Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Tiffany-co  Voltar

Tiffany & Co

A pérola é uma jóia naturalmente perfeita, que não requer lapidação ou polimento. Nenhuma outra gema tem uma história de mistério e romance como as pérolas.

Em 3500 A.C., no Oriente Médio e na Ásia, elas já eram valorizadas como símbolos de pureza e de charme feminino. Na tradição japonesa, as pérolas sempre foram usadas para confortar o coração e acreditava-se, até, no seu poder medicinal, como o de parar os efeitos de um veneno mortal.

Na Europa do século 19, as pérolas eram as favoritas da realeza, que as valorizavam mais que qualquer outra gema. E as mulheres americanas também se enamoraram pelo esplendor das pérolas.

Desde sua fundação, em 1837, a Tiffany & Co. é internacionalmente reconhecida por vender pérolas da mais alta qualidade. O fundador Charles Lewis Tiffany incumbiu o mais famoso gemólogo da Tiffany, George Frederic Kunz, de adquirir as mais exuberantes pérolas para a seleta clientela da loja.

Em 1908, Kunz escreveu o livro "The book of Pearls", que ainda hoje é lembrado como uma referência sobre o tema. Ele era expert em gemas, e sua paixão pelas pedras americanas levou a Tiffany a incorporá-las à joalheria.

Ele descobriu turmalinas de alta qualidade no Maine, safiras em Montana, e topázios e granadas em Utah. Através de sua associação com a Comissão de Pesca, Kunz obtinha valiosas informações sobre a variedade e características das pérolas de água doce norte-americanas.

A descoberta de fontes americanas de pérolas contribuiu para a popularidade da gema orgânica na joalheria. Em 1857, uma espetacular pérola de água doce foi descoberta nas águas perto de Paterson, Nova Jersey.

A pérola pesava aproximadamente um quarto de onça (cerca de 7 gramas) e foi comprada por Charles L. Tiffany, que a vendeu - através da Tiffany de Paris - para a Imperatriz Eugénie, da França. Devido a sua proprietária real, a pérola ficou conhecida como a "The Tiffany Queen Pearl".

Entre outras pérolas famosas da Tiffany, estão o bracelete, brincos, colar e broche dados pelo Presidente Abraham Lincoln para sua esposa, Mary Todd Lincoln, por ocasião de sua posse. O conjunto de pérolas se encontra hoje na Biblioteca do Congresso em Washington, D.C.

As pérolas tiveram um importante papel no reconhecimento sem precendentes que a Tiffany recebeu nas maiores feiras mundiais durante o século 19 e começo do século 20.

Estes grandes eventos mostraram o trabalho de Paulding Farnham (1859-1927), designer chefe da Tiffany, cujas criações receberam mais honras que qualquer outro designer de jóias da sua época.

Farnham demonstrou seu excepcional talento ao misturar pedras e pérolas coloridas, inspirado por uma gama de influências, da flora aos padrões dos nativos americanos, até o Orientalismo.

A medalha de ouro da Tiffany, obtida na Exposição de Paris de 1889, incluiu o broche Hupa, de Farnham, feito com pérolas do Rio Miami, em Ohio, e inspirado na arte da cestaria dos índios do Alaska; o broche Florida Palm com pérolas rosas, diamantes e uma safira de Montana; os broches aranha finamente detalhados com pérolas e diamante.

Tiffany & Co

foto: divulgação TiffanyPor muito tempo na história da Tiffany, os colares de pérolas eram as jóias mais valiosas das coleções da empresa.

Em 1893, na Feira Mundial Colombiana, em Chicago, a Tiffany expôs um magnífico colar de uma volta com 38 pérolas naturais que teve oferta de US$ 200 mil – duas vezes o preço do Diamante Tiffany que valia US$ 100 mil.

No final do século 19, a Tiffany estava vendendo uma profusão de voltas de pérolas, que iam até a cintura, para as mulheres "fashion" da América. Um colar Tiffany montado para uma socialite de Nova Iorque, Senhora George Gould, foi avaliado em mais de um milhão de dólares.

As jóias da Tiffany ganharam de novo a medalha de ouro na Exposição Pan-Americana de 1901, em Buffalo. Entre as criações da Farnham, destacaram-se um pendente de ouro com estilo ítalo-renascentista ornado com grandes pérolas americanas, esmeraldas, rubis e diamantes; e um broche com estilo das Índias Orientais.

No início do século 20, George Kunz descobriu uma abundância de pérolas de água doce no vale do Rio Mississipi. De forma alongada e com variações de delicadas matizes, estas pérola "dogtooth" formaram as pétalas do broche Tiffany’s Chrysanthemum.

Este design extraordinário, que brilha com as folhas de diamantes e os galhos em ouro e platina, foi apresentado em 1904 para Lillian Russell, uma estrela da Ópera.

Hoje a Tiffany incorpora muitos tipos de pérolas em seus desenhos de jóias. As clássicas pérolas cultivadas de água salgada, que vêm do molusco japonês (Akoya), podem medir de 2 mm a 10 mm de tamanho e têm uma variedade de formas e cores, incluindo o branco rosado, dourado e cinza azulado.

As pérolas de água doce são achadas nos moluscos de lagos e lagoas; moluscos estes que têm um tecido de manto suave, o que explica suas formas irregulares.

As pérolas Mabé são essencialmente pérolas ‘bolhas’, que crescem agarradas ao interior da concha do molusco. Paloma Picasso, designer da Tiffany, usou os dois tipos de pérolas em seu design, obtendo um efeito que unifica a feminilidade suave das pérolas com a vibração das pedras preciosas.

Tiffany & Co

foto: divulgação TiffanyAs pérolas dos Mares do Sul (South Sea) são as maiores e mais raras de todas as pérolas.

Cultivadas nas costas de corais da Austrália, de Myanmar (Burma), do Taiti e das Filipinas, estas magníficas pérolas podem ser brancas, negras ou douradas. As pérolas negras são comumente chamadas de "pérola do Taiti" e podem ter um tom em cinza claro ou em um arco-íris de cores.

A água morna e o tamanho grande da ostra mãe fazem aumentar o crescimento da nácar produzindo pérolas grandes, que podem atingir o tamanho de uma cereja. Uma volta de brilhantes pérolas South Sea da Tiffany, perfeitamente combinadas em tamanho e cor, é um dos clássicos símbolos do luxo e bom gosto da moda.

A coleção Fireworks da Tiffany apresenta uma pérola do Taiti no centro de seu brilhante desenho pirotécnico.

Estas cobiçadas pérolas também estão presentes no luxo extravagante do designer Jean Schlumberger, cujas jóias de flores, animais marinhos e pássaros exóticos, não têm comparação no mundo do design de jóias.

As pérolas da Tiffany são selecionadas manualmente pelos experts em gemologia da empresa e combinadas precisamente em tamanho e cor.

Elas são reconhecidas por suas belas formas, seu brilho magnífico e espessura superior de nácar. Os fios dos colares de pérolas das peças da Tiffany são de seda pura. A peça é finalizada com o fecho "Tiffany Signature™", um elegante "X" feito de ouro 18 quilates.

Fonte: www.joiabr.com.br

Tiffany & Co

Tiffany chega ao Brasil

Nada mais encantador do que a atriz Audrey Hepburn dizendo “eu sou louca pela Tiffany” no filme “Breakfast at Tiffany’s”, traduzido no português como “Bonequinha de Luxo”.

Nele ela conta que quando está deprimida pega um táxi até a principal loja da joalheria no mundo, na Quinta Avenida com rua 57 em Nova York, e pronto! Fica logo boa.

“Nada de ruim pode acontecer quando você está lá”, diz Holly Golightly, sua personagem. E se ela está certa, não há mais motivo para se deprimir em São Paulo.

Depois de sete anos procurando um ponto na América Latina, a famosa joalheria norte-americana escolheu a cidade para sediar sua primeira loja, mais exatamente no shopping Iguatemi. “São Paulo é o lugar perfeito para começarmos e o Brasil é o mercado mais importante da região”, afirmou o vice-presidente Jim Quinn em entrevista exclusiva ao Estado, em seu escritório em Nova York.

A loja abre terça-feira (8 DE MAIO) e terá a presença da designer Paloma Picasso, filha do grande pintor do século 20, que assina uma linha de jóias exclusiva para a Tiffany & Co.

Em tempos de marketing e merchandising explícitos como hoje, ver no cinema um apelo tão forte a uma marca não surpreende.

O detalhe é que a joalheria não pagou nada pela propaganda mágica que ressoa até hoje no imaginário das mulheres principalmente. Naquela época (1961) esse tipo de merchandising não era nada comum e o filme, justiça seja feita, é baseado no livro homônimo do sofisticado escritor Truman Capote.

Se Capote teve a sensibilidade para retratar os sentimentos que a joalheria inspira, a joalheria teve perspicácia suficiente para manter seu brilho até hoje, 164 anos após seu surgimento como papelaria de luxo.

A cena, aliás, quase se repete no último filme de Robert Altman, “Dr. T e Suas Mulheres”, quando as mulheres do ator Richard Gere vão à Tiffany de Dallas fazer a lista de presentes de casamento – para o seu casamento, a filha do ministro José Serra, Verônica, também fez sua lista na loja de Nova York.

Ou seja, você pode montar sua casa na Tiffany com faqueiros, jogos de porcelana, cristais, cerâmicas, pratarias – inclusive objetos para bebês e crianças, como um utensílio de prata para soprar bolinhas de sabão.

Mas o forte da Tiffany – e nisso consiste também uma de suas grandes apostas no Brasil – está nos anéis de noivado que podem custar de R$ 2 mil a R$ 2 milhões. Afinal, foi por causa do brilho especial de seus diamantes – graças a uma lapidação e cravação que valoriza mais o brilho do que o peso do diamante -, que a Tiffany ficou mais conhecida.

A lapidação é um ponto de honra tão forte que em 1999 eles patentearam um novo corte, chamado Lucida, que proporciona um brilho ainda mais intenso e cujas características não são divulgadas para evitar cópias.

No final do século 19, a joalheria adquiriu o chamado Diamante Tiffany, encontrado na África do Sul.

De cor amarela, tinha 287 quilates que foram lapidados até chegar a 128 quilates em 90 facetas (contra as 57 ou 58 habituais), intensificando, portanto, sua capacidade de brilhar.

A pedra fica em exposição permanente na loja de Nova York, e ganhou design do francês Jean Schlumberger, que marcou com seu estilo a história da Tiffany entre os anos 50 e 80.

Antes de trabalhar na Tiffany, Schlumberger criou jóias para a estilista Elsa Schiaparelli na mesma época em que Verdura trabalhou com Chanel.

Ele gostava de peças inspiradas na natureza, na forma de flores, peixes e pássaros, todas muito elaboradas e caríssimas, únicas como modelos de alta costura, e revigorou as jóias de ouro esmaltado, como as pulseiras que Jacqueline Kennedy Onassis gostava tanto que ficaram conhecidas como “braceletes Jackie”.

Além de Schlumberger, que morreu em 1987, a Tiffany trabalha com coleções assinadas por Paloma Picasso, a filha de Pablo Picasso que fez dos anéis de pedras grandes e coloridas sua marca registrada, e Elsa Peretti – que, infelizmente, só virão para o Brasil num segundo momento.

Quem coordena as coleções é John Luring, um verdadeiro arquivo vivo e simpático, autor de dez livros sobre a Tiffany.

Sinônimo de anéis de diamante, a Tiffany no entanto nunca abandonou suas raízes. Até hoje, a papelaria é um item forte da loja, seja em cartões personalizados ou com desenhos de suas jóias – é da Tiffany o convite para a festa de inauguração da Estátua da Liberdade, em 1886.

Seu fundador, Charles Lewis Tiffany, tinha o feeling exato para o marketing. Logo depois de começar a vender jóias e relógios, ele adquiriu toda a coleção de jóias da rainha da França Maria Antonieta – uma jogada que abriu definitivamente as portas da Europa para sua joalheria.

A origem da caixinha azul também foi outra sacada de Charles Lewis: para agradar a imperatriz Eugênia, que usava a pedra turquesa porque sabia ser a preferida de Maria Antonieta, ele fez suas embalagens no mesmo tom de azul. Passos firmes e espertos como esses, ao longo de sua trajetória, mostram porque a Tiffany faturou no ano passado US$ 1,67 bilhão com suas vendas.

Graças ao filme “Breakfast at Tiffany’s” (Hepburn vai à loja, só tem US$ 10 para gastar e quer algo romântico), a empresa se orgulha por oferecer objetos que vão de R$ 100 a R$ 10 milhões, sempre com um serviço de atendimento muito receptivo.

A loja, que está na Quinta Avenida desde 1940, é um ponto turístico de Nova York, orgulho dos americanos. Como diz seu presidente Michael Kowalski: “Tiffany é uma marca, mas mais do que isso, para muitas pessoas ela é um lugar.” Os balcões expõem o máximo de jóias possível, como se fosse um museu.

A mesma política, aliás, será adotada no Brasil, dando oportunidade a cada visitante de ser dono, nem que seja por um minuto, de um belo colar de um milhão de dólares. Mas ele pode sair dali com a inconfundível caixinha azul embalando qualquer um de seus sonhos — pelo preço que realmente pode pagar.

Seis pequenos luxos da Tiffany & Co.:

Caixa de 40 papéis de carta e 10 cartões: US$ 75
Caneca e pratinhos de porcelana para bebê: US$ 80
Canivete suíço de prata: US$ 125
Cofrinho de porcelana: US$ 120
Clássica flute de champanhe: US$ 50 (o par)
Coleira de prata: US$ 170

Como comprar um bom diamante

Segundo a Tiffany, ao comprar um diamante é preciso avaliar a lapidação, a pureza, a cor e o peso da pedra. Esses quatro pontos são chamados internamente de “quatro Cs”, do inglês “cut, clarity, color and carat”.

A qualidade da pedra depende da boa combinação desses quatro Cs, mas para a Tiffany tamanho não é documento. Para eles, o que determina mesmo a beleza de uma pedra é a lapidação: no mínimo 57 facetas precisamente alinhadas.

O diamante mais puro é chamado FL (flawless), ou seja, sem nenhuma imperfeição. A Tiffany só comercializa diamantes até o quarto grau de impureza, chamado VS1-VS2 (que tem inclusões muito leves).

A graduação de cor vai da letra D (a mais perfeita, portanto a mais rara e cara) até a Z, mas eles vendem apenas as pedras classificadas entre D e I, ou seja, com levíssimos traços de amarelo, marrom ou cinza.

Vale lembrar que a natureza também “produz” diamantes coloridos – e muito valiosos – nas cores amarelo, rosa, azul, verde, vermelho e até preto, mas a cor também pode ser artificialmente alterada por calor ou radiação.

Fonte: msn.lilianpacce.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal
voltar 123avançar