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Vidro

Posteriormente, 100 a.C., os romanos já produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas "janelas". Em 300 d.C. o imperador Constantino passou a cobrar taxas e impostos aos vidreiros, tamanha a difusão e importância (lucratividade) do produto.

Entre 500 e 600 d.C., um novo método possibilitou a execução do vidro plano, por sopro de uma esfera e sua sucessiva ampliação por rotação em forno (até o século XIX, a maior parte da produção do vidro foi feita por este sistema).

Posteriormente, por volta de 1300, o vidro moldado à rolo foi introduzido em Veneza (técnica vinda do Oriente, através das Cruzadas). Assim a ilha de Murano notabilizou-se e especializou-se na produção artística do vidro, tendo aparecido nesta época o cristal.

Ainda nesta data, descobre-se um novo processo: por sopro de cilindros (que foi revolucionária para a produção de vidros planos). Por ação simultânea de sopro e força centrípeta, originária da movimentação do cano, obtinha-se um cilindro (50 cm de diâmetro por até três metros de comprimento); que depois era colocado em um forno ("estendeira") e deixado para estender.

Da Idade Média em diante, a fabricação do vidro tem sido um assunto de peritos guardado com ciúmes contra restrições familiares e espionagem industrial. A introdução de técnicas francesas na Inglaterra, nos séculos XVIII e XIX, por exemplo, foi feita somente com grande dificuldade. A introdução do vidro "crown" trefilado foi realizada por volta de 1680 por John Bowles com suborno e roubo da França e a British Cast Plate Glass Company, estabelecida em Ravenhead St. Helensm em 1773, perto das jazidas de areia de Cheshire, dependia da habilidade importada da França. A primazia inicial da França foi exemplificada pela Compagnie de St. Gobain, instalada há cerca de 300 anos, para envidraçar o Palácio de Versalhes.

A associação de Robert Lucas Chance com Georges Bontemps da França era necessária para que Bontemps persuadisse artesãos franceses relutantes a divulgar seu conhecimento da fabricação com cilindro soprado em 1832. Sem esse conhecimento, o contrato para o Palácio de Cristal e, talvez, mesmo a direção da tecnologia podiam ter seguido outros caminhos.

A concorrência para o desenho e construção do Palácio de Cristal em 1850 teve Chance concorrendo com Paxton pelo uso da folha soprada; Horeau com um fornecedor francês e James Hartley de Sunderland concorrendo com chapa moldada a um preço só ligeiramente mais alto do que a folha de Chance. Apesar da dimensão do contrato (aproximadamente 100.000 m2 de vidro), os concorrentes eram firmas pequenas e ofereciam diferentes produtos.

A indústria de vidro, como sabemos, baseada na produção em massa e mercados nacionais e internacionais, nasceu da Revolução Industrial, em particular na indústria automotiva do século XX, e também da invenção de dois métodos chave de produção - o processo da folha estirada e o de flutuação (float).

Durante a segunda metade do século XIX, muito esforço foi feito para produzir folhas de vidro por estiramento. William Clark tentara fabricar folhas estiradas em St. Helens em 1857, mas os problemas de "acinturamento" só foram resolvidos por Fourcault em 1904, na Bélgica.

Lá pela virada do século XX, três poderosos centros de produção do vidro emergiram e permaneceram os mais importantes centros a leste do Atlântico. A França, berço de muitas técnicas originais, a Inglaterra, berço da Revolução Industrial, e a Bélgica, o berço de Fourcault.

Embora a moderna fabricação de vidro seja uma criação européia, uma indústria americana emergiu logo. Ao mesmo tempo, enquanto Fourcault aperfeiçoava seu processo, um avanço paralelo acontecia do outro lado do oceano com o processo Colburn ou Libbey Owens, que representava um refinamento técnico do que Fourcult havia criado. A Pittsbourgh Plate Glass Company dele derivou um processo de estiramento ainda melhor e veio a ser mais um produtor importante. No começo da década de 20, a demanda da indústria automotiva levou a Ford Motor Company a criar um processo que colocava a produção em massa em novas bases, com um aperfeiçoado produto prensado que, mais tarde, expandiu a indústria americana.

A indústria do Reino Unido consolidou-se quando a Pilkington Borthers, fundada em 1826, assim como a St. Helens Crown Glass Company, tentou alguns experimentos em 1923, relacionados ao uso do processo Ford para fazer folhas maiores. Por volta de 1938, Pilkington criou uma máquina contínua de prensagem com cilindros, desgaste e polimento, operando comercialmente.

Por volta de 1940, a estrutura da indústria primária do vidro no mundo ocidental estava estabelecida com quatro nações envolvidas, cada uma dominada por um pequeno número de fabricantes principais, todos relacionados e separados por uma rede de patentes e interdependências.

O processo de flutuação (o vidro float)

Em 1952, foi revelada uma invenção que mudou tudo. Fazendo flutuar vidro derretido em estanho também derretido, Pilkington conseguiu produzir vidro quase tão plano quanto suas placas prensadas e polidas, a uma espessura econômica e em grandes quantidades, através de um processo contínuo. Por volta de 1955, tinham uma unidade de produtos em grande escala na St. Helens, produzindo vidro de aproximadamente 2,5 m de largura.

Essa única invenção revolucionou e petrificou a indústria. A invenção de um processo que podia produzir folhas delgadas, sem irregularidades na superfície, e ainda, chapas mais grossas com melhor acabamento do que o produto desgastado e polido colocou a Pilkington Brothers numa posição de preeminência técnica e por meio de patentes e licenças puderam ditar termos para a indústria.

Competição e Integração

Nos anos 80, Pilkington comprou a Libbey Owens Ford (LOF) nos EUA e também o controle do ramo alemão da French BSN Gervais-Danone, a companhia Flachglas. A BSN abandonou a fabricação de vidro em 1979 mas suas instalações foram logo adquiridas, não somente pela Pilkington, mas pela Japonesa Asahi na Bélgica e Holanda e pela PPG na própria França. A Asahi, que domina 50% do mercado japonês, também comprou Glaverbel na Bélgica. A Guardian Industries, nos EUA, desafiou as outras em 1971 com uma instalação para flutuação. Cresceu até se tornar uma das maiores indústrias americanas, instalando a Luxguard em Luxemburgo, além de ajudar na instalação de uma fábrica no Leste Europeu.

Mudanças comerciais no fim dos anos 80 complicaram mais adiante a interpenetração das indústrias primárias nos EUA, Europa e Japão. A Pilkington Glass no Reino Unido, a PPG nos EUA, a St. Gobain na França e a Asahi no Japão fazem parte de uma super aliança de produtores mundiais, com grandes, complexas e quase sempre particularmente não divulgadas holdings.

Embora as cifras não estivessem à disposição em relação ao mercado específico da construção, estavam-no em relação à indústria automotiva. E a queda do mercado reflete o poder da indústria automotiva japonesa e a sólida base de suprimento naquele país, concentrada nas mãos de dois principais fornecedores.

Qualquer representação simples do âmbito ou participação no mercado dá uma visão distorcida do domínio comercial. Em 1989, assistiu-se à venda para a Nippon de 10% da LOF nos EUA, por parte da Pilkington. O fato colocou a companhia "americana" (compartilhada pelas companhias do Reino Unido e do Japão) em uma importante posição no mercado de automóveis, capaz de fabricar vidro com os custos comparativamente baratos da produção americana, para venda ao mercado japonês tradicionalmente chauvinista. Uma tal alteração proporcionou enormes benefícios potenciais à Pilkington como dona de 80%, e esse é apenas um exemplo de uma mudança característica na indústria no fim dos anos 80, tão importantes para a divulgação da tecnologia.

Em 1955, a Pilkington e a PPG acertaram suas diferenças e abandonaram todos os litígios, trazendo uma nova tranqüilidade para a indústria internacional ao redor do mundo.

Por não resistir à crescente internacionalização da indústria, o efeito da produção de vidro por flutuação por um único processo foi de concentrar a maior parte dos esforços de fabricação, marketing e pesquisa das indústrias primárias na produção do vidro de 4mm e 6 mm por flutuação, marginalmente mais barato e/ou melhor do que o dos concorrentes. A concorrência é muito severa e uma olhada nos caminhões estacionados nos pátios dos processadores secundários é um sinal da difusão do mercado e da vontade dos consumidores de usá-lo.

O alto custo do capital de instalações de flutuação e critérios técnicos impõem a necessidade de operá-las sem interrupções e trás um único senão para os fabricantes. Suas exigências de produção são relativamente inflexíveis, sujeitas ao desenvolvimento de instalações a curto prazo, mas ainda se beneficiam de uma invenção, com aproximadamente quarenta anos, que revolucionou a fabricação do vidro e nos deu um produto quase perfeito.

O potencial de diversificação, mesmo na indústria primária, é muito grande. Grandes diferenças de desempenho e aparência resultam de minúsculas variações na química e no tratamento e, dados os avanços técnicos dos últimos 20 anos, é de se esperar que os designers e o mercado sejam presenteados com uma rica gama de materiais, uma vez que a indústria parte para explorar sua inventividade. A literatura dos fabricantes nos dá a impressão de que de fato é assim e os produtores contribuem com muitos produtos úteis. Entretanto, em uma industria dominada por um só processo, o incentivo para expandir a série do produto primário é pequeno.

Embora as considerações sobre a indústria do vidro se façam principalmente em torno da indústria primária, a atividade contém alguns setores essenciais e importantes, que juntos estão estimulando a mudança do quadro: a indústria secundária e a instalação.

INDÚSTRIA E A PRODUÇÃO

Toda produção de vidro resume-se essencialmente a reunir materiais básicos baratos com pequenas quantidades de aditivos, convertendo-os a um produto extremamente refinado. A maior parte do custo desse produto final está na instalação necessária.

O objetivo primordial de um fabricante de vidro plano é atuar como fornecedor bem sucedido para distribuidores, produzindo usualmente carregamentos de 20 toneladas / caminhão de vidro em séries de tamanhos padrão. As divisões semanais quanto à produção estão relacionadas com esse objetivo e avaliadas face ao estoque no depósito do fabricante. Em relação a esse aspecto, é significativo que a maior fatia dos recursos do orçamento de pesquisa de um fabricante destine-se ao aperfeiçoamento e otimização do processo primário básico, em vez de dirigir-se à ampliação de tecnologia e de novos produtos.

Somente compreendendo a natureza e o custo da fabricação, é possível explorar o potencial da tecnologia.

Indústria Primária

O vidro plano usado em edificações é fabricado em 1 ou 2 estágios: da indústria primária, na qual o produto básico plano ou produto principal é fabricado e da indústria secundária na qual o produto primário é apurado e adicionado a outro. A vantagem de usar uma técnica secundária é evitar correções de custo alto à indústria primária.

A indústria primária resume-se em geral, a três operações básicas:

Fusão

Modelagem

Resfriamento ( têmpera)

Fusão

A fusão consiste em aquecer os constituintes até uma temperatura entre 1.600 - 1.800°C, na qual eles se tornam fluidos e podem ser moldados.

Moldagem

É um processo durante o qual o vidro gradualmente esfria e endurece beneficiando-se da característica do material para endurecer, indo do estado líquido a uma consistência semelhante à do melado enquanto sua temperatura cai de 1.600°C a 800°C.

Resfriamento (Têmpera)

É o crítico terceiro processo. Resfria-se por igual o vidro sob condições muito controladas, de 600°C a 100°C. O termo Têmpera propriamente dito refere-se a um processo de aquecimento e resfriamento graduais. Na indústria do vidro, o termo é usualmente aplicado ao processo final de resfriamento controlado, praticado em um lehr, assegurando certas propriedades essenciais ao vidro como por exemplo, sua propriedade de ser cortado reto.

Métodos de moldagem têm mudado consideravelmente ao longo da história da fabricação e um estudo das mudanças progressistas dos métodos de fabricação através do tempo, ajuda a avaliar os problemas e a perícia dos fabricantes de vidro. Todos os processos antigos usavam fusão, sopramento e fiação. Os Romanos fizeram chapas fundidas de até 1m2, mas a indústria de janelas de vidro usando cilindros soprados se desenvolveu na Europa Setentrional em torno de 1000 d.c. em resposta a necessidades climáticas e de estilo. A técnica envolvia o sopramento de um grande cilindro que era cortado aberto e então achatado. Um avanço paralelo durante a Idade Média, foi o aperfeiçoamento da técnica de fazer vidro como um disco rotativo.

Ambos os métodos - cilindro e disco resultaram em vidro fino, fraco e irregular, tornando-o inadequado para aplicações que exigissem uma superfície e resistência como os espelhos e veículos. Vidros liso e transparente para vagões de trem eram então tradicionalmente feitos por meio de fusão, pulverização e polimento. O uso desse vidro em edificações era proibitivamente caro.

Por outro lado, as vidraças do Palácio de Cristal indicavam que a folha soprada de Chances e a fina lâmina prensada de James Hartlly eram bastante similares em preço.

A produção de chapas finas, de boa qualidade foi revolucionada no começo do século XIX pelo desenvolvimento simultâneo de vidro estirado na Bélgica e nos EUA. A produção de vidro plano por meio de sopro de cilindro, disco rotativo ou moldagem é intrinsecamente difícil de mecanizar nos três casos e os fabricantes pesquisaram meios de obter produção contínua.

Em 1904, Fourcault patenteou um processo de estiramento vertical, em que uma fenda moldada em barro refratário é abaixada até penetrar no vidro derretido que sobe dentro dela. O vidro é fisgado por uma longa isca à qual adere e estirado verticalmente através de roletes, resfriado e temperado. O processo encontrava-se em operação comercial por volta de 1913, produzindo larguras padrão de 1,9m a 2,3m com espessuras variáveis, obtidas pelo estiramento do vidro sob diferentes velocidades. Essa técnica possui um grave defeito, associado ao fenômeno de desvitrificação, que ocorre quando o resfriamento é inadequadamente controlado e há cristalização. No processo de Fourcault ocorre, usualmente na câmara de estiramento, que a cristalização degrada a superfície da fenda, esta requer limpeza semanal e causa consideráveis embaraços à continuidade do processo, a menos que medidas elaboradas sejam tomadas.

Esse defeito não acontece, porém, no método de produção conhecido como processo de Colburn ou Libbey Owens, patenteado nos EUA em 1905. Nesse caso, o vidro fundido é estirado por meio de uma isca de ferro através de roletes serrilhados. É então reaquecido e amolecido para ser arqueado sobre um rolete até ficar em posição horizontal. Em seguida, o vidro é estirado no meio de tratores até entrar dentro do Lehr onde se faz a têmpera.

Embora evitasse a desvitrificação, o processo americano dividia com o Método Fourcault o intrínseco problema do contato com os roletes que tornava muito difícil evitar dano ou degradação à superfície do vidro. Esse aspecto foi superado no processo desenvolvido pela Companhia de Vidro Plano Pittsbourgh, que é basicamente uma versão vertical do processo Colbourn / Libbege Owens.

Nele evita-se a necessidade de roletes ou de qualquer outra forma de contato superficial. O maior problema a ser superado era a tendência de "se acinturar" que sofre uma substância melada, quando está sendo estirada. Isso se previne pelo uso de roletes serrilhados refrigerados na borda do estiramento. O processo de estiramento, foi o principal método de fabricação de vidro plano barato para janelas pelo mundo todo até bem recentemente. E ainda é assim, em várias partes do mundo. Entretanto, o processo tem defeitos de produção intrínsecos que provaram ser muito difíceis de evitar. A ação da gravidade sobre o líquido que está se resfriando cria variações na espessura que, num material transparente, têm um efeito fundamental sobre sua propriedade primária. Até os anos 50, a indústria precisava de um método para a produção de vidro com espessuras diferentes mas constantes, com boa superfície. Ele só pôde ser encontrado no processo do vidro plano, no qual o vidro moldado ou prensado é desgastado e polido.

Técnicas avançadas para fabricar vidro plano prensado coexistiram com as usadas para produzir o vidro plano delgado em folhas nos primeiros anos do século XX.

O processo de fabricação do vidro plano simples permaneceu o mesmo desde sua invenção em 1688 até os anos 20: uma tonelada de vidro derretido era derramada num leito, prensado com cilindros até a espessura de mais ou menos o dobro da medida final, temperado, e então desgastado e polido, um lado de cada vez.

O processo Bicheroux, introduzido no começo dos anos 20, derramava o vidro entre dois cilindros . Essa técnica permitia que a espessura original do vidro produzido alcançasse melhores tolerâncias e chegasse mais perto do que eventualmente se queria, resultando em menor perda de material e menos gastos.

Uma vez reduzida a espessura original prensada, se podiam obter tamanhos maiores por quantidade de massa de vidro em fusão. A falta de continuidade na produção em ambos os processos de compressão e de desgaste / polimento continuava um obstáculo, até que a Ford Motor Company desenvolveu seu sistema na década de 20, para suprir a necessidade de vidros para automóveis.

Ford inventou um sistema no qual o vidro fundido era alimentado continuamente entre os cilindros e em seguida desgastado e polido continuamente. Os tamanhos obtidos eram adequados somente para carros; Pilkington, no Reino Unido, desenvolveu um sistema similar, de 1923 em diante, para chapas maiores. A produção completa contínua e dinâmica (inclusive a passagem além do limite entre têmpera e desgaste / polimento) foi completada, em bases comerciais, em 1938, quando a fábrica de Pilkington, de 320m de comprimento foi instalada, unindo prensagem com cilindros, têmpera e os gêmeos desgaste e polimento dos dois lados ao mesmo tempo.

A prensagem com cilindros, seja para a produção de vidros planos, seja para vidros moldados tem sido constantemente usada como técnica desde esse tempo. Muitas fábricas qua ainda estão em operação foram instaladas nessa época.

Até a década de 50, todo vidro plano de janela era feito segundo uma das duas técnicas expostas até aqui. A prensagem com cilindros era usada para fabricar vidro moldado, vidros de tamanhos grandes, ou o produto básico para chapas planas polidas, que exigissem um alto grau de perfeição óptica da superfície, completamente plana (como para espelhos); esse vidro era espesso e caro quando se exigia que tivesse boas qualidades de superfície. A outra técnica, fabricação de folhas de vidro, satisfazia a necessidade de vidro barato para janelas, e tinha um excelente acabamento queimado, porém, tinha limitações intrínsecas de tamanho e não era possível tornar sua superfície opticamente plana.

A indústria estava à caça de um método de produção contínuo que pudesse fabricar vidro em espessuras diferentes mas opticamente constantes, apresentando boas qualidades de superfície.

O processo de Flutuação (o vidro float)

O processo de flutuação, inventado e desenvolvido pela Pilkington, representa uma das importantes contribuições para a indústria do vidro. Na fabricação, apropria-se de uma das principais características do processo de prensagem com cilindros (a colocação do material horizontalmente) e integra-o ao princípio do fluxo contínuo em um passo radical.

O processo de flutuação opera sobre o princípio de que o vidro, a 110°C, ajuda a manter fundido o estanho no qual flutua: o estanho tem seu ponto de fusão a 232°C, um dos mais baixos de todos os metais, e um ponto de fervura a 2720°C. Vidro fundido derramado sobre estanho deverá, portanto, tendo peso específico mais baixo, flutuar nele, afundando-o cerca de 6mm. Nessas três propriedades - pontos de fusão, peso específico e tensão de superfície (que controla a profundidade da imersão) residem a características notáveis do processo de flutuação.

Todas as fábricas que usam a flutuação são desenhadas sob os mesmos princípios básicos.

Uma fábrica padrão que emprega o processo de flutuação, compreende 2 partes funcionais principais:

a) a instalação dos lotes de material b) a linha de produção por flutuação

A instalação para os lotes de Material

É aqui que as matérias-primas são estocadas e misturadas aos vários componentes necessários para os vidro de diferentes composições produzidos na linha de flutuação. Trata-se de um edifício isolado, com vários andares, de mais ou menos 30m de altura.

Os materiais para a produção do vidro claro, padrão, pelo processo de flutuação, são:

Areia

Cinza de soda (Na2, CO3, para conversão a NA2O)

Pedra de cal (CaCO3, para conversão a CAO)

Dolomita (Ca/Mg CO3, para conversão MgO)

Sulfato de sódio cru

Aparatas de vidro (vidro quebrado reciclado)

Após a mistura, os lotes misturados são transportados por caminhões basculantes em cargas de 4 toneladas por caminhão, ou em esteiras rolantes até a extremidade do tanque.

A linha de flutuação

Requer os seguintes potenciais de fabricação:

A produção de um fluxo contínuo de vidro fundido, na mistura requerida a 1100°C.

O estiramento disso através do estanho fundido para obter as espessuras variadas do vidro.

A espessura "natural" do vidro no estanho ( dada a tensão superficial) está entre 6mm e 7mm. Para obter vidro mais fino é preciso esticar a tira de vidro puxando-a mais rapidamente por meio de roletes no lehr de resfriamento (têmpera), enquanto se restringe sua tendência para "acinturar-se". Para obter vidro mais grosso, é preciso restringir o fluxo lateral normal por meio de anteparos. A espessura, variando de 2,5mm a 25mm é produzida regularmente. É teoricamente possível produzir espessuras de até 35mm.

A linha requer os seguintes componentes principais:

Tanque de fusão

Banho de flutuação

Lehr de resfriamento (têmpera)

Corte automático

Processo de estocagem automático

O processo é tal que não pode ser parado sem ruptura prejudicial, e as fábricas podem ser operadas por vários anos sem maiores reformas ou reparos.

O tanque de fusão

Tem 60m de comprimento, 12m de largura e 1,5m de profundidade e suporta 2.100 toneladas de vidro. Os enormes tanques modernos suportam até 5.000 toneladas. O tanque assenta-se sobre uma câmara de ventilação de 15m de profundidade construída em alvenaria ventilada. A câmara é a fonte de ar usada para fornecer oxigênio para a fornalha regenerativa sobre a qual se assenta o tanque. A fornalha é, em geral, aquecida a óleo (com facilidades para substituição por gás), e opera de ambos os lados com uma substituição a cada 20 minutos. Enquanto um lado está ardendo, os gases gerados são eliminados pelo outro lado através dos dutos subjacentes. A câmara atua como um cano de chaminé, e regenerador do calor.

A alimentação da linha com a mistura se faz a partir do recipiente provisório de recepção em direção a um cocho basculante que corre sobre um trilho suspenso na frente da fornalha. Uma vez cheio, o cocho cruza a boca da fornalha, e o composto, inclina-se por meio de um rolete resfriando a água, e cai dentro da fornalha junto com o vidro reciclado partido (cullet) que vem da outra extremidade da linha.

A fornalha aquece o composto entre 1500°C a 1600°C, o vidro flui para o tanque e resfria até 1100°C, sendo o resfriamento final por ar frio soprado sobre o vidro fundido. O nível do vidro fundido é automaticamente controlado até mais ou menos 5mm.

O processo todo é monitorado usando circuito fechado de televisão (monitores ligados a câmaras focalizam o interior do tanque) e computadores, de uma sala de controle adjacente envidraçada.

Na extremidade do tanque, a massa derretida a 1100°C passa através de um refinador, no qual os gases dispersos são eliminados e ela é despejada através de canal sobre o estanho.

O banho de flutuação

Trabalha em função do princípio de que o vidro fundido a 1100°C derrete o estanho num banho raso. O tanque tem 55m de comprimento por 600mm de profundidade e uma largura interna de 7,6m, contendo cerca de 1800 toneladas de estanho fundido. A alta densidade do estanho garante que o vidro flutue à sua superfície.

O tanque é selado e a atmosfera interior é alimentada com hidrogênio e nitrogênio para evitar a oxidação do estanho. A continuidade do processo mantém uma tira de vidro fluindo para dentro do banho, conduzindo-o para o lehr de resfriamento (têmpera) a 600oC.

A profundidade normal de imersão de 6 - 7mm torna a produção do vidro de 6mm razoavelmente fácil. Aumentando a velocidade dos roletes no alto do lehr de resfriamento, estira-se o fluxo para produzir vidro mais fino: o acinturamento é evitado com roletes laterais acima do tanque. Vidro mais espesso é produzido com anteparos.

A largura máxima possível é em geral de 3500mm, o que rende uma tira útil de 3,2mm . Um nível de fluxo de 1115 m/h rende vidro espesso de 4mm. Tanques mais largos, de até 4m, estão sendo cogitados para novas linhas.

Mudar a espessura é comparativamente rápido: mudar de 4mm para 5mm leva 45 minutos - envolvendo uma perda para cullet (aparas) de cerca de 900m.

Na extremidade do tanque,o vidro a 600°C tem uma resistência de superfície suficiente par evitar que seja marcado pelos roletes de ferro do lehr de resfriamento.

O processo de flutuação é monitorado por circuito fechado de TV e por computadores e é tão facilmente controlado como o estágio do tanque de fusão.

Lehr de Resfriamento (têmpera)

Esse processo resfria o vidro sob condições muito controladas para produzir um material com propriedades corretas, particularmente adequado ao corte. O lehr de resfriamento (têmpera), ou câmara de resfriamento (de aproximadamente 100 metros de comprimento), consiste principalmente de uma caixa fechada dentro da qual o vidro passa sobre roletes, e a temperatura de qualquer largura de vidro é controlada; isso envolve aquecer as bordas em certos pontos enquanto o centro está sendo resfriado. No momento em que o vidro aparece, sua temperatura cai para 100°C, sendo em seguida resfriado sob tubos de ventilação com furos com centros a cada 75 a 100mm, usando ar ambiente.

Verificação automática e corte

À medida que o vidro emerge do lehr, passa através de um ponto de controle no qual é iluminado de cima por uma lâmpada de vapor de mercúrio refletida num espelho. O espelho reflete uma luz regular para baixo através do vidro sobre uma superfície branca perfeita sob os roletes. A câmara de TV posicionada sob o vidro transmite uma gravação contínua de imperfeições no vidro. Todas as imperfeições observadas são registradas no computador e o setor concernente é cortado e descartado durante o processo de corte subsequente.

O corte automático transversal, diagonal e linear é realizado em resposta a ordens contidas nos computadores. Os lotes de vidro são apanhados e empilhados aos lados da linha para estocamento. Quinze tamanhos padrão são cortados continuamente mantendo altos os estoques.

Tingimento da substância

A introdução de corantes químicos, para a fabricação de produtos de controle de irradiação - transmissão é feita por modificação da série. As cores típicas verde, cinza e bronze são obtidas desse jeito. Esse processo encerra um problema - chave para o fabricante de vidro, dado que o processo é contínuo, e pode levar quatro dias desde a adição do componente para que a mistura fundida produza uma cor consistente. A um nível contínuo de fluxo de 1000m/h, isso pode criar até 300.000m2 de produto desperdiçado - cullet ( aparas) ou vidro para mobiliário, cada vez que a cor é mudada.

O desperdício extremamente alto associado à mudança de cor da substância (suficiente para 10 grandes edifícios) levou a indústria a guiar-se por dois princípios: restringir as cores comercializadas e desenvolver métodos alternativos de modificar a transmissão de energia. A Pilkington por exemplo só fabricou 2 das 3 cores - cinza e bronze) comercializadas no Reino Unido nos anos 80. "verde anti-solar" foi importado de sua fábrica alemã para o seu mercado no Reino Unido, um típico exemplo da demanda do mercado mundial para tornar viável uma fábrica.

Modificação da superfície

Em vez de fazer alterações no conteúdo da mistura completa, os fabricantes primeiro concentraram-se particularmente nas mais recentes técnicas de revestimento na modificação da superfície. Assim, íons metálicos (como chumbo e cobre) foram lançados sobre a superfície do vidro dentro do banho de flutuação por força eletromotiva.

Produção

O Processo de flutuação depende da produção contínua de uma tira de vidro que deve ser estocada. Um objetivo padrão de produção é fabricar cargas de 20 toneladas / caminhão empilhadas em tamanhos de estoque para satisfazer a demanda. Como um procedimento padrão, se costuma cortar o material em comprimento de 6m para estocagem.

Espessuras

O vidro assim produzido é feito rotineiramente em espessuras que variam de 2mm a 25mm.

A produção experimental de 50 a 100 mícrons está sendo desenvolvida embora falar em vidro muito fino soe como um meio econômico de usar a linha para gerar a área máxima de superfície por quantidade de massa de vidro, não é o método de produção mais rentável. Os melhores retornos são do vidro de 4mm e de 6mm por causa da demanda para substituição e mercados de construções novas, enquanto os vidros mais finos e fracos são usados para produtos como os vidros laminados.

Manutenção

Alguma manutenção pode ser realizada sem esvaziar e limpar completamente a fábrica. O estanho, por exemplo, permanece aceitável e não contaminado durante anos, precisando apenas ser completado. Um reparo a frio ou manutenção é necessário a cada 5 anos mais ou menos.

Prensagem com Cilindros

Embora o processo de flutuação tenha vindo a dominar a indústria primária do vidro no mundo desenvolvido, o vidro prensado ainda tem um imenso mercado, e proporciona uma extensa série de produtos. O vidro prensado não pode ter as duas faces paralelas relativamente brilhantes queimadas do processo de flutuação; mas, pode ser produzido em pequenas e econômicas partidas de vidros de diferentes composições em geral caracterizados por uma superfície moldada e uma áspera.

A prensagem compreende 5 estágios de fabricação:

Fusão

Prensagem

Resfriamento

Corte

Estocagem

Fusão

Areia, cullet (apara) - 10 a 2% - e outros constituintes necessários, misturados em uma instalação em série, são virados em um recipiente para fusão aquecido a gás a cerca de 1100mm de profundidade. O calor é suprido por maçaricos colocados acima da instalação. A massa é aquecida até atingir de 1600°C a 1800°C e então flui de encontro aos cilindros, sob condições de temperatura controladas, para assegurar que os alcance numa consistência adequada de "melaço"

Moldagem

O vidro fundido é derramado como uma tira de cerca de 1400 mm de largura em direção aos cilindros principais. Os cilindros, com aproximadamente 240mm de diâmetro, são removíveis e produzem num padrão repetido na superfície do vidro, cujo comprimento é igual à circunferência do cilindro, ou a um fração dele (cerca de 750mm). A série de moldes (padrões) estocados requer troca freqüente de cilindros em resposta às necessidades de reestocagem e a máquina é desenhada para permitir que a troca dos cilindros (para limpeza ou mudaça de desenho) seja realizada por uma equipe de mais ou menos 10 pessoas em 30 minutos. Isso requer que o fluxo de vidro seja barrado com conseqüente perda de produção.

Refrescamento, Corte e Estocagem

Esses processos são geralmente os mesmos dos descritos em relação ao processo de flutuação, embora, quase sempre, com menos automação.

Produtos

A simplicidade comparativa das técnicas de laminação tornam possível a produção de muitos produtos diferentes, e torna-os adequados para adaptação a inserção de camadas intercaladas com arames. A inserção de arames de reforço é uma das melhores aplicações existentes da técnica de camadas intercaladas. Os telhados imensos, necessários para as estações ferroviárias, edifícios para exposição e feiras da 2ª metade do século XIX, junto com a preocupação crescente com o jogo, criaram a necessidade de algum tipo de vidro de segurança. A primeira patente foi tirada em 1855, e a Pilkington iniciou a fabricação em bases comerciais em 1898.

Produtos contemporâneos incluem malhas de 6mm, redes soldadas de malhas de 12,5mm e redes com malhas hexagonais de 25mm. O rolo de rede é introduzido no vidro quente enquanto ainda está em estado maleável, por meio de um cilindro colocado justamente na frente dos cilindros principais do vidro.

Novos produtos se obtêm com facilidade desde que encaixem nos critérios de moldagem e fabricação do processo. Novos métodos de gravação com cilindros estão constantemente sendo desenvolvidos e usados incluindo foto-gravação. Novos padrões requerem um pedido de não mais que 10000m2 para serem economicamente viáveis (o equivalente ao fornecimento completo de um prédio de 30 andares).

Fabricação secundária

A fabricação primária, a produção de vidro plano numa série de passos integrados da fusão, passando pela moldagem até a têmpera, cria uma enorme série de produtos os quais, historicamente satisfizeram e criaram o mercado.

Entretanto, arquitetos, designers e consumidores em geral, tem aumentado a demanda de produtos com melhor desempenho do que uma simples lâmina temperada. Necessidades de resistência, segurança e desempenho técnico obrigaram a indústria a desenvolver novos materiais feitos para padrões mais exigentes, e não é agora espantoso, em um mercado nacional, que mais vidro seja usado para manufatura secundária do que para simples vidraças na sua forma primária produzido de uma forma ou de outra.

Para a indústria do vidro como um todo, esses produtos não são meramente um meio de vender mais vidro para satisfazer demandas mais altas; são produtos de valor, acrescentados para satisfazer um mercado sofisticado crescente com materiais de custo intrínseco mais alto, tirando maior lucro de um metro quadrado de vidro.

As técnicas de fabricação usadas pela indústria secundária, variam do simples e comparativamente tradicional, aos métodos de tecnologia extremamente aperfeiçoados, resultantes do uso de avanços da física. Dessas técnicas dependem muitos dos produtos do futuro e o conhecimento deles dá uma indicação das direções possíveis.

Endurecimento pelo calor da têmpera

A produção de um vidro seguro tem sido um objetivo dos fabricantes por mais de um século, mas foi só por volta de 1870 que a técnica foi dominada. Envolvia aquecer intensamente vidro e esfriá-lo em óleo. Em 1928, os franceses desenvolveram o SECURIT; o método de produção consistia na suspensão do vidro em uma fornalha elétrica, seguida de rápido resfriamento realizado soprando ar frio em ambos os lados. Esse método ainda é usado mas tem a desvantagem de deixar marcas das tenazes gravadas na superfície do vidro, por onde ficou preso suspenso verticalmente durante o processo.

Durante os 10 últimos anos, o processo vertical foi substituído pelo horizontal onde as demandas do mercado justificassem o alto investimento de capital necessário. Produz-se um vidro de melhor qualidade, livre das marcas das tenazes, da sua distonação e esticamento; sendo ainda plano suficiente para polimento duplo ou laminação. O processo horizontal é descrito a seguir.

Criar a resistência no vidro, por qualquer que seja o processo, requer cinco passos:

Moldagem e trabalho

Lavagem

Aquecimento

Resfriamento

Imersão em calor

Moldar e trabalhar

As tensões construídas no endurecimento tornam o trabalho com o vidro impossível após este processo. Por essa razão, o desgaste das bordas e polimentos, a formação de orifícios e cortes de qualquer tipo, devem ser realizados antes da têmpera. O impacto mais significativo que isso tem na prática normal é que todo vidro temperado deve ser cortado e processado segundo os pedidos para satisfazer a linha de montagem para a qual é planejado. Isto coloca demandas especiais no tempo de obtenção e viabilidade.

Lavagem

A lavagem é essencial para assegurar que o vidro que entra na fornalha esteja perfeitamente limpo.

Aquecimento

A essência do processo de têmpera é realizar o aquecimento cuidadosamente controlado antes do resfriamento. A fornalha é uma câmara de 80m de comprimento aquecida até a temperatura de 625°C. O vidro é conduzido através dela sobre cilindros de cerca de 50mm de diâmetro e a intervalos de 150mm, e alcança a temperatura da fornalha de maneira gradual e controlada. A principal dificuldade é a de conseguir manter a temperatura regularmente controlada em toda a área. Em fornalhas modernas as chapas de vidro são oscilantes permitindo que o equipamento seja menor.

Resfriamento

O vidro deixa a fornalha e vai para o equipamento de resfriamento. Esse compreende jatos sobre ou sob o vidro, soprando ar à temperatura ambiente sobre a sua superfície. Quanto mais alto é o grau de resistência requerido, mais depressa sopra-se o ar.

Imersão em Calor

Após a têmpera, o vidro é imerso em calor a 290°C por várias horas, para testar a qualidade de homogeneidade do material e, particularmente, para testar a presença de sulfeto de níquel que levam o vidro a despedaçar-se.

Produtos

O uso de fornalhas com "piso rolante" permite que vidros espessos e tingidos possam ser aquecidos sem a marca das tenazes. As larguras disponíveis dependem da largura planejada para o equipamento e o forno corrente típico na Europa pode produzir vidro de 4 metros de comprimento por 2100mm de largura. Os padrões de segurança requeridos são em geral definidos pelo número de partículas produzidas despedaçando o vidro num simples golpe, de modo padrão, e contando os cacos numa área de 100mm quadrados. O maior tamanho de vidro temperado disponível varia de fabricante para fabricante, com as dimensões máximas disponíveis de até 2,4m e 5m.

BAIXO EMISSIVO

Vidro

Também conhecido como vidro low-e, é indicado, principalmente, para ambientes em que a baixa troca térmica se faz necessária. Esse tipo de vidro permite diminuir as perdas térmicas, pois possui uma metalização baixa-emissiva.

VIDRO COLORIDO

Vidro

Além da aplicação artesanal de tintas especiais para vidros e do processo de serigrafia, existem três formas de produção industrial de vidro colorido: aplicação de aditivos na massa; deposição de camada refletiva; laminação com película plástica colorida.

VIDRO CRAQUELADO

Vidro

Vidros craquelados são vidros laminados compostos por uma lâmina interna de vidro temperado com duas lâminas externas de vidros comuns (float).No processo de produção do craquelado, o vidro temperado interno é quebrado e fragmenta-se, ficando aderido à película plástica e preso às lâminas externas.

ESPELHOS

Vidro

Espelhos sempre foram utilizados por arquitetos e decoradores para ampliar ambientes e proporcionar maior aproveitamento da luz natural. Essas possibilidades foram ampliadas com o desenvolvimento das técnicas de espelha são, que garantiram a produção de espelhos mais resistentes e nas cores prata, verde, cinza e bronze.

VIDRO FLOAT (vidro comum)

Vidro

É o vidro comum, liso, transparente e a matéria-prima que dá origem aos temperados, laminados, insulados, serigrafados e espelhos. Sua composição inclui sílica, sódio, cálcio, magnésio, potássio e alumina. É aplicado na arquitetura, indústria moveleira, automotiva e de linha branca (eletrodomésticos). Atualmente, no Brasil, é produzido com espessuras que variam de 3 a 19 mm.

VIDRO DUPLO

Também conhecido como insulado, o vidro duplo é um conjunto de duas ou mais chapas de vidro intercaladas por uma câmara de ar desidratado ou gás argônio. O duplo envidraçamento pode ser composto por qualquer tipo de vidro, o que aliás, acaba melhorando seu desempenho termoacústico. Oferece conforto acústico quando ao menos uma das chapas de vidro é laminada ou há variação de espessuras. O conforto térmico provém da redução de troca de calor dos vidros com o interior do ambiente. Atualmente, existem, inclusive, persianas que são aplicadas entre as chapas e podem ser acionadas de três modos diferentes: motor, cordão e haste. É ideal para fachadas, divisórias, coberturas, etc.

VIDRO JATEADO

Produzido em cabina fechada, o jateado aboliu a areia e passou a ser feito com pós-abrasivos, que funcionam muito bem e são menos tóxicos. É possível reproduzir desenhos, fotos e figuras estampadas na superfície do vidro. Além disso, ele permite certa privacidade ao ambiente, pois o vidro pode ser totalmente opacado.

VIDRO LAMINADO COM PVB

É uma espécie de sanduíche de vidros, ou seja, duas ou mais placas de vidro são unidas por uma camada intermediária de polivinil butiral (PVB) ou resina. Em caso de quebra, é nessa camada intermediária que os cacos ficam presos, dando ao produto a característica de segurança.

VIDRO TEMPERADO

Vidro

Obtido por meio de aquecimento gradativo e resfriamento abrupto num forno de têmpera (vertical ou horizontal), o temperado, antes de tudo, é um vidro de segurança. Em caso de quebra, fragmenta-se em pedaços pouco cortantes e bem pequenos. Depois de temperado, o vidro não pode ser beneficiado, cortado, furado, etc. É muito utilizado na construção civil, indústria automotiva e recentemente, na decoração. É também o único vidro que pode ser aplicado como porta sem a utilização de caixilhos.

VIDRO BISOTADO

Vidro

Esse vidro, também chamado de biselado, recebe tratamento especial em suas bordas para evitar acidentes e trincas. O acabamento chanfrado é conseguido por meio da lapidação e polimento. É aplicado principalmente na indústria moveleira.

VIDROS RESISTENTE AO FOGO

Vidro

Os vidros resistentes ao fogo sem malha metálica são vidros laminados compostos por várias lâminas intercaladas com material químico transparente, que se funde e dilata em caso de incêndio. Essa reação se ativa no momento em que a temperatura em uma das faces do vidro atinge 1200C. Até esse momento a transparência se mantém; a partir daí o material intercalado reage progressivamente formando um complexo celular rígido, refratário e opaco.

Garante-se, assim, três funções fundamentais:

o vidro não se funde
estanqueidade a chamas, gaçes e fumaça
isolamento térmico

VIDRO SERIGRAFADO

Vidro

Existem dois processos para se produzir esse tipo de vidro. No processo quente, o mais utilizado, um esmalte cerâmico (tinta vitrificada) é aplicado na lâmina e em seguida o vidro passa pela têmpera para que os pigmentos sejam incorporados a ele, tornando-o um vidro temperado. Pode ser aplicado em vitrinas, boxes, fachadas, divisórias, portas, etc. No processo frio, uma tinta cuja cura é feita por luz ultravioleta é aplicada no vidro para que adquira cor e textura. É um processo mais rápido e fácil, porém, a textura não fica totalmente incorporada à lâmina, podendo ser retirada com objetos pontiagudos ou estiletes.

Fonte: www.cristalvidrosweb.com.br

Vidro

Fabricação

O vidro float (ou comum) é composto por sílica (areia), potássio, alumina, sódio (barrilha), magnésio e cálcio. Essas matérias-primas são misturadas com precisão e fundidas no forno. O vidro, fundido a aproximadamente 1.000 graus, é continuamente derramado num tanque de estanho liquefeito, quimicamente controlado. Ele flutua no estanho, espalhando-se uniformemente. A espessura é controlada pela velocidade da chapa de vidro que se solidifica à medida que continua avançando. Após o recozimento (resfriamento controlado), o processo termina com o vidro apresentando superfícies polidas e paralelas.

O float pode ser incolor, verde, fumê e bronze. Para obter vidros comuns coloridos, é preciso juntar corante no processo de fabricação. No Brasil, é produzido em diversos tamanhos e com espessuras que variam de 2 a 19 mm.

Benefícios

O vidro float é muito requisitado no mercado. A transparência, durabilidade, boa resistência química, facilidade de manuseio e baixo custo atraem os consumidores.

Aplicações

Geralmente, não recebe nenhum tipo de tratamento e pode ser utilizado nas mais diversas aplicações – construção civil, indústria de móveis e decoração. Ele é a matéria-prima para o processamento de todos os demais vidros planos: temperados, laminados, insu

Fonte: www.andiv.com.br

Vidro

Vidros para embalagem

Potes para alimentos, frascos e garrafas para bebidas, produtos farmacêuticos, higiene pessoal e mais incontáveis outras aplicações: a utilização do vidro para embalagens é uma das mais antigas e freqüentes aplicações para o vidro.

Por ordem de consumo, a maior utilização é a do setor de bebidas, principalmente com cervejas, seguida pela indústria de alimentos e, logo após, produtos não alimentícios, sobretudo farmacêuticos e cosméticos.

Vidros domésticos

São aqueles usados em utensílios como louças de mesa, copos, xícaras, e objetos de decoração como vasos.

Vidros planos

Os chamados vidro planos, fabricados em chapas, são consumidos principalmente pela construção civil, seguida pela indústria automobilística e moveleira, depois na produção de espelhos e um pequeno percentual para múltiplas outra aplicações.

Além dos vidros translúcidos, um outro tipo de vidro plano, chamado impresso ou fantasia, atende, em menor quantidade, também o mercado da construção civil.

Vários outros setores vêm aumentando seu consumo de vidro, como a indústria moveleira e o dos eletrodomésticos da chamada linha branca, como fogões, geladeiras, microondas etc.

Vidros especiais

São vidros com composições e características especiais, adequadas a necessidades muito específicas de utilização, como os usados na produção de cinescópios para monitores de televisão e computadores, bulbos de lâmpadas, garrafas térmicas, fibras óticas, blocos oftálmicos, blocos isoladores e até tijolos de vidro.

Tipos de Vidros

Vidro Float

Obtido por meio de escoamento do vidro sobre uma base de estanho líquida em atmosfera controlada, é disponível em grandes placas planas. É produzido em placas planas com ambas as faces planas e paralelas, obtido através do processo de fabricação float.

Vidro Impresso ou Fantasia

Obtidos através de escoamento e contínua laminação e mais precisamente: os vidros impressos e ornamentais e os vidros aramados.
O vidro impresso é um vidro translúcido que recebe em uma ou ambas as faces, a impressão de um desenho ou motivos ornamentais (padrão ou estampa). É um produto muito versátil, podendo ser utilizado monolítico, temperado, curvado, espelhado e laminado.

Conforme o desenho que lhes é impresso, os vidros fantasia são subdivididos em dois grandes grupos: estampados e ornamentais.

Vidro U-glas

É um vidro perfilado autoportante com formato em U. A seção resistente de suas barras é a sua principal prerrogativa.

Vinculadas ás estruturas perimetrais, elas permitem envidraçar amplos vãos. O U-glas é também denominado vidro estrutural.

A rigidez do U-glas permite o assentamento vertical em parede simples ou dupla, interna ou externamente. A capacidade de estanqueidade é assegurada pelo uso de másquites plásticos.

Vidro Aramado

O vidro aramado é um vidro impresso translúcido incolor, no qual é incorporada uma rede metálica de malha quadrada, com 12,5mm de lado.
Esta tela metálica oferece maior resistência a perfuração e proteção, pois em caso de quebra, os cacos ficam presos na tela diminuindo o risco de ferimentos.

Vidro Antélio

É um cristal reflexivo que se inclui na categoria dos vidros de controle solar.

Enquanto cristal reflexivo, o Antélio cumpre três funções básicas: melhor controle de insolação, maior conforto visual e efeito estético requintado.

Vidros de Segurança

O vidro é chamado de segurança quando sua tecnologia de fabricação ou sua montagem permite reduzir a probabilidade dos acidentes por choques, por deformação ou por incêndio.

Vidro Temperado

Vidros temperados são vidros que são submetidos a um processo de aquecimento e resfriamento rápido tornando-o bem mais resistente à quebra por impacto.

Possui como vantagens: a resistência à quebra, cinco vezes maior que o vidro comum

Vidro Laminado

O vidro laminado é constituído por uma ou mais placas de vidro intercaladas por uma ou mais películas de Polivinil Butiral (PVB). Existem dois tipos de laminação no mercado: a simples (vidro + PVB + vidro) e a múltipla (vidro + PVB + vidro + PVB + vidro).

Oferece alto grau de resistência mecânica e ao traspassamento. È anti-acidente, contra choques acidentais, retém objetos evitando quedas de pessoas; anti-vandalismo,para proteção de bens; e anti-roubo, para proteção dos bens contra arrombamento e armas de pequeno, médio calibre e armas pesadas.

Outros tipos de Vidros

Vidro Comum

Quebra em estilhaços pontiagudos e perigosamente cortantes e não resiste ao transpassamento. Possui resistência mecânica pequena; pode ser cortado e possui baixo custo.

Vidro Plano

Vidro sem beneficiamento usado em edificações ou na indústria de móveis.

Vidro Reflexivo

Os vidros refletivos, também chamados de vidros metalizados, são vidros que recebem um tratamento, onde recebem óxidos metálicos, com a finalidade de refletir os raios solares, reduzindo a entrada de calor, proporcionando ambientes mais confortáveis e economia de energia com aparelhos de ar condicionado.

Vidro

Vidro Espelhado

Apresenta superfície tratada para refletir imagens. É recomendada a colocação em molduras.

Vidro Low-E

Vidro com camada extrafina de metal de baixa emessividade. Funciona pela diferença de temperatura e reflete o calor de volta para a fonte, seja ela externa ou interna. Deixa passar a luz natural, mas barra as radiações UV e IV.

Reduz a perda de calor através das janelas e retém o calor no ambiente.

Vidro Duplo ou Termo-acústico

Os vidros duplos (ou vidros insulados) são chamados de vidros termo-acústico, pois dependendo da sua composição, podem oferecer isolamento térmico e isolamento acústico.

Determinação da Espessura

Existem alguns fatores que devem ser levados em consideração na determinação da espessura do vidro:

Região onde se encontra a construção, em função da altitude

Altura do vidro acima do solo

Pressões do vento

Inclinação do envidraçamento

Tipo de fixação do vidro

Tipo de caixilho

Tipo de vidro aplicado

Manutenção e Boa conservação

Os vidros devem ser aplicados e mantidos de modo que, por ocasião da colocação ou após a mesma, não sofram danos ou tensões capazes de altera-los ou quebrá-los, qualquer que seja a causa.

Para que haja uma boa conservação e manutenção do vidro é necessário que o vidro deva ter suas dimensões determinadas em função das dimensões do fundo do rebaixo do perfil e das folgas a adotar, tendo em vista a tolerância dos caixilhos; o corte deverá limpo e sem lascados, sendo que todos os vidros que apresentarem sinais de rupturas terão de ser eliminados; os vidros não devem receber, quando em canteiro de obra ou por ocasião de movimentações posteriores, projeções de cimento ou de pintura siliciosa (em caso de projeção acidental, o vidro deve ser limpo imediatamente), bem como jatos de faíscas ou respingos de solta, que o atacariam superficialmente e acabariam por inutiliza-lo; referente à limpeza, especialmente no final do canteiro de obra, deve-se tomar cuidado quanto ao aparecimento de riscos e arranhões provocados por poeira abrasiva.

Deve-se tomar um cuidado ainda mais especial para os pisos de vidro, em que não se pode usar detergentes industriais ou saponáceos e ainda deve-se ter um cuidado na circulação sobre o piso; é necessário também prever pingadeira para evitar escorrimentos de águas provenientes das partes superiores do prédio no vidro.

Fonte: fazfacil.com.br

Vidro

Vidro temperado

Vidro

O vidro temperado é obtido por meio de aquecimento gradativo e resfriamento abrupto num forno de têmpera (vertical ou horizontal) temperado em um processo semelhante a pasteurização.

Antes de tudo, o vidro temperado é um vidro de segurança. Em caso de quebra, fragmenta-se em pedaços pouco cortantes e bem pequenos. Depois de temperado, o vidro não pode ser beneficiado, cortado, furado, etc. É muito utilizado na construção civil, indústria automotiva e recentemente, na decoração. É também o único vidro que pode ser aplicado como porta sem a utilização de caixilhos.

Possui como vantagens:a resistência à quebra, cinco vezes maior que o vidro comum, s=600Kgf/cm². Um vidro temperado de 8mm, por exemplo, suportar o choque de uma esfera de aço de 500g em queda livre a partir de uma altura de 2m; resistência à flexão; a resistência à variações de temperatura.

A têmpera pode ser feita no sentido vertical ou horizontal. A diferença básica entre eles é a forma de transporte do vidro. No forno vertical, o vidro é suspenso por pinças metálicas. Durante o aquecimento, as pinças penetram ligeiramente no vidro, enquanto ele, por ação do seu próprio peso, se deforma localmente nas regiões de sustentação. O resultado é a aparição das conhecidas marcar de pinças que provocam distorções da visibilidade.

Estas marcas prejudicam a utilização do produto em alguns locais, como tampos de mesa. A ação do peso por outro lado causa a aparição de repuxos no bordo do vidro e falta de retilinidade local.

Nos fornos horizontais, as chapas de vidro são suportadas por rolos especiais que eliminam as marcas de pinças, assim como as deformações causadas pelo peso próprio. O resultado é um produto de qualidade óptica incomparavelmente melhor. Isso abre ao vidro temperado as portas dos mercados mais exigentes da construção civil e da indústria moveleira.

A têmpera vertical e horizontal pode ter medidas até 4200x2140mm. Seu corte é impossível após a têmpera, portanto a fabricação é sobre medida. Podem ser serigrafados em diversos padrões e cores.

Indicado para locais que requerem resistência, como boxes de chuveiro, portas de vidro ou frontões de lareira, por exemplo. Seu uso em fachadas está restrito a entre vãos de pequenas dimensões dentro de caixilhos. Devido ao risco de acidentes fatais, nunca pode ser usado em fachadas do sistema glazing.

O vidro temperado não atende às normas da ABNT para uso em coberturas (norma NBR 7199 – Projeto, Execução e Aplicação de Vidros na Construção), pois somente os vidros de segurança, aramados e laminados podem ser utilizados em coberturas. Nesses casos, recomenda-se a aplicação de uma película de segurança de poliéster na superfície do material, assim, se o vidro quebrar, o filme retém os estilhaços, mantém a integridade do vão e de quem estiver por perto.
Aplicada na face interna da cobertura de vidro, a película de segurança deve ser ancorada no caixilho para que, em caso de quebra, não despenque junto com o vidro. O ancoramento pode ser feito com silicone estrutural ou perfis metálicos.

Qual a diferença entre os vidros temperados e laminados?

Vidros temperados são vidros que são submetidos a um processo de aquecimento e resfriamento rápido tornando-o bem mais resistente à quebra por impacto. Apresenta uma resistência cerca de 4 vezes maior que o vidro comum. Já o vidro laminado (SGG Stadip) é um vidro constituído por duas chapas de vidro intercaladas por um plástico chamado Polivinil Butiral (PVB), a principal característica desse vidro, é que em caso de quebra, os cacos ficam presos ao PVB, reduzindo o risco de ferimento às pessoas e também o atravessamento de objetos.

Resistência à flexão

Os vidros temperados têm uma resistência à flexão 6 vezes superior à do vidro comum.

Resistência à flambagem

Um vidro temperado de 6 mm de espessura, medindo 0,30 m x 1,0 m, suporta uma carga axial de até 01 tonelada.

Resistência à choques térmicos

Com 6 mm de espessura, um vidro temperado resiste a choques térmicos de até 200ºC, enquanto os vidros comuns não suportam variações de temperatura acima de 60ºC.

Resistência ao impacto

Um vidro temperado com 6 mm de espessura suporta o impacto de uma esfera de aço de 500g, caindo de 2 metros de altura. Já os vidros comuns, não suportariam o impacto dessa mesma esfera, caindo de uma altura de 30 cm.

Vidro

Vidro

VIDRO ARAMADO

Vidro

Segurança e privacidade reunidas em um único produto

De alta resistência a impactos, com a característica de não se desprender em caso de quebra, indicado nas aplicações onde se exija total segurança.

Como é translúcido, proporciona privacidade e estética ao seu projeto, ampliando o conceito de iluminação, com requinte e segurança.

Disponível nas cores azul, cinza e incolor, torna-se um aliado para os projetos criativos e altamente seguros. Recomendado para múltiplo uso em coberturas, guarda-corpos, portas, sacadas, pergolados e outros

O processo de fabricação consiste em fundir o vidroem uma malha metálica, gerando um material mais resistente ao fogo, bem como a acidentes, pois em caso de quebra não estilhaça, por estar preso à malha metálica.

Se quebra de forma semelhante ao vidro recozido. Ao redor do orifício aparecem fragmentos do vidro e da tela metálica

Vidros curvos

Vidro

O vidro curvo possui aplicações em diversos setores, na arquitetura os vidros podem ser curvados para acompanharem a fachada de edifícios. Podem ainda ser utilizados em clarabóias ou coberturas, pois possuem uma durabilidade muito superior a dos policarbonatos.

No setor de Decoração e Moveleiro os vidros curvos podem ser utilizados em portas de estantes, racks e em muitas outras aplicações.

Fabricação

A 800 ºC a mistura atinge o estado pastoso e a 1000 ºC funde-se.

Cores

Incolor, Fumê, Bronze, Verde.

VIDRO FLOAT

Vidro

O Float é um vidro cristal plano de base, que após algum tipo de transformação e acabamento é destinado à construção civil e às indústrias automobilística, de eletrodomésticos, móveis e outras. A partir do vidro float, é fabricada uma ampla gama de produtos, como os vidros laminados de segurança, os vidros refletivos de controle solar SGG COOL-LITE e SGG ANTELIO e os espelhos MIRAGE e OPTIMIRROR, os vidros duplos, os vidros serigrafados, os vidros temperados e outros.

Vidro

O vidro Float adquire uma excelente qualidade ótica. é também conhecido por vidro cristal embora sua composição química seja diferente do vidro cristal. Por ser um vidro de extrema versatilidade e à facilidade que possui de ser cortado, lapidado, transformado, laminado, temperado ou moldado, tem hoje aplicação sempre mais extensa nos setores

Eletrodoméstico
Decoração
Arquitetura
Automobilístico
Cores disponíveis: Incolor, Fumê, Verde, Bronze e Azul.

Vidros anti-reflexo

Um vidro plano de alta qualidade, passa por um processo que tira o brilho de sua superfície. Tornando o vidro anti-reflexo. Não alterando a capacidade de transmissão de luz. Suas principais aplicações são: em molduras de pinturas e fotografias, também na confecção de caixas de vidros para objeto de arte.

Fácil de limpar (necessita apenas de um pano úmido), esse vidro também protege a imagem da poeira e não mancha.

Vidros jateado

Vidro

Proporcionam privacidade parcial do ambiente, preservando sua luminosidade.

Os vidros jateados permitem um acabamento personalizado para cada ambiente, levando requinte e beleza até vocês.

VIDROS LAMINADOS

Segurança contra impactos acidentais, controle acústico e proteção contra os raios UV.

Segurança

O vidro Laminado da Vidraçaria Campus é composto por duas chapas de vidro float intercaladas por uma película plástica de grande resistência (PVB).

Em caso de acidentes, os fragmentos de vidro ficam presos na película, evitando ferimentos. Além disso, a película se mantém intacta, preservando o ambiente até a substituição do vidro.

Vidro Laminado

Se quebra com segurança. Poderá rachar-se ante um impacto, mas tipicamente se conserva inteiriço. As lascas e os fragmentos aderem-se à película Saflex®.

Controle acústico e barreira aos raios UV

Com o Laminado os ambientes internos tornam-se mais tranqüilos e confortáveis, pois, além de toda a segurança que proporciona, atenua o excesso de ruídos externos. Multifuncional esse tipo de vidro filtra 99,6% dos raios UV, minimizando o desbotamento de móveis e tecidos, sem interferir no crescimento das plantas.

Atributos /Benefícios

intercaladas por uma película plástica

Em caso de acidentes os fragmentos do vidro ficam presos a película de PVB, o que mantém a área envidraçada fechada.

Segurança para bens patrimoniais e para pessoas, reduzindo o risco de ferimento. Não necessita substituição imediata do vidro.

Atenuação de ruído.

Controle acústico.

Barreira de até 99,6% contra os raios UV. Melhor proteção contra desbotamento e bronze, cinza ou incolor).

Melhor proteção contra desbotamento e envelhecimento de móveis, cortinas, tapetes, revestimentos de pisos etc. provocados pelo sol. Não interfere no crescimento das plantas.

Aplicações

O Laminado permite a utilização em áreas envidraçadas de grande a pequeno porte, para diversas aplicações: coberturas, fachadas, sacadas, guarda-corpos, portas, janelas, divisórias, vitrines, prateleiras, portas de armários, tampos de mesa, painéis decorativos e outras. É especialmente indicado para assegurar a integridade das pessoas e do patrimônio em casos de choques, quedas ou impactos contra o vidro.

Qual tipo de vidro utilizar em pisos e escadas?

Para a confecção de um piso em vidro ou de escadas, devemos utilizar um vidro laminado, pois é o único produto que oferece total segurança e impede que as pessoas caiam em caso de quebra. Para a determinação da espessura do vidro, devemos estimar a sobrecarga que será exercida sobre ele, bem como o uso da construção (residencial, comercial ou industrial), além das dimensões das peças e da forma como serão apoiados na estrutura.

Qual tipo de vidro utilizar em cobertura?

De acordo com a Norma ABNT 7199, para coberturas, marquises, iluminações zenitais, é obrigatório o uso de vidros laminados ou aramados, pois em caso de quebra, os cacos ficam presos no PVB ou na tela de arame.

Qual tipo de vidro utilizar em guarda-corpo?

Segundo a Norma NBR 7199 da ABNT, é obrigatório o uso de vidros laminados (SGG Stadip) ou aramados em guarda-corpos, peitoris, balaustres e sacadas. A obrigação se deve em função de serem os únicos vidros que em caso de quebra, mantêm os vãos fechados e os cacos ficam presos ou no PVB (caso do SGG Stadip) ou na tela de arame (caso do vidro aramado).

Qual a diferença entre os vidros temperados e laminados?

Vidros temperados são vidros que são submetidos a um processo de aquecimento e resfriamento rápido tornando-o bem mais resistente à quebra por impacto. Apresenta uma resistência cerca de 4 vezes maior que o vidro comum. Já o vidro laminado (SGG Stadip) é um vidro constituído por duas chapas de vidro intercaladas por um plástico chamado Polivinil Butiral (PVB), a principal característica desse vidro, é que em caso de quebra, os cacos ficam presos ao PVB, reduzindo o risco de ferimento às pessoas e também o atravessamento de objetos.

Vidros Refletivos

Vidro

Os vidros refletivos adquirem diversas cores por reflexão. Além do efeito estético que proporcionam. Barram grande parte da radiação solar e parte da transmissão luminosa, permitindo a economia de energia elétrica através de menores gastos com o sistema de ar-condicionado. Possuem as propriedades de garantir a privacidade.

Vidro

Suas aplicações comuns são: Em fachada de edifícios, guaritas e locais que deseje a privacidade.






Vidros serigrafados

Pode-se utilizar o vidro serigrafado em todos os tipos de divisórias, portas feitas unicamente de vidro, boxes para banheiros e vitrines.

Vidro

Nas versões mais utilizadas, o vidro serigrafado passa a conter listras ou pequenos círculos de várias dimensões, proporcionando:

Estética

Desenhos padrões em diversas cores;

Controle da transmissão de luz e calor

Através de filtragem ou bloqueio dos raios solares. São alternativas confiáveis ao vidro jateado ou acidado.

Controle da privacidade

Pela possibilidade de desenhos ocupando de 1 a 100 % da superfície do vidro;

Durabilidade

Tanto do vidro quanto da camada serigrafada;

Segurança

P por reunir todas as vantagens do vidro de segurança temperado

Fonte: www.vidracariacolombo.com.br

Vidro

Vidro Antique (Soprado)

Vidro

Este tipo de vidro é fabricado artesanalmente pelo processo de sopro, que transforma a massa vítrea incandescente em um cilindro. Uma vez endurecido, o cilindro é cortado transversalmente e novamente aquecido. O resultado final é uma placa plana de vidro.

O Antique pode ser identificado por uma superfície irregular - embora lisa -, pela presença de bolhas e ranhuras, e por uma espessura também irregular. Existem basicamente três tipos de vidro Antique: o normal, composto por massa vítrea homogênea de única cor; o plaquê (doble), composto por camadas sobrepostas de cores distintas; e o reamy (barroque), composto de massa homogênea, mas com ranhuras acentuadas pela movimentação do vidro no processo de resfriamento.

Vidro Catedral (Impresso Transparente)

Vidro

Leva este nome por ter sido utilizado em larga escala na confecção de vitrais em igrejas e catedrais da Europa durante a Idade Média.

O Catedral é fabricado através de um processo semi-industrial onde a massa incandescente de vidro é laminada por rolos que podem ter, ou não, texturas de diversas formas.

Possui espessura padronizada e textura homogênea. Este tipo de vidro pode ser colorido ou incolor, mas é sempre transparente.

Vidro Colorescente (Streaky)

Vidro

Os vidros Colorescentes são fabricados tanto pelo processo artesanal de sopro quanto pelo impresso, através da mistura de dois ou mais vidros de cores distintas, que apresentam aspectos de cores misturadas.

Vidro

A tensão aplicada na junção das duas placas produz um impressionante trabalho artístico no material vítreo, com aparência quase tridimensional.

Vidro Opalino

Vidro

O Opalino pode ser fabricado pelos mesmos processos que o vidro Colorescente. O que difere o Opalino dos demais vidros é a opalescência do material acabado, que terá semelhança com o alabastro.

Vidros Opalinos não permitem a visibilidade de um ambiente para o outro, embora possibilitem a passagem de luz.

Vidro Compatível

Vidro

Quando vidros apresentam o mesmo ou similar coeficiente de expansão (COE), dizemos que eles são compatíveis. Isto significa que não há tensão quando diferentes tipos de vidros são fundidos em uma mesma massa vítrea, formando produtos homogêneos.

Normalmente cada fabricante possui uma linha distinta de vidros compatíveis que diferem entre si.

Fonte: www.sarasa.com.br

Vidro

Vidro fantasia

Vidro

O vidro fantasia ou também conhecido como vidro impresso, possui diversos tipos de desenhos e cores.

A instalação desse vidro tem como objetivo tornar o ambiente mais privativo e inibe a ação dos raios infravermelhos.

Normalmente é usado em janelas, cozinhas, lavabo, divisórias, etc, em locais de discrição.

Tipos: Ártico, pontilhado, mini-boreal, canelado, martelado, confeti
Cores (depende do tipo): Incolor, verde, azul, amarelo, vinho, fumê, bronze

Cristal

Vidro

O cristal é o mais nobre dos tipos de vidro, por causa de sua pureza e qualidade. A instalação do cristal deixa o ambiente "clean", além de proteger contra as ações nocivas dos raios ultra-violeta quando o cristal é colorido. A sua utilização mais comum é em portas, janelas, divisórias e armários.

Espessura: de 4 a 10 mm
Cores: Incolor, verde, azul, fumê, bronze
Obs: Também há possibilidade de jateamento artístico.

Cristal Temperado

Vidro

O cristal temperado é 100 vezes mais resistente ao choque e temperatura que um vidro comum. Além de ser usado em portas de entrada, pode ser utilizado como vidro de segurança em janelas, box, divisórias, tampos de mesa, pois se houver quebra, despedaça-se totalmente, muitas vezes evitando acidentes e tragédias.

Espessura: de 4 a 10 mm
Cores: Incolor, pontilhado, verde, azul, fumê, bronze

Vidro Laminado

Vidro

Vidro
Teste de tiro, notem que a bala fica presa entre o vidro e a película.

O vidro laminado, como o nome já diz, são montados como um "sanduíche" de vidros, separados e colados com uma película plástica transparente e bem resistente. Existem vários usos para este tipo de vidro, mas os mais usual é em sistemas de vidros à prova de bala e anti-vandalismo. No caso dos vidros balísticos, é usado um número maior de vidros e películas para dar maior resistência ao impacto das balas.

Vidro
Uma cabine protegida com o vidro laminado balístico.

Espessura: de 11 a 44 mm
Cores: Incolor, verde, azul, fumê, bronze

Vidros

Hoje além do vidro comum ( liso e transparente ), existem muitos outros tipos usados em decoração. Entre os mais procurados estão os jateados, canelados, aramados, gravados, bisotados, temperados e laminados.

Conheça, em seguida suas características:

Aramado

Pertence à família dos vidros-fantasia, da qual fazem parte todos os translúcidos. Tem espessuras que variam entre 6 e 8 mm.Possui uma tela de arame por dentro, o que lhe dá uma aparência quadriculada e o torna mais resistente. É encontrada na cor Amarela e Incolor.

Bisotado

Apresenta um chanfro em toda a sua borda. Tal trabalho é executado em qualquer tipo de espelho ou vidro-exceto o temperado-possui espessuras a partir de 3 mm.É vendido por m2 . Seus usos mais comuns são em tampos de mesa, portas de entrada, divisórias de ambientes e janelas.

Canelado

É um vidro cuja textura apresenta alto e baixo-relevo. Sua parte mais espessa tem 4 mm de altura. É encontrado nas cores bronze, fumê e incolor. Vendido por m² ou em multiplos de 5 e 5 cm.Usados em banheiros, divisória de ambientes, janelas e locais onde se quer ter privacidade e boa iluminação natural

Gravado

Conhecido também como baixo-relevo, o trabalho de gravação é feito com rebolo diamantado o qual sulca a superfície do vidro, formando o desenho desejado. Isto pode ser feito em qualquer tipo de vidro, desde que possua no mínimo 3 mm de espessura.

Jateado

Qualquer tipo de vidro ou cristal pode ser jateado, não importando sua espessura. Fica com uma aparência opaca. É um tratamento que jamais desaparece, sendo que no Brasil só se faz na cor branca. O vidro jateado é vendido por m² e o desenhado sob encomenda. É bastante procurado para decorar portas, janelas e divisórias.

Laminado

Este é o mais resistente dos vidros. Sua composição consiste de duas ou mais lâminas de vidro intercaladas por películas interna de plásticos. É um tipo de vidro que não possui fragmentos cortantes e pontiagudos quando rompidos. Apresenta várias espessuras e suas cores são bastante diversas.

Temperado

Também chamado de vidro de segurança, é cinco vezes mais resistente do que o vidro comum. Aliás, trata-se de um vidro comum que passa pelo processo de têmpera, semelhante ao do aço, em que é aquecido a uma temperatura de 650°C a 700°C, sendo imediatamente resfriado. Graças a esse tratamento, o vidro temperado quando quebra fragmenta-se em numerosos pedaços pequenos e sem pontas. É encontrado nos tons verde, bronze, fumê, cinza, azul e incolor, além dos tipos fantasia. Sua espessura varia de 6 a 10 mm.

Próprio para portas, janelas, box e divisórias.

Fonte: www.engevidro.com.br

Vidro

Vidro comum ou float

É o vidro mais utilizado, quando quebrado forma pedaços pontiagudos e cortantes. Normalmente usado em janelas pequenas onde o risco de quebra é pequeno. Indicado para pequenos e médios vãos.

Vidro temperado

Ao passar pelo processo de têmpera, o vidro adquiri grande resistência mecânica, cerca de 5 vezes mais resistente que o vidro comum e resistente a batidas fortes. É principalmente indicado para grandes vãos. Ao quebrar se despedaça em pequenas partes, evitando assim acidentes mais sérios.

Existem diversos tipos como incolor, refletivo, low-e e acidato (branco, mantem a privacidade sem comprometer a entrada de luz).

Vidro Low-E

Vidro com camada extrafina de metal de baixa emissividade. Funciona pela diferença de temperatura e reflete o calor de volta para a fonte, seja ela externa ou interna. Deixa passar a luz natural, mas barra as radiações UV e IV. Reduz a perda de calor através das janelas e retém o calor no ambiente.

Vidro laminado

Composto por dois vidros comuns, porém com uma lâmina de PVB (polivinil butiral) entre eles, o vidro temperado quando quebra não desmonta, se mantém no local. Tem melhor isolamento acústico quando combinado com esquadrias de PVC.

Existem várias configurações de vidro laminado, sendo as principais o laminado incolor, refletivo, colorido, e ainda o laminado opaco, onde o PVC é branco e mantém a privacidade do ambiente.

Vidro duplo ou insulado

Composto por dois vidros com uma câmara de ar entre eles, o vidro duplo além de ter um ótimo isolamento acústico, também tem a característica de isolamento térmico. Poder ser em várias combinações, como duas laminas de vidro comum, ou um comum e outro laminado, ou comum e temperado, ou qualquer combinação entre eles.

Reflecta Float

Especialmente desenvolvido para conforto térmico, o vidro recebe uma camada de micro partículas metálicas em sua fabricação. Essa camada reflete os raios solares reduzindo a temperatura ambiente. Pode ser também laminado ou ainda utilizado em composição dupla, reduzindo sensivelmente os gastos com ar condicionado.

É produzido em vários tons como cinza, prata, verde e bronze.

Bioclean

Lançado recentemente, o vidro Bioclean tem a grande vantagem de ser auto limpante, não permite que a poeira, poluição ou maresia permaneçam em sua superfície. É recomendado para coberturas de vidro ou esquadrias de difícil acesso.

Fonte: ketamy.com.br

Vidro

Tampo de mesa

Vidro

Corte e lapidação por computador, para melhor atender as necessidades do cliente.

Vidro

O Cristal Diamondguard tem resistência a riscos.
Espessura: de 12 a 19 mm
Cor: Cristal Incolor

Espelho

Vidro

Trabalhamos com os espelhos da empresa Guardian, cuja qualidade e sua durabilidade são mais que comprovadas.

Vidro

Espessura: de 3 a 6 mm
Cor: Prata

Box para banheiro

Vidro

Box no banheiro não é apenas bonito, mas seguro e prático. Em cristal ou vidro temperado de 8 mm, além de seguro, é de fácil limpeza. Os acabamentos são em alumínio anodizado, que resistem no tempo e ao calor. Sistema de roldanas de durabilidade deslizamento suave e prático.

Espessura: de 8 mm - Cristal e Vidro Temperado
Cores do cristal: Incolor, verde, fumê, bronze, pontilhado
Alumínios: Fosco ou brilhante, branco, preto, bege, bronze, ouro

Fonte: www.tempervidrosdomario.com.br

Vidro

O vidro é uma substância rígida não cristalina, de aspecto translúcido e em geral transparente, que resulta tipicamente da fusão a alta temperatura de uma mistura de anídrido silícico (obtido normalmente de areia, quartzo, etc.), de um alcali terroso (óxido de cálcio, derivado do carbonato de cálcio presente na areia) e de um carbonato de sódio (soda) ou de potássio (potassa). A presença de um destes dois carbonatos, que variou segundo as épocas e as áreas geográficas, comporta mudanças substanciais no aspecto e na estrutura do vidro.

Podem acrescentar-se outras substâncias, como os corantes, que de igual modo modificam em parte ou substancialmente a própria estrutura do vidro.

O vidro mais corrente, calciosódico, pode exprimir-se pela seguinte fórmula:

Na2O CaO 5SiO2

Outras combinações à base de silicatos, resultam nos chamados esmaltes e vernizes, que de certa maneira também são considerados como vidros. Estes materiais, de aspecto completamente diverso, destinam-se a outros fins, como no vidrado cerâmico.

O vidro apresenta naturalmente um tom esverdeado que aumenta com a sua espessura. Isto deve-se à existência na areia de óxidos de ferro. Para anular este efeito, usa-se o dióxido de manganésio (MnO2), o qual, ao oxidar os sais de ferro, dá ao vidro um tom amarelo. Este óxido, chamado de sabão dos vidreiros, tem uma cor violeta: sendo o amarelo complementar do violeta, as duas cores acabam por se anular opticamente, resultando um vidro incolor. A função descolorante do óxido de manganésio era desconhecida em épocas mais recuadas, embora fosse utilizado para conseguir cristais de cor violeta. A sua utilização descolorante remonta às cristalarias venezianas.

Os vidros antigos apresentavam-se cromaticamente impuros, com tons esverdeados, na maioria dos casos. Há excepções, como os denominados cristais alexandrinos, totalmente transparentes e incolores. Mas isto devia-se não à utilização de descolorantes, mas à cuidadosa eleição de areias argentíferas, completamente isentas de sais ferrosos.

O cristal

«Uma das qualidades principais que devem ter os vidros é a transparência que deve ser perfeita e límpida, depois a brancura e por fim a sonoridade». A dureza, a resistência à ruptura e o índice de refracção variam segundo a composição e o tratamento dado à pasta vítrea.

A indústria vidreira procurou sempre, ao mesmo tempo que o aperfeiçoamento da pasta de vidro, uma transparência cada vez maior. Pode-se afirmar que, tendo em conta as particulares características do vidro, os dois intentos coincidiram.

Assim, artesãos, químicos e alquimistas seguiram como paradigma constante, e em certo sentido inalcansável, a pureza e a transparência de uma variedade de quartzo, totalmente transparente e incolor, chamada cristal de rocha, muito empregue entre os séculos XV e XVII em ourivesaria, pelas qualidades que a assemelhavam às pedras preciosas.

Desde o século XV que se chama cristal ao produto mais transparente e puro da indústria vidreira. Em sentido estrito, hoje teríamos de usar a designação apenas para o cristal de chumbo (ou de composição plúmbea). Contudo, na prática e no comércio o termo tende a abranger alguns vidros muito próximos do plúmbeo, como o cristal potássico boémio e os diversos tipos de meios-cristais.

O primeiro tipo de vidro denominado cristal (impropriamente, talvez, por se tratar na realidade de um vidro calcio-sódico, apesar de ser muito refinado pela cuidadosa selecção dos seus componentes e pela utilização descolorante do dióxido de manganésio) é o chamado vidro cristalino veneziano que, segundo a tradição teria sido introduzido pelo vidreiro de Murano Angelo Barovier (U1461).

A descoberta deste vidro, totalmente incolor (ainda que, com tempo, adquira um tom amarelento), muito ligeiro e fino, e muito indicado para ser soprado, fez com que a indústria vidreira veneziana se impusesse a toda a Europa de forma quase unânime desde o século XV até finais do século XVII, altura em que entrou em crise e foi progressivamente destronada pela descoberta em Inglaterra e na Alemanha, respetivamente, dos cristais plúmbeos e potássicos, autênticos cristais na moderna acepção do termo - mais adequados pelas suas próprias características estruturais para fazer face às exigências decorativas do novo gosto europeu.

Em meados do século XVII, depois de um certo período de estagnação, despertou em Inglaterra o interesse pelo vidro, em simultâneo com um florescimento dos estudos teóricos - em 1662, por exemplo, aparece a tradução inglesa anotada do italiano António Neri, L’Arte Vetraria, traduzida por Christopher Merret -, e com uma investigação tecnológica que aspirava a pôr a indústria vidreira inglesa em situação de poder competir com a produção estrangeira, sobretudo, com o monopólio veneziano nos mercados europeus. As investigações orientavam-se, por um lado, com base na utilização de materiais que se pudessem encontrar facilmente in situ (a utilização, por exemplo, do carvão fóssil em vez dos combustíveis vegetais) e, por outro lado, tendo em vista a produção de cristais cuja qualidade fosse competitiva com a dos estrangeiros.

Com estes objetivos, um dos maiores grupos da indústria vidreira inglesa, a Glass Sellers Company, depositou confiança no químico George Ravenscroft (1618-1681), que, após algumas tentativas, alcançou finalmente os resultados desejados: em 1675 conseguiu produzir um novo tipo de vidro, sob o ponto de vista químico muito diferente dos anteriores: o cristal de chumbo (glass of lead e flint glass, usando-se esta última designação porque a sílica era extraída de pedras de rio moídas, em vez de areia).

Os componentes deste novo cristal eram:

55 por 100 de sílica

32 por 100 de óxido de chumbo

12 por 100 de potassa

Este tipo de vidro, devido à sua alta percentagem de chumbo, e nisto estribava a sua novidade, possuía características especiais que o aproximavam, mais que nenhum outro, do cristal de rocha. Desta forma, realizava-se o sonho de séculos de investigações e experiências.

O cristal de chumbo, muito mais pesado e duro que o cristal veneziano, era muito transparente e também muito espesso; possuía um elevado índice de refracção e, por consequência, o seu aspecto era muito brilhante e luminoso. Finalmente, por todas estas características, era fácil de gravar e de lapidar. Tudo isto respondeu diretamente às exigências decorativas que na época amadureciam na Grã-Bretanha, onde se desenvolvia de forma intensiva a decoração gravada, especialmente com pontas de diamante.

O cristal de chumbo continua a produzir-se hoje, mais ou menos com os mesmos componentes, com ligeiras variações: a utilização do óxido salino de chumbo - o mínio ou zarcão (Pb3O4) - como componente plúmbeo, e a adição de ácido bórico e óxido de zinco para aumentar a sua luminosidade. As características especiais do cristal de chumbo inglês resultam da mistura muito calculada de óxido de chumbo e potassa. Esta última substância, torna-o mais apto para a gravação. No entanto, se usada em excesso, a potassa dá ao cristal um ligeiro colorido amarelo.

Este tipo de cristal presta-se especialmente para o fabrico de cristalaria de mesa (facetados, por exemplo), utensílios finos decorados à roda, sobretudo, gravados. O corte e o facetado multiplicam a sua capacidade de refracção da luz e portanto a sua luminosidade. Até finais do século XVII e primeiros anos do século XVIII, o cristal de chumbo inglês espalhou-se muito rapidamente pela Grã-Bretanha e pelo mercado europeu, no francês em particular, onde substituiu por completo a indústria vidreira de Murano.

Além dos centros ingleses, como Birmingham, apareceram fábricas de renome noutros países da Europa.: St. Louis, Baccarat, Val saint-Lambert, entre outros, iniciando uma tradição que na maioria dos casos perdurará.

Do cristal de chumbo inglês derivam dois tipos de vidros cristalinos especialmente puros: os cristais ópticos (genericamente designados flint glasses) e o strass.

Os cristais de óptica, que se contam entre as matérias vítreas mais puras que se tinham produzido até há pouco tempo, possuem características especiais devidas à abundância de componentes de chumbo.

O strass deve o seu nome do ourives parisiense de origem alemã, G. Frederic Strass (1700-1773), inventor de um cristal muito luminoso que, acrescido de substâncias corantes, serve para imitar pedras preciosas; totalmente incolor utiliza-se para imitar diamante. Na atualidade, usa-se apenas em bijuteria.

Finalmente, entre os derivados do cristal de chumbo inglês, destaca-se o chamado meio-cristal, em que a soda substitui aproximadamente metade da quantidade de potassa, e grande parte do óxido salino de chumbo é substituído por cal e outros componentes. Qualitativamente inferior ao cristal plúmbeo, apresenta por vezes um ligeiro matiz amarelo.

No fabrico do chamado cristal potássico (ou da Boémia) na Alemanha, intervieram em grande medida motivos de concorrência semelhantes aos da produção inglesa. A isto se associaram circunstâncias locais: a tradição do cristal potássico na Alemanha e as orientações seguidas pela produção vidreira alemã entre os séculos XVI e XVII, como consequência, provavelmente, da chegada à Polónia de lapidadores venezianos nos princípios do século XVI para a decoração por incisão. Este tipo de decoração necessitava de um vidro denso e transparente, muito diferente do cristal de Murano e do vidro potássico. Também aqui - como em Inglaterra e mais ou menos na mesma época - se conseguiu obter um vidro calciopotássico especialmente adequado a tais necessidades. Não se conhece em rigor o ano da descoberta deste vidro, mas devia ser já conhecido a partir de 1667.

O “cristal” potássico, muito difundido atualmente com o nome de cristal da Boémia, utiliza-se sobretudo para a produção de valiosas cristalarias de mesa. Também existe uma sub-espécie deste cristal, o meio-cristal da Boémia.

Fonte: orlandompnc.planetaclix.pt

Vidro

Vidro Cristal (Float)

Vidro

O float é um vidro transparente, sem distorções ópticas, com espessura uniforme e massa homogênea. Conhecido como liso ou comum, é a partir dele que se produz os laminados, temperados, curvos, serigrafados. Este vidro pode ser usado para os mais diversos fins.

Cristal DiamongGuard é um Cristal extra claro que possui uma de suas faces 10 vezes mais resistente a riscos do que um vidro comum. Ideal para aplicações em tampos de mesas, aparadores e bancadas, além de prateleiras. Disponível nas espessuras de 12, 15 e 19 mm.

Aplicação

Box
Espelhos
Fachadas
Janelas
Portas
Prateleiras
Tampos de mesa

Características

Espessura

Incolor: de 2 a 19 mm
Colorido: de 3 a 10 mm

Cores
Azul
Verde
Incolor
Bronze
Cinza

Vidro Curvo

Vidro

Os vidros podem ser modelados de diversas formas. Para isso uma lâmina de vidro plano é colocada sobre um molde previamente preparado e instalado dentro de fornos especiais. O vidro é, então, aquecido a alta temperatura, ganhando a forma do molde. Em seguida, é resfriado, recuperando sua rigidez.

Aplicação

Arquitetura
Box
Decoração
Móveis
Refrigeração

Características

Espessura

de 4 a 19 mm

Cores

Azul
Verde
Incolor
Bronze
Cinza

Vidro Duplo

Vidro

O vidro duplo é um conjunto composto por um dois vidros, separados por uma câmara de ar, que permite conforto acústico e térmico, reduzindo o consumo de energia com ar condicionado.

Além disso o uso de grandes áreas envidraçadas nos projetos garante maior luminosidade natural para os ambientes, o que reduz o uso de energia para iluminação.

Aplicação

Aeroportos
Climatização de adegas
Divisórias
Edifícios comerciais e residenciais
Fábricas
Hospitais
Hotéis
Refrigeração

Vidro Impresso

O vidro impresso é um vidro translúcido com uma imensa gama de texturas, cores e espessuras, proporcionando variados efeitos decorativos, privacidade e conforto.. No Brasil, o vidro impresso começa a conquistar mais espaço na arquitetura e na decoração. O produto vem sendo utilizado em box de banheiro e divisórias. Estão surgindo, ainda, aplicações inéditas para o produto como grandes chapas laminadas em fachadas de escritórios comerciais ou edifícios.

Vidro

Características

Espessura

De 3mm a 10mm, dependendo do tipo de impressão.

Cores
Azul
Verde
Incolor
Amarelo
Vinho
Cinza

Vidro Laminado

Formado por duas ou mais lâminas de vidro, unidas por uma camada intermediária de película plástica de alta resistência e elasticidade. É um vidro de segurança que, quando quebrado, não estilhaça. Os cacos ficam presos à película, impedindo acidentes graves e ferimentos.

Além da segurança, o vidro laminado permite o controle acústico, de radiação ultravioleta e de temperatura, quanto associado ao vidro refletivo. O produto possui, ainda, alto valor estético, podendo adicionar às camadas internas pigmentações de diversas cores.

Vidro

Aplicação

Coberturas
Divisórias
Fachadas
Hospitais
Hotéis
Sacadas
Shoppings
Vitrines

Características

Espessura

6 mm (dois vidros de 3 mm)
8 mm (dois vidros de 4 mm)
10 mm (dois vidros de 5 mm)

Cores

Podem possuir as cores dos vidros ou as dos materiais intermediários utilizados na composição.

Vidro Refletivo

O vidro refletivo é o vidro float depois de receber uma camada metalizada que lhe confere características de controle de calor proveniente dos raios solares e redução em mais 90% da passagem dos raios UV. Proporciona conforto térmico e visual, diminuindo o consumo de energia com iluminação artificial e ar-condicionado.

Características

Vidro

Espessura

de 3 a 8 mm

Cores

Azul
Prata
Verde
Cinza
Cores especiais sob consulta.

Vidro Temperado Lumière

O vidro temperado é o vidro comum que passa por um processo de aquecimento, atingindo cerca de 650º durante sua produção e recebendo, logo após, um brusco resfriamento. Esse choque térmico faz com que o produto adquira resistência cinco vezes maior do que a do vidro comum, se tornando um vidro de segurança. Além da resistência, em caso de quebra, o vidro fragmenta-se em pequenos pedaços sem pontas, reduzindo, ao mínimo os riscos de ferimentos.

Os vidros temperados da Estrela Vidros podem ser reconhecidos pela marca Lumière, impressa em cada peça produzida. A empresa possui uma unidade industrial para a fabricação dos vidros temperados.

Aplicação

Box
Fachadas
Janelas
Portas
Vitrines

Características

Cores
Azul
Verde
Incolor
Bronze
Cinza

Box

O Box Lumière é produzido através do processo de têmpera. O vidro é aquecido até aproximadamente 650º e recebendo, logo após, um brusco resfriamento. Esse choque térmico faz com que o produto adquira resistência cinco vezes maior do que a do vidro comum, se tornando um vidro de segurança. Além da resistência, em caso de quebra, o vidro fragmenta-se em pequenos pedaços sem pontas, reduzindo, ao mínimo os riscos de ferimentos.

Os Boxes da Estrela Vidros podem ser reconhecidos pela marca Lumière, impressa em cada peça produzida. A empresa possui uma unidade industrial para a fabricação dos vidros temperados e a mais completa linha de Boxes para banheiro do mercado.

Características

Cores

Azul
Verde
Incolor
Bronze
Cinza

Espelhos

Vidro

A Estrela Vidros distribui e beneficia os melhores espelhos do mundo, a combinando alta tecnologia, automação de processos, rigoroso padrão de qualidade e um corpo técnico que faz a diferença.

Se deseja também resistência a riscos, escolha o Espelho DiamondGuard, com a face refletiva 10 vezes mais resistente a riscos que os espelhos comuns.

Ideal para aplicações como tampos no mobiliário de interiores, além de revestimento de móveis e paredes. Disponível nas espessuras de 12 e 15 mm.

Vidro

Aplicação

Banheiros
Móveis
Portas
Tampos de mesa

Características

Espessura

Cristais: 2, 3, 4, 5 e 6 mm.
Diamond: 12 e 15 mm.

Cores

Incolor
Bronze
Cinza

Vidro Craquelado

Vidro

O vidro craquelado é um vidro especial, composto por uma lâmina interna de vidro temperado e duas de vidros float. O vidro temperado interno é quebrado, formando inúmeros fragmentos e trincas, apresentado uma textura especial. Em contato com a luz cria-se uma atmosfera decorativa e inovadora, com uma beleza surpreendente.

Aplicação

Divisórias
Paredes
Pisos
Tampos de mesa

Características

Cores

Podem possuir as cores dos vidros ou as dos materiais intermediários utilizados na composição.

Vidro Cristal (Float)

Vidro

O float é um vidro transparente, sem distorções ópticas, com espessura uniforme e massa homogênea. Conhecido como liso ou comum, é a partir dele que se produz os laminados, temperados, curvos, serigrafados. Este vidro pode ser usado para os mais diversos fins.

A Estrela Vidros trabalha com o Cristal DiamongGuard, que é um Cristal extra claro que possui uma de suas faces 10 vezes mais resistente a riscos do que um vidro comum. Ideal para aplicações em tampos de mesas, aparadores e bancadas, além de prateleiras. Disponível nas espessuras de 12, 15 e 19 mm.

Aplicação

Box
Espelhos
Fachadas
Janelas
Portas
Prateleiras
Tampos de mesa

Características

Espessura
Incolor: de 2 a 19 mm
Colorido: de 3 a 10 mm

Cores

Azul
Verde
Incolor
Bronze
Cinza

Vidro Laminado

Vidro

Formado por duas ou mais lâminas de vidro, unidas por uma camada intermediária de película plástica de alta resistência e elasticidade. É um vidro de segurança que, quando quebrado, não estilhaça. Os cacos ficam presos à película, impedindo acidentes graves e ferimentos.

Além da segurança, o vidro laminado permite o controle acústico, de radiação ultravioleta e de temperatura, quanto associado ao vidro refletivo. O produto possui, ainda, alto valor estético, podendo adicionar às camadas internas pigmentações de diversas cores.

Aplicação

Coberturas
Divisórias
Fachadas
Hospitais
Hotéis
Janelas
Portas
Sacadas
Shoppings
Vitrines

Características

Espessura
6 mm (dois vidros de 3 mm)
8 mm (dois vidros de 4 mm)
10 mm (dois vidros de 5 mm)

Cores

Podem possuir as cores dos vidros ou as dos materiais intermediários utilizados na composição.

Vidro Aramado

Vidro

O primeiro vidro de segurança utilizado na construção civil foi o vidro aramado. Ele é um vidro impresso onde é incorporada uma malha metálica quadrada. Em caso de quebra o vidro fica preso à rede metálica, que ainda, segura os estilhaços. É um vidro translúcido, muito utilizado para efeitos decorativos.

Aplicação

Coberturas
Guarda corpos
Portas

Características

Espessura
6 mm

Cores

Incolor

Fonte: www.estrelavidros.com.br

Vidro

HISTÓRIA

O surgimento do vidro é incerto, mas registros do historiador romano Plinio atribuem esta descoberta" navegadores fenícios, ao acenderem fogueiras nas areias do rio Belo. O que se sabe com certeza é que sírios, fenícios e babilônios já utilizavam vidro desde 7.000 a.C., mas foi no Egito antigo, por volta do ano 1.500 a.C., que o vidro começou a crescer, utilizado como adorno pessoal, jóia e embalagem para cosméticos. Algumas dessas peças foram encontradas, em perfeito estado de conservação, no sarcófago de Tutancamon. Por ser naquela época a civilização dominante, os egípcios acabaram difundindo o vidro e a sua técnica de fabricação para outros povos.

A revolução na produção aconteceu em 100 a.C., quando os fenícios inventaram o tubo de sopro, permitindo a fabricação da maioria dos objetos.Na mesma época, os romanos massificaram o uso do vidro, com a produção de objetos de uso cotidiano e a sua utilização em janelas.Com o declínio do Império Romano, o vidro passou por uma fase de pouco desenvolvimento, mas voltou à evidência no começo da Idade Média, quando as igrejas católicas começaram a usar vitrais coloridos.

Em seguida, Veneza assumiu o papel de centro vidreiro do mundo ocidental. A importância econômica dessa indústria levou à proibição de artesãos estrangeiros na cidade, culminando com a transferência, em 1291, de toda a indústria vidreira para Murano, com o propósito de preservar as fórmulas secretas, transmitidas de pai para filho.

A era de modernidade do vidro começou no século XVII, com a contribuição de vários países no aperfeiçoamento tecnológico, como a utilização em instrumentos ópticos, a descoberta do vidro "float", técnica de produção de vidros em chapas com absoluta perfeição. Em 1650 houve o aperfeiçoamento da rolha, aumentando o uso do vidro como recipiente para acondicionar bebidas.

Com a Revolução Industrial, o vidroassumiu um papel definitivo na história da humanidade. Basta olhar à volta e será possível ver o vidro presente em janelas, pára-brisas de automóveis, telas de computadores e televisões, copos, entre incontáveis outras aplicações. O modo de vida do homem moderno seria praticamente impossível sem o vidro.

COMPOSIÇÃO

Especificação de matérias-primas para fabricação de vidro

Vidro

"O vidro é composto por areia, calcário, barrilha, alumina e corantes ou descorantes."

Curiosidades sobre a composição do vidro

Uma das razões de o vidro ser tão popular e duradouro, talvez esteja na sua análise, pois os vidros mais comuns, aqueles usados para fazer os vidros planos e embalagens e que, tecnicamente, são denominados "sodocálcicos", têm uma composição química muito parecida com a da crosta terrestre, que é a camada externa de nosso planeta e onde vivemos:

TIPOS

Sodo-Cálcico

Aplicação

Embalagens em geral: garrafas, potes e frascos

Vidro plano

Indústria automobilística, construção civil e eletrodomésticos

Boro-Silicato

Aplicação

Utensílios domésticos resistentes a choque térmico

Ao chumbo

Aplicação

Copos, taças, cálices, ornamentos, peças artesanais (o chumbo confere mais brilho ao vidro).

DIVISÃO

Vidros para embalagem

Potes para alimentos, frascos e garrafas para bebidas, produtos farmacêuticos, higiene pessoal e mais incontáveis outras aplicações: a utilização do vidro para embalagens é uma das mais antigas e freqüentes aplicações para o vidro. Por ordem de consumo, a maior utilização é a do setor de bebidas, principalmente com cervejas, seguida pela indústria de alimentos e, logo após, produtos não alimentícios, sobretudo farmacêuticos e cosméticos.

Vidros domésticos

São aqueles usados em utensílios como louças de mesa, copos, xícaras, e objetos de decoração como vasos.

Vidros planos

Os chamados vidro planos, fabricados em chapas, são consumidos principalmente pela construção civil, seguida pela indústria automobilística e moveleira, depois na produção de espelhos e um pequeno percentual para múltiplas outra aplicações. Além dos vidros translúcidos, um outro tipo de vidro plano, chamado impresso ou fantasia, atende, em menor quantidade, também o mercado da construção civil. Vários outros setores vêm aumentando seu consumo de vidro, como a indústria moveleira e o dos eletrodomésticos da chamada linha branca, como fogões, geladeiras, microondas etc.

Vidros especiais

São vidros com composições e características especiais, adequadas a necessidades muito específicas de utilização, como os usados na produção de cinescópios para monitores de televisão e computadores, bulbos de lâmpadas, garrafas térmicas, fibras óticas, blocos oftálmicos, blocos isoladores e até tijolos de vidro.

Vidro
Vidros para embalagem

Vidro
Vidros Domésticos

Vidro
Vidros Planos

Vidro
Vidros especiais

COLORAÇÃO

A Cor do Vidro

Embalagem

Uma das características mais interessantes do vidro é a cor. Os vidros podem se apresentar desde o mais puro incolor até em infinitas cores, que também podem variar desde uma leve tonalidade até a total opacidade.

Em questões de marketing a cor também é muito importante pois ajuda muito na escolha do produto. Um exemplo são os frascos de perfumes que existem nas mais diferentes formas e cores para chamar a atenção dos clientes. Além da função estética, a cor do vidro tem também uma função utilitária.

Dependendo dos elementos que introduzimos na composição do vidro, este filtra a luz, deixando passar alguns raios e retendo outros. Por isso se utilizam garrafas âmbar para cerveja ou verde para o vinho, pois estes vidros impedem a passagem de certas radiações (ultravioleta), que estragariam os produtos.

O vidro é o único material que possibilita a visualização do produto que ele contém, ao mesmo tempo em que o protege contra radiações que o deteriorariam.

Vidro Plano

Neste caso os vidros planos de janelas, de prédios ou veículos, se utiliza o mesmo princípio. Colore-se o vidro de maneira que ele impeça a passagem da radiação responsável pelo aquecimento (infravermelha) mas permita a passagem da luz visível, possibilitando a visão através das janelas. Desta maneira, o ambiente aquece menos e ao mesmo tempo não se torna necessário utilizar iluminação artificial durante o dia, economizando energia na iluminação e no ar condicionado.
Este também é o princípio dos vidros reflexivos, que são empregados nos prédios modernos, durante o dia parecem um enorme espelho. Na verdade, além de bonitos estes vidros refletem boa parte da radiação solar que de outra forma estaria entrando e aquecendo o ambiente. Note-se que nestes mesmos prédios, durante a noite, quando as salas estão iluminadas, é possível enxergar de fora o seu interior, pois não há a radiação intensa do sol que se reflete e ofusca a luz visível que sai do interior para o exterior.

Medindo e Produzindo a COR

Tecnicamente, em nossas fábricas, a cor é tratada de forma científica, sendo medida por equipamentos sofisticados, que não somente garantem que nossos produtos tenham as propriedades adequadas mas também que a cor possa ser reproduzida ao longo dos anos, sem nenhuma variação, pois, uma peça, seja de mesa ou de janela, trocada mesmo depois de muitos anos, deve ter o mesmo aspecto.

Para começar, quando nos referimos a esta ou aquela cor, evitamos confiar apenas nos nossos sentimentos e a transformamos em números.

Desta maneira, podemos comparar cores produzidas com anos de diferença e ainda em fábricas diferentes sem depender da nossa memória, afinal nossos produtos são feitos para durarem muitos e muitos anos.

Quando colocamos uma amostra de vidro no equipamento de medir cor, que é chamado de colorímetro, este nos fornece números que permitem localizar a cor no gráfico da figura ao lado.

Podendo assim, se necessário produzir a mesma cor do vidro antigo em um novo produto igual.

Controle da cor no vidro branco

Como primeira idéia, o vidro branco é considerado um material sem cor, mas na realidade todos os vidros "brancos" tem uma cor presente de graus variáveis. A cor varia de um azul muito pálido até uma tonalidade rosa-morango em diversos graus de concentração.

O grau de cor presente (pureza) depende da qualidade dos ingredientes que se enfornam. Isto inclui as matérias primas, caco e, num grau menor, as condições em que se funde o vidro.

Os agentes corantes mais comuns encontrados no vidro branco são o ferro (Fe) e o cromo (Cr) e o efeito destes materiais na cor varia com o estado da Valencia de cada um com o vidro fundido. Podemos ter um efeito diferente dependendo onde temos um estado oxidante (+) ou reduzido (-).
Ser oxidante ou redutor depende dos ingredientes da mistura e também da atmosfera do forno em si mesmo.

A contaminação do caco também têm um importante papel nas condições de oxidação / redução (redox). Esta contaminação está geralmente na forma de materiais orgânicos (lixo, comida, plástico, papel, etc.)

O efeito do ferro na cor

O ferro se encontra no vidro no estado tri-valente (Fe2O3), que é o mais oxidado (+) e no estado bi-valente (FeO) que é mais reduzido (-).

O efeito corante do FeO é de 5 ou 6 vezes mais que o Fe2O3. Portanto é mais desejável manter o máximo de ferro no estado de Fe2O3. Este Fe2O3 impacta ao vidro um tinta ligeiramente amarelo-verdoso e o FeO dá um tinte mais azul-verdoso, somente mais intenso para a mesma quantidade.

O efeito do cromo na cor

O óxido crômico (Cr2O3) é agente corante primário para todos os vidros verdes, devido a que o cromo dá uma grande coloração de verde ao vidro branco. O cromo no estado reduzido (Cr2O3) da uma tonalidade fortemente esverdeada ao vidro, enquanto o cromo no estado oxidado (Cr2O3) dá uma cor mais amarelo-verdosa. O mesmo que no caso do ferro, o cromo se incorpora no vidro pelas matérias primas, caco e outras contaminações.

Fonte: www.abividro.org.br

Vidro

Conheça as principais diferenças entre os tipos de vidro. Podemos te ajudar como escolher.

Vidro SERIGRAFADO ou IMPRESSO

Vidro

Vidro

O vidro impresso é um vidro translúcido que recebe em uma ou ambas as faces, a impressão de um desenho (padrão ou estampa). É um produto muito versátil, podendo ser utilizado monolítico, temperado, curvado, espelhado e laminado. Os vidros impressos podem ser utilizados na construção civil em janelas, portas e coberturas; na decoração de interiores em divisórias, pisos, degraus de escadas.

Vidro TEMPERADO

Vidros temperados são vidros que são submetidos a um processo de aquecimento e resfriamento rápido tornando-o bem mais resistente à quebra por impacto.

Em grandes ou pequenas dimensões , possui resistência até cinco vezes maior do que a do vidro comum. Hoje, estão disponíveis diversos modelos de vidros temperados serigrafados. Ele recebe em sua superfície uma camada de esmalte cerâmico (várias cores), num processo de serigrafia, Com texturas uniformes e vivas, aliam beleza e cores à durabilidade e resistência do vidro de segurança temperado. Possibilitam diversos graus de transparência que vão do translúcido até ao bloqueio total da luminosidade. Permitem também diversos tipos de desenhos ou estampas.

Vidro REFLETIVO

Vidro

Os vidros refletivos, também chamados de vidros metalizados, são vidros que recebem um tratamento, onde recebem óxidos metálicos, com a finalidade de refletir os raios solares, reduzindo a entrada de calor, proporcionando ambientes mais confortáveis e economia de energia com aparelhos de ar condicionado. A privacidade dos vidros refletivos está diretamente ligada à quantidade de luz do ambiente. Estando em um ambiente menos iluminado, é possivel ver através do vidro. Estando em um ambiente mais iluminado, é possível ver a reflexão da imagem, como se fosse um espelho. Portanto normalmente durante o dia, a privacidade dentro do edifício é mantida, o que não acontece durante a noite, onde a iluminação interna é maior que a externa.

Vidro LAMINADO

O vidro laminado é um vidro constituído por duas chapas de vidro intercaladas por um plástico chamado Polivinil Butiral (PVB), a principal característica desse vidro, é que em caso de quebra, os cacos ficam presos ao PVB, reduzindo o risco de ferimento às pessoas e também o atravessamento de objetos. Seu uso é obrigatório em sacadas, fachadas, além de tetos e coberturas de vidro.

Vidro DUPLO ou TERMO-ACÚSTICO

Os vidros duplos (ou vidros insulados) são chamados de vidros termo-acústico, pois dependendo da sua composição, podem oferecer isolamento térmico e isolamento acústico. O isolamento térmico se dá, pois a câmara de ar, serve como isolante para a passagem de calor do vidro externo para o interior do ambiente. Para melhorar a performance térmica, pode-se utilizar um vidro refletivo. Com relação ao isolamento acústico, o desempenho pode ser melhorado utilizando um dos vidros laminados ou vidros de diferentes massas

Vidro JATEADO

O vidro jateado é aquele que recebe o desbaste por areia ou óxido de alumínio em alta pressão em uma ou ambas as faces. Utilizando-se equipamentos de última geração, o vidro jateado é produzido em diversos modelos, desde o jateamento total dos vidros, e o uso de desenhos geométricos ou friso, até a produção de peças exclusivas em baixo relevo, proporcionando assim um acabamento personalizado para cada ambiente.

VIDRO CRAQUELADO

Composto de uma lâmina interna de vidro temperado e duas lâminas externas de vidros comuns. O vidro temperado interno é quebrado. Seus fragmentos juntam-se à película plástica (PVB) e ficam presos às lâminas externas. O efeito dos fragmentos em contato com a luz provoca um visual diferente e muito decorativo. A peça de vidro craquelado tem uma textura cheia de trincas, que ao entrar em contato com a luz ambiente, produz um efeito especial. Por tratar-se de um vidro laminado múltiplo, durante seu processo produtivo, pode ser feito nas mesmas cores do laminado com PVB.

Fonte: www.casadinedevidros.com.br

Vidro

Divisão do Vidro

Vidros para embalagem

Potes para alimentos, frascos e garrafas para bebidas, produtos farmacêuticos, higiene pessoal e mais incontáveis outras aplicações: a utilização do vidro para embalagens é uma das mais antigas e freqüentes aplicações para o vidro.

Por ordem de consumo, a maior utilização é a do setor de bebidas, principalmente com cervejas, seguida pela indústria de alimentos e, logo após, produtos não alimentícios, sobretudo farmacêuticos e cosméticos.

Vidros domésticos

São aqueles usados em utensílios como louças de mesa, copos, xícaras, e objetos de decoração como vasos.

Vidros planos

Os chamados vidro planos, fabricados em chapas, são consumidos principalmente pela construção civil, seguida pela indústria automobilística e moveleira, depois na produção de espelhos e um pequeno percentual para múltiplas outra aplicações.

Além dos vidros translúcidos, um outro tipo de vidro plano, chamado impresso ou fantasia, atende, em menor quantidade, também o mercado da construção civil.

Vários outros setores vêm aumentando seu consumo de vidro, como a indústria moveleira e o dos eletrodomésticos da chamada linha branca, como fogões, geladeiras, microondas etc.

Vidros especiais

São vidros com composições e características especiais, adequadas a necessidades muito específicas de utilização, como os usados na produção de cinescópios para monitores de televisão e computadores, bulbos de lâmpadas, garrafas térmicas, fibras óticas, blocos oftálmicos, blocos isoladores e até tijolos de vidro.

Tipos de Vidros

Vidro Float

Obtido por meio de escoamento do vidro sobre uma base de estanho líquida em atmosfera controlada, é disponível em grandes placas planas. É produzido em placas planas com ambas as faces planas e paralelas, obtido através do processo de fabricação float.

Vidro Impresso ou Fantasia

Obtidos através de escoamento e contínua laminação e mais precisamente: os vidros impressos e ornamentais e os vidros aramados.

O vidro impresso é um vidro translúcido que recebe em uma ou ambas as faces, a impressão de um desenho ou motivos ornamentais (padrão ou estampa). É um produto muito versátil, podendo ser utilizado monolítico, temperado, curvado, espelhado e laminado.

Conforme o desenho que lhes é impresso, os vidros fantasia são subdivididos em dois grandes grupos: estampados e ornamentais.

Vidro U-glas

É um vidro perfilado autoportante com formato em U. A seção resistente de suas barras é a sua principal prerrogativa.

Vinculadas ás estruturas perimetrais, elas permitem envidraçar amplos vãos. O U-glas é também denominado vidro estrutural.

A rigidez do U-glas permite o assentamento vertical em parede simples ou dupla, interna ou externamente. A capacidade de estanqueidade é assegurada pelo uso de másquites plásticos.

Vidro Aramado

O vidro aramado é um vidro impresso translúcido incolor, no qual é incorporada uma rede metálica de malha quadrada, com 12,5mm de lado.

Esta tela metálica oferece maior resistência a perfuração e proteção, pois em caso de quebra, os cacos ficam presos na tela diminuindo o risco de ferimentos.

Vidro Antélio

É um cristal reflexivo que se inclui na categoria dos vidros de controle solar.

Enquanto cristal reflexivo, o Antélio cumpre três funções básicas: melhor controle de insolação, maior conforto visual e efeito estético requintado.

Vidros de Segurança

O vidro é chamado de segurança quando sua tecnologia de fabricação ou sua montagem permite reduzir a probabilidade dos acidentes por choques, por deformação ou por incêndio.

Vidro Temperado

Vidros temperados são vidros que são submetidos a um processo de aquecimento e resfriamento rápido tornando-o bem mais resistente à quebra por impacto.
Possui como vantagens: a resistência à quebra, cinco vezes maior que o vidro comum

Vidro Laminado

O vidro laminado é constituído por uma ou mais placas de vidro intercaladas por uma ou mais películas de Polivinil Butiral (PVB). Existem dois tipos de laminação no mercado: a simples (vidro + PVB + vidro) e a múltipla (vidro + PVB + vidro + PVB + vidro).

Oferece alto grau de resistência mecânica e ao traspassamento. È anti-acidente, contra choques acidentais, retém objetos evitando quedas de pessoas; anti-vandalismo,para proteção de bens; e anti-roubo, para proteção dos bens contra arrombamento e armas de pequeno, médio calibre e armas pesadas.

Vidro Aramado

Outros tipos de Vidros

Vidro Comum

Quebra em estilhaços pontiagudos e perigosamente cortantes e não resiste ao transpassamento. Possui resistência mecânica pequena; pode ser cortado e possui baixo custo.

Vidro Plano

Vidro sem beneficiamento usado em edificações ou na indústria de móveis.

Vidro Reflexivo

Os vidros refletivos, também chamados de vidros metalizados, são vidros que recebem um tratamento, onde recebem óxidos metálicos, com a finalidade de refletir os raios solares, reduzindo a entrada de calor, proporcionando ambientes mais confortáveis e economia de energia com aparelhos de ar condicionado.

Vidro Espelhado

Apresenta superfície tratada para refletir imagens. É recomendada a colocação em molduras.

Vidro Low-E

Vidro com camada extrafina de metal de baixa emessividade. Funciona pela diferença de temperatura e reflete o calor de volta para a fonte, seja ela externa ou interna. Deixa passar a luz natural, mas barra as radiações UV e IV.

Reduz a perda de calor através das janelas e retém o calor no ambiente.

Vidro Duplo ou Termo-acústico

Os vidros duplos (ou vidros insulados) são chamados de vidros termo-acústico, pois dependendo da sua composição, podem oferecer isolamento térmico e isolamento acústico.

Determinação da Espessura

Existem alguns fatores que devem ser levados em consideração na determinação da espessura do vidro:

Região onde se encontra a construção, em função da altitude;
Altura do vidro acima do solo;
Pressões do vento;
Inclinação do envidraçamento;
Tipo de fixação do vidro;
Tipo de caixilho;
Tipo de vidro aplicado.

Manutenção e Boa conservação

Os vidros devem ser aplicados e mantidos de modo que, por ocasião da colocação ou após a mesma, não sofram danos ou tensões capazes de altera-los ou quebrá-los, qualquer que seja a causa.

Para que haja uma boa conservação e manutenção do vidro é necessário que o vidro deva ter suas dimensões determinadas em função das dimensões do fundo do rebaixo do perfil e das folgas a adotar, tendo em vista a tolerância dos caixilhos; o corte deverá limpo e sem lascados, sendo que todos os vidros que apresentarem sinais de rupturas terão de ser eliminados; os vidros não devem receber, quando em canteiro de obra ou por ocasião de movimentações posteriores, projeções de cimento ou de pintura siliciosa (em caso de projeção acidental, o vidro deve ser limpo imediatamente), bem como jatos de faíscas ou respingos de solta, que o atacariam superficialmente e acabariam por inutiliza-lo; referente à limpeza, especialmente no final do canteiro de obra, deve-se tomar cuidado quanto ao aparecimento de riscos e arranhões provocados por poeira abrasiva.

Deve-se tomar um cuidado ainda mais especial para os pisos de vidro, em que não se pode usar detergentes industriais ou saponáceos e ainda deve-se ter um cuidado na circulação sobre o piso; é necessário também prever pingadeira para evitar escorrimentos de águas provenientes das partes superiores do prédio no vidro.

Fonte: www.natalispersianas.com.br

Vidro

Aqui você vai encontrar tudo sobre vidros.

O jateamento em vidro é uma técnica que já vem sendo utilizada pelo homem desde o século XIX, mas que a cada ano tem se modernizado e assim oferecido uma gama cada vez maior de possibilidades de formas e desenhos.

Curiosidade: A história do jateamento

Desde o surgimento do vidro, o homem vem modificando-o na sua forma ou cor, para obter um melhor resultado em sua aplicação final. Para inserir texturas no vidro, primeiramente os artistas utilizaram pontas de diamante, que riscavam o material formando desenhos artesanais de rara beleza. Depois surgiu o jato de areia artístico, que vem experimentando um imenso ressurgimento e que, apesar dos avanços tecnológicos obtidos, ainda depende muito da habilidade do jateador. Ao observar uma rajada de vento contra uma vidraça, em 1870, o americano Benjamin Tilghman descobriu o processo de jateamento por areia.

Conheça mais sobre vidros jateados

A técnica de jatear vidros é antiga e já passou por diversas evoluções.Atualmente é feita em cabine fechada,sem contato com o artista.Não existe mais a utilização da areia,mas de pós abrasivos mais eficientes e menos tóxicos.

O jateamento pode ser usado para opacar totalmente o vidro ou para criar texturas personalizadas em toda sua superfície (tipo mouseline). Uma técnica que está sendo difundida é a aplicação de tintas especiais sobre o jateamento, adicionando cores ao trabalho do jateador.

O vidro jateado proporciona a privacidade parcial dos ambientes, ao mesmo tempo em que mantém sua luminosidade com luz difusa. É indicado para tampos de mesa, divisórias, placas de sinalização, troféus, brindes, janelas e na composição de portas sociais.

Conheça alguns tipos de vidros especiais

Anti-reflexo

Existem dois tipos de vidro anti-reflexo: o proveniente do vidro impresso, produzido nacionalmente pela União Brasileira de Vidros e pela Saint-Gobain Glass e o importado,produzido pela Cebrace ou pela empresa alemã Schott.O anti-reflexo proveniente do vidro impresso não possui o mesmo grau de transparência do vidro float comumente utilizado em vitrines.O anti-reflexo importado,por sua vez,apresenta total transparência e pode ser aplicado em quadros e também em janelas e vitrines.Dotados de uma película invisível,aplicada no processo de fabricação do vidro atenua consideravelmente os reflexos de luz natural ou artificial.

Antivandalismo

São projetados para frustar ataques rápidos-como,por exemplo o lançamento de um tijolo,sem desprendimento de pedaços de vidro,enquanto se aguarda sua reposição.Evita-se dessa maneira o roubo,a deterioração dos objetos pelas intempéries e os fragmentos de vidros espalhados.

FUSING

Vidro fusing significa o vidro utilizado em decoração ou em peças utilitárias feitas a partir do sistema de fusão de vidros ou de cacos moídos que utiliza o mesmo nome.Nas vidraçarias,o sistema fusing permite o aproveitamento de sobras,transformando-se,em alguns casos,na atividade principal da empresa.os produtos que recebem toques artísticos deixam de ser comparados com similares do mercado e Podem proporcionar uma margem de lucro maior,principalmente se forem direcionados a um público que exige e valoriza essa personificação.

Acidado

Vidros trabalhados a ácido oferecem diversas opções estéticas para arquitetos e decoradores.Combinam a leveza do vidro com a sutileza da translucidez,dando um toque de nobreza ao design de móveis e à decoração dos mais diversos ambientes.

Auto-limpante

Muitos projetos criativos têm limitado a utilização de vidros unicamente pela dificuldade de limpeza.Com certeza,vidro sujo desvaloriza a obra e mantê-la sempre limpa pode representar custo de manutenção extra.

Colorido

Além da aplicação artesanal de tintas especiais para vidros e do processo de serigrafia,existem três formas de produção industrial de vidro colorido: aplicação de aditivos na massa;deposição de camada refletiva;laminação de película plástica colorida.Os vidros impressos e float coloridos na massa distinguem-se dos incolores pelo fato de aditivos minerais serem incorporados em suas composições,conferindo-lhes de um lado coloração e ,de outro,proporcionando-lhes o poder de barrar um mínimo de radiação solar.São produzidos nas cores fumê(cinza),bronze,verde e azul.

Craquelado

São vidros laminados compostos por uma lâmina interna de vidro temperado com duas lâminas externas de vidros comuns (float).No processo de produção do craquelado,o vidro temperado interno é quebrado e fragmenta-se,ficando aderido à película plástica e preso às lâminas externas.

Manutenção e limpeza dos vidros

Se você não souber a maneira correta de limpar os vidros, eles ficam opacos e com a aparência de sujos. Aprenda algumas técnicas.

1. Se o vidro se encontrar muito empoeirado ou engordurado passe antes apenas papel (absorvente ou jornal) ou sumo de limão.

2. Misture partes iguais de água quente e vinagre não diluído. O vinagre não diluído retirará também manchas. Use um pano que não solte fiapos ou papel do tipo absorvente ou jornal amassado.

3. Quando a limpeza não for tão pesada passar apenas álcool resolve bem.

4. Evite lavar os vidros ao sol, pois este seca rapidamente os produtos deixando marcas.

5. Faça movimentos verticais de um lado e horizontais do outro lado do vidro. Assim, ficará mais fácil perceber de que lado são necessários os retoques.

Os Vidros Temperados

Fabricado a partir do vidro comum, o processo térmico de temperatura pelo qual passa melhora muito as propriedades do produto, conferindo-lhe uma resistência muito maior do que a do vidro comum. Em caso de quebra, fragmenta-se em pedaços pouco cortantes e bem pequenos. Depois de temperado, o vidro não pode ser beneficiado, cortado ou furado. É muito utilizado na construção civil, indústria automotiva e na decoração.

Fonte: vidrojateado.com.br

Vidro

O vidro temperado é considerado um vidro de segurança, pois quando fraturado se fragmenta em pequenos pedaços, com arestas menos cortantes que o vidro comum. Tem resistência mecânica cerca de quatro a cinco vezes superior à do vidro comum. Entretanto, depois de acabado, não permite novos processamentos de cortes, furos ou recortes. Até mesmo opacificações podem reduzir a resistência do material.

Os vidros temperados são amplamente utilizados em box e instalações com ferragens.

As normas brasileiras para uso de vidro na construção civil indicam que o vidro comum só pode ser instalado a partir de 10cm acima da cota do piso. Para envidraçamento abaixo desta cota deve-se especificar vidros de segurança. Vitrines, portas ou divisórias que não possuam proteção adequada também devem utilizar vidros de segurança.

Durante o processo de fabricação, o vidro temperado é submetido a um tratamento térmico de têmpera, que torna este tipo de vidro mais resistente a choques mecânicos e térmicos, preservando suas características de transmissão luminosa e de composição química. No processo de têmpera, o vidro é submetido a aquecimento controlado que eleva sua temperatura a cerca de 650º C e , logo em seguida, passa por resfriamento brusco, resultando em um choque térmico responsável pelo aumento de sua resistência mecânica.

O processo de têmpera horizontal, com os vidros transportados em roletes evitam marcas de pinças características da têmpera vertical em suas laterais. O sistema de têmpera horizontal também permite a produção de vidro temperado em grandes chapas e pequenas espessuras.

Fonte: www.boxparabanheiro.com.br

Vidro

O processo de fabricação do vidro temperado consiste no aquecimento da matéria-prima (cristal ou vidro impresso) submetido a um tratamento térmico de têmpera à temperatura de 650/700ºC, recebendo logo após, choque térmico provocado por jatos de ar. Esta brusca mudança de temperatura gera uma compressão das faces externas e expansão na parte interna, adquirindo neste processo características de resistência muito maior do que as do vidro comum.

O processo térmico de temperatura melhora consideravelmente as propriedades do produto, conferindo ao vidro temperado uma resistência muito maior que a do vidro comum. A finalidade da têmpera é estabelecer tensões elevadas de compressão nas zonas superficiais do vidro, e correspondentes altas tensões de tração no centro do mesmo.

Experiências levadas a efeito com uma chapa de temperado liso de 6mm de espessura, demonstram que suporta o impacto de uma esfera de aço de 1 kg deixada cair livremente da altura de 2,00m; Em idênticas condições um vidro comum de vidraçaria (recozido) quebrou-se numa altura de 0,30cm.

Onde o vidro temperado é indicado?

O vidro temperado é indicado para locais que requerem resistência, como boxes de chuveiro, portas de vidro ou frontões de lareira, seu uso em fachadas está restrito a entre vãos de pequenas dimensões dentro de caixilhos.

O vidro temperado oferece segurança por evitar ferimentos graves ao ser quebrado devido a seus pequenos fragmentos arredondados, pois possuem furações e recortes especiais que não fragilizam a peça, tendo excelente efeito estético pela ausência de esquadrias, baixo custo comparado com o vidro comum.

O vidro temperado quando fraturado se fragmenta em pequenos pedaços, com arestas menos cortantes que o vidro comum. Tem resistência mecânica cerca de quatro a cinco vezes superiores do vidro comum.

Conheça alguns tipos de vidros especiais:

Anti-reflexo

Existem dois tipos de vidro anti-reflexo: o proveniente do vidro impresso, produzido nacionalmente pela União Brasileira de Vidros e pela Saint-Gobain Glass e o importado,produzido pela Cebrace ou pela empresa alemã Schott.O anti-reflexo proveniente do vidro impresso não possui o mesmo grau de transparência do vidro float comumente utilizado em vitrines.O anti-reflexo importado,por sua vez,apresenta total transparência e pode ser aplicado em quadros e também em janelas e vitrines.Dotados de uma película invisível,aplicada no processo de fabricação do vidro atenua consideravelmente os reflexos de luz natural ou artificial.

Antivandalismo

São projetados para frustar ataques rápidos-como,por exemplo o lançamento de um tijolo,sem desprendimento de pedaços de vidro,enquanto se aguarda sua reposição.Evita-se dessa maneira o roubo,a deterioração dos objetos pelas intempéries e os fragmentos de vidros espalhados.

FUSING

Vidro fusing significa o vidro utilizado em decoração ou em peças utilitárias feitas a partir do sistema de fusão de vidros ou de cacos moídos que utiliza o mesmo nome.Nas vidraçarias,o sistema fusing permite o aproveitamento de sobras,transformando-se,em alguns casos,na atividade principal da empresa.os produtos que recebem toques artísticos deixam de ser comparados com similares do mercado e Podem proporcionar uma margem de lucro maior,principalmente se forem direcionados a um público que exige e valoriza essa personificação.

Acidado

Vidros trabalhados a ácido oferecem diversas opções estéticas para arquitetos e decoradores.Combinam a leveza do vidro com a sutileza da translucidez,dando um toque de nobreza ao design de móveis e à decoração dos mais diversos ambientes.

Auto-limpante

Muitos projetos criativos têm limitado a utilização de vidros unicamente pela dificuldade de limpeza.Com certeza,vidro sujo desvaloriza a obra e mantê-la sempre limpa pode representar custo de manutenção extra.

Colorido

Além da aplicação artesanal de tintas especiais para vidros e do processo de serigrafia,existem três formas de produção industrial de vidro colorido: aplicação de aditivos na massa;deposição de camada refletiva;laminação de película plástica colorida.Os vidros impressos e float coloridos na massa distinguem-se dos incolores pelo fato de aditivos minerais serem incorporados em suas composições,conferindo-lhes de um lado coloração e ,de outro,proporcionando-lhes o poder de barrar um mínimo de radiação solar.São produzidos nas cores fumê(cinza),bronze,verde e azul.

Craquelado

São vidros laminados compostos por uma lâmina interna de vidro temperado com duas lâminas externas de vidros comuns (float).No processo de produção do craquelado,o vidro temperado interno é quebrado e fragmenta-se,ficando aderido à película plástica e preso às lâminas externas.

Manutenção e limpeza dos vidros

Se você não souber a maneira correta de limpar os vidros, eles ficam opacos e com a aparência de sujos.

Aprenda algumas técnicas:

1. Se o vidro se encontrar muito empoeirado ou engordurado passe antes apenas papel (absorvente ou jornal) ou sumo de limão.

2. Misture partes iguais de água quente e vinagre não diluído. O vinagre não diluído retirará também manchas. Use um pano que não solte fiapos ou papel do tipo absorvente ou jornal amassado.

3. Quando a limpeza não for tão pesada passar apenas álcool resolve bem.

4. Evite lavar os vidros ao sol, pois este seca rapidamente os produtos deixando marcas.

5. Faça movimentos verticais de um lado e horizontais do outro lado do vidro. Assim, ficará mais fácil perceber de que lado são necessários os retoques.

Os Vidros Temperados

Fabricado a partir do vidro comum, o processo térmico de temperatura pelo qual passa melhora muito as propriedades do produto, conferindo-lhe uma resistência muito maior do que a do vidro comum. Em caso de quebra, fragmenta-se em pedaços pouco cortantes e bem pequenos. Depois de temperado, o vidro não pode ser beneficiado, cortado ou furado. É muito utilizado na construção civil, indústria automotiva e na decoração.

Fonte: www.vidrostemperado.com

Vidro

Vidro Temperado na vida moderna

Vidro

O vidro temperado é conhecido há, pelo menos, 6 mil anos e se tornou material indispensável para a vida moderna.

Concretamente, desde a revolução industrial, com o advento da mecanização dos processos e aparição da grande indústria moderna do vidro, os preços passaram a ser mais acessíveis e o artigo caiu no gosto de todo o mundo.

Desde objetivos decorativos, verdadeiras obras de arte, até o uso da mais moderna tecnologia para vidros de uso automobilístico, novas formas de vidro aparecem para melhorar a vida das pessoas. Vidros cerâmicos, com superfícies tratadas, fibras óticas, fibras para reforço de materiais plásticos e vidros de segurança, como o vidro temperado e o laminado.

O vidro temperado é aquele que passou por tratamento térmico ou químico para modificação de suas características principais, como dureza e resistência mecânica. Ele é mais rígido, tem maior resistência térmica e se estilhaça em pequenos fragmentos quando é danificado, caracterizando a segurança dessa opção.

O vidro temperado conserva as qualidades do vidro comum, como transparência, resistência química e durabilidade, com o acréscimo de serem cinco vezes mais resistentes. Quando se quebra, apresenta fragmentos pequenos, não pontiagudos e sem arestas cortantes. Por isso, é chamado de vidro de segurança.

Onde devem ser substituídos os vidros comuns por vidros temperados ?

1. Portas e laterais que possam ser confundidas com portas
2. Envidraçamento a 80cm, ou menos, do assoalho
3. Sacadas
4. Envidraçamento em banheiros e piscinas
5. Áreas de risco comum, como playgrounds e clarabóias

De acordo com o estudo, em qualquer uma das áreas citadas deve-se usar vidros de segurança, como o vidro temperado, que se quebra em pequenas partes não cortantes, ou o vidro laminado, que ao quebrar não se estilhaça, mantendo os cacos unidos por uma espécie de plástico colante, chamado de PVB. Assim, evita-se que acidentes mais graves aconteçam.

A escolha correta sempre vai depender da aplicação.

Algumas indicações são:

Vidro Temperado

Em caixilhos de janelas ou portas; em instalações tipo auto-portantes fixos; portas; janelas; boxes de banheiro; tampos de mesa; lareiras; nas laterais dos automóveis; utensílios de cozinha como copos, pratos, panelas, por sua grande resistência e baixa probabilidade de ferimentos em caso de quebras.

Vidro Laminado

Caixilhos de janelas ou portas; coberturas; guarda-corpo; vitrines; aquários; visores de piscinas; no pára-brisa dos automóveis; de forma geral podemos dizer que é indicado em situações em que possa haver impacto humano.

Antes de escolher o vidro temperado, é necessário observar alguns detalhes:

Defina espessura e dimensão do vidro necessárias para atender a sua necessidade.

Se você busca segurança, o vidro temperado é a escolha certa, uma vez que a quebra não espalha pedaços cortantes.

É sempre bom contar com os conselhos de um profissional de confiança.

O vidro temperado é indicado para box de banheiro, vidros automotivos e janelas grandes.

Uma grande vantagem do vidro temperado são as várias opções de cores e espessuras, o importante é identificar a necessidade e escolher os profissionais certos.

Algumas causas prováveis que fazem o vidro se quebrar

Diferenças de temperatura (choque térmico) podem de fato ser uma das causas para quebra de vidros comuns ou temperados, mas para isso ocorrer as temperaturas devem superar as marcas de 60 e 250 graus Celsius respectivamente;

Impactos podem ocasionar a quebra do vidro; impactos com objetos pontiagudos quebram o vidro com maior facilidade;

Quebra espontânea

É o tipo de quebra muitas vezes difícil de explicar, costuma ocorrer nos vidros temperados. Alguns motivos para esse tipo de quebra: o vidro recebe um impacto significativo horas ou até dias antes da quebra.
A importância da Reciclagem do Vidro

O Brasil produz em média 890 mil toneladas de embalagens de vidro por ano, usando cerca de 45% de matéria-prima reciclada na forma de cacos.

O principal mercado para recipientes de vidros usados é formado pelas vidraçarias, que compram o material de sucateiros na forma de cacos ou recebem diretamente de suas campanhas de reciclagem. Além de voltar à produção de embalagens, a sucata pode ser aplicada na composição de asfalto e pavimentação de estradas, construção de sistemas de drenagem contra enchentes, produção de espuma e fibra de vidro, bijuterias e tintas reflexivas.

Como o vidro é feito?

O vidro é feito por meio de fusão juntos vários minerais a temperaturas muito elevadas. Sílica na forma de areia é o principal ingrediente, o que é combinado com carbonato de sódio e pedra calcária e derretido em um forno a temperaturas de 1700 ºC. Outros materiais podem ser adicionados para produzir diferentes cores.

Embora ainda em fusão, o vidro pode ser manipulado para outra forma de embalagem, pára-brisas de automóveis, vidros e muitos outros produtos.

Vidro tem grande destaque na decoração moderna

O vidro tem tomado cada vez mais tempo e espaço nos projetos de decoração. Sinônimo de uma decoração moderna e antenada, o vidro pode transformar um simples canto da casa ou do escritório em um verdadeiro ambiente de sofisticação e que remete à tecnologia, por exemplo.

Além do uso convencional em portas e janelas, o vidro traz requinte tanto quando usado na composição de bancadas, tampos de mesa, prateleiras, aparadores, quanto em objetos de decoração, como porta-retratos, painéis, bandejas e molduras.

O banheiro é um dos maiores beneficiados do uso em larga escala do vidro. Boxes, espelhos, aquários e compartimentos podem ser criados a partir do vidro especialmente para as necessidades desse espaço.

Uma tendência para os boxes é o uso de vidros temperados, chamados de blindex. Esse material permite a customização das cores dos vidros e acabamentos, o que deixa qualquer banheiro com visual moderno.

Uma das muitas vantagens do uso de vidros temperados no boxe é a possibilidade de que, com portas de correr, ele seja adaptável a pequenos espaços.

Fonte: www.vidrotemperado-vidro.com

Vidro

VIDRO ACIDADO (ou acetinado)

Vidro

Podendo ser fabricado de forma artesanal ou industrial, ele é submetido a uma solução ácida que age no vidro de modo controlado, criando texturas, desenhos, letras, dando um aspecto de translucidez.

No processo artesanal, as estampas são criadas sob encomenda. Já no industrial, o vidro é colocado em máquinas que permitem que ele possa apresentar aparência totalmente translúcida, colorida totalmente translúcida, translúcido decorado com listras brilhantes e desenhos florais, geométricos e artísticos padronizados.

VIDRO ANTI-REFLEXO

Vidro

É ideal para ser aplicado onde se deseja eliminar reflexos luminosos. Salvo raras exceções, o anti-reflexo é um vidro impresso, pois tem microtexturas e possui capacidade muito grande de difundir a luz. Pode ser aplicado em quadros de parede e painéis. Caso seja laminado com outro vidro anti-reflexo, o vidro acaba por adquirir certa opacidade ficando bem parecido com o acidado.

VIDRO ANTI-VANDALISMO

Vidro

Resistente a balas, é o vidro desenvolvido para proteção contra disparos de armas de fogo ou objetos lançados contra ele. São as camadas plásticas existentes entre as várias lâminas de vidro que amortecem o impacto e oferecem a resistência para aumentar a segurança.

Para se obter uma resistência maior, sem que seja necessária a utilização de vidros muito espessos, é comum o uso de uma ou mais camadas de policarbonato.

VIDROS AUTOILUMINADOS

Vidro

A Redação Final Editora denominou vidros autoiluminados os sistemas em que o vidro adquire uma iluminação própria por meio de modernos recursos.

VIDRO ARAMADO

Vidro

É um vidro impresso um pouco diferente dos outros, pois possui uma rede metálica de malha quadriculada incorporada à massa do vidro. É essa rede que retém os cacos no caso de quebra. Considerado um vidro de segurança, o aramado é versátil e pode estar em coberturas, divisórias, guarda-corpo, móveis, tampos, etc.

VIDRO AUTOLIMPANTE

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É feito direto na linha de produção do float e possui uma camada metalizada que tem como principal componente o óxido de titânio. O ideal é que seja aplicado em fachadas, pois os raios ultravioleta ativam as propriedades autolimpantes do vidro, não deixando a sujeira fixada na superfície da chapa. Como é um produto hidrofílico, a água em contato com o vidro se dispersa e escorre de maneira uniforme, levando a sujeira acumulada embora num efeito contínuo.

TIPOS DE VIDRO

O vidro temperado passa por um processo de têmpera, aquecido e resfriado rapidamente, tornando-se assim mais resistente do que os comuns. Caso quebre, fragmenta-se em pequenos pedaços que não machucam. É indicado para fachadas, portas, janelas, divisórias, boxes para banheiro e tampos de mesa, por ser fortemente resistente a impactos.

O vidro laminado é formado por duas ou mais lâminas de vidro entremeadas de películas plásticas. É um vidro seguro, pois, ao romper-se, os cacos ficam presos na película, impedindo a passagem de pessoas e objetos. Utilizado para portas externas e internas, janelas, terraços, telhados, clarabóias, parapeitos, pisos, visores de piscinas e degraus devido à sua resistência a impactos e boa vedação do frio, calor e ruídos.

O vidro refletivo possui uma camada metálica espelhada na face externa, refletindo os raios solares e reduzindo a passagem de calor e protegendo carpetes, móveis e pisos. Não prejudica a visão de dentro para fora e não permite que se enxergue de fora o ambiente. Apropriado para regiões muito quentes e também para portas, janelas, coberturas, divisórias e boxes de banheiro.

O vidro aramado tem uma estrutura de tela de arame que impede que os cacos se soltem quando quebra. Não é tão resistente quanto os vidros especiais, porém é mais barato. Seu uso é indicado para coberturas, balaustradas, terraços e portas.

Fonte: www.catep.com.br

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Vidro Acidado

Vidros trabalhados a ácido oferecem diversas opções estéticas para arquitetos e decoradores.Combinam a leveza do vidro com a sutileza da translucidez,dando um toque de nobreza ao design de móveis e à decoração dos mais diversos ambientes.

Vidro Anti-reflexo

Existem dois tipos de vidro anti-reflexo: o proveniente do vidro impresso, produzido nacionalmente pela União Brasileira de Vidros e pela Saint-Gobain Glass e o importado,produzido pela Cebrace ou pela empresa alemã Schott.O anti-reflexo proveniente do vidro impresso não possui o mesmo grau de transparência do vidro float comumente utilizado em vitrines.O anti-reflexo importado,por sua vez,apresenta total transparência e pode ser aplicado em quadros e também em janelas e vitrines.Dotados de uma película invisível,aplicada no processo de fabricação do vidro atenua consideravelmente os reflexos de luz natural ou artificial.

Vidro Anti-riscos

O vidro anti-riscos foi uma novidade implantada no Brasil.O produto possui um revestimento especial aplicado durante o processo de fabricação do vidro que lhe confere resistência a riscos e arranhões 10 vezes mais que os comuns.

Vidro Antivandalismo

São projetados para frustar ataques rápidos-como,por exemplo o lançamento de um tijolo,sem desprendimento de pedaços de vidro,enquanto se aguarda sua reposição.Evita-se dessa maneira o roubo,a deterioração dos objetos pelas intempéries e os fragmentos de vidros espalhados.

Vidro Aramado

O aramado foi o primeiro vidro de segurança a ser utilizado na construção civil e na decoração de ambientes.É um vidro impresso,translúcido,disponível em várias cores.Nele é incorporada uma rede metálica de malha quadrada.É considerado vidro de segurança,segundo as normas da Associação Brasileira de NormasTécnicas(ABNT).

Vidro Auto-limpante

Muitos projetos criativos têm limitado a utilização de vidros unicamente pela dificuldade de limpeza.Com certeza,vidro sujo desvaloriza a obra e mantê-la sempre limpa pode representar custo de manutenção extra.

Vidro Baixo-emissivo

Também conhecidos como vidros Low-E,apresentam uma metalização que permite diminuir fortemente as perdas térmicas através do vidro,principalmente Quando são incorporados em um vidro insulado (ou duplo).

Vidro Colorido

Além da aplicação artesanal de tintas especiais para vidros e do processo de serigrafia,existem três formas de produção industrial de vidro colorido: aplicação de aditivos na massa;deposição de camada refletiva;laminação de película plástica colorida.Os vidros impressos e float coloridos na massa distinguem-se dos incolores pelo fato de aditivos minerais serem incorporados em suas composições,conferindo-lhes de um lado coloração e ,de outro,proporcionando-lhes o poder de barrar um mínimo de radiação solar.São produzidos nas cores fumê(cinza),bronze,verde e azul.

Vidro Craquelado

São vidros laminados compostos por uma lâmina interna de vidro temperado com duas lâminas externas de vidros comuns (float).No processo de produção do craquelado,o vidro temperado interno é quebrado e fragmenta-se,ficando aderido à película plástica e preso às lâminas externas.

Cubas de Vidro

Cubas de vidro estão sendo bastante utilizadas na decoração de lavabos e banheiros de alto padrão.A sofisticação e o requinte de gabinetes e pias que comportam esse item valorizam os ambientes nos quais são instalados.As cubas de vidro possuem origem entre designers italianos,devido a isso,os principais maquinários para sua produção são provenientes da Itália.

Vidro Curvo

Vidros podem ser curvados com várias inclinações ou moldados de diversas formas.Embora alguns acreditem tratar-se de uma técnica de beneficiamento inovadora e ainda não testada na prática,os vidros curvos estão muito mais próximos de nossa realidade.Um exemplo de vidros curvos que fazem parte do dia-a-dia das pessoas(sem que estas se dêem conta disso)são os pára-brisas dos automóveis.

Vidro Duplo

Vidro duplo é também denominado vidro insulado ou sanduíche de vidros.Na verdade trata-se de um sistema de duplo envidraçamento que permite aliar as vantagens técnicas e estéticas de pelo menos dois tipos diferentes de vidro,com o benefício da camada interna de ar ou gás.O sistema é sensacional quando a intenção é aproveitar a luz natural,com bloqueio do calor proveniente da radiação solar.

Espelhos

Sempre foram utilizados por arquitetos e decoradores para ampliar ambientes e proporcionar maior aproveitamento da luz natural.Essas possibilidades foram ampliadas com o desenvolvimento das técnicas de espelhação,que garantiram a produção de espelhos mais resistentes e nas cores prata,verde,cinza e bronze. Recentemente, a multinacional norte-americana Guardian lançou no mercado um espelho que além de resistente a manchas é também 10 vezes mais resistente a riscos e arranhões.O produto foi idealizado para ser utilizado em tampos de mesa,aparadores,revestimento de mesas e paredes.

Vidro Float(liso ou comum)

Matéria prima para a maioria dos transformados existentes no Mercado,como os temperados,laminados,refletivos e espelhos,os vidros float são assim denominados devido seu processo de produção.São também chamados de vidro comum.

Vidro Fotoenergéticos

São denominados vidros fotoenergéticos os painéis de diversos fabricantes,que captam a energia do sol e a transforma em energia elétrica.No Brasil existem poucos casos de aplicação desses vidros e somente em faculdades de arquitetura e engenharia.Entretanto,pelo apelo ecológico que propõem,podem se transformar em projetos viabilizados em um futuro muito próximo.

Vidro Fusing

Vidro fusing significa o vidro utilizado em decoração ou em peças utilitárias feitas a partir do sistema de fusão de vidros ou de cacos moídos que utiliza o mesmo nome.Nas vidraçarias,o sistema fusing permite o aproveitamento de sobras,transformando-se,em alguns casos,na atividade principal da empresa.os produtos que recebem toques artísticos deixam de ser comparados com similares do mercado e Podem proporcionar uma margem de lucro maior,principalmente se forem direcionados a um público que exige e valoriza essa personificação.

Vidro Impresso

Por vidro impresso entende-se vidro translúcido,com uma ou ambas as faces impressas com desenho ou motivos ornamentais.É o nome adotado pelos fabricantes pelo fato de um desenho ser impresso na superfície do vidro quando ainda quente.É conhecido no Brasil também,popularmente,por vidro fantasia.

Vidro Impresso Espelhado

Lançado oficialmente no Brasil em 2002,esse produto consiste em se aplicar ao vidro impresso,transparente ou colorido na massa,o benefício de espelhação.Com isso, o produto adquire refletividade difusa e diferenciada,podendo ser utilizado para revestimento,principalmente de móveis,colunas e paredes.O impresso Espelhado possui aspecto semelhante ao metal,com a vantagem de ser resistente à ferrugem e à abrasão.

Vidro Impressos para móveis

Os vidros impressos vêm ganhando importância cada vez maior no setor moveleiro,ao ponto de alguns padrões de impressão terem sido desenvolvidos pensando-se principalmente nesse mercado.

Vidro Jateado

A técnica de jatear vidros é antiga e já passou por diversas evoluções.Atualmente é feita em cabine fechada,sem contato com o artista.Não existe mais a utilização da areia,mas de pós abrasivos mais eficientes e menos tóxicos.

Vidro Laminado

O conjunto de duas ou mais chapas de vidro que tenham sido submetidas a um processo de laminação-onde são unidas por uma película plástica ou acrílica-passa a ser chamado de vidro laminado.O vidro laminado atende às exigências mais rigorosas de segurança,controle sonoro,controle de calor(quando associado a um vidro refletivo).A película plástica do laminado com polivinil Butiral (PVB)filtra até 99,6%dos raios ultravioletas(radiaç&ttilde;o abaixo de 360 nanômetros),os principais responsáveis pelo descoloramento de móveis,tecidos e objetos.

Vidro Laminado de impressos

Está acontecendo no mercado uma nova descoberta do vidro impresso.Esse vidro que era limitado a poucas aplicações na construção civil está ganhando,nos últimos anos,espaço cada vez maior na arquitetura e na decoração de ambientes.

Vidro Laminados de temperados: Com as exigências da arquitetura moderna de utilizar o vidro como elemento de estrutura,como pavimentos,pilares e vigas,o laminado de temperados está ganhando grande importância.A laminação de duas ou mais chapas de vidro temperados permite unir as qualidades desses dois tipos de vidros de segurança.

Vidro Laminados especiais

O aperfeiçoamento das técnicas de laminação permitiu que o transformador criasse inúmeros produtos utilizando os recursos,tanto da laminação com Polivinil Butiral(PVB)quanto da laminação por resina.Laminando-se o vidro jateado,com a face jateada para dentro,protegida pela película de PVB ou resina,obtém-se um jateamento menos opaco,protegido da sujeira e da gordura,que pode receber cores com a utilização de lamina colorida.Laminando-se vidros serigrafados com a textura ou imagem para dentro,obtém-se o laminado de serigrafados,que aumenta a resistência da parte impressa e ainda pode receber cores de fundo com a utilização de laminação colorida.Laminando-se duas lâminas de vidro anti-reflexo impressos obtém-se uma textura semelhante ao acidado,com a vantagem da laminação,podendo receber cores com a laminação colorida.

Vidro Lapidado ou Bisotado

Para a maioria das aplicações,os vidros foat,impressos ou espelhos precisam receber tratamento de bordas para que não causem ferimentos e para que ganhem maior resistência,evitando o surgimentos de trincas.Biselado e bisote corte obtuso.Na verdade o efeito não é produzido através do corte,mas sim pela lapidação e polimento da superfície do vidro por meios de maquinas especiais e rebolos diamantados.

Vidro Metalizado a vácuo

O vidro refletivo metalizado a vácuo é um produto desenvolvido para ,através do controle de entrada de calor no ambiente,proporcionar maior conforto e economia ao usuário.É o vidro que possui melhor desempenho para controle do calor solar em sua forma monolítica(sem a combinação com outros vidros ou com sistemas com câmara de ar interna.

Vidro Opacado eletronicamente

Chamado de diversos nomes por variados revendedores ou fabricantes,denominamos opacados eletronicamente os vidros técnicos que perdem ou ganham opacidade imediatamente,ao simples apertar de um botão.

Vidro Pirolítico

Chamamos comumente de vidros espelhados,os refletivos pirolíticos são os Vidros para controle solar que se destacam pela resistência de sua camada metalizada e pela sua alta transmissão luminosa.No processo de metalização on-line,a deposição da camada refletiva ocorre durante a fabricação do vidro float,por pulverização de óxidos metálicos,o que garante durabilidade e homogeneidade da camada refletiva. Devido a essa resistência à abrasão,o refletivo pirolítico pode ser temperado,curvado, Laminado ou utilizado de forma monolítica,além de poder compor o duplo envidraçamento.

Vidro Resistentes a bala

Chamados também de vidros blindados ou à prova de bala,são projetados para oferecer proteção contra disparos de armas de fogo ou objetos lançados contra ele.Geralmente são compostos por várias lâminas de vidro,intercalada por camadas plásticas reforçadas.Tais camadas plásticas amortecem o impacto,absorvendo energia,enquanto o vidro oferece resistência ao projétil.

Vidro Resistente ao fogo

Os vidros resistentes ao fogo sem malha metálica são vidros laminados compostos por várias lâminas intercaladas com material químico transparente,que se funde e dilata em caso de incêndio.Essa reação se ativa quando a temperatura de uma das faces do vidro atinge 120ºC.

Vidro Serigrafado

No processo de serigrafia do vidro é feita a aplicação de uma tinta vitrificada(esmalte cerâmico)no vidro comum,incolor ou colorido na massa.Em seguida esse vidro passa por um forno de têmpera onde os pigmentos cerâmicos passam a fazer parte dele.Ao final do processo,obtém-se um vidro temperado com textura extremamente resistente,inclusive ao atrito com metais pontiagudos.

Vidro Temperado

O vidro temperado é obtido pela passagem do vidro comum por um forno de têmpera horizontal ou vertical.É considerado vidro de segurança porque evita a ocorrência de acidentes graves.Em caso de quebra,seja qual for o ambiente,o vidro se fragmenta em pequenos pedaços de bordas pouco cortantes,minimizando o risco de ferimento profundo.O vidro temperado também possui maior resistência à flexão que os vidros comuns e pode suportar diferenças de temperaturas de até200°C.

Fonte: www.guiadovidro.com.br

Vidro

Janelas com vidraças só aparecem entre os séculos 17 e 18 e quase exclusivamente em construções “nobres”, igrejas e palácios, nas cidades mais prósperas e mais importantes ligadas à estrutura econômica e administrativa da colônia. Na planta da igreja do Colégio dos Jesuítas em Salvador, construída no Terreiro de Jesus na década de 1670 e depois transformada em catedral da cidade, estava indicada pelo seu arquiteto, o sargento-mor engenheiro José Antônio Caldas, a colocação de vidraças em todas as janelas, inovação considerável para a época. Por volta de 1720, ao instalar-se em Mariana, o novo governador da capitania de Minas Gerais, o conde de Assumar, mandou reformar e envidraçar as janelas da casa que lhe serviria de residência. O viajante inglês John Byron, de passagem pelo Rio de Janeiro em 1764, anotou no seu diário que o paço dos governadores era o único edifício da cidade que tinha visto com vidros nas janelas, registro semelhante ao que outro inglês, Henry Koster, faria durante sua estada no Recife em 1809.

Como atestam as pesquisas mais recentes de estudiosos como Carlos Lemos, Paulo F. Santos e Nestor Goulart Reis Filho, os vidros eram um luxo quase ausente no cenário simples, rústico e pobre da colônia, tanto nas moradias urbanas quanto nas casas-grandes dos engenhos e fazendas.

Trata-se de uma ausência de certo modo surpreendente. Ela se contrapõe à imagem de “opulência” da América portuguesa descrita por cronistas, exibida no esplendor das igrejas barrocas e embalada pela riqueza do açúcar e do ouro. Trata-se também de um referencial geralmente pouco notado pelos historiadores. Mas que confirma o sentido e os limites da colonização mercantilista lusitana, pensada e praticada mais com o pragmatismo dos que vinham para enriquecer e voltar do que com o idealismo do que chegavam para trabalhar e permanecer.

Das rótulas às vidraças

Assim, por muito tempo, o que se viu nas janelas foram as rótulas e os muxarabiês de origem mourisca, quando não simples folhas de madeira tapando os vãos. Variavam de forma e funcionamento nas diferentes localidades, eram eficientes contra o excesso de luz e calor. Porém, seu aspecto geral era tosco e triste, deixando as fachadas pesadas, atrapalhando a passagem dos transeuntes nas calçadas, empobrecendo o visual urbano.

Gilberto Freyre, em Sobrados e Mucambos, referindo-se ao uso generalizado de rótulas nas janelas e balcões das casas e sobrados do Recife e de São Paulo no século 19, observou que ele deixava as cidades com um ar “tristonho”. Juízo muito mais severo, entretanto, havia sido feito na época pelo Intendente de Polícia do Rio de Janeiro. Em 1811, por ordem do Regente D. João, ele mandou que os moradores tirassem todas rótulas das paredes e das sacadas e as substituíssem por janelas envidraçadas, para acabar com o que chamou de “costume bárbaro”. A Corte portuguesa chegara, era preciso arejar e alegrar a cidade.

Essa determinação do governo central, que provavelmente surpreendeu e desagradou os cariocas, valia para o Rio de Janeiro. Mesmo aí só aos poucos foi sendo cumprida. Nas províncias demorou muito mais para ser adotada. Em São Paulo e em Salvador, por exemplo, só na década de 1870 as Câmaras Municipais decretaram oficialmente o fim das rótulas.

Na verdade, a lenta introdução das “folhas de vidro de abrir” nas janelas completou-se apenas no início do século 20, e por vários fatores. Primeiro, porque o vidro era de fato escasso e caro, inclusive em Portugal, e trazê-lo de lá e levá-lo em lombo de mula até o interior da colônia, sem quebrar, era missão arriscada. Depois, porque o aumento do consumo dependia de um conjunto de medidas políticas, econômicas e técnicas ligadas à produção (metrópole) e importação (colônia) do vidro plano e à formação de mão-de-obra especializada, de arquitetos e mestres-de-obra a vidreiros e caixilheiros.

Nem uma coisa nem outra tiveram solução rápida. A primeira fábrica de vidro foi construída em Portugal pelo governo do Marquês de Pombal em meados do século 18 e a primeira escola superior de arquitetura criada no final do século pela rainha D. Maria I, vindo a funcionar, aliás, muito precariamente em razão da ocupação francesa do reino em 1807. No Brasil, as tentativas de implantar fábricas de vidro pelo governo português depois da vinda para o Rio de Janeiro tiveram pouco sucesso.

Das janelas para as paredes

Mesmo devagar, entretanto, a utilização das vidraças avançou no país. As elites foram descobrindo e incorporando novos padrões de conforto, higiene e estética na concepção e na construção das suas moradias – padrões europeus, franceses e ingleses especialmente. Ao longo do século 19, a França e a Inglaterra tomaram o lugar da antiga metrópole como referência para comportamentos, preferências e hábitos de viver, produzir e consumir.

Depois de desvencilhar-se de Portugal, curiosamente, o Brasil parece ter-se apegado ainda mais à Europa. A elite, sobretudo, passou a adotar desde os autores franceses e ingleses para os saraus literários até as cadeirinhas de palha austríacas para as salas de estar e os “vidros à francesa” – porque fornecidos em grande parte pela Saint-Gobain – para as janelas.

Os conhecidos trabalhos fotográficos de Militão em São Paulo e de Ferrez no Rio de Janeiro, Salvador e Recife, feitos nas últimas décadas do século 19, mostram que nas principais cidades brasileiras as vidraças apareciam por toda a parte, nas casas, nas lojas e nos edifícios, comprovando que o tempo das rótulas, símbolo do passado colonial, tinha acabado. Mostram também os novos estilos de construção nos sobrados e palacetes neoclássicos, exibindo elegância por dentro e por fora em seus interiores mais bem distribuídos, decorados e iluminados, em suas fachadas de grandes janelas envidraçadas e em seus jardins cercados de gradis de ferro trabalhado.

Por trás dessa crescente “europeização” estavam a riqueza do café e a aristocracia burguesa dos barões do Império. Para afirmar-se e destacar-se no cenário de um país ainda agrário e escravista, ela não hesitava em importar tudo o que a nova civilização industrial oferecia para sua prosperidade e desfrute, não só as máquinas e os trens para beneficiar e transportar o café até os portos, como também uma infinidade de artigos pessoais e domésticos, como porcelanas inglesas, tecidos franceses, lustres e cristais belgas, mármores italianos, lavatórios e sanitários alemães.

Na virada para o século 20, a República tratou de apressar o passo na direção da modernidade. Repercutindo aqui a euforia e a fé no progresso que animavam a Belle Époque européia, ela esforçou-se para, senão sepultar, ao menos reformar o passado colonial.

Num primeiro momento, atuou diretamente sobre a realidade física e social urbana e estimulou investimentos privados para melhorar as estruturas de saúde, educação, trabalho e lazer dos grandes centros. A reforma urbanística de Pereira Passos e as campanhas sanitárias de Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, os bairros de Campos Elíseos e Higienópolis e os projetos da avenida Paulista de Joaquim Eugênio de Lima e do Teatro Municipal de Ramos de Azevedo em São Paulo, são bons exemplos dessas ações públicas e privadas. A vacina, o boulevard e o estilo eclético e a art nouveau anunciam a nova atmosfera social e cultural das principais cidades brasileiras.

Num segundo momento, promoveu e/ou apoiou investimentos na busca do desenvolvimento industrial, para tirar o Brasil da condição de país agrário-exportador e fazê-lo entrar para o clube dos países capitalistas industrializados, auto-suficientes e competitivos. Foi o que se fez com determinação a partir dos anos 1930 e 1940.

O espírito dos tempos republicanos brasileiros, mais aberto, democrático e modernizador, era um espírito de muitas faces. Na arquitetura e na engenharia civil, ele iria revelar-se na adoção das recentes inovações européias e norte-americanas de conceito, técnica e estilo de construção. A combinação de ferro, aço, cimento, vidro e outros materiais permitiu obras maiores, melhores e até arrojadas, como estações ferroviárias, pontes, usinas, fábricas, museus, mercados, teatros, estádios e “arranha-céus”. A valorização da funcionalidade, com melhor distribuição e iluminação dos espaços de acordo com finalidades específicas, estimulou a criação de obras mais bem planejadas e executadas a menor custo, como escolas e hospitais, residências e prédios públicos. Avançando nesta direção, a arquitetura brasileira incorporava novos conhecimentos e aplicava novos recursos na busca de soluções mais eficientes para as necessidades humanas, individuais e coletivas, de morar, trabalhar e conviver.

Um desses recursos foi, com certeza, o vidro. A partir das décadas de 1940 e 1950, o uso do vidro na edificação se intensifica, sob influência das principais escolas da arquitetura mundial e sob pressão interna da modernização urbano-industrial do Brasil.

Projetado em 1936 por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, jovens discípulos brasileiros de Le Corbusier, e inaugurado em 1943, o edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro trazia uma fachada inteira em vidro, devidamente protegida por uma “cortina” de placas redutoras da incidência da luz solar, as brises-soleil criadas pelo mestre suíço e inéditas no Brasil. Apenas um ano depois, Niemeyer entregava o conjunto da Pampulha em Belo Horizonte, formado por um cassino, um clube, um restaurante e a igreja de São Francisco, onde a luz do sol, atravessando a ampla fachada de vidro, entrava para iluminar os painéis de Portinari. Anos depois, em 1951, a arquiteta Lina Bo Bardi e o crítico de arte Pietro Maria Bardi inauguravam sua residência no bairro do Morumbi em São Paulo, que não por acaso ficaria conhecida como a “casa de vidro”. E em 1960, Oscar Niemeyer, novamente em companhia de Lúcio Costa, dava ao Brasil e ao mundo a obra monumental da nova capital do país, feita de concreto e vidro.

Na casa do Morumbi, nos edifícios de Brasília e nos muitos outros que vieram depois, o vidro ultrapassa os vãos das janelas para compor as próprias paredes. Num contraponto surpreendente com o concreto, o vidro abre enormes possibilidades de plasticidade, beleza e conforto para as edificações. O vidro passa a fazer parte da paisagem brasileira, definitivamente. O personagem encontrou a sua história.

Não se sabe quando ela chegou por aqui, quem a trouxe de Portugal e onde foi colocada a primeira vidraça. Nem se sabe ao certo se as primeiras janelas envidraçadas apareceram em Salvador, no Recife ou em Vila Rica. Mas não parece haver dúvida de que foi em Brasília que o uso intensivo do vidro na arquitetura brasileira ganhou pleno reconhecimento e aprovação. Isto graças à criatividade genial de um arquiteto que superou a dicotomia entre a utilidade e a arte, sintetizando-as no seu conceito de arquitetura plástica, onde o projeto, os materiais e a técnica são pensados e aplicados na produção de obras tão funcionais quanto confortáveis e elegantes, belas e inovadoras – obras para serem usadas e admiradas. Para Oscar Niemeyer, a arquitetura precisa de conhecimento e técnica, não menos do que de “engenho e arte”.

De Salvador a Brasília, do século 18 ao século 20, a arquitetura e o vidro percorreram um caminho longo. O namoro foi demorado, mas teve um final feliz.

Nessa trajetória, o desenvolvimento da arquitetura e das técnicas de construção avançou quase aos saltos, à medida que recebeu, incorporou e reelaborou impulsos ou influências de fora. A Missão Artística Francesa trouxe o neoclássico no início do século 19 e Ramos de Azevedo difundiu o ecletismo no início do século 20.

A partir dos anos 1930 e 1940 Warchavchik, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Rino Levi, Sérgio Bernardes e Villanova Artigas introduziram as idéias e as formas das vanguardas modernistas européias e norte-americanas de Walter Gropius, Mies van der Rohe Le Corbusier, Frank Lloyd Wright e outros. Idéias de Le Corbusier sobre a função da arquitetura, “iluminar os espaços”, e formas de Lloyd Wright com muito vidro, considerado por ele como o “super material” da vida moderna.

Foi neste ponto que a arquitetura e o vidro cruzaram seus caminhos. Porque à medida que iam construindo suas casas e prédios no Rio, São Paulo, Belo Horizonte e, sobretudo, em Brasília, os arquitetos brasileiros foram lavrando um protocolo não-escrito, informal mas eficiente, de defesa da iluminação natural dos ambientes, de ligação do interior com o exterior, de integração do conjunto arquitetônico com o seu entorno geográfico, social e cultural. Pela mão dos arquitetos modernistas, o Brasil, país solar, descobriu a excelência da luz e da transparência. Descobriu o vidro.

História Pré-Industrial do Vidro no Brasil

Da Antiguidade a Bizâncio, de artefatos romanos aos vitrais da Idade Média, é longo o caminho da fabricação do vidro até chegar ao Brasil.

Há quantos séculos a humanidade conhece o vidro? Não se sabe com exatidão, mas certamente são muitos. A história do vidro remonta há alguns milênios. Perde-se nas dobras do tempo.

No Brasil ela é uma história recente, quase contemporânea. A indústria brasileira de vidro plano é jovem, tem cerca de cinqüenta ou sessenta anos. Começou a passos lentos, cresceu com o país e aos poucos foi descobrindo os caminhos para tornar-se uma indústria moderna e eficiente.

Brilho antigo

Fenícios, egípcios, persas, romanos, bizantinos, chineses... São numerosos os povos que disputam o privilégio da descoberta e da fabricação pioneira do vidro na antigüidade.

Segundo o historiador romano Plínio, o Velho, do século I d.C., a honra caberia aos fenícios, os primeiros a observar, e depois a reproduzir, o fenômeno natural do aquecimento e fusão da sílica pela ação de um raio e a conseqüente formação de uma placa fina e translúcida de vidro – ou cristal, como foi chamado. Esse acidente primordial teria ocorrido nas areias de uma praia do Mediterrâneo, no litoral do Líbano atual, mais de dois mil anos antes da Era Cristã. Porém, os estudos arqueológicos não confirmam o relato de Plínio na sua alentada Naturalis historia de 37 livros.

A presença de contas de vidro colorido, colares, brincos e frascos em grande quantidade e variedade nas tumbas dos faraós mostra que no Egito o vidro era conhecido, fabricado e usado em utensílios, adornos e objetos cerimoniais há mais tempo talvez do que na Fenícia.

Controvérsias à parte, a verdade é que o vidro começou a irradiar seu brilho e a fascinar os homens com seu mistério desde tempos remotos. Não foi por mero acaso, certamente, que o profeta Ezequiel, no século VII a.C., descreveu o trono de Deus envolto por um mar de vidro resplandecente, “uma abóbada límpida como cristal” (Ez. 1,22) – imagem tão forte que atravessou os séculos e acabou repetida mais tarde pelo apóstolo João no livro do Apocalipse (Ap. 4,6), ao descrever sua visão mística da glória divina.

Também parece ser verdade que foi entre os povos do Mediterrâneo que a arte e a indústria do vidro avançaram rapidamente. Ainda no início da Era Cristã, os sírios inventaram a técnica do vidro soprado e com ela revolucionaram toda a atividade vidreira, ganhando qualidade, melhorando o acabamento e aumentando a diversidade dos produtos, especialmente os de vidro oco, como frascos e garrafas.

Coube aos romanos e ao seu poderoso Império difundir essa técnica por todo o mundo mediterrâneo, pela Europa ocidental e Oriente Próximo. Cuidaram, porém, de manter a atividade sob controle e, sobretudo, de tirar dela o melhor proveito mercantil. Diversas províncias e cidades do Império se notabilizaram como centros de produção e comércio de vasos, jarras, copos, garrafas, braceletes e colares feitos de vidro de alta qualidade, bem como pastilhas para mosaicos e folhas para vidraças. Predominava naturalmente a produção de utensílios domésticos e objetos de decoração, fáceis de produzir com o sopro. A fabricação de chapas era mais complexa e difícil, restringindo o uso de vidros nas janelas às casas patrícias e às igrejas. Como a igreja de São Paulo extra muros, que o imperador Constantino mandou construir nas vizinhanças de Roma, sobre a qual se disse possuir janelas de vidro de várias cores e “tão brilhantes como os campos de flores na primavera”.


Da Idade Média à Era Industrial

Os vidreiros romanos, depois de dominar a técnica do sopro, desenvolveram o uso do vidro combinado com o de metais, como o ferro e o chumbo. Tornaram-se exímios artífices de vasos ornamentais e grandes criadores de mosaicos, desenhados e montados com habilidade e delicadeza. Esse conhecimento e essa experiência seriam fundamentais para a arte dos vitrais.

Durante boa parte da Idade Média, com a instabilidade que tomou conta da Europa ocidental, foi o Império Romano do Oriente que assegurou a permanência do patrimônio artístico e cultural do Ocidente. Constantinopla tornou-se o refúgio de muitos artistas e artesãos, entre eles os vidreiros, que tiveram sua atividade resguardada e estimulada pelo Estado. Em Bizâncio puderam continuar a desenvolver seu trabalho, que, enriquecido pelas influências helenísticas e árabes, alcançou alto nível de qualidade e criatividade na fabricação e uso dos vidros de cor.

E foi de Bizâncio que a arte do vidro voltou com força ao Ocidente. A partir do século 13, Veneza torna-se o grande centro vidreiro europeu. Concentrados – confinados, na verdade – na ilha de Murano, as corporações e os mestres venezianos ganharam fama com seus vasos, frascos, garrafas, copos, compoteiras, espelhos, lentes e chapas de vidro espalhados por toda a Europa.

A força da manufatura veneziana, por sua vez, impulsionou outros centros de produção, na França, Alemanha, Bélgica e Boêmia principalmente. Estimulou o surgimento de novas técnicas de sopro que permitiram, por exemplo, fabricar as chapas de vidro usadas na montagem dos magníficos vitrais das catedrais góticas. Eram chapas ainda bastante imperfeitas, com muitas ondulações e grande variação de cor, tonalidade, tamanho e espessura. Mas foi justamente a partir da combinação desses “defeitos” que os mestres vitralistas compuseram as obras de arte com que iluminaram as igrejas e as almas dos devotos.

Além de manifestação de fé profunda e técnica refinada, os vitrais medievais eram também uma demonstração do grau de desenvolvimento já alcançado pela manufatura do vidro. Ou melhor, pela cultura do vidro. Não só o prestígio dos artesãos vidreiros era amplamente reconhecido pela sociedade, como a aplicação do vidro no uso doméstico, na decoração, na joalheria, na perfumaria, na ótica e na arquitetura estava plenamente consolidada. O vidro, sem dúvida, tornara-se uma solução prática, revestida de valor estético.

Nos tempos modernos, o espírito humanista e individualista que dominou a Renascença e o espírito racionalista e cientificista que anunciou a Era Industrial irão beneficiar o desenvolvimento dessa cultura. A meta, agora, é a do “vidro perfeito”, no desenho e acabamento dos frascos para perfumes, por exemplo, ou no aperfeiçoamento das folhas de vidro para espelhos e vidraças ou em outro qualquer produto. Para isso, novas pesquisas e experiências em busca de maior conhecimento e de processos produtivos e equipamentos mais eficientes.

Nos séculos 17 e 18, a França esteve à frente da manufatura européia de vidro. Foram seus artesãos que desenvolveram algumas das novas técnicas de produção usadas da época e foram seus governantes – o rei Luís XIV e o ministro Colbert, particularmente – que mais se empenharam em estimular e proteger a atividade vidreira nacional. Criaram empresas estatais, como a Manufacture Royale des Glasses de France, induziram a criação de empresas privadas, como a famosa fábrica de Saint-Gobain nos arredores de Paris. E não hesitaram em usar o recurso da força para garantir mão-de-obra qualificada, como fizeram no virtual seqüestro de dezoito artesãos venezianos de Murano, contratados e trazidos secretamente para a França para trabalhar e desenvolver a vidraria francesa.

A partir dos séculos 19 e 20, porém, quando a manufatura vidreira dá lugar à grande indústria do vidro e a fabricação do vidro plano afirma-se como segmento específico e importante, surgem novos e poderosos competidores. Inicialmente destacam-se a Inglaterra, a Alemanha e a Bélgica e depois os Estados Unidos, que já em 1900 assumem a condição de maior produtor mundial de vidro plano.

Essa expansão industrial corresponde, por um lado, ao crescimento rápido e contínuo da demanda de vidro plano com o uso generalizado de janelas envidraçadas nas cidades e, por outro, ao desenvolvimento científico e tecnológico envolvido na pesquisa de materiais, na experimentação de novos processos técnicos e na aplicação intensiva do vidro em grandes estruturas e edificações. Estruturas como a do Palácio de Cristal, construído em apenas seis meses e inaugurado em Londres em 1851 para acolher a Grande Exposição Internacional da Indústria – uma enorme e reluzente montagem em colunas, vigas e arcos de aço e chapas de vidro, símbolo da Era Industrial onde o vidro, definitivamente, deixa de ser usado como acessório e ornamento e passa a ser considerado um recurso essencial para a qualidade, conforto e segurança da vida moderna.

Primeiros passos no Brasil

A vida moderna, com seu espírito progressista e seu estilo elegante e informal, chegou devagar ao Brasil. O vidro, também.

Foi em Salvador, em 1810, que surgiu a primeira fábrica de vidros, montada por Francisco Inácio de Siqueira Nobre, com a devida autorização do Regente D. João recém-chegado no Brasil. As notícias são incertas. Dão conta que a Real Fábrica de Vidros da Bahia – feita à imagem e semelhança da Real Fábrica da Marinha Grande criada em Portugal algumas décadas antes – começou logo a entregar os primeiros vidros. Mas não teria tido vida longa, atingida pelos conflitos e combates da Independência, muito acesos na Bahia.

Além de vidros, o governo D. João VI autorizou e até apoiou a produção de tecidos, ferro, pólvora, ferramentas, corantes, óleos de iluminação etc. Não se tratava de uma política de industrialização de longo prazo – uma substituição de importações avant la lettre –, mas da tentativa de adaptação imediata à situação criada pela ocupação estrangeira do reino e pelas dificuldades momentâneas do comércio com a metrópole.

Ainda assim, era uma guinada nas regras do jogo, exatos 25 anos depois que a rainha D. Maria I endurecera o regime monopolista, baixando o famoso decreto da proibição das fábricas e manufaturas no Brasil.

As coisas, porém, não aconteceram como o previsto. Apesar do empenho e das boas intenções do governo português, o sucesso do plano de criar no Brasil “todo o gênero de manufaturas, sem exceção alguma” foi pequeno, quase nulo.

É verdade que os decretos joaninos falavam mais em “permitir” do que em “desenvolver” as manufaturas, denunciando uma visão estratégica ambígua e pouco eficiente. Entretanto, mais do que nas inconsistências econômicas e nas tensões políticas da Independência, a consolidação desses e outros incipientes setores manufatureiros esbarrou principalmente nas condições econômicas e sociais de um país que deixava de ser colônia, mas continuava a ser agrário, exportador e escravista. No caso dos vidros, nem o estímulo oficial dado por meio da obrigatoriedade do uso de vidraças nas janelas na Corte foi suficiente para alavancar a produção. Oliveira Lima, no clássico D. João VI no Brasil, apresenta a medida como “uma revolução nos costumes nacionais”. Pode ser. Porém, seus efeitos práticos sobre a atividade econômica vidreira foram pobres. Consta que alguns dos copos que D. João VI trouxe na bagagem foram usados pelos netos do imperador Pedro II – duraram nada menos que cinco gerações.

Vidro
A Real Fábrica de Vidros da Bahia, de Francisco Ignácio de Siqueira Nobre, a primeira no Brasil, baseou-se nesse modelo, conforme a planta baixa da ilustração.

Na Exposição Nacional de 1861 – “1ª Exposição Nacional de Produtos Naturais e Industriais” – promovida pelo governo imperial no Rio de Janeiro para mostrar aos estrangeiros que o Brasil não produzia só açúcar, café, algodão, cacau, couros e carnes salgadas, foi exibida boa variedade de produtos manufaturados. Entre os vidros, apenas alguns tipos bem simples de garrafas, garrafões, frascos e globos para lampiões. Eram fabricados por pequenas manufaturas de vidreiros portugueses, herdeiros da cultura e da formação técnica da fábrica da Marinha Grande, ou por artesãos italianos que começavam a chegar com as primeiras levas de imigrantes europeus. De vidro cristal, nada.

Para envidraçar as janelas, só comprando o produto trazido de fora pelas casas importadoras. Que, de resto, importavam praticamente tudo o que fosse necessário no acabamento e no mobiliário das casas, sobretudo das mais ricas, de louças e lustres a telhas, torneiras, fogões, baixelas, pianos, cortinas, almofadas, forrações, vasos, espelhos, vitrais e vidros. As tarifas em geral baixas facilitavam a importação, justificada pela insuficiência ou má qualidade – ou ambas – da produção nacional, a qual, justamente por ser insuficiente e ruim, provocava a necessidade da importação e... das baixas tarifas.

Da manufatura à indústria

Vidro

Romper esse círculo vicioso e mudar o ambiente desfavorável aos investimentos na atividade vidreira era um processo lento e complexo, que ainda demoraria muito tempo para se completar. Mas, ainda no final do século, outros passos importantes seriam dados nessa direção.

Em 1882 foi criada no Rio de Janeiro a primeira grande indústria brasileira de vidros, a Fábrica Esberard, produtora de vidros de embalagem e vidros planos. Cresceu rapidamente.

Em pouco mais de dez anos de funcionamento, empregava mais de quinhentos operários e os cristais da marca Esberard eram prestigiados no país inteiro, a ponto de serem comparados aos famosos Baccarat franceses.

Em 1895, em São Paulo, nascia a Companhia Vidraria Santa Marina, fundada pela associação de dois ilustres representantes do empresariado paulista, Antônio da Silva Prado e Elias Fausto Pacheco Jordão. Outro empreendimento de grande sucesso – em menos de dez anos já fabricava um milhão de garrafas e dois mil metros quadrados de vidro plano por mês nas instalações do bairro da Barra Funda, na várzea do rio Tietê, empregando seiscentos funcionários.

Em 1916, também no Rio de Janeiro, era fundada mais uma empresa vidreira de sucesso por dois jovens engenheiros cariocas, Olavo Egydio de Souza Aranha Jr. e Alberto Monteiro de Carvalho, a Companhia Industrial São Paulo e Rio, a Cisper. Usando pioneiramente no Brasil as máquinas automáticas criadas nos Estados Unidos por Michael J. Owens – que aposentaram a velha técnica de sopro de quase dois mil anos –, ela se tornou uma das maiores fabricantes de garrafas e copos de vidro do país, fornecendo principalmente para a indústria de cervejas e refrigerantes concentrada em São Paulo.

Vidro
Fundada em 1882, no Rio de Janeiro, a Fábrica Esbérard foi a primeira grande indústria de vidro nacional e sua especialidade era a produção de garrafas, frascos, copos e outros cristais.

Em 1933, Nadir e Morvan Dias de Figueiredodo, empreendedores já bastante conhecidos em São Paulo, expandiam seus negócios comerciais e industriais com a inauguração de uma moderna indústria de copos e artigos de vidro. Com uma tecnologia bastante avançada para a época, a Nadir Figueiredo iniciou as operações produzindo o apreciável volume de 72 mil copos por dia.

Não há dúvida de que se tratava de empreendimentos importantes, que mostravam um novo caminho à frente. E não eram os únicos, pois havia outras empresas vidreiras de menor porte em operação na Bahia e no Rio Grande do Sul. Mesmo assim, eram empreendimentos que pouco se destacavam no conjunto da economia brasileira.

No censo das atividades econômicas realizado e publicado em 1909 pelo Centro Industrial do Brasil, o setor vidreiro aparece apenas em 29º lugar entre as 38 indústrias mais importantes, segundo a relação entre o valor da produção anual e o capital registrado. Com um detalhe revelador: ao relacionar as atividades representativas da economia de cada estado brasileiro, o censo aponta a produção de vidros em somente um deles, São Paulo.

O caminho à frente da indústria do vidro, portanto, ainda era longo. Para o vidro plano provavelmente seria maior ainda, considerando que as atividades iniciais concentravam-se no vidro de embalagem. Mas a marcha havia começado. Estava sendo impulsionada pelo espírito empreendedor daqueles pioneiros e favorecida pelas próprias condições do país.

Aqueles empresários do início do século tinham claro que a economia brasileira já desenvolvia uma potência e uma aceleração que, a médio e longo prazos, a levariam a superar os limites tradicionais das monoculturas exportadoras e a reduzir a dependência das importações de manufaturados – o que não era nada mal para quem vinha ou estava ligado aos negócios de exportação e importação. Tinham também a convicção de que o mercado interno responderia muito favoravelmente aos seus investimentos, um mercado em expansão com a uma intensificada imigração estrangeira, com o crescimento populacional e do consumo, este, sobretudo, urbano. A história mostrou que eles estavam certos.

Rumo à Industrialização

A era Vargas e a modernização industrial

É consensual entre os historiadores que a Revolução de 1930 funcionou como uma alavanca que moveu os trilhos, mudou a linha e pôs o trem no rumo da modernização. Ao transferir o poder das velhas oligarquias agrárias para as elites, a classe média e os trabalhadores urbanos, a revolução liderada por Getúlio Vargas abriu um novo horizonte político e uma nova agenda econômica para o país.

Vidro

Vidro
Cisper, década de 1920. Setor de manurenção das máquinasimportadas dos Estados Unidos e seção elétrica.

No período em que Getúlio Vargas governou ou influenciou diretamente os destinos do Brasil – mais de duas décadas –, a ação fortemente centralizadora e intervencionista do Estado seria apoiada em um novo pacto social e político, envolvendo a burocracia oficial, o empresariado e os sindicatos operários, apresentados como representantes dos interesses nacionais. Sua atuação econômica teria como foco o desenvolvimento industrial, a busca da auto-suficiência em setores básicos. Em resumo, as palavras de ordem na era Vargas seriam nacionalismo e industrialização.

Os Pioneiros

Com uma carta régia na mão e uma idéia na cabeça, o vidreiro português Francisco Ignácio de Siqueira Nobre montou em 1810 a Real Fábrica de Vidros Bahia e deu a partida na produção de vidros planos e ocos no Brasil – O pioneiro dos pioneiros.

Além da autorização real, contava com o apoio explícito do Visconde de Cairu, Ministro e Conselheiro particular de D. João VI e pessoa influente na Corte. Não era pouca coisa, mas não foi o suficiente. As questões políticas de independência e a ira dos importadores portugueses derrubaram o ambicioso projeto.

Setenta anos e várias tentativas depois, outro empreendedor entra em campo decidido a incluir o vidro na relação das “indústrias nacionaes”, como se dizia e escrevia na época. Em 1882, o brasileiro, filho de franceses Fraçois Antoine Marie Esbérard inaugurou a Companhia Fábrica de Vidros e Crystaes do Brasil em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

O sucesso de suas garrafas, vidros e cristais foi tão rápido que despertou a curiosidade de um ilustre morador do bairro, o Imperador Dom Pedro II, que chegou a visitar a fábrica mais de uma vez. Foi pena que problemas de sucessão tenham desestabilizado o negócio na década de 1940 e acabado por fechar uma indústria que figurou entre as maiores do país.

Se o empreendimento dava certo no Rio, teria êxito também em São Paulo. Na capital paulista, Antônio da Silva Prado, advogado e político, e Elias Fausto Pacheco Jordão, engenheiro civil, associaram-se em 1895, inaugurando uma fábrica de garrafas e vidros, a Companhia Vidraria Santa Marina.

Como outros empresários paulistas originários das linhagens cafeeiras, os dois sócios apostaram na diversificação dos investimentos, na transferência de capital da agricultura para a indústria. Acreditaram na vocação industrial de São Paulo e tiverem sucesso.

Substituição de importações

Num dos seus primeiros discursos, em 1931, o presidente Vargas proclamava: “Muito teremos feito dentro em breve se conseguirmos libertar-nos da importação de artefatos de ferro. Nacionalizando a indústria siderúrgica, daremos um grande passo na escalada do alto destino que nos aguarda.” Em um discurso posterior, de 1939, aproveitava para reafirmar seu compromisso com a substituição de importações, aumentando a lista dos produtos que era preciso parar de importar: “Ferro, carvão e petróleo são os esteios da emancipação de qualquer país.”

Não se tratava de retórica. Getúlio Vargas não era economista, era um bom político. Sabia o que queria e como conseguí-lo.

Vargas partilhava da convicção geral da época de que a industrialização era o caminho mais curto para o desenvolvimento do capitalismo brasileiro e condição essencial para a modernização nacional. Por um lado, acreditava na necessidade de o Estado tomar a frente desse processo e, por outro, tinha perfeita consciência do quanto o crescimento industrial correspondia aos interesses das forças sociais e políticas emergentes, sobretudo do empresariado e proletariado urbanos. Para empresários e trabalhadores, a política de industrialização e suas promessas de maior crédito, de maiores tarifas externas e mais empregos internos eram música para os ouvidos.

As promessas, na medida do possível, foram se cumprindo e os resultados começaram a aparecer. No início da década de 1940, estavam registradas no país oitenta mil indústrias, com um total de 1,2 milhão de empregados – cinco vezes maior que o registrado vinte anos antes. Ainda eram, em geral, pequenos estabelecimentos, porém, e isto é o mais importante, já abrangiam vários setores produtivos, dos tradicionais tecidos, alimentos, bebidas, calçados e móveis aos novos segmentos de cimento, aço, papel, material elétrico, artefatos de borracha e produtos químicos.

A revolução industrial brasileira avançava, agora a passos firmes. Para acelerá-la, um personagem de certo modo inesperado: a Segunda Guerra Mundial, que convulsionou boa parte do planeta de 1939 a 1945.

Os anos da guerra aumentaram as dificuldades de abastecimento externo. Isso naturalmente estimulou novos empreendimentos internos e reafirmou a necessidade da luta por maior auto-suficiência industrial. As alianças político-militares também deram sua contribuição: em troca das bases do Nordeste, o governo Vargas obteve dos Estados Unidos o capital e a tecnologia para construir a maior usina siderúrgica brasileira. Fundada em 1941, a Companhia Siderúrgica Nacional entrou em operação em 1946, em Volta Redonda, estado do Rio de Janeiro. Tornou-se o primeiro grande ícone, e a prova do sucesso da política de substituição de importações da era Vargas.

Covibra, CPVP e Vidrobrás

A industrialização a toque de caixa iniciada na era Vargas tinha uma receita simples e clássica. Os ingredientes eram as barreiras alfandegárias elevadas, o controle estatal de setores estratégicos – e de outros nem tanto –, o crédito oficial para o capital nacional e os incentivos ao investimento estrangeiro. Como tempero ideológico, um forte espírito nacionalista, freqüentemente mais impulsivo do que eficaz.

A industrialização tinha também um foco claramente direcionado, que se manteve sem grandes alterações do pós-guerra até os anos 1970. Seu alvo eram os setores considerados básicos para o desenvolvimento do conjunto das atividades industriais, os setores transformadores de matérias-primas e fornecedores de insumos para outros segmentos e os setores produtores de bens de consumo duráveis e não-duráveis. Faziam parte dessa pauta privilegiada extração mineral, siderurgia, eletricidade, combustíveis, cimento, alumínio, metal-mecânica, celulose-papel, química-farmacêutica, química-têxtil, processamento de borracha e de carnes.

O vidro plano, como se vê, estava fora da pauta – fora de foco, literalmente – nas etapas iniciais da industrialização brasileira. Não era considerado um insumo essencial como outros. Ao contrário, ainda estava classificado entre os “artigos supérfluos”, pagando taxas de até 40% na importação, mesmo sem uma produção interna suficiente.

Mas, na verdade, estava fora só da pauta oficial. No mercado não faltavam empreendedores e investidores interessados em explorar um negócio que, pelo potencial de consumo, parecia ter um futuro bastante promissor. E quando a Segunda Guerra se intensificou, ameaçando envolver o Brasil e criar grandes dificuldades para o comércio exterior do país, a conjuntura tornou-se bastante favorável.

A iniciativa de incluir o vidro plano na agenda da substituição de importações, aproveitando exatamente essa oportunidade, coube a um empresário de origem portuguesa, Lúcio Tomé Feiteira. Sentindo que a importação de vidro da Europa estava praticamente inviabilizada pela guerra – com a redução da sua produção industrial a própria Europa estava virando importadora –, Feiteira fundou no Rio de Janeiro em 1942 a Companhia Vidreira Nacional, Covibra. Com apoio do governo do estado do Rio de Janeiro, a indústria foi instalada em São Gonçalo, na época distrito de Niterói, para aproveitar as areias de boa qualidade do lugar e, em uma primeira etapa, fornecer vidro plano para o mercado formado pela Capital Federal e toda a baixada fluminense.

Quase ao final da guerra, em São Paulo, os proprietários da Vidraria Santa Marina criavam a Companhia Paulista de Vidro Plano, CPVP. Instalada ao lado da tradicional empresa do bairro da Barra Funda, e aproveitando as mesmas areias trazidas da Freguesia do Ó para a produção de garrafas, a nova fábrica produziria vidro para o mercado da capital paulista, para o interior do estado e regiões vizinhas. O “paulistinha”, o vidro da CPVP, logo se tornou conhecido e em pouco tempo podia ser visto em muitas janelas.

Avaliando a força dos concorrentes e do mercado paulista – caminhando rapidamente para ser o maior do país –, Tomé Feiteira não perdeu tempo e propôs uma associação entre as duas empresas. As negociações e os preparativos, no entanto, levaram alguns anos. Foram conduzidos pelo próprio Feiteira e pelo empresário mineiro Sebastião Pais de Almeida, que além de ligado por parentesco à família Prado, era acionista da Santa Marina, comerciante de vidro e importante liderança política. No início da década de 1950 foi acertada a criação das Indústrias Reunidas Vidrobrás Ltda., resultado da fusão entre a Covibra e a CPVP.

Com sede no Rio de Janeiro, a nova empresa pode aproveitar a proximidade do governo federal e contar com uma assessoria de alto nível, da qual participavam os advogados San Tiago Dantas e Hermes Lima, figuras de proa da política brasileira da época. A base industrial continuou dividida entre São Gonçalo e a Barra Funda. Posteriormente, tanto a sede central como a atividade industrial seriam concentradas em São Paulo. Para os dois lados, a criação da Vidrobrás era uma boa maneira de fortalecer e ampliar o negócio, aproveitando melhor o potencial dos dois principais mercados brasileiros.

Feiteira e seus sócios paulistas, em menos de duas décadas, lançaram no mercado nacional a indústria de vidro plano. Além do nome afinado com o espírito nacionalista dominante, a Vidrobrás ganhou força e autonomia para buscar eficiência e melhorar a qualidade do produto. Procurou crescer com a incorporação de outras empresas, como a Vicry, fábrica de vidro impresso fundada em 1937 em São Vicente. E para desenvolver-se tecnicamente buscou a parceria da norte-americana Pittsburgh Plate Glass. Era detentora do processo Pittsburgh usado nos Estados Unidos, um aperfeiçoamento do processo Fourcault de produção do vidro plano estirado.

O Vidro Estirado

Diziam os antigos que para fazer vidro com a cana de sopro não bastava ser um bom artesão – era preciso ser artista. Se isso era verdade para o vidro oco, de embalagem, devia ser mais ainda para o vidro plano de vidraça.

A vida dos vidreiros não era fácil. Melhorou, é certo, com a “coulage” do final do século 17, um método de fazer vidro plano estirando a massa derretida manualmente com rolos, como se fosse massa de macarrão. Mas foi em decorrência da Revolução Industrial que tudo começou a mudar. No início do século 20, um belga, Émile Fourcault, inventou um processo mecânico de estirar a massa do vidro por meio de pinças e fazê-la subir por uma estrutura vertical de quase 20 metros para ser cortada.

Vidro
Fabricação do vidro pelo sistema Owens no início do século 20, no Rio de Janeiro.

Passar do vidro estirado manualmente para o estirado mecanicamente foi uma transformação notável. As dificuldades técnicas, porém, ainda eram grandes, e os defeitos do vidro também. Para facilitar a saída da massa para a estrutura de elevação d chapa contínua, os americanos introduziram alguns ajustes na passagem do forno para a estrutura vertical, no chamado método Pittsburgh. Houve uma melhora real na qualidade ótica do vidro. Mas o grande avanço na produção do vidro estirado foi o emprego do método Libbey-Owens – nome dos dois sócios da Libbey-Owens Sheet Glass Company estabelecida em Toledo, EUA, desde 1917: Edward Drummond Libbey, presidente da companhia, e Michel J. Owens, criador do sistema e de vários modelos de máquinas automáticas para a pridção de artigos de vidro. Adotado pelos grandes fabricantes mundiais nas décadas de 1930 e 1940, o processo trazia como principal inovação a horizontalização de toda a estrutura por onde passava a chapa, o que proporcionou melhor manejo desta e mais precisão no seu corte.

O mercado

Como os próprios fabricantes e comerciantes reconheciam, o preço era bom, mas a qualidade do vidro plano brasileiro deixava a desejar. Para os consumidores residenciais mais exigentes e para os processadores de chapas, a alternativa continuava a ser a importação.

Era compreensível. Tratava-se de uma indústria recente, sem tradição no país e que enfrentava as dificuldades naturais do domínio da tecnologia, da preparação da mão-de-obra, da logística de distribuição, da formação de vendedores, de instaladores. Tudo isso sem nenhum programa governamental específico de apoio ao setor, a não ser a elevação dos direitos de importação e a criação da Companhia Nacional de Álcalis, em 1943, para a produção da barrilha, um dos componentes básicos do vidro.

Ainda assim, o êxito da empreitada, que mal se iniciava, era indiscutível. As indústrias procuravam melhorar seus processos produtivos, estreitando relações com tradicionais fabricantes europeus e norte-americanos. Buscavam diversificar seus produtos, começando a desenvolver os segmentos de vidros de segurança e vidros impressos. Quanto ao vidro plano comum, já atendiam certamente mais da metade do consumo interno, superando aos poucos a importação em função de seus custos competitivos e sua estrutura de atendimento.

Na década de 1950 já se destacavam no mercado grandes comerciantes de vidro, como o próprio Sebastião Pais de Almeida, misto de industrial e comerciante, que chegou a ter cerca de 60% da distribuição de todo o país. E não eram poucos, entre os grandes importadores, que começavam também a diversificar seus negócios ou simplesmente a transformar-se em distribuidores atacadistas de vidro para mercados regionais. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Casa Araújo Martins, uma das mais tradicionais importadoras do Rio de Janeiro. Ou com a M. Simões, antiga importadora de Santos criada em 1897 pelo imigrante português Manuel Francisco Simões, que seus filhos transferiram para São Paulo e transformaram em grande atacadista de vidro do Centro-Sul do país, com uma rede de representantes comerciais que se estendia de São Paulo ao Rio Grande do Sul.

Estes, na verdade, talvez tenham sido os efeitos mais importantes verificados no setor de vidro plano a partir do início da implantação da indústria nacional. Criaram-se, entre produção e distribuição, os vínculos indispensáveis para uma eficiente comercialização do produto e regionalizaram-se os mercados, eliminando a dispersão dos centros produtores, gerando escala de produção e consumo.

O vidro plano, mesmo não estando entre os setores industriais mais incentivados, dava também a sua contribuição para criar, em um país-continente como o Brasil, um mercado nacional de bens e serviços concentrado e integrado. Além de contribuir para o avanço da industrialização brasileira com uma base técnica e economicamente consistente, capaz de grande desenvolvimento no futuro.

Fonte: www.pilkington.com

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Grande Salto Industrial

O desenvolvimento dos anos JK, o avanço industrial no setor autimotivo brasileiro, o crescimento econômico dos anos 1970 têm reflexo também na indústria do vidro.

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Entre o início da década de 1950 e a metade da década de 1970, o cenário brasileiro mudou de alto a baixo. A indústria assumiu o primeiro lugar na corrida da economia nacional, depois de ultrapassar com folga a agricultura. A população quase dobrou de tamanho, de cinqüenta para mais de noventa milhões de habitantes.

A imigração estrangeira perdeu fôlego e as migrações internas deslocaram milhões de pessoas do Norte e Nordeste para o centro-sul do país. As cidades ganharam a preferência dos brasileiros para viver, trabalhar e educar os filhos. As comunicações e as estradas encurtaram as distâncias e agilizaram a circulação de pessoas e mercadorias.

Os jornais, o rádio e principalmente a televisão aceleraram a propagação de informações e de bens culturais.

Em duas décadas, ou pouco mais, o Brasil mudou de cara. Começando com a euforia nacionalista da era Vargas, passando pelo ímpeto desenvolvimentista dos anos JK e chegando à racionalidade tecnocrática dos governos militares, o país acelerou o processo de modernização. Com o PIB batendo recordes, o Cinema Novo ganhando prêmios internacionais e a Bossa Nova divulgando a música popular brasileira pelo mundo afora, o Brasil revelou força e talento. Sem falar no futebol – das quatro copas mundiais disputadas de 1958 na Suécia a 1970 no México, os brasileiros ganharam três.

Foram muitas mudanças em tão pouco tempo, nem todas para melhor. Mas no balanço de lucros e perdas, o saldo foi positivo. Para ele contribuíram muitas pessoas e empresas, entre elas antigas e novas indústrias do vidro.

A Santa Lúcia e a Providro

Uma dessas novas indústrias foi a Santa Lúcia Cristais Ltda., fundada em São Paulo em 9 janeiro de 1951 pelo investidor francês Louis Dreyfus em associação com empresários e investidores paulistas. Dreyfus, um homem de negócios com atuação destacada no setor de alimentos e cereais na Europa, decidira estender ao Brasil a produção de vidros temperados que possuía na Argentina e Uruguai. À frente da empresa colocou outro francês, Jean Julien Garelly, ex-piloto das forças aliadas na II Guerra, que havia implantado e dirigido o empreendimento naqueles dois países.

Instalada em um galpão de 1 200 metros quadrados na rua Barra do Tibagi, no bairro do Bom Retiro, a empresa começou a funcionar em meados daquele ano. Um pequeno forno plano – bem escondido nos fundos do galpão e onde só umas algumas pessoas podiam entrar, como ainda lembram os mais velhos –, duas ou três máquinas de lapidação e alguns cavaletes e tablados usados como mesas de corte eram todo o equipamento disponível. Na fábrica, os quase setenta operários conseguiam produzir por mês 1 300 metros quadrados em média de vidro temperado a partir de chapas importadas de seis e sete milímetros de espessura. A produção destinava-se quase toda às montadoras de veículos Ford e General Motors.

As perspectivas da pequena indústria eram boas, mas a realidade nem tanto. As instalações e o espaço acanhados obrigaram a uma precoce revisão dos planos. Já em 1953, a Santa Lúcia mudava de endereço, para a rua Tocantins 114, também no Bom Retiro. Foi alugado um prédio novo de 4 000 metros quadrados de área, boa parte dela reservada para três ou quatro fornos de têmpera, cuidadosamente protegidos de olhares indiscretos pelas paredes de quatro metros de altura. O lugar e as acomodações eram realmente melhores mas, como logo se descobriu, também eram perigosamente sujeitos a alagamentos e inundações. Nada, porém, que alguns sacos de areia colocados na frente do prédio e calços debaixo dos motores elétricos não resolvessem.

De olho nas chuvas de verão e nas exigências do mercado, a indústria conseguiu acertar-se. Superou as dificuldades físicas e técnicas, aumentou a produção e começou a diversificar os produtos. Apesar de certos processos serem ainda bastante artesanais – como a lapidação e a furação dos vidros por exemplo, feitas manualmente e muito demoradas –, em três anos a Santa Lúcia triplicou sua produção e antes do final da década de 1950 já estava produzindo vidros temperados em diferentes tamanhos e espessuras para arquitetura, para fachadas de lojas, por exemplo, e temperados curvos para o setor automotivo, pára-brisas de automóveis, os primeiros fabricados no Brasil.

Com a demanda crescendo, mesmo com altos e baixos, a empresa esgotou a capacidade do prédio do Bom Retiro e teve de procurar outro lugar. Dessa vez, a opção foi por uma planta própria, a ser construída em um local de baixa concentração urbana, boa rede elétrica, clima arejado e seco. Em 1961, ao completar dez anos de atividade, a Santa Lúcia inaugurava a sua nova fábrica no Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo, próximo à divisa com o município de Guarulhos.

Vidro
Santa Lúcia Cristais no Parque Novo Mundo, São Paulo, 1962. Instalada junto à Rodovia Presidente Dutra, ocupou posição estratégica para atender o mercado.

A escolha daquele descampado remoto – remoto na época, é claro – não chegou a ser uma surpresa. É verdade que naquele quase deserto só havia mais uma indústria, a Duchen, bela e moderna fábrica de biscoitos desenhada por Oscar Niemeyer, e que os empregados tinham que amassar barro por quase meio quilômetro desde o ponto de ônibus na via Dutra até o portão da empresa. Alguns, inclusive, ficaram morando com suas famílias dentro da indústria por certo tempo, para dar um reforço na vigilância. Mas também é verdade que se tratava de uma posição estratégica, junto à Presidente Dutra, principal rodovia brasileira e recém-concluída, ligando São Paulo e Rio de Janeiro através do Vale do Paraíba, uma das mais prósperas regiões do interior paulista.

A única surpresa poderia estar nas três palavras gravadas na fachada do prédio de 11 mil metros quadrados projetado por Jacques Pilon – “Vidros Blindex Segurança”. Elas identificavam a fábrica e exibiam a nova razão social adotada pela empresa, Santa Lúcia Cristais Blindex Ltda. A marca pioneira de vidros temperados lançada no Brasil pela Santa Lúcia estava se tornando tão forte que já se confundia com a própria companhia.

A instalação da, agora, Santa Lúcia Blindex no Parque Novo Mundo foi uma aposta vencedora. A produção pôde crescer e as linhas de produtos puderam ampliar-se, acompanhando a expansão dos mercados automotivo e de construção. Com melhor estrutura técnica e comercial, a empresa ganhou em eficiência e consolidou sua posição de liderança nacional em vidros de segurança.

Mas para que tudo desse certo, essa decisão estratégica havia sido tomada com outra medida de igual importância: a de construir uma fábrica de vidro plano de boa capacidade e dotada do processo Libbey-Owens, o mais novo e aperfeiçoado na produção do vidro estirado. Em associação com o grupo europeu BSN, liderado pela belga Boussois, e com o grupo brasileiro Ipiranga, a Santa Lúcia começara a implantar, dois anos antes, em Caçapava no Vale do Paraíba paulista, à beira da via Dutra, a mais moderna indústria de vidro do país na época, a Providro – Companhia Produtora de Vidro.

A Providro entrou em operação em 1962 e esse foi outro marco histórico na trajetória do vidro plano no Brasil. Com o processo Libbey-Owens, pioneiro no país, a fábrica de Caçapava pôde oferecer à Santa Lúcia matéria-prima de melhor qualidade para a produção dos temperados Blindex. E se a melhora da qualidade das chapas foi um ganho enorme, outro ganho não menos importante foi a maior independência alcançada frente à Vidrobrás, até então o único fornecedor nacional de chapas de vidro.

Vidro

A indústria nacional de vidro plano passou a contar daí por diante com dois fabricantes. O efeito imediato foi o aumento da produção de matéria-prima, com maior concorrência e mais qualidade. Bom para os processadores, para os consumidores, para todo o mercado.

A Santa Marina e a UBV

A questão da melhora da qualidade do vidro plano no Brasil era antiga e crucial. Boa parte das chapas fornecidas para os primeiros edifícios de Brasília, por exemplo, tinha sido importada, sobretudo os vidros especiais, como os ray ban. A entrada em cena da Providro, apoiada tecnologicamente na Boussois, era uma resposta a essa questão.

A Vidraria Santa Marina, por sua vez, buscou preservar sua posição. Associando-se ao grupo francês Saint-Gobain, assume o controle da Vidrobrás, até aí ainda exercido por Lúcio Tomé Feiteira e Sebastião Pais de Almeida. Além de melhorar toda a operação industrial, concentra-a em São Paulo. Por fim substitui a própria razão social da empresa, dando seu nome à organização em 1971. A Santa Marina, reforçada pela Saint-Gobain, mantém-se como o maior fabricante nacional de vidro plano e também como um dos grandes processadores.

De novo, vantagens e benefícios para todos. Maior oferta de vidro, com superior qualidade e melhores condições para distribuidores, processadores e clientes.

Mas nesse período de acomodação do mercado houve ainda outro fato relevante. Um grupo de distribuidores paulistas, respeitados no setor vidreiro, como Fausto Simões e José Mansur, decidiu criar em 1957 a União Brasileira de Vidros, UBV, para produzir vidro impresso, o popular “vidro fantasia”. Com um forno e algumas máquinas importadas, implantam a UBV em Parelheiros, nos confins da zona sul da capital paulista. Apesar de estar a 30 quilômetros do centro da cidade, a localização facilitava à fábrica receber areia de Peruíbe e Itanhaem pelo ramal ferroviário ali existente.

Para os acionistas da UBV, o objetivo era um só: garantir a produção e o fornecimento de vidro impresso em condições de maior liberdade e concorrência no mercado dominado pela Vidrobrás, que também controlava a Vicry, o antigo fabricante de São Vicente. Um lance de ousadia que deu certo: a UBV atravessou quatro décadas operando com total autonomia. Recentemente, seu controle acionário foi assumido por um banco de investimentos brasileiro.

Fabricantes, distribuidores, processadores

Ao mesmo tempo em que firmava sua estrutura industrial, o mercado de vidro plano ia assumindo contornos definidos. Não sem alguns embates, naturalmente, entre os vários segmentos e seus respectivos interesses. Mas desde o início dos anos 1960 as posições foram ficando mais claras, com o mercado constituindo-se de três fabricantes principais, um bom número de distribuidores, grandes e pequenos e espalhados pelas regiões de maior consumo, e os processadores, ainda poucos.

Esse desenho manteve-se com pequenas alterações até pelo menos a década de 1980. Caracterizava-se, como se vê, pela grande quantidade de distribuidores e pela relativa escassez de processadores. O que pode ser explicado pelas próprias condições gerais do setor vidreiro nesta etapa inicial do seu desenvolvimento. Por um lado, o crescimento acelerado da produção da matéria-prima exigia uma estrutura de distribuição dimensionada para colocá-la rapidamente no mercado, da ponta do atacado à ponta do varejo, dos grandes revendedores de chapas às pequenas vidraçarias. Por outro, o mercado só agora começava a especializar-se, com o processamento do vidro para aplicações direcionadas na construção civil, na indústria automotiva e no setor moveleiro.

A esse quadro deve-se acrescentar outro componente importante. Enquanto o mercado vidreiro buscava consolidar-se e desenvolver-se, as lideranças não perdiam de vista que o processo de desenvolvimento passava também pela organização geral do setor, das entidades de classe, dos programas de formação de mão-de-obra, dos programas de divulgação e marketing, entre outros.

Ainda no decorrer da década de 1950 formaram-se os Sindicatos do Comércio Atacadista de Vidros Planos, Cristais e Espelhos do Rio de Janeiro e de São Paulo. Foram os primeiros do país, com atuação destacada na defesa dos interesses do setor de distribuição e que levou, em 1957, à criação da Associação Nacional dos Distribuidores e Processadores de Vidros Planos, Andiv. Pouco depois, em 1962, era criada a entidade representativa dos fabricantes, não só de vidro plano mas de vidro em geral, a Associação Brasileira da Indústria do Vidro, Abividro.

Quanto à questão da formação de mão-de-obra, ela era ainda um entrave ao crescimento do setor. Mas não faltavam esforços para elevar o nível de qualidade do trabalho. Esforços feitos inicialmente pelas próprias indústrias, verdadeiras “escolas” onde se formaram os primeiros quadros técnicos. Depois, programas desenvolvidos com o Senai em cursos rápidos dentro das fábricas para formação e aperfeiçoamento de pessoal especializado para trabalhar no corte das chapas, nos fornos de têmpera, na lapidação, na laminação, além de treinamento de montadores, instaladores e outros.

Produtos e mercados

Vendo em retrospectiva, quase se poderia dizer que tudo o se que faz hoje com o vidro plano já se fazia nas décadas de 1960 e 1970. Afinal, placas de vidro apareciam com evidência em fachadas de prédios, o vidro de segurança estava nos boxes, portas, pára-brisas e o vidro impresso fechava muitas janelas de cozinhas e banheiros.

Vidro
Chapas de vidro colocadas na fachada do MASP. Foram produzidas especialmente pela Providro em Caçapava.

Na verdade, é quase isso mesmo. Com uma diferença, e grande. Hoje se produz uma variedade maior de tipos de vidro, com uma enorme diversidade de especificações técnicas para as mais diversas necessidades.

De todo modo, o desenvolvimento da indústria de vidro plano nesse período pode ser considerado expressivo. Primeiramente, quanto aos volumes produzidos: entre 1960 a 1975 a produção nacional bruta de vidro plano subiu de 40 para 140 mil toneladas/ano. Depois, quanto a diversidade dos produtos: vidros lisos, temperados, aramados, espelhados, esmaltados, coloridos, opacos, transparentes, translúcidos.

O avanço na diversificação dos produtos só não foi maior porque a matéria-prima tinha suas próprias limitações. O vidro estirado, mesmo submetido à complexa e custosa operação de polimento para melhorar sua transparência e qualidade ótica, não podia ser laminado. Ele permitia muitas aplicações no mercado de construção, mas impedia outras no mercado automotivo. Impedia, por exemplo, que a Blindex, a Santa Marina e outros processadores, como a Fanavid, produzissem pára-brisas mais modernos, com vidros laminados. Esses produtos só podiam ser feitos com a importação do cristal, do vidro float recentemente desenvolvido na Europa.

Entre as dez mais

Na década de 1970 a economia cresceu de maneira exponencial, como se sabe, e a indústria cresceu ainda mais espetacularmente. Enquanto o PIB geral alcançava médias anuais de 11 e 12%, o PIB industrial chegou a bater nos 18% em alguns anos. Com essa performance, a economia brasileira passou a figurar na lista das dez maiores e mais industrializadas do mundo capitalista.

A euforia que chegou a envolver o ambiente econômico durou pouco, até que o país teve que enfrentar a elevação dos juros dos financiamentos externos e dos preços do petróleo a partir de 1974. Ainda assim a economia manteve um desempenho satisfatório. Perdeu ritmo, mas não perdeu sustentação. O programa de substituição de importações podia não estar completo, mas estava consolidado.

Além de razoável auto-suficiência na produção de insumos e equipamentos, o Brasil produzia – e até exportava – grande variedade de bens duráveis e não duráveis. A lista ia de alumínio, vidro e fertilizantes a máquinas, ferramentas, carros e eletrodomésticos.

A produção de vidro plano, mesmo sem a aceleração verificada em outros setores, também continuou a crescer, puxada pela expansão da indústria automotiva e, principalmente, da construção civil. Cruzou a marca das 200 000 toneladas anuais na entrada da década de 1980.

Mais significativo, porém, do que esse crescimento da produção física, era a apreciável melhora técnica e qualitativa do produto.

Melhora demonstrada, por exemplo, no envidraçamento da torre do Hotel Nacional no Rio de Janeiro em 1964 e da delicada estrutura do Teatro Nacional de Brasília em 1967, e especialmente na montagem da fachada de vidro do novo prédio do Museu de Arte de São Paulo, inaugurado em 1968, com a presença da rainha da Inglaterra Elizabeth II. Para esta complexa operação, as placas de 6 metros de altura por 1,20 metros de largura e 180 kg de peso, as maiores já feitas no país, foram produzidas em Caçapava pela Providro e instaladas na avenida Paulista, em São Paulo, pela M. Simões com caixilhos e apoios especiais para suportar uma oscilação de até 20 centímetros. O museu foi inaugurado com pompa e circunstância e nenhum vidro quebrado.

Vidro
Museu de Arte de São Paulo.

Encontram-se na arquitetura do Masp, do final dos anos 1960, como na arquitetura da sede dos Correios ou do Ministério das Relações Exteriores de Brasília, dos anos 1970, as provas da maturidade da indústria de vidro plano no Brasil. Ela estava pronta para uma nova etapa de modernização e crescimento, que viria a ocorrer alguns anos mais tarde com a entrada em cena do vidro float.

Blindex, marca e símbolo de vidro de segurança

A Blindex é, sem dúvida, um caso singular na história das marcas industriais brasileiras. Em tempo relativamente curto, ganhou tal expressão que se tornou mais conhecida que a própria fábrica.A que se deve isso? A vários fatores e a mais de uma circunstância, com certeza.

Primeiramente, às ilações que o nome inteligentemente provoca em torno da idéia de blindagem, resistência, proteção – todas convergindo para a idéia de segurança, sugerindo uma solução eficiente para uma questão grave, apresentando uma resposta direta a uma ansiedade das pessoas e da sociedade. Depois, ao fato de ser marca anteriormente lançada por Garelly na Argentina e introduzida por ele no Brasil, com o charme de marca vinda do exterior e muito bem-sucedida no mercado de origem. Por fim, ao famoso selo vermelho, que, além de reforçar a idéia de proteção e segurança, era de boa comunicação visual.

Colado nos pára-brisas dos carros novos, revelava imediatamente o status do seu proprietário. Não é por acaso que o tradicional selinho vermelho se mantém até hoje.

Houve outro fator determinante – aquele indispensável para qualquer sucesso –, o trabalho promocional junto ao mercado, paciente e insistente. Para ampliar as vendas no setor de arquitetura, a Blindex criou uma empresa em meados dos anos 1960, a Sesosbra, com a finalidade de promover os vidros de segurança para boxes de banheiros, portas de lojas e bancos e para a decoração de entradas de cinemas e galerias, uma coqueluche na época.

Com equipes motorizadas e treinadas para vender e colocar os vidros, a empresa teve um êxito enorme em São Paulo e, principalmente, no Rio de Janeiro. Associados à segurança, vendiam-se estética e conforto num só produto.

Assim, oferecendo proteção e conferindo prestígio, a marca Blindex ganhou os corações e as mentes da classe média brasileira. Mais do que marca, a Blindex virou sinônimo e símbolo de vidro de segurança – com qualidade e beleza.

Revolução do Float

A revolução tecnológica do vidro, promovida na Europa nos anos 1050, chega ao Brasil com a constituição da Cebrace. O país passa a produzir seu próprio "float glass".

Há quem diga que, depois de quase dois mil anos, desde a descoberta da técnica do sopro, a grande mudança na fabricação do vidro foi o sistema float. Pode haver algum exagero nessa idéia. Mas não há como negar que a introdução do novo processo em 1959 pela Pilkington representou uma revolução tecnológica na história do vidro plano.

Depois do float glass a indústria do vidro plano ascendeu a outro nível de desempenho técnico e econômico e o vidro ganhou qualidade muito superior àquela possibilitada pelos sistemas anteriores de produção. E o mais importante: estes benefícios se irradiaram rapidamente pelo mundo inteiro, na esteira da universalização do novo processo industrial promovida pela Pilkington, empresa que o criou e desenvolveu.

Vidro
Pilkington, Inglaterra. Desenho da St. Helens Crown Glassworks, por volta de 1830.

Pilkington

A Pilkington é uma das mais antigas e tradicionais companhias vidreiras mundiais, fundada na Inglaterra em 1826. Nasceu como uma pequena empresa, a St. Helens Crow Glass Company, na pequena cidade de St. Helens, de menos de cinco mil habitantes, no Centro-Norte do país. A sede continua lá, mas a companhia tornou-se um conglomerado mundial de com cerca de 36 mil funcionários e atuação industrial em 25 países, focada nos setores automotivo e de construção civil. Da St. Helens do início do século 19 nasceu o atual Grupo Pilkington, o mais internacional entre os grandes produtores mundiais de vidro.

No editorial que escreveu em 1976 para a publicação comemorativa dos 150 anos da organização, o chairman, sir Alastair Pilkington, destacou como fatores responsáveis por esse notável crescimento o pioneirismo tecnológico, a busca permanente de novos mercados, a produção afinada com as demandas dos consumidores, o reinvestimento dos lucros, o tratamento atencioso aos parceiros e clientes.

Chama a atenção a ênfase dada à tecnologia como fator chave do desenvolvimento histórico do grupo. O investimento em pesquisa e desenvolvimento não costuma ser prioridade em muitas empresas, pequenas e grandes. Mas Alastair Pilkington sabia bem do que estava falando. Herdeiro e membro da quinta geração da família Pilkington, tinha sido ele o principal responsável pelo desenvolvimento do processo float. Depois de quase dez anos de pesquisa e de experimentação, ele conseguira afinal consolidar um novo sistema de produção de chapas de vidro perfeitas quanto à planimetria e transparência, as qualidades fundamentais do vidro plano. E o segredo era simples: um tanque de estanho aquecido onde a massa de vidro derretido flutuava e se distendia de maneira controlada e de onde saía na forma de uma chapa contínua na espessura e cor desejadas.

Vidro
Pilkington, anos 1930. A chamada "dança dos tamancos" era empregada pela indústria vidreira para fixar o vidro antes do polimento.

O processo foi patenteado em 1959 e logo em seguida começou a ser licenciado pela Pilkington para outras empresas interessadas na Europa, América do Norte e Ásia. O float confirmou ser uma tecnologia de ponta e, em menos de duas décadas, tornou-se o sistema produtivo dominante na industria mundial.

Para a Pilkington, o reconhecimento das virtudes e da eficiência do novo processo pela indústria de vidro plano tornou-se uma alavanca de crescimento. O licenciamento do float glass trouxe recursos que foram investidos na sua própria expansão, dirigida principalmente para a ampliação ou criação de operações industriais em outros países da Europa e fora dela. O que acabou por mudar radicalmente o desenho geográfico da atuação do grupo.

Enquanto até os anos 1970 quase 70% do seu faturamento eram obtidos no mercado interno, em 2000, 80% das vendas, de 2,8 bilhões de libras, são realizados fora do Reino Unido.

O Brasil foi um dos mercados que atraíram bastante o interesse da Pilkington. E nas décadas de 1970-80, de fato, o grupo passou a fazer importantes investimentos no país, como parte de um plano estratégico de longo prazo para a América do Sul.

Curiosamente, não era a primeira vez que o grupo chegava ao Brasil. Houve uma experiência anterior, iniciada pela ainda Pilkington Brothers em 1922 com um escritório de importação e distribuição de chapas no Rio de Janeiro e posteriormente com uma pequena manufatura de vidro temperado – da marca Triplex – em São Paulo. Em meados dos anos 1960, porém, a empresa decidiu encerrar seus negócios no país, vendeu os ativos para a Santa Marina e retirou-se do Brasil. Decisão que, indiretamente, pode ter favorecido a expansão da Blindex.

O grupo voltou na década seguinte, resolvido a marcar presença no país como grande produtor mundial de vidro plano. Primeiro, associando-se, em 1974, a outro grande produtor mundial, a Saint-Gobain, para a fabricação de chapas de float glass no Brasil.

Depois, incorporando a Blindex e a Providro em 1979, esta, logo em seguida, foi desativada em função da produção do float. Com isso, a Pilkington ocupava boa posição nas duas pontas do mercado, da produção da matéria-prima e do processamento de produtos acabados.

Saint-Gobain

Fundada e instalada em 1693 por Abraham Thévart no bairro de Saint-Gobain, em Paris, a companhia ganhou fama como fabricante de vidro plano em chapas de grande formato.

Graças ao processo de coulage, em que a massa de vidro fundido era derramada sobre uma mesa e distendida manualmente com rolos de cobre, a Saint-Gobain conseguia produzir chapas de mais de um metro de altura. Foi a fornecedora dos vidros para a famosa Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes.

Nos séculos 18 e 19, a Saint-Gobain firmou-se como a maior indústria vidreira francesa, a ponto de virar símbolo da indústria nacional, e um dos maiores fabricantes de vidro da Europa. Em 1870, a empresa já era capaz de produzir por encomenda chapas de vidro de 25 metros quadrados.

Mas, no século 20, com a revolução industrial difundindo a tecnologia do vidro e, ao mesmo tempo, intensificando o consumo urbano, a empresa passou a enfrentar maior concorrência dentro e fora da Europa, especialmente por parte de companhias inglesas e norte-americanas. Reestruturou-se e adquiriu importantes empresas na própria França.

Reforçou-se para manter sua posição no continente europeu e ampliar sua atuação mundial.

No pós-guerra, por volta de 1950, a Saint-Gobain produzia 3,5 milhões de metros quadrados de chapas de vidro e seu plano estratégico era multiplicar esse volume rapidamente através da implantação de centros produtivos em mercados de grande potencial. Foi aí que o olhar da “velha Dama” alcançou o Brasil – o Brasil do processo acelerado de modernização urbano-industrial, o Brasil que evoluía rapidamente para se tornar o centro dos mercados sul-americanos.

Começaram então as negociações do grupo francês com os brasileiros da Vidraria Santa Marina, por volta de 1951. No final da década ambos se associaram para exercer conjuntamente o controle acionário, técnico e administrativo da Vidrobrás. Na década de 1970, a Saint-Gobain ampliou seus investimentos e assumiu o controle da Santa Marina, passando a gerenciar todas as suas atividades de fabricação e de transformação, nos setores de vidro plano e de vidro de embalagem.

Cebrace, o float no Brasil

Enquanto a Saint-Gobain tratava de consolidar seu espaço no mercado brasileiro, ocorria a revolução do float e a vigorosa expansão da Pilkington. O cenário mundial mudou completamente, inclusive no Brasil.

No mercado brasileiro os interesses dos dois players mundiais convergiram para a criação de uma joint venture destinada à fabricação de vidro plano, naturalmente já no processo float. Foi constituída então, em 1974, a Cebrace Cristal Plano Ltda., sendo o capital e os resultados divididos em partes iguais entre os dois sócios.

A primeira fábrica, a chamada Cebrace I, de 600 toneladas/dia de capacidade, foi construída em Jacareí, município paulista da mesma região do Vale do Paraíba onde já estava a Providro. Sua inauguração em 1982 marcou o início da produção de vidro cristal, ou float, no Brasil.

Vidro
Vista panorâmica da Providro e da terraplenagem para a construção da Cebrace, que seria inaugurada em 1989 em Caçapava.

Marcou também o início de uma bem sucedida parceria entre a Pilkington e a Saint-Gobain na atividade industrial de vidro plano no Brasil, por intermédio de suas filiadas brasileiras, Blindex e Santa Marina, respectivamente. Dessa parceria resultaram outras duas grandes fábricas, a Cebrace II em Caçapava, inaugurada em 1989, e a Cebrace III em Jacareí, posta em operação em 1996, ambas com igual capacidade de 600 toneladas/dia. No total, a Cebrace passou a dispor da capacidade de produzir até 1800 toneladas diárias para o mercado interno e para exportação, assumindo a condição de maior fabricante brasileira e sul-americana de vidro plano.

À primeira vista essa associação, no Brasil, entre os dois tradicionais fabricantes europeus e fortes competidores mundiais poderia parecer estranha – ainda mais que, apesar de sócios na produção, continuariam a ser concorrentes diretos no processamento do vidro plano e, portanto, na disputa dos mercados consumidores .

Do ponto de vista da moderna administração de negócios, no entanto, não há nada de estranho. As alianças entre empresas do mesmo setor de atividade são feitas por motivos diversos, como a redução dos riscos do investimento e a racionalização operacional para adequar a produção ao comportamento do mercado. No caso da Cebrace, os sócios controladores, Pilkington e Saint-Gobain, além de dividir os encargos e riscos do investimento – duzentos milhões de dólares para a primeira planta – e de estabelecer um planejamento único para a joint venture, decidiram que cada fábrica seria administrada com a autonomia necessária para que cada uma procure sempre sua melhor performance.

Os resultados tem comprovado o sucesso da parceria para os acionistas. Depois de 27 anos de sociedade, estão em curso as obras da Cebrace IV, uma nova fábrica localizada no município de Barra Velha, em Santa Catarina, e que deverá entrar em operação em 2003.

Vidro
Fabricação de pára-brisas na Pilkington. Mais segurança e melhor visibilidade graças ao processo float.

A implantação da Cebrace e a introdução do float glass no Brasil trouxe inúmeras vantagens sobretudo para o mercado brasileiro de vidro plano. Todos os segmentos foram beneficiados. Com a maior oferta de vidro, o país deixou de importar chapas e pôde acabar com o velho sistema de cotas que engessava a comercialização do produto. Com um vidro de melhor qualidade, o processamento se desenvolveu de forma extraordinária, podendo usar tecnologias mais modernas para novas aplicações nos mercados de construção, automotivo e moveleiro.

A chegada do float em 1982 foi uma revolução também no Brasil. Ele permitiu ao país não apenas completar o ciclo da substituição de importações de insumos básicos, neste caso a chapa de vidro, mas entrar no estágio avançado também da de manufaturados, passando a produzir, por exemplo, o vidro laminado para uso na indústria automotiva.

Deslizando sobre o estanho

O vidro é um material tão transparente que não esconde seus defeitos, quando existem. Ondulações, granulações, bolhas, manchas e outras deformações na sua textura e qualidade ótica podem ser percebidas com facilidade.

Naturalmente sempre foi o objetivo dos fabricantes de vidro plano produzir uma chapa de vidro na exata espessura desejada, perfeitamente lisa e transparente. Um objetivo longamente perseguido e por fim alcançado com o processo float. Nesse processo, a mistura de areia e demais elementos que entram na composição do vidro, depois de fundida no forno de fusão, vaza para um tanque onde flutua sobre estanho líquido em atmosfera controlada e de onde sai em forma de uma folha de vidro contínua para as linhas de resfriamento gradual, inspeção a laser e corte mecânico.

Ao deslizar sobre o estanho, devido às diferentes densidades, o vidro não adere nem se mistura mas estabelece com ele um perfeito paralelismo, do que resulta sua superfície perfeitamente lisa. Controlando-se a velocidade de saída da folha contínua de vidro, determina-se com precisão a espessura da chapa a ser produzida. Da mesma maneira, adicionando-se corantes à mistura original, obtem-se chapas na cor desejada, sem prejuízo da planicidade e da transparência.

Nos processos anteriores do vidro estirado, as limitações técnicas geravam restrições ao uso das chapas em certos tipos de vidros de segurança, particularmente nos pára-brisas automotivos. Com o float – não por acaso chamado de vidro cristal – essas restrições deixaram de existir. Nos pára-brisas dos carros, o sanduíche das duas folhas de vidro com a lâmina de polivinil-butiral no meio garante a transparência exigida para uma boa visibilidade e maior segurança em caso de acidente.

Crescimento e Diversificação

Na era da globalização, a indústria de vidro plano no Brasil alcança os mais eficientes patamares de qualidade e iguala-se aos grandes produtores mundiais.

Vidro

Ainda estão presentes na memória coletiva brasileira as dificuldades que o país viveu na década de 1980. Pode não ter sido uma década perdida, como ainda é lembrada por muitos, mas certamente não foi um período fácil. O déficit público, a dívida externa, a superinflação e a recessão compuseram uma mistura perigosa que, mesmo não chegando a explodir, resistiu bravamente ao tratamento de choque de sucessivos planos de estabilização.

Se a travessia daquele década foi difícil, os anos 1990 chegaram com perspectivas novas e, pode-se dizer, animadoras. A abertura econômica, a desregulamentação de diversas atividades, a flexibilização das leis trabalhistas e as privatizações prometiam injetar ânimo na economia, religar o Brasil ao mercado financeiro internacional, recuperar o interesse dos investidores e, com o aporte de capital e tecnologia, equilibrar as contas externas e superar o hiato tecnológico do país, sobretudo do setor industrial. Pouco depois, a estabilidade monetária conseguida pelo Plano Real veio completar um quadro que, se por um lado apresentava novos desafios, por outro se mostrava bastante favorável à retomada dos investimentos e do crescimento econômico sustentado.

Crescer na crise

A indústria brasileira de vidro plano levou cerca de quarenta anos para atingir a marca das duzentas mil toneladas anuais, alcançada em 1980. E levou apenas duas décadas para alcançar o nível atual, por volta de setecentas mil toneladas, incluindo a produção de vidro impresso. Como essas não foram décadas especialmente estimulantes do ponto de vista macroeconômico, ao contrário, o setor de vidro plano mostrou que aprendeu a crescer na crise, a navegar em mar grosso, a transformar as dificuldades em oportunidades.

Para manter o desempenho e um nível de crescimento constante, a indústria não deixou de investir na capacidade de produção e na logística de distribuição. Não deixou também de incentivar os seus clientes diretos, os processadores, a modernizarem as instalações, os equipamentos e a estrutura de atendimento aos consumidores.

Entre 1980 e 2000, a Cebrace, o maior fabricante de vidro plano, realizou investimentos regulares para manter sua capacidade instalada sempre acima das projeções de consumo e assegurar uma utilização efetiva satisfatória. A maioria desses recursos veio da reaplicação sistemática de boa parte dos lucros obtidos por suas fábricas. Paralelamente, instalou dois centros de distribuição de chapas em posições estratégicas, os depósitos de Recife, em Pernambuco, e de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, para atender melhor as regiões Norte e Nordeste e Sul do país.

Como nenhuma empresa ou grupo pode desenvolver-se satisfatoriamente em um setor atrasado ou estagnado, a Cebrace procurou apoiar também o desenvolvimento geral do setor vidreiro. No início da década de 1990, por meio de um programa especial chamado Incentivo ao Negócio de Vidro, INV, a empresa aplicou vários milhões de dólares em empréstimos a processadores interessados em comprar ou construir galpões, instalar docas e pontes rolantes para carga e descarga, importar fornos, mesas de corte, máquinas de lapidação ou comprar veículos preparados para o transporte de vidro. Além disso, procurou manter uma relação comercial aberta e saudável, preservando o equilíbrio de preços relativos e garantindo a todos os distribuidores e processadores o mesmo tratamento.

Os objetivos eram ambiciosos: modernizar o equipamento e adequar toda a estrutura de processamento aos padrões tecnológicos internacionais e às normas técnicas vigentes no país. Os resultados foram compensadores. A cadeia produtiva de vidro plano no Brasil alcançou um patamar de eficiência e qualidade bem próximo ao dos melhores do mundo, e a Cebrace dobrou o número de clientes diretos. Os 160 processadores e distribuidores que atendia no país no ano de sua inauguração passaram para 300 em 1999.

Diversificar e agregar valor

Maior que o desafio de aumentar a capacidade produtiva em uma conjuntura pouco favorável, era o de aumentar o faturamento e a rentabilidade. Ou seja, além de produzir mais, produzir e vender melhor, agregando maior valor ao produto.

Considerando as médias históricas baixas do consumo per capita de vidro no Brasil – consumo quase inercial, mal acompanhando o crescimento da população – e considerando que mais da metade do vidro plano produzido era, como ainda é, usado como vidro comum nas vidraças das janelas, não seria um objetivo muito fácil de alcançar. Além disso, aos problemas conjunturais do país somavam-se as condições socioeconômicas estruturais de baixa renda, instrução precária e subemprego de boa parte da população que comprometiam, como ainda comprometem, a melhora substantiva dos índices de produtividade e de consumo.

Nesse quadro e com tal diagnóstico, a estratégia recomendada era, naturalmente, a de diversificar ao máximo as linhas de produtos acabados, dos menos aos mais sofisticados, para os vários setores, segmentos e nichos do mercado consumidor de vidro. E se havia muitas condições a jogar contra, havia pelo menos duas a jogar a favor: a auto-suficiência industrial e a alta qualidade do vidro float.

O grau de diversificação alcançado pelo setor nos anos 1980 e 1990 pode ser medido pelo tamanho da lista de produtos que passou a desenvolver para os diferentes mercados.

Divididos nas categorias de vidros de segurança para arquitetura e para indústria automobilística, vidros refletivos e vidros espelhados, os produtos processados são mais de cinqüenta tipos diferentes de vidros. E se nos anos 1960-70 as estrelas foram os temperados, nas duas últimas décadas passaram a ser os laminados e os refletivos, aqueles com aplicação prioritária no setor automotivo e estes destinados mais a atender a construção civil.

As revistas especializadas ligadas à arquitetura, decoração, design, automóveis, além das publicações do próprio setor, oferecem uma boa amostra do extraordinário avanço tecnológico do processamento e da variedade de produtos processados nesse período.

Novamente, deve-se ressaltar que a grande conquista foi menos quantitativa do que qualitativa. Mais importante do que reconhecer nos selos dos carros novos a procedência nacional dos pára-brisas laminados, dos vidros traseiros temperados e dos laterais temperados e encapsulados é entender que se eles podem ser fabricados no país é porque os processadores se capacitaram a produzi-los dentro de normas técnicas e padrões de exigência de uma das indústrias mais avançadas, como é a automotiva. Isto vale igualmente para os refletivos, colocados nas fachadas de edifícios e shopping centers modernos de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e outras cidades, menos para embelezar do que para proporcionar segurança e conforto, controlando a luminosidade, absorvendo ou refletindo o calor.

O grau de diversificação no processamento da matéria-prima, na verdade, revela o nível de desenvolvimento alcançado pelo setor como um todo. Se o setor vidreiro nacional deu um enorme salto de qualidade com a introdução do processo float de produção da chapa, deu outro maior com sua capacitação técnica e empresarial para atender plenamente a demanda interna de produtos processados.

Mercados em movimento

Como em todos os demais setores econômicos, os mercados de vidro plano são diversos, dinâmicos e têm características próprias. Os principais têm sido, historicamente, o de construção e o automotivo.

Com exceção de alguns breves períodos de certo destaque do setor automotivo, foi o mercado de construção civil, ou de arquitetura, o de maior predominância ao longo do tempo. No final dos anos 1990, segundo dados da Abividro, as vendas para a construção civil respondiam por 55% do total, enquanto as vendas para a indústria automobilística representavam cerca de 25%. São indicadores gerais que, para terem melhor precisão, devem ser relativizados. Na construção a demanda e os volumes vendidos tendem a ser naturalmente maiores, porque o mercado consumidor é amplo. No setor automotivo, porém, os produtos têm, em geral, um valor unitário mais elevado e, portanto, maior valor agregado.

Nas décadas de 1980 e 1990, a dinâmica do setor fez emergir com força novos mercados, ao lado de segmentos e nichos . Foi o caso do moveleiro e do de eletrodomésticos, por exemplo, que se tornaram fatias importantes do bolo, com aplicação do vidro em quantidades crescentes na fabricação de móveis e aparelhos elétricos, no acabamento e decoração dos ambientes domésticos. Espelhos e vidros trabalhados nas portas de armários, vidros temperados e esmaltados para fogões e geladeiras, tampos e prateleiras de vidro temperado nas mesas e estantes passaram a dar um toque de leveza e elegância a salas, corredores, halls, cozinhas e quartos.

Referência de segmento de mercado que emergiu e ganhou relevância é o de reposição para o setor automotivo. À medida que os componentes dos carros passaram a embutir novas tecnologias dificultando sua produção pelo mercado secundário de autopeças, os processadores tiveram a possibilidade de incorporar à sua atividade normal esse segmento bastante rentável.

Já como exemplos de nichos de mercado surgidos em meados dos anos 1980 e ainda em desenvolvimento, pode-se apontar o de vidros blindados e de vidros especiais. Os blindados são compostos especiais de vidro, policarbonato e outros materiais para uso em automóveis e aviões e também em portas, janelas e fachadas de lojas, bancos, hotéis, escritórios e residências. São a resposta do setor à demanda crescente da sociedade por maior segurança individual e coletiva. Os especiais são os vidros de alta tecnologia feitos para determinados equipamentos, como cinescópios de televisores e monitores de microcomputadores.

Com toda essa dinâmica, o mercado de vidro plano – incluídos seus segmentos e nichos principais – ainda mantinha a estruturação definida no início da década de 1980. Uma estruturação onde se destacavam um fabricante de float, a Cebrace, e os processadores mais tradicionais, como a Blindex, a Santa Marina, a Fanavid e alguns outros, melhor capacitados a operar com linhas de produtos sofisticadas tanto para arquitetura quanto para a indústria automotiva. Um cenário, entretanto, que iria sofrer mudanças significativas nos anos 1990.

O Vidro e os Vidros

O vidro plano é um só, mas os vidros que dele se originam são muitos. Depois de milhares de anos sendo produzido, o vidro continua a manter a mesma composição - mistura de aproximadamente 70% de sílica ou areia, o agente vitrificador, e outros 30% de sódio, magnésio, alumina, potássio e cálcio, fundida e transformada em massa homogênea a 1.600ºC. Porém, dessa mistura original saem produtos de vidro plano cada vez mais diversos.

Esses vidros podem ser classificados em muitas categorias, segundo diferentes critérios técnicos, como, por exemplo, o processo de produção, o acabamento, o nível de transparência, a coloração e assim por diante. São hoje algumas dezenas de produtos, dos temperados para boxes, portas e janelas aos laminados para os setores automotivo e de arquitetura, dos refletivos para construção civil aos espelhos para o setor moveleiro e aos térmicos para a indústria de eletrodomésticos. E com o advento do processo de coating, mais aplicações. Uma delas por exemplo é o tratamento da superfície externa do vidro colocado em janelas e fachadas, para torná-lo "autolimpante": graças a esse tratamento a sujeira não adere e o vidro é lavado naturalmente pela água da chuva.

Os fornos de fusão da massa primordial do vidro podem não ser uma cornucópia. Pórem, eles não param de gerar a matéria prima que a pesquisa científica e a tecnologia, também incessantemente, transformam em novas e supreendentes aplicações. Depois de milhares de anos de existência, o vidro não perdeu o brilho. Ao contrário, nunca brilhou tanto quanto agora.

Abertura e globalização

Enquanto a década de 1980 passou para a história como a década da inflação e da recessão, a de 1990 ficou marcada como a década da abertura econômica. O que não só é verdade, como de fato este processo está diretamente ligado aos dois anteriores.

Em pouco menos de três anos, entre 1990 e 1992, o Brasil começou a desmontar um modelo de desenvolvimento econômico que havia durado meio século. O modelo baseado na proteção do mercado interno e na substituição de importações deu lugar a uma nova estrutura baseada na abertura comercial e na livre participação do capital externo na economia. A ação do Estado-empresário foi reduzida com a desestatização de diversas atividades e as próprias atribuições do poder público no âmbito econômico ganharam um sentido mais de regulação do que de atuação direta.

A desmontagem do velho modelo de inspiração nacionalista e a abertura do mercado brasileiro era a resposta de curto prazo à crise conjuntural dos anos 1980. De imediato, procurava-se romper o círculo vicioso do endividamento e da inflação com a retomada do crescimento econômico adubado pela poupança externa. Em longo prazo, o objetivo era muito mais amplo. Tratava-se de fazer um up grade geral na economia brasileira, organizacional e tecnológico, e prepará-la para uma inserção competitiva na economia mundial – prepará-la para a globalização que se anunciava.

Foi uma brusca e forte correção de rumo, que inevitavelmente provocou alguns solavancos.

Mas a abertura foi bem-sucedida, mesmo com os ajustes ainda em curso. São inquestionáveis, por exemplo, os benefícios econômicos e tecnológicos trazidos pelas novas montadoras de automóveis instaladas no país, como as francesas Renault, Citroën e Peugeot e as japonesas Honda, Toyota e Mitsubishi. Não há dúvida que a redução dos direitos de importação e, sobretudo, a disponibilidade de uma base industrial, de uma infra-estrutura de serviços e de um mercado consumidor de bom potencial mostraram-se eficientes em induzir novos investimentos externos e internos e em fazê-los frutificar rapidamente.

Foi o que aconteceu também no setor de vidro plano. As facilidades tarifárias e as condições de financiamento oferecidas pelos exportadores internacionais possibilitaram o que antes era quase inviável: a importação de equipamentos de última geração para o processamento da matéria-prima. Isso impulsionou antigos e novos empreendimentos dos transformadores de vidros temperados, laminados e espelhos, como em São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Brasília, Bahia e Ceará. O mercado ganhou muito em competência nos diversos segmentos.

Da mesma forma, as possibilidades de importação da própria matéria-prima trouxeram um novo componente ao mercado. Além da produção interna, o país passou a contar também com um bom volume de chapas do México, Venezuela, África do Sul, Japão e outros países asiáticos, adquiridas por empresas de importação aqui estabelecidas. E partir de 1996, o mercado interno passou a contar com a presença de mais um fabricante, a norte-americana Guardian, grande produtora de vidro com operações em diversos países, que escolheu o Brasil para implantação de sua 19ª. unidade industrial, inaugurada em 1998 e localizada em Porto Real, no estado do Rio de Janeiro.

Em outros setores da economia brasileira, o processo pode ter andado mais devagar, mas, no setor de vidro plano a abertura e a globalização avançaram juntas e a passos largos.

Presente e Futuro

Ampliam-se as instalações, investe-se em tecnologia para atender a um mercado em expansão, cria-se nas fábricas o vidro "inteligente". O promissor futuro do vidro plano no Brasil já começou.

Tal como em outras áreas da atividade industrial no mundo inteiro, também no setor vidreiro as mudanças tecnológicas e mercadológicas tem apresentado uma notável tendência de aceleração. Enquanto até há pouco as grandes transformações levavam séculos para acontecer, hoje elas se produzem em décadas ou anos, impulsionadas por pesquisas científicas, desenvolvimento técnico e, principalmente, pelas demandas sociais.

Vidro
Estação de trem utilizando o Pilkington Profilit

Mas há ainda outro aspecto a ser considerado neste processo evolutivo, e não menos importante. As inovações atuais, continuas e rápidas, ao contrário de estreitar os limites e esgotar as possibilidades de aplicação dos produtos, parecem ampliá-las cada vez mais.

Esta pode não ser uma regra geral para toda a economia, porém, em relação ao vidro plano, trata-se de uma constatação correta e bastante adequada para o caso brasileiro.

Num piscar de olhos

Se é verdade que a história do vidro no mundo tem pelo menos seis mil anos e se os sessenta séculos dessa longa duração fossem convertidos simbolicamente para uma escala de sessenta minutos, poderia-se dizer, então, que a história do vidro plano no Brasil tem pouco mais de meio minuto.

O Brasil entrou para valer na história industrial do vidro plano há muito pouco tempo e logo avançou dos últimos lugares para disputar posições de destaque. Como gostam de dizer os velhos vidraceiros, com a memória de quem se orgulha de ter participado das várias etapas do processo, num piscar de olhos o país saiu da pré-história para a vanguarda da indústria de vidro plano.

Exageros e ufanismos à parte, o fato é real e a versão é verdadeira. A trajetória do vidro plano é, seguramente, um caso especial na história da industrialização brasileira, pela aceleração, amplitude e intensidade da sua transformação. Em algumas décadas, o país saiu de processos antigos e pouco eficientes para a melhor tecnologia de produção e processamento do vidro, saiu da dependência das importações para a auto-suficiência industrial.

Em um período muito curto de tempo, além de capacitar-se para satisfazer as necessidades internas, o Brasil conseguiu dar ao mercado padrões equivalentes aos do primeiro mundo. Além de consolidar sua base industrial, o país procurou preparar-se para a dura competição global.

O estado da arte

O Brasil, através da Cebrace, faz hoje chapas de vidro “jumbo” de vinte metros quadrados e de três até vinte milímetros de espessura para uso em arquitetura. Através da Blindex, da Santa Marina e de várias outras processadoras, produz pára-brisas laminados com a antena do rádio embutida e acionamento automático do limpador exatamente iguais àqueles utilizados pela indústria automobilística na Europa e nos Estados Unidos. Por intermédio de seus fabricantes, exporta cerca de cem mil toneladas de vidro float por ano para mercados americanos e europeus.

São algumas referências, poucas mas significativas, que atestam o alto grau de desenvolvimento da indústria brasileira de vidro plano. Que é resultado de trabalho, investimento e atenção ao desenvolvimento técnico da indústria mundial mostrado nas feiras e congressos internacionais.

Arqueamento ou Curvatura

O arqueamento é uma das técnicas secundárias mais antigas, e é característica por exemplo, da arquitetura do Período da Regência inglesa no início do século XIX.

O arqueamento repousa no aquecimento controlado do vidro até o ponto em que se torna maleável e relaxa para ser colocado num molde, seguido de resfriamento e endurecimento. Três métodos são correntemente usados: moldagem ( ou arqueamento), arqueamento preso e tenazes e arqueamento na fornalha com "esteira rolante".

No processo comum de moldagem, moldes de aço brando de espessura de mais ou menos 3mm são batidos em painel até a curvatura desejada, testando-a com toras ou mastros. O molde é pulverizado com gesso seco em pó até uma espessura de 1 a 1,5mm para proteger o vidro da superfície de metal. O molde é então colocado sobre um leito de tijolos numa carretilha, e o vidro plano, cortado exatamente na correta medida da circunferência, é colocado sobre ele. O leito é então movido para uma estufa, aquecida a uma temperatura entre 600 a 700ºC. O processo de aquecimento, arqueamento e resfriamento leva cerca de quatro horas.

O tamanho máximo de uma peça arqueada é somente afetada pela disponibilidade do próprio vidro plano e o tamanho da estufa, o que por sua vez depende da demanda . Uma estufa típica para vidro para arquitetura tem um pouco mais que 2m de largura por 1,2m de altura e 3m ou mais de comprimento.

No arqueamento com ajuda de tenazes, o vidro é mergulhado na fornalha e aquecido, depois é levantado e comprimido na forma antes de ser resfriado.

O método da esteira rolante molda o vidro enquanto ele está sendo levado lentamente, dessa forma produzindo os maiores tamanhos possíveis.

A facilidade do arqueamento depende da espessura do vidro e 10mm é a maior espessura de vidro comumente arqueada. O menor raio possível é de mais ou menos 150mm, dependendo da espessura do vidro.

Arqueamentos temperados podem ser realizados mas não estão em geral disponíveis em tamanhos maiores do que aqueles usados em pára-brisas de ônibus.

A laminação é possível, usando limadeira de resina ou uma camada de butiral polivinílico (PVB). Num processo típico de limadura com resina as duas chapas de vidro a serem laminados são arqueadas juntas com um espaçador flexível da espessura correta. Depois do arqueamento e do resfriamento, espaçadores de borda de fita adesiva são usados para criar a correta profundidade da cavidade, a resina é derramada dentro e é então curada numa "caixa de luz ultravioleta" ou simplesmente durante um tempo extra. O método de moldagem pode ser usado para fazer vidro laminado PVB, permitindo que duas chapas finas caiam juntas no molde, uma em cima da outra como é usado para pára-brisas de automóveis. Esse processo é adequado para produção em larga escala (do mesmo tamanho e raio) e não é , em geral, usada em arquitetura.

Laminação

O principal vidro de segurança depois do temperado é o laminado, que pode também ter uma variedade de outras aplicações. A larga escala do mercado de vidro laminado é bem recente; foi consolidada no Reino Unido, depois da publicação dos novos Padrões de Segurança Britânicos em 1982. O princípio da laminação é a aglutinação de duas ou mais chapas de vidro com uma camada intercalada. Há em voga duas técnicas de fabricação disponíveis.

Na laminação com resina, folhas de vidro são unidas com um espaço entre elas, formado por uma fita adesiva de dupla-face colocada em seu perímetro. Uma quantidade calculada de resina líquida, correspondente ao volume dado de ar, é derramada na cavidade. Quando todo o ar tiver sido deslocado a borda aberta é selada e o produto laminado guardado horizontalmente, enquanto a resina cura para formar a camada intercalada rígida. Esse processo tem a vantagem de permitir que uma cavidade de dimensões flutuantes (tal como é produzida com vidro moldado ou feito a mão) seja preenchida.

O método mais usual e tecnicamente mais importante, necessita do uso de uma lâmina plástica intercalada (em geral PVB). A propriedade do PVB essencialmente mais útil é que, sob calor e pressão, se converte de material translúcido em um adesivo muito forte e claro.

Sete estágios básicos fazem parte do processo usual:

Corte automático

Lavagem

Acomodação

Pré-aquecimento

Passagem por autoclave

Teste

Acabamento

Corte automático

O processo de corte para minimizar o desperdício é comum a muitos processos secundários, mas, por conveniência, somente um método completamente automatizado é descrito em detalhes aqui.

A análise dos pedidos é processada pela otimização de fôrmas computadorizadas, para definir como cortar as folhas de grande padrão desperdiçando o mínimo.

Os resultados da otimização são gravados e alimenta os controles das máquinas de corte.

Uma máquina cortadeira compreende quatro principais componentes:

Uma mesa de cortar de cerca de 7m de comprimento por 4m de largura. Inclui jatos de ar dirigidos para cima para acolchoar o vidro, e uma cortadeira automática com pontas de carboneto (carbide) de tungstênio. Com o movimento da cortadeira para cima e para baixo e transversalmente a folha é controlada pela fita magnética do otimizador.

Numa 2º mesa, com o mesmo tamanho e desenho da mesa de corte, que age como mesa de suporte, move-se o vidro marcado sobre roletes. Uma marca no vidro é lida por um mini olho automático que pára o vidro na linha das marcas; ele é levantado, e isto quebra-o.

Uma 3º plataforma é constituída de roletes e de cintas que se movem perpendicularmente. Elas servem para mudar a direção do trajeto do vidro para passá-lo entre um conjunto de rodas que se move para cima e para baixo.

Na 4ª e última plataforma de apoio, as folhas cortadas são erguidas e temporariamente empilhadas.

Lavagem

O vidro é então lavado com água desmineralizada.

Acomodação

Esse processo manual simples é realizado numa área fechada na qual a umidade e temperatura são cuidadosamente controladas: as qualidades técnicas e de vapor do PVB são críticas quanto ao seu uso.

O problema é que o PVB é higroscópico e por isso, fica ligeiramente pegajoso às temperaturas ambientes. Os produtos europeus e americanos são enviados em caminhões refrigerados para manter o material abaixo de mais ou menos 10ºC e seco. Uma vez enviado, o material tem que ser mantido à mesma temperatura até o momento de uso. Alguns produtos japoneses são pulverizados para manter as superfícies enroladas separadas mas isso demanda lavagem, e certos produtos são mais difíceis de pré-aquecer no processo de laminação.

Os rolos de PVB de 300 - 400m de comprimento são mantidos numa sala fresca adjacente. As espessuras mais usadas são as de 0,38mm; 0,76mm e 1,52mm. O produto de 0,38mm é usado para o vidro grosso comum, laminado, de 6,4mm, combinado com duas folhas de 3mm produzidas pelo processo de flutuação. Depois de removido para a sala de laminação, o material leitoso opalescente é desenrolado e cortado no tamanho exigido.

Pré-Aquecimento

Após a acomodação manual do vidro e do PVB, o produto laminado é retirado da sala e passa em roletes através de uma prensa de reaquecimento. A temperatura é mantida a cerca de 200ºC, e a ação secadora remove o ar, aquece o material e dá adesão ao produto permitindo que seja erguido como uma unidade laminada. Nesse estágio o material é transparente, mas não limpo.

Imersão em Autoclave

As folhas laminadas pré-aquecidas são então retiradas e colocadas numa autoclave aquecida eletricamente. As folhas empilhadas são aquecidas de 145ºC a 150ºC a pressão de 152lb por polegada quadrada. "Cozinhá-las" leva quatro horas com um aquecimento mais alto de 90 minutos, terminando com um resfriamento até a temperatura de 45ºC, na qual a pressão do ar é relaxada. A passagem pela autoclave transforma o PVB opaco em um adesivo claro e a pressão remove todo o ar. Durante esta passagem pela autoclave pedaços de 300mm2 são também cozidos para teste.

Testes

Isso é fundamental para o controle de qualidade, e é também usado como um método de prova para técnicas e variações no material. Os testes principais incluem impacto e mudança circunstancial.

Os testes com impacto de socos envolvem derrubar uma bola de meia libra de diferentes altura ( 0 pés no caso de vidro laminado de 6,4mm) O modelo resultante de fragmentação / ruptura é uma medida da adesão do laminado e da instabilidade do PVB.

No teste circunstancial o laminado é fervido em água por duas horas. O PVB é liberado com um teor de vapor de 0,35 e os testes mostram que se este sobe, a adesão cai.

Os testes têm mostrado que as variações nos procedimentos de produção podem afetar consideravelmente a adesão. Em geral, a adesão é melhor quando os dois lados expostos ao ar, do vidro em flutuação, são ligados ao PVB - o que pode começar a ter importância sob certas circunstâncias.

Também, foi demonstrado que a pequena quantidade de vapor depositada inseparavelmente sobre a superfície do vidro pode efetivamente contribuir para a adesão.

As fábricas de PVB muito auxiliam ao recomendar o uso de seu produto e fornecem grande quantidade de informações sobre o processo de laminação.

Acabamento

Em seguida à passagem pela autoclave, o produto laminado é limpo e empilhado para ser enviado.

Produtos

A produção normal de vidro laminado PVB de 6,4mm pode representar até três quartos da produção total de um fabricante. Entretanto, há muitos produtos laminados diferentes. A laminação é um processo de grande importância nas indústrias de aviação e veículos, onde pouco peso, alta resistência e segurança são essenciais. Está adquirindo importância crescente na construção. A habilidade para produzir um produto transparente, laminado a temperaturas relativamente baixas, oferece grande versatilidade: um só produto com muitas propriedades. Os fabricantes se declaram vivamente interessados em discutir novos produtos, que são facilmente desenvolvidos numa indústria essencialmente artesanal. Com as preocupações sempre crescentes com segurança e confiabilidade, tais discussões são importantes para o futuro.

Gravação

A gravação se apoia no fato de que o vidro é sujeito ao ataque de alguns ácidos, notadamente ácido hidrofluorídrico. O resultado, às vezes chamado "foscamento", é uma superfície opaca no lado submetido à corrosão pelo ácido, produzindo ( quando cuidadosamente controlado), uma superfície regular translúcida, opaca. Vapores ou banhos do ácido podem ser usados dependendo do que se pretende, uma gravação profunda ou somente uma superfície levemente fosca.

Um termo comum usado para descrever o processo simples é gravação com "ácido branco". O uso de ácido hidrofluorídrico por si só, dissolve a superfície do vidro mas pode deixá-la relativamente clara. Uma combinação de ácido hidrofluorídrico e um alcalino como bifluorido de sódio, produz um acabamento áspero, fosco, branco, leitoso.

Um tratamento posterior com ácido hidrofluorídrico diluído clareia a superfície fosca para produzir um acabamento de "ácido matizado" que é mais translúcido e fácil de limpar. Tratamentos posteriores produzem o que é conhecido como acabamento "acetinado", a mais delicada forma de acabamento por gravação.

A gravação pode ser usada para criar desenhos gráficos no vidro. Cera é aplicada para criar "resistência" na superfície do vidro, e o desenho desejado é cortado na cera para revelar o vidro embaixo.

O ácido não ataca a cera e a gravação só tem lugar onde o vidro fica exposto. O uso de "resistências" em vários estágios de gravação múltipla é usado para criar desenhos no vidro.

Uso do Jato de Areia

O jato de areia é o outro meio convencional de gravar a superfície do vidro. A técnica mereceu crédito após ser patenteada por Benjamim Tilghman em 1870. Ele era um físico da Filadélfia, e sua patente era para o processo que envolvia uma corrente de areia impelida por vapor, ar ou água para aguçar, perfurar, moer, recortar e pulverizar ou gravar pedra, metal, vidro, madeira a outras superfícies duras e sólidas". Desde 1870, a técnica floresceu em muitas indústrias, e a areia tem sido substituída por uma variedade de outros materiais cortantes, como grãos de coríndon. É possível cobrir certas partes da superfície do vidro para mantê-las intocadas e a técnica é usada por artesãos do vidro.

Esmaltagem Cerâmica

Os anos 80 assistiram à extensão do uso da esmaltação serigráfia sobre o vidro. Essa técnica existe (até agora) como um primo relativamente menos aperfeiçoado do que a tecnologia de película fina, já que modifica a aparência e o desempenho do vidro pelo uso de uma técnica de revestimento de superfície muito menos complexa.

A chave para a esmaltagem é a fusão de uma "tinta" cerâmica na superfície do vidro à temperatura de solidificação de cerca de 620 a 650ºC, na qual o menor amolecimento do vidro cria uma aderência fundida e uma superfície de esmalte muito resistente, efetivamente tão dura quanto o próprio vidro.

Depois de cortadas nas dimensões necessárias para a folha, os recortes do vidro são torturados (as bordas reservadas). As chapas são então lavadas antes de serem conduzidas sobre as mesas planas rolantes, normais, que se usam para transportar vidro, até a mesa de serigrafia.

A própria serigrafia usa as telas usuais de poliester impressas fotograficamente como as que são usadas e outros processos de arte, com um tamanho de malha visual em torno de 90 linhas/cm. A moldura de serigrafia é colocada em contato com o vidro e a tinta cerâmica especial, que pode ser liberada por uma ranhura no revestimento e cobertura, é então "esfregada" através da tela sobre o vidro.

O vidro é então movido rapidamente para uma câmara de secagem onde é secado ou à temperatura ambiente por 12 horas, ou mais rapidamente a 90ºC. Limpeza é essencial neste estágio para manter a tinta úmida livre de partículas de poeira.

Depois de seco, o vidro é solidificado, o lado revestido virado para cima, à temperatura normal de 620º a 650ºC. A natureza da tinta cerâmica, particularmente por seu teor de chumbo, provoca a fusão da tinta na superfície recém-amolecida do vidro, e forma uma superfície de esmalte vitrificado resistente, quase tão forte quanto o próprio vidro, e perfeitamente aderida a ele. A adesão e a resistência são tão boas que o vidro pode ser polido/revestido na superfície externamente; mas isto, em geral não é aconselhado, uma vez que o chumbo na tinta pode se transformar em sulfeto de chumbo se exposto ao tempo, o que escurece as cores.

Todas as cores estão disponíveis com a condição de que a cor final pode unicamente ser fixada quando a queima já tiver sido realizada, uma vez que a tinta muda de cor no processo de solidificação.

Depois de solidificado, o vidro é, freqüentemente, imerso em calor, num processo semelhante ao descrito para a solidificação em geral.

O tamanho máximo das chapas é comandado pelo tamanho da estufa de solidificação.

Inicialmente, vidros esmaltados eram para uso decorativo ou de escurecimento interno. Entretanto, a Pilkington, por exemplo, está estabelecendo seus critérios de desempenho de transmissão que são diferentes dos vidros tintos ou revestidos de fina película. A tinta cerâmica tende a bloquear todas as freqüências igualmente em vez de seletivamente, o que causa a diminuição da transmissão da luz ao custo da transmissão completa por coberturas de alta porcentagem. Por exemplo, uma cobertura de cerâmica branca de 100% proporciona uma transmissão de luz translúcida de 25%, mas até 40% de transmissão total de calor.

A esmaltagem com tinta cerâmica oferece toda uma nova série de produtos para um arquiteto interessado em explorar o vidro, obtendo vários graus de transparência e translucidez na mesma peça. Edifícios significativos já foram construídos no fim dos anos 80 exemplificando esses novos meios de expressão.

Vidraças de folhas múltiplas

Nas últimas décadas, as vidraças de folhas múltiplas tornaram-se uma enorme indústria nos países desenvolvidos, transformando-se mais e mais em padrão em todos os tipos de construção.

Os benefícios da dupla ou múltipla vidraça foram conhecidos durante séculos mas sua implementação bem sucedida requer que as folhas duplas possam ser abertas para limpeza ou que sejam seladas hermeticamente. A proliferação de fábricas e produtos de dupla folha, relativamente recente, é um resultado direto da solução desses problemas de fabricação, relacionados ao fechamento hermético do perímetro. A tecnologia, ainda baseada essencialmente no artesanato, está agora tão bem direcionada que uma grande cidade no mundo desenvolvido pode incluir dúzias de contratantes de vidraças duplas.

Precisa-se apenas de um depósito para os materiais e uma sala limpa mantida a um grau baixo de umidade relativa que pode ter 10m2 ou menos do que isso.

Numa fábrica usinal, 5 processos são realizados

O preenchimento dos espaçadores com o material de conexão molecular

A moldagem dos espaçadores

Adesão dos espaçadores à primeira lâmina de vidro

Adesão da segunda lâmina de vidro

Aplicação do selante de bordas.

Preenchendo os espaçadores

As duas lâminas de vidro são separadas por extrusões de alumínio ocas incorporando fendas de aproximadamente 0,5mm por 1,0mm. As extrusões são preenchidas com bolinhas esféricas de peneira molecular de aproximadamente 1,5mm de diâmetro. A peneira molecular é altamente hidroscópica e mantém a cavidade a um nível muito baixo de umidade.

Moldando os espaçadores

As extrusões são cortadas no comprimento, unidas em ângulo de 45° ou arqueadas no molde para formar caixilhos para a adesão ao vidro.

Primeira adesão

As extrusões são então coladas à primeira folha de vidro. O adesivo usado no sistema de dupla selagem aqui descrito é o polyisobutileno.

Segunda adesão

A segunda folha de vidro é então colada ao outro lado da extensão e a umidade combinada é pressionada entre cilindros. A junta molecular começa a absorver vapor d’água tão logo seja liberado na atmosfera para preencher a extensão. No fechamento da unidade selada, sua ação hidroscópica remove qualquer vapor de água existente na cavidade e, mais tarde, absorve qualquer umidade que passe através do selo.

Selante das bordas

Isto pode ser colado a mão ou automaticamente, o que acontece cada vez mais. O material usado é, em geral, um polisulfeto em duas partes. Alternativamente selantes de poliuretano ou silicone podem ser usados.

O desempenho da selagem é crítico durante a longa vida útil da unidade, e a perfeita selagem da extensão de alumínio com as folhas de vidro depende, em certo grau, do nivelamento do vidro.

Recentemente na Europa, uma fábrica importante foi prejudicada por produzir vidro com pequenas ondas, o que levou muitos fabricantes de vidraças múltiplas a mudar de fornecedor.

Técnicas mais complexas para vidraças múltiplas estão agora disponíveis, incluindo algumas com cavidades preenchidas com gases neutros. Elas trazem projetos com uma enorme variedade de produtos onde vidros claros, tintos, revestidos e laminados de qualquer espessura podem ser combinados. O processo todo pode ser agora inteiramente automatizado desde a seleção dos vidros no estoque feita pelo computador.

Revestimentos

O desenvolvimento de técnicas de revestimento com película fina revolucionou a vidraria e provavelmente continuará a fazê-lo.

O vidro em si é um material maravilhosamente variado, e a destreza dos fabricantes de vidro explorou por longo tempo as variedades de cor e desempenho resultantes da alteração química e técnicas de moldagem existentes.

Entretanto, com a emergência de tecnologia micrométrica na qual os materiais podem ser depositados em espessuras medidas em milionésimos de milímetros, materiais habitualmente opacos podem ser transformados em transparentes. Isso oferece ao projetista de vidraças, a totalidade de materiais do planeta, já que, virtualmente todos eles, se suficientemente finos, podem ser transparentes.

A categorização de técnicas de revestimento é complicada pelo fato de que a descrição científica exata relaciona-se ao método pelo qual o material é depositado, enquanto o fabricante, está interessado apenas no lugar que tal processo ocupa na sua seqüência de produção.

Assim, embora haja três técnicas genéricas de formação de película fina, é sempre convenientemente dividir os métodos de revestimento, ou de modificação de superfície, entre os usados na linha de fabricação durante o processo de flutuação e os usados fora dela. Mas as técnicas usadas na linha são particularmente interessantes para o arquiteto porque proporcionam uma superfície resistente.

Revestimento on-line (durante a fabricação)

Esse método oferece uma série extremamente útil de produtos na qual, o material usado pode ser lançado sobre a superfície do vidro enquanto ele está sob temperaturas muito altas, alcançadas durante a flutuação e a têmpera. De muitas formas, os vidros revestidos durante a fabricação oferecem os produtos mais vantajosos. O revestimento é intrinsecamente resistente, e o vidro pode freqüentemente ser colocado com a superfície revestida para dentro ou para fora do edifício.

A desvantagem da técnica é que, em geral, só é possível aplicar uma ou duas camadas.

O material pode ser aplicado sobre o vidro enquanto ainda está no banho de flutuação ou no lehr de resfriamento (têmpera), ou mesmo, no intervalo entre os dois, o chamado intervalo - lehr.

No processo de modificação de um banho de flutuação típico, íons de metal (partículas carregadas eletricamente) são atraídas para dentro do vidro por uma força eletromotiva, enquanto ele ainda está em estado fundido.

O "Spectrafloat" da Pilkington, hoje anulado, era fabricado por esse método (usando íons dirigidos), enquanto o "Reflectafloat" posterior usa um processo químico de sedimentação de vapor.

Outros revestimentos feitos durante a linha de fabricação, incluem revestimentos pirolíticos (a fogo) nos quais, os materiais espalhados sobre o vidro, muitas vezes no "intervalo - lehr", sofrem pirólise quando atingem o vidro entre 600 e 650°C.

Nos EUA desenvolveu-se técnicas desse tipo. Esses revestimentos fazem efetivamente parte da superfície do vidro, e não apenas acomodam-se sobre ela; além disso, compartilham de intrínseca resistência e durabilidade.

Em termos das técnicas genéricas de formação de película estas, descritas abaixo, são técnicas químicas de sedimentação de vapor. Elas se apoiam sobre a reação química entre vapores sob alta temperatura formando películas sólidas delgadas que se condensam sobre o vidro.

Um exemplo é a fabricação de camadas resistentes de óxido de estanho. Num processo característico, cloreto de estanho convertido em vapor (SnCi4) e nitrogênio são transportados para vários locais em forma de lâminas, que aceleram os vapores. Conforme os vapores se aproximam e encontram a superfície quente do vidro, acerca de 650°C, uma reação química ocorre para formar óxido de estanho e cloreto de hidrogênio. O óxido de estanho é depositado na superfície do vidro e uma medida entre 0,5 e 1 mícron (500 e 1000 nanômetros). A espessura efetiva da película está na ordem de 20 a 120nm.

Uma variedade de materiais pode ser acrescentado durante a fabricação, incluindo a própria sílica, que é usada para fabricar produtos refletores de luz, como o "Reflectasol" da St. Gobain.

Esses revestimentos têm vantagens de resistência e muitas vezes, de economia. Porém, eles interferem nos critérios do processo de flutuação e são dominados por ele. Isto cria problemas técnicos e de produção e dificuldades associadas de previsão de mercado e estocagem.

Suas vantagens perdem cada vez mais para a flexibilidade dos revestimentos realizados fora da linha de fabricação, usualmente chamados:

Sedimentação por solução

Sedimentação por vapor químico

Sedimentação por vapor físico

Sedimentação por solução

Um exemplo característico de sedimentação da película de metal conforme descrição abaixo, é o revestimento convencional de um espelho prateado com películas.

Prateação

A fabricação de espelhos é uma das mais antigas técnicas na indústria do vidro. A necessidade humana de espelhos teve um importante impacto sobre a indústria do vidro em geral, por causa da necessidade preponderante de superfícies paralelas, opticamente planas e vidros de alta qualidade. Os fabricantes de espelhos de Veneza formaram sua corporação em 1569, cuja filiação assegurava-se pela técnica de achatamento e polimento de um vidro cilíndrico soprado, seguido da aplicação da camada refletora de amálgama de mercúrio e estanho (uma técnica desenvolvida em Veneza 250 anos antes). Uns cem anos depois, uma corporação equivalente foi estabelecida na Inglaterra.

Até a metade do século XIX, espelhos eram fabricados pelo vidro em flutuação em contato com a lâmina de estanho revestida. Até que em 1840 a prateação foi descoberta, o que envolvia sedimentação química. Caracteristicamente, nitrato de prata e uma solução redutora eram derramados sobre vidro de alta qualidade perfeitamente limpo. A prata metálica sedimentava-se em contato com o vidro em questão de minutos.

Com a emergência da tecnologia da película finn (fina), os espelhos podem ser agora fabricados de várias formas, mas muitos acreditam que a melhor forma para obter espelhos perfeitos ainda é a sedimentação química de prata, usando a técnica de pulverização (spray), descrita nos parágrafos seguintes.

Uma moderna instalação padrão de prateação contínua é uma linha automatizada de até 100m de comprimento. As intensidades de prateação e o vidro a ser usado, têm de ser da mais alta qualidade, com uma superfície perfeita, livre de manchas.

Nem todos os fabricantes suprem essas necessidades.

Os processos de produção são os seguintes:

Lavagem

Sensibilização com óxido de estanho

Revestimento de prata

Revestimento de cobre

Secagem

Pintura

Secagem

Cozimento

Resfriamento e lavagem

Lavagem

Deixa-se cair o vidro em queda livre e então, ele é colocado sobre roletes passando por um processo de limpeza. Cinco painéis oscilantes equipados com escovas circulares em discos por baixo, limpam a face superior utilizando uma solução muito fraca de rouge de joalheiro (óxido férrico hidratado). O vidro passa então por três lavadoras para remover todo o pó em excesso.

Sensibilização com estanho

O vidro passa em seguida por uma pulverização com solução de estanho, e é lavado outra vez. O estanho sensibiliza a superfície do vidro e intensifica a formação da prata no processo seguinte.

Revestimento com prata

Isto é levado a efeito numa câmara de vidro. O vidro é passado sob tubos oscilantes com bocais embaixo, os quais pulverizam nitrato de prata e um ativador (amônia). Os elementos químicos se misturam acima do vidro e a prata se precipita, numa reação química, para sedimentar-se sobre a superfície do vidro ativada por óxido de estanho. O material excedente é retirado sob lavadoras.

Revestimento com cobre

É necessário para evitar que a prata embace em contato com o ar, tornando-se preta. Pulverizadores oscilantes misturam sulfato de cobre e amônia, o que precipita o cobre em contato com a prata.

Secagem

O vidro revestido é secado com ar.

Pintura

Os processos seguintes envolvem a aplicação de uma camada cozida de tinta para proteger as camadas de baixo. Uma tinta de nafta e chumbo recobre a superfície do vidro revestida de cobre. É preciso passar o vidro sob um cilindro que gira continuamente deixando cair uma cortina de tinta sobre a linha de produção, recolhida em um reservatório de reciclagem embaixo. Quando o vidro se aproxima da cortina, a linha acelera-o, proporcionando uma cobertura regular.

Secagem

O vidro pintado é novamente seco no ar.

Cozimento

O vidro é então passado através de fornos de cozimento à temperatura de até 120°C.

Resfriamento e Lavagem

O vidro é finalmente resfriado e lavado antes de ser cortado e estocado.

Produtos

Os espelhos são talvez mais usados em mobiliário do que em arquitetura. As metas de produção da indústria são de fazer chapas maiores de espelho para estocagem e distribuição em chapas grandes, ou para cortá-las segundo os pedidos na fábrica. As espessuras podem variar entre 2mm e 10mm, sendo que as mais comuns têm entre 4mm e 6mm.

A largura máxima de vidro que pode ser prateado depende da instalação mas é, em geral, de 2600mm. O comprimento máximo é limitado apenas pela necessidade de virar as chapas no final do processo. Normalmente, têm 4m.

Trabalho das bordas e escantilhamento

A produção de espelhos caracteriza-se pelo trabalho das bordas e escantilhamento que são em geral, realizado em uma indústria de prateação.

As bordas podem ser trabalhadas de modo a obter diferentes superfícies, da aparência áspera, esbranquiçada do vidro até a polida, brilhante. O acabamento é o resultado do abrasivo ou polidor usado e da solução de rouge de joalheiro empregada.

O trabalho complexo das bordas é feito por um artesão especialista que as movimenta manualmente de encontro a "rodas de fiar".

Desgaste reto das bordas e polimento

Em peças pequenas, trabalha-se cada lado isoladamente, recolocando a chapa à frente da máquina de polimento por quatro vezes, uma vez para cada borda. O trabalho comum das bordas é normalmente feito em duas bordas, com duas máquinas trabalhando simultaneamente.

Escantilhamento

Usa-se uma máquina apropriada. A comprida máquina pode desenvolver muitos graus diferentes de desgaste ou polimento da superfície nos escantilhados.

Revestimento profundo

A imersão ou revestimento profundo baseia-se no princípio de imergir o vidro em uma solução do material a ser sedimentado, drenando-o, para deixar uma película, e então aquecendoo-o para produzir uma camada pirolítica. A produção de películas delgadas e regulares requer grande sofisticação da técnica.

No método do revestimento profundo, o vidro perfeitamente limpo é abaixado até o tanque que contém a solução revestidora, e depois, cuidadosamente puxado a uma velocidade constante. A retirada é suave e lenta, medida em relação à velocidade de evaporação do solvente, para assegurar que seja minimizada a quantidade de substância sobre o vidro que escorre para baixo na medida em que sua superfície é erguida. A solução está em um líquido volátil que evapora depressa e passa por hidrólise e condensação. O vidro é então cozido a 650°C para produzir a camada de óxido dura e transparente de cerca de 70nm de espessura.

Grandes tamanhos de substrato podem ser usados até a medida de 3m por 4m. Os produtos incluem vidros reflexivos (espelhados) de controle solar, como o "IROX" da Schott e camadas multi-profundas para formar camadas interferentes.

Películas orgânicas podem também ser aplicadas por imersão, sobrepondo ambas as faces do vidro simultaneamente. O material em questão é dissolvido em um solvente volátil e adicionado a um tanque de água purificada. O solvente evapora e o material forma uma camada na superfície que se torna "monomolecular" por uma peça corrediça. A imersão repetida do vidro no tanque reveste-o, mono-camada por mono-camada. Esta é uma tecnologia bastante nova, mas potencialmente muito interessante.

Sedimentação por vapor químico

Consiste na produção de uma película sólida por meio de reação química entre vapores, exatamente acima, ou efetivamente sobre o vidro. Uma técnica característica de linha de produção para sedimentar óxido de estanho já foi descrita anteriormente.

A sedimentação por vapor químico pode ser realizada sob pressão atmosférica, método usado na indústria da Pilkington. No caso do "Reflectafloat" (Pilkington), por exemplo, também são usados processos sob baixa pressão.

Uma variante da sedimentação por vapor químico é o revestimento por pulverização, no qual os materiais estão em forma de gotículas em vez de vapores. Caracteristicamente, uma solução de cloretos de metal em água, ou outro solvente, é convertida com um gás portador (ar, nitrogênio ou argônio) dentro de aerosol, e depositada sobre o vidro que passa por múltiplos locais.

Tanto a sedimentação por solução ou por vapor químico dependem, até certo ponto, das características químicas dos materiais: a capacidade que têm certas substâncias de se dissolver em outras, e seu comportamento enquanto se movem dentro e fora da combinação química, ou os vários estados ou fases em que podem aparecer. A escolha dos materiais que podem ser utilizados depende dessas contingências.

Entretanto, a flexibilidade das técnicas de sedimentação de vapor físico, particularmente em seus mais recentes avanços, abriu um novo futuro para o vidro. Em resposta a tudo isso, estão tratadas aqui detalhadamente.

Sedimentação por vapor físico

O processo depende de uma técnica muito mais direta: a vaporização de uma substância e sua liberação subseqüente, de forma muito regular, em porções mínimas, para um substrato. As técnicas se caracterizam pela sua capacidade de sedimentar quase todo tipo de material como revestimento.

Há três técnicas básicas:

Evaporação

Bombardeio de partículas

Chapeamento (laminação) com íons

Evaporação

As formas comuns de sedimentação por evaporação utilizam um raio direcionado de elétrons ou aquecimento direto. Uma corrente de elétrons é focalizada sobre um metal contido num crisol, mantido como um ânodo, cuja carga positiva acelera os elétrons. A energia da corrente derrete o metal e então evapora. O material gasoso é contido dentro de um ambiente a vácuo muito alto, para aumentar o fluxo de material vaporizado para o substrato.

As técnicas de evaporação têm a desvantagem de que a fonte da substância evaporável é uma só, e são necessárias várias fontes para se obter camadas uniformes. Todavia, o alto grau de evaporação e pureza do revestimento tem feito dela uma importante tecnologia, usada, por exemplo, na indústria Libbey-Owens-Ford Varitran, instalada em 1967.

Outra desvantagem do processo de vaporização com raio de elétrons é seu caráter de alta temperatura, alta energia e alta voltagem; a técnica está sendo, cada vez mais, substituída pelo bombardeio por partículas magneticamente intensificadas.

Bombardeio de partículas

Trata-se de uma tecnologia surpreendentemente antiga que utiliza íons positivamente carregados de preferência, a elétrons negativamente carregados. Foi descoberta em 1852, algumas vezes usada para a fabricação de espelhos de 1970 em diante, e, nas décadas de 20 e 30, foi empregada para aplicar películas de ouro a tecidos e matrizes de cera dos fonógrafos.

O princípio do bombardeio de partículas é notável: um alvo é bombardeado por íons que deslocam fisicamente seus átomos, fazendo com que deixem a superfície e atinjam o substrato aderindo a ele. Assim, uma película se forma devagar. A lentidão de sua construção foi um motivo para que a técnica fosse muito aplicada até os anos 60. A partir daí, o aperfeiçoamento do bombardeio magneticamente intensificado, notadamente pela Airco Temescal nos EUA e outros, colocou a técnica na vanguarda da tecnologia da película fina.

O bombardeio, ao contrário das técnicas com raios de elétrons, pode operar não só sobre elementos puros mas sobre ligas e compostos. Pode ser também efetuada em ambientes com gás de alto vácuo usando oxigênio ou nitrogênio para criar óxidos e nitratos com novos desempenhos. Além disso, é um processo ideal para a criação de películas extremamente finas e completamente controladas, perfeito para a nova geração de revestimentos em camadas múltiplas, fabricados sob medida em nosso tempo.

O bombardeamento magneticamente intensificado é agora uma técnica usada mundialmente, com instalações econômicas que custam entre 5 e 10 milhões de libras, adotadas por muitas indústrias secundárias.

No bombardeamento "planar-magnetron", uma folha de vidro é colocada numa câmara a vácuo onde há um alvo, que é um cátodo especificamente desenhado, e o gás de bombardeio. Aplica-se uma carga negativa ao cátodo e uma descarga rubra (ou plasma) incendeia-se dentro da câmara à pressão adequada do gás. Átomos do gás positivamente carregados são atraídos para o alvo, e atingem-no com tanta força que fazem com que os átomos do alvo sejam expelidos para sedimentarem-se por sobre ele.

Uma instalação completa de bombardeio compreende:

Recepção e estocagem

Corte

Revestimento

Testes

Empilhamento

Recepção

A fábrica recebe dois conjuntos de produtos para processamento:

Tamanhos já cortados ou produto solidificado conforme os pedidos,

Produto temperado em grandes pedaços próprios para estoque, de 6m por 3m, para corte, revestimento, e então estocagem.

Corte

Este estágio é em geral efetuado com o cortador otimizador da forma descria anteriormente.

Revestimento

O processo de revestimento compreende os seguintes passos:

Polimento da superfície

Primeira lavagem

Secagem

Segunda lavagem

Secagem

Redução da pressão da câmara hermética

Bombardeio em câmara tripla

Normalização da pressão da câmara hermética

Verificação

O vidro é esfregado por três conjuntos de escovas rotativas; é lubrificado com água e ceri-rouge para purificar e polir a face superior. O rouge é então lavado e retirado com escovas rotativas paralelas à superfície e secado com ar quente.

Em seguida, o vidro é lavado mais perfeitamente num grande lavador e secado sob pressão positiva (para manter fora o ar externo) dentro de uma câmara envidraçada, depois disso está pronto para entrar na primeira câmara de vácuo.

A pressão muito baixa nas câmaras de bombardeio e o objetivo de manter a produção em andamento razoavelmente contínuo, requer redução de pressão através de dois compartimentos herméticos, ambos grandes o suficiente para receber o tamanho máximo de folha de vidro.

Efetua-se o revestimento em várias câmaras. As primeiras máquinas consistiam em 2 ou 3 câmaras, as posteriores compreendiam 5 ou mais. Cada câmara se caracteriza por três posições do alvo de cátodo, oferecendo potencial para que 9 a 15 materiais de alvo possam ser bombardeados sobre o vidro que passa embaixo. Cada posição de alvo tem um pequeno visor de cerca de 20 mm de diâmetro, através do qual a névoa da descarga azul do plasma pode ser vista. Os alvos têm a forma de anéis de metal alongados de aproximadamente 2,5 m de comprimento por 300mm de largura.

O bombardeio gradualmente escava o material do alvo até formar um vale ao redor do anel, e o material pode ser devolvido ao fornecedor para recondicionamento, uma vez gasto.

Depois de revestido, o vidro bombardeado passa por normalização da pressão na câmara hermética. Trata-se do processo inverso ao do início, de novo realizado em 2 ou mais câmaras. O produto revestido é sujeito a uma verificação visual pelo supervisor numa cabine situada no final da instalação do processo.

Cada folha revestida é finalmente erguida verticalmente e empilhada com camadas intermediárias de fino poliestireno ou folhas de papel enroladas.

Produtos

Os produtos podem ser de vários tipos, obtidos pela manipulação de 5 variáveis:

A velocidade segundo a qual o substrato se move

A voltagem do cátodo

A variedade de vidros usada

A variedade de materiais de alvo usada

O gás na câmara.

As pobres características de adesão das camadas em formação e sua fragilidade exigem o uso de materiais para múltiplo revestimento. Um produto padrão de baixa emissividade (low-E) compreende as seguintes camadas:

- óxido de estanho (alvo de estanho em ambiente de oxigênio).

- prata (alvo de prata em ambiente de argônio).

- "scavenger" (produto não especificado, confidencial, empregado para evitar a oxidação da prata na entrada da câmara final de revestimento, que possui um ambiente de oxigênio).

- óxido de estanho (alvo de estanho em ambiente de oxigênio).

Esse processo produz um material de colorido neutro. O uso do cobre, em vez da prata, em argônio, produz um material tingido.

Controle de qualidade e registro dos constituintes do produto, realizados a cada lote e verificação, são essenciais para o processo, tanto em termos de pesquisa como de desenvolvimento. Garantem também pedidos iguais que se repitam.

Verificação

De cada lote produzido, tira-se 1m2 de amostra, que é cortado e testado em relação à transmissão de luz e cor. Pode ser guardado numa biblioteca para futura verificação e para atuar como peça piloto para pedidos de substituição, para assegurar o controle de desempenho e cor.

A transmissão e a reflexão são testadas numa pequena máquina com leitura digital que fornece, diretamente, porcentagens de transmissões ou reflexões.

A cor é testada num spectrogard, ou máquina similar; também na reflexão e transmissão, em ambas as faces, revestida e não revestida. A medição sofisticada da cor é essencial, já que fornece um método exato e científico de controle da cor, descartando a subjetividade do olho humano. Em geral, a cor é definida por coordenadas, amarelo em cima para azul em baixo verticalmente e verde à esquerda para vermelho à direita horizontalmente. Todas as cores podem ser posicionadas com referência a essas coordenadas, ambos os tipos de máquina são habitualmente instrumentos para uso sobre pequenas mesas. Instrumentos para verificar a transmissão da luz de diferentes comprimentos de onda são também usados com a finalidade de pesquisa.

O fluxo de produção normal é regularmente equilibrado entre produtos reflexivos de controle solar e revestimentos low-E, para ambos os casos: estoque de vidro temperado e vidro sólido pre-encomendado. As medidas dependem do tamanho da câmara a vácuo e podem ser de até 6m por 3m.

Embora a tecnologia seja também usada para fazer espelhos de alumínio bombardeado, o avanço relacionado a outros produtos deve ser lento, dado o caráter recente das técnicas. Entretanto, com indústrias já implantadas por todo o mundo desenvolvido, e capacidade de produção de sobra, é de se esperar que os produtos se multiplicarão à medida que cresça a confiança em sua adesão, seu desempenho e sua vida útil.

Revestimentos de película fina, se aplicados por bombardeio, imersão ou qualquer das outras tecnologias, estão transformando a natureza do vidro. Novos revestimentos interferentes - chegam a 30 sobre a superfície - estão proporcionando filtração espectral precisa. Estes são, atualmente, mais comuns para tarefas como análise de sangue do que para janelas, mas a técnica está implantada.

Com relação aos métodos de revestimento, o chapeamento com íons (ion plating) combina a sutileza do bombardeio e sua alta velocidade da vaporização com o raio de elétron, promovendo um revestimento mais rápido e mais aderente, mesmo em superfícies complexas.

Com essas tecnologias, os vidros do futuro já estão conosco agora. Tudo o que temos a fazer é encontrá-los.

Setores da Indústria

A indústria do vidro de hoje é filha da união entre história e tecnologia, relacionada como está a um único e notável fenômeno químico e a uma série de sucessivas técnicas de fabricação.

A indústria se caracteriza por 4 setores:

Indústria primária, dirigida para a fabricação do produto temperado inicial ou de algum outro resultado da fusão;

Processamento secundário, relacionado ao que a indústria chama de "valor agregado", incluindo a produção de material laminado, revestido e tratado além da vidraça múltipla;

A indústria especializada, assentada ao lado dos dois primeiros setores, para quem a construção existe apenas como um de seus outros mercados; e

Instalação, preocupada em prover suprimentos e direcionar serviços.

A estrutura da indústria é complicada pelo fato de que a maior parte das companhias está envolvida em vários setores, de tal forma que a integração entre "retaguarda" e "vanguarda" vai sendo efetuada por firmas ansiosas por assegurar um lugar ao sol no mercado.

Embora a indústria seja algumas vezes capaz de atender às necessidades individuais, não raro numa base de prédio a prédio, suas forças e capacidades ficam dispersas. Pode ser muito difícil saber onde procurar um produto e onde encontrar soluções em vez de uma aparentemente desinteressante consulta a um catálogo.

A compreensão da indústria e de sua estrutura é importante para designers que desejam tirar o máximo dela.

Produção primária

As indústrias primárias são os gigantes do ramo. A indústria primária cresceu em menos de cem anos de uma fragmentada atividade artesanal para uma dimensão dominada por alguns poucos gigantes da indústria primária multinacional, presos a uma competição mundial, ligados pelo processo e pelo mercado comuns.

Fonte: www.usp.br

Vidro

Vidro

Não seria presunção dizer que o Brasil conta hoje com uma base tecnológica consistente, atualizada e suficiente para tudo o que produz no setor de vidro plano. Também se pode afirmar que a indústria, pela estrutura de gerenciamento, produtividade, custo e qualidade de seus produtos, está em um nível de competitividade próximo do exigido pela globalização.

Hoje, o desafio maior e imediato da indústria brasileira de vidro plano é o seu crescimento, para usar melhor a capacidade física, técnica e comercial existente e para continuar a expandi-la. As possibilidades são reais, começando pelo potencial do mercado interno ainda subaproveitado. O consumo per capita permanece baixo e pode ser substancialmente aumentado por meio, por exemplo, da retomada dos incentivos oficiais à construção civil, sobretudo nos programas de habitação popular, e da normatização do uso geral do vidro na arquitetura, tanto o comum como o de segurança.

Já no mercado externo, as condições são mais complexas, mas as possibilidades existem. O Mercosul representa a melhor oportunidade no presente, porém, o país tem condições de encarar a disputa por outros mercados.

O futuro

No setor de vidro plano, ao contrário de outras atividades econômicas, nem sempre é fácil distinguir o presente e o futuro. Sobretudo em tempos de mudanças tão rápidas, em que uma ainda não se esgotou e a outra já está começando.

Quando se olha para o interior de um refrigerador de exposição em um supermercado e se localiza imediatamente a bebida preferida sem nenhum problema de embaçamento, quando se vê uma casa térrea que no lugar das grades de ferro tem vidros em todas as janelas, está-se vendo o presente. Quando se olha para uma fachada esguia e elegante de um prédio e se percebe que os vidros estão sempre impecavelmente limpos, está-se vendo o futuro.

Nestes exemplos, o presente, corresponde aos os vidros únicos ou duplos comuns feitos para absorver ou refletir luz e calor na medida certa, ou vidros temperados e laminados de segurança altamente resistentes a golpes e impactos. O futuro mostra os vidros duplos feitos no processo coating, tão ou mais revolucionário que o float e também desenvolvido nos laboratórios do grupo Pilkington.

Vidro

O coating é um processo onde o vidro recebe uma finíssima camada de um composto mineral que impede a aderência da poeira e possibilita a limpeza da superfície pela água das chuvas. No caso dos vidros duplos para janelas e fachadas, essa camada colocada entre as duas folhas permite que uma permaneça na temperatura do ambiente interno, enquanto a externa se aquece ou se esfria conforme as condições climáticas.

O futuro está chegando pelo processo coating, e com ele o esperado vidro seguro e inteligente. O vidro capaz de gerenciar autonomamente a refração da luz, a absorção do calor e a emissão de ruído ao longo do dia e da noite e das estações do ano está nascendo nas mesas dos engenheiros e nas experiências dos químicos e nos desenhos dos arquitetos.

A relação entre o valor estético e o valor funcional no projeto do envidraçamento de uma fachada ou de um automóvel – ou em qualquer outro projeto – está sendo equacionada como nunca antes pelos novos processos.

Além do mercado

Mas nem só de eficiência gerencial e sofisticação tecnológica viverão empresas no futuro. Ao lado das exigências mercadológicas, elas terão que lidar cada vez mais com as exigências da sociedade como um todo e das comunidades locais em particular. Os interesses comerciais terão que conviver cada vez mais de perto com o respeito aos parceiros, aos consumidores e ao meio ambiente.

Cursos de treinamento de mão-de-obra, de técnicos instaladores por exemplo, como os promovidos regularmente pela Cebrace, programas de divulgação de normas técnicas, programas permanentes de reciclagem de vidro envolvendo toda a cadeia produtiva e sistemas de tratamento de efluentes instalados pelos grandes fabricantes mostram que também o setor de vidro plano brasileiro está procurando responder às questões que emergem no presente e antecipam o futuro.

A ética nas relações inter-empresariais, nas relações das empresas com seus clientes e o diálogo com as comunidades onde atuam são a chave para mais um ciclo de crescimento.

Quem faz vidro com qualidade faz uma história transparente.

Breve Cronologia

1810 - Real Fábrica de Vidros Bahia, de Francisco Ignácio de Siqueira Nobre.

1839 – Fábrica Nacional de Vidros São Roque, Rio de Janeiro.

1882 – Companhia Real Fábrica de Vidros e Crystaes do Brasil, em São Cristóvão, RJ, fundada por François Antoine Marie Esbérard.

1895 – Companhia Vidraria Santa Marina, em São Paulo, fundada por Antonio da Silva Prado e Elias Fausto Pacheco Jordão.

1916 – Companhia Industrial São Paulo e Rio de Janeiro, Cisper, fundada por Olavo Egydio de Souza Aranha Jr. E Alberto Monteiro de Carvalho

1933 – Fábrica Nadir Figueiredo em São Paulo, fundada por Nadir e Morvan Dias de Figueiredo.

1942 - Companhia Vidreira Nacional, Covibra, no Rio de Janeiro e Companhia Paulista de Vidro Plano, CPVP, em São Paulo

1951 - Companhia Santa Lúcia Cristais Ltda, em São Paulo.

1953 – União da Covidra e CPVP na formação das Indústrias Reunidas Vidrobrás.

1957 – União Brasileira de Vidro, UBV, em São Paulo; criação da Associação Nacional dos Distribuidores e Processadores de Vidro, Andiv.

1960 - Incorporação da Santa Marina pelo grupo Saint-Gobain.

1961 – Instalação da Santa Lúcia Cristais Ltda no bairro do Parque Novo Mundo, em São Paulo.

1962 – Entrada em operação da Providro, em Caçapava, SP; criação da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, Abividro.

1971 – A Santa Marina incopora a Vidrobrás.

1974 – Criada a Companhia Brasileira de Cristal, Cebrace, em São Paulo, joint-Venture da Providro e da Santa Marina.

1979 – Incorporação da Providro e da Blindex pela Pilkington.

1982 – Entra em operação a primeira unidade da Cebrace, em Jacareí, SP.

1989 – Entra em operação a segunda unidade da Cebrace, em Caçapava, SP

1996 – Entra em operação a terceira unidade da Cebrace, em Jacareí, SP.

1998 – Inaugurada a fábrica da Guardian do Brasil, em Porto Real, RJ.

2004 – Inaugurada a quarta unidade da Cebrace, em Barra Velha, SC.

Fonte: www.pilkington.com

Vidro

Uma breve história do vidro

A história do vidro remonta a alguns milênios com disputas entre quem seria o descobridor do vidro, como fenícios, persas, romanos, egípcios, bizantinos e chineses, mas segundo Plínio, o Velho, século 1 d.C., os fenícios seriam os primeiros a reproduzir, depois de longa observação o "fenômeno natural de aquecimento e fusão sílica pela ação de um raio, formando uma placa translúcida de vidro ou cristal".

Porém, isso são vestígios arqueológicos, pois a presença de contas de vidro colorido, colares, brincos e frascos encontravam-se nas tumbas dos faraós, anterior aos encontrados com os fenícios.

Mas tudo leva a crer que a descoberta do vidro está na região do Mediterrâneo. Os sírios inventaram a técnica do vidro soprado, levando a um melhor acabamento e beleza. Os romanos levam a glória por difundir a arte por toda a Europa Ocidental e Oriente Próximo, por meio de seu vasto império mercantilista. Devemos destacar que quanto mais complexa a produção de vidro, mais estava presente nas casas de patrícios e das igrejas, destinando-se os objetos de uso mais cotidiano e simplificado para a população.

Os romanos ainda combinaram o vidro com outros tipos de materiais, tais como o ferro e chumbo, criando inúmeros vasos ornamentais e mosaicos elaborados com uma grande habilidade, fundamentais para a produção de vitrais.

Durante a Idade Média a arte vidreira manteve-se viva, apesar de períodos bastante conturbados, e Constantinopla tornou-se refúgio de artistas que acabaram por receber influências helenísticas e árabes que enriqueceram a qualidade da fabricação do vidro, como o uso de vidros coloridos.

No século 13, Veneza é o centro vidreiro europeu, concentrados na Ilha de Murano, sua produção ganhou fama por toda a Europa. Essa magnitude de Veneza impulsionou outros mercados europeus como Bélgica, Alemanha e Boêmia que se destacaram com a produção de vitrais em catedrais góticas.

O vidro durante a Idade Média esteve muito vinculado à religiosidade e técnica refinada, o Renascimento marcado por um espírito científico e racional conduziu o vidro para a era da industrialização e, assim a perfeição do vidro, o "vidro perfeito".

A França, nos séculos 17 e 18, esteve na frente da manufatura do vidro, Luís XIV e o ministro Colbert criaram empresas nacionais para a proteção da atividade vidreira, como a Manufacture Royale dês Glasses de France que culminou com a criação da empresa privada Saint-Gobain, hoje conhecida mundialmente.

Os séculos seguintes caminharam para uma fabricação de vidros planos e um desenvolvimento científico e tecnológico de novos processos produtivos.

O vidro chegou ao Brasil em 1500 com Pedro Álvares Cabral que trouxe entre os presentes oferecidos aos Tupinambás, colares e rosários. Em 1549, Tomé deSouza presenteou os índios com um lote de espelhos em troca de pau Brasil.

Com o crescimento do comércio, alguns utensílios de vidro foram trazidos para o Brasil, como frascos, copos e raras construções com janelas envidraçadas. As janelas envidraçadas que hoje conhecemos apareceu a primeira vez em 1670 na Igreja do Colégio dos Jesuítas em Salvador, outras construções apareceram com o vidro, mas sempre com certa raridade, isto porque a vida na colônia ainda era rústica e simples, e o vidro era um luxo vindo da Europa.

A maioria das casas era constituída de janelas com rótulas e muxarabiês (balcões), ou até mesmo de simples folhas de madeira que tampavam os vãos.
É somente em 1808 com a chegada da Família Real ao Brasil que o vidro começa a destacar com maior freqüência. Em 1811, o Regente D. João ordena que todos os moradores do Rio de Janeiro troquem as antigas rótulas por janelas envidraçadas, pondo fim a um "costume bárbaro". Em São Paulo e Salvador o fim das rótulas se torna oficial apenas em 1870.

A primeira fábrica de vidro brasileira foi em Salvador, em 1810, por Francisco Ignácio de Siqueira Nobre com o nome de Real Fábrica de Vidros da Bahia segundo o modelo da Real Fábrica da Marinha Grande de Portugal, contudo a brasileira logo fechou atingida pelos conflitos da independência.

Com a I Exposição Nacional de Produtos Naturais e Industriais, de 1861, promovida pelo governo imperial do Rio de Janeiro. Muitos produtos destacaram-se tais como o cacau, algodão, açúcar, mas o vidro apareceu com simples garrafas, frascos e globos para lampiões, quanto aos vidros para janelas, ainda eram provindos da Europa.

Apenas no início do século 20 que completou a transição de rótulas por folhas de vidro ou janelas envidraçadas. No entanto, a implantação de um fábrica de vidro no Brasil durante todo esse processo foi em vão, muitos eram os problemas econômicos e as tensões políticas no Brasil, o vidro continuava a vir da Europa.

Por fim, depois do Brasil se desvencilhar de Portugal, passa a ter contato com a corte francesa e assim, o aparecimento de vidros à francesa e a construção de sobrados e palacetes em estilo neoclássico de grandes janelas envidraçadas, bem como os cristais belgas.

Em 1882 foi criada a primeira indústria brasileira de vidros, a Fábrica Esbérad, produtora de vidros de embalagem. Em São Paulo, nascia a Companhia Vidraria Santa Marina, por ilustres empresários paulistanos, a partir deste momento outras começaram a aparecer como a Cisper, em 1916 e a Nadir Figueiredo, em 1933.

A década de 30 é marcada pela modernização industrial, é o Período Vargas. O que começou nos anos 30, completa-se nos anos 40 o vidro está presente em grandes construções, é a modernização urbano-industrial do Brasil. Depois desses períodos o Brasil começou a crescer, deu-se a industrialização e além de uma produção importante de vidro de embalagem, tivemos o aparecimento de empresas de grande porte do vidro plano e atualmente uma produção artística do vidro, com designers especializados em criar arte em vidro.

Paula Regina Buonaducci Molina

Fonte: www.areliquia.com.br

Vidro

A Elaboração do Vidro

1. INTRODUÇÃO

A elaboração do vidro é uma fase do processo de produção vidreiro. Dentro de uma linha de produção é a fase inicial que vai desde o recebimento das matérias-primas na fábrica, passando pela estocagem, dosagem, mistura e finalmente fusão. A elaboração termina quando o vidro é entregue à máquina, ou ao artesão encarregado de conformar a massa de vidro no objeto que se deseja enquanto a mesma esfria e se enrigesse.

Num termo mais amplo a elaboração do vidro vai um pouco além desses domínios. É de sua responsabilidade o desenvolvimento das matérias-primas, sua especificação e o controle de sua qualidade, a adaptação da formulação do vidro para que este tenha as propriedades exigidas pelos produtos que vai constituir, e pelo processo que vai conformá-lo.

A elaboração tem um papel crucial no processo vidreiro devido a algumas características próprias, inerentes ao mesmo:

A - O processo em uma vidraria é contínuo. Podemos dizer que a nossa matéria-prima é o vidro fundido produzido continuamente no forno de fusão, sendo conformado, ou fabricado, na seqüência. Diferentemente de outros processos não podemos estocar lotes de matérias-primas, isto é o vidro fundido, para eventualmente analisá-los, para posteriormente utilizá-los se estiverem de acordo com as exigências. Precisamos fazer certo da primeira vez, se não o resultado global será negativo.

B - Tudo o que entra no forno de fusão vai fazer parte do produto final. Não há uma separação de fase como, por exemplo, na siderurgia onde as impurezas vão para a escória e são eliminadas. Qualquer impureza enfornada junto com as matérias-primas em um forno de fusão vai contaminar toda uma massa de lastro que há dentro dele e como conseqüência muitas toneladas produzidas deverão ser descartadas.

C - As propriedades do vidro são função direta de sua composição química. Quando se conforma o vidro se joga com sua viscosidade. Esta no início não pode ser muito baixa pois assim não seria possível dar-lhe forma (como não é possível conformar a água). Por outro lado ele não pode estar muito viscoso pois também dificultaria a conformação. Além disso durante a conformação o vidro vai se esfriando e ficando mais viscoso, e ao final quando a peça já está na sua forma definitiva, tem que estar viscoso o bastante para não continuar a fluir, perdendo a forma que se busca.

Sendo o comportamento da viscosidade, como as outras propriedades, variável com a composição, se houver qualquer variação desta haverá variação no comportamento da viscosidade durante a conformação, comprometendo ou mesmo impossibilitando a fabricação.

2. FLUXOGRAMA DO PROCESSO VIDREIRO

O diagrama abaixo mostra o fluxograma típico das operações que ocorrem em uma vidraria, independente do artigo a ser produzido. Em seguida são descritas cada uma das etapas de maneira detalhada.

Vidro

3. AS MATÉRIAS-PRIMAS

As matérias-primas vitrificáveis (mpv) são em quase toda sua totalidade sólidos granulados, com os grãos numa faixa aproximada de tamanho de 0,1 a 2 mm. A granulometria é muito importante sob dois aspectos: A- Fusão: quanto mais fina mais fácil de fundir pois possui maior superfície específica. Porém muito fina não é conveniente pois acaba formando muito pó que é perdido na manipulação ou arrastado pelos gases da combustão, constituindo material particulado, indesejável nas emissões atmosféricas. B- Mistura: Para se obter a composição que vai ser enfornada e através da fusão passará a constituir o vidro, é necessário se misturar diversas matériasprimas.

Se os tamanhos das partícula destas matérias-primas forem muito diferentes ficará difícil de se produzir uma mistura homogênea e consequentemente um vidro homogêneo.

3.1. Classificação

As matérias-primas podem ser classificadas em grupos conforme a função que
desempenham e que são apresentados a seguir:

3.1.1 Vitrificantes

São aquelas passíveis de se transformar em vidro. A principal é de longe a sílica (SiO2) fornecida principalmente pela areia. As fábricas do estado de São Paulo usam areia proveniente da Mineração Jundú, do grupo, localizada em Descalvado. As fábricas de Canoas e Campo Bom empregam areia da Santa Susana, também do grupo, extraída da lagoa dos Patos.

3.1.2 Fundentes

A sílica sozinha produz um vidro de ótima qualidade, porém com um inconveniente: necessita de temperaturas extremamente altas para fundir e para poder ser conformado, o que torna o vidro extremamente caro. Para contornar este problema se adicionam matérias-primas fundentes, que apresentam a características de se fundirem a temperaturas muito inferiores à sílica gerando um líquido que dissolve os grãos de areia, produzindo vidro a temperaturas tecnologicamente compatíveis.

O principal fundente é a barrilha que é um carbonato de sódio produzido industrialmente a partir da salmoura ou pela purificação de um mineral chamado trona, conhecida também como barrilha natural. A principal característica da barrilha é que embora presente em torno de 20% em peso na composição, seu custo é da ordem de 60% do custo total das matérias-primas. O Brasil não é auto-suficiente em barrilha que é importada da Europa e dos Estados Unidos.

3.1.3 Estabilizantes

Uma mistura de barrilha e areia produz vidro a temperaturas razoáveis porém com um problema: são vidros solúveis, isto é, se dissolvem em contato com a água.

Para evitar isto, se acrescentam óxidos estabilizantes. O principal é o xido de cálcio fornecido pelo calcário, produzido pela Santa Susana em São João del Rei. O calcário é uma rocha que é extraído em forma de pedreiras e moída até a granulometria adequada.

Daí surge o nome da família de vidros mais comuns, empregado tanto para os vidros planos como embalagens, que são os sodo-cálcicos ou sílico-sodoc álcicos (sílica da areia, sódio da barrilha e cálcio do calcário)

Outros estabilizantes podem também ser utilizados em conjunto com o cálcio. Os mais importantes são o óxido de magnésio, sendo a matéria-prima da qual ele provem a dolomita, e o óxido de alumínio ou alumina, vinda do feldspato. Ambos produtos são fornecidos pela Santa Susana.

3.1.4 Afinantes

Com os três grupos anteriores já se faz um bom vidro a temperaturas razoáveis e estável ao longo do tempo. Porém como o vidro é um material viscoso mesmo a altas temperaturas e as matérias-primas geram grande quantidade de gases durante a fusão (descarbonatação) o primeiro estágio da fusão dá origem a uma massa vítrea repleta de bolhas que não conseguem sair do seu interior devido à alta viscosidade.

Para afinar, isto é, retirar as bolhas da massa, se acrescenta à composição pequenas quantidades de sulfato de sódio que possui a propriedade de se liqüefazer, mas não se misturar ao vidro, ficando acumulado em torno das bolhas.

Quando se atinge um determinado valor de temperatura o sulfato se decompõe violentamente, gerando gás em grande quantidade que entra nas bolhas e as fazem crescer e desta maneira ter força suficiente para subir à superfície, arrastando consigo outras menores que se encontrem no seu caminho.

3.1.5 Colorantes

O vidro sem contaminantes é incolor e para conseguir que ele se apresente em cores, determinados óxidos ou elementos metálicos são acrescidos à composição para ficarem dissolvidos na massa, interferindo com a luz e produzindo cores.

Cobalto: azul
Selênio: rosa
Manganês: vinho
Ferro: verde (vidro plano automóvel)
Cromo: verde (vidro garrafa vinho)

Estes e outros colorantes podem ser utilizados sós ou em conjunto dependendo do resultado esperado.

3.2. A Utilização das matérias-primas

Toda matéria-prima é analisada, química e granulometricamente e só utilizada
se os resultados estiverem dentro de especificações que são previamente
acordadas entre o consumidor e o produtor.

Além dessas análises de rotina, no estudo de uma matéria-prima se pesquisa a
presença de contaminantes que sejam infusíveis dentro dos fornos de fusão e
que possam vir a constituir inclusões na massa.

3.3. O caco

O vidro é um material 100% reciclável, portanto tudo que não é aproveitado como produto, seja por razões de processo como as bordas do vidro plano, ou por algum defeito ou quebra, retorna ao forno para ser refundido.

Da mesma forma vidro de outros fornos ou produções podem ser adicionados composição desde que sua análise seja compatível com a análise do vidro em produção. Por exemplo um vidro incolor pode ser empregado em um forno de vidro colorido bastando na composição se adicionar os colorantes que faltam. Na verdade o uso de caco como matéria-prima tem vantagens técnicas pois este requer menos energia do que a composição nova para fusão uma vez que ele só necessita ser aquecido não havendo as reações que ocorrem na transformação de composição em vidro, possibilitando aumento de extração e/ou redução de consumo energético.

O caco tem também um papel estratégico pois pode ser enfornado em substituição s matérias-primas quer seja na falta delas ou durante uma pane no sistema de produção da composição.

Os colorantes mais comuns são:

4. O CÁLCULO DE COMPOSIÇÃO

O cálculo de composição é um conjunto de operações matemáticas que fornece a proporção em que cada matéria-prima deve ser adicionada à composição, ou seja a formulação para se atingir como objetivo a análise padrão do vidro a ser produzido.

Para a realização deste cálculo parte-se de três grupos de informações fundamentais, e que são:

A- A análise química de cada uma das matérias-primas à nossa disposição.

B- A análise química padrão do vidro a ser produzido

C- Dados técnicos que são fixados pelo responsável pela elaboração, como
por exemplo:

Teor de caco a ser empregado

Teor de afinante

Peso de composição que se quer fazer por batelada (normalmente a capacidade do misturador)

No caso de utilização parcial de alguma matéria-prima alternativa, qual a taxa de substituição da tradicional.

Etc..

5. A USINA DE COMPOSIÇÃO

A usina de composição é o intermediário entre os fornecedores de matériasprimas vidreiras e os fornos de fusão de vidro. Sua função geral é de assegurar a junção entre um processo descontínuo (as entregas de matérias-primas) e um processo contínuo (a fusão). Esta função deve ser cumprida sem falhas pois uma interrupção de aprovisionamento provoca graves conseqüências. Ela deve garantir a chegada ao forno de uma mistura, cuja qualidade seja compatível com a exigência de qualidade do vidro produzido. As propriedades do vidro fundido são uma função direta da sua composição química. Portanto, para se ter condições de produção e produtos favoráveis é fundamental a estabilidade da composição do vidro.

Assumindo-se que as matérias-primas são de boa qualidade e que o cálculo da
formulação tenha sido corretamente efetuado, existem duas oportunidades de
se conseguir uma massa homogênea:

Dentro do forno durante a fusão da composiçãoa dificuldade é maior pois o vidro se apresenta a alta temperatura e bastante viscoso, o que limita o grau de mistura ou homogeneização obtido, mesmo se utilizando dos meios disponíveis (correntes de convecção, borbulhadores, agitadores, etc.). - Antes do forno na correta pesagem e mistura das matérias-primas que vão constituir a composição. Neste ponto, que também apresenta sua dificuldade por tratar-se de mistura de materiais sólidos, de granulometria e densidade diversas, é que temos maior condição de atuar na busca da obtenção de um vidro homogêneo, o que por outro lado, não diminui a necessidade de se conduzir corretamente o forno de fusão.

Sua função geral pode ser definida como o conjunto dos seguintes itens:

Transporte

Matérias-Primas
Composição

Estocagem

Matérias-Primas
Composição

Pesagem
Mistura

Em princípio a usina de composição é constituída de silos onde as matériasprimas são estocadas.

Estes silos podem ser alimentados por três tipos de equipamentos:

Correia transportadora

Trata-se de uma esteira de borracha que se movimenta sobre rolos, em um plano inclinado, e transporta o material desde um funil de recebimento, chamado de tremonha, até a entrada na parte superior do silo.

Elevador de canecas

Uma série de canecas é fixada em uma esteira de borracha que gira continuamente na vertical e as canecas vão conduzindo o material da tremonha de recebimento, ao nível do piso, até a o topo do silo.

Transporte pneumático

A matéria-prima é transportada em caminhões cisterna, que são tanques fechados, do tipo que transportam água. Para descarregar se acopla um tubo que vai até o silo e se injeta ar pressurizado no tanque, fazendo com que a matéria-prima vá para o silo, que deve ser fechado e ter um filtro que deixe sair o ar mas não a matéria-prima.

O tamanho do silo varia de acordo com o consumo da matéria-prima e a política de estocagem e a segurança de fornecimento da matéria-prima.

Na boca dos silos existem dosadores que alimentam balanças que são as responsáveis pela dosagem de cada matéria-prima de acordo com o resultado do cálculo de composição.

Após a pesagem as matérias-primas são encaminhadas ao misturador, que pode ser comparado a uma batedeira doméstica, e tem a finalidade de misturar de maneira homogênea todas as matérias-primas e produzir a composição que vai efetivamente ser enfornada e transformada em vidro.

Quando a composição esta pronta, o misturador é descarregado e ela é transportado até o sistema de enforna do forno.

Vidro

Vidro
Usina de Composição da linha 2 de Jacarei (vidro float)

6. FORNOS DE FUSÃO

Os fornos de fusão são equipamentos que tem a função de transformar a composição em vidro fundido nas condições necessária (análise química, homogeneidade, afinagem) para a sua conformação.

Os fornos podem ser divididos em:

Diários

Possuem um ou mais cadinhos onde a composição é fundida e de onde o vidro é retirado em ciclos que podem ser diários. São utilizados por pequenas vidrarias ou para a produção de vidros especiais que são exigidos em pequenas quantidades como por exemplo o os vidros óticos e oftálmicos.

Contínuos

Funcionam sem interrupção desde a partida até a parada para
reparação. São empregados pelas grandes vidrarias e se adequam para
produções extensivas.

Os fornos da Saint-Gobain Vidros são todos contínuos e portanto nos ateremos somente a este tipo.

Os fornos contínuos podem ser classificados de acordo com o sistema de alimentação de energia

A combustão

Os fornos a combustão podem empregar óleo ou gás e se subdividem de acordo com o sistema de combustão empregado em

A regeneradores
A recuperadores
A oxicombustão

Elétricos

Menos empregados no Brasil devido ao falta de disponibilidade de energia elétrica (temos só um no DVO vidro doméstico), possuem entretanto uma série de vantagens, e para alguns tipos de vidros são os únicos possíveis de utilização.

7. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO FORNO A COMBUSTÃO

Os fornos a combustão são constituídos de uma cuba que pode ser comparado a uma piscina que contém o banho de vidro fundido. Sobre a cuba existe uma região onde é realizada a queima do óleo ou gás e as chamas por irradiação aquecem o banho, mantendo-o nas temperaturas adequadas e fundindo a composição enfornada. Esta região chama-se laboratório.

O forno apresenta dois sistemas interligados:

Enforna x extração

O vidro é constantemente extraído do banho pelas máquinas de conformação. Isto tende a abaixar o nível do banho. Para compensar este abaixamento do nível, nova composição é enfornada. A medida do nível é realizada por um equipamento muito sensível, capaz de detectar décimos de milímetro, e a informação de nível alto ou baixo faz com que se enforne mais rápida ou lentamente. O objetivo é manter o nível o mais estável possível

A seguir é apresentado um esquema de um tipo de enfornadeira

Vidro

A enfornadeira se constitui de um pequeno silo onde a mistura vitrificável, vinda da usina de composição é colocada, e uma mesa que tem um movimento contínuo de vai e vem como mostrado na figura.

Quando a mesa da enfornadeira caminha em direção ao forno, ela empurra a composição que já esta sobre o banho mais para dentro do forno, pois as correntes de convecção do banho agem em sentido contrário. Ao mesmo tempo com o avanço da mesa da enfornadeira a composição deixa o silo e forma um ?tapete? sobre a mesma. Quando a mesa retorna, o ?tapete? de composição não pode retornar junto e então cai sobre o banho. Na próxima vinda da mesa esta vai empurrar a composição recém depositada no banho para o interior do forno. Este movimento é feito continuamente e a sua velocidade vai ser função da extração. Se a extração aumenta o nível do banho tende a cair e o sensor de nível informa enfornadeira para trabalhar mais rápido. No caso contrário, se a extração diminui, o nível tende a aumentar e a enforna passa a trabalhar mais lentamente.

Aquecimento

O forno constantemente perde calor com a saída de vidro quente e entrada de composição nova fria, além das perdas para o ambiente, pelas suas paredes e pela fumaça quente saindo pela chaminé.

Todo este calor, além da energia necessária para transformar a composição em vidro fundido, deve ser reposto mediante a queima do combustível no laboratório do forno.

Os fornos de fusão são em sua maioria fornos regenerativos, isto é funcionam
segundo o esquema apresentado a seguir:

Vidro

Neste caso a queima esta sendo executada do lado esquerdo e a evacuação das fumaças esta sendo feita pelo lado direito.

A válvula de inversão a cada ciclo, que usualmente é de 20 minutos, altera a sua posição (da linha cheia para a pontilhada) fazendo com que o ar de combustão passe a ser enviado pelo outro lado. O ar de combustão que é captado por meio de um ventilador é forçado a passar através da câmara de regeneração, onde há uma empilhagem de material permeável. Esta câmara no ciclo anterior recebeu as fumaças, estando portanto bastante quente. O ar ao passar por ela se aquece e conduz novamente o calor ao forno. Dentro do forno, no laboratório, onde o ar aquecido entra, também é injetado o óleo (ou o gás) e esta mistura origina a chama que vai se desenvolver sobre o banho de vidro, o aquecendo. A fumaça resultante da combustão vai passar pela câmara oposta aquecendo-a e portanto perdendo calor antes de ser encaminhada ao sistema de filtro e finalmente atmosfera. A cada ciclo de 20 minutos se desliga os maçaricos (injetores de óleo ou gás) se reverte a válvula de inversão e se liga os maçaricos do lado oposto. O sistema de filtro existe com a finalidade de evitar que partículas arrastadas da composição e o enxofre proveniente do óleo sejam arremessadas na atmosfera, constituindo agentes poluidores.

FORNO A ÓXICOMBUSTÃO

Nos fornos a oxicombustão, ao invés de se utilizar o ar como comburente, se emprega oxigênio puro. O ar é na realidade uma mistura contendo aproximadamente 21% de oxigênio e 79% de nitrogênio. Quando se queima com o ar, quem efetivamente reage com o combustível são os 21% de oxigênio. O nitrogênio vem junto, se aquece com a energia gerada na combustão, e leva o calor consigo. Quando se emprega oxigênio puro, se reduz em cerca de 80% o volume de fumaças geradas, devido à ausência do nitrogênio e se aumenta muito as temperaturas das chamas. O oxigênio não necessita ser pré-aquecido e portanto os fornos oxicombustão dispensam as câmaras de regeneração. Normalmente o calor da fumaça resultante da combustão é empregada para produzir o vapor que é utilizado na fábrica. Por produzir muito menos fumaças os fornos a oxicombustão exigem sistemas de filtragem menos dispendiosos. Como não há regeneração de calor, não há inversões e a combustão se realiza contínua e simetricamente nos dois lados do forno.

Mauro Akerman

10. BIBLIOGRAFIA

Universite du Verre Saint-Gobain
Estagio: Matière Première Verrière et Compositions 1996
Escola do Vidro

Módulos

O Vidro Estrutura Propriedades e Matérias-Primas 2000
A Elaboração do Vidro 2000
Fornos de Fusão 2000

Glass Furnaces Trier 1984
Catálogos da SEPR (figuras dos fornos)

Fonte: www.sp.senai.br

Vidro

O que é Vidro

Descrição

O Vidro é uma substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. Suas principais qualidades são a transparência e a dureza.

O vidro distingue-se de outros materiais por várias características: não é poroso nem absorvente, é ótimo isolador, possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica, suporta pressões de 5.800 a 10.800 Kg por cm2.

Composição Química do Vidro

Vidro

Sílica (SiO)- 72%: Matéria prima básica (areia), cuja função é vitrificante.

Potássio (K2O)- 0,3%

Alumina (Al2O3)- 0,7%: Aumenta a resistência mecânica.

Sódio (Na2SO4)- 14%

Magnésio (MgO)- 4%: Garante resistência ao vidro para suportar mudanças bruscas de temperatura e aumenta a resistência mecânica.

Cálcio (CaO)- 9%: Proporciona estabilidade ao vidro contra ataques de agentes atmosféricos.

A sucata de vidro, limpa e selecionada, é usada para auxiliar a fusão.

Os vidros coloridos são produzidos acrescentando-se à composição corantes como o Selênio (Se), Óxido de Ferro (Fe2O3) e Cobalto (Co3O4) para atingir as diferentes cores.

Vidros de Segurança

Vidro

O que é vidro temperado

O vidro temperado é fabricado a partir do vidro comum, por isso possui todas as suas características: transparência, coloração e paralelismo nas faces.

É produzido, através de tratamento térmico, denominado têmpera, que confere ao produto resistência mecânica a flexão e a impactos muito maior que a do vidro comum, e resistência térmica em relação ao seu vidro de origem, suportando variações de até 200°C.

A finalidade da têmpera é estabelecer tensões elevadas de compressão nas zonas superficiais do vidro, e correspondentes altas tensões de tração no centro do mesmo.

Ao quebrar-se, é fragmentado em pequenos pedaços, arredondados e pouco cortantes.

Processo de têmpera Blindex

O vidro é cortado na forma e tamanho desejados. Em seguida vem a lapidação, depois os recortes e furos necessários. Feitas essas operações, a peça segue para a têmpera.

O vidro é colocado no forno horizontal, que garante que o vidro não tenha as indesejáveis marcas de pinça, e submetido a uma temperatura de 600ºC. Nesse momento recebe um resfriamento brusco, através de soprantes que jogam ar sob pressão, gerando o estado de tensão.

O processo de tempera é irreversível: o vidro uma vez temperado não pode sofrer nenhum tipo de recorte, lapidação ou furação.

Propriedades

Tensão admissível de flexão: s = 60MPa.
Resistência ao diferencial térmico = 220º (não indicado como corta-fogo).
Densidade:D = 2.500kg/m3.

Manutenção

O Vidro de Segurança Temperado pode quebrar-se com o manuseio inadequado, em situações de:

Impactos violentos na abertura ou fechamento da(s)porta(s)do box

Esforços mecânicos excessivos

Contato do vidro com materiais rígidos,como:metal,mármore, azulejos,granito,etc.

Dicas de Manutenção

Porta abrindo ou fechando com dificuldade;
Guia da porta quebrada ou com flexibilidade excessiva;
Batedores inferior ou superior quebrados;
Excesso de balanço no conjunto;
Contato do puxador da porta coma lateral fixa.

Mesmo que seu box não apresente irregularidades em seu funcionamento é aconselhável que o mesmo seja submetido à manutenção pelo menos uma vez ao ano.

Após a instalação, o box só poderá ser usado depois de 24horas, período este necessário para a secagem do silicone de vedação.

Dicas de Limpeza

Para conservar a beleza do seu box, mantenha-o sempre limpo e seco, seguindo as instruções abaixo:

Nunca use produtos abrasivos, como lixa, palha de aço,etc.;

Nunca use ácidos;

Nunca use facas ou objetos pontiagudos para retirar as etiquetas;

Use somente água, sabão ou detergente neutro ou produtos específicos para limpeza de vidro;

A permanência de gotas de água após o banho pode, eventualmente, provocar manchas d'água. Portanto, remova-as, mantendo o box limpo e seco.

Recomendações

Evite o choque de materiais rígidos contra o vidro.
Evite impactos violentos na abertura ou fechamento da(s)porta(s).
Não deixe crianças desacompanhadas utilizarem o box.

Fonte: www.lmvidros.com.br

Vidro

Vidros decorativos

Suas condições de uso e segurança dependem do tipo de vidro utilizado como base.

Quando translúcidos, funcionam como difusores de luz, atenuando a transparência, o que os torna indicados para boxes de banheiro, divisórias ou aberturas voltadas para a rua, por exemplo.

São diversos os tratamentos estéticos possíveis, como jateamento, serigrafia ou lapidação.

Dentre os vidros decorativos, destacam-se os impressos, que já saem de fábrica com desenhos em alto relevo.

Fonte: burle.arquit.ufpr.br

Vidro

Já foi o tempo do "básico". Quando se fala em vidro, as novidades são inúmeras e antenadíssimas. Em cada canto da casa ou do escritório, eles deixaram de ser peças frias, sem vida, para ganharem novos espaços.

Tanto na área da construção civil, quanto no design de interiores, este material que teve origem há milhares de anos, anda se diversificando.

Nos mais distintos ambientes, o vidro irá incrementar portas, janelas, bancadas, tampos de mesa, cachepôs, prateleiras, aparadores, entre outras tantas opções.

Em peças decorativas, ele cai como uma luva. Dá forma a vasos, porta-retratos, painéis, bandejas e molduras, sempre com requinte. "Seu brilho e beleza imprimem ao ambiente um ar sofisticado e contemporâneo", garante a arquiteta, especialista no ramo, Fernanda Goreti.

Vidro

Vidro

Conforme explica Fernanda, atualmente, o vidro não serve somente como um complemento, mas pode ser utilizado na estrutura de móveis e até na fachada de um prédio. "As empresas especializadas são capazes de montar uma escada inteira, com estrutura, degraus e guarda-corpo, evidenciando aos nossos pés sua alta resistência", garante.

Na era da tecnologia, o que poderia parecer “ultrapassado” se aproveita dos novos recursos para se fazer atual. ”A decoração em geral tende a inovar sem exageros. Neste ponto de vista, a utilização do vidro é fundamental", afirma Elaine Carvalho, que trabalha há 17 anos no ramo.

Use e abuse

Vidro

Vidro

Dentro de casa, o vidro tem múltiplas funções. Na sala, ele surge em releituras de móveis utilizados, tradicionalmente, em madeira. As famosas mesas de centro e canto têm charme garantido quando combinam aço e vidro. Não há limites de escolha para quem faz o estilo clássico ou moderno. Tudo pode ser combinado harmoniosamente e, para isso, há sempre mão-de-obra qualificada para dar uma ajuda.

Em versões mais intimistas e discretas, o vidro se apodera dos quartos. Os detalhes em camas e armários são os mais usados neste cômodo. Quem prefere versões high-tech, até na hora de dormir, pode investir em bancadas de estudo e luminárias suspensas.

Para quem gosta de verde, mas não conta com espaço para fazer um jardim, os cachepôs são uma boa alternativa para plantas e flores. Nos halls de entrada, saletas e também nas salas de TV, como em locais de trabalho, eles garantem vida e "verde" ao cotidiano.

E quem disse que não há espaço para o vidro na cozinha? Tudo pode ficar mais moderno e clean, com prateleiras e mesas compostas deste material. A inspiração para criar quitutes e guloseimas é única, quando o vidro incorpora diferentes utilidades.

O banheiro é um grande beneficiado desta composição de areia em altas temperaturas. Espelhos, boxes, aquários e compartimentos podem ser criados especialmente para a hora do banho.

No escritório, há como inovar sem exageros. Invista em prateleiras, painéis e também em um lustre suspenso, feito, exclusivamente, para suas necessidades. A porta de vidro com barra de rolagem em aço permite a penetração de luz no local e, ainda, deixa o ambiente sofisticado.

Mais resistentes

"Já foi à época que o anel que tu me destes era vidro e se quebrou", brinca a Fernanda. A alta resistência dos materiais abre espaços para designers e arquitetos empregarem o vidro com criatividade e ousadia.

Fonte: www.acessa.com

Vidro

O vidro na decoração

O vidro é um bom material de decoração. As suas características de inalterabilidade, dureza, resistência e propriedades térmicas, ópticas e acústicas fazem com que seja um dos poucos materiais insubstituíveis nas casas, ainda nos dias de hoje. Tem múltiplas aplicações desde janelas, tampos de mesa, prateleiras ou portas e nos mais variados objectos.

Saiba como é produzido e conheça as suas características

O que é vidro?

O vidro é uma substância inorgânica obtida através de um composto básico de areia (sílica), que quando elevada a temperaturas de aproximadamente 1500ºC, forma uma massa em estado plástico de altíssima viscosidade, que aumenta na medida que se resfria, mantendo-se em estado de fusão, sem cristalizar. A esta temperatura é possível moldar este material no sentido de se obter o objecto pretendido.

A coloração é obtida pela adição de elementos tais como: cobalto (vidro azul), óxido de cobre (vidro verde), óxido de ferro (vidro bronze), sulfato de zinco (vidro fumado), etc.

Características

As suas características de inalterabilidade, dureza, resistência e propriedades térmicas, ópticas e acústicas proporciona inúmeras aplicações no campo da industria caminhando sempre no sentido de melhorar a vida do ser humano.

Hoje as aplicações deste material vão mais longe do que se pode pensar. Já se fabrica vidro plano, vidro oco (frascaria e embalagens), lentes, fibra óptica, lã de vidro, lâmpadas e muitos outros.

Qual a diferença entre vidro e cristal

Conseguimos ver as diferenças a olho nú, entre o vidro e o cristal, que normalmente diferenciamos pela existência ou não de qualidade óptica. Na verdade, são nomenclaturas utilizadas para diferenciar a mesma matéria-prima, mas processos de fabricação e produtos finais distintos.

O Vidro é produzido por sistema de lapidação de cilindros. Portanto, sujeito à distorção de imagem por falta de paralelismo entre as superfícies em função do próprio processo.

Já o Float Glass (Cristal), obtido através do deslizamento do material em fusão, sobre uma camada de estanho líquido, com temperatura e atmosfera controladas, produzindo lâminas de vidro com superfícies perfeitamente paralelas sem distorções de imagem e com excelente qualidade óptica.

Fonte: www.lardocelar.com

Vidro

O PROCESSO DE PRODUÇÃO DO VIDRO

Vidro
Diagrama de produção do Vidro Float

Estágio 1 : Forno de Fusão

A mistura de areia com os demais componentes do vidro é dirigida até o forno de fusão através de correias transportadoras. Com temperatura de até 1.600ºC, a composição é fundida, afinada e condidionada termicamente, transformando-se numa massa pronta para ser conformada numa folha contínua.

Estágio 2 : Banho Float

A massa é derramada em uma piscina de estanho líquido, em um processo contínuo chamado "Float Bath"( Banho Float). Devido à diferanças de densidade entre os materiais, o vidro flutua sobre o estanho, ocorrendo um paralelismo entre as duas superfícies.

Essa é a condição para que a qualidade óptica superior do vidro float seja atingida. A partir desse ponto é determinada a espessura do vidro, através da ação do top roller e da velocidade da linha. Quanto maior a velocidade da linha, menor a espessura resultante.

Estágio 3: Galeria de recozimento

Perfil de tensões do vidro observada na Galeria de Recozimento

Em seguida, a folha de vidro entra na galeria de recozimento, onde será resfriada controladamente até aproximadamente 120ºC e, então, preparada para o corte.

Estágio 4: Inspeção automática

Vidro

Antes de ser recortada, a folha de vidro é inspecionada por um equipamento chamado "scanner", que utiliza um feixe de raio laser para identificar eventuais falhas no produto. Caso haja algum defeito decorrente da produção do vidro, ele será automaticamente refugado e posteriormente reciclado.

Estágios 5, 6 e 7 : Recorte, empilhamento e armazenagem

O recorte é realizado em processo automático e em dimensões pré-programadas. As chapas de vidro são empilhadas automaticamente e pacotes prontos para serem expedidos e armazenados.

Fonte: www.vidrosvillage.com.br

Vidro

Sua História

Vidro

O vidro é feito de uma mistura de matérias-primas naturais. Conta-se que ele foi descoberto por acaso, quando, ao fazerem fogueiras na praia, os navegadores perceberam que a areia e o calcário (conchas) se combinaram através da ação da alta temperatura. Há registros de sua utilização desde 7.000 a.C. por sírios, fenícios e babilônios.

Hoje o vidro está muito presente em nossa civilização e pode ser moldado de qualquer maneira: nos pára-brisas e janelas dos automóveis, lâmpadas, garrafas, compotas, garrafões, frascos, recipientes, copos, janelas, lentes, tela de televisores e monitores, fibra ótica e etc.

As matérias-primas do vidro sempre foram as mesmas há milhares de anos. Somente a tecnologia é que mudou, acelerando o processo e possibilitando maior diversidade para seu uso.

Composição

O vidro é composto por areia, calcário, barrilha (carbonato de sódio), alumina (óxido de alumínio) e corantes ou descorantes.

Vidro

FIQUE POR DENTRO

Além de ser 100% reciclável o vidro é muito bem aplicado para embalagens retornáveis. Neste caso a embalagem apenas sofre um processo de esterilização e pode ser utilizada novamente, como é feito com os cascos retornáveis de bebidas.

O uso de embalagens retornáveis reduz a necessidade de fabricação de novas embalagens, e consequentemente resulta em economia na extração de matéria-prima, nos gastos da fabricação e na emissão de poluentes provenientes do processo industrial.

No processo de reciclagem, o vidro comum funde a uma temperatura entre 1000ºC e 1200ºC, enquanto que a temperatura de fusão da fabricação do vidro, a partir dos minérios, ocorre entre 1500ºC e 1600ºC. Isso reflete em economia de energia e água, maior durabilidade dos fornos e ainda reduz a extração, beneficiamento e transporte dos minérios, diminuindo ainda mais os gastos energético e de materiais.

Produção

Toda a matéria-prima é levada a um misturador. A mistura resultante é levada ao forno de fusão, onde, sob o efeito do calor, se transforma em vidro e é conduzido às máquinas de conformação, que são utilizadas de acordo com o tipo de vidro que se pretende obter. Após conformada, a peça de vidro deve ser recozida, isto é, deve ser esfriada lentamente até a temperatura ambiente, aliviando, desta forma, as tensões que normalmente surgem durante a conformação e tornando a peça mais resistente.

Reciclagem de Vidro

Dentre as principais vantagens do vidro está o fato dele ser 100% reciclável, ou seja, ele pode ser usado e posteriormente utilizado como matéria-prima na fabricação de novos vidros infinitas vezes sem perda de qualidade ou pureza do produto.

No processo de reciclagem os produtos devem ser separados por tipo e cores. Por exemplo, as embalagens de geléia e os copos comuns não devem ser misturados aos vidros de janela. As cores mais comuns são o âmbar (garrafas de cerveja e produtos químicos), o translúcido ou "branco" (compotas), verde (refrigerantes) e azul (vinho).

Tipos de Vidro

Existem muitos tipos de vidros que apesar de partirem da mesma base, possuem composições diferentes, de acordo com a finalidade a que se destinam.

Veja a tabela a seguir:

Tipos

Aplicações

Vidro para embalagens

garrafas, potes, frascos e outros vasilhames fabricados em vidro comum nas cores branca, âmbar e verde;

Vidro plano

vidros de janelas, de automóveis, fogões, geladeiras, microondas, espelhos, etc .

Vidros domésticos

tigelas, travessas, copos, pratos, panelas e produtos domésticos fabricados em diversos tipos de vidro;

Fibras de vidro

mantas, tecidos, fios e outros produtos para aplicações de reforço ou de isolamento;

Vidros técnicos

lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, tubos de TV, vidros para laboratório, para ampolas, para garrafas térmicas, vidros oftálmicos e isoladores elétricos.

Fonte: www.recicloteca.org.br

Vidro

A descoberta

Tem-se como a data provável da descoberta do vidro, algo em torno de 4000 a.C.. Os mais antigos objetos fabricados em vidro que se conhecem foram encontrados em túmulos egípcios, com 4000 anos de idade.

Em estado natural, o vidro existe na natureza desde os tempos pré-históricos, muitos milênios antes de ser elaborado pelo primeiro artesão.

Essas rochas vítreas se formaram a partir de magmas, rochas vulcâncias que tiveram um resfriamento tal que não chegaram a cristalizar. A rocha vítrea mais empregada pelo homem pré-histórico foi a obsidiana, rocha encontrada em antigas regiões vulcânicas dos atuais México, Canárias, Hungria, Islândias, etc.

Esse tipo de vidro era empregado desde o período neolítico, aproximadamente 8000 a.C., para a fabricação de diferentes utensílios domésticos e, principalmente, armas rudimentares de defesa, além de serem utilizados como amuleto e elemento decorativo.

Alguns autores supõem que o vidro foi descoberto pelos primeiros fundidores de metais ou até pela vitrificação acidental de uma peça de barro cozido.

Como toda boa história pressupõe uma lenda, com o vidro não poderia ser diferente. O historiador Caio Plínio II (27-79 d.C), em sua obra "Historia Natural", atribuiu o descobrimento do vidro a mercadores fenícios que desembarcaram nas costasda Síria e, necessitando de fogo, improvisaram fogões, usando blocos de salitre (trona) sobre a areia.

Passado algum tempo, notram que do fogo escorria uma substância líquida e brilhante, que se solidificava imediatamente: o vidro. Os inteligentes Fenícios teriam, então, dedicado-se à reprodução daquele fenômeno, chegando à obtenção de materiais utilizáveis.

O que é o vidro?

O vidro é um material tão comum em nossas vida que, muitas vezes, nem percebemos o quanto ele está presente. Porém, basta olharmos à nossa volta com um pouco de atenção e vamos encontrá-lo nas janelas, nas lâmpadas, na mesa de refeições, na forma de garrafas, copos, pratos, travessas.

Além disso, muitos estarão vendo tudo isso através de óculos com lentes de vidro.

Mas, o que é o vidro?

E o que faz este material ter tantas aplicações e continuar sendo usado por milhares de anos?

Segundo definição aceita internacionalmente, "o vidro é um produto inorgânico, de fusão, que foi resfriado até atingir a rigidez, sem formas cristais".

O elemento básico do vidro é a sílica, fornecida pela areia, óxidos fundentes, estabilizantes, e substâncias corantes.

Composição

Uma das razões de o vidro ser tão popular e duradouro, talvez esteja na sua análise, pois os vidros mais comuns, aqueles usados parafazer os vidros planos e embalagens e que, tecnicamente, são denominados "sodocálcios", têm uma composição química muito parecida com a da crosta terrestre, que é a camada externa de nosso planeta e onde vivemos:

Óxido

%crosta terrestre

% vidros comuns

SiO2 (sílica)

60

74

Al2O3 (alumína)

15

2

Fe2O3 (Óxido de Ferro)

7

01

CaO (cálcio)

5

9

MgO (magnésio)

3

2

Na2O (sódio)

4

12

K2 (potássio)

3

1

Tipos de vidro

Sodo-Cálcio

Aplicação

Embalagens em geral: garrafas, potes e frascos

Vidros plano

Indústria automobilística, construção cívil eeletrodomésticos

Boro-Silicato

Aplicação

Utensílios domésticos resistentes e choque térmico

Ao chumbo

Aplicação

Copos, taças, cálices, ornamentos, peças artesanais (o chumbo confere mais brilho ao vidro)

Os vidros temperados oferecem resistência muito maior que a dos vidros comuns.

Propriedades físicas e mecânicas

Resistência à flexão

Vidro

Os vidros temperados têm uma resistência à flexão 6 vezes superior à do vidro comum.

Resistência ao impacto

Vidro

Um vidro temperado com 6 mm de espessura suporta o impacto de uma esfera de aço de 1 kg, caindo de 2 metros de altura. Já os vidros comuns, não suportariam o impacto dessa mesma esfera, caindo de uma altura de 30 cm.

Resistência à choques térmicos

Vidro

Com 6 mm de espessura, um vidro temperado resiste a choques térmicos de até 600ºC, enquanto os vidros comuns não suportam variações de temperatura acima de 60ºC.

Resistência à flambagem

Vidro

Um vidro temperado de 6 mm de espessura, medindo 0,30 m x 1,0 m, suporta uma carga axial de até 01 tonelada.

O VIDRO

O vidro é uma substância líquida, com um altíssimo grau de viscosidade à temperatura ambiente, variando em função da temperatura. Composto basicamente por areia (sílica) - 72%, Sódio - 15%, Cálcio - 9%, quando essa mistura é elevada à temperatura de 1500º C, forma uma massa plástica e viscosa. Na medida em que essa massa esfria, a viscosidade aumenta até que se obtém o vidro. Já a coloração é feita pela adição de outras substâncias: cobalto para o vidro azul, óxido de cobre para o verde, óxido de ferro para o vidro bronze e sulfato de zinco para o fumê, por exemplo.

CURIOSIDADES

Origem do vidro

Os primeiros objetos de vidro de que se tem notícia foram encontrados dentro das pirâmides do Egito. Apesar da origem precisa ter se perdido no tempo, a versão mais provável é a do historiador romano Plínio: quando os mercadores fenícios atravessavam o deserto, utilizavam placas de nitrato de sódio sob as panelas durante o preparo dos alimentos. Eles começaram a perceber no solo, a formação de um material desconhecido: o vidro.

O que é vidro?

Trata-se de uma substância líquida inorgânica obtida através de um composto básico de areia (sílica): 72%, sódio: 15%, cálcio: 9% e outros: 4% que elevados a temperatura de aproximadamente 1500 ºC, forma uma massa em estado plástico de altíssima viscosidade, que aumenta na medida em que se resfria, mantendo-se em estado de sobrefusão sem cristalizar. A coloração é obtida pela adição de elementos tais como: cobalto (vidro azul), óxido de cobre (vidro verde), óxido de ferro (vidro bronze), sulfato de zinco (vidro fumê), etc.

Características

O vidro tem incontáveis aplicações nas mais variadas indústrias, dada suas características de inalterabilidade, dureza, resistência e propriedades térmicas, óticas e acústicas, tornando-se um dos poucos materiais ainda insubstituível, estando cada vez mais presente nas pesquisas de desenvolvimento tecnológico para o bem estar do homem moderno nos mais variados setores, como por exemplo:

Vidro plano, vidro oco (frascaria e embalagens), lentes, fibra ótica, lã de vidro, lâmpadas, enfim, uma gama incontável de aplicações.

Vidro ou Cristal? (Definição)

Na verdade, são nomenclaturas utilizadas para diferenciar a mesma matéria-prima nos processos de fabricação e produtos finais distintos.

Vidro

Produzido por sistema de laminação de cilindros.

Portanto, sujeito à distorção de imagem por falta de paralelismo entre as superfícies em função do próprio processo, encontrando-se atualmente em fase de extinção substituído hoje, pelo processo float glass, com produto incomparavelmente superior.

Float Glass (Cristal)

Obtido através do deslizamento do material em fusão, sobre uma camada de estanho líquido, com temperatura e atmosfera controladas, produzindo lâminas de vidro com superfícies perfeitamente paralelas sem distorções de imagem com excelente qualidade ótica.

Esse é o processo predominantemente utilizado hoje pelos fabricantes mundiais.

Vidro Impresso

Obtido pelo transbordamento da massa fundida sobre cilindros de laminação gravados com motivos ornamentais, deixando-se entre eles a espessura desejada. É utilizado para locais onde se necessita privacidade sem perda de luminosidade.

Cristais Refletivos


Resultado da aplicação de óxidos metálicos sobre a superfície do vidro, apresentando índice de reflexão de energia solar, maior do que a do cristal comum, variando esses índices de acordo com a cor utilizada na película metálica e da cor da matéria-prima de cada fabricante.

Vidros Esmaltados

Produzidos através da aplicação de esmaltes vitrificáveis em cores lisas ou decoradas, fundido durante o processo de têmpera sobre a superfície do vidro, permanecendo inalterável e irremovível.

É utilizado normalmente em cobertura de lajes, painéis decorativos, etc.

Vidro Temperado (Definição)

Consiste no aquecimento da matéria-prima (cristal ou vidro impresso) à temperatura de 650/700ºC, recebendo logo após, choque térmico provocado por jatos de ar. Esta brusca mudança de temperatura gera uma compressão das faces externas e expansão na parte interna, adquirindo neste processo características de resistência muito maior

Fonte: www.tempermed.com.br

Vidro

O QUE É VIDRO

O vidro é um material tão comum em nossas vidas que, muitas vezes, nem percebemos o quanto ele está presente. Porém, basta olharmos à nossa volta com um pouco de atenção e vamos encontrá-lo nas janelas, nas lâmpadas, na mesa de refeições, na forma de garrafas, copos, pratos, travessas. É uma substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa em fusão até atingir a rigidez, sem formar cristais. Suas principais qualidades são a transparência e a dureza.

O vidro distingue-se de outros materiais por várias características: não é poros nem absorvente, é ótimo isolador (dielétrico), possui baixo índice de dilatação e condutividade térmica, suporta pressões de 5.800 a 10.800 Kg / cm².

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO VIDRO

Uma das razões de o vidro ser tão popular e duradouro, talvez esteja na sua análise, pois os vidros mais comuns, aqueles usados para fazer os vidros planos e embalagens e que, tecnicamente, são denominados "sodocálcicos", têm uma composição química muito parecida com a da crosta terrestre, que é a camada externa de nosso planeta e onde vivemos:

a) Sílica - SiO

Matéria prima básica cuja função é vitrificante.

b) Soda - Na20

Introduzida na barrilha e no sulfato de sódio, tem por finalidade baixar o ponto de fusão da sílica.

c) Cálcio - CaO

Introduzida atravésdo calcário e da dolomita, dá estabilidade ao vidro contra os efeitos de agentes atmosféricos.

d) Magnésio - MgO

Introduzida através da dolomita, transmite ao vidro resistência para suportar, dentro de certos limites, mudanças bruscas de temperatura. Enriquece sua resistência mecânica.

e) Alumina - Al2O3

Colocada através do feldspato, é o elemento que dá mais resistência mecânica.

f) Cloreto de sódio, Nitrato de sódio e Oxido arsênico

Afinantes.

g) Óxido de cobalto (azul), óxido de Ferro(verde), óxido de selênio (cinza)

Corantes.

h) Sucata de vidro

Empregada na proporção de 20 a 40 %, auxilia a fusão.

O vidro tem uma série de propriedades que são devidas à sua estrutura e, se a entendermos, poderemos entender melhor este fantástico material.

Todos as substâncias têm uma temperatura de fusão. Por exemplo, a água: na temperatura ambiente, ela é líquida. Porém, se a colocamos no freezer, onde a temperatura é de alguns graus abaixo de zero, ela vai se solidificar, ou seja, virar uma pedra de gelo. Portanto, acima de zero grau, a água é líquida e, abaixo, ela congela.

Cada substância tem a sua temperatura própria de fusão; por exemplo, a do alumínio é 660 graus, do cobre 1086 graus, e assim por diante. Quando qualquer uma destas substâncias passa do estado líquido para o sólido, as suas moléculas se ajeitam. É como se uma multidão de pessoas, andando para qualquer lado, de repente se ajeitasse, formando um batalhão bem organizado.

O vidro também tem uma temperatura de fusão. Quando está quente, ele é um líquido, e suas moléculas são como a multidão andando de um lado para outro, sem ordem.

Porém, à medida em que o vidro líquido vai se esfriando, ocorre algo diferente das outras substâncias. A sua viscosidade aumenta muito, exatamente como o mel. Se você nunca tentou, faça esta experiência: aqueça um pouco de mel; ele fica como a água, bem fluido. Depois, ponha este mesmo mel na geladeira. Quando esfria, ele fica duro, porque sua viscosidade aumenta muito com a baixa temperatura.

Com o vidro, ocorre exatamente o mesmo: à medida em que ele esfria, aumenta sua viscosidade (fica duro) e, quando chega à sua temperatura de fusão, na qual ele deveria se solidificar, fica tão viscoso, que suas moléculas não conseguem se ajeitar para formar o "batalhão" que todos os outros sólidos apresentam.

Portanto, quando chega à temperatura ambiente, ele ainda tem a estrutura e muitas das propriedades de um líquido. Por exemplo: ele não é poroso e, por isso, é o material ideal para embalagens, pois é muito higiênico. Ele é transparente e, portanto, ideal para janelas, pois deixa passar a luz, mas não o frio, o calor ou o ruído.

SUA UTILIZAÇÃO

A utilização do vidro enquadra-se em quatro grandes campos:

Vidro oco

Para garrafas, frascos, etc.

Vidro plano

Janelas, portas, divisões, automotivos.

Vidros finos

Lâmpadas, aparelhos eletrônicos, tubos de televisão, etc.

Vidros curvos

Usado sobretudo na indústria automobilística e na construção civil.

No Brasil, o mercado consumidor de vidros pode ser assim esquematizado: 60% na construção civil, 39% na indústria automobilística e 1% na indústria do mobiliário - Metade da produção é consumida pela indústria de bebidas; 38,5% pela indústria farmacêutica; 5% pela indústria cosmética; 2,5% pela indústria alimentícia e 4% por outros setores.

Os vidros finos são utilizados por laboratórios pela indústria elétrica / eletrônica.

FABRICAÇÃO DO VIDRO

A 800º a mistura atinge o estado pastoso fundindo-se por completo ao atingir l 000 graus.

Existem 4 processos de fabricação de vidro: Fourcoult, Pittsburg, Libbey Owen e Float-Glass. Convém lembrar que a diferença entre vidro e float (cristal) está somente no acabamento. Ou seja, o float não apresenta ondulações nem deformações. Mas as matérias-primas são as mesmas para os dois.


CLASSIFICAÇÃO DOS VIDROS (Conforme ABNT)

TIPO

Vidro recozido
Vidro segurança temperado
Vidro segurança laminado
Vidro segurança aramado
Vidro termo-absorvente
Vidro termo-refletor
Vidro composto

ACABAMENTO DA SUPERFÍCIE

Vidro liso
Vidro float
Vidro impresso
Vidro fosco
Vidro espelhado
Vidro gravado
Vidro esmaltado

TRANSPARÊNCIA

Vidro transparente
Vidro translúcido
Vidro opaco

COLORAÇÃO

Vidro incolor
Vidro colorido

COLOCAÇÃO

Caixilhos
Autoportantes
Mista

VIDROS

Mais que uma simples questão estética, o vidro é hoje um elemento quase obrigatório nos projetos de arquitetura e decoração, capaz de conferir segurança e os mais diversos efeitos visuais, que vão desde o clássico ao hightech, a partir da escolha ou da composição entre os tipos existentes- A definição do vidro a ser aplicada em cada canto de sua casa depende apenas do estilo a ser seguido e, principalmente, do fator de proteção que você necessita.

Entre outras vantagens, o vidro constitui uma barreira física - pode ser mais ou menos eficiente, conforme o seu caso - permite a passagem de luz e requer uma manutenção simplificada, mantendo o mesmo aspecto por anos a fio. Além disso, ele resiste à ação das intempéries, promove a integração entre ambientes externos e internos e alguns tipos oferecem ainda características termoacústicas e resistência mecânica.

O vidro é obtido a partir da fusão de sílica, soda, cal magnésio, alumina e anidro sulfuroso, enquanto as tonalidades são resultado da adição de compostos metálicos à massa em estado coloidal, como óxido de cobalto - que gera o azulão - ou o óxido de cobre - que define a cor rosa-violeta. E possível obter uma imensa gama de cores, do incolor ao preto, transparentes, translúcidos ou opacos. Outros tratamentos vão dar origem aos laminados, temperados e impressos. Cada um deles tem uma indicação específica, assegurando a qualidade e a segurança que você exige. Também é fundamental trabalhar com mão-de-obra especializada, pois a colocação de cada tipo requer uma serie de determinados cuidados, que variam ainda de acordo com a espessura e demais dimensões. A escolha deve ser orientada por um profissional da área, evitando-se assim, surpresas desagradáveis no futuro. Para facilitar seu trabalho, apresentamos aqui os tipos de vidro utilizados atualmente:

1. PLANO LISO

É o vidro comum, que oferece um alto índice de transparência. Encontrado em diversas espessuras - a mais comum é 3mm - , ele não recebe tratamentos especiais, sendo um dos tipos mais frágeis e fragmentando-se em pedaços cortantes. Seu uso é mais indicado para pequenas janelas ou vitrôs em locais pouco sujeitos a acidentes. Disponível nas versões incolor e colorida, incluindo bronze e cinza (fumê) - que proporcionam uma melhor distribuição de luz e reduzem a passagem do calor solar.

2. CRISTAL

Antigamente ele era obtido a partir do polimento do vidro plano. Hoje o cristal também é conhecido por float ou flutuado, devido ao processo de fabricação: o vidro é básico, em estado liquido, é lançado sobre estanho fundido, resultando numa superfície perfeitamente plana, livre das menores imperfeições, o que não deforma a paisagem. O float é encontrado na espessura mínima de 1 mm e máxima de 19mm, nas versões incolor, cinza (fume), verde ou bronze. Ele ainda pode ser submetido a outros tratamentos, como por exemplo a têmpera.

3. ARAMADO

Seu processo de fabricação é simples: o vidro em estado liquido ó colocado na forma, juntamente com uma rede de metálica antioxidante. Ela é encarregada de reter os estilhaços em caso de quebra e de dificultar a invasão do imóvel, por essas qualidades, é indicado para o fechamento de qualquer área de segurança, como varandas, pergolados, guarda corpos, coberturas, etc. Ele apresenta um alto índice de resistência ao fogo e um baixo grau de transparência, o que o torna mais uma eficiente opção para quem deseja barreiras visuais sem perda de luminosidade. É produzido em 7mm e nas mesmas cores que o float. Quanto à instalação, é preciso evitar que as bordas, onde está exposta a tela de arame, fiquem sujeitas à umidade ou a ação de agressivas, como maresias ou ainda os vapores industriais.

4. TRANSLÚCIDOS

São vidros que recebem tratamentos para ganhar um aspecto fosco, com um excelente efeito decorativo, permitindo a passagem de luz e proibindo olhares indiscretos.

Jateado: jatos de areia de maior ou menor intensidades são lançados por um compressor, jateando total ou parcialmente o vidro, criando os mais diversos desenhos com leve relevo. É a grande estrela do momento entre os vidros de decoração, sendo portanto, muito aplicado na área social e íntima de residências. Em diversas cores e espessuras.

Leitoso: pode ser obtido através da pigmentação da massa ou da aplicação de ácido apropriado. É bastante utilizado em luminárias, portas externas ou no setor de - serviços.

5. FANTASIA

Também chamado de vidro impresso, devido ao seu processo de fabricação: o vidro básico em estado líquido é submetido a um rolo impressor, que pode conter os mais variados desenhos como pontilhado, ártico, canelado, silezio, martelado, etc. É indicado para atuar como barreira visual, sem prejuízo da luminosidade. São encontrados em diversas cores e a espessura comum é de 4mm.

6. BISOTÊ

É um elemento puramente estético, que cria uma espécie de moldura no próprio vidro, a partir da lapidação das bordas em faixas com cerca de 2cm de largura. Esse acabamento pode ser dado a qualquer tipo de vidro com espessura igual ou superior a 6mm, ou para espelhos.

7. ESPELHOS

É o vidro cristal, com diversas espessuras, exposto a um processo de espelhação à base de níquel. Pode ser encontrado nas versões incolor (prata), bronze, cinza (fume) ou verde, com opção para acabamento liso, bisotê ou jateado.

8. TEMPERADO

Processo desenvolvido para garantir maior resistência ao vidro, a têmpera é o aquecimento gradativo até que seja atingida a temperatura de aproximadamente 7OO°C (estado plástico) seguido por um brusco resfriamento. Com isso, são provocadas tensões internas no material, o que lhe garante uma resistência mecânica cinco vezes maior que a do vidro comum. Quanto maior sua espessura, maior também seu grau de resistência aos mais variados impactos, como pedras e outros objetos de pequenos portes, sem que sejam comprometidas a visibilidade ou a passagem de luz.

Deve ser encomendado na medida certa, já com os encaixes para molas, dobradiças, maçanetas, fechaduras ou qualquer outro recorte necessário. Nas cores verde, cinza (fume), bronze, azul além da versão incolor, ele é encontrado em espessuras a partir de 3mm. O vidro temperado é auto portante (dispensa caixilhos), fixando-se à estrutura através de encaixes e ferragens.

Considerado quase inquebrável, o tipo temperado fragmenta-se em pedaços arredondados e não cortantes, o que minimiza a chance de acidente. É indicado para portas, janelas, divisórias e dezenas de outras aplicações; entretanto, seu uso exclusivo não é recomendado para o fechamento de guarda-corpos, por exemplo. Nesses casos, recomenda-se usá-lo conjuntamente com o laminado de modo que a camada temperada fique voltada para o lado externo da construção.
Dessa forma poderão ser evitados acidentes fatais, como queda de crianças de alturas elevadas.

Ele suporta diferença de temperatura de até 260°C.

9. LAMINADO

Formado por duas, três ou mais placas de vidro intercalados por uma película de plástico de alta resistência: o Butiral Polivinil que pode inclusive receber os mais variados desenhos.

Esse processo ainda não esta muito difundido no Brasil, embora o laminado se rompa mais facilmente do que o temperado, os estilhaços são retidos pela película de butiral, porque mantém como barreira física mesmo depois de quebrado. Dependendo do número de lâminas de vidro utilizadas, oferece resistência até mesmo contra tiros de revólver e metralhadora. Na espessura mínima de 6mm, o laminado é encontrado em diversas cores e pode ser aplicado em qualquer lugar onde seja desejado, não havendo restrições em espécie alguma. Sua própria configuração o torna um excelente isolante termoacústico, usado em todos os projetos que exigem tais características.

Embora ele não dispense caixilharia, sua utilização também é comum em automóveis - somente os modelos mais recentes - pista de dança com iluminação embutida, piscinas e onde mais sua imaginação quiser e o projeto permitir.

10. REFLETIVO

Aplicado em fachadas , ele filtra a luz solar, reduzindo significativamente a incidência de calor e raio UV nos ambientes. Trata-se de um vidro com um tratamento na sua superfície (à vácuo), laminado ou pirulítico. A indicação do refletivo reduz os gastos de energia com sistemas de ar condicionado. O vidro refletivo mantém ainda a transparência e o alto poder de reflexão. Pode ser encontrado em diversas cores e espessuras com um coeficiente de sombreamento a partir de - 0,22.

A RECICLAGEM NO BRASIL

No Brasil, a quantidade de vidro reciclado em relação ao produzido é de cerca de 40%.

A origem destes vidros reciclados é: 65% provenientes das empresas envasadoras de bebidas, 26% dos comerciantes de cacos e 9% dos acordos de reciclagem (escolas, entidades beneficentes, creches, hospitais ou postos de troca por mercadorias).

Conforme dados da ABIVIDRO - Associação Brasileira das Indústrias de Vidro, existem programas de reciclagem em 8 Estados com entidades beneficentes, contando com mais de 80 pontos de coleta.

As entidades beneficentes efetuam a coleta do vidro, que resulta de campanhas de educação para a cidadania e ecologia, obtendo, assim, uma renda extra para sua manutenção, com a venda para as vidraçarias.

A RECICLAGEM NO MUNDO

Vidro reciclado em relação ao vidro produzido:

País: Vidro reciclado
Suíça: 84%
Holanda: 77%
Áustria: 76%
Alemanha: 75%
Noruega: 72%
Bélgica: 67%
Dinamarca: 67%
França: 48%
EUA: 37%

VIDRO LAMINADO

1. O SEGREDO DO VIDRO LAMINADO

O vidro laminado é um sanduíche formado por duas ou mais camadas de vidro, intercaladas por uma ou mais películas de polivinil butiral(PVB) unidas através de um processo de pressão e calor. O resultado é um material vítrico resistente, de excelente desempenho, que mantém a transparência original do vidro.

A Monsanto, com a marca Saflex®, é líder mundial na produção e comercialização de PVB.

2. VIDRO LAMINADO DE ACORDO COM A NORMA

Carros, varandas, janelas, box de banheiro balcões de lojas, vitrinas, guaritas. É vidro para todo lado. Então, o que fazer para evitar os riscos envolvidos na sua utilização e fugir dos acidentes? Seguir a norma NB-226, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para "Projeto, execução e aplicações de vidros na construção civil".

Pelo artigo 4.7.2.1 da norma, o envidraçamento de balaustradas, parapeitos, sacadas e vidraças não-verticais sobre passagem deve ser protegido com telas metálicas ou executado com vidros de segurança laminados ou aramados. O mesmo se aplica a casos de utilização em clarabóias ou telhados. Ainda, para pavimentos acima do piso térreo, as chapas de vidro que dão para o exterior, quando colocadas até a l,10m acima do respectivo piso, também devem ser de segurança laminados.

Resumindo

Pela norma, a utilização do vidro laminado é obrigatória em locais que ofereçam riscos de acidentes, por ser o único tipo de vidro que não se quebra ao ser impactado. Assim, além da segurança pessoal, o vidro laminado também proporciona segurança patrimonial, uma vez que, dependendo de sua configuração, pode-se reduzir riscos de roubos e vandalismo.

O Código de Defesa do Consumidor, no § VIII do artigo 39 sobre "Práticas abusivas", proíbe que qualquer produto ou serviço seja feito em desacordo com as normas expedidas por órgãos oficiais, pela ABNT, ou outra entidade credenciada pelo CONMETRO (Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). Isso confere a essa norma um caráter de lei.

Benefícios

Proteção:

1. Proteção contra impactos acidentais

Aplicações

Divisórias
Visores de porta
Envidraçamentos simples e duplo

Composição do Vidro Laminado*

3+3/0,38(PVB)
4+4/0,38(PVB)

2. Prevenção de queda de vidro sobre pessoas ou de queda de pessoas através do vidro

Aplicações

Parapeitos
Guarda-corpos
Elevadores panorâmicos
Skylights/clarabóias
Salão de esportes
Envidraçamentos não-verticais

Composição do Vidro Laminado*

3+3/0,76(PVB)
4+4/0,76(PVB)

Segurança

1. Proteção contra vandalismo

Aplicações

Vitrines de objetos de valor relativo
Residências (áreas de menor risco)

Composição do Vidro Laminado*

4+4/0,76(PVB)
5+5/0,76(PVB)
6+6/0,76(PVB)

2. Proteção contra arrombamentos

Aplicações

Vitrines de lojas
Museus
Residências (áreas de maior risco)

Composição do Vidro Laminado*

Mínimo de 1,52mm(PVB)

3. Proteção reforçada contra arrombamentos (alta segurança)

Aplicações

Prisões
Hospitais psiquiátricos
Vitrines de objetos de valor

Composição do Vidro Laminado*

Mínimo de 2,28mm(PVB)

4. Segurança contra agressões à mão armada (anti-bala)

Aplicações

Bancos
Instituições militares
Guaritas

Composição do Vidro Laminado*

Mínimo de 3 vidros +25mm de (PVB)**

* Espessuras recomendadas era mm (vidros/PVB)
** Consulte um especialista

Fonte: www.centralbox.com.br

Vidro

O criador e a criação

Vidro

Sempre que se fala na invenção dos vidros, os fenícios são os primeiros a se destacar. Diz a lenda que alguns fenícios, ao desembarcar na costa da Síria, montaram acampamento e fizeram uma fogueira sobre areia, ossos e salitre. Pouco tempo depois, um líquido brilhante escorria do fogo e se solidificava rapidamente.

Mesmo com essa história, os fenícios não devem ser os únicos a receber a glória. No Egito Antigo, arqueólogos encontraram o material nas formas de contas de vidro colorido, colares, brincos e frascos soprados.

Vidro

Na definição internacional, vidro é “um produto inorgânico, de fusão, que foi resfriado até atingir a rigidez, sem formas cristais”.

Não importa a verdadeira nacionalidade dos descobridores.

O vidro e suas técnicas

As primeiras técnicas utilizadas em vidro eram extremamente primitivas. Com o tempo, outras foram surgindo. Por volta de 200 a. C, uma das técnicas mais utilizadas fazia uso de uma vara ou cana de sopro. Essa prática foi uma das responsáveis pelo grande avanço e aperfeiçoamento das indústrias vidreiras.

Vidro

O passar do tempo fez com que os vidraceiros fossem descobrindo novas possibilidades na fabricação do vidro. Depois da “inovação” do vidro oco (soprado), vieram os vidros planos, usados principalmente para vitrais de igrejas e catedrais.

No século 12, na época das Cruzadas, em Veneza, na Itália, Murano (ilha próxima de Veneza) se tornou a grande fabricante de vidros, com diversos tipos de composição. Murano alcançou fama mundial nos cristais e espelhos que fabricava.

Na Renascença (século 17), houve uma queda na produção vidreira. Artesãos italianos migraram para a Alemanha e começaram a fabricar um vidro de cor esverdeada. No final do século 18, a França também aprimorou as técnicas que usava. O rei Luís XIV e o ministro Colbert reuniram alguns dos melhores mestres na arte do vidro e montaram uma empresa, a Saint Gobain – atualmente, é uma das mais importantes companhias privadas do mundo.

O começo do século 20 foi de grandes descobertas. O belga Émile Fourcault inventou um processo mecânico responsável por estirar a massa do vidro. O método utilizava pinças, que suspendiam a massa, de forma que ficasse verticalmente há quase 20m de altura para receber o corte. Ainda a partir do século 20, a indústria vidreira se desenvolveu com a introdução de fornos contínuos e equipamentos semi ou totalmente automáticos.

As décadas de 1930 e 1940 foram destaque no século passado, quando os grandes fabricantes empregaram o método Libbey-Owens, indicado para a produção dos vidros estirados pela facilidade no manejo e precisão de corte.

A história do vidro caminhou a passos largos para a fabricação dos vidros planos, com desenvolvimento e técnicas científicas de novos processos.

O sistema 'float'

Vidro

O sistema float surgiu por volta dos anos 1950, na Grã-Bretanha. O processo inovador, criado por sir Alastair Pilkington, tinha por base fazer o vidro (ou sua massa), ainda não derretido, flutuar em estanho derretido. Depois, o vidro ganha a espessura desejada, é recozido, resfriado e recortado. Também chamados de vidros planos, os floats são de excelente uniformidade e não possuem quase nenhuma distorção óptica.

Geralmente utilizados na construção civil, automóveis, eletrodomésticos, móveis e objetos de decoração, os vidros planos são considerados, hoje, dominantes na indústria vidreira mundial.

O vidro no Brasil: início

Os primeiros pedaços de vidro chegaram ao Brasil por meio de Pedro Álvares Cabral, em 1500, que presenteou os índios com colares e rosários. Depois, em 1549, Tomé de Souza utilizou o escambo com os indígenas: trocou um lote de espelhos por pau-brasil.

Entre 1624 e 1635, os invasores holandeses entraram em Pernambuco e quatro artesãos abriram a primeira oficina de vidro, fabricando copos, frascos e janelas. Entretanto, a saída dos holandeses do País fez com que a oficina fechasse.

Desde então, muito tempo se passou para que o vidro voltasse a ter origem brasileira. A chegada da Família Real, em 1808, desencadeou a produção de muitas coisas antes desconhecidas no País ou importadas. Em 1810, Francisco Ignácio da Siqueira Nobre recebeu uma carta-autorização do regente D. João e pôde inaugurar a primeira produtora vidreira no Brasil, a Real Fábrica de Vidros da Bahia, em Salvador, que durou até 1825.

Em 1861, na 1ª Exposição Nacional de Produtos Naturais e Industriais, o vidro apareceu em forma de garrafas, frascos e globos para lampiões. Pouco tempo depois, em 1882, foi criada a segunda indústria brasileira de vidros, a Fábrica Esbérald – Companhia Fábrica de Vidros e Crystaes, produtora de embalagens. Em 1885, São Paulo ganhou a Companhia Vidraria Santa Marina. As duas fábricas deram início ao sucesso absoluto do vidro.

Depois de 57 anos, um empresário português fundou a Companhia Vidreira Nacional, a Covibra. Ao mesmo tempo, a Santa Marina criou a Companhia Paulista de Vidro Plano (CPVP), que acabou se tornando parceira da Covibra, para diminuir a concorrência. Mais tarde, a junção das duas empresas resultou na criação das Indústrias Reunidas Vidrobrás, no início da década de 1950.

O vidro no Brasil: a partir de 1950

No início da década de 1950, começaram a surgir as primeiras grandes empresas vidreiras no País, como a Sebastião Pais de Almeida, que controlou cerca de 60% da distribuição nacional. Os anos 1950 marcaram a grande demanda de vidro na indústria moveleira e na construção civil.

Vidro

Em 1951, entrou em funcionamento a pequena Santa Lúcia Cristais. Dez anos depois, a fábrica inaugurou a filial Vidros Blindex. Em 1962, a Santa Lúcia começou a operar no interior de São Paulo, em Caçapava, com a Companhia Produtora de Vidro (Providro).

No início da década de 1960, eram três os principais fabricantes de vidros: a Providro, a Santa Marina e a UBV (União Brasileira de Vidros), empresa paulista criada em 1957). Essas empresas dominaram o setor até meados de 1980.

Fonte: www.andiv.com.br

Vidro

História

Conforme narração do historiador romano Plínio, o vidro foi descoberto acidentalmente devido a alguns mercadores fen¡cios que o introduziram por volta do ano 5000 a.C.

Desembarcados às margens do rio Belo, na Síria, acenderam um fogo de campo e usaram para apoiar as panelas alguns blocos de nitrato de sódio retirados da carga que transportavam.

"... o natrão, fundindo-se por causa do calor do fogo e misturando-se com a areia da praia, originou um novo l¡quido transparente formado dessa mistura..."

Trata-se provavelmente de uma lenda, devido ao fato de que muitas vidrarias na Antiguidade e ainda nos tempos de Plínio costumavam se abastecer de areia das margens do rio Belo.

Os romanos contribuíram muito, por volta do ano 100 a.C., para o desenvolvimento das indústrias do vidro. Iniciaram a produção de vidro por sopro dentro de moldes, aumentando em muito a possibilidade de fabricação em série das manufaturas. Eles foram os primeiros a inventar e usar o vidro para janelas.

Além do método de fabricação, o vidro é uma solução sólida resultante da solidificação progressiva, sem traços de cristalização, de misturas homogêneas em fusão, formadas principalmente por sílica, soda e cal.

Para fabricar o vidro, é preciso fundir juntos três elementos básicos:

- Um vitrificante, a sílica, introduzida em forma de areia;

2º - Um fundente, soda ou potassa, em forma de sulfato ou de carbonato (abaixa a temperatura de fusão da sílica);

3º - Um estabilizante, o cal em forma de carbonato (atribui ao vidro uma resistência maior aos ataques da água).

Na construção civil, o vidro devido às suas peculiares características de transparência e dureza superficial, representa a melhor resposta à necessidade de contato com o exterior, ao mesmo tempo em que assegura proteção.

É no início do século XX que a história torna protagonista a evolução arquitetônica do vidro.

Surgem assim vidros de um alto padão tecnológico que contribuem para tornar a casa mais confortável.

Eis então as janelas termicamente isolantes, os cristais coloridos filtrantes e refletivos, os cristais temperados e laminados para a segurança, os vidros perfilados etc.

Fonte: www.apollovidros.com.br

Vidro

Descoberta

Vidro

A história do vidro remonta a alguns milênios com disputas entre quem seria o descobridor do vidro, como fenícios, persas, romanos, egípcios, bizantinos e chineses, mas segundo Plínio, o Velho, século 1 d.C., os fenícios seriam os primeiros a reproduzir, depois de longa observação o "fenômeno natural de aquecimento e fusão sílica pela ação de um raio, formando uma placa translúcida de vidro ou cristal".

Vidro

Porém, isso são vestígios arqueológicos, pois a presença de contas de vidro colorido, colares, brincos e frascos encontravam-se nas tumbas dos faraós, anterior aos encontrados com os fenícios.

Mas tudo leva a crer que a descoberta do vidro está na região do Mediterrâneo. Os sírios inventaram a técnica do vidro soprado, levando a um melhor acabamento e beleza. Os romanos levam a glória por difundir a arte por toda a Europa Ocidental e Oriente Próximo, por meio de seu vasto império mercantilista. Devemos destacar que quanto mais complexa a produção de vidro, mais estava presente nas casas de patrícios e das igrejas, destinando-se os objetos de uso mais cotidiano e simplificado para a população.

Romanos

Vidro

Os romanos combinaram o vidro com outros tipos de materiais, tais como o ferro e chumbo, criando inúmeros vasos ornamentais e mosaicos elaborados com uma grande habilidade, fundamentais para a produção de vitrais.Foram eles os primeiros a usar o vidro para janelas,contribuindo muito para sua evolução.

O vidro na idade média

Durante a Idade Média a arte vidreira manteve-se viva, apesar de períodos bastante conturbados, e Constantinopla tornou-se refúgio de artistas que acabaram por receber influências helenísticas e árabes que enriqueceram a qualidade da fabricação do vidro, como o uso de vidros coloridos.

Vidro

No século 13, Veneza é o centro vidreiro europeu, concentrados na Ilha de Murano, sua produção ganhou fama por toda a Europa. Essa magnitude de Veneza impulsionou outros mercados europeus como Bélgica, Alemanha e Boêmia que se destacaram com a produção de vitrais em catedrais góticas.

O vidro durante a Idade Média esteve muito vinculado à religiosidade e técnica refinada, o Renascimento marcado por um espírito científico e racional conduziu o vidro para a era da industrialização e, assim a perfeição do vidro, o "vidro perfeito".

A França, nos séculos 17 e 18, esteve na frente da manufatura do vidro, Luís XIV e o ministro Colbert criaram empresas nacionais para a proteção da atividade vidreira, como a Manufacture Royale dês Glasses de France que culminou com a criação da empresa privada Saint-Gobain, hoje conhecida mundialmente.

Os séculos seguintes caminharam para uma fabricação de vidros planos e um desenvolvimento científico e tecnológico de novos processos produtivos.Precioso e raro na colônia, o vidro plano popularizou-se no século 20 e hoje empresta luxo e modernidade às mais belas construções arquitetônicas.

O vidro no Brasil

Vidro

Entre os presentes e mimos oferecidos por Cabral aos Tupinambás do sul da Bahia em abril de 1500 não havia nada feito de vidro, segundo Pero Vaz de Caminha, testemunha ocular e relator oficial do encontro inaugural da nossa história. Mas com a exploração intensiva do pau-brasil nas décadas seguintes, a troca de árvores cortadas pelos nativos por variados artigos europeus virou prática usual, e a lista de produtos oferecidos aumentou. Em 1549, na construção da cidadela que deu origem a Salvador, a primeira capital do Brasil, o governador Tomé de Souza pagou a madeira fornecida pelos índios com um lote de mercadorias que incluía 14 dúzias de facas, 320 tesouras, 9 200 anzóis - e 70 espelhos.

O escambo e o comércio regular da colônia com a metrópole cresceram, mas não impediram que por um bom período o vidro fosse um personagem furtivo, quase oculto, mais refletindo do que intervindo na paisagem brasileira. Nos primeiros tempos da sociedade colonial, de vida modesta e construções rústicas, a presença do vidro limitou-se a alguns raros utensílios domésticos, como frascos e copos - tão raros que, quando existiam, eram arrolados nos inventários familiares -, e algumas janelas envidraçadas, privilégio de umas poucas edificações. O vidro, no Brasil, era um personagem ainda à procura de uma história.

Fonte: www.guiadovidro.com.br

Vidro

Fabricação de Vidros

Vidro

O vidro é uma substância inorgânica amorfa e fisicamente homogênea, obtida pelo resfriamento de uma massa em fusão, que endurece pelo aumento contínuo da viscosidade e que, resfriado, atinge a rigidez, sem cristalizar. As principais matérias primas utilizadas na fabricação do vidro são: Areia (SiO2) 70%, Calcário (CaO) 10%, Dolomita (MgO) 2%, Feldspato (Al2O3) 2%, Barrilha (NaO) 15%, Sulfato de Sódio (Na2SO4) 0,2%, o restante está dividido entre os corantes. O processo de fabricação de vidro começa quando as matérias-primas são misturadas a frio e levadas ao forno de fusão onde a massa é fundida a uma temperatura de 1500 °C, transformando-se em vidro. Os fornos são constituídos de três partes: a fusão, a refinação e os regeneradores.A mistura é enfornada na mesma velocidade em que o vidro está sendo moldado nas máquinas de fabricação de modo que a quantidade de vidro no forno é sempre constante. As máquinas que produzem o vidro são interligadas ao forno através de um canal, que reduz a temperatura da massa de vidro para aproximadamente 900°C que é desejada para a formação da gota de vidro.

Vejamos alguns processos:

Soprado soprado

A formação da embalagem tanto no molde quanto na forma são feitas com ar comprimido, que resultam em maior peso. Normalmente utilizados para garrafas (boca estreita).

Prensado soprado

A formação no molde é feita através da compressão de vidro com auxílio de um pino de prensagem. Normalmente utilizado para embalagens de boca larga como potes de alimentos.

Vidro plano

O vidro plano em sua concepção são vidros estruturados em chapas e seu processo de produção é contínuo. Atualmente, existem dois processos de fabricação de vidros plano no Brasil: flutuação em banho de estanho (float) e laminação por rolo (impresso).

O processo float trata-se do mais moderno. Consiste em submeter o vidro fundido a um banho de flutuação em estanho em fusão, o que lhe confere perfeito equilíbrio entre a face do vidro em contato com o metal. Pelo efeito do seu próprio peso e do calor, a face superior se torna perfeitamente plana, polida e com espessura uniforme. Este processo permite obter um vidro de alta qualidade e brilho, que dispensa operações de polimento.

O processo de fabricação do vidro impresso (conhecido popularmente como “Vidro Fantasia”), Consiste em se passar o vidro fundido por cima de um vertedouro, para se formar uma lâmina plana que depois passa entre dois rolos laminadores. Esses rolos podem ser lisos ou gravados (em um ou nos dois rolos), o que permite obter os mais variados desenhos numa ou nas duas faces da chapa de vidro.

Vidro Temperado

A fabricação do vidro temperado consiste em aquecer o a chapa de vidro, float ou impresso, próximo à sua temperatura de amolecimento e logo após resfriá-la rapidamente com o auxílio de ar comprimido ou óleo, aumentando assim em até 7 vezes as resistências mecânicas e ao choque térmico, 200-300°C.

Vidro Laminado

O processo de fabricação do vidro laminado se dá a partir da prensa de duas lâminas de vidro liso ou polido com uma lâmina intercalada de plástico, PVB (polivinil-butiral) ou acetrato de celulose, em um forno autoclave.

Vidro Fibras

O processo de fabricação é unicamente a fiação. Há uma matriz com furos de diâmetros variáveis que determinarão a espessura do fio da fibra. A retirado do material necessita de um operador que puxa manualmente os fios de vidro.

Vidros Especiais e Ópticos

Idêntico ao processo prensado soprado.

Vidros curvos

Usados na Indústria automobilística, na indústria moveleira, na construção civil, em decoração e também na indústria de luminárias.

Fonte: www.artivetro.com.br

Vidro

De que é feito o vidro?

O ingrediente principal da massa para fabricar vidro incolor é areia de sílica, misturada com sais alcalinos, tais como cal, cinza de madeira e soda. Os vidros coloridos são feitos adicionando-se corantes à esta massa incolor, criando as cores mais conhecidas - bronze, cinza, verde e azul. A presença desses pigmentos coloridos fazem o vidro tornar-se termo-absorvente, em proporções diferentes de acordo com a respectiva cor, assim minimizando um problema e criando um outro.

O que é Vidro "Float"?

É qualquer tipo de vidro fabricado pelo processo de flutuação (float glass). Nele, a matéria-prima quase liquefeita é derramada sobre um leito de estanho derretido, sobre o qual o vidro flutua e se espalha, buscando seu nível natural, assumindo a forma de uma lâmina lisa e contínua. Enquanto desliza controlada e vagarosamente ao longo do percurso de centenas de metros, a massa vai se esfriando naturalmente. Alimentada, na seqüência, para o forno de recozimento, sofre um tratamento térmico padrão - o recozimento. A superfície é inspecionada para controle de qualidade, por computadores e, finalmente, cortada em chapas. A espessura final do vidro é definida pela variação da velocidade com que a lâmina se move no trajeto. O processo "float" produz um vidro sem ondulações de superfície, eliminando assim a deficiência visual inerente ao processo anterior, denominado "por estiramento", pois a massa de vidro é literalmente arrastada sobre roletes.

Atualmente, 98% do vidro no Brasil é fabricado por este processo e o produto se denomina "vidro cristal".

O fluxo de fabricação está resumido no gráfico a seguir:

Vidro

O que acontece quando a luz bate no Vidro?

Vidro

Três coisas, e são elas que devem nortear a escolha de um vidro para uma aplicação específica. A luz, i.e., as ondas do espectro solar são então refletidas, absorvidas ou transmitidas diretamente através do vidro, conforme descrito pela "equação RATE".

a equação abrange a totalidade do espectro solar e, assim, o total refletido, absorvido e transmitido sempre será igual a 100%. A porcentagem de cada um destes atributos é função da co e da refletividade da superfície do vidro.

Assim, no caso de uma lâmina monolítica de 3mm de vidro incolor (figura abaixo), observa-se que a maio parte da luz solar é transmitida diretamente através do vidro (83%). Apenas uma pequena parcela da luz é refletida (8%) ou absorvida (9%). Portanto, segundo a equação RATE: 83% + 8% + 9%= 100%.

A luz do sol, no comprimento de onda absorvida, tem que ir para algum lugar, verificando que, felizmente, a maior parte é retransmitida para o exterior. Aproximadamente 2/3 da energia solar absorvida (luz do sol) é re-irradiada para o lado externo e apenas 1/3 para o interior do prédio.

A ilustração é importante também por outra razão: o vidro incolor 3mm é o padrão adotado para se calcular o Coeficiente de Sombreamento (CS) de qualquer outro vidro. Seus dados são ilustrados abaixo:

Vidro

Agora, alguns termos importantes ou relativos ao coeficiente de sombreamento:

TRANSMITÂNCIA

É a interação incidente filtrando-se diretamente através do vidro. Compõe-se de raios de luz:

UV ou ultravioleta que se mede, no espectro solar, entre os comprimentos de 300 e 380 micromilímetros.

Luz Visível (ou luz natural, ou do dia) que é a porcentagem de luz, transmitida diretamente na região visível nos comprimentos de onda de aproximadamente 380 a 780 micromilímetros, no espectro solar.

Infravermelho (energia solar, ou calor) medida nos comprimentos de onda entre 780 a aproximadamente 3000 micromilímetros. Nesta faixa, separamos as ondas curtas (780 a 2100) e ondas largas (~2100 a 3000), para análise das propriedades das camadas óxido metálicas tanto de alta refletividade (high reflectance) como de baixa emissividade (LowE).

REFLECTÂNCIA

É a interação das ondas do calor (energia) solar, refletindo-se diretamente da superfície vidro.

EMISSIVIDADE

É a parcela do calor solar ou luz que, após ter sido absorvida pelo vidro, é retransmitida, tanto para o exterior como para o interior do prédio.

VALOR-U (DA ASHRAE)

É a medida do ganho ou perda de calor que ocorre através do vidro, causada pela diferença entre as temperaturas externa e interna. São valores aferidos no centro de uma peça de vidro e baseados em padrão estabelecido pela Associação dos Engenheiros de Calefação, Refrigeração e Ar-Condicionado, relativos às condições diurna no verão e noturna no inverno. Um valor-U mais baixo significa que menos calor é transmitido através do envidraçamento.

FATOR SOLAR

A parte da energia solar incidente que entra no vidro, incluindo tanto a energia transmitida diretamente quanto a energia absorvida que é convectada e irradiada para o interior de uma de uma construção.

VALOR-R-

É a medida da resistência total à transferência de calor. O Valor-R é a recíproca do Valor-U. Quanto maior o Valor-R, menos calor é transmitido através do envidraçamento.

Há outros termos e índices utilizados pelos diversos fabricantes de vidro para comercializar seus produtos, mas nem sempre ultrapassam da área de atuação do marketing e, por isso, fogem ao escopo deste resumo.

O que é Coeficiente de Sombreamento?

(CS) -(Shading Coefficient)

É a razão do ganho de calor (energia) solar através de um determinado vidro para o ganho de calor solar do vidro padrão (i.e. um vidro monolítico incolor de 3mm), sob circunstâncias idênticas. É o índice mais conhecido e geralmente aceito, tanto pela indústria como na construção civil como referência comparativa entre vidros.

Vidro

Nessa busca da especificação correta e adequada de um vidro, procura-se atingir um ponto de equilíbrio entre três componentes principais e objetivos: Conforto Visual, Conforto Térmico e Economia - além da consideração Estética, de caráter subjetivo e até certo ponto imponderável.

Foi assim que, insatisfeitos com o desempenho do vidro incolor se evoluiu, primeiro para um vidro colorido (o verde Solex, há 50 anos), depois mais vidros coloridos, depois os refletivos com uma película (Scotch tint, por exemplo), depois uma camada óxido metálica como um spray em câmara a vácuo, depois fundida no vidro durante a fabricação, depois a camada de baixa emissividade. Depois...

Para exemplificar as medições propostas e objetivar o uso daquilo que foi discutido e ilustrado, duas tabelas comparativas de dados, retiradas do Manual de Envidraçamento (tido na indústria da construção americana como a "Bíblia do Vidro"), da Flat Glass Marketing Association - FGMA (USA). Na primeira tabela, um vidro incolor, para comparação e os demais coloridos (com a pigmentação adequada para que fiquem posicionados em intervalos mais ou menos pré-definidos na escala do coeficiente de sombreamento). Na segunda tabela, os mesmos vidros, agora com camada pirolítica.

E o problema do som?

De fato é um problema ainda mais complicado entre nós pelo requisito das muitas "aberturas" na face externa dos prédios.

O isolamento acústico é dado em dB(A), que é a forma de medida do som em relação ao ouvido humano. Quando um vidro tem um índice de 30 dB(A), isso quer dizer que, se externamente há um ruído de 70 dB(A), este vidro só deixará passar para o interior 40 dB(A).

Portanto, para se fazer uma boa especificação,devemos saber qual é o nível de ruído desejável e o tipo de ruído existente (rua movimentada, aeroporto).

O estudo do Conforto Acústico através do Vidro é dependente de fatores como sua massa, rigidez (que nada tem a ver com resistência) e abafamento (o índice de dissipação de movimento vibratório para energia calórica).

O aumento da massa, pelo lado da espessura ajudaria, mas custa muito. O aumento da rigidez não é uma solução muito praticável no caso de vidro. Um espaço de ar entre duas lâminas de vidro auxilia no isolamento acústico, mas só no caso deste espaçamento ser maior do que o utilizado para isolamento térmico (que em geral é de 13mm). O duplo envidraçamento (conjunto de pelo menos dois vidros separados por uma câmara de gás) já é uma realidade no mercado brasileiro, obtendo bons resultados no que diz respeito a conforto acústico e térmico.

A variável restante é o abafamento, em que inerentemente, o vidro é pobre. A utilização de uma película viscosa entre duas lâminas de vidro ajuda a aumentar este abafamento acústico. Por isso o vidro laminado oferece algumas vantagens práticas, se ignorado o aspecto preço, que é normalmente o dobro, comparado a um vidro monolítico de igual espessura.

Convém mencionar que a transmissão sonora depende também da freqüência - ondas entre 125 Hz e 4.000 Hz que, para conveniência e simplificação, gerou uma tabela denominada Espectro de Perda de Transmissão e as chamadas Classes de Transmissão Sonora, definidas na ASTM Standard E 413.

É preciso entender bem qual o tipo de "som" que se está tentando se controlar: o do tráfego dos veículos, vozes humanas, ou ... - que se manifestam em freqüências diferentes - e, em função disso, encontrar o vidro mais adequado. Nas situações mais extremas, o normal é a contratação de um engenheiro de som para analisar o problema.

Como diagnóstico e solução são ainda bastante complexos, a companhia Monsanto (que descobriu o PVB) montou uma tabela acessível de onde retiramos alguns dados para ilustrar:

Uma Palavra sobre Vidros de Segurança

A definição genérica diz que são todos os vidros que, quando quebrados, produzem fragmentos menos suscetíveis de causar ferimentos graves que os vidros comuns, em iguais condições.

Assim , o vidro aramado é o mais antigo a se qualificar, com seus fios metálicos embutidos no meio da massa. É o mais grosseiro, embora eficaz, vidro de segurança, tendo sido muito utilizado no passado em portas corta-fogo. Tem inconvenientes - ser muito quebradiço e facilitar ferimentos de corte nas pontas do arame que ficam freqüentemente expostas, por ocasião de certo tipo de quebra.

O vidro laminado inventado no princípio deste século para atender ao problema de pára-brisas de automóvel quebrados em acidentes - também é vidro de segurança, pois é fabricado com duas ou mais chapas de vidro comum, unidas com calor e sob pressão (autoclavados), com uma ou mais películas de material plástico, de modo que, quando quebradas, mantém os estilhaços (iguais aos do vidro comum) aderidos à película. Em certos casos é especificamente exigido pela ABNT - ex. gradis externos, coberturas sobre passagem pública.

E, por fim, o vidro temperado que, submetido a tratamento térmico, fica com tensões de superfície adequadas, fragmentando-se em pedacinhos menos cortantes que os vidros comuns. A têmpera lhe confere uma resistência ao impacto (sua característica principal) e resistência ao choque térmico de 4 a 5 vezes maior, se comparado ao vidro comum de igual espessura. Mas, depois de temperado não pode ser usinado, cortado ou, de qualquer modo, trabalhado.

Existe no mercado internacional o que, popularmente se denomina meia-têmpera, um tipo de tratamento de enrijecimento que o torna mais ou menos 2 a 2,5 vezes mais resistente do que o similar comum. O assunto está assumindo importância com a introdução dos vidros termo-refletivos.

É importante que esta distinção entre laminado e temperado seja absorvida, principalmente devido ao fato de que o laminado, por ser composto com duas lâminas de 3mm, por exemplo, para ter 6mm, nem individualmente nem em conjunto alcança a mesma resistência do similar monolítico. A indústria vidreira ainda opera com a idéia de que, no máximo, essa resistência média no laminado chega apenas a 70%. É um assunto em debate.

Fonte: www.alusistem.com.br

Vidro

Vidro
A beleza do processo manual da vidraria

Sabe-se que egípcios, sírios, fenícios, assírios, babilônios, gregos e romanos, já realizavam trabalhos com o vidro. Não é possível atribuir a descoberta do vidro a um único povo e a uma única época. Os povos da Mesopotâmia e os egípcios já conheciam as técnicas rudimentares de sua fabricação, em 2700 a.C.(antes de Cristo). Na verdade, em escavações arqueológicas, nas proximidades de Bagdá, foi encontrado um cilindro de vidro azul, datado daquele período. No Egito, foi encontrado um fragmento também azul escuro, uma espécie de amuleto, onde está escrito o nome do faraó Antef II.

A arte do vidro floresceu no Egito no século 1500 a.C. Os artistas, a serviço dos faraós, conheciam a fórmula de uma pasta de vidro maleável, com a qual faziam contas de vidro e adornos pessoais. Algumas destas peças foram encontradas em perfeito estado de conservação. Os egípcios, primeiros a utilizar o vidro na fabricação de embalagens (vasilhas abertas como jarros e tigelas), também produziam recipientes para cosméticos, bálsamo e frascos para perfumes. Entre estes o mais comum era o alabastro, primeiro na forma de tubo, depois em moldes curvos, com duas pequenas alças, no estilo de ânfora grega. No alabastro guardava-se o col, tintura para escurecer as pálpebras e realçar o brilho dos olhos, utilizado por homens e mulheres da antiguidade em todo o Oriente.

Vidro
Bem antes da nossa era, os Egípcios´já sabiam fabricar vidro

Nas tabuinhas de Assurbanípal (668-626 a.C.) descobertas em Nínive, há referências às fórmulas de fabricação de vidro. Na Grécia, foram encontrados vasos de vidro manufaturados com técnicas egípcias. No Egito, na Mesopotâmia, Síria ou Grécia, a produção de vidro na antiguidade exigia grandes esforços dos artistas e operários, na sua maioria escravos. Os elementos básicos de sua composição - cálcio, cal e a barrilha, potássio - eram basicamente os mesmos de hoje, mas produziam vidro opaco e arenoso. Os fornos pequenos, o vasilhame de barro, a dificuldade para conseguir altas temperaturas e atingir o grau de fusão necessário dificultavam as tarefas. Com a técnica de fole aplicada ao forno, introduzida no Egito, conseguiu-se aumentar o calor e assim tornar a massa vítrea mais maleável - mas o vidro, até o séc. VI a.C., era produzido em escala reduzida para uso e adorno exclusivo dos nobres.

A descoberta da técnica do sopro (fabricação de vidro oco - garrafas, potes, copos, bulbos etc.) na Síria e em Alexandria, quando Roma já estendia seu domínio sobre o Oriente Médio, marca um grande momento na história do vidro.

VIDRO NO BRASIL

A história da indústria do vidro no Brasil iniciou- se com as invasões holandesas no período entre 1624 e 1635, em Olinda e Recife (PE), onde a primeira oficina de vidro foi montada por quatro artesões que acompanharam o príncipe Maurício de Nassau. A oficina fabricava vidros para janelas, copos e frascos.

Com a saída dos holandeses a fábrica fechou. O vidro voltou a entrar no mapa econômico do país a partir de 1810, quando em 12 de janeiro daquele ano, o português Francisco Ignácio da Siqueira Nobre recebeu carta régia autorizando a instalação de uma indústria de vidro no Brasil. A fábrica instalada na Bahia produzia vidros lisos, de cristal branco, frascos, garrafões e garrafas. Ela entrou em operação em 1812. Em 1825, fechou em função das grandes dificuldades financeiras.

Em 1839, um italiano de nome Folco, funda no Rio de Janeiro a fábrica Nacional de Vidros São Roque, com 43 operários italianos e brasileiros, com fornos à candinhos e processo inteiramente manual. Sofre a concorrência das importações de produtos da Europa, sobras de consumo que são vendidas a qualquer preço. Já em 1861, a indústria vidreira brasileira apresenta os seus produtos na exposição nacional na Escola Central, no largo São Francisco, no Rio de Janeiro.Em 1878, Francisco Antônio Esberard funda a fábrica de Vidros e Cristais do Brasil, a Rua General Bruce, em São Cristóvão (RJ). A fábrica trabalhava com quatro grandes fornos e três menores, e com máquinas a vapor e elétrica. Fabricava vidros para lampiões, janelas, copos e artigos de mesa, importava máquinas da Europa para fabricar garrafas, frascos. O seu cristal era comparado ao da tradicional Bacarat. Ocupava 600 pessoas entre operários e artistas do vidro. A fábrica de Vidro Esberard, esteve ativa até 1940.

Outra fábrica de destacada presença foi a Fratelli Vita, da Bahia, fundada em 1902, que produziu garrafas para sodas e refrigerantes, e cristais de qualidade. Em 1875, um alemão da Renania, Conrado Sorgenicht estabeleceu, em São Paulo, uma oficina para fabricação de vitrais, os primeiros fabricados no Brasil. Em 1922, o imigrante italiano, César Alexandre Formenti abriu um atelier no Rio de Janeiro, criando vitrais para igrejas da cidade.

Até o século XX, a produção de vidro era essencialmente artesanal, utilizando os processos de sopro e de prensagem, sendo as peças produzidas uma a uma. Foi a partir do início do século XX que a indústria do vidro se desenvolveu com a introdução de fornos contínuos a recuperação de calor e equipados com máquinas semi ou totalmente automáticas para produções em massa. Um fato marcante para o setor vidreiro brasileiro foi o surgimento, a partir do final do século passado, de importantes empresas, que ainda hoje dominam o mercado.

Fonte: www.vidreiros.org.br

Vidro

A ORIGEM...

Não existem dados precisos sobre a origem do vidro. No entanto, sabe-se que já existia cerca de 3.000 anos antes da era de Cristo. A sua descoberta é atribuída a um acaso acontecido num país do Médio Oriente (Síria ou Egipto).

O QUE É O VIDRO?

Considera-se vidro toda a substância mineral que à temperatura ordinária é sólida, mais ou menos transparente e, às vezes, translúcida. É o resultado da mistura de diferentes silicatos obtidos pela fusão e na qual predominam os silicatos alcalinos e o de cálcio. Na sua composição, entram, além da potassa ou soda, terras alcalinas, cal, barita, magnésio, etc., ou os óxidos metálicos, como os de chumbo, bismuto, zinco manganês, etc. A sílica é o elemento principal na composição do vidro. Simplificando, diremos que o vidro é um composto químico, cujas bases assentam na fusão duma mistura de sílica, soda e calcário. Durante a fusão liberta-se anidrido carbónico e forma-se um composto de silicatos de sódio e cálcio.

A PRODUÇÃO

A produção de um artigo de vidro apresenta duas grandes fases: a produção da peça lisa, sem decoração e a peça acabada que inclui operações como a lapidação, foscagem ( a ácido ou a jato de areia), pintura e a pantogravura. Relativamente à gravação, sabe-se que a gravura a ácido derivou da descoberta, no séc. XVIII, do ácido fluorídrico, único ácido que ataca as superfícies do vidro. Porém, a utilização deste método só foi levada a cabo a partir da segunda metade do séc. XIX.

O PORQUÊ DA UTILIZAÇÃO DO VIDRO?

O vidro possui três importantes e únicas características que o distingue de outros materiais utilizados em embalagens:

100% Reciclável:

O vidro é infinitamente reciclável.

Quer isto dizer que um recipiente de vidro reciclado possui as mesmas qualidades de um fabricado com matérias-primas virgens, independentemente do número de vezes que o material for utilizado.

É a única embalagem amiga da natureza.

Retornável

As embalagens, como por exemplo as garrafas de bebidas, podem ser novamente aproveitadas por diversas vezes, sem que haja problemas de deformação ou absorção de sabores quando forem lavadas em temperaturas elevadas ou com detergentes adequados.

Reutilizável

Os recipientes de vidro acabam por ser reutilizados de formas diferentes daquelas em que foram produzidos. Podem ser utilizados para armazenar alimentos ou até como objetos de decoração.

CONCLUSÃO

Apesar da industrialização no fabrico do vidro o trabalho manual não desapareceu, devido à produção do cristal e ao renascimento do vidro manual.

O vidro adquiriu ao longo dos tempos uma posição de destaque na sociedade e uma posição de prestígio devido às suas características únicas.

Fonte: marinhafosco.planetaclix.pt

Vidro

História

Vidro

O vidro é feito de uma mistura de matérias-primas naturais. Conta-se que ele foi descoberto por acaso, quando navegadores fizeram fogueiras na praia. A areia e o calcáreo (conchas) se combinaram através da ação da alta temperatura.

Hoje o vidro está muito presente em nossa civilização e pode ser moldado de qualquer maneira: nos pára-brisas e janelas dos automóveis, lâmpadas, garrafas, compotas, garrafões, frascos, recipientes, copos, janelas, lentes, tela de televisores e monitores, fibra ótica e etc....

COMPOSIÇÃO

As matérias-primas do vidro sempre foram as mesmas, desde milhares de anos atrás. Somente a tecnologia é que mudou, acelerando o processo, e possibilitou maior diversidade para seu uso.

O vidro é 100% e infinitamente reciclável. Isto quer dizer que todos os recipientes de vidro, mesmo os quebrados, podem ser transformados em novos produtos.

TIPOS DE VIDRO

Existem muitos tipos de vidros que apesar de partirem da mesma base, possuem composições diferentes, de acordo com a finalidade a que se destinam. Veja a tabela a seguir.

Tipos

Aplicações
Vidro para embalagens garrafas, potes, frascos e outros vasilhames fabricados em vidro comum nas cores branca, âmbar e verde;
Vidro plano vidros planos lisos, vidros cristais, vidros impressos, temperados, laminados, aramados e coloridos fabricados em vidro comum;
Vidros domésticos tigelas, travessas, copos, pratos, panelas e produtos domésticos fabricados em diversos tipos de vidro;
Fibras de vidro mantas, tecidos, fios e outros produtos para aplicações de reforço ou de isolamento;
Vidros técnicos lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, tubos de TV, vidros para laboratório, para ampolas, para garrafas térmicas, vidros oftálmicos e isoladores elétricos.

RECICLAGEM

Os produtos de vidro devem ser separados por tipo e cores. Por exemplo, as embalagens de geléia e os copos comuns não devem ser misturados aos vidros de janela. As cores mais comuns são o âmbar (garrafas de cerveja e produtos químicos), o translúcido ou "branco" (compotas), verde (refrigerantes) e azul (vinho).

O vidro usado retorna às vidrarias, onde é lavado, triturado e misturado com mais areia, calcário, sódio e outros minerais. Tudo é derretido em fornos com temperatura de até 1500 ºC.

Em média, 1/3 dos vidros usados são empregados como matéria-prima para fabricação de novas embalagens de vidro.

Atenção:

Quando enviamos os vidros para reciclagem, estes devem estar limpos, ou seja, sem outros materiais como metais, plásticos, palhas e etc, pois eles provocam prejuízos ao processo industrial.

Os vidros técnicos são compostos por matérias-primas diferentes e não são facilmente reciclados, daí tome cuidado para não misturar com os outros tipos de vidro.

A DESCOBERTA

Tem-se como a data provável da descoberta do vidro, algo em torno de 4000 a.C.. Os mais antigos objetos fabricados em vidro que se conhecem foram encontrados em túmulos egípcios, com 4000 anos de idade.

Em estado natural, o vidro existe na natureza desde os tempos pré-históricos, muitos milênios antes de ser elaborado pelo primeiro artesão.

Essas rochas vítreas se formaram a partir de magmas, rochas vulcâncias que tiveram um resfriamento tal que não chegaram a cristalizar. A rocha vítrea mais empregada pelo homem pré-histórico foi a obsidiana, rocha encontrada em antigas regiões vulcânicas dos atuais México, Canárias, Hungria, Islândias, etc.

Esse tipo de vidro era empregado desde o período neolítico, aproximadamente 8000 a.C., para a fabricação de diferentes utensílios domésticos e, principalmente, armas rudimentares de defesa, além de serem utilizados como amuleto e elemento decorativo.

Alguns autores supõem que o vidro foi descoberto pelos primeiros fundidores de metais ou até pela vitrificação acidental de uma peça de barro cozido.

Como toda boa história pressupõe uma lenda, com o vidro não poderia ser diferente. O historiador Caio Plínio II (27-79 d.C), em sua obra "Historia Natural", atribuiu o descobrimento do vidro a mercadores fenícios que desembarcaram nas costasda Síria e, necessitando de fogo, improvisaram fogões, usando blocos de salitre (trona) sobre a areia.

Passado algum tempo, notram que do fogo escorria uma substância líquida e brilhante, que se solidificava imediatamente: o vidro. Os inteligentes Fenícios teriam, então, dedicado-se à reprodução daquele fenômeno, chegando à obtenção de materiais utilizáveis.

O QUE É VIDRO?

O vidro é um material tão comum em nossas vida que, muitas vezes, nem percebemos o quanto ele está presente. Porém, basta olharmos à nossa volta com um pouco de atenção e vamos encontrá-lo nas janelas, nas lâmpadas, na mesa de refeições, na forma de garrafas, copos, pratos, travessas.

Além disso, muitos estarão vendo tudo isso através de óculos com lentes de vidro.

MAS, O QUE É VIDRO?

E o que faz este material ter tantas aplicações e continuar sendo usado por milhares de anos?

Segundo definição aceita internacionalmente, "o vidro é um produto inorgânico, de fusão, que foi resfriado até atingir a rigidez, sem formas cristais".

O elemento básico do vidro é a sílica, fornecida pela areia, óxidos fundentes, estabilizantes, e substâncias corantes.

COMPOSIÇÃO

Uma das razões de o vidro ser tão popular e duradouro, talvez esteja na sua análise, pois os vidros mais comuns, aqueles usados parafazer os vidros planos e embalagens e que, tecnicamente, são denominados "sodocálcios", têm uma composição química muito parecida com a da crosta terrestre, que é a camada externa de nosso planeta e onde vivemos:

Óxido
%
%
crosta terrestre
vidros comuns
SiO2 (sílica)
60
74
Al2O3 (alumína)
15
2
Fe2O3 (Óxido de Ferro)
7
01
CaO (cálcio)
5
9
MgO (magnésio)
3
2
Na2O (sódio)
4
12
K2 (potássio)
3
1

Tipos de vidro

Sodo-Cálcio

Aplicação: embalagens em geral: garrafas, potes e frascos

Vidros plano: indústria automobilística, construção cívil eeletrodomésticos

Boro-Silicato

Aplicação: utensílios domésticos resistentes e choque térmico

Ao chumbo

Aplicação: copos, taças, cálices, ornamentos, peças artesanais (o chumbo confere mais brilho ao vidro)

LÂMPADAS FLUORESCENTES CONTÉM VAPOR DE MERCÚRIO

São muito econômicas, mas antes da compra é importante observar: Somente adquirir o produto com selo PROCEL, pois foram testadas e aprovadas pelo IMETRO. Sua durabilidade varia em torno de 10 a 15mil horas, enquanto as que ainda não passaram pelo teste tem, por vezes, duração de 800 a mil horas, muitas não atendem ao índice de luminosidade indicado, ou seja, tem sido lesivas ao consumidor. Fazer a escolha de acordo com o ambiente em que o produto será utilizado: A luz mais branca ou azulada estimula a produtividade e as lâmpadas desta tonalidade são indicadas para áreas de serviço, cozinha, escritórios, escolas, hospitais. As de tonalidade mais amareladas são mais aconchegantes e para maior conforto ambiental são recomendadas para quartos, corredores, banheiros, salas de estar e de jantar. As lâmpadas fluorescentes compactas eletrônicas, são lâmpadas fluorescentes em tamanho reduzido, já com uma base do tipo rosca, igual as das incandescentes, permitindo assim a sua aplicação nos locais onde se utilizam lâmpadas incandescentes comuns.

O que muita gente ainda não sabe, é que as lâmpadas fluorescentes compactas ou tubulares, contém mercúrio, substância tóxica nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Se rompidas liberam vapor de mercúrio, que será aspirado por quem as manuseia.

Em virtude da ampla utilização pela população, que necessita diminuir as contas de eletricidade e da toxidade do material não basta pensarmos em uma coleta diferenciada, é importantíssimo enfocarmos os cuidados no manuseio e no descarte para não quebrá-la. Ao manusea-las nunca segurar pelo vidro. Descarte - É recomendável que sejam descartadas em caixas de papelão ou protegidas com jornal, plástico bolha, entre outros, para evitar sua ruptura (como aliás deve ser para todo material perfurante e cortante ao ser descartado). No caso das lâmpadas, deverá ainda ser vedada para conter o vapor de mercúrio e proteger a saúde. Bem como para proteção do meio ambiente, pois o metal pesado - mercúrio, ao chegar à água subterrânea ou superficial, contamina-as. Serão contaminados também os peixes e tudo que lá se encontre e que poderá fazer parte da alimentação, sendo transmitido através da a cadeia alimentar.

Orientar os encarregados das trocas e esclarecer a população usuária - nunca quebrá-la.

Em caso de quebra acidental de uma lâmpada, o local deve ser limpo. Os cacos coletados de modo a não ferir quem os manipula e colocados em caixas de papelão ou protegidos com jornal, para evitar o rompimento da embalagem e deverão ser fechadas hermeticamente em sacos plásticos a fim de evitar contínua liberação.

Enquanto não se regulamenta a legislação, que criará normas para lâmpadas com mercúrio, é recomendável que a população não misture essas lâmpadas com o lixo doméstico, pois será rompida fatalmente, contaminando o meio ambiente e pondo em risco a saúde dos funcionários da limpeza - local ou pública - bem como a saúde dos catadores, que vivem nos aterros e lixões. Sugerimos entrarem em contato com as Comphanias de Limpeza ou Secretarias do Meio Ambiente de seus Municípios a fim de informarem-se sobre o procedimento que deverão adotar neste momento. Em Niterói, a Secretaria do Meio Ambiente está informando através de jornais, entrevistas em rádios, palestras, informativos, mailing, entre outros, que a população poderá leva-las, aos Distritos da Companhia de Limpeza - CLIN em seu bairro e a CLIN, armazenará com os devidos cuidados e encaminhará para a reciclagem. É mais um esforço individual mas que trará repercussões muito positivas e benéficas para o meio ambiente e a saúde da população.

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

Vidro

A ORIGEM...

Não existem dados precisos sobre a origem do vidro. No entanto, sabe-se que já existia cerca de 3.000 anos antes da era de Cristo. A sua descoberta é atribuída a um acaso acontecido num país do Médio Oriente (Síria ou Egipto).

O QUE É O VIDRO?

Considera-se vidro toda a substância mineral que à temperatura ordinária é sólida, mais ou menos transparente e, às vezes, translúcida. É o resultado da mistura de diferentes silicatos obtidos pela fusão e na qual predominam os silicatos alcalinos e o de cálcio. Na sua composição, entram, além da potassa ou soda, terras alcalinas, cal, barita, magnésio, etc., ou os óxidos metálicos, como os de chumbo, bismuto, zinco manganês, etc. A sílica é o elemento principal na composição do vidro. Simplificando, diremos que o vidro é um composto químico, cujas bases assentam na fusão duma mistura de sílica, soda e calcário. Durante a fusão liberta-se anidrido carbónico e forma-se um composto de silicatos de sódio e cálcio.

A PRODUÇÃO

A produção de um artigo de vidro apresenta duas grandes fases: a produção da peça lisa, sem decoração e a peça acabada que inclui operações como a lapidação, foscagem ( a ácido ou a jacto de areia), pintura e a pantogravura. Relativamente à gravação, sabe-se que a gravura a ácido derivou da descoberta, no séc. XVIII, do ácido fluorídrico, único ácido que ataca as superfícies do vidro. Porém, a utilização deste método só foi levada a cabo a partir da segunda metade do séc. XIX.

O PORQUÊ DA UTILIZAÇÃO DO VIDRO?

O vidro possui três importantes e únicas características que o distingue de outros materiais utilizados em embalagens:

100% Reciclável:

O vidro é infinitamente reciclável.

Quer isto dizer que um recipiente de vidro reciclado possui as mesmas qualidades de um fabricado com matérias-primas virgens, independentemente do número de vezes que o material for utilizado.

É a única embalagem amiga da natureza.
Retornável:

As embalagens, como por exemplo as garrafas de bebidas, podem ser novamente aproveitadas por diversas vezes, sem que haja problemas de deformação ou absorção de sabores quando forem lavadas em temperaturas elevadas ou com detergentes adequados.
Reutilizável:

Os recipientes de vidro acabam por ser reutilizados de formas diferentes daquelas em que foram produzidos. Podem ser utilizados para armazenar alimentos ou até como objectos de decoração.

CONCLUSÃO

Apesar da industrialização no fabrico do vidro o trabalho manual não desapareceu, devido à produção do cristal e ao renascimento do vidro manual.

O vidro adquiriu ao longo dos tempos uma posição de destaque na sociedade e uma posição de prestígio devido às suas características únicas.

Fonte: marinhafosco.planetaclix.pt

Vidro

O que é Vidro ?

O Vidro é uma substância, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa em fusão. Suas principais qualidades são a transparência e a dureza.

O vidro distingue-se de outros materiais por várias características: não é poroso nem absorvente, é ótimo isolante, possui baixo índice de dilatação conectividade térmica, suporta pressões de 5.800 a 10.800 kg por cm2.

Composição Química do Vidro

Sílica – sio

Matéria prima básica cuja função é de vitrificante

Soda – na2o

Introduzida na barilha e no sulfato de sódio, tem por finalidade baixar o ponto de fusão.

Cálcio – cao

Introduzida através do calcário e da dolomita, dá estabilidade ao vidro contra os ataques de agentes atmosféricos.

Magnésio – Mgo

Introduzida através da dolomita, transmite ao vidro resistência para suportar, dentro de certos limites, mudanças bruscas de temperatura. Enriquece sua resistência mecânica.

Alumina – A1203

Colocada através do feldspato, é o elemento que dá mais resistência mecânica.

Cloreto de sódio, nitrato de sódio, e óxido arsênico

Afinantes.

Óxido de cobalto (azul), óxido de ferro (verde) : corantes.

Sucata de vidro

Empregada na proporção de 20 a 40%, auxilia a fusão.

A Utilização do Vidro

A utilização do vidro enquadra-se em quatro grandes campos:

Vidro oco: para garrafas, frascos, etc
Vidro plano: Janelas, portas, divisões, automotivos.
Vidros finos: Lâmpadas, aparelhos eletrônicos, tubos de televisões.
Vidro curvos: usado sobretudo na Industria automobilística e de construção civil.

No Brasil o mercado consumidor de vidros pode ser assim esquematizado:

60% na construção civil;
39% na industria automotiva;
1% na industria do mobiliário

Metade da produção é consumida pela industria de bebidas; 38,5% pela industria farmacêutica; 5% pela industria cosmética e 6.,5% por outros setores.

Os vidros finos são utilizados por laboratórios e pela industria elétrica/eletrônica.

A História do Vidro

As Origens

A descoberta do vidro tem sido objetivo de controvérsias, pois os historiadores não dispõem de dados precisos sobre a sua origem. No entanto, após a descoberta de objetos de vidro nas necrópoles egípcias, pode-se concluir que o vidro já era conhecido pelo menos 4.000 A/C.

Tebas parece ter sido o verdadeiro berço da industria vidreira egípcia. Segundo alguns historiadores, um acaso ocorrido na cozedura da louça de barro, que já se fabricava na época, teria dado origem ao vidro.

Porem a descoberta de objetos de vidro em sepulturas antigas contradiz esta versão. Assim, pode-se supor que a industria vidreira era conhecida antes mesmo que o vidro fosse fabricado em Tebas.

De qualquer modo, está confirmado que foi no tempo de Tibério que esta atividade se estabeleceu em Roma, alcançando grande desenvolvimento e perfeição, suprindo desde logo a indústria egípcia.

Alguns autores apontam os fenícios como sendo os precursores da indústria do vidro. Na realidade os fenícios são os responsáveis pela sua comercialização com outros povos.

Também é certo que, através de suas relações com o Egito, os romanos aperfeiçoaram essa arte e se tornaram exímios nela, chegando a dominar os mais adiantados processos de lapidação, pintura, coloração, gravura e mesmo moldagem de vidro soprado.

Os romanos levaram esses processos para a península Ibérica e para a Gália, onde permaneceram por muito tempo. Mas a invasão dos bárbaros pôs fim a essa atividade e o vidro foi esquecido no Ocidente.

Com a mudança da sede do Império Romano para o ocidente, Constantino Magno levou consigo artesões hábeis nessa arte, impedindo assim que a indústria de vidro se acabasse.

A partir daí, o Oriente passou a ter o monopólio desse comercio, principalmente por causa da proteção que Teodósio II dispensou aos fabricantes, isentando-os de impostos e dando-lhes outros benefícios sociais e comerciais.

Idade Média e Renascença

O Baixo império conservou esse monopólio até o século XIII da era cristã, quando então os venezianos começaram a introduzir artistas gregos em suas oficinas. Isso ocasionou uma grande prosperidade nessa industria, cuja primazia sobre a de outras nações do mundo durou até o século XVII.

A industria protegeu bastante os vidreiros. Essa proteção se transformou em despotismo, quando o conselho dos dez proibiu terminalmente a saída de operários para a estrangeiro, tomando a seu cargo em 1.490, as instalações de Murano, pequena Ilha próxima de Veneza, para onde tinham sido transferidas, em 1289, todas as oficinas e fábricas, visando ter maior vigilância sobre os trabalhadores.

Mas, apesar do rigoroso controle, alguns operários conseguiram emigrar para a Alemanha. Por essa época, eram famosos os espelhos fabricados em Veneza, fama esta que chegou até os nossos dias. A Europa toda estava sob o domínio veneziano e não tinha forças para romper com ele. Até que a Alemanha começou a promover a imigração de artistas Venezianos, que foram para lá em número cada vez maior.

Muitos pagaram com a vida essa "rebeldia", porque a república de Veneza baixou decreto dizendo que o operário que se obstinasse em ficar no estrangeiro poderia ser morto por um emissário enviado pelo conselho dos dez. Apesar de alguns mortos e do pavor espalhado entre os operários, a Alemanha conseguiu consolidar sua indústria vidreira, através de artistas que transformaram e aperfeiçoaram a fabricação e o estilo de obras.

Ao contrário do vidro veneziano, que se caracterizava por leves filigranas, o alemão utilizava esmaltes e reproduzia desenhos célebres.

O vidro esmaltado teve sua época de grandeza. Mas, depois de instalada a industria na Boêmia, iniciou-se a fabricação do vidro cristal gravado, que diziam ser invenção de Gaspar Lehman, a quem o imperador Rodolfo II concedeu o título de gravador da corte em 1612.

Século XVIII

A França já fabricava o vidro desde a época dos romanos. Porém, só no final do século XVIII, e especialmente com as iniciativas de Colbert, foi que a indústria de fato prosperou. Mais tarde ela alcançaria um grau de perfeição notável.

Da França, a industria vidreira passou para a Inglaterra durante o reinado de Isabel. No século XVIII a industria tinha importante valor neste pais, sobretudo depois que se iniciou a fabricação do cristal branco, que revolucionou o comércio vidreiro, tornado acessível o que até então só era conhecido e usado pelos ricos.

A partir dessa época a industria vidreira espalhou-se pelo mundo inteiro. Tanto a Bélgica como mais tarde o Novo Mundo, inundaram o mercado com objetos de vidro incontestável superioridade artística e a preços relativamente baixos.

Tempos Modernos

Com a Revolução industrial, veio a mecanização dos processos e a aparição da grande indústria moderna do Vidro. E mais recentemente, durante os anos 50, assentaram-se as bases da aplicação do método científico à sua produção. Novos produtos apareceram com larga utilização em vidros cerâmicos, vidros com superfícies tratadas, Fibras óticas, fibras para reforço de materiais plásticos e vidros de segurança.

A Pilkington inventou o float. Neste processo o vidro fundido corre para um banho de flutuação. Sob atmosfera devidamente controlada a faixa de vidro flutua num banho de estanho fundido, o que lhe confere perfeita planimetria das faces, seguida de um polimento a quente na superfície.

Com o advento da industria automobilística apareceu a necessidade de vidros mais seguros, necessidade logo sentida em outras áreas como construção civil, eletrodomésticos etc. , ocasionado um grande desenvolvimento dos vidros de segurança.

Um projeto Moderno inclui vidros de segurança

O vidro comum, é usado em construção há quase 2.000 anos. No entanto ele vem sendo substituído gradualmente em muitas aplicações pelos vidros de segurança, de custo mais elevado.

Afinal, o que há de errado com o vidro comum? O vidro comum é um material frágil, que quando se quebra, o faz em pedaços grandes e muito cortantes, o que pode causar acidentes sérios e até mesmo fatais. Quanto maior a espessura do vidro maiores os impactos que pode suportar, porém mesmo o vidro comum mais espesso quebra, de forma igualmente insegura.

O vidro de segurança conserva qualidades do vidro comum ( transparência, durabilidade, boa resistência química, etc.) e é menos sujeito a quebras. Os vidros temperados, apresentam resistência mecânica cinco vezes maior que o vidro comum de mesma espessura, e quando quebrados, apresentam fragmentos pequenos, não pontiagudos e sem arestas cortantes.

Em caso de quebra do vidro laminado, os fragmentos ficam presos ao butiral, minimizado o risco de lacerações. Mesmo após quebrado, o PVB resiste ao atravessamento podendo ser distendido mais de cinco vezes de sua medida inicial, sem se romper.

A "Bristsh Standards Institution" (BSI) do Reino Unido, estudou as áreas de maior risco de acidentes em vidro, e por intermédio do "Code of Practive for Glazing for Bilding" Bs 6262, enumera estas áreas:

1. Portas e laterais que possam ser confundidas com portas

2. Envidraçamento a 80cn ou menos do assoalho

3. Sacadas (guarda - corpos)

4. Envidraçamento em banheiros, piscinas, etc.

5. Áreas de especial risco, como por exemplo play-grounds, clarabóias, etc

6. De acordo com a Bs 6262, todas as cinco áreas acima citadas devem ser envidraçadas com vidros de segurança. Lamentavelmente isto nem sempre é observado, mesmo na Inglaterra. Não há dúvida, porém que tal norma deveria ser seguida inclusive no Brasil, como medida preventiva de acidentes.

O Vidro Laminado

O laminado é um vidro de segurança composto de duas ou mais lâminas de vidro fortemente interligadas, sob calor e pressão, por uma ou mais camadas de Polivinil Butiral muito resistente e flexível, formando uma estrutura capaz de suportar os mais violentos impactos. Mesmo que se rompa, garante a inviolabilidade do vão.

O tipo mais usado para arquitetura, em paredes divisórias, portas, janelas, vitrines, visores, vitrines, clarabóias, entrada de luz, etc., é o laminado constituído de duas lâminas de vidro e uma camada de Polivinil Butiral.

O número de lâminas de vidro de Polivinil Butiral pode ser especificado, o que confere ao laminado versatilidade para as mais diversas situações, conforme as exigências de segurança e isolamento térmico.

O tipo de alta resistência contra impacto e penetrações pode ter 4 ou mais laminas de vidro e 3 ou mais camadas de Polivinil Butiral.

A espessura do laminado múltiplo pode atingir até 65mm, de acordo a necessidade. O laminado múltiplo é indicado nos casos de severas exigências de segurança, tais como pára-brisas de carro, janelas de carros blindados, visores de cabina de segurança, pára-brisas de locomotivas e aeronaves, visores para navios, vitrines e guiches especiais, piscinas, instalações hidráulicas, aeroportos, sacadas, coberturas. Outros casos podem ser estudados de acordo com o projeto.

A versatilidade do laminado permite diversas composições dos seus elementos, visando atender às necessidades de isolamento acústico. Ele atenua ruídos externos e absorve a energia sonora acima de 2/3 a mais que o vidro manolítico da mesma espessura.

A capacidade de absorção dos raios infravermelhos dos laminados depende da cor da película de Polivinil Butiral e da cor e espessura das lâminas de vidro que o compõem.

Em suas várias tonalidades, o laminado oferece as melhores condições de controle da energia solar, com índice de absorção de 10 a 70%, conforme o caso. Além das cores normais,o laminado pode ser composto com vidros refletivos, o que diminui ainda mais a transmissão de calor para o ambiente interno.

O laminado é particularmente indicado para os locais submetidos a maior incidência de raios solares, tornando os ambientes internos mais agradáveis. Graças à camada especialmente tingida de Polivinil Butiral, o laminado reduz os reflexos de luz, além de excluir, por sua natureza, os raios ultravioletas em até 92%.

Deste modo, o laminado diminui perdas provocadas pela coloração, sendo recomendado para galerias de arte, e em muitos outros casos em que se queria evitar os efeitos prejudiciais dos raios ultravioletas.

O Vidro Temperado

Os vidros temperados são fabricados a partir do vidro comum, por isso possuem todas as suas características: transparência, coloração, paralelismo nas faces, etc.

O processo térmico de temperatura melhora consideravelmente as propriedades do produto, conferindo ao vidro temperado uma resistência muito maior que a do vidro comum.

A finalidade da têmpera é estabelecer tensões elevadas de compressão nas zonas superficiais do vidro, e correspondentes altas tensões de tração no centro do mesmo.

Processo de Têmpera

O vidro é cortado na forma e tamanhos desejados. Em seguida vem a lapidação depois os recortes e furos necessários. Feitas estas operações a peça é submetida ao controle de quantidade inicial, sendo então levada ao processo de têmpera. O vidro é colocado no forno, submetido a uma temperatura de aproximadamente 6000 C até atingir seu ponto ideal. Neste momento, recebe um resfriamento brusco, através de um soprante , o que vai gerar o estado de tensão citado.

Propriedades

Experiências levadas a efeito com uma chapa de temperado liso de 6mm de espessura, demonstram que suporta o impacto de uma esfera de aço de 1 kg deixada cair livremente da altura de 2,00m; Em idênticas condições um vidro comum de vidraçaria (recozido) quebrou-se numa altura de 0,30cm.

Resistência ao choque térmico

Térmicamente a mesma chapa suporta uma diferença de temperatura entre suas superfícies da ordem de 300o C. Num vidro comum nas mesmas circunstancias rompe-se com uma diferença de 60o C.

Resistências a flexão

O módulo de trabalho por flêxão do temperado é muito elevado: 500Kg/cm2 com um coeficiente de segurança igual a 3,5. O vidro comum possui um módulo de trabalho por flêxão de 100kgf/cm2.

Uma chapa de 30 x 0,6 cm, colocada sobre dois apoios distantes entre si de 70 cm suporta uma Carga de 170kg com uma flecha de 0,6 cm, sem romper e nem deformar-se permanentemente.

Resistência a Flambagem

A mesma chapa submetida a uma carga axial permanente suporta 1000kgf com uma flecha de 35mm.

Resistência a Torção

A mesma chapa suporta um esforço de torção de 50kgf, descrevendo um angulo de 270o , ao passo que uma chapa de vidro comum rompe-se com 10kgf de força.

Vidro Monolítico

O vidro Monolítico é o vidro refletivo para controle solar produzido por um processo de metalização on-line, onde a deposição da camada refletiva ocorre durante a fabricação do vidro float, por deposição química de gás, o que garante durabilidade e homogeneidade da camada refletiva.

A deposição da camada metalizada ocorre sobre o substrato incolor ou colorido, o que confere ao Monolítico as seguintes cores por reflexão: prata, cinza, bronze e dourado. Quando laminado, o Eclipse proporciona inúmeras opções de cor.

Vantagens

Variedades de cores
Média performance para controle solar
Variedade de opções em termos de transmissão e reflexão luminosa
Camada refletiva resistente
Pode ser utilizado normal ou laminado
Pode ser instalado com a face refletiva voltada para ao exterior

Monolítico Laminado

O monolítico laminado ainda oferece segurança, controle sonoro, controle de raios ultravioletas e proteção da camada metalizada.

Monolítico laminado em função da composição, proporciona inúmeras opções de cores, possibilitando flexibilidade ao projeto arquitetônico.

Fonte: www.saomateusvidros.com.br

Vidro

Antivandalismo

Os vidros antivandalismo são projetados para frustrar ataques rápidos, utilizando meios limitados – como, por exemplo, o lançamento de pedra – e conservar o fechamento do vão, sem o desprendimento de pedaços do vidro, enquanto se aguarda sua reposição. Evita-se dessa maneira o roubo, a deterioração dos objetos pelas intemperies e os fragmentos de vidro espalhados.

Geralmente sao compostos por três ou mais laminas de vidro intercaladas por camadas de plástico espessas ( ou reforçadas). A composição dos vidros anti-balas varia de produtor para produtor. Para obter maior resistência, alguns fabricantes utilizam vidros temperados ou semitemperados em sua composição.

O Vidro e suas diversas aplicações

A vidro antivandalismo, em vidros planos ou curvos, e recomendado para:

Vitrines de lojas de alto luxo
Relojoarias, lojas de bijuterias
Joalherias e ourivesarias
Casas de armas
Lojas de antiguidades
Cadeias
Casas de cĉmbio
Hospitais psiquiatricos
Cabines de pedágio
Jaulas envidraçadas para animais selvagens

Chamados tambem de vidros blindados ou a prova de balas, são projetados para oferecer proteção contra disparos de armas de fogo ou objetos lançados contra ele.

Geralmente sao compostas por varias laminas de vidro, intercaladas por camadas de plástico reforçadas. Três camadas plásticas amortecem o impácto, absorvendo a energia, enquanto o vidro oferece resistência ao projetil.

Composição

A composicao dos vidros antibalas varia de produtor para produtor. Para se obter maiores resistências com menores espessuras utiliza-se, em uma ou mais camadas, o policarbonato. Esse recurso e usado principalmente em automéveis entretanto, deve-se esperae que o vidro adquira uma tonalidade amarelada com o passar do tempo.

Espessuras

Quando nao utilizam laminas de policarbonato em sua composção, a espessura e diretamente proporcional a sua resistência. Dessa forma, enquanto o vidro com 22mm de espessura resiste, na maioria dos casos, ate tres tiros de revolver calibre 38, sem ser perfurado, um vidro com 60 mm de espessura e capaz de suportar a fuzis de guerra, classe 5.

Pelicula interna

Outros produtores utilizam um filme transparente aplicado no lado interno do vidro antibalas. Esse recurso e utilizado para evitar os jatos de po de vidro que geralmente ocorrem na face oposta do vidro onde ele e atingido pelo projetil, podendo atingir os olhos da pessoa que esta sendo protegida.

Aplicações

Aplicados em guaritas ou carros blindados, os vidros resistentes a balas permitem defesa contra diversos tipos de arma de fogo, ao mesmo tempo em que permitem a visibilidade. Tais fatores associados aumentaram o fator seguranca, permitindo o acompanhamento ou gravação por video, de todos os acontecimentos.

Na proteção de guaritas geralmente e composto por uma lâmina de vidro refletivo, que oferece privacidade e conforto érmico ao ambiênte interno.

O vidro resistente a balas, em vidros planos ou curvos é recomendado para:

Veículos blindados

Guiches de bancos

Postos de gasolina

Casas de cêmbio

Cabines de pedégio

Quaisquer locais onde armas de fogo ou objetos atirados possam atingir o material de envidraçamento.

Coloridos

Além da aplicação artesanal de tintas especiais para vidros e do processo de serigrafia, existem tres formas de produção industrial de vidro colorido: aplicação de aditivos na massa, deposição de camada reflexiva; laminação com pelicula plástica colorida e em vidros com massa colorida.

Coloridos na massa
Os vidros impressos e float coloridos distinguem–se dos incolores pelo fato de aditivos minerais serem incorporados em suas composções, conferindo-lhes de um lado, coloração e de outro, proporcionando-lhes um mínimo de radiação solar.

Reflexivos

Tanto pelo processo a vácuo quanto pelo processo de vidros piroléticos, os vidros refletivos adquirem diversas cores por reflexão.

Além do efeito estético que proporcionam, principalmente a fachadas, barram grande parte da radiação solar e parte da transmissão luminosa, permitindo economia de energia elétrica através de menores gastos com os sistema de ar condicionado.

Laminados

Tanto os vidros laminados com Polivinil Butiral (PVB) quanto os vidros laminados com resina permitam a criação de uma infinidade de cores.

Na laminação com PVB sao feitas combinações de cores bésicas para se formar a cor desejada, enquanto na laminação com resina os pigmentos sao misturados com a prépria resina antes da laminação.

Recentemente foi lançado uma linha de laminado que, alem de permitir a criação de cores, possibilita a criação de uma dezena de texturas padronizadas através de uma aplicação de um filme rígido entre películas plásticas. O produto permite, ainda, a adoção de cores diferentes nos dois lados do mesmo vidro.

Craquelado

Vidros craquelados sao vidros laminados composto por uma camada de vidro temperado com duas láminas externas de vidros comuns. (float).

No processo de produção do craquelado, o vidro temperado interno e quebrado e fragmenta-se, ficado aderido a pelicula plástica e preso as laminas externas.

Aplicações

O que se obtem com o processo e um chapa de vidro de segurança com textura composta por uma infinidade de trincas que difundem a luminosidade do ambiente, o que lhe confere um aspecto diferenciado e curioso.

O vidro craquelado pode ser utilizado em todas as aplicações do laminado, com especial destaque para tampos de mesa, divisorias, móveis e pisos. Pode ser produzido em inumeras cores alterando-se, para isso a cor do PVB ou dos pigmentos da resina.

Curvos

Vidros podem ser curvados com diversas inclinações ou moldados de diversas formas.

Embora alguns acreditem trata-se de uma técnica de beneficiamento inovadora e ainda nao testada na prática, os vidros curvos estao muito mais próximos de nossa realidade.

Um exemplo de vidros curvos que fazem parte do dia a dia das pessoas ( sem que estas dêem conta disso) são os para brisas de automóveis. Trata-se de vidros que passaram por um processo de curvatura, seguido de laminação. Da mesma forma, os curvos podem ser utilizados sem receios na construcao civil ou na decoração de ambientes.

Aplicações

No setor de arquitetura, os vidros podem ser curvados e laminados para acompanharem a fachada dos edifícios ou serem aplicados em guarda corpos circulares. Podem tambem compor claraboias ou coberturas. Os vidros possuem durabilidade muito superior a dos policarbonatos que, quando submetidos a curvatura, criam tensões que levam a deterioração do material em pouco tempo.

No setor de decoração e na indústria moveleira, os vidros curvos podem ser temperados e utilizados como base em portas de móveis, em estantes e em boxes de banheiro, que tem a propriedade de economizar espaço em ambientes pequenos.

Produção

Em seu processo produtivo, uma chapa de vidro plano e colocado sobre um molde previamente preparado e instalado dentro de fornos especiais. O vidro e entao aquecido a alta temperatura, que faz com que tome a forma do molde. A seguir o vidro e resfriado e recupera sua rigidez

Decorativos

Linha completa de vidros decorativos com varias opções de acabamento para uso na composição dos mais diversos tipos de ambiente, podendo satisfazer os mais exigentes padroes de beleza e qualidade.

Aplicações

Portas, mesas, estantes, divisórias, etc.

Vidro

Vidro

Vidro

Vidro

Fonte: www.glassboxvidros.com

Vidro

Vidro

O vidro e suas caracteristicas

Vidro

Substância inorgânica, homogênea e amorfa, obtida através do resfriamento de uma massa em fusão, tendo a transparência e a dureza como suas principais qualidades.

Principais características

Reciclabilidade;
Transparência (permeável à luz);
Dureza;
Não absorvência;
Ótimo isolador dielétrico;
Baixa condutividade térmica;
Recursos abundantes na natureza;
Durabilidade.

Composição

Sílica - SiO2 - básica - vitrificante.

Soda - Na2O - baixa o ponto de fusão da sílica.

Cálcio - CaO - estabilidade do vidro.

Magnésio - MgO - enriquece sua resistência mecânica.

Alumina - Al2O3 - reforça suas resistências.

Cloreto de Sódio, Nitrato de Sódio, Óxido de Selênio - afinantes.

Óxido de Arsênico (AZUL), Óxido de Ferro (VERDE), Óxido de Selênio (CINZA) - corantes.

Sucatas de vidros - 20% a 40% para fusão.

Utilização

Vidros ocos: Garrafas, frascos, etc.
Planos : Janelas, portas, fachadas, automóveis, etc.
Finos: Lâmpadas, aparelhos eletrônicos, tubos de laboratório.
Curvos: Automobilísticos e construção civil.

Fabricação

800° C: a mistura atinge o estado pastoso, fundindo-se ao atingir 1000º C.

Existem 4 processos: Fourcoult, Pittsburg, Libbey Owens, porém o mais atual é o Floot Glass, pois não apresenta ondulações tampouco deformações.

Cores

Incolor. Fumê. Bronze. Verde. Cristal refletivo de alta performance, originando várias cores.

Classificação

Recozido

Recozido refletivo.

Temperado

processo de têmpera que estabelece tensões nas zonas superficiais e correspondentes a altas tensões no centro (externamente em compressão e internamente em expansão).

Laminado

um ou mais vidros intercalados com PVB butiral que após passar por processos de tratamento semi-colagem e, finalmente, a colagem final em equipamento especialmente desenhado para este fim.

Aramado:

O vidro aramado é um vidro impresso translúcido incolor, no qual é incorporada uma rede metálica de malha quadrada.

Transparência

Transparente

Translúcido. Opaco.

Determinação da Espessura

Existem alguns fatores que devem ser levados em consideração na determinação da espessura do vidro:

Região onde se encontra a construção, em função da altitude;
Altura do vidro acima do solo;
Pressões do vento;
Inclinação do envidraçamento;
Tipo de fixação do vidro;
Tipo de caixilho;
Tipo de vidro aplicado.

Vidro ou Cristal ? (Definição)

Na verdade, são nomenclaturas utilizadas para diferenciar a mesma matéria-prima nos processos de fabricação e produtos finais distintos.

Vidro

Produzido por sistema de laminação de cilindros.

Portanto, sujeito à distorção de imagem por falta de paralelismo entre as superfícies em função do próprio processo, encontrando-se atualmente em fase de extinção substituído hoje, pelo processo float glass, com produto incomparavelmente superior.

Float Glass (Cristal)

Obtido através do deslizamento do material em fusão, sobre uma camada de estanho líquido, com temperatura e atmosfera controladas, produzindo lâminas de vidro com superfícies perfeitamente paralelas sem distorções de imagem com excelente qualidade ótica.

Esse é o processo predominantemente utilizado hoje pelos fabricantes mundiais.

O que é refratário ?

Refratário é um tipo de vidro especial também chamado vidro borossilicato.

Esse vidro refratário é resistente a choques térmicos, suportando tanto altas quanto baixas temperaturas.

Choque térmico ?

O choque térmico é a mudança brusca de temperatura, que poderá quebrar seu "prato" de vidro. Evite-o tendo cuidado ao retirar sua peça do freezer ou geladeira e levando direto ao forno, ou ainda do forno direto à geladeira.

Outro fator importante é que o forno não deverá ser pre-aquecido a mais de 100º.

O que é vidro temperado?

Vidro temperado, também chamado vidro sodocálcico, é um vidro que durante sua produção, passa por um processo de temperatura especial, recebendo fortes jatos de ar direcionados a toda a superfície.

A vantagem é que o produto fica mecanicamente mais resistente, menos sujeito a lascação durante o uso e em caso de quebra os cascos são menores e sem pontas, reduzindo os riscos de ferimentos.

Divisão do Vidro na industria

Vidros para embalagem

Potes para alimentos, frascos e garrafas para bebidas, produtos farmacêuticos, higiene pessoal e mais incontáveis outras aplicações: a utilização do vidro para embalagens é uma das mais antigas e freqüentes aplicações para o vidro.

Por ordem de consumo, a maior utilização é a do setor de bebidas, principalmente com cervejas, seguida pela indústria de alimentos e, logo após, produtos não alimentícios, sobretudo farmacêuticos e cosméticos.

Vidros domésticos

São aqueles usados em utensílios como louças de mesa, copos, xícaras, e objetos de decoração como vasos.

Vidros planos: Os chamados vidro planos, fabricados em chapas, são consumidos principalmente pela construção civil, seguida pela indústria automobilística e moveleira, depois na produção de espelhos e um pequeno percentual para múltiplas outra aplicações.

Além dos vidros translúcidos, um outro tipo de vidro plano, chamado impresso ou fantasia, atende, em menor quantidade, também o mercado da construção civil.

Vários outros setores vêm aumentando seu consumo de vidro, como a indústria moveleira e o dos eletrodomésticos da chamada linha branca, como fogões, geladeiras, microondas etc.

Vidros especiais

São vidros com composições e características especiais, adequadas a necessidades muito específicas de utilização, como os usados na produção de cinescópios para monitores de televisão e computadores, bulbos de lâmpadas, garrafas térmicas, fibras óticas, blocos oftálmicos, blocos isoladores e até tijolos de vidro.

Boa conservação do vidro

Os vidros devem ser aplicados e mantidos de modo que, por ocasião da colocação ou após a mesma, não sofram danos ou tensões capazes de altera-los ou quebrá-los, qualquer que seja a causa.

Para que haja uma boa conservação e manutenção do vidro é necessário que o vidro deva ter suas dimensões determinadas em função das dimensões do fundo do rebaixo do perfil e das folgas a adotar, tendo em vista a tolerância dos caixilhos;

o corte deverá limpo e sem lascados, sendo que todos os vidros que apresentarem sinais de rupturas terão de ser eliminados;

os vidros não devem receber, quando em canteiro de obra ou por ocasião de movimentações posteriores, projeções de cimento ou de pintura siliciosa (em caso de projeção acidental, o vidro deve ser limpo imediatamente), bem como jatos de faíscas ou respingos de solta, que o atacariam superficialmente e acabariam por inutiliza-lo;

referente à limpeza, especialmente no final do canteiro de obra, deve-se tomar cuidado quanto ao aparecimento de riscos e arranhões provocados por poeira abrasiva.

Deve-se tomar um cuidado ainda mais especial para os pisos de vidro, em que não se pode usar detergentes industriais ou saponáceos e ainda deve-se ter um cuidado na circulação sobre o piso;

É necessário também prever pingadeira para evitar escorrimentos de águas provenientes das partes superiores do prédio no vidro.

Fonte: www.fazfacil.com.br

Vidro

História do Vidro

Vidro

O surgimento do vidro é incerto, mas registros do historiador romano Plinio atribuem esta descoberta" navegadores fenícios, ao acenderem fogueiras nas areias do rio Belo. O que se sabe com certeza é que sírios, fenícios e babilônios já utilizavam vidro desde 7.000 a.C., mas foi no Egito antigo, por volta do ano 1.500 a.C., que o vidro começou a crescer, utilizado como adorno pessoal, jóia e embalagem para cosméticos. Algumas dessas peças foram encontradas, em perfeito estado de conservação, no sarcófago de Tutancamon. Por ser naquela época a civilização dominante, os egípcios acabaram difundindo o vidro e a sua técnica de fabricação para outros povos.

A revolução na produção aconteceu em 100 a.C., quando os fenícios inventaram o tubo de sopro, permitindo a fabricação da maioria dos objetos.Na mesma época, os romanos massificaram o uso do vidro, com a produção de objetos de uso cotidiano e a sua utilização em janelas.Com o declínio do Império Romano, o vidro passou por uma fase de pouco desenvolvimento, mas voltou à evidência no começo da Idade Média, quando as igrejas católicas começaram a usar vitrais coloridos.

Vidro

Em seguida, Veneza assumiu o papel de centro vidreiro do mundo ocidental. A importância econômica dessa indústria levou à proibição de artesãos estrangeiros na cidade, culminando com a transferência, em 1291, de toda a indústria vidreira para Murano, com o propósito de preservar as fórmulas secretas, transmitidas de pai para filho.

A era de modernidade do vidro começou no século XVII, com a contribuição de vários países no aperfeiçoamento tecnológico, como a utilização em instrumentos ópticos, a descoberta do vidro "float", técnica de produção de vidros em chapas com absoluta perfeição. Em 1650 houve o aperfeiçoamento da rolha, aumentando o uso do vidro como recipiente para acondicionar bebidas.

Vidro

Com a Revolução Industrial, o vidroassumiu um papel definitivo na história da humanidade. Basta olhar à volta e será possível ver o vidro presente em janelas, pára-brisas de automóveis, telas de computadores e televisões, copos, entre incontáveis outras aplicações. O modo de vida do homem moderno seria praticamente impossível sem o vidro.

Composição

Especificação de matérias-primas para fabricação de vidro

"O vidro é composto por areia, calcário, barrilha, alumina e corantes ou descorantes."

Curiosidades sobre a composição do vidro

Vidro

Uma das razões de o vidro ser tão popular e duradouro, talvez esteja na sua análise, pois os vidros mais comuns, aqueles usados para fazer os vidros planos e embalagens e que, tecnicamente, são denominados "sodocálcicos", têm uma composição química muito parecida com a da crosta terrestre, que é a camada externa de nosso planeta e onde vivemos:

 Óxido

% na crosta terrestre  

 % nos vidros comuns

SiO2 (sílica)

60

74

Al2O3 (alumina)

15

2

 Fe2O3 (Óxido
de Ferro)

7

0,1

 CaO (cálcio)

5

9

 MgO (magnésio)

3

2

 Na2O (sódio)

4

12

 K2O (potássio)

3

1

TIPOS DE VIDRO

Sodo-Cálcico

Aplicação

Embalagens em geral: garrafas, potes e frascos

Vidro plano

Indústria automobilística, construção civil e eletrodomésticos

Boro-Silicato

Aplicação

Utensílios domésticos resistentes a choque térmico

Ao chumbo

Aplicação

Copos, taças, cálices, ornamentos, peças artesanais (o chumbo confere mais brilho ao vidro).

DIVISÃO DO VIDRO

Vidro
Vidros para embalagem

Vidro
Vidros Domésticos

Vidro
Vidros Planos

Vidro
Vidros especiais

Vidros para embalagem

Potes para alimentos, frascos e garrafas para bebidas, produtos farmacêuticos, higiene pessoal e mais incontáveis outras aplicações: a utilização do vidro para embalagens é uma das mais antigas e freqüentes aplicações para o vidro. Por ordem de consumo, a maior utilização é a do setor de bebidas, principalmente com cervejas, seguida pela indústria de alimentos e, logo após, produtos não alimentícios, sobretudo farmacêuticos e cosméticos.

Vidros domésticos

São aqueles usados em utensílios como louças de mesa, copos, xícaras, e objetos de decoração como vasos.

Vidros planos

Os chamados vidro planos, fabricados em chapas, são consumidos principalmente pela construção civil, seguida pela indústria automobilística e moveleira, depois na produção de espelhos e um pequeno percentual para múltiplas outra aplicações. Além dos vidros translúcidos, um outro tipo de vidro plano, chamado impresso ou fantasia, atende, em menor quantidade, também o mercado da construção civil. Vários outros setores vêm aumentando seu consumo de vidro, como a indústria moveleira e o dos eletrodomésticos da chamada linha branca, como fogões, geladeiras, microondas etc.

Vidros especiais

São vidros com composições e características especiais, adequadas a necessidades muito específicas de utilização, como os usados na produção de cinescópios para monitores de televisão e computadores, bulbos de lâmpadas, garrafas térmicas, fibras óticas, blocos oftálmicos, blocos isoladores e até tijolos de vidro.

Coloração

A Cor do Vidro

Embalagem

Uma das características mais interessantes do vidro é a cor. Os vidros podem se apresentar desde o mais puro incolor até em infinitas cores, que também podem variar desde uma leve tonalidade até a total opacidade.

Em questões de marketing a cor também é muito importante pois ajuda muito na escolha do produto. Um exemplo são os frascos de perfumes que existem nas mais diferentes formas e cores para chamar a atenção dos clientes. Além da função estética, a cor do vidro tem também uma função utilitária.

Dependendo dos elementos que introduzimos na composição do vidro, este filtra a luz, deixando passar alguns raios e retendo outros. Por isso se utilizam garrafas âmbar para cerveja ou verde para o vinho, pois estes vidros impedem a passagem de certas radiações (ultravioleta), que estragariam os produtos.

O vidro é o único material que possibilita a visualização do produto que ele contém, ao mesmo tempo em que o protege contra radiações que o deteriorariam.

Vidro Plano

Neste caso os vidros planos de janelas, de prédios ou veículos, se utiliza o mesmo princípio. Colore-se o vidro de maneira que ele impeça a passagem da radiação responsável pelo aquecimento (infravermelha) mas permita a passagem da luz visível, possibilitando a visão através das janelas. Desta maneira, o ambiente aquece menos e ao mesmo tempo não se torna necessário utilizar iluminação artificial durante o dia, economizando energia na iluminação e no ar condicionado.
Este também é o princípio dos vidros reflexivos, que são empregados nos prédios modernos, durante o dia parecem um enorme espelho. Na verdade, além de bonitos estes vidros refletem boa parte da radiação solar que de outra forma estaria entrando e aquecendo o ambiente. Note-se que nestes mesmos prédios, durante a noite, quando as salas estão iluminadas, é possível enxergar de fora o seu interior, pois não há a radiação intensa do sol que se reflete e ofusca a luz visível que sai do interior para o exterior.

Medindo e Produzindo a COR

Vidro

Tecnicamente, em nossas fábricas, a cor é tratada de forma científica, sendo medida por equipamentos sofisticados, que não somente garantem que nossos produtos tenham as propriedades adequadas mas também que a cor possa ser reproduzida ao longo dos anos, sem nenhuma variação, pois, uma peça, seja de mesa ou de janela, trocada mesmo depois de muitos anos, deve ter o mesmo aspecto.

Para começar, quando nos referimos a esta ou aquela cor, evitamos confiar apenas nos nossos sentimentos e a transformamos em números.

Desta maneira, podemos comparar cores produzidas com anos de diferença e ainda em fábricas diferentes sem depender da nossa memória, afinal nossos produtos são feitos para durarem muitos e muitos anos.

Quando colocamos uma amostra de vidro no equipamento de medir cor, que é chamado de colorímetro, este nos fornece números que permitem localizar a cor no gráfico da figura ao lado.

Podendo assim, se necessário produzir a mesma cor do vidro antigo em um novo produto igual.

A Preparação da Composição

As matérias-primas, que são granuladas em sua maioria, são armazenadas em silos.

Estes silos alimentam balanças, que têm a finalidade de dosar a quantidade adequada de cada uma delas.

Após a pesagem, todas as matérias-primas são conduzidas a um misturador, que tem a finalidade de produzir uma mistura homogênea de todas elas, a qual passa a ser chamada de composição ou mistura vitrificável.

A composição é conduzida ao forno de fusão, onde, sob o efeito do calor, se transformará em vidro.

A Fusão

O local onde a composição é fundida e transformada em vidro fundido é chamado de forno de fusão ou simplesmente forno. Os fornos utilizados são todos contínuos, constituídos de uma grande piscina de vidro fundido, sendo alimentados continuamente em um lado pela composição que, por efeito do calor vai se fundir e se incorporar ao banho, sendo que, no lado oposto, o vidro já elaborado é conduzido às máquinas de conformação. Para manter a "piscina" aquecida e fundir-se a composição nova, queima-se óleo ou gás sobre o banho.

A Conformação

Nesta fase, a massa fundida e viscosa de vidro é transformada em um produto final. Existem inúmeras formas de realizá-la, dependendo do produto e quantidade que se pretende e dos recursos disponíveis. Uma garrafa pode ser feita através de sopro, utilizando-se nada mais que uma cana ou através de sofisticadas máquinas .

Porém, em qualquer um dos casos, o que acontece é o seguinte: à medida em que o vidro fundido vai esfriando, vai ficando cada vez mais viscoso. Existe um intervalo de tempo certo para se conseguir dar a forma ao produto. No início, a massa deve estar mole o suficiente para poder ser conformada, mas não mole em excesso, pois é impossível conformar um líquido, como por exemplo, a água. Se demorar muito, o vidro fica rígido e não dá mais para mudar sua forma. Por outro lado, se a forma é dada muito rapidamente, o vidro ainda vai estar mole depois de pronto e vai fluir ou se "esparramar", como um sorvete que esquentou, perdendo a forma.

Este tempo que o vidro leva para enrijecer depende da velocidade de esfriamento e também da sua análise, ou seja, da formulação da composição que foi levada ao forno para ser fundida. Por exemplo, um vidro que vai ser trabalhado manualmente, por um artista, deve demorar mais para enrijecer e, desta maneira, dar tempo para o artesão realizar todos os detalhes do seu trabalho. Por outro lado, um vidro que vai ser conformado em uma moderna e rápida máquina automática deve enrijecer depressa, para não comprometer o ritmo da fabricação.

A fase de conformação ocorre no mesmo edifício onde se encontra o forno, sendo que o vidro é conduzido ainda fundido até as máquinas através de canais chamados de feeder ou simplesmente canal.

A fase de conformação do vidro é diferente, conforme o tipo de produto a ser fabricado:

Fabricação de Vidro de Embalagem

Quando o vidro já esta pronto para a conformação, ele é conduzido do forno até as máquinas de conformação, chamadas IS, através de canais conhecidos como feeders, o que significa "alimentadores" em inglês.

A finalidade dos feeders, além de conduzir o vidro, do forno até o local onde estão as máquinas, é de condicionar a sua temperatura, aquecendo-o ou esfriando-o, de acordo com a necessidade. No início da conformação, o vidro deve ter uma temperatura que lhe confira uma viscosidade baixa o suficiente para poder ser conformado, mas alta o suficiente para manter a forma adquirida. Peças maiores exigem menor temperatura do que peças menores.

A extremidade do feeder, chamada de panela, tem um orifício na parte de baixo, por onde sai o vidro. Dentro da panela, há um pino, que sobe e desce continuamente, empurrando o vidro pelo orifício. Ao mesmo tempo em que o vidro é empurrado para fora, formando uma gota, um par de lâminas metálicas, chamadas de tesoura, corta a gota que cai e, através de uma canaleta, é conduzida a um dos moldes da máquina IS, onde será feita a primeira etapa de conformação.

A gota cai dentro do bloco onde, primeiramente, será formado o gargalo. Para garantir que este seja bem completo, faz-se uma compressão com ar por cima. A seguir, ar é soprado por dentro do gargalo, criando o vazio interno da embalagem e formando o "parison" , que é a primeira etapa da conformação.

Em seguida, o bloco se abre, e o parison é transferido para o molde, que dará a forma final do produto. Dentro do molde, o parison permanece por alguns instantes, para que a pele do vidro, que teve contato com o bloco metálico e se esfriou, se reaqueça com o calor vindo do núcleo do vidro. Finalmente, é soprado ar no interior, que vai empurrar o vidro contra o molde, definindo a forma final. O molde então se abre, e a embalagem pronta é extraída e conduzida ao forno de recozimento, onde é esfriada lentamente, até a temperatura ambiente, para aliviar as tensões.

Este processo é chamado de soprado-soprado, pois tanto o parison como o produto final são produzidos por sopro. Existe um outro processo, chamado de prensado-soprado, que é semelhante ao anterior, diferindo apenas pela formação do parison, que é feita por prensagem, através de um pino, e não por sopro. Este processo é mais adequado a potes e peças muito leves, nas quais se deve garantir uma perfeita distribuição do vidro em todas as regiões da parede da embalagem.

Fabricação da Linha Doméstica

Os artigos de mesa produzidos pela SAINT-GOBAIN VIDROS S.A. dividem-se em duas grandes famílias:

Os de vidro sodocálcicos , que são o Duralex e o Colorex (pratos, copos e xícaras nas diversas cores);

E os de vidro borossilicato , que são os produtos Marinex (travessas, jarras, prato de microondas etc.).

A diferença fundamental entre os dois tipos de vidro é que o Marinex é mais resistente a choques térmicos, podendo ser levado ao forno.

O princípio de fabricação é o mesmo para todos: O vidro, depois de elaborado e condicionado termicamente, é cortado em gotas, que têm exatamente a quantidade de vidro necessária para a obtenção da peça final.

As gotas caem em um dos moldes que estão situados em uma mesa giratória. Estes moldes vão dar a forma externa da peça. Uma vez que a gota tenha sido depositada no molde, a mesa gira, e a gota passa para uma posição onde vai ser prensada com um molde, que conforma a parte interna, forçando o vidro a adquirir seu formato final.

Novamente a mesa gira, passando a uma posição onde o vidro é esfriado, até se enrijecer e não mais perder sua forma. Ao mesmo tempo, nova gota é prensada.

Neste ponto, se for uma peça que tem aba, como uma xícara, o molde se abre, pois ele é feito em duas metades, para liberar a peça. No caso de pratos e travessas, o molde é inteiriço.

A partir daí, a peça é retirada do molde por um robô, chamado de take-out, e transferida para um forno chamado de REC, onde a temperatura é homogeneizada, preparando a peça para a têmpera.

Logo após a saída do forno REC, a peça é temperada, através de fortes jatos de ar direcionados a toda superfície.

Os artigos de mesa são os únicos que podem ser temperados imediatamente após a conformação, pois não são submetidos a posterior transformação, como corte ou furação.

A vantagem da têmpera é que o produto fica mecanicamente mais resistente, menos sujeito a lascar durante o uso, e, em caso de quebra, os cacos são menores, reduzindo os riscos de ferimentos. Após a têmpera, o produto já está pronto, devendo apenas ser esfriado, passar pelos controles de qualidade, ser embalado e vendido

O recozimento (tratamento térmico)

Finalmente, independente da composição e do processo de conformação, a peça de vidro, depois de conformada, deve ser recozida, isto é, deve ser esfriada lentamente até a temperatura ambiente, aliviando, desta forma, as tensões que normalmente surgem durante a conformação e que, de outra forma, quebrariam ou pelo menos fragilizariam a peça.

Existem duas exceções: as fibras, pois são muito finas e por isso não requerem recozimento, e alguns produtos domésticos, que já são temperados diretamente ao final da linha (o Duralex, por exemplo).

O recozimento visa eliminar essas tensões. Os artigos são reaquecidos até a temperatura de relaxamento das tensões, mantidos a esta temperatura pelo tempo necessário ao relaxamento (varia em função do artigo) e resfriados controladamente até a temperatura ambiente.

O recozimento é realizado em fornos tipo túnel, cuja entrada fica perto de onde se faz a conformação, e a saída, no local onde o produto passa por inspeção e controle da qualidade.

No float, estes fornos são chamados de estenderia e, na embalagem e doméstico, de archa de recozimento ou simplesmente forno de recozimento.

A partir daí, o vidro está pronto para ser inspecionado, embalado ou transformado (decoração na embalagem, ou recorte e têmpera, no caso do vidro plano, por exemplo.)

Fonte: www.abividro.org.br

Vidro

O vidro é um material transparente ou translúcido, liso e brilhante, duro e frágil.

Os vidros formam-se a partir de líquidos inorgânicos super-resfriados e altamente viscosos, não apresentando estruturas cristalinas, apesar da sua aparência sólida nas temperaturas usuais. Os líquidos que dão origem ao vidro possuem uma estrutura reticular polimerizada com baixo nº de coordenação, o que garante ordem em pequenas distâncias.

Definição dada pela ASTM ao vidro: produto inorgânico de fusão que foi resfriado até atingir condição de rigidez, sem sofrer cristalização.

História do Vidro

Tem-se conhecimento da substância vidro já no ano 7000 a.C. na Ásia Menor, Mesopotâmia e no Egito.

Viajantes fenícios ao fazer fogueiras no deserto;

Desenvolvimento de cerâmicas vidradas em fornos de fundição de metais (bronze).

Estrutura do Vidro

Dois aspectos estruturais característicos:

Relação de primeira vizinhança ou ordem em pequenas distâncias;

Uma estrutura (normalmente tridimensional) contínua de ligações primárias fortes.

Vidro

Vidro
Retículo do vidro sílica
(vidro Quartzo)

Vidro
Retículo do mineral Quartzo

Propriedades Físicas dos Vidros

Os vidros, na sua grande maioria, possuem propriedades físicas semelhantes, tais como:

Dilatação térmica muito baixa

Viscosidade alta

Alta durabilidade

Baixa condutividade elétrica

Ótima resistência à água, líquidos salgados, substâncias orgânicas, alcalis e ácidos, com exceção ao ácido fluorídrico e o fosfórico

Propriedades Físicas

Tipo Condutividade témica (W/m.K) p (kg/m3) Calor específico (J/kg.K)
Soda 1,4 2500 750
Pirex 1,4 2225 835
Manta de fibra 0,046 16  
de vidro 0,038 28  
c/ papel 0,035 40  
Manta p/ dutos 0,038 32 835

Coloração de Vidros

Utilizada na área de embalagens, decorações e vidros especiais como filtro óticos.

Utiliza-se óxidos e terras raras durante a fundição, acarretando mudanças na estrutura química do vidro.

Vidros fáceis de colorir:

Vidros de óxido de chumbo, sódio-cálcio e alcalinos.

Vidros difíceis de colorir:

Vidros de borosilicatos e de sílica (quartzo).

Coloração de Vidros

Reagente Cor
Fe2O3 Verde-Azulada
Fe2O3 c/ FeS Âmbar-marrom
CoO Azul
CuO c/ CO2 Vermelha
Cr2O3 Amarela
TiO2 Lilás
Se Rósea
Pt Azul-clara
C Marrom-preta

Devitrificação do Vidro

Pelo fato do vidro ser metaestável, ele pode cristalizar-se sob condições favoráveis. Os fatores que influenciam a cristalização são: (1)tempo, (2)temperatura, (3)nucleação e (4)estrutura interna

Vidro

Processo de Fundição do Vidro

Fundição grossa

Os componentes da mistura reagem juntos (1000 à 1200°C).

Massa e concretização

Composições gasosas evaporam. A mistura se concretiza e começa a criar-se os silicatos.

Formação do vidro

A mistura de concretização começa a fundir (1300 à 1600°C) e a ficar transparente.

Fundição fina

A viscosidade aumenta e as infiltrações de ar se libertam mais facilmente. (1300 à 1600°C)

Homogeneização

Remove-se as infiltrações de ar restantes.

Descanso da fundição

Período de descanso entre 900 e 1200°C para baixar a viscosidade e melhorar a manipulação

Fornos de Fundição de Vidro

Fornos com potes refratários

São utilizados na fabricação de vidros de alta qualidade em fundições periódicas e artesanais. São responsáveis por 15 % da produção total mundial de vidro.

Vidro

Fornos com tanques refratários

São utilizados na fabricação de vidros automatizada e contínua. A produção varia de 100 a 2500 ton/dia de vidro. As dimensões variam de 10 a 100 m de compr. por 3 a 13 m de largura. O aquecimento é feito através de eletrodos de grafite.

Vidro

Aplicações

Vidros para embalagens
Vidros para economia geral
Vidros técnicos
Vidros ópticos especiais
Vidros para a construção civil
Vidros para decoração e artesanato

Bibliografia

REUTER, Jürgen, Vidro: Técnicas em vidro, 1994;

VAN VLACK, Lawrence Hall, Propriedades dos materiais cerâmicos, 1973;

SCHLENKER, B.R., Introduction to Materials Science, 1969;

Fonte: www.enq.ufrgs.br

Vidro

Pode definir-se o vidro como sendo um corpo sólido, brilhante, transparente e frágil.

Obtém-se pela fusão a altas temperaturas da areia com soda ou potassa.

Em tempos muitos antigos, era um material fascinante e estranho, que deslumbrou o Mundo. Hoje, é ignorado. Por se ter tornado habitual aos nossos olhos é banalizado pela nossa sociedade.

Através de testemunhos encontrados pelos arqueólogos, pensa-se que terá surgido na Mesopotâmia, atual território do Iraque, no 4º milénio.

Os Egípcios conheciam já o vidro transparente, produzindo, com ele, objetos que vendiam a outros povos.

Os Romanos introduziram a produção vidreira em diferentes territórios do seu império, tornando-o um material quotidiano, a par da cerâmica e dos metais.

Séculos mais tarde, Veneza desenvolve e expande a produção vidreira. Os objetos em vidro veneziano ficam famosos pela sua quantidade e transparência. Inventam-se novos processos de fabrico, fazem-se novos projetos de peças. A produção Veneziana assume cada vez mais, um lugar de destaque, o que a torna ainda mais famosa.

Entretanto, outros vidros de grande qualidade tornaram-se igualmente conhecidos. É o caso dos vidros da Boémia e da Inglaterra.

Os achados arqueológicos mais antigos, encontrados em Portugal, são contas de vidro, que se julga serem egípcias e remontam ao 2º milénio a.C. Surgiram, também, outros objetos de adorno, de culto, caixas para cosméticos e unguentos.

Segundo investigadores, só a partir do século V se inicia, no nosso país, o fabrico do vidro, com os fornos de Palmela.

Seguiram-se os fornos de Alcochete, Alcácer do Sal, Pombal, Santarém e Lisboa. Lisboa foi um centro vidreiro importante, existindo em 1551 quatro oculistas, quatro vidreiros e oito fabricantes de espelhos.

No entanto, a nossa produção de vidro era baixa e de fraca qualidade, pelo que se importavam vidros de Veneza, Alemanha e França.

Em 1719, D. João V funda a Real Fábrica de Vidros de Coina, que funciona até 1745. Nessa altura, a fábrica é transferida para a Marinha Grande.

Em 1769, D. José I com o apoio do Marquês de Pombal, passou a licença de produção de vidros aos irmãos Stephens e a Real Fábrica da Marinha Grande, que ainda hoje continua em funcionamento, dinamizou a produção vidreira, chegando a satisfazer as necessidades nacionais.

A Marinha Grande tornou-se o mais importante centro vidreiro do país. Mas as unidades fabris multiplicaram-se a partir do século XIX.

É a partir da Revolução Industrial que o vidro passa a ser usado por toda a gente. Até aí só as classes sociais mais poderosas o utilizavam.

A evolução da produção de vidro pode dividir-se em quatro fases:

Artesanal
Manufaturado
Industrial
Automatizado

Em meadas do século XX generaliza-se, no país, a mecanização e a utilização de combustíveis líquidos no fabrico do vidro. A automatização da produção vidreira surge, também, com grande atraso em relação à Europa e aos E.U.A. Mesmo assim, só viria a ser introduzida em setores como o da garrafaria e do vidro plano.

Vidro

Comercialização do Vidro

As características do vidro resultam dos diferentes componentes, introduzidos no seu fabrico, bem como das percentagens destes.

Nos diferentes objetos de vidro que utilizamos no dia-a-dia, somos capazes de verificar a relação entre os tipos de vidro escolhido e a função dos mesmos.

Embalagem
Chapa de vidro
Copos
Vidros de ir ao forno
Vidros de cor
Vidro de segurança

Este tipo de vidro é obtido por dois processos: têmpera e laminação.

O vidro de segurança é composto por duas placas de vidro, unidas por uma folha de plástico. É muito resistente, suporta altas temperaturas externas, etc.

É utilizado, habitualmente, em janelas de automóvel, edifícios, etc.

Lã de vidro

É produzida a partir de diversos processos. É um material muito usado, colado a uma base de papel ou tela metálica, para fins isolantes, em terraços, cobertas, paredes, condutas de água, etc. Apresenta pouco peso , é resistente à acção dos agentes atmosféricos, ao fogo não se decompõe e não observe a água.

Propriedades do vidro

Cor

O vidro comum é incolor mas, no entanto, pode aparecer colorido se no seu processo de fabrico forem incorporados óxidos metálicos estáveis.

Textura

As superfícies, geralmente, são lisas, podendo ser modificadas de acordo com a sua utilização posterior:

Vidro polido
Superfície lisa
Vidro martelado
Superfície rugosa

Resistência ao choque

Os vidros podem ser mais resistentes ás diferenças de temperatura, se se adicionar aos seus componentes ácido bórico. Podem, ainda, apresentar maior resistência ao choque se na sua fabricação forem introduzidas folhas de plástico endurecido ou malha de aço, como acontece no caso dos vidros de segurança.

Isolamento térmico

Os vidros podem ser sujeitos a processos de fabrico que lhe proporcionem características de isolamento térmico. Este também pode ser conseguido utilizando duas placas de vidro unidas por folhas de plástico. Resistem a altas temperaturas externas e proporcionam boa visibilidade.

Características do vidro

Vidro em chapa:

Vidro comum
Liso
Transparente

Pode considerar-se incolor .As duas faces do vidro não são totalmente planas, podendo provocar distorção ou deformação da visão. Aplica-se, vulgarmente, em janelas e portas.

Vidro martelado

Estes vidros são translúcidos, deixando passar a luz com difusão variável.

A visão pode ser parcial e, por vezes, totalmente esbatida. Podem ser coloridos. Vulgarmente , aplica-se em janelas, portas, varandas, etc.

Aquando do fabrico, o movimento de um rolo sujeita esse tipo de vidro a um processo de impressão numa das faces ou mesmo nas duas.

De acordo com o desenho impresso adquire um nome diferenciado.

Como qualquer vidro, pode ser colorido pela adição de óxidos metálicos estáveis.

Vidro polido

Transparente

Proporciona uma visão clara sem qualquer deformação.

Pode ser colorido. Vulgarmente, é utilizado em montras, janelas, mobiliário, etc.

Vidro temperado

Este vidro tem como característica partir-se em pequenas partículas, não apresentando, no entanto, ângulos cortantes.

Assim, é classificado de não estilhaçável e como tal é considerado um vidro de segurança.

Devido às suas características substitui, muitas vezes, materiais como madeira, aço, tijolos, e ainda, para cobrir vãos em forma de tabique, cortes e para automóveis.

Vidro aramado

Estes vidros são, também, considerados de segurança, pois, no caso de partirem, os pedaços ficam agarrados à malha de aço.

Aplica-se em locais que necessitem de segurança como postigos de caves, janelas baixas, etc.

Vidro duplo

Proporciona uma visão perfeita e grande isolamento, à temperatura, à luz e ao som.
Aplica-se a janelas em janelas e portas de edifícios com ar condicionado e em recintos que necessitam, simultaneamente, de luz e isolamento térmico ou acústico.

Fabricação do vidro

Para a fabricação do vidro são necessárias várias fases de trabalho, que vão desde a fusão das matérias-primas, passando pela extracção e afinação da massa de vidro, até à construção das peças projetadas. Vamos abordar essas fases de produção, baseando-nos numa recolha de imagens e informação feita numa fábrica de vidro, no norte do país. Esta fábrica labora ainda sobre processos muito artesanais, proporcionando, por isso mesmo, uma imagem mais correta do material e da sua manipulação.

Composição do vidro

O vidro é um composto químico, geralmente obtido pela fusão de uma mistura de areia siliciosa (sílica), soda e calcário.

Utilizam-se, como fundentes, a potassa, a barita, o boro e o chumbo.

Por vezes e para poupar energia, misturam-se restos de vidro à composição. Assim, a temperatura de fusão consegue baixar para 1450 ºC a 1500 ºC.

Fonte: espr.ccems.pt

Vidro

A História do Vidro na Arquitetura Brasileira

Vidro

Precioso e raro na colônia, o vidro plano popularizou-se no século 20 e hoje empresta luxo e modernidade às mais belas construções arquitetônicas.

Entre os presentes e mimos oferecidos por Cabral aos Tupinambás do sul da Bahia em abril de 1500 não havia nada feito de vidro, segundo Pero Vaz de Caminha, testemunha ocular e relator oficial do encontro inaugural da nossa história. Mas com a exploração intensiva do pau-brasil nas décadas seguintes, a troca de árvores cortadas pelos nativos por variados artigos europeus virou prática usual, e a lista de produtos oferecidos aumentou. Em 1549, na construção da cidadela que deu origem a Salvador, a primeira capital do Brasil, o governador Tomé de Souza pagou a madeira fornecida pelos índios com um lote de mercadorias que incluía 14 dúzias de facas, 320 tesouras, 9 200 anzóis – e 70 espelhos.

O escambo e o comércio regular da colônia com a metrópole cresceram, mas não impediram que por um bom período o vidro fosse um personagem furtivo, quase oculto, mais refletindo do que intervindo na paisagem brasileira. Nos primeiros tempos da sociedade colonial, de vida modesta e construções rústicas, a presença do vidro limitou-se a alguns raros utensílios domésticos, como frascos e copos – tão raros que, quando existiam, eram arrolados nos inventários familiares –, e algumas janelas envidraçadas, privilégio de umas poucas edificações. O vidro, no Brasil, era um personagem ainda à procura de uma história.

Igrejas e palácios

Não há fartura de registros escritos e iconográficos sobre a utilização do vidro na arquitetura dos tempos coloniais, o que dificulta a pesquisa e o conhecimento. Porém, juntando as escassas imagens disponíveis – entre elas, as dos pintores flamengos da primeira metade do século 17 – às descrições de cronistas e viajantes dos séculos 18 e 19 e à permanência de edificações e cidades mais antigas, pode-se reconstituir alguma coisa do cenário da arquitetura na colônia.

Esse trabalho começou a ser feito, e brilhantemente, diga-se, nos anos 1930 e 1940 pelo artista e pesquisador José Wasth Rodrigues no seu Documentário Arquitetônico. E a julgar por seus desenhos e aquarelas, produzidos a partir de cuidadosos e pacientes levantamentos em vários estados brasileiros, o cenário colonial, em relação à qualidade estética e técnica das construções, não devia ser muito estimulante. Casas de taipa de pilão de um só pavimento, com dois cômodos e cobertas por folhas de palma protegiam os pobres. Casas de pedra e cal, térreas ou sobrados, com mais espaço interno e cobertas por telhas abrigavam os ricos.

Aquelas incorporaram muito dos materiais e técnicas de construção das ocas indígenas. Essas reproduziram mais de perto o padrão e a técnica da arquitetura portuguesa e as suas influências mediterrâneas e árabes.

Umas e outras variavam mais no tamanho do que na estrutura. Em todas, as marcas do despojamento, da rusticidade e da pobreza, expostas no chão batido, na extrema simplicidade do mobiliário, nas alcovas sem janelas, na ausência de refinamento no projeto e no uso dos recursos de circulação, arejamento e iluminação, como portas e janelas, por exemplo. Nas moradas pobres das vilas e povoados, uma porta e uma janela compunham a fachada. Nas casas abastadas dos senhores de terras, dos comerciantes ricos ou das altas autoridades civis e religiosas, fachadas mais largas, com varandas, sacadas e janelas. Em todas, quase sempre, janelas cegas, com folhas de madeira, sem vidros.

Vidro
Janelas com vidraças só aparecem entre os séculos 17 e 18 e apenas em construções como igrejas e palácios.

Vidro Blindado

Vidro

Não existe apenas um tipo de vidro blindado. A ABNT em 2005 criou uma norma (NBR - 15000) para tentar normatizar os níveis de blindagem no país. Desde então, os vidros blindados podem ser classificados em I, II-A, II, III-A, III, IV.

Abaixo um breve resumo de cada uma das classes:

Classe I

Suporta tiros de armas como .22 LHRV ou uma 380 RN chumbo

Classe II A

Mais resistente que a classe I, suporta tiros em baixa velocidade de armas como 357 Magnum JSP e as famosas (dentre os marginais também) 9 mm FMJ.

Classe II

Suporta tiros das mesmas armas que a classe II-A, só que em alta velocidade.

Classe III

A - Resiste a tiros da poderosa . 44 Magnum, e a algumas sub-metralhadoras.

Classe III

Essa classe, é a mais resistente que pode ser vendida no meio civil no Brasil. Suporta tiros de fuzis como o FAL (fuzil muito difundido entre os criminosos), ak-47, e AR-15.

Classe IV

Nível máximo de proteção, suportando balas 30.06 AP, todavia não podem ser usadas por civis no Brasil. Para evitar assaltos, não é interessante um vidro nível IV, pois além de serem muitos caros, as armas utilizadas para disparar balas desse calibre, dificilmente seriam usadas em assaltos ou outras atividades criminosas que um cidadão sofre(sequestros etc) , por não serem nada portáteis (apenas rifles de longa distancia e metralhadoras pesadas usam esse calibre).

Fonte: www.clicmultas.com.br

Vidro

Vidro Blindado

Tipos de Blindagem

Não existe apenas um tipo de vidro blindado. A ABNT em 2005 criou uma norma (NBR - 15000) para tentar normatizar os níveis de blindagem no país. Desde então, os vidros blindados podem ser classificados em I, II-A, II, III-A, III, IV.

Abaixo um breve resumo de cada uma das classes:

Classe I

Suporta tiros de armas como .22 LHRV ou uma 380 RN chumbo

Classe II-A

Mais resistente que a classe I, suporta tiros em baixa velocidade de armas como 357 Magnum JSP e as famosas (dentre os marginais também) 9 mm FMJ.

Classe II

Suporta tiros das mesmas armas que a classe II-A, só que em alta velocidade.

Classe III-A

Resiste a tiros da poderosa . 44 Magnum, e a algumas sub-metralhadoras.

Classe III

Essa classe, é a mais resistente que pode ser vendida no meio civil no Brasil. Suporta tiros de fuzis como o FAL (fuzil muito difundido entre os criminosos), ak-47, e AR-15.

Classe IV

Nível máximo de proteção, suportando balas 30.06 AP, todavia não podem ser usadas por civis no Brasil. Para evitar assaltos, não é interessante um vidro nível IV, pois além de serem muitos caros, as armas utilizadas para disparar balas desse calibre, dificilmente seriam usadas em assaltos ou outras atividades criminosas que um cidadão sofre(sequestros etc) , por não serem nada portáteis (apenas rifles de longa distancia e metralhadoras pesadas usam esse calibre).

Como funciona o vidro blindado?

Por trás da aparência frágil, o vidro blindado engana, e dependendo de seu nível de blindagem, pode agüentar até tiros de fuzis. Mas como funciona essa maravilha da segurança, que permite ter a resistência de uma placa de aço, num vidro com aparência inocente?

De fato, a tecnologia empregada, é simples, no processo é usado vidro, e sobreposições de laminas de policarbonato, alem de outras camadas de diferentes produtos, sendo o processo chamado de laminação. Após essa união de camadas, temos um vidro, que não deixa de ser transparente, mas que possui uma resistência muito superior ao do vidro comum.

Interessante, é o funcionamento do vidro ao ser atingido por uma bala. Enquanto o vidro comum, não absorve o minimo de energia da bala, o vidro blindado não tenta ¨refletir¨ o tiro, mas sim absorver o impacto. A principal função do vidro a prova de balas, é tirar toda a energia da bala, evitando que ela passe a proteção, coisa que dependendo do nível da blindagem (espessura da mesma, e outros fatores)é muito bem feita, evitando qualquer estilhaço solto nos motorista e passageiros, além do projetil é claro. Dependendo do vidro, pode-se suportar vários tiros numa mesma posição.

Etapas na blindagem de um carro

Além dos vidros blindados, pra se alcançar a máxima segurança, é sempre necessário blindar outras partes do carro, tentando tornar todos os passageiros o menos vulneráveis possível.

Fonte: vidrosblindados.com

Vidro

Vidro Blindado

Passos da Blindagem

Vidro

LEGISLAÇÃO

Em 1999, o Exército Brasileiro manifesta sua preocupação com o aumento da produção de veículos blindados e do número de empresas blindadoras, com uma nova redação do Regulamento Nº 105 (R-105), que inclui o veículo de passeio blindado como produto controlado e como conseqüência institui para empresas blindadoras de veículo a obrigatoriedade de obter junto ao Exército Brasileiro, o CR - Certificado de Registro e para os fabricantes de peças blindadas - vidros, mantas e aço - determina a obtenção do TR - Título de Registro. É o Decreto 2998, de 23 de março de 1999.

O veículo de passeio blindado passa a integrar a lista de produtos controlados junto com armas de fogo, acessórios explosivos - ex: pólvora, agentes químicos de guerra, entre outros bélicos.

Com base neste decreto as empresas atuantes no segmento de blindagem devem solicitar autorização para produzir, junto ao DLog/DFPC - Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro.Veja definição de blindagem pelo Exército no link: Blindagem) Em 2000 o Decreto Nº 3665, de 20 de novembro de 2000, é promulgado traçando diretrizes da fiscalização por intermédio de seus órgãos subordinados ou vinculados. Atribui, no seu Artigo 34, inciso 14 à Secretaria de Segurança Pública a execução da fiscalização, controle das suas transferências e registro do veículo blindado. É uma nova redação para o R-105 que revoga o decreto anterior

Em São Paulo, a Polícia Civil do Estado, publica a Portaria 003/2001 que resolve no Artigo 1º, a expedição de licença anual para fabricantes, montadoras, comerciantes e locadores de veículos de passeio blindados. E no Artigo 2º, determina que os proprietários de veículos blindados providenciem o registro, exigindo nove documentos, entre os quais, prova de ocupação licita remunerada e habitual.

Em Abril de 2001 o DLog - Portaria 008: regulamenta o serviço de blindagem em carros de passeio até o nível III. Sujeita as locadoras de veículos blindados ao Registro no Exército. As Regiões Militares passam a controlar o comércio de blindagens opacas e transparentes, por meio de Mapas de Estocagem Trimestrais. Determina que as empresas blindadoras de veículos de passeio passem a emitir um Termo de Responsabilidade, certificando que o veículo foi blindado com materiais adequados ao nível especificado de proteção, assumindo, assim, a responsabilidade pelo serviço.

PORTARIA 2002

Em Agosto de 2002, publicada no dia 22/08 pelo Diário Oficial da União, a Portaria 013 - DLog, de 19 de Agosto de 2002. A presente portaria aprova as normas reguladoras e os procedimentos para a Blindagem de Veículos e demais atividades relacionadas com veículos blindados - NORBLIND. A mais recente portaria aprovada - já em vigor - sobre o assunto e que revoga a Portaria 008-DLog, de 04 de abril de 2001. Assinada pelo General de Divisão Aurélio Cavalcanti da Silva, Chefe Interino do Departamento Logístico. Ao todo 21 Artigos e IX Anexos - traçam as novas Normas Reguladoras e Procedimentos para: blindagem, locação, comércio, importação, registro e transferência de propriedade de veículos blindados, além, dos procedimentos específicos para a avaliação de protótipos de blindagem.

1. Da Blindagem - níveis: é transcrita a tabela vigente no Art. 18 do Decreto 3.665/2000. É autorizada a blindagem até o nível III-A. O nível III somente com licença especial.

2. A blindadora deverá ser certificada no Exército - Certificado de Registro - CR é considerado documento obrigatório para Pessoas Jurídicas blindarem ou locarem veículos blindados.

3. Procedimentos para blindar um veículo. O que fazer: Inicialmente, a blindadora solicita autorização à DFPC para blindar aquele veículo, especificado. Deverá usar formulário próprio, abaixo.

3.1. Autorização

Preencher a solicitação de autorização (Anexo II). • O Anexo II deverá ser dirigido à Região Militar onde o requerente esteja registrado. Deverá anexar os documentos abaixo: 3.2. ou 3.3. O despacho de deferimento será feito no próprio impresso (requerimento). (Ver: endereços das RMs nos estados. Ver: anexos da Port.013) • Cabe a RM informar à empresa requerente. • Emitir documento (Declaração - anexo III, para fins de registro), ao órgão de trânsito estadual, informando tratar-se de veículo blindado autorizado pelo Exército.

3.2. As Pessoas Físicas deverão anexar a este: documento de identidade, CPF, comprovante de residência, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo - CRLV, Certidão de antecedentes criminais da Justiça Federal, Estadual e Militar do domicílio nos últimos cinco (05) anos.

3.3. As Pessoas Jurídicas deverão anexar: os mesmos documentos mais o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica - CNPJ. Cada um dos sócios administradores ou gerentes também deverão apresentar a Certidão de antecedentes criminais, da forma acima. Serão dispensadas de apresentar a documentação acima, as empresas que já possuírem CR.

3.4. O veículo blindado só poderá ser retirado da blindadora após ter sido registrado no órgão estadual de trânsito. (ver acima 3.1). Especial: A blindagem com nível de proteção III poderá ser excepcionalmente autorizada - preencher Anexo IV.

Etapas da Blindagem

Chegada do VeÍculo

Quando seu carro entra em nossa fábrica passa por uma verificação completa de suas condições. É importante ressaltar que todo o trabalho é executado de maneira cuidadosa e artesanal. Seu carro recebe todo o cuidado e atenção. Nesse momento é conferido o aspecto geral da lataria, acabamentos, pneus, rodas e funcionamento elétrico e mecânico. Um "check list" é então realizado para garantir que a desmontagem e a remontagem sejam perfeitas. O painel é a única parte de seu veículo que se mantém intacta.

Realização do Check- List

O veículo passa por uma pré-lavagem antes da verificação completa da lataria (riscos, amassados e possíveis retoques que já tenham sido feitos), do estado geral dos pneus e rodas, das condições da tapeçaria e do funcionamento de todos os componentes elétricos que controlam vidros, bancos, rádio, teto solar, lavadores de pára-brisa, etc.

Desmontagem

Após a análise do check list, o veículo é completamente desmontado. O painel é a única parte de seu carro que se mantém intacta. O profissional altamente qualificado responsável por este setor confere todos os itens assinalados no formulário de check list. As peças são retiradas uma a uma, embaladas e guardadas de maneira apropriada para garantir sua originalidade.

Modelagem e APLICAÇÃO DE AÇO

Na aplicação de aço seu carro recebe o kit de aço balístico que é então emborrachado e ajustado dentro dos mais rígidos padrões de excelência pelos nossos profissionais altamente qualificados. Nesse momento são feitas as colunas, as caixas de rodas, a caixa de estepe, o frame, a tampa traseira, etc.

As placas de aço são fixadas com parafusos e buchas especiais na carroceria do veiculo, nas colunas, nas laterais do teto, inclusive nas laterais do teto solar e os frames são soldados nos quadros das portas.

Todas as peças são montadas com sobreposição de modo a evitar brechas por onde algum projétil possa passar. A abertura das portas para o encaixe dos vidros blindados é então feita em conformidade com o nível de blindagem que foi solicitado para o seu carro. (ordem de blindagem).

Os pneus também são reforçados por cintas de aço colocadas dentro da roda. Atingido por uma bala, o pneu rodará por mais 10 quilômetros. Outra opção é a colocação de flats over, o que proporcionará uma rodagem de cerca de 40 a 50 quilômetros em condições semelhantes.

Colocação das Mantas de Aramida

Seu veículo está agora preparado para receber a modelagem com o kit das peças de mantas de aramida, o tecido em fibra têxtil vulcanizada, de alta resistência balística pela sua grande elasticidade e capacidade de alongamento, o qual impede a entrada dos projéteis no interior do seu carro. Essas peças são então modeladas uma a uma no habitáculo do veículo e são coladas no teto, portas dianteiras e traseiras, pedaleira, churrasqueiras, caixas de rodas, em alguns casos pára-lama, capô, cortina do teto solar, proteção de vidro solar, porta malas e assoalho conforme a solicitação do pedido. Seu carro está então pronto para a fase da montagem e do acabamento.

Montagem e Acabamento

Nessa parte do processo, após a instalação do aço e das mantas, o kit de vidros blindados é instalado no veículo de acordo com os procedimentos e normas similares as utilizadas pelas montadoras de veículos.

Esses vidros são mais espessos que os originais (21 mm para o nível III-A). Algumas partes do veiculo requerem adaptação do mecanismo elevador como parte da preparação para receber estes vidros. As portas dianteiras e traseiras são retrabalhadas para que o vidro possa ter um encaixe perfeito. No caso das portas dianteiras, os vidros têm acionamento semelhante ao original, enquanto que os traseiros são travados por medida de Segurança.

Inspeção Final

O próximo passo é a montagem interna, onde todas as peças que foram retiradas na desmontagem serão recolocadas com todo o cuidado e atenção para manter a originalidade do seu veículo.

Toda a parte elétrica é mais uma vez conferida e testada. Os forros de porta são retrabalhados conforme a espessura do vidro que será adaptado para poder ser fixado na porta.

Os acabamentos das colunas A, B e C também recebem pequenos ajustes para que sua fixação possa ser efetuada.

Os bancos são instalados e o funcionamento do cinto de segurança é conferido juntamente com outros mecanismos.

Após a montagem, o veiculo é entregue ao nosso inspetor de qualidade que fará todos os testes necessários para garantir a qualidade do serviço executado.

Todo o teste de rodagem é então novamente repetido, a fim de assegurar que não haja barulho (rangidos, vento, etc.). O teste de infiltração também é realizado para se detectar se há vazamentos internos.

Todo o acabamento interno é então conferido quanto a riscos cortes, sujeiras e há uma verificação final quanto à fixação de todos os itens.

Faz-se a última supervisão quanto à aparência e funcionamento dos vidros, assim como de toda a parte elétrica, som, lavador de pára-brisa, iluminação em geral, teto solar, travas, e demais partes do veículo.

Fonte: www.stationblindados.com.br

Vidro

Vidro Blindado

Níveis de blindagem

Os materiais utilizados numa blindagem veicular determinam o nível balístico final do carro. Estes materiais são concebidos por estruturas simples, como é o caso do aço, ou por compostas por vários outros materiais, como é o caso das mantas de aramida (tecidos especiais e polímeros) e dos vidros blindados (vidros e polímeros de alta performance).

A resistência balística leva em consideração a arma, o projétil, a energia cinética de uma massa (em joules) e a distância dos disparos com relação ao alvo e a distância entre os disparos. As proteções são definidas por normas técnicas e variam de acordo com o tipo de resistência a esses projéteis.

No Brasil, os níveis de blindagem seguem a norma de resistência balística ABNT-NBR 15000, que obedece aos padrões nacionais e internacionais. Os níveis são divididos em uso permitido, restrito e proibido, de acordo com o poder de retenção das balas, e são determinados pelo Exército Brasileiro.

Segundo essa determinação, o maior nível permitido no país é o III-A, que suporta até disparos de pistolas 9 mm e revólveres 44 Magnum, a maior arma de mão. Esse nível de blindagem é o que tem sido mais utilizado no país. Os níveis de menor proteção I, II-A e II tem plena autorização para serem produzidos e se propõem a atender o nicho especifico de mercado dos usuários que, conscientemente, se sentem ameaçados somente por armas de menor calibre. O nível III, que resiste a disparos de fuzil FAL, é de uso restrito e só pode ser produzido, para uso de pessoas físicas e jurídicas, com autorização especial do Exército Brasileiro. E o nível IV, que resiste até a M60, é totalmente proibido para uso civil.

Na NBR 15000 também se encontram as especificações para proteções alternativas. Além do nível da blindagem, o carro pode ter a resistência adicional a alguns tipos de calibres ou a projéteis especiais, como os que possuem núcleo perfurante, como podem ser visto na Tabela 2. Estas proteções adicionais também requerem autorização especial do Exército.

Blindagem por Dentro

A blindagem, por dentro

Para que o veículo possa ser blindado, é necessário desmontar algumas de suas partes para a instalação dos materiais balísticos. Inicialmente, é definido o nível de blindagem, que é o que vai determinar as características dos vidros, mantas e chapas de aço. Em seguida, os materiais de blindagem são preparados (vidros fabricados e mantas e aço cortados segundo as dimensões requeridas) para adaptação em cada modelo de veículo. O importante é que a adaptação recubra toda a superfície, para impedir a penetração de projéteis e garantir a segurança dos usuários.

Algumas partes, em particular, devem receber atenção especial, como a junção das portas com as bordas dos vidros, onde deve ser previsto o recobrimento de aço (“overlap”). Deve ser definido se os vidros serão fixos ou móveis. Os vidros móveis costumam exigir adaptação do mecanismo elevador e cuidados na sua utilização. Uma vez concluída a instalação dos materiais, o revestimento interior é recolocado no veículo para que o acabamento mantenha a aparência original.

Materiais utilizados

A escolha dos materiais e de sua espessura é feita em função do nível de proteção escolhido. De qualquer modo, a qualidade dos materiais empregados é imprescindível para a obtenção da resistência requerida, diretamente relacionada à segurança da blindagem.

VIDROS

Para a blindagem da área transparente, são utilizados vidros especiais. Eles são compostos por diversas lâminas de vidros e polímeros. Esse "sanduíche" é chamado de pacote. As lâminas de vidro são intercaladas por polivinil butiral, poliuretano e policarbonato. O número de camadas varia de acordo com o nível de proteção. Em alguns casos, os motores de acionamento dos vidros elétricos recebem um reforço, para que seu uso não seja prejudicado.

LATARIA

Cada blindadora tem um projeto para a blindagem da lataria do veículo. Existem empresas que utilizam mais aço na parte opaca e outras que utilizam predominantemente a aramida em quase todas as áreas. Neste caso, o aço é utilizado apenas em áreas muito estreitas, onde a aramida não oferece a resistência mecânica necessária, como nas colunas das portas, pára-brisas e vigia. A diferença entre a utilização majoritária de um ou outro material se dá no peso acrescentado ao veículo (o que pode interferir no consumo de combustível e na durabilidade de algumas peças, além de seu desempenho) e no custo da blindagem. Um carro blindado com predominância de aramida é mais leve do que aquele que utiliza mais aço para proteger suas partes opacas. Mas, com a maior utilização da aramida, o custo da blindagem tende a ser maior. Cabe lembrar que, para níveis mais elevados (Nível III, por exemplo, que só é produzido com autorização especial do Exército), é imprescindível o uso do aço para a proteção das partes opacas do veículo.

ACESSÓRIOS

Normalmente, a blindagem protege apenas a cabine do carro. Mas existem empresas que oferecem proteções opcionais. No Brasil, as mais pedidas são a blindagem do tanque de combustível e o reforço dos pneus. Em algumas blindadoras, independentemente do pedido do cliente, o projeto padrão inclui esses pontos entre os que recebem a proteção. Sobre os pneus, inclusive, vale informar que eles não são à prova de balas.

No processo de blindagem dos veículos civis, os pneus recebem reforços para rodar alguns quilômetros murcho, sem sair da roda. O mais utilizado é a cinta de aço, que prende o pneu à roda e permite manter o carro em movimento até sair da zona de perigo.

Áreas a serem blindadas

A blindagem parcial é proibida pelo Exército. Normalmente, entende-se por blindagem parcial a substituição somente dos vidros, não sendo colocada nenhuma proteção nas partes opacas do veículo. Esse procedimento traz uma falsa sensação de segurança ao usuário, que pode redundar em indesejáveis acidentes.

Ao contrário, a blindagem total é a completa proteção do habitáculo do veículo, protegendo adequadamente os usuários. Requisitos básicos, que estipulam as partes que devem ser necessariamente blindadas, já estão consolidados entre as boas blindadoras do mercado. A ilustração abaixo apresenta os pontos que normalmente recebem a proteção balística.

Vidro
Tabela 1 – Nível de proteção do sistema de blindagem quanto ao impacto balístico

Vidro
Tabela 2 - Nível de proteção alternativa de sistema de blindagem quanto ao impacto balístico

Fonte: www.abrablin.com.br

Vidro

Vidro Blindado

Como é Feita a Blindagem?

Como um sanduíche - no qual o vidro faz o papel do pão e o recheio é formado de plástico ou resina sintética. O número de camadas, sua espessura e a composição dos materiais varia conforme o calibre das balas que ele deverá suportar. "A resina e o plástico servem tanto para colar um vidro no outro quanto para amortecer o impacto da bala e impedir que o vidro se estilhace", diz o industrial Nelson Simões, fabricante de vidros blindados. Depois de pronto, o produto vai para o teste: é literalmente metralhado. "Se passar nessa prova, a receita está aprovada para aquele calibre específico", afirma Alexandre Luiz Bonato, coordenador do Comitê de Vidros Planos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entidade que estipula normas para atividades industriais e de serviços no Brasil.

Com o crescimento da violência urbana no país, o uso de vidros blindados aumentou consideravelmente, criando a necessidade de algo inédito por aqui: uma legislação que controle sua fabricação e qualidade. Em parceria com o Exército brasileiro, a ABNT encontra-se hoje na fase final de elaboração do texto que regulamentará os diferentes graus de blindagem e seus respectivos testes.

1. A camada de vidro externa é a primeira proteção. O impacto de uma bala é semelhante à ação de uma furadeira: o projétil chega em alta rotação e alta velocidade. Mas, como o vidro é um material abrasivo, consegue corroer e deformar a bala

2. Em seguida, há a camada de resina ou plástico, que atua como amortecedora, reduzindo a velocidade e a força da bala, até paralisá-la

3. A última camada de vidro nunca é atingida pela bala, mas pode se estilhaçar devido à propagação da energia provocada pelo seu impacto. Por isso, o vidro blindado termina em uma fina película plástica, para prender os estilhaços e impedir que atinjam alguém

Fonte: super.abril.com.br

Vidro

Vidro Blindado

Vidro

Com a escalada da violência, o comércio de veículos blindados cresceu assustadoramente no Brasil. Nosso país é hoje o terceiro mercado mundial de carros “encouraçados”, atrás apenas de Colômbia e México. Pensando nisto, que na verdade é uma triste realidade de nosso país, o Portal Alpini oferece agora um seção específica para o assunto. Aqui você vai encontrar dicas e ofertas dos "carros à prova de violência".

Mensalmente são blindados entre 250 e 300 automóveis e o nível de proteção mais requisitado é o médio (3 e 3A), que suporta armas de baixa velocidade e curto alcance como as pistolas 9 milímetros e Magnum 44. De olho neste “filão”, as empresas blindadoras proliferaram, eram duas há dez anos e hoje já são mais de 40. A maioria trabalha com normas técnicas americanas ou européias, no entanto algumas empresas oferecem blindagens a preços menores, protegendo apenas os vidros ou a porta do motorista. Este procedimento é extremamente condenável, visto que o bandido não escolhe o lugar que vai atirar. A blindagem é um serviço caro e que requer o desmonte quase total do veículo. Por toda a carroceria são “coladas” mantas de aramida (um polímero ultra resistente). Já os vidros são compostos por camadas de policarbonato e podem medir até 21 milímetros. Uma boa blindagem deve cobrir também os pneus, colunas, ancoragem do cinto de segurança, maçanetas, retrovisores externos, divisão entre motor e cabine, porta-malas e banco traseiro.

É recomendável fazer um curso de direção defensiva ao se adquirir um blindado.

proprietário de um carro blindado também deve ficar atento à manutenção. Como são acrescidos entre 120 e 150 quilos ao peso total, componentes como freios e suspensão têm sua vida útil diminuída. Desta forma as trocas devem ocorrer em um intervalo menor de tempo. Naturalmente, em uma frota de quase 15 mil blindados, não faltam ofertas de usados. Jornais como o Estado de São Paulo até já incluíram uma seção específica para os modelos em seus classificados. Um blindado usado é uma boa opção para quem não quer investir até o dobro do valor do carro na blindagem. Veículos com um ano de uso são encontrados com preços bastante atraentes frente a um 0KM.

Mas antes de adquirir um blindado usado confira algumas dicas importantes:

Todo veículo blindado deve ser registrado nas secretarias estaduais de Segurança Pública. Se o carro não possuir o documento à parte, você deverá providenciá-lo.

Certifique-se de que a empresa blindadora ainda existe, visto que não é difícil nesse ramo algumas empresas fecharem de uma hora prá outra.

Verifique há quanto tempo a blindagem foi feita. Não vale a pena comprar um carro com serviço realizado há mais de cinco anos, pois o material e as técnicas de proteção evoluíram muito neste período. Veja também se todas as revisões do serviço foram feitas.

Exija sempre o certificado da blindadora, com nome da empresa, nível de proteção prometido e data em que o serviço foi executado.

Carroceria

Verifique pneus, colunas, ancoragem do cinto de segurança, maçanetas, retrovisores externos, divisão entre motor e cabine, porta-malas e banco traseiro.

Vedação e acabamento

Confira as borrachas e se não há peças internas soltas.

Mecânica

Molas, amortecedores e pastilhas podem estar desgastados devido ao aumento de peso.

Vidro Elétrico

Apesar de quase nunca se abrir o vidro, verifique se eles sobem e descem normalmente.

Vidros

Bolhas e descascados não podem passar de 1 cm³. Trincas de até 5 cm não comprometem. Vidros deslaminados e esbranquiçados exigem troca.

Fonte: www.alpini.com.br

Vidro

Vidro Blindado

1. Depois de blindado, quantos quilos um carro passa a ter?

O peso acrescido ao veículo pela blindagem depende de dois fatores:

a. nível de proteção da blindagem: quanto maior o nível de proteção, maior quantidade de material deve ser utilizada no processo de blindagem, e conseqüentemente, maior o peso acrescido ao carro. Deve-se tomar cuidado para não comparar blindagens feitas com tecnologias diferentes, como veremos a seguir.

b. tecnologia usada nos materiais utilizados: quanto maior a tecnologia utilizada na blindagem, menor o peso que ela apresentará. Como a tecnologia usada nos materiais de blindagem vem da indústria aeronáutica e o fator peso em aviões é crucial para o desempenho destes, as blindagens automotivas acabaram se beneficiando desses desenvolvimentos.

Em resumo:

Blindagens de última tecnologia, para o nível IIIA da norma NIJ (resistente a projéteis de 44 magnum), devem acrescer cerca de 77 kg de vidro e 30 kg de painéis de Kevlar (aramida fabricada pela DuPont), totalizando cerca de 107 kg de materiais nobres.

Blindagens de baixa tecnologia, feitas com vidros de 21 mm e painéis de aço, devem acrescer cerca de 120 kg de vidro e 147 kg de aço (peso total de 267 kg), ou seja, 140 kg a mais do que no carro descrito no item anterior.

2. Ao ser blindado, o veículo passa a ter um vidro novo ou o original é aproveitado como uma das matérias-primas do novo produto?

No processo de blindagem, TROCAM-SE TODOS OS VIDROS ORIGINAIS por vidros laminados, fabricados especialmente para resistir a impactos balísticos.

3. Qual a espessura de um vidro balístico?

Assim como o peso, a espessura do vidro balístico varia de acordo com o nível de resistência balística e a tecnologia empregada na fabricação do mesmo. Hoje, os vidros de maior nível tecnológico apresentam as seguintes espessuras nominais:
a. nível II da norma NIJ: 15 mm
b. nível IIIA da norma NIJ: 17 mm

4. É viável a blindagem apenas dos vidros de um veículo?

É possível teoricamente, porém isso não é recomendado por dois motivos:

a. os vidros são responsáveis por cerca de 70 % do custo de uma blindagem, ou seja, a economia não valeria o risco de deixar o carro exposto na parte opaca;

b. o carro ficaria "falsamente blindado", pois é impossível enxergar a blindagem opaca dentro da carroceria, o que levará seus usuários a terem uma "segurança falsa", que colocaria suas vidas em risco, o que é inaceitável.

5. Quanto custa uma blindagem de boa qualidade?

É difícil falar de valores médios, visto que os custos de montagem e desmontagem dos carros variam muito. Carros de alto luxo, cheios de acessórios e eletrônica, normalmente custam mais para serem blindados em relação às pick-ups diesel. O potencial cliente deve consultar várias opções de blindadoras estabelecidas, procurar por referências do trabalho das mesmas, verificar os tipos de materiais utilizados e os certificados de qualidade destes (principalmente os dos vidros) antes de tomar uma decisão.

6. Carros populares, como o Gol, por exemplo, podem ser blindados?

Não é recomendável blindar automóveis com menos de 90 HP, principalmente carros com motor 1.0. Os carros blindados utilizam a capacidade de carga útil especificada pelo fabricante para "carregar" a blindagem, como se fosse uma carga ou uma pessoa "gorda". Por isso, é recomendável que os carros blindados tenham folga de potência, o que geralmente acontece com motores acima de 1.6. Neste caso, blindagens de alta tecnologia são ainda mais desejáveis, pois sendo mais leves, sacrificam menos a carga útil dos pequenos automóveis.

7. De uma forma geral, quem são os usuários de um veículo blindado?

Com o aumento da oferta dos materiais de blindagem e do número de blindadoras no mercado, houve uma grande diminuição do preço da blindagem de veículos. Este fenômeno foi altamente benéfico para os consumidores, fazendo com que novos consumidores pudessem comprar um carro blindado. Hoje, encontramos grande parte desses veículos sendo vendidos na classe média.

8. Hoje, quais os modelos de veículos mais blindados no Brasil?

Golf, Audi A3, Marea e Ômega são os mais vendidos. Em segundo plano, ficam as SUV's (principalmente as Pajero), pick-ups pequenas (Fiat Adventure e Saveiro) e em terceiro plano, os demais carros importados (BMW série 3 e Mercedes C).

9. Há dados de quantos veículos blindados circulam no Brasil atualmente?

A frota brasileira tem por volta de 15 mil veículos blindados atualmente (segundo dados de novembro de 2002) e cresce cerca de 6 mil veículos por ano.

10. Quantos veículos são blindados a cada mês no Brasil?

Aproximadamente 500 carros.

11. No caso de armas pesadas, como rifles ou fuzis, qual o maior calibre que um vidro blindado agüenta? Até que calibre e quantos impactos o pára-brisa de uma Blazer poderia suportar?

O nível de contenção balística admissível depende do projeto do vidro blindado em questão. É preciso levar em consideração qual a quantidade de energia que ele deverá suportar, bem como o tipo e a freqüência do projétil que será o vetor dessa energia. Praticamente não há limite para o nível de contenção balística de um vidro blindado. O pára-brisa de um automóvel de passeio pode conter projéteis de armas de mão até fuzis de alto calibre; tudo depende da tecnologia e do projeto do vidro.

12. Quem compra um carro blindado, além de fazer um seguro, faz também um seguro para a blindagem do carro? É comum fazer seguro para blindagens? Quanto custa esse tipo de cobertura?

O seguro de carros blindados vem se tornando comum à medida em que o próprio carro blindado vem se popularizando no país. Hoje, a blindagem de carro é vista como um acessório. Claro que há implicações nos riscos que a seguradora corre, tanto no caso de roubo como no de acidentes, o que faz com que a análise técnica deste tipo de seguro seja feita por especialistas.

Os preços variam de acordo com o nível da blindagem (proporcional à quantidade de material utilizada) e com o próprio valor de carro. Mais informações podem ser conseguidas nos próprios sites das companhias de seguro ou nas corretoras de seguros independentes.

13. Quais são os carros que já vêm blindados de fábrica no Brasil? Qual é a garantia deles?

Por enquanto, do ponto de vista técnico, não há nenhum carro nacional que tenha blindagem feita na própria montadora, ou seja, todos saem da fábrica inteiros (completamente montados) e são encaminhados para blindadoras. Essas empresas são especializadas em desmontar os carros, aplicar os materiais blindados como painéis balísticos e vidros blindados e remontar tudo no seu devido lugar e depois entregues ao usuário final.

A garantia dos carros blindados varia de empresa para empresa. É conveniente que ela seja dada por escrito. As montadoras, apesar de não terem uma política explícita para garantir carros blindados, têm tido o bom senso de se responsabilizar pelos pontos em que a blindagem não afeta o veículo.

Entre os pontos que devem ser considerados, destacam-se os seguintes: motor, câmbio e suspensão, nos casos de blindagens feitas com materiais leves que não ultrapassem significativamente a carga útil, deixando a garantia do acabamento, vidros, máquinas de porta e outros itens mais comprometidos pela blindagem sob a responsabilidade do blindador. Este esquema tem funcionado bem, e não se tem notícia de grandes problemas.

14. Gostaria de saber se não é recomendável manter os vidros abaixados? Existe alguma tecnologia que permita mantê-los abertos?

Nas blindagens usualmente feitas no Brasil, que protegem os ocupantes no nível IIIA da norma NIJ (National Institute of Justice, do governo dos EUA), não existe nenhum obstáculo técnico para que os vidros blindados funcionem normalmente.

O que acontece é que, por questão de segurança, costuma-se restringir a abertura dos vidros somente aos dianteiros, para que não fique inviável a utilização do carro blindado em estacionamentos de shopping centers, pagamento de pedágios, entre outros casos.

Tecnologicamente, todos os vidros poderiam funcionar normalmente. As blindadoras não o fazem para aumentar a segurança do usuário (um carro blindado com os vidros abertos deixa de ser blindado).

15. Existe uma espécie de validade para as blindagens? Se existir, o que deve ser observado na compra de um veículo usado blindado?

Carros blindados não são diferentes de carros normais, no que diz respeito à sua durabilidade. Entretanto, como "carregam peso extra" (as blindagens mais modernas acrescentam no máximo 150 kg ao veículo, o que equivale ao peso de dois adultos), deve-se levar em conta sua capacidade de carga total para não sobrecarregar o veículo.

A blindagem propriamente dita, compreendida como os vidros blindados, painéis balísticos de Kevlar e aço (utilizado nos "overlaps" e "frames"), não têm prazo de validade, podendo durar mais que o tempo de vida útil do veículo.

16. É possível blindar um micro ônibus ou uma van? Quem poderia efetuar tal serviço?

Não há nenhum obstáculo técnico que impeça a blindagem de vans ou ônibus. Existe no mercado uma grande quantidade de vans blindadas (Caravans,Carnivals, entre outros), bem como ônibus e micro ônibus. No caso de ônibus, a blindagem lateral seria facilitada pelo fato dos vidros serem planos, o que os tornam mais em conta que os curvos utilizados em automóveis. A maioria das blindadoras do país efetuam esse serviço.

17. Eu gostaria de saber se um vidro blindado (nível 3) agüenta um tiro disparado à queima-roupa pois os testes que eu vejo os vidros geralmente estão a uma distância de no mínimo dois metros do atirador. Além disso, gostaria de saber se os airbags laterais e 'windowbags" de certos automóveis são prejudicados pela blindagem quando entram em funcionamento

Nenhuma norma de aferição de resistência balística contempla disparos feitos à queima roupa, ou seja, todas elas especificam distâncias mínimas entre a saída do cano e o alvo. Esta distância varia de acordo com a norma e o nível balístico a ser aferido. Por exemplo, no caso da norma NIJ, para o nível 3A (resistência ao calibre .44 Magnum), é exigida uma distância de quatro metros; para o nível 3 (7.62 x 51 - fuzil FAL), exige-se 14 metros. Sabemos por experiência que disparos feitos mais próximos que os preconizados nas normas diminuem o poder de perfuração do projétil.

De acordo com Sr. Álvaro Vidigal, presidente da Câmara de Blindadores da ANDB e diretor da General Armoring, é possível manter o funcionamento de todos os air bags de um carro de última geração, inclusive aqueles posicionados nas colunas e teto dos carros. Para isso, no caso dos instalados nas colunas, basta instalá-los por cima da proteção de aço.

18. Tenho um Diplomata 92 blindado e os vidros laterais estão com bolhas de ar. Pelo que me informaram, isso não altera a proteção dos vidros mas altera a estética do carro. Isto pode ser resolvido de que modo? Arruma-se? Troca-se? Quanto custaria?

O fenômeno descrito chama-se delaminação, que é a separação dos componentes laminados no vidro balístico. Pela idade do carro (mais de 10 anos), dificilmente seria viável consertar este problema, pois os componentes de ligação das lâminas de vidro já devem ter deixado de ter capacidade de colagem. O correto seria trocar os vidros por um conjunto novo. Quanto à proteção balística, vidros delaminados em grandes áreas perdem sua capacidade de contenção, o quê é mais um motivo para substituí-los.

19. Não são vendidos automóveis com blindagem nível IV no Brasil? Esse não é o único nível para uso civil que resiste a tiros de fuzil calibre 5,56 e 7,62?

O nível 4 da norma NIJ protege contra disparos de projéteis 30.06 AP, que são mais energéticos que os .556(AR-15) e os 7.62 (FAL). Este tipo de blindagem é proibida no Brasil segundo a portaria 13 do DELOG do dia 19/8/2003. Custa aproximadamente 10 (dez) vezes mais que uma blindagem nível 3A, sendo muito mais complexa no que diz respeito aos materiais aplicados e ao projeto de aplicação. Os únicos veículos que são normalmente blindados para armas longas (NIJ 3) são os carros-fortes de transporte de valores.

Fonte: carsale.uol.com.br

Vidro

Vidro Blindado

O medo de rodar pelas ruas brasileiras está tornando a blindagem um recurso cada vez mais utilizado por proprietários de carros luxuosos ou nem tanto. Já se encontram veículos menores blindados, carros esportivos e médios. O número de blindadoras em São Paulo cresceu – hoje, existem cerca de 100 empresas – e a concorrência tornou os preços mais acessíveis.

Além da já consumidora classe AA, a blindagem tem interessado a classe B, composta por profissionais liberais como médicos, advogados, dentistas, etc.

Os números da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) apontam que, entre 1995 e 2003, os blindados não passavam das 400 unidades em todo o País. Em 2004 esse número alcançou os 4 mil e, atualmente, estima-se que a frota brasileira está em mais de 25 mil carros.

Vidro e aço

Com o intuito de proteger os ocupantes do carro contra disparos de armas de fogo, o processo de blindagem envolve duas partes: a opaca e a transparente.

A opaca consiste na proteção nas partes metálicas do automóvel. Essa proteção é feita com chapas de aço balístico (leve, altamente resistente, cortado a laser para não perder as funções) ou com mantas de aramida ou polietileno (fibras leves de alta resistência, semi-rígidas, que não perdem as propriedades balísticas com o passar do tempo ou de agentes externos).

A Centigon O’Gara, que no Brasil está instalada no Tamboré, produz uma manta patenteada pela matriz norte-americana e a Dupont, que é de aramida termomoldada. “Ela permite ser adequada ao interior de cada veículo, para dar cobertura e acabamento melhores”, diz Alexandre Ret, diretor comercial da empresa.

A blindagem transparente é um trabalho feito de forma a preservar o grau necessário de transparência do vidro, pois as condições e o conforto ao dirigir não podem ser afetados. Quanto maior o nível de blindagem, maior esperssura o vidro terá.

No nível mais utilizado no Brasil, o Nível III-A, o vidro fica com 21 mm de espessura.

Níveis variados

A classificação de níveis para a blindagem leva em conta o impacto do projétil do qual se pretende esquivar, tendo como base o calibre da arma, bala, massa, velocidade média e quantidade de disparos que podem ser realizados.

Segundo a legislação brasileira, que toma como base normas regulamentadas internacionalmente (NIJ), os veículos de passeio podem ser blindados até o nível III. (Os níveis são: I, II-A, II, III-A, III). O nível IV é exclusivo das Forças Armadas.

De acordo com Antonio Kim, diretor da Ace Brazil (empresa que comercializa lâminas de segurança), os blindados Nível I resistem até o calibre 38; o Nível II, a tiros de Magnum 357; e o Nível III-A, a disparos de Magnum 44.

“Cerca de 90% dos carros que nós blindamos no Brasil”, diz Alexandre, diretor da Centigon O’Gara, “são do nível III-A”. A empresa prepara carros no nível III para exportar. “O nível III aguenta fuzil, AR15, K47. Nós exportamos, na maioria, para o próprio governo norte-americano”, diz o diretor da Centigon O’Gara. Nesse nível III, a blindagem é feita com aço balístico de 6 mm e vidros de 39 mm.

Todo o serviço é controlado pelo Exército, de acordo com o art.1º da Portaria 8-Dlog (SSP) e o artigo 18 do R-15. Esta é uma forma de certificar-se de que a empresa blindadora está devidamente autorizada a desenvolver e comercializar o produto. Um carro blindado obrigatoriamente tem que ser registrado.

O processo de blindagem

O opaco

Primeiro passo: desmontar o veículo. São retirados vidros, bancos e toda a tapeçaria.

Todo o habitáculo do automóvel, então, é revestido pelo material que impedirá a passagem do projétil, seja chapas de aço balístico ou fibras de aramida ou polietileno.

O material é colocado por trás de toda as chapas do carro: portas, teto, colunas, parte posterior do painel, atrás dos bancos e demais regiões vulneráveis. As chapas são fixadas por parafusos, rebites ou adesivo à base de poliuretano, fazendo uma sobreposição (overlap) entre elas, para eliminar pontos vulneráveis.

O transparente

O ponto crítico de uma blindagem é o vidro balístico. O material precisa aliar duas funções: proteger contra balas e manter a transparência, sem distorções. Para fazer um vidro blindado, unem-se várias lâminas de cristal, num sanduíche com filme de polivinil butiral (camada de plástico ultra resistente com acabamento interno e alta resistência a riscos). As bordas são revestidas com poliuretano para vedação. O vidro não pode apresentar qualquer distorção ótica, não pode produzir estilhaços, tem de resistir a impactos múltiplos e não esfoliar.

A remontagem

Concluída a blindagem opaca e a transparente, o carro é remontado para passar por acabamento. É bom certificar-se de que a montagem e o toque final são feitos nos padrões da montadora do veículo, já que existem algumas peculiaridades na hora de remontar.

O veículo ainda tem de passar por alguns testes para certificar que tudo está em perfeitas condições de segurança. Algumas blindadoras efetuam o teste de prova d’água em cabine antes e após o processo para atestar se não existem infiltrações.

O valor de uma blindagem gira em torno de R$ 35 a 70 mil. Depende da blindadora e do material utilizado, como manta ou aço, ou vidros de policarbonato ou resinado.

A diferença é o peso

Tanto o aço quanto o painel balístico são eficientes para a contenção de armas de mão. Mas eles são bem diferentes: o aço, na espessura 2,8 mm, pesa 20,75 kg por metro quadrado. Já o painel, composto por fios de aramida, pesa apenas 3,37 kg.

A dúvida que intriga a todo motorista: O peso da blindagem faz o carro perder desempenho?

Alexandre Ret, da Centigon O’Gara diz que as consequências variam. “Veículos com maior potência não terão grandes alterações, já os de motorização menor sentirão um pouco o peso recebido. Depende muito do veículo. Na O’Gara usamos parte da carga que o carro pode receber, que é informada pela montadora. Não fazemos nenhum projeto que, na soma da blindagem e dos ocupantes, ultrapasse a carga máxima do carro”, explicou Ret.

Em comparação com os automóveis comuns, o desgaste nos equipamentos surge com maior rapidez, pois suspensão, amortecedores e pneus são mais exigidos – além aumentar o consumo de combustível.

Outro inconveniente é na hora da revenda, quando se perde praticamente todo o valor da blindagem. “Blindar o carro é somente necessário para quem está muito exposto à criminalidade, do contrário, a blindagem só acarretará em aborrecimentos”, concluiu Kim, da Ace Brazil.

Mas há os veículos originalmente blindados de fábrica. A vantagem está em que o carro foi especialmente produzido para receber este tipo de proteção e já vem com o espaço ideal para a instalação das chapas. As maçanetas das portas e as máquinas que acionam os vidros são produzidas especialmente para suportar o peso dos materiais blindados. Suspensão e freio são recalibrados para agüentar o acréscimo de peso.

Dicas para a blindagem do carro

Converse com amigos e parentes que já blindaram seus automóveis. Questione se o carro ficou muito pesado, se ficou difícil dirigir, se o acabamento foi bem feito, se o vidro apresenta distorção óptica e qual a garantia oferecida.

Procure por uma empresa idônea e certificada. As empresas blindadoras de automóveis precisam ser registradas no Exército Brasileiro e apresentar o Certificado de Registro (CR). Os materiais utilizados na blindagem devem ser adquiridos em empresas que possuam o Termo de Registro (TR).

Aço ou manta balística? A blindagem feita totalmente em aço é mais barata, mas é mais pesada.

Verifique o tempo de garantia da blindagem e de seus componentes. No mercado nacional, esta garantia varia entre dois e cincos anos.

Preço baixo é indício de má qualidade. Mas cuidado, empresas de má qualidade também cobram alto para disfarçar.

Cuidado com blindadoras recém-criadas. Empresas de blindagem surgem e desaparecem a todo o instante. Não adianta oferecer um determinado tempo de garantia se não puder sinalizar que estará ativa no mercado durante este período.

Sempre que possível visite a blindadora. É bom checar como são utilizados os produtos, o material e a tecnologia usada, a infra-estrutura, as condições e os procedimentos adotados para a fabricação e montagem.

Verifique se a blindadora testa os componentes e o produto finalizado ou, se ela apenas confia nos laudos dos fornecedores. Se este for o caso, peça para ver os laudos técnicos.

Prefira blindadoras recomendadas por montadoras. Atualmente, as principais empresas possuem acordos firmados com montadoras, para a execução de serviços de blindagem em seus automóveis.

Que partes do automóvel receberão a blindagem? Verifique se o motor ficará protegido, se existe proteção na parte da frente, no teto e após o porta-mala.

Não aceite blindagem parcial, pois é proibida pelo Exército Brasileiro. É importante perguntar se a blindagem possuirá “overlaps” ou “flamers”, que são nomenclaturas diferentes para a sobreposição de materiais balísticos.

Fique atento porque algumas blindadoras não contemplam pontos vitais do veículo, como a parte de trás dos cintos de segurança, das fechaduras, dentro dos espelhos retrovisores e caixa de rodas. Nos modelos sedans, às vezes falta blindagem onde se localizam os alto-falantes e na parte posterior do painel.

Fonte: www.alphanews.com.br

Vidro

Vidro Blindado

Entenda como ocorre o processo de blindagem e as alterações que ocorrem no carro.

Vidro

A blindagem protege a integridade para projéteis disparados contra a área externa do veículo. A superfície externa é classificada em duas regiões: opaca (carroceria) e transparente (vidros). Na região opaca a proteção é construída com chapas de aço ou com mantas de aramida, um material que absorve a energia do impacto. Devido à baixa resistência dos vidros, a solução consiste em construir placas com camadas intercaladas de vidro e policarbonato. A escolha dos materiais e suas espessuras são feitas em função do nível de proteção escolhido. A qualidade dos materiais empregados é fator importante para a obtenção da resistência requerida.

Processo

A blindagem do veículo é realizada em cinco etapas.

Passo 1: O primeiro passo para a blindagem do carro é um check-list de todos os itens internos e externos, pois só dessa forma o carro pode ser desmontado e remontado com segurança. A única parte que se mantém intacta é o painel.

Passo 2: No “esqueleto” do carro são colocadas as mantas de aramidas (tecido leve e resistente que molda o interior).

Passo 3: Após esse processo, o veículo entra na funilaria, onde o aço balístico é ajustado e emborrachado.

Passo 4: O carro segue então para o acabamento, no qual são colocados os vidros, que podem ser laminados (várias camadas de vidro) e de policarbonato (uma espécie de borracha que vai entre duas camadas de vidro), além da reinstalação dos equipamentos internos.

Passo 5: Todos os equipamentos são conferidos.

Esse processo leva cerca de trinta dias e é realizado manualmente.

Algumas partes devem receber atenção especial. A extremidade dos vidros na junção com as portas e carroçaria é um exemplo e deve ter um recobrimento de aço (overlap). Os pneus também são reforçados por texturas de poliéster, colocadas dentro da roda. Atingido por uma bala, o pneu roda por mais 10 quilômetros.

Vidro

Outro aspecto importante deve ser definido antes da blindagem, os vidros podem ser fixos ou móveis, no entanto, os vidros móveis requerem adaptação do mecanismo elevador e exigem cuidados na sua utilização pelo usuário.

Após o processo de blindagem, os carros são submetidos a teste de infiltração de água e Test Drive, para verificar se ocorrem problemas com a instalação do material blindado e remontagem do carro. Ao adquirir um serviço de blindagem de veículo, o consumidor deve esclarecer algumas informações sobre a blindagem, a garantia da qualidade do serviço e as orientações aplicáveis para o uso correto do veículo. Deve-se definir junto à empresa executora da blindagem o nível de proteção requerido e esclarecer as opções disponíveis de serviço (vidros móveis ou não, alteração da suspensão, revisões pós-serviço etc.). Verificar as condições de garantia e de contrato (prazos, condições de pagamento, entre outras).

Fonte: www.carroecia.com.br

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