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Valentino

No final dos anos 90, ele vendeu a marca para uma associação industrial comandada por um herdeiro da Fiat, que pretendia criar um grupo de moda.

A estratégia não deu certo e acabou afundando a grife italiana, que já vinha sofrendo com a falta de recursos para competir no mercado mundial. Depois de alguns anos de crise, em 2002, a VALENTINO foi adquirida pelo Marzotto Group, conglomerado italiano de marcas de moda e no ramo têxtil desde 1830. Com a nova proprietária vieram muitas novidades, como em 2003, quando lançou sua marca jovem, a R.E.D.

Valentino (do inglês, “vermelho”, fazendo uma alusão ao “Vermelho Valentino”) e, pouco depois o aclamado perfume V. Dois anos mais tarde, uma reestruturação do grupo reuniu suas marcas de moda (além de VALENTINO, há Hugo Boss, M Missoni e Marlboro Classics) em um “subgrupo”, o Valentino Fashion Group, que fechou esse mesmo ano com vendas de €1.72 bilhões, 9 mil funcionários em 23 países.

E, para falar apenas de VALENTINO, a operação foi dividida em três frentes de negócio: a primeira é a VALENTINO em si (que compreende as divisões de maior prestígio, como alta costura, prêt-à-porter, acessórios, perfumes, óculos etc.), a segunda é composta por Valentino Garavani e Valentino Roma (divisão de malas bolsas e artigos em couro) e a terceira destina-se à marca de difusão e a R.E.D.

Valentino Garavani

Nos anos seguintes a grife italiana experimentou um grande período de expansão com inauguração de lojas nas cidades de Bangkok, Honululu, Buenos Aires e Dallas. Em 2008, o estilista se aposentou e deixou a empresa. Mas, nessa altura, a marca VALENTINO já havia entrado para a história da moda.

Os ícones

Várias de suas inovações ficarão para sempre inscritas na história da moda. Dentre elas, o logotipo com a letra “V” que, em 1968, passou a aplicar em todas as suas peças de prêt-à-porter, o que originou a estrutura de moda que perdura até hoje, em que o nome do estilista tem um peso decisivo no sucesso de uma casa de moda e a assinatura vale quase tudo. Outra de suas marcas registradas é o “Vermelho Valentino”.

Tal qual a italiana e grande rival de Coco Chanel, Elza Schiaparelli, que tinha o rosa choque como a sua “cor oficial”, desde os primeiros dias de trabalho na maison Dessès, Valentino se encantou pelo vermelho e fez da cor uma de suas assinaturas - na época, freqüentava a Ópera de Barcelona e notou a força do vermelho nos figurinos: ao lado do preto e do branco, não havia, para ele, cor mais bela que o vermelho. E dele nunca mais se separou. O estilista costuma dizer “O vermelho é fascinante, é vida, sangue da morte, paixão, amor, a cura total da tristeza”.

Valentino Garavani

Outros ícones foram: Vestidos de noite, estampas animais (especialmente de leopardo, zebra e girafa) em preto e branco, bordados, plissados, pregas horizontais e verticais que geram efeitos incomuns e mantô duplo (duas peças no mesmo tom ou em cores contrastantes que se abotoam uma a outra para se tornarem uma só vestimenta, mas também podem ser desmembradas em duas, mais leves).

O adeus

No dia 23 de janeiro de 2008, tudo ficou diferente nas noites de gala. Valentino Garavani, costureiro número um das celebridades, decidiu se aposentar depois de 45 anos vestindo estrelas como Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Jacqueline Kennedy, Farah Diba, Audrey Hepburn (que, apesar do acordo que tinha com a casa Givenchy, sempre que podia queria ser vestida por Valentino) e Julia Roberts, só para citar algumas.

Em seu último desfile ele foi aplaudido de pé pelos 800 convidados numa tenda instalada nos jardins do Museu Rodin, em Paris. O estilista formatou uma coleção destacada por tailleurs em tons pastéis e longos vestidos como os que fizeram sucesso entre as p

rincipais estrelas de Hollywood. Ao final, o grande estilista saudou os presentes na passarela jogando beijos e abraços. Entre os convidados, destacava-se pelo entusiasmo a atriz Uma Thurman. Na passarela estavam tops como Eva Herzigova e Natalia Vodianova, enquanto na platéia se destacavam Lucy Liu, Miuccia Prada, Alber Elbaz e Emanuel Ungaro.

Na passarela, roupas clássicas e impecáveis, dignas do estilista, que entre pretos e brancos não se esqueceu de seu tom favorito: o vermelho. A cor, conhecida como “vermelho Valentino”, apareceu em modelos de decote V de chiffon em 30 reproduções.

Em nota oficial ele afirmou:

“Eu quero dizer, como fazem os ingleses: Gostaria de sair da festa quando ela ainda está cheia".

Valentino Garavani

Além de ter conquistado a exigente clientela com seu glamour, Valentino também as fascinou com suas frases marcantes, como “o vermelho é o meu preto”. Jacqueline, por exemplo, era uma discípula tão “obediente” que se casou com o armador grego Aristóteles Onassis usando um vestido vermelho curto e moderníssimo. Por causa do pedido de Jackie, Valentino estourou no mundo fashion, em 1968.

Na semana seguinte ao casamento, ele recebeu mais de 60 pedidos de noiva. O anúncio do estilista causou tristeza no mundo inteiro, já que os famosos ficaram órfãos dos croquis do italiano - de seus bordados sofisticados, drapeados e plissados perfeitos para vestir as milionárias americanas, condessas italianas e toda Hollywood, sua clientela fiel. Sua única frustração é não ter vestido a rainha Elizabeth II, a única cliente que lhe faltava.

Valentino Garavani

Dados corporativos

Origem: Itália
Fundação: 1959
Fundador: Valentino Garavani
Sede mundial: Milão, Itália
Proprietário da marca: Marzotto Apparel
Capital aberto: Não (subsidiária)
CEO: Wendy Kahn
Estilista: Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Piccioli
Faturamento: €261 milhões (estimado)
Lucro: Não divulgado
Lojas: 118
Presença global: + 70 países
Presença no Brasil: Sim
Funcionários: 1.800
Segmento: Vestuário
Principais produtos: Alta-costura, roupas e acessórios
Ícones: O logotipo em V e a cor vermelha

A marca no mundo

O império de VALENTINO estende-se de Nova Iorque a Moscou, com seus chiques produtos vendidos em 1.250 das mais badaladas lojas de departamento do mundo e através de 118 lojas próprias. A marca italiana está presente também em coleções de óculos, bolsas, relógios e acessórios, além de uma linha de cosméticos e de perfumes como Rockin Rose e V.

Você sabia?

Em 1989 foi inaugurada a Academia Valentino, um espaço para apresentações de arte.

Fonte: mundodasmarcas.blogspot.com

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