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Vacina Contra Varicela

A vacina é preparada a partir de vírus vivos atenuados (cepa Oka) em células embrionárias e em fibroblastos humanos.

É a única disponível no mercado, tendo sido testada em vários países.

É liofilizada, de aplicação pela via subcutânea, em dose única de 0,5 ml, tendo sido aplicada conjuntamente com a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), com bons resultados.

Vacina Contra Varicela (Catapora) - Foto Ilustrativa

Está indicada para todas as crianças saudáveis entre 12 meses e 12 anos de idade, em dose única de 0,5 ml. As crianças com leucemia só devem ser vacinadas após um ano de remissão da doença e com linfócitos periféricos acima de 700 células/mm³.

Neste caso estão indicadas duas doses da vacina com intervalo mínimo de 3 meses entre elas. Crianças em uso de corticosteróides, estes devem ser suspensos durante as 2 semanas após a vacinação.

O acompanhamento deve ser próximo e se estas desenvolverem até 50 lesões de pele deve-se administrar imediatamente aciclovir oral na dose de 900 mg/m²/dose/4x ao dia.

Se desenvolverem mais de 200 lesões de pele administrar aciclovir intravenoso na dose de 1500mg/m²/dia. Nefrose e asma não contra-indicam a vacinação.

Para a vacinação dos indivíduos adultos deve-se considerar duas situações a saber: adultos soronegativos para anticorpos contra a varicela - neste caso administrar duas doses da vacina com intervalo de 4 a 8 semanas entre elas.

Para os adultos soropositivos, em cerca de 75 a 85% dos casos há aumento do nível de anticorpos. Não existe consenso ainda se deve-se vacinar todos os adultos independentemente dos níveis de anticorpos.

As contra-indicações da vacina são: crianças imunocomprometidas (imunodeficiência adquirida (HIV) ou congênita; uso de prednisona em doses acima de 2 mg/kg/dia); transfusão de sangue, plasma ou gamaglobulina hiperimune (deve-se adiar a vacinação por três meses); gravidez (deve ser evitada durante um mês após a vacina) e discrasias sangüíneas (leucemia, linfoma, neoplasias malignas da medula óssea e sistema linfático).

Como precaução, deve se evitar o uso de ácido acetil salicílico, pois existe relação entre este fármaco, a varicela e a síndrome de Reye. Assim, deve-se evitar o uso deste medicamento durante 6 semanas após a vacinação.

Durante este período (6 semanas) os vacinados devem evitar o contato com doentes imunodeprimidos, gestantes e recém-nascidos de mães sem história prévia de varicela.

Esta vacina pode ser administrada em concomitância com outras vacinas inativadas e com a vacina tríplice viral.

As reações colaterais são erupção cutânea semelhante à varicela (em geral menos de 50 lesões), febre e reações passageiras. A taxa de soroconversão é de 96% a 98% e a imunidade parece ser duradoura, em torno de 10 anos.

Fonte: vacinas.org.br

Vacina Contra Varicela

O risco de transmissão de varicela ("catapora") existe em qualquer lugar do mundo, especialmente nas áreas urbanas com grandes aglomerados populacionais. É uma infecção altamente transmissível, e por este motivo, a maioria das pessoas adultas já teve varicela e, portanto, está imune à doença.

A vacina contra a varicela foi desenvolvida no Japão no início dos anos 70, mas apenas em meados da década de 90 passou a ser mais amplamente utilizada nos países ocidentais.

É produzida a partir do vírus varicela-zóster atenuado e é altamente eficaz. Uma única dose da vacina (via subcutânea) resulta em proteção em 97 % de crianças até 13 anos. Resultados semelhantes são obtidos em pessoas maiores de 13 anos com a aplicação de duas doses da vacina.

A vacina contra a varicela tem custo relativamente elevado. No Brasil, a vacina ainda não faz parte do Calendário Básico definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), não estando disponível nos Centros Municipais de Saúde para uso geral, mas pode ser encontrada na rede privada.

Na rede pública está disponível apenas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), exclusivamente com indicação médica, para para vacinação de susceptíveis (não imunes) que sejam contactantes domiciliares ou hospitalares de imunodeficientes também susceptíveis à doença e para os indivíduos não imunes candidatos à transplante de órgãos.

Além disto, a vacina também está disponível nos CRIE para indivíduos susceptíveis com deficiências imunológicas, em circunstâncias restritas e bem estabelecidas, incluindo tumores sólidos ou leucemia linfocítica aguda em remissão, sem radioterapia, pessoas infectadas pelo HIV assintomáticas e para bloqueio de surtos hospitalares.

A vacina está indicada para todas as pessoas susceptíveis maiores de um ano de idade, incluindo os adultos. A vacina poderá ainda ser útil para evitar ou atenuar a infecção pelo vírus selvagem em indivíduo não imune que tenha entrado em contato com uma pessoa com varicela, desde que feita até 72 horas após a exposição.

Nos indivíduos que tenham critérios de contra-indicação à vacina (gestantes, prematuros, imunodeficientes) está indicado o uso de imunoglobulina específica para a varicela (VZIG), que deve ser administrada até 96 horas da exposição. A VZIG, que não é habitualmente encontrada na rede privada, está disponível nos CRIE para, com indicação médica, atender exclusivamente a esta demanda específica.

Eventos adversos

Reações alérgicas graves à vacina contra a varicela são muito raras. Os eventos adversos são pouco freqüentes e geralmente desprovidos de gravidade. Os mais comuns, que ocorrem entre cinco e doze dias após a vacinação, são a febre e um pequeno número de lesões de pele identicas às da varicela. O surgimento das lesões de pele, que acontece em até 8% das pessoas, não significa falha da vacina. O vírus varicela-zóster vacinal dificilmente pode ser isolado destas lesões e permanece atenuado mesmo quando, raramente, ocorre a sua transmissão para outras pessoas.

Contra-indicações e precauções

A vacina contra a varicela, assim como todas as vacinas de vírus atenuado, está contra-indicada durante a gravidez, em prematuros e em imunodeficientes. Está também contra-indicada em indivíduos que tenham apresentado reação alérgica grave a dose prévia da vacina ou a seus componentes. A aplicação da vacina deve ser adiada em pessoas com doenças agudas em investigação e nos indivíduos com doenças crônicas descompensadas.

Fonte: www.cva.ufrj.br

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