Capital: Cidade do Vaticano.
Religião: Cristianismo (católicos).
Localização: em Roma, capital da Itália.
Características: área triangular que abrange a praça
e a Basílica de São Pedro; edifícios administrativos;
Pátio Belvedere e palácios pontifícios; igrejas e palácios
de Roma; 1 estação de rádio (a 19 km de Roma) e Castelgandolfo
(residência papal de verão).
Governo: papado vitalício.
Legislativo: Comissão Pontifícia.
Divisão administrativa: Santa Sé (órgão
supremo da Igreja Católica) e Cidade do Vaticano (sede da Igreja).
Chefe de Estado: Sua Santidade, o Papa Bento XVI (Benedictus PP. XVI)
eleito em 19/04/2005, cujo nome de nascimento é Joseph Ratzinger, nascido
na Alemanha, em 16/04/1927. Veja o selo alusivo ao Papa Bento XVI, tendo ao
fundo a Basílica do Santuário Nacional de Aparecida!
Constituição em vigor: 1968 (Constituição
Apostólica).
Fontes de renda: Fundo de São Pedro (donativos), Instituto per
le Opere di Religione (Banco do Vaticano), administração do
Patrimônio da Santa Sé (controle do Banco de Roma e do Banco
do Espírito Santo).
Moeda (numismática): euro (01/01/2002). Anteriormente, lira
italiana.
O país, que rodeia a Basílica de São Pedro é o centro espiritual dos Católicos Apostólicos Romanos de todo o mundo, também é conhecido como Santa Sé ou Santa Sede.
O Vaticano atrai turistas por seu museu histórico e pela Capela Sistina, com afrescos de Michelangelo.
Com 0,5 km², é o menor Estado soberano do mundo. Seu território resume-se a um grande quarteirão encravado na zona oeste de Roma.
Essa área é o que restou dos Estados Romanos ou Estados Pontifícios, suprimidos com a unificação italiana no século XIX. O Vaticano sobrevive com donativos e aplicações de capital.
O chefe de Estado é o Papa. A Igreja Católica é a única a possuir um Estado cujos fundamentos repousam no conceito de "soberania espiritual".
Abaixo, um "se-tenant" de 6 selos que mostra a Cidade do Vaticano e a Basílica de São Pedro. Declarado Patrimônio Mundial da Humanidade, pela UNESCO (1986), todos os selos trazem a inscrição italiana: "Città del Vaticano - Patrimonio Mondiale".
Durante quase mil anos que se iniciam no tempo do Império de Carlos Magno (século IX), os papas reinam sobre a maioria dos Estados da península Itálica, incluindo a cidade de Roma.
A unificação da Itália absorve os Estados pontifícios. Em 1870, as tropas do rei Vittorio Emmanuel II entram em Roma e anexam a cidade.
O papado não reconhece a nova situação e considera-se prisioneiro. Em fevereiro de 1929, o ditador Benito Mussolini e o Papa Pio XI assinam o Tratado de Latrão, pelo qual a Itália admite a soberania da Santa Sé sobre o Vaticano.
O acordo concede indenização pelas perdas territoriais e torna o catolicismo a religião oficial da Itália.
Para enfrentar a perda de influência o Papa João XXIII (1958-1963) abre diálogo com outras igrejas e com o mundo laico.
O processo desemboca no Concílio Vaticano II (1962-1965), o primeiro concílio ecumênico em quase cem anos.
As encíclicas sociais de João XXIII – Mater et Magistra, Pacem in Terris – e de seu sucessor, Paulo VI (1963-1978) – Populorium Progressio –, abrem caminho para a Teologia da Libertação (1968) e para o alinhamento de uma parte do clero católico com a esquerda...
Em 1968, Paulo VI frustra os católicos liberais ao condenar os métodos anticoncepcionais na encíclica Humanae Vitae. Em 1978, o catolicismo deixa de ser a religião oficial da Itália...
Karol Jósef Woytjla nasceu na pequena cidade de Wadowice, na Polônia, em 18/05/1920. Aos 18 anos mudou-se com o pai para Cracóvia, onde começou sua vida religiosa, entrando para o Seminário Maior de Cracóvia aos 22 anos...
Ordena-se sacerdote em 1946 e enfrenta a oposição do governo comunista de seu país à Igreja. Em 1962 é nomeado arcebispo de Cracóvia e, cinco anos depois, cardeal. Participa ativamente do Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965, e sua atuação na filosofia e na teologia torna-se notória no meio eclesiástico.
Com 58 anos de idade, é eleito Papa, ascendendo ao trono de São Pedro em 16/10/1978, com o nome de João Paulo II sendo o 264º Papa da Igreja Católica, um dos mais novos da história, o primeiro Papa polonês da história e o primeiro não-italiano desde o século XVI (1523). Em 1981 é baleado pelo extremista turco Mehemet Ali Agca, na praça de São Pedro, no Vaticano.
É contra a Teologia da Libertação e rígido em matéria de moral sexual, procurando restaurar a identidade católica sob crescente secularização. Escreve Cruzando o Limiar da Esperança (1994), com 5 milhões de exemplares vendidos em 35 países. Em seu pontificado de 26 anos, o terceiro maior da história, João Paulo II visitou 135 países...
João Paulo II visitou o Brasil 3 vezes: 1980, 1991 e 1997.
João Paulo II assistiu a redemocratização brasileira... Em sua visita de 1980, foi recebido por um general, João Batista Figueiredo (último presidente da ditadura militar).
Em Roma, o Papa foi visitado por um sucessor civil, o presidente José Sarney, que governou o Brasil entre 1985 a 1990.
Mas antes disso, na Sexta-feira, dia 11 de Junho de 1982, o Papa João Paulo II realizou um pequeno discurso, em sua breve escala no Rio de Janeiro, por ocasião da viagem pastoral à Argentina... em continuidade a viagem que fez à Grã-Bretanha, durante a qual não cessou de implorar pela paz...
Ambas viagens ocorreram por ocasião do conflito que semeou a morte entre os povos beligerantes no Atlântico Sul (Guerra das Malvinas)...
Quando voltou pela segunda vez (1991), João Paulo II encontrou no poder Fernando Collor de Mello (primeiro presidente eleito pelo voto direto em 30 anos).
Na cidade de Salvador, o Papa visitou Irmã Dulce, a qual se encontrava nos últimos dias de sua vida. Irmã Dulce viveu com dedicação total às crianças pobres da Bahia...
Na terceira e última visita ao Brasil (1997), o Papa foi recebido pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso (primeiro presidente eleito em voto direto a concluir o mandato, em quase 40 anos).
Ele participou do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, realizado na cidade do Rio de Janeiro - onde permaneceu 4 dias e realizou uma missa campal no Aterro do Flamengo, para mais de dois milhões de pessoas.
Em seus pronunciamentos condena o divórcio, o aborto e os métodos artificiais de contracepção. Do alto do Corcovado, aos pés do Cristo Redentor, novamente, o Papa abençoou a cidade maravilhosa.
Fonte: www.sergiosakall.com.br