
Não existem. As veias internas ou profundas são protegidas pela musculatura que impede que haja dilatação. O que existe são outras doenças graves que atingem as veias internas, mas não as varizes. Já as veias superficiais estão no meio do tecido gorduroso, que não protege e portanto é onde ocorrem as varizes.
Podem, porque são manifestações da mesma doença. Em resumo: - É a pressão aumentada dentro das veias, provocada por alterações nas válvulas, que ocasionam um fluxo de sangue alterado, levando, então, à dilatação das veias superficiais. Isto ocorre por uma tendência hereditária, e é piorado por diversos factores. As veias estão presentes nas pernas desde o nascimento, mas não chamam atenção. Quando ocorre a dilatação, por causa da doença, passam a ser visíveis e anti-estéticas.
Varizes não voltam, aparecem outras que devem ser tratadas. Uma pessoa que tem a vesícula ou o apêndice operado nunca mais terá problemas nestes locais porque só existe um apêndice e uma vesícula. Já as veias, sempre vão existir ,não é possível retirar todas. Uma veia que estava normal no momento de um tratamento, mais tarde poderá estar doente, porque a tendência hereditária existirá durante toda a vida. Este facto não invalida os tratamentos, porque se as varizes não forem cuidadas poderão levar a sérias complicações no futuro. Por este motivo é que se propõe o Tratamento Continuado de Varizes, que controla o problema estético e a doença conforme se manifestem.
Podem. As veias que realmente importam são as veias profundas, elas é que fazem o papel da circulação venosa. As veias superficiais podem ser tratadas sem que elas venham à fazer qualquer falta para o organismo.
As varizes dos membros inferiores é uma doença crónica dependente de uma tendência hereditária e de factores agravantes. Sendo ligada à hereditariedade, não podemos falar em "curar" as varizes ,porque a tendência estará sempre presente e novas varizes poderão aparecer durante toda a vida do indivíduo. No entanto esta doença é controlável e as pessoas podem passar toda a sua existência sem que as varizes sejam um problema de saúde ou estético. Podemos dizer que: tem varizes quem quer. A medicina tem técnicas modernas e simples que controlam o problema com óptimos resultados funcionais.

Varizes

Varizes com ulceração
Estão anormalmente dilatadas e tortuosas devido ao aumento prolongado da pressão intraluminal por defeito ou ausência das válvulas venosas . As principais veias afectadas são as do meio inferior uma vez que essa pressão é por regra maior a este nível . As primárias resultam de defeitos congénitos ou adquiridos , das válvulas e/ou das paredes venosas , sem venopatia profunda e com evolução benigna . As secundárias ocorrem quando há obstrução venosa profunda , perda de válvulas , mau funcionamento das veias perfurantes sendo os sintomas mais graves .
É relativamente frequente a associação de varizes com outros defeitos tidos como hereditários, tais como pés planos, hemorróidas, hérnias e outros. As varizes secundárias decorrem, em geral, da obstrução das veias profundas (principais) causadas por um processo de tromboflebite.
Fonte: portfolio.med.up.pt

As varizes ou veias varicosas são veias dilatadas, tortuosas, alongadas e incompetentes, gerando dificuldade no retorno do sangue das veias das pernas para o coração. Podem ser de dois tipos:
Essenciais ou primárias - são aquelas que têm origem em alterações das próprias veias superficiais dos membros inferiores.
Secundárias - são aquelas que se originam de alterações no sistema venoso profundo ou da presença de comunicações entre artérias e veias..
Trataremos aqui das varizes essenciais de membros inferiores.
A causa das varizes está relacionada à história familiar e pode ser agravada por fatores de risco como: idade, gestação, uso de pílulas anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, obesidade, fumo e excessiva permanência em pé durante o decorrer do dia.
Os pacientes geralmente procuram o médico com queixas de veias dilatadas, visíveis, apresentando dor, cansaço e sensação de peso nas pernas. Podem referir ainda ardência, coceira, formigamento, inchaço e câimbras. Tais sintomas, que são agravados pelo ortostatismo prolongado e pela posição sentada, pioram com o decorrer do dia e tendem a aliviar com a elevação das pernas.
A presença de úlceras venosas e coloração escura (ocre) da pele ocorrem mais tardiamente, correspondendo a casos já complicados (insuficiência venosa crônica).
O diagnóstico é feito através da identificação
dos sintomas acima descritos e pelo exame geral do paciente e de seus membros
inferiores.
O exame dos membros inferiores inclui a inspeção/palpação
dos trajetos varicosos e testes com garrote que têm a finalidade de
determinar o nível da incompetência venosa e a probabilidade
de acometimento do sistema venoso profundo.
O ecodoppler venoso é um exame não invasivo utilizado quando há suspeita de varizes secundárias ou visando o planejamento cirúrgico.
Edema (inchaço), dermatite ocre (não regride depois de instalada), úlceras varicosas, sangramento varicoso (varicorragia), flebites e erisipelas. A incidência de trombose venosa profunda aumenta em pacientes portadores de varizes.
O tratamento das varizes de membros inferiores consiste em medidas gerais, suporte elástico, escleroterapia e cirurgia.
Medidas gerais: elevação dos membros inferiores (elevação do colchão ou da própria cama), exercícios físicos aeróbios, evitar períodos prolongados em ortostatismo e na posição sentada, principalmente nos dias quentes.
Suporte elástico: utilização de meias elásticas de compressão graduada (média-alta), extendendo-se até a perna ou coxa.
Escleroterapia (Secagem de Microvarizes): Está indicada nas pequenas varizes e telangiectasias, visando alívio de sintomas locais e melhora da aparência do membro (apelo estético). Na presença de varizes mais calibrosas concomitantes, impõe-se primeiramente o tratamento cirúrgico.
Cirurgia: O tratamento cirúrgico das varizes primárias dos membros inferiores visa à extirpação de todas as veias varicosas incompetentes. Tem por objetivo obter uma melhora estética, dos sintomas e, fundamentalmente, restabelecer a normalidade da circulação venosa, protegendo o paciente dos efeitos danosos da insuficiência venosa crônica.
Para diminuir as recidivas, temos que descartar os fatores desencadeantes, procurando indicar cirurgia, sempre que possível, às pessoas com peso ideal. Contra-indicamos em pacientes com idade avançada, isquemia de membros inferiores, infecção ou doenças graves associadas (pulmonares, renais, cardíacas).
Possui índice de complicações praticamente nulo e pode ser realizada ambulatorialmente.
Fonte: www.drgate.com.br