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Tuberculose

É uma doença infecciosa, contagiosa, que acomete principalmente o pulmão, podendo ocorrer em qualquer estrutura do corpo humano.

Embora seja mais comum em países em desenvolvimento, a doença não foi erradicada em nenhum país do mundo.

Existe uma forte relação da doença com infecção pelo vírus HIV.

Em casos de tuberculose de qualquer forma, sempre deve ser afastada a possibilidade de AIDS.

Sinônimos

Mancha no pulmão; cicatriz no pulmão; tísica; hemoptise; TBC; peste branca; escrófula.

O que causa?

Uma microbactéria, chamada Mycobacterium tuberculosis, identificada em 1882. A microbactéria também é chamada de Bacilo de Koch, em homenagem a Robert Koch, descobridor do bacilo.

Classificação

A doença é classificada em forma pulmonar e extra-pulmonar. As formas extra-pulmonares são as que ocorrem em outros órgãos como pleura, gânglios (ínguas, escrófula), sistema nervoso central (cérebro e meninges – apresentando uma meningite), intestino, ossos, sistema genital, pele, articulações e outros.

Epidemiologia

São descobertos, a cada ano, aproximadamente 10 milhões de novos casos no mundo. Três milhões de pessoas morrem, anualmente, no mundo inteiro, por causa da doença, patologia infecciosa curável quando tratada adequadamente.

No Brasil, a tuberculose tem proporções de epidemia, motivo de grande preocupação para médicos e para instituições governamentais de Saúde. A cada ano, são registrados 80 mil novos casos no Pais.

Calcula-se que, durante um ano, numa comunidade, um paciente doente poderá infectar em média 10 a 15 pessoas.

Sinais e sintomas

Os sintomas da tuberculose pulmonar são tosse com expectoração (catarro) por mais de 15 dias, presença de sangue no escarro (hemoptise), febre de baixo grau, que costuma ser diária e ao final da tarde (vespertina), acompanhada na maioria dos casos de intensos suores noturnos.

Outros sintomas freqüentes são perda de peso, desânimo, cansaço e falta de apetite. Usualmente, a tuberculose pulmonar apresenta-se como um quadro de evolução lenta, muitas vezes interpretado pelo paciente como “bronquite” (tosse pelo cigarro).

Quando a doença ocorre fora do pulmão, os sintomas são relacionados ao órgão comprometido. Na tuberculose da pleura, por exemplo, pode haver dor em pontada no tórax, dispnéia (falta de ar – quando existe acúmulo de líquido no espaço pleural, conhecido como água na pleura) e febre alta.

Quando a doença atinge o sistema nervoso central, há sinais de meningite, com cefaléia, náuseas, vômitos, febre, convulsões, alteração do nível de consciência. Essa é uma forma muita grave da doença, com alta mortalidade e morbidade (seqüelas neurológicas). Aumento dos gânglios cervicais (ínguas no pescoço), com febre, suores, emagrecimento, falta de apetite e cansaço, são as manifestações mais comuns da tuberculose ganglionar (dos gânglios linfáticos). Dor óssea, aumento de volume da articulação e dificuldade de movimentação são os sintomas do envolvimento ósseo pela doença. Dor abdominal, diarréia prolongada, febre, com os sintomas já descritos, se apresentam na tuberculose intestinal.

Qualquer órgão do corpo humano pode ser acometido pela doença. Alguns exemplos são: lesões na pele, mama, trompas (podendo resultar em infertilidade), ulcerações orais, hematúria (sangue na urina), dificuldade para urinar, entre outros.

A tuberculose pode se apresentar unicamente por febre persistente, sem causa aparente, configurando um quadro médico chamado de febre de origem indeterminada (na maioria das vezes acompanhando a forma disseminada da doença - chamada miliar).

Como evitar?

Deve-se evitar o contato com pessoa que apresenta tosse com expectoração e pesquisa do Bacilo positiva no escarro (chamado bacilífero, fonte de contágio).

A vacinação pelo BCG intradérmico no nascimento protege das formas graves da doença (meningite e miliar - forma disseminada).

Quando houver contato íntimo e freqüente entre adultos e/ou crianças deve-se investigar a possibilidade do contágio.

Caso a pessoa já tenha sido contaminada com o bacilo mas não apresentar a doença, deverá fazer um tratamento de profilaxia (prevenção da doença) com um determinado medicamento, o que é chamado de quimioprofilaxia.

Pacientes com as defesas imunológicas alteradas por outras doenças como câncer, diabete mellitus, insuficiência renal, AIDS, pessoas que utilizam drogas que diminuem suas defesas, como corticóide, imunossupressores, pacientes transplantados e usuários de drogas injetáveis encontram-se em situação de risco e podem desenvolver a doença.

Tempo para o surgimento de sintomas

É variável, dependendo da forma e da fisiopatologia da doença (forma primária – comumente na criança, pós-primária do adulto).

O indivíduo pode entrar em contato com o bacilo na infância e vir a desenvolver a doença em qualquer época da vida.

Tem algum risco?

Há risco de mortalidade (4% na população geral) e de morbidade, incluindo lesões cicatriciais no pulmão, possibilidade de apresentar infecções de repetição e de desenvolver bronquiectasias (brônquios dilatados). Alem disso, há a possibilidade aumentada de apresentar neoplasia maligna (câncer de pulmão) nas lesões cicatriciais, principalmente se o indivíduo tem história de tabagismo.

Pode haver colonização por fungos na cavidade curada da doença pulmonar (bola fúngica), resultando em hemoptises (perda de sangue vindo do pulmão) volumosas de repetição, com risco de vida para o paciente.

Dependendo da localização da doença, o paciente pode apresentar seqüelas relacionadas ao local acometido (alterações neurológicas várias, infertilidade na mulher, deformidades da coluna vertebral).

Até o momento, a infecção pelo HIV representa o grande fator potencializador da tuberculose. Dessa maneira, é obrigatória a exclusão da infecção pelo HIV frente um caso de tuberculose. Sabe-se também que a tuberculose, considerada infecção sentinela da SIDA, acelera a progressão do próprio HIV.

Cuidados que o doente deve tomar

Todo paciente que tiver tosse e expectoração por mais de 15 dias deverá procurar atendimento médico para excluir a possibilidade da doença.

O doente deve evitar locais fechados e sem ventilação, para não contaminar outras pessoas e deve procurar alimentar-se adequadamente.

Mulheres que estiverem amamentando e forem portadoras de tuberculose pulmonar devem evitar de tossir durante a amamentação e devem usar máscara durante o contato com o bebê.

Uso adequado das medicações!

Não esqueça de usar as doses recomendadas, diariamente.

Notifique seu médico com urgência se surgirem sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, dor abdominal ou icterícia (coloração amarelada da conjuntiva ocular e pele) após o início do tratamento.

No caso de tuberculose pulmonar e dependendo do estado de saúde do paciente e de seu local de trabalho (ambientes fechados, que contribuem para a contaminação de outras pessoas), recomenda-se o seu afastamento do trabalho por 15 dias.

É transmissível?

Sim, quando a doença se manifesta no pulmão e o exame do escarro mostrar positividade do bacilo. Pessoas que tossem e não apresentam expectoração (catarro) também oferecem perigo de contágio.

Formas extra-pulmonares da doença (em outros locais que não o pulmão) não apresentam risco de contágio.

Após 15 dias do início do tratamento adequado, o risco de contaminação diminui.

Qual especialidade procurar?

O pneumologista.

É tratada pelo SUS?

Sim. Para que o paciente portador de tuberculose receba o tratamento específico, ele deve ser encaminhado a uma Unidade Sanitária do Município (Posto de Saúde), para orientação e notificação. A tuberculose é uma doença de notificação compulsória.

Qual o tratamento?

Todas as formas da tuberculose devem ser tratadas. Algumas medicações utilizadas são da classe dos antibióticos e outras, dos tuberculostáticos. O tempo de tratamento e as medicações utilizadas variam de acordo com o paciente. É importante que o tempo indicado pelo médico para o tratamento seja respeitado.

Pessoas que não têm a doença, mas tiveram contato com uma pessoa infectada na forma pulmonar (bacilífero), devem usar uma medicação para prevenir que surjam os sintomas da doença, o que é chamado quimioprofilaxia.

Os efeitos colaterais das drogas que tratam a doença, quando identificados pelo médico, são prontamente resolvidos. O efeito colateral mais comum é o dano ao fígado (hepatite medicamentosa) e artralgias (dores articulares).

Quando o paciente estiver em tratamento com a droga Etambutol ou Myambutol deverá fazer acompanhamento oftalmológico devido ao risco de complicações oculares.

Dependendo do medicamento, o paciente poderá ter alterações renais e auditivas, devendo comunicar imediatamente ao seu médico. Poderá haver náuseas, vômitos, tonturas, dor abdominal, o que necessariamente não indicará a necessidade de interrupção das drogas.

Ainda, poderá ocorrer efeitos renais, acne, retenção urinária e distúrbios psiquiátricos em pacientes mais idosos.

Exige exames?

O primeiro exame a ser realizado é a pesquisa direta do bacilo em três amostras de escarro. Casos especiais serão encaminhados para o cultivo deste material. O exame radiológico de tórax (RX do pulmão) deverá ser realizado sempre que possível.

Existe um exame chamado reação de Mantoux ou PPD, no qual se administra uma pequena quantidade do antígeno do bacilo por via intradérmica, no braço direito. Este exame poderá ser realizado ou não e sua interpretação, caso seja positivo ou negativo, deverá ser avaliada pelo médico assistente. O exame será positivo quando a pessoa entrar em contato com a doença ou quando tiver feito a vacina – BCG intradérmico.

É importante lembrar que crianças abaixo de cinco anos que apresentarem esta reação fortemente positiva e não tiverem sido vacinadas devem procurar assistência médica para realização de avaliação clínica, com o objetivo de afastar a possibilidade da doença ou de receber tratamento profilático contra a mesma.

Dependendo do órgão comprometido pela doença, o médico decidirá quais exames adicionais deverão ser feitos.

Fonte: www.medicinal.com.br

Tuberculose

Antes de falar nos sintomas da tuberculose, é preciso esclarecer alguns pontos a cerca da doença que são muito pouco divulgados pelos meios de comunicação.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada de Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch em homenagem a Robert Koch, médico alemão que identificou a bactéria.

A doença é muito famosa pelo seu acometimento pulmonar, mas poucos sabem que vários outros órgãos do corpo também podem ser infectados pela tuberculose, como pele, rins, linfonodos, ossos etc.

Desde o surgimento da pandemia de HIV/SIDA (AIDS) na década de 80 que a infecção por tuberculose voltou a ser uma grande preocupação. Pacientes imunossuprimidos são muito susceptíveis ao bacilo de Koch.

O Brasil é o 16º país com maior incidência de tuberculose no mundo, porém, ao contrário do que muitas vezes é divulgado, esta incidência tem caído substancialmente nos últimos anos. Em 1999 a incidência era de 51 casos para cada 100.000 habitante. Em 2007 já havia caído para 38 por 100.000. Rio de Janeiro e Amazonas são os estados com o maior número de casos (incríveis 73 por 100.000). Portugal é um dos países da Europa com maior taxa, aproximadamente 32 casos por 100.000. Só como comparação, a Alemanha tem 6 casos por 100.000 habitantes.

Atualmente 1/3 da população mundial está infectado pelo bacilo de Koch. O fato é que apenas 10% das pessoas que entram em contato com a bactéria, desenvolvem tuberculose.

Tuberculose

Esta resistência se dá pelo nosso sistema imune que é bastante competente em impedir a progressão da tuberculose. O problema é que a bactéria muitas vezes não é completamente eliminada pelo sistema imune e fica adormecida no nosso organismo, sem causar sintomas, a espera de uma queda nas nossas defesas para voltar a se multiplicar. Por este motivo, a epidemia de SIDA (AIDS) trouxe de volta também a epidemia de tuberculose.

A população prisional é também uma das mais susceptíveis a infecção, devido a contínua exposição em ambientes fechados.

Outros grupos de risco incluem:

Idosos
Diabéticos
População de rua
Alcoólatras
Renais crônicos
Doentes com neoplasias ou sob quimioterapia
Transplantados

Sintomas da tuberculose

A tuberculose pulmonar é a manifestação mais comum da doença. A transmissão é feita pelo ar, através de aerossóis expelidos pela tosse, espirro ou pela própria fala. Estima-se que uma pessoas infectada, se não tratada, pode contaminar outras 15 no espaço de um ano. De acordo com as estatísticas, destas quinze, apenas uma ou duas desenvolverão sintomas. Atenção: apenas os casos sintomáticos são capazes de transmitir a doença.

O quadro típico de tuberculose pulmonar é de febre com suores e calafrios noturnos, dor no peito, tosse com expectoração, por vezes com raias de sangue, perda de apetite, prostração e emagrecimento, que chegam a 10 ou 15 kg em algumas semanas.

Por ser também uma infecção pulmonar, o quadro pode lembrar o de uma pneumonia. Porém, a enquanto que a pneumonia é uma doença mais aguda, que se desenvolve em horas/dias, a tuberculose é mais lenta, desenvolvendo-se em semanas. Alguns doentes só procuram atendimento médico 2 meses depois do início dos sintomas. Deve-se pensar sempre em tuberculose pulmonar naqueles pacientes com quadro de pneumonia que não melhoram com antibióticos comuns.

O diagnóstico da tuberculose pulmonar é feito através da história clínica, da radiografia de tórax e do exame de escarro (catarro), onde se identifica a presença do bacilo de Koch.

Tuberculose
RX tórax com tuberculose no ápice do pulmão direito

Muitas vezes, associado a infecção pulmonar, existe acometimento também da pleura, uma membrana que reveste os nossos pulmões. A tuberculose pleural costuma se apresentar como derrame pleural, que é a presença de líquido/pus na cavidade entre a pleura e pulmão. Causa dor e dificuldade para respirar.

A infecção pelo bacilo inicia-se pelos pulmões, mas pode se alastrar por todo o corpo. Nem todo mundo vai desenvolver a tuberculose ativa e alguns permanecerão com a bactéria adormecida no organismo, tendo tido ou não infecção pulmonar ativa. Essa bactéria pode ficar alojada durante anos em qualquer parte do corpo, como cérebro, meninge, rins, intestinos, coração, linfonodos, ossos etc.. apenas a espera de uma queda no sistema imune para voltar a multiplicar-se.

As infecções extra-pulmonares normalmente ocorrem anos depois da infecção pulmonar ou mesmo da contaminação assintomática. O quadro em geral é de febre persistente e emagrecimento importante sem identificação da causa.

Abaixo algumas fotos de tuberculose não pulmonar:

Tuberculose
Ttuberculose do sistema nervoso central

Tuberculose
Tuberculose da coluna

Tuberculose
Tuberculose na pele

E como saber se você é portador assintomático da bactéria da tuberculose?

Existe um teste chamado de PPD ou teste da tuberculina que é feito através da inoculação subcutânea de proteínas do bacilo de Koch morto. Após 48-72h é feita a avaliação do grau de reação do corpo ao material inoculado. O teste de PPD só fica positivo após 12 semanas da exposição a pessoas infectadas.

PPD

Tuberculose

Tuberculose

Em pessoas saudáveis, uma inflamação com o centro endurado maior que 15mm (1,5 cm) é considerado positivo.

Em diabéticos e renais crônicos ou em profissionais de saúde expostos frequentemente a pessoas infectadas, um resultado maior que 10mm (1 cm) também é considerado positivo. Em pessoas com SIDA (AIDS) ou outra causa de imunossupressão 5 mm(0,5cm) já é considerado positivo.

Doentes com o PPD positivo são candidatos ao tratamento contra tuberculose latente, objetivando impedir uma futura reativação do bacilo.

E como tratar os pacientes com tuberculose ativa ?

Os doentes que apresentam sintomas de tuberculose são tratados com um esquema de 3 antibióticos por no mínimo 6 meses. O principal esquema é o chamado RIP - Rifampicina, Isoniazida e Pirazinamida. Esse coquetel é distribuído gratuitamente pelo governo brasileiro.

O tratamento das formas latentes descrito anteriormente é feito apenas com a Isoniazida, também por 6 meses.

O grande problema do controle da tuberculose é o abandono antes do final dos 6 meses. Como os sintomas melhoram em pouco tempo e os efeitos colaterais são comuns, muitos pacientes não completam o tempo total de tratamento, favorecendo o surgimento de cepas multi-resistentes do bacilo de Koch.

Os pacientes deixam de transmitir tuberculose após aproximadamente 15 dias de tratamento. Porém, podem voltar a ser bacilíferos (transmissores do bacilo) se não completarem o curso de 6 meses de antibióticos.

A tuberculose não tratada leva a sepse grave e morte.

Existe vacina contra tuberculose ?

Existe uma vacina chamada de BCG, que faz parte do calendário nacional. É administrada quando criança e serve para prevenir as formas mais graves da doença, como a tuberculose disseminada e a meningite turberculosa. A vacina apesar de diminuir a incidência da tuberculose pulmonar, não a evita por completo.

Como é feita a partir de bactérias vivas, não deve ser administrada em imunossuprimidos

Fonte: www.mdsaude.com

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