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Biotina

A biotina desempenha, indubitavelmente, um papel fundamental na manutenção da integridade da pele. Na medida em que se tratam de formas localizadas ou generalizadas, como o síndroma de Leiner-Mossus, as dermatites seborreicas e, em especial, a dermatite seborreica do lactante, constituem a indicação habitual da biotina.

A posologia, da ordem de 5 a 10 mg por dia no lactante e de 10 a 20 mg por dia no adulto, pode ser aumentada sem qualquer inconveniente.

Atualmente, tende-se cada vez mais a propor o emprego da biotina no adulto para o tratamento da acne e de todas as alopecias, com ou sem seborréia.

Obtiveram-se resultados particularmente interessantes com a associação da biotina ao ácido pantotênico por via sistêmica.

Deficiência de biotina

A biotina é uma vitamina B necessária para o metabolismo das gorduras e dos hidratos de carbono.

A biotina encontra-se em muitos alimentos. Boas fontes são o fígado, o rim, o pâncreas, os ovos, o leite, o peixe e as nozes.

Uma deficiência é muito improvável nas pessoas que têm uma alimentação equilibrada. Contudo, comer claras de ovo cruas durante semanas pode provocar esta deficiência porque contêm uma substância que se liga à biotina no organismo e impede a sua absorção.

Os sintomas incluem sonolência, perda de peso, dermatite, ataques de ansiedade, dor muscular e certos sintomas nervosos, como cansaço mental, insónias e alucinações.

Esta deficiência também pode desenvolver-se em pessoas que recebem alimentação endovenosa (parentérica) durante muito tempo sem suplemento de biotina.

As análises de laboratório detectam uma redução dos valores de biotina no sangue e na urina.

Histórico

Em 1916, Bateman observou que ratos alimentados com clara de ovo como única fonte de proteínas desenvolviam desordens neuromusculares, dermatite e perda de cabelos.

Esta síndrome poderia ser prevenida caso se cozinhasse a clara ou se fosse acrescentado fígado ou levedura à dieta.

Em 1936, Kögl e Tönis isolaram da gema do ovo uma substância que era essencial para o crescimento da levedura e a denominaram de biotina.

Depois, verificou-se que esse fator e aquele que prevenia a intoxicação da clara de ovo cozida eram o mesmo.

Sinônimos: vitamina B8. Da biotina existem 3 variantes que são a biocitina, a lisina e o dextro e levo sulfoxido de biocitina. São úteis para o crescimento de certos microorganismos e sua utilidade para o homem não é conhecida.

Doses diárias recomendadas: 100 a 200 microgramas.

Principais fontes: carnes, gema de ovos, leite, peixes e nozes. A biotina é estável ao cozimento.

Principais funções: função importante no metabolismo de açúcares e gorduras.

Manifestações de carência

Muito raras e praticamente só aparecem se houver destruição das bactérias intestinais, administração de antimetabólicos da biotina e alimentação com clara de ovo crua para que aconteça a carência de biotina.

Nestes casos surgem glossite atrófica, dores musculares, falta de apetite, flacidez, dermatite e alterações do eletrocardiograma.

Pessoas que se alimentam por longo tempo somente de ovos crus têm apresentado estas manifestações.

Pessoas alimentadas por via parenteral também podem apresentar sinais e sintomas de carência de biotina.

As lesões da pele caraterizam-se por dermatite esfoliativa severa e queda de cabelos que são reversíveis com a administração de biotina.

Crianças com seborréia infantil e pessoas com defeitos genéticos são tratados com doses de 5 a 10 mg/dia de biotina.

Manifestações de excessos: grandes doses de biotina podem provocar diarréia.

Fonte: www.fisioquality.com.br

Biotina

Biotina

Biotina e sua importância para a Saúde

A biotina, anteriormente chamada de vitamina H, é uma vitamina hidrossolúvel muito importante para a saúde (CARDOSO, 2006). Foi isolada pela primeira vez em 1936 e sintetizada em 1943, passando-se cerca de 40 anos para que fosse reconhecida como vitamina. Ganhou popularidade nos últimos anos como a vitamina anti-calvície, considerada erroneamente por um dos sintomas de sua deficiência (calvície) (PHILIPPI, 2008).

Função

A biotina é uma vitamina sulfurada, importante como coenzima para o metabolismo protéico, lipídico e energético do organismo (PHILIPPI, 2008). Já foram identificadas pelo menos quatro enzimas carboxilases nas quais a biotina atua como co-fator (CARDOSO, 2006).

Síntese

É sintetizada no organismo por bactérias do cólon. Esse fato é comprovado pelo aumento da excreção urinária e fecal em cerca de 3 a 6 vezes em relação à ingestão alimentar (PHILIPPI, 2008). No entanto, a biotina sintetizada pela flora intestinal não está disponível para absorção, pois permanece ligada dentro das bactérias e a síntese ocorre longe do local de absorção da vitamina (CARDOSO, 2006).

Além de ser sintetizada por microorganismos, a biotina é sintetizada pelos vegetais e largamente encontrada nos alimentos, mas em menores concentrações (CARDOSO, 2006).

Metabolismo

Esta vitamina é encontrada nos alimentos sob duas formas: como biotina livre e, em maior quantidade, como biocitina (uma forma de coenzima ligada à lisina).

No intestino, a biocitina precisa ser hidrolisada pela biotidinase, que é uma enzima secretada pelo suco pancreático e pela mucosa intestinal. Essa enzima hidrolisa somente cerca de metade da biocitina de origem vegetal, sendo que a biocitina de origem animal é mais biodisponível (PHILIPPI, 2008).

Uma vez livre pela ação enzimática, a biocitna é absorvida, juntamente com a biotina livre dos alimentos, pelo intestino delgado, principalmente na porção jejunal, por transporte ativo dependente de sódio, diminuindo à medida que avança para o íleo. No sangue, é transportada na forma livre ou ligada às glicoproteínas do soro, como albumina ou globulina. Os rins têm um mecanismo de reabsorção, e somente quando este se encontra saturado, a vitamina é excretada na urina (PHILIPPI, 2008).

Deficiência

A deficiência na população em geral é muito rara, mas pode ocorrer em casos de consumo prolongado e excessivo de clara de ovo crua, em indivíduos submetidos à nutrição parenteral total por tempo prolongado, em pacientes epilépticos tratados com drogas anticonvulsivantes, no alcoolismo crônico e por desnutrição energético protéica severa. Na placenta humana há competição no processo de absorção mediada pelo sódio entre esta vitamina e o ácido pantotênico, o que pode resultar em deficiência dessas vitaminas (CARDOSO, 2006). A deficiência também ocorre em crianças com defeito genético para a síntese da enzima biotinidase (PHILIPPI, 2008).

Os sintomas da deficiência crônica incluem dermatites, erupções cutâneas, alopecia, retardo no desenvolvimento, conjuntivites, perda de acuidade visual e auditiva, entre outros. No entanto, os sintomas iniciais da deficiência concentram-se nas alterações epiteliais, que são rapidamente revertidas com a suplementação desta vitamina (PHILIPPI, 2008).

Recomendações de Ingestão de Biotina

Grupos Etários AI* (ug/dia)
Bebês
0 - 6 meses 5
7 - 12 meses 6
Crianças
1 – 3 anos 8
4 – 8 anos 12
Adultos
9 – 13 anos 20
14 – 18 anos 25
19 – 30 anos 30
31 – 50 anos 30
50 – 70 anos 30
>70 anos 30
Gravidez
<18 anos 30
19 – 30 anos 30
31 – 50 anos 30
Lactação
<18 anos 35
19 – 30 anos 35
31 – 50 anos 35

* Adequate intake
Dietary Reference Intakes (MAHAN & STUMP, 2002)

Não são conhecidos casos de toxicidade em seres humanos e não estão estabelecidas as quantidades máximas toleráveis de ingestão (UL) (CARDOSO, 2006).

Principais fontes

O levedo de cerveja é um alimento muito rico em biotina, além do fígado de galinha e fígado bovino (MAHAN & STUMP, 2002). A gema do ovo é outra boa fonte (PHILIPPI, 2008). O rim e a soja também são considerados boas fontes desta vitamina, além da couve-flor e do espinafre, enquanto as frutas e as carnes são fontes pobres. A maior parte da biotina nas carnes e nos cereais está ligada ao aminoácido lisina, formando o complexo biocitina (CARDOSO, 2006).

Fontes Alimentares

Alimento Variação (ug/100g)
Levedo de cerveja 200
Fígado de galinha 170 - 210
Fígado bovino 96
Gema, crua 51,5 - 58
Nozes 37 - 39
Amendoim 34
Chocolate 32
Aves Domésticas 10 – 11,3
Peixes e Mariscos 3 - 24
Hortaliças 0,2 – 4,1
Frutas 0,2 - 2

MAHAN & STUMP, 2002

Referências Bibliográficas

CARDOSO, M.A. Nutrição Humana, Nutrição e Metabolismo. Editor da série Helio Vannucchi – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
MAHAN, L.K.; STUMP, S.E. Krause Alimentos, Nutrição & Dietoterapia/10ª edição, São Paulo, Roca, 2002.
PHILIPPI, S.T. Pirâmide dos alimentos: fundamentos básicos danutrição/organizadora Sônia Tucunduva Philippi, Barueri, SP: Manole, 2008.

Fonte: www.rgnutri.com.br

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