Vômito, diarréia, anemia, baixo desenvolvimento, cansaço, fraqueza, emagrecimento, inchaço e dor abdominal. Esses são alguns dos sintomas das verminoses, problemas que podem ser causados por vários tipos de parasitas. Os mais freqüentes são o Ascaris lumbricoides (conhecido como lombriga), o Ancylostoma duodenalis e o Necator americanus (ambos causadores da parasitose intestinal conhecida como amarelão ou doença do Jeca Tatu), o Strongyloides stercoralis, o Oxiurus, o Tricocéfalus, a Taenia saginata (popularmente chamada de solitária), o Xistosoma (causadora da esquitosomose), a Entamoeba histolytica (Ameba) e a Giárdia.
Muitas vezes a transmissão por verminose pode ser assintomática, como também apresentar sintomas mais graves, como tosses intensas, problemas motores ou neurológicos.
Em geral, hábitos alimentares e de higiene resumem as formas de contágio das principais verminoses: a ingestão de alimentos ou água contaminados; o costume de andar descalço, o que pode facilitar a penetração cutânea dos parasitas; o consumo de carne, especialmente a de porco, mal passada e alimentos crus mal lavados.
As verminoses estão normalmente relacionadas a condições socioeconômicas específicas da população. Apesar de acometerem igualmente homens e mulheres, são mais comuns entre as pessoas normalmente mais expostas a situações propícias para o contágio. São elas: falta de saneamento e água tratada, além da baixa escolaridade. O problema também é mais comum em crianças e trabalhadores de áreas rurais.
Além dos já citados, as verminoses podem causar, se não tratadas adequadamente, sintomas mais sérios, dependendo do parasita pelo qual o paciente foi infectado. Em pessoas que fazem uso de medicamentos imonussupressores, por exemplo, pode ocorrer a autoinfestação, ou seja, a infestação massiva de parasitas, o que pode levar a complicações do estado clínico do paciente.
Atualmente o tratamento é bem simples a partir do uso de medicamentos que não causam muitos efeitos colaterais e são eficientes no combate aos parasitas. Se houver complicações decorrentes do não tratamento das verminoses, um tratamento mais específico deve ser adotado de acordo com cada caso.
Rogério Luiz Pinheiro
Fonte: www.hc.ufmg.br
A verminose é um tipo de parasitose, intestinal provocada pelos vermes. A verminose é muito comum, atingindo todas as pessoas adultas e crianças, de todas as idades, tanto na cidade como no campo. As consequências representam graves danos à saúde de todos, às vezes até fatais.
A seguir, alguns tipos de verminoses mais frequentes, os vermes causadores, os sintomas que elas provocam e os cuidados para evitá-las.
Definição
É uma infecção produzida pelo Ascaris lumbricóides, vulgarmente denominado lombriga. Possuem um corpo longo e cilíndrico com o comprimento entre 10 e 40 centímetros. As fêmeas são maiores que os machos. O verme possui uma coloração amarelada ou rósea, e seu corpo é revestido por uma cutícula dura e elástica. A fêmea põe aproximadamente 200 mil ovos por dia. Dentro do hospedeiro, o número de Ascaris lumbricóides presentes no intestino delgado pode variar de quatro a seiscentos exemplares. O verme vive entre seis à dezoito meses e se distribui amplamente através dos trópicos e se estende pelas regiões temperadas. Como as crianças se expõem com maior facilidade, mantendo maior contato com o solo, onde evacuam comumente e desrespeitando as normas de higiene, constituem o grupo mais acometido por esta parasitose. Calcula-se que 14% da população mundial está contaminado com a parasitose. Os maiores índices de parasitismo no Brasil são observados nos estados de Alagoas, Sergipe e litoral de São Paulo.
Sintomas
Quando as larvas migram para os pulmões, o indivíduo infectado apresenta tosse, febre de pequena intensidade e insuficiência respiratória. Já no intestino o verme causa dores abdominais em cólica, diarréia, náuseas e vômito, anorexia, palidez e perda de peso. Isso ocorre porque os vermes adultos localizados no intestino consomem as proteínas ingeridas pelo hospedeiro, o que pode causar desnutrição.
Infecção
Se dá através da ingestão dos ovos infectantes do parasita, procedentes do solo, água ou alimentos contaminados com ovo embrionado ou fezes humanas. O período de transmissibilidade dura o tempo em que o indivíduo portar o verme e estiver eliminando ovos pelas fezes.
No interior do intestino delgado(duodeno) ocorre eclosão do ovo com liberação de uma larva ( Rabiditóide). Essa larva passa para a corrente sanguínea, para o fígado, coração e pulmão. No interior dos pulmões as larvas Rabiditóide perfuram os alvéolos pulmonares sofrendo mudas, se tornando resistentes e maiores, provocando irritação. Dos pulmões as larvas passam para o intestino delgado, irritam o sistema respiratório e digestivo, transformando-se em vermes adultos. No interior do intestino delgado ocorre reprodução sexuada com liberação de milhares de ovos que serão eliminados através das fezes.
Para prevenir a parasitose, todas as infecções devem ser tratadas, a higiene pessoal deve ser reforçada e deve-se providenciar recursos sanitários adequados. É fundamental lavar as mãos antes das refeições e lavar bem os alimentos antes de consumí-los.
É causada por vermes (Ancylostoma, nematelminte) que atacam o intestino delgado, quando adultos, causando inúmeras feridas, que através destas o indivíduo parasitado perde sangue, tornando-o anêmico.
O veículo de transmissão do agente infeccioso é o próprio verme que está na terra e penetra na pele das pessoas quando há contato direto. O habitat natural do verme é água doce/salgada e o solo.
A reprodução se dá no intestino do indivíduo parasitado. O verme adulto põe ovos e estes saem com as fezes, e por falta de saneamento, se espalham pela terra.
Essa doença é atuante, pois o maior meio de infecção é pelo fato de pisar descalço na terra, onde foi depositada as fezes de um indivíduo parasitado.
Sintomas
Fraqueza, palidez, tontura, febre alta e cólicas intestinais
O verme só é combatido depois da infecção por vermifugos. Como o meio de transmissão dessa doença é através das fezes, sendo deixada em local desapropriado, a melhor maneira que se tem de combatê-la é saneando adequadamente sobretudo a periferia de cidades grandes e o campo e sempre andar calçado e usar luvas para manipular a terra.
É um parasita do aparelho digestivo. A infecção se dá pela ingestão de água e alimentos contaminados com ovos do parasita.
As manifestações clínicas podem variar desde casos assintomáticos até casos graves com diarréia crônica, disenteria, anemia.
As verminoses podem ser evitadas: Lavando bem as mãos sempre que usar o banheiro e antes das refeições; Manter limpa a casa e o terreno ao redor, evitando presença de moscas e outros insetos; beber somente água filtrada ou fervida; conservar as mãos sempre limpas, as unhas aparadas, e evitar colocar as mãos na boca; Não deixar as crianças brincarem em terrenos baldios com lixo ou água poluída; andar sempre com os pés calçados.
Em regiões onde há muitos casos de verminose, recomenda-se o uso do Mebendazol 500mg em dose única, Pantelmin 500mg dose única 3 vezes ao ano.
Infecção por protozoários que atinge, principalmente, a porção superior do intestino delgado. A infecção sintomática pode apresentar-se através de diarréia, acompanhada de dor abdominal. Esse quadro pode ser de natureza crônica, caracterizado por dejeções amolecidas, com aspecto gorduroso, acompanhadas de fadiga, anorexia, flatulência e distensão abdominal. Anorexia, associada com má absorção, pode ocasionar perda de peso e anemia. Não há invasão intestinal.
É causada pela Giárdia lamblia, o único protozoário flagelado conhecido como responsável por doença intestinal humana. A doença tem distribuição mundial e ocorre frequentemente nas pessoas que consomem água não tratada e alimentos lavados ou preparados com água contaminada. Os cistos infecciosos do protozoário são normalmente transmitidos por água contaminada com fezes e atinge, principalmente, a porção superior do intestino delgado..
Características epidemiológica
É doença de distribuição universal. Epidemias podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam crianças, sendo os grupos etários mais acometidos menores de 5 anos e adultos entre 25 e 39 anos.
A prevenção da doença está baseada na boa higiene pessoal e na eliminação dos cistos da água de abastecimento. A cloração pode destruir os cistos, mas não é sempre confiável porque vários fatores podem diminuir a sua eficiência. Por essa razão a água de abastecimento deve também ser tratada para a remoção de matéria em suspensão (filtração).
Medidas de controle
A) Específicas
Em creches ou orfanatos deverão ser construídas adequadas instalações sanitárias e enfatizada a necessidade de medidas de higiene pessoal. Educação sanitária , em particular desenvolvimento de hábitos de higiene – lavar as mãos após o uso do banheiro;
B) Gerais
Filtração de água potável. Saneamento básico;
C) Isolamento:
Pessoas com giardíase devem ser afastadas do cuidado de crianças. Com pacientes internados, devem ser adotadas precauções entéricas através de medidas de desinfecção concorrente para material contaminado e controle de cura, que é feito com exame parasitológico de fezes até 21 dias após o término do tratamento.
Tratamento
Secnidazol
Tinidazol
Metronidazol
Amebíase: (Entamoeba histolytica- protozoário que causa a amebíase)
Infecção causada por um protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto. Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar invasão de tecidos, originando, assim, as formas intestinal e extra-intestinal da doença. O quadro clínico varia de uma diarréia aguda e fulminante, de caráter sanguinolento ou mucóide, acompanhada de febre e calafrios, até uma forma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, com sangue ou muco nas dejeções. Pode ou não ocorrer períodos de remissão. Em casos graves, as formas trofozoíticas se disseminam através da corrente sangüínea, provocando abcesso no fígado (com maior freqüência), nos pulmões ou no cérebro. Quando não diagnosticadas a tempo, podem levar o paciente ao óbito.
A transmissão se faz pela ingestão de água ou alimentos contaminados com cistos da E.histolytica (parasita do intestino grosso). Em outras ocasiões apresenta-se sob a forma da chamada disenteria amebiana aguda, com acometimento do estado geral, febre, às vezes desidratação e fezes mucopiossanguinolentas.
A amebíase pode apresentar localização extra intestinal, como: hepática, pleural, pulmonar, pericárdica, cerebral, esplênica e cutânea. As formas extra-intestinais são extremamente raras na infância.
Características epidemiológicas
Estima-se que mais de 10% da população mundial está infectada por E. dispar e E. histolytica, que são espécies morfologicamente idênticas, mas só a última é patogênica, sendo a ocorrência estimada em 50 milhões de casos invasivos/ano. Em países em desenvolvimento, a prevalência da infecção é alta, sendo que 90% dos infectados podem eliminar o parasito durante 12 meses. Infecções são transmitidas por cistos através da via fecal-oral. Os cistos, no interior do hospedeiro humano, se transformam em trofozoítos. A transmissão é mantida pela eliminação de cistos no ambiente, que podem contaminar a água e alimentos. Sua ocorrência está associada com condições inadequadas de saneamento básico e determinadas práticas sexuais.
Medidas de Controle
A) Gerais
Impedir a contaminação fecal da água e alimentos através de medidas de saneamento básico e do controle dos indivíduos que manipulam alimentos.
B) Específicas
Lavar as mãos após uso do sanitário, lavagem cuidadosa dos vegetais com água potável e deixá-los em imersão em ácido acético ou vinagre, durante 15 minutos para eliminar os cistos. Evitar práticas sexuais que favoreçam o contato fecal-oral. Investigação dos contatos e da fonte de infecção, ou seja, exame coproscópico dos membros do grupo familiar e de outros contatos. O diagnóstico de um caso em quartéis, creches, orfanatos e outras instituições indica a realização de inquérito coproscópico para tratamento dos portadores de cistos. Fiscalização dos prestadores de serviços na área de alimentos, pela vigilância sanitária.
C) Isolamento
Em pacientes internados precauções do tipo entérico devem ser adotadas. Pessoas infectadas devem ser afastadas de atividades de manipulação dos alimentos.
D) Desinfecção
Concorrente, com eliminação sanitária das fezes.
Para ser consumida, a água precisa estar limpa, sem bactérias e protozoários, pois ela pode nos transmitir muitas doenças. No Brasil 80% do esgoto é jogado nos rios, lagos e outros lugares de onde a água poderia ser usada para consumo, fazendo com que a pouca água que resta seja poluída.Este recurso está cada vez mais escasso, além do desperdício humano, a água que foi usada muitas vezes não tem como ser reaproveitada, pois está poluída demais ou acaba de perdendo no meio das águas dos oceanos.
Fonte: www.simae.com.br