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Trovadorismo



O trovadorismo floresce durante o medievo, na península Ibérica e França. É uma expressão musical e ao mesmo tempo literária.

Pode-se dizer que a figura do trovador (daí trovadorismo) sempre existira nas sociedades humanas: fora o bardo, o rapsodo, o aedo. Porém a religião, geografia, e a língua, serão pontos de distinção do trovador, que o colocarão como figura poética específica.

Durante o medievo, os deuses grego-latinos, embora não esquecidos (serão sempre a fonte de onde os poetas medievais irão se servir, sobretudo quando cantados por Virgílio, poeta de certa maneira adotado pela Igreja), não eram mais o objeto e o objetivo do poeta. O cristianismo tornara-se a religião dominante na Europa e a sua influência plasmara não só a fé, mas toda a estrutura social, inclusa as artes e as guerras.

O nascimento do trovadorismo galego-português está diretamente ligado à fundação da nação portuguesa.

Por volta do século XI, a península Ibérica fora palco de sangrentas batalhas que tinham como objetivo declarado expulsar os muçulmanos que desde o VIII ocupavam a região. Mas como ocorrerá no caso das Cruzadas, mais do que uma intenção religiosa, estas lutas terão fortes escopos políticos e territoriais. Assim, em breve a Lusitânia se afirmará como região politicamente independente do resto da península, e o primeiro rei de Portugal será Afonso I, que subirá ao trono em 1139.

Ainda por esta época, embora seja matéria difícil estabelecer o momento exato do surgimento de uma língua ou variação lingüística, na Lusitânia se consolidará como língua falada e escrita o galego-português.

O poeta que viverá este momento de reconquista, de religiosidade, de batalhas, do particular ambiente de corte da Idade Media, e da língua galego-portuguesa, será o trovador. E a sua arte refletirá o mundo que o rodeia. Contudo, o trovador não será um artista qualquer; a sua fama, ou o valor da sua arte, será atribuído primeiro de acordo com as suas origens familiares.

Para ser um trovador, o sujeito precisava antes de tudo ser um nobre, participar do ambiente de corte, ser culto; e se não gozasse de um bom nascimento, precisava ser o protegido de algum nobre de grande influência. Em outro caso seria denominado Jogral. Este, não sendo um nobre, ou não sendo um protegido, não freqüentava a corte, e cantava a sua poesia pelas ruas, muitas vezes indo de cidade em cidade.

O trovadorismo representa a primeira escola literária galego-portuguesa.

As suas cantigas foram tardiamente organizadas em cancioneiros (Cancioneiro da Ajuda, o Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa e o Cancioneiro da Vaticana) e então classificadas entre os generes lírico (cantigas de amor e de amigo) e satírico (cantigas de escárnio e maldizer). Os trovadores ainda escreveram as gestas, ou estórias de cavalaria. Nestas faz-se notar a forte influência das batalhas contra os mouros e a religiosidade cristã.

Fonte: www.revisaovirtual.com

Trovadorismo

Trovadorismo

O Trovadorismo foi um período da literatura portuguesa compreendido entre 1189 e 1434. Nessa época Portugal estava em processo de consolidação do estado português. Enquanto o mundo estava em pleno Feudalismo, e o Teocentrismo dominava o planeta.

Os textos do Trovadorismo eram acompanhados de música e geralmente cantados em coro, por isso são chamados de cantigas. As cantigas podem ser classificadas em dois grandes grupos: cantigas líricas e cantigas satíricas. As líricas se subdividem em cantigas de amor e de amigo; as satíricas em cantigas de escárnio e maldizer.

Cantigas de Amor

As cantigas de amor são sempre escritas em primeira pessoa e o eu- poético declara seu amor a uma dama, tendo como pano de fundo o ambiente de um palácio. A mulher é vista como um ser inatingível, uma figura idealizada, a quem é dedicado um amor sublimado, idealizado.

Cantigas de Amigo

As cantigas de amigo foram criadas a partir do sentimento popular. Apesar de serem escritas em primeira pessoa como as cantigas de amor, as de amigo apresentam um diferencial: o eu-poético é feminino, apesar de ser escrito por homens. A mulher sofre por se ver separada do amante ou namorado e vive angustiada por não saber se o homem amado voltará ou não, ou se a trocará por outra. O ambiente usado como pano de fundo é a zona rural, ou seja a mulher é sempre uma camponesa.

Chico Buarque, Gonzaguinha, Ari Barroso e outros compositores da MPB escreveram cantigas de amigo.

Fonte: aprovadonovestibular.com

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