A República de Uzbekistão se encontra no epicentro da região de Ásia Central, na meseta que se estende entre os rios Sirdaryá e Amudaryá. De Leste a Oeste tem uma extensão de 1.425 quilômetros nos seus extremos mais distantes e de Norte a Sul de 930. Limita ao norte com a República de Karajistão, a Leste e Sudeste com as Repúblicas de Kirguizistão e Tayikistão, ao Oeste com a República de Turkmenistão e a sul com Afeganistão. A extensão total de sua fronteira é de 6.221 quilômetros, dos quais 2.203 se forma com Kazajistão, 1099 com Kirguizistão, 1.161 com Turkmenistão e 137 com Afeganistão.
A capital da República é Tashkent, a cidade mais grande de Ásia Central com mais de 2.200.000 habitantes. Está situada a Noroeste do país a uma altura de 600 metros sobre o nível do mar. Uzbekistão está dividida em 12 regiões autônomas mas a república de Karakalpaquistão, uma divisão administrativa herdada do regime soviético. As regiões com sua extensão e população pode-se observar no seguinte quadro:
| País | EXTENSÃO(Em milhares de Km) | POPULAÇÃO | DENSIDADE (Hab. por km2) |
|---|---|---|---|
| República de Uzbekistão | 447,4 | 2.170.300 | 48.5 |
| Repúb. Autônoma de Karakalquistão | 164.9 | 1.343.000 | 8.1 |
| Regiões Autônomas | |||
| Andilán | 4.2 | 1.899.000 | 452.1 |
| Bujaá | 39.4 | 1.262.000 | 32 |
| Dllizaks | 20.5 | 831.000 | 40.5 |
| Kashkadar | 28.4 | 1.812.000 | 63.8 |
| Navoi | 110.8 | 715.000 | 6.5 |
| Namangán | 7.9 | 1.652.000 | 209.1 |
| Samarcanda | 16.4 | 2.322.00 | 141.6 |
| Surjandarín | 20.8 | 1.437.000 | 69.1 |
| Sirdarín | 5.1 | 600.000 | 117.6 |
| Tashkent | 15.6 | 2.236.000 | 279.3 |
| Ferganá | 7.1 | 2.338.000 | 329.3 |
| Jorezm | 6.3 | 1.135.000 | 180.2 |
A população total é de quase 22 milhões de habitantes que se distribuem muito desigualmente entre todo o território de Uzbekistão, com uma superfície de 447.400 quilômetros quadrados. A explicação se encontra na estrutura do solo, do que quase dois terços estão ocupados por desertos e estepes, produzindo uma diferença muito grande entre a densidade das distintas regiões como a que obtém ao comparar a de Navoí, com 6.5 habitantes por quilômetros quadrados, com as de Andiyán (452.1 hab.) ou Tashkent (279.3 hab.).
O relevo é variado mas tem uma distribuição uniforme; a oeste estepes e desertos, exceto a fértil planície da desembocadura de Amudaryá, e a leste uma extensa aglomeração de cadeias montanhosas, que continua até chegar ao Himalaia, quase mil quilômetros depois. Entre as estepes destaca a de Ustiurt por seu tamanho, entre o Mar de Aral e Kazajistão. Os desertos mais importantes, os mais famosos de Ásia Central junto a Takla Makan em China, são o Kizil-Kum (Areias Vermelhas) e o Karakum (Areias pretas); a altura media de toda esta grande extensão, que ocupa mais de dois terços do país, não sobrepassa os duzentos metros. Sua formação vem do período geológico do quaternário.
Entre as cordilheiras montanhosas se encontram de Norte a Sul, as Talás Alatay, Pskiems, Chatkals, Kuramins, Turkestão, Zeravshán, Issars e Babatag, todas prolongação de Tien Shan e Pamir já que nas fronteiras com China e Índia. O Chimtarga é o pico mais alto da República com 5.489 metros; se encontra na cordilheira de Zeravshán, a uns 130 quilômetros ao Oeste de Samarcanda. Entre os demais acidentes geográficos se distinguem vales tão importantes como o de Ferganá, com uma longitude de 370 quilômetros e uma largura de até 190 quilômetros, e de Zeravshán, ou as depressões de Tashkent e Kashkadar.
Uma das características geológicas desta zona é sua alta atividade sísmica. Os mais intensos movimentos sísmicos até o dia de hoje se produziram em Ferganá, 1889 e 1902, e Tashkent, 1866, 1868 e 26 de abril de 1966, sem dúvida este último ainda recordado pela população.
Pela República de Uzbekistão passam os dois maiores rios de Ásia Central. O Sirdaryá com 2.137 quilômetros de longitude e o mais largo; nascem nas montanhas do Tian Shan e morre ao Norte do Mar de Aral recorrendo setentrionalmente parte do território da República. O Amudaryá tem 1.437 quilômetros de longitude; nasce em Pamir e desemboca no sul do Mar de Aral, formando grande parte da fronteira meridional de Uzbekistão. A importância que tem para a economia do país é grandíssima, sendo suas águas essenciais para a atividade agrícola devido a falta de água que sofre nas zonas não montanhosas a leste do país. Graças as técnicas de irrigação, utilizados já no tempo da conquista Persa no século VI a.C. uma amplia rede de canais translada a água destes rios para irrigar grandes extensões de terras áridas nas que cultiva algodão, arroz, trigo, batata, tomates, outras frutas e verduras, somando um total das terras em cultivo de mais de 4 milhões de hectares. Os demais rios de Uzbekistão são afluentes dos principais e se localizam fundamentalmente a oeste. Se distinguem o Nariín, Karadarýa, Chirchik, Ajangarán, Soj, Isfará, Akburá, Isfairamsai, Shajimardán, Gabasai e o Kasansai desembocam no Sirdariá e o Zeravshán, Kashkadaryá, Surjandaryá, Tupolangdarýa e Sherabad fazem o Amudaryá.
Fonte: www.rumbo.com.br