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Tipos de Lentes

 

Óculos Panorâmicos

Armações panorâmicas dão um estilo a mais e são forte tendência da atualidade, mas devem ser escolhidas com cautela, pois dependendo da ametropia e da dioptria do cliente, podem não surtir o resultado desejado.

As armações panorâmicas (ou curvadas) são aquelas do tipo que seguem o contorno do rosto. Hoje ganharam tamanho maior, para garantir que a moda seja totalmente compatível com o estilo “saudável de ser” da atualidade. Como exemplo, podemos citar os modelos que foram utilizados por Fernanda Montenegro e Carolina Ferraz na novela Belíssima ou os que a modelo Gisele Bünchen utiliza dentro e fora das passarelas.

O aumento do tamanho das armações não é apenas um mimo oriundo dos modismos que vão e vêm. A moda agora é a busca por uma vida mais saudável. A nova tendência promete permanecer por muito tempo – e há quem jure que veio para ficar.

Ok, vamos confessar que não necessariamente é uma questão apenas de saúde ou prevenção de doenças. Nas entrelinhas, leia-se que essa tendência surgiu mais por questões estéticas do que por saúde propriamente dita.

Os óculos panorâmicos atuais funcionam realmente como máscaras, impedindo a passagem de luz solar e conseqüentemente protegendo as pálpebras dos nocivos raios Ultra-violeta, tanto pelo próprio tamanho da armação quanto pela proteção UV que existe na maioria das lentes de óculos de griffe. Resultado: prevenção de rugas e de doenças da pálpebra e dos olhos. Salve-salve idolatrada moda. O público feminino agradece – e adere – deliciosamente a esta moda.

Para quem não tem problemas de visão não há contra-indicações, pois as lentes são planas, restando ao usuário apenas prestar atenção na qualidade do produto comprado, escolher o modelo mais adequado para seu tipo de rosto e estilo e pronto: sucesso total. No entanto, para os óculos de receituário (ou de grau), a história muda bastante. Dependendo do problema do usuário e do tipo de armação escolhida, os resultados podem ser desastrosos tanto esteticamente quanto para o próprio conforto visual.

Curvatura

Tipos de Lentes

O maior problema em óculos panorâmicos está na curvatura acentuada das armações. E ele pode ser verificado tanto para dioptrias (graus) negativas quanto positivas.

Como regra geral pode-se considerar a seguinte frase:

Quanto maior a dioptria e a curvatura, menores são as chances de obtermos óculos panorâmicos com uma boa acuidade visual.

Lentes positivas

Quanto maior a dioptria do usuário, mais altas são as bases. Numa primeira análise, pode parecer que não existem grandes preocupações, já que a curvatura da lente acompanha o contorno da armação. No entanto, existem dois pontos que devem ser analisados.

Se o usuário tiver um alto grau positivo, as lentes terão espessura nasal grossa. Além de esteticamente não atenderem às expectativas do cliente, podem causar desconforto pelo peso das lentes. E como a tendência atual pede óculos panorâmicos cada vez maiores, o peso é ainda maior.

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Obs: exemplo baseado em montagem real, onde o cliente ficou insatisfeito com o resultado.

Lentes negativas

Quanto maior a dioptria, mais baixas serão as bases externas. Dependendo do grau do usuário, é necessário confeccionar lentes com curvaturas fora de padrão para garantir uma montagem segura ou então abrir as hastes da armação.

Em qualquer uma das opções escolhidas, o usuário corre sério risco de ficar insatisfeito com o serviço: primeiro pode perder qualidade visual, segundo pode ficar insatisfeito com o resultado estético em função do ajuste da armação não corresponder àquele que foi visto na loja, já que os óculos perdem sua curvatura original, chegando às vezes a ficarem deformados.

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Obs: exemplo baseado em montagem real, onde o cliente ficou insatisfeito com o resultado.

Armações em acetato: cuidado redobrado

Para armações de acetato pode surgir mais uma dificuldade relacionada à montagem de óculos em altas dioptrias: o batente, localizado na parte posterior do aro. Para batentes altos onde as lentes sejam muito grossas, o montador não consegue empurrar ou esconder a faceta da lente chanfrando ou deitando-a. Ou seja, mesmo que o usuário tenha permitido a elaboração dos óculos, a montagem torna-se impossível, pois é impedida por uma barreira física da própria armação.

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Um batente raso também pode acarretar complicações, pois não confere estabilidade o suficiente para que a lente fique “fixa” nos óculos. Embora seja possível este tipo de montagem, o cliente que escolhe uma armação com batente raso deve saber que as lentes ficam mais suscetíveis a se soltarem.

Tamanho das lentes

Os óculos panorâmicos atuais ganharam tamanho maior e usam lentes cujos diâmetros ultrapassam, na maioria das vezes, 75m/m. Se a óptica passa ao cliente um orçamento baseado no preço de lentes prontas, já começou a ter um problema antes mesmo de elas serem confeccionadas, pois lentes prontas só existem com diâmetro de 65 ou 70 m/m e têm preço diferente de lentes surfaçadas.

Além de problemas com orçamento equivocado, o tamanho grande das lentes também ocasiona óculos mais pesados e lentes mais grossas, conforme já citado anteriormente neste artigo. (Lentes positivas tornam-se grossas no lado nasal enquanto lentes negativas tornam-se grossas no lado temporal.)

Distância vértice

Esta é a distância entre o ápice da córnea e a parte mais profunda da lente. Ela deve ser medida por um optometrista ou oftalmologista e é um dos dados utilizados para a confecção dos óculos.

Tanto em lentes positivas quanto em negativas esta medida pode ser indevidamente alterada pela própria curvatura da armação panorâmica, comprometendo o resultado do exame feito anteriormente pelo profissional, e conseqüentemente, resultando em perda de acuidade visual.

É preciso ter cuidado particularmente com usuários com alto ou médio astigmatismo. Embora esta ametropia não possa ser visivelmente exemplificada como os outros casos, o astigmatismo já é, por si só, um fator que dificulta e confecção das lentes. Somada a uma distância vértice incorreta, resulta em maior perda de acuidade visual.

Transparência com o cliente ainda é a melhor solução

Seja qual for o problema que vier a acontecer com os óculos, é imprescindível que o cliente tenha noção dos resultados. E mais importante ainda: que estes resultados sejam compreendidos e assimilados.

Muitas vezes, no calor de uma compra, o cliente se encanta por uma determinada armação e tende a ser seletivo ao ouvir as restrições que o vendedor lhe passa. Dependendo do encantamento pela armação, o usuário se dispõe a pagar qualquer preço para tê-la.

Mas quando os óculos chegam e ele vê que não saíram conforme “aquela linda armação da vitrine, que estava com uma lente plana”, certamente vai ficar chateado e frustrado.

Por isso é importante que a óptica procure ser o mais transparente possível para que o cliente não se sinta enganado ou que a óptica não está lhe demandando a devida atenção que merece. Se o ópitco for sincero e explicar todos os problemas que possam surgir com real clareza, aí a responsabilidade é transferida para o usuário.

É claro que haverá casos onde, mesmo após detalhamento de todos os contras, o usuário insista em optar por uma armação imprópria para seu caso. É tal como um cliente que insiste em comprar uma roupa inadequada, mesmo depois que o vendedor mostrou outras opções que se adequariam melhor.

Aliás, sabemos que para roupas, apenas o quesito estética está em jogo, o que não ocorre no ramo óptico. Lidar com visão é algo que exige atenção minuciosa. É tentar sempre fazer um casamento viável entre o gosto do usuário e as opções possíveis para seu caso.

Fonte: www.laboratoriorigor.com.br

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As partes dos óculos e suas funções

Desde a sua invenção, os óculos evoluíram muito: enquanto, no passado às pessoas que tinham o privilégio de possuí-los davam-se por satisfeita com o "milagre" de ter a visão melhorada, hoje os pacientes que precisam de uma correção visual são mais exigentes.

Atualmente, para que os óculos tenham uma boa aceitação, precisam mais que simplesmente corrigir uma ametropia.

Eles precisam ser confortáveis e estar em harmonia com o rosto e o estilo de vida das diferentes pessoas, pois estas, além de se preocuparem em ter uma boa visão, estão interessadas também em como serão vistas. Isto reflete bem o papel que os óculos vêm assumindo nos últimos anos. Além de proporcionar uma melhor visão, eles passam a ser também um item de moda, o que vem ajudar na boa aceitação e adaptação destes, principalmente por parte dos novos usuários.

Inicialmente, os óculos podem ser divididos em duas partes: 1 par de lentes oftálmicas e armação.

As lentes oftálmicas podem ser classificadas

Por seu material de fabricação

  • Inorgânica (mineral) - vidro
  • Orgânica - resina plástica

  • Por seu valor dióptrico

  • Lentes convergentes ou positivas (+)
  • Lentes divergentes ou negativas (-)
  • Por seu foco

  • Lentes monofocais - um só campo de visão
  • Lentes bifocais - dois campos de visão
  • Lentes trifocais - três campos de visão
  • Lentes multifocais ou progressivas - vários campos de visão
  • As lentes podem ser ainda: esféricas / asféricas (miopia e hipermetropia) e cilíndricas (astigmatismo).

    A armação de óculos, que pode ser de acetato ou metal, tem a função de sustentar e posicionar as lentes oftálmicas diante dos olhos da maneira mais confortável possível. Para que se consiga isso, é necessário que cada parte dos óculos cumpra sua função individual. Quais são as partes dos óculos e quais suas funções?

    Basicamente, os óculos podem ser divididos em:

    Aro: onde as lentes oftálmicas são encaixadas depois de devidamente cortadas e lapidadas;

    Ponte: parte que une os dois aros e, nas armações de acetato, serve também para apoiar os óculos sobre o nariz

    Plaquetas: normalmente são encontradas nas armações de metal e têm a função de apoiar a armação sobre o nariz.As armações que possuem plaquetas permitem um melhor ajuste e posicionamento dos óculos

    Hastes: servem para apoiar e prender os óculos nas orelhas

    Charneiras: unem os aros às hastes

    Ponteiras: extremidades das hastes que servem para apoiar e prender a armação nas orelhas. Nas armações de metal as ponteiras, normalmente, são revestidas de plástico.

    O que deve ser ajustado nos óculos e quando?

    O ideal é que os óculos sejam pré-ajustados, na óptica e pelo óptico, assim que a armação for escolhida e antes que sejam encaminhados ao laboratório para a montagem das lentes. Depois de prontos, devem ser feitos os ajustes finais. Toda lente oftálmica possui uma curva base para que à distância vértice seja aproximadamente a mesma em qualquer direção que o olho vire. Os ajustes dos óculos devem ser feitos em função disto.

    Então, os óculos precisam ter os seguintes ajustes:

    1) A curvatura da armação deve seguir a curvatura facial no sentido horizontal

    2) Na vertical a armação deve ter uma inclinação de aproximadamente 12 graus, chamada Inclinação Pantoscópica, ou seja, as bordas inferiores da armação ficam mais próximas do rosto do que as superiores

    3) Quando a armação possuir plaquetas, estas devem ser ajustadas de modo que fiquem totalmente apoiadas sobre o septo nasal, levando em conta a altura da armação em relação ao centro da pupila

    4) As hastes, devem ter uma abertura perfeita de maneira que não apertem as frontes e nem fiquem largas, causando a sensação de que os óculos estão largos

    5) Finalmente, as ponteira devem ser ajustadas acompanhando a curva atrás das orelhas, com uma curva de +/- 45o, de maneira que a armação fique presa ao rosto, sem fazer pressão, para que os óculos não escorreguem sobre o nariz, aumentando a distância vértice e tirando o centro óptico das lentes do centro da pupila.

    Para os óculos multifocais, os pré-ajustes devem ser bem rigorosos.

    Quais são as etapas que os óculos passam até chegar prontos às mãos dos pacientes?

    1) Escolha e ajuste da armação

    2) Escolha da lente em função da ametropia e o estilo de vida do paciente. Conforme o caso, as lentes não são encontradas prontas e é preciso que se fabrique essas lentes pelo processo de surfaçagem

    3) Tirada de medidas: DNP e altura da pupila em relação à armação esta última somente nos multifocais

    4) No laboratório, as lentes são cortadas e lapidadas de acordo com a armação. Esta operação pode ser feita manualmente ou nas facetadoras automáticas; depois de lapidadas as lentes são montadas nas armações;

    5) Conferência das medidas

    6) Ajuste final.

    Quais são os cuidados que se deve ter com os óculos?

    1) Os óculos precisam estar sempre ajustados para que cumpram sua principal função, que é de corrigir os vícios de refração proporcionando uma melhor visão; por isso, o usuário de óculos deve, de tempos em tempos, ir até a ótica para fazer o reajuste

    2) Os óculos devem estar sempre limpos; recomenda-se que sejam sempre lavados

    3) Os óculos, quando não estão sendo usados, devem ser guardados em seus estojos

    4) Os óculos nunca devem ser apoiados com as lentes para baixo para que estas não sofram abrasão e fiquem riscadas.

    Aviso Importante

    Essas são informações genéricas sobre lentes de óculos, não constituindo nenhum tipo de indicação de uso . Visite o seu oftalmologista para saber quais são as suas reais necessidades do uso de óculos e qual tipo de óculos se adapta ao seu estilo de vida.

    Esse informativo foi baseado no informativo “Conheça lentes de contato”, da SOBLEC- Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea.

    Óculos infantis

    ARMAÇÕES

    As armações infantis devem ser resistentes ao impacto, leves, confortáveis, sem que estejam soltas no rosto e nem apertadas no nariz ou atrás da orelha. O material mais utilizado para armações infantis é o policarbonato, pois preenche os requisitos mencionados.

    Para crianças menores, o ideal seria as de hastes presas na orelha, permitindo que a criança faça todos os movimentos sem medo de cair a armação.

    Para aquelas portadoras de astigmatismo, evitar armações redondas, que permite que a lente gire na própria armação.

    Os pais devem sempre verificar as condições da armação no rosto da criança, pois com o crescimento pode torna-se pequenas e inadequadas. A auxiliar pode ajudar os pais, analisando se a armação está muito grande ou muito pequena para o rosto da criança.

    LENTES

    As lentes dos óculos das crianças devem ser leves, resistentes ao impacto, finas, sem distorções ou aberrações e que projetam conta os raios ultravioletas A e B. Por isso, as mais indicadas são as lentes de policarbonato. As lentes CR-39 de resina rígida chegam a ser resistente ao impacto, são mais baratas que as de policarbonato, mas riscam com facilidade.

    Recomenda-se, cada vez mais, o uso de lentes com proteção UVA e UVB, quando da exposição prolongada ao sol. Hoje, sabe-se que 80% da exposição aos raios ultravioleta A e B ocorre até os 18 anos de idade, portanto é fundamental proteger os olhos das crianças.

    Para a criança que não usa correção óptica, o melhor é usar lentes escuras com proteção UVA e UVB, que além de protegerem dos raios do sol, também diminuem a fotofobia.

    É importante saber que as lentes dos óculos infantis devem ser trocadas quando muito arranhadas, pois a criança não conseguirá enxergar corretamente.

    ALGUMAS DICAS

    1-Guardar os óculos em estojo e levá-lo para a escola

    2- Evitar apoiar os óculos com as lentes para baixo, pois criam riscos

    3- Avisar aos professores da necessidade do uso dos óculos, quer em tempo integral, quer só em esforços visuais

    4- Evitar deixar os óculos em sofás, camas...(alguém, algum dia, sentará sobre eles!)

    5- Lavar as lentes com água e sabão e secá-las com lenço de papel, toalha macia, ou pano especial fornecido pela óptica

    6- Sempre levar os óculos novos para conferência

    Fonte: www.drvisao.com.br

    Tipos de Lentes

    As lentes estão presentes no nosso dia a dia. Temos lentes nos óculos, na máquina fotográfica, na luneta, no telescópio, no microscópio e em outros instrumentos óticos.

    O que é uma lente esférica?

    É um sistema constituído de dois dioptros esféricos ou um dioptro esférico e um plano, nos quais a luz sofre duas refrações consecutivas.

    Classificação das lentes

    Quanto à forma das lentes

    Temos seis tipos de lentes:

    Tipos de Lentes
    Tipos de lentes

    Observe que as lentes são denominadas côncavas ou convexas, conforme se apresentam para o observador.

    A denominação de uma lente é realizada, indicando em primeiro lugar a natureza da face menos curva, ou seja, aquela que se apresenta com maior raio de curvatura. Por exemplo, na lente côncavo - convexa, a face côncava apresenta maior raio de curvatura.

    Observação: Nós estudaremos as lentes esféricas como sendo delgadas, ou seja, quando a sua espessura for desprezível em relação aos raios de curvatura.

    Quanto ao comportamento ótico

    As lentes podem ser convergentes ou divergentes, quanto ao comportamento ótico.

    Lente convergente / focos

    Quando um feixe de raios paralelos ao eixo principal, incide sobre uma lente convergente, emerge convergindo os raios de luz para um ponto denominado foco imagem F' (fig. 6.2a).

    A distância do foco F' à lente é a distância focal imagem f'. Fisicamente o foco imagem F' significa o ponto onde está localizada a imagem de um objeto situado no infinito.

    Como a lente é constituída de dois dioptros, há um segundo foco que é denominado foco objeto F.

    A distância do foco objeto F à lente é a distância focal objeto f. Esta distância f é simétrica à distância focal f'. Fisicamente o foco objeto F significa o ponto onde está localizado o objeto de uma imagem no infinito.

    Como os focos são reais, as distâncias focais objeto f e imagem f' serão consideradas positivas para lentes convergentes.

    São lentes convergentes as lentes biconvexa, plano - convexa e côncavo - convexa

    Tipos de Lentes
    Lente convergente 
    a) Foco imagem F' 
    b) Foco objeto F

    Lente divergente / focos

    Quando um feixe de raios de luz, paralelos ao eixo principal, incide em uma lente divergente, ele emerge divergindo os raios de luz. Prolongando os raios divergentes, estes se interceptam no ponto F' denominado foco imagem da lente (fig. 6.3a). O foco objeto F da lente divergente é obtido pelo prolongamento dos raios incidentes (fig. 6.3b). O significado físico desses focos são os mesmos para lentes convergentes.

    Tipos de Lentes
    Lente divergente 
    a) Foco imagem F' 
    b)Foco objeto F.

    São lentes divergentes: as lentes bicôncava, plano - côncava e convexo - côncava (lentes 4, 5 e 6 da fig. 6.1)

    Na prática reconhecemos se uma lente é divergente ou convergente do seguinte modo: quando o bordo da lente tem menor espessura que a região central da lente é uma lente convergente; quando o bordo da lente tem maior espessura que a região central, é uma lente divergente.

    Observação: Quando a lente é imersa em um meio mais refringente, a lente divergente se torna convergente e vice-versa.

    Elementos de uma lente esférica

    Tipos de Lentes
    Elementos de uma lente

    Os elementos de uma lente esférica são:

    D1 dioptro de incidência;
    D2 dioptro de emergência;
    C1 e C2 centros de curvatura das faces;
    R1 e R2 raios de curvatura das faces;
    V1 e V2 vértices das faces;
    espessura da lente que é igual à distância entre V1 e V2;
    centro ótico da lente
    Eixo principal reta que passa pelos centros de curvatura C1 e C2

    Vergência de uma lente

    Se você observar uma receita de óculos você lerá as medidas, por exemplo, + 5 di ou - 5di e assim por diante.

    O que significam estas medidas?

    Estas medidas indicam as vergências das lentes. A vergência C de uma lente é uma grandeza que corresponde ao inverso da distância focal da lente:

    C = 1 / f 6.1 
    A unidade de medida usual é a dioptria (di) que corresponde ao inverso do metro (m-1).

    Quando a lente é divergente a distância focal é negativa, portanto, a vergência também será negativa. Quando a lente for convergente, a vergência será positiva.

    Uma vergência de + 5 di significa que a lente a ser usada é uma lente convergente com uma distância focal 0,2 m ou 20 cm.

    Uma vergência de - 5 di significa que a lente a ser usada é uma lente divergente com uma distância focal de 0,2 m ou 20 cm.

    Equação dos fabricantes de lentes (Equação de Halley)

    A equação dos fabricantes de lentes relaciona a distância focal f e a vergência C com os raios de curvatura R1 e R2 e o índice de refração relativo n21.

    A equação é:

     C = 1/f = (n21 - 1) (1 / R1 + 1 / R2)

    Convenção

    Para a face convexa considera o raio de curvatura positivo e para a face côncava o raio de curvatura negativo.

    Aplicação

    Vamos considerar, por exemplo, uma lente biconvexa com raios de curvatura iguais a 10 cm cada uma. O índice de refração relativo é 1,5. Queremos determinar a distância focal e a vergência da lente.

    Usando a equação dos fabricantes de lentes:

    C = (n21 - 1) (1 / R1 + 1 / R2)

    Substituindo os valores

    C = (1,5 - 1) (1 / 0,10 + 1 / 0,10)

    Obtemos

    C = 10 di

    Como f = 1 / C, temos

    f = 1 / 10

    f = 0,10 m ou f = 10 cm

    Construção de imagens em lentes esféricas

    São utilizados três raios para a construção de imagens:

    Raio 1: Raio que incide paralelo ao eixo principal refrata passando pelo foco imagem F'.

    Raio 2: Raio que incide passando pelo centro ótico da lente C, não sofre desvio.

    Raio 3: Raio que incide passando pelo foco objeto F, refrata paralelo ao eixo principal

    Tipos de Lentes
    Construção de imagens em lentes esféricas

    a)Lente convergente

    b)Lente divergente

    Para uma lente divergente (fig. 6.5b) a imagem é formada no prolongamento dos raios refratados. As características das imagens obtidas de uma lente divergente para qualquer posição de um objeto real são sempre as mesmas, ou seja, virtual, menor que o do objeto e direita.

    A situação apresentada na fig. 6.5a para uma lente convergente é o esquema de um projetor de filmes ou slides.

    Vamos construir as imagens obtidas de uma lente convergente para outras posições do objeto.

    Objeto situado entre o foco e o vértice

    Tipos de Lentes
    Construção da imagem fornecida de um objeto situado entre o foco F e o centro ótico C.

    Nessa situação, a lente convergente está funcionado como uma lente de aumento, ou seja, uma lupa.

    Objeto sobre a dupla distância focal

    Tipos de Lentes
    Construção da imagem fornecida de um objeto situado sobre a dupla distância focal

    A situação da fig. 6.7 representa o esquema de uma máquina copiadora (xerográfica) sem ampliação.

    Objeto situado além da dupla distância focal

    Tipos de Lentes
    Construção da imagem de um objeto situado além da dupla distância focal

    Determinação analítica das características das imagens

    Equação de Gauss para lentes esféricas

    A equação de Gauss para lentes esféricas é a mesma que para espelhos esféricos. Relaciona a distância focal f com a distância imagem q e a distância objeto p.

    1 / p + 1 / q = 1 / f

    Vamos demonstrar esta equação para uma lente convergente

    Tipos de Lentes
    Demonstração da equação de Gauss para uma lente convergente

    Os triângulos O'M1M2 e FCM2 são semelhantes, portanto, seus lados são proporcionais:

    f / p = CM2 / M1M2

    Os triângulos I'M2M1 e F'CM1 são também semelhantes, portanto, seus lados são proporcionais:

    f / q = M1C / M1M2

    Somando 6.3 e 6.4, obtemos:

    f / p + f / q = (CM2 + M1C) / M1M2

    Como (CM2 + M1C) = M1M2, temos:

    f / p + f / q = M1M2 / M1M2

    f (1 / p + 1 / q) = 1 1/f = 1/p + 1/q Equação de Gauss

    onde:

    f - distância focal
    p - distância objeto
    q - distância imagem

    Observação

    A equação da ampliação para lentes é a mesma que obtivemos para espelhos esféricos.

    Sabemos que a ampliação A é definida como sendo a razão entre o tamanho imagem II' e o tamanho objeto OO':

     A = II'/ OO'

    Como os triângulos O'OC e I'IC são semelhantes (fig. 6.9) pois possuem dois ângulos iguais, obtemos:

    A = II'/ OO' = - q / p Equação da Ampliação

    Convenção

    Referencial de Gauss

    O referencial de Gauss será o centro ótico da lente delgada, ou seja, as distâncias imagens e objeto serão medidas a partir do centro ótico.

    Tipos de Lentes
    Convenção 
    a)Lentes convergentes 
    b)Lentes divergentes.

    Convenção

    De uma forma geral temos:

    - Distâncias focais de lentes convergentes são positivas e de divergentes negativas;
    - Distâncias de objetos e imagens reais são positivas e de objetos e imagens virtuais são negativas;
    - Imagem direita é positiva e imagem invertida, negativa.

    Fonte: educar.sc.usp.br

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