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Ventos

 

Origem e comportamento dos ventos

Aos movimentos do ar damos o nome de vento. A principal causa desses movimentos são as diferenças de temperatura, pois o ar aquecido torna-se menos denso, mais leve, subindo, portanto, enquanto outras porções de ar vem ocupar o seu lugar.

Esses movimentos ocorrem em diversas escalas, desde os pequenos redemoinhos que chamamos de “dust devil”,ate enormes massas de ar que avançam sobre continentes e oceanos.

Chamamos os grandes movimentos de macro-clima ou ventos dinâmicos e os pequenos de micro-clima ou ventos locais. Para que se tenha uma idéia correta das movimentações da atmosfera e preciso visualizá-la como uma massa fluida onde os movimentos ocorrem sem deixar espaços vazios, vindo sempre uma porção de ar ocupar o lugar deixado por outra que se moveu.

A rotação do planeta produz um efeito interessantíssimo chamado força de Coriolis, ou lei de Buys Ballot, que faz com que o trajeto dos ventos tenha sempre formatos curvilíneos e espiralados. Claro que quase sempre nos parecerá reto, pois estaremos observando a fração de uma curva que pode ter centenas de km de raio. Só poderemos observar as curvas diretamente no caso de movimentos em micro-escala, como um “dust”, mas indiretamente, através de fotos de satélite e outros recursos que mapeiam o vento podemos ver claramente suas curvas.

Os principais fatores que determinam as variações de temperatura sobre a superfície da Terra originando os ventos são os movimentos de rotação e translação do planeta, que fazem com que todas as regiões passem por um ciclo ininterrupto de aquecimento e resfriamento conforme a incidência dos raios solares durante a alternância de dias, noites e estações do ano.

É importante saber que o ar, por ser transparente, não é aquecido diretamente pelos raios solares. O Sol aquece o solo e o ar que está em contato com este é aquecido de baixo para cima, esse é um dos motivos da temperatura diminuir com a altitude.

Diferentes tipos de solo são aquecidos pelos raios solares e conduzem esse calor para o ar de maneiras diferentes.

A Rosa dos Ventos

Ventos
Rosa dos Ventos

O vento é chamado pelo nome da direção de onde sopra, assim o vento que vem do sul para o norte é chamado de vento sul e assim por diante. A rosa dos ventos representa os quatro pontos cardeais, Norte(N), Sul(S), Leste(E), Oeste(W) e mais quatro pontos intermediários, Nordeste(NE), Noroeste(NW), Sudeste (SE) e Sudoeste(SW).

Se a direção do vento não for exatamente alguma dessas, nós o chamaremos pelo nome da mais próxima. Para a precisão necessária em vôo livre isso será suficiente, porém é interessante conhecer o sistema usado na aviação, que gradua as direções de 0 a 359, sendo 0 o N, 45 o NE, 90 o E e assim por diante.

Para encontrar os pontos cardeais nada melhor do que uma boa bússola, mas pode-se improvisar com precisão bastante razoável utilizando o seguinte método, desde que seja dia e você tenha um relógio:

Aponte o “meio dia” para o Sol.A bissetriz do ângulo formado pelo “meio dia” e o ponteiro das horas estará apontando para o N. Se for meio dia o próprio número doze do relógio já estará apontando o N.

Fonte: www.ventoforte.com.br

Ventos

VENTOS - De onde eles vêm?

Os ventos, deslocamentos do ar atmosférico, surgem com o movimento de algumas partes da atmosfera, ocasionadas pelas diferenças da pressão atmosférica decorrentes de alterações da temperatura. Essas diferenças exercem uma função muito importante no movimento das massas de ar e dos ventos, pois os deslocamentos do ar ocorrem de uma área de alta pressão (baixa temperatura) para uma área de baixa pressão (temperatura alta).

O ar aquecido das zonas de baixas latitudes próximas ao equador se expande, torna-se leve e sobe (ascende), criando uma área de baixa pressão.

O ar mais frio e denso das áreas de médias e altas latitudes, desce, fazendo surgir uma área de alta pressão. Uma vez que há tendência das massas de ar igualar essas pressões, estabelece-se, assim, uma dinâmica atmosférica, ou seja, uma circulação geral de ar quente entre os trópicos e os pólos passando pelas zonas de médias latitudes.

O vento deve, então, ser considerado como o ar em movimento, porque resulta do deslocamento de massas de ar derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas, sendo, porém, influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo.

Essas diferenças de pressão têm uma origem térmica, estando diretamente relacionadas com a radiação solar e os processos de aquecimento das massas de ar, e são formadas a partir de influências naturais, como os continentes, os mares, a latitude e a altitude. Sua velocidade é medida com aparelhos chamados anemômetros, que normalmente possuem três ou mais pás girando ao redor de um pólo vertical.

Quanto mais rápido for esse giro, maior é a velocidade do deslocamento do ar. A quantificação desses dados é feita através da Escala de Beaufort, que possibilita realizar uma estimativa da velocidade através da observação visual, sem necessariamente fazer uso de aparelhos.

Sir Francis Beaufort (1774-1857), contra-almirante da marinha inglesa, pesquisou a ação do vento no mar e as conseqüentes alterações na sua superfície e no tamanho das ondas, criando a partir daí uma escala de 0 a 12 para identificar cada uma dessas situações:

00 - Calmaria (0 a 1) - mar espelhado.
01 - Bafagem (2 a 6) - mar encrespado em pequenas rugas com aparência de escamas.
02 - Aragem - (7 a 12) - ligeiras ondulações de 30 cm de altura (1 pé), com cristas, mas sem arrebentação.
03 - Fraco (13 a 18) - grandes ondulações de 60 cm de altura, com início de arrebentação e alguns “carneiros”.
04 - Moderado (19 a 26) - pequenas vagas mais longas, de 1,5m de altura, com freqüentes “carneiros”.
05 - Fresco (27 a 35) - vagas moderadas de forma longa, de uns 1,4m de altura, muitos “carneiros” e possibilidade de alguns borrifos.
06 - Muito fresco (36 a 44) - grandes vagas de até 3,6m de altura, com muitas cristas brancas e probabilidade de borrifos.
07 - Forte (45 a 54) - mar grosso com vagas de até 4,8m de altura, espuma branca de arrebentação, com o vento arrancando laivos de espuma.
08 – Muito forte (55 a 65) – vagalhões regulares de 6 a 7,5, com faixas de espuma branca e fraca arrebentação.
09 - Duro (66 a 77) - vagalhões de até 7,5 metros de altura, com faixas de espuma densa. O mar rola e os borrifos começam a afetar a visibilidade.
10 - Muito duro (78 a 90) - vagalhões variando entre 9 e 12m de altura, com o vento arrancando faixas de espuma e a superfície do mar ficando toda branca.
11 - Tempestuoso (91 a 104) - vagalhões excepcionalmente grandes, de até 13,5m. A visibilidade é muito afetada, e navios de tamanho médio somem no cavado das vagas.
12 - Furacão (105 em diante) - mar todo de espuma. Espuma e respingos saturam o ar. A visibilidade é seriamente afetada.

Posteriormente, em 1903, a equivalência entre a velocidade do vento em milhas náuticas por hora (colocada entre parênteses), e a escala da força estabelecida por Beaufort (registrada com a numeração inicial 00, 01, etc.), foi determinada matematicamente, e o resultado adaptado para as condições observadas em terra, conforme relação abaixo:

00 – Calmaria (0 a 1) – a fumaça sobe verticalmente.
01 – Bafagem (2 a 3) – a direção da bafagem é indicada pela fumaça, mas o cata-vento ainda não reage.
02 – Aragem (4 a 6) – sente-se o vento soprando no rosto, as folhas das árvores começam a se movimentar, e os cata-ventos passam a girar lentamente.
03 – Fraco (7 a 10) – as folhas das árvores se agitam com mais velocidade e as bandeiras ficam desfraldadas.
04 – Moderado (11 a 16) – Poeira e pequenos papéis soltos são levantados no ar. Os galhos das árvores movem-se com força.
05 – Fresco (17 a 21) – Movem-se as pequenas árvores. Nos lagos a água começa a ficar ondulada.
06 – Muito fresco (22 a 27) – Assobios na fiação aérea. Movem-se os maiores galhos de árvores. O guarda-chuva passa a ser usado com dificuldade.
07 – Forte (28 a 33) – Movem-se as grandes árvores. É difícil andar contra o vento.
08 – Muito forte (34 a 40) – Quebram-se os galhos das árvores. É difícil andar contra o vento.
09 – Duro (41 a 47) – Danos nas partes salientes das árvores. Impossível andar contra o vento.
10 – Muito duro (48 a 55) – O vento arranca árvores e danifica a estrutura de prédios.
11 – Tempestuoso (56 a 65) – Esta situação é muito difícil de ser observada em terra.
12 – Furacão (66 em diante) – Grandes estragos

Fernando Dannemann

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br

Ventos

O vento pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo.

Essas diferenças de pressão têm uma origem térmica, estando diretamente relacionadas à radiação solar e os processos de aquecimento das massas de ar.

Formam-se a partir de influências naturais: continentalidade, maritimidade, latitude, altitude e amplitude térmica.

Histórico

Sir Francis Beaufort (1774-1857), almirante Britânico, criou uma escala, de 0 a 12, observando o que acontecia no aspecto do mar (superfície e ondas), em consequência da velocidade dos ventos. Posteriormente, esta tabela foi adaptada para a terra.

Em 1903 a equivalência entre os números da escala e o vento foi estabelecida pela fórmula:

U = 1.87B3/2 onde U é a velocidade do vento em milhas náuticas por segundo e B é o número Beaufort.

ESCALA BEAUFORT DE FORÇA DOS VENTOS
Força Designação
Velocidade
km/h nós
Aspecto do Mar Influência em Terra
0 CALMARIA 0 a 1 0 a 1 Espelhado. A fumaça sobe verticalmente.
1 BAFAGEM 2 a 6 2 a 3 Mar encrespado em pequenas rugas, com aparência de escamas. A direção da bafagem é indicada pela fumaça, mas a grimpa ainda não reage.
2 ARAGEM 7 a 12 4 a 6 Ligeiras ondulações de 30 cm (1 pé), com cristas, mas sem arrebentação. Sente-se o vento no rosto, movem-se as folhas das árvores e a grimpa começa a funcionar.
3 FRACO 13 a 18 7 a 10 Grandes ondulações de 60 cm com princípio de arrebentação. Alguns "carneiros". As folhas das árvores se agitam e as bandeiras se desfraldam.
4 MODERADO 19 a 26 11 a 16 Pequenas vagas, mais longas, de 1,5 m, com frequentes "carneiros". Poeira e pequenos papéis soltos são levantados. Movem-se os galhos das árvores.
5 FRESCO 27 a 35 17 a 21 Vagas moderadas de forma longa de uns 2,4 m. Muitos "carneiros". Possibilidade de alguns borrifos. Movem-se as pequenas árvores.
Nos lagos a água começa a ondular.
6 MUITO FRESCO 36 a 44 22 a 27 Grandes vagas de até 3,6 m. muitas cristas brancas. Probabilidade de borrifos. Assobios na fiação aérea. Movem-se os maiores galhos das árvores. Guarda-Chuva usado com dificuldade.
7 FORTE 45 a 54 28 a 33 Mar grosso. Vagas de até 4,8 m de altura. Espuma branca de arrebentação; o vento arranca laivos de espuma. Movem-se as grandes árvores. É difícil andar contra o vento.
8 MUITO FORTE 55 a 65 34 a 40 Vagalhões regulares de 6 a 7,5 m de altura, com faixas de espuma branca e franca arrebentação. Quebram-se os galhos das árvores. É difícil andar contra o vento.
9 DURO 66 a 77 41 a 47 Vagalhões de 7,5 m com faixas de espuma densa. O mar rola. O borrifo começa a afetar a visibilidade. Danos nas partes salientes das árvores. Impossível andar contra o vento.
10 MUITO DURO 78 a 90 48 a 55 Grandes vagalhões de 9 a 12 m. O vento arranca as faixas de espuma; a superfície do mar fica toda branca. A visibilidade é afetada. Arranca árvores e causa danos na estrutura dos prédios.
11 TEMPESTUOSO 91 a 104 56 a 65 Vagalhões excepcionalmente grandes, de até 13,5 m. A visibilidade é muito afetada. Navios de tamanho médio somem no cavado das vagas. Muito raramente observado em terra.
12 FURACÃO 105 a ... 66 a ... Mar todo de espuma. Espuma e respingos saturam o ar. A visibilidade é seriamente afetada. Grandes estragos.

Fonte: www.scubadiver.com.br

Ventos

Ventos são deslocamentos de ar das zonas de alta pressão para as zonas de baixa pressão.

A diferença entre as pressões atmosféricas das zonas anticiclonal e ciclonal determina a velocidade do vento, que pode ser: fraco, moderado, forte, violento e furacão.

O furacão possui ação devastadora, pois destrói quase tudo por onde passa. Ocorre com freqüência na América Central e quase sempre atinge a América do Norte.

A velocidade do furacão é, em geral, superior a 90 quilômetros por hora.

A velocidade do vento é medida em metros por segundo, por um aparelho chamado anemômetro. A biruta, ou anemoscópio, é usada para indicar a direção e o sentido do vento.

Os ventos podem ser constantes, ou regulares, periódicos, variáveis, ou irregulares, e locais.

Principais tipos de ventos

Constantes

Alísio
Contra-alísio

Periódicos

Brisa
Monção
Variáveis ou irregulares
Locais

Alísios e Contra-Alísios

Alísios são os ventos que sopram constantemente dos trópicos para o equador, em baixas altitudes.

Os alísios são ventos úmidos que provocam chuvas nas imediações do equador, onde ocorre o encontro desses ventos. Por essa razão, a zona equatorial é a região das calmarias equatoriais chuvosas.

Os contra-alísios sopram do equador para os trópicos, em altitudes elevadas.

Os contra-alísios são ventos secos e os responsáveis pelas calmarias tropicais secas que geralmente ocorrem ao longo dos trópicos.

Os maiores desertos da Terra se encontram juntos a essas zonas atravessadas pelos trópicos.

Monções

Monções são ventos que sopram, durante o verão, do Índico para a Ásia Meridional e, durante o inverno, da Ásia Meridional para o oceano Índico.

Monções Marítimas

Sopram do Índico para o continente e provocam excessivas chuvas na Ásia Meridional, causando enchentes e inundações.

Monções continentais

Sopram do continente para o oceano Índico e provocam estiagens ou secas prolongadas no sul da Ásia.

Fonte: www.frigoletto.com.br

Ventos

Formação dos Ventos

O vento é o movimento horizontal do ar sobre a superfície do Globo, e é resultante do aquecimento diferenciado pela radiação solar que incide sobre a Terra. Em meteorologia, esta palavra refere-se geralmente a um fluxo de ar bastante amplo, junto à suoerfície do Globo ou na atmosfera livre.

O vento pode ser considerado como um vetor definido por uma grandeza, a velocidade do vento e uma direcção.

O valor da grandeza "velocidade vetorial do vento" é a velocidade escalar. Considera-se direcção do vento a direcção de onde ele sopra. Esta é expressa em graus, medidos em sentido ao dos ponteiros do relógio, a partir do norte geográfico, ou em termos de pontos da rosa dos ventos.

A velocidade do vento é expressa em metros por segundo (m/s), quilómetros por hora (km/h) e nós (milhas náuticas por hora - nó).

Fonte: www.smg.gov.mo

Ventos

Tipos de Ventos e Tempestades

Conheça o significado e a forma utilizada pelos meteorologistas para classificar os ventos de acordo com sua intensidade:

Vento: termo genérico que identifica o ar em movimento, independente da velocidade.
Brisa:
é um vento de pouca intensidade, que geralmente não ultrapassa os 50 km/h.
Monção:
começa no início de junho no sul da Índia. São ventos periódicos, típicos do sul e do sudeste da Ásia, que no verão sopram do mar para o continente. A monção geralmente termina em setembro, caracterizando-se por forte chuva associada a ventos.
Ciclone:
é o nome genérico para ventos circulares, como tufão, furacão, tornado e willy-willy. Caracteriza-se por uma tempestade violenta que ocorre em regiões tropicais ou subtropicais, produzida por grandes massas de ar em alta velocidade de rotação. Evidencia-se quando ventos superam os 50 km/h.
Furacão:
vento circular forte, com velocidade igual ou superior a 119 km/h. Os furacões são os ciclones que surgem no mar do Caribe (oceano Atlântico) ou nos Estados Unidos. Giram no sentido horário (no hemisfério sul) ou anti-horário (no hemisfério norte) e medem de 200 km a 400 km de diâmetro. Sua curva se assemelha a uma parabólica.
Tufão:
é o nome que se dá aos ciclones formados no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico, entre julho e outubro. É o mesmo que furacão, só que na região equatorial do Oceano Pacífico. Os tufões surgem no mar da China e atingem o leste asiático.
Tornado:
é o mais forte dos fenômenos meteorológicos, menor e mais intenso que os demais tipos de ciclone. Com alto poder de destruição, seus ventos atingem até 490 km/h. O tornado ocorre geralmente em zonas temperadas do hemisfério norte.
Vendaval:
vento forte com um grande poder de destruição, que chega a atingir até 150 km/h. Ocorre geralmente de madrugada e sua duração pode ser de até cinco horas.
Willy-willy:
nome que os ciclones recebem na Austrália e demais países do sul da Oceania.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Ventos

O vento pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo.

Essas diferenças de pressão têm uma origem térmica estando diretamente relacionadas com a radiação solar e os processos de aquecimento das massas de ar.

Se formam a partir de influências naturais, como: continetalidade, maritimidade, latitude, altitude...

A velocidade do vento é medida com aparelhos chamados anemômetros. Esses aparelhos, normalmente possuem três ou mais pás girando ao redor de um pólo vertical. Quanto mais rápido for esse giro, maior é a velocidade do deslocamento do ar. A quantificação desses dados é feita através da Escala de Beaufort, que possibilita realizar uma estimativa da velocidade através da observação visual, sem necessariamente fazer uso de aparelhos.

O vento horizontal é muito usado para a impulsão de veleiros e a sua ausência, pouco apreciada pelos esportistas, é conhecida como calmaria.

Os movimentos verticais são essenciais nos vôos de planadores, asas delta e de toda sorte de aves.

Ventos

O deslocamento vertical de massas de ar deve-se ao esfriamento progressivo da atmosfera com a altitude. Na superfície da terra está quente e, a medida que sobe, fica cada vez mais fria. Deste modo, haverá vento vertical e os poluentes dispersam com facilidade.

A ausência do vento vertical é denominada inversão térmica.

Fenômeno meteorológico que pode ocorrer em qualquer parte do planeta, principalmente em metrópoles e principais centros urbanos. Costuma acontecer no final da madrugada e no início da manhã, particularmente nos meses de inverno.

No fim da madrugada, dá-se o pico de perda de calor do solo por irradiação. É quando se registram as temperaturas mais baixas, no solo e no ar. Quando a temperatura próxima ao solo cai abaixo de 4ºC, o ar frio, impossibilitado de elevar-se, fica retido em baixas altitudes. Camadas mais elevadas da atmosfera são ocupadas com ar relativamente mais quente, que não consegue descer.

Ocorre, assim, uma estabilização momentânea da circulação atmosférica em escala local, caracterizada por uma inversão das camadas: o ar frio fica embaixo e o ar quente acima, fenômeno definido como inversão térmica.

Ventos

Logo após o nascer do sol, à medida que vai havendo o aquecimento do solo e do ar próximo a ele, o fenômeno vai gradativamente desfazendo-se. O ar aquecido sobe e o ar resfriado desce, voltando a ter circulação atmosférica. A inversão térmica se desfaz.

Como já foi dito, esse fenômeno pode ocorrer em qualquer lugar do planeta, porém é mais comum em lugares onde o solo ganha bastante calor durante o dia, mas em compensação perde muito à noite, tornando as baixas camadas atmosféricas muito frias e impossibilitando sua ascensão.

Assim, um ambiente muito favorável para a ocorrência da inversão térmica são justamente as grandes cidades. Pelo fato de apresentarem grande área construída, portanto desmatada e impermeabilizada, as grandes cidades absorvem grande quantidade de calor durante o dia. À noite, no entanto, perdem calor rapidamente.

É justamente aí que está o problema: com a concentração do ar frio nas camadas mais baixas da atmosfera, ocorre também a concentração de toneladas de poluentes, emitidos por várias fontes, o que agrava sobremaneira o problema da poluição em baixas camadas da atmosfera, constituindo um sério problema ambiental em centros urbano-industriais.

Fonte: www.infoterm.com.br

Ventos

O que são ventos?

São deslocamentos de ar das zonas de alta pressão para zonas de baixa pressão.

Os ventos desempenham um papel muito importante na vida dos seres vivos, pois são eles que levam para longe o ar viciado que nós respiramos e trazem até nós o ar puro, com bastante oxigênio, tão importante para o nosso organismo.

Os ventos podem ser constantes, ou regulares, periódicos, variáveis, ou irregulares, e locais.

Vamos conhecer os principais tipos de ventos:

Ventos

Ventos constantes

Alísio: São ventos que sopram constantemente dos trópicos para o Equador e que por serem muitos úmidos, provocam chuvas nesses arredores onde ocorre o encontro desses ventos. Por isso, a zona equatorial é a região das calmarias equatoriais chuvosas.
Contra-alísios:
São ventos secos, responsáveis pelas calmarias tropicais secas. Sopram do Equador para os trópicos, em altitudes elevadas

Ventos Periódicos

Monções

São os ventos que, durante o verão, sopram do Índico para a Ásia Meridional e durante o inverno, sopram da Ásia Meridional Para o oceano Índico.

As monções são classificadas da seguinte forma:

Monções Marítimas: Sopram do oceano Índico para o continente e provocam fortes chuvas na Ásia Meridional, causando enchentes e inundações.
Monções Continentais:
Sopram do continente para o oceano Índico provocando secas no sul da Ásia.
Brisas:
São ventos repetitivos que sopram do mar para o continente durante o dia e do continente para o mar durante a noite.

Ventos locais e variáveis

O vento local se desloca numa certa região em determinadas épocas. No Brasil, um bom exemplo de vento local é o noroeste, massa de ar que, saindo do Amazonas, alcança o Estado de São Paulo entre agosto e outubro.

No deserto do Saara, ocorre um vento extremamente forte conhecido como simum, que provoca enormes tempestades de areia. Já os ventos variáveis, são massas de ar irregulares que varrem uma determinada área de maneira inesperada.

As diferenças das zonas anticiclonal e ciclonal determinam a velocidade do vento.

A velocidade do vento é medida em metros por segundo, por um aparelho chamado anemômetro. Para indicar a direção e o sentido do vento utiliza-se a biruta, ou anemoscópio.

O tipo de vento mais perigoso é o ciclone, que consiste numa combinação de ventos e nuvens formadas nos oceanos das regiões tropicais.

Ventos Perigosos

Ciclone

Ventos

É o nome genérico para ventos circulares, como tufão, furacão, tornado e willy-willy. Caracteriza-se por uma tempestade violenta que ocorre em regiões tropicais ou subtropicais, produzida por grandes massas de ar em alta velocidade de rotação. Os ventos os superam 50 km/h.

Furacão

Ventos

Vento circular forte, com velocidade igual ou superior a 108 km/h. Os furacões são os ciclones que surgem no mar do Caribe (oceano Atlântico) ou nos EUA.

Os ventos precisam ter mais de 119 km/h para uma tempestade ser considerada um furacão. Giram no sentido horário (no hemisfério Sul) ou anti-horário (no hemisfério Norte) e medem de 200 km a 400 km de diâmetro. Sua curva se assemelha a uma parabólica.

Tufão

Ventos

É o nome que se dá aos ciclones formados no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico, entre julho e outubro. É o mesmo que furacão, só que na região equatorial do Oceano Pacífico. Os tufões surgem no mar da China e atingem o leste asiático.

Tornado

Ventos

É o mais forte dos fenômenos meteorológicos, menor e mais intenso que os demais tipos de ciclone. Com alto poder de destruição, atinge até 490 km/h de velocidade no centro do cone. Produz fortes redemoinhos e eleva poeira. Forma-se entre 10 e 30 minutos e tem, no máximo, 10 km de diâmetro. O tornado é menor e em geral mais breve do que o furacão, e ocorre em zonas temperadas do Hemisfério Norte.

Vendaval

Ventos

Vento forte com um grande poder de destruição, que chega a atingir até 150 km/h. Ocorre geralmente de madrugada e sua duração pode ser de até cinco horas.

Willy-willy

Ventos

Nome que os ciclones recebem na Austrália e demais países do sul da Oceania.

Fonte: www.fiocruz.b

Ventos

Propriedades do ar

O ar pode ser comprimido, pode se expandir e pode realizar trabalho (colocar corpos em movimento)

COMPRESSIBILIDADE DO AR: O AR PODE SER COMPRIMIDO

Exemplo da seringa

A compressibilidade do ar tem limite: o ar no interior da seringa é comprimido pela pressão do êmbolo até um limite.

Em condições normais as moléculas ficam bem afastadas uma das outras. Quando comprimimos o ar, as moléculas ficam mais próximas umas das outras, ou seja, o espaço entre elas diminui e a quantidade de ar ocupa um volume menor.

Exemplos de utilização do ar comprimido:

Nos elevadores de veículos das oficinas.
A broca usada pelo dentista.
O revolver usada na pintura.

O ar que enche um pneu do carro permite que os pneus sustentem o carro. Quando o pneu fura o ar que estava dentro dele perde a compressão e se expande para fora misturando com o ar atmosférico.

O AR PODE SE EXPANDIR

Voltando ao exemplo da seringa, quando paramos de comprimir o ar, as suas moléculas se expandem e empurram o êmbolo e o ar volta a ter o mesmo volume que tinha antes, ocupando o mesmo espaço de antes. Isso acontece por causa da ELASTICIDADE DO AR. O ar é elástico.

ELASTICIDADE DO AR

É o que faz o ar comprimido voltar ao volume que ele tinha antes.

Outros exemplos de expansão do ar:

Soprar um balão de borracha: se você soprar além do volume que cabe no balão ele estoura e o ar interno mistura-se com o ar externo e passa a ocupar um volume maior.

o ar quando é aquecido se expande, torna-se rarefeito, menos denso que o ar ao seu redor

A EXPANSIBILIDADE DO AR faz com que ele:

Exerça pressão nas paredes internas do recipiente;
Ocupe todo o espaço que lhe é oferecido.

Então, o que faz a expansibilidade do ar? Faz com que ele exerça pressão nas paredes internas do recipiente e ocupe todo o espaço que lhe é oferecido.

O AR PODE REALIZAR TRABALHO

EXEMPLOS:

A força dos ventos move os moinhos (que pode gerar energia elétrica, bombear água de poços)
O vento move embarcações, caravelas, etc.
Em esportes como o iatismo, a força do vento é usada nas manobras.

OS VENTOS

INSTRUMENTOS que indicam a direção dos ventos: biruta e anemoscópio.

INSTRUMENTOS que indicam a velocidade do vento (e as vezes a direção): Anemômetro.

O ar quando aquecido fica mais leve (menos denso), então, lembre-se da experiência dos dois sacos na balança com a vela acesa em um dos lados: o lado da vela vai subir (se expandir) porque o ar ficou mais leve ali.

Ou seja:

Ar frio: mais denso, mais condensado, menos expandido, mais pressão exercida.
Ar quente:
menos denso, rarefeito, mais expandido, menor pressão exercida.

O aumento da temperatura torna o ar menos denso, mais rarefeito porque as moléculas do ar aquecido ficam mais distantes ainda uma das outras.

O que faz o ar subir quando ele é aquecido é a baixa densidade. Se esfriar o ar fica mais denso de novo.

MOVIMENTO DO AR

Exemplo do copo de plástico cortado em tiras finas e pendurado de cabeça pra baixo. O ar embaixo do copo é aquecido pela vela e o ar empurra as tiras pra cima porque ele fica menos denso com o calor. Quando o ar que subiu esfria e desce cria-se uma movimento de subida de ar quente e descida de ar frio que faz o copo girar como hélices.

FORMAÇÃO DOS VENTOS

A Terra recebe luz e calor do sol que aquece o seu solo e por isso:

O calor do solo aumenta a temperatura da camada de ar próxima a ele;
O ar mais aquecido, mais rarefeito e menos denso vai subir;
Ao mesmo tempo as camadas de ar frio que estavam em cima vão descer.

Assim formam-se os ventos, as correntes de ar quente e de ar frio (lembra do efeito do copo de tiras que gira por causa do ar quente que sobe e do ar frio que desce.

Na formação dos ventos, saiba que:

Conforme a temperatura, as correntes de ar têm diferentes pressões. A corrente de ar quente, menos densa tema pressão mais baixa. A corrente de ar frio mais densa tem a pressão mais alta.
As correntes de ar se deslocam de zonas de maior pressão para zonas de menor pressão.
O deslocamento das correntes de ar ocorrem na direção horizontal.

Portanto as correntes de ar se deslocam horizontalmente de uma zona de alta pressão para uma zona de baixa pressão.

Os ventos são os fluxos de correntes de ar numa direção principal. Os ventos se formam pela movimentação de correntes de ar numa direção predominante.

TIPOS DE VENTOS

Classificamos os tipos de vento de acordo com a PRESSÃO, TEMPERATURA e a VELOCIDADE da corrente de ar:

1. BRISA: Vento muito fraco com menos de 20 km por hora. Para as embarcações à vela a brisa é sinal de calmaria.
2. VENTOS FRACOS, MODERADOS E FORTES:
A partir de 20km/h, as correntes de ar em movimento passam a se chamar vento. Esses ventos favorecem o deslocamento das embarcações à vela.
3. TEMPESTADES:
Ventos com velocidade acima de 45 km/h estão associados à chuvas fortes, raios, relâmpagos. Em geral, tempestades duram menos de 2 horas.
4. FURACÕES:
Chamados também de tufões ou ciclones são ventos giratórios fortes com velocidade de mais de 90 km/h que se formam nos oceanos tropicais. O poder de destruição dos furacões é enorme porque suas dimensões são grandes e eles duram vários dias.
5. TORNADOS:
São o fenômeno mais destrutivo da atmosfera, chegam a atingir 500 km/h. também são ventos giratórios com forma de funil e têm curta duração. Quando ocorrem no mar chamam-se tromba d’água.

Mesmo com toda tecnologia só é possível prever a chegada de um tornado com 30 minutos de antecedência e por isso é difícil tirar as pessoas das regiões que serão atingidas.

No Brasil não temos tantos tornados quanto nos Estados Unidos.

A água do mar à noite é mais quente do que durante o dia. Durante o dia, a areia fica mais quente e a água mais fria.

Por que a água do mar à noite é mais quente do que durante o dia? Porque de dia a Terra se aquece mais rápido do que a água do mar e a noite a Terra se esfria mais rápido do que a água do mar que conserva a temperatura elevada mais tempo.

Este fato explica a formação de 2 tipos de brisa no litoral: a BRISA TERRESTRE e a BRISA MARINHA.

Então, quais os dois tipos de brisa no litoral: Brisa terrestre e brisa marinha.

BRISA TERRESTRE

Do continente para o mar.

À noite a terra se esfria mais rápido do que a água do mar. Então o ar frio (mais denso) que estava sobre a terra movimenta-se e desloca a camada de ar quente que estava sobre o mar. Assim, faz-se uma corrente de ar no sentido do continente para o mar, é a corrente chamada brisa terrestre.

Então, o que é a brisa terrestre?

É uma corrente de ar no sentido do continente para o mar.

BRISA MARÍTIMA

Ao contrário do que acontece à noite, de dia, o ar quente que está sobre o continente sobe porque ele se aquece rápido. O ar frio que está sobre o mar se desloca para à terra e forma a corrente do mar no sentido do mar para o continente. Esta corrente do mar para o continente é a BRISA MARÍTIMA.

Então, o que é brisa marítima? É a corrente do mar para o continente.

VELOCIDADE DO VENTO

Por que conhecer a velocidade do vento é importante? É importante para a navegação marítima e aérea. E é bom saber também a direção do vento.

Exemplo: você sabia que para decolar (sair do chão em direção ao ar) o avião precisa ir na direção contrária ao vento?

INSTRUMENTOS QUE MEDEM A VELOCIDADE E DIREÇÃO DO VENTO

1. ANEMOSCÓPIO: Peça sobre um eixo vertical que recebe o vento e gira em círculo sobre um dispositivo que tem os pontos cardeais. O anemoscópio mostra a direção dos ventos.
2. BIRUTA:
Instrumento simples que indica a direção dos ventos e orienta as manobras do avião. É uma espécie de saco aberto nas duas extremidades uma maior que a outra. Ela gira ao receber o vento mostrando a direção.
3. ANEMÔMETRO:
São duas hastes cruzadas com pequenas cuias nas extremidades em posições contrárias.tem também um ponteiro com escala graduada. O anemômetro serve para medir a velocidade do vento.

PREVISÃO DO TEMPO

TEMPO E CLIMA

Qual a diferença entre tempo e clima?

O tempo se refere a um determinado momento (exemplo: hoje está chovendo, ou hoje está frio, ou esta noite está quente). O clima é dado pelas características de uma região (exemplo: o clima do litoral de São Paulo é quente e úmido).

Você sabe como é classificado o clima?

O clima é classificado de acordo com a média dos acontecimentos observados em um determinado período. Os meteorologistas observam as médias de temperatura e umidade de uma região e classificam o clima. Foi observando as médias de temperatura e umidade do litoral São Paulo que eles puderam concluir que o clima de lá é quente e úmido.

Quem faz a previsão do tempo?

Os técnicos que são os meteorologistas.

Como os meteorologistas fazem a previsão do tempo?

Com aparelhos como barômetro, termômetros, anemômetros, etc e também com as informações que eles recebem pelos satélites artificiais para analisar os tipos de ventos, umidade, pressão atmosférica, nuvens e massas de ar.

Pra quem é importante a previsão do tempo?

Para os pilotos de avião, agricultores, pescadores porque as atividades deles depende das condições do tempo.

Como são formadas as nuvens?

São formadas por gotículas de água ou cristais de gelo suspensos no ar. Essas gotículas de água e os cristais de gelo vêm da evaporação das águas dos oceanos, rios, lagos, etc.

Como se classificam as nuvens?

Em 10 tipos as principais são: CIRROS, CÚMULOS e ESTRATOS.

CIRROS

São aquelas nuvens estreitas como faixas brancas que ficam em alta altitude e mostram o bom tempo. As CIRROS são formadas por cristais de gelo.

CÚMULOS

Também indicam bom tempo e são aquelas nuvens brancas e espessa como flocos de algodão. Formam-se nas baixas camadas da atmosfera.

ESTRATOS

Tornam o dia nublado e formam as vezes as garoas. Formam uma camada baixa que cobre o céu todo.

A partir destes tipos de nuvens formam-se outras:

Cirros-cúmulos: mostram que há turbulência na atmosfera.
Cúmulos-nimbos:
nuvens de tempestades;
Estratos-cúmulos e nimbos-estratos:
nuvens baixas e cinzas indicam chuva sem relâmpagos.

A previsão do tempo também verifica se o vento vem do norte ou do sul, se é fraco ou forte e assim, conhecendo a direção e velocidade do vento dá pra saber a direção e a velocidade das nuvens porque é o vento que desloca as nuvens de uma região para outra.

Assim, sabendo a direção das nuvens dá pra saber para que lugar elas irão. Sabendo a velocidade dá pra calcular quanto tempo será gasto neste percurso.

Como se chama o aparelho que mede a UMIDADE DO AR? É o HIGRÔMETRO ou HIGRÓGRAFO.

O QUE SÃO AS MASSAS DE AR?

São grandes quantidades de ar agrupadas por estarem submetidas à mesma umidade, mesma pressão e temperatura, à mesma ação do vento.

As massas de ar sofrem influência de fatores da natureza como a falta de vento, velocidade e direção dos ventos e a pressão da atmosfera.

O que acontece quando uma massa de ar se forma numa região quente como um deserto e em outra região do planeta gelada como no pólo norte? No deserto a massa de ar é aquecida e sobe. No pólo norte a massa de ar frio desce. A direção e velocidade do vento, a pressão da atmosfera pode fazer as duas massas de ar (a do deserto e do pólo) se aproximarem

Como se chama quando uma massa de ar quente se encontra com uma massa de ar frio? Chama-se frente.

Por que ocorre a frente?

Por causa das diferenças de temperatura e pressão entre as massa de ar. O ar mais frio e mais denso desce e o ar mais quente e menos denso sobe.

O que é frente fria?

É quando uma massa de ar frio se aproxima de uma massa de ar quente parada numa região.

O que é frente quente?

É quando uma massa de ar quente se aproxima de uma massa de ar frio parada.

Por que é importante saber o deslocamento das massas frias e quentes para a previsão do tempo? Porque se uma região estiver dominada por massa de ar quente e úmido, a aproximação de uma frente fria provoca nevoeiros (por causa do resfriamento do ar úmido) e de nuvens baixas e escuras (cúmulos-nimbos) responsáveis pelas chuvas.

Por que acontece o nevoeiro?

Por causa do resfriamento do ar úmido.

Então se uma região estiver com o tempo frio e chuvoso, o que indica uma aproximação de uma frente quente? Indica que o tempo vai melhorar. massa de ar

Como é possível prever com antecedência o tempo?

Conhecendo as frentes e sabendo como elas se deslocam.

Então porque acontecem erros nas previsões do tempo?

Porque os ventos mudam de direção. A mudança dos ventos faz com que as massas de ar se desloquem pra regiões diferentes das previstas. Por isso, as previsões feitas pelo instituto meteorológico podem falhar mesmo com toda tecnologia.

A pressão atmosférica pode variar num mesmo lugar?

Sim, A pressão atmosférica pode variar num mesmo lugar dependendo da temperatura e da umidade.

Quando a pressão é menor?

O ar quente é menos denso e exerce menor pressão do que o ar frio que é mais denso. O ar úmido também exerce menor pressão do que o ar seco.

O ar pode estar úmido ou seco dependendo de que?

O ar pode estar úmido ou seco dependendo da maior ou menor quantidade de vapor d’água na atmosfera.

Como se chama o aparelho que mede a UMIDADE DO AR?

É o HIGRÔMETRO ou HIGRÓGRAFO.

O higrógrafo registra num papel a variação da umidade num determinado tempo.

Por que conhecer a umidade do ar é importante para a previsão do tempo?

Porque quanto maior a umidade do ar maior a probabilidade de chuvas.

A umidade e a pressão atmosférica estão ligadas?

Sim: Quando o ar está úmido é porque ele tem vapor d’água entre as moléculas e neste caso a pressão atmosférica é baixa. O ar muito úmido e a pressão atmosférica baixa indica probabilidade de chuva.

Quando ao ar está seco (com pouco ou nenhum vapor d’água) a pressão atmosférica é alta e neste caso não deve haver chuva.

Por que as mudanças na pressão atmosférica são importantes para a previsão do tempo?

Porque a queda brusca da pressão indica aproximação de tempestade e a subida lenta da pressão indica que o tempo vai melhorar.

Como se faz a previsão do tempo usando um barômetro e um higrógrafo?

Se a pressão estiver alta indica o ar seco e tempo sem chuva. Se a pressão estiver baixa indica ar úmido e sinal de chuva.

Onde são obtidas as informações para fazer a previsão do tempo?

Nas estações meteorológicas, lá tem instrumentos como barômetros, higrógrafos, anemômetros, radar, computadores, etc.

O que é registrado e analisado nas estações meteorológicas?

Variações da temperatura, da pressão atmosférica, da umidade do ar, da velocidade do vento.

Para que servem os balões meteorológicos?

Para medir altitude, umidade do ar e temperatura.

Qual é outra fonte importante para a previsão do tempo?

São os SATÉLITES meteorológicos que giram ao redor da Terra. Eles fotografam a superfície da Terra e enviam as fotos por ondas de rádio. Estas fotos mostram a formação de nuvens, frentes frias e quentes, furacões, etc.

Onde fica o Instituto Nacional de Meteorologia no Brasil?

Em São José dos Campos, São Paulo.

O que são os mapas m meteorológicos?

São publicações feitas por jornais e tv da previsão do tempo.

Fonte: br.geocities.com

Ventos

O padrão geral dos ventos - a circulação geral na atmosfera

O efeito combinado da rotação da Terra em volta do Sol, da inclinação do eixo da Terra e da sua rotação em volta dele criam o sistema global de circulação atmosférica. Os ventos globais podem ser medidos usando balões meteorológicos e são em grande parte gerados pelas diferenças de temperatura e, por isso, pelas diferenças de pressão e não são muito influenciados pela superfície da Terra.

A variação do ângulo de incidência dos raios solares à superfície entre as zonas polares, onde é tangencial, e as zonas equatoriais, onde é perpendicular, provoca grandes diferenças de temperatura. É ao equador que chega maior quantidade de radiação solar. O equador é uma «fonte de calor», isto é, recebe mais radiação do que a que irradia (os polos perdem mais radiação do que a que recebem).

O ar quente do equador ascende até à tropopausa (onde deixa de ascender porque na tropopausa o ar ambiente começa já a ser mais quente).

A partir daí, já não pode subir mais e espalha-se, movendo-se em direcção aos polos. O calor flui da «fonte de calor» para os polos e assim se estabelece a circulação global superior das grandes massas de ar (acima de 6000m de altitude) do equador para os polos. À superfície, o fluxo de retorno das massas de ar - a circulação global inferior - é dos polos para o equador.

Se a Terra não rodasse, existiria apenas uma grande célula em cada hemisfério. É a força de Coriolis resultante da rotação da Terra que impede o ar que sobe no equador de chegar aos polos e gera uma componente dominante este/oeste no fluxo das células de circulação atmosférica (e oceânica).

Os ventos tropicais de Leste

De 0-30 º de latitude (os chamados «ventos alíseos» ou «trade winds»). (NE no HN e SE no HS)

O ar, quente e menos denso, sobe no equador (criando uma área de baixas pressões de origem térmica perto da superfície que atrai ventos do Norte e do Sul) e flui na direcção dos polos (onde arrefece). A cerca de 30° norte ou sul de latitude, a força de Coriolis impede o ar de ir muito mais longe. A esta latitude há uma área de altas pressões de origem dinâmica na qual o ar volta a descer para a superfície e flui de volta ao equador criando uma «célula de circulação».

Os ventos alíseos convergem numa área no equador chamada a Zona Intertropical de convergência, produzindo uma estreita banda de nuvens e trovoadas que rodeia o globo, sendo mais bem definida sobre os oceanos. Por causa da rotação da Terra (efeito de Coriolis), as massas de ar em movimento são defletidas para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul. E, por isso, os ventos vêm de este e fluem para oeste

Os ventos polares de Leste

De 60-90º de latitude. (NE no HN e SE no HS)

O ar frio e denso que chega aos polos cria uma zona de altas pressões de origem térmica e o ar desce e flui depois de este para oeste (efeito de Coriolis) até chegar a cerca de 60º de latitude, onde começa a subir.

Os ventos dominantes de Oeste

De 30-60º de latitude (Westerlies).(SO no HN e NO no HS)

Esta é uma região com um fluxo invertido de superfície. O ar desce a 30°, com o fluxo de ar vindo do equador e sobe a 60º com o fluxo de ar na célula polar. Os ventos tentam fluir para norte no Hemisfério Norte e para sul no Hemisfério Sul, mas são defletidos pelo efeito de Coriolis para um fluxo de oeste.

Embora o sistema global de circulação atmosférica explique em termos gerais muitos dos padrões de grande escala no tempo meteorológico, há depois muitos pormenores e muitas modificações de mais pequena escala a considerar que originam a sua dinâmica diária e anual, como, por exemplo: há mudanças anuais correspondendo às estações do ano, devidas à inclinação do eixo da Terra; a localização dos continentes altera o fluxo das massas de ar; os oceanos e os continentes aquecem de um modo diferente.

Fonte: to-campos.planetaclix.pt

Ventos

É o ar em movimento. Este termo é aplicado ao movimento horizontal próprio da atmosfera. Os movimentos verticais, ou quase verticais, são chamados de correntes. Os ventos são produzidos por diferenças de pressão atmosférica, atribuídas principalmente a diferenças de temperatura. As variações na distribuição de pressão e temperatura devem-se principalmente à distribuição desigual do calor solar, assim como às diferentes propriedades térmicas das superfícies terrestres e oceânicas. Quando as temperaturas de regiões adjacentes diferem, o ar mais quente tende a ascender e a soprar sobre o ar mais frio e, portanto, mais pesado.

Os ventos predominantes criam padrões climáticos que se apresentam muito diferenciados entre janeiro e julho. Os ventos do oeste sopram com maior persistência durante o mês de janeiro no hemisfério norte. Estes ventos sopram constantemente no hemisfério sul. Na América do Norte e na Ásia, a elevada pressão causa o deslocamento de massas de ar. No verão, a baixa pressão causa o influxo de massas de ar e de vento. Os ventos de monções sopram em direção ao sul, a partir da Ásia, no mês de janeiro, e em direção ao norte, a partir da Austrália, no mês de julho. Existem regiões de calmaria na áreas equatoriais dos Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.

A Velocidade dos Ventos

Os ventos não se formam com a mesma velocidade.

Por isso, existem vários tipos de vento:

Brisa – É um vento fraco e agradável. Pode ser marítima ou terrestre.

A brisa marítima ocorre durante o dia e se desloca do mar para a terra. Isso acontece porque os raios solares aquecem a terra mais rapidamente do que a água, originando uma corrente de ar quente que sobe. Seu lugar é ocupado pelo ar frio que estava sobre o mar.

A brisa terrestre ocorre durante a noite e se desloca da terra para o mar. À noite, sem o calor do sol a terra esfria, mas a água ainda conserva o calor. Assim, o ar que está sobre o mar fica quente e sobe, e o ar frio da terra se desloca para o mar.

Ventos Alísios – São ventos brandos, regulares e constantes. Favorecem a navegação marítima. Os ventos brandos são aproveitados pelo homem para suas atividades de lazer e de trabalho. Para empinar pipas, praticar Windsurfe, navegar transportando mercadorias ou pessoas, ou aproveitando a força do vento para fazer funcionar bombas d'água através do moinho de vento, por exemplo.

Ciclone – Perturbação atmosférica no centro da qual a pressão é muito baixa, provocando ventos superiores a 150 km/h. Formam-se nas regiões tropicais sobre os mares quentes. O ciclone que se forma sobre o Atlântico é chamado de furacão, enquanto o que se forma sobre o Pacífico é comumente chamado de tufão.

Furacão – Ciclones tropicais migratórios que se originam sobre os oceanos em regiões ao longo da linha do equador, em particular as Antilhas, incluindo o Caribe o o golfo do México. Os ciclones do tipo furacão originados no oeste do Pacífico, são chamados de tufões.

Os furacões consistem de ventos muito rápidos, que sopram de forma circular em redor de um centro de baixa pressão, chamado olho do furacão. A força de um furacão é avaliada com índice entre 1 e 5. Os mais fortes, com categoria 5, superam os 250 km/h. O furacão Gilbert, o maior do século XX, com ventos em rajadas que alcançaram os 350 km/h, devastou a Jamaica e partes do México.

Tornado – Vento que toma a forma de um turbilhão circular (diâmetro de menos de 2 km) se deslocando a uma velocidade de 30 a 60 km/h. Gira no sentido horário no Hemisfério Sul e no sentido anti-horário no Hemisfério Norte. Os ventos fortes do tornado carregam tudo à sua passagem.

Monção – Vento que muda de direção com a passagem das estações. Predomina no oceano Índico. Sopra do sudoeste, geralmente entre abril e outubro, e na direção oposta, para nordeste, entre outubro e abril.

Nuvem

Forma condensada de umidade atmosférica, composta de pequenas gotas de água ou cristais de gelo. As nuvens são o principal fenômeno atmosférico visível e representam um passo transitório, embora vital, no ciclo da água.

Em meteorologia, a formação de nuvens por causa do esfriamento do ar provoca a condensação de vapor de água, invisível, em gotinhas ou partículas visíveis de gelo. As partículas que compõem as nuvens têm um tamanho que varia entre 5 e 75 micra (0,0005 e 0,008 cm). As partículas são sustentadas no ar por correntes verticais leves.

Tipos de Nuvens

Alguns tipos de nuvens são responsáveis pela precipitação das chuvas ou de neve. Em regiões tropicais, entre a passagem das estações do verão e do outono, é comum a formação de nuvens que precipitam granizo. As nuvens movem-se conforme o deslocamento das massas de ar. As nuvens responsáveis pela precipitação de chuvas são formadas com a condensação do vapor de água. As nuvens que precipitam neve e granizo formam-se com a condensação do vapor de água que acarreta na formação de flocos de gelo e pequenas formações cristalizadas.

Quanto aos tipos de nuvens, há quatro classificações básicas: nuvens fátuas (cirrus, nuvens cinzentas ou brancas, ocorrendo em altitudes mais elevadas), reunião de muitas nuvens (cumulus, nuvens de bases escuras e topos brancos, situando-se a altitudes de 5.000 pés; trazem chuvas), nuvens assentadas (stratus, nuvens baixas, que trazem chuva ou neve), nuvens que comportam as chuvas (nimbus, nuvens que, agrupadas verticalmente, assim chamando-se cumulonimbus, trazem tempestades e trovoadas). Alguns tipos de formação de nuvens de características peculiares também podem apresentar variações compostas de dois tipos como os apresentados acima.

Massas de ar

Corpo de ar com características próprias de umidade, pressão e temperatura. Uma massa adquire suas propriedades a partir do contato com a superfície terrestre. Quando estacionada sobre uma região tropical do oceano, com corrente marítima quente, isto é, com evaporação de muita água, será uma massa quente e úmida. No caso de parar sobre o pólo, será fria e transportará a umidade do lugar.

Temos os seguintes tipos de massa de ar, de acordo com as diversas regiões que as formam:

Continental polar - massa de ar frio.
Continental tropical -
massa de ar quente.
Marítima polar -
massa de ar frio.
Marítima tropical -
massa de ar quente.
Equatorial -
massa de ar quente.

Frentes Climáticas

O clima nas regiões temperadas do mundo é controlado por depressões. Elas são formadas quando as massas de ar polares encontram as massas subtropicais.

O limite de confronto das duas massas de ar é chamado de frente polar.

As depressões consistem em círculos de ar que giram num raio de centenas de quilômetros. As depressões possuem tanto frentes quentes quanto frentes frias.

As frentes quentes ocorrem quando o ar quente subtropical se impõe por sobre a massa fria de ar polar, formando um manto de nuvens que podem comportar chuvas leves ou neve.

As frentes frias ocorrem após as frentes quentes. O ar frio desce sob o ar quente. Isto pode resultar em nuvens heterogêneas (cumulunimbus) que comportam chuvas fortes ou neve.

A Poluição do Ar

É a contaminação da atmosfera por resíduos ou produtos secundários gasosos, sólidos ou líquidos, que podem pôr em risco a saúde do homem e a saúde e bem-estar das plantas e animais, atacar diferentes materiais, reduzir a visibilidade ou produzir odores desagradáveis. Entre os poluentes atmosféricos emitidos por fontes naturais, somente o radônio, um gás radiativo, é considerado um risco importante para a saúde. A poluição do ar é causada por gases tóxicos e material particulado (micropartículas sólidas suspensas na atmosfera).

Quanto à sua natureza química, os poluentes do ar se classificam em:

Compostos sulfurosos (derivados de enxofre)
Compostos nitrogenados (derivados de nitrogênio)
Compostos orgânicos (derivados de carbono)
Óóxidos de carbono
Halógenos (metais)
Matéria particulada (poeira e fumaça)
Compostos radioativos
Principais efeitos dos poluentes presentes no ar
Lesões e queda de folhas
Inibição da fotossíntese
Morte de liquens
Irritação de mucosas respiratórias
Irritações na garganta, olhos
Bronquite, asma
Enfisema pulmonar
Efeitos carcinogênicos
Asfixia
Perturbações nos ossos
Problemas glandulares
Problemas de pele

Cada ano, os países industrializados produzem milhões de toneladas de poluentes. Os contaminantes atmosféricos mais freqüentes e mais amplamente dispersos se descrevem na tabela anexa. O nível pode ser expressado em termos de concentração atmosférica (microgramas de contaminante por metro cúbico de ar) ou, no caso dos gases, em partes por milhão, ou seja, o número de moléculas do poluente por milhão de moléculas de ar.

Muitas substâncias contaminantes provém de fontes facilmente identificáveis; o dióxido de enxofre, por exemplo, provém das centrais energéticas que queimam carvão ou petróleo. Outros se formam pela ação da luz solar sobre materiais reativos previamente emitidos à atmosfera (os chamados precursores). Por exemplo, o ozônio, um perigoso poluente que faz parte do smog,se produz pela interação de hidrocarburetos e óxido de nitrogênio sob a influência da luz solar.

Nas grandes cidades, durante o inverno, a qualidade do ar fica seriamente comprometida devido ao fenômeno da inversão térmica, no qual, com o rápido resfriamento do Ventos durante a noite, ou com o rápido aquecimento das camadas atmosféricas mais altas, o ar quente fica por cima do ar frio, impedindo que as camadas mais próximas da superfície possam circular.

Com isso, os poluentes presentes nas camadas mais baixas não tem condições de ser dissipados e acumulam-se em concentrações bastante tóxicas. Já nos dias quentes, uma vez que maiores temperaturas reduzem a solubilidade dos gases dissolvidos na água dos rios, gases como o gás sulfídrico, derivado de enxofre, são liberados da águas poluídas dos rios para a atmosfera, causando intenso mau cheiro nas áreas próximas.

O escurecimento das construções e edifícios nas grandes cidades, bem como das cascas das árvores nos parques urbanos, são reflexo do acúmulo de material particulado pesado (poeira) e mais leve (fumaça), o qual é produzido principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como carvão e derivados de petróleo.

Atualmente a poluição do ar tem recebido especial atenção em diversos lugares do mundo, inclusive no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, a CETESB tem monitores automáticos espalhados nos pontos mais críticos da cidade, indicando a qualidade do ar à população.

Uma rede de telemetria avançada, utilizada para medir a concentração dos poluentes produzidos especialmente pelos veículos automotores ("acredita-se que 60 % da poluição atmosférica provém dos automóveis") está constantemente em operação, e nos meses de inverno é instalada a operação inverno na qual propõe-se o rodízio de carros na cidade e o isolamento de áreas em estado crítico.

Ações isoladas neste sentido não resolvem o problema. A consciência de que a convivência em um ambiente onde o ar respirado não é adequado já está sendo consolidada em todas as frações da sociedade e isso tende a gerar a longo prazo melhorias na qualidade de vida das metrópoles.

O instrumento destas melhorias é o desenvolvimento de tecnologia anti-poluente da indústria automobilística, e o controle das emissões industriais, dos caminhões, ônibus e veículos em mal estado de conservação, os quais circulam hoje nas cidades.

Efeito estufa

Fenômeno natural, causado pela presença de gases na atmosfera, que provoca o aquecimento gradual do planeta. Os gases da atmosfera, sobretudo o carbônico, funcionam como redoma. Retêm na Terra o calor das radiações infravermelhas emitidas pelo Sol e mantêm a temperatura média em torno de 16ºC.

Sem os gases, as radiações que chegam à superfície terrestre seriam refletidas para o espaço. A temperatura não passaria de 27ºC negativos e a superfície seria coberta de gelo.

A expressão efeito estufa também identifica o aquecimento que tem sido verificado no planeta nas últimas décadas. Pesquisas da agência americana Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) indicam que a temperatura global média subiu 0,18ºC desde o início do século. Fotos tiradas pelo satélite meteorológico Nimbus mostram redução da área de gelo nos pólos.

Essas alterações climáticas ocorrem paralelamente a um aumento significativo da concentração de gases à base de carbono na atmosfera, provocado pela queima de combustíveis fósseis, como carvão e derivados de petróleo. A relação entre o aquecimento do planeta e a emissão de gases estufa não está comprovada, embora haja muitas evidências nesse sentido. Entre as conseqüências do superaquecimento do planeta está a elevação exagerada da temperatura do ar. Esse fato modificaria o regime dos ventos e aumentaria a evaporação da água, criando mais nuvens e chuvas.

Projeções para meados do século XXI indicam a possibilidade de chuvas intensas em áreas hoje desérticas e falta de água em regiões atualmente férteis. Prevêem também o aumento do nível dos oceanos devido ao derretimento das calotas de gelo polares, que podem diminuir ou até desaparecer.

Ar e Saúde

Tuberculose - Doença infecciosa aguda ou crônica provocada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis, que pode afetar qualquer tecido do organismo, mas geralmente localiza-se nos pulmões.

O agente causal foi descoberto em 1862 por Robert Koch.

Na tuberculose pulmonar, os sintomas típicos são: afecções respiratórias como tosse, dor torácica e escarros sanguinolentos. O bacilo pode permanecer latente no organismo durante um longo período, até que uma diminuição das defesas lhe dê a oportunidade de multiplicar-se e provocar os sintomas da doença. O tratamento completo com antibióticos dura entre seis meses e dois anos.

Pneumonia - Termo aplicado a qualquer das cerca de 50 doenças inflamatórias diferentes dos pulmões, caracterizadas pela formação, nesses rgãos, de um exsudato fibrinoso (isto é, formado pela fibrina, uma proteína esbranquiçada presente nos coágulos sangüíneos. Pode ser causada por bactérias, vírus, rickéttsias, micoplasma, fungos, protozoários ou pela aspiração de vômito.

Pneumonia bacteriana: pode apresentar-se como uma pneumonia lobar (afetando um lóbulo pulmonar) ou como uma broncopneumonia (afetando regiões próximas aos bronquíolos respiratórios).
Pneumonia viral:
constitui a maioria dos casos identificados atualmente; em geral, são brandas e se resolvem de forma espontânea, sem tratamento específico.
Pneumonia atípica primária:
é causada por um organismo procariótico pequeno, o Mycoplasma pneumoniae. Geralmente, a doença se cura de forma espontânea.
Pneumonia por Pneumocystis carinii:
é a causa mais freqüente de morte nas pessoas afetadas pela Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS).

Difteria - Doença aguda muito infecciosa, que ocorre principalmente na infância, caracterizada pela formação de falsas membranas nas vias do trato respiratório superior. O agente causal da moléstia é a bactéria Corynebacterium diphtheriae. Alguns dias após penetrar no organismo, o bacilo diftérico provoca a formação de um exsudato branco-acinzentado, que acaba se tornando uma falsa membrana acinzentada. Esta pode chegar a obstruir as vias respiratórias.

Coqueluche - Nome comum aplicado a uma doença infecciosa aguda do trato respiratório, causada pela bactéria Bordetella pertussis. Caracteriza-se, em seus estágios finais, por tosse violenta que termina num som sibilante de alta intensidade.

Meningite - Inflamação das meninges ou membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A maioria dos casos de meningite, especialmente os causados por bactérias (sobretudo meningococos e Haemophilus influenzae), apresentam um início brusco, com sintomas que incluem cefaléia, rigidez da nuca, febre, náuseas e vômitos. Progride com rapidez e, se não for tratada em um período que vai de 24 a 72 horas, pode levar à morte.

Gripe - Doença infecto-contagiosa aguda do trato respiratório, provocada pelo vírus da influenza, que afeta de maneira especial a traquéia. Um episódio não complicado de gripe caracteriza-se por um quadro que inclui tosse seca, dor de garganta, congestão e secreção nasal abundante e irritação ocular. Nos casos mais complexos, acrescentam-se calafrios, febre de rápida instauração, cefaléia, dores musculares e articulares e, às vezes, sintomas digestivos. A febre regride paulatinamente em poucos dias. Contudo, quando o processo é acompanhado ou seguido por uma pneumonia viral ou bacteriana, pode se tornar uma doença mortal.

Caxumba - Doença infecciosa aguda. causada por um vírus e caracterizada pela tumefação das glândulas salivares. Provoca, às vezes, surtos epidêmicos. A incidência mais elevada se dá entre 5 e 9 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade. Como a glândula que afeta, com mais freqüência, é a parótida, é chamada ainda de parotidite epidêmica.

Sarampo - Doença infecto-contagiosa aguda e febril, provocada por um vírus filtrável e caracterizada pelo surgimento de pequenas manchas vermelhas na superfície da pele, irritação ocular, tosse e rinorréia (secreção nasal abundante). Aos doze dias de contágio, aparecem febre, espirros e rinorréia. Trata-se de uma doença benigna na maioria dos casos. Só eventualmente o vírus pode alcançar o tecido cerebral e provocar encefalite ou mesmo a morte. Não há tratamento específico.

Poliomielite - Doença infecciosa viral do sistema nervoso central que, em muitos casos, provoca, como seqüela, paralisia. O vírus penetra no organismo por via digestiva e estende-se pelas células nervosas, afetando várias partes do sistema nervoso central.

Para prevenir a doença, desenvolveu-se, inicialmente, uma vacina de vírus inativados, misturando as três cepas do poliovírus (vacina tipo Salk). Mais tarde, elaborou-se uma vacina oral das três cepas do vírus atenuado, a vacina trivalente oral para a pólio ou tipo Sabin, que, por sua maior eficácia, substitui em todo o mundo a vacina Salk.

Fonte: www.biomania.com.br

Ventos

A escala Saffir-Simpson vai de 1 a 5 e mede a intensidade dos ventos dos furacões, classificados por categorias.

Foi criada em 1969 pelo engenheiro civil Herbert Saffir (ao lado) e pelo meteorologista Robert Simpson (foto abaixo), na época diretor do NHC - Centro Nacional de Furacões, nos EUA.

A escala é usada para dar uma estimativa do potencial risco de danos e inundacões esperados durante a passagem de um furacão.

Os ventos são medidos por 1 minuto e devem sustentar-se durante este período, daí a expressão "ventos sustentados", quando referem-se a furacões.

Categoria 1

Ventos entre 119 e 153 km/h

As ondas provocadas pela tempestade aumentam entre 1.3 e 1.5 metros acima de seu nível normal. Não há riscos reais nas estruturas. Há riscos menores para traillers soltos e queda de pequenas árvores. Alguns outdoor mal construídos podem ser arrancados. Também alguns alagamentos podem ser percebidos próximos costa, bem como alguns desmoronamentos.

Categoria 2

Ventos entre 154 e 177 km/h

As ondas erguem-se entre 1.8 e 2.45 metros acima de seu nível normal. Causa danos em telhados, janelas e portas, podendo arrancá-los. Danos consideráveis em árvores e arbustos. Algumas árvores podem ser arrancadas. Sérios danos em traillers, barcos ancorados e outdoors. Duas horas antes da chegada do olho do furacão diversos alagamentos são verificados. Pequenos barcos em ancoradouros desprotegidos rompem suas amarras.

Categoria 3

Ventos entre 178 e 209 km/h

Um grande furacão. As ondas alcançam até 3.7 metros. Danos em estruturas de pequenas residências. Árvores de grande porte podem ser arrancadas. Traillers e outdoors são destruidos. Locais de baixadas são alagados 3 horas antes da chegada do centro da tempestade. Os alagamentos próximos à costa arrasam pequenas propriedades. Pode ser requerida a evacuação da áreas mais baixas.

Categoria 4

Ventos entre 210 e 249 km/h

As ondas alcançam 5.5 metros. Destelhamento completo em pequenas residências. Árvores, arbustos e outdoors são arrancados. Destruição completa de traillers. Grandes danos em portas e janelas. Lugares baixos são inundados em até 3 horas antes da chegada do olho do furacão. Áreas 3 metros acima do nível médio do mar podem ser inundadas, requerendo massiva evacuação das áreas residencias distantes até 10 km da costa.

Categoria 5

Ventos maiores que 249 km/h

Nível máximo da escala. As ondas são acima de 5.5 metros. Destelhamento total da maioria das casas e prédios industriais. Agumas casas são arrastadas com a força do vento. Todas as árvores, arbustos, outdoors e luminosos são arrancados. Grandes danos nas áreas baixas localizadas a menos de 4.5 metros acima do nível médio do mar. Grandes inundações até 500 metros de distância da linha da praia. Evacuação total nas áreas até 16 km da costa.

Fonte: www.apolo11.com

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