O Windsurf (ou Windsurfe, como algumas pessoas chamam) foi criado por James Drake, engenheiro da NASA, em 1969. O desporto, no entanto, só se popularizou em 1980. Também há pessoas que acreditam que o windsurf foi criado pelo casal Newman e Naomi Darby, na Flórida (EUA).
Em 1963, desenvolveram o primeiro protótipo de windsurf, mas não foram muito felizes em sua criação por problemas burocráticos. Anos depois, um engenheiro e um empresário ganharam o mérito do invento, pois seguiram conceitos de produção diferentes do casal Darby.

O ring (conjunto de equipamentos) é composto por vela, retranca (mantém o formato da vela e direciona a prancha), mastro e extensão (utilizada para estender o mastro para a medida correta da vela). Existem vários tipos de velas – das mais simples às mais sofisticadas.
Ser jogado de volta a base da onda por sua crista, favorecendo a execução de novas manobras.
O velejador faz a prancha se desgarrar da onda, girar 360º no ar e voltar no mesmo sentido em que seguia.
Ir de encontro a parede da onda com velocidade, projetar no ar a prancha para e dar um giro de 360º para frente ou para trás.
Projetar a prancha para cima e, aproveitando a força do vento, virá-la para o lado oposto.
Completar uma curva de 180 graus com a vela paralela a água para neutralizar a força do vento.
Ir quase perpendicular ao vento, dar um pequeno salto (usando uma onda ou marola), girando a prancha aproximadamente 180º e jogando a popa a favor do vento, voltando praticamente no sentido oposto do inicial.
É a categoria mais agitada do windsurf. A maior atração é o looping, o movimento mais arriscado, que consiste em usar as ondas como tranpolim para se lançar, junto com a vela e a prancha, em seguida dar uma cambalhota de 360 graus sobre si mesmo e voltar a água na mesma posição de antes.
Alguns atletas conseguem fazer o double-loop, duas voltas no ar antes de voltar à água. Algumas competições desta categoria são indoor. O windsurf indoor é realizado em tanques rodeados por potentes ventiladores em ginásios de grande porte.
O velejador Kauli Seadi, Ricardo Campello e Browzinho já foram campeões na categoria jump, aonde o velejador salta uma rampa com um buraco dentro pra quilha passar.
A categoria wave é disputada nas ondas, similar a um campeonato de surf. Os velejadores fazem manobras nas ondas e juízes decidem a pontuação e a colocação dos atletas na competição. O brasileiro Kauli Seadi sagrou-se campeão mundial nesta categoria em 2005.
O super X foi criado para criar um espetáculo e chamar a atenção do público para as competições. É uma regata com bóias que os velejadores tem que saltar por cima, quem cruza a linha final primeiro é o vencedor.
Além disso há manobras obrigatórias que os velejadores tem que executar em cada perna da regata como o looping e o duck-jibe.
A mais técnica de todas as categorias. A prática desta se dá em pranchas mais volumosas e com velas maiores. As competições são similares as regatas de grande porte com bóias a barla e sota vento.
Procure sempre um instrutor ou escola especializada para começar o desporto. Nunca subestime os ventos nem o mar: quando não tiver segurança para praticar o desporto, não arrisque.
O instrutor de windsurf Pedro Rodrigues recomenda ainda que o praticante não se afaste muito da costa e, sempre que possível, leve um celular para emergência. “Nunca saia sozinho sem avisar alguém em terra”, completa o mesmo. Nunca navegue com ventos de off-shore, ou seja, com ventos na direcção do mar. Torna-se muito perigoso porque o praticante dificilmente conseguirá chegar a terra.
O windsurf é uma atividade física que desenvolve a resistência muscular. São trabalhados os músculos das pernas, braços e costas.A prática inadequada pode causar dores na região lombar, por isso é importante orientação para os iniciantes.
Amarelar (ficar com medo)
Barlavento (o lado de onde vem o vento)
Batida (água agitada, com muitas marolas)
Jibe (manobra radical em que a prancha muda de direção)
Orçar (conseguir velejar contra o vento).
Fonte: oradical.uol.com.br
Para muita gente, windsurf é sinônimo de esporte calmo, típico de verão, ideal para quem prefere aventuras menos radicais. Mas se formos conhecer o esporte mais a fundo, veremos que ele pode ser tão radical quanto o surf. Basta escolher a prancha certa, o vento ideal e uma praia que possibilite velejar nas ondas. Depois é só juntar um pouco de traquejo e habilidade que a adrenalina vai a mil.

Como os demais esportes de época, o windsurf também teve a sua melhor fase. E isso aconteceu na década de 80, logo depois que a Rede Globo apresentou a novela "Água Viva", que mostrava, na vinheta de abertura, pranchas de um lado para o outro atravessando o oceano. Eram pranchas bem grandes, utilizadas para regatas, que passaram a ter grande procura no país, e consequentemente em Santa Catarina.
No final da década de 80 e início dos anos 90, entretanto, o windsurf sofreu um período de transição aqui no Estado. As antigas pranchas de regata começaram a ficar ultrapassadas e os poucos velejadores que restavam não se empenhavam em ir adiante. Foi quando começou a surgir as pranchas atuais, as funboard.
As funboard se dividem em: course racing, course slalon, slalon e wave.
Course racing - são pranchas grandes, com bolina (anda mais contra o vento), velas grandes e design antigo. Existe um tipo específico de course racing que é a prancha olímpica, categoria one design, onde todos os competidores têm a prancha igual, a vela igual, o mastro igual, enfim, tudo igual, ou seja, vence nas olimpíadas o melhor atleta.
Course Slalon e Slalon - Toda a tecnologia de ponta utilizada na confecção dos equipamentos é colocada em teste no slalon, por isso, em uma competição, não depende tanto do atleta vencer a prova, mas principalmente do equipamento utilizado. As pranchas possuem tamanhos médio e pequeno e são muito velozes, chegando a atingir uma velocidade de 80 km por hora. O percurso do course slalon é parecido com o do course racing. A disputa da competição é realizada em várias condições: a favor do vento, contra, de lado...;
já no slalon o competidor deve contornar as bóias a favor do
vento, atingindo o máximo de velocidade possível.
Muitos iniciantes começam a velejar com um modelo de slalon chamado
giant slalon, pelo fato da prancha ser maior, o que proporciona boa flutuação
e maior equilíbrio.
Wave - se divide em saltos, manobras e surf nas ondas. São pranchas
muito pequenas, indicadas para velejadores mais experientes.
Shape
Como você deve ter visto acima, existem diferenças entre o shape das pranchas e o das velas. No slalon os atletas costumam usar o máximo possível de prancha e o mínimo possível de vela para obter o menor atrito na água. Já no velejo nas ondas (wave), quanto menor o material, melhor. O importante nessa modalidade é ter força e agilidade para passar as ondas, rompê-las, realizando grandes manobras.
Santa Catarina é um dos lugares mais privilegiados para a prática de windsurf no Brasil. Especificamente Florianópolis é extremamente privilegiada, com ótimas praias, lagoas, vento forte e o ideal para velejar. O atleta Márvio Reis afirma que as melhores opções pra quem veleja com course racing ou slalon são Lagoa da Conceição, Jurerê, Ponta das Canas e Canasvieiras, que oferecem um mar calmo. " As praias do leste também são ótimas quando as ondas não estão muito grandes", revela. Já para o velejo de wave, com vento sul, o ideal são as praias de Campeche e Moçambique, que têm boas ondas. Agora se o vento for norte ou nordeste indica as praias da Joaquina e Mole.
Mas antes de cair nesse marzão, é bom se antenar para uns detalhes: "Quanto mais forte o vento, menor deve ser a prancha e consequentemente a vela"destaca Márvio. Essas características caem como uma luva para o velejo de wave, pois você precisa trabalhar com uma prancha pequena para ter facilidade de manobra.
Para ele, a praia de Ibiraquera, no litoral sul, é ideal para praticar essa modalidade. "Tem vento muito forte e muito limpo, e uma ondulação grande e perfeita, com fundo muito plano de areia. A direção do vento também é perfeita". Já para o velejo de course racing, não há necessidade do vento ser forte. "Basta estar ventando", afirma. Agora se a intenção é velejar de slalon, recomenda um vento moderado a forte.
Segundo o atleta e diretor da escola Windcenter, - Eduardo Schultz, Florianópolis tem duas tendências, que é vento sul e nordeste. O vento nordeste predomina muito na primavera, sempre interrompido por umas frentes frias que formam o vento sul. Por isso, a Ilha de Santa Catarina caracteriza-se como um dos melhores lugares do Brasil para velejar, especialmente entre agosto e dezembro.
No outono e no inverno há vento oeste, que é um vento mais frio, proveniente da Cordilheira dos Andes. Embora seja essa a pior época para se velejar aqui, Florianópolis oferece boas condições o ano todo. Para os iniciantes, Schultz dá uma dica: "O vento ideal é perpendicular a praia que se está praticando".
Vela, mastro, extensão, retranca, pé de mastro, trapézio, prancha, roupa de borracha.
Santa Catarina está ficando muito bem estruturada para o windsurf. Há um grupo de velejadores que, além de estar se destacando nos campeonatos, está investindo muito no esporte aqui. Eduardo Schultz afirma que o esporte começou a deslanchar aqui no Estado por volta de 1985, ano que foi criada a Windcenter.
"Tinhamos uma média de 2 atletas e hoje temos 15. Além disso, existe um projeto que estamos desenvolvendo com a ABPV(Associação Brasileira de Profissionais Velejadores), que é o campeonato Cone Sul. Este campeonato deverá integrar ainda mais Santa Catarina com os países vizinhos, tendo em vista principamente que Florianópolis é considerada a Capital do Mercosul".
Fonte: www.guiafloripa.com.br