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Timor Leste

Povo do Timor Leste

Apesar de ser um país pequeno, com apenas 15.000 km2 de superfície e uma população de 924.000 habitantes, a riqueza étnico-cultural de Timor-Leste é bem patente nas dezenas de grupos sociais, crenças religiosas e idiomas que o compõem.

 

Existem mais de 20 grupos linguísticos principais no país. O Tétum, apesar de ser falado diariamente por apenas um quarto da população, é atualmente a língua oficial, a par com o Português. O Tétum Terik, usado no passado para assegurar as comunicações nas relações comerciais, evoluiu para o atual Tétum Praça, por intermédio da assimilação de vocábulos portugueses e malaios.

Timor Leste
Festa tradicional. Fotografia: Alda Pereira

Timor Leste
Pescador no Suai. Fotografia: Dan Groshong.

A presença dos portugueses a partir do século XVI foi determinante para o desenvolvimento da fé católica, espalhada pelos missionários que se deslocaram para a ilha. Atualmente, aproximadamente 91,4 por cento da população do país é católica, seguida de protestantes, muçulmanos, budistas e hindus. As práticas e costumes animistas coexistem pacificamente com os diversos credos, contribuindo para a cor e riqueza cultural do povo timorense.

A maioria da população dedica-se à agricultura, essencialmente orientada para o consumo interno, com o café a assumir-se como potencial exportação, a par da exploração dos recursos energéticos do mar de Timor e do emergente setor do turismo.

Geografia

Timor Leste
Geografia do Timor Leste

Os 15.000 km2 de Timor-Leste distribuem-se pela metade leste da ilha de Timor, com 14.000 km2, o enclave de Oekusi (Oecussi), na metade oeste da ilha, com 815 km2, a ilha de Ataúru (Ataúro), a norte de Dili (Díli), com 141 km2, e o ilhéu de Jaku (Jaco), na ponta leste do país, com 11 km2.

A ilha caracteriza-se pela existência de uma crista central montanhosa de orientação este-oeste, que divide o país na costa norte, mais quente e irregular, e a costa sul, com planícies de aluvião e um clima mais moderado.

O ponto mais alto do país, o monte Ramelau (ou Tatamailau), regista 2960m de altitude, com quatro outros pontos a subirem acima dos 2000m: o monte Cablaque, na fronteira dos distritos de Ermera e Ainaru (Ainaro), os montes Merique e Loelaco, na zona oriental e o Matebian, entre Baukau (Baucau) e Vikeke (Viqueque).

Apesar de ser um país tropical, a morfologia do território contribui para o aumento da amplitude térmica anual, que varia entre os 15º Celsius verificados nas regiões montanhosas e os 30º Celsius verificados em Dili (Díli) e na ponta leste do país.

Timor Leste
O monte Paichau. Fotografia: Pedro Pires de Matos.

O país está sujeito ao regime de monções, durante o período de Novembro a Maio, altura do ano que regista forte precipitação e os mais elevados valores de calor e humidade. A época seca, de Junho a Outubro, é a melhor época do ano para visitar a ilha, pelas temperaturas mais amenas e baixos valores de humidade e precipitação.

Esta heterogeneidade contribui para a diversidade de paisagens do país, que variam das regiões montanhosas até às planícies e savana, passando pela selva, florestas de coqueiros e palmeiras e plantações de arroz. A pouca amplitude térmica na costa norte e ponta leste de Timor-Leste, que mantém temperaturas relativamente altas contribui para a possibilidade de se desfrutar das suas magníficas praias durante todo o ano.

História

Timor Leste
Aniversário das FALINTIL

A ilha de Timor possui uma longa e orgulhosa história assim como uma rica cultura construída ao longo de séculos. Foi referida por alguns como “a convergência cultural do Oriente”, devido à influência de vários grupos étnicos que contribuiu para o desenvolvimento da ilha.

A ilha de Timor cedo atraiu comerciantes chineses e malaios – com presença desde o século XIII – pela abundância de sândalo, mel e cera. A formação destas redes comerciais esteve também na origem de casamentos com famílias reais locais, contribuindo para a riqueza étnico-cultural da ilha. Os mesmos recursos naturais trouxeram os portugueses até esta região em 1512. Aos comerciantes seguiram-se os missionários e a religião católica é agora predominante. Durante o século XVI vários reis cristianizados colocaram-se sob o protetorado português, que se viria a consolidar com a chegada, no início do século XVIII, do seu primeiro governador. Esta influência persistiu e resultou na colonização da ilha, particularmente Timor-Leste, por mais de 400 anos. Em 1915, a Sentença Arbitral assinada entre Portugal e a Holanda pôs termo aos conflitos entre os dois países, fixando as fronteiras que hoje dividem a ilha.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Aliados (australianos e holandeses) envolveram-se numa dura guerra contra as forças japonesas em Timor. Algumas dezenas de milhar de timorenses deram a vida lutando ao lado dos Aliados. Em 1945, a Administração Portuguesa foi restaurada em Timor-Leste.

A 28 de Novembro de 1975, após uma breve guerra civil, a República Democrática de Timor-Leste foi proclamada. Apenas uns dias depois, a 7 de Dezembro de 1975, a nova nação foi invadida pela Indonésia que a ocupou durante os 24 anos seguintes. Em 30 de Agosto de 1999, os timorenses votaram por esmagadora maioria pela independência, pondo fim a 24 anos de ocupação indonésia, na sequência de um referendo promovido pelas Nações Unidas.

Em 20 de Maio de 2002 a independência de Timor-Leste foi restaurada e as Nações Unidas entregaram o poder ao primeiro Governo Constitucional de Timor-Leste.

Hoje, uma rica e diversa comunidade de Timor-Leste mostra as suas mais variadas e diferentes influências históricas proporcionando calorosas e amigas boas-vindas a todos, agora que, finalmente, o País encontrou a paz. Timor-Leste está rapidamente a ganhar a reputação de ser um dos mais seguros, senão o mais seguro, destinos do Sudoeste Asiático.

Pré-História

Timor Leste
Pintura rupestre em Ile Kére Kére, Tutuala. Fotografia: Daniel Groshong.

Timor-Leste é uma ilha sedimentar localizada na região de Wallacea, área biogeográfica de transição entre as massas continentais da Ásia e da Austrália. Esta área nunca funcionou como uma zona de terra contínua entre os dois continentes, daqui resultando como principal consequência que qualquer migração humana para além do antigo continente asiático envolveu obrigatoriamente o atravessamento de mar.

A história da ocupação humana em Timor-Leste está hoje atestada desde há cerca de 35.000 anos, com datações obtidas após as recentes escavações na gruta de Lene Hara, em Tutuala (O’CONNOR; SPRIGGS; VETH: 2002). Já anteriormente, e no âmbito dos trabalhos desenvolvidos nos anos 60 por Ian Glover (GLOVER:1986), as primeiras datações pelo Radiocarbono confirmavam a ocupação pré-histórica da ilha e grandes transformações na paisagem e de ordem geomorfológica, devido à introdução de práticas sistemáticas de queimadas para fins agrícolas e pastoris. Estas primeiras comunidades agro-pastoris, portadoras de línguas Austronésias, terão chegado a Timor-Leste há cerca de 3.500 / 4.000 anos.

Para além dos trabalhos de Ian Glover, a Missão Antropológica de Timor (chefiada por António de Almeida) havia já levado a cabo nos anos 50 diversos trabalhos de prospecção e escavação de sítios arqueológicos. Data desta época a identificação e registo da gruta de Ile Kére Kére, importante sítio com pinturas rupestres em Tutuala inicialmente publicado por Ruy Cinatti.

Entre esses trabalhos das décadas de 50 e 60 e as novas investigações entretanto começadas em Timor-Leste, passaram mais de 30 anos. No âmbito do East Timor Archaeological Project, projeto de investigação arqueológica sobre a antiga ocupação humana em Timor-Leste iniciado em 2000, inúmeros sítios arqueológicos foram já identificados. Para além de Lene Hara, foram sondados ou parcialmente escavados diversos sítios ao longo de toda a costa Norte, havendo hoje diversas datações radiométricas disponíveis.

O levantamento sistemático das grutas e abrigos com pinturas rupestres, sobretudo na área de Lospalos, permitiu igualmente acrescentar novos sítios aos anteriormente conhecidos (O’CONNOR: 2003). Estes painéis com pinturas, não muito diferentes dos que eram já conhecidos desde os anos 60, atestam a presença de uma expressão cultural datada noutras regiões do Sudeste Asiático e do Pacífico desde há pelo menos 2.000 anos.

As investigações arqueológicas em Timor-Leste prosseguem, com novos trabalhos a serem desenvolvidos nas regiões de Lospalos, Baucau e Baguia. Após mais de 30 anos em que não foi possível desenvolver qualquer atividade científica em Timor-Leste, o recém-criado país abre as suas portas a novos projetos de investigação, ocupando o lugar que lhe é devido na história da ocupação humana da região do Sudeste Asiático

Fonte: www.turismotimorleste.com

Timor Leste

Dados Gerais da Localização de Timor

A ilha de Timor está situada nos confins do Sudeste Asiático, bastante próxima da Oceania. O nome da ilha é de origem malaia, significando Oriente.

Distingue-se dos ilhéus mais a Leste pela designação de Timor Tesar -Oriente Grande. Sua hora local (+11 GMT), é por si mesma indicativa da realidade geográfica na qual se insere.

A ilha é uma das últimas que formam a Insulíndia. Esta região é formada por arquipélagos de variada extensão, que se espalham em arco entre a Malásia e a Austrália. Deste modo, de um ponto de vista geográfico, histórico e cultural, Timor corresponde a uma área de transição, combinando características asiáticas e do contexto oceânico.

O Crocodilo andou, andou, andou. Exausto, parou, por fim, sob um céu de turquesa e - Oh! Prodígio - transformou-se em terra e terra para todo o sempre ficou. Terra que foi crescendo, terra que foi se alongando e alteando sobre o mar imenso, sem perder por completo, a configuração do crocodilo. O rapaz foi seu primeiro habitante e passou a chamar-lhe Timor, isto é, Oriente. Mito Timorense O Primeiro Habitante de Timor

Timor soma aproximadamente 30.000 km², sendo uma das ilhas que compõem o Arquipélago de Sonda, igualmente parte da Insulíndia. Timor possui formato ablongo, interpretado pelo imaginário local como sendo o contorno de um crocodilo. Este, aliás, é um dos símbolos do país. A ilha está orientada na direção Sudoeste/Nordeste. Ao Sul e Leste é banhado pelo Oceano Índico (Mar de Timor) e ao Norte, pelo Mar de Banda.

O território do Timor-Leste ou Oriental corresponde aos trechos da ilha que até meados dos anos 70 estiveram sob domínio colonial português. Estes formam atualmente a República Democrática de Timor Leste - ou RDTL - independente desde 2002. O resto do território está sob jurisdição da República da Indonésia.

Isto posto, não podemos confundir Timor enquanto ilha com a RDTL. Esta última forma um Estado soberano situado geograficamente numa ilha cuja outra metade não constitui parte do seu espaço político.

Para os padrões brasileiros, a RDTL é um país pequeno. Seu território cobre escassos 18.899 Km². Nesta linha de argumentação, mesmo o menor estado brasileiro, Sergipe (21.862 km²), seria maior que o Timor-Leste. Unicamente na comparação com a menor unidade da federação, que é o Distrito Federal de Brasília (5.794 Km²), sua superfície seria superior.

O Timor-Leste possui dois poderosos vizinhos: a Austrália e a Indonésia, muito mais expressivos em área, população e influência econômica. De um ponto de vista geopolítico, a vizinhança com estes dois colossos pressupõe enorme influência de ambos nos destinos do país. Exatamente por esta mesma razão, é grande a determinação dos timorenses na afirmação da sua identidade histórica, lingüística e cultural.

Com a Indonésia, o Timor-Leste possui suas únicas fronteiras terrestres. A RDTL está separada da Austrália por largos braços de mar. Darwin, a cidade australiana de porte mais próxima, dista aproximadamente 650 km ao Sudeste de Timor.

Aspectos da Geografia Física

Geologicamente, a ilha de Timor é de origem vulcânica. Timor integra o chamado Anel de Fogo, área de intensa atividade sísmica que bordeja todos os países banhados pelo Pacífico. Registra-se a ocorrência de vulcões extintos em Baucau e no Oé-Cussi. Próximo da ilha há uma fossa oceânica ativa. Sendo um território de formação geológica recente, as características do relevo decorrem fundamentalmente desta determinação.

O Timor-Leste é cortado no centro, no sentido Leste-Oeste, por uma imponente cadeia montanhosa, autêntica coluna vertebral da topografia. Esta cadeia de montanhas também constitui o divisor de águas da ilha, sendo origem de uma densa rede hidrográfica, com rios que correm para o Sul e para o Norte com grandes caudais na época das chuvas.

O país possui vários picos ultrapassando 2.000 metros, configurando um território escarpado. Muitas das montanhas findam abruptamente no mar ao largo da costa setentrional. No interior, as ramificações da cadeia montanhosa central formam grande número de vales, rugosidades típicas do relevo de vastas extensões do território timorense.

O ponto culminante do relevo é o Monte Ramelau ou Tatamailau, com 2.963 metros de altitude, situado nas proximidades da fronteira com a Indonésia.

É comum a utilização da sigla RMC para designar o triângulo abrangido pelas três maiores montanhas de Timor-Leste: Ramelau (no centro, entre Ainaro e Atsabe), Matebian (a Leste de Baucau, com 2380 metros) e Cablaki (a Norte de Same, com 2.100 metros).

Ao lado desta topografia montanhosa, Timor conta com uma extensa planície costeira, acomodada ao longo do litoral. A parte meridional é geralmente larga, com a presença de zonas de assoreamento, mangues e de pântanos na desembocadura dos rios. Ao longo do litoral registram-se bancos de areia e várias formações coralígenas de grande beleza.

O clima é equatorial, com temperaturas elevadas e a amplitude térmica pouco significativa. Entre Outubro e Dezembro ocorre o período mais quente. Timor-Leste está inserido na área de ocorrência das monções, influenciando sua pluviometria. Conseqüentemente, uma forte estação chuvosa ocorre entre Dezembro e Março.

A intensidade e distribuição das chuvas influenciam diretamente a configuração da densa rede hidrográfica de Timor, formada por rios de regime torrencial, que correm impetuosamente da Cordilheira central na direção do oceano. O regime pluviométrico determina ainda os dinamismos da vegetação, as possibilidades agro-pecuárias e os assentamentos humanos.

A floresta equatorial constitui uma das mais magníficas manifestações da vegetação original de Timor. A capacidade desta cobertura vegetal em fornecer alimento, lenha e proteção foi desde cedo apreciada pelas diversas etnias que ocuparam o território timorense. A presença abundante do sândalo, coqueiros e acácias constitui uma marca notável da exuberante flora do país.

Pântanos, mangues e clareiras formadas por extensões savaneiras e de campos completam o quadro biogeográfico do país.

Um Pouco da História de Timor

Fontes chinesas, indianas, árabes e malaias indicam a existência de laços comerciais muito antigos com Timor. A partir dos primórdios do Século XVI, no contexto das grandes navegações, seu território foi declarado integrante do império português. Mais tarde, a Holanda disputou o controle da ilha com Portugal, terminando por ocupar sua parte Oeste (Ocidental).

As disputas pela posse do país perduraram até o Século XX. Timor foi o último baluarte da presença portuguesa na Oceania, vivendo em permanente instabilidade provocada pelos cercos e combates com os holandeses. Somente em 1914 a linha fronteiriça com os Países Baixos foi fixada definitivamente, consagrando a divisão de Timor entre as duas potências européias.

A delimitação das esferas de influência em Timor contemplou Portugal com a metade Oriental e a Holanda, com a metade ocidental. No interior da metade holandesa, foi reconhecida a soberania portuguesa sobre o enclave de Oe-Cusse (Ocussi ou ainda Ambeno). Neste enclave, localizava-se a primeira sede administrativa do Timor Português, a cidade de Ocussi. Ademais, também coube a Portugal a ilha de Atauro, na Costa Norte e o ilhéu de Jacó, na ponta Leste.

Ressalve-se que durante a maior parte da sua história o vasto interior do Timor permaneceu livre da dominação portuguesa, que se restringia a alguns povoados do litoral. A ocupação do áspero hinterland montanhoso do país foi muito difícil, dificultado pela resistência da população local - também conhecida como maubere - ao domínio português.

Os portugueses não encontraram um território desabitado e muito menos carente de organização política. Os timorenses encontravam-se organizados em diversas formações políticas, definidas pelos cronistas coloniais como “Reinos”. Denominados de Sucos pela população local, estas estruturas políticas tinham nos Liurais ou Régulos, chefes políticos tradicionais, sua representação mais evidente.

Assim, longe de manterem-se impassíveis, os povos locais resistiram como puderam ao colonialismo, encetando diversas insurreições anticoloniais: Kamenasse-Kailako (1719/1726), Luka (1775/1882), Kova-Kotubaba (1865/1912) e Manu-Fahi (1895/1912). Estas rebeliões acabaram por compelir Portugal a organizar “campanhas de pacificação”, ações militares que se prolongaram por quase 20 anos (1984/1912).

No tocante ao Timor Holandês, este integrava as Índias Orientais Neerlandesas, sob domínio dos Países Baixos. Tornou-se independente em 1945 no interior da República da Indonésia. A Indonésia foi governada por Ahmed Sukarno, um importante líder progressista que encaminhou uma política nacionalista e de contestação ao neocolonialismo. Por isso mesmo, um sangrento golpe de estado promovido por militares pró-ocidentais e apoiado pelos EUA afastou-o do poder em 1965.

Quanto ao Timor Português, este permaneceu sob domínio colonial até 1975. Em Abril de 1974, eclodiu em Portugal a Revolução dos Cravos, derrubando o regime salazarista. O movimento tinha como um dos seus principais objetivos a retirada de Portugal de todas as suas possessões. Em Timor, tal como nas demais colônias, a autonomia finalizaria uma ocupação colonial repudiada pelo conjunto dos nacionalistas.

No entanto, apesar de todas as colônias africanas de Portugal terem alcançado a independência, o mesmo não aconteceu com Timor. A República Democrática de Timor-Leste (RDTL), proclamada pela primeira vez pela FRETILIN (Frente Revolucionária do Timor Leste Independente) em 28 de Novembro de 1975, teve existência efêmera.

Timor Leste
Guerreiro maubere do Século XIX

Apenas dez dias após a proclamação da independência, iniciou-se em 07 de Dezembro de 1975 a invasão de Timor pela Indonésia. Preparada durante meses pelo Exército deste país com o apoio logístico da administração Gerald Ford, dos EUA, sua intenção era promover a Integrasi, ou seja, a anexação do Timor-Leste à Indonésia.

A invasão inaugurou uma era de repressão, violências e de genocídio físico e cultural sem precedentes na história do território. Ela foi desenvolvida sob o comando do General Suharto, líder do grupo militar que dez anos antes tinha tomado o poder na Indonésia. Sua meta era a transformação do Timor-Leste na “27ª Província da Indonésia”, rebatizado Loro Sae. Com isto, os militares objetivavam assenhorar-se das riquezas do Timor-Leste e liquidar para sempre com o sonho de independência dos seus habitantes.

Naturalmente, a anexação não possuía qualquer amparo legal e, por conseguinte, não foi reconhecida pelo Comitê de Descolonização da ONU. A Organização das Nações Unidas continuou a considerar Portugal como “potência administradora” do país, desqualificando juridicamente a Integrasi promovida pela Indonésia.

O povo timorense repudiou de modo quase unânime os intentos dos invasores estrangeiros. Após muitos anos de duras lutas e resistência ao invasor, o Timor-Leste finalmente conquistou sua independência em 2002.

A RDTL ressurgiu em 2002 como o mais novo Estado soberano do IIº Milênio, uma nação cujas características a transformam num país irmão do conjunto dos brasileiros e numa fonte das novas possibilidades que se desenham no futuro.

A Pluralidade Timorense no Tempo e no Espaço

Como vimos, Timor possui relevo acidentado, repleto de escarpas e vales montanhosos. Os ecossistemas são também diversificados. Este quadro natural, composto por “nichos ecológicos” bem caracterizados, constituiu importante apoio para a perpetuação da diversidade humana na ilha. Isto porque os grupos étnicos de Timor sempre mantiveram forte identificação com determinados ambientes naturais da ilha.

Conseqüentemente, a diversidade do mundo tradicional timorense tanto foi sustentada pelo quadro natural do país assim como este também constituiu condição para esta perpetuação. A relação de equilíbrio mantida com a Natureza fortaleceu a tendência de heterogeneidade da sociedade tradicional maubere, não sendo possível pensar-se numa destas inferências sem a sua contrapartida e vice-versa.

Por isso mesmo, não há um tipo timorense homogêneo. Dum ponto de vista antropológico, os mauberes diferem enormemente entre si. Sem excluir os traços comuns a todas as suas populações, o fato é que estamos diante de um universo crivado de alto a baixo pela heterogeneidade, mantida durante o período colonial.

A manutenção desta diversidade sob domínio português resultou tanto da escassa inserção do colonizador no país, que nunca reuniu condições de homogeneizar culturalmente o Timor Oriental, quanto pela política de exaltar deliberadamente as diferenças como parte de uma estratégia visando manter os mauberes em desunião permanente.

A isto se agrega o fato do país caracterizar-se, desde passado remoto, por densa presença humana. Em 1979, a população do Timor Oriental somava 740.000 almas, isto é, algo como 39 hab/km², cifra bastante significativa para uma sociedade tradicional. A sociedade maubere era basicamente rural e o timorense típico, habitante de uma das centenas de aldeias disseminadas no território da ilha, assentamentos via de regra imemoriais.

Outro aspecto importante no Timor português é que a população autóctone sempre foi majoritária. Por exemplo, os dados oficiais de 1950 relativos à população contabilizavam 442.378 habitantes. Nestes, os europeus somavam 568 indivíduos (quase todos portugueses), os mestiços, 2.022 (geralmente pai português e mãe maubere), os chineses, 3.128 (em sua maioria comerciantes) e outros não-indígenas, como árabes e goeses (naturais de Goa, então parte da chamada Índia Portuguesa), 212. Estavam também identificados 1.541 “indígenas civilizados”, assimilados ao modo de vida do colonizador.

Os dados evidenciam que a imensa maioria da população (98%) era formada por mauberes, milenarmente estabelecidos no país. O substrato original da população local, assim como dos habitantes das ilhas dos arredores e da Papua-Nova Guiné, decorre de uma vaga de povoamento antiqüíssima, datada de 30.000 anos atrás. Posteriormente, uma segunda onda migratória, procedente da Ásia Continental e formada por malaios, alcançou a região por volta de 2.500/1.500 a.C.

Por conseguinte, os mauberes resultam da mestiçagem entre o primeiro grupo de migrantes, aparentados com os papuas e com os melanésios, com grupos de malaios. Numa proporção muito menor, árabes, chineses, indianos e inclusive africanos provenientes das colônias portuguesas, dissolveu-se no corpo principal do povo maubere. Quanto à sociedade tradicional propriamente dita, esta é formada por cerca de 16 grupos étnicos, configurando um complexo mosaico lingüístico e cultural.

No entanto, a diversidade jamais significou ausência de contatos entre as etnias do território. A sociedade tradicional timorense estabeleceu formas de cimentar a solidariedade sem perder suas especificidades. Esta tendência explica a afirmação do Tétum enquanto língua franca ou veicular, desempenhando papel de idioma de contato entre as etnias do Timor-Leste.

Através do Tétum, os timorenses comunicavam-se entre si, sem prejuízo para as demais línguas e dialetos. O prestígio do Tétum no período colonial foi reafirmado pelo apoio da Igreja Católica, utilizando-o na evangelização. O ensino do Tétum foi promovido pelos missionários e também pela administração portuguesa.

Nas lutas de libertação nacional, o Tétum consolidou-se enquanto elemento de unidade nacional. Nas montanhas, utilizando o método Paulo Freire, a resistência timorense desenvolveu intensas campanhas de alfabetização em Tétum, contribuindo assim para sua afirmação no seio do povo maubere. Não sem motivo, o Tétum, ao lado do português, constitui uma das línguas oficiais da RDTL.

Outro ponto a ser ponderado quanto aos aspectos sociais, lingüísticos e culturais de Timor foram os 470 anos de dominação colonial. Os portugueses marcaram indelevelmente a personalidade nacional maubere, processo este que impregnou sua cultura nos mais diferentes aspectos.

Dentre estes, a contribuição religiosa conquista destaque especial. Com a chegada dos primeiros missionários a partir do último quartel do Século XVII, iniciou-se a evangelização, base para que mais tarde, o Timor-Leste se transformasse num país quase inteiramente católico. Esta é uma singularidade importante quando lembramos que a Indonésia, seu poderoso vizinho, é o mais populoso país muçulmano do mundo.

Ser Católico para não ser Indonésio

Um aspecto interessante do catolicismo timorense é que este triunfa durante a ocupação indonésia. Em 1975, ano da invasão, numa população de 689.000 habitantes os católicos eram 225.000 (32 % do total). Na ocasião, a maioria dos mauberes, 400.000 pessoas (58%), professava culto animista. As minorias protestante e muçulmana eram inexpressivas. Em 1984, entre os 578.000 timorenses (decréscimo provocado pela ocupação), os católicos já são 458.000 (79%), os animistas reduziam-se a 100.000 indivíduos e os muçulmanos, quase todos indonésios, eram 15.000. A rápida expansão do catolicismo resultou da fricção com o Islamismo. Este, ao ser identificado com os ocupantes, não suscitava qualquer receptividade junto aos mauberes. Pelo contrário, o choque com os indonésios levou imensa maioria dos timorenses a adotar o catolicismo como forma de preservar sua identidade.

Além do catolicismo, outra contribuição importante foi a língua portuguesa. O português consolidou-se como meio de comunicação dos segmentos instruídos e das camadas urbano-cristianizadas do país. Proibido pelos invasores indonésios, o idioma sobreviveu e terminou reconhecido, ao lado do Tétum, como língua oficial do Timor-Leste.

A Resistência Maubere sempre insistiu no papel central da língua portuguesa no Timor-Leste independente. O português é um suporte fundamental da identidade nacional timorense, diferenciando-a dos milhões de falantes do Bahasa na Indonésia e do inglês na Austrália e em vários dos países vizinhos.

Não admira, pois que o Timor-Leste independente tenha se tornado o oitavo país de língua oficial portuguesa no mundo e também, ingressado na CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Timor é indiscutivelmente um parceiro na solidariedade inquebrantável que deve unir o mundo lusófono, contrapartida a uma globalização anglófona.

"Defendemos a reintrodução do português como língua oficial porque ainda há milhares de timorenses que falam o português e porque o Timor-Leste simplesmente não poderia sobreviver como uma identidade específica sem o português. É o português que garante a identidade de Timor-Leste, é o português que nos diferencia da região, é o português que nos permite comunicação, ligação e solidariedade com um espaço maior, que é o espaço lusófono"(Declaração de José Ramos Horta à Folha de São Paulo, 21-10-1996).

A República Democrática de Timor-Leste mantém laços privilegiados com os países de língua oficial portuguesa (Constituição da RDTL, 2002, Parte I, Artigo 8, § 3).

Eis assim como o Timor se apresenta ao mundo: uma nação plural, tropical, jovem, católica e para arrematar, falante do português. O que mais seria necessário para tornar esta nação próxima, de uma forma ou de outra, de milhões de brasileiros?

A Organização do Espaço Timorense

A sociedade maubere tradicional se pautava pelo minucioso aproveitamento dos recursos naturais, tendo por base a propriedade comum. Praticava-se a agricultura, a coleta de raízes e frutos, a caça e a pesca. Alguns grupos, como os Makassai da Cordilheira Central, construíam terraços nas montanhas para a cultura do arroz de regadio. Um comércio fundamentado em trocas complementares atravessava o conjunto da ilha. Os timorenses desconheciam a carestia. A fome era um acontecimento excepcional.

Embora a sociedade timorense tenha vivenciado, a partir do contato com os portugueses, mudanças em diversos aspectos, isto não implicou na desarticulação da vida tradicional, pois Timor ocupava uma posição marginal no Império Colonial Português. As atividades prediletas do mercantilismo português - o comércio de especiarias, agricultura de plantation, tráfico de escravos e a obtenção de metais preciosos - não eram sob qualquer ponto de vista favorecidas em Timor. Mesmo as especiarias - produtos típicos da Insulíndia - se concentravam nas ilhas mais a Oeste (as Molucas) ou a Leste (Java e Sumatra).

A grande riqueza do Timor colonial, a madeira do sândalo, esgotou-se logo nos primeiros momentos da colonização. Somente a partir do Século XIX, com o crescimento da demanda internacional pelo café, o país volta a figurar no mapa econômico português. O café timorense, de excelente qualidade, retinha um papel suplementar junto à economia tradicional, tornando-se o principal item da pauta de exportações do Timor Português (80% do total).

Embora fossem conhecidas (ou parcialmente exploradas) jazidas de cobre, de ouro, manganês, mármore azul - e em particular as fabulosas reservas de gás e petróleo - país permaneceu essencialmente agrícola, tendo o milho e o arroz como principais cultivos. A pesca era (e ainda é) explorada artesanalmente pelas populações costeiras. A caça conquistava certa proeminência na sociedade tradicional, incorporada à pauta alimentar ou fornecendo “bens de prestígio” (peles e penas raras).

Devido ao isolamento, Timor Oriental, contrariamente às demais colônias portuguesas, orientou seu comércio mais na direção dos países da região do que para a metrópole. Fato notório, Portugal investiu grande parte das suas energias nas colônias africanas, notadamente Angola e Moçambique. O nível de vida do Timor Português permaneceu muito baixo, não diferindo, contudo do encontrado na parte ocidental da ilha.

Este contexto explica a fraca articulação da rede urbana. Pouco expressiva, era composta por vilarejos geralmente dispostos ao longo da planície litorânea, servindo de suporte ao domínio colonial. Díli, a capital, contava em 1970 com apenas 18.000 habitantes. Os demais núcleos urbanos, como Lospalos, Baucau, Viqueque, Same, Ainaro, Balibo, Manatuto, Maubara e Liquiça, embora importantes na vida do país eram ainda mais modestos.

Esta organização espacial, que durante décadas caracterizou o espaço timorense, foi dilacerada pela ocupação Indonésia e rearticulada de modo a favorecer o novo ocupante, muito mais sequioso de explorar as riquezas do país. Os traumas provocados pela decidida atitude dos novos colonizadores em saquear o país constituem ainda hoje um dos desafios a serem enfrentados pela RDTL.

Impactos da Invasão Indonésia e a Independência

Conforme já registramos, a presença portuguesa no Timor-Leste, introduziu mudanças e intercâmbios que se sedimentaram lentamente ao longo de quase cinco séculos de história. Nada disto pode obscurecer o fato evidente de que a dominação portuguesa foi marcada, como é próprio de qualquer situação colonial, pela opressão e subserviência da colônia à metrópole, e indiscutivelmente, sempre na direção de favorecer economicamente os mandatários.

No entanto, em nada a administração portuguesa poderia ser equiparada em termos da brutalidade e desumanidade com as duas décadas e meia de ocupação da Indonésia. Ao contrário dos portugueses, os indonésios promoveram alterações radicais no país.

A grande meta dos indonésios era o petróleo. Timor detém uma das maiores jazidas de petróleo e de gás natural do mundo. Deste modo, muitos concordam com a avaliação pela qual o controle destas jazidas seria um dos principais motivos da invasão. O petróleo também constituiu elemento de barganha para a Indonésia obter o apoio da Austrália à anexação, com a qual foi acertada a partilha do recurso através do infame Tratado chamado Timor Gap (1989).

À espoliação econômica, somaram-se os impactos decorrentes dos deslocamentos forçados de população, colonização da ilha com etnias estranhas ao território, destruição do meio ambiente, repressão cultural e sumamente, o massacre puro e simples dos mauberes, produzindo duras seqüelas, das quais os timorenses até hoje se ressentem. Não por acaso, Timor é a nação mais pobre da Ásia.

Nobel para Timor

Dois filhos da terra de Timor, José Ramos-Horta, considerado o rosto da resistência maubere no exterior e o Bispo D. Ximenes Belo, foram laureados com o Nobel da Paz de 1996. Esta decisão foi considerada como das mais polêmicas da história do Nobel da Paz. Tratou-se de um inequívoco reconhecimento do direito do povo maubere a autodeterminação nacional.

A ocupação Indonésia alterou drasticamente os dados básicos da demografia timorense. Uma das conseqüências da invasão foi um acelerado “processo de urbanização” resultante da fuga em massa da população civil das áreas de conflito ou pelos deslocamentos induzidos pelas tropas de ocupação. Por isso mesmo ocorreu, em termos da realidade timorense, um “inchaço urbano” em várias cidades do território.

Em 2003, refletindo este drástico processo ocorrido em 25 anos, Díli, que nos anos 70 possuía 18.000 habitantes, alcançava 50.800 habitantes; Dae, 18.100; Baucau, 15.000; Maliana, 13.000; Ermera, 12.600; Aubá 6.600 e Suai, 6.400 (World Gazeteen). Recorde-se que em Timor, tal como em outros países crivados por conflitos, a expansão urbana raramente é sinal de qualidade de vida, mas sim de favelamento, más condições sanitárias, falta de oportunidades, etc.

Porém, acima de tudo o povo maubere ressente-se das perdas humanas. Acredita-se que durante a ocupação (1975-1999) cerca de 200.000 pessoas, ou seja, 1/3 da população total, tenha sido dizimada pelo exército da Indonésia. Este genocídio reuniria, pois características “judaicas” (pois como no caso dos judeus uma terça parte do grupo foi morta), assim como “armênias” (face ao primitivismo dos métodos de eliminação praticados pelo exército indonésio).

Praticado com uma impiedosa determinação, o massacre do povo maubere foi pouco noticiado no exterior. Uma dos raros registros destes acontecimentos foi a cobertura realizada pelo cineasta Max Stahl do massacre no cemitério de Santa Cruz, ocorrido em 1991 em Díli, quando os indonésios massacraram dezenas de civis.

A resistência contou com reduzida rede de apoios no exterior, praticamente restrita a setores da Igreja Católica, nações de língua portuguesa na África e a opinião pública de Portugal. A dificuldade em agremiar apoio foi tanto decorrente da luta desenvolver-se em um país distante e pouco conhecido, quanto pelo apoio ocidental à Indonésia, favorecendo a aceitação de uma situação “de fato”.

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP): Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique, destacaram-se no apoio à luta do povo maubere. Registra o Relatório de 1982 da Delegação Central da FRETILIN em Missão de Serviço no Exterior do País: “Na nossa luta pela libertação nacional, os cinco Países irmãos de África que conosco sofreram o colonialismo português tem sido a nossa retaguarda segura. A sua experiência vitoriosa tem sido uma fonte constante de ensinamentos; o seu prestígio internacional tem contribuído para as nossas vitórias diplomáticas. A sua experiência diplomática tem sido posta a serviço do Povo Maubere. Em todas as instâncias internacionais, o Timor Leste tem estado na primeira linha de preocupações dos dirigentes e dos quadros dos cinco Estados irmãos”.

Seguramente, ante a uma situação como esta, restavam aos mauberes duas alternativas: submeter-se ou lutar. Escolheram lutar. Iniciada em 1975, a resistência continuada dos mauberes forçou a Indonésia finalmente a anunciar em 1999, a realização de um referendo, propondo independência ou autonomia. 80% dos timorenses optaram pela independência.

Timor Leste
Onze anos após o massacre de Santa Cruz, timorenses reclamam a constituição de um tribunal internacional para julgar
os responsáveis por abusos cometidos no Timor-Leste durante a ocupação.

Ainda assim não havia terminado a “algema de lágrimas” do povo maubere. A reação do exército indonésio e das milícias ligadas ao aparato de repressão originou novos massacres e destruição generalizada do país. O resultado inequívoco do plebiscito, acompanhado do clamor mundial contrário à Indonésia, respaldou a entrada em cena da ONU no território.

A UNTAET (United Nations Transitional Administration in East Timor), assumiu o exercício da administração do território, conduzindo-o finalmente à independência em 2002.

E, a testa da nova República está um veterano da luta pela independência: José Alexandre “Xanana” Gusmão, a quem se requisita a totalidade do seu conhecimento político para conduzir os primeiros passos da nova república.

Timor: Um Cadinho de Esperanças

Afastado para sempre o terror da dominação colonial, vislumbra-se para o povo maubere todas as potencialidades que se colocam pela liberdade. A RDTL, como depositária de tantas lutas e esperanças não está sozinha.

A jovem república conta com o apoio solidário do espaço lusófono e neste, com toda a rica experiência do Brasil no domínio da tropicalidade. Conta com a simpatia comprovada dos grupos democráticos, progressistas e de apoio ao Terceiro Mundo. Conta com as Ongs populares. Conta com as proposições alternativas e inovadoras, factíveis de transformar Timor num novo espaço de experiências para o conjunto dos seus povos.

Os timorenses contam enfim com um mundo inteiro, inteiro demais para que seu jovem e simpático país deixe de despontar no futuro como um exemplo na constelação de países que povoam o nosso planeta!

Nome Oficial: República Democrática de Timor-Leste
Superfície: 18.899 km²
Capital: Díli
Data de Formação do Estado: 28/11/1975. Reconhecimento internacional em 20/05/2002.
Línguas Oficiais: A constituição reconhece o Português e o Tétum como línguas oficiais de Timor-Leste. O Tétum e as demais línguas nacionais serão desenvolvidas e valorizadas pelo Estado. A RDTL autoriza a utilização do Bahasa-indonésio e do inglês.
População absoluta: 794.298 habitantes (ONU, 2001)
População relativa: 42 hab/km²
Religião: 95% são católicos; práticas animistas subsistem.
Hino Nacional: “Pátria”
Presidente: José Alexandre “Xanana” Gusmão.
Premier: Mari Alkatiri
Expectativa de Vida: 57 anos (ONU)
Alfabetizados: 56% (ONU)
Renda per capita: US$ 478

Maurício Waldman

Indicações Bibliográficas

WALDMAN, Maurício, 1993, Em Timor-Leste, A Luta Continua, artigo in Dossier “Véspera”, número 247, de 07/03/1993, AGEN - Agência Ecumênica de Notícias, São Paulo. Artigo disponibilizado na seção de história do site www.mw.pro.br;
WALDMAN, Maurício et SERRANO, Carlos, 1997, Brava Gente de Timor, Prefácio de Noam Chomsky, Editora Xamã, São Paulo, SP.

Fonte: www.timorcrocodilovoador.com.br

Timor Leste

Timor-Leste é um pequeno e pobre país com íntimas ligações históricas a Portugal, e um destino turístico de futuro. Conhecer a capital Dili e seus mercados, percorrer a colonial Baucau, conhecer lugares como Los Palos ou Metinaro, visitar a deslumbrante ilha de Ataúro, subir ao monte Ramelau por entre plantações de café, nadar nas praias de areia branca da ilha de Jaco são alguns dos prazeres possíveis em viagens a Timor-Leste. Um destino onde não é fácil viajar, mas onde a experiência vivida tudo compensa.

Fotos

Os sorrisos das crianças timorenses, bem como os seus olhos negros, profundos e igualmente risonhos são algo absolutamente encantador.

Aqui fica um curto retrato dessa pequenada, bem como da caricata manifestação de Dili e de um punhado de gentes e lugares de um dos mais novos países do planeta: Timor-Leste.

Timor Leste
Entardecer na praia da Areia Branca, Dili, capital de Timor-Leste

Timor Leste
Um timorense corre em redor do Cristo-Rei de Dili, semelhante ao homônimo do Rio de Janeiro

Timor Leste
Vista sobre a praia do Cristo-Rei, Dili

Timor Leste
Um grupo de timorenses de outros distritos repousa nas imediações de uma manifestação organizada pela igreja católica, Dili

Timor Leste
Manifestante vestido com trajes tradicionais, Dili

Timor Leste
Grupo de manifestantes canta e dança durante uma manifestação, Dili

Timor Leste
Pormenor de Santa Cruz  

Timor Leste
Imagem de uma típica aldeia timorense  

Timor Leste
Vista da aldeia de Lorí, situada no extremo sudeste de Timor-Leste

Timor Leste
Praia na região de Metinaro, costa norte de Timor-Leste  

Timor Leste
Sinais da presença portuguesa em território timorense

Fonte: www.almadeviajante.com

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