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Trigo

PRODUÇÃO DE TRIGO

PREPARO DO SOLO

A escolha do sistema de manejo do solo para o cultivo intensivo de grãos é muito importante.

Longe de ser uma tecnologia simples, o preparo do solo compreende um conjunto de práticas que, usadas racionalmente, podem manter a alta produtividade das culturas.

Recomendações generalizadas podem ser inadequadas, mas, podem-se enumerar alguns cuidados como a alternância do tipo de implemento e profundidade de trabalho; a diminuição do número de operações e, consequentemente, o trânsito sobre áreas cultivadas, o menor revolvimento e quebra de torrões, a manutenção da umidade e a permanência de resíduos vegetais sobre a superfície do terreno, principalmente nos plantios convencional e “a lanço”, este ainda bastante utilizado.

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PLANTIO DIRETO

Na cultura do trigo, o plantio direto ou semeadura na palha tem sido a principal opção dos agricultores. A prática visa à conservação do solo, à manutenção da produtividade da cultura ao longo do tempo e à garantia de um rendimento econômico adequado.

A rotação de culturas no sistema de plantio direto é fundamental e pode elevar a produtividade em até 20%, sendo mais utilizada com milho, soja e feijão, entre outros.

CALAGEM E ADUBAÇÃO

A análise do solo é o método mais eficiente para estimar a necessidade de calcário e adubo e é válida somente quando a amostra analisada representa adequadamente a área. Para áreas homogêneas, retirar de 15 a 20 amostras simples para compor uma amostra composta. As análises de solo de rotina (0 a 20cm de profundidade) devem ter a periodicidade máxima de 3 anos, mas é recomendada, também, a amostragem até a profundidade de 60cm (0-20cm, 20- 40cm e 40-60cm) com a periodicidade máxima de 5 anos.

Os efeitos benéficos da calagem são distintamente verificados nas cultivares de trigo. Entretanto, os efeitos da calagem também podem ser prejudiciais, sobretudo se o calcário for mal distribuído ou incorporado superficialmente.

Para o trigo irrigado ou de sequeiro, a aplicação de calcário deverá elevar a saturação por bases a 70% e o magnésio a um teor mínimo de 5 mmolc/d3. O efeito da calagem depende da aplicação e incorporação do calcário com antecedência, sendo recomendável realizar a operação antes da cultura de verão.

Os fertilizantes constituem uma fração considerável do custo de produção do trigo. Seu emprego, nas quantidades adequadas, é um aspecto de grande importância econômica para o agricultor e a análise do solo é o instrumento por meio do qual se elaboram recomendações de menor risco, especialmente se fatores como o histórico da área e a disponibilidade de capital do produtor forem considerados na decisão sobre as doses a serem aplicadas.

PRATICAS CULTURAIS

O espaçamento recomendado é de 17 cm entre as linhas, podendo variar de 15 a 20 cm.

A densidade de semeadura é de 60 a 80 sementes aptas por metro linear, ou aproximadamente 300 sementes por metro quadrado. A profundidade de semeadura pode variar de 2 a 54 cm e o gasto de sementes varia de 100 a 160 kg/ha. Para cultivares de porte alto deverá ser utilizada densidade de 60 sementes por metro linear. Na semeadura a lanço, pouco recomendada, o gasto de sementes é, em média, 20% maior.

Uma boa umidade no solo, na época de instalação da cultura, proporciona uma germinação uniforme, sendo a baixa disponibilidade de água durante o ciclo do trigo uma das principais limitações ao aumento de produtividade. O trigo necessita de irrigações leves e freqüentes, em intervalos regulares.

CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS

O emprego de cultivares resistentes é a medida mais econômica e eficaz no controle de doenças. O tratamento de sementes, a rotação de culturas e a eliminação de plantas voluntárias e de hospedeiros secundários também auxiliam na redução do inóculo de patógenos. O controle químico é uma medida emergencial e rápida, porém, eleva significativamente o custo de produção, devendo ser bem planejado. Neste caso, e também na rotação de culturas, é importante contar com assistência técnica para estabelecer um programa que se adapte às características de cada propriedade. Procure a orientação da Casa da Agricultura (CATI) de seu município, no caso de incidência de pragas ou doenças.

Principais doenças: oídio, ferrugem da folha, ferrugem do colmo, manchas foliares, giberela, brusone, bacteriose.

Principais pragas: pulgões (raiz e folha), lagartas e vaquinhas; coleópteros e roedores nos grãos armazenados.

COLHEITA

Na cultura do trigo, a colheita é de extrema importância para garantir a produtividade e a qualidade final dos grãos. Chuvas muito próximas da época de colheita trazem perdas significativas na qualidade do grão. A ausência de sementes de plantas daninhas misturadas ao trigo e o controle da temperatura na secagem dos grãos aumentam o preço do produto na comercialização. A armazenagem também deve ser criteriosa, de forma a evitar pragas e fungos e manter a qualidade.

CUIDADOS PÓS-COLHEITA

Não misturar grãos de cultivares diferentes.

Não misturar grãos com índices de queda (falling number) diferentes.

Controlar a unidade na recepção dos lotes e não misturar lotes com graus de unidade diversos.

Não usar temperatura superior a 60o C. Para a secagem, a temperatura na massa de grãos não deve ultrapassar 45º C. A queima resulta em perda irreversível da qualidade do trigo.

Controlar insetos e pragas no armazém.

Procurar o Órgão Oficial para a classificação do produto.

QUALIDADE INDUSTRIAL

Com a finalidade de adequação ao mercado, estabeleceram-se as classes: trigo brando, pão, melhorador, durum e trigo para outros fins. O enquadramento foi baseado em dados do número de queda (falling number) e alveografia (força do glúten).

As diferenças ambientais entre áreas ou regiões, incluindo as variações inter-anuais dentro da mesma área, e as técnicas de cultivo influenciam na qualidade do trigo.

Dentre elas podem ser citados: distribuição das chuvas, temperatura, intensidade de luz, fotoperíodo, duração do período de enchimento dos grãos, características do solo como retenção de umidade, fertilidade, mobilidade de nutrientes e disponibilidade de nitrogênio.

Fonte: www.cati.sp.gov.br

Trigo

Trigo

Nome científico

Triticum sativum L.

Família

Gramineae

Origem

Sudoeste da Ásia

Características da planta

Planta anual, composta de colmos eretos, produto de uma perfilhação sucessiva, que pode atingir até 1,5 m de altura.

Folhas planas, compridas, um pouco ásperas, que possuem uma bainha invaginante.

O fruto, conhecido como grão de trigo, é do tipo cariopse, cuja forma é ovóide, entumecida, tenra e farinácea.

Nem todas as flores transformam-se em frutos; geralmente encontram-se de 2 a 3 grãos em cada espigueta.

Características da flor

As flores não possuem cálice nem corola e estão dispostas em espiguetas alternas, em número de três a cinco, formando uma inflorescência terminal do tipo espiga composta.

Melhores variedades

Sul Estado de São Paulo: maringá (IAC-5), IAC-17; Vale do Paranapanema (média Sorocabana ): maringá (IAC-5), BH-1146 , IAC-17, IAC-18, tobari-66, LA-1434 R, IAC-13, paraguay 281, alondra 4546 e confiança.

Época de semeadura

15-03 a 30-04 para todos os cultivares; para o cultivar IAC-5 estende-se até 15 - 05. Pra a região sul de 15 - 03 a 30 - 05.

Espaçamento

Entre linhas: 20cm.

Sementes necessárias

100 -120kg/ha.

Combate à erosão

Plantar em áreas terraceadas.

Adubação

De acordo com a análise de terra.

Tratos culturais

Capinas eventuais (o bom preparo do solo reduz as capinas).Aplicar herbicidas contra a mostarda, mabiça e Ipomea sp).

Combate à moléstias e pragas

Ferrugens do colmo e da folha: variedades resistentes

Lagartas: inseticidas clorados, cabamatos ou mistura de clorados e fosforados

Carunchos: expurgos

Pulgões: inseticidas fosforados, sistêmicos ou não.

Trigo

Época de colheita

Agosto - setembro.

Produção normal

0,8 a 2 5t/ha de grãos.

Melhor rotação

Soja, variedade precoce.culturas de ciclo curto de verão, como feijão, sorgo e amendoim.

Observações

Em São Paulo, a cultura é recomendável na faixa de trigo, Região Sul e Vale do Paranapanema. São indispensáveis o preparo esmerado do solo e a escolha de terrenos de boa topografia para mecanização da cultura.

Fonte: www.agrov.com

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