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Regras Oficiais de Voleibol de Quadra

11. BOLA EM DIREÇÃO À REDE
11.1 BOLA PASSANDO SOBRE A REDE

o 11.1.1 A bola enviada para a quadra adversária deve passar por cima da rede, dentro do espaço de cruzamento (Diagrama 5). O espaço de cruzamento é a parte do plano vertical da rede assim delimitado:

o 11.1.1.1 abaixo, pelo bordo superior da rede;

11.1.1.2 lateralmente, pelas antenas e seu prolongamento imaginário;

11.1.1.3 acima, pelo teto.

o 11.1.2 Uma bola que ultrapassa o plano vertical da rede em direção à zona livre da quadra adversária (Regra 12) passando total ou parcialmente por fora do espaço de cruzamento, pode ser recuperada dentro dos toques regulamentares desde que:

o 11.1.2.1 a quadra adversária não seja tocada pelo jogador;

11.1.2.2 a bola, quando jogada de volta, ultrapasse novamente o plano da rede por fora do espaço de cruzamento e pelo mesmo lado da quadra.

o A equipe oponente não pode impedir esta ação.

11.2 BOLA TOCANDO A REDE

o A bola que passa acima da rede (Regra 11.1.1) pode tocá-la, exceto no saque.

11.3 BOLA NA REDE

o 11.3.1 Uma bola jogada de encontro à rede pode ser recuperada dentro do limite dos 3 toques da equipe (Regra 10.1), exceto no saque.

11.3.2 Se a bola rasga as malhas ou derruba a rede, o rally é anulado e repetido (Exceção: o saque, Regra 11.2).

12. JOGADOR NA REDE
12.1 INVASÃO POR CIMA DA REDE

o 12.1.1 No bloqueio, o bloqueador pode tocar a bola acima da rede no espaço do oponente, contanto que sua ação não interfira antes ou durante o golpe de ataque do adversário (Regra 15.3).

12.1.2 É permitido ao jogador ultrapassar as mãos por cima da rede depois do seu golpe de ataque, desde que o toque na bola tenha sido feito dentro do seu próprio espaço de jogo.

12.2 INVASÃO POR BAIXO DA REDE

o 12.2.1 É permitido invadir o espaço do adversário por baixo da rede, contanto que não interfira em sua ação de jogar.

12.2.2 Invadir a quadra adversária além da linha central:

o 12.2.2.1 É permitido tocar a quadra adversária com o(s) pé(s) ou a(s) mão(s), desde que parte do(s) pé(s) ou da(s) mão(s) permaneça(m) em contato direto com a linha central, ou tenha(m) a projeção sobre a mesma.

12.2.2.2 É proibido o contato de qualquer outra parte do corpo com a quadra adversária.

12.2.3 Um jogador pode entrar na quadra adversária depois que a bola estiver fora do jogo (Regra 9.2).

12.2.4 Um jogador pode penetrar na zona livre do adversário, contanto que esta ação não interfira no jogo do oponente.

12.3 CONTATO COM A REDE

o 12.3.1 O contato com a rede ou antena (Regra 12.4.4) não é falta, exceto quando um jogador toca na antena ou na rede durante sua ação de jogo ou na tentativa de fazê-lo.

12.3.2 Após tocar a bola, o jogador pode tocar os postes, cabos ou qualquer outro objeto fora do comprimento total da rede, contanto que esta ação não interfira no jogo.

12.3.3 Não há falta quando a bola é enviada contra a rede e esta toca em um adversário.

12.4 FALTAS DO JOGADOR NA REDE

o 12.4.1 Um jogador toca a bola ou o adversário no espaço de jogo da equipe contrária antes ou durante o golpe de ataque do adversário (Regra 12.1.1).

12.4.2 Um jogador invade o espaço do adversário por baixo da rede interferindo na ação de jogo do mesmo (Regra 12.2.1).

12.4.3 Um jogador invade a quadra adversária (Regra 12.2.2.2).

12.4.4 Um jogador toca a rede ou a antena, durante sua ação de jogo ou na tentativa de fazê-lo (Regra 12.3.1).

13. SAQUE

O saque é a ação de colocar a bola em jogo pelo jogador de defesa direita posicionado na zona de saque (Regra 13.4.1).

13.1 PRIMEIRO SAQUE DO SET

o 13.1.1 O primeiro saque do primeiro set, como também do set decisivo (5º), é executado pela equipe determinada pelo sorteio (Regra 7.1).

13.1.2 Os outros sets começam com o saque da equipe que não tiver iniciado sacando no set anterior.

13.2 ORDEM DE SAQUE

o 13.2.1 Os jogadores devem seguir a ordem de saque registrada no formulário de ordem de saque (Regra 7.3.1.2).

13.2.2 Depois do primeiro saque de um set, determina-se o jogador que vai sacar da seguinte maneira:

o 13.2.2.1 Se a equipe que sacou vence o rally, o jogador que efetuou o saque anterior (ou seu substituto) saca novamente;

13.2.2.2 Se a equipe que recebeu o saque vence o rally, ganha o direito de sacar e, antes de fazê-lo, efetua um rodízio (Regra 7.6.2). O jogador da posição de ataque direita (2) dirige-se para a posição de defesa direita (1) para executar o saque.

13.3 AUTORIZAÇÃO PARA O SAQUE

o O primeiro árbitro autoriza a execução do saque após ter verificado se as duas equipes estão prontas para jogar e o sacador está de posse da bola.

13.4 EXECUÇÃO DO SAQUE

o 13.4.1 A bola deve ser golpeada com uma das mãos ou qualquer outra parte do braço após ser solta ou lançada ao ar com a(s) mão(s) e antes que toque outra parte do seu corpo ou o piso da quadra.

13.4.2 No momento em que golpeia a bola ou que salta para efetuar o saque, o sacador não pode tocar a quadra de jogo (inclusive a linha de fundo) nem pisar fora da zona de saque.

Após golpear a bola, o sacador pode tocar o piso dentro e fora da zona de saque ou dentro da quadra de jogo.

13.4.3 Após o primeiro árbitro apitar autorizando o saque, o sacador tem até 8 segundos para golpear a bola.

13.4.4 O saque efetuado antes do apito do árbitro é cancelado e repetido.

13.5 BARREIRA

o 13.5.1 Os jogadores da equipe sacadora não podem, através da formação de barreira individual ou coletiva, impedir os adversários de verem o sacador ou a trajetória da bola.

13.5.2 Uma barreira ocorre quando um jogador ou um grupo de jogadores da equipe sacadora agita os braços, salta ou desloca-se para os lados quando o saque está sendo efetuado ou permanecem agrupados para impedir a visualização da trajetória da bola.

13.6 FALTAS NO SAQUE

o 13.6.1 Faltas no saque

As faltas abaixo acarretam uma troca de saque, mesmo que o adversário esteja fora de posição (Regra 13.7.1). O sacador:

o 13.6.1.1 viola a ordem de saque (Regra 13.2);

13.6.1.2 não executa o saque corretamente (Regra 13.4);

13.6.2 Faltas de saque após a bola ter sido golpeada

Depois de ter sido golpeada corretamente, considera-se uma falta de saque (exceto quando um jogador estiver fora de posição) se a bola (Regra 13.7.2):

o 13.6.2.1 toca um jogador da equipe sacadora ou não ultrapassa o plano vertical da rede;

13.6.2.2 toca a rede (Regra 11.2);

13.6.2.3 cai "fora" (Regra 9.4);

13.6.2.4 passa acima de uma barreira individual ou coletiva (Regra 13.5).

13.7 FALTAS NO SAQUE E DE POSIÇÃO

o 13.7.1 Se o sacador comete uma falta no saque (erro na execução do saque, erro no rodízio etc.) e o adversário está fora de posição, a falta do sacador é penalizada.

13.7.2 Ao contrário, se executa o saque, mas subseqüentemente ocorre uma falta (a bola toca a rede, vai fora, passa por cima de uma barreira etc.), o erro de posição acontece primeiro e este é penalizado.

14. ATAQUE
14.1 GOLPE DE ATAQUE

o 14.1.1 Toda ação de enviar a bola para a quadra adversária, à exceção do saque e do bloqueio, é considerada um ataque.

14.1.2 Durante a execução de um ataque, um leve toque ("largada") é permitido se este toque for claro e a bola não for acompanhada pela mão.

14.1.3 Um ataque é efetivo quando a bola ultrapassa completamente o plano vertical da rede ou é tocada por um adversário.

14.2 RESTRIÇÕES AO GOLPE DE ATAQUE

o 14.2.1 Um atacante pode efetuar um golpe de ataque em qualquer altura, desde que, no momento em que tocar a bola, esteja dentro de seu espaço de jogo (à exceção da Regra 14.2.4).

14.2.2 Um jogador da defesa pode efetuar um ataque de qualquer altura atrás da zona de ataque:

o 14.2.2.1 se no momento da impulsão, seu(s) pé(s) não tenha(m) tocado ou ultrapassado a linha de ataque;

14.2.2.2 depois que tocar a bola, ele pode cair dentro da zona de ataque (Regra1.4.1).

14.2.3 Um jogador de defesa pode efetuar também um ataque na zona de ataque se, no momento do contato com a bola, parte desta estiver situada abaixo do bordo superior da rede (Diagrama 7).

14.2.4 Nenhum jogador pode efetuar um ataque ao saque do adversário, quando a bola estiver na zona de ataque e totalmente acima do bordo superior da rede.

14.3 FALTAS NO GOLPE DE ATAQUE

o 14.3.1 Um jogador golpeia a bola dentro do espaço de jogo da equipe adversária (Regra 14.2.1).

14.3.2 Um jogador golpeia a bola para "fora" (Regra 9.4).

14.3.3 Um jogador da defesa efetua um ataque dentro da zona de ataque, estando a bola totalmente acima do bordo superior da rede (Regra 14.2.3).

14.3.4 Um jogador efetua um ataque ao saque adversário estando a bola dentro da zona de ataque e totalmente acima do bordo superior da rede (Regra 14.2.4).

14.3.5 Um Líbero completa um ataque dentro da área de jogo se no momento do contato com a bola, esta estiver totalmente acima do bordo superior da rede (14.2.3).

15. BLOQUEIO
15.1 BLOQUEAR

o 15.1.1 Bloquear é a ação dos jogadores, posicionados perto da rede, de interceptar a bola vinda da quadra adversária, acima do bordo superior da rede. Somente os jogadores da linha de ataque podem completar um bloqueio.

15.1.2 Tentativa de bloqueio

Tentativa de bloqueio é a ação de bloquear sem tocar na bola.

15.1.3 Bloqueio efetivo

O bloqueio é efetivo quando a bola é tocada por um bloqueador (Diagrama 8).

15.1.4 Bloqueio coletivo

Bloqueio coletivo é executado por dois ou três jogadores próximos uns dos outros e é efetivo quando um deles toca na bola.

15.2 CONTATOS DO BLOQUEIO

o Contatos consecutivos (rápidos e contínuos) podem ser realizados por um ou mais bloqueadores, desde que esses contatos ocorram durante uma mesma ação.

15.3 BLOQUEIO DENTRO DO ESPAÇO ADVERSÁRIO

o O jogador no bloqueio pode colocar as mãos e braços ultrapassando a rede contanto que esta ação não interfira no jogo do adversário.

Portanto, ele só pode tocar a bola depois que o adversário tiver concluído seu golpe de ataque.

15.4 BLOQUEIO E TOQUES DA EQUIPE

o 15.4.1 O toque do bloqueio não é considerado um toque da equipe (Regra 10.1). Consequentemente, após o toque do bloqueio, a equipe tem direito aos três toques para retornar a bola.

15.4.2 O primeiro toque depois do bloqueio pode ser dado por qualquer jogador, inclusive por aquele que tocou a bola durante o bloqueio.

15.5 BLOQUEIO DO SAQUE

o O bloqueio do saque adversário é proibido.

15.6 FALTAS NO BLOQUEIO

o 15.6.1 O bloqueador toca a bola dentro do espaço do adversário antes ou simultaneamente ao ataque do adversário (Regra 15.3).

15.6.2 Um jogador de defesa bloqueia ou participa de um bloqueio efetivo (Regras 15.1.3 e 15.1.4).

15.6.3 Um jogador bloqueia o saque do adversário (Regra 15.5).

15.6.4 A bola é enviada para fora pelo bloqueio (Regra 9.4).

15.6.5 A bola é bloqueada dentro do espaço do adversário por fora da antena.

15.6.6 Um Líbero participa de uma tentativa de bloqueio ou de um bloqueio efetivo (Regras 15.1.3 e 15.1.4).

Capítulo 5 INTERRUPÇÕES E RETARDAMENTOS

16. INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES DO JOGO

As interrupções regulamentares do jogo são os TEMPOS DE DESCANSO e as SUBSTITUIÇÕES DE JOGADORES.

16.1 NÚMERO DE INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES

o Cada equipe tem direito, no máximo, a dois "tempos de descanso" e seis "substituições" em cada set.

16.2 PEDIDOS PARA INTERRUPÇÕES REGULAMENTARES

o 16.2.1 As interrupções podem ser solicitadas somente pelo técnico ou pelo capitão no jogo.

A solicitação é feita através do sinal manual correspondente (Diagrama 11.4 e 11.5) quando a bola estiver fora de jogo e antes do apito autorizando o saque.

16.2.2 O pedido de substituição antes do início de um set é permitido e deve ser registrado como uma substituição regulamentar deste set.

16.3 SEQÜÊNCIA DAS INTERRUPÇÕES

o 16.3.1 Um ou dois pedidos de tempo para descanso e um pedido de substituição de jogador por uma ou outra equipe podem se suceder sem a necessidade de se reiniciar o jogo.

16.3.2 Entretanto, uma equipe não está autorizada a fazer solicitações consecutivas de substituição de jogadores durante a mesma interrupção de jogo. Dois ou mais jogadores podem ser substituídos durante uma mesma interrupção (Regra 8.1.1).

16.4 TEMPOS DE DESCANSO E TEMPOS TÉCNICOS

o 16.4.1 Um tempo de descanso tem 30 segundos de duração.

Nas competições mundiais da FIVB os tempos são aplicados como segue:

o a) do primeiro ao quarto set são aplicados dois "Tempos Técnicos" automaticamente quando uma das equipes atinge o 8º e o 16º pontos. Cada um deles tem 90 segundos de duração.

Conseqüentemente, somente um (1) tempo de descanso regulamentar de 30 segundos pode ser solicitado por cada equipe em cada um desses sets.

b) No set decisivo (5º) não há "Tempos Técnicos"; somente dois (2) tempos de descanso regulamentares, de 30 segundos de duração, podem ser solicitados por cada equipe.

16.4.2 Durante os tempos (descanso e técnico) os jogadores que estão jogando devem permanecer na área livre, próximo do banco de reservas de sua equipe.

16.5 SUBSTITUIÇÃO DE JOGADORES

(Para limitações, ver Regra 8.1)

(Para substituições envolvendo o Líbero, ver Regra 8.5)

o 16.5.1 As substituições devem ocorrer dentro da zona de substituição (Regra 1.4.3).

16.5.2 A substituição limita-se ao tempo necessário para o seu registro na súmula e permitir a saída e a entrada dos jogadores.

16.5.3 No momento da solicitação, o(s) jogador(es) deve(m) estar pronto(s) para entrar, posicionado(s) próximo(s) da área de substituição (Regra 1.4.3).

Se esta condição não ocorrer, a substituição não é concedida e a equipe é sancionada por retardamento do jogo (Regra 17.2).

Nas competições mundiais da FIVB plaquetas numeradas são utilizadas para facilitar as substituições.

16.5.4 Se o técnico deseja proceder a mais de uma substituição, deve sinalizar o número de substituições no momento da solicitação. Neste caso, as substituições devem ser sucessivas, um par de jogadores de cada vez.

16.6 SOLICITAÇÕES INDEVIDAS

o 16.6.1 É improcedente solicitar uma interrupção:

o 16.6.1.1 durante um rally, no momento ou após o apito para o saque (Regra 16.2.1);

16.6.1.2 por um membro não autorizado da equipe (Regra 16.2.1);

16.6.1.3 para substituir um jogador, antes do jogo reiniciar-se, após uma substituição anterior da mesma equipe (Regra 16.3.2);

16.6.1.4 após ter esgotado o limite numérico dos tempos de descanso e das substituições (Regra 16.1).

o 16.6.2 Toda solicitação indevida que não afetar ou retardar o jogo deve ser rejeitada sem qualquer sanção, a não ser que se repita no mesmo set (Regra 17.1.4).

17. RETARDAMENTOS DO JOGO
17.1 TIPOS DE RETARDAMENTO

o Toda ação imprópria de uma equipe que não permite o reinício do jogo constitui-se num retardamento, tais como:

o 17.1.1 retardar uma substituição;

17.1.2 prolongar outras interrupções após instruções para reiniciar o jogo;

17.1.3 solicitar uma substituição ilegal (Regra 8.4);

17.1.4 repetir uma solicitação indevida no mesmo set (Regra 16.6.2);

17.1.5 retardamento do jogo causado por qualquer jogador que esteja jogando.

17.2 SANÇÕES POR RETARDAMENTO

o 17.2.1"Advertência por retardamento" ou "penalidade por retardamento", são sanções aplicadas à equipe.

o 17.2.1.1 As sanções por retardamento valem para toda a partida.

17.2.1.2 Todas as sanções por retardamento (incluindo a advertência), devem ser registradas na súmula.

o 17.2.2 O primeiro retardamento causado por uma equipe na partida é sancionado com uma "ADVERTÊNCIA POR RETARDAMENTO".

o 17.2.3 O segundo retardamento e os subseqüentes, de qualquer tipo, causados por qualquer jogador ou outro membro da mesma equipe no mesma partida, constituem falta e são penalizados como "FALTA POR RETARDAMENTO": perda do rally (Regra 6.1.2).

o 17.2.4 Sanções por retardamento impostas antes ou entre os sets, são aplicadas no set seguinte.

18. INTERRUPÇÕES EXCEPCIONAIS DO JOGO
18.1 CONTUSÃO

o 18.1.1 Ocorrendo um acidente grave, estando a bola em jogo, o árbitro deve parar imediatamente o rally e permitir a entrada na quadra da assistência médica.

O rally é repetido.

18.1.2 Caso um jogador contundido não possa ser substituído, legal ou excepcionalmente (Regras 8.1 e 8.2), é dado um tempo de 3 minutos para que se recupere, mas não mais de uma vez para o mesmo jogador no jogo.

Caso ele não se recupere sua equipe é declarada incompleta (Regras 6.4.3 e 7.3.1.1).

18.2 INTERFERÊNCIA EXTERNA

o Caso ocorra alguma interferência externa durante o jogo, este deve ser interrompido e o rally jogado novamente.

18.3 INTERRUPÇÕES PROLONGADAS

o 18.3.1 Quando circunstâncias imprevistas interrompem o jogo, o primeiro árbitro, o organizador e o comitê de controle, se houver algum, decidem as medidas a serem tomadas a fim de restabelecer as condições normais para o prosseguimento do jogo.

18.3.2 Ocorrendo uma ou várias interrupções que não excedam um total de 4 horas:

o 18.3.2.1 se o jogo é reiniciado na mesma quadra, o set interrompido deve continuar normalmente conservando-se os mesmos pontos, jogadores e suas posições. Os resultados dos sets anteriores são mantidos;

18.3.2.2 se o jogo é reiniciado em outra quadra, o set interrompido é anulado. Ele é jogado novamente obedecendo a mesma formação inicial e as mesmas posições. Os resultados dos sets anteriores são mantidos.

18.3.3 No caso de uma ou várias interrupções que excedam um total de 4 horas, o jogo deve ser jogado novamente.

19. INTERVALOS E TROCA DE QUADRA
19.1 INTERVALOS

o Todos os intervalos entre sets têm uma duração de 3 minutos.

Durante este tempo é feita a troca de quadra e o registro da formação das equipes na súmula.

Para as Competições Oficiais da FIVB, será obrigatório um intervalo de 10 minutos entre o segundo e terceiro sets.

19.2 TROCA DE QUADRA

o 19.2.1 Após cada set, as equipes trocam de quadra, exceto no set decisivo (Regra 7.1).

Os outros membros da equipe trocam de banco.

19.2.2 No set decisivo, quando uma equipe atinge 8 pontos, as equipes trocam de quadra sem demora e as posições dos jogadores permanecem as mesmas.

Se esta troca não é efetuada quando exigida, deve ocorrer assim que o erro for observado. O placar até o momento da troca é mantido.

Capítulo 6 - O JOGADOR LÍBERO

20. O JOGADOR LÍBERO

20.1 DESIGNAÇÃO DO LÍBERO

20.1.1 - Cada equipe tem o direito, dentro da lista dos 12 jogadores relacionados, de designar um jogador especializado na defesa chamado de LIBERO. ( R 4.1.1 )

20.1.2 - O Libero será registrado na súmula, antes do jogo, dentro da linha especial para isto. Seu número, também, constará na ordem de saque do 1º set ( Regra 7.3.2).

20.1.3 - O Libero não pode ser nem o Capitão da Equipe nem no jogo.

20.2 - UNIFORME O Libero deve usar um uniforme de cor diferente, ( ou jaleco para o seu substituto ) contrastante com os outros jogadores da equipe. O uniforme do Libero pode ter um feitio diferente (Regra 4.3) porém deverá ter a numeração como o restante da equipe.

20.3 - AÇÕES PERMITIDAS ENVOLVENDO O LIBERO

20.3.1 - As ações de jogo:

20.3.1.1 O Libero está autorizado a trocar com qualquer jogador da defesa.

20.3.1.2 Ele está restrito a jogar como um jogador de defesa e não está autorizado a completar um ataque de qualquer lugar ( incluindo quadra de jogo e área livre ) se no momento do contato a bola estiver totalmente acima do bordo superior da rede.

20.3.1.3 Ele não pode sacar, bloquear ou participar de uma tentativa de bloqueio.

20.3.1.4 Um jogador não poderá completar um toque de ataque, acima do bordo superior da rede, se esta bola lhe tenha sido passada, pelo Libero dentro da zona de ataque, através de um toque com os dedos. A bola poderá ser livremente atacada se o Libero houver feito a mesma ação atrás da zona de ataque.

20.3.2 - Troca de Jogadores:

20.3.2.1 As trocas envolvendo o Libero não são contadas como uma substituição regular. Elas são ilimitadas, mas terão que ter um "rally" entre duas trocas com o Libero. O Libero somente pode ser trocado pelo jogador que com ele trocou.

20.3.2.2 As trocas somente podem acontecer quando a bola está fora de jogo e antes do apito para o saque. No começo de cada set, o líbero somente poderá entrar em quadra depois que o 2º árbitro conferir a ordem de saque.

20.3.2.3 Uma troca feita após o apito autorizando o saque, não será rejeitada, mas, será objeto para uma verbal advertência. Subsequente demora, na troca, estará sujeita as sanções por atraso.

20.3.2.4 O Libero e o jogador substituto, somente, podem entrar e deixar a quadra pela linha lateral compreendida entre as linhas de ataque e de fundo, em frente ao banco da sua equipe.

20.3.3 - A designação de um novo Libero:

20.3.3.1 No caso de uma contusão com o Libero, o treinador, com a prévia aprovação do 1º árbitro, pode indicar, como novo Libero, um dos jogadores que não está dentro da quadra no momento desta redesignação. O Libero lesionado não poderá voltar para jogar o resto da partida. O jogador designado para trocar o Libero lesionado permanecerá como um Libero para o resto da partida.

20.3.3.2 Neste caso, o número do jogador designado, deverá ser registrado no quadro de "Observações" e na ordem de saque do set seguinte.

Capítulo 7 - CONDUTA DOS PARTICIPANTES

21. CONDUTA EXIGIDA
21.1 CONDUTA ESPORTIVA

o 21.1.1 Os participantes devem conhecer as "Regras Oficiais de Voleibol" e cumpri-las.

21.1.2 Os participantes devem aceitar as decisões dos árbitros com espírito esportivo, sem questioná-las.

Em caso de dúvida, um esclarecimento pode ser solicitado unicamente através do capitão no jogo.

21.1.3 Os participantes devem evitar ações ou atitudes que possam influenciar as decisões dos árbitros ou ainda encobrir faltas cometidas por sua equipe.

21.2 JOGO LIMPO (FAIR-PLAY)

o 21.2.1 Os participantes devem ter conduta respeitosa, cortês, espírito esportivo e FAIR-PLAY, não somente com os árbitros, mas também com os demais componentes da equipe de arbitragem, adversários, companheiros de equipe e espectadores.

21.2.2 É permitida a comunicação entre os membros da equipe durante o jogo (Regra 5.2.3.4).

22. CONDUTAS INCORRETAS E SANÇÕES
22.1 CONDUTA INCORRETA DE MENOR IMPORTÂNCIA

o As condutas incorretas de menor importância não estão sujeitas a penalizações. É dever do 1º árbitro prevenir as equipes que se aproxima o nível de penalizações, aplicando uma advertência verbal ou através de sinal manual para a equipe, por intermédio de seu capitão no jogo.

Esta advertência não é uma penalização e não tem consequências imediatas. Ela também não deverá ser anotada na súmula.

22.2 CONDUTA INCORRETA IMPLICANDO EM SANÇÕES

o Condutas incorretas de um membro de uma equipe em relação aos oficiais, adversários, companheiros ou espectadores são classificadas em 3 categorias de acordo com sua gravidade.

22.2.1 Conduta grosseira: ações contrárias aos princípios de boas maneiras, à moral ou expressando desrespeito.

22.2.2 Conduta ofensiva: palavras ou gestos insultantes ou difamatórios.

22.2.3 Agressão: ataque físico ou tentativa de agressão.

22.3 ESCALA DE SANÇÕES

o Dependendo da gravidade da falta de acordo com o julgamento do primeiro árbitro, as sanções aplicadas são:

22.3.1 Penalização

A primeira conduta grosseira de qualquer membro da equipe é penalizada com a perda do rally (Regra 6.1.2).

22.3.2 Expulsão

o 22.3.2.1 Um membro da equipe que é punido com uma expulsão, não participa do jogo pelo resto do set e deve permanecer sentado na área de penalização localizada atrás de seu banco de reservas (Regras 1.4.5, 5.3.2 e Diagrama 1) sem outras consequências.

Um técnico expulso perde seu direito de intervir na partida e deve permanecer sentado na área de penalização localizada atrás de seu banco de reservas (Regras 1.4.5, 5.3.2 e Diagrama 1).

22.3.2.2 A primeira conduta ofensiva de um membro da equipe é penalizada com uma expulsão sem outras consequências.

22.3.2.3 A segunda conduta grosseira de um mesmo membro da equipe, na mesma partida, é penalizada com uma expulsão, sem outras consequências.

22.3.3 Desqualificação

o 22.3.3.1 Um membro de uma equipe que é penalizado com a desqualificação, deve deixar a Área de Controle da Competição pelo resto da partida, sem outras consequências.

22.3.3.2 A primeira agressão de um membro da equipe é penalizada com a desqualificação sem outras consequências.

22.3.3.3 A segunda conduta ofensiva de um mesmo membro da equipe, na mesma partida, é penalizada com a desqualificação, sem outras consequências.

22.3.3.4 A terceira conduta grosseira de um mesmo membro de uma equipe, na mesma partida, é penalizada com a desqualificação, sem outras consequências.

22.4 APLICAÇÃO DAS SANÇÕES

o 22.4.1 Todas as sanções por conduta incorreta são individuais, válidas para toda a partida e devem ser anotadas na súmula.

22.4.2 A repetição de condutas incorretas pelo mesmo membro da equipe, na mesma partida, é penalizada progressivamente como descrito na Regra 21.3 e no Diagrama 9.

22.4.3 Expulsão ou desqualificação por ofensa ou agressão não reuqer penalização prévia.

22.5 CONDUTA INCORRETA ANTES E ENTRE OS SETS

o Qualquer conduta incorreta ocorrendo antes ou entre os sets é sancionada de acordo com a Regra 21.3 e as sanções aplicadas no set seguinte.

22.6 CARTÕES DE PENALIZAÇÃO

o Advertência: verbal ou sinal manual, sem cartão

Penalização: cartão amarelo

Expulsão: cartão vermelho

Desqualificação: cartões amarelo e vermelho juntos

SEÇÃO II - OS ÁRBITROS, SUAS RESPONSABILIDADES E SINAIS OFICIAIS

23. EQUIPE DE ARBITRAGEM E PROCEDIMENTOS
23.1 COMPOSIÇÃO

o A equipe de arbitragem para um jogo é composta pelos seguintes oficiais:

o - o primeiro árbitro

- o segundo árbitro

- o apontador

- quatro (dois) juizes de linha

o A localização está indicada no Diagrama 10.

o Para as Competições Oficiais da FIVB é obrigatório um assistente de apontador.

23.2 PROCEDIMENTOS

o 23.2.1 Somente o primeiro e segundo árbitros podem fazer uso do apito durante o jogo:

o 23.2.1.1 o primeiro árbitro apita e sinaliza para autorizar o saque que começa o rally;

23.2.1.2 o primeiro e/ou segundo árbitros apita(m) o final de um rally, desde que esteja(m) certo(s) que uma falta tenha sido cometida e identificada sua natureza.

o 23.2.2 Podem usar o apito durante a interrupção do jogo para autorizar ou rejeitar solicitação de uma equipe.

o 23.2.3 Imediatamente após apitar finalizando o rally, o árbitro deve indicar, através dos sinais manuais oficiais (Regra 27.1):

o 23.2.3.1 Se a falta é marcada pelo 1º árbitro, ele deverá indicar:

a) a equipe que irá sacar,

b) a natureza da falta,

c) o jogador faltoso (se necessário)

O segundo árbitro deve acompanhar os sinais do primeiro árbitro, repetindo-os.

23.2.3.2 Se a falta é marcada pelo 2º árbitro, ele deverá indicar:

a) a natureza da falta,

b) o jogador faltoso (se necessário),

c) a equipe que irá sacar acompanhando o sinal do 1º árbitro.

Neste caso o 1º árbitro não precisa sinalizar a falta nem o jogador, apenas a equipe que irá sacar.

23.2.3.3 No caso de uma falta dupla, ambos os árbitros indicam:

a) a natureza da falta,

b) o jogador faltoso (se necessário)

c) a equipe que irá sacar, conforme determinado pelo 1º árbitro.

24. PRIMEIRO ÁRBITRO
24.1 LOCALIZAÇÃO

o O primeiro árbitro desempenha suas funções sentado ou de pé na cadeira de arbitragem colocada numa das extremidades da rede. Sua visão deve estar aproximadamente 50 cm acima do bordo superior da rede (Diagrama 10).

24.2 AUTORIDADE

o 24.2.1 O primeiro árbitro dirige o jogo do início até o seu final. Ele tem autoridade sobre todos os oficiais e membros das equipes.

Durante o jogo suas decisões são finais. Ele está autorizado a anular as decisões dos outros oficiais se julgar que estão equivocados.

O primeiro árbitro pode, inclusive, substituir um oficial que não esteja cumprindo corretamente suas funções.

24.2.2 O primeiro árbitro também controla o trabalho dos boleiros, limpadores do piso e enxugadores.

24.2.3 O primeiro árbitro tem autoridade para decidir sobre qualquer assunto que envolva o jogo, mesmo aqueles não previstos pelas Regras.

24.2.4 O primeiro árbitro não pode permitir qualquer discussão a respeito de suas decisões.

Entretanto, por solicitação do capitão no jogo, dá uma explicação sobre a aplicação ou interpretação da Regra em que baseou sua decisão.

O primeiro árbitro deve autorizar o capitão no jogo (imediatamente após este ter externado o seu desacordo com a explicação dada) o direito de apresentar um protesto oficial sobre o fato, ao final da partida (Regras 5.1.2.1 e 5.1.3.2).

24.2.5 O primeiro árbitro tem a responsabilidade de decidir, antes e durante o jogo se a área de jogo, os equipamentos e as condições são próprias ou não para jogar.

24.3 RESPONSABILIDADES

o 24.3.1 Antes do jogo o primeiro árbitro:

o 24.3.1.1 inspeciona as condições da área de jogo, as bolas e os outros equipamentos;

24.3.1.2 efetua o sorteio na presença dos capitães das equipes;

24.3.1.3 controla o aquecimento das equipes.

o 24.3.2 Durante o jogo, somente o primeiro árbitro está autorizado:

o 24.3.2.1 aplica as advertências às equipes,

24.3.2.2 sancionar as condutas incorretas e os retardamentos de jogo;

24.3.2.3 decidir sobre:

a) as faltas do sacador e a falta de posição da equipe sacadora, inclusive as barreiras;

b) as faltas no toque de bola;

c) as faltas cometidas no bordo superior e acima da rede;

d) a bola que cruza o espaço abaixo da rede (Regra 11.1.3).

o 23.3.3 Ao final da partida assina a súmula.

25. SEGUNDO ÁRBITRO
25.1 LOCALIZAÇÃO

o O segundo árbitro desempenha suas funções de pé, próximo do poste, fora da quadra de jogo, no lado oposto e de frente para o primeiro árbitro (Diagrama 10).

25.2 AUTORIDADE

o 24.2.1 O segundo árbitro é o assistente do primeiro árbitro, mas tem também sua própria área de atuação (Regra 24.3).

O segundo árbitro pode substituir o primeiro árbitro, caso este fique impossibilitado de continuar seu trabalho.

25.2.2 O segundo árbitro pode, sem fazer uso do apito, indicar as faltas fora de sua competência, porém não deve insistir junto ao primeiro árbitro.

25.2.3 O segundo árbitro controla o trabalho do apontador.

25.2.4 O segundo árbitro controla os membros das equipes que estão no banco de reservas e informa ao primeiro árbitro sobre qualquer conduta incorreta.

25.2.5 O segundo árbitro controla os jogadores na área de aquecimento (Regra 4.2.3).

25.2.6 O segundo árbitro autoriza as interrupções, controla suas durações e rejeita solicitações indevidas.

25.2.7 O segundo árbitro controla o número de tempos de descanso e substituições usados por cada equipe e informa o segundo tempo e a quinta e sexta substituições ao primeiro árbitro e ao técnico solicitante.

25.2.8 No caso de contusão de um jogador, o segundo árbitro autoriza a sua substituição excepcional (Regra 8.2) ou permite um tempo de 3 minutos para sua recuperação (Regra 18.1.2).

25.2.9 O segundo árbitro controla as condições do piso, principalmente na área de ataque. Durante o jogo ele controla as bolas para que estejam sempre nas condições regulamentares.

25.2.10 O segundo árbitro supervisiona os membros das equipes que estiverem na área de penalização, relatando qualquer conduta indevida ao 1º árbitro (Regra 1.4.5).

25.3 RESPONSABILIDADES

o 25.3.1 Antes do começo de cada set, quando da mudança de quadra no set decisivo ou quando for necessário, o segundo árbitro controla a posição dos jogadores para que correspondam àquela determinada no formulário de ordem de saque.

25.3.2 Durante o jogo, o segundo árbitro decide, apita e sinaliza:

o 25.3.2.1 as faltas de posição da equipe receptora (Regra 7.5);

25.3.2.2 o contato do jogador com a rede ou com a antena colocada do seu lado da quadra (Regra 12.3.1);

25.3.2.3 a invasão na quadra adversária e o espaço abaixo da rede (Regra 12.2);

25.3.2.4 o ataque ou o bloqueio irregulares dos jogadores de defesa ou pelo Líbero(Regras 8.5.2.2, 14.3.3 e 15.6.2);

25.3.2.5 a bola que ultrapassa a rede para o campo adversário, por fora do espaço de cruzamento durante o saque ou quando dirigida para dentro da quadra adversária ou quando toca a antena do seu lado da quadra (Regra 9.4.3 e 9.4.4.);

25.3.2.6 o contato da bola com um objeto exterior ou com o solo quando o primeiro árbitro não estiver em posição favorável para ver e julgar esse contato (Regra 9.4.1 e 9.4.2).

25.3.3 Ao final da partida assina a súmula.

26. APONTADOR
26.1 LOCALIZAÇÃO

o O apontador desempenha suas funções sentado à mesa situada no lado oposto, em frente ao primeiro árbitro (Diagrama 10).

26.2 RESPONSABILIDADES

o O apontador anota a súmula do jogo de acordo com as Regras cooperando com o segundo árbitro.

Usa um alarme ou qualquer outro sinal sonoro para indicar aos árbitros sobre os fatos de sua responsabilidade.

26.2.1 Antes do jogo e de cada set, o apontador:

o 26.2.1.1 registra os dados do jogo e das equipes de acordo com o procedimento em vigor e obtém as assinaturas dos capitães das equipes e dos técnicos;

26.2.1.2 registra a formação inicial de cada equipe conforme o formulário de ordem de saque.

Se não o receber em tempo hábil, imediatamente informa este fato ao segundo árbitro.

o 26.2.1.3 registra o número e o nome do Líbero.

26.2.2 Durante o jogo, o apontador:

o 26.2.2.1 registra os pontos marcados e certifica-se de que o placar indica a contagem correta dos pontos;

26.2.2.2 controla a ordem de saque de cada equipe e informa aos árbitros sobre qualquer erro cometido imediatamente após o saque;

26.2.2.3 registra, controla e informa ao segundo árbitro o número de tempos de descanso e de substituições;

26.2.2.4 notifica aos árbitros sobre os pedidos de interrupções que não procedem;

26.2.2.5 anuncia aos árbitros o final de cada set e a marcação do 8º ponto no set decisivo;

26.2.2.6 registra as sanções;

26.2.2.7 registra todas as outras ocorrências sob instrução do 2º árbitro,(ex.: substituição excepcional, interferência externa, etc.).

26.2.3 Ao final do jogo, o apontador:

o 26.2.3.1 registra o resultado final;

26.2.3.2 após assinar a súmula obtém as assinaturas dos capitães das equipes e dos árbitros;

26.2.3.3 nos casos de protesto, escreve ou permite que o capitão da equipe escreva na súmula sua versão do fato protestado.

27. JUÍZES DE LINHA
27.1 LOCALIZAÇÃO

o É obrigatório haver quatro juízes de linha nas Competições Mundiais da FIVB.

Posicionam-se de pé na área livre, de 1m a 3m de distância de cada ângulo da quadra, de frente para cada prolongamento imaginário da(s) linha(s) sob sua responsabilidade (Diagrama 10).

Se somente dois juízes de linha são utilizados, ficam posicionados em diagonal nos ângulos situados à direita de cada árbitro e de 1m a 2 m do ângulo.

Cada um deles controla a linha de fundo e a linha lateral situada de seu lado (Diagrama 10).

27.2 RESPONSABILIDADES

o Os juízes de linha desempenham suas funções usando bandeiras (40cm x 40cm) como mostra o Diagrama 12:

27.2.1 sinalizam a bola "dentro" ou "fora", quando esta toca o solo perto da linha de sua responsabilidade;

27.2.2 sinalizam o toque de bola para "fora" da equipe receptora;

27.2.3 sinalizam as bolas que tocam as antenas, as bolas do saque que ultrapassam a rede por fora do espaço de cruzamento etc. (Regra 9.4.3 e 9.4.4);

27.2.4 sinalizam se qualquer jogador (exceto o que está no saque) toca o piso fora da quadra no momento do saque.

27.2.5 juízes de linha responsáveis pelas linhas de fundo sinalizam as faltas dos pés do sacador (Regra 13.4.2).

27.2.6 atendendo à solicitação do primeiro árbitro, o juiz de linha deve repetir a sinalização.

28. SINAIS OFICIAIS
28.1 SINAIS MANUAIS DOS ÁRBITROS (Diagrama 11)

o Os árbitros devem indicar, através dos sinais manuais oficiais, a equipe sacadora, a natureza da falta apitada ou o objetivo da interrupção autorizada.O sinal deve ser mantido por um instante e, quando feito com uma das mãos, esta mão corresponde ao lado da equipe faltosa ou solicitante.

28.2 SINAIS OFICIAIS DOS JUÍZES DE LINHA (Diagrama 12)

Os juízes de linha sinalizam com a bandeira a natureza da falta cometida, através dos sinais oficiais, mantendo-os por um momento.

Fonte: www.voleimania.com.br

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