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Vozes do Verbo



O verbo representa a classe gramatical que mais se revela passível de flexões – de pessoa, número, tempo, modo e também de voz. Esta última, por sua vez, se caracteriza pela maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, ora classificada por: ativa, passiva e reflexiva.

Diante de tal pressuposto ampliaremos nossos conhecimentos acerca deste assunto, de modo a interagirmos efetivamente com as peculiaridades que lhe são condizentes:

Voz ativa:

Neste caso, o sujeito é quem pratica a ação, tornando-se agente desta.
Exemplo:

Vozes do Verbo

Voz passiva:

Caracteriza-se pela ação sofrida pelo sujeito, na qual o sujeito se revela não mais como agente, e sim como paciente.
Exemplo:

Vozes do Verbo

Observação digna de nota:

A voz passiva ocorre sob duas formas. Vejamo-las:

* Voz passiva sintética – formada por um verbo transitivo direto (ou direto e indireto) na terceira pessoa do singular ou plural, acompanhada do pronome oblíquo “se” (ocupando a função de apassivador).
Exemplo:

Vozes do Verbo

* Voz passiva analítica – formada por um verbo auxiliar (ser ou estar), conjuntamente com o particípio de um verbo transitivo direto (ou direto e indireto).
Exemplo:

Vozes do Verbo

Voz reflexiva:

A ocorrência se dá quando o sujeito se revela por ser agente e paciente ao mesmo tempo, isto é, pratica e recebe a ação expressa pelo verbo.
Exemplo:

Vozes do Verbo

Atendo-nos a uma análise deste, constatamos que o sujeito - representado pela menina – executou a ação de pentear-se, como também recebeu algo em decorrência desta mesma ação – o fato de ficar penteada (arrumada).

Fonte: www.portugues.com.br

Vozes do Verbo

O verbo é a classe gramatical que mais sofre flexões. Uma dessas flexões diz respeito à voz verbal, que é a forma como o sujeito se relaciona com o verbo e os  complementos deste.

Há três vozes verbais.

1) A voz ativa. Quando o sujeito é o agente da ação ou processo verbal.
Exemplos: Roberto cortou a melancia. Quem cortou a melancia? Roberto.

2) Voz passiva. O sujeito sofre a ação verbal. A voz passiva pode ser:

a) Analítica (verbo ser + particípio do verbo principal):
           A melancia foi cortada por Roberto.
Aqui se percebe que o objeto direto da oração do verbo na voz ativa se tornou o sujeito (paciente)
na voz passiva. E que o sujeito da voz ativa se tornou o agente da passiva.

b) Sintética. A voz passiva é feita com o pronome SE (partícula apassivadora) em vez do verbo SER:
Cortou-se a melancia.

03) Voz reflexiva. O sujeito pratica e sofre a ação expressa pelo verbo:
           Roberto cortou-SE.

Notas:

a) Só o verbo transitivo direto (ou direto e indireto) pode passar para voz passiva.
Vejamos por quê:
Antes de tudo, na voz passiva, é necessário um agente da passiva, que na voz ativa é o sujeito, e de um sujeito paciente, que na voz ativa é objeto direto.
Vamos tentar passar um verbo transitivo indireto (VTI)  para voz passiva:

Ele assiste ao filme (VTI).
Ao filme foi ‘assistido’ por ele (errado). Inclusive a oração fica sem sentido.
Tentemos a voz passiva sintética:
Assiste-se ao filme. Temos aí um sujeito indeterminado. O SE é índice de indeterminação do sujeito.
Em ambos os casos, teríamos um sujeito preposicionado, o que é proibido por lei municipal, estadual e federal.
Eu gosto de abacaxi.
De abacaxi eu sou gostado (errado). Uma aberração!
Gosta-se de abacaxi. Outra vez temos um sujeito indeterminado.
Eu dei o picolé a Luiz.
O picolé foi dado a Luiz
Deu-se o picolé a Luiz.
DAR é um verbo transitivo direto e indireto. Assim, ele pode passar para voz passiva, como vimos.
Resumindo: Só se pode passar para a voz passiva o VTD ou o VTDI. O VTI não é possível.

b) Não confundir SE, partícula apassivadora, com SE, índice de indeterminação do sujeito.
Uma das maneiras de se  indeterminar o sujeito, é usar o verbo na terceira pessoa do singular, na voz ativa, acompanhado do pronome SE. E isso só ocorre com os verbos intransitivos, os transitivos indiretos, e os de ligação:
Morre-se fácil aqui (Verbo Intransitivo)
Precisa-se de encanadores (Verbo Transitivo Indireto).
Em uma sala de cirurgia, sempre se fica tenso (Verbo de Ligação).
Já o SE, partícula apassivadora, o verbo, na voz passiva, pode estar no singular ou plural em concordância com o sujeito. Aliás, essa é uma das dicas de como saber  se o pronome SE é ou não partícula apassivadora: Se o verbo estiver no singular, passa-se para o plural, se o verbo flexionar-se, é partícula apassivadora:  Cortou-se a melancia. Cortaram-se as melancias.

c) Se houver dúvida se um pronome é ou não reflexivo, basta substituí-lo pela expressão A SI MESMO. Se puder, trata-se de um pronome reflexivo: Ele cortou-se. Ele cortou a si memo.

d) Para se formar a voz passiva analítica nunca se usa como auxiliar os verbos TER e HAVER. Então, quando em uma locução verbal estiverem como verbo auxiliar um desses dois verbos, já se sabe que se trata de um tempo composto e a locução está na voz ativa. Os principais auxiliares da voz passiva é SER e ESTAR (este muito mais raro).

D) Como vimos, o tipo de relação (de atividade, passividade, ou de ambas) do sujeito e seu verbo é o que chamamos de VOZ. Há um caso particular de voz reflexiva: A reflexiva recíproca, quando, num caso de sujeito composto, um age sobre o outro (ou outros) de modo recíproco: Beijaram-se Natan e sua namorada.

E) O uso de uma ou de outra voz não é totalmente indiferente:
Quando se usa a voz ativa se tenciona enfatizar o agente da ação. Na voz passiva, o destaque é para a ação. Em não havendo o desejo  consciente de se enfatizar a ação, somos mais diretos, concisos, objetivos e claros, usando a voz ativa.

Fonte: www.recantodasletras.com.br

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