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Tsunami

Tsunami, é uma expressão do idioma japonês que significa onda gigantesca. Elas se formam por distúrbios sísmicos ou adversidades oceânicas. Por exemplo, um terremoto (exemplo mais comum), pode gerar um abalo no volume das águas do oceano que ao serem agitadas acabam produzindo estas ondas que se propagam aumentando gradativamente o perímetro de ação atingindo litorais muito distantes. Outra maneira de se observar um tsunami é quando ocorre uma erupção vulcânica de grandes proporções, tendo liberada entre os detritos, elementos minerais da chaminé do vulcão, uma parte substancial de massa sólida que ao ser lançada contra o litoral de uma ilha, pode causar uma agitação das águas promovendo o mesmo efeito. Se ocorrer a queda de um meteoro, ou uma explosão superior ou em torno de 1 ou 2 megatons, também podemos obter os mesmos efeitos.

Em geral este fenômeno ocorre no Oceano Pacífico sobre todas as nações que são banhadas por suas águas, sendo muito menor e muito menos ativo para o Oceano Atlântico e menor ainda para os mares como o Mediterrâneo, Mar Vermelho, Mar Adriático, Mar Negro, Mar Egeu, etc. Isso porque o volume das águas do Oceano Pacífico o favorece na percepção do fenômeno, pois ele se desenvolve com maior força para este ocenao.

Estas ondas são altamente destrutivas, porque uma onda têm maior força, quando é mais elevada. A relação, força, volume, altura da onda é uma matemática que se resume em uma equação aritmética, ou seja, uma onda de 60 cm terá quatro vezes a força de outra de 30 cm.

O Oceano Pacífico se apresenta como um oceano aparentemente calmo, mas na verdade ele esconde o poderio de sua força. Seu volume também o condiciona a uma oscilação muito maior de suas águas quando dos intervalos entre maré alta a maré baixa. Por exemplo, enquanto que o oceano Atlântico oscila em 30 cm no região do Equador (aqui é preciso considerar que suas águas nesta região contam com o efeito de um represamento promovido pelo grupo de ilhas que formam uma bacia na América Central), na costa do Panamá oriental, as águas do Oceano Pacífico variam de maré baixa para maré alta em 9,75 m na costa ocidental do Panamá e entre 9 e 9,5 m na costa das Filipinas e Indonésia.

Estas variantes e as condições de volume e extensão permitem que ao se observar um abalo sísmico à tão somente 30 km de distância de um litoral, possamos perceber nada menos do que 10 m de ondas atingindo o litoral. Quando um abalo ocorre em um extremo do Oceano Pacífico, o outro não estará livre de seus efeitos, ao contrário, pode perceber uma força ainda maior do que ocorreria se o tremor estivesse em suas proximidades, deste modo, um terremoto ocorrido no Chile em 03/03/1985 da ordem de 6.7, foi sentido em Buenos Aires na Argentina, São Paulo no Brasil e causou tsunamis generalizados pelo Oceano Pacífico conduzindo elevação do Oceano em 1.1 m em Val Paraíso, Chile; 48 cm em Hillo no Havaí; 15 cm em Sand Point, Alaska; 12 cm em Adak, Alaska; 11 cm em Rikitea, Ilhas Gambier; 10 cm em Papeete, Taiti; 10 cm em Kushiro, Nemuro e Miyako, Japão; 5 cm em Seward, Alaska; 4 cm em Kodiak, Alaska; e 3 cm em Honolulu e Pearl Harbor, Havaí.

Uma elevação de apenas alguns centímetros representam nada menos que alguns metros de elevação para as costas dos países atingidos. A elevação na costa japonesa na data referida, representou cerca de 8 metros para as ondas que surgiram na forma do Tsunami.

Sua formação é curiosa, inicia pelo silêncio, quem estiver no litoral não consegue ouvir nem mesmo o canto das aves (elas emudecem prevendo alguma tragédia e voam procurando abrigo), a sensação de silêncio também se deve ao fato de que, quando um tsunami inicia sua forma, a primeira coisa que ele faz é conferir o recuo do litoral, as águas da praia vão sendo sugadas, temos algo semelhante a um vácuo sendo desenvolvido. Ela então começa a tomar sua forma, constituindo uma coluna de água que se eleva e ao mesmo tempo passa à se avançar em direção ao litoral, formando uma imensa coluna de água com quilômetros de extensão e vários metros de altura.

Sua velocidade é descomunal como fenômeno, ela se desloca acima de 650 km/h, não sendo raros os que avançam em 850 km/h ou mais. O deslocamento desta massa de água que tanto é elevada, quanto é veloz e sua força de destruição é algo que não pode ser comparado. Quando temos a força de um furacão cuja massa física é o ar e sua velocidade é superior à 250 km/h (categoria F-5) provocando desastres inumeráveis e um rastro de destruição, imaginemos então o que seria um fenômeno que tem como elemento físico a água (mais consistente e mais densa), com velocidade três ou quatro vezes maior.

Para se ter idéia, um tsunami ocorrido em 27/03/1964 em Kodiak no Alaska, lançou um trem carregado de minério de ferro à 400 metros de seu local e 10 metros acima do nível em que se encontrava.

Estes fenômenos normalmente atingem o litoral com medidas em torno de 120 a 180 km de comprimento, duração de 15 min. e velocidade de 360 nós (650 km/h) com altura média de sua forma em torno de 7 a 8 metros.

Quando mais expressivo, ele têm mais de 500 km até ou mais de 1.000 km de comprimento, duração em torno de 2 horas, velocidade de 480 nós (890 km/h) e altura média acima de 10 ou 20 metros (quanto mais elevado mais forte e mais rápido).

Quando se iniciam, eles não possuem mais do que um ou dois metros nas águas profundas, sendo raramente percebidos, mas ao atingirem o litoral é que eles se desenvolvem "puxando" as águas das praias para desenvolver sua forma e golpear a costa com o impacto de sua força.

Se por um lado a aplicação e uso desta denominação se deveu à uma influência oriental, isso se explica pelo fato de que seja um fenômeno muito comum para a costa dos países do oriente, em razão das condições já tratadas que o favorecem. Mas por outro lado diferencia a maneira como deva ser tratado quando comparado com um maremoto, que possui relação intrínseca com o fenômeno que o proporciona, terremoto.

Deste modo, um Tsunami pode se originar à partir de qualquer adversidade que confira alteração nas águas oceânicas conferindo a formação de ondas que se propagam em centímetros ou poucos metros, mas que finalizam com o efeito devastador de uma onda gigantesca que destrói todo o litoral atingido.

Apenas para complementar e para que se conheça a realidade oceânica para cada um, a costa da França está habituada a perceber ondas que atingem o seu litoral na forma de Tsunamis, porém eles são muito menores, com apenas alguns centímetros ou poucos metros, mesmo quando dos abalos da ordem de 5 ou 6 graus na escala Richter no Oceano Atlântico, Mar Mediterrâneo ou América Central. Eles só ocorrem com ondas destrutivas quando o abalo ocorre acima de 8 graus e em pontos específicos do Atlântico Norte ou Mediterrâneo, sem o que, estes efeitos acabam não sendo percebidos.

Fonte: ilhadeatlantida.vilabol.uol.com.br

Tsunami

A palavra ''tsunami'' quer dizer, em japonês, ''onda do porto'' (''tsu'' - porto, ancoradouro, e ''nami'' - onda, mar). Trata-se não de uma única onda, mas de uma série de um tipo especial de ondas oceânicas, de proporções gigantescas, geradas por distúrbios sísmicos, em geral terremotos submarinos, e que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira

Um terremoto no fundo do oceano. Não seria exagero dizer que ele é o ponto de partida para um fenômeno natural ainda mais assustador: um tsunami ou maremoto, nomes pelas quais são conhecidas as séries de ondas gigantescas que invadem áreas costeiras quilômetros adentro causando terror, mortes e destruição.

As ondas comuns são causadas pela transferência de energia dos ventos para a água. O tamanho dessas ondas dependem da força do vento que as cria e da distância sobre a qual ele sopra. Um tsunami é uma onda peculiar, associada ao deslocamento de algo sólido, como placas tectônicas, erupções subaquáticas ou a queda de um meteoro. A taxa de transferência de energia do vento é pequena em comparação à de um terremoto. Quando o fundo do oceano se desloca, a água acompanha o movimento. As ondas de um tsunami costumam ser desencadeadas por terremotos ocorridos nas chamadas falhas propulsoras, em que a direção do deslocamento empurra o fundo do mar e água para cima.

Quando o tremor é embaixo da água, ele gera uma onda que vai se propagando. Perto do epicentro, o deslocamento da água pode não ser muito claro por causa da profundidade. Quando a tsunami entra na linha costeira, mais rasa, sua velocidade diminui, mas a altura aumenta. À medida que se aproxima da terra, com a diminuição da profundidade do mar, a onda se agiganta. Um tsunami de alguns centímetros ou metros de altura pode atingir de 30 a 50 metros de altura na costa, com força devastadora.

Mas o problema não é tanto a altura, mas o comprimento mar adentro. Em média, uma onda normal que chega à praia de Ipanema, por exemplo, tem de 50 a 100 metros de comprimento. Um tsunami é muito mais comprido, tem quilômetros. Uma onda de seis metros de altura com dois quilômetros de comprimento não pára na praia, ela segue terra adentro. E elas podem viajar pelo oceano com velocidades de mais de 800 quilômetros por hora.

É no oceano Pacîfico que existe maior incidência desses desastres naturais por ser uma área cercada de atividades vulcânicas e de freqüentes abalos sísmicos. Como os oceanos Índico e Atlântico são menos ativos geologicamente, é raro o registro de tsunami em suas águas. Mas foi no Índico que formou-se o maremoto que está sendo considerado sem precedentes.

Várias pessoas contaram que antes de a onda estourar na madrugada do dia 26, no sudeste da Ásia, houve uma retração enorme do mar. De acordo com Paulo Cesar Rosman, professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ, isso também ocorre numa onda comum, mas a retração do mar é de, em média, 20 metros. E dura de seis a 12 segundos apenas. Numa tsunami, devido à sua enorme extensão, a retração pode ser de dois quilômetros, ou seja, a água da praia some. E isso pode durar de 15 a 20 minutos. As pessoas costumam achar o fenômeno fantástico, vão lá olhar, e quando vêem o paredão vindo em sua direção, é tarde demais.

Como se forma um tsunami

Tsunami

1. Abalo sísmico submarino

Assim como ocorre nos continentes, o choque de duas placas tectônicas também causa terremotos submarinos. Em alguns casos, erupções vulcânicas ocorridas debaixo dos oceanos podem provocar um tsunami de proporções menores.

2. Grande marola

A ruptura causada pelo tremor no leito do mar empurra a água para cima e forma uma onda submarina, que é o ponto de partida de um tsunami. Quando é gerada, a onda tem apenas alguns pés de altura e pode até passar despercebida sob um barco. Dependendo da distância que percorre, ela ultrapassa os 800 quilômetros por hora. Por isso, em um único dia um tsunami consegue atravessar um oceano inteiro até atingir uma zona costeira.

3. Colisão com fundo raso

Já nas proximidades do litoral, quando alcança águas mais rasas, a velocidade do tsunami diminui, mas uma seqüência de ondas de até 30 metros de altura (cerca de 100 pés) e muitos quilômetros de extensão se forma.

4. Onda gigante

As ondas então invadem o continente e avançam por terra, destruindo tudo em seu caminho.

Fonte: revistaepoca.globo.com

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