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Doação de Órgãos

A doação e o transplante de órgãos é uma conquista recente da Ciência, razão pela qual não foi tratada na Codificação Espírita. À época, sequer se supunha essa possibilidade, que é mais uma etapa do desenvolvimento progressivo da humanidade.

Temos que analisar a questão, portanto, sob a ótica dos ensinamentos trazidos pelos Espíritos, e sempre apoiar-se na codificação de Allan Kardec.

E o que os Espíritos e a Codificação nos revelam? Nos revelam que somos espíritos imortais, criados por Deus para atingir a maior perfeição possível e, com esta, a felicidade eterna. Vivemos ora no mundo espiritual, onde aprendemos com os espíritos mais evoluídos e nos preparamos para novas encarnações e no mundo corporal, onde habitamos um corpo físico que nos servirá para aplicarmos o que aprendemos, sempre tendo como meta a nossa evolução. Ensina-nos ainda, a Doutrina, que o combustível que nos move para essa evolução é a prática da caridade.

Para a Doutrina Espírita a doação de órgãos é um ato de amor e caridade, pois pode salvar alguém que precisa ficar mais algum tempo na vida material.

Quando falamos em morte, temos que distinguir duas coisas bastante diferentes: morte e desencarnação. A morte é uma questão meramente física, é a cessação das funções fisicas. Desencarnação é o desligamento do espírito do corpo físico. Portanto, pode haver a morte, mas se o espírito continuar ligado ao corpo (isto se dá de acordo com seu apego à materia), não ocorrer a desencarnação. O espírito mantendo-se ligado ao corpo mantém as sensações do corpo, ou seja, sente o que acontece com "seu" corpo físico.

Por essa razão, é aconselhável que se obtenha antes a concordância do doador, pois se efetuada a retirada de orgãos sem que o espírito esteja consciente e de acordo ele pode vir a sofrer algum tipo de perturbação ou de dor. É importante ressaltar que a Espiritualidade sempre proverá o amparo no processo de retirada dos orgãos, assim como nos casos de desencarne seja por doenças e ou acidentes, fazendo com com que os padecimentos sejam reduzidos e até mesmo não acontecendo.

Inúmeras mensagens de espíritos desencarnados, que doaram seus órgãos (em especial a córnea, cuja técnica já é dominada há mais tempo) relatam as pequenas repercussões que tiveram (como em qualquer cirurgia), bem como o amplo amparo dos amigos espirituais, além de sentirem, no mais além, as vibrações de agradecimento por parte do receptor e da família do mesmo. Regra geral, o espírito desencarnado não sentirá dor, no sentido físico, pois a maioria estará em uma espécie de "sono" nos momentos seguintes à morte/desencarnação. A exceção são aqueles que tinham muito apego ao corpo físico, às coisas do mundo, e que realmente acompanham, através de sensações desagradáveis, o processo de desligamento.

Transplantes de Orgãos

De início, consideramos que a medicina terrena é bênção divina, acompanhada de perto por Espíritos de elevada caridade e competência, os quais, sob orientação direta do Mestre Jesus, fazem aportar no planeta Terra, no tempo certo, benesses balsâmicas no trato das doenças, propiciando cura delas ou alívio da dor que causam.

Os transplantes constituem uma benesse sublime. Salvam vidas. Aliviam dores.

Sabemos nós, os espíritas, que cada ser humano tem todo um acervo de realizações positivas e negativas ao longo de inúmeras existências terrenas, daí advindo a inexistência de patamares espirituais semelhantes. Por isso mesmo, sendo diferentes as vibrações energéticas perispirituais do doador e do receptor, o órgão a ser transplantado não encontrará sintonia vibracional no destino. Daí advém a rejeição orgânica, que na verdade espelha diferença nos complexos sistemas vitais de um e de outro, regulando o equilíbrio nos interplanos – material e espiritual.

Assim como ocorre nas cirurgias de modo geral, existem equipes espirituais atuando no procedimentos de transplantes, realizando a adaptacao e assimilação dos fluídos do doador pelo receptor. O orgão transplantado se "ajusta" ao corpo físico do receptor. A medicina tambem tem seu avanço nas drogas e procedimetos que permitem altos níveis de sucesso.

Pessoa alguma há que, após passar por um transplante, continue a mesma. O mérito de ganhar mais um tempo na caminhada material pode ser o resgate de grandes provas.

Daí, a auto-reforma.

A Lei Divina de Ação e Reação, de ação automática e permanente, muito beneficiará o doador, além do que o beneficiado (e seu Anjo Guardião), seus parentes, amigos e a própria equipe médica envolvida, estarão todos direcionando a ele, doador, vibrações positivas, em preces de gratidão. Para o doador desencarnado isso é bênção incomparável.

NOTA

Obviamente, não doar órgãos é um direito pleno de cada indivíduo. E jamais o não-doador poderá ser acusado de egoísmo ou de falta de amor para com seu próximo, pois como foi dito anteriormente não há patamares de elevação espiritual semelhantes, e cada um poderá fazê-lo a seu tempo, quando o entendimento assim o permitir.

Mas, verdade seja dita, quem doa demonstra vivenciar louvável posicionamento em estágio moral que só benefícios espirituais hão de lhe ser dispensados. O não-doador – e somente ele – poderá responder à auto-pergunta: – E se um dia eu precisar de um transplante?

Os transplantes, ligados intimamente que estão ao ato supremo das doações, surgiram como que para testar nossas virtudes de solidariedade humana, nosso altruísmo, nossa generosidade, nossa piedade, nossa compaixão, nossa filantropia, nossa benevolência, nossa bondade, nosso amor ao próximo, nosso espírito humanitário, nossa indulgência, nossa excelência moral, nossa grandeza de alma, nossa misericórdia, nosso espírito de socorro, amparo e auxílio e, sobretudo, a virtude mais decantada nos Evangelhos: o amor e a caridade”

Bibliografia

Doação de Órgãos e Transplantes de Eurípedes Kühl
http://www.newsweek.com/id/178873
Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo – CVDEE.ORG.BR
Panorama Espírita – panoramaespirita.com.br

Fonte: www.detroitsp.com

Doação de Órgãos

O que é Doação de Órgãos e Tecidos ?

É um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento de sua morte, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas, possam ajudar outras pessoas.

Quais são os tipos de Doadores?

Doadores vivos

Doadores não-vivos - constatação de morte encefálica.

Doação de Órgãos

Órgãos que podem ser doados em Vida

Doação de Órgãos

Um dos rins
Parte do pulmão
Parte do Fígado
Medula óssea

Doadores em Vida...

Pessoas compatíveis com boas condições de saúde.

Pessoas não parentes necessitam de ordem judicial.

Doação de Órgãos

Doadores de órgãos não-vivos

São aqueles em que se constata a Morte encefálica

Doação de Órgãos

Órgãos e Tecidos que podem ser doados após a morte

Rins
Pulmões
Coração
Válvulas Cardíacas
Pâncreas
Intestino
Córneas
Ossos
Cartilagem
Tendão
Veias
Pele

Doação de Órgãos

O que é Morte Encefálica?

Morte encefálica significa a morte da pessoa

É uma lesão irrecuperável e irreversível do cérebro após traumatismo craniano grave, tumor intracraniano ou derrame cerebral

É a interrupção definitiva de todas as atividades cerebrais

Coma x Morte Encefálica

O estado de coma é um processo reversível
O paciente em coma está vivo

A morte encefálica é irreversível
O paciente em morte encefálica não está mais vivo

Fonte: www.abto.org.br

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