
É uma glândula endócrina que pesa aproximadamente 30 gramas.
A tiróide localiza-se sobre os primeiros anéis da Traquéia. Apresenta 2 lobos (um de cada lado da laringe) constituídos por tecido glandular endócrino e ligados por um istmo.
A tiróide produz tiroxina (Tetraiodo tironina) e Triidotironina.
A síntese de seus hormônios é realizada a partir da tiroglobulina (proteína) que se apresenta o aminoácido tirosina.
A tiroxina e a tridotironina são liberadas na corrente sangüínea sob a estimulação de tirotrofina (TSH), hormônio produzido pela adenoipófise, e estimulante da tiróide. Este hormônio estimula a captação do iodo pelas células dos folículos (da tiróide) e aumenta o tamanho e atividade das células secretoras. Em suma, a tirotrofina acelera a síntese dos hormônios da tireóide e sua liberação no sangue.
Os hormônios da Tiróide estimulam as reações químicas (metabolismo) da maioria dos tecidos do organismos, pois aumentam a quantidade de enzimas oxidativas.
A tiróide acelera o metabolismo dos carboidratos, dos lípides e das proteínas; tem função importante no crescimento e desenvolvimento influindo, inclusive, no ciclo menstrual e na fertilidade.
Os hormônios da tireóide são importantes para metamorfose dos anfíbios. Pode-se impedir a metamorfose do girino pela extirpação da glândula ou pode-se acelarar a metamorfose com a administração de hormônios da tireóide.
A suas manisfestações variam conforme a idade em que se inicia a insuficiência da tireóide.
O hipotireoidismo congênito traz o aparecimento de um quadro clínico denominado cretinismo. O afetado apresenta pequena estatura (devido a um desenvolvimento deficiente do esqueleto), cabeça grande e pernas curtas e a dentição é irregular, o desenvolvimento sexual é atrasado e há grande debilidade mental.
O hipotireodismo no adulto traz como efeitos fisiológico mais evidentes; queda da freqüência cardíaca, apatia, aumento de peso, engrossamento e tumefação da pele (mixedoma).
O indivíduo Hipertireoidismo apresenta: intolerância ao calor, metabolismo basal alto, aumento da freqüência cardíaca, perda de peso, tremor nas mãos, nervosismo e outras perturbações psíquicas. Na maioria dos Hipertireoidismo ocorre protusão dos globos oculares. (exoftalmia).
Há tipo de hipertireoidismo que é devido à formação de anticorpos contra hormônios da tireóide. Denomina-se a essa enfermidade, tireoidite de Hashimoto, a qual está ligada a fatores gênicos sendo, portanto, uma doença hereditária.
O bócio (papo) é um aumento de volume da tiróide em decorrência de hipo ou hiperfuncionamento da glândula.
O bócio pode ser endêmico, como resultado da falta de iodo em determinadas áreas geográficas. A falta de iodo no organismo impede a transformação da tiroglobulina em tiroxina.
O baixo teor de tiroxina no sangue vai provocar a liberação constante de tirotrofina no sangue vai provocar a liberação constante de tirotofina pela hipófise (feedback positivo). Esta estimulação prolongada da tiróide, por sua vez, leva a hiperplasia da glândula (bócio).
As paratireóides apresentam-se como 2 pares de glândulas ovóides que pesam cerca de 140 mg no homem. Estão localizadas na face posterior na Tiróide.
A função destas glândulas está intimamente relacionada com o metabolismo do cálcio e do fósforo. Desempenham um papel importante na manutenção do nível normal desses íons no plasma e no líquido intercelular.
O hormônio das paratireóides, paratormônio mantém constante a relação entre cálcio e fósforo no plasma, aumenta a eliminação de cálcio e do fósforo pela urina e mobiliza o cálcio dos ossos; favorecem também a absorção de cálcio pelo intestino porém, neste caso, é indispensável a presença da vitamina D. ocorre uma queda no teor do hormônio após a administração de cálcio e, ao contrário, o nível do hormônio aumenta quando a concentração do cálcio no plasma diminui.
Trata-se como se vê, de um mecanismo de realimentação ou feedback, controlando pelo nível de cálcio no plasma sangüíneo.
A falta ou insuficiência do paratormônio reduz o cálcio sangüíneo do seu nível normal e determina um aumento no nível do fósforo, enquanto que a excreção renal do cálcio e do fósforo diminui.
A queda acentuada no nível do cálcio sangüíneo leva ao aparecimento da tetania muscular, devido a uma hiperexcitabilidade dos tecidos nervoso e muscular, causada pela insuficiência dos íons de cálcio no sangue.
Nos pacientes com hipertensão da paratireóide ocorre uma alteração na relação cálcio/fósforo do sangue; nível do cálcio eleva-se muito e o nível do fósforo diminui.
O excesso do hormônio determina uma excessiva mobilização de cálcio dos ossos, levando ao aparecimento de deformações ósseas e fraturas freqüentes.
Há eliminação de cálcio e fósforo pela urina, podendo haver formação de cálculos renais devido a um depósito de cálcio.
Quimicamente o paratormônio é polipeptídio de peso molecular 8.500.
Fonte: www.geocities.com

A glândula tireóide está situada na frente dos anéis da traquéia, entre o pomo-de-adão (proeminência da laringe no meio da região anterior do pescoço) e a base do pescoço, onde se localiza a fúrcula esternal.
Com a forma de um H ou de um escudo (thyreos, em grego, quer dizer escudo), consiste num istmo central com um lobo do lado esquerdo e outro do lado direito. (Imagem 1). Fixa à laringe por tecido conjuntivo, a glândula se movimenta com a deglutição.
A tireóide guarda uma relação complexa com outras estruturas anatômicas - veias artérias, músculos e nervos e produz os hormônios tireoideanos, responsáveis por diversos controles do organismo, como batidas cardíacas, movimentos intestinais, poder de concentração do cérebro, tônus da musculatura, respiração celular.
No passado, a única forma de examinar a tireóide era por meio da palpação. Em geral, o médico se posicionava atrás do paciente e, com as mãos, procurava verificar se existiam alterações na glândula.
Se o advento da ultra-sonografia representou um avanço inegável no método de examinar a tireóide, pois permite o diagnóstico precoce de problemas graves, trouxe também consigo uma série de questionamentos.
Pessoas que fazem ultra-som da tireóide descobrem a existência de dois, três, s vezes, quatro nódulos absolutamente assintomáticos, e perguntam o que devem fazer diante desse achado.
Muitas são encaminhadas para a cirurgia sem necessidade, porque temem conviver com o problema.
Fonte: www.drauziovarella.com.br