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Trigo

 

Nome científico: Triticum sativum L.
Família:
Gramineae
Origem:
Sudoeste da Ásia

Trigo
Trigo

Características da planta

Planta anual, composta de colmos eretos, produto de uma perfilhação sucessiva, que pode atingir até 1,5 m de altura.

Folhas planas, compridas, um pouco ásperas, que possuem uma bainha invaginante.

O fruto, conhecido como grão de trigo, é do tipo cariopse, cuja forma é ovóide, entumecida, tenra e farinácea.

Nem todas as flores transformam-se em frutos; geralmente encontram-se de 2 a 3 grãos em cada espigueta.

Características da flor

As flores não possuem cálice nem corola e estão dispostas em espiguetas alternas, em número de três a cinco, formando uma inflorescência terminal do tipo espiga composta.

Melhores variedades: Sul Estado de São Paulo: maringá (IAC-5), IAC-17; Vale do Paranapanema (média Sorocabana ): maringá (IAC-5), BH-1146 , IAC-17, IAC-18, tobari-66, LA-1434 R, IAC-13, paraguay 281, alondra 4546 e confiança.

Época de semeadura: 15-03 a 30-04 para todos os cultivares; para o cultivar IAC-5 estende-se até 15 - 05. Pra a região sul de 15 - 03 a 30 - 05.

Espaçamento: Entre linhas: 20cm.

Sementes necessárias: 100 -120kg/ha.

Combate à erosão: Plantar em áreas terraceadas.

Adubação: De acordo com a análise de terra.

Tratos culturais: Capinas eventuais (o bom preparo do solo reduz as capinas).Aplicar herbicidas contra a mostarda, mabiça e Ipomea sp).

Combate à moléstias e pragas

Ferrugens do colmo e da folha: variedades resistentes
Lagartas:
inseticidas clorados, cabamatos ou mistura de clorados e fosforados
Carunchos:
expurgos
Pulgões:
inseticidas fosforados, sistêmicos ou não.

Trigo
Trigo

Época de colheita: Agosto - setembro.

Produção normal: 0,8 a 2 5t/ha de grãos.

Melhor rotação: Soja, variedade precoce.culturas de ciclo curto de verão, como feijão, sorgo e amendoim.

Observações

Em São Paulo, a cultura é recomendável na faixa de trigo, Região Sul e Vale do Paranapanema. São indispensáveis o preparo esmerado do solo e a escolha de terrenos de boa topografia para mecanização da cultura.

Fonte: www.agrov.com

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HISTÓRIA DO TRIGO

O trigo é originário da antiga Mesopotâmia, mais especificamente na região da Síria, Jordânia, Turquia e Iraque, segundo os artigos de arqueologia. Nesta época, o homem ainda era nômade e os cereais eram encontrados normalmente plantados.

O homem cultiva o trigo (tritricum vulgare), pelo menos, há 6.000 anos e para tirar a farinha triturava os grãos entre pedras rústicas.

Durante as escavações arqueológicas, foram encontrados grãos de trigo nos jazigos de múmias do Egito, nas ruínas das habitações lacustres da Suíça e nos tijolos da pirâmide de Dashur, cuja construção data de mais de três mil anos antes de Cristo.

A origem do precioso grão mistura-se com as lendas de quase todas as religiões: os egípcios atribuíam o seu aparecimento à deusa Isis; os fenícios a Dagon; os hindus a Brama; os árabes a São Miguel; os cristãos a Deus.

O trigo é cultivado em todo mundo, sendo o segundo maior plantio entre os cereais e uma das principais bases da alimentação de humanos e animais.

O uso do pão branco, de massa fermentada, é atribuído, em primeiro lugar, aos egípcios, 20 a 30 séculos antes de Cristo.

Com o passar dos tempos, aperfeiçoou-se a técnica de fabricação, controlando-se melhor a fermentação e diversificando formas, tipos e sabores, além da adição de outros ingredientes como ovos, leite, cereais diversos, dentre outros.

A moagem do trigo é uma técnica milenar que embora mantenha um mesmo princípio básico, requer tecnologia adequada.

No moderno processamento, o trigo chega aos moinhos, onde é analisado, passando então pelo processo de limpeza, seleção, moagem, peneiração (separação da farinha de trigo do gérmen e do farelo), descanso e empacotamento. Este processo é exclusivamente físico, não utilizando qualquer tipo de aditivos.

Fonte: www.donabenta.com.br

Trigo

Trigo
Trigo

É remotíssima a origem do trigo. O homem cultiva o triticum vulgare, pelo menos, há seis mil anos, no início, triturando-o entre pedras rústicas, para aproveitar a farinha. Foram encontrados grãos de trigo nos jazigos de múmias do Egito, nas ruínas das habitações lacustres da Suíça e nos tijolos da pirâmide de Dashur, cuja construção data de mais de três mil anos antes de Cristo.

A origem do precioso grão mistura-se com as lendas de quase todas as religiões: os egípcios atribuíam o seu aparecimento à deusa Isis; os fenícios a Dagon; os hindus a Brama; os árabes a São Miguel; os cristãos a Deus.

O uso do pão branco, de massa fermentada, é atribuído, em primeiro lugar, aos egípcios, 20 a 30 séculos antes de Cristo. Com o passar dos tempos, aperfeiçoou-se a técnica de fabricação, controlando-se melhor a fermentação.

Devido à seleção dos produtores e, mais recentemente, ao trabalho de pesquisas científicas, a cultura do trigo ampliou-se, ocupando áreas cada vez maiores e alcançando produtividade maior.

Destacam-se como grandes produtores: China, Rússia, Estados Unidos, Índia, Canadá, França, Turquia, Austrália, Argentina e Reino Unido.

O TRIGO NO BRASIL

O trigo deve ter sido uma das primeiras culturas tentadas pelos portugueses no Brasil. A história do trigo no Brasil teve início em 1534, quando as naus de Martim Afonso de Sousa trouxeram as primeiras sementes de trigo para serem lançadas às terras da Capitania de São Vicente, de onde foi difundida por todas as capitanias, invadindo até a Ilha de Marajó, cujas plantações se tornaram , mais tarde, famosas.

Os trigais brasileiros se anteciparam aos norte-americanos, argentinos e uruguaios, pois o Brasil foi o primeiro país americano a exportar trigo, graças às lavouras que teve em São Paulo, Rio Grande do Sul e outras regiões, antes do aparecimento da ferrugem.

Em 1737, alguns colonos dos Açores chegaram ao Rio Grande do Sul e se dedicaram à triticultura. Em 1780 foi colhido no Rio Grande do Sul 61.111 alqueires de trigo ou 2.000 toneladas e em 1781 62.879 alqueires. Havia contrabando de trigo para Montevidéo, quando houve o incentivo do Governo em exportar trigo para Portugal. Assim, exportaram 12.878 alqueires em 1795 e 221.745, em 1816, produção essa que baixou a 80.440 em 1819 e a 20.623 em 1822.

Trigo
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Entre 1840 e 1850, embora a ferrugem já estivesse arruinando os trigais brasileiros, cultivava-se trigo no município pernambucano de Bonito, a 480 m de altitude; em Viçosa, Alagoas; na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, entre outros. Eram culturas pioneiras que mostravam a possibilidade do Brasil produzir trigo não só nas regiões Sul e Leste, bem como no Nordeste e no Centro-Oeste, desde que se corrigisse a latitude com a altitude. Mas, por volta do primeiro quartel do século passado, e devido à ferrugem que se abateu sobre os trigais brasileiros, começou a decadência de nossa triticultura na sua primeira fase. Os imigrantes europeus sempre contribuíram para a difusão da cultura do trigo. Porém não havia a preocupação em introduzir variedades resistentes às diversas ferrugens e capazes de se aclimatarem no Brasil. Assim, aos anos de êxito seguiam-se os de fracasso.

Em 1912, o Ministério da Agricultura criou o primeiro Campo Experimental de Trigo, no Rio Grande do Sul. Em 1918 dispôs-se a conceder prêmios em máquinas agrícolas aos sindicatos e cooperativas que cultivassem trigo no mesmo ano e no seguinte.

Em 1919 foi fundada, simultaneamente com a Estação Experimental de Ponta Grossa, Paraná, a Estação Experimental de Alfredo Chaves, hoje Veranópolis, Rio Grande do Sul, onde trabalhou, entre aquele ano e 1924, o agrônomo tcheco Carlos Gayer, cujo mérito principal foi ter reunido as antigas variedades cultivadas na zona colonial, assim como ter iniciado uma obra de separação de formas. Várias dessas linhagens se destacaram e são conhecidas como linhas Alfredo Chaves, fazendo parte do "pedigree" de todas as variedades até hoje cultivadas no Brasil. Assim começou a pesquisa do trigo no Brasil.

Em 1923, a convite do Ministério da Agricultura, veio ao Brasil Alberto Boerger, geneticista do Instituto Fitotécnico La Estanzuela, no Uruguai. Estudando o problema tritícola brasileiro, disse, o cientista, que a triticultura deveria ser fomentada com a criação de estações experimentais, com a distribuição sistemática de boas sementes e através da concessão de prêmios aos agricultores.

Em 1924, foi contratado o geneticista sueco Iwar Beckman, que realizou as primeiras hibridações de trigo no Brasil, destacando-se a que ficou conhecida como "Fronteira" , resistente à ferrugem amarela, que dizimou os trigais do Rio Grande do Sul em 1929, sendo de melhor rendimento que outras variedades então disponíveis. Cruzando "Fronteira" com "Mentana", este trazido por Gayer da Itália, Beckman obteve o trigo "Frontana", que entra para a história como o primeiro resultado espetacular da pesquisa no Brasil.

Deflagrada a Revolução de 1930 no País, uma das primeiras preocupações do Governo recém-instalado foi conceder incentivos financeiros à produção de trigo, visando ao aumento da produtividade. Porém o esforço governamental só veio a encontrar ressonância após a 2a. Guerra Mundial, com a adoção da política de substituição de importações.

Em 1937, a Lei nº. 470 determinava a criação de cinco estações experimentais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Goiás, além de 40 postos de multiplicação de sementes divididos em vários Estados. Infelizmente, os postos nunca foram instalados.

O Decreto-Lei nº. 26, de 1937, criou o Serviço de Fiscalização do Comércio de Farinhas, com a finalidade de impulsionar a fabricação de pão misto, que teria 70% de trigo e 30% de sucedâneos, quase sempre farinha de raspa de mandioca. Também seriam usadas, na mistura, farinhas de arroz e milho, depois substituídas pela de raspa de mandioca.

A mistura obrigatória incentivou a cultura da mandioca e a montagem de fábricas do novo tipo de farinha. Com isso, caiu a importação de trigo, passando de 1.037.169 toneladas de grão e de 42.978 toneladas de farinha, em 1938, a 857.878 toneladas de grão e 18.072 de farinha, em 1940. Esta redução também foi causada pelo aumento da safra brasileira de trigo.

A tendência era para uma diminuição muito maior, pois estava aumentando a percentagem da mistura, até atingir os 30%. Contudo, alguns, preocupados com a perda do mercado brasileiro, atuaram de forma a derrubar o trabalho realizado. Em 1942, o Itamarati assinou, de forma unilateral, sem nenhuma vantagem brasileira, um convênio com a Argentina, proibindo o uso do pão misto no Brasil durante dez anos. Muitas fábricas fecharam e os prejuízos foram vultosos, tendo o preço do trigo subido imediatamente e a produção brasileira baixado para 100.000 toneladas anuais.

Foi lento o ressurgir da triticultura brasileira. Aos poucos, a produção subiu novamente, mas ainda é muito inferior ao consumo. A falta de orientação definida e contínua para esse segmento da lavoura, tem produzido efeitos contraditórios, que se refletem na permanente oscilação da produção brasileira.

A triticultura brasileira teve um marco importante, em 1962, com a criação do CTRIN, que, conjugado com o esforço da pesquisa, que fez surgir variedades resistentes à ferrugem, além do salto nas cotações internacionais da soja e o preço de incentivo do trigo, pelo Governo, após o Decreto-Lei nº. 210, de 1967, resultou no crescimento da produção nacional de 255 mil toneladas, para 1.146 mil toneladas em 1969.

Uma análise de nossas safras mostra, em 1971, uma produção de cerca de 2 milhões de toneladas. Já no ano seguinte, uma série de fatores naturais interferiu na lavoura, frustrando a produção que caiu verticalmente, não chegando a atingir 700 mil toneladas.

Em 1973 e 1974 novos bons resultados foram conseguidos, diante da conjugação de diversos fatores, destacando-se o aumento da área plantada e o incentivo oficial, expresso pelos preços remuneradores concedidos pelo Governo. Porém, o resultado mais expressivo viria a ocorrer em 1976, com 3.038 milhões de toneladas.

A criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, em 1973, fez com que a pesquisa deixasse de ser matéria conduzida por heróis singulares e passasse a predominar anônimas equipes, capazes de examinar conjuntamente todos os aspectos da cultura. Por coincidência, também em 1973, começou a funcionar a pesquisa do trigo no IAPAR – Fundação Instituto Agronômico do Paraná, em Londrina.

Em 1975, uma geada catastrófica dizimou as lavouras de trigo, pondo a perder, inclusive, gerações e gerações de cruzamento em campos experimentais e o próprio trigo semente. Apesar de resistências, foi autorizada a importação de materiais mexicanos.

Em 1976, ano muito úmido, houve um grande surto de doenças fúngicas, que retirou das lavouras materiais mais antigos e promoveu nova importação de sementes mexicanas.

Até 1990 não havia qualquer classificação das variedades recomendadas no Brasil, quanto à aptidão de suas farinhas para a panificação. O projeto de Mapeamento dos Trigos Brasileiros, patrocinado, no primeiro ano, pelos Grupos Santista e J.Macêdo e, nos seguintes pela própria ABITRIGO, possibilitou estabelecer esta classificação.

A espetacular melhoria na competitividade do trigo nacional não esgotou o problema de qualidade, ainda há um longo caminho a ser trilhado no esforço de elevação da qualidade dos trigos brasileiros.

Atualmente, em razão dos altos custos de armazenamento e conservação do produto, o Governo Federal sempre que necessita intervir na comercialização do trigo nacional, conforme as circunstâncias de mercado, para garantir os preços mínimos oficiais, promove a oferta de Prêmio para o Escoamento de Produto – PEP.

Esse mecanismo permite à Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, operacionalizar um programa de compra e venda simultânea de trigo, através da Política de Garantia de Preços Mínimos.

Fonte: www.coodetec.com.br

Trigo

O principal ingrediente na panificação é a farinha de trigo. Existem farinhas de muitos tipos, com características diferentes, usadas para produtos específicos.

As mudanças na composição do trigo são muitas devido às diferenças entre as condições de solo e de clima das diversas regiões onde o grão é plantado, sendo difícil manter o padrão da farinha de um ano para o outro. Para a fabricação de pão e de outros produtos fermentados, a farinha de trigo deve possuir consistência dura, já que se faz necessário o uso de uma farinha mais forte.

Na moagem do trigo para obtenção de farinha é feita a remoção do germe e do farelo, ou seja, cerca de 17% do grão. É esperado portanto, um rendimento de aproximadamente 83%, obtendo uma farinha que corresponde ao endosperma do grão.

Mas o trigo possui uma camada de aleurona, que tem proteínas de baixo valor tecnológico e deve ser retirada do restante do endosperma no processo de moagem. Para a remoção total da aleurona torna-se necessário retirar também uma parte do endosperma. Essa fração corresponde a 11% do grão.

Portanto, uma farinha de trigo considerada como padrão é aquela que apresenta 72% de extração, ou seja, onde somente 72% do trigo proveniente do endosperma, é aproveitado como farinha.

Composição média da farinha de trigo de 72% de extração:

Composição %
Umidade 11 – 14
Proteína 8 – 15
Gordura 0,9 – 1,1
Cinzas 0,44
Carboidrato
Amido
Açúcar
Fibras
72 – 78
74 – 76
1,3 – 2,1
0,3 – 0,4

UMIDADE

A umidade irá variar de acordo com o preparo do trigo para a moagem.
Condições climáticas e de estocagem também modificam o conteúdo de umidade da farinha.
Em ambientes úmidos, a farinha tende a absorver umidade, se armazenada por longos períodos.

PROTEÍNA

Na farinha de trigo existem dois tipos de proteínas: as não formadoras de glúten e as formadoras de glúten.

Entre as primeiras encontram-se as albuminas e as globulinas que do o ponto de vista tecnológico não são muito interessantes já que não parecem contribuir com características importantes que afetem a qualidade dos produtos de panificação.

As segundas, chamadas de formadoras de glúten, são a gliadina e a glutenina, que têm a propriedade especial de entrelaçar-se entre elas através de pontes de hidrogênio, ligações de Van der Waals e pontes dissulfeto e formar uma rede protéica chamada de glúten.

Quando a farinha de trigo fica em contato com água forma uma massa que pode, após a fermentação, reter gás e dar forma característica aos produtos de panificação.

A elevada porcentagem de prolina nas proteínas do glúten evita que elas formem estruturas de hélices completas, expondo grupos que poderão assim se interligar.

Essas proteínas contêm também elevada porcentagem de estruturas não polares que favorecem a formação de ligações intermoleculares por forças de Van der Waals.

Durante a mistura dos ingredientes de um produto de panificação há uma hidratação das proteínas formadoras do glúten, ficando dispersas irregularmente na massa formada. Esse glúten para que posteriormente possa reter gás, deve ser desenvolvido apropriadamente, o que pode ser conseguido por uma mistura a alta velocidade ou por mistura a velocidade mais baixa, seguida de fermentação apropriada.

Quando o glúten é desenvolvido, seja por mistura ou por fermentação, adquire uma estrutura fina e regular, pois as proteínas se dispersam regularmente na massa formando uma rede uniforme.

Essa estrutura é formada devido a uma série de transformações físicas que acontecem na massa durante o processo de panificação, pela presença de enzimas e aditivos usados nesses processos. O desenvolvimento do glúten é afetado pela qualidade da farinha e pelos ingredientes. Assim, num processo de panificação, é preciso um controle adequado das matérias-primas e principalmente das farinhas.

GORDURA

O conteúdo de gordura na farinha é pequeno, chegando a menos de 1%. A maior parte da gordura do trigo se encontra no germe, sendo eliminado em sua maioria, no processo de moagem. Nas farinhas integrais, toda a gordura permanece na farinha pois todo o grão é utilizado na produção da farinha. A rancidez da gordura da farinha se dá devido ao seu inadequado armazenamento. O odor de ranço pode ser desejável e então adiciona-se à massa pequenas quantidades de farinha rancificada.

CINZAS

Os minerais se concentram principalmente nas camadas mais externas do grão e portanto, quanto maior for a concentração de cinzas em uma farinha, maior terá sido seu grau de extração, ou seja, maior quantidade de farelo foi incorporado à farinha , o que consequentemente acarreta uma diminuição na sua qualidade.

CARBOIDRATO

Na panificação, além de aumentar o valor nutricional dos produtos, os açúcares servem para: conferir doçura necessária, servir como substrato para as leveduras, ajudar no processo de mistura, melhorar a textura do produto, ajudar na retenção de umidade prolongando o frescor, além de promover uma boa coloração de crosta.

Os grânulos de amido compõem aproximadamente 75% da farinha. Durante o processo de moagem, uma pequena parte dos grânulos é danificada. Isto é um fator importante pois estas partículas absorvem mais água, sendo úteis na produção de pão. No entanto, grânulos demasiadamente danificados podem ser prejudiciais ao condicionamento massa e ao produto final. A qualidade do amido é importante pois a absorção de água é um fator fundamental na panificação.

DEMAIS COMPONENTES DA FARINHA DE TRIGO

Alguns ingredientes são adicionados à farinha pelo próprio moageiro: o branqueamento com dióxido de cloro, ou produto similar é usado para maturar farinhas verdes e eliminar parte dos pigmentos carotenóides presentes nestas farinhas, além de evitar a oxidação de proteínas; bromatos são adicionados para conferir melhor textura ao produto final; antioxidantes podem ser adicionados para melhorar a fermentação e o condicionamento da massa.

Existem ainda, diversas enzimas na farinha de trigo que convertem parte das partículas de amido em dextrinas e em açúcares fermentecíveis. As leveduras então utilizam esses açúcares como substrato adicional. As proteases presentes na farinha e no fermento atuam sobre o glúten, tronando-o macio e com boa extensibilidade.

CRITÉRIOS DE QUALIDADE DA FARINHA DE TRIGO

A definição de qualidade de farinha é a capacidade desta em produzir uniformemente um produto final atrativo com um custo competitivo, após condições impostas pelas unidades manufatoras do produto final.

De modo geral, a força da farinha tem sido sinônimo de sua qualidade. A presença ou ausência do fator de força governa a conveniência de uma farinha para um fim específico. Força é usualmente associada com proteína da farinha de trigo e abrange ambas medições de qualidade e quantidade.

A caracterização da porção do glúten na proteína é feita com a medição de fatores como: extensibilidade e resistência para extensão da pasta, tempo de hidratação, tempo de máximo desenvolvimento e resistência à ruptura durante a mistura mecânica.

Fonte: www.pgie.ufrgs.br

Trigo

História do Trigo

Trigo
Trigo

Triticum em latim, trigo em português, é um cereal que sempre fez parte da alimentação das civilizações desde a Antiguidade.

Segundo historiadores, o trigo já era cultivado na época da Mesopotâmia, próximo às margens dos rios Tigres e Eufrates.

Durante escavações arqueológicas foram encontradas provas de que esse importante cereal já nos acompanha há muitos anos: fósseis de trigos foram encontrados ao lado de ossos humanos no sul da França e Suíça, bem como na região do Iraque (antiga Mesopotâmia).

Traçando uma ordem cronológica e geográfica, há indícios de que sementes de trigo foram descobertas aproximadamente em 6700 a.C., no Oriente.

Ainda segundo relatos da Bíblia dos cristãos, filósofos que viveram em 300 a.C. já escreviam sobre tipos de trigo no Egito.

Quanto à América Latina, o cereal chegou ao México, em 1519 e ao Brasil pelas mãos do militar e representante da Coroa portuguesa Martim Afonso de Sousa, em 1534.

O trigo é amplamente utilizado nas refeições de grande parte dos continentes pelo seu valor nutricional e por ser ingrediente essencial de diversos pratos fartamente consumidos como pão e macarrão.

É também a farinha de trigo que gera delícias como bolos, tortas e biscoitos.

Fonte: www.biscoitosarcor.com.br

Trigo

O que é trigo

O trigo é uma gramínea do gênero Triticum, que contém algo como 30 tipos geneticamente diferenciados, entre os quais apenas três são produzidos comercialmente, o Aestivum Vulgaris, o Turgidum Durum e o Compactum.

O Durum é utilizado na produção de macarrão e outras massas, o Compactum é um trigo de baixo teor de glutem, produzido em pequena proporção, utilizado para fabricar biscoitos suaves, enquanto que o Aestivum é responsável por mais de quatro quintos da produção mundial, por ser o adequado a panificação.

História do trigo no Brasil

No Brasil, há relatos que o cultivo do trigo tenha se iniciado em 1534, na antiga Capitania de São Vicente. A partir de 1940, a cultura começa a se expandir comercialmente no Rio Grande do Sul. Nessa época, colonos do Sul do Paraná plantavam sementes de trigo trazidas da Europa em solos relativamente pobres, onde as cultivares de porte alto, tolerantes ao alumínio tóxico, apresentavam melhor adaptação.

A partir de 1969/70, o trigo expandiu- se para as áreas de solos mais férteis do norte/oeste do Paraná e, em 1979, o Estado assumiu a liderança na produção de trigo no Brasil. A maior área semeada e a maior produção foram registradas em 1986/87 quando, em uma área de 3.456 mil ha, o Brasil produziu 6 milhões de toneladas de trigo. Naquela safra, o Paraná produziu 3. Milhões de toneladas de trigo e a produtividade alcançou 1.894 kg/ha.

A expansão da área de trigo no Paraná ocorreu numa época em que também se destinavam maiores recursos para a pesquisa agrícola no Brasil. Como resultado, se observou um aumento simultâneo da área e da produtividade do trigo.

Enquanto que a produtividade média do trigo no Brasil, no período de 1970 a 1984, foi de 1.139 kg/ha, no período de 1995 a 2003, ela se situou acima dos 1.500 kg/ha. Atualmente, algumas cooperativas têm obtido, em anos sucessivos, médias superiores a 2.500 kg/ha.

Produtividades de trigo superiores a 5.000 kg/ha, são relatadas com frequência, em lavouras bem cuidadas.

Tabela de valor nutricional da Farinha de Trigo

O trigo, assim como o malte, a cevada, a aveia e o centeio, possui o glúten em sua composição, desta forma, não deve ser consumido por portadores da doença celíaca, já que a mesma traz como consequência ao organismo (caso consumido estes alimentos), uma atrofiação nas mucosas do intestino delgado, prejudicando o organismo e a absorção de diversos nutrientes.

Farinha de Trigo

Quantidade 100 gramas
Calorias (Kcal) 360
Proteína (g) 9,8
Carboidrato (g) 75,1
Fibra Alimentar (g) 2,3
Colesterol (mg) n/a
Lipídios (g) 1,4
Ácido Graxo Saturado (g) n/a
Ácido Graxo Saturado (g)Ácido Graxo Mono insaturado (g) n/a
Ácido Graxo Poli insaturado (g) n/a
Cálcio (mg) 18
Fósforo (mg) 115
Ferro (mg) 1,0
Potássio (mg) 151
Sódio (mg) 1,0
Tiamina (mg) 0,31
Riboflavina (mg) traços
Niacina (mg) 0,89

Planta da família das Poaceae

O trigo (Triticum spp.) é uma gramínea que é cultivada em todo mundo. seu cultivo segue paralelo à história da antigüidade e da modernidade. E é utilizado principalmente como base de farinhas para fabricar um alimento essencial.

Planta pode atingir 0,5 a 1,5m. de altura, tem raízes em forma de cabeleira, caule oco e reto (colmo), 6 a 9 folhas estreitas e compridas, flores em grupo de 3 a 5 formam espiguetas que se agrupam em número de 15 a 20, formando espigas. O fruto, uma cariopse, é seco, pequeno, chamado grão, conclue desenvolvimento 30 dias após fecundação da flor.

Trigo
Trigo

Dentre as variedades indicadas para cultivo na região do Brasil Central-Cerrado encontram-se: BR-26 - São Gotardo (sequeiro e irrigado), BR-33 - Guará (irrigado), BH-1146 (sequeiro), EMBRAPA-21 (sequeiro) Anahuac (irrigado).

Origem: Originário da Síria, Jordânia, Turquia e Iraque.

Plantio: Áreas corrigidas com calcário, bem adubadas e já cultivadas anteriomente com plantas leguminosas - soja, feijão, adubos verdes, devem ser preferidas.

Evitar plantio em áreas com ervas daninhas e em solos com Ph abaixo de 5,0 e saturação de bases abaixo de 20%.

Sementes devem estar isentas de pragas, doenças, serem vigorosas e com % de germinação elevada. Para previnir doenças - na germinação e emergência - indica-se tratamento de semente, pouco antes do plantio, com mistura de fungicidas à base de Carboxin (93,7g.) + Thiuram (93,7g.) de principio ativo para 100 Kg de sementes para previnir aparecimento de helmintosporiose, carvão, outras.

Princípios Ativos: amido, ácido ascórbico, ácido caprínico, ácido clorogênico, ácido ferúlico, ácido fólico, ácido fórmico, ácido glutâmico, ácido malênico, ácido oxálico, alantoína, albumina, apigenina, a-tocoferol, a-triticeno, benzaldeído, betaína, biotina, campesterol, celulose, cobre, ergosterol, ferro, fibra (26,7%), fósforo, hidratos de carbono, lisina, magnésio, niacina (vitamina PP), pectina, proteína (glúten 12%), quercetina, vitaminas B e E, sitosterol, zinco.

Propriedades medicinais: antioxidante, calmante, emoliente, neurotônica, nutritiva, reconstituinte, vitaminizante.

Óleo do gérmem do trigo: antioxidante.

Indicações: afecção da pele, anemia, convalescência, desnutrição, doença cardíaca, hipotensão, intestino preso.

Óleo do gérmem do trigo: colesterol, prevenir a arteriosclerose, doenças cardiovasculares.

Parte utilizada: frutos, gérmen, farelo.

Contra-indicações/cuidados: o farelo de trigo é contra-indicado para pacientes com absorção intestinal deficiente, úlceras estomacais, do duodeno, apendicite, tuberculose mesentérica. O farelo de trigo é uma alimento energético de fácil assimilação, recomendado para crianças, velhos, convalescentes, debilidade, raquitismo, anemia. Remineraliza o organismo, fortalece o sistema nervoso e aumenta a secreção láctea.

Trigo
Trigo

Efeitos colaterais: O trigo, assim como o malte, a cevada, a aveia e o centeio, possui o glúten em sua composição, desta forma, não deve ser consumido por portadores da doença celíaca, já que a mesma traz como consequência ao organismo (caso consumido estes alimentos), uma atrofiação nas mucosas do intestino delgado, prejudicando o organismo e a absorção de diversos nutrientes.

Fonte: www.plantasquecuram.com.br

Trigo

Trigo
Trigo

Acredita-se que o trigo, como é conhecido hoje, seja originário de gramíneas silvestres, que se desenvolveram nas proximidades dos rios Tigre e Esfrates (Ásia), por volta dos anos 10.000 a 15.000 AC. Contudo, os primeiros registros encontrados datam o ano de 550 AC, o que leva a concluir que já é cultivado a mais de 2.000 anos.

Os trigos primitivos tinham espigas muito frágeis, que quebravam com facilidade quando maduros.

As sementes eram aderidas às pontas florais.

Foram necessários muitos anos de seleção natural e artificial para chegar aos tipos de trigo agora conhecidos.

TRIGO NO BRASIL

A história do trigo no Brasil está estreitamente relacionada com a história desta Nação.

O trigo foi introduzido na Capitania de são Vicente, em 1534, de onde foi difundido por todo o País com a colonização.

Desde a chegada dos primeiros colonos não tem cessado o esforço nem a necessidade de se cultivar trigo no País.

No Rio Grande do Sul, o trigo foi introduzido em 1737, constituindo-se a principal cultura da região, seguida pelo milho, Feijão, mandioca e arroz.

Em 1775, iniciaram-se as exportações do cereal, que crescia em importância ano após ano.

Por isso, não foi preciso muito tempo para que o Rio Grande do Sul fosse denominado "Celeiro do Brasil".

Em 1811, com o surgimento da ferrugem, os trigais destruídos a tal ponto que, em 1823, o cereal não era mais cultivado no Sul do Brasil. Somente em meados do século XIX o Brasil voltou a produzir trigo.

O crescimento foi lento, pois ocorreram novos problemas com a ferrugem.

Em 1875, com o início da imigração italiana na colônia de Caxias, o trigo voltou a ser semeado no Sul. Ali ficou muito tempo, restrito às pequenas propriedades como cultura de subsistência. Contudo, a boa adaptação de algumas cultivares de origem italiana consolidaram o trigo no Sul do Brasil.

Com a inauguração de Estações Experimentais no Rio Grande do Sul e no Paraná, o trigo lançou novas bases para a evolução da área e da produção.

Hoje pode-se considerar três regiões triticolas distintas no Pais: Região Sul, compreendida pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e centro sul do Paraná. Região Centro Sul, compreendida pelo norte e oeste do Paraná, São Paulo e mato Grosso do Sul. Região central, compreendida por áreas nos estados do Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia.

A cultura do trigo é de fundamental importância no sistema de produção agrícola do centro-sul e sul do Brasil, sendo cultura economicamente viável no período de inverno.

Na quase totalidade das cultivares disponíveis no mercado são consideradas de boa qualidade industrial, sendo a maioria de classe comercial trigo pão, e algumas de classe melhorador.

Fonte: www.stedile.com.br

Trigo

Trigo
Plantação de trigo, cereal cultivado desde a Pré-História como fonte de alimento: base do pão.

Planta herbácea anual da família das gramíneas, cultivada em climas temperados. Pertence ao grupo dos cereais.

O cultivo do trigo, que ocupa milhões de hectares, é um dos mais importantes do mundo. Desde a Pré-História ele é cultivado como fonte de alimento.

Os grãos do trigo são transformados em farinha para fazer pão e outros produtos alimentícios.

Os produtos derivados constituem a base da alimentação de milhões de pessoas em todo o planeta. Os cientistas pesquisam continuamente novas variedades capazes de resistir ao frio, às doenças e às pragas.

A PLANTA

Aparência

O pé de trigo é verde-brilhante e pode crescer até 1,5 m de altura.

A planta tem duas formações de raízes: as primárias ou temporárias, que são as primeiras a nascer e geralmente não apresentam muitas ramificações; e as permanentes, que surgem depois, nos primeiros nós dos colmos, ramificando-se e aprofundando-se muito no solo.

Os colmos são, em geral, eretos e formados de nós e entrenós. As folhas são alternadas, longas e delgadas. As flores, em inflorescência do tipo espiga, surgem na extremidade do colmo e ficam presas a um eixo principal chamado raque.

Cada espiga tem, em média, cinco flores e é protegida por invólucros que, em algumas variedades de trigo, formam prolongamentos na forma de barba (praganas). A fecundação ocorre quando o pólen de uma flor, transportado pelo vento, é depositado nos pistilos. Após a fecundação, os ovários do trigo dilatam-se e surgem os grãos. Uma planta saudável produz em média 15 grãos de trigo.

O Grão de Trigo mede de 3 a 6 mm de comprimento.

Divide-se em três partes principais: o germe, o pericarpo e o endosperma. O germe é a parte de onde nascerá a nova planta, sendo formado de proteínas, vitaminas e gordura. O pericarpo é composto de várias camadas que protegem a semente e é usado principalmente na fabricação de alimentos para animais.

O endosperma é formado sobretudo de amido e é a parte de onde se retira a farinha. O endosperma contém uma proteína denominada glúten, que tem a propriedade de dilatar-se em contato com o fermento, possibilitando o crescimento do pão.

COMO O TRIGO É USADO

Farinha de Trigo: Grande parte da produção de trigo é transformada em farinha por meio da moagem. Quanto mais branca a farinha de trigo, menos pericarpo e germe ela contém. No entanto, as vitaminas, os sais minerais e as proteínas encontram-se exatamente nessas duas partes. Por isso, a farinha integral, escura e de difícil conservação, é a mais nutritiva.

Os alimentos produzidos a partir da farinha de trigo integral fornecem significativas quantidades de ferro, proteína e amido, além de niacina, riboflavina e tiamina – vitaminas do complexo B.

Massas Alimentícias: As partículas duras do trigo são transformadas em massa e passadas em máquinas para fazer diversos tipos de massa alimentícia, como o macarrão.

Alimento Para Animais: A camada do pericarpo e outras partes do grão que permanecem depois que a farinha branca é obtida são usadas como alimento para bovinos e aves domésticas.

Outros Produtos: O ácido glutâmico é outro subproduto do trigo, utilizado na fabricação do glutamato monossódico. Essa substância, semelhante ao sal de cozinha, acentua o sabor de outros alimentos.

A Pesquisa de Novos Usos

Pesquisadores desenvolvem cruzamentos do trigo para obter espécies de qualidade superior e também criam novos tipos de cereal, como o chamado triticale, já cultivado em pequenas áreas e empregado como forragem.

Atualmente também se fabrica o trigo transgênico, alimento que tem gerado grandes discussões a respeito de seus efeitos no organismo.

Clima e Solo

Os melhores solos para o cultivo do trigo são os abundantes em humo (matéria orgânica em decomposição), pois fornecem nutrientes à planta. Áreas onde não chove muito e de clima temperado são as mais indicadas para o cultivo desse cereal.

Rotação de Cultivos

Em alguns lugares, os agricultores plantam trigo em sistema de rotação anual com outras plantas, como milho, aveia, trevo, soja ou certos tipos de capim.

Colheita

O trigo pode ser colhido quando está seco e duro. Em muitas fazendas, máquinas denominadas combinadas automotrizes realizam os trabalhos de colheita (ceifam, debulham e limpam o trigo).

OS INIMIGOS DO TRIGO:

A Ferrugem é uma das doenças mais graves que atacam o trigo. Causada por um fungo, produz manchas avermelhadas, que se tornam marrons.
O Carvão, outra doença provocada por fungos, ataca seriamente os grãsos de trigo.

Outras Doenças: Várias outras doenças atacam o trigo, sobretudo as causadas por fungos, como a septoriose, a helmintosporiose e a fusariose.

Insetos: A mosca hessena (Mayetiola destructor) causa grandes danos ao trigo. Essa mosca tem o tamanho de um mosquito e deposita seus ovos nas folhas do trigo. As larvas saem dos ovos, arrastam-se por entre o colmo e as folhas e sugam a seiva da planta.

PRINCIPAIS REGIÕES PRODUTORAS DE TRIGO: China, EUA e Rússia são os maiores produtores mundiais de trigo.

Ele é também um importante produto agrícola na Argentina, na Austrália, na Índia, no Canadá, na França, na Itália, na Turquia, no Irã, na Polônia, na Romênia, no Reino Unido, no Paquistão e no Uruguai.

No Brasil

O cultivo do trigo tem contribuído para a modernização da agricultura do país, determinando a instalação de uma grande rede de silos e armazéns. Incentivos governamentais nas décadas de 1940, 1950 e 1960 favoreceram maior investimento no cultivo do cereal, inclusive com a introdução de sementes selecionadas vindas do exterior.

Fonte: www.clickeducacao.com.br

Trigo

O trigo é uma gramínea, um cereal fasciculado, de fruto oval pertencente à família Gramínea e do gênero Triticum, possuindo diversas espécies. O tipo de maior interesse comercial é o Triticum aestivum L., trigo comum, utilizado na panificação, produção de bolos, biscoitos, massas e produtos de confeitaria.

O tipo Triticum durum é mais especialmente destinado ao preparo de massas alimentícias, macarrões, lasanhas, rondeles, etc.

É um dos mais importantes grãos para a humanidade. É a segunda-maior cultura, a seguir ao milho e o terceiro é o arroz.

É originário da antiga Mesopotâmia.

Os arqueólogos demonstraram que o cultivo do trigo é originário da Síria, Jordânia, Turquia e Iraque.

Há cerca de 8.000 anos atrás, uma mutação ou hibridização natural ocorreu, resultando em uma planta com sementes grandes, porém que não podiam espalhar-se pelo vento. Esta planta não poderia vingar como silvestre, porém, poderia produzir mais comida para os humanos e, de fato, ela teve maior sucesso que outras plantas com sementes mais pequenas e tornou-se o ancestral do trigo moderno.

A produção internacional do trigo totalizou 563,2 milhões toneladas, em 2002.

Os principais produtores mundiais são: China, EUA, Índia, Canadá e Rússia.

Entre os maiores produtores destacam-se os EUA e o Canadá, como grandes exportadores. Entre os importadores destacam-se a China, Índia, Rússia, Japão e Brasil.

O grão do trigo é a semente da qual a planta de trigo cresce, mantendo assim o ciclo contínuo.

Cada semente contém três distintas partes: endosperma, casca e gérmen, que são objeto de separação durante o processo de moagem para produzir a farinha de trigo, seja a especial refinada ou a integral.

O grão de trigo é o armazenador de nutrientes essenciais para a dieta do ser humano.

Casca: corresponde aproximadamente a 14,5% do peso do grão. Contém uma pequena quantidade de proteínas, larga quantidade de vitaminas do complexo B, traços de minerais, e material celulósico, também chamado de fibra alimentar. É encontrada separadamente para comercialização como Farelo ou Fibra de Trigo.

Endosperma: constitui aproximadamente 83% do peso do grão. Ele é a fonte de farinha branca refinada especial. O endosperma contém a maior parte da proteína do grão inteiro, carboidratos e ferro, como também algumas vitaminas do complexo B, tais como riboflavina, niacina e a tiamina.

Gérmen: aproximadamente 2,5% do peso do grão. É o embrião da semente, usualmente separado, devida à quantidade de gordura natural que interfere na qualidade de conservação da farinha de trigo refinada especial. Dos nutrientes no grão de trigo inteiro, o gérmen contém mínimas quantidades de proteínas, mas grande parte das vitaminas e minerais. O gérmen de trigo pode ser obtido separadamente ou estar presente na farinha de trigo integral. A qualidade da proteína do gérmen de trigo é comparada à do leite. É rico em Vitamina "E" e tem alto poder energético.

O processo de moagem, refinamento, tem por objetivo "separar" na forma mais pura e concreta, o endosperma, para que este possa ser moído e convertido em farinhas "não contaminadas" com o germe ou o farelo, os quais são comercializados separadamente.

Para isto, os grãos primeiramente passam por um processo de trituração onde serão extraídas os vários tipos de farinhas brancas refinadas, inclusive as sêmolas e semolinas. Em seguida estas são classificadas nos plansifters em partículas grossas e finas. Estas partículas irão passar por cilindros redutores, e novamente pelos plansifter, sassores e outros equipamentos que definirão os produtos derivados do trigo.

O principal produto derivado de trigo é a farinha branca refinada especial, seguida do farelo e o gérmen. Existem vários tipos de farinha de trigo e estas são especificadas de acordo com o produto que se deseja produzir.

Os alimentos derivados do trigo são boas fontes de carboidratos, proteínas, vitamina do complexo B, ferro, zinco, selênio e magnésio e traços de outros elementos, além de fibra alimentar.

As fibras são carboidratos indigestivos nos alimentos, que agem como uma vassoura para limpar o trato digestivo. A entrada da fibra adequada tem relação com a menor incidência de câncer de colo e alguns tipos de doenças do coração. A fibra adequada na dieta também tem relação com um melhor controle do diabetes e do total de doenças do colo.

Uma fatia de pão integral de trigo contém aproximadamente 1,5 gramas de fibras; uma fatia de pão branco contém 0,5 gramas de fibras. Os alimentos de trigo são boas fontes de fibras, entre eles pães integrais, biscoitos integrais, assim como produtos que contém o farelo, o grão e o gérmen de trigo, e que muitas vezes, ainda são complementados com outros cereais, frutas e vegetais.

No Brasil, passou a vigorar a aplicação de ferro e acido fólico (Vitamina B9) nas farinhas de trigo. Isto se deve a ausência do consumo de derivados do trigo, ocasionando problemas tais como pelagra, beribéri e anemia. Foi visto que estes estavam associados à falta desta vitamina e ferro, que podem ser encontrados no trigo e seus derivados.

Em alguns paises, como o EUA, além do enriquecimento com ferro e ácido fólico, outras vitaminas do complexo B, niacina, tiamina, riboflavina, são adicionadas na farinha de trigo para corrigir estas deficiências na dieta. No caso citado dos Estados Unidos o enriquecimento faz parte de um programa que foi o maior fator para a eliminação da pelagra e beribéri, assim como de uma significativa redução da anemia.

Farinha de Trigo Integral: Produzida a partir do grão inteiro do trigo, contem casca, endosperma e gérmen. A presença da casca enfraquece a ação do glúten, o que leva com que produtos feitos com essa farinha tenham a característica de serem mais pesados e densos do que os mesmos, quando produzidos com farinha de trigo refinada branca.

Independentemente, ao se fazer produtos com farinha de trigo integral, precisa-se adicionar farinha de trigo refinada especial para que exista um fortalecimento da ação do glúten, ligadura da massa.

A farinha de trigo integral é mais rica em vitaminas do complexo B, vitamina E, gordura natural, proteína e contem mais traços minerais e fibras. Bem melhor para a alimentação humana, pois durante os processos de fabricação da farinha de trigo refinada especial, certos nutrientes do trigo, como as fibras, gordura natural, alguma quantidade de proteínas e vitaminas são perdidos, portanto adicionados a posteriori, conforme relatado acima.

Alguns derivados do trigo: Farinhas Refinadas Brancas ou Amarelas (Especiais), Farinha Integral Grossa e Fina, Farelo ou Fibra, Gérmen, Flocos, Grão Inteiro, Triguilho (quibe, tabule, saladas), etc.

A Bulgária tem um dos mais altos usos per capita de trigo: 279 kg por pessoa ano, seguidos por Austrália - 142, Arábia Saudita - 123, França - 109, Estados Unidos - 86, China - 67 e Brasil - 57 kg por pessoa ano.

Fonte: www.viaintegral.com

Trigo

Etimologia

O port. esp. trigo, respectivamente de 1112 e de 964 (no português arcaico a forma triigo), é o lat. triticum, 'trigo'. O it. grano, frumento, fr. blé, c. 1080, e o ing. wheat, al. Weizen, ambos do séc. IX, de origem germânica, traduzem o port. esp. trigo.

Conceituação

O trigo é um cereal da família das gramíneas (ver), do gênero triticum, que compreende cerca de 24 espécies, das quais as mais extencivamente cultivadas são T. aestivum e T. durum.

É o cereal mais importante na alimentação humana, nas regiões de clima temperado. O arroz, seu mais próximo concorrente, e o milho predominam nas regiões tropicais.

Características

A planta tem raízes fasciculadas, comos eretos, cilindricos, com cinco a sete nós sólidos e internós ocos na maioria das variedades. As folhas são lineares, simples, paralelinérveas, com bainhas que, em geral, cobrem cerca de 2/3 do colmo, com aurículas e lígulas. A inflorecência é uma espiga, com espiguetas sésseis.

cada espigueta consiste de duas brácteas estéreis ou glumas, e duas a cinco flores.

Cada flor tem duas glumas: a lema e a pálea, três estames e um pistilo, e duas pequenas lodículas na base.

O fruto é uma cariopse, pequena, seca, indeiscente, com uma única semente, fino pericarpo, embrião e endosperma. Tem cor vermelha, branca ou intemediária, quando o endosperma é vítreo, a cor é mais escura; quando farinhoso, mais clara.

A planta é anual, com ciclo de cerca de 90 a 180 dias, conforme o ambiente e o genótipo. O porte vai de 20cm a cerca de 2m de altura. Há variedades que necessitam de frio, sem o que não completam seu ciclo e outras cuja floração depende da duração do dia.

Cultivo

As grandes regiões produtoras de trigo estão nas zonas de clima temperado e chuvas, as moderadas. Fazem-se culturas nas planícies para facilitar o uso de máquinas.

Entre os principais alimenros do mundo,o trigo é o que menos necessita de água.

O excesso de chuvas, aliado a temperaturas elevadas, favorece moléstias e pragas. As maiores zonas produtoras estão na antiga URSS, nos EUA e Canadá, na Europa ocidental, no sudeste da Austrália, nos vales do Índus e do Ganges, na Índia e no Paquistão, nos pampas da Argentina, no norte da China e no vale do Nilo.

Quanto ao ciclo, há dois tipos de trigo: o de primavera, plantado na primavera e colhido no verão, e o de inverno, plantado no outono e colhido no fim da primavera e no verão.

Os trigos de inverno são plantados nas regiões deinverno moderadamente frios. com verões secos e quentes. Plantados no outono, recebem logo chuva e neve, a qual, com o degelo, ao chegar a primavera, supre o solo lentamente de água.

Os trigos de primavera são plantados nas regiões de clima temperado e frio rigoroso, onde o trigo não resistiria ao inverno, principalmente quando não tem a proteção da neve. São plantados também nas regiões onde o inverno é ameno, pois, em geral, não dependem do frio para completarem seu ciclo. Mais próximo aos trópicos e também perto do ártico, plantam-se trigos de primavera.

Utilização Como Alimento

Trigo
Trigo

A parte do tigo usada na alimentação humana é o endosperma do fruto,que se transforma em farinha, pela operação da moagem, baseada no grau diferente de friabilidade do endosperma, da casca e do embrião. Enquanto o endosperma submetido a pressão quebra-se em particulas cada vez menores, a casca e o embrião fragmentam-se menos, e podem ser separados por peneiragem, para constituirem o farelo, utilizado nas rações para animais domésticos, especialmente bovinos e aves.

Quanto mais branca a farinha de trigo, menos casca e embrião contém; mas os teores mais elevados de vitaminas, sais minerais, proteínas e gorduras estão no embrião e na casca. Daí ser a farinha integral mais nutritiva, embora seja escura e de mais difícil conservação, por seu conteúdo de enzimas.

A proteína da farinha de trigo é o glutén, que determina a qualidade do pão, tornando-o macio, além de contribuir para seu valor alimentício. A farinha tem uns 12% de proteína; o restante é principalmente amido.

Há vários tipos de trigo: duros, médios, moles e um tipo especial, da espécie Triticum durum para massas alimentícias, como o macarrão.

Os trigos duros são mais ricos em glúten e de maior força, servindo, especialmente, como conrretores ou melhoradores dos trigos moles, assim chamados pela qualidades fraca de seu glúten, sendo os médios os intermediários. Os trigos moles produzem farinha melhor para bolos, biscoitos, tortas etc.

Histórico

O desenvolvimento e progresso da humanidade, estão intimamente ligados à história do trigo.

Escavações arqueológicas no sul da França e na Suiça descobriram grãos de trigo fossilizado junto a ossos humanos. Esses achados e muitos outros provam que, já em tempos pré-históricos, o trigo era alimento básico do homem.

A utilização do trigo começou quando, em algumas regiões do mundo, o homem deixou de ser o nômade que colhia os vegetais a medida que os emcontrava, passando ao plantio ordenado de cereais. Acredita-se que as civilizações e o cultivo de grãos surgiram quase ao mesmo tempo, e talvez um em decorrência do outro.

Os cientistas acham que o trigo foi cultivado pela primeira vez, entre os rios Tigre e Eufrates, na antiga Mesopotânea (atual Iraque). Em 1948, o cientista norte-americano Robert Braindwood descobriu sementes de trigo no Iraque que datam de aproximadamente 6700 a.C. Os dois tipos de trigo encontrados por Braindwood são muito semelhantes, em diversos aspectos, ao trigo cultivado atualmente.

A bíblia faz frequentes referências à produção, uso, armazenamento e doenças do trigo. Por ela, ficamos sabendo que o trigo foi um importante alimento na Palestina e no Egito. Teofrasto, filósofo grego que viveu por volta de 300 a.C., escreveu sobre diversos tipos de trigo que cresciam em toda a bacia do mediterrâneo.

O trigo era plantado na China muito tempo antes do nascimento de Cristo.

Em Roma, o trigo era o cereal nobre, preferido pelos ricos, enquanto os pobres e os escravos tinham que contentar-se com a cevada. Da região mediterrânea, o grão foi levado para o resto da europa e, na Alemanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia foi gradualmente substittuindo outros cereais usados na alimentação.

O trigo chegou à América na época dos descobrimentos, quando Colombo trouxe algumas sementes da europa, em 1943. Hernando Cortês introduziu o cereal no México em 1519. De lá alguns missionários o levaram para os atuais estados norte-americanos do Arizona e Califórnia.

O brasil foi o primeiro país das Américas a exportar trigo, graças às plantações que possuía em São Paulo, Rio de Janeiro e outras regiões. Ao que parece, as primeiras sementes foram trazidas por Martim Afonso de Sousa, em 1534, para a capitania de São Vicente (São Paulo) onde se aclimataram muito bem.

Os trigais expandiram-se e alcançaram o nordeste.

O trigo foi plantado em Garanhuns (Pernambuco), Teixeiras (Paraíba), Meruoca (Ceára) chegando até a Ilha de Marajó no Pará. Mais tarde, desenvolveu-se também em Minas Gerais e Gaiás. Em 1737, colonos açorianos deram grande impulso ao cultivo desse cereal e o Brasil exportava grandes quantidades de trigo para Portugal.

Em meados do Século XIX, os trigais foram atacados pelas ferrugens, praticamente desaparecendo até a Primeira Guerra Mundial. A partir desse período, o governo brasileiro passou a se interessar mais pela questão, concedendo prêmios aos produtores e estimulando a pesquisa experimental. Com esse estímulo a cultura do trigo foi retomada, desenvolvendo novas espécies, mais resistentes à ferrugem.

Fonte: www.agropage.hpg.ig.com.br

Trigo

Trigo
Trigo

Pão, massa, roscas, biscoitos, bolos e queques apenas começam a descrever a lista de alimentos feitos com este grão.

O trigo é geralmente classificado como sendo trigo de primavera ou de inverno.

Dentro destes dois grupos, o trigo pode ainda ser definido como duro ou macio, dependendo da textura do grão.

As cores dos grãos de trigo são brancas ou vermelhas, com reflexos de âmbar.

O trigo, no seu estado não refinado, apresenta um conjunto de nutrientes importantes.

Assim, para receber o benefício da totalidade do trigo é preciso distinguir quais os alimentos feitos de farinha de trigo integral daqueles que são refinados e despidos do seu valor natural.

O nome científico do trigo, do qual todas as espécies de trigo derivam é triticum.

183 grs / 152.12 Calorias:

NUTRIENTES QUANT. DDR (%)

DENSIDADE DO NUTRIENTE

CLASS.
Manganésio 1.11 mg 55.5 6.6 muito bom
Fibras 8.19 g 32.8 3.9 muito bom
Triptofanos 0.09 g 28.1 3.4 muito bom
Magnésio 58.24 mg 14.6 1.7 bom

Benefícios para a Saúde

Doenças Digestivas
Efeito Laxante
Regulador do Tráfego Intestinal
Aumento das Necessidades Nutritivas
Prevenção de Arteriosclerose
Obesidade
Prevenção de Reumatismos
Prevenção de Cancro

Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

Trigo

Trigo
Trigo

Planta originária do Oriente Médio (Ásia), cultivada há mais que 500 anos na Síria e de grande importância para povos babilonicos e egiípicios (era dos faraós).

É um dos principais alimentos da humanidade, ocupa 20% da área cultivada no mundo.

Sua produção está em torno de 500 milhões de toneladas/ano tendo como principais produtores mundiais a Rússia (Ucrania), Estados Unidos da América, China, Índia e França (juntos ofertam 60% da produção).

No Brasil sua produção concentra-se no Sul e Centro-Sul do país tendo como principais, produtores os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo. A região Sul é responsável por 90% da produção nacional brasileira. A média de importação de trigo pelo Brasil nas últimas 5 safras foi de 5,5 milhões de toneladas para uma demanda de 8 milhões (92-96).

Na Bahia não há cultivos organizados para produções comerciais; o Estado pode produzir trigo nas regiões Centro, Centro-Sul e Oeste (enquadradas na Região do Brasil Central) zoneadas para produção de trigo.

Botânica/Descrição/Variedade

O trigo plantado no Brasil tem nome cientifico Triticum aestivum, L. Monocotiledonae, Gramínae.

Planta pode atingir 0,5 a 1,5m. de altura, tem raízes em forma de cabeleira, caule oco e reto (colmo), 6 a 9 folhas estreitas e compridas, flores em grupo de 3 a 5 formam espiguetas que se agrupam em número de 15 a 20, formando espigas.

O fruto, uma cariopse, é seco, pequeno, chamado grão, conclue desenvolvimento 30 dias após fecundação da flor.

Dentre as variedades indicadas para cultivo na região do Brasil Central-Cerrado encontram-se: BR-26 - São Gotardo (sequeiro e irrigado), BR-33 - Guará (irrigado), BH-1146 (sequeiro), EMBRAPA-21 (sequeiro) Anahuac (irrigado)

Importância/Usos do Trigo

O trigo fornece cerca de 20% das calorias provinientes de alimentos consumidos pelo homem, possui uma proteína - glútem - não encontrada em outros grãos, o que faz do trigo componente indispensável para muitos alimentos.

O trigo é útil ao homem através de seus derivados imediatos farinhas (branca e integral) e triguilho. Com as farinhas prepara-se diversos tipos de pão, macarrão, talharim, capeletes e ravioles, carne de trigo (glúten), café de trigo, canjicas, bolos, esfilhas, massas (para tortas, empadas, pastéis), panquecas, pizzas e outras. Com o triguilho prepara-se quibes, torta de quibe, tabule, outros.

Farelo de trigo (subproduto da obtenção da farinha branca) ou trigo integral adcionado diariamente a mingaus, sopas, outros (1 a 5 colheres de sopa) propocionam bom funcionamento do aparelho digestivo do homem prevenindo doenças do colon e reto, apendicites, problemas cardíacos, entre outros.

O farelo de trigo é usado em arraçoamento de bovinos, suínos e aves; a palha do trigo pode ser devolvida ao solo (matéria orgânica), ou ser usada como cama para instalação de animais.

Desenvolvimento da Planta

Dá-se por 5 fases, a saber:

Plantula: Germinação da semente a emergência da plantinha na superfície (5 a 7 dias): a partir emergências dá-se a fase de plantula - aparecimento das 3 primeiras folhas verdadeiras (12 a 16 dias).
Perfilhamento:
Abrem-se as folhas, surgem os perfilhos (7 a 8 unidades), a fase dura 15 a 17 dias.
Alongamento:
Primeiro nó do colmo, planta cresce, aparece a folha - bandeira (última da planta). Fase dura 15 a 18 dias. No final dá-se o emborrachamento.
Espigamento:
Emergência completa da espiga, floração, frutificação e início de enchimento dos grãos. Dura 12 a 16 dias.
Maturação:
Termino de enchimento dos grãos, maturação do grão, folhas e espiga secam. Fase dura 30 a 40 dias.

Clima

Fundamentalmente temperatura, luz e água condicionam a daptação do trigo a diversas regiôes. As variedades de trigo indicam as suas exigências de clima.

Em linhas gerais as necessidades são:

Para emergência: Temperatura no solo em torno de 15ºC, umidade em torno de 120mm. (50-200mm.).
Até o perfilhamento:
Temperatura entre 8 e 18ºC, umidade de 55mm./mês (30 a 80mm.).
Fim do perfilhamento ao espigamento:
Temperatura entre 8ºC e 20ºC e chuvas mensais em 40mm.
Espigamento à maturação:
Temperatura em torno de 18ºC, chuvas nunca acima de 60mm./mês. Geadas e ventos fortes são danosos ao trigo.

Solos

De textura média (argilo arenosos), profundos, drenados, férteis, pH 6,0, saturação de bases entre 40 e 60%, em áreas planas ou com pouco declive. Evitar solos cascalhentos e áreas sujeitas a encharcamento. Em solos do cerrado deve-se corrigir sua acidez e praticar adubação.

Correção dos Solos / Adubação

Cultura relativamente exigente o trigo requer, para sua nutrição, os elementos minerais nitrogênio (N), fósforo (P2O2) potássio (K20), cálcio (CaO), magnésio (MgO), enxofre (S), boro (B), cloro (CI), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdenio (Mo) e zinco (Zn). Os mais requeridos são nitrogênio s fósforo.

Através de resultados e recomendações da análise de solos tem-se indicações para uso de corretivos de solo (calcário dolomiticos ou magnesianos) e adubos diversos.

Os calcários são aplicados - metade da dose - antes da aração e a segunda metade antes da 1ª gradagem. O corretivo é aplicado a lanço sobre o solo, de maneira uniforme e incorporado em seguida a, pelo menos 20cm. de profundidade. Esta operação dá-se com antecedencia mínima de 60 dias ao plantio.

Caso não tenha havido recomendações da análise de solo misturas NPK com adubo organico - 4m3 de esterco de aves ou 16m3 de esterco de curral / hectare e 350 Kg de fórmula NPK 4 - 14 - 8 (com superfosfato simples) por hectare é indicação geral de adubação do trigo. Na ausência de adubo orgânico usar 500 Kg da fórmula NPK 4 - 14 - 8.

Para suprir deficiencias mais comuns de micronutrientes - boro, zinco e cobre - utiliza-se de quantidades, de sulfato de zinco, bórax e sulfato de cobre, necessarias para fornecer 3 Kg de zinco, 2 Kg de boro e 2 Kg de cobre ao solo; essas quantidades podem ser adicionadas ao solo misturadas ao NPK.

O adubo é aplicado ao solo - a lanço - pouco antes do plantio e deve sofrer leve incorporação.

Fertilizante FTE também supre o trigo com micronutrientes bem como adubações as foliares.

Plantio

Áreas corrigidas com calcário, bem adubadas e já cultivadas anteriomente com plantas leguminosas - soja, feijão, adubos verdes, devem ser preferidas. Evitar plantio em áreas com ervas daninhas e em solos com Ph abaixo de 5,0 e saturação de bases abaixo de 20%.

Sementes devem estar isentas de pragas, doenças, serem vigorosas e com % de germinação elevada. Para previnir doenças - na germinação e emergência - indica-se tratamento de semente, pouco antes do plantio, com mistura de fungicidas à base de Carboxin (93,7g.) + Thiuram (93,7g.) de principio ativo para 100 Kg de sementes para previnir aparecimento de helmintosporiose, carvão, outras.

Controle de Plantas Daninhas

O período crítico de competição - trigo/daninhas - é de 30 dias pós emergência. O trigal precisa ser mantido a limpo até o início da fase de floração. De ordinário uma a duas capinas até o início do perfilhamento são suficientes (com sacho ou enxada). Evitar capinas nas fases de espigamento e floração.

Herbicidas podem ser usados até o fim do perfilhamento com produtos à base de:

Pendimethalin, para gramíneas, em pré-emergência.
Bentazon ou 2,4 D-Amina ou 2,4D -
Ester, para daninhas de folhas largas, em pós emergência, durante o perfilhamento.

O solo deve ser bem preparado e nivelado, sem torrões e palha na superficie. Uma aração e duas gradagens (2ª próximo ao plantio), com revolvimento do solo até 20cm. de profundiade, podem satisfazer.

Semeadura

O espaçamento entre fileiras debe ser de 20cm., profundiade do plantio de 5cm. (3cm. a 8cm.). A densidade de semeadura deve proporcionar a existência de 60 plantas por metro linear e 300 plantas por metro quadrado (levando-se em conta a % de germinação dasemente).

Utiliza-se das seguintes fórmulas para calcular quantidade de sementes a lançar no solo:

Cálculos para quantidade de sementes para plantio

Quantidade de sementes por metro linear
Qml = (d x100) ÷ g
Qml: quantidade de sementes por metro linear
d: densidade de plantas desejadas
g: porcentagem de germinação da semente.

Quantidade de sementes por canteiro ( área )

Leva-se em conta o peso de 1.000 sementes de trigo - em média 42g. - para variedades recomendadas.

Primeiro cálculo

Qmq= (Qml x 5)
Qmq = quantidade de sementes (número) por metro quadrado).

Qml = quantidade (número) sde sementes por metro linear.

Segundo cálculo

P = (Qma x 42) ÷ 1.000
P = peso em gramas de sementes a semaear 1m²

Sementes por canteiro

Pt = P x S
Pt = peso total de sementes para semaear canteiro (g)
S = área do manteiro (m²)

A semeadura do trigo pode ser feita em sulcos ou em covas:

Em sulcos: Feita manualmente e a cobertura da semente feita com rasteio ou pés; feita por semeadoras (manual, tração animal e tratorizada), segundo a densidade requerida.
Em covas:
É feita à mão ou usando-se a matraca (saraquá) que deve distribuir 4 a 5 sementes por cova - a cada batida - e as covas devem ter espaçamento de 15-20cm..
Plantadeiras -
adubadeiras (Embrapa-CPAC) podem ser usadas com bom rendimento.

A época de plantio no Brasil Central (Cerrado) é de janeiro a fevereiro (sequeiro) e abril a maio (trigo irrigado).

Irrigação

Água dispinível, posição da fonte em relação ao campo cultivo a irrigar e tipo de solo indicam o método de irrigação a utilizar.

A exigência em água pelo cultivo do trigo ao longo do ciclo depende do seu potencial de produção. Em média produz-se 8 kg de grãos, por milimetro de lâmina de água aplicado.

Uma produtividade de 4.800 Kg/ha de grãos requererá ao longo do ciclo, uma lâmina de 600mm. de água.

Os métodos de irrigação sugeridos para pequenas e médias áreas de cultivo são:

Irrigação por aspersão: Com conjunto motobomba, tubos e aspersores ou com mangueiras e aspersores.
Irrigação por superficie:
Com sulcos em contorno, paralelos às linhas (fileiras) de trigo; tubos janelados levam a água aos sulcos. A Irrigação da cultura de trigo deve ser iniciada logo após o plantio e estende0se até o 102º dia pós plantio num total de 24 aplicações de água ao longo do ciclo.

Pragas

Broca-do-colo ou lagarta-elasmo - Elasmopalpus lignosellus (Zeller, 1848) Lepidoptera, Phycitidae.

Ocorre muito em trigo sequeiro; a praga pode atacar desde a emergência até perfilhamento. A lagarta prefura as hastes do trigo.

Adulto é mariposa de coloração parda com manchas cizas; forma jovem é lagarta cinza-esverdeada ou arroxeada com cabeça marrom ou castanha, que vive por 20 dias. O dano causado é chamado "coração-morto", (folha do ápice da planta seca e facilmente destaca-se).

Controle

Imediatamente após aparecimento do inseto pulverizar, com bico em leque visando base da planta, inseticidas à base de carbaryl (Sevin 480), Cloropirifós eil (Lorsban 480 Br), Triclofom (Dipterex 500); preventivamente no sulco pode-se aplicar inseticidas granulados à base de Carbofuran (Furadan 50 G) ou Phorate (Granutox 5 G).

Lagartas desfolhadoras

Alimentam-se das folhas, iniciam o ataque em manchas na lavoura (notadamente a acamada), podendo consumir até 100 m2 de área foliar. O ataque é feito à noite, comumente, e durante os dias as lagartas escondem-se sob folhas secas (na base da planta), em torrões.

São elas:

Lagarta-militar: (lagarta-do cartucho-do-milho) Spodoptera frugiperda (Smith, 1797), Lepidoptera, Noctuidae.
Lagarta com coloração variável de pardo-escura a preta, com 3 estrias dorsais finas branco-amareladas e com Y invertido na cabeça; vive 30 dias.
Lagarta-do-
trigo: vivem por 25 dias, tem coloração que varia desde castanho ao pardo com faixas brancas e amarelas nas laterais.
Adultos são mariposas com coloração amarelo-palha a pardo-acinzentado que vivem 8 dias.
São:
Pseudaletia adultera (Schaus, 1894) e P. sequarax (Franclemont, 1951), Lepitoptera, Noctuidae.

Controle das lagartas desfolhadoras

Pulverizações com os inseticidas.

Lagarta-militar - inseticidas à base de Carbaryl, Triclofom e Cloropirifós etil, Paratiom metil (Folido 600);
Lagartas-do-trido
- inseticidas à base de Fenitrotiom (Sumithion), Permetrina (Ambush, Pounce, talcord).
Nivel para controle -
10 lagartas (com mais de 2cm. de comprimento) por metro quadrado.

Pulgões

Pulgão-verde-dos-cereias - Schizaphis graminum (Rondam, 1852)
Pulgão-da-raiz -
Rhopalosiphum rufiabdominale (Sasaki, 1899)
Homoptera, Aphididae

Pulgão verde

Ataca o trigo desde a fase do perfilhamento até a fase de enchimento do grão; além de espoliar a planta sugando a seiva da folha de brotos, pode transmitir a doença por virus nanismo amarelo da cevada. Inseto pequeno, verde, 2-3mm. de comprimento conhecido como piolho-de-planta. O ataque produz sintomas de manchas pretas no local das picadas seguido de amarelecimento da folha.

Pulgão-da-raiz

Tem cor cinza a pardo-escura. Os sintomas de ataque são amarelecimento generalizado da planta e redução do seu crescimento.

Controle

Pulverização da parte aérea da planta com produtos químicos inseticidas à base de Pirimicab (Pi-Rimor 500 Pm), Triazofós (Hosthation 400), Dimetoato (Perfekthion, Demexion 500). Pulgões da raiz podem ser controlados com produtos de ação sistemica e granulados para o solo.Nível para controle do pulgão verde quando a infestação atingir 10% das plantas (fase vegetativa) ou mais que 10 pulgões por espiga.

Doenças

Helmintosporiose (mancha-foliar do trigo)

Tem como agente o fungo Bipolaris sorokiniana (Sacc.in Sorok) Schoem (forma assexuada) e Cochliobolus sativus (Ito e Kurib) Drechs.ex.Dast (forma sexuada).

Incide em qualquer fase do ciclo do trigo estabelecendo-se nas folhas, colmo, espigas, grãos e sistema radicular. Manchas alongadas marrom-escuras aparecem nas folhas, expandem-se e unem-se podendo tomar toda a lâmina foliar. No colmo e espiga lesões marrom-escuras e nos grãos mancha escura proximo ao embrião (ponta-preta) e nas raízes mancha e podridão, são sintomas.

A produção do trigo pode ser reduzida em 50% por ataque da helmintosporiose.

Controle

Cultivares resistentes à doença, tratamento de sementes com fingicidas, rotação de culturas e pulverizações da parte áerea da planta com fungicidas à base de Tebuconozale, Procloraz, Propiconazole, são indicações para controle.

Trigo
Trigo

Ferrugens

Da folha: Doença causada pelo fungo Puccinia recondita Rob.Ex.Desm.f.sp.tritici. Ataca folhas, principalmente; pustulas de coloração amarelo-alaranjada, predominantemente na face superior da folha são sintomas que podem alcançar o caule e as espigas. Prejuízos podem chegar a 50%. Temperatura entre 15 a 22ºC favorecem progresso da doença. Controle com variedades à doenças; pulverizações com caldas fungicidas é medida necesseraia se a ferrugem alcançar as espigas.
Do colmo:
Ferrugem-negra causada pelo fungo Puccinia graminis Pers.f.sp.tritici Eriks e henn. Ataca colmo mas pode apresentar-se nas bainhas das folhas e ocasionalmente nas espigas. Pústulas ovais ou alongadas, de coloração marrom-avermelhada e escuro, são sintomas da doença.

Controle

Ferrugem-da-folha / Ferugem do colmo

Aplicar calda fungicida quando primeiras pústulas aparecem entre o final da floração e início da formação de grãos.

Produtos indicados: Tebuconazole, Propiconozale, Triadimefon, Maneb.

Oídio-do-trigo - (cinza)

Doença causada pelo fungo Erysiphe graminis f. sp. Tritici E. Marchal.

As perdas atribuídas ao oídio podem atingir a 45%. Ocorre em colonias (de coloração branca) superficiais sobre as folhas; a medida que passa o tempo a coloração passa a cinza. No lado oposto da folha aparecem manchas amareladas.

Controle

Com plantio de cultivares resistentes; a aplicação de fungicidas justifica-se em cultivos com elevado potencial de rendimento em grãos.

Produtos fingicidas indicados: Tebuconazole, Propiconazale, Triadimefon, Maneb.

Carvão-do-trigo

Causada pelo fungo Ustilago tritici (Pers) Rostr, de pouca importância (redução de rendimento 1%). Doença sistemica que provoca coloração escura nas espigas; o agente sobrevive em repouso na semente.

Controle

Com cultares resistentes e tratamento das sementes com fungicidas.

Colheita

Após 110 a 120 dias do plantio a colheita pode ocorrer. Quando toda a planta tiver coloração amarelada típica de palhas, a espiga começar a dobrar-se e os grãos tormam-se duros e resistentes à unha, o trigo deve ser colhido. A colheita manual deve ser feita em faixas pequenas cortando-se a planta na sua base - com cutelo ou faca; feixes são reunidos em feixes maiores e levados para debulha.

Beneficiamento/Armazenamento

A trilha (debulha) ou separação dos grãos da palha pode ser feita diretamente após a colheita em trilhadeiras estacionárias manuais ou movidas à eletricidade ou gasolina ou oleo diesel com regulagens adequadas. Pode ser feita à mão, e os feixes são batidos sobre superficie solida (como tronco de madeira).

Para efetuar a trilhagem os grãos devem estar bem secos para se soltarem facilmente das espigas. Após a debulha os grãos de trigo devem ser "abanados" com uso de peneiras para eliminar palhas, pedras, paus, torrões e sementes estranhas.

Debulhados e limpos os grãos de trigo devem ser secados até que sua umidade atinja valores inferiores a 13% (grão dificil de ser quebrado com o dente). Grãos assim secados podem ser armazenados por mais de 12 meses tendo-se o cuidado frequente de verificar presença de pragas de armazenados (gorgulhos e traças). Os grãos podem ser armazenados com eficiência em latas, vedando-se convinientemente, a tampa.

O rendimento da lavoura de trigo está entre 1.500 a 2.500 Kg/ha (lavouras irrigadas) de grãos.

BIBLIOGRAFIA

EPAMIG - Informe Agropecuário Ano 9, nº 97 - Belo Horizonte Minas Gerais - 1983
ABRIL EDITORA - Guia Rural Plantar São Paulo - SP - 1991
EMBRAPA - SPI - Trigo para o abastecimento familiar Do plantio à mesa Brasília - DF - 1996
IAPAR - PARANÁ - Recomendações técnicas para cultura do trigo no Paraná - 1997 Circular nº 92 - Abril-97 Londrina - Paraná

Fonte: www.seagri.ba.gov.br

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