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Tireóide

 

Tireóide

É uma glândula endócrina que pesa aproximadamente 30 gramas.

A tiróide localiza-se sobre os primeiros anéis da Traquéia. Apresenta 2 lobos (um de cada lado da laringe) constituídos por tecido glandular endócrino e ligados por um istmo.

A tiróide produz tiroxina (Tetraiodo tironina) e Triidotironina.

A síntese de seus hormônios é realizada a partir da tiroglobulina (proteína) que se apresenta o aminoácido tirosina.

A tiroxina e a tridotironina são liberadas na corrente sangüínea sob a estimulação de tirotrofina (TSH), hormônio produzido pela adenoipófise, e estimulante da tiróide. Este hormônio estimula a captação do iodo pelas células dos folículos (da tiróide) e aumenta o tamanho e atividade das células secretoras. Em suma, a tirotrofina acelera a síntese dos hormônios da tireóide e sua liberação no sangue.

Os hormônios da Tiróide estimulam as reações químicas (metabolismo) da maioria dos tecidos do organismos, pois aumentam a quantidade de enzimas oxidativas.

A tiróide acelera o metabolismo dos carboidratos, dos lípides e das proteínas; tem função importante no crescimento e desenvolvimento influindo, inclusive, no ciclo menstrual e na fertilidade.

Os hormônios da tireóide são importantes para metamorfose dos anfíbios. Pode-se impedir a metamorfose do girino pela extirpação da glândula ou pode-se acelarar a metamorfose com a administração de hormônios da tireóide.

Hipotireoidismo

A suas manisfestações variam conforme a idade em que se inicia a insuficiência da tireóide.

O hipotireoidismo congênito traz o aparecimento de um quadro clínico denominado cretinismo. O afetado apresenta pequena estatura (devido a um desenvolvimento deficiente do esqueleto), cabeça grande e pernas curtas e a dentição é irregular, o desenvolvimento sexual é atrasado e há grande debilidade mental.

O hipotireodismo no adulto traz como efeitos fisiológico mais evidentes; queda da freqüência cardíaca, apatia, aumento de peso, engrossamento e tumefação da pele (mixedoma).

Hipertireoidismo

O indivíduo Hipertireoidismo apresenta: intolerância ao calor, metabolismo basal alto, aumento da freqüência cardíaca, perda de peso, tremor nas mãos, nervosismo e outras perturbações psíquicas. Na maioria dos Hipertireoidismo ocorre protusão dos globos oculares. (exoftalmia).

Há tipo de hipertireoidismo que é devido à formação de anticorpos contra hormônios da tireóide. Denomina-se a essa enfermidade, tireoidite de Hashimoto, a qual está ligada a fatores gênicos sendo, portanto, uma doença hereditária.

O bócio (papo) é um aumento de volume da tiróide em decorrência de hipo ou hiperfuncionamento da glândula.

O bócio pode ser endêmico, como resultado da falta de iodo em determinadas áreas geográficas. A falta de iodo no organismo impede a transformação da tiroglobulina em tiroxina.

O baixo teor de tiroxina no sangue vai provocar a liberação constante de tirotrofina no sangue vai provocar a liberação constante de tirotofina pela hipófise (feedback positivo). Esta estimulação prolongada da tiróide, por sua vez, leva a hiperplasia da glândula (bócio).

Paratireóides

As paratireóides apresentam-se como 2 pares de glândulas ovóides que pesam cerca de 140 mg no homem. Estão localizadas na face posterior na Tiróide.

A função destas glândulas está intimamente relacionada com o metabolismo do cálcio e do fósforo. Desempenham um papel importante na manutenção do nível normal desses íons no plasma e no líquido intercelular.

O hormônio das paratireóides, paratormônio mantém constante a relação entre cálcio e fósforo no plasma, aumenta a eliminação de cálcio e do fósforo pela urina e mobiliza o cálcio dos ossos; favorecem também a absorção de cálcio pelo intestino porém, neste caso, é indispensável a presença da vitamina D. ocorre uma queda no teor do hormônio após a administração de cálcio e, ao contrário, o nível do hormônio aumenta quando a concentração do cálcio no plasma diminui.

Trata-se como se vê, de um mecanismo de realimentação ou feedback, controlando pelo nível de cálcio no plasma sangüíneo.

Hipoparatireoidismo

A falta ou insuficiência do paratormônio reduz o cálcio sangüíneo do seu nível normal e determina um aumento no nível do fósforo, enquanto que a excreção renal do cálcio e do fósforo diminui.

A queda acentuada no nível do cálcio sangüíneo leva ao aparecimento da tetania muscular, devido a uma hiperexcitabilidade dos tecidos nervoso e muscular, causada pela insuficiência dos íons de cálcio no sangue.

Hiperparatireoidismo

Nos pacientes com hipertensão da paratireóide ocorre uma alteração na relação cálcio/fósforo do sangue; nível do cálcio eleva-se muito e o nível do fósforo diminui.

O excesso do hormônio determina uma excessiva mobilização de cálcio dos ossos, levando ao aparecimento de deformações ósseas e fraturas freqüentes.

Há eliminação de cálcio e fósforo pela urina, podendo haver formação de cálculos renais devido a um depósito de cálcio.

Quimicamente o paratormônio é polipeptídio de peso molecular 8.500.

Fonte: www.geocities.com

Tireóide

O epitélio endodérmico, que forra a face ventral da faringe primitiva, prolifera em certa área, penetra no mesênquima subjacente, cresce caudalmente sob a forma de divertículo e constitui o canal tireglosso.

A tireóide provém da porção caudal desse canal, cuja porção restante, que liga a tireóide à língua, normalmente desaparece. Permanece, porém, o vestígio da formação do canal na face superior da base da língua, como uma pressão designada forame cego.

Inicialmente a tireóide é constituída de cordões epiteliais sólidos com cerca de duas células, unidos em rede, depois os cordões se transformam em túbulos que se fragmentados pelo mesênquima e dão origem aos folículos.

Encontram-se túbulos na tireóide, normalmente desde o segundo mês de vida fetal e por toda a infância, continuamente, formando folículos.

No começo os folículos se apresentam uma cavidade sem colóide aparece, revestida por epitélio monostratificado, o colóide aparece no terceiro mês de vida fetal. Os folículos assim formados são pequenos e posteriormente aumentam de volume.

O folículo é a unidade estrutural e funcional da tireóide.

Varia de tamanho na tireóide normal, encontrando-se microfoliculos e macrofoliculos. As células que revestem os folículos são cúbicas.

A altura do epitélio, porém, varia conforme o estado funcional da glândula, em condições normais (idade, sexo, gravidez, lactação, estação do ano, área geográfica e dieta) ou patológicas (infecção, toxemias).

O epitélio torna-se baixo, endotelioide, se a tireóide for hipoativa, e alto, colunar e pregueado, se hiperativa. O epitélio endotelióide indica baixa secreção ou repouso, o cúbico indica secreção e o colunar indica absorção. Em correspondência, o aspecto do colóide é denso e muito corado, menos denso e menos corado, e pálido. Há, no entanto, muitos casos em que o epitélio não reflete a atividade funcional da glândula, que assim não pode ser avaliada só pelo aspecto histológico.

O colóide é claro e viscoso no estado fresco, acidófilo, corado pela eosina, nos preparos histológicos. È secretado pelas células, lançado na luz folicular, aí armazenado e absorvido por essas mesmas células conforme as necessidades. Contém a tireoglobulina, uma glicoproteína de alto peso molecular, produzida pelas células epiteliais do folículo. Os vacúolos vistos na margem do colóide são causados por retração e sua formação depende do estado de fluidez do colóide.

No adulto a tireóide pesa entre 15 a 30 g. A glândula é composta de dois lobos laterais ligados por um istmo, este pode apresentar uma expansão cranial, denominada lobo piramidal.

Em resumo, a síntese dos hormônios é a seguinte:

As células foliculares absorvem iodato do sangue circulante, oxidam-no a iodo, que se liga á tirosina presente na tireoglobulina para formar monoiodotirosina (MIT) e diiodotirosina (DIT). O acoplamento destas moléculas forma triiodotirosina (T3) e tetraiodotirosina (T4). A liberação do hormônio da tireóide ocorre por endocitose do colóide pelas células foliculares, proteólise da tireoglobulina por enzimas lisossomais e liberação de T3 e T4, que, como hormônios ativos, são então excretados no sangue circulante, onde circulam ligados a proteínas plasmáticas, especialmente à globulina ligadora de tiroxina.

A produção de tireoglobulina e a liberação da tiroxina pela tireóide são mediadas pelo hormônio tireotrópico pela hipófise.

A secreção do hormônio tireotrópico pela hipófise é por sua vez, regulada pelo hipotálamo, através do fator liberador da tireotropina. Os hormônios tireoidianos regulam o metabolismo basal, elevando-o se estiverem em excesso ou diminuindo-o se em carência. Eles atingem o metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídeos. Têm efeito sobre o crescimento e o desenvolvimento mental. A hipofunção tireoidiana ocorrida na infância causa queda do metabolismo basal, parada do crescimento e do desenvolvimento mental (cretinismo) se na pessoa adulta, surge, além de queda do metabolismo e de embotamento mental, tumefação da pele(mixedema).

Os hormônios tireoidianos têm, também efeito sobre a irritabilidade nervosa e fazem diminuir o tempo da resposta aos estímulos.

Os folículos são separados por delicados septos fibrosos intersticiais, que contêm vasos sanguíneos, nervos e vasos linfáticos. Cerca de 20 a 40 folículos são circundados por feixe conjuntivo mais espesso, formando um lóbulo.

Outro componente epitelial da tireóide são as células C ou parafoliculares, que parecem se originar da crista neural e são encontradas principalmente nos segmentos póstero –laterais dos lobos laterais. No conjunto, elas representam 0,1% do total da massa epitelial da glândula. Secretam calcitonina, hormônio polipeptídios que induz hipocalcemia. As células são mais bem identificadas por sua argirofilia e por técnicas de imunoperoxidase para a demonstração de calcitonina no citoplasma.

ALTERAÇÕES FUNCIONAIS

Os pacientes portadores de doenças da tireóide podem não apresentar alterações do estado funcional da glândula, ou desenvolver hipo ou hipertireoidismo.

HIPERTIREOIDISMO

Causas do hipertireoidismo (bócio tóxico, tirotoxicose, doença de Graves). Na maioria dos pacientes com hipertireoidismo, a glândula tireóide aumenta até duas a três vezes o seu tamanho normal, com alto grau de pregueamento do revestimento das células foliculares no interior dos foliculos, de modo o numero de células aumenta varias vezes, assim como tamanho da glândula. Além disso, cada célula aumenta diversas vezes à intensidade de sua secreção, estudos de captação de iodo radioativo indicam que essas glândulas hiperplásicas secretam hormônios da tireóide com velocidade até 5 a 15 vezes maior que a normal.

Essas alterações na glândula tireóide são semelhantes àquelas causadas pelo excesso de hormônios estimulantes da tireóide. Entretanto, estudos de radioimunoensaio mostraram que suas concentrações plasmáticas geralmente estão abaixo do normal, e não aumentadas, sendo com freqüência praticamente nulas. Por outro lado, um ou mais anticorpos globulínicos com ações semelhantes às do TSH são encontrados no sangue de quase todos os pacientes. Esses anticorpos são denominados simplesmente imunoglobulina estimulante da tireóide (TSI). Na membrana das células da tireóide, eles se ligam aos mesmos receptores aos quais o TSH se fixa, de modo que isso provoca uma continuada ativação das células, com o conseqüente desenvolvimento de hipertireoidismo.

Os anticorpos causadores do hipertireoidismo se formam quase certamente em conseqüência de auto-imunidade desenvolvida contra o tecido da tireóide.

Presumidamente, em algum momento da historia do individuo, as células da tireóide liberaram excesso de antígenos celulares tireóideos, e isto resultou na formação de anticorpos contra a própria glândula tireóide.

SINTOMAS DO HIPERTIREOIDISMO

Alto grau de excitabilidade, intolerância ao calor, aumento da sudorese, perda de peso que vai de ligeira a acentuada, graus variáveis de diarréia, fraqueza muscular, nervosismo e outros distúrbios psíquicos, fadiga extrema acompanhada de incapacidade de dormir e tremor nas mãos. Apresentam também exoftalmia que vêm a apresentar protusão dos globos oculares.

Teste diagnostico para o hipertireoidismo é a mensuração direta da concentração de tiroxina e de triiodotironina livres no plasma, pela utilização de procedimentos adequados de radioimunoensaio.

Bases fisiológicas do tratamento do hipertireoidismo é a remoção cirúrgica da glândula tireóide. Entretanto, o tratamento dos casos de menor gravidade pode ser feito com substancias antitireóideas como o propiltiouracil, medicamento que bloqueia a formação dos hormônios nas células tireóideas.

HIPOTIREOIDISMO

Os efeitos do hipotireoidismo são geralmente opostos aos do hipertireoidismo, mais aqui também alguns mecanismos fisiológicos peculiares estão envolvidos com o hipotireoidismo.

Bócio colóide endêmico: a falta do iodo impede a produção do hormônio da tireóide por essa glândula com conseqüência não há hormônio disponível para inibir a produção de TSH pela hipófise anterior, o que possibilita hipófise secretar quantidade excessivamente grande de TSH. Este, então, faz as células da tireóide secretarem quantidade enorme de tireoglobulina para o interior do folículo, e a glândula fica cada vez maior. Infelizmente, porém em virtude da falta de iodo, não ocorre aumento na produção de tiroxina e triiodotironina. Os folículos alcançam tamanho enorme e a glândula tireóide pode chegar a pesar de 300 a 500g ou mais, o que corresponde a 10 vezes o seu tamanho normal ou mais.

Bócio colóide atóxico idiopático. Glândulas tireóides aumentadas, quase idênticas s do bócio colóide endêmico, ocorrem com freqüência mesmo quando as pessoas afetadas recebem quantidades suficientes de iodo em sua dieta. Essas glândulas aumentadas podem secretar quantidade normal de hormônios da tireóide, porém mais freqüentemente a secreção de hormônio acha-se diminuída, como no bócio colóide endêmico.

Características do hipotireoidismo

Sonolência extrema, com 12 a 14 horas de sono por dia, extrema lentidão muscular, lentificação da freqüência cardíaca, diminuição do debito cardíaco, redução do volume sanguíneo, aumento do peso, constipação, lentificação da atividade mental, insuficiência de várias funções tróficas no corpo, evidenciada por menos crescimento dos pêlos e por descamação da pele, desenvolvimento de voz rouca semelhante ao coaxar de um sapo, em graves, desenvolvimento de aparência edematosa em todo o corpo, denominada mixedema.

Mixedema

Os pacientes com falta quase total de função tireóidea vêm a apresentar o mixedema. Nesta afecções, por motivos ainda não esclarecidos, uma quantidade muito grande de proteoglicanos, contendo principalmente ácido hialurônica, acumula-se nos espaços intersticiais e dá origem a um edema caracterizado pela presença de um gel mixomatoso nos espaços intersticiais.

Arteriosclerose

A falta do hormônio da tireóide aumenta a quantidade de lipídios no sangue, com proporção particularmente elevada de colesterol, estando o aumento do colesterol sanguíneo, geralmente associado à aterosclerose e a arteriosclerose. Por isso, muitos pacientes hipotireoideos, em especial aqueles com mixedema, vêm a apresentar arteriosclerose grave, produtora de doença vascular periférica, surdez e freqüentemente, esclerose coronaria extrema, que resulta em morte precoce.

Cretinismo

È a afecção causada por hipotireoidismo extremo durante o primeiro ano de vida e a infância, caracterizando-se especialmente pela insuficiência do crescimento.

O cretinismo decorre de ausência congênita da glândula tireóide, ausência de produção de hormônios pela glândula tireóide em virtude de uma deficiência genética da glândula ou falta de iodo na dieta (cretinismo endêmico).

A gravidade do cretinismo endêmico varia muito dependendo da quantidade de iodo na dieta, ocasionalmente, populações inteiras de uma área endêmica apresentam tendências cretinóides.

Um recém –nascido sem a glândula tireóide pode apresentar aparência e função absolutamente normais, por ter sido suprido in útero com o hormônio tireóideo da mãe, mas, algumas semanas após o nascimento, seus movimentos tornam-se lentos e o seu desenvolvimento tanto físicos e mental, sofre grande retardo.

O tratamento do portador de cretinismo, a qualquer momento, causa geralmente o retorno ao crescimento físico normal, mas a não ser que seja tratado nos primeiros meses após o nascimento, seu desenvolvimento mental sofrerá retardo permanente.

Testes diagnósticos no hipotireoidismo

A tiroxina livre no sangue está baixa e o metabolismo basal no mixedema varia entre -40 e -50. Contudo, tão importantes para o diagnostico, quanto os diversos testes diagnósticos, são sintomas característicos do hipotireoidismo, já discutido.

Tratamento do hipotireoidismo

Por conseguinte, é fácil manter-se no organismo um nível constante de atividade do hormônio da tireóide pela ingestão oral diária de um comprimido, aproximadamente, de glândula tireóide dessecada ou de tiroxina. Além disso, o tratamento apropriado dos pacientes hipotireoides produz tão completa normalidade que pacientes antes mixedematosos, quando adequadamente assistidos por mais de 50 anos.

PARATIREÓIDE

Há muitos anos se que o aumento da atividade da glândula paratireóide causa uma rápida absorção dos ais de cálcio presentes nos ossos, acarretando aumento da concentração de cálcio no liquido extracelular, inversamente, a hipofunção das glândulas paratireóides causa hipocalcemia, freqüentemente acompanhada de tetânica, conforme descrito antes. Além disso, o hormônio paratireóideo é importante tanto para o metabolismo do cálcio como para o do fosfato.

Anatomia fisiologia das glândulas paratireoideas

Normalmente, há quatro glândulas paratireoideas no ser humano, elas estão localizadas imediatamente por trás de cada um dos pólos superiores e inferiores da tireóide. Cada glândula paratireóideo tem aproximadamente 6mm de comprimento, 3mm de largura e 2mm de espessura, com o aspecto macroscópico de um tecido adiposo marrom-escuro, por esta razão, as glândulas paratireoideas são de difícil localização.

A glândula paratireoidea do ser humano adulto contém, sobretudo células principais e células oxifílicas, mas estas ultimas estão ausentes em muitos animais e nos seres humanos jovens. As células principais secretam a maior parte do hormônio paratireóideo. A função das células oxifílicas é incerta acredita-se que elas sejam células principais envelhecidas, que não mais secretam hormônio.

Este hormônio trata-se de um pequena proteína com peso molecular de aproximadamente 9.500, composta de uma cadeia polipeptídica de 84 aminoácidos.

O efeito do Hormônio paratireóide sobre as concentrações de cálcio e de fosfato no liquido extracelular

O aumento da concentração de cálcio é causado principalmente por um efeito direto do hormônio paratireóide promovendo a absorção de cálcio e de fosfato, a partir dos ossos e um efeito sobre os rins, diminuindo a excreção de cálcio pela urina. A redução de concentração de fosfato, por outro lado, é causada por efeito muito potente do hormônio paratireóide sobre o rim, promovendo um excessiva excreção renal de fosfato, geralmente de intensidade suficiente para sobrepujar o aumento da absorção de fosfato a partir dos ossos.

Absorção de cálcio e fosfato a partir dos ossos, causada pelo hormônio paratireóide

O hormônio paratireóide parece causar absorção de cálcio e fosfato dos ossos através de dois efeitos distintos. Um desses efeitos, muito rápido, tem inicio em poucos minutos e provavelmente resulta da ativação de células ósseas já existentes promovendo a absorção do cálcio e do fosfato. O segundo efeito é muito mais lento, requerendo vários dias ou mesmo semanas para se consumar plenamente e decorre da proliferação dos osteoclastos, seguida por um grande aumento da reabsorção osteoclástica do próprio osso, e não simplesmente da absorção de sais de fosfato de cálcio dos ossos.

Efeito do hormônio paratireóide sobre a excreção de fosfato e de cálcio pelos rins

A administração do hormônio paratireóide causa perda imediata e rápida de fosfato pela urina. Esse efeito é causado pela diminuição da reabsorção de íons fosfato pelos túbulos renais.

Ao mesmo tempo em que diminui a reabsorção de fosfato, o hormônio paratireóide também promove a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais. Se não fosse por esse efeito do hormônio paratireóide sobre os rins, aumentando a reabsorção de cálcio, a perda continua de cálcio pela urina acabaria por depletar o liquido extracelular e os ossos desse mineral.

Efeito da vitamina D sobre os ossos e sua relação com a atividade paratireoidea

A vitamina D desempenha papeis importantes tanto na absorção como na deposição de osso. Da mesma forma que a administração do hormônio paratireóide, a administração de quantidades extremas de vitamina D promove a absorção de osso. Por outro lado, na ausência desta vitamina, o efeito do hormônio paratireoideo produzindo absorção óssea fica muito reduzida ou até impedido. Portanto, é possível, se não provável, que o hormônio paratireoideo funcione nos ossos da mesma maneira que o rim e no intestino – ou seja, ocasionando a conversão da vitamina D em 1,25 – diidroxicolecalciferol, que por sua vez, atua causando absorção óssea.

Numa quantidade muito menor, a vitamina D promove a calcificação óssea. Uma das maneiras pelas quais ela faz isso é aumentando a absorção intestinal de cálcio e fosfato. No entanto, mesmo na ausência desse aumento, ela ainda eleva a mineralização óssea. Aqui também o mecanismo não é conhecido, mas provavelmente decorre da capacidade do 1,25 –diidroxicolecalciferol de promover o transporte de íons cálcio através das membranas celulares – talvez através das membranas das células osteoblásticas ou osteocíticas.

Controle de secreção paratireoidea pela concentração de íons cálcio

Até mesmo as menores reduções da concentração de íons cálcio no liquido extracelular fazem com que as glândulas paratireóides aumentem sua secreção, acabando por se hipertrofiarem.

Por outro lado qualquer condição que eleve a concentração de íons cálcio acima do normal causa diminuição da atividade e redução do tamanho das glândulas paratireoideas. Entre essas condições incluem-se quantidade excessiva de cálcio na dieta, aumento da vitamina D na dieta e, absorção óssea causada por fatores que não o hormônio paratireoideo (a absorção óssea causada pelo desuso dos ossos).

Hipoparatireodismo

Quando as glândulas paratireoideas não secretam o hormônio paratireóideo em quantidade suficiente, os osteoclastos tornam-se quase totalmente inativos. Com conseqüência, a reabsorção óssea diminui tanto que o nível de cálcio nos líquidos corporais fica reduzido.

Tratamento do hipoparatireodismo

O hormônio paratireóide é ocasionalmente utilizado no tratamento do hipoparatireodismo.
Terapia com vitamina D e cálcio

Na maioria dos paciente, a administração de uma quantidade elevada de vitamina D juntamente com 1 a 2g de cálcio é suficiente para manter a concentração de íons cálcio dentro do limite normais.

Hiperparatireoidismo

A causa do hiperparatireoidismo é mais comumente a presença em uma das glândulas paratireóides, de um tumor secretor de hormônio paratireoideo. No hiperparatireoidismo ocorre extrema atividade osteoclástica nos ossos, isso causa aumento da concentração de íons cálcio no liquido extracelular e ao mesmo tempo, geralmente produz queda da concentração de íons fosfato, em virtude da maior excreção renal de fosfato.

No hiperparatireoidismo grave, a absorção óssea pelos osteoclastos logo supera em muito a deposição osteoblástica, e os ossos podem ser quase totalmente digeridos. De fato, muitas vezes, uma pessoa com hiperparatireoidismo procura o medico por causa de uma fratura óssea desencadeada por traumatismo mínimo.

As radiografias dos ossos mostram descalcificação extrema e ocasionalmente, grandes áreas císticas escavadas nos ossos, que se apresentam cheias de osteoclastos reunidos sob a forma dos chamados tumores de células gigantes.

O tratamento é feito então através da retirada cirúrgica do tumor, mas este é um procedimento difícil, pois esses tumores freqüentemente têm apenas alguns milímetros e não são fáceis de ser encontrado durante a operação.

Raquitismo

O raquitismo ocorre principalmente em crianças, como resultado da deficiência de cálcio ou de fosfato no liquido extracelular. Ordinariamente, entretanto, o raquitismo não deve à carência de cálcio ou fosfato na dieta, mas sim à deficiência de vitamina D. Contudo quando a criança á apropriadamente exposta luz solar, os raios ultravioletas formam na pele vitamina D, suficiente para impedir o raquitismo, promovendo a absorção de cálcio e fosfato pelo intestino.

Efeitos do raquitismo sobre os ossos

Durante a deficiência prolongada de cálcio e fosfato nos líquidos corporais, o aumento da secreção de hormônio paratireoideo protege o corpo contra a hipocalcemia, ao promover a absorção ssea pelos osteoclastos, esta, por sua vez, descalcifica os ossos, dando origem a uma condição denominada osteomalacia, em que o osso vai ficando progressivamente mais fraco, o que prontamente determina a ativação dos osteoblastos.

Os osteoblastos depositam grande quantidade de matriz óssea orgânica, o osteóide, que não se calcifica porque as concentrações de cálcio e fosfato não são suficientes para que isso ocorra. Por conseguinte, o osteóide recém-formado e não calcificado toma gradativamente o lugar do outro osso, que está sendo reabsorvido.

Tetania no raquitismo

Nas etapas iniciais do raquitismo, a tetania quase nunca ocorre, porque as glândulas paratireoideas continuamente estimulam a absorção osteoclástica dos ossos, desse modo mantendo um nível praticamente normal de cálcio nos líquidos corporais. Entretanto, quando se esgota nos ossos o cálcio, o nível deste pode cair rapidamente. Quando também o nível sanguíneo de cálcio se reduz a menos de 7 mg/dl surgem os sinais habituais de tetania e a criança pode morrer por espasmo tetânico da laringe caso não se proceda à administração venosa de cálcio, que imediatamente faz desaparecer a tetania. O tratamento do raquitismo é feito com um suprimento adequado de cálcio e fosfato na dieta e, também, pela administração de vitamina D.

Ocorre acentuada hiperplasia das glândulas paratireóides nos raquitismo, em decorrência da diminuição do nível sanguíneo de cálcio.

Fonte: www.bioturmas.hpg.ig.com.br

Tireóide

Tireóide

A glândula tireóide está situada na frente dos anéis da traquéia, entre o pomo-de-adão (proeminência da laringe no meio da região anterior do pescoço) e a base do pescoço, onde se localiza a fúrcula esternal.

Com a forma de um H ou de um escudo (thyreos, em grego, quer dizer escudo), consiste num istmo central com um lobo do lado esquerdo e outro do lado direito. (Imagem 1). Fixa à laringe por tecido conjuntivo, a glândula se movimenta com a deglutição.

A tireóide guarda uma relação complexa com outras estruturas anatômicas - veias artérias, músculos e nervos – e produz os hormônios tireoideanos, responsáveis por diversos controles do organismo, como batidas cardíacas, movimentos intestinais, poder de concentração do cérebro, tônus da musculatura, respiração celular.

No passado, a única forma de examinar a tireóide era por meio da palpação. Em geral, o médico se posicionava atrás do paciente e, com as mãos, procurava verificar se existiam alterações na glândula.

Se o advento da ultra-sonografia representou um avanço inegável no método de examinar a tireóide, pois permite o diagnóstico precoce de problemas graves, trouxe também consigo uma série de questionamentos.

Pessoas que fazem ultra-som da tireóide descobrem a existência de dois, três, s vezes, quatro nódulos absolutamente assintomáticos, e perguntam o que devem fazer diante desse achado.

Muitas são encaminhadas para a cirurgia sem necessidade, porque temem conviver com o problema.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

Tireóide

Anatomia da tiróide

A tiróide, de tom vermelho acastanhado e altamente vascularizada, está situada na parte inferior do pescoço, entre a quinta vértebra cervical e primeira torácica.

Encerrada num compartimento fascial formado por uma bainha pré - traqueal que fixa a glândula à traqueia e laringe através do ligamento crico - tiroideu.

Constituída por dois lobos, um direito e um esquerdo unidos no plano mediano por uma banda de tecido glandular - o istmo.

O seu peso ronda os 25 gramas.

Contudo e porque esta glândula pode apresentar diferentes configurações em função do sexo, idade e estado de nutrição do indivíduo este valor nem sempre é aplicável. Para tal basta recordar que a tiróide aumenta de dimensões nas mulheres durante a amamentação e a gravidez.

Os lobos são aproximadamente cónicos, os seus ápices divergem lateralmente até ao nível das linhas oblíquas nas lâminas da cartilagens tiróideas, estando as suas bases ao nível da quarta ou quinta cartilagem traqueal.

Cada lobo mede aproximadamente 5 cm de comprimento e cerca de 2 a 3 cm na sua maior extensão transversa ântero - posterior. A sua face póstero - medial está presa ao lado da cartilagem cricrodea por um ligamento tireo-hióideo lateral.

A face lateral ( superficial ) é convexa e coberta pelo músculo esterno-tiroideo, cuja inserção na linha oblíqua da cartilagem tireóide impede a extremidade superior da glândula de se estender sobre o músculo tireo-hióideo.

Mais anteriormente estão o músculo esterno-tiródeo e o ventre superior do omo-hiódeo sobreposto inferiormente pela margem anterior do músculo esternocleidomastoídeo.

A face medial está adaptada à laringe e traqueia fazendo contato, na sua extermidade superior com os músculo constritor inferior da faringe, com a parte posterior do músculo cricotiroídeo, que a separa da parte posterior da lâmina da cartilagem tiróide e do lado da cartilagem cricóidea.

No seu caminho para o ligamento cricotiróideo, o nervo laringeo externo é medial ao polo superior da glândula.

A face póstero-lateral está próxima da bainha carotidia, recobrindo a artéria carótida comum.

A fina margem exterior, próximo do ramo anterior da artéria tiróideia superior, inclina-se para baixo medialmente. A margem posterior arredondada está relacionada, abaixo, com a artéria tiróideia inferior e a sua anastomose com o ramo posterior da artéria tiróide superior.

O istmo que une as partes inferiores dos lóbulos, mede aproximadamente 1,25 cm transversal e verticalmente e geralmente está anterior a segunda e terceira cartilagem traqueal embora esta configuração possa variar.

A fáscia pré-traqueal separa o istmo dos músculos esterno-tiróideos, mais superficialmente estão os músculos esterno-hiódeos, as veias jugulares anteriores, fáscia e pele. As artérias tiroídeas superiores anastomosam-se ao longo da sua margem superior, na margem inferior as veias tiroídeas deixam a glândula.

Ocasionalmente o istmo está ausente.

Um lobo piramidal cónico sobe para o osso hióide a partir do istmo ou da parte adjacente de um dos lobos ( mais frequentemente o esquerdo ).

É ocasionalmente separado ou dividido em duas ou mais partes.

Uma faixa fibrosa ou fibromuscular, o músculo levantador da glândula tiróide, algumas vezes desce do corpo do osso hióide para o istmo ou para o lobo piramidal. Pequenas massas separadas de tecido tireóideo podem ocorrer acima dos lobos ou do istmo como glândulas tiróideas acessórias.

Vestígios do ducto tireoglosso podem persistir entre o istmo e o buraco cego da língua, algumas vezes como nódulos acessórios ou cistos de tecido tireóideo próximos da linha mediana ou até mesmo na língua.

Tireóide

Vasos e nervos

As artérias que irrigam a glândula são as tireóideas superior e inferior e, algumas vezes, uma artéria tireóidea ínfima proveniente do tronco braquiocefálico ou do arco da aorta.

As artérias são notavelmente grandes, com frequentes anastomoses sobre a glândula e dentro dela.

As veias formam um plexo na sua superfície e na frente da traqueia; deste plexo originam-se as veias tireóideas superior, média e inferior; as duas primeiras terminam na veia jugular interna; a inferior no tronco braquiocefálico esquerdo.

Um denso plexo capilar sanguíneo circunda os folículos, entre o seu epitélio e o endotélio dos capilares linfáticos, que também circunda a maior parte da circunferência dos folículos.

Vasos linfáticos correm no tecido conetivo interlobar, frequentemente em torno das artérias; comunicam-se com uma rede capsular, podem conter material colóide e terminam nos ductos torácico e canal linfático direito.

Os nervos responsáveis pela enervação da tiróide são derivados dos gânglios simpáticos cervicais superior, médio e inferior.

Fonte: portfolio.med.up.pt

Tireóide

Glândula que secreta hormônios que regulam a maioria do metabolismo orgânico.

Os principais hormônios produzidos são:

Tiroxina (T4)
Triiodotironina (T3)
Calcitonina

Tireóide

O folículo (ácino) é a unidade funcional da tireóide
Ou seja, ocorre a síntese dos hormônios tireoidianos
Neste encontra-se a tireoglobulina, uma glicoproteína de 115 resíduos de tirosina

No folículo ocorre a síntese, armazenamento e secreção dos hormônios tireoidianos, através de:

Captação do iodeto plasmático
Oxidação do iodeto
Iodação dos resíduos de tirosina

Secreção do hormônio

Célula parafolicular -calcitonina

Síntese e secreção dos hormônios tireoidianos

A tirosina iodatada na posição 3, forma a monoiodotirosina (MIT) e quando iodatada na posição 5, forma a diiodotirosina (DIT).

Acoplamento de moléculas:

MIT + DIT = T3
DIT + DIT = T4

Regulação da função tireoidiana

O hormônio hipotalâmico, o TRH (hormônio liberador da tirotrofina),
Liberará o hormônio tireoestimulante (TSH + tirotrofina) pela adenohipófise;
O TSH atua sobre receptores das membranas das células foliculares e determinará a síntese dos hormônios tireoidianos.

Funções do TSH

Estimula a transcrição do gene do transportador de Na+/I-, promovendo a captação do iodeto;
Controle da síntese e secreção da tireoglobulina;
Produção de H2O2 e iodação da tirosina;
Endocitose e proteólise da tireoglobulina;
Secreção de T3 e T4;
Fluxo sanguíneo na glândula.

Ações fisiológicas dos hormônios tireoidianos

Metabolismo
Crescimento e desenvolvimento

Efeitos sobre o metabolismo

T3 e T4 produzem aumento no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas;
A maioria desses efeitos são modulados através de outros hormonios como a insulina, glucagon, glicocorticóides e catecolaminas;
O T3 é de três a cinco vezes mais potente que o T4.
Aumento do consumo de oxigênio e produção de calor, ou seja, aumento do metabolismo basal;
Quando administrados, promove aumento da freqüência e débito cardíacos com conseqüente arritmias e fibrilação atrial.

Efeitos sobre o crescimento e o desenvolvimento

Ocorre por uma ação direta sobre as células, ou indireta, influenciando a produção do hormônio de crescimento

Mecanismos

O T4 (pró-hormônio) penetra na célula, é convertido em T3;
Este liga-se a receptores associados ao DNA;
Gerando RNAm e a síntese protéica.

Transporte e metabolismo

O T4 e o T3 ligam-se a globulina ligante de tiroxina (TBG);
No fígado sofre degradãção por desiodação, desaminação e conjugação com ácidos glicurônico e sulfúrico;
São excretados na bile e na urina.

Disfunção tireoidiana

HIPERTIREOIDISMO (TIREOTOXICOSE)
HIPOTIREOIDISMO

Disfunção tireoidiana HIPERTIREOIDISMO

Ocorre excesso de hormônios tireoidianos, aumentando a taxa metabólica

Sintomas

Aumento da temperatura da pele,
Sudorese;
Nervosismo,
Tremor,
Taquicardia,
Fadiga,
Aumento do apetite,
Perda de peso

Disfunção tireoidiana

HIPERTIREOIDISMO

Tipos

Bócio tóxico ou exoftálmico, é doença auto-imune onde ocorre a produção de imunoglobulinas estimulantes contra o receptor de TSH
Doença de graves
Bócio nodular tóxico, causado por neoplasia benigna ou adenoma
Bócio nodular tóxico,

Disfunção tireoidiana HIPOTIREOIDISMO

Ocorre a redução da atividade da tireóide, também é de origem imunológica, em caso graves pode ocorrer mixedema

Sintomas

Taxa metabólica lenta
Fala com dificuldade
Voz rouca e profunda
Letargia
Bradicardia
Sensibilidade ao frio
Comprometimento mental

HIPOTIREOIDISMO

Tireoidite de Hashimoto,
Doença autoimune contra a tireoglobulina, pode levar a hipotireoidismo e mixedema.

Características clínicas

Coma mixedematoso. Aspecto característico.
Aspirado por agulha fina de tireóide na tireoidite de Hashimoto. Linfócitos são observados com escassas células foliculares e colóide

Cretinismo

Deficiência congênita da tireoide durante o desenvolvimento, ou por ausência da glândula ou desenvolvimento incompleto.
Ocorre retardo no crescimento e deficiência mental

Tratamento - HIPERTIREOIDISMO

Intervenção cirúrgica ou farmacológica
Iodo radioativo (131I)?
Tioureilenos
Iodo/Iodeto
Propanolol
Guanetidina
Glicocorticóides

Hipertireoidismo-Iodo ativado

Administrado por via oral, é captado e processado pela tireóide e é incorporado a tireoglobulina
As partículas b e g exercem ação citotóxica sobre as células dos folículos tireoidianos
É administrado em dose única e possui meia vida de oito dias, mas a ação é de dois meses.

Hipertireoidismo-Tioureilenos

Carbimazol, metimazol, propiltiouracil
O grupo tiocarbamida (S-C-N) exerce ação antitireoidiana
Normaliza a função da glândula de 3-4 semanas
Provavelmente age inibindo a iodação dos resíduos de tirosil da tireoglobulina
São administrados por via oral e possuem meias vida de cerca de 6-15 horas
Atravessam a barreira placentária, aparecem no leite materno
São eliminados na urina

Hipertireoidismo-Tioureilenos

Efeitos indesejáveis:

Granulocitopenia, erupções cutâneas, cefaléia, náusea, icterícia e dor nas articulações

Hipertireoidismo - Iodo/iodeto

O iodo é convertido em iodeto (I-) inibindo temporariamente a liberação de hormônios tireoidianos;
Em 10-14 dias ocorre redução da vascularidade da glândula;
Provavelmente inibem a iodação da tireoglobulina ao inibir a formação de H2O2.
Podem ocorrer reações alérgicas, angiodema, erupções cutâneas, febre medicamentosa, lacrimejamento, conjuntivite, dor nas glândulas salivares e síndrome semelhante ao resfriado

Hipertireoidismo – outros agentes

Propanolol, age inibindo os sintomas como taquicardiaca, arritmias, tremor e agitação;
Guanetidina, bloqueador noradrenérgico, age relaxando o músculo liso responsável pela retração palpebral, aliviando a exoftalmia;
Reposição com tiroxina;
Liotironina (T3), para o mixematoso;
Solução lugol (iodo/iodeto de potássio).

Luciana Bizeto

Fonte: www.faccamp.br

Tireóide

Esta glândula recebeu o nome tireóide (thyereos-escudo oblongo; eidos-forma) por apresentar conformação semelhante à de um certo tipo de escudo.

Consiste de dois lobos de tecido glandular, vermelho escuro, unidos por uma faixa larga de tecido semelhante, chamada istmo.

O istmo repousa sobre o segundo e o terceiro anéis cartilaginoso da traquéia, e os lobos, em sua maior parte, ajustam-se sobre a frente e em torno das porções laterais da traquéia, imediatamente abaixo da laringe, mas as suas porções superiores estendem-se lateralmente para cima, por curta distância.

Está localizada na parte anterior do pescoço (perto da laringe).

FUNÇÃO GERAL

Sabe-se já há muito tempo a tireóide secreta o hormônio tiroxina.

Mas recentemente levou a descoberta de um segundo hormônio, ainda mais potente, produzido pela tireóide: a triiodotitronina.

Embora o modo exato de ação desses hormônios não seja conhecido, está bem provado que, em termos gerais, eles controlam a taxa de metabolismo das células do organismo.

A tireóide desempenha funções importantes na diferenciação, crescimento, maturação, equilíbrio hídrico e eletrolítrico, armazenamento protéico, metabolismo glicídico e lipídico.

É uma glândula diabetogênica, pois sua secreção acelera as reações químicas hepáticas que estimulam o diabete.

Tireóide
Tireoide

DESORDENS FUNCIONAIS

As desordens funcionais da tireóide podem afastar-se do normal segundo qualquer uma de duas direções: a tireóides de alguns indivíduos secreta muito pouco hormônio (hipofunção) enquanto outro secreta em demasia (hiperfunção).

As duas doenças que assim se produzem são chamadas hipotireoidismo e hipertireoidismo, respectivamente.

Tireóide
Localização da Tireóide

HIPOTIREOIDISMO

Se o hipotireoidismo se instala cedo na vida do indivíduo, o desenvolvimento corporal é prejudicado. Se a doença é grave, resulta num tipo de nanismo com retardamento geral conhecido como cretinismo.

Quando o hipotireoidismo se instala depois de o individuo ter atingido um desenvolvimento completo, determina uma diminuição geral de todas as funções do organismo.

No caso grave ele resulta num acúmulo anormal de mucopolissacarídeos e alguns tecidos conjuntivos.

Uma vez que o estado edematoso dos tecidos conjuntivos não se deve, neste caso, à presença de líquidos tecidual extra, e sim à de mucopolissacarídeos adicionais, o edema que ocorre é denominado mixedema.

O hopotiroidismo manifesta-se de acordo com a idade em:

1) cretinismo (congênito) e
2)
mixedema (doença de Gull).

No cretinismo há um retardamento do desenvolvimento físico e mental.

São mencionada as seguintes alterações:

Retardamento na perda dos dentes decíduos;
Retardamento na erupção dos dentes permanentes;
Mandíbula retraída (maxilares pequenos);
Má posição e alinhamento defeituoso (maloclusão);
A língua parece grande para a cavidade bucal;
Desproporção entre o crânio (grande) e a face (pequena)

O mixedema é observado quando ocorre uma atrofia de tiróide no adulto ou ainda entre os seis e 12 anos (mixedema juvenil), o qual pode estar relacionado com o iodo.

No mixedema juvenil ocorre retardamento da erupção dos dentes e malformação dos maxilares. A dentina aparece com defeitos as raízes incompletamentes formadas.

No mixedema do adulto observa-se edema não depressivo dos lábios, nariz, pálpebra e língua (macroglossia).

HIPERTIREOIDISMO

O hormônio tireoidiano, presente em excesso no sangue, eleva a taxa metabólica até um ponto em que o indivíduo não tolera o calor e suporta o frio facilmente.

Acelera também os batimentos cardíacos e torna o temperamento excitável.

As pessoas portadoras de hipertiroidismo tendem a emagrecer; seu catabolismo é tão estimulado que elas consomem os próprios tecidos, literalmente.

É uma condição que produz taquicardia, hipertensão, aumento do coração, exoftalmia, irritabilidade e tremores das extremidades.

No hipertiroidismo podem ocorrer:

Perda precoce dos dentes decíduos;
Erupções precoce dos dentes permanentes;
Alteração do osso alveolar (osteoporose).

Fonte: www.odontodicas.com

Tireóide

A tireóide ou tiróide é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos muito importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere também no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Comparada a outros órgãos do corpo humano é relativamente pequena ela, porém é responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo

Quando a tireóide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

Se a produção de “combustível” é insuficiente provoca Hipotireoidismo.

Tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido.

Ocorre também a diminuição da memória, um cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, pele seca, ganho de peso, aumento nos níveis do colesterol no sangue e até depressão. Na verdade o organismo nesta situação tenta "parar o indivíduo", já que não há “combustível” para ser gasto.

Se há produção de “combustível” em excesso acontece o contrário, o hipertiroidismo.

Aí tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

Tanto no hipo como no hipertireoidismo, é comum haver um aumento no volume da tireóide, que chama-se bócio, e que pode ser detectado através do exame físico. Problemas na tiróide podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e em mulheres.

Diagnosticar as doenças da tireóide não é complicado e o tratamento pode salvar a vida da pessoa.

Nódulos de Tireóide

Um dos problemas mais frequentes da tireóide são os nódulos, que não apresentam sintomas.

Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireóide em algum momento da vida. O que não significa que sejam malígnos. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos.

O reconhecimento deste nódulo precocemente pode salvar a vida da pessoa e a palpação da tireóide é fundamental para isso.

Este exame é simples, fácil de ser feito e pode mudar a história de uma pessoa. Uma vez identificado o nódulo, o endocrinologista solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não do câncer.

Fonte: www.endocrino.org.br

Tireóide

A tiróide ou tiróideia, é uma glândula localizada na face anterior do pescoço, por baixo da maçã de Adão. Tem a forma aproximada de uma borboleta, com uma asa (lobo) de cada lado da traqueia, unidas em baixo por um pequeno segmento (istmo).

A tiróide produz e armazena as hormonas tiroideias, que têm um papel importante na regulação da atividade do coração, da pressão arterial, da temperatura do corpo, e da velocidade a que os alimentos são convertidos em energia. Estas hormonas são também importantes para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Para a produção destas hormonas a tiroideia utiliza o iodo, que se encontra em alguns alimentos e que, atualmente, é adicionado ao sal de cozinha.

O câncer da tiroideia, apesar do estigma que a designação de câncer acarreta, responde bem aos tratamentos existentes e a maioria dos doentes são atualmente curáveis.

Quais são os tipos de câncer da Tiroideia?

Existem 4 tipos principais de carcinoma (câncer) da tiroideia:

Carcinoma papilar: Os tumores papilares correspondem a cerca de 60% dos câncers da tiroide e desenvolvem-se a partir das células produtoras de hormonas tiroideias que contêm iodo. O seu crescimento é muito lento e são geralmente curáveis, mesmo quando já metastizaram (espalharam) para os gânglios linfáticos vizinhos.
Carcinoma folicular:
Os tumores foliculares correspondem a cerca de 17% dos câncers da tiroide e também se desenvolvem a partir das células produtoras de hormonas tiroideias que contêm iodo. A maioria é curável. Porém, a doença pode ser difícil de controlar quando o tumor já invadiu os vasos sanguíneos ou metastizou para os gânglios linfáticos.
Carcinoma medular:
Os tumores medulares têm origem nas células da tiroideia produtoras de hormonas que não contêm iodo. Embora cresçam lentamente, podem ser de controle mais difícil que os tumores papilares e foliculares. Correspondem a cerca de 5% dos tumores malignos da tiróide e, destes, 10% são hereditários.
Carcinoma anaplástico:
São os tumores de crescimento mais rápido. As suas células são francamente anormais, metastizando rapidamente para outros orgãos. Correspondem a cerca de 18% dos tumores da tiróide e ocorrem mais frequntemente em pessoas acima dos 60 anos.

Quais são as causas do câncer da tiróide?

Não se conhecem as razões para o aparecimento do câncer da tiroideia. Sabemos, no entanto, que existem alguns fatores de risco.

De fato, o câncer da tiróide é mais frequente nas mulheres (3 vezes mais que nos homens), na raça branca e em pessoas que na infância foram expostos a radiação da cabeça e pescoço; esta radiação era antigamente usada para tratamento do acne e doenças do timo - orgão localizado no mediastino (região situada no meio da cavidade torácica) que intervêm no sistema imunitário -, adenóides e gânglios linfáticos do pescoço.

Existe alguma possibilidade de detectar o câncer da tiróide numa fase inicial?

Recomenda-se um exame médico anual ou bianual, com especial atenção ao pescoço, s pessoas submetidas a radioterapia na infância ou com familiares com carcinoma medular. Se se detectar algum "alto" ou "caroço" (nódulo) na tiroideia ou nos gânglios do pescoço, dever-se-ão realizar outros exames para determinar a sua natureza.

Quais são os sintomas de câncer da tiróide?

O sintoma mais comum é um nódulo que se palpa no pescoço. São raros outros sintomas. Porém, alguns doentes podem referir dôr, sensação de pressão no pescoço, dificuldade em respirar ou rouquidão.

Como é feito o diagnóstico?

Qualquer um destes sintomas pode ter várias causas para além do câncer da tiroideia, pelo que o diagnóstico deverá ser feito pelo seu médico que, para além de uma história clínica e observação cuidadas, poderá pedir alguns dos seguintes exames:

ANÁLISES DE SANGUE: permitem ver o estado de funcionamento da tiroideia. Alguns nódulos podem ser hiperfuncionantes, isto é., produzem hormonas tiroideias continuamente, escapando aos mecanismos habituais de regulação de produção destas hormonas.
ECOGRAFIA OU ULTRASSONOGRAFIA:
é uma técnica que serve para produzir uma imagem da tiroide, que não causa dôr ou qualquer outro problema. Permite ver se um nódulo é sólido ou preenchido por líquido – quisto. Os quistos são geralmente benignos, enquanto os tumores sólidos necessitam de outros exames para saber se são ou não malignos.
CINTIGRAFIA:
este exame consiste na administração através de uma veia de uma quantidade mínima e inofensiva de uma substância radioativa -iodo (I131) ou tecnécio (Tc99) – que é captada apenas pela tiroideia. A radiação é captada por um detector especial que é passado sobre o pescoço, sendo assim detectadas as partes da tiróide que estão a funcionar e as que não estão. Geralmente, os câncers da troideia não são funcionantes – nódulos frios. Porém, existem outros nódulos frios que não são malignos, sendo necessários outros exames para os distinguir.
TAC:
é um exame radiológico especial que permite uma avaliação mais pormenorizada da tiróide e das estruturas adjacentes.
CITOLOGIA ASPIRATIVA:
a única forma segura de determinar se existe ou não um tumor maligno consiste em examinar ao microscópio as células da tiroideia. Após desinfecção da pele e anestesia local, introduz-se uma agulha no nódulo a examinar; é então aspirado líquido, se se tratar de um quisto, ou uma pequena quantidade de tecido, que é posteriormente analisado ao microscópio. Pode-se desta forma distinguir muitas vezes um tumor benigno de um tumor maligno.
BIÓPSIA:
Por vezes, nem mesmo com a citologia aspirativa é possível determinar a natureza de um nódulo da tiroideia, sendo preciso proceder a uma biópsia através de cirurgia. Se esta demonstrar a existência de um câncer, poder-se-á proceder à operação definitiva de imediato, aproveitando a mesma anestesia.

Qual o tratamento do câncer da tiroideia?

CIRURGIA: A excisão de toda ou parte da tiroideia, juntamente com os gânglios linfáticos afetados, é a forma mais comum de tratamento dos tumores malignos da tiroideia que ainda não tenham metastizado para orgãos distantes.
RADIOTERAPIA: Os doentes com tumores papilares ou foliculares localizados podem fazer tratamento com iodo radioativo (I131), mas em doses maiores do que as utilizadas para a cintigrafia. O iodo radioativo é ingerido pelo doente e é captado por quaisquer células tiroideias malignas que existam no organismo, células estas que assim são destruídas. Estes tratamentos exigem um internamento de alguns dias, enquanto a radiação é mais ativa, e podem ser repetidos mais tarde se necessário.
HORMONOTERAPIA: Aos doentes operados ou submetidos a tratamento com iodo radioativo (I131) são dadas hormonas tiroideias com
dois objetvos: substituir as hormonas que já não são produzidas pela tiroideia e dificultar o desenvolvimento de quaisquer células malignas restantes. Podem ser necessarios exames para determinar se a quantidade de hormonas administradas é adequada.
OUTRAS TERAPÊUTICAS:
Quando o tumor já se espalhou, geralmente já não se efetua cirurgia. Os doentes são então submetidos a quimioterapia, radioterapia e/ou hormonoterapia.

Como é feito o controle após o tratamento?

Após o tratamento do câncer da tiroide, seja com cirurgia, seja com radioterapia, é necessário um seguimento continuado, cuidadoso e disciplinado. Serão regularmente pedidos diversos exames que incluem análises de sangue, RX e cintigrafia. Se se detetar algum sinal de reaparecimento do tumor – recidiva – poderá ser feita terapêutica com I131, radioterapia externa e/ou quimioterapia.

CIRURGIA DA TIROIDEIA

Preparação pré-operatória

São feitos os exames habituais antes de qualquer cirurgia que exija anestesia geral: RX Tórax, eletrocardiograma e algumas análises de sangue.
Não deverá comer ou beber nada 6 horas antes da cirurgia.
Antes de ir para a sala de operações podem ser-lhe administrados medicamentos que lhe causam tonturas ou sonolência.

Operação

É feita sob anestesia geral – o doente está a dormir.
A incisão, estende-se de um lado a outro da parte inferior do pescoço, sendo feita de forma a ser o mais cosmética possível.
Poderá ser excisada a totalidade ou apenas parte da tiroideia.
Só muito excepcionalmente são necessárias transfusões de sangue.
A operação demora cerca de 2 horas.

Cuidados pós-operatórios

Após a cirurgia será levado(a) para uma sala de recobro, onde será mantido(a) sob observação. Quando a sua tensão arterial, pulso e respiração estiverem estáveis será levado(a) de volta para o seu quarto.
As dores serão controladas com medicamentos que podem ser dados pela enfermeira ou por si mesmo quando sinta que tem necesidade. Isto é feito por um balão chamado PCA (patient controlled analgesia) que está conetado aos tubos dos soros.
Inicialmente poderá sentir dôr ou uma impressão na garganta, assim como poderá ter dificuldade em falar.
Algumas horas após a cirurgia pode levantar-se e começar a alimentar-se.
Assim como com qualquer tipo de operação, as complicações são sempre possíveis. Neste tipo de cirurgia podem incluir rouquidão e baixa dos níveis de cálcio, complicações estas que são geralmente transitórias e trataveis. Pode também raramente ocorrer infecção da ferida operatória ou hemorragia.
Deverá ter alta para sua casa em 4 ou 5 dias.
Ser-lhe-ão prescritos medicamentos e marcada a próxima consulta para observação e remoção dos pontos.

Em casa

Pode e deve andar à vontade, subindo escadas inclusive.
Tome a medicação que for prescrita.
Alimente-se normalmente, sem exageros.
Deve tomar duche como habitualmente. Se tiver pensos, substitua-os depois do duche por pensos secos.
Não conduza automóvel até o seu cirurgião lhe dizer.
Pode voltar à sua vida normal assim que sentir suficientemente bem para isso, incluindo a atividade sexual e o trabalho.

Deve contatar o seu médico se

Sentir algum sintoma estranho ou tiver dores demasiado intensas.
Tiver febre acima de 37,5ºC;
A incisão ficar encarnada ou inchada, ou se sair dela algum líquido;
Tiver alguma pergunta que considere importante.

Fonte: www.viamedico.com.br

Tireóide

Tireóide é uma pequena glândula com formato de borboleta localizada na região anterior do pescoço, logo abaixo do pomo de Adão.

Essa glândula possui um muito importante papel no controle do metabolismo do corpo, isto é, nas funções do corpo.

Ela consegue isso pela produção dos hormônios tireoideos (T4 e T3), produtos químicos que viajam pelo sangue a todas as partes do corpo.

Os hormônios tireoideos dizem ao corpo quão rápido trabalhar e usar energia.

A glândula tireóide

Situa-se no pescoço e produz a tiroxina, um hormônio que estimula o metabolismo geral do organismo.

A tiroxina contém iodo. Sais minerais de iodo são encontrados naturalmente em certos alimentos, como couve, agrião, etc.

Quando a alimentação é deficiente em sais de iodo, a tireóide cresce exageradamente, produzindo o bócio ou papo. No Brasil e em vários países as indústrias são obrigadas por lei a acrescentar ao sal de cozinha uma quantidade adequada de sais de iodo.

Na criança, a produção escassa de tiroxina retarda o crescimento e pode causar deficiência mental.. No adulto, pode ocorrer, por exemplo, engrossamento da pele, intolerância ao frio e apatia.

Quando a tireóide produz tiroxina em excesso, a pessoa pode ficar com os olhos muito salientes, como se fossem saltar das órbitas; pode ainda perder peso e apresentar intolerância ao calor. Formada por 2 lóbulos e localizada no pescoço a cada lado da traquéia; tem um risco sangüíneo extraordinariamente rico.

Os hormônios que segrega são:

a) toroxina: contém grande quantidade de iodo. Acelera os processos oxidativos liberadores de energia em todos os tecidos corporais, aumenta a atividade de diversas enzimas que intervêm no metabolismo dos carboidratos e na fosforização oxidativa. Por seus efeitos metabólicos, a tiroxina influi extraordinariamente no crescimento corporal , e no desenvolvimento do sistema nervoso de relação. Sua inchação produz "Bócio"; se extirpado num adulto, origina debilidade muscular, inchação da pele, etc, e no caso de uma criança lhe sobrevem, além do mais, deformação física e deficiência mental, degenerando o raquitismo, nanismo ou cretinismo.
b) calcitonina: atua com o hormônio paratireóide para regular a concentração de cálcio no sangue. Seus efeitos se unem aos do hormônio paratireóide. Inibe a reabsorção óssea, e diminui a concentração de cálcio no sangue e líquidos corporais.

A glândula pituitária funciona como um termostato dizendo à tireóide quando começar e parar. A pituitária manda, também pelo sangue, o hormônio estimulador da tireóide (TSH) para dizer à tireóide o que fazer.

Só nos EUA existem ao redor de 20 milhões de pessoas com alguma forma de doença da tireóide.

A glândula tireóide pode produzir hormônio demais (hipertireoidismo), fazendo o corpo usar energia mais rápido do que deve, ou produzir tão pouco hormônio (hipotireoidismo), fazendo o corpo usar energia mais lentamente do que ele deve.

A glândula pode também sofrer inflamações (tireoidites) ou aumentar de tamanho (bócio) ou desenvolver um "inchaço" (nódulo).

A Fisiologia da Glândula Tireóide

Introdução

A maior parte dos tecidos têm receptores para os hormônios tireoidianos e, desta forma, a tireóide é uma glândula capaz de interferir no metabolismo das células de quase todos os órgãos.

Mecanismo de formação hormonal

O folículo tireoidiano é constituído pelas células principais ou foliculares e pela célula C ou parafoliculares.

A tireoglobulina é uma glicoproteína produzida para armazenar T3 e T4 dentro do folículo e a célula C secreta calcitonina,que não é hormônio tireoidiano, embora seja produzida pela tireóide.

A ingestão diária de iodo varia entre 70 e 200 microgramas. O iodo é absorvido sob a forma salina, mas deve estar sob a forma iônica para formar iodo. Ele é absorvido no duodeno e vai ao sangue. As células foliculares captam iodeto e então, dentro da célula, ele sofre a ação da enzima peroxidase e transforma-se em iodo (Íon). A partir de então se associa a tirosina (que tem forma de anel benzênico) e forma a 3–monoiodotirosina (MIT). Quando mais uma molécula de iodo se liga, agora no carbono 5, temos a 3,5-diiodotirosina (DIT).

MIT e DIT interagem e formam os hormônios tireoidianos da seguinte forma:

MIT + DIT ? T3 (triiodotirosina)
DIT + DIT ? T4

T3 e T4 são armazenados no folículo sob a forma de tireoglobulina. Na membrana apical da célula há microvilosidades que captam tireoglobulina por endocitose e a colocam para dentro das célula folicular. A partir de então, funde-se o endossoma com o lisossoma e este libera T3 e T4.

No sangue, T3 e T4 são transportados por TBG (globulina que se liga à tiroxina) e por TBPA (pré-albumina que se liga à tiroxina). O transportador se liga prefencialmente à T4 e o T3 circula, principalmente, livre. A facilidade maior de ligação com receptor ocorre com T3 pois ele está livre no plasma. T4 deve antes, se desligar do transportador e depois ligar-se ao receptor (tal processo é mais difícil).

A conversão periférica de T4 em T3 ocorre principalmente nos rins por ação da enzima 5’ monodesiodase, mas também pode ocorrer no fígado, através 3’ monodesiodase, formando T3 reverso cuja função biológica é desconhecida.

Regulação da secreção do hormônio

A regulação da secreção hormonal se faz por feedback negativo de alça longa por T3 e T4 sobre a adenohipófise e o hipotálamo. Quando a concentração destes hormônios estão elevados inibe-se a produção de TRH pelo hipotálamo e de TSH pela adenohipófise, levando a célula folicular da tireóide a reduzir tanto a captação de iodo como a liberação de vesículas de tireoglobulina. Com isso ocorre uma diminuição da produção de secreção de T3 e de T4.

Se o indivíduo não ingere alimentos ricos em iodo o TSH aumenta a captação de iodo mas não há formação de T3 e T4 suficiente, não havendo feed-back negativo, provocando permanente estímulo da glândula. Isto leva ao bócio endêmico, que é hipertrofia da glândula tireóide.

Outro mecanismo que estimula a secreção do hormônio, agora através do estímulo da secreção de TRH pelo hipotálamo, é a noradrenalina e colesterolemia.

Ações dos hormônios da tireóide

As principais funções desses hormônios são:

Aumento do consumo de oxigênio e, portanto, da taxa metabólica
Aumento da excreção de colesterol, causando a diminuição da colesterolemia
Aumento da absorção de glicose com potencialização da ação da insulina
Aumento da força de contração do coração e da freqüência cardíaca, gerando aumento do volume sistólico, e aumento do peristaltismo
Manutenção do steady-state protéico, pois o aumento de T3 leva ao predomínio do catabolismo nos músculos e nos ossos
Estímulo da lipólise e da secreção de GH.

A Tireoidite

Tireoidite é uma inflamação da glândula tireóide e a mais comum causa de hipotireoidismo. Quando pacientes com tireoidite tem alguns sintomas eles são usualmente os sintomas do hipotireoidismo. Também é comum apresentarem uma tireóide aumentada de tamanho que pode retrair com o tempo.

O tipo de tireoidite visto mais freqüentemente é a tireoidite de Hashimoto, uma doença indolor do sistema imunitário e que ocorre em famílias. A tireoidite de Hashimoto afeta ao redor de 5% da população adulta, aumentando sua incidência nas mulheres conforme aumenta a idade.

Outra forma de tireoidite afeta mulheres que tiveram filhos recente. A tireoidite pós-parto ocorre em 5-9% das mulheres logo após darem à luz e isso é uma condição temporária. Infecções virais e bacterianas também causam tireoidites.

O Bócio da Tireóide

Um bócio é um aumento anormal de tamanho na região anterior do pescoço causado por uma tireóide crescida. Este problema ocorre em, pelo menos, 5% da população.

No mundo inteiro a causa mais comum de bócio é a falta de iodo, átomo químico que a tireóide usa para produzir seus hormônios. Cerca de cem milhões de pessoas não tem suficiente iodo na sua dieta mas esse problema tem sido resolvido pela adição de iodo ao sal de cozinha.

Mesmo com a quantidade adequada de iodo a glândula tireóide pode aumentar de tamanho, criando um bócio. Isso pode ocorrer em qualquer tipo de doença da tireóide, incluindo hipertireoidismo, hipotireoidismo, tireoidites e câncer de tireóide. Muitos bócios desenvolvem-se com níveis hormonais normais e até não requerem tratamento.

OS Nódulos da Tireóide

Os nódulos de tireóide são crescimentos dentro ou sobre a glândula tireóide. Eles ocorrem em 4-7% da população. Mais que 90% desses nódulos são benignos (não cancerosos) e usualmente não necessitam ser removidos. O câncer de tireóide é encontrado ao redor de somente 10.000 pessoas cada ano no mundo todo e causa ao redor de 1000 mortes por ano.

O câncer de tireóide é mais comum em pacientes que sofreram radiação para a cabeça ou pescoço.

Um nódulo de tireóide pode tornar a voz rouca ou pode fazer a respiração ou a deglutição tornarem-se dificultosas. Todavia, ele usualmente não produz sintomas e é descoberto acidentalmente por você ou por seu médico.

O Diagnóstico das Doenças da Tireóide

Tal como qualquer doença, é importante que você esteja atento para os sinais iniciais. Todavia, somente seu médico pode dizer com certeza se você tem ou não doença de tireóide. Ele pode medir a quantidade de hormônio em seu sangue, bem como determinar a estrutura e função de sua glândula tireóide. Se um nódulo é encontrado, seu médico testará se ele é ou não canceroso.

O Tratamento das Doenças da Tireóide

Se você tem doença de tireóide, seu médico pode discutir qual o tratamento certo para você.

Há uma série de tipos de tratamentos:

Iodo Radioativo é usado para diminuir uma glândula tireóide que tornou-se aumentada ou é produtora de hormônio em demasia. Ele pode ser usado em pacientes com hipertireoidismo, bócio ou em alguns casos de câncer.

Cirurgia: é normalmente usada para remover um câncer e pode também ser usada para remover um bócio grande.

Hormônio Tireoideo (em comprimidos): é o tratamento comum para o hipotireoidismo, para pacientes com bócio e para pacientes que sofreram cirurgia da tireóide. Os comprimidos fornecem ao corpo a quantidade certa de hormônio tireoideo.

O Hipertireoidismo

Hipertireoidismo faz o corpo ficar acelerado. Isso ocorre quando há hormônio tireoideo em demasia no sangue ("hiper" significa "muito"). Aproximadamente dez vezes mais freqüente na mulher, afeta ao redor de 2% de todas as mulheres.

A mais comum forma de hipertireoidismo, a doença de Graves, é causada por problemas com o sistema imunitário e tende a ocorrer na mesma família. Afeta pelo menos 2.5 milhões de americanas.

Sintomas:

Aumento da freqüência cardíaca
Nervosismo
Aumento da perspiração (sudorese)
Fraqueza muscular
Tremores das mãos
Perda de peso
Queda de cabelo
Mudanças na espessura da pele
Freqüência aumentada dos movimentos intestinais
Diminuição do fluxo menstrual
Menstruações menos freqüentes
Bócio (aumento de volume na região anterior do pescoço)
Olhos saltados (parecem saltando de suas cavidades)

Os sintomas do hipertireoidismo raramente ocorrem todos juntos. Todavia, se você tem mais que um desses sintomas e por algum tempo, você deve ser examinado pelo seu médico.

A Causa do Hipertireoidismo

Há diferentes causas de hipertireoidismo:

Toda a glândula tireóide pode ser hiperativa produzindo hormônio demais. Os médicos chamam esse problema de bócio tóxico difuso ou doença de Graves.
Uma ou mais bolotas (também chamado nódulos) na glândula podem ser hiperativos. Quando com uma única bolota é chamado de nódulo tóxico autônomo e quando com mais de uma bolota é chamado bócio multinodular tóxico.
A glândula pode estar inflamada, uma condição chamada tireoidite. Isto pode liberar hormônio tireoideo que estava guardado na glândula, causando hipertireoidismo que pode durar por algumas semanas ou meses.
Alguns pacientes podem tomar mais comprimidos de hormônio tireoideo que o devido ou prescrito pelo médico (automedicação).
Alguns remédios (amiodarona, solução de Lugol) contém grande quantidade de iodo, o elemento químico que a tireóide usa para produzir seus hormônios, e podem causar a produção exagerada de hormônio pela tireóide.

A Doença de Graves

É a mais comum forma de hipertireoidismo. É causada por problemas com o sistema imunitário. Normalmente o sistema imunitário defende o organismo contra bactérias e vírus. Nas doenças auto-imunes como a de Graves, o sistema imunitário ataca os tecidos do próprio corpo. Nessa doença o corpo produz anticorpos que fazem a glândula tireóide produzir hormônio tireoideo demais.

Doenças do sistema imunitário tendem a acontecer em famílias e são cinco vezes mais comuns em mulheres. A doença de Graves está também ligada a outras condições auto-imunes, tais como a tireoidite de Hashimoto, diabete melito, algumas artrites e a perda de pigmento da pele em áreas delimitadas (vitiligo).

A Exoftalmia

Hipertireoidismo de qualquer causa pode fazer a pálpebra superior retrair mas a doença de Graves freqüentemente faz com que um olho ou ambos projetem-se para fora de suas rbitas oculares. Esta condição, conhecida como exoftalmo, pode causar perda de controle do músculo do olho, visão dupla e, raramente, perda da visão. Muitos casos não requerem tratamento mas alguns pacientes necessitam tratamento com o oftalmologista que pode incluir o uso de corticóides, radioterapia ou cirurgia.

O Diagnóstico do Hipertireoidismo

Como qualquer doença, é importante que você esteja atento para os sinais iniciais do hipertireoidismo. Todavia, somente seu médico pode dizer com segurança se você tem ou não a doença.

Seu médico vai examinar:

Sua história clínica e aparência física
A quantidade de hormônio tireoideo, de hormônio estimulador da tireóide (TSH) e os anticorpos estimuladores da tireóide em seu sangue
A estrutura e função da sua tireóide , usando exames com imagens da tireóide que tiram uma "fotografia" da sua tireóide após lhe ter sido dado uma pequena quantidade de iodo radioativo.

O Tratamento do Hipertireoidismo

A meta básica do tratamento é retornar os níveis de hormônio tireoideo ao normal. Os pacientes que tem hipertireoidismo pela ingesta de muito hormônio da tireóide necessitam apenas ter sua dosagem terapêutica ajustada. Pacientes cujo hipertireoidismo é causado por tireoidites geralmente não requerem nenhum dos tratamentos descritos acima, uma vez que essa condição tende a ficar melhor por si.

O tratamento do hipertireoidismo da doença de Graves, nódulo autônomo tóxico ou bócio multinodular tóxico pode incluir um ou mais dos seguintes procedimentos:

Iodo radioativo para reduzir o tamanho de uma tireóide aumentada ou nódulo(s) tóxico(s) com produção exagerada de hormônio tireoideo. Esse tratamento é seguro e freqüentemente usado em adultos com hipertireoidismo.

Cirurgia

Drogas antitireoideas, como propiltiouracil e metimazole para pacientes com doença de Graves e, menos comumente, em outros pacientes hipertireoideos.

Drogas beta-bloqueadoras para tratar os sintomas do hipertireoidismo enquanto se aguarda o efeito dos tratamentos acima.

Seu médico discutirá os benefícios e riscos de cada tratamento.

Muitos pacientes tratados para hipertireoidismo tornam-se hipotireoideos. Eles necessitarão tomar comprimidos de hormônio tireoideo para o resto de suas vidas e eles necessitarão visitar seus médicos ao menos uma vez ao ano.

O Hipotireoidismo

O hipotireoidismo faz com que o corpo trabalhe devagar. Isso ocorre quando há quantidade insuficiente de hormônio tireoideo no sangue ("hipo" significa "pouco"). O hipotireoidismo afeta mais de 5 milhões de americanos, muitos dos quais nem sabem que tem a doença. As mulheres, mais que os homens, têm mais freqüentemente hipotireoidismo.

A Tireoidite de Hashimoto

Existem diferentes causas de hipotireoidismo:

A tireoidite de Hashimoto é a mais comum causa de tireoidite e a principal causa de hipotireoidismo. Ela afeta ao redor de 5% da população adulta, aumentando particularmente nas mulheres concomitante com a idade.
Cirurgia da tireóide ou tratamentos com iodo radioativo podem causar hipotireoidismo.
Um de cada 4.000 crianças nascem sem uma tireóide funcionante. Se o problema não é precocemente corrigido a criança irá tornar-se física e mentalmente retardada.
Ao redor de 100 milliòes de pessoas ao redor do mundo não tem suficiente iodo em suas dietas. Iodo é um elemento químico que a tireóide usa para produzir seus hormônios. Esse problema tem sido resolvido com a adição de iodo ao sal de cozinha.

A Causa do Hipotireoidismo

A tireoidite de Hashimoto é a mais comum causa de tireoidite e a principal causa de hipotireoidismo. Ela afeta ao redor de 5% da população adulta, aumentando particularmente nas mulheres concomitante com a idade.

A tireoidite de Hashimoto é causada por problemas no sistema imunitário do corpo. Normalmente o sistema imunitário defende nosso corpo contra germens e vírus estranhos. Nas doenças auto-imunes o sistema imunitário ataca os tecidos do próprio corpo por engano. A tireoidite de Hashimoto é causada pela produção de certos anticorpos contra a tireóide oriundos do sistema imunitário, os quais danificam a glândula e retiram-lhe a capacidade de produzir suficiente hormônio. A tireoidite de Hashimoto está ligada a outras condições auto-imunes, tais como a doença de Graves, acinzentamento prematuro dos cabelos, diabete melito e artrites.

O Diagnóstico do Hipotireoidismo

Como qualquer outra doença, é importante que você esteja atento para os sinais iniciais do hipotireoidismo. Todavia, somente seu médico pode dizer com segurança quando você tem ou não a doença.

Seu médico irá analisar:

Sua história e aparência física
A quantidade de hormônios da tireoide, de hormônio estimulador da tireoide (TSH) e a pesquisa de anticorpos antitireoidianos em seu sangue.

Os Sinais e Sintomas do Hipotireoidismo

Os possíveis efeitos do hipotireoidismo são:

Diminuição na freqüência dos batimentos cardíacos (menos que 70 batimentos por minuto)
Elevação da pressão sangüínea
Sentir-se cansado ou lento nos movimentos ou raciocínio
Sentir-se friorento
Sentir-se sonolento durante o dia, mesmo após dormir toda a noite
Falta de memória
Dificuldade de concentração
Cãimbras musculares, paralisias dos braços e (ou) pernas
Ganho de peso
Rosto inchado, especialmente na parte inferior dos olhos
Voz rouca
Cabelo fino, fraco
Pele amarelecida, grossa, áspera e seca
Nas crianças: baixa estatura
Prisão de ventre (constipação intestinal)
Fluxo menstrual intenso
Eliminação de leite nas mamas
Infertilidade
Bócio (aumento anormal na região anterior do pescoço causado por um aumento de volume da glândula tireóide)

O Tratamento do Hipertireoidismo

O tratamento standard para hipotireoidismo é hormônio da tireóide em comprimidos. Os comprimidos proporcionam ao corpo a quantidade certa de hormônio da tireóide quando a glândula não é hábil para produzir o suficiente por si próprio. Mesmo que os sintomas do hipotireoidismo são usualmente corrigidos dentro de poucos meses, a maioria dos pacientes necessita tomar comprimidos pelo resto de suas vidas. O hormônio tireoideo preferido para tratamento é a Levotiroxina (T4), encontrados no comércio com alguns nomes diferentes.

Alguns pacientes, algumas vezes, tomam quantidades exageradas de comprimidos tentando acelerar a velocidade de tratamento ou perder peso. Todavia, isso pode levar ao hipertireoidismo, uma doença na qual há hormônio demais no sangue e complicações a longo prazo, tal como osteoporose. Você deve tomar os comprimidos como seu médico prescreveu.

Em diferentes momentos de sua vida você poderá necessitar tomar diferentes quantidades de hormônio tireoideo. Dessa forma, você deve visitar seu médico uma vez ao ano para assegurar-se de que tudo está certo.

Jorge Bastos Garcia

Fonte: www.jorgebastosgarcia.com.br

Tireóide

A tireóide é uma pequena glândula que mede aproximadamente 5 cm de diâmetro localizada no pescoço, sob a pele, abaixo do pomo de Adão.

Os dois lobos (metades) da tireóide estão conectadas em sua parte central (istmo), o que confere à glândula a forma da letra “H” ou de uma gravata borboleta.

Normalmente, ela não pode ser visualizada e é dificilmente palpada.

No entanto, quando ela aumenta de volume, o médico poderá palpá-la facilmente e uma protuberância proeminente (bócio) pode aparecer abaixo ou lateralmente ao pomo de Adão.

A tireóide secreta os hormônios tireoidianos, os quais controlam a velocidade com que as funções químicas do organismo ocorrem (taxa metabólica).

Os hormônios tireoidianos influenciam a taxa metabólica de duas maneiras: através da estimulação de quase todos os tecidos do corpo para que eles produzam proteínas e através do aumento da quantidade de oxigênio utilizado pelas células.

Quando as células trabalham mais intensamente, os órgãos do corpo trabalham mais rapidamente. Para produzir os hormônios tireoidianos, a tireóide necessita de iodo, um elemento existente nos alimentos e na água. A tireóide capta o iodo e o processa para produzir os hormônios tireoidianos.

À medida que os hormônios tireoidianos são utilizados, parte do iodo neles contido retorna à tireóide e é reciclado para produzir mais hormônios tireoidianos.

O corpo possui um mecanismo complexo de ajuste da concentração dos hormônios tireoidianos.

Em primeiro lugar, o hipotálamo (localizado no cérebro, logo acima da hipófise), secreta o hormônio liberador de tireotropina, que faz com que a hipófise produza o hormônio estimulante da tireóide. Como o nome sugere, o hormônio estimulante da tireóide estimula a tireóide a produzir hormônios tireoidianos.

Quando a quantidade de hormônios tireoidianos circulantes no sangue atinge uma determinada concentração, a hipófise reduz a produção do hormônio estimulante da tireóide e vice-versa. Trata-se de um mecanismo de controle por retroalimentação (feedback) negativa. Os hormônios tireoidianos são encontrados sob duas formas.

A tiroxina (T4), a qual é a forma produzida na glândula tireóide, tem apenas um efeito discreto (quando o tem) sobre o aumento da taxa metabólica do organismo. No fígado e em outros órgãos, ela é convertida na forma metabolicamente ativa, a triiodotironina (T3).

Esta conversão produz aproximadamente 80% da forma ativa do hormônio.

Os 20% restantes são produzidos e secretados pela própria tireóide.

Muitos fatores controlam a conversão de T4 em T3 no fígado e em outros órgãos, inclusive as necessidades do organismo a cada momento.

A maior parte de T4 e T3 encontra-se firmemente ligada a determinadas proteínas do sangue e os hormônios somente são ativos quando não se encontram ligados a essas proteínas. Desse modo notável, o corpo mantém a quantidade correta de hormônios tireoidianos necessária para a manutenção de uma taxa metabólica estável.

Para que a tireóide funcione normalmente, muitos fatores devem atuar em conjunto e adequadamente: o hipotálamo, a hipófise, as proteínas ligadoras dos hormônios tireoidianos do sangue e a conversão de T4 para T3 (no fígado e em outros tecidos).

Exames laboratoriais

Para se determinar o quão bem a tireóide está funcionando, os médicos utilizam vários exames laboratoriais.

Um dos mais comuns é a dosagem da concentração de hormônio estimulante da tireóide no sangue.

Como esse hormônio estimula a tireóide, a concentração encontra-se alta quando a glândula está hipoativa (e, conseqüentemente, necessita de uma maior estimulação) e baixa quando ela está hiperativa (e, conseqüentemente, necessita de uma menor estimulação).

Quando a hipófise não está funcionando normalmente (embora isto raramente ocorra), a concentração de hormônio estimulante da tireóide isoladamente não reflete de modo acurado a função da tireóide e o médico então mensura a concentração de T4 livre.

Geralmente, a mensuração da concentração de hormônio estimulante da tireóide e a de T4 circulante no sangue são suficientes. No entanto, a concentração da globulina ligadora da tiroxina também pode ser mensurada, pois a concentração anormal desta proteína pode acarretar uma interpretação errônea da concentração total de hormônios tireoidianos.

Os indivíduos com nefropatia (doença renal), com determinados distúrbios genéticos, com algumas doenças ou aqueles que fazem uso de esteróides anabolizantes apresentam concentrações mais baixas da globulina ligadora da tiroxina.

Localização da Glândula Tiróide

Por outro lado, a concentração dessa globulina pode estar aumentada em mulheres grávidas ou que fazem uso de contraceptivos orais ou outras formas de estrogênios, em indivíduos que apresentam estágios iniciais de hepatite ou outras doenças.

Alguns exames podem ser realizados na própria glândula.

Por exemplo, quando o médico detecta um aumento da tireóide, ele pode solicitar a realização de uma ultrassonografia.

Este procedimento utiliza ondas sonoras para determinar se o tumor é sólido ou se o seu conteúdo é líquido.

A cintilografia da tireóide utiliza o iodo ou o tecnécio radioativo e um dispositivo para produzir uma imagem da glândula que revelará qualquer alteração física.

A cintilografia da tireóide também pode auxiliar o médico a determinar se a função de uma área encontra-se normal, hiperativa ou hipoativa em comparação com o restante da glândula. Em raras ocasiões, quando o médico não tem certeza se o problema está localizado na tireóide ou na hipófise, testes de estimulação funcional podem ser solicitados. Um desses testes consiste na injeção intravenosa do hormônio liberador da tirotropina e, em seguida, na realização de exames de sangue para mensurar a resposta da hipófise.

Sintomas das Doenças da Tireóide

Hipertireoidismo (excesso de hormônios tireoidianos)

Aumento da freqüência cardíaca
Hipertensão arterial
Pele úmida e aumento da sudorese
Agitação e tremores
Nervosismo
Aumento do apetite e perda de peso
Insônia
Evacuações freqüentes e diarréia
Fraqueza Espessamento e elevação da pele sobre a face anterior das pernas
Olhos protuberantes, avermelhados, edemaciados
Sensibilidade dos olhos à luz
Olhar fixo constante
Confusão mental.

Hipotireoidismo (falta de hormônios tireoidianos)

Pulso lento
Voz rouca
Fala lenta
Face edemaciada
Queda das sobrancelhas
Pálpebras caídas
Intolerância ao frio
Constipação
Ganho de peso
Cabelos ressecados, grossos, escassos
Pele áspera, espessa, escamosa, seca
Pele espessada e elevada sobre a face anterior das pernas
Síndrome do túnel do carpo
Confusão mental
Depressão Demência

Síndrome do Doente Eutireoideu

Na síndrome do doente eutireoideu, os resultados dos exames da tireóide são anormais, embora a glândula apresente uma função normal.

A síndrome do doente eutireoideu geralmente ocorre em indivíduos que apresentam uma doença grave que não seja a doença da tireóide. Nos indivíduos doentes, desnutridos ou que foram submetidos a uma cirurgia, a forma de T4 do hormônio tireoidiano não é normalmente convertida na forma de T3.

Ocorre um acúmulo de grandes quantidades de T3 reversa, uma forma inativa do hormônio tireoidiano. Apesar dessa conversão anormal, a tireóide continua a funcionar e a controlar normalmente a taxa metabólica do organismo.

Como a tireóide não apresenta problema, nenhum tratamento é necessário. Uma vez curada a doença subjacente, os exames laboratoriais revelam resultados normais.

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo, uma condição na qual a tireóide encontra-se hiperativa, ocorre quando a glândula produz um excesso de hormônios.

O hipertireoidismo possui várias causas, incluindo reações imunológicas (possível causa da doença de Graves). Os indivíduos com tireoidite (inflamação da tireóide) comumente apresentam um período de hipertireoidismo. No entanto, a inflamação pode lesar a glândula, de modo que a hiperatividade inicial é o prelúdio de um hipotireoidismo (hipoatividade) transitório (mais comum) ou permanente.

Algumas vezes, os nódulos tireoidianos tóxicos (adenomas), que são as áreas de crescimento tissular anormal no interior da tireóide, escapam dos mecanismos que normalmente controlam a glândula e produzem hormônios tireoidianos em grandes quantidades. Um indivíduo pode apresentar um ou múltiplos nódulos.

O bócio multinodular tóxico (doença de Plummer), um distúrbio no qual existem muitos nódulos, é incomum em adolescentes e adultos jovens e tende a aumentar com a idade. No hipertireoidismo, independentemente de sua causa, as funções orgânicas aceleram.

O coração bate mais forte, mais rapidamente e pode apresentar um ritmo anormal, acarretando a percepção dos batimentos cardíacos (palpitações). A pressão arterial pode aumentar. Muitos indivíduos com hipertireoidismo sentem calor mesmo em um ambiente frio.

A sua pele pode tornar-se úmida, pois eles tendem a transpirar profusamente. Além disso, eles podem apresentar leves tremores nas mãos.

Muitos indivíduos sentem nervosismo, cansaço e fraqueza, mas apresentam maior nível de atividade; maior apetite, mas perdem peso; dormem mal; e evacuam freqüen-temente, ocasionalmente com diarréia.

Os indivíduos idosos com hipertireoidismo podem não apresentar esses sintomas característicos, mas apresentam o que algumas vezes é denominado hipertireoidismo apático ou mascarado. Eles simplesmente tornam-se fracos, sonolentos, confusos, isolados e retraídos. No entanto, os problemas cardíacos, sobretudo as arritmias cardíacas (ritmos cardíacos anormais), são observados mais freqüentemente nos indivíduos idosos com hipertireoidismo.

O hipertireoidismo pode causar alterações dos olhos: edema em volta dos olhos, aumento da produção de lágrimas, irritação e uma sensibilidade incomum à luz.

O indivíduo parece olhar fixamente. Esses sintomas oculares desaparecem assim que a secreção dos hormônios tireoidianos é controlada, exceto nos indivíduos com doença de Graves, a qual causa problemas oculares especiais. O hipertireoidismo pode adotar a forma da doença de Graves, do bócio nodular tóxico ou do hipertireoidismo secundário.

Doenças de Graves

Acredita-se que a doença de Graves (bócio difuso tóxico) seja causada por um anticorpo que estimula a tireóide a produzir quantidades excessivas de hormônios tireoidianos. Os indivíduos com doença de Graves apresentam os sinais típicos do hipertireoidismo e três sintomas adicionais característicos.

Como toda a glândula é estimulada, ela pode apresentar um aumento de volume acentuado, acarretando uma protuberância no pescoço (bócio).

Os indivíduos com doença de Graves também podem apresentar exoftalmia (olhos proeminentes) e, menos comumente, elevação da pele da porção inferior da face anterior das pernas. A protuberância dos olhos ocorre devido ao acúmulo de uma substância que se acumula na órbita.

Essa protuberância associa-se ao olhar fixo e outras alterações oculares do hipertireoidismo.

Os músculos que movimentam os olhos tornamse incapazes de funcionar adequadamente, tornando difícil ou mesmo impossível movimentar ou coordenar normalmente os olhos, acarretando visão dupla. As pálpebras podem não fechar completamente, expondo os olhos à lesão por partículas estranhas e pelo ressecamento.

Essas alterações oculares podem iniciar anos antes de qualquer outro sintoma de hipertireoidismo, fornecendo um indício precoce para a doença de Graves; ou elas podem não ocorrer até que sejam percebidos outros sintomas.

Os sintomas oculares podem mesmo surgir ou piorar após a secreção excessiva de hormônios tireoidianos tiver sido tratada e controlada.

A elevação da cabeceira da cama, a aplicação de colírios, dormir com tampões oculares e, ocasionalmente, o uso de diuréticos podem auxiliar no alívio dos sintomas oculares. A visão dupla pode ser corrigida com o auxílio de prismas corretores.

Por último, pode ser necessária a administração de corticosteróides pela via oral, a aplicação de raios X nas órbitas ou uma cirurgia oftalmológica.

Na doença de Graves, uma substância similar à que é depositada atrás dos olhos pode acumular na pele, geralmente sobre a porção inferior da face anterior das pernas.

A área espessada pode ser pruriginosa, pode tornar-se vermelha e é dura à palpação digital.

Assim como os depósitos atrás dos olhos, este problema pode iniciar antes ou após outros sintomas do hipertireoidismo terem sido observados.

Os cremes ou pomadas de corticosteróides podem ajudar a aliviar o prurido e o endurecimento cutâneo. Sem razão aparente, o problema desaparece sem tratamento meses ou anos mais tarde.

Bócio Nodular Tóxico

No bócio nodular tóxico, um ou mais nódulos da tireóide produzem uma quantidade excessiva de hormônios tireoidianos e não se encontram sob controle do hormônio estimulante da tireóide. Os nódulos são tumores tireoidianos benignos hiperfuncionantes verdadeiros e não estão associados à exoftalmia e aos problemas cutâneos da doença de Graves.

Hipertireoidismo Secundário

Raramente, o hipertireoidismo pode ser causado por um tumor hipofisário que secreta uma quantidade excessiva de hormônio estimulante da tireóide, o qual, por sua vez, estimula a tireóide a produzir uma quantidade excessiva de hormônios tireoidianos.

Outra causa incomum de hipertireoidismo é a resistência da hipófise aos hormônios tireoidianos, a qual acarreta a secreção de quantidades excessivas de hormônio estimulante da tireóide pela hipófise.

As mulheres com mola hidatiforme também podem apresentar hipertireoidismo, pois a tireóide é estimulada demasiadamente pela concentração sérica de gonadotropina coriônica. Após a interrupção deste tipo anormal de gravidez e do desaparecimento da gonadotropina coriônica do sangue, o hipertireoidismo desaparece.

Complicações

A tempestade tireoidiana, uma hiperatividade extrema e súbita da tireóide, pode produzir febre, fraqueza extrema e perda da força muscular, agitação, oscilações do humor, confusão mental, alteração do nível de consciência (inclusive o coma) e aumento do fígado com uma icterícia discreta.

A tempestade tireoidiana é uma emergência potencialmente letal que exige tratamento imediato.

Uma grave sobrecarga cardíaca pode provocar arritmias cardíacas potencialmente letais e choque.

Geralmente, a tempestade tireoidiana é causada por um hipertireoidismo não tratado ou inadequadamente tratado e pode ser desencadeada por uma infecção, um traumatismo, uma cirurgia, um diabetes mal controlado, medo, gravidez ou trabalho de parto, interrupção do uso de medicações para a tireóide ou outras formas de estresse. Ela é rara em crianças.

Tratamento

Geralmente, o tratamento do hipertireoidismo pode ser medicamentoso, mas as outras opções incluem a remoção cirúrgica da tireóide ou o tratamento com iodo radioativo. Cada tipo de tratamento apresenta vantagens e desvantagens.

A tireóide necessita de uma pequena quantidade de iodo para funcionar adequadamente.

No entanto, uma grande quantidade de iodo reduz a quantidade de hormônio produzido pela glândula e impede que ela libere o excesso de hormônio tireoidiano.

Por essa razão, o médico pode utilizar doses altas de iodo para interromper a secreção excessiva de hormônio tireoidiano.

O tratamento com iodo é particularmente útil quando o médico necessita controlar o hipertireoidismo rapidamente (p.ex., tempestade tireoidiana ou antes de uma cirurgia de emergência). No entanto, o iodo não é utilizado no tratamento de rotina ou prolongado do hipertireoidismo.

O propiltiouracil ou o metimazol, os medicamentos mais comumente utilizados no tratamento do hipertireoidismo, reduzem a função tireoidiana reduzindo a produção hormonal pela tireóide. Esses dois medicamentos são administrados pela via oral.

O tratamento é iniciado com doses elevadas, as quais, posteriormente, são adaptadas de acordo com os resultados de exames de sangue dos hormônios tireoidianos.

Geralmente, esses medicamentos controlam a função tireoidiana de 6 semanas a 3 meses, mas as doses mais altas dos medicamentos podem controlá-la mais rapidamente, mas com um risco maior de efeitos adversos. Esses efeitos adversos incluem reações alérgicas (mais comumente, erupções cutâneas), náusea, perda do sentido da gustação e, raramente, depressão da produção de células sangüíneas na medula óssea.

A depressão da medula óssea pode acarretar depleção da quantidade de leucócitos no sangue, criando uma situação potencialmente letal na qual o indivíduo torna-se vulnerável à infecção. Embora esses dois medicamentos sejam comparáveis sob muitos aspectos, o uso do propiltiouracil em mulheres grávidas pode ser mais seguro que o do metimazol porque uma menor quantidade do mesmo atinge o feto. O carbimazol, um medicamento amplamente utilizado na Europa, é convertido em metimazol no corpo.

Os agentes beta-bloqueadores (p.ex., propranolol) ajudam a controlar alguns dos sintomas do hipertireoidismo. Esses medicamentos são úteis por reduzirem a freqüência cardíaca alta, assim como os tremores e a ansiedade.

Por essa razão, os médicos consideram os beta-bloqueadores particularmente úteis para os indivíduos com tempestade tireoidiana e para aqueles com sintomas desagradáveis ou perigosos cujo hipertireoidismo ainda não foi controlado por outros tratamentos. Entretanto, os beta-bloqueadores não controlam a função tireoidiana anormal. O hipertireoidismo também pode ser tratado com iodo radioativo, o qual destrói a tireóide.

O iodo radioativo administrado pela via oral introduz muito pouca radioatividade no organismo como um todo, mas uma grande quantidade na tireóide.

O médico tenta ajustar a dose de iodo radioativo para destruir somente o suficiente da tireóide de modo a fazer com que a produção hormonal retorne ao normal, sem reduzir demasiadamente a função tireoidiana. Entretanto, na maioria das vezes, o tratamento com iodo radioativo acaba produzindo um hipotireoidismo (hipoatividade da tireóide), uma condição que exige a terapia de reposição de hormônio tireoidiano.

Os indivíduos que necessitam deste tipo de terapia tomam diariamente um comprimido de hormônio tireoidiano durante o resto da vida para repor o hormônio natural que não é mais produzido em quantidade suficiente. Aproximadamente 25% dos indivíduos apresentam hipotireoidismo um ano após o tratamento com iodo radioativo, mas a porcentagem aumenta de modo constante nos 20 anos seguintes ou mais.

O possível efeito cancerígeno do iodo radioativo não foi confirmado.

O iodo radioativo não é utilizado em mulheres grávidas, uma vez que ele atravessa a placenta e pode destruir a tireóide do feto.

Em uma tireoidectomia, a tireóide é removida cirurgicamente. A cirurgia é uma opção válida sobretudo para os indivíduos jovens com hiper-tireoidismo e também para os indivíduos que apresentam um bócio muito grande, para aqueles que são alérgicos aos medicamentos ou que apresentam efeitos colaterais graves produzidos pelos medicamentos utilizados no tratamento do hipertireoidismo.

O hipertireoidismo é controlado de modo permanente em mais de 90% dos indivíduos que escolheram essa opção. Alguns pacientes apresentam um certo grau de hipotireoidismo após a cirurgia, os quais devem então ser submetidos à terapia de reposição hormonal durante o resto da vida.

As complicações raras incluem a paralisia das pregas vocais e a lesão das paratireóides (as pequenas glândulas localizadas atrás da tireóide que controlam a concentração sérica de cálcio).

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma condição na qual a tireóide encontra-se hipoativa e a produção de hormônio tireoidiano é baixa.

O hipotireoidismo muito grave é denominado mixedema. Na tireoidite de Hashimoto, a causa mais comum de hipotireoidismo, a tireóide freqüentemente encontra-se aumentada e o hipotireoidismo comumente manifesta-se anos mais tarde, pois as áreas funcionais da glândula são destruídas gradualmente.

A segunda causa mais comum de hipotireoidismo é o tratamento do hipertireoidismo.

Tanto o tratamento com iodo radioativo quanto a cirurgia tendem a produzir hipotireoidismo.

A causa mais freqüente de hipotireoidismo em muitos dos países subdesenvolvidos é a carência crônica de iodo na dieta, a qual acarreta aumento de tamanho da tireóide e redução de sua atividade (hipotireoidismo bociogênico).

No entanto, esta forma de hipotireoidismo desapareceu nos Estados Unidos desde que os fabricantes começaram a adicionar iodo ao sal de cozinha e desde que começaram a ser utilizados desinfetanes contendo iodo para esterilizar os ubres das vacas. Outras causa mais raras de hipotireoidismo incluem alguns distúrbios herdados, nos quais uma anomalia enzimática das células da tireóide impede que ela sintetize ou secrete uma quantidade suficiente de hormônio tireoidiano.

Em outros distúrbios raros, o hipotálamo ou a hipófise não conseguem secretar uma quantidade suficiente do hormônio necessário para estimular a função tireoidiana.

Sintomas

A insuficiência de hormônio tireoidiano faz com que as funções orgânicas tornem-se mais lentas.

Contrastando acentuadamente com o hipertireoidismo, os sintomas do hipotireoidismo são sutis e graduais e podem ser confundidos com os de um quadro de depressão. As expressões faciais são grosseiras, a voz é rouca e a fala é lenta, as pálpebras caem e os olhos e a face tornam-se inchados.

Muitos indivíduos com hipotireoidismo ganham peso, tornam-se constipados e apresentam intolerância ao frio. Os cabelos tornam-se escassos, grossos e ressecados e a pele torna-se áspera, ressecada, descamativa e espessa. Muitos indivíduos apresentam a síndrome do túnel do carpo, a qual produz formigamento ou dor nas mãos.

A freqüência de pulso pode diminuir, as palmas das mãos e as plantas dos pés podem apresentar uma discreta coloração laranja (carotenemia) e a parte lateral das sobrancelhas caem lentamente. Alguns indivíduos, sobretudo os idosos, podem apresentar confusão mental, esquecimento ou demência, sinais que podem ser facilmente confundidos como os da doença de Alzheimer ou de outras formas de demência.

Quando não tratado, o hipotireoidismo poderá acabar acaretando anemia, temperatura corpórea baixa e insuficiência cardíaca. Essa condição pode evoluir para a confusão mental, estupor e coma (coma mixedematoso), uma complicação potencialmente letal na qual a respiração torna-se lenta, o indivíduo apresenta convulsões e o fluxo sangüíneo cerebral diminui. O coma mixedematoso pode ser desencadeado pela exposição ao frio e também por uma infecção, um traumatismo e drogas que deprimem a função cerebral (p.ex., sedativos e tranqüilizantes).

Tratamento

O hipotireoidismo é tratado pela reposição do hormônio tireoidiano deficiente, usando-se uma das várias preparações orais disponíveis. A forma preferida é o hormônio tireoidiano sintético, T4.

Outra forma, a tireóide seca, é obtida de tireóides de animais. Geralmente, os médicos consideram a tireóide seca menos satisfatória devido à dificuldade para se ajustar a dose e porque os comprimidos possuem quantidades variáveis de T3.

O tratamento de um indivíduo idoso é iniciado com pequenas doses de hormônio tireoidiano, pois uma dose muito alta pode produzir efeitos colaterais graves.

A dose é aumentada gradualmente até a concentração sérica de hormônio estimulante da tireóide retornar ao normal. Normalmente, o indivíduo deverá utilizar o medicamento durante o resto da vida. Em emergências (p.ex., coma mixedematoso), o médico pode administra o hormônio tireoidiano através da via intravenosa.

Tireoidite

A tireoidite, uma inflamação da tireóide, produz um hipertireoidismo temporário que é freqüentemente seguido por um hipotireoidismo temporário ou por nenhuma alteração da função tireoidiana. Os três tipos de tireoidite são a tireoidite de Hashimoto, a tireoidite granulomatosa subaguda e a tireoidite linfocítica silenciosa.

Tireoidite de Hashimoto

A tireoidite de Hashimoto (tireoidite auto-imune) é o tipo mais comum de tireoidite e é a causa mais comum de hipotireoidismo.

Por razões desconhecidas, o corpo volta-se contra si próprio em uma reação auto-imune, produzindo anticorpos que atacam a tireóide. Este tipo de tireoidite é mais comum em mulheres idosas e tende a ocorrer em famílias.

O distúrbio ocorre oito vezes mais freqüentemente em mulheres que em homens e pode ocorrer em indivíduos com determinadas anormalidades cromossômicas, como as síndromes de Turner, de Down e de Klinefelter.

Freqüentemente, a tireoidite de Hashimoto começa com um aumento indolor da tireóide ou com uma sensação de plenitude no pescoço. Quando o médico palpa a glândula, ele comumente percebe um aumento de volume da mesma, com uma textura de borracha, mas não dolorosa à palpação.

Algumas vezes, ele palpa nódulos. A tireóide encontra- se hipoativa em aproximadamente 20% dos indivíduos no momento do diagnóstico da tireoidite de Hashimoto.

O restante apresenta uma função tireoidiana normal. Muitos indivíduos com tireoidite de Hashimoto apresentam outros distúrbios endócrinos como, por exemplo, o diabetes, a hipoatividade adrenal, a hipoatividade das paratireóides e outras doenças auto-imunes (p.ex., anemia perniciosa, artrite reumatóide, síndrome de Sjögren ou lúpus eritematoso sistêmico).

O médico solicita provas da função tireoidiana em amostras de sangue para determinar se a glândula está funcionando normalmente, mas o diagnóstico da tireoidite de Hashimoto é baseado nos sintomas, no exame físico e na presença de anticorpos que atacam a glândula (anticorpos antitireóide), os quais podem ser facilmente dosados em um exame de sangue. Não existe um tratamento específico disponível para a tireoidite de Hashimoto. A maioria dos indivíduos acaba apresentando hipotireoidismo e devem manter a terapia de reposição hormonal pelo resto da vida.

O hormônio tireoidiano também é útil para reduzir o aumento de volume da tireóide.

Tireoidite Granulomatosa Subaguda

A tireoidite granulomatosa subaguda (de células gigantes), a qual é provavelmente causada por um vírus, inicia muito mais abruptamente que a tireoidite de Hashimoto.

Freqüentemente, a tireoidite granulomatosa subaguda ocorre após uma doença viral e começa com o que muitas pessoas chamam de inflamação da garganta, mas que, na realidade, é uma dor no pescoço, localizada na tireóide.

A tireóide torna-se cada vez mais dolorosa e, normalmente, o indivíduo apresenta uma febre baixa (37,2 a 38,3 oC). A dor pode deslocar- se de um lado a outro do pescoço, irradiar para a mandíbula e para os ouvidos e pode aumentar de intensidade quando a cabeça é rodada ou com a deglutição. No início, a tireoidite granulomatosa subaguda é freqüentemente confundida com um problema dentário ou com uma uma infecção da garganta ou do ouvido.

Comumente, a inflamação faz com que a tireóide libere uma quantidade excessiva de hormônio tireoidiano, acarretando hipertireoidismo, o qual é quase sempre seguido por um hipotireoidismo temporário.

Muitos indivíduos com tireoidite granulomatosa subaguda apresentam uma fadiga extrema.

A maioria dos indivíduos recupera-se completamente desse tipo de tireoidite.

Geralmente, o problema desaparece espontaneamente em alguns meses. Algumas vezes, no entanto, ele recorre ou, mais raramente, ele produz uma lesão da tireóide suficiente para causar um hipotireoidismo permanente.

A aspirina ou outros antiinflamatórios não esteróides (p.ex., ibuprofeno) podem aliviar a dor e inflamação. Nos casos muito graves, o médico pode prescrever corticosteróides (p.ex., prednisona), cuja dose deve ser reduzida progressivamente ao longo de 6 a 8 semanas. Quando o uso de corticosteróides é interrompido abruptamente, os sintomas freqüentemente retornam com força total.

Tireoidite Linfocítica Silenciosa

A tireoidite linfocítica silenciosa ocorre mais freqüentemente em mulheres, tipicamente logo após o parto, e faz com que a tireóide aumente de tamanho sem provocar dor. Em um período que varia de várias semanas a vários meses, o indivíduo afetado apresenta hipertireoidismo seguido por hipotireoidismo, antes da função da tireóide finalmente normalizar.

Essa condição não requer tratamento específico, embora o hipertireoidismo e o hipotireoidismo possam exigir tratamento por algumas semanas. Freqüentemente, um betabloqueador (p.ex., propranolol) é o único medicamento necessário para controlar os sintomas do hipertireoidismo. Durante o período de hipotireoidismo, pode ser necessária a administração de hormônio tireoidiano, normalmente por apenas alguns meses. O hipotireoidismo torna-se permanente em aproximadamente 10% dos indivíduos com tireoidite linfocítica silenciosa.

Câncer de Tireóide

Existem quatro tipos principais de câncer de tireóide: papilar, folicular, anaplásico ou medular.

O câncer de tireóide é mais comum em indivíduos submetidos à radioterapia da cabeça, do pescoço ou do tórax, muito freqüentemente por problemas benignos (embora, atualmente, o tratamento radioterápico para distúrbios benignos não seja mais realizado).

Ao invés de provocar um aumento de toda a tireóide, o câncer normalmente produz pequenas tumorações (nódulos) no interior da glândula.

A maioria dos nódulos da tireóide não são cancerosos e os cânceres de tireóide geralmente podem ser curados.

Freqüentemente, os cânceres de tireóide apresentam uma capacidade limitada de captar o iodo e de produzir hormônio tireoidiano. No entanto, muito raramente, eles produzem hormônio suficiente para causar hipertireoidismo.

Os nódulos apresentam maior probabilidade de serem cancerosos quando é detectada a presença de apenas um nódulo ao invés de vários, quando a cintilografia da tireóide revela que o nódulo não é funcionante, quando o nódulo é sólido e não com conteúdo líquido (cístico), quando o nódulo é duro ou quando ele cresce rapidamente.

Uma proeminência indolor no pescoço é normalmente o primeiro sinal de câncer de tireóide.

Quando o médico detecta a presença de um nódulo na tireóide, ele solicita vários exames.

A cintilografia da tireóide determina se o nódulo é funcionante, uma vez que um nódulo não funcionante apresenta maior probabilidade de ser canceroso do que um funcionante.

A ultrassonografia é menos útil, mas ela pode ser realizada para determinar se o nódulo é sólido ou se o seu conteúdo é líquido. Comumente, é realizada a coleta de uma amostra do nódulo através de uma punção biópsia com agulha fina para exame microscópico, a melhor maneira de se determinar se o nódulo é canceroso.

Câncer Papilar

O câncer papilar representa 60 a 70% de todos os cânceres de tireóide. As mulheres apresentam o câncer papilar duas a três vezes mais que os homens. No entanto, como os nódulos são mais comuns nas mulheres, um nódulo em um homem sempre levanta uma maior suspeita de câncer. O câncer papilar é mais comum nos indivíduos jovens, mas cresce e dissemina mais rapidamente nos indivíduos idosos. Os indivíduos submetidos a radioterapia do pescoço, geralmente para tratar uma condição benigna na lactância ou na infância ou por um outro câncer na vida adulta, apresentam maior risco de desenvolver câncer papilar. O tratamento do câncer papilar, o qual algumas vezes dissemina para os linfonodos vizinhos, é cirúrgico.

Os nódulos que possuem menos de 2 cm de diâmetro são removidos juntamente com o tecido tireoidiano circunjacente, embora alguns especialistas recomendem a remoção de toda a glândula. Quase sempre a cirurgia cura esses pequenos cânceres. Como o câncer papilar pode responder ao hormônio estimulante da tireóide, são administradas doses suficientemente elevadas para suprimir a secreção do hormônio estimulante da tireóide e para auxiliar na prevenção da recorrência. Quando um nódulo é maior, é realizada a remoção da maior parte ou de toda a glândula e o iodo radioativo é freqüentemente administrado na esperança de que qualquer tecido tireoidiano ou câncer remanescente que disseminou além da tireóide capte essa substância e seja destruído. Uma outra dose de iodo radioativo pode ser necessária para se assegurar a destruição de todo o câncer. O câncer papilar é quase sempre curado.

Câncer Folicular

O câncer folicular representa aproximadamente 15% de todos os cânceres de tireóide e é mais comum entre os indivíduos idosos. O câncer folicular também é mais comum em mulheres que em homens. No entanto, assim como no câncer papilar, um nódulo em um homem apresenta maior probabilidade de ser canceroso. Muito mais agressivo que o câncer papilar, o câncer folicular tende a propagar-se através da corrente sangüínea, disseminando células cancerosas a várias partes do corpo (metástases). O tratamento do câncer folicular exige a remoção do máximo possível da tireóide e a subseqüente destruição do tecido tireoidiano remanescente, incluindo as metástases, com iodo radioativo.

Câncer Amaplásico

O câncer anaplásico representa menos de 10% dos cânceres de tireóide e ocorre mais comumente em mulheres idosas. Ele cresce muito rapidamente e, normalmente, produz um grande tumor no pescoço. Aproximadamente 80% dos indivíduos com câncer anaplásico morrem em um ano. O tratamento com iodo radioativo é inútil porque os cânceres anaplásicos não o absorvem. Contudo, o tratamento com drogas antineoplásicas e radioterapia antes e depois da cirurgia tem produzido algumas curas.

Câncer Medular

No câncer medular, a tireóide produz quantidades excessivas de calcitonina, um hormônio produzido por certas células tireoidianas. Como o câncer medular também pode produzir outros hormônios, ele pode causar sintomas incomuns. O câncer medular tende a disseminar (produzir metástases) através do sistema linfático até os linfonodos e através do sangue até o fígado, os pulmões e os ossos. O câncer medular pode ocorrer juntamente com outros tipos de cânceres endócrinos na chamada síndrome da neoplasia endócrina múltipla. O tratamento exige a remoção total da tireóide. Uma cirurgia adicional pode ser necessária para permitir ao médico determinar se houve disseminação do câncer para os linfonodos. Mais de dois terços dos indivíduos cujo câncer medular da tireóide faz parte da síndrome da neoplasia endócrina múltipla vivem por pelo menos mais 10 anos.

Quando o câncer medular de tireóide ocorre isoladamente, as chances de sobrevivência não são tão boas. Como o câncer medular de tireóide algumas vezes ocorre em famílias, os familiares consangüíneos devem der examinados, investigando-se a existência de uma anomalia genética que é facilmente detectada nas células sangüíneas. Quando o resultado da investigação é negativo, é quase certo que o familiar não desenvolverá câncer medular. Quando ele é positivo, o familiar apresenta ou apresentará um câncer medular e a cirurgia de remoção da tireóide deve ser aventada mesmo antes da manifestação dos sintomas e do aumento da concentração sérica de calcitonina. A concentração sérica alta de calcitonina ou uma elevação exagerada da concentração após testes de estimulação também ajudam o médico a prever se alguém apresenta ou irá apresentar câncer medular de tireóide. A detecção de uma concentração incomumente alta de calcitonina levará o médico a sugerir a remoção da tireóide, uma vez que o tratamento precoce provê a melhor chance de cura.

Fonte: mmspf.msdonline.com.br

Tireóide

NÓDULOS DE TIREÓIDE

Os nódulos de tireóide são muito comuns. Estima-se que 5 a 10% da população desenvolva um nódulo palpável em tireóide durante toda sua vida, e mais de um terço das mulheres podem apresentá-los se investigadas por ultrassom. No entanto a minoria dos nódulos são câncer, e o grande dilema na condução dos nódulos é a diferenciação entre os benignos mais comuns e os malignos menos comuns.

Na investigação dos nódulos é importante:

QUADRO CLÍNICO E DE LABORATÓRIO

Fala a favor de benignidade do nódulo: sintomas de hipo ou hipertireoidismo (dosagem do TSH pode ajudar) dor associada ao nódulo bócio multinodular sem um nódulo dominante
Fala a favor de câncer:

Idade menor de 20 anos ou maior de 70
Homens
Presença de disfagia ou rouquidão
História de radioterapia externa no pescoço
Presença de linfoadenopatia cervical

MAPEAMENTO DA TIREÓIDE

O nódulo pode ser hipocaptante (frio), normocaptante (morno) ou hipercaptante (quente).
Embora o Ca seja mais provável de aparecer em nódulos frios, a maioria dos nósdulos frios não são malignos, e mesmo os nódulos mornos ou quentes podem ser malignos em menor porcentagem. Portanto não é um exame essencial para o diagnóstico de malignidade, mas sim para o diagnóstico do estado funcional do nódulo.

ULTRASSONOGRAFIA

Um bom exame para dizer o tamanho e número dos nódulos, mas também difícil de predizer a malignidade já que mesmo nódulos císticos podem ser malignos.

BIÓPSIA DE AGULHA FINA (BAF)

O mais efetivo método diagnóstico para nódulos de tireóide, para distinguir entre maligno e benigno. Exige experiência de quem colhe o exame e do citopatologista que dá o resultado.

Os resultados em largas séries são: benignos em 70 a 75%, suspeitos ou não diagnósticos em 20 a 25 %, e malignos em cerca de 5% dos casos.

TRATAMENTO

O tratamento para os nódulos com diagnóstico de malignos pela BAF é quase sempre cirúrgico, com exceção de alguns tumores mais raros como linfoma ou Carcinoma anaplásico.

A incidência de falso negativo na BAF é pequena, por isso a maioria dos pacientes com diagnóstico de nódulo benigno à punção pode ser seguido clinicamente com reavaliação do quadro clínico, ultrassom para monitorar o tamanho, e punção do nódulo em períodos que variam de 6 meses a 1 ano. O paciente deve fazer parte da decisão do tratamento e, se preferir, como no caso de pacientes ansiosos ou com fobia de câncer, ou mesmo por motivos estéticos em casos de nódulos aparentes, pode ser indicada a cirurgia.

O tratamento com hormônio supressivo, embora seja controverso, não é isento de complicações (principalmente em pacientes mais velhos, com risco de arritmias e osteoporose), e pode causar regressão em nódulos malignos, atrapalhando o diagnóstico. Pacientes com resultado da BAF suspeito ou não diagnóstico, pode ter o procedimento repetido e, se persistir a dúvida, avaliar cada caso. Principalmente nos casos de suspeita de malignidade a cirurgia deve ser considerada como melhor opção.

NÓDULOS QUENTES

De um modo geral, a BAF raramente precisa ser realizada em pacientes com nódulo autônomo. O tratamento desses pacientes pode ser cirurgia ou iodo radioativo nos casos de nódulo clínico ou subclínico (sem sintomas, porém com TSH diminuído), para evitar risco de sintomas cardíacos. Pacientes com nódulos quentes, porém com TSH normal podem ser acompanhados clinicamente dependendo do tamanho do nódulo e da escolha do paciente.

NÓDULOS INCIDENTAIS

Com o advento da ultrassonografia, doppler de carótida, alguns nódulos são descobertos acidentalmente. Nesse caso podem ser acompanhados clinicamente e com novas ultrassonografias se pequenos (menor de 1cm), ou submetidos a BAF guiada por ultrassom se houver suspeita de malignidade, e tratar de acordo com o resultado.

NÓDULOS NA GRAVIDEZ E CRIANÇAS

Nódulos descobertos durante a gravidez devem ser tratados como fora dela, exceto por evitar-se o mapeamento de tireóide. Tanto o ultrassom como a BAF podem ser realizados com segurança e , se necessário cirurgia, pode aguardar o segundo trimestre.

Em crianças deve se ter em mente que a chance de malignidade é maior (15% das BAF são malignas). O tratamento deve ser cirúrgico em caso de malignidade.

José Higino Steck

Fonte: www.hospvirt.org.br

Tireóide

NÓDULOS DA TIREÓIDE

São saliências, tumefações ou protuberâncias do tecido tireoideano palpáveis ou identificáveis por outros métodos diagnósticos, como: a ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, com características císticas(preenchimento líquido) ou sólidas.

Qual a sua causa?

As causas são múltiplas, pois, a maioria das doenças tireoideanas, sejam elas por bócio colóide, tumores benignos, malignos, cistos e inflamações, podem se manifestar em algum estádio de sua evolução por um nódulo.

Quais os métodos preventivos?

A probabilidade de um nódulo de tireóide ser câncer é maior em pacientes mais idosos, com idade maior que 60 anos(cerca de 20%), em pacientes do sexo masculino(17% contra 8% nas mulheres) e em pacientes que receberam irradiação anterior na região o pescoço(acidente de Goiânia ou Radioterapia para tratamento de outros tumores)

Qual o tratamento?

Atualmente os nódulos tireoideanos são divididos em benignos e malignos conforme a punção biópsia aspirativa com agulha fina, exame que tem cerca de 98% de possibilidades de acerto. Caso a punção seja positiva para malignidade, a opção de cirurgia é a mais indicada, e em se tratando de nódulo tireoideano com características de benignidade à punção biópsia aspirativa, em paciente jovem com pouco tempo de duração, o tratamento clínico com hormônios tireoideanos tem mais chances de redução do nódulo.

Quando não tratado o problema, ele pode desencadear outras doenças? Quais?

Pode haver crescimento progressivo do nódulo com conseqüente compressão das estruturas profundas do pescoço, como traquéia(falta de ar, tosse seca) e esôfago(dificuldade para engolir) no caso dos tumores benignos e os mesmos sintomas, associados à rouquidão, devido compressão dos nervos laríngicos, no caso dos tumores malignos da tireóide.

Quais as pessoas mais acometidas pela doença? Por que?

As mulheres são mais acometidas pelos nódulos tireoideanos e tumores malignos de tireóide que os homens, mas em compensação, os homens portadores de nódulos tireoideanos têm mais chances de serem portadores de lesões malignas que as mulheres. Portanto, um paciente do sexo masculino com um nódulo tireoideano único, duro e irregular é mais suspeito de apresentar um câncer de tireóide que uma paciente do sexo feminino.

Quais os sintomas que o paciente apresenta?

O paciente se queixa de uma elevação nodular no pescoço que progressivamente aumentou de tamanho ou foi percebida por seus familiares/amigos ou seu médico, durante consulta para tratamento de outro distúrbio não relacionado com o problema em questão

Como se faz o diagnóstico do problema?

A abordagem do paciente com nódulo tireoideano usualmente é clínica, com investigação diagnóstica proporcionada pelo endocrinologista que usualmente solicita ou realiza a puncão biópsia aspirativa com agulha fina, e posteriormente conta com a avaliação de exames de diagnóstico por imagem, como: ultrassonografia, cintilografia, tomografia axial computadorizada e ressonância magnética da tireóide.

Quais os tipos de nódulos?

Os nódulos tireoideanos são classificados em benignos e malignos, conforme a punção biópsia aspirativa com agulha fina. Como benignos, encontramos os adenomas foliculares, cistos, bócio colóide e tireoidites(inflamações). Já os tumores malignos(cânceres) são classificados em bem diferenciados(menos agressivos) e pouco diferenciados(maior agressividade).

Os cânceres de tireóide com menor agressividade que acometem mulheres com idade menor que 35 anos, e possuem tamanho menor que 1,5 centímetro de diâmetro, podem ser tratados com retirada parcial da tireóide(carcinoma folicular). No entanto os tumores mais agressivos com maiores dimensões que acometem pacientes com idade mais avançada, devem ser tratados com a retirada completa da tireóide e dos nódulos suspeitos do pescoço.

Esta doença é muito grave? Pode levar o paciente à morte ou deixar-lhe seqüelas irreversíveis? Por quê?

Os nódulos tireoideanos quando em fase inicial, cuja punção biópsia aspirativa não evidencie sinais de malignidade, ou aqueles nódulos tireoideanos com sinais de hipertireoidismo podem ser tratados clinicamente com supressão hormonal obtendo boa resposta. Mas aqueles nódulos tireoideanos mais antigos, já organizados, com fibrose e os tumores e cistos tireoideanos, só são passíveis de cura, mediante a cirurgia.

Em fase avançada, os nódulos tireoideanos provocam compressão de estruturas profundas do pescoço e quando malignos podem infiltrar tais estruturas(traquéia, esôfago, nervos e vasos sangüíneos) ou levar à disseminação da doença para rgãos distantes como: pulmões, fígado e ossos, desencadeando a morte do paciente.

Os nódulos tireoideanos, de um modo geral, quando em sua fase inicial, têm mais chances de cura que quando diagnosticados em fase avançada. Dessa forma, pacientes portadores de nódulos tireoideanos devem procurar o Endocrinologista e ou Cirurgião de Cabeça e Pescoço logo no início, para o diagnóstico e tratamento de suas doenças.

Fonte: www.angelfire.com

Tireóide

NÓDULOS DA TIREÓIDE

Nódulos são áreas de crescimento exagerado, formando “caroços”, que se diferenciam do restante da tireóide, que podem ser de vários tamanhos, desde alguns milímetros até vários centímetros de diâmetro. Nódulos de tireóide são extremamente comuns.

Cerca de 90 a 95% de todos os nódulos da tireóide são provocados por alterações benignas (ou seja, não contêm câncer), e não são prejudiciais ou perigosos.

A pessoa portadora de um nódulo na tireóide na maioria das vezes nem desconfia da presença dele, a menos que ele cresça e comece a produzir sintomas.

Os nódulos podem ser encontrados pelo médico quando ele examina a glândula tireóide ou quando ele solicita um exame de ultrassom.

Entretanto, a maioria dos nódulos descobertos pelo ultrassom é pequena (menor que 1 cm) e muitas vezes nem consegue ser encontrado com a palpação (principalmente se estiver na região posterior da tireóide).

De fato, até metade (50% !) dos indivíduos adultos pode apresentar algum tipo de nodulação na tireóide, se submetidos a um exame de ultrassom – a grande maioria deles sem qualquer significado clínico.

Todo nódulo na tireóide merece uma avaliação por um médico endocrinologista, devido à possibilidade (pequena, mas não desprezível) de abrigar um câncer de tireóide.

Alguns exames, principalmente a punção aspirativa da tireóide com agulha fina (um tipo de biópsia da glândula tireóide), podem revelar com bastante segurança se um determinado nódulo é perigoso ou inocente e, assim, ajudar a definir qual é o melhor tratamento.

No caso de nódulos pequenos, benignos, pode não ser necessário tratamento nenhum (apenas a observação).

Que características do nódulo sugerem um câncer de tireóide?

Um nódulo tem maior chance de ser canceroso (maligno) quando apresenta uma ou (principalmente) várias das características abaixo:

Crescimento rápido (semanas – poucos meses);
Consistência sólida, firme, endurecida;
Provoca dificuldade para engolir ou para respirar;
Pouco móvel, ou fixo;
Provoca rouquidão com muita freqüência;
Dor local importante;
Presença de gânglios linfáticos (linfonodos) aumentados e endurecidos no pescoço;
História de irradiação na região do pescoço, por qualquer motivo;
Outros membros da família já apresentaram câncer da tireóide.

Além disso, nódulos de tireóide que surgem em pessoas abaixo dos 30 ou acima dos 60 anos têm maior chance de malignidade.

O câncer de tireóide é comum?

Considerando todas as pessoas que têm nódulos palpáveis na tireóide, cerca de 4% das mulheres e 8% dos homens têm câncer de tireóide. O câncer de tireóide é o tumor maligno mais comum das glândulas endócrinas.

Como saber se um nódulo de tireóide é maligno?

O médico geralmente solicita alguns exames para saber se um nódulo é benigno ou maligno e, assim, definir qual o melhor tratamento.

Alguns exames que podem ser usados para essa diferenciação são:

Punção aspirativa da tireóide com agulha fina (PAAF ou PATAF) – que consiste da retirada de uma pequena quantidade de material da tireóide através de uma punção com uma agulha fina, através da pele. O material é então examinado com microscópios, como se fosse uma pequena biópsia. É o melhor exame para definir se o nódulo é benigno ou maligno, tendo uma percentagem muito pequena de erro (em torno de 1%). Pode ser feito com anestesia local, no consultório médico mesmo, e comumente produz apenas um pequeno desconforto (devido à agulha).
Cintilografia de tireóide –
é uma fotografia radioativa da tireóide, tirada após a administração de algum composto radioativo que se concentra principalmente nessa glândula (como o iodo radioativo ou o tecnécio). A cintilografia permite saber se um nódulo está funcionando normalmente. Nódulos que não funcionam (ou seja, não produzem hormônios) são chamados nódulos frios e apresentam uma chance maior de abrigar um câncer. Nódulos que funcionam normalmente ou que funcionam mais que o restante da glândula (nódulos quentes) têm uma chance muito menor de ser câncer.
Ultrassom de tireóide –
é um exame que revela o tamanho da tireóide, a presença de nódulos e as características estruturais desses nódulos (tamanho, forma, contornos, se contêm líquido ou não). Trata-se de um exame simples, barato e que traz muitas informações importantes, que podem ajudar o médico a avaliar se um nódulo tem maior ou menor chance de ser maligno.
Exames de sangue:
TSH, anticorpos, calcitonina.

Dos exames acima, o único que pode dizer com certeza se o nódulo é maligno ou não é a punção aspirativa. Os demais exames ajudam a aumentar ou diminuir a suspeita de câncer, mas não trazem informações definitivas, devendo ser complementados (em muitas vezes) por um exame de punção.

Qual o tratamento para o câncer de tireóide?

Felizmente, as formas mais comuns de câncer de tireóide (os tipos papilífero e folicular) são cânceres de evolução lenta e com uma boa chance de cura (que pode ser alcançada em mais de 90% dos casos com o tratamento adequado).

Portanto, se um paciente recebe o diagnóstico de câncer de tireóide, isso não é motivo para desespero. A maioria dos pacientes com câncer de tireóide consegue ser curada e recuperar-se muito bem deste tipo de tumor.

O tratamento específico do câncer de tireóide depende do tipo específico do tumor. Geralmente o nódulo maligno precisa ser removido através de cirurgia, e após a operação os pacientes recebem uma dose de iodo radioativo para destruir qualquer resto de tumor que tenha permanecido no pescoço.

Depois da cirurgia, os pacientes não são mais capazes de produzir hormônios tireodianos, e apresentam hipotireoidismo, portanto necessitando receber reposição desses hormônios na forma de comprimidos, geralmente pela vida toda.

Apesar de uma alta taxa de cura (maior que 90%), o paciente vai precisar de acompanhamento médico regular para a vida toda após a remoção de um câncer de tireóide, para ajuste da dose da medicação e para tratamento imediato caso seja encontrado um novo crescimento do tumor.

Os exames pedidos no acompanhamento pós-operatório incluem: exames de sangue (TSH e tireoglobulina, este sendo um marcador tumoral, ou seja, um exame que se altera na presença de vestígios ou um novo crescimento do tumor), ultrassom, cintilografia (em alguns casos) e outros exames que o endocrinologista julgar necessário.

Existem outros tipos de câncer da tireóide?

Há outros tipos de câncer de tireóide que são mais agressivos e têm menor chance de cura pelos tratamentos disponíveis atualmente, mas felizmente esses tumores de comportamento mais maligno são muito mais raros.

Os outros tipos de câncer que podem acometer a tireóide são: o medular, o anaplásico e outros tipos diversos (linfoma, etc).

Qual o tratamento para um nódulo benigno da tireóide?

Apenas 1 em cada 20 nódulos de tireóide é maligno.

A imensa maioria dos nódulos, portanto, é causada por alterações benignas da tireóide.

Se o nódulo não estiver causando sintomas ele pode não precisar de tratamento algum, apenas uma avaliação cuidadosa e o acompanhamento pelo médico.

Entretanto, um nódulo, mesmo sendo benigno, pode precisar de tratamento em alguns casos. A cirurgia para remoção do(s) nódulo(s) ou mesmo da tireóide inteira (quando esta apresenta um número muito grande nódulos) pode ser indicada quando o paciente apresenta sintomas significativos (dor, rouquidão, falta de fôlego, dificuldade para engolir, prejuízo estético).

O uso de iodo radioativo também pode ser bastante eficaz na redução do tamanho de alguns nódulos benignos, principalmente quando não são muito volumosos, e é uma opção cômoda e segura de tratamento, por eliminar o risco das complicações do procedimento anestésico e cirúrgico, e está sendo cada vez mais utilizado.

Alguns nódulos benignos funcionam mais do que o normal e levam a um quadro de excesso de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo), e nesse caso precisam ser tratados com a remoção cirúrgica ou o iodo radioativo, que constitui uma boa opção de tratamento em nódulos menores.

Nódulos formados predominantemente pelo acúmulo de líquido (cistos ou nódulos císticos) podem ser tratados com a simples aspiração do conteúdo do cisto usando uma agulha, inserida através da pele. Esse procedimento resolve uma boa parcela dos casos de cistos.

A injeção de álcool no interior do cisto melhora a chance de resolução. Quando o cisto volta a crescer, pode estar indicado o tratamento cirúrgico.

Os nódulos de tireóide podem ser reduzidos com medicamentos?

Antigamente, era comum os médicos prescreverem o uso de hormônios tireoidianos em pessoas que não tinham hipotireoidismo, para tentar diminuir o tamanho dos nódulos benignos de tireóide. No entanto, esse tipo de tratamento não é mais recomendado, a não ser que o paciente apresente deficiência desses hormônios (hipotireoidismo).

As razões para esse tipo de terapia estar caindo em desuso são as seguintes:

1) O uso de hormônio tireoidiano era usado como um teste para auxiliar no diagnóstico. Se o nódulo diminuísse de tamanho, era considerado benigno. No entanto, hoje se sabe que alguns nódulos, mesmo sendo cancerosos, podem diminuir de tamanho com esse tratamento. Com o surgimento da punção aspirativa com agulha fina, que define com muita segurança o diagnóstico de malignidade ou benignidade de um nódulo, o teste com hormônio tireoidiano ficou para trás.
2)
A redução do tamanho dos nódulos com hormônio tireoidiano mostrou-se muito discreta e temporária. Observou-se que, quando se usava o hormônio por um tempo determinado, os nódulos diminuíam muito pouco de volume, e assim que o uso da medicação era interrompido, os nódulos geralmente voltavam a crescer.
3)
O uso de hormônio tireoidiano para tentar reduzir o volume de um nódulo ou do crescimento da tireóide como um todo (bócio), em pacientes que não possuem hipotireodismo, pode trazer várias complicações saúde, a longo prazo. Isso porque a administração de hormônio da tireóide a pessoas com níveis normais desses hormônios leva a um quadro de hipertireoidismo, que pode trazer efeitos adversos importantes, principalmente para os ossos e o coração. Os riscos desse tratamento, portanto, são maiores que seus benefícios, o que reforçou o seu abandono por parte dos endocrinologistas.

Fonte: www.portalendocrino.com.br

Tireóide

O que é a tireóide?

A tireóide (ou tiróide) é uma glândula em forma de borboleta situada no pescoço, logo abaixo do que chamamos “pomo-de-adão”, popularmente conhecido como “gogó”.

A tireóide produz um “combustível” (hormônio) capaz de influenciar todas as células do organismo. Este “combustível” é fundamental para o bom funcionamento de órgãos importantes como coração, cérebro, fígado, rins, pele, etc.

Como saber se tenho problemas na glândula tireóide e como tratá-los?

Na fase adulta, a tireóide pode apresentar alguns problemas em seu funcionamento, passando a funcionar mais (hipertiroidismo) ou menos (hipotiroidismo). Para saber se você tem algum problema na tireóide, é necessário coletar alguns exames de sangue (TSH e T4), e o tipo de tratamento pode incluir comprimidos, cirurgia ou iodo radiativo.

O que são nódulos tiroidianos e qual a sua importância?

São caroços que aparecem nesta glândula, sendo mais comuns nas mulheres e mais frequentes com o envelhecimento. Estes nódulos podem ser únicos ou múltiplos, como também podem ser de tamanhos variados. Estão presentes em 5 a 10% da população adulta, e em torno de 5% dos casos podem representar algum tipo de câncer desta glândula.

O tratamento vai depender do tamanho do nódulo, e se este nódulo está ou não produzindo muito hormônio.

Quando indicado pelo endocrinologista, a retirada de pequena quantidade de células deste nódulo, através de uma punção, tem ajudo os médicos a orientar o paciente sobre o tratamento correto.

Hipotireoidismo: 10 Coisas para você aprender

O hipotireoidismo é uma disfunção na tireoide (glândula que regula importantes rgãos do organismo), que se caracteriza pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). É mais comum em mulheres, mas pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, até mesmo recém-nascidos - o chamado hipotireoidismo congênito.

Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre hipotireoidismo:

1. Em recém-nascidos, o hipotireoidismo pode ser diagnosticado através da triagem neonatal, pelo "Teste do Pezinho".
2. O Teste do Pezinho deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Em caso de resposta positiva ao hipotireoidismo congênito, o tratamento precisa ser iniciado imediatamente, sob rigoroso controle médico, para evitar suas consequências, entre elas o retardo mental. Assim, o bebê poderá ficar curado e ter uma vida normal.
3. Cerca de um a cada 4 mil recém-nascidos possuem hipotireoidismo congênito.
4. Em adultos, na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto.
5. O tratamento do hipotireoidismo é feito com o uso diário de levotiroxina, na quantidade prescrita pelo médico. E os comprimidos são em microgramas, variando de 25 a 200, e não em miligramas como a maioria dos medicamentos. Por isso, a levotiroxina não deve ser feita por manipulação, pois a chance de erro é grande.
6. Para reproduzir o funcionamento normal da tireoide, a levotiroxina deve ser tomada todos os dias, em jejum (no mínimo meia hora antes do café da manhã), para que a ingestão de alimentos não diminua a sua absorção pelo intestino.
7. Se estiver usando a medicação regularmente, e dessa forma mantendo os níveis de TSH dentro dos valores normais, quem tem hipotireoidismo pode levar uma vida saudável, feliz e completamente normal.
8. Se o hipotireoidismo não for corretamente tratado, pode acarretar redução da performance física e mental do adulto, além de elevar os níveis de colesterol, que aumentam as chances de problemas cardíacos.
9. Depressão, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol no sangue estão entre os sintomas do hipotieroidismo.
10. Não se deve confundir hipotireoidismo com hipertireoidismo, pois as disfunções são opostas: enquanto no "hipo" existe diminuição da produção de hormônios; no "hiper", há o aumento.

Hipertireoidismo: 10 coisas para você aprender

O hipertireoidismo é um problema na tireóide (glândula que regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins), que se caracteriza pela produção excessiva dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).

Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre hipertireoidismo:

1. O desencadeamento do hipertireoidismo pode ocorrer devido ao excesso de iodo na alimentação, ao surgimento de nódulos na glândula, ao funcionamento mais acelerado da tireoide ou à ingestão dos hormônios da tireóide.
2. A incidência de hipertireoidismo é bem mais frequente na mulher do que no homem.
3. O diagnóstico de hipertireoidismo é feito através de exames de sangue, com a dosagem dos hormônios tireoidianos (T3 e T4, que ficam aumentados) e do hormônio que regula a tireóide, o TSH.
4. A causa mais comum de hipertireoidismo é a Doença de Graves, que ocorre quando o sistema imunológico começa a produzir anticorpos que atacam a própria glândula tireóide.
5. Um dos sintomas mais frequentes da Doença de Graves ocorre nos olhos, que ficam parecendo maiores e mais saltados.
6. Há risco do hipertireoidismo afetar a gravidez ou a fertilidade feminina, entre outros males.
7. Nervosismo, ansiedade e irritação, assim como mãos trêmulas e sudoreicas podem ocorrer em pessoas com hipertireoidismo.
8. Pessoas com hipertireoidismo podem sofrer de perda de apetite, intolerância a temperaturas quentes, intestino solto, fraqueza nos músculos, queda de cabelo, perda de cálcio nos ossos, entre outros problemas.
9. Ocorre um aumento do volume da tireoide durante o hipertireoidismo.
10. O tratamento do hipertireoidismo deve ser acompanhado por um endocrinologista e a dosagem hormonal precisa ser checada periodicamente.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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