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Tufão

 

Tufão

Você sabe o que são ciclones, furacões, tufões? Sabe o que são tornados, tempestades tropicais, depressões tropicais? Sabe quais as diferenças entre um furacão e um tornado? E entre uma tempestade tropical e uma depressão tropical?

Pois todos estes nomes se referem a fenômenos do clima. Espere aí, você sabe o que é clima? Clima e tempo são idéias usadas em metereologia, que é a ciência que estuda as mudanças na atmosfera e interpreta os dados relativos às chuvas, ventos, temperatura e umidade de ar. Quando os metereologistas falam em tempo, estão considerando as mudanças que acontecem num período curto, como um dia ou uma semana. Já quando falam de clima, estão se referindo à média das mudanças num período longo, como meses ou anos.

A presença do clima em nossas vidas pode ser facilmente percebida pelo ciclo das estações. É a posição da Terra no sistema solar que determina se é verão, primavera, outono ou inverno. Mas ainda que seja verão no Brasil, por exemplo, nem todas as cidades do país experimentarão as mesmas temperaturas: as condições locais, como a presença de lagos, rios, mares, montanhas e o tipo de vegetação, também influenciam no comportamento médio da atmosfera.

Embora o clima tenha sempre variado de modo natural, as mudanças registradas nos últimos 150 anos têm preocupado cientistas. O aumento das emissões de gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH2) e o óxido nitroso (N2O) na atmosfera dificultam o processo de resfriamento do planeta Terra, gerando o chamado efeito estufa e criando novos padrões de vento, temperatura, chuva e circulação dos oceanos. Algumas das conseqüências previstas do aquecimento global são o aumento do nível do mar, chuvas mais fortes e freqüentes, erosão do solo e extinção de espécies animais e vegetais.

Mas isto já é outro papo, não é?! Voltemos aos fenômenos do clima. Cada um dos fenômenos mencionados lá no começo do texto tem características próprias e acontece mais facilmente em diferentes lugares do planeta. Os tornados, por exemplo, são comuns nas Montanhas Rochosas, nos Estados Unidos. Já os furacões acontecem em todo o Oceano Atlântico e no leste e no centro do Oceano Pacífico.

Fonte: www.museudavida.fiocruz.br

Tufão

Os tufões ocorrem por volta de julho a outubro, trazendo chuvas torrenciais e vendavais. Há também deslizamentos de terra e enchentes. Existem riscos também de ferimentos por objetos que vêm voando e marés altas.

O que são Tufões

Denomina-se tufão (“typhoon”) à baixa pressão atmosférica tropical gerada no mar do sul da China, no Oceano Pacífico, entre 100 e 180 graus de longitude leste, com velocidade eólica máxima de próxima ao centro acima de 17,2 m/seg. Assim como furacões e ciclones, é necessário cuidado pois por vezes podem causar catástrofes.

A pressão atmosférica média ao redor do Japão é de 1013hPA (hectopascal), mas quando os tufões se aproximam a pressão diminui. Quanto mais baixa a pressão, maior a tendência aos ventos e chuvas se intensificarem.

No Japão, os ventos de tufões sopram na direção anti-horária A intensidade eólica, no lado direito em direção ao avanço do tufão, é a mesma direção do vento que faz movimentar o vento e tufão causados pelo próprio tufão. Por isso, torna-se mais forte do que no lado esquerdo. Conforme o trajeto do tufão, a dimensão dos danos é bastante diferente. Prepare-se para enfrentar os tufões consultando as previsões do tempo (“Tenki Yoho”).

Além disso, devido à baixa pressão atmosférica, a superfície marítima se eleva e os ventos se intensificam, sendo necessária atenção às marés altas próximas à beira-mar. Quando a pressão atmosférica reduz para 1hPa, a altura da superfície marítima se eleva em 1cm e a velocidade eólica dobra. Aliado ao horário da maré cheia, existe a possibilidade de ocasionar graves danos. Por isso, procure se afastar do mar nessas ocasiões.

Intensidade dos Tufões

A velocidade eólica causada pelo tufão é apresentada principalmente pela velocidade máxima, referindo-se a pressão atmosférica próxima ao centro.

Tipo de Intensidade Pressão Atmosférica Central (hPa) Velocidade eólica máxima
Tufão fraco A partir de 990 17.2 a 25m
Tufão regular 950 a 989 25 a 33 m
Tufão forte 930 a 949 33 a 45 m
Tufão muito forte 900 a 929 45 a 50 m
Tufão violento Até 900 Acima de 50 m

Classes de Tufões (Tamanho)

O tamanho do tufão é expresso das formas seguintes. A “região de vendavais” é um termo que designa as regiões com velocidade eólica de 15m/s e as regiões onde sopram ventos fortes com velocidade superior a esta são chamados de “regiões de tempestades”.

Classe Escopo da região de vendavais
(sem designação) Até 500 km
Grande Porte / Grande 500 km a 800 km
De Enorme Porte / Muito Grande Acima de 800 km

Intensidade eólica

A intensidade eólica devida ao tufão e a estimativa de danos são apresentadas a seguir:

Velocidade eólica média
Impacto sobre pessoas, danos a construções, etc.
10m/s
Não se pode manter guarda-chuvas abertos. Placas e telhados de zinco mal fixados começam a voar.
15m/s
Estufas começam a se partir. Placas e telhados de zinco começam a voar.
20m/s
Crianças têm risco de ser carregadas pelo vento. Impossível permanecer de pé sem se inclinar 30 graus.
25m/s
Pequenos galhos de árvores quebram. Portas de aço começam a partir. Vidros de janelas se quebram por objetos voando. Telhas se soltam, antenas de televisão e chaminés caem. Muros de tijolos quebram, parte exterior de casas mal fixada se solta e começa a voar.
30m/s
Telas de proteção de chuva se soltam, telhados começam a voar, começa a destruição de residências construídas em madeira. Há casos de queda de postes de eletricidade.
35m/s
Há casos de vagões de trens de passageiros tombarem.
40m/s
Impossível permanecer de pé sem se inclinar 45 graus. Pequenas pedras voam.
50m/s
Em geral, as residências construídas em madeira caem. As árvores são arrancadas pela raiz.
60m/s
Há casos de torres que se vergam.

Níveis de Precipitação Pluviométrica

A situação efetiva da precipitação pluviométrica causada pelo tufão é apresentada abaixo:

Precipitação pluviométrica em 1 hora Situação efetiva
5 a 10 mm Pode ocorrer poças de água. Ouve-se claramente o barulho da chuva.
10 a 20 mm Há casos de não se poder ouvir a conversa devido ao barulho da chuva. No caso de chuvas de longa duração, é necessário estar alerta a calamidades.
20 a 30 mm A água do esgoto sobe, córregos transbordam, há perigo de desabamentos.
Acima de 30 mm Chuvas torrenciais. Prepare-se para procurar um refúgio e, pressentindo perigo, fuja por conta própria.

Quando o Tufão se aproximar

1 Tranque as telas de proteção à chuva e portas de correr, caso haja.
2
Não saia de casa quando houver ventania.
3
Verifique sempre as informações meteorológicas. Havendo orientação de aviso de fuga, independentemente do item (2) acima, procure rapidamente um refúgio.
4
Não se aproxime de postes de energia elétrica caídos ou fios elétricos abaixados.

Fonte: www.clair.or.jp

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Tempestade

Uma tempestade é simplesmente um estado de confusão na atmosfera, como ventos fortes, chuva torrencial, neve ou todas juntas. Cada tipo de tempestade, tornados, furacões e tufões seguem um ciclo de tempo e ocorrem em determinadas estações do ano.

Vendavais

A maioria das tempestades são acompanhadas por ventos de alta velocidade. As tempestades de vento, ou vendavais, tem pouca chuva e ocorrem quando as áreas de alta pressão e as de baixa pressão de ar se encontram. Essas áreas também tem grande diferença de temperatura. O ar mais quente sobe e o mais frio cai.

Os meteorologistas e marinheiros consideram tempestade quando os ventos alcançam mais de 100 km por hora. Os vendavais são assim chamados quando os ventos ficam entre 35 e 70 km por hora. Mas as tempestades de neve podem ocorrer até mesmo sem qualquer vento.

Tempestades de areia ocorrem em áreas em que a exploração da terra deixou a terra exposta e seca. Os ventos levantam partículas do solo desmatado e pode carregar essas partículas por centenas de quilômetros.

É possível provocar chuva artificialmente. Quando as condições de tempo são favoráveis, um avião pode jogar gelo seco em uma nuvem para fazer chover.

Ciclones e Tornados

Tufão

Tornados ocorrem em condições violentas de tempestade.

Ventos correm em diferentes direções dentro de um poderoso redemoinho. A força centrífuga joga o ar para longe do centro deixando no meio um miolo de baixa pressão.

Nesse miolo de baixa pressão os ventos podem alcançar 500 km por hora ou mais. Em cima, ele é esbranquiçado, mas, na parte de baixo, ele é escuro, devido as partículas que carrega e os destroços de pedras, árvores e até mesmo pedaços de carros e prédios.

Quando a parte debaixo do funil toca um prédio, as partículas funcionam como uma serra, cortando tudo em que toca. Geralmente eles correm para o leste a 40 até 60 km por hora.

Furacões e Tufões

Ocorrem nos trópicos. A tempestade de um ciclone pode ter entre 100 e até mais de 2.000 km de diâmetro. O "olho" do ciclone pode ter entre 20 e 100 km e é comparável a uma parede cilíndrica de nuvens. Essas tempestades sempre começam sobre o oceano e geralmente se movem em áreas de águas quentes que fornecem sua fonte de energia. Quando atingem uma grande porção de terra, um continente, eles diminuem seus ventos lentamente.

Nas águas do Oceano Atlântico essas tempestades são chamadas de furacões. A palavra "furacão" tem origem chinesa e quer dizer "grandes ventos". Já na Índia, são chamados de ciclones. No mundo inteiro são chamados de ciclones ou furacões qualquer vento que ultrapasse 120 km por hora.

No oeste do Oceano Pacífico encontramos os tufões, que geralmente são maiores que os do Atlântico porque o Oceano Pacífico é maior que o Atlântico e, assim, essas tempestades tem mais tempo para se desenvolverem antes de chegar ao continente.

Os furacões se caracterizam por seus ventos muito fortes e chuvas violentas.

Brisa

Todos os ventos, de brisas suaves a violentos furacões, são causados por diferenças de temperatura, pela rotação da Terra e pela diferença de calor entre os continentes e oceanos.

As brisas são exemplos simples dos efeitos da temperatura no mar e na terra. O sol aquece a água de maneira desigual. Sobre os mares e lagos a maior parte da energia é consumida na evaporação e ou é absorvida pela água. O ar não é muito aquecido. A terra, no entanto, absorve metade do calor que a água absorve mas evapora menos. Assim, o ar sobre a terra recebe mais calor do que o ar sobre a água.

O ar aquecido expande e fica mais leve. Isso começa a acontecer logo após o nascer do sol. O ar sobre o mar não se esquenta rapidamente e permanece mais pesado do que o ar da terra. Como é mais pesado, começa a fazer pressão sobre o ar mais leve da terra e, assim, ocorre a brisa.

À noite ocorre o inverso. O ar da terra esfria mais rapidamente e durante um certo tempo, durante a noite, a brisa sopra em direção do mar.

Fonte: gold.br.inter.net

Tufão

Tufão

Furacão, tornado, ciclone, tufão, tempestade tropical... todo mundo conhece o resultado destrutivo dessas catástrofes na natureza, mas ainda existe muita dúvida a respeito desses fenômenos. Afinal, o que são, quais as diferenças e como são formados esses fenômenos atmosféricos?

Os furacões são grandes massas de ar formadas na atmosfera, que giram em alta velocidade e produzem ventos extremamente fortes. São produzidos apenas quando há uma situação climática e geográfica específica, numa combinação de diversos aspectos que favorecem seu aparecimento.

Segundo o meteorologista Carlos Magno do Nascimento, os furacões só podem ser originados sobre o oceano e apenas quando as águas atingirem temperatura maior que 27°C. É preciso também existir baixa pressão atmosférica. Além disso, só se formam em regiões com latitude acima de 15 graus. É por isso que, embora o litoral do Brasil seja banhado por águas aquecidas, os furacões não passem por aqui. "Estamos posicionados muito perto da linha do Equador, ou seja, sobre uma latitude baixa", explica Carlos Magno. Já os EUA, um dos países que mais sofrem a ação desses fenômenos, e recentemente foi castigado pelo furacão Isabel, têm uma condição geográfica e climática favorável ao surgimento desses fenômenos atmosféricos.

Somada a essa condição, quando existe uma mistura climática de ar quente e frio, o que por si só já ocasiona a diminuição da pressão atmosférica, é muito provável que haja surgimento de um furacão.

Nomes diferentes, fenômenos iguais

Mesmo se tratando dos mesmos fenômenos, os furacões recebem diferentes nomes. Tudo depende do lugar geográfico onde acontecem e da velocidade do vento existente. Confira:

Furacão

Recebe esse nome quando o fenômeno climático ocorre a nordeste e sul do Oceano Pacífico, regiões onde estão a América do Norte, Central e ilhas como Fiji, Nova Guiné e etc. Os furacões são classificados em cinco categorias, de acordo com a força dos ventos. Entre 100 e 150 km/h é chamado de furacão do tipo1.

Quando variam de 150 a 200km/h, tipo 2 e assim por diante até o tipo 4, que vai de 250 e 300 km/h. Os que ocorrerem acima dessa velocidade são todos considerados do tipo 5. O furacão Isabel, que atingiu os EUA nos últimos dias começou na categoria 5 quando estava sobre o oceano e baixou para a categoria 2 quando atingiu a costa norte-americana. A diminuição dos ventos do furacão foi fruto do contato dele com águas mais frias do Oceano Pacífico.

Tufão

É o mesmo que furacão, mas recebe este nome quando acontece a noroeste do Oceano Pacífico, ou seja, nas regiões do Japão, China, Coréia, Filipinas

Ciclone

São as massas de ar que se formam e atingem a região a sudoeste do Oceano Índico

Tornado

Difere do ciclone por ter tamanho diferente. Enquanto os ciclones atingem uma área geográfica maior, chegando a destruir diversas cidades, os tornados atingem apenas uma cidade, mas com o mesmo grau de destruição

Tempestade Tropical

O tipo mais fraco de furacão. Sua velocidade máxima chega a 100 km/h. Há casos de tempestades tropicais no interior de São Paulo e no Rio Grande do Sul

Outros fenômenos

Mesmo sendo tão destrutivos quanto os furacões, tufões, tornados, os terremotos e maremotos são fenômenos completamente diferentes. “Enquanto furacões acontecem na atmosfera, terremotos e maremotos são originados dentro da terra, não são fenômenos climáticos nem atmosféricos”, explica o geofísico e professor da USP, Jesus Berrocal.

Terremoto é uma vibração originada no interior da crosta terrestre, que se propaga pelas rochas através de ondas sísmicas. Já maremoto é um terremoto que ocorre muito próximo do mar.

Furacões ganham nomes de pessoas desde 1953

Camille, em 1969, devastou o Mississippi e provocou 256 mortes. Em 1957, o Audrey matou 390 pessoas na Louisiana. A recente passagem pelo Katrina no sul dos Estados Unidos pode ter provocado milhares de mortes e danos estimados em US$ 26 bilhões. Desde 1953, meteorologistas dão nomes --muitas vezes femininos-- aos furacões que passaram pelos Estados Unidos.

Os cientistas adotaram essa forma de nomear os furacões --dando-lhes nomes curtos-- para facilitar a transmissão de informações sobre os fenômenos, e evitar erros ao classificá-los por suas coordenadas geográficas, que mudam rapidamente.

A prática de nomear furacões com nomes de mulheres diminuiu em 1978, quando os fenômenos também passaram a ganhar nomes de homens.

Até o início do século 20, não havia, ainda, uma metodologia como a que é usada atualmente para nomear furacões. Durante muito tempo, os fenômenos ganhavam nomes de santos: em 1825 o furacão Santa Ana devastou Porto Rico. Logo depois, o país foi atingido por dois furacões São Felipe: um em 1876 e outro em 1928.

Anualmente, os meteorologistas definem uma lista prévias de nomes que podem ser usados em furacões que forem registrados naquele ano. O próximo furacão a se formar no Atlântico deverá se chamar Lee. Outros nomes disponíveis na lista são Maria, Ophelia, Rita e Vince.

Fonte: www.marista.org.br

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Os furacões são ciclones tropicais intensos com ventos máximos constantes de 118 km/h ou mais (e velocidades máximas de rajadas de ventos que raramente excedem 370 km/h) e com um diâmetro que é em média de 600 km, mas pode ir até aos 1500 km.

Surgem sobre as águas quentes dos trópicos (entre 5º e 15º de latitude) e cobrem áreas muito vastas. São colunas de ar em rotação que podem durar algumas semanas e cuja potência provém das águas quentes dos oceanos. Libertam grandes quantidades de energia e transportam grandes quantidades de ar úmido e quente (até 3500 milhões de toneladas por hora) das latitudes baixas para as latitudes médias. E perdem rapidamente à sua força, e intensidade ao entrarem em terra ou em águas frias.

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Para um furacão se formar e subsistir, as águas dos oceanos tem que estar a mais de 26,5ºC até uma profundidade de cerca de 50 metros (para fornecer a umidade necessária) e tem que existir uma umidade relativa elevada na baixa e média troposfera (para reduzir a evaporação nas nuvens e maximizar a quantidade de precipitação e assim promover a concentração do calor latente, que é crítica para alimentar o sistema).

Desde que a velocidade ou direção dos ventos, não varie demasiado com a altitude, a aceleração da Força de Coriolis faz com que o cavado de pressão se torne uma zona favorável para o aparecimento de uma rotação ciclônica de grande escala que pode levar ao nascimento de furacões.

O Olho dos Furacões

Se a pressão continua a baixar (podendo descer até 870 milibar) e os ventos excedem 118 km/h, desenvolve-se um olho no centro e uma rotação cada vez mais nítida em torno dele e a tempestade torna-se num furacão.

Um furacão é composto de uma massa de trovoadas organizadas que são mais importantes para a circulação da tempestade. Para ocorrer o desenvolvimento de um furacão, é necessário à convergência de ventos na superfície. Os furacões dependem de calor latente liberado durante condensação de grandes quantidades de vapor d'agua. O calor latente liberado aquece o ar e supre flutuação para levantamento

Tufão

Furacões, tufões, ciclone tropical severo, tempestade ciclônica severa e ciclone tropical

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões

No Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E

Tufões

No Oceano Pacífico Noroeste

Ciclone Tropical Severo

No Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160° E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E;

Tempestade Ciclônica Severa

No Oceano Índico Norte;

CicloneTropical

No Oceano Índico Sudoeste.

Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

Máximo até 17 m/s - Depressões Tropicais
Máximo entre 18 e 32 m/s - Tempestade Tropical
Máximo acima de 33 m/s - Furacões, Tufões..

Qual a diferença entre ciclones e tornados?

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum.

Os Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, os ciclones tropicais têm diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto os tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado (embora tornados sobre o mar também ocorram e são chamados de trombas d'água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Temos ainda que seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

Um ponto interessante é que quando um ciclone tropical está sobre o continente, seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura, promovendo assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

Um ciclone tropical é provável de ocorrer quando os fatores abaixo existem simultaneamente:

1. Uma forte presença da Força de Coriolis (latitudes de 5°-6°)
2.
Uma superfície de água quente (pelo menos 27° C) numa área suficiente para suprir o ar acima com grandes quantidades de vapor
3.
Uma atmosfera in stável ou pressão baixa na superfície e freqüentemente um anticiclone bem alto
4.
Valores baixos de cisalhamento vertical de vento (cisalhamento produzido pelo movimento de uma massa de ar ultrapassando uma outra).

Estas condições são mais prováveis de ocorrer sobre as áreas oceânicas aonde a zona de convergência intertropical move 10°, ou mais, fora do Equador.

A Força de Coriolis causa os objetos em movimento defletir para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul. Esta força é responsável pela rotação de um furacão e é muito fraca dentro de 5° do Equador. Valores altos de cisalhamento vertical de vento podem impedir convecção e o desenvolvimento de um ciclone.

Um ciclone tropical pode durar de poucas horas até quase três semanas, mas a maioria dura de 5-10 dias. O estágio inicial de um furacão é um distúrbio tropical com uma leve circulação sem isóbaras fechadas ao redor de uma área de pressão baixa. Distúrbios tropicais são comuns nos trópicos e consistem de um sistema organizado de trovoadas com pancadas de chuva. Uma onda tropical é um cavado de baixa pressão no fluxo de ventos alísios movendo-se à oeste. Céu nublado e chuva ocorrem atrás do eixo da onda. Ondas tropicais podem ser causadas pelo “Complexos Convectivos de Mesoscala” na região equatorial da África Norte durante o verão do Hemisfério Norte. Freqüentemente, elas se desenvolvem em Furacões que afetam as regiões do Caribe e América do Norte.

Um distúrbio tropical ou uma onda tropical é elevado à depressão tropical quando os ventos máximos constantes na superfície aumentam de pelos menos 37 km/h. Uma depressão tropical é um sistema de trovoadas fortes com uma circulação definida, ventos máximos constantes de 62 km/h ou menos, e pelo menos uma isóbara fechada que acompanha uma caída de pressão no centro da tempestade. Quando os ventos na superfície são entre 63-118 km/h, o ciclone é chamado de uma tempestade tropical. Esta mesma tempestade é mais organizada e se parece com um furacão por causa da circulação intensificada. Durante este estágio, tempestades tropicais recebem nomes (como Andrew, Dennis, Floyd, etc) que permanecem quando elas evolvem-se em furacões.

Assim que as pressões caem, uma tempestade tropical torna-se um furacão quando os ventos excedem 119 km/h. Uma rotação pronunciada desenvolve-se ao redor do centro de um furacão e bandos de chuvas giram ao redor do olho. Bandos de chuvas são pancadas de chuvas convectivas separadas por áreas de ar descendente. Existem às vezes intervalos entre estes bandos aonde chuvas não são observadas. Cada bando normalmente produz períodos de chuvas mais longas e intensas do que as anteriores da periferia do furacão até atingir o olho.

O ar ascende e condensa formando enormes trovoadas produzindo chuvas fortes (até 25 centímetros por hora) na parede do olho. Perto dos topos das trovoadas, o ar seco flutua para fora do centro. Este ar divergente no alto produz um afluxo anti-ciclônico vários cem quilômetros do olho. Assim que o afluxo atinge o periferal da tempestade, ele começa a descer e se aquecer, induzindo céu claro. Dentro das trovoadas da parede do olho e dos bandos de chuvas, o ar se aquece por causa das grandes quantidades de calor latente liberado. Este produz pressões leves altas no alto e inicia a descendência do ar no olho e entre cada bando. O ar descendente esquenta por compressão e explica a ausência de trovoadas no centro da tempestade.

Danos causados por furacões no mar e na terra

Embora que a quantidade de danos causados pelo furacão dependam de vários fatores, incluindo o tamanho e densidade de população da área afetada e a configuração litorânea, o fator principal é à força da tempestade. A Escala de Saffir-Simpson foi desenvolvida para categorizar as intensidades relativas de furacões. A previsão da severidade e danos de um furacão é normalmente representada em termos nesta escala. Uma tempestade tropical recebe um número categórico quando ela evolve em um furacão. A Escala de Saffir-Simpson indica o potencial de destruição, a pressão mínima e ventos máximos constantes de um furacão. Assim que a tempestade intensifica ou diminui, o número categórico é reavaliado de acordo.

O 1 na escala representa uma tempestade de severidade mínima, e a 5 representa uma tempestade de maior severidade. As tempestades de categoria 5 são raras. O furacão “Mitch” em 1998 foi uma tempestade de categoria 5 com ventos constantes, e de mais de 290 km/h.O “Mitch” tornou-se o quarto mais forte furacão do Atlântico e o mais forte furacão no oeste do Caribe depois do furacão “Gilbert” em 1988. O furacão “Mitch” parou fora da costa de Honduras à tarde de 27 de outubro até a noite do dia 29, antes de mover-se lentamente sobre a terra. A tempestade continuou depositando chuvas pesadas na América Central, causando enchentes e deslizamentos, responsáveis por muitas mortes em Honduras e Nicarágua. No dia 3 de novembro, o restante do “Mitch” entrou no sul do Golfo de México e foi rejuvenescido em uma tempestade tropical pelas águas quentes. Depois, o furacão “Mitch” atravessou o sul da Flórida no dia 5 de novembro e finalmente no mesmo dia mais tarde tornou-se extratropical.

Danos produzidos por furacões podem ser avaliados nas categorias de marés meteorológicas, ventos e enchentes por causa das chuvas torrenciais:

Danos causados pelas marés meteorológicas

Uma maré meteorológica é um crescimento anormal de vários metros do nível oceânico que inunda áreas baixas próximas à costa aonde o olho do furacão atravessa o terreno. A maré meteorológica é particularmente destrutiva quando ela coincide com marés altas normais. A região de pressão baixa dentro de um furacão permite a elevação do nível oceânico. Uma queda de 1 milibar em pressão atmosférica produz uma subida de 1 centímetro do nível oceânico. A combinação de águas altas e ventos fortes de um furacão produzem uma maré meteorológica que alcança a costa como um trem de grandes ondas.

Marés meteorológicas são as mais devastadoras nas zonas costeiras. Na região delta de Bangladesh, a maioria dos terrenos é menos de 2 metros acima do nível do mar. Uma maré meteorológica foi superposta na maré alta normal que inundou uma área no dia 13 de novembro de 1970, matando 200,000 pessoas. Em maio de 1991, um evento similar com ventos de 235 km/h e uma maré meteorológica de 7 metros matou 135.000 pessoas e destruiu bairros nas áreas costeiras no caminho do ciclone. A potência para a repetição deste tipo de desastre em Bangladesh é bem alta, porque muitas das pessoas residem ao longo de uma área mais baixa e próxima da baía. Historicamente, esta região está no caminho freqüentemente tomadas pelos ciclones.

Danos causados pelos ventos

Danos causados pelos ventos de um Furacão são os mais evidentes. A força dos ventos é suficiente para causar destruição total em algumas estruturas. Os ventos fortes podem criar uma barragem perigosa de escombros levantados no ar. Os ventos de furacões afetam uma área maior do que uma maré meteorológica e causa grandes prejuízos econômicos.O furacão “Andrew” causou US$ 20 bilhões de dólares em danos no sudeste da Flórida e Louisiana nos EUA em agosto de 1992.

Quando a furacão aproxima-se vindo do leste no Hemisfério Norte, os ventos mais fortes são normalmente no lado norte. Os ventos que arrastam a tempestade adicionam-se com os ventos no lado direito e subtraem-se com os ventos no lado esquerdo. Um furacão movendo-se para o oeste no Hemisfério Norte a 20 km/h com ventos constantes de 200 km/h contem ventos de 220 km/h no lado direito (norte) e ventos de 180 km/h no lado esquerdo (sul). No Hemisfério Sul, estas diferenças são ao contrário porque os ventos giram em sentido horária ao invés de anti-horária. Aqui, os ventos mais fortes são normalmente no lado esquerdo.

Os furacões também produzem tornados que ocorrem em trovoadas embutidas nos bandos de chuvas e na parede do olho. A topografia da superfície influencia as trovoadas quando um furacão atinge a terra e começa a decair. Por causa da fricção, os ventos na superfície morrem mais rápido do que os ventos no alto.

Este produz um forte cisalhamento vertical de vento que permite o desenvolvimento de tornados, especialmente no lado direito de um furacão no Hemisfério Norte (com respeito ao movimento para frente) e no lado esquerdo no Hemisfério Sul.

Danos causados pelas enchentes

As chuvas torrenciais que acompanham a maioria de furacões podem causar enchentes destrutivas. Considerando que os efeitos das marés meteorológicas e ventos fortes são concentrados nas áreas costeiras, chuvas pesadas podem afetar localidades centenas de quilômetros fora da costa por vários dias depois dos ventos da tempestade terem diminuído em intensidade.

Um exemplo desta destruição foi o furacão “Camile” em 1969. Embora esta tempestade seja a mais famosa por causa da maré meteorológica excepcional e a devastação nas áreas costeiras, a maioria de fatalidades associadas a esta tempestade ocorreu 2 dias depois de atingir a terra nas Blue Ridge Mountains de Virginia nos EUA. Muitos locais nesta região experimentaram 25 centímetros de chuva e enchentes severas matando mais de 150 pessoas

Fonte: www.nomar.com.br

Tufão

Tornados e Furacões

Tufão

Apesar de estarmos no Brasil, onde não há incidência de tornados, acho interessante esse assunto. Por isso, resolvi colocar algumas coisas que eu descobri sobre este fenômeno da natureza, considerado um dos piores dos fenômenos naturais.

Os ciclones são fenômenos climáticos causados pelo encontro das massas de ar quente e fria. Apesar dessas massas de ar não se misturarem, quando se chocam ocorre um movimento circular entre elas, já que o ar frio tende a descer e o ar quente tende a subir.

Às vezes, em meio à região onde gira, fica pouco ar, e o tornado se movimenta como se fosse uma coluna oca. A água embaixo é sugada e passa a ocupar o espaço quase vazio que existe dentro da coluna, formando assim a
tromba marinha.

Quando os ciclones se formam no Oceano Atlântico, são chamados de furacões. Quando se formam no Oceano Pacífico, são chamados de tufões. Os ciclones que se formam na terra são chamados de tornados, que são bem menores.

Tornados

A palavra tornado vem da palavra espanhola tornada, que quer dizer tempestade. Sobre a água, o tornado é chamado de tromba d'água. Os tornados têm o diâmetro geralmente maior que 2,5 km/h ou menor que 30 metros. Os mais intensos ocorrem no centro-oeste dos EUA e na Austrália.

Geralmente, não duram mais do que minutos, raramente duram mais do que uma hora. Os tornados menores são chamados mínimos, duram alguns minutos e deslocam-se 1,5 km, com velocidade de 160 km/h. Os tornados maiores são chamados máximos, duram até 3 horas, deslocam-se 320 km/h e tem ventos com velocidade superior a 400 km/h.

Tornados não têm um caminho regular. Quando o funil toca o solo, pode mover-se em linha reta ou descrever um trajeto sinuoso. Pode, inclusive, duplicar-se, pular lugares ou formar funis múltiplos. No Hemisfério Norte, os tornados deslocam-se do sudoeste para o nordeste, e sua rotação é no sentido anti-horário. No Hemisfério Sul, sua rotação é no sentido horário.

Os tornados, como os terremotos, também possuem a sua escala. É a "Fujita-Person Tornado Intensity Scale", que é usada por meteorologistas para medir a intensidade dos ventos do tornado. Essa escala foi nomeada assim em homenagem aos dois homens que a desenvolveram: Dr. Theodore Fujita e Allan Person, diretores do Centro de Previsãodo Tempo de Kansas City, nos EUA.

Tufão

Fonte: criptopage.caixapreta.org

Tufão

A origem dos ciclones é ainda um mistério para os cientistas. Ninguém sabe direito como se formam essas monstruosas colunas, que carregam uma energia equivalente a de uma bomba atômica de 20 quilotons. É uma grande massa de ar que executa um movimento giratório muito rápido, mudando muito depressa de lugar na superfície da Terra, igual a Terra que gira ao redor do Sol, sem parar de girar ao redor dele. Quando isso ocorre, o mar pode ser violentamente perturbado. Algumas vezes, na região que gira ,fica com muito pouco ar, e o tornado gira como se fosse uma coluna oca. Então a água situada abaixo é sugada e passa a ocupar o espaço quase vazio que existe dentro da coluna, formando-se assim a tromba marinha ou tornado.

O tornado é uma coluna ondulante de nuvens, com diâmetro de menos de 2km, que se desloca a uma velocidade de 30km/h a 60km/h. Ele ocorre com a chegada de frentes frias, em regiões onde o ar está mais quente e instável. Estima-se que a velocidade do vento dentro do funil possa atingir 450km/h ( o cálculo por meio de instrumentos é inviável, porque eles são destruídos pela força da tempestade ). Os tornados são os mais destruidores de todas as perturbações atmosféricas, mas a área afetada por eles é limitada. Os tornados mais intensos costumam acontecer no centro-oeste dos Estados Unidos e na Austrália.

Formação de um tornado

1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.
2-
Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.
3-
Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4-6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.
4-
A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.

A palavra tornado veio da palavra espanhola Tornada, que significa tempestade. Um tornado sobre a água é denominado tromba d'água. Tornados geralmente tem um tempo de vida de alguns minutos e raramente duram mais do que uma hora. Tornados são ventos ciclônicos que giram com uma velocidade muito grande em volta de um centro de baixa pressão. São menores que os furacões e seu tempo de vida também. Um tornado pode ter uma largura tanto menor do que 30 metros, quanto maior do que 2,5km. Os menores tornados são denominados mínimos e os maiores de máximos. Um mínimo irá durar não mais do que alguns minutos, deslocar-se um quilômetro e meio e ter ventos com velocidade de 160km/h. Um máximo pode deslocar-se 320km ou mais, durar até 3 horas e ter ventos com velocidade superior a 400km/h.

O tornado percorre um caminho muito irregular. Quando o funil toca o solo, ele pode mover-se em linha reta ou descrever um trajeto sinuoso. Ele pode até duplicar-se, pular lugares ou formar vários funis. A maioria dos tornados do Hemisfério Norte deslocam-se do sudoeste para o nordeste e possuem rotação em sentido anti-horário. No Hemisfério Sul, os tornados possuem rotação horária.

Assim como os terremotos possuem a Escala Richter para medir sua intensidade, os tornados possuem a "Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale", ou seja uma escala usada pelos meteorologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado. Essa escala foi nomeada em homenagem aos dois homens que a desenvolveram: Dr. Theodore Fujita e Allan Pearson, diretores do Centro de Previsão de Tempo de Kansas City, nos EUA.

A Escala Fujita (mais comum denominada assim) está representada na tabela abaixo:

Classificação

Velocidade do Vento(km/h) Danos

F0: Até 110 km/h - Leve
F1: 111-180 km/h -
Moderado
F2: 181-250 km/h -
Considerável
F3: 251-330 km/h -
Severo
F4: 331-420 km/h -
Devastador
F5: 421-510 km/h -
Inacreditável
F6: 511-610 km/h -
Fora de Série

O furacão é uma tempestade que se forma nas áreas tropicais, sobre os oceanos, provocando ventos de até 300Km/h. Normalmente, possui entre 450Km e 650Km de diâmetros e a distribuição do vento e das nuvens ao seu redor é igual. Em seu centro, conhecido por "olho da tempestade", em que predominam as baixas pressões, não há chuva, os ventos são brandos e o céu é praticamente limpo. Essa tempestade é chamada de Furacão quando ocorre no oceano Atlântico e de Tufão, quando acontece no pacífico.

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo este último um termo genérico para um centro de baixa pressão não-frontal de escala sinótica sobre águas tropicais ou subtropicais com convecção organizada(por exemplo, tempestades) e intensa circulação ciclônica à superfície.

Ocorrência ciclogênese tropical devido a esses fatores

1. Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.
2.
Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.
3.
Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera (5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.
4.
Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma Força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.
5.
Um distúrbio pré-existente próximo à superfície com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.
6.
Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem prevenir sua origem ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões

No Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E.

Tufões

No Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data;
Ciclone tropical severo - no Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E;

Tempestade Ciclônica Severa

No Oceano Índico Norte

Ciclone Tropical

No Oceano Índico Sudoeste.
Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:
Máximo até 17 m/s - depressões tropicais;
Máximo entre 18 e 32 m/s - tempestade tropical;
Máximo acima de 33 m/s - furacões, tufões...

DIFERENÇA ENTRE FURACÕES E TORNADOS

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum. Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado (embora também existam tornados sobre o mar, que são chamados de trombas d'água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

* Um ponto interessante é que quando um ciclone tropical está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

CICLONE MAIS DEVASTADOR

O pior ciclone de que se tem conhecimento ocorreu em 12 de novembro de 1970 no Paquistão Oriental , quando morreram entre 300 e 500 mil pessoa . Foram registrados ventos de até 240km/h e uma onda de 15 m de altura atingiu a costa do Paquistão Oriental, o delta do ganges e as ilhas do Bhola, Hatia,kukri mukri e manpura.

MAIOR NÚMERO DE MORTOS EM UM TORNADO

Um tornado que atingiu Shaturia , Blagladesh, a 26 de abril de 1989, matou em torno de 1.300 e desabrigou 50 mil pessoas.

MAIORES DANOS MATERIAIS POR UM TORNADO

Uma série de tornado que atingiu os estados de Indiana, Wisconsin, Illinois, Iowa, Michigan e Ohio, nos EUA, em abril de 1985 , matou 271 pessoas , feriu milhares de outras pessoas e causou prejuízos de mais 400 milhões.

MAIOR NÚMEROS DE DESABRIGADOS POR UM TUFÃO

O tufão "Ike", com ventos de 220Km/h, que atingiu as Filipinas a dois de setembro de 1985, matou 1363 pessoas, feriu 300 e deixou 1,12 milhões de desabrigadas.

MAIOR NÚMEROS DE MORTOS EM UM TUFÃO

Cerca de 10 mil pessoas morreram em virtude de um tufão, com ventos de até 161Km/h, que atingiu Hong Kong em 18 de setembro de 1906.

Fonte: www.fisica.ufc.br

Tufão

Tipos de ventos e tempestades

Conheça o significado e a forma utilizada pelos meteorologistas para classificar os ventos e fenômenos meteorológicos de acordo com sua intensidade:

Vento: Termo genérico que identifica o ar em movimento, independente da velocidade.
Brisa:
É um vento de pouca intensidade, que geralmente não ultrapassa os 50 km/h.
Monção:
Começa no início de junho no sul da Índia. São ventos periódicos, típicos do sul e do sudeste da Ásia, que no verão sopram do mar para o continente. A monção geralmente termina em setembro, caracterizando-se por forte chuva associada a ventos.
Ciclone:
Caracteriza-se por uma tempestade violenta que ocorre em regiões tropicais ou subtropicais, produzida por grandes massas de ar em alta velocidade de rotação. Evidencia-se quando ventos superam os 50 km/h.
Furacão:
Vento circular forte, com velocidade igual ou superior a 119 km/h. Os furacões são os ciclones que surgem no mar do Caribe (oceano Atlântico) ou nos Estados Unidos. Giram no sentido horário (no hemisfério sul) ou anti-horário (no hemisfério norte) e medem de 200 km a 400 km de diâmetro. Sua curva se assemelha a uma parabólica.
Tufão:
É o nome que se dá aos ciclones formados no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico, entre julho e outubro. É o mesmo que furacão, só que na região equatorial do Oceano Pacífico. Os tufões surgem no mar da China e atingem o leste asiático.
Tornado:
É o mais forte dos fenômenos meteorológicos, menor e mais intenso que os demais. Com alto poder de destruição, seus ventos atingem até 500 km/h. O tornado ocorre geralmente em zonas temperadas do hemisfério norte.
Vendaval:
Vento forte com um grande poder de destruição, que chega a atingir até 150 km/h. Ocorre geralmente de madrugada e sua duração pode ser de até cinco horas.
Willy-willy:
Nome que os ciclones recebem na Austrália e demais países do sul da Oceania.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Tufão

O que são furacões?

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo este último um termo genérico para um centro de baixa pressão não-frontal de escala sinótica sobre águas tropicais ou sub-tropicais com convecção organizada(por exemplo, tempestadaes) e intensa circulção ciclôcica à superfície.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões

No Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E;

Tufões

No Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data;

Ciclone Tropical Severo

No Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E;

Tempestade Ciclônica Severa

No Oceano Índico Norte

Ciclone Tropical

No Oceano Índico Sudoeste.

Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

Máximo até 17 m/s - depressões tropicais;
Máximo entre 18 e 32 m/s - tempestade tropical;
Máximo acima de 33 m/s - furacões, tufões...

Como os ciclones tropicais se formam?

Para ocorrer ciclogênese tropical deve existir uma série de condições ambientais precursoras favorávies como:

Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.

Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.

Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera(5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.

Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.

Um distúrbio pré-existente próximo à superfíce com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.

Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem previnir sua gênese ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

O que é o "olho" do furacão?

O olho é uma área quase circular de ventos comparavelmente calmos e tempo bom encontrado no centro de um ciclone tropical intenso. Embora os ventos sejam calmos no eixo de rotação, pode ocorrer também ventos intensos nessa região. Há pouca ou nenhuma precipitação e muitas vezes pode-se ver céu claro nessa região.

O olho corresponde à região de pressão de superfície mínima e de maiores temperaturas nos níveis mais altos: 10°C mais quente do que o ambiente a 12 km de altitude, mas apenas 2°C no máximo mais quente ao nível de superfície.

Seu tamanho varia de 8 a 200km de diâmetro, mas em média temos ciclones tropicais com diâmetro de olho em torno de 30 a 60km.

O olho é circundado pela parede do olho(área aproximadamente circular de convecção profunda) correspondendo à área de ventos de superfície mais intensos. O olho é composto de ar que apresenta movimento levemente descendente enquanto que a parede tem um fluxo resultante ascendente de moderado a fortes correntes ascendentes e descendentes.

A convecção da parede do olho é fundamental na formação e manutenção do ciclone tropical. Convecção em ciclones tropicais é organizada e alongada na mesma orientação do vento horizontal, sendo chamadas de bandas espirais pela típica formação em espiral. Ao longo dessas bandas a convergência em baixos níveis é máxima e, assim, a divergência é bem pronunciada nos altos níveis.

Por que os ciclones tropicais são nomeados?

Os ciclones tropicais são nomeados para facilitar a comunicação entre os previsores e o público em geral, pois os ciclones podem ter duração da ordem de uma semana e, assim, podem existir dois ou mais ao mesmo tempo numa mesma macro-região.

O primeiro uso de um nome próprio em um furacão foi dado por um previsor australiano no início deste século para criticar políticos sem aceitação.

Por que não ocorrem ciclones tropicais no Oceano Atlântico Sul?

Apesar de algumas pessoas especularem que as temperaturas da superfície do mar não são tão elevadas, as razões primárias para o Oceano Atlântico Sul não apresentar ciclones tropicasi são:

o cisalhamento troposférico do vento(entre a superfície e 200mb) é sempre intenso, e
tipicamente a ITCZ é inexistente no Atlântico Sul.

Sem a ITCZ para dar condições sinóticas de vorticidade e convergência com um alto cisalhamento vertical torna-se praticamente impossível haver ciclones tropicais no Atlântico Sul.

Qual a diferença entre ciclones tropicais e tempestades de latitudes médias?

Um ciclone tropical é um sistema de baixa pressão que basicamente adquire energia da evaporação da água do mar na presença de ventos intensos e baixas pressões na superfície, tendo a condensação associada às células convectivas concentradas próxima ao seu centro.

Já as tempestades de latitudes médias(centros de baixa pressão associados com frentes frias, frentes quentes, frentes oclusas) adquire energia principalmente dos gradientes latitudinais de temperatura que existem na atmosfera.

Outra diferença é que os ventos de um ciclone tropical apresnta ventos mais intensos próximos à superfície(conseqüência do núcleo quente na troposfera), enquanto que ciclones extratropicais(tempestade de latitudes médias) apresentam ventos mais intensos próximos à tropopausa(conseqüência associada ao núcleo quente na alta troposfera e o núcleo frio na baixa troposfera).

Obs.: Núcleos quentes(frios) referem-se a porções mais quentes(frias) do que o ambiente à mesma pressão.

Qual a diferença entre ciclones tornados?

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum.

Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado(embora tornados sobre o mar também ocorram e são chamados de trombas d'água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Temos ainda que seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

Um ponto interessante é que quando um ciclones tropicais está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

Qual ciclone tropical causou o maior número de mortes e o maior prejuízo?

Foi o famoso Bangladesh Cyclone de 1970 que matou mais de 300.000 pessoas por elevar o nível do mar mais de 12m na região da planície costeira e deltas de rios na Índia.

O maior prejuízo finaceiro foi causado por Andrew em 1992 nos Estados Unidos: US$26,5 bilhões.

Entretando, normalizando da situação de acordo com as possibilidades da época, o de maior prejuízo foi o Great Miami Hurricane de 1926. Calcula-se que o prejuízo teria sido de US$70 bilhões se o mesmo tivesse ocorrido nos anos 90.

Fonte: meteorologia.tripod.com

Tufão

Vamos supor que em um vestibular fosse proposta a seguinte questão:

Dois balões de aniversário (bexigas) idênticos, um mais cheio do que o outro, são ligados entre si por uma mangueirinha.

Pode-se afirmar que:

a) o ar vai passar do mais cheio para o mais vazio até que ambos fiquem com o mesmo volume.
b)
o ar vai passar do mais vazio para o mais cheio até que ambos fiquem com o mesmo volume.
c)
ar pode passar do mais cheio para o mais vazio ou do mais vazio para o mais cheio, mas os volumes finais devem ser iguais.
d)
nada vai acontecer, os balões se mantêm com o mesmo volume inicial.
e)
tudo pode acontecer e os volumes finais podem ser diferentes.

A maioria dos professores e dos bons alunos de Física, baseando-se na Segunda Lei da Termodinâmica, assinalaria com convicção a alternativa a. E erraria. A alternativa certa é a que talvez pareça mais absurda a esses professores e bons alunos: a alternativa e.

Essa é a conclusão do trabalho dos professores Fernando Lang da Silveira e Yan Levin, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - tão intrigante que mereceu uma nota da revista Nature de 18 de março deste ano.

Nela se destaca essa espécie de reversão da expectativa em relação ao resultado de um experimento tão simples. Como os pesquisadores gaúchos comprovaram teórica e experimentalmente, o ar tanto pode passar do mais cheio para o mais vazio, como do mais vazio para o mais cheio, ou ainda não passar nem para um nem para o outro. E, só por acaso, o equilíbrio se dá quando ambos atingem o mesmo volume. No experimento realizado pelos pesquisadores, quando se estabelece o equilíbrio, os volumes dos balões são bem diferentes

Tufão

Esse resultado, embora surpreendente, não contraria nenhuma lei da física. A Segunda Lei da Termodinâmica não foi refutada - como ela prevê, o fluxo de ar se orienta, de fato, do balão em que a pressão é maior para aquele em que ela é menor.

O inesperado se dá em relação à pressão - ao contrário do que parece, ela nem sempre é maior no balão mais cheio. Isso se deve à elasticidade da membrana de borracha que retém o ar no interior do balão. Como os pesquisadores verificaram, enquanto o balão se enche, a sua pressão manométrica (diferença entre a pressão interna e a pressão atmosférica) é maior no início, quando o volume ainda é bem pequeno, e se reduz enquanto o volume aumenta, até atingir um valor mínimo - nesse caso, de cerca de 1/6 do volume inicial. A partir daí, continuando a encher o balão, a pressão volta a aumentar até atingir o valor máximo e o balão estoura.

Tufão

Assim, a pressão manométrica do balão menor tanto pode ser maior do que a pressão manométrica do balão maior - é o caso indicado no gráfico - como pode ser igual ou menor. Pode-se ainda concluir que, quando ocorre o equilíbrio de pressões, o volume dos balões não se iguala, a menos que esse equilíbrio se dê quando ambos atingem a pressão mínima.

Esses resultados inesperados deixam claro o perigo das conclusões apressadas e aparentemente óbvias, principalmente quando tratamos de fenômenos termodinâmicos. É o que ocorre sobretudo com os fenômenos atmosféricos, como os ventos e os furacões, estes particularmente ativos nesta época do ano.

Brisas e ventos

Como diz o dicionário Houaiss, vento é "o ar atmosférico em movimento natural". Natural, neste caso, é o movimento do ar provocado pela diferença de pressão atmosférica, como o movimento do ar no experimento dos balões - os ventos sempre se orientam das regiões de alta pressão para as regiões de baixa pressão. Em pequena escala, nas brisas terrestres e marítimas, o fenômeno é relativamente simples e bem conhecido.

As correntes de ar nas regiões litorâneas

Tufão

Tufão

O solo absorve e emite calor mais rapidamente do que a água - diz-se que o calor específico do solo (das substâncias que o formam) é menor do que o da água.

Isso faz com que o calor irradiado pelo Sol aumente a temperatura do solo mais rapidamente do que a da água. Assim, durante o dia, a temperatura do ar junto à costa torna-se maior do que a temperatura do ar junto ao mar e, como a pressão atmosférica é menor nos lugares onde a temperatura é maior, o ar se movimenta do mar para a costa. À noite, pela mesma razão - diferença de calor específico - o solo perde calor mais rapidamente do que a água, a temperatura do ar junto à costa torna-se menor do que a temperatura da água do mar, a pressão atmosférica se torna maior junto à costa e o sentido da brisa marinha se inverte, soprando da costa para o mar.

A compreensão das brisas nos auxilia a entender uma das causas fundamentais do sentido do movimento dos ventos também em escala global. Se a temperatura da superfície da Terra determina a temperatura do ar numa determinada região e, por conseqüência, a pressão atmosférica nessa região, os ventos devem dirigir-se sempre do equador para os pólos. A figura ao lado mostra como seria esse movimento, se não houvesse a rotação da Terra.

Mas a Terra gira no sentido leste-oeste o que causa o desvio das correntes de ar devido à Força de Coriolis. Não é muito fácil entender essa força, mas as figuras abaixo e ao lado dão uma boa idéia da sua natureza.

Anatomia de um furacão

Tufão
Anatomia de um furacão

1. Ar quente sai para a atmosfera
2.
Nuvens em espiral nas camadas superiores da atmosfera
3.
Olho de ar frio, descendente, de cerca de 40 km de largura - cria uma pequena região de calmaria no centro do furacão
4.
Parede do olho, formada pelos ventos mais violentos
5.
Ventos em espiral, no sentido anti-horário, originários da assimetria da Força de Coriolis - as correntes convergem para o olho e sobem em redemoinho. Quanto mais próximo do olho, mais velozes os ventos; quanto mais estreito for o olho, mais fortes os ventos.

Fonte: aticaeducacional.com.br

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