E preferível aprender a andar de prancha à vela com um instrutor numa das escolas existentes em algumas praias ou clubes da nossa costa ou então com um praticante já experiente. Não tente praticar Wind surf se você não souber nadar bem; de qualquer modo, é sempre conveniente usar um colete salva-vidas.
Conforme as condições, você também deve usar vestuário apropriado, como uma roupa de neoprene.

A prancha de Wind surf consiste simplesmente numa prancha e no aparelho, constituído pelo mastro, retranca (wish boné) e vela. Na frente da retranca fica preso um cabo, que serve para puxar o mastro e a vela para a vertical.
A retranca é geralmente formada por dois tubos curvos, um de cada lado da vela, unindo-se na frente e atrás.
O veleja dor segura a retranca, que fica bem na altura do peito, e usa-a para alterar o ângulo da vela com o vento.
Oriente a prancha em ângulo reto com a direção do vento e com a vela caída na água a sotavento (lado para onde sopra o vento, em oposição a barlavento, lado de onde sopra o vento). Ponha um pé de cada lado do pé do mastro virado para sotavento (o vento deve soprar nas suas costas). Segure o cabo de levantar a vela e incline-se ligeiramente para trás.
Dobre os joelhos, mantenha a cabeça erguida e utilize o peso do corpo e da força de pernas para levantar a vela e o mastro da água. Quando a outra ponta da retranca sair da água, você já pode segurar a parte da frente da retranca, deixando a vela solta, batendo o pano.
Para andar no largo, isto é, com o vento soprando perpendicularmente à direção da prancha, segure a retranca com as duas mãos, afastadas 50 ou 60 cm, e puxe a vela até esta ficar cheia pelo vento. Se o vento começar a fazer muita força na vela, você terá de inclinar o corpo para trás para compensar. Mantenha a perna da frente bem reta, dobrando ligeiramente a de trás.
Quando você quiser arribar, isto é, afastar a proa da direção do vento, incline a vela um pouco para a frente.
Quando quiser orçar, ou seja, aproximar a proa da direção do vento, incline a vela ligeiramente para trás. Se você continuar a orçar, a prancha fica aproada para o vento, a vela bate pano e a prancha pára (v. também. Segurança na prancha. Não veleje nunca em locais onde não há ninguém, mas mantenha-se afastado dos banhistas, dos pescadores e das outras embarcações.
Não se afaste da costa quando o vento sopra de terra, a menos que já tenha muita prática; se você estiver muito longe de terra e não conseguir voltar para trás, tire o mastro do encaixe, enrole a vela e amarre-a ao mastro, juntamente com a retranca.
Coloque o material (pala menta) sobre a prancha, deite-se de barriga para baixo e reme com as mãos até chegar a terra.
Se você tiver que pedir socorro, ajoelhe-se ou sente-se na prancha e acene com os braços ou grite por socorro. Nunca largue a prancha.
Fonte: www.tudodicas.com
Um pouco de surf , um pouco de vela. Esse é o windsurf, um esporte olímpico que pode ser praticado em qualquer lugar e que por essa facilidade vem atraindo um grande número de novos praticantes.
Apesar do pouco tempo desde sua criação, aproximadamente 25 anos, o esporte tem grande aceitação por ser uma alternativa tanto para surfistas, que em dias de ondas fracas podem surfar, tanto para os velejadores, que em dias de ventos fracos podem praticar um esporte mais radical.
Hoje em dia o esporte tem grande espaço na mídia, devido a sua beleza e plasticidade. Toda essa divulgação só facilita o crescimento da modalidade.
As competições possuem várias modalidades de windsurf, desde as mais radicais, como o Freestyle e Wave, até as mais tradicionais como a Classe olímpica e Slalom.

A origem do windsurf está diretamente ligada ao casal Newman e Naomy Darby. A idéia de criar o primeiro modelo do que depois viria a ser chamado de windsurf foi desenvolvida por eles. A remadora Naomy foi a primeira pessoa a ser fotografada com uma prancha de windsurf.
Porém não foi nessa época que o esporte se tornou popular. Devido aos altos custos para a fabricação das pranchas, foram suficientes para que o casal abandonasse a idéia.
Os amigos Hoyle Schweitzer e Jim Drake, quatro anos mais tarde resolveram unir as características do surf com o velejo e possibilitar o surf em lagos ou em praias sem ondas. Os dois desenvolveram conceitos que são aplicados até hoje. Em 1968 eles patentearam este equipamento chamado de windsurf. A partir daí o esporte começou o seu desenvolvimento.
Em 1973 foi produzida a primeira prancha em série. Depois disso, o sucesso foi tão grande que em 1984 o esporte já estava participando dos Jogos Olímpicos.
Hoje em dia as competições são organizadas pela PWA Professional Windsurf Association, que determina todas as regulamentações do esporte.
O conjunto dos materiais para a prática do windsurf é chamado de rig. A evolução do esporte nas últimas décadas proporcionou grandes mudanças nos tipos de materiais utilizados e o rendimento do equipamento cada vez é maior.
A qualidade dos equipamentos é fundamental. "Um bom equipamento além de propiciar ao atleta uma melhor eficiência no esporte, ainda evita lesões e outros problemas como a deterioração rápida do equipamento", disse o instrutor e competidor, Leonardo Mulin Rebello.
A vela funciona como um motor. É ela que tem a função de captar o vento e mover a prancha. Para a proteção da vela o rig conta com uma retranca. É ela quem mantém o formato da vela e dá a direção para a prancha. O mastro também tem a função de manter o formato da vela. E a extensão que é utilizada para estender o mastro para a medida certa.
A maior vantagem do windsurf e de todas as novas tecnologias que foram empregadas no esporte é a possibilidade de praticar em qualquer lugar, mesmo com ventos fracos.
O melhor local para a prática do windsurf no mundo é o Havaí. Por reunir todas as condições tanto de intensidade do vento como no tamanho das ondas. Desde o iniciante até o profissional todos podem praticar, desfrutando ainda de belas paisagens.
O Brasil oferece ótimas condições para quem deseja iniciar no esporte. Segundo o instrutor e praticante de windsurf, Leonardo Mulin Ribeiro, todo o litoral é excelente. "É claro que perto dos grandes centros existe um número maior de praticantes, mas a prática pode ser feita em qualquer local".
O pico com ventos mais constantes é o Nordeste e é lá onde é realizada anualmente a etapa brasileira do Circuito Mundial. Outros picos famosos no país são: São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Além de Brasília, onde o windsurf pode ser praticado no Lago Paranuá.
O velejador salta sem soltar os pés das alças, gira a prancha em 180º e vira a vela no ar.
O atleta dá um loop para trás.
O velejador tira os pés da prancha e arrasta-os na água, retornando à posição inicial.
Quando a troca da direção da prancha é feita no ar.
Uma volta completa com a vela no ar.
Um Back Loop contra o vento.
O velejador dá um salto e deixa a prancha horizontal ao mar.
O windsurf por ser um esporte radical requer cuidado. A responsabilidade é antes de tudo o maior item de segurança. Respeite sempre seus limites e os da natureza. A utilização correta dos equipamentos de segurança diminui em muito o risco de acidentes.
Para o instrutor e praticante de windsurf, Leonardo Mulin Ribeiro, tudo depende do físico do atleta. "Para a prática do esporte a idade mais comum é entre 8 e 9 anos. A partir daí, o atleta já possui um peso suficiente para controlar a vela".
Outro ponto importante para quem pretende iniciar no esporte é procurar um instrutor ou escola especializada, pois além de tirar todas as dúvidas auxiliam o praticante na hora da prática. Para quem já tem uma noção do surf ou da vela fica mais fácil à iniciação, pois no windsurf as noções são basicamente a mistura desses dois esportes.
Fonte: oradical.uol.com.br