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Tuberculose

 

O que é?

Doença grave, transmitida pelo ar, que pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial nos pulmões. O microorganismo causador da doença é o bacilo de Koch, cientificamente chamado Mycobacterium tuberculosis.

Processo de disseminação da tuberculose

Apesar de também atingir vários órgãos do corpo, a doença só é transmitida por quem estiver infectado com o bacilo nos pulmões.

A disseminação acontece pelo ar. O espirro de uma pessoa infectada joga no ar cerca de dois milhões de bacilos. Pela tosse, cerca de 3,5 mil partículas são liberadas.

Os bacilos da tuberculose jogados no ar permanacem em suspensão durante horas. Quem respira em um ambiente por onde passou um tuberculoso pode se infectar.

A tuberculose pulmonar

Processo inflamatório

O indivíduo que entra em contato pela primeira vez com o bacilo de Koch não tem, ainda, resistência natural. Mas adquire. Se o organismo não estiver debilitado, consegue matar o microorganismo antes que este se instale como doença. É, também, estabelecida a proteção contra futuras infecções pelo bacilo.

Tuberculose primária

Após um período de 15 dias, os bacilos passam a se multiplicar facilmente nos pulmões, pois ainda não há proteção natural do organismo contra a doença. Se o sistema de defesa não conseguir encurralar o bacilo, instala-se a tuberculose primária, caracterizada por pequenas lesões (nódulos) nos pulmões.

Caverna tuberculosa

Com o tempo e sem o tratamento, o avanço da doença começa a provocar sintomas mais graves. De pequenas lesões, os bacilos cavam as chamadas cavernas tuberculosas, no pulmão, que costumam inflamar com freqüência e sangrar. A tosse, nesse caso, não é seca, mas com pus e sangue. É a chamada hemoptise.

Por que nos pulmões?

Como o bacilo de Koch se reproduz e desenvolve rapidamente em áreas do corpo com muito oxigênio, o pulmão é o principal órgão atingido pela tuberculose.

Sintomas

Tosse crônica (o grande marcador da doença é a tosse durante mais de 21 dias)

Febre

Suor noturno (que chega a molhar o lençol)

Dor no tórax

Perda de peso lenta e progressiva

Quem tem tuberculose não sente fome, fica anoréxico (sem apetite) e com adinamia (sem disposição para nada).

Tratamento

A prevenção usual é a vacina BCG, aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves da doença.

Se houver a contaminação, o tratamento consiste basicamente na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O tratamento dura em torno de seis meses. Se o tuberculoso tomar as medicações corretamente, as chances de cura chegam a 95%. É fundamental não interromper o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam.

Tuberculose resistente

Atualmente, consiste na principal preocupação mundial em relação à doença. O abandono do tratamento faz com que os bacilos tornem-se resistentes aos medicamentos e estes deixam de surtir efeito. A tuberculose resistente pode desencadear uma nova onda da doença virtualmente incurável em todo o mundo.

Números da doença

1/3 da população mundial está infectado com o bacilo da tuberculose
45 milhões de brasileiros estão infectados
5% a 10% dos infectados contraem a doença
30 milhões de pessoas no mundo podem morrer da doença nos próximos dez anos
6 mil brasileiros morrem de tuberculose por ano.

Fonte: www.santalucia.com.br

Tuberculose

Pneumonia ou gripe mal curadas podem causar a tuberculose?

Não. A tuberculose é causada por uma bactéria chamada “bacilo de Koch”. Exposição a friagem (como por exemplo “abrir geladeira sem camisa” e “tomar gelado”) também não causam tuberculose.

Como se pega a doença?

Através do ar contaminado com o “bacilo de Koch”, eliminado pelos pacientes com tuberculose não tratados, através da fala, tosse e espirro. A tuberculose não se transmite pelo sexo e pelo sangue contaminado.

Todo paciente com tuberculose pode transmitir a doença?

Não, somente os pacientes com a doença no pulmão que sejam bacilíferos, ou seja, aqueles que eliminem o “bacilo de Koch” no ar. Pacientes com outras formas da doença (óssea, renal e etc.) não transmitem o micróbio.

As pessoas que moram com um paciente tuberculoso podem pegar a doença?

Sim. Por isto é tão importante que todos as pessoas que residem com o paciente tuberculoso compareçam ao Posto de Saúde mais próximo de sua casa, para realização de consulta médica e, eventualmente, de alguns exames.

É preciso separar copos, talheres, pratos e outros utensílios do paciente com tuberculose?

Não, estes não transmitem o “bacilo de Koch”.

É possível prevenir a tuberculose?

Sim. Existe uma vacina, chamada BCG, aplicada no primeiro mês de vida, que é capaz de prevenir as formas mais graves da doença, principalmente nas crianças. Para prevenir a doença é também muito importante identificar rapidamente os pacientes com tuberculose para trata-los mais rapidamente, reduzindo a chance de contaminação do ambiente. É importante também que o doente, ao tossir e espirrar, tenha o cuidado de proteger a boca e o nariz.

Em alguns casos, avaliados pelo médico, pode ser necessário o uso de remédios por seis meses para que a doença seja prevenida.

O que sente um paciente com tuberculose?

Os principais sintomas são tosse (em geral que persiste por mais de 15 dias), febre (mais freqüente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e cansaço fácil.

A doença só atinge o pulmão?

Não, outros órgãos podem ser afetados tais como as meninges (meningite), ossos, rins, coração e outros.

A tuberculose mata?

Sim, desde que não diagnosticada e tratada. Os pacientes com tuberculose não podem abandonar por conta própria o tratamento, pois isto possibilita o surgimento de “bacilos de Koch” resistentes, dificultando o tratamento e podendo levar à morte.

Tuberculose pode causar impotência?

A doença, em si, não. O que pode acontecer com um paciente doente e enfraquecido é uma indisposição para o relacionamento sexual. Entretanto, com o tratamento adequado, os sintomas de astenia e indisposição desaparecem, possibilitando ao paciente retomar a sua vida normalmente.

Que exames são necessários para diagnosticar a tuberculose?

Nos casos suspeitos de tuberculose, o paciente deverá procurar o Posto de Saúde mais próximo de sua residência, para ser avaliado por um médico. Após a consulta, o médico poderá pedir uma radiografia do tórax e o exame do escarro (baciloscopia) para confirmar se a pessoa está realmente com doença.

Preciso pagar pelos exames?

Não, são totalmente gratuitos e disponíveis na maior parte dos Postos de Saúde do seu município.

A tuberculose tem cura?

Sim, todo paciente com tuberculose pode ser curado, desde que siga corretamente as orientações do médico e dos demais profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento.

Que remédios são usados no tratamento da doença?

Na maior parte dos casos são utilizados dois medicamentos: duas cápsulas vermelhas que contém os remédios rifampicina e isoniazida e quatro comprimidos brancos que contém o medicamento pirazinamida.

Por quanto tempo os remédios são usados?

O tempo necessário para o tratamento da tuberculose é, em geral, seis meses.

É necessário comprar os remédios?

Não, os remédios da tuberculose são distribuídos gratuitamente nos Postos de Saúde do seu município.

Como devem ser tomados os remédios?

São tomados sempre pela manhã, em jejum.

Os remédios têm efeitos colaterais?

Sim, como enjôos, vômitos, indisposição, sintomas gripais e mal estar geral. Entretanto, a ocorrência destes não justifica a suspensão dos remédios, por parte do paciente. Caso surjam sintomas e sinais não existentes antes do tratamento, o paciente deverá procurar o Posto de Saúde no qual está fazendo o tratamento para receber orientações dos profissionais de saúde responsáveis. Não há justificativa para parar o tratamento, a não ser por expressa orientação do médico.

É preciso parar de tomar bebida alcoólica?

Sim, não se pode tomar os remédios e continuar a beber álcool (cerveja, uísque, cachaça, conhaque e outros), pois há risco de graves complicações, como por exemplo, hepatite. Mas, tem gente que tem uma grande dependência do álcool (não consegue parar de beber). Neste caso, converse sobre isto com o médico que está fazendo o acompanhamento do caso e não deixe de tomar os medicamentos, a não ser que seja orientado para isto.

É preciso parar de fumar?

É aconselhável que o paciente pare de fumar, o que acaba por melhorar sua saúde como um todo. Mas se a pessoa não consegue parar de fumar de jeito algum, deve continuar a tomar os remédios e avisar ao médico que a acompanha sobre isto.

Como saber se a tuberculose está curada?

Somente o médico pode avaliar se o doente está curado ou não. Muitas vezes, o paciente melhora após um mês de tratamento (desaparece a febre, melhora o apetite, há ganho de peso), mas isto não significa que a tuberculose esteja curada! Posto isto, o tratamento só deverá ser interrompido por ordem médica.

Uma mulher grávida pode fazer o tratamento da tuberculose?

Sim, pois os remédios costumam ser seguros. A gestante em tratamento para tuberculose deverá esclarecer dúvidas sobre seu estado e os possíveis efeitos dos medicamentos sobre o bebê, com o médico responsável pelo tratamento.

Tem algum medicamento que interfere nos remédios da tuberculose?

É muito importante que o paciente informe ao médico os remédios que esteja utilizando. Por exemplo, os medicamentos “vermelhos” podem reduzir a efetividade da pílula anticoncepcional. Todas as dúvidas em relação aos medicamentos deverão ser esclarecidas com o médico que acompanha o paciente.

O paciente com tuberculose pode trabalhar?

Sim, desde que se sinta em condições físicas para exercer suas atividades no trabalho. Em geral, recomenda-se que o paciente se mantenha afastado de suas atividades por 15 a 30 dias após o início do tratamento, período em que habitualmente deixa de ser contaminante do ar ambiente.

O paciente com tuberculose precisa fazer o teste da AIDS?

Sim, é recomendável que seja realizado o teste de AIDS (chamado ELISA anti-HIV), desde que o paciente não se oponha. É importante conversar com o médico do Posto de Saúde para que sejam esclarecidas todas as dúvidas em relação ao teste de AIDS.

Posso fazer alguma coisa para ajudar a combater a doença?

Sim, é claro. Sabe-se que pacientes com tuberculose, não tratada, são capazes de contaminar o ambiente, o que pode levar outras pessoas ao adoecimento.

Deste modo, a orientação para que pessoas que estejam tossindo há mais de 15 dias procurem o Posto de Saúde é extremamente importante. A divulgação desta informação pode ser feita por você, o que auxiliará em muito as ações de controle da doença, possibilitando que, um dia, nossa sociedade possa se ver livre da tuberculose.

Fonte: www.aidsportugal.com

Tuberculose

A tuberculose é uma infecção contagiosa e potencialmente letal causada pela bactéria que se encontra no ar denominada Mycobacterium tuberculosis, M. bovis ou M. africanum.

A tuberculose refere-se à doença mais comumente causada pelo Mycobacterium tuberculosis, mas que, ocasionalmente, pode ser causada pelo M. bovis ou pelo M. africanum.

Embora outras micobactérias causem doenças que simulam a tuberculose, são infecções não contagiosas e a maioria responde mal às drogas que são muito eficazes contra a tuberculose. O ser humano sofre de tuberculose desde a Antigüidade.

A tuberculose tornou-se um grande flagelo na Europa durante a Revolução Industrial, quando era comum a superpopulação e a aglomeração nas cidades e a doença era responsável por mais de 30% de todas as mortes.

Com o surgimento dos antibióticos estreptomicina (década de 1940), isoniazida (década de 1950), etambutol (década de 1960), e rifampina (década de 1970), a batalha contra a tuberculose parecia ter sido finalmente ganha.

Mas, nos meados da década de 1980, o número de casos nos Estados Unidos começou a aumentar novamente. O advento da AIDS, combinada com a superpopulação e com as más condições de saneamento em muitas áreas urbanas, fez com que a tuberculose voltasse a ser um grave problema de saúde pública.

A situação é especialmente preocupante porque algumas cepas de bactérias causadoras de tuberculose tornaram-se resistentes aos antibióticos utilizados para tratar a doença.

A tuberculose é mais comum entre os indivíduos idosos. Dos quase 23.000 casos relatados nos Estados Unidos em 1995, aproximadamente 28% eram indivíduos com mais de 65 anos de idade.

Existem três razões básicas que explicam a maior incidência da doença entre os idosos:

1) muitos indivíduos idosos foram infectados quando a doença era mais comum
2)
o envelhecimento pode reduzir a eficácia do sistema imunológico, o que pode permitir que as bactérias inativas sejam reativadas
3)
os indivíduos idosos internados em serviços de doenças crônicas apresentam maior probabilidade de entrar em contato íntimo com outros indivíduos idosos que apresentam risco de contrair a tuberculose.

A doença é também mais comum em indivíduos da raça negra do que em indivíduos da raça branca, parcialmente por causa da maior quantidade de indivíduos da raça negra que vivem em condições de pobreza e parcialmente por causa da maneira como a tuberculose evoluiu.

Por milhares de anos, a tuberculose cobrou um tributo muito alto na Europa, que era habitada principalmente por indivíduos da raça branca. Aqueles que eram mais resistentes à doença conseguiam sobreviver e reproduzir. Conseqüentemente, eles transmitiram os genes da resistência à tuberculose para as gerações posteriores.

Pelo contrário, os ancestrais dos afro-americanos entraram em contato com a tuberculose após a chegada na América, o que lhes permitiu um tempo muito menor para desenvolver genes de resistência à doença e transmiti-los aos descendentes.

Doenças Semelhantes à Tuberculose

Existem muitos tipos de micobactéria.

Algumas são semelhantes àquelas que causam a tuberculose. Elas podem causar infecções com muitos dos sintomas causados pela tuberculose. Embora sejam comuns, essas micobactérias geralmente causam infecção apenas em indivíduos com comprometimento do sistema imunológico. As bactérias infectam principalmente os pulmões, mas também podem afetar os linfonodos, os ossos, a pele e outros tecidos.

As mais comuns são um grupo de micobactérias conhecidas como complexo Mycobacterium avium (CMA). Elas são altamente resistentes à maioria dos antibióticos, inclusive aos utilizados para tratar a tuberculose. As infecções causadas por essas bactérias não são contagiosas.

A infecção pulmonar causada pelo complexo Mycobacterium avium pode ocorrer em homens de meia-idade cujos pulmões foram lesados pelo tabagismo crônico, por uma tuberculose antiga, pela bronquite, pelo enfisema ou por outras doenças. A infecção causada por essa micobactéria é, no entanto, mais comum em indivíduos com AIDS.

Em geral, a infecção evolui lentamente. Os sintomas iniciais são a tosse e expectoração mucosa. À medida que a infecção evolui, o indivíduo pode começar a expectorar sangue com regularidade e dificuldade respiratória. Uma radiografia torácica pode revelar a infecção, mas quase sempre é necessária a realização do exame de uma amostra de escarro coletada de um indivíduo infectado para distingui-la da tuberculose. Freqüentemente, o tratamento com antibióticos não é eficaz, mesmo quando é utilizada uma combinação de várias drogas. No entanto, novas drogas que retardam a evolução dessas infecções em indivíduos idosos estarão em breve disponíveis. Os casos leves em indivíduos sem AIDS podem desaparecer sem tratamento.

Nos indivíduos com AIDS ou que apresentam outras doenças que comprometem o sistema imune, o complexo Mycobacterium avium pode generalizar-se. Os sintomas incluem a febre, a anemia, distúrbios do sangue, diarréia e dor de estômago. Embora os antibióticos possam aliviar os sintomas temporariamente, a infecção é freqüentemente fatal, exceto quando a resposta imune do organismo melhora.

A infecção de linfonodos causada pelo complexo Mycobacterium avium pode ocorrer em crianças, geralmente com idades entre 1 e 5 anos. A infecção é usualmente causada pela ingestão de terra ou o consumo de água contaminada pela micobactéria. Na maioria dos casos, os antibióticos não curam a infecção, mas os linfonodos infectados podem ser removidos cirurgicamente.

Outras micobactérias crescem em piscinas e mesmo em aquários caseiros e podem causar distúrbios cutâneos. Essas infecções podem desaparecer sem tratamento. Contudo, os indivíduos com infecções crônicas usualmente necessitam de tratamento com tetraciclina ou com um outro antibiótico durante 3 a 6 meses. Um outro tipo de micobactéria, o Mycobacterium fortuitum, pode infectar feridas e partes artificiais do corpo (p.ex., uma válvula cardíaca mecânica ou uma prótese de mama). Normalmente, os antibióticos e a remoção cirúrgica das áreas afetadas curam a infecção.

Como a Infecção se Desenvolve

Nos Estados Unidos, a tuberculose é atualmente transmitida apenas através da inalação de ar contaminado com o Mycobacterium tuberculosis em ambientes fechados. O ar é contaminado quando um indivíduo com tuberculose ativa expectora as bactérias através da tosse, as quais podem permanecer no ar por várias horas. No entanto, um feto pode adquirir tuberculose de sua mãe, antes ou durante o nascimento, ao respirar ou engolir o líquido amniótico infectado, e um lactente pode adquirir tuberculose após o nascimento ao respirar o ar que contém gotículas infectadas. Nos países em desenvolvimento, as crianças podem ser infectadas por uma outra micobactéria que causa a tuberculose.

Este microrganismo, denominado Mycobacterium bovis, pode ser transmitido no leite não pasteurizado. O sistema imunológico de um indivíduo infectado pela tuberculose normalmente destrói as bactérias ou as isola no local da infecção. De fato, aproximadamente 90 a 95% de todas as infecções tuberculosas curam sem sequer serem percebidas. Contudo, as bactérias algumas vezes não são destruídas, mas permanecem inativas no interior de certos leucócitos (denominados macrófagos) durante muitos anos. Cerca de 80% dos casos de tuberculose são causados pela reativação de bactérias inativas.

As bactérias que vivem em cicatrizes produzidas pela infecção inicial, geralmente na parte superior de um ou de ambos os pulmões, podem começar a se multiplicar. A ativação de bactérias inativas ocorre quando o sistema imunológico torna-se comprometido (p.ex., devido à AIDS, ao uso de corticosteróides ou à idade muito avançada), neste caso, a infecção pode ser letal. Comumente, o indivíduo infectado pela tuberculose apresenta uma chance de 5% de desenvolver uma infecção ativa em 1 a 3 anos. A evolução da tuberculose varia enormemente entre os indivíduos, dependendo de fatores como a raça.

Por exemplo, a tuberculose freqüentemente evolui mais rapidamente em indivíduos negros e americanos nativos que em indivíduos brancos. Entretanto, a velocidade da evolução depende principalmente da força do sistema imunológico do indivíduo. Por exemplo, a evolução para uma infecção ativa é muitas vezes mais provável e muito mais rápida nos indivíduos com AIDS. Um indivíduo com AIDS infectado pela tuberculose apresenta uma chance de 50% de ter uma tuberculose ativa em 2 meses. Quando as bactérias infectantes resistem aos antibióticos, um indivíduo com AIDS e tuberculose apresenta uma chance de 50% de morrer em 2 meses. Normalmente, a tuberculose ativa começa nos pulmões (tuberculose pulmonar). A tuberculose que afeta outras partes do corpo (tuberculose extrapulmonar) em geral origina-se da tuberculose pulmonar que se disseminou através do sangue. Como ocorre no pulmão, a infecção pode não causar a doença, mas a bactéria pode permanecer inativa no interior de uma pequena cicatriz.

Sintomas e Complicações

Inicialmente, um indivíduo infectado pode simplesmente sentir-se mal ou apresentar uma tosse que é atribuída ao tabagismo ou a um episódio recente de gripe. A tosse pode produzir uma pequena quantidade de escarro esverdeado ou amarelado pela manhã. A quantidade de escarro geralmente aumenta à medida que a doença evolui. Finalmente, o escarro pode apresentar estrias de sangue, embora seja rara a ocorrência de expectoração de grandes quantidades de sangue.

Um dos sintomas mais comuns é o despertar noturno com uma sudorese fria tão profusa que o indivíduo tem que trocar de pijama ou mesmo a roupa de cama. Esta sudorese é provocada pela diminuição de uma febre baixa que o indivíduo não percebe. A dificuldade respiratória pode indicar a presença de ar (pneumotórax) ou de líquido (derrame pleural) no espaço pleural. Cerca de um terço das infecções que se tornam evidentes o fazem sob a forma de um derrame pleural. Aproximadamente 95% dos derrames pleurais em adultos jovens são causados por uma infecção recente causada pelo Mycobacterium tuberculosis.

É difícil estabelecer o diagnóstico, mas os médicos experientes sabem quando a condição deve ser tratada como tuberculose, caso contrário, 50% das infecções evoluirão para a tuberculose pulmonar verdadeira ou localizada em um outro órgão. Em uma infecção inicial de tuberculose, as bactérias deslocam-se da lesão pulmonar até os linfonodos que drenam o pulmão. Quando as defesas naturais do corpo conseguem controlar a infecção, esta nao evolui e as bactérias tornamse inativas. Contudo, nas crianças, os linfonodos podem aumentar de tamanho e comprimir os brônquios, causando uma tosse metálica e pode acarretar o colapso pulmonar. Ocasionalmente, as bactérias disseminam-se através dos canais linfáticos para formar um grupo compacto de linfonodos no pescoço. Uma infecção desses linfonodos pode romper a pele e a drenagem de pus.

A tuberculose pode afetar outros órgãos do corpo além dos pulmões, uma condição denominada tuberculose extrapulmonar. Os rins e os ossos são provavelmente os locais mais comuns da tuberculose extrapulmonar. A tuberculose renal pode produzir poucos sintomas, mas a infecção pode destruir parte do rim. Em seguida, a tuberculose pode disseminar-se para a bexiga. No entanto, ao contrário de outras infecções vesicais, ela pode causar poucos sintomas. Nos homens, a infecção também pode disseminar- se para a próstata, as vesículas seminais e os epidídimos, provocando a formação de um tumor na bolsa escrotal.

Nas mulheres, a tuberculose pode causar a formação de cicatrizes nos ovários e nas tubas uterinas, levando à esterilidade. Dos ovários, a infecção pode disseminar-se até o peritôneo (a membrana que reveste a cavidade abdominal).

Os sintomas desta complicação, denominada peritonite tuberculosa, podem variar desde a fadiga e uma dor gástrica vaga com uma discreta sensibilidade à palpação até uma dor intensa que se assemelha à da apendicite. A infecção pode disseminar-se até uma articulação, causando a artrite tuberculosa. A aritculação inflama e torna-se dolorosa. As articulações mais comumente afetadas são aquelas que suportam peso (quadris e joelhos), mas os ossos do punho, da mão e do cotovelo também podem ser afetados.

A tuberculose pode afetar a pele, o intestino grosso e as glândulas adrenais. A infecção foi inclusive descrita na parede da aorta (a principal artéria do corpo), causando a sua ruptura. Quando a tuberculose dissemina-se até o pericárdio (o saco membranoso que envolve o coração), ele torna-se distendido devido ao acúmulo de liquido, uma condição denominada pericardite tuberculosa.

O líquido pode comprometer a capacidade de bombeamento de sangue do coração. Os sintomas incluem a febre, a dilatação das veias do pescoço e a dificuldade respiratória. Uma infecção de tuberculose localizada na base do cérebro (meningite tuberculosa) é extremamente perigosa. Nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos, a meningite tuberculosa é atualmente mais comum entre os indivíduos idosos. Nos países em desenvolvimento, ela é mais comum em crianças com idade entre 1 e 5 anos. Os sintomas da meningite tuberculosa incluem a febre, a cefaléia constante, a náusea e uma sonolência que pode evoluir para o coma.

Freqüentemente, o pescoço tornase tão rígido que é impossível encostar o queixo contra o peito. Quanto mais o tratamento for retardado, maior a chance de lesão cerebral irreparável. Algumas vezes, à medida que um indivíduo com meningite tuberculosa melhora, ocorre a formação de uma massa semelhante a um tumor no cérebro, a qual é denominada tuberculoma.

O tuberculoma pode causar sintomas como a fraqueza muscular (muito semelhante à do acidente vascular cerebral) e a sua remoção cirúrgica pode ser necessária. Nas crianças, a bactéria pode infectar a coluna vertebral (vértebras) e as extremidades dos ossos longos dos membros superiores e inferiores.

Quando as vértebras são infectadas, a dor ocorre.

Como as radiografias da coluna vertebral podem apresentar um aspecto normal, pode ser necessária a utilização de outros métodos diagnósticos como, por exemplo, a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RM).

Quando a doença não é tratada, pode ocorrer o colapso de uma ou duas vértebras resultando em paralisia dos membros inferiores. Nos países em desenvolvimento, a bactéria da tuberculose pode ser transmitida através do leite contaminado e instalar-se nos linfonodos do pescoço ou no intestino delgado.

Como a membrana mucosa do trato digestivo é resistente às bactérias, a infecção somente ocorre quando um grande número de bactérias permanece no intestino delgado durante um longo período ou quando o sistema imunológico encontra-se comprometido. A tuberculose intestinal pode não produzir qualquer sintoma, mas pode acarretar o crescimento tecidual anormal na área infectada, o qual pode ser confundido com o câncer.

Tuberculose: Uma Doença de Muitos Órgãos

Localização da Infecção Sintomas ou Complicações
Cavidade abdominal Fadiga, dor discreta à palpação, dor semelhante à da apendicite
Bexiga Micção dolorosa
Cérebro Febre, cefaléia, náusea, sonolência, lesão cerebral que leva ao coma
Pericárdio (o saco membranoso que envolve o coração) Febre, dilatação das veias do pescoço, dificuldade respiratória
Articulações Sintomas similares aos da artrite
Rim Lesão renal, infecção em torno do rim
Órgãos reprodutivos Homens Mulheres Tumor na bolsa escrotal Esterilidade
Coluna vertebral Dor, pode acarretar colapso vertebral e paralisia dos membros inferiores

O Que é a Tuberculose Miliar?

Um tipo de tuberculose potencialmente letal pode ocorrer quando um grande número de bactérias dissemina-se por todo o corpo através da corrente sangüínea.

Esta infecção é denominada tuberculose miliar devido aos milhões de minúsculas lesões do tamanho de um painço (“milho miúdo”), a pequena semente arredondada consumida pelas aves silvestres. Os sintomas da tuberculose miliar podem ser muito vagos e de difícil identificação.

Eles incluem a perda de peso, febre, calafrios, fraqueza, mal estar generalizado e dificuldade respiratória. O envolvimento da medula óssea pode causar uma anemia grave e outras anormalidades sangüíneas que sugerem uma leucemia. A liberação intermitente de bactérias na corrente sangüínea, provenientes de uma lesão oculta, pode causar febre intermitente com um enfraquecimento progressivo do corpo.

Diagnóstico

Freqüentemente, a primeira indicação de tuberculose é detectada em uma radiografia torácica anormal, realizada como parte de uma avaliação diagnóstica de uma doença vaga. Na radiografia, a doença manifesta-se como áreas brancas irregulares que contrastam com o entorno normalmente escuro, se bem que outras infecções e o câncer possam produzir as mesmas imagens. A radiografia também pode revelar a presença de um derrame pleural ou mesmo um aumento da silhueta cardíaca (pericardite).

O diagnóstico depende dos resultados do teste cutâneo da tuberculina e da pesquisa de Mycobacterium tuberculosis no escarro. Embora o teste cutâneo da tuberculina seja um dos mais úteis para o diagnóstico da tuberculose, ele indica apenas que uma infecção pela bactéria ocorreu em algum momento no passado.

Ele não revela se a infecção está em atividade, somente que existem bactérias da tuberculose vivas em algum lugar do corpo. O teste cutâneo da tuberculina é realizado através da injeção de uma pequena quantidade de proteína derivada das bactérias da tuberculose entre as camadas da pele, normalmente no antebraço.

Às vezes, uma substância de controle (contendo algum elemento frente ao qual os indivíduos geralmente reagem como, por exemplo, leveduras ou fungos) é injetada em um outro local. Aproximadamente 2 dias depois, o local da injeção é examinado.

A presença de edema e hiperemia (rubor) indica um resultado positivo. Um indivíduo que não apresenta reação à substância de controle pode ter um sistema imunológico que não está funcionando adequadamente. Neste caso, um resultado negativo do teste da tuberculina pode ser incorreto.

Os indivíduos com tuberculose grave e com comprometimento do sistema imunológico também podem apresentar resultados falsos negativos. Para se assegurar do diagnóstico, o médico deve coletar uma amostra de escarro, do líquido ou do tecido infectado para análise laboratorial.

A coleta de uma amostra de líquido do tórax, do abdômen, de uma articulação ou da região que circunda o coração, pode ser realizada com o auxílio de uma agulha. Em alguns casos, realiza-se uma pequena cirurgia, denominada biópsia, para se obter um pequeno fragmento de tecido infectado.

O escarro pode prover uma amostra adequada do pulmão. Ou então, o médico pode utilizar um instrumento denominado broncoscópio para examinar os brônquios e coletar amostras de muco ou de tecido pulmonar. Algumas vezes, é necessária a realização de uma punção espinhal para se coletar uma amostra de líquido cefalorraquidiano (líquor) para a investigação da meningite tuberculosa, uma infecção das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.

A amostra do líquido é enviada a um laboratório equipado para realizar um teste denominado reação da cadeia de polimerase (PCR, polymerase chain reaction).

Embora os resultados do exame sejam disponibilizados rapidamente, o médico geralmente inicia a antibioticoterapia antes da mera suspeita de meningite tuberculosa, para prevenir a morte do paciente e minimizar o dano cerebral. A investigação renal em busca da tuberculose é consideravelmente mais difícil que a avaliação pulmonar. Uma amostra da urina do paciente é utilizada para o exame da PCR, mas pode ser necessária a realização de outros exames para se determinar a magnitude do dano já causado pela doença.

Um desses exames é um procedimento radiográfico no qual é injetado um contraste. O contraste delineia os rins nas radiografias e revela qualquer massa ou cavidade anormal que possa ser causada pela tuberculose.

Ocasionalmente, o médico utiliza uma agulha para obter uma amostra de tecido de uma massa. A amostra é examinada ao microscópio para ajudar a diferenciar o câncer da tuberculose. Para confirmar a tuberculose dos órgãos reprodutivos femininos, o médico examina a pelve com o auxílio de um tubo que possui uma fonte luminosa na extremidade (laparoscópio).

Algumas vezes, a doença pode ser detectada através do exame microscópico de amostras obtidas do interior do útero. Em alguns casos, é necessária a coleta de uma amostra de tecido hepático, de um linfonodo ou da medula óssea. Embora essas amostras geralmente possam ser obtidas com a utilização de uma agulha, a cirurgia pode ser necessária para obtê-las.

Tratamento

De maneira geral, os antibióticos conseguem curar mesmo os casos mais avançados de tuberculose. Existem cinco antibióticos que podem ser utilizados e sua eficácia é tal que apenas uma bactéria em cada milhão escapa ao seu efeito. Como uma infecção de tuberculose pulmonar ativa freqüentemente contém um bilhão ou mais de bactérias, qualquer droga utilizada isoladamente deixaria cerca de mil organismos vivos e totalmente resistentes ao medicamento. Por essa razão, pelo menos duas drogas com mecanismos de ação diferentes são sempre prescritas, que em conjunto conseguem matar praticamente todas as bactérias.

O tratamento deve ser mantido por um longo período após o paciente sentir- se completamente bem, pois é necessário um longo período para se exterminar todas as bactérias de crescimento lento e para reduzir a probabilidade recidiva a quase zero. Os antibióticos mais comumente utilizados são a isoniazida, a rifampina, a pirazinamida, a estreptomicina e o etambutol. Os três primeiros podem ser acondicionados em um mesmo comprimido, reduzindo o número de comprimidos que o paciente deve tomar diariamente e também garantindo que o indivíduo tome os medicamentos adequados.

A isoniazida, a rifampina e a pirazinamida podem causar náusea e vômito devido aos seus efeitos sobre o fígado. Quando o indivíduo apresenta náusea e vômito, a droga deve ser interrompida até que possam ser realizadas provas da função hepática.

Quando os resultados dos exames revelam uma reação a uma das drogas, um substituto satisfatório pode normalmente ser encontrado para completar o tratamento. O etambutol é iniciado com uma dose relativamente alta, para ajudar a reduzir rapidamente a quantidade de bactérias. A dose é reduzida após 2 meses para evitar os efeitos colaterais prejudiciais sobre os olhos.

A estreptomicina foi a primeira droga que revelou ser eficaz contra a tuberculose, mas ela deve ser administrada sob a forma injetável. Embora ela continue sendo uma droga muito eficaz contra as infecções avançadas, a estreptomicina pode afetar o equilíbrio e a audição do usuário quando administrada em doses altas ou por mais de 3 meses.

Atualmente, a remoção cirúrgica de uma parte do pulmão praticamente não é necessária quando o indivíduo segue rigorosamente o esquema terapêutico.

Contudo, a cirurgia é algumas vezes necessária para drenar o pus de qualquer local e, ocasionalmente, para corrigir uma deformidade da coluna vertebral causada pela tuberculose.

Prevenção

Existem várias maneiras de se evitar a tuberculose. Por exemplo, uma luz ultravioleta germicida pode ser utilizada em locais onde pessoas com doenças variadas devem permanecer juntas por várias horas (p.ex. áreas de espera de hospitais ou de salas de emergência). Esta luz mata as bactérias presentes no ar.

A isoniazida é uma droga muito eficaz quando utilizada por indivíduos com maior risco de tuberculose.

Esse grupo inclue aquele que esteve em contato íntimo com alguém com a doença (p.ex., profissionais da saúde cujo teste cutâneo da hantuberculina passou de negativo a positivo e cuja radiografia torácica não revela doença). Isto significa que existe uma infecção recente que ainda não se desenvolveu por completo.

Ela pode ser curada através do uso diário de isoniazida durante 6 a 9 meses. Estudos revelaram que aproximadamente 10% dos indivíduos com infecções recentes apresentam tuberculose quando não submetidos ao tratamento, independentemente da idade.

O benefício da terapia preventiva é óbvio em indivíduos com menos de 25 anos que reagem ao teste cutâneo da tuberculina, pois existe uma boa chance de que a infecção seja recente e possa ser curada facilmente antes que evolua. É difícil demonstrar os benefícios do tratamento preventivo em adultos com mais de 25 anos de idade.

O risco de toxicidade dos antibióticos pode ser maior que o risco de desenvolver a tuberculose, exceto quando a reação é o resultado provável de uma infecção recente. Um indivíduo que apresentou um teste cutâneo da tuberculina positivo e é infectada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV, o vírus causador da AIDS) apresenta um risco muito alto de apresentar infecção ativa. Por essa razão, a isoniazida é administrada enquanto for possível para prevenir o desenvolvimento da tuberculose.

Os indivíduos infectados pelo HIV que não reagem ao teste cutâneo da tuberculina, mas que apresentam um risco considerável de entrar em contato com indivíduos com tuberculose ativa, também podem ser medicados com a isoniazida. Este tratamento preventivo é eficaz na eliminação das bactérias da tuberculose antes delas se estabelecerem.

Os indivíduos com tuberculose pulmonar que estão sendo submetidas a tratamento não precisam ser isoladas por mais que alguns dias, pois os medicamentos reduzem rapidamente a capacidade infectante das bactérias.

No entanto, os indivíduos que tossem e não utilizam a medicação adequadamente podem necessitar de um isolamento mais prolongado, para que não disseminem a doença. Normalmente, um indivíduo deixa de ser contagioso após 10 a 14 dias de tratamento medicamentoso.

Entretanto, quando o indivíduo trabalha com indivíduos que são de alto risco (p.ex., indivíduos infectados pelo HIV e crianças jovens), o médico pode exigir exames repetidos de escarro para determinar quando não há mais perigo de transmissão da infecção. Nos países em desenvolvimento, uma vacina denominada BCG é amplamente utilizada para prevenir a infecção pelo Mycobacterium tuberculosis.

O seu valor é duvidoso e a vacina é utilizada apenas nos países em que a probabilidade de contrair a tuberculose é muito alta.

Fonte: www.msd-brazil.com

Tuberculose

Tuberculose não é uma doença do século 18?

Engana-se quem acha que a tuberculose é uma doença do passado. Atualmente, é a doença endêmica que mais aflige a população japonesa. No passado, é verdade, os casos de tuberculose eram tantos que se tratava de uma grande problema nacional. Os casos de tuberculose foram diminuindo progressivamente desde a 2ª Guerra Mundial até 1997. Neste ano, a tendência de redução de casos reverteu-se e houve um aumento de incidências.

Atualmente, registram-se em todo o país cerca de 43.000 novos casos e 2.700 falecimentos decorrentes desta doença. Em Toyota, há quase 60 novos casos de tuberculose por ano.

Os casos mais comuns de tuberculose afetam os pulmões mas outros órgãos, como rins, ossos, gânglios, olhos ou mesmo todo o organismo também podem ser afetados.

Quais as formas de contágio?

A transmissão da tuberculose pulmonar se faz por via respiratória. Pessoas contaminadas expelem o bacilo pela tosse, espirro ou simplesmente falando. A contaminação se dá inalando o bacilo de Koch.

Entretanto, contaminar-se e desenvolver a doença são coisas diferentes. Em muitos casos, o organismo consegue bloquear o processo de desenvolvimento.

Entretanto, idosos e pessoas com baixa resistência imunológica, por exemplo, estão sujeitos a maiores riscos.

Existe cura para esta doença?

Sim. É uma doença que pode ser completamente curada. Entretanto, isso somente é possível se o paciente tomar a medicação prescrita, por um período de 6 a 9 meses. Pacientes que não observam as doses prescritas acabam criando bacilos mais resistentes, dificultando a cura.

Fazendo exames preventivos

A tuberculose pulmonar pode ser detectada através de exames radiográficos da região torácica. Recomendamos aproveitar os exames de saúde periódicos para fazer radiografias do peito. Se constatar alguma anormalidade, faça um exame mais completo num hospital. Sendo diagnosticada precocemente, a tuberculose é fácil de ser tratada.

Para os bebês, é importante que tomem a vacina BCG.

Diferenças entre contágio e desenvolvimento da doença

Contagiar-se não significa necessariamente que a doença irá desenvolver-se.

O contágio da tuberculose pulmonar se faz por via respiratória. Pessoas contaminadas expelem o bacilo pela tosse, espirro ou simplesmente falando. A contaminação se dá inalando o bacilo de Koch. Dentro do organismo, o bacilo aloja-se nas células pulmonares. Neste ambiente farto de oxigênio e com temperatura amena, o bacilo encontra condições favoráveis para reproduzir-se.

Na maioria dos casos, o organismo consegue bloquear o processo de desenvolvimento graças à ação do sistema imunológico. Entretanto, a resistência do organismo por si só não é suficiente para exterminar o bacilo. Assim, diz-se que o bacilo entra em estado de hibernação, esperando o melhor momento para manifestar-se. Quando a resistência do corpo, devido à idade, a outras doenças ou mesmo ao estilo de vida, diminui, os bacilos tornam-se ativos novamente, fazendo com que os primeiros sintomas sejam sentidos.

Sintomas

O bacilo de Koch encontra menos resistência para desenvolver-se no organismo de pessoas diabéticas, idosas, com baixa imunidade, que têm stress, que utilizam hormônios esteróides.

Quais os sintomas mais frequentes?

Atenção para os seguintes sintomas:

1) tosse persistente (por mais de 2 semanas)
2) catarro amarelado ou com sangue misturado
3) dor no peito
4) febre
5) perda de peso repentina
6) fraqueza e mal-estar

Os sintomas de tuberculose assemelham-se à gripe comum. Se estes sintomas persistirem por mais de 1 mês, cuidado! De cada 25 pessoas que apresentam estes sintomas, 1 apresenta tuberculose. Se você tiver tosse, escarro, dor no peito, febre por mais de 2 semanas consecutivas ou perder peso abruptamente, suspeite de tuberculose e procure um médico.

Diagnóstico precoce = Tratamento eficaz

1) Faça exames periodicamente (radiografia do peito)
2) Se você apresentar algum dos sintomas acima, não espere pelo exame periódico:
procure um médico rapidamente

Dúvidas mais frequentes

Uma pessoa que contaminar-se com o bacilo de Koch sempre desenvolve a tuberculose?

Não. Mesmo que se contamine, a tuberculose somente se desenvolve em 10 a 20% dos casos. Os 80 a 90% restantes conseguem tornar o bacilo inativo, graças às defesas naturais do organismo. Os estudos atuais indicam que, principalmente entre a população idosa, o bacilo está presente em 1 de cada grupo de 4 pessoas, embora inativo.

A tuberculose desenvolve-se rapidamente após o contágio?

Não. Para que a doença se desenvolva, é preciso que o bacilo se reproduza, o que leva algum tempo. Os casos de tuberculose são mais frequentes entre os adultos, sendo que 5 a 10% dos casos surgem num período entre 6 meses a 1 ano após a contaminação. Depois disso, os riscos diminuem drasticamente mas não por completo. 5 a 10% dos contaminados desenvolvem a doença muito tempo depois do contágio.

Quais os tipos de exame de detecção de tuberculose?

Há vários tipos, de acordo com a situação. O teste de reação à tuberculina é útil para saber se está contaminado ou não. Através da radiografia do tórax pode-se verificar se a doença desenvolveu-se ou não. Em casos mais graves, faz-se um exame de catarro.

Para que serve o teste de reação à tuberculina?

Ao contaminar-se com o bacilo de Koch, o organismo começa a desenvolver anticorpos para combater seu aumento. O teste de reação à tuberculina consiste em verificar a presença destes anticorpos.Quando a reação extrapola um determinado tamanho, podeser que esteja contaminado pelo bacilo de Koch.

Não há problemas em tirar radiografias frequentemente?

Sempre que possível, é melhor evitar submeter-se a radiografias desnecessárias, mas a radiação absorvida pelo organismo numa sessão de raio X equivale a menos de um décimo da radiação natural absorvida pelo organismo durante 1 ano.

Por mais lento que seja o desenvolvimento da tuberculose, esta não deixa de ser uma doença, podendo agravar-se num espaço de 1 a 2 meses. Para o correto acompanhamento e tratamento, é indispensável submeter-se às radiografias periodicamente.

Há alguma forma de evitar o desenvolvimento da doença?

Mesmo que acabe se contaminando, há 2 formas eficazes para prevenir o desenvolvimento da tuberculose. A primeira é tomar a vacina BCG, aplicada quando o organismo não apresenta defesas naturais (constatado pelo teste de reação à tuberculina). A vacina BCG é especialmente eficaz para prevenir as formas mais graves de tuberculose em crianças. Se houver doentes na família e os familiares apresentam reações fortes à tuberculina, são administrados medicamentos preventivos.

Que tipo de medicação via oral é utilizada?

Ministra-se medicamento à base de hidrazidas, se for constatada a contaminação pelo bacilo. Se tomado conforme prescrito durante cerca de 6 meses, consegue-se evitar o desenvolvimento da doença. Apesar de ser difícil ficar tomando um remédio durante 6 meses sem apresentar nenhum sintoma, é importante ingerí-lo durante o período indicado. Deixar de tomar o medicamento antes do prazo prescrito ou não tomá-lo nas doses indicadas faz com que a medicação não tenha efeito.

Fonte: www.city.toyota.aichi.jp

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista inglês Robert Koch, em 1882.

Normalmente, associa-se o termo tuberculose com doença pulmonar. Na realidade, apesar de a tuberculose pulmonar ser a mais comum, ela pode afetar outros órgãos, como rins, órgãos genitais, intestino delgado, ossos, etc. Apesar das inúmeras localizações possíveis da doença, em cerca de 90% dos casos, inicia-se pelos pulmões.

Nos adultos, é mais comum a tuberculose pulmonar, contraída pelo sistema respiratório, diretamente (gotículas de escarro) ou pela poeira contaminada.

Nas crianças, via de regra, a transmissão ocorre pela ingestão de leite de vaca contaminado, podendo aparecer a tuberculosa pulmonar, a renal, a óssea, na pele, etc.

Sintomas

O período de incubação varia de seis semanas até muitas décadas, dependendo das condições de saúde de cada indivíduo.

Na tuberculose pulmonar, geralmente a primeira infecção por bacilos se estabelece sem apresentar sintomas ou com sintomas discretos, como perda do apetite, fadiga, irritação. Muitas vezes, os sintomas assemelham-se aos da gripe ou do resfriado comum. Podem surgir febre, tosse seca, sudorese noturna e emagrecimento.

Em regra, as lesões da primeira infecção tuberculosa regridem espontaneamente através da absorção do processo inflamatório e da fibrose e calcificações das lesões.

É comum encontrarem-se nódulos calcificados em adultos que nunca estiveram doentes: são resíduos de uma primeira infecção.

Por outro lado, em alguns casos, a evolução origina conseqüências graves.

Ocorre a reativação dos focos primários, caseificação progressiva (necrose do tecido) e cavernização, caracterizando a tuberculose crônica. Verifica-se a tendência à progressão dos nódulos da primeira infecção em particular naquelas pessoas que têm convivência com tuberculoses contagiantes.

Profilaxia e Tratamento

Na prevenção, principalmente em crianças recém-nascidas, usa-se a vacina BCG (bacilo de Calmet-Guérin). Evitar o convívio com tuberculoso contagiante e só consumir leite pasteurizado ou fervido adequadamente. Talvez a prevenção mais eficaz seja melhorar o padrão de vida da população, as condições de habitação, trabalho, alimentação, etc. Também é importante a descoberta de casos ocultos, através de radiografias (abreugrafia) e teste cutâneo (prova de tuberculina). O tratamento, ao menos em seu início, é feito num hospital especializado (sanatório). Usa-se um verdadeiro arsenal de antibióticos e, por vezes, métodos cirúrgicos.

Fonte: www.cefetsp.br

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch.

Atinge principalmente o pulmão, em cerca de 85% dos casos, mas também pode afetar outros órgãos, como: olhos, rins, cérebro, ossos, etc.

Como ocorre a transmissão?

A tuberculose é transmitida de pessoa para pessoa, pois quando o doente espirra, tosse ou fala, lança a bactéria no ar.

Apenas as pessoas doentes podem transmitir a tuberculose. Quando o paciente inicia o tratamento, a transmissão vai se reduzindo gradativamente, até chegar a níveis muito baixos em poucas semanas. Objetos como talheres e copos, não transmitem a doença desde que sejam devidamente lavados com água e sabão.

Como é o tratamento?

O tratamento é feito com a combinação de diferentes tipos de medicamentos.

A duração é de seis meses e pode curar praticamente todos os casos. Já no primeiro mês a pessoa sente-se muito melhor, mas é imprescindível não interromper o tratamento, pois os sintomas voltam e o bacilo se tornará resistente aos medicamentos utilizados.

Por isso, o tratamento não pode ser interrompido!

Com o tratamento regular o doente tem 95% de chance de ser curado. Sem tratamento, 50% dos pacientes morrem em cinco anos e a maioria dos demais irão se tornar seriamente debilitados.

Como se proteger da tuberculose?

O tratamento dos doentes é a melhor forma de evitar a disseminação da tuberculose, pois quanto mais rápido for feito o diagnóstico, menor será a chance de as pessoas da família serem contaminadas.

Quando há um doente em casa, as condições da habitação são importantes para diminuir o contágio. Mantenha a casa limpa, ventilada e deixe o sol entrar; para os portadores do bacilo, uma boa alimentação diminui o risco de adoecer e aumenta a possibilidade de cura.

Alimentar-se bem é fundamental

A vacinação com BCG não protege contra o contágio, mas evita formas graves da doença.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Tuberculose

É uma doença infecciosa, contagiosa, que acomete principalmente o pulmão, podendo ocorrer em qualquer estrutura do corpo humano.

Embora seja mais comum em países em desenvolvimento, a doença não foi erradicada em nenhum país do mundo.

Existe uma forte relação da doença com infecção pelo vírus HIV.

Em casos de tuberculose de qualquer forma, sempre deve ser afastada a possibilidade de AIDS.

Sinônimos: Mancha no pulmão; cicatriz no pulmão; tísica; hemoptise; TBC; peste branca; escrófula.

O que causa?

Uma microbactéria, chamada Mycobacterium tuberculosis, identificada em 1882. A microbactéria também é chamada de Bacilo de Koch, em homenagem a Robert Koch, descobridor do bacilo.

Classificação

A doença é classificada em forma pulmonar e extra-pulmonar. As formas extra-pulmonares são as que ocorrem em outros órgãos como pleura, gânglios (ínguas, escrófula), sistema nervoso central (cérebro e meninges – apresentando uma meningite), intestino, ossos, sistema genital, pele, articulações e outros.

Epidemiologia

São descobertos, a cada ano, aproximadamente 10 milhões de novos casos no mundo. Três milhões de pessoas morrem, anualmente, no mundo inteiro, por causa da doença, patologia infecciosa curável quando tratada adequadamente.

No Brasil, a tuberculose tem proporções de epidemia, motivo de grande preocupação para médicos e para instituições governamentais de Saúde. A cada ano, são registrados 80 mil novos casos no Pais.

Calcula-se que, durante um ano, numa comunidade, um paciente doente poderá infectar em média 10 a 15 pessoas.

Sinais e sintomas

Os sintomas da tuberculose pulmonar são tosse com expectoração (catarro) por mais de 15 dias, presença de sangue no escarro (hemoptise), febre de baixo grau, que costuma ser diária e ao final da tarde (vespertina), acompanhada na maioria dos casos de intensos suores noturnos.

Outros sintomas freqüentes são perda de peso, desânimo, cansaço e falta de apetite. Usualmente, a tuberculose pulmonar apresenta-se como um quadro de evolução lenta, muitas vezes interpretado pelo paciente como “bronquite” (tosse pelo cigarro).

Quando a doença ocorre fora do pulmão, os sintomas são relacionados ao órgão comprometido. Na tuberculose da pleura, por exemplo, pode haver dor em pontada no tórax, dispnéia (falta de ar – quando existe acúmulo de líquido no espaço pleural, conhecido como água na pleura) e febre alta.

Quando a doença atinge o sistema nervoso central, há sinais de meningite, com cefaléia, náuseas, vômitos, febre, convulsões, alteração do nível de consciência.

Essa é uma forma muita grave da doença, com alta mortalidade e morbidade (seqüelas neurológicas). Aumento dos gânglios cervicais (ínguas no pescoço), com febre, suores, emagrecimento, falta de apetite e cansaço, são as manifestações mais comuns da tuberculose ganglionar (dos gânglios linfáticos). Dor óssea, aumento de volume da articulação e dificuldade de movimentação são os sintomas do envolvimento ósseo pela doença. Dor abdominal, diarréia prolongada, febre, com os sintomas já descritos, se apresentam na tuberculose intestinal.

Qualquer órgão do corpo humano pode ser acometido pela doença.

Alguns exemplos são: lesões na pele, mama, trompas (podendo resultar em infertilidade), ulcerações orais, hematúria (sangue na urina), dificuldade para urinar, entre outros.

A tuberculose pode se apresentar unicamente por febre persistente, sem causa aparente, configurando um quadro médico chamado de febre de origem indeterminada (na maioria das vezes acompanhando a forma disseminada da doença - chamada miliar).

Como evitar?

Deve-se evitar o contato com pessoa que apresenta tosse com expectoração e pesquisa do Bacilo positiva no escarro (chamado bacilífero, fonte de contágio).

A vacinação pelo BCG intradérmico no nascimento protege das formas graves da doença (meningite e miliar - forma disseminada).

Quando houver contato íntimo e freqüente entre adultos e/ou crianças deve-se investigar a possibilidade do contágio.

Caso a pessoa já tenha sido contaminada com o bacilo mas não apresentar a doença, deverá fazer um tratamento de profilaxia (prevenção da doença) com um determinado medicamento, o que é chamado de quimioprofilaxia.

Pacientes com as defesas imunológicas alteradas por outras doenças como câncer, diabete mellitus, insuficiência renal, AIDS, pessoas que utilizam drogas que diminuem suas defesas, como corticóide, imunossupressores, pacientes transplantados e usuários de drogas injetáveis encontram-se em situação de risco e podem desenvolver a doença.

Tempo para o surgimento de sintomas

É variável, dependendo da forma e da fisiopatologia da doença (forma primária – comumente na criança, pós-primária do adulto).

O indivíduo pode entrar em contato com o bacilo na infância e vir a desenvolver a doença em qualquer época da vida.

Tem algum risco?

Há risco de mortalidade (4% na população geral) e de morbidade, incluindo lesões cicatriciais no pulmão, possibilidade de apresentar infecções de repetição e de desenvolver bronquiectasias (brônquios dilatados). Alem disso, há a possibilidade aumentada de apresentar neoplasia maligna (câncer de pulmão) nas lesões cicatriciais, principalmente se o indivíduo tem história de tabagismo.

Pode haver colonização por fungos na cavidade curada da doença pulmonar (bola fúngica), resultando em hemoptises (perda de sangue vindo do pulmão) volumosas de repetição, com risco de vida para o paciente.

Dependendo da localização da doença, o paciente pode apresentar seqüelas relacionadas ao local acometido (alterações neurológicas várias, infertilidade na mulher, deformidades da coluna vertebral).

Até o momento, a infecção pelo HIV representa o grande fator potencializador da tuberculose. Dessa maneira, é obrigatória a exclusão da infecção pelo HIV frente um caso de tuberculose. Sabe-se também que a tuberculose, considerada infecção sentinela da SIDA, acelera a progressão do próprio HIV.

Cuidados que o doente deve tomar

Todo paciente que tiver tosse e expectoração por mais de 15 dias deverá procurar atendimento médico para excluir a possibilidade da doença.

O doente deve evitar locais fechados e sem ventilação, para não contaminar outras pessoas e deve procurar alimentar-se adequadamente.

Mulheres que estiverem amamentando e forem portadoras de tuberculose pulmonar devem evitar de tossir durante a amamentação e devem usar máscara durante o contato com o bebê.

Uso adequado das medicações!

Não esqueça de usar as doses recomendadas, diariamente.

Notifique seu médico com urgência se surgirem sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, dor abdominal ou icterícia (coloração amarelada da conjuntiva ocular e pele) após o início do tratamento.

No caso de tuberculose pulmonar e dependendo do estado de saúde do paciente e de seu local de trabalho (ambientes fechados, que contribuem para a contaminação de outras pessoas), recomenda-se o seu afastamento do trabalho por 15 dias.

É transmissível?

Sim, quando a doença se manifesta no pulmão e o exame do escarro mostrar positividade do bacilo. Pessoas que tossem e não apresentam expectoração (catarro) também oferecem perigo de contágio.

Formas extra-pulmonares da doença (em outros locais que não o pulmão) não apresentam risco de contágio.

Após 15 dias do início do tratamento adequado, o risco de contaminação diminui.

Qual especialidade procurar?

O pneumologista.

É tratada pelo SUS?

Sim. Para que o paciente portador de tuberculose receba o tratamento específico, ele deve ser encaminhado a uma Unidade Sanitária do Município (Posto de Saúde), para orientação e notificação. A tuberculose é uma doença de notificação compulsória.

Qual o tratamento?

Todas as formas da tuberculose devem ser tratadas. Algumas medicações utilizadas são da classe dos antibióticos e outras, dos tuberculostáticos. O tempo de tratamento e as medicações utilizadas variam de acordo com o paciente. É importante que o tempo indicado pelo médico para o tratamento seja respeitado.

Pessoas que não têm a doença, mas tiveram contato com uma pessoa infectada na forma pulmonar (bacilífero), devem usar uma medicação para prevenir que surjam os sintomas da doença, o que é chamado quimioprofilaxia.

Os efeitos colaterais das drogas que tratam a doença, quando identificados pelo médico, são prontamente resolvidos. O efeito colateral mais comum é o dano ao fígado (hepatite medicamentosa) e artralgias (dores articulares).

Quando o paciente estiver em tratamento com a droga Etambutol ou Myambutol deverá fazer acompanhamento oftalmológico devido ao risco de complicações oculares.

Dependendo do medicamento, o paciente poderá ter alterações renais e auditivas, devendo comunicar imediatamente ao seu médico. Poderá haver náuseas, vômitos, tonturas, dor abdominal, o que necessariamente não indicará a necessidade de interrupção das drogas.

Ainda, poderá ocorrer efeitos renais, acne, retenção urinária e distúrbios psiquiátricos em pacientes mais idosos.

Exige exames?

O primeiro exame a ser realizado é a pesquisa direta do bacilo em três amostras de escarro. Casos especiais serão encaminhados para o cultivo deste material. O exame radiológico de tórax (RX do pulmão) deverá ser realizado sempre que possível.

Existe um exame chamado reação de Mantoux ou PPD, no qual se administra uma pequena quantidade do antígeno do bacilo por via intradérmica, no braço direito. Este exame poderá ser realizado ou não e sua interpretação, caso seja positivo ou negativo, deverá ser avaliada pelo médico assistente. O exame será positivo quando a pessoa entrar em contato com a doença ou quando tiver feito a vacina – BCG intradérmico.

É importante lembrar que crianças abaixo de cinco anos que apresentarem esta reação fortemente positiva e não tiverem sido vacinadas devem procurar assistência médica para realização de avaliação clínica, com o objetivo de afastar a possibilidade da doença ou de receber tratamento profilático contra a mesma.

Dependendo do órgão comprometido pela doença, o médico decidirá quais exames adicionais deverão ser feitos.

Fonte: www.medicinal.com.br

Tuberculose

O que é a tuberculose?

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado “bacilo de Koch”. É uma doença contagiosa, que se transmite de pessoa para pessoa e que atinge sobretudo os pulmões. Pode também atingir outros órgãos e outras partes do nosso corpo, como os gânglios, os rins, os ossos, os intestinos e as meninges.

Quais são os sintomas mais evidentes?

Tosse crónica
Febre
Existência e persistência de suores nocturnos (dos que ensopam o lençol)
Dores no tórax
Perda de peso, lenta e progressiva
Falta de apetite, anorexia, apatia completa para com quase tudo o que está à volta.

Como se transmite?

A transmissão do micróbio da tuberculose processa-se pelo ar, através da respiração, que o faz penetrar no nosso organismo. Quando um doente com tuberculose tosse, fala ou espirra, espalha no ar pequenas gotas que contêm o bacilo de Koch. Uma pessoa saudável que respire o ar de determinado ambiente onde permaneceu um tuberculoso pode infectar-se.

Note-se que um espirro de um doente com tuberculose projeta no ar cerca de dois milhões de bacilos. Através da tosse, cerca de 3,5 mil partículas são igualmente projetadas para a atmosfera.

Todas as pessoas que entram em contato com doentes tuberculosos podem ser contagiadas?

Não. A maior parte das vezes o organismo resiste e a pessoa não adoece. Contudo, por vezes, o organismo resiste no momento, mas continua a albergar o micróbio, motivo pelo qual quando fragilizado por alguma outra doença, como a sida, o cancro, a diabetes ou o alcoolismo, acaba por não resistir. Os idosos têm também mais possibilidades de adoecer logo após estarem em contato com um tuberculoso, ou seja, com o ar que este respira.

Entre as pessoas que mais probabilidades têm de contrair esta infecção, contam-se os idosos, as crianças e as pessoas muito debilitadas por outras doenças.

Todos os pacientes com tuberculose podem transmitir a doença?

Não, apenas os doentes com o bacilo de Koch no pulmão e que sejam bacilíferos, isto é, que eliminem o bacilo no ar, através da tosse, espirro ou fala.

Quem tem tuberculose noutras partes do corpo não transmite a doença a ninguém porque não elimina o bacilo de Koch através da tosse.

Os doentes com tuberculose que já estão a ser tratados não oferecem perigo de contágio porque a partir do início do tratamento este risco vai diminuindo dia após dia. Quinze dias depois de iniciado o tratamento, é provável que o paciente já não elimine os bacilos de Koch.

Que fatores facilitam o contágio?

Estar na presença de um doente bacilífero (aquele que elimina muitos bacilos através da tosse, dos espirros, da fala);
Respirar em ambientes pouco arejados e nos quais há predominância de pessoas fragilizadas pela doença;
Permanecer vários dias em contato com doentes tuberculosos.

Como se previne?

A prevenção é a arma mais poderosa e genericamente usada em todo o mundo. É feita através da vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), que é aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves de tuberculose. É, por isso, obrigatória e tomada por milhões de crianças em todo o mundo.

Deve ainda tratar-se, o mais breve possível, os doentes com tuberculose, para que o contágio não prolifere, e procurar não respirar em ambientes saturados, pouco arejados e pouco limpos.

A tuberculose tem cura?

Sim. Se o doente seguir a prescrição do médico e as suas indicações, as oportunidades de cura atingem os 95 por cento. Mas para que assim seja, é fundamental não interromper o tratamento em hipótese alguma, nem mesmo se os sintomas desaparecerem.

Como se trata?

Quando alguém adoece por causa do micróbio da tuberculose e fica tuberculoso, o tratamento consiste na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. Este tratamento dura cerca de seis meses e deve ser sempre acompanhado pelo médico de família do seu centro de saúde.

Em que situações é preciso internar um doente com tuberculose?

Na maior parte dos casos, o tratamento deve ser ambulatório, ou seja, feito em casa e acompanhado no centro de saúde ou no hospital da área de residência do doente. Porém, se o diagnóstico não for feito no início da doença e os pulmões do doente ficarem gravemente afetados, inclusive originando outras complicações, o médico tem que observar o paciente e decidir se precisa do internamento. Nestas circunstâncias, as pessoas ficam muito fragilizadas e precisam de muito apoio.

No caso de um doente com tuberculose noutras partes do corpo, cabe ao médico tomar a decisão. Quando o doente contrai uma meningite tuberculosa tem forçosamente de ser internado.

A tuberculose mata?

Sim. Se uma pessoa com tuberculose não recorrer aos serviços médicos competentes e se não for tratada atempada e convenientemente, a probabilidade de vir a morrer na sequência da tuberculose é muito elevada.

Quando um doente abandona ou interrompe o tratamento que lhe foi prescrito, aumenta também a probabilidade de vir a morrer da doença, uma vez que possibilita o aparecimento de novos bacilos de Koch, resistentes aos medicamentos atualmente usados pelos médicos para o tratamento e controlo da tuberculose.

Como se diagnostica?

Se tossir consecutivamente durante cerca de três semanas, é recomendável que consulte o médico do centro de saúde da sua área de residência. Este médico pode pedir-lhe para fazer o exame do escarro ou baciloscopia e também uma radiografia ao tórax. Através dos resultados destes dois exames estará, então, em condições de avançar com o diagnóstico e encaminhá-lo para os serviços médicos competentes.

Se for diagnosticada uma tuberculose, é necessário parar de beber e de fumar?

Sim. Não é aconselhável, como se sabe, a associação entre medicamentos e bebidas alcoólicas. Podem até gerar-se outras complicações, como, por exemplo, o aparecimento de hepatite. É também desejável e necessário que o paciente pare de fumar, até porque isso melhorará a sua saúde como um todo e beneficiará a recuperação dos pulmões.

Caso persistam dúvidas ou alguma impossibilidade por parte do paciente em seguir estas recomendações, aconselha-se conversar com o médico ou com o responsável de saúde do centro de saúde da sua área de residência.

As grávidas podem ser tratadas com os medicamentos habituais para a tuberculose?

Sim, pois os medicamentos costumam ser seguros. Mas também neste caso se aconselha a consulta e uma conversa com o médico assistente para esclarecimento de dúvidas, designadamente as que se relacionem com a saúde da mãe e do bebé.

Fonte: www.portaldasaude.pt

Tuberculose

O curso da infecção da tuberculose varia nas pessoas de acordo com a resistência racial ou individual.Quanto maior a resistência melhor será a evolução da doença.

Índioe e negros possuem menor resistência ao bacilo gerando,então, a tuberculose racial.Já os brancos possuem maior resistência ao bacilo tendo pequeno índice de tuberculose racial

Existem pessoas com resistência à tuberculose de origem genética que não apresentam tuberculose, mesmo em áreas ricas em bacilos.

Fatores que alteram o curso da tuberculose:

Ordem do parasita

Quantidade de bacilos (quanto maior o número de bacilos, maior a severidade da doença quanto a lesões)

Virulência dos bacilos (Dentro de uma mesma cepa de bactérias existem diferentes virulências gerando vários cursos para a doença).

Ordem do hospedeiro

Resistência natural

Fatores raciais e individuais no que diz respeito à hereditariedade.Quanto maior os casos de tuberculose na família, maior a chance de aquisição de tuberculose por outros componentes da família. Gêmeos bi ou univitelinos têm 1/3 de chance de ter tuberculose se o irmão tiver a doença.

Fatores ambientais

Desnutrição, “stress”físico e psicológico, fadiga, super – povoamento,condições de higiene e abitação, estado econômico, ocupação (médicos e outros em áreas de maior bacilos.) predispõe `tuberculose.

Dois ou mais desses fatores podem estar associados aumentando a chance de ocorrência da doença.

Doenças intercorrentes

Diabetes (com processo inflamatório constante tem maior evolução da tuberculose.),Alcoolismo (relacionado à nutrição )e Silicose (Indivíduos que trabalham em pedreiras.)

Idade e sexo

Maior número de resistentes têm de 5 a 14 anos.
Homens são mais susceptíveis quando maior de 40 anos.
Mulheres são mais susceptíveis no período reprodutor. (Entre 18 e 40 anos).
Ambos tem igual susceptilidade antes da puberdade. Crianças pequenas possuem menor resistência à tuberculose.

Resistência adquirida

Imunidade e hiperssensibilidade estão relacionados ao curso da tuberculose e ao tratamento.

O bacilo tem lipóides em grande quantidade na sua estrutura própria. Além disso, existem muitos protídeos e hidrocarbonetos (menor importância). Tais lipóides agridem e sensibilizam o organismo. Numa infecção posterior, o organismo reconhece o lipóide e desenvolve uma reação imune contra o bacilo ( certa imunidade).

Isso foi estudado por Koch da seguinte forma:

Pegou-se uma cobaia normal (nunca em contato com o bacilo) e nela era injetada, na coxa, bacilos virulentos. Alguns dias depois, o ponto de inoculação desaparecia e aparecia um nódulo no lugar. Depois tal nódulo sofria ulceração e o gânglio linfático próximo torna - se aumentado. Depois havia disseminação do bacilo e a cobaia morria.

Numa cobaia com tuberculose anterior fazia-se o mesmo procedimento.Entretanto, não havia nódulo e o ponto de inoculação aparentemente se curava. Tempos depois aparecia uma úlcera a qual desaparecia gruadualmente e se curava. Nesse caso, o gânglio não aumentava de tamanho e a tuberculose não se disseminava.

Este processo foi chamado de fenomeno de Koch. Ele é explicado por um fenômeno alérgico que se desenvolve no idivíduo previamente sensibilizado pela tuberculose.

Cientistas atenuaram virulência do bacilo e os inocularam no indivíduo normal causando sensibilização da pessoa . Quando a pessoa entrar em contato como bacilo, ocorre o que aconteceu com a 2º cobaia.

Isso também é feito na reação de Manteaux, reação introdérmica para saber se a pessoa está ou não sensibilizado pelo bacilo.

Tuberculina é uma proteína produzida pelo bacilo. Ela é injetada no indivíduo pesquisado e há uma reação inflamatória . Dependendo do tempo e de como ocorre a reação, sabe –se se o paciente teve ou não infecção pelo bacilo

Reação positivasignifica que houve sensibilizado e o inverso ocorre com a reação negativa.

PPD (Derivado protéico purificado) é uma tuberculina purificada na Reação de Manteaux. Quando a reação é positiva encontramos halo avermelhado e endurecido. Nesse caso, a pessoa está sensibilizada e não necessariamente doente.

Na BCG há bacilos atenuados oriundos de lesões de tuberculose. No Brasil, dá a vacina ao nascer o que permitia que a prevalência ficasse controlada. (Isso não ocorre atualmente).

Reações Teciduais

Lesões exsudativas: Nela identifica- se o bacilo.

Lesões produtivas: Características da tuberculose. Por isso são chamadas de lesões específicas. Elas praticamente determinam a tuberculose. Elas formam conglemerados de histiócitos modificados pela presença do bacilo.

Essa modificação é morfológica e funcional, sendo que ela é chamada de célula epitelióide já que se assemelha à célula epitelial(entumecida, próximas uma das outras, sem substância fundamental intercelular).

Esse conglomerado de histiócitos é chamado de granuloma ou folículo de Kosten ou tuberculo míliar.

Dependo da quantidade de bacilos, da virulência do bacilo o folículo pode se confluir com outros e a parte central pode sofrer necrose de caseificação e por isso recebem o nome necrose caseosa.

Os bacilos que estão dentro do histiócito promovem degeneração desse histiócito gerando necrose de coagulação.

Nesses nódulos, não existe vascularização.

Necrose do foliculo representa a patogenicidade do bacilo e a ausência de vascularização no nódulo.

Lesões Exsudativas

No pulmão é muito comum pois a fase exsudação predomina na região inflamada pelo bacilo.Toda a região inflamada passa pela fase de lesão exsudativa em maior ou menor quantidade.

Pode haver um compretimento extenso do pulmão por lesões exsudativas promovendo descamação de histiócitos para o interior do alvéolo e ida de líquido inflamatório para o alvéolo.

Na superfície também ocorre lesões exsudativas representadas por peritonite, endocardite do tipo exsudativas com complicações em junções articulares, peritônio,epicardio

A evolução da tuberculose depende de certos fatores.

Rich relacionou tais fatores à seguinte formúla:

Tuberculose

V: virulência
H: reação do hosp.
N: nº de bacilos L = H x V x N
a:
ativa/ requirida
n:
natural

Evolução e involução das lesões

Evoluções

Progressivas: Caseificação de região afetada. Ao redor da lesão da lesão ocorre proliferação do tecído conjuntivo cicatricial. Mas se isso não ocorrer e o material caseoso sair da região, deixa um orifício na região formando a caverna tuberculosa.

Na parede da caverna existe tecido característico da tuberculose.

Aspergilose na caverna: “cogumelos”na caverna tuberculose.

O bacilo vive bem em altas pressões parciais de oxigênio. Então,há grande problema na tuberculose aberta onde há contato com brônquio e excreção do caseo.

A tuberculose aberta também é problemática pela frequente eliminação de gotículas de Pfluger, rica em bacilos resistentes à dessecação. O bacilo se mistura com poeira e é inalado por outras pessoas.

Involutiva: Fibrose e calcificação das lesões. Isso impede que o caseo saia da lesão, tanto na lesão exsudativa quanto na progressiva.

A evolução natural do histócito é transformar-se em fibroblasto.

Na área de fibrose pode haver hialinização e calcificação. Além disso, pode haver metaplasia óssea na área da lesão .

A grande maioria das portas de entrada da tuberculose é a via respiratória. Através do pulmão, a tuberculose vai se disseminar atingindo até linfonodos.

Os histiócitos podem se confluir ( seus citoplasmas) sem fundir os núcleos originando as células gigantes langants,que são multinucleadas.Elas possuem núcleos centrais com gotículas de gordura e podem tambem estar no granuloma.

As únicas células sempre presentes no granuloma são os histiócitos. Cëlulas epitelióides, células gigantes, halo linfocitário (que se confunde com linfócitos do próprio linfonodo) podem ou não estar presentes

Formas Anatomo-Clínicas da Tuberculose

Tópicos

1. Tuberculose de primo infecção (primária ou infantil): 1º contato com o bacilo

2. Tuberculose de reiinfecção (pós – primária ou secundária ou do adulto).

3. Tuberculose miliar por disseminação hematogênica.

Tuberculose de primo infecção (primária ou infantil): 1º contato com o bacilo

Ela é representada pelo Complexo primário tuberculoso ou Tríade lesional:

Nódulo de Ghon-Kuss (subpleural)
Linfagite (Vaso linfático comprometido)
Linfadenite (Linfonodo comprometido)

A primo infecção ocorre, principlamente, no pulmão. O bacilo localiza-se o mais perifericamente possível ( no alvéolo da região subpleural),ou seja, no andar médio subpleural. Inicialmente, a lesão alveolar é exsudativa . Ela dura alguns dias. Os polimorfonucleares do exsudato são destruídos pelo bacilo. Depois chegam os histiócitos que formam o nódulo histiocitário subpleural e por fim, formam- se as células epitelíoides.

Nódulo mede cerca de 5 a 6 mm e corresponde a um conglomerado no qual aparece a necrose cerca de 10 dias após entrada do bacilo. Nessa fase ocorre a viragem do PPD pois aí já há processo inflamatório o qual atinge vasos linfáticos. Então forma- se gânglios linfáticos mediastinais de acordo com o número de bacilos , resistência e patogenicidade do bacilo. Quanto maior a intensidade esses fatores, maior o número de nódulos.Por outro lado, quanto maior a resistência do individuo, menor o número de nódulos. Esses gânglios também estão comprometidos.

Evolução do Complexo Primário Tuberculoso

Ele tem tendência ao desaparecimento em 90 a 95 % dos casos dando apenas como sintomas febre, resfriado, cura e sensibilização pela tuberculose.

Quando a evolução da lesão termina com cura , resolução , fibrose e calcificação. Nesse caso, origina-se o nódulo residual do complexo primário tuberculoso o qual dura pelo resto da vida. Ele é calcificado e ás vezes ossificado.

Em alguns casos ocorre progressão da doença para dois tipos de processos:

1. Processo exsudativo
2.
Processo produtivo

Na pneumonia gelatinosa o exsudato possui um aspecto gelatinoso e o pulmão assume consistência, também, gelatinosa.

O tubérculo pode erodir vasos linfáticos alcançando linfonodos regionais e ducto torácico. Com isso teremos disseminação da tuberculose. Ainda, pode haver erosão, também,de vasos sanguíneos gerando a disseminação pulmonar e/ou sistêmica.

A propagação pelo sangue (hematogenica) origina o quadro de tuberculose miliar na qual encontramos múltiplos nódulos em diversos orgãos.

O nódulo residual apesar de calcificado possui bacilos vivos. Eventualmente numa queda de resistência , os bacilos podem se desenvolver caracterizando a reiinfecção endogena.

Tuberculose de reiinfecção (pós – primária ou secundária ou do adulto)

Reiinfecção endógena (por primo infecção) ou exógena (reexposição ambiental ao bacilo).Nessa, encontramos lesões tuberculosas na região alveolar
Infiltrado precose de Asmann.: Lesões de tuberculose evolutiva no R. Apical.

Enquete em estudantes de medicina permitiu estudo radiológico que demonstrava o processo exsudativo no região subclavicular. Na maioria deles a lesão desaparecia e em outros a tuberculose evoluia podendo causar cavernas tuberculosas.

Esse fenômeno foi descrito por Aschoff e Puhl (lesão apical) e foi denominado nódulo de Aschoff e Puhl.

Nódulo de Aschoff e Puhl ( apical):

Com tratamento quimioterápico pode desaparecer. Se tal nódulo persistir, material necrótico cai na árvore bronquica e pode se disseminar pelo resto pulmão caracterizando uma disseminação ápico-caudal ou endocanalicular. Pode haver comprometimento de ácinos alveolares como o que ocorre na tuberculose acinoalveolar, característica da tuberculose de disseminação endobronquica ou endocanalicular.

Evolução do nódulo ápical

Cura das cavernas – resolução – fibrose – escaras ápicais – progressão – caseose – cavernização.

Se o bacilo se disseminar pela via hematogênica, a tuberculose desenvolver-se-á em qualquer orgão e então será chamada de tuberculose miliar.

Disseminação Via broncógena à tuberculose ácino nodular

Via linfógena ou hematogênica

Fatores que propiciam cura das cavernas tuberculosas - Menor tensão O2.

Aproximar bordas da ferida.

Hoje em dia , cirurgiões extraem a lóbulo pulmonar atingido.

Anigamente, estabelecia-se igualdade de pressão atmosférica entre pleura e lesão gerando o pneumotorax e a tendência à cura da caverna está nas regiões apicais acometidas.

Se caverna estivesse perto do diafragma, esmagava-se o nervo frênico e imobilizava-se o diafragma.Então, então fazia-se o pneumotórax para colabar as cavernas tuberculosas.

Toracoplastia: Ato cirúrgica que consiste na retirada de 5 arcos costais e no fechamento com fascia lota . Com esse procedimento, retira-se a resistência da grade costal à pressão atmosférica e há colabamento da caverna.

Efeito colateral da toracoplastia: Insuficiencia pulmonar e cardiaca: “Cor pulmonar e crônico”.

Hoje em dia Quando o quimioterápico nào é eficiente, fazer loboctomia.

Outras formas de portal de entrada de tuberculose: aparelho digestivo (pela ingestão de alimentos contaminados com bacilo bovino ou tuberculosis) sendo rara a sua ocorrência. Nesse caso, o complexo primario da tuberculose desenvolve-se no intestino, após passar pelo estômago, mais precisamente na placa de Peyer. Pelos vasos linfáticos e a partir daí, os bacilos atigem os linfonodos da raiz do mesentério. A lesão no intestino é similar a que ocorre no pulmão.

Outras portas: cutânea ( comum em indivíduos com lesões na pele que trabalham com materiais contaminados com bacilo. Forma-se ,então, o complexo tuberculoso primário que pode aparecer não só no pulmão, mas também na mão, braço, linfonodos trocleares ou axiliares.

A via placentária de transmição tuberculosa não existe pois o bacilo não atravessa a placenta.

Tuberculose miliar por disseminação hematogênica

Ela pode ou não involuir nos orgãos voltando à evoluir quando há menor resistência causando tuberculose no orgão em questão

Conceito de tuberculose orgânica isolada: tuberculose num orgão isolado após menor resistência. Nesse orgão houve o desenvolvimento dos bacilos, o que não ocorreu noutros.

Tuberculose Intestinal pode ter duas vias de disseminação:

Hematogênica

Digestiva.

No primeiro caso, há disseminação das úlceras tuberculosas originando tuberculose miliar no intestino. Por outro lado, há a via de disseminação digestiva, na qual ocorre deglutição de material contaminado proveniente do próprio pulmão doente.

Fonte: www.patologiaonline.hpg.ig.com.br

Tuberculose

Antes de falar nos sintomas da tuberculose, é preciso esclarecer alguns pontos a cerca da doença que são muito pouco divulgados pelos meios de comunicação.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada de Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch em homenagem a Robert Koch, médico alemão que identificou a bactéria.

A doença é muito famosa pelo seu acometimento pulmonar, mas poucos sabem que vários outros órgãos do corpo também podem ser infectados pela tuberculose, como pele, rins, linfonodos, ossos etc.

Desde o surgimento da pandemia de HIV/SIDA (AIDS) na década de 80 que a infecção por tuberculose voltou a ser uma grande preocupação. Pacientes imunossuprimidos são muito susceptíveis ao bacilo de Koch.

O Brasil é o 16º país com maior incidência de tuberculose no mundo, porém, ao contrário do que muitas vezes é divulgado, esta incidência tem caído substancialmente nos últimos anos. Em 1999 a incidência era de 51 casos para cada 100.000 habitante. Em 2007 já havia caído para 38 por 100.000. Rio de Janeiro e Amazonas são os estados com o maior número de casos (incríveis 73 por 100.000). Portugal é um dos países da Europa com maior taxa, aproximadamente 32 casos por 100.000. Só como comparação, a Alemanha tem 6 casos por 100.000 habitantes.

Atualmente 1/3 da população mundial está infectado pelo bacilo de Koch. O fato é que apenas 10% das pessoas que entram em contato com a bactéria, desenvolvem tuberculose.

Esta resistência se dá pelo nosso sistema imune que é bastante competente em impedir a progressão da tuberculose. O problema é que a bactéria muitas vezes não é completamente eliminada pelo sistema imune e fica adormecida no nosso organismo, sem causar sintomas, a espera de uma queda nas nossas defesas para voltar a se multiplicar. Por este motivo, a epidemia de SIDA (AIDS) trouxe de volta também a epidemia de tuberculose.

A população prisional é também uma das mais susceptíveis a infecção, devido a contínua exposição em ambientes fechados.

Outros grupos de risco incluem:

Idosos
Diabéticos
População de rua
Alcoólatras
Renais crônicos
Doentes com neoplasias ou sob quimioterapia
Transplantados

Sintomas

A tuberculose pulmonar é a manifestação mais comum da doença. A transmissão é feita pelo ar, através de aerossóis expelidos pela tosse, espirro ou pela própria fala. Estima-se que uma pessoas infectada, se não tratada, pode contaminar outras 15 no espaço de um ano. De acordo com as estatísticas, destas quinze, apenas uma ou duas desenvolverão sintomas.

Atenção: apenas os casos sintomáticos são capazes de transmitir a doença.

O quadro típico de tuberculose pulmonar é de febre com suores e calafrios noturnos, dor no peito, tosse com expectoração, por vezes com raias de sangue, perda de apetite, prostração e emagrecimento, que chegam a 10 ou 15 kg em algumas semanas.

Por ser também uma infecção pulmonar, o quadro pode lembrar o de uma pneumonia. Porém, a enquanto que a pneumonia é uma doença mais aguda, que se desenvolve em horas/dias, a tuberculose é mais lenta, desenvolvendo-se em semanas. Alguns doentes só procuram atendimento médico 2 meses depois do início dos sintomas. Deve-se pensar sempre em tuberculose pulmonar naqueles pacientes com quadro de pneumonia que não melhoram com antibióticos comuns.

O diagnóstico da tuberculose pulmonar é feito através da história clínica, da radiografia de tórax e do exame de escarro (catarro), onde se identifica a presença do bacilo de Koch.

Muitas vezes, associado a infecção pulmonar, existe acometimento também da pleura, uma membrana que reveste os nossos pulmões. A tuberculose pleural costuma se apresentar como derrame pleural, que é a presença de líquido/pus na cavidade entre a pleura e pulmão. Causa dor e dificuldade para respirar.

A infecção pelo bacilo inicia-se pelos pulmões, mas pode se alastrar por todo o corpo. Nem todo mundo vai desenvolver a tuberculose ativa e alguns permanecerão com a bactéria adormecida no organismo, tendo tido ou não infecção pulmonar ativa. Essa bactéria pode ficar alojada durante anos em qualquer parte do corpo, como cérebro, meninge, rins, intestinos, coração, linfonodos, ossos etc.. apenas a espera de uma queda no sistema imune para voltar a multiplicar-se.

As infecções extra-pulmonares normalmente ocorrem anos depois da infecção pulmonar ou mesmo da contaminação assintomática. O quadro em geral é de febre persistente e emagrecimento importante sem identificação da causa.

E como saber se você é portador assintomático da bactéria da tuberculose?

Existe um teste chamado de PPD ou teste da tuberculina que é feito através da inoculação subcutânea de proteínas do bacilo de Koch morto. Após 48-72h é feita a avaliação do grau de reação do corpo ao material inoculado. O teste de PPD só fica positivo após 12 semanas da exposição a pessoas infectadas.

Em pessoas saudáveis, uma inflamação com o centro endurado maior que 15mm (1,5 cm) é considerado positivo.

Em diabéticos e renais crônicos ou em profissionais de saúde expostos frequentemente a pessoas infectadas, um resultado maior que 10mm (1 cm) também é considerado positivo. Em pessoas com SIDA (AIDS) ou outra causa de imunossupressão 5 mm(0,5cm) já é considerado positivo.

Doentes com o PPD positivo são candidatos ao tratamento contra tuberculose latente, objetivando impedir uma futura reativação do bacilo.

E como tratar os pacientes com tuberculose ativa ?

Os doentes que apresentam sintomas de tuberculose são tratados com um esquema de 3 antibióticos por no mínimo 6 meses. O principal esquema é o chamado RIP - Rifampicina, Isoniazida e Pirazinamida. Esse coquetel é distribuído gratuitamente pelo governo brasileiro.

O tratamento das formas latentes descrito anteriormente é feito apenas com a Isoniazida, também por 6 meses.

O grande problema do controle da tuberculose é o abandono antes do final dos 6 meses. Como os sintomas melhoram em pouco tempo e os efeitos colaterais são comuns, muitos pacientes não completam o tempo total de tratamento, favorecendo o surgimento de cepas multi-resistentes do bacilo de Koch.

Os pacientes deixam de transmitir tuberculose após aproximadamente 15 dias de tratamento. Porém, podem voltar a ser bacilíferos (transmissores do bacilo) se não completarem o curso de 6 meses de antibióticos.

A tuberculose não tratada leva a sepse grave e morte.

Existe vacina contra tuberculose ?

Existe uma vacina chamada de BCG, que faz parte do calendário nacional. É administrada quando criança e serve para prevenir as formas mais graves da doença, como a tuberculose disseminada e a meningite turberculosa. A vacina apesar de diminuir a incidência da tuberculose pulmonar, não a evita por completo.

Como é feita a partir de bactérias vivas, não deve ser administrada em imunossuprimidos

Fonte: www.mdsaude.com

Tuberculose

Há flores tristes, que nascendo à noite
Só têm o açoite
Do cruento sul
E sem que um raio lhes alente a seiva,
Rolam na leiva
De seu vil paul.

Eu sou como elas. A vagar sozinho

Sigo um caminho
De ervaçais e pó

A luz de esp'rança bruxuleia a custo
Tremo de susto,
De morrer tão só.

Castro Alves (1847-1871) - Poeta baiano morto pela tuberculose

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o único país das Américas a figurar entre os 22 responsáveis por 80% dos casos de tuberculose no mundo, ocupando a triste 15a posição. Ao lado de nações como Afeganistão, Bangladesh, Tanzânia e Vietnã, pouca gente sabe que aqui cerca de 110 mil pessoas adoecem por ano. "Certamente é uma das doenças infecciosas que mais mata no Brasil", afirma o médico e pesquisador Genésio Vicentin, do Centro de Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) da Fiocruz.

Muitas vezes, sem ter nos meios de comunicação o mesmo espaço que dengue e Aids, a tuberculose atinge sobretudo as classes menos favorecidas. Apontada por muitos como um "mal social", a sua proliferação está intimamente ligada às condições precárias de vida. "A aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. Se imaginarmos uma família de cinco ou seis pessoas amontoadas num mesmo barraco, quando uma delas traz a tuberculose para casa os outros correm enormes risco de também serem infectados", explica Vicentin. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da doença.

Apesar do surgimento da Aids ter contribuído para o seu aumento, apenas 3,3% dos doentes de tuberculose têm o vírus HIV. De acordo com Vicentin "a tuberculose atinge bem menos a classe média e alta e quando ocorre, freqüentemente está associada à Aids, daí se valoriza muito mais a segunda do que a primeira", o que dá a falsa impressão de que a tuberculose e hoje menos importante.

Ainda segundo a OMS, o fraco comprometimento do Estado é um dos principais obstáculos para o enfrentamento da doença no Brasil. "A partir dos anos 70, houve um declínio dos investimento do Governo Federal no controle da tuberculose, e depois este transferiu a responsabilidade de combate para estados e municípios", conta Vicentin, lembrando que o município do Rio de Janeiro é o que tem maior índice de doentes por 100 mil habitantes do país. O médico ainda diz que essa descentralização não foi feita de maneira adequada e até hoje não há uma organização eficiente contra a enfermidade. "Para diminuirmos as estatísticas é necessário que as três esferas do governo retomem a tuberculose como problema prioritário de saúde pública e tenhamos políticas regionais de enfrentamento".

Grave e causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis (também conhecida como bacilo de Koch), a tuberculose é transmitida pelas vias respiratórias. O contágio se dá pelas gotículas de escarro eliminadas pelo enfermo quando este tosse ou espirra ou mesmo pela poeira gerada pelo catarro expelido. Quanto aos sintomas, Vicentin explica: "a tosse prolongada por mais de três semanas, mesmo sem febre, é o primeiro indício da infeccção. Depois pode se seguir catarro, febre acompanhada de muito suor, perda de apetite e emagrecimento".

Apesar dos números altos, Vicentin afirma que o tratamento à base de antibióticos aplicado no país é excelente e 100% eficaz.

No entanto, aponta seu abandono como outro problema importante: "a cura leva seis meses, mas muitas vezes o paciente não recebe o devido esclarecimento, está desempregado, com baixa auto-estima, não é estimulado e acaba desistindo antes do tempo". Para se evitar isso, o pesquisador sugere a formação de equipes com médicos, enfermeiros, assistentes socias e visitadores devidamente preparados.

Fonte: www.fiocruz.br

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e transmitida de pessoa para pessoa.

O paciente com tuberculose pulmonar ao falar, tossir, espirrar ou rir, elimina pequenas gotículas de água, contendo os micróbios da tuberculose, capazes de contagiar quem as inale.

O micróbio da tuberculose produz no pulmão o chamado "complexo primário", que é a infecção inicial no parênquima pulmonar e nos gânglios linfáticos do pulmão.

Em 95% dos casos, esta lesão primária é controlada pela própria resistência da pessoa.

Meses depois aparecerão sintomas próprios da chamada tuberculose "pós-primária", que se manifesta dos seguintes modos:

Infiltrado pulmonar: geralmente nos ápices dos pulmões, podendo formar cavidades. Constitui a maioria dos casos;

Derrame pleural: pela formação de líquido na cavidade pleural;

Pneumonia: pela contaminação de um lobo ou segmento pulmonar;

Miliar: conseqüência da disseminação por meio do sangue, comprometendo os pulmões de maneira difusa;

Tuberculoma: apresenta um formato de tumor ou nódulo no parênquima pulmonar.

Sintomas

As manifestações clínicas são as mais variadas. Alguns pacientes não apresentam sintomas e a doença é diagnosticada por acaso, por exemplo, por meio de exames admissionais para trabalho.

Outros apresentam sintomas que podem ser agrupados da seguinte forma:

Sintomas locais: tosse, expectoração com pus, hemoptise, dispnéia e dor torácica.

Sintomas gerais: cansaço, perda do apetite, emagrecimento, febre (geralmente vespertina), sudorese noturna etc.

A evolução destes sintomas costuma se arrastar durante semanas ou meses, e com freqüência podemos conseguir informação sobre o contágio, ou seja, sobre a existência de outros pacientes com tuberculose no meio familiar, escolar, ou de trabalho.

Tratamento

Existem antibióticos efetivos contra o Mycobacterium tuberculosis que, ao serem tomados de forma regular, controlam rapidamente a doença, diminuem drasticamente a mortalidade, reduzem o período de transmissibilidade, constituindo assim ferramentas importantes no controle da doença.

Este tipo de medicação está disponível na rede de saúde, e é administrado geralmente em regime ambulatorial, ou seja, sem a necessidade de internação hospitalar.

Prevenção

A tuberculose pode ser prevenida. As principais ações de prevenção são:

Vacinação BCG: o bacilo de Calmette e Guérin (BCG) é uma variante do bacilo tuberculoso que mantém as propriedades de estimulação da resistência imunológica; porém sem capacidade de produzir a doença. A vacina BCG deve ser administrada no braço direito de todo recém-nascido, desde que tenha peso igual ou superior a 2 kg, e não apresente alguma imunodeficiência.

Busca ativa dos casos: quanto mais precocemente forem descobertos os pacientes com tuberculose, inicia-se mais cedo a medicação, e com isso diminui-se a transmissão da doença.

Quimioprofilaxia: é a medicação com INH (hidrazida), antibiótico contra o bacilo da tuberculose, indicada para as pessoas mais próximas dos pacientes com a doença na fase contagiosa.

Fonte: www.pulmonar.org.br

Tuberculose

HISTÓRIA

Diversas doenças infecciosas que causaram grande impacto na humanidade foram tratadas com muito preconceito o que dificultou o trabalho dos cientistas que tentavam identificar seus causadores e o tratamento adequado para evitar as epidemias.

Mitos, rejeição, descrença são problemas que enfrentamos ao conviver com doenças como: tuberculose, cólera, lepra, malária, AIDS, que apesar de serem, na maioria das vezes, doenças antigas em que a forma de contaminação, o causador e até o tratamento já são conhecidos, ainda nos assustam.

Falar um pouco a respeito das pestes e epidemias nos permite compreender melhor as doenças infecciosas do século XIX ou até mesmo anteriores, que trazem riscos a famílias e populações inteiras nos dias de hoje.

Apesar da Tuberculose (TB) ser uma doença registrada há seis mil anos, somente nos últimos cinqüenta a ciência pôde ajudar os doentes.

Cinco décadas depois de encontrada a cura para a doença, a tuberculose ainda mata mais pessoas do que qualquer outro germe isolado. Essa situação mostra com clareza a relação entre condições de saúde e as condições sociais de uma população. A tuberculose matava muitos artistas, pessoas que se aglomeravam facilitando a passagem do bacilo de uma pessoa para outra através de gotículas inaladas na respiração.

Tantos artistas e jovens brilhantes, como Chopin, sofreram de tuberculose que se chegou a pensar que a genialidade tornava o indivíduo vulnerável à doença.

Entre os trabalhadores pobres e subnutridos da cidade, a tuberculose se alastrou em meados do século XIX.

Os bacilos, medindo apenas dois milésimos de centímetros são transportados por partículas úmidas que ficam pairando no ar e, podem permanecer suspensas durante horas prontas para serem inaladas pelo pulmão de uma pessoa. Cada gotícula carrega de um a três bacilos.

Os médicos tinham dificuldades em ver o germe da TB antes da falência dos ossos e dos pulmões.

Os gregos antigos tentaram vários métodos para analisar o que o paciente tuberculoso escarrava quando tossia: o paciente cuspia numa vasilha de cobre cheia de água do mar, se o cuspe afundasse, a morte estava próxima, em outro teste o cuspe era gotejado sobre o carvão quente, se cheirasse a carne podre também era sinal de que a morte estava próxima.

Tantas foram as tentativas de tratamento, que algumas parecem ter funcionado. Para a tosse com sangue, as pessoas ingeriam enxofre, alho, marmelo, repolho e pulmões de abutre misturados com florescência de lírio e vinho. Para a tosse, experimentaram ervas como endro, crocodilo cozido e banho morno de pessoas que haviam acabado de comer repolho. As vítimas de tuberculose ingeriam quinino, chá, café, cacau, óleo de fígado de bacalhau e ópio. Eram submetidas a sangrias, espancadas e induzidas a vomitar. Alguns pacientes deveriam ficar na horizontal e imóveis, proibidos até mesmo de falar ou rir.

O tratamento mais utilizado era a mudança de clima, indo para o litoral ou para as montanhas. Aqueles que não tinham forças para a viagem recebiam travesseiros de folhas de pinheiro para dormir ou algas marinhas para colocar debaixo da cama.

No final do século XIX, os "sanatórios" foram utilizados por pessoas que tinham boas condições financeiras. Esses sanatórios eram verdadeiras pousadas nas montanhas. Com o passar do tempo os sanatórios foram utilizados para isolar os doentes dos saudáveis, tornando-se centros de tratamento para ricos e para pobres.

A bactéria causadora da tuberculose é chamada de bacilo de Koch, em homenagem ao seu descobridor (em 1882), o famoso bacteriologista alemão, Robert Koch. O nome científico dessa bactéria é Mycobacterium tuberculosis e, embora afete principalmente os pulmões pode atacar também outros órgãos do corpo humano, como rins, ossos, testículos, intestinos etc. Por ser uma doença principalmente dos pulmões, seu diagnóstico se tornou possível após a invenção do estetoscópio, em 1824. No final do século XIX a descoberta dos raios X permitiu a produção das imagens das partes internas do corpo, facilitando o diagnóstico de várias doenças, inclusive da tuberculose.

Sessenta anos depois de Koch descobrir o germe da tuberculose, ainda não havia um tratamento eficaz para a doença. Com a descoberta da estreptomicina, após 61 anos, houve uma revolução na medicina, e outras drogas surgiram eliminando o germe sem matar as pessoas infectadas.

Infelizmente, com o passar dos anos, pacientes tratados com estreptomicina sentiam-se melhor nos primeiros dois meses e, logo depois a tosse, a fraqueza, voltavam. Os micróbios continuavam vivos, a droga não surtia mais efeito. Linhagens resistentes à droga estavam surgindo e, com mais espaço para crescer e mais alimentos para comer.

Em 1979, os EUA apresentaram vários casos de tuberculose e, em 1987 houve um aumento de 45% da doença no país, o mesmo aconteceu na Europa ocidental.

O aumento de tuberculose deve-se a alguns fatores como: a dificuldade em tomar as drogas por tanto tempo; a falta de moradia, levando um grande número de pessoas a viverem em abrigos e a pobreza que dificulta a aquisição de medicamentos. Tudo ocorrendo ao mesmo tempo em que o HIV se disseminava, enfraquecendo o sistema imunológico e facilitando o desenvolvimento da tuberculose.

Com a criação de um programa direcionado, a observação de pacientes ingerindo medicamentos no tratamento da tuberculose, a DOTS, Pequeno Programa de Terapia Diretamente Observada, conseguiu reverter o quadro nos EUA e, em 1993 as taxas de infecção por tuberculose diminuíram.

Fonte: www.medio.com.br

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