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Uva

 

Nome popular: videira
Nome científico: Vitis vinifera L.
Família botânica: Vitaceae
Origem: Europa e Oriente Médio

Uva
Uva

Características da planta

Trepadeira de caule espesso e resistente, verde quando jovem, tornando-se escuro posteriormente. Folhas grandes divididas em s lobos com uma leve pilosidade esbranquiçada em sua superfície. Flores creme-esverdeadas e pequenas.

Fruto

De formato arredondado ou elipsóide, podendo ser branco, verde, amarelo, rosado, vermelho ou azulado de acordo com a variedade. Polpa aquosa que pode envolver até 4 sementes de coloração escura. Frutifica de outubro a fevereiro.

Cultivo

Preferem climas secos com temperatura em torno de 220C, e adapta-se a diversos tipos de solos, com exceção dos úmidos e mal drenados, porém devem ser ricos em matéria orgânica. O solo tem grande influência sobre a qualidade da uva e do vinho. Seu cultivo é por alporque e enxertia.

A videira é uma das plantas frutíferas mais conhecidas desde a Antiguidade, podendo ser encontrada em fósseis de épocas geológicos anteriores mesmo ao aparecimento do homem na Terra.

No entanto, a cultura da uva, que é permanente e de longa duração - alguns vinhedos chegam a durar até 150 anos de idade - só se tornou possível no seio das comunidades que abandonaram o nomadismo.

Fixo à terra, pouco a pouco, de geração em geração, o homem foi aprimorando as técnicas de cultivo e de processamento da fruta. Pode-se, até mesmo, dizer que a história da uva resume parte da história do homem ocidental.

Primitivamente, a cultura da uva teve apenas um caráter doméstico, desenvolvendo-se para o comércio e para a exportação apenas com o desenvolvimento da navegação no Mar Mediterrâneo.

Segundo conta Pio Corrêa, foi por volta do ano 600 antes de Cristo que o homem aprendeu a podar a videira para obter uma abundante e saborosa carga de frutos, um salto definitivo na melhoria das técnicas de produção da fruta. Diz a lenda, também, que foi um asno e não um homem quem, pela primeira vez, descobriu o poder da poda ao comer os ramos e as folhas verdes de uma videira.

Acredita-se que as uvas originaram-se na Ásia, tendo sido introduzidas na Península Itálica e na Europa pelos povos gregos.

Foram os romanos, por sua vez, que transformaram a viticultura em um comércio lucrativo, enchendo as paisagens mediterrâneas de videiras.

As uvas de então, ainda por vários séculos depois disso, destinavam-se, basicamente, à produção de vinho.

Fruta difícil de se transportar e de conservar, exigente de cuidados, o homem logo aprendeu a aproveitar de outras formas os valores e delícias embriagantes da uva.

Por sua alta concentração de açúcares, o processo de fermentação das uvas gera uma bebida excepcional, de teores alcoólicos variáveis, e que passou a ocupar o lugar do mais conhecido, consumido e importante entre todos os vinhos de frutas existentes.

O vinho de uva constitui-se, de fato e desde tempos muito antigos, num produto de enorme significado social e econômico para o homem ocidental.

"Nos Evangelhos, a videira é símbolo da sabedoria, tendo o vinho sido escolhido para simbolizar o sangue do Criador nosacrifício da Missa. A videira simboliza a vida humana e o vinho é considerado como um dom divino. Sua pátria é oOriente, de onde passou para a Europa. Na época do dilúvio, já Noé plantava a videira e abusava do vinho, conta a Biblia.Entre os Pregos, Saturno passava como precursor da viticultura em Creta; no Egito, Osíris; na itália, Baco." DICIONÁRIO DAS PLANTAS ÚTEIS DO BRASIL E das exóticas cultivadas M. Pio Corrêa (1926)

Até nossos dias, a maior parte da produção das videiras permanece destinada à industrialização do vinho: calcula-se que cerca de 80% do total produzido anualmente é transformado em vinhos ou em outros tipos de bebidas alcoólicas, tais como brandy, cognac, armagnac, jerez, etc.; cerca de 5% destina-se ao processamento de sucos; outros 5% viram uvas passas; e 10% é consumido in natura, como sobremesa ou por puro prazer.

Há cerca de 10 mil variedades diferentes de uvas, adaptadas a vários tipos de solo e de clima, o que possibilita o seu cultivo em quase todas as regiões do mundo.

Sendo frutas bastante sensíveis às condições do solo e do clima em que se desenvolvem, as uvas variam muito de acordo com essas condições, apresentando características que as distingüem segundo o sabor, a acidez, a doçura, o formato, a coloração e a resistência da casca, o tamanho, a quantidade de sementes, a forma e o formato dos cachos.

Quanto ao seu emprego, basicamente, as uvas costumam ser divididas em dois grandes grupos: as uvas de mesa e as uvas para vinho e outros fins industriais .

No Brasil, as uvas chegaram junto com os primeiros colonizadores portugueses. Por muito tempo, segundo Pio Côrrea, 'predominou por aqui a idéia de que as condições ambientais não permitiriam jamais a cultura da videira, planta que era considerada delicadíssima, e que só poderia medrar em alguns paises da Velha Europa". Hoje, no entanto, a viticultura constitui-se em uma grande fonte de riquezas para o País.

Desde o começo do século os vinhedos começaram a ser instalados no sul e no sudeste do país, por imigrantes europeus alemães e italianos. Muitas cidades e 230 vilas foram criadas, muitas parreiras plantadas, modificando, definitivamente, as paisagens serranas e frias do Rio Grande do Sul. Ali se destacam os municípios de Flores da Cunha, Bento Gonçalves, Garibaldi, Santana do Livramento e Caxias do Sul como grandes produtores de vinhos de qualidade.

Atualmente, além do Rio Grande do Sul, os Estados de Santa Catarina, do Paraná e de São Paulo (especialmente os municípios de São Miguel Arcanjo, Vinhedo e Porto Feliz) também produzem boas uvas.

No entanto, a partir dos anos 70, o Brasil viveu uma grande transformação em relação à produção de uvas, que se processou quando grandes grupos nacionais e internacionais, através de incentivos governamentais, passaram a investir no desenvolvimento e na instalação de modernos projetos de irrigação ao longo de todo o vale fértil, quente e seco do Rio São Francisco.

Inúmeras agroindústrias produtoras de socos, de vinhos e de doces foram atraídas para a região do Vale, ampliando ainda mais a oferta de trabalho e alterando profundamente as condições sócio econômicas de toda uma população habituada, há séculos, às dificuldades da caatinga e da seca.

Em poucos anos, a terra do licuri e do mandacaru começou a produzir em abundância frutas de todo tipo, como abacaxi, mamão, abacate, figo, goiaba, maracujá, melão, melancia, carambola, manga, limão, laranja e, é claro, uva.

O potencial agrícola e vinícola dessa região já era, há muito tempo, estimado, pelos técnicos, como ressalta o próprio Pio Corrêa em seu Dicionário, ainda nos anos 30. A altitude, que varia entre 300 a 500 metros acima do nível do mar, os excelentes solos cultiváveis, as temperaturas médias anuais sempre altas e a escassez de chuvas e de geadas são condições perfeitas para a produção de frutas saudáveis e doces.

Atravessando terras pertencentes a cinco estados das regiões Nordeste e Sudeste do Brasil (Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e Minas Gerais), o Vale do São Francisco compõe, atualmente, o maior pomar produtor e exportador de frutas do país, sendo capaz de abastecer, também, boa parte do grande mercado interno.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Uva

A parreira, a planta que produz a uva, é cultivada desde as épocas mais remotas.

Na antiguidade, seu cultivo foi tão importante na Ásia menor e na Grécia, que originou o mito de um deus específico: Dionisio. A fruta compõe-se de vários bagos, que variam de tamanhosegundo a espécie. Cada bago tem uma camada fina que envolve a polpa e as semente.

A cor também varia conforme o tipo: uva com diferentes tonalidades de amarelo, de verde, de rosa, de roxo e até mesmo de preto. No Brasil, especialmente nos Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, são cultivadas algumas variedades de uva, como a niágara-rosada (a mais consumida), a niágara-branca, a moscatel comum, a moscatel de hamburgo, a moscatel rosada e a uva itália. Entre as variedades importadas (geralmente da Argentina e do Chile), destacam-se a niágara roxa, a moscatel chilena e a chilena sem semente.

As uvas podem ser consumidas ao natural, como sobremesa ou no lanche, acompanhadas ou não de outras frutas. As de qualidade inferiror podem ser aproveitadas no preparo de doces, geléias, tortas, bolos, cremes, pudins eponches.

A composição da uva muda conforme a variedade. No entanto, geralmente a uva contém bastante açucar, pequenas quantidades de vitaminas do complexo B, vitamina C e sais minerais, como ferro, cálcio e potássio.

A uva tem propriedades laxativas e diuréticas, estimula as funções do fígado e acelera o rítmo das contrações cardíacas. É recomendada para qualquer tipo de dieta, exceto para pessoas diabéticas e que fazem regime de emagrecimento.

Na hora da compra, prefira os cachos bem cheiros, com bagos firmes e lisos, de cor e tamanho apropriados para a variedade. A fruta não deve se desprender com facilidad do cacho, pois isso é sinal de que está começando a passar do ponto. Também é possível compras vários produtos industrializados, como geléia, suco e uva seca, mais conhecida como uva passa.

Para que a uva se conserve por mais tempo, guard em lugar fresco, de preferencia na gaveta da geladeira própria para verduras e frutas. Antes de guardar, retire os bagos estragados, para que não deteriorem os demais.

Se os cachos de uva forem muito grandes, divida com uma tesoura. Depois, lave cada pedaço sob bastante água corrente, tomando cuidado para eliminar as possíveis sujeiras ou resto de fertilizante que se encontrem entre os bagos. Se a uva estiver na geladeira, convém deixá-la durtante 10 minutos em temperatura ambiente antes de lavar, para que a fruta não perca seu aroma e sabor.

Uva
Uva

A Uva

Símbolo de paz e riqueza para os hebreus, a uva, para os gregos, estava associada ao sagrado. Foi consagrada ao deus Dioniso pelos gregos, que por seu intermédio transmitia aos humanos parte de sua alegria e de seus poderes.

Uva é o fruto da videira, ou parreira, nome que se aplica a cerca de sessenta espécies do gênero Vitis, da família das vitáceas, com variedades que podem ser consumidas ao natural como frutas de mesa; dessecadas, para a produção de passas; ou esmagadas, para a fabricação de suco ou vinho. É constituída de uma baga de epicarpo membranoso, mesocarpo carnudo, rica em sumo e com pequenas sementes. Fonte de vitamina A, a uva contém também minerais como cálcio e fósforo, além de açúcar, cujo teor determina a velocidade do processo de fermentação do vinho. As espécies naturais são originárias das regiões temperadas do hemisfério norte.

A videira é um arbusto trepador que se fixa em suportes por meio de gavinhas. Tem folhas alternadas, em geral simples, lobadas e denteadas. Pequenas flores esverdeadas precedem o fruto, de coloração verde-clara, rosada, vermelha ou quase negra. Existem espécimes com mais de 400 anos. Nas videiras mais antigas, quando não podadas, o tronco adquire aspecto e dimensões de verdadeira árvore. Embora qualquer uva fermente e produza vinho, apenas de 15 a 20 espécies dão vinho de boa qualidade.

A cultura da videira é quase tão antiga quanto o homem. Foram encontrados fósseis de folhas e de sementes de uva que indicam ter sido o fruto utilizado pelos homens como alimento desde os tempos pré-históricos. Hieróglifos de 2400 a.C. demonstram que o vinho já era consumido no Egito. Plínio o Velho descreveu 91 variedades de uva e cinqüenta tipos de vinho. Acredita-se que o processo de fabricação dessa bebida tenha sido inventado antes do estabelecimento da cultura da videira. Ao que tudo indica, a vitivinicultura teve início no Cáucaso, nas proximidades do mar Cáspio, local de origem da espécie mais conhecida e dispersa, a Vitis vinifera. Com a colonização grega, a cultura da uva espalhou-se para a Anatólia e penetrou na Europa. A conquista romana fez com que a vitivinicultura ultrapassasse os limites do mundo mediterrâneo.

Em princípio, o cultivo da videira requer invernos suaves e verões longos, quentes e secos. Com o desenvolvimento das técnicas agrícolas, algumas variedades foram adaptadas a diversos regimes climáticos e de solos. Algumas das maiores ameaças à parreira são as geadas da primavera, que atingem a planta no momento em que se encontra em pleno desenvolvimento. A propagação se faz por meio de muda, enxerto ou semente. A poda, feita uma vez por ano, é maneira eficaz de controlar a periodicidade e qualidade das colheitas.

As variedades de uva mais conhecidas em todo o mundo são originárias de cruzamentos que têm em sua base três espécies apenas: a V. vinifera, européia; e as americanas V. labrusca e V. rotundifolia. Vulnerável ao ataque de pragas e doenças, a V. vinifera esteve ameaçada de extinção no século XIX, atacada por um inseto, a filoxera, que destruía as raízes e resistia a todos os produtos químicos então conhecidos. O problema foi solucionado quando se descobriu que o inseto não atacava algumas videiras nativas dos Estados Unidos, como V. riparia, V. rupestris e V. cinerea, em cujas raízes foi enxertada a V. vinifera.

Os principais produtores de vinho são os países da região do Mediterrâneo europeu, com cerca de 1,5 milhão de hectares dedicados à vinicultura nos territórios da França, Espanha e Itália. Também se destacam pela produção, entre outros países, a Turquia, a Argélia, a Argentina, a Grécia, a Hungria e Portugal.

As numerosas variedades de uva cultivadas no Brasil distinguem-se pela resistência aos fatores adversos do clima, sobretudo o excesso de chuvas no período de maturação. Destacam-se entre elas a niágara-rosada, variedade paulista da niágara-branca americana, mais valorizada nos mercados externo e interno de uvas de mesa; isabel, roxa, destinada sobretudo à fabricação de vinho; dedo-de-dama ou goldenqueen, de frutos esverdeados-dourados; seibel nº 2, preta, destinada à fabricação de vinho; e a moscatel-de-hamburgo, para mesa e vinho. São também cultivadas no Brasil castas nobres como merlot, cabernet, riesling e moscato, aclimatação de uvas originárias da Anatólia e radicadas há séculos na região do Mediterrâneo europeu.

Fonte: www.horti.com.br/biomania.com

Uva

A vitivinicultura, produção de uva e vinho, é uma atividade conduzida e apreciada pelo homem há milhares de anos

Nome popular da fruta: Uva

Nome científico: Vitis spp.

Origem: Ásia

Uva
Uva

Fruto

A uva é um fruto tipo baga, de formato, tamanho, cor e consistência e aroma variáveis. A polpa comestível, de sabor doce, ácido, amargo ou adstringente, contém até quatro sementes. É uma fruta do tipo não-climatérico, ou seja, não amadurece após a colheita, devendo ser colhida no ponto ideal de maturação.

Planta

A videira, da família Vitaceae, é uma planta trepadeira lenhosa, com gavinhas de fixação. O caule jovem é de cor verde, tornando-se escuro posteriormente. As folhas são grandes, verdes, palmadas e com 5 lobos. Atinge até 7 metros de comprimento. Frutifica a partir do 3º ano após o plantio, nos meses de novembro a março na região sul e o ano todo na região nordeste.

As videiras compreendem inúmeras espécies e seus híbridos (cruzamentos).

Comercialmente são classificadas basicamente em dois grupos: as finas (cultivares de Vitis vinifera L.) e as rústicas (cultivares Americanas – V. labrusca e V. bourguina – e híbridos). Outras espécies são utilizadas na fabricação de doces, sucos e vinhos, mas em menor escala (V. riparia, V. rotundifolia e V. aestivalis).

Um grande número de espécies e híbridos de Vitis não possui valor comercial, mas é utilizado como porta-exerto para as cultivares comerciais, devido à sua resistência a pragas e doenças.

As uvas finas para vinho ou mesa englobam variedades da espécie Vitis vinifera L. de origem européia, que são sensíveis às doenças fúngicas e altamente exigentes em tratos culturais. Todas as variedades exportadas estão incluídas nesse grupo ou são híbridas entre elas e alguma outra espécie de Vitis.

As uvas rústicas são cultivares de Vitís labrusca, Vitis bourguina e híbridos interespecíficos, às vezes complexos, envolvendo várias espécies americanas e também V. vinifera. Apresentam, via de regra, alta produtividade e resistência às doenças fúngicas.

As uvas sem sementes ou apirenas são muito apreciadas para o consumo ao natural. Observa-se a ausência completa ou presença apenas de vestígios de sementes nos frutos. Geralmente são da espécie Vitis vinifera ou híbridos desta espécie com outras.

Cultivo

A produção de uvas envolve uma grande gama de atividades ao longo do ciclo produtivo. Demanda bastante conhecimento técnico do produtor ou a assistência de um profissional com experiência comprovada. A mão-de-obra utilizada, abundante em todas as fases, também deve ser bem capacitada, para realizar corretamente todos os tratos culturais necessários.

Dentre as fruteiras cultivadas, certamente a uva é a que exige os maiores investimentos e pessoas mais capacitadas. Envolve alto risco, mas com lucratividade bastante atrativa.

A exploração racional de um vinhedo depende de uma série de fatores que afetam o seu desempenho produtivo e a sua viabilidade econômica. Esses fatores devem ser de amplo domínio do produtor, tais como a variedade plantada, espaçamento, clima, solo, incidência de pragas e doenças, rendimento dos cultivos, custos de produção, preço do produto e o conhecimento, atendimento e manutenção do mercado consumidor, interno ou externo.

Especialistas destacam alguns pontos fundamentais na implantação e condução da viticultura:

Escolha do local: O vinhedo, preferencialmente, deve ser instalado em regiões de temperatura elevada, baixa umidade relativa e alta insolação. Nessas condições, o crescimento das videiras é contínuo, possibilitando, com as podas, o escalonamento ou concentração da colheita, conforme as demandas do mercado, além da produção de mais de uma safra anual.
Mudas:
O porta-enxerto e o cavalo (planta que será enxertada) devem ter boa procedência, provenientes de matrizes com alta produtividade e isentas de pragas e doenças.
Nutrição:
A videira deve ser mantida em níveis nutricionais adequados, baseando as adubações em análises de solo e foliar.

Pragas e doenças

O monitoramento e controle das pragas (ácaros, cochonilhas e broca-dos-ramos), doenças fúngicas (míldio, oídio e mofo-cinzento), bacterianas, viróticas, e ervas daninhas deve ser intensivo.

Para consumo de mesa, os cachos devem ser atraentes, com sabor agradável, resistentes ao transporte e ao manuseio e com boa conservação pós-colheita. A forma ideal do cacho é cônica, com tamanho médio de 15 a 20 cm e peso superior a 300 gramas. Os cachos devem ser cheios, mas não compactos. As bagas devem ser grandes e uniformes, com diâmetro igual ou maior a 18 mm para uvas sem sementes e 24 mm nas com sementes. A polpa deve ser firme, com película e engaço resistentes. É importante que as bagas apresentem cor intensa, brilhante e uniforme.

Os critérios que determinam o ponto ótimo de maturação para uvas destinadas à elaboração de vinhos, visando a obtenção de máxima qualidade, são a medida do teor de açúcar, a conjugação da medida de açúcares e ácidos ou de açúcares e pH. O critério de controle mais utilizado é o grau glucométrico (teor de açúcar), medido em escala de graus Babo, que representa a percentagem de açúcar existente no caldo da uva, ou em escala de graus Brix, que representa o teor de sólidos solúveis totais na amostra, 90% dos quais são açúcares.

Usos

A uva é altamente apreciada para consumo “in natura” e é utilizada na fabricação de diversos produtos, como passa, suco, doce, geléia, vinho e vinagre.

Fornece, também, outros subprodutos, como corantes naturais, ácido tartárico, óleo de semente e taninos.

A uva é rica em carboidratos e vitaminas, como tiamina, riboflavina e vitamina C. Os minerais presentes são cálcio, fósforo, magnésio, cobre e, em maior quantidade, potássio.

Mercado

A produção nacional de uva de mesa é destinada ao mercado doméstico e internacional.

A produção de vinhos, suco de uva e derivados do mercado está concentrada no Rio Grande do Sul, onde são elaborados 300 milhões de litros de vinho e mosto como média anual, representando 95% da produção nacional.

No mercado interno, o produtor convive, em alguns anos, com o excesso de oferta no pico das safras. Isto provoca uma significativa redução de preços na lavoura, que se estende para o consumidor. Como a oferta interna é menor que o consumo, essa redução de preço amplia a demanda nas camadas da população de menor poder aquisitivo, não havendo, portanto, perdas ou descarte na produção.

No mercado externo, existem durante o ano duas janelas (períodos) bem claras para a exportação da uva brasileira, quando a oferta de países concorrentes é bem menor. A primeira vai de abril a junho, quando se comercializa normalmente um terço do volume exportado pelo país, e outra, de outubro a dezembro, quando se embarca os demais dois terços do volume total das exportações.

O mercado brasileiro, apesar das nossas exportações, é importador de uva e seus derivados. Há, portanto, espaço para novos produtores ampliarem a oferta nacional, desde que os parâmetros de eficiência e qualidade sejam observados.

Pierre Vilela

Fonte: www.sebrae.com.br

Uva

Uva Itália

Uva
Uva Itália

Propriedades

A uva itália tem vitaminas do complexo B, C, cálcio, potássio.

Propriedades medicinais da uva

A uva é uma das frutas mais apreciadas pelo homem, desde a mais remota antiguidade. Em todos os tempos, ela tem sido um precioso alimento para o gênero humano, nas vária fases da sua existência.

Ajuda a tratar de: Cansaço intelectual, cicatrizes, disfunções intestinais e digestivas, feridas, fragilidade capilar, hemorragia uterina, peles cansadas e sem brilho, prevenção de estrias.

Possui propriedades que rejuvenescem, diuréticas e ajudam a limpar o sangue.

O vinho tinto e o suco de uva são recomendados para manter as artérias limpas, evitando o acúmulo de gorduras.

Utilidades Medicinais

Anemia: Tomar suco de uva natural e concentrado freqüentemente.

As uvas são ricas em vários tipos de compostos fenólicos, como os flavonóides, que apresentam efeito antioxidante e agem sobre a formação de radicais livres e diminuindo os níveis de LDL-colesterol. A catequina encontrada nas uvas e também em outras frutas, apresenta ação relacionada com a estimulação do sistema imunológico, com a redução do risco de doenças cardiovasculares e também com a diminuição da incidência de câncer do intestino.

Uvas e seus derivados também são uma importante fonte de resveratrol, composto que vem sendo associado a uma função cardiovascular saudável, ajudando a proteger contra doenças do coração. O resveratrol também vem sendo relacionado com a inibição da carcinogênese.

Propriedades do Extrato de Semente de Uva

A semente de uva contém proatancianidinas e galatos que atuam como eficiente antioxidante. Evitam a oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL) - o colesterol ruim - e que é um fator de risco para doenças coronárias. Estudos têm demonstrado sua capacidade de preservar a elasticidade da pele, inibir inflamações, reduzir pressão sangüínea e até mesmo bloquear a expansão de melonoma. Estudos in vitro do extrato de semente de uva apontam o antioxidante existente no extrato como maisativo do que a vitamina E. Os ativos do extrato de semente de uva contribuem para o fortalecimento do colágeno e das fibras elásticas minimizando a falta de elasticidade na pele e nos vasos sangüíneos. A ação antiinflamatória do extrato de semente de uva pode ajudar a reduzir a dor nos estados de inflamações musculares relacionadas com atividades esportivas.

Indicações

Efeitos cumulativos do envelhecimento e redução do risco de doenças degenerativas; má distribuição do fluxo de sangue microcirculatório no cérebro e coração; insuficiência arterial/venosa crônica nas extremidades; fragilidade capilar alterada e permeabilidade (na diabetes mellitus); microangiopatia da retina, edema dos nódulos linfáticos, veias varicosas; diminuição do colesterol LDL.

Composição

Água 72,92%
Albumina 0,38%
Glicose 23,51%
Outros hidratos de carbono 2,23%
Cremor de tártaro 0,52%
Ácido tartárico 0,29%
Outros ácidos 0,29%
Minerais 0,50%
100 gramas de uva contêm 79 calorias

Recomendações

A uva itália possui propriedades diuréticas, depurativas, laxativas e calmante.

Restrições

Por causa das altas concentrações de açúcares, a uva é contra-indicada a pessoas diabéticas ou que estejam em dieta de emagrecimento.

Compra

Dê preferência aos cachos cheios, com bagos firmes, lisos e sem manchas. A fruta não deve se desprender do cacho com facilidade, sinal de que está passando do ponto ideal de consumo.Evite frutos com coloração marrom.

Transporte

As uvas são frutos frágeis e devem ser transportadas na parte superior dos carrinhos de supermercado. No trajeto para casa, transporte-as com cuidado, evitando possíveis danos mecânicos ao alimento.

Higienização:

Lave numa bacia com 2 litros de água e 3 gotas de detergente.
Deixe mergulhada durante 3 minutos.
Enxágüe bastante.
Coloque os numa mistura de um litro de água e uma colher de água sanitária.
Espere 5 minutos.
Enxágüe para consumo imediato ou seque bem antes de armazená-los na geladeira. Assim, o consumidor reduz as chances de contaminação por bactérias.

Armazenamento

Para maior conservação, lave, seque e guarde as uvas na parte baixa da geladeira sob temperatura de 0°C.

Antes de consumir, deixe a fruta em temperatura ambiente por 10 minutos, evitando assim que ela perca seu aroma e sabor.

Fonte: www.prepgc20.cnptia.embrapa.br

Uva

Nome científico: Vitis vinifera L.
Família:
Vitaceae
Origem:
Europa, Oriente Médio

Uva
Uva

Características da planta

Arbusto sarmentoso, escandente, composto por um caule espesso e resistente, no qual se encontram folhas e gavinhas. O cacho de uva é composto de um esqueleto (engaço) e frutos. O fruto é do tipo baga, de formato ovóide ou globoso, de coloração verde, amarela, rosada, vermelha ou azulada, de acordo com a variedade.

Características da flor

Apresentam flores na forma de um cacho de botões, inflorescência do tipo tirso, que inicialmente são eretas e posteriormente ficam pendentes. Possuem coloração creme-esverdeada e o conunto de pétalas apresentam-se em forma de estrela.

Em termos de área plantada, a viticultura apresenta aspecto estacionário nas regiões tradicionais de cultivo; em expansão nas regiões mais recentes e com tendência de se instalar em outras áreas.

Clima e solo

A videira, de um modo geral, exige um período de frio no inverno, quando ocorre a dormência das gemas.Acontece que as atuais variedades cultivadas são originárias de regiões de clima de inverno mais intenso, e outras de clima mais ameno, razão pela qual a Itália e Patrícia apresentam excelentes produções até mesmo no Vale do São Francisco, como em Presidente Prudente ou Norte do Paraná. Assim, pois, desde que se adapte as técnicas de cultivo à região, é possível o cultivo da videira. Quanto ao solo, deve-se dar preferência às encostas, pouco íngremes, protegido dos ventos dominantes, principalmente do sul. Com relação às condições físicas do solo é possível contornar as deficiências pelo uso de porta-enxertos específicos, bem como as propriedades químicas pelo uso de matéria orgânica, fertilizantes e corretivos.

Cultivares

As variedades são indicadas conforme a finalidade com relação à utilização dos frutos.

Para o consumo " in natura" podemos classificá-las em: uvas rústicas (Niajara) e uvas finas (Itália, Rubi, Patrícia) e possivelmente as uvas sem sementes. Para indústria vinícola, recomenda-se de preferência a Seybel, Isabel, híbridos do IAC e também as Niagaras.

Preparo do solo

Para as uvas conduzidas em espaldeiras (cerca) e que têm espaçamento reduzido (2 x 1m) é bem mais simples proceder a valeta do que covas, principalmente se antes ocorreu a aração total da área. No caso da condução ser em latada, pergola, o que ocorre para as uvas finas, é preferível a abertura de covas. Para as valetas recomenda-se 50cm de largura por 80cm de profundidade, e para as covas 60 x 60 x 60 centímetros.

Calagem

De acordo com a análise do solo, em cobertura total da área, corrigindo o pH para 6, além do calcário que será aplicado junto à adubação básica.

Adubação

Uvas rústicas e de vinho.

Na cova: Esterco de curral 20-30 litros ou Esterco de galinha 7-10 litros
Farinha de ossos 1-1,5kg
Cloreto de Potássio 0,3 -0,4kg
Sulfato de Amônio 0,3-0,5kg.
Calcário 0,5kg.
Em cobertura - Nitrocálcio (subdivididas) 0,3kg
Reposição por planta:
em sulcos.

Esterco de curral 10-20 litros
Esterco de galinha 3-7 litros
Farinha de ossos 0,3-0,5kg
Cloreto de Potássio 0,1 -0,2kg
Sulfato de Amônio 0,2-0,3kg
Em cobertura - Superfosfato simples 0,1kg
Cloreto de Potássio 0,1kg
Sulfato de Amônio 0,15kg

As quantidades de adubos indicadas devem sofrer correção em função dos teores de N, P e K existentes no solo.

Na cova:

Esterco de curral 40 litros.
Farinha de ossos 2 kg.
Cloreto de Potássio 0,6kg.
Sulfato de Amônio 0,5kg.

Em coberturas: Sulfato de Amônio 0,3kg.

Restituição em sulcos:

Esterco de curral 30 litros
Farinha de ossos 1kg
Cloreto de Potássio 0,3kg
Sulfato de Amônio 0,3kg

Em cobertura:

Superfosfato simples - 0,5kg.
Cloreto de Potássio - 0,5kg
Sulfato de Amônio - 0,3kg.

As quantidades de adubos indicadas devem sofrer correções em função dos teores de N, P e K existentes no solo.

Plantio

Para as uvas rústicas, recomenda-se as seguintes dimensões do talhão:

Área: 3000 a 6000 metros quadrados.
Comprimento das linhas:
40 a 60 metros quadrados.
Espaçamento 2 x 1m = 2 metros quadrados
: Espaldeira.

Para as uvas finas recomenda-se:

Área: 4000 a 6000 metros quadrados.
Comprimento das linhas: 40 a 60 metros
Espaçamento
4 x 3m = 12 metros quadrados.

Condução: Mangedora ou pergola. Sempre com formação dos porta-enxertos e posterior enxertia.

Tratos culturais

Capinas: Sempre que necessárias, sendo recomendada a cobertura morta.

Forçamento da brotação: Pulverização ou pincelamento das gemas com solução saturada de calciocianamida (20%). Esladroamento - retirada de brotos dos porta-enxertos (cavalos).

Irrigação: Em intervalos de dez dias (início uma semana antes da poda).

Poda

Uvas rústicas: Curta - 2 gemas.
Uvas fina
s: Longa - 6 a 10 gemas.
Desbrota:
Retirada do excesso de brotação.
Amarração
: Dos brotos aos arames.
Desbaste:
Retirada de 60% das bagas com auxílio de tesouras especiais (uvas finas)
Roteção dos cachos:
Com folhas de papel impermeável (uvas finas).
Pulverizações:
Em número variável e dependendo das pragas e doenças.

Pragas

Pulgões - Aphis vitis. Atacam os brotos, são de cor verde-escuro, quase preto, de pouca importância, podem merecer atenção. Surgem com maior intensidade em períodos secos, com o início das chuvas desaparecem.
Maromba -
Heilipus naevulus. Seu ataque ocorre no final do inverno, ou início da brotação, quando perfuram os olhos da videira, comendo seu conteúdo. Os prejuízos são muito sérios. Seu controle mais efetivo é a catação manual.
Broca-dos-cachos -
Crytoblabes gnidiella. São mariposas pequenas, de coloração parda, cujas lagartas, também pequenas, atacam os pedúnculos dos cachos.

Doenças

Cercosporiose - Isariopsis clavispora. Atacam somente as folhas, causando manchas necróticas, de contorno irregular, de coloração avermelhada ou preta e causam o desfolhamento precoce.

Antracnose - Sphaceloma ampelium, Elsinoe ampelina. Surge desde brotação, também conhecida por negrão, varíola ou carvão, tanto nos ramos, folhas, gavinhas, flores e frutos.Se manifesta por numerosas e pequenas manchas, de coloração castanho avermelhada sobre o limbo das folhas, das nervuras e do pecíolo, causando deformações. As manchas secam e caem, deixando a folha perfurada.

Nos pecíolos e nervuras as manchas são alongadas, deformando a folha.Nos ramos tenros e gavinhas, aparecem manchas pequenas, que se transformam em cancros penetrantes, deprimidos. Nos cachos e suas ramificações, aparecem manchas escuras deprimidas. Nas bagas, as manchas tomam a feição de olho de passarinho, e, quando muito atacadas, as manchas se unem rachando o fruto. Podem as sementes ficarem expostas, e o fruto mumificar.

Míldio - Peronospora - Mofo manchas brancas tipo de - Plasmospora viticola. Na folha aparecem manchas de óleo, que é descoramento da folha, amarelado, e na página inferior surge mofo, seu sintoma característicos, com o evoluir tomam a cor avermelhada e acabam secando a parte da folha.

Colheita: Uvas rústicas: no máximo 5kg por planta. De outubro a dezembro.

Comercialização: Direta ou em consignação.

Formação de mudas: N direto do porta-enxerto e ão se recomenda plantios comerciais a partir de mudas, e sim com plantio posterior enxertia.

Fonte: www.agrov.com

Uva

Variedades de Uva

Uva Chardonnay

A uva Chardonnay é originária da França, das regiões de Borgonha e Champagne, É conhecida como a rainha das uvas brancas. Seu vinho apresenta características muito distintas, de aroma frutado lembrando maçã verde e abacaxi. Como é a mais fina de todas as viníferas, esta variedade gera grandes vinhos na região de Champagne, Bourgogne e Chablis, e é largamente utilizada para a elaboração do vinho espumante.

Das viníferas brancas, é uma das que melhor e mais rápido se adaptaram no Brasil, primeiro no Vale Aurora e depois em outras regiões. O Vinho Chardonnay normalmente é um vinho pleno, vigoroso, com aroma e paladar característicos, seco e ao mesmo tempo delicado e sutil. Sua cor é amarelo palha e com alguns meses de garrafa, pode chegar ao amarelo ouro. Muitos enófilos consideram o Chardonnay como o mais completo vinho branco elaborado no Brasil.

Uva Gewürztraminer

De origem franco-alemã, a Gewürztraminer tem seu berço na divisa da Alemanha com a França, na região da Alsácia. Esta variedade é um selecionado do Traminer aromático do Tirol do Sul. De cachos pequenos e cônicos e bagas de uma cor rosada realmente incrível.

As uvas aqui produzidas são de excelente qualidade, embora com média produtividade, sendo porém muito sensíveis a condições climáticas adversas.

O vinho Gewürztraminer, muito original e sedutor, com freqüência atinge a excelência. Seu olfato e paladar são extremamente aromáticos e com extraordinária riqueza, mesclando flores como rosa e jasmim com frutas como lichía. É suave ao olfato e seco ao paladar, o que lhe confere especial característica.

Uva Riesling Itálico

Cepa originária da Europa Centro-oriental, selecionada do nordeste da Itália. Pode-se dizer categoricamente que entre as viníferas nobres foi a que melhor se adaptou no Brasil, sendo considerada a variedade branca emblemática da Serra Gaúcha.

O vinho Riesling Itálico normalmente é vinho delicado, sutil, seco, de coloração amarelo-esverdeada, com aromas de frutas cítricas e acidez pronunciada.

No Brasil são elaborados espumantes de excelente qualidade com esta variedade.

SAUVIGNON BLANC

Nas regiões de Bordeux, Sauternes, e no Vale de Loire, na Califórnia, no Chile, na Alemanha, na África do Sul, esta importante vinífera se adaptou bem e tem produzido com qualidade e em boa quantidade.

Na Serra Gaúcha teve boa adaptação, porém é muito sensível a condições climáticas adversas.

Quando atinge suas melhores condições, o vinho produzido por esta variedade tem notas marcantes de frutas tropicais como goiaba e maracujá com leve acento herbáceo que lhe confere muita tipicidade.

Uva Trebiano

De origem provável do Vale de Trebbia, na região da Emilia-Romagna, Itália. Variedade trazida para o Brasil já há bastante tempo e que tem se adaptado perfeitamente nas principais regiões produtoras.

De cacho grande de coloração amarelo-esverdeada e de excelente produção. Seus vinhos são largamente utilizados para a elaboração dos destilados como o Brandy.

Também serve de base para espumantes, em combinação com outros varietais.

MOSCATO BRANCO

Sua origem provém da Bacia do Mediterrâneo, Magna Grécia. Cepa implantada no Brasil já há bastante tempo.

Seus cachos são generosos, bem compactos e densos, seus grãos são grandes e de cor amarelo-esverdeados. Sua maturação é tardia proporcionando vinhos bem aromáticos que podem ser utilizados em cortes.

Porém, sua principal utilização é para elaboração de vinho Moscatel Espumante, o qual tem apresentado qualidade destacada, pelo seu aroma fresco e frutado com notas florais e pelo paladar que combina a equilibrada ação dos açúcares com acidez.

CABERNET SAUVIGNON

Cabernet Sauvignon é considerada a rainha das uvas tintas de todas as partes do mundo. A origem da cepa Cabernet Sauvignon remonta a época da dominação romana, na região de Bourdeaux, então Sul da Gália. Variedade típica de Bordeaux, especialmente das regiões do Médoc e de Graves.Adaptou-se em diversos terrenos e climas do mundo.

Seus vinhos apresentam boa concentração de cor, aromas intensos que remetem ao herbáceo, pimentão verde e frutas vermelhas.

O Cabernet Sauvignon é um vinho com forte acento de tanino, um pouco duro enquanto jovem, com o tempo, adquire corpo e um fino e delicado bouquet, tornando-se aveludado.

MERLOT

A uva Merlot é uma variedade proveniente de Bordeaux França, sobretudo de Saint Emillion e Pomerol.

Variedade produtora de apreciável vinho tinto, adaptou-se perfeitamente na Serra Gaúcha, onde destaca-se entre as variedades tintas finas, sendo a mais produzida.

O vinho Merlot tem belíssima cor rubi, é tenro, frutado, complexo, aveludado.

Pode ser consumido jovem, porém ganha com o envelhecimento, tornando-se cada vez mais aveludado.

PINOT NOIR

É uma vinífera da Bourgogne e de Champagne. Seus frutos são pequenos de suco generoso e com pele de coloração azul escuro que tinge o mosto de rubi violeta, durante a fermentação.

Produz vinhos tintos generosos, de pouca intensidade de cor, apresentando-se com cor violácea, aromas frescos e frutados lembrando framboesas e flores do campo, paladar macio, harmônico e muito elegante. É um vinho para ser consumido jovem.

TANNAT

Cepa originária de Pirineus Orientais (França), tem-se adaptado espetacularmente no Uruguai, sendo que, sua adaptação e difusão na Região da Serra Gaúcha está ocorrendo da mesma forma.

Seu vinho é largamente utilizado para cortes pois tem grande carga de taninos, aporta cor e melhora o extrato seco dos vinhos. Vinho de longo envelhecimento, sendo muito duro se for consumido jovem, principalmente pela grande quantidade de tanino e a alta intensidade e tonalidade de cor.

PINOTAGE

Cultivar originária da África do Sul, tendo sido desenvolvida através do cruzamento entre a Pinot Noir e Cinsault.

Seus frutos apresentam-se em cachos bem compactos com as bagas ligeiramente alongadas.

Seus vinhos são de média coloração com uma carga tânica e acidez orgânica não muito pronunciada, aromas frutados lembrando jabuticaba com notas sutis de café.

Fonte: www.vinicolaaurora.com.br

Uva

Uvas para vinhos tintos

Aglianico

Apresenta grande concentração de taninos e acidez, própria para envelhecimento. Encontrada no Sul da Itália, principalmente em rótulos de Campania e Basilicata.

País: Itália.

Alicante Bouschet (garnacha tintorera)

Fruto do cruzamento da grenache com petit verdot realizado pelo francês Luis Bouschet de Bernard e seu filho Henri em 1866, esta variedade é mais indicada quando misturada a outras uvas.

Em Portugal, na região do Alentejo, é uma importante uva na composição de certos vinhos, onde dá um dá aromas de menta e eucalipto. Confere longevidade e cor ao vinho.

Países: França, Portugal (Alentejo) e Espanha

Baga

É a principal uva da região portuguesa da Bairrada e produz vinhos bastante adstringentes. Mas bons produtores, como Luis Pato, vinificam exemplares refinados e ricos de aroma e sabor.

País: Portugal (Bairrada)

Barbera

A mais popular da uvas do Piemonte, norte da Itália é ao lado da sangiovese a variedade mais cultivada do país. Dá tantos vinhos leves do dia-a-dia como exemplares escuros e frutados, com alta acidez e concentração e boa capacidade de envelhecimento.

Países: Itália (Piemonte), Estados Unidos (Califórnia) e Argentina.

Bonarda

Outra variedade típica do Piemonte, na Itália. Seu nome completo é Bonarda Piemontese. Produz vinhos leves, frutados, melhor quando bebidos jovens. Também foi muito utilizada na Argentina para produção de vinhos do dia-a-dia para consumo interno.

Países: Itália e Argentina

Cabernet Franc

Terceira uva tinta mais importante de Bordeaux (Pommerol e Saint Emilion), é mais leve e com menos taninos que a cabernet sauvignon e amadurece mais cedo.

É muito usada no corte com outras uvas. Na região do Loire dá vinhos mais herbáceos, onde é conhecida como Breton. É a uva principal do insensado e caro Château Cheval Blanc.

Países: França (Bordeuax, Loire), Argentina, Austrália, Estados Unidos (Califórnia) e Nova Zelândia

Cabernet Sauvignon

A mais clássica e conhecida das variedades de vitis vinífera, base do corte usado nos grandes vinhos de Bordeaux (Latour, Mouton-Rothshild, Lafite, Latour, Margoux etc). É uva mais difundida em todo o mundo e responsável pelos melhores rótulos do planeta. Tem amadurecimento tardio e produz tintos secos de semi-incorpados a incorpados; tânico quando jovem, garante um melhor envelhecimento da bebida na garrafa e a passagem pelo barril de carvalho pode aparar suas arestas.

Tem um amplo espectro de aromas: frutas vermelhas, café, chocolate geléia e tabaco, quando envelhecidos. No Chile tem uma característica mais mentolada.

Enriquece quando misturada à merlot, cabernet franc, shiraz, petit verdot ou malbec. Na Austrália geralmente é mesclado ao shiraz. Produz os melhores tintos do Brasil e do Chile.

Países: França (Bordeaux), Estados Unidos (Califórnia), Chile, Argentina, Austrália, África do Sul, Itália e Brasil.

Carignan (cariñena, mazuelo)

Originária do norte da Espanha é das espécies mais cultivadas na França, particularmente na região de Languedoc-Roussillon. Normalmente é misturada com a grenache e a cinsault, e resulta em vinhos mais comuns, de mesa, de cor escura e forte teor de álcool.

Países: França (Languedoc-Roussillon), Espanha, Estados Unidos (Califórnia)

Carmenère

Originária de Bordeaux, hoje é uma uva praticamente só cultivada no Chile, onde não se adaptou melhor do que na França. Até a década de 90 era confundida com a merlot - um exame de DNA esclareceu a confusão. É usada tanto para vinhos de corte como em varietais chilenos. É mais escura que a merlot e de taninos macios.

País: Chile

Cinsault (espagne, hermitage, malaga)

Cepa encontrada principalmente na região de Languedoc-Roussilon, na França. Ali é associada à grenache e à carignan, e produz bebidas leves e pouco aromáticas. Na região do Rhone, a mesma uva com melhores cuidados produz vinhos mais concentrados e aromáticos. No Líbano, é responsável pelo emblemático Château Musar.

Países: França, Espanha, África do Sul e Líbano

Dolcetto

Uva italiana que apesar do nome não é doce. Vinificadas resultam em rótulos suaves do Piemonte, próprio para o dia-a-dia, com alta acidez e que devem ser bebidos ainda jovens. Na região do Piemonte, melhor tratada, a uva é envelhecida em barris de carvalho e resulta em líquidos mais ricos e complexos.

País: Itália, Arrentina e Austrália

Gamay

É a uva usada na produção do Beaujolais, um vinho mais leve, produzido nesta região da Borgonha, para ser bebido bem jovem. Os rótulos mais conhecidos são de Beaujolais Noveau, que são lançados todo mês novembro. Mas há rótulos de maior qualidade, com capacidade de envelhecimento, os chamados Cru Beaujolais. Os aromas de morango, cereja e banana são característicos do vinho produzido com a uva gammay.

País: França (Borgonha)

Grenache (garnacha)

Apesar de ser uma uva muito cultivada no mundo é pouco vista em rótulos de garrafas pois é usualmente misturada. É presença fundamental do renomado Châteauneuf-du-Pape e na maioria dos vinhos do Rhône.

Países: França (Rhône), Espanha, Austrália, Itália e Estados Unidos.

Lambrusco

Uva tinta cultivada em toda a Itália, em especial na região da Emilia-Romana. Há mais de sessenta subvariedades conhecidas. Apesar de também produzir bons vinhos de denominação de origem, é mais conhecida no Brasil pelos vinhos frisantes, semi-doces e baixo teor alcoólico e que devem ser bebidos jovens.

País: Itália

Malbec

Originária de Bordeaux, onde é muito tânica, e usada somente misturada a outras cepas, esta uva se tornou emblemática na Argentina, onde é responsável pelos melhores vinhos tintos produzidos no país, de cor escura, denso e aromas florais. Começa a render alguns rótulos no Chile também.

Países: França, Argentina e Chile

Merlot

Similar à cabernet sauvignon, entretanto mais suave, tem sabor mais macio, menos tanino e aromas mais frutados. Tem uma maturação mais fácil e rápida que sua parceira cabernet. Pode desenvolver aromas de chocolate e frutas vermelhas maduras quando colhidas com a maturação correta. Base de grandes vinhos do Pomerol, como o famoso Château Petrus. Na Califórnia, nos Estados Unidos, também rendeu grandes exemplares. Também muito usado no Novo Mundo e plantada em várias partes do planeta onde se faz vinho.

Países: França (Bordeaux), Norte da Itália, Estados Unidos, Chile, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Brasil.

Montepulciano

Variedade cultivada por toda Itália, com maior destaque na região central. Produz vinhos mais rústicos e é muito usada junto à sangiovese. Não deve ser confundida com a cidade da região da Toscana de mesmo nome, que produz o famoso Vino Nobil di Montepulciano, que aliás é feito a partir da uva sangiovese.

País: Itália

Mourvèdre (monastrell e mataro)

Uva típica do Sul da França, mas também muito cultivada na Espanha. É um pouco tânica e tem um toque animal. Geralmente é misturada a outras uvas, como shyrah, grenache e cinsault. Ajuda a dar cor e estrutura ao vinho. Bastante utilizada na Provence, na França, e na Rioja e Penedès, na Espanha.

Países: França, Espanha e Austrália

Nebbiolo

Nebbia em italiano significa névoa, uma característica do clima da região onde esta variedade é cultivada, nos montes de Alba e Monforte.

Resulta no nome da uva que produz os melhores e mais valorizados tintos italianos: Barolo e o Barbaresco. São bebidas intensas, frutadas, bastante tânicas, de aromas complexos (florais, frutas, trufas e até piche!) e com alta acidez, o que torna obrigatório o envelhecimento em barris de carvalho para aparar as arestas. Melhora com os anos e acompanhado de um prato de comida mais forte.

País: Itália

Nero d'Avola

Cepa típica da região de Sícilia, no Sul da Itália. Produz vinhos de qualidade, escuros, densos e com potencial de envelhecimento.

País: Itália

Periquita (castelão português, castelão francês) - plantada no sul de Portugal, dá vinhos de boa estrutura, que envelhecem bem; é também a marca do popular tinto lusitano mais exportado para o Brasil.

País: Portugal

Petit verdot

Variedade típica da região de Bordeaux, na França. Dá sabor, cor e taninos ao corte bordalês.

País: França (Bordeaux)

Pinot Noir (pinot nero)

Uva típica da Borgonha, produz os vinhos mais admirados pelos enólogos e enófilos do mundo. Sua qualidade está ligada diretamente ao terroir onde está plantada. É uma uva de difícil de cultivar e vinificar e pode gerar tanto tintos inexpressivos como muito complexos. São vinhos de coloração clara para média com relativo baixo tanino e acidez. Os grandes pinot noirs têm aroma intenso, complexo e sensual, e evoluem muito bem na garrafa. Os exemplos mais clássicos são os renomados (e caros) vinhos de Romanée-Conti, Volnay, Clos de Vougeat e outros tantos da Borgonha. Menos feliz em outras regiões do mundo, tem apresentado algum sucesso no Chile com preços bem mais acessíveis. A pinot noir também faz parte da receita que compõem os vinhos da Champagne.

Países: França (Borgonha, Champagne), Chile, Itália, África do Sul.

Pinotage

Uva criada da África do Sul, surgida em 1920, do cruzamento entre a pinot noir e a cinsaut realiazada pelo professor Perald. Pode resultar num vinho muito frutado (banana, frutas vermelhas) e capaz de envelhecer bem em barris de carvalho. Os exemplares mais simples lembram borracha queimada e são muito rústicos.

País: África do Sul

Sangiovese

Trata-se da variedade mais plantada na Itália, é a base dos grandes vinhos da Toscana - Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobilo de Montpulciano. O nome significa o sangue de Júpiter. É uma cepa de amadurecimento tardio, bem ácida, tânica e frutada.

Países: Itália, Estados Unidos e Argentina

Syrah/Shiraz

Uva do Rhone, na França, que resulta vinhos de coloração intensa, bem encorpados e aromáticos e na boca evocam frutas vermelhas (amoras). Na Austrália, com o nome de Shiraz, dá exemplares tânicos, apimentado e de boa maturação. É responsável pelos grandes rótulos deste país

Países: França (Rhône), Austrália, África do Sul e Argentina

Tannat (mandiran)

Uva do sudoeste da França, hoje é a variedade emblemática do Uruguai, altamente tânica e com perfume de amora e framboesa. Bons produtores têm domado o tannat no Uruguai e bons rótulos têm surgido no mercado

Países: Uurguai e França.

Tempranillo (tinto fino, cencibel, tinta roriz aragonês)

A mais importante uva de qualidade da Espanha, cultivada nas regiões de Rioja e Ribeira del Duero. Usualmente misturada à garnacha e mazuelo. Dá um vinho colorido, com baixa acidez, pouco tânico e que envelhece bem no carvalho que lhe confere aromas de tabaco.

Países: Espanha, Portugal e Argentina

Touriga francesa

Mais leve que a touriga nacional, também é parte da receita do vinho do Porto. Usado ainda em tintos secos de mesa da região do Porto.

País: Portugal

Touriga Nacional

Uva autócne superior, presente em vinhos portugueses; encorpado, de cor forte, sabor intenso e muito tânico é típico da região do Douro. Usada na receita do vinho do Porto, também é uma uva que produz varietais com muita tipicidade.

Países: Portugal e Austrália

Zinfandel (primitivo)

Produz tintos secos com muito colorido e frutado, com notas de pimenta e sabor que lembra groselha preta. Uva característica dos vinhos da Califórnia, apesar de ser originária do sul da Itália, onde tem o nome de primitivo.

Países: Estados Unidos (Califórnia), Itália

Uvas para vinhos brancos

Segundo estudiosos há 24.000 nomes para as mais de 3.000 variedades de uvas viníferas.

Destas 150 são plantadas comercialmente em quantidades mais significativas. A lista abaixo descreve as cepas mais conhecidas que produzem os vinhos encontrados no Brasil.

Alvarinho (ou Albariño, na Espanha)

Responsável pela produção na região do Minho, em Portugal, do vinho verde, que tem este nome pois deve ser tomado ainda jovem, isto é "verde". É uma uva que confere boa acidez, aroma e certa efervescência ao vinho.

Países: Portugal (vinho verde), Espanha

Chardonnay

Uva branca fácil de cultivar e vinificar. Está espalhada em todo o mundo. É usada na produção de clássicos de alta qualidade e reputação na Borgonha, como Chablis, Montrachet e Poully-Fussé, além de ser um importante ingrediente do campanhe. Por não ser uma uva aromática, a passagem pelo barril de carvalho lhe confere maior complexidade em algumas regiões, principalmente do Novo Mundo, onde mostra um toque amanteigado e tostado.

Países: França (Borgonha), Estados Unidos (Califórnia), Austrália, Nova Zelândia, Chile, África do Sul, Argentina, Brasil

Chenin Blanc (steen)

Variedade do Loire central, na França, de aroma floral, dá vinhos secos ou doces - neste caso, quando são atacadas pela podridão nobre, que lhes confere maior teor de açúcar.

Países: França (Loire), EUA, África do Sul (conhecida como steen), Austrália e Nova Zelândia.

Clairette (clairette blanc)

Uva branca cultivada no sul da França. É uma das variedades autorizadas no vinho tinto Châteauneuf-du-pape e brancos Côtes-du-Rhone. Na Austrália é conhecida como blanquette.

Países: França e Austrália

Furmint

Os renomados grandes vinhos doces Tokay, da Hungria, são feitos desta variedade. Sua fina casca facilita a ação do fungo Botrytis cinerea, que aumenta o teor de açúcar à uva.

Países: Hungria, Eslováquia, Croácia e Romênia

Gewürztraminer

Em alemão significa "especiarias". Produz vinhos brancos ricos, de cor amarelo-ouro e aroma intenso (rosas, canela e gengibre). Encontrou seu melhor solo na região francesa da Alsácia, mas também é encontrada na Alemanha e outras regiões de clima frio.

Países: França (Alsácia), Alemanha, Itália, Chile, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia.

Malvasia

Das mais antigas uvas brancas que se conhece (cerca de 2.000 anos). Apesar de produzir vinhos secos no sul da Itália, se notabilizou pelo vinho fortificado que produz em Portugal (Madeira)

Países: Portugal, Itália e Espanha.

Muscadelle

Típica variedade de Bordeaux, na França, usada principalmente para vinhos doces produzidos em Barsac e Sauternes. Como é muito aromático, é usado em pequenas quantidades quando misturados a vinhos doces baseados das uvas sémillon e sauvignon blanc.

País: França

Muscat (Moscato e Moscatel)

Plantada no mundo todo é própria de vinhos doces perfumados. É a única uva vinífera que preserva os aromas de uva no vinho e talvez uma das espécies mais antigas ainda cultivadas. Usada para vinhos secos na Alsásia e para espumantes do tipo Asti Espumante e Moscato Bianco.

Países: França (Alasácia), Portugal, Espanha e Itália

Palomino

Principal uva do vinho fortificado do Sul da Espanha, xerez.

Países: Espanha, Estados Unidos e Austrália

Pedro Ximenez

Outra variedade do sul da Espanha utilizada nos vinhos fortificados xerez, como o Olorosso.

País: Espanha

Pinot Blanc (pinot bianco)

Esta uva dá vinhos leves, secos, frutados, para beber jovem, principalmente aqueles produzidos na Itália. Original da Borgonha, na França sua base é a Alsácia.

Países: França (Alsácia), Itália, Áustria e EUA

Pinot Gris (tokay d'Alsace, pinot grigio)

Da família pinot noir, resulta em vinhos brancos leves, jovens e secos na Itália e mais ricos e perfumados, na região francesa da Alsácia.

Países: França (Alsácia), Itália, Alemanha, Hungria e Nova Zelândia

Prosecco

Encontrada na região de Vêneto, na Itália, é responsável pela produção de espumantes frescos, frutados, com pouco acidez e paladar. Não se trata, portanto, de uma região, como muita gente pensa, mas de uma uva, usada por este espumante que se difundiu por todo o mundo.

Países: Itália, Brasil

Riesling

Junto com a Chardonnay é considerada a melhor uva branca do mundo. Produz vinhos com acidez elevada e teor alcoólico baixo (8ºC). Os melhores riesling são encontrados na Alemanha e produz vinhos de grande qualidade que é metido pelo seu teor de açúcar. Aromas delicados e florais.

Países: Alemanha, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, França (Alsácia) e EUA.

Sauvignon Blanc

Tem acidez aguda, fresco, aspectos minerais e bastante frutados no Novo Mundo. Mantém a limpidez pois raramente fica impregnada de carvalho. Na França, alcança melhores resultados em rótulos da região do Loire. É misturada com Sémillon em Bordeaux. Também é parte da composição dos vinhos doces de Sauternes e Barsac. Na Nova Zelândia, encontrou o solo ideal para produção de vinhos que colocaram o país no mapa do mundo do vinho.

Países: França (Loire, Bordeaux), Nova Zelândia, Chile, Áustria e África do Sul.

Sémillon

Tanto vinhos brancos secos de Bourdeaux como vinhos doces da região de Sauternes, na França, usam esta variedade (como o Château D'Yquem, 4/5 de sémillon e 1/5 de sauvignon blanc).

Varia sua característica de acordo com a região que é cultivada: aromas cítricos e adocicado em Bordeaux e amanteigado e com grande potencial de envelhecimento na Austrália

Países: França (Bordeaux), Austrália Nova Zelândia, África do Sul, EUA

Tocai (friulano)

Variedade branca cultivada na região italiana de Friuli-Veneza, que produz vinhos encorpados e elegantes. Não há qualquer relação da uva Tocai com os renomados vinhos húngaros doces Tokay (produzidos com a cepa furmint. Ver verbete acima).

País: Itália

Trebbiano

Produz vinhos brancos mais comuns e sem personalidade na Itália. É plantada extensivamente em todo o país. Usada no corte com outras uvas para a composição de vinhos. Com o nome de ugni blanc e saint-émilion é muito usada na produção de conhaque e armagnac, na França.

Países: Itália, França, África do Sul e Austrália

Viognier

Uva que produz vinhos brancos secos e com toques florais, bastante perfumado. De origem francesa, vem sendo redescoberta nos últimos anos. Produz vinhos muito ricos e refrescantes, para serem bebidos jovens.

Países: França, Austrália, África do Sul e Argentina

Fonte: www.ccfb.com.br

Uva

Uva
Uva

A parreira, planta que produz a uva, é cultivada desde as épocas mais remotas.

Na Antiguidade, seu cultivo foi tão importante na Ásia Menor e na Grécia, que originou o mito de um deus específico: Dioniso. A fruta compõem-se de vários bagos, que variam de tamanho segundo a espécie.

Cada bago tem uma camada fina que envolve a polpa e as sementes. A cor também varia conforme o tipo.

Com baixo teor calórico, as uvas são muito apreciadas por seu sabor doce e suculento. Tem alto teor de pectina e é uma boa fonte de minerais, tais como ferro e potássio.

As uvas pretas utilizadas na produção de vinho e suco de uva concentrado, contem grandes quantidades de bioflavonóides, que são substâncias muito estudadas atualmente, por seu papel no controle de colesterol.

Valores Nutricionais

Porção 100 g
Kcal 71
Carboidrato 17,8
Proteína 0,66
Gordura 0,58
Fibras 0,60
Colesterol 0

Valor nutritivo

A composição da uva muda conforme a variedade. No entanto, geralmente a uva contém bastante açúcar, pequenas quantidades de vitaminas do Complexo b, vitamina C, sais minerais, como ferro, cálcio e potássio.

A uva tem propriedades laxativas e diuréticas, estimula as funções do fígado e acelera o ritmo das contrações cardíacas.

Destaque Nutricional: rico depósito de composto antioxidante e anticancerígeno. O óleo da uva aumenta o bom colesterol ( HDL ).

Fonte: www.rgnutri.com.br

Uva

Referências Nutricionais e Dietéticas

Uva
Uva

A alta qualidade da uva brasileira.

A composição nutricional da uva brasileira varia bastante, mas geralmente contém açúcar, minerais e vitaminas importantes.

É indicada para crianças e adolescentes, cujas necessidades energéticas são elevadas. E ainda, para esportistas que têm uma atividade muscular importante.

As deliciosas uvas brasileiras são alimentícias, devido ao alto aporte de potássio e à presença de fibras dietéticas, que auxiliam no trato intestinal.

A ação vitamínica da uva beneficia o sistema nervoso e muscular e protege os vasos sanguíneos, sendo uma fonte de vitamina C representativa.

Além disso, como não contêm sódio, as uvas podem auxiliar na redução do risco de hipertensão.

Valor Nutritivo de 100 gramas de

ITALIA

Nutriente Unidades Valor por 100 gramas de
porção comestível(*)
 Macro Componentes
  Água g 81,3      
  Energia kcal 67      
  Energia kj 280      
  Proteína g 0,63      
  Lipídeos (total) g 0,35      
  Carboidratos por diferença g 17,15      
  Fibra dietética (total) g 1      
  Cinzas g 0,57      
 Minerais
  Cálcio, Ca mg 14      
  Ferro, Fe mg 0,29      
  Magnésio, Mg mg 5      
  Fósforo, P mg 10      
  Potássio, K mg 191      
  Sódio, Na mg 2      
  Zinco, Zn mg 0,04      
  Cobre, Cu mg 0,04      
  Manganês, Mn mg 0,71      
  Selênio, Se mcg 0,2      
 Vitaminas
  Vitamina C, Ácido Ascórbico  mg 4      
  Tiamina (B-1) mg 0,09      
  Riboflavina (B-2) mg 0,05      
  Niacina mg 0,3      
  Ácido Pantotênico (B-5) mg 0,02      
  Vitamina B-6 mg 0,11      
  Folato (B-9) mcg 3,9      
  Vitamina (B-12) mcg 0      
  Vitamina A, IU IU 100      
  Vitamina A, RE mcg_RE 10      
  Vitamina E mg_ATE 0,34      
USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 13 (November 1999)

 

Valor Nutritivo de 100 gramas de

FasT ROotDamages

THOMPSON SEEDLESS
Nutriente Unidades Valor por 100 gramas de
porção comestível(*)
 Macro Componentes
  Água g 81,3      
  Energia kcal 67      
  Energia kj 280      
  Proteína g 0,63      
  Lipídeos (total) g 0,35      
  Carboidratos por diferença g 17,15      
  Fibra dietética (total) g 1      
  Cinzas g 0,57      
 Minerais
  Cálcio, Ca mg 14      
  Ferro, Fe mg 0,29      
  Magnésio, Mg mg 5      
  Fósforo, P mg 10      
  Potássio, K mg 191      
  Sódio, Na mg 2      
  Zinco, Zn mg 0,04      
  Cobre, Cu mg 0,04      
  Manganês, Mn mg 0,71      
  Selênio, Se mcg 0,2      
 Vitaminas
  Vitamina C, Ácido Ascórbico  mg 4      
  Tiamina (B-1) mg 0,09      
  Riboflavina (B-2) mg 0,05      
  Niacina mg 0,3      
  Ácido Pantotênico (B-5) mg 0,02      
  Vitamina B-6 mg 0,11      
  Folato (B-9) mcg 3,9      
  Vitamina (B-12) mcg 0      
  Vitamina A, IU IU 100      
  Vitamina A, RE mcg_RE 10      
  Vitamina E mg_ATE 0,34      
USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 13 (November 1999)

 

Valor Nutritivo de 100 gramas de

FasT ROotDamages

RED GLOBE
Nutriente Unidades Valor por 100 gramas de
porção comestível(*)
 Macro Componentes
  Água g 81,3      
  Energia kcal 67      
  Energia kj 280      
  Proteína g 0,63      
  Lipídeos (total) g 0,35      
  Carboidratos por diferença g 17,15      
  Fibra dietética (total) g 1      
  Cinzas g 0,57      
 Minerais
  Cálcio, Ca mg 14      
  Ferro, Fe mg 0,29      
  Magnésio, Mg mg 5      
  Fósforo, P mg 10      
  Potássio, K mg 191      
  Sódio, Na mg 2      
  Zinco, Zn mg 0,04      
  Cobre, Cu mg 0,04      
  Manganês, Mn mg 0,71      
  Selênio, Se mcg 0,2      
 Vitaminas
  Vitamina C, Ácido Ascórbico  mg 4      
  Tiamina (B-1) mg 0,09      
  Riboflavina (B-2) mg 0,05      
  Niacina mg 0,3      
  Ácido Pantotênico (B-5) mg 0,02      
  Vitamina B-6 mg 0,11      
  Folato (B-9) mcg 3,9      
  Vitamina (B-12) mcg 0      
  Vitamina A, IU IU 100      
  Vitamina A, RE mcg_RE 10      
  Vitamina E mg_ATE 0,34      
USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 13 (November 1999)

 

Valor Nutritivo de 100 gramas de

FasT ROotDamages

FESTIVAL
Nutriente Unidades Valor por 100 gramas de
porção comestível(*)
 Macro Componentes
  Água g 81,3      
  Energia kcal 67      
  Energia kj 280      
  Proteína g 0,63      
  Lipídeos (total) g 0,35      
  Carboidratos por diferença g 17,15      
  Fibra dietética (total) g 1      
  Cinzas g 0,57      
 Minerais
  Cálcio, Ca mg 14      
  Ferro, Fe mg 0,29      
  Magnésio, Mg mg 5      
  Fósforo, P mg 10      
  Potássio, K mg 191      
  Sódio, Na mg 2      
  Zinco, Zn mg 0,04      
  Cobre, Cu mg 0,04      
  Manganês, Mn mg 0,71      
  Selênio, Se mcg 0,2      
 Vitaminas
  Vitamina C, Ácido Ascórbico  mg 4      
  Tiamina (B-1) mg 0,09      
  Riboflavina (B-2) mg 0,05      
  Niacina mg 0,3      
  Ácido Pantotênico (B-5) mg 0,02      
  Vitamina B-6 mg 0,11      
  Folato (B-9) mcg 3,9      
  Vitamina (B-12) mcg 0      
  Vitamina A, IU IU 100      
  Vitamina A, RE mcg_RE 10      
  Vitamina E mg_ATE 0,34      
USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 13 (November 1999)

Fonte: www.brazilianfruit.org

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