Yusuf Islam, um ativista mulçumano britânico conhecido por seu trabalho pela paz e pela caridade, anteriormente conhecido como Cat Stevens, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Isso levou ao secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, Jack Straw a reclamar com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, que ordenou uma revisão na restrição colocada contra pessoas para entrarem nos EUA.

Os ataques levaram a várias cerimônias em memória às vítimas dos ataques por todo o mundo. Em Berlim, 200 mil Alemães marcharam para mostrar sua solidariedade às vítimas. O jornal francês Le Monde, tipicamente crítico contra os Estados Unidos, colocou em manchete de primeira página "Nous Sommes Tous Américains", ou "Somos todos americanos". Em Londres, o hino dos Estados Unidos foi tocado durante a troca de guarda no palácio de Buckingham. De imediato, o apoio ao direito dos americanos de se defenderem foi expressado por todo o mundo, como expresso na Resolução 1368 do Conselho de Segurança da ONU[4].

As reações aos ataques no mundo Islâmico foram confusas. A grande maioria dos líderes religiosos e políticos islâmicos condenaram o ataque - a única exceção significativa foi Saddam Hussein, então presidente do Iraque. Logo após ao ataque foram relatadas celebrações em alguns países por pessoas opositoras às políticas americanas no Oriente Médio.

Reação da População Norte-Americana

Os ataques também tiveram efeitos imediatos e avassaladores na população dos Estados Unidos. A gratidão diante dos trabalhadores uniformizados de segurança pública (especialmente no caso dos bombeiros) foi amplamente expressada na luz tanto do drama dos riscos envolvidos no momento quanto no alto saldo de mortes entre eles. O número de mortos entre os serviços de emergência foi sem precedentes. O papel feito por Rudolph Giuliani, Prefeito de Nova Iorque, lhe garantiu enorme prestígio nacional. Ele foi eleito Pessoa do Ano de 2001 pela Revista Time, e mantêm um prestígio maior nos Estados Unidos do que o do presidenteGeorge W. Bush.

Conseqüências econômicas

Os ataques tiveram impactos significativos nos mercasdos dos Estados Unidos e mundial. A Bolsa de Valores de Nova Iorque, oAmerican Stock Exchange e a NASDAQ não abriram em 11 de Setembro e permaneceram fechadas até 17 de Setembro. As instalações e centros de processamento de dados remotos da Bolsa de Valores de Nova Iorque (“NYSE”) mas as empresas participantes, consumidores e mercados foram incapazes de se comunicarem devido aos danos ocorridos à instalação de chaveamento telefônico próxima ao World Trade Center. Quando os mercados de ações reabriram em 17 de Setembro de 2001, após o maior período em que estiveram fechadas desde a Grande Depressão em 1993, o índice do mercado de ações Dow Jones Industrial Average (“DJIA”) caiu 684 pontos, ou 7,1%, para 8920 pontos, sua maior queda em um único dia. No fim da semana, o DJIA tinha caído 1369,7 pontos (14,3%), sua maior queda em uma semana na história. O mercado de ações americano perdeu 1,2 trilhão de dólares em valor em uma semana.

Processos contra seguradoras e contra as empresas de transporte aéreo

O ataque terrorista ao World Trade Center levou ao maior processo contra seguradoras relacionado ao terrorismo jamais visto, com muitas seguradoras por todo o mundo tentando diminuir o impacto do ataque em suas rendas. Em Abril de 2004, uma Corte Distrital americana rejeitou o pedido feito pelo administrador do World Trade Center, que dois aviões atingindo as Torres Gêmeas deveria ser considerados, segundo os termos da sua apólice, como dois incidentes separados, o que o tornava apto a reembolso de prêmios de 7 bilhões de dólares. A seguradora Swiss Reinsurance Co. e outras conseguiram convencer que os ataques a Nova Iorque foram apenas um incidente e que Silverstein era apto apenas a 3,5 bilhões de dólares.

Em 2003, O Juiz Distrital dos Estados Unidos Alvin Hellerstein aceitou ouvir um caso público contra as três companhias de vôo, as seguradoras dos aeroportos ICTS International NV e [[Pinkerton], os donos do World trade Center e contra a Boeing. O caso foi levado pelos feridos no ataque, parentes dos mortos e entidades que sofreram danos. Em Setembro de 2004, pouco antes da expiração do prazo legal de três anos para processos por perdas e danos, as seguradoras do World Trade Center processaram a American Airlines, a United Airlines, e a empresa de segurança do aeroporto Pinkerton, alegando que sua negligência permitiu que os aviões fossem seqüestrados. Como o Air Transportation Act aprovado após os ataques de 11 de September limita a responsabilidade da companhia aérea, dos produtores de aviões e dos aeroportos em sua cobertura de seguro, esse caso pode muito bem ser consolidade com o caso principal aberto em 2003.

Salvamento e resgate

Os esforços de salvamento e resgate levaram meses para serem completados. Levou semanas simplesmente para apagar o fogo que queimava nos escombros do WTC, e a limpeza só foi completada em Maio de 2002. Muitos fundos de ajuda foram organizados imediatamente para ajudarem as vítimas dos ataques. O objetivo de fornecer ajuda financeira aos sobreviventes e às famílias das vítimas ainda ocorre.

Um pequeno número de sobreviventes e surpreendentemente poucos restos mortais intactos de vítimas foram encontradas nos escombros do WTC. As forças liberadas na desintegração das torres foi tão grande que muitos dos que ficaram presos nos prédios foram simplesmente pulverizados no colapso. Algumas vítimas foram identificadas por coisas mínimas com restos de músculos ou dentes. Muitos corpos jamais foram encontrados, presumivelmente por que o calor das chamas teria os incinerado. Em 18 de Janeiro de 2002, o último sobrevivente hospitalizado do ataque ao World trade Center recebeu alta do hospital.

Os mais de 1,5 milhões de toneladas de entulho produzidos pela queda do WTC mostraram serem problemas incríveis de limpeza. Um prédio totalmente ocupado nunca fora derrubado antes, e as conseqüências ambientais e para a saúde de tal evento eram desconhecidas. Por volta de 100 toneladas de amianto usados na construção do WTC ainda não foram totalmente removidos[5]. Os ataques liberaram densas nuvens de poeira contendo cimento pulverizado, fibra de vidro, amianto e outros poluidores. Em 2004, por volta da metade dos mais de 1000 trabalhadores e voluntários de resgate envolvidos relataram problemas respiratórios persistentes e mais da metade relatavam problemas psicológicos.[6] Por causa do grande período de latência entre exposição ao amianto e o desenvolvimento de doenças relacionadas, os residentes de Manhattan, especialmente os trabalhadores do resgate, podem ter problemas futuros de saúde.

Seis meses depois do ataque, o 1,5 milhão de toneladas de entulho foi removido do local do WTC e o trabalho continuou abaixo do solo, apesar das preocupações de que as fundações pudessem vir abaixo. Cerimônias marcando o encerramento da remoção do entulho foram realizadas no final de Maio de 2002.

Porque o WTC caiu?

Existe muita especulação do porque da queda das Torres Gêmeas do WTC, e a razão de tal queda ainda é debatida por arquitetos, engenheiros de estrutura e pelas agências governamentais americanas relacionadas. Certamente a força dos impactos das aeronaves nunca tiveram precendentes fora de campos de batalha, assim como o calor intenso resultante da queima de 91m3 (24.000 galões) de combustível de avião. Mas o design do WTC, com sua configuração não tradicional, leve, e basicamente oca deveria ter sido, de alguma forma, mais resistente ao fogo, a penentração e a falhas estruturais do que uma construção mais antiga.

Especulações e teorias da conspiração

Desde os ataques tem acontecido muita especulação sobre seu planejamento, em especial relacionada à possibilidade de haver mais seqüestradores que iriam executar o ataque. Muitas teorias da conspiração erariam também relacionadas aos ataques.

Vigésimo seqüestrador

Vinte e sete membros da al-Qaeda tentaram entrar nos Estados Unidos para participarem dos ataques de 11 de Setembro. No fim, apenas 19 participaram.

Outros seqüestradores em potencial eram freqüentemente referidos como o "vigésimo seqüestrador".

Binalshibh aparentemente iria participar dos ataques, mas freqüentemente foi negado-lhe entrada nos Estados Unidos. Mohamed al-Kahtani era outro terrorista em potencial, mas lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Orlando em Agosto de 2001. Ele foi posteriormente capturado e aprisionado na Baia de Guantanamo. Zacarias Moussaoui era considerado um substituto para Ziad Jarrah, que em certo momento ameaçou abandonar o esquema por causa das tensões entre os envolvidos. Os planos para incluir Moussaoui nunca se completaram, pois a hierarquia da al-Qaida tinha dúvidas sobre a sua lealdade. No fim, Moussaoui não foi inserido no seqüestro.

Os outros membros da al-Qeada que tentaram sem sucesso participar dos ataques foram Saeed al-Ghamdi (não confunda com o seqüestrador bem sucedido de mesmo nome), Mushabib al-Hamlan, Zakariyah Essabar, Ali Abdul Aziz Ali, e Tawfiq bin Attash. Khalid Sheikh Mohammed, o articulador intelectual do ataque, queria eliminar mais um membro da operação -- Khalid al-Mihdhar -- mas foi impedido por Osama bin Laden.

Em 11 de setembro de 2001, grupos de atacantes embarcaram quatro aeronaves domésticas em três aeroportos da Costa Leste, e logo após a decolagem, sequestradores então assumiram o controle da aeronave com destino à Costa Oeste e com carga completa de combustível. As 8:46 o primeiro avião, o vôo 11 da American Airlines, que tinha se originado a partir de Boston, bateu na torre norte do World Trade Center , em Nova York. A maioria dos observadores interpretaram este inicialmente para ser um acidente envolvendo um pequeno avião. O segundo avião, United Airlines Flight 175, também de Boston, atingiu a torre sul 17 minutos depois. Neste ponto, não havia dúvida de que os Estados Unidos estava sob ataque. Cada estrutura foi danificada pelo impacto e explodiu em chamas. Trabalhadores de escritório que estavam presos acima dos pontos de impacto em alguns casos saltaram para a morte, pois dentro das torres havia um calor intenso. O terceiro avião, American Airlines voo 77, de decolar do Aeroporto de Dulles, perto de Washington, DC, atingiu o lado sudoeste do Pentágono (fora da cidade) às 9:37 da manhã, desencadeando um incêndio nessa seção da estrutura. Minutos depois, a Autoridade Federal de Aviação ordenou uma parada solo nacional, e dentro de uma hora (às 10:03) a quarta aeronave, a United Airlines Flight 93 de Newark, Nova Jersey, caiu perto de Shanksville no interior da Pensilvânia depois que os passageiros informados de eventos via telefone celular tentoram dominar seus agressores.

As 9:59 o World Trade Center estava muito danificado e a torre sul desabou, a torre norte caiu 29 minutos depois. Nuvens de fumaça e detritos rapidamente encheram as ruas de Lower Manhattan. Trabalhadores de escritório e moradores correram em pânico quando eles tentaram ultrapassar as nuvens de detritos ondulantes. Uma série de outros edifícios adjacentes às torres gêmeas sofreram danos graves, e vários posteriormente caíram. Incêndios no local do World Trade Center arderam por mais de três meses.

Operações de resgate começaram quase imediatamente com o país e o mundo procurou se entender com a enormidade das perdas.

Cerca de 3.000 pessoas tinham morrido: cerca de 2.750 pessoas em Nova York, 184 no Pentágono e 40 na Pensilvânia, todos os 19 terroristas também morreram. Incluído no total, em Nova York foram mais de 400 policiais e bombeiros, que perderam suas vidas correndo para o local e para as torres.

Na manhã do dia 11 de setembro, o presidente Bush foi visitar uma sala de aula de segundo grau em Sarasota, Flórida, quando foi informado de que um avião havia chocado no World Trade Center.

Um pouco mais tarde, Andrew Card, seu chefe de equipe, sussurrou no ouvido direito do presidente: "Um segundo avião atingiu a segunda torre. América está sob ataque." Às 8:30 pm Bush falou à nação do Salão Oval, em um discurso que estabeleceu uma doutrina fundamental da futura política de seu governo estrangeiro: ".Nós não fazemos distinção entre os terroristas que cometeram estes atos e aqueles que os abrigam"

Em 14 de setembro Bush visitou "Ground Zero", a pilha de escombros do que restou do World Trade Center e as milhares de pessoas que haviam morrido ali.

Em pé em cima de um caminhão de bombeiros destruído, Bush pegou um megafone para atender as equipes de resgate que trabalham febrilmente para encontrar sobreviventes. Quando um dos trabalhadores disse que ele não podia ouvir o que o presidente estava dizendo, Bush fez uma das observações mais memoráveis de sua presidência: Eu posso ouvir você. O resto do mundo ouve. E as pessoas que derrubaram estes edifícios vão ouvir-se de todos nós em breve.

Resposta robusta de Bush aos ataques, dirigiu suas intenções de voto favorável de 55 por cento antes de 11 de setembro a 90 por cento nos dias depois, o maior já registrado por um presidente.

Fonte: www.britannica.com

Terrorismo

A mudança representada pelo 11 de setembro pode ser mais percebida em três campos: a economia , a descoberta de que o universo muçulmano e muito mais complexo do que se imaginava e , por fim , a atual postura que consideram adversàrios.

Tempos atràs , caças americanos desfecharam sobre o oeste do Iraque o maior ataque presenciado na região desde a Operação Tempestade no Deserto, em 1991.

Forças aèreas dos Estados Unidos e da Inglaterra fazem perodicamente ataques desse tipo , mas nunca com tal intensidade.

Desde o começo do século XX e, com maior vigor , depois da I guerra, os Estados Unidos são a maior potência do planeta.

Apòs a guerra do muro de Berlim em 1989, tornaram-se a ùnica superpotência. Embora obrigue apenas um vigèsimo da população, o paìs è responsàvel por quase um terço da produção mundial . Como absorve um quarto de todas as exportações, è a ùnica nação com potencial para puxar o crescimento global.

Do ponto de vista militar, è imbatìvel.

O orçamento do Pentàgono corresponde à soma combinada dos gastos de defesa das nove principais potências militares do planeta . Nunca houve tamanha desproporção, mesmo se retrocedermos aos tempos do impèrio romano.

Terrorismo

Fonte: www.wtcmanhattan.hpg.ig.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal