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Winston Churchill

Winston Churchill
Winston Churchill

Churchill, Winston Spencer (1874-1965)

Primeiro ministro britânico, de 1940 a 1945 e de 1951 a 1955, foi quem dirigiu a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Foi eleito Deputado em 1900.

Em 1911 foi nomeado Primeiro Lorde do Almirantado. Com o fracasso da expedição britânica na Turquia, durante a Primeira Guerra Mundial, pediu demissão e ingressou no Exército.

Em 1916 retornou ao Parlamento. Foi Ministro da Guerra (1919-1921); Ministro das Colônias; Ministro das Finanças (1924-1929).

Em 1939 foi novamente nomeado Primeiro Lorde do Almirantado e em 1940 assumiu o cargo de Primeiro Ministro. Em 1945 foi derrotado nas eleições.

Em 1951 voltou ao cargo de Primeiro Ministro e, por problemas de saúde, renunciou em 1955.

Fonte: www.marxists.org

Winston Churchill

Sir Winston Churchill

Os americanos consagraram um inglês - Winston Churchill - como o Homem do Século. Durante 65 anos, Winston Churchill esteve no epicentro das maiores crises mundiais, ora comandando o império britânico, ora derrotando o nazismo. Também homem de letras, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

24 de janeiro de 1965: Churchill morre pacificamente em Londres, aos 90 anos. Este "Homem do Século" foi, para os povos do mundo ocidental, o herói da democracia e, sem sombra de dúvida, o homem que derrotou o fascismo.

Para milhões de ingleses, ele foi, durante a Segunda Guerra Mundial, o símbolo de uma feroz resistência contra Hitler. Com a França derrotada, em 1940, e os Estados Unidos insistindo em se manter neutros, Churchill e o povo inglês estavam praticamente sós na luta contra Hitler.

Em 30 de maio de 1940, com 66 anos, Churchill torna-se primeiro-ministro inglês pela primeira vez, pronunciando um discurso de apenas uma linha: "Nada posso oferecer além de sangue, cansaço, lágrimas e suor". Mas, disse que Hitler seria derrotado.

Um homem velho, praticamente só, com uma única e terrível missão: enfrentar a formidável máquina de guerra que a Alemanha havia montado.

Em 1941, o Presidente Roosevelt garantiu a Churchill a total colaboração dos americanos. Em dezembro de 41, o ataque japonês a Pearl Harbor obrigou os americanos a entrarem na guerra. Churchill foi o arquiteto da aliança vitoriosa entre a Grã-Bretanha, os Estados Unidos e a União Soviética. Para derrotar Hitler, todos os aliados são bem-vindos, mesmo os bolcheviques. O otimismo de Churchill e sua espantosa energia animaram e serviram de inspiração aos ingleses. Mas, à medida em que mais próxima parecia a derrota de Hitler, outra sombra parecia erguer-se sobre a Europa. Churchill, ao contrário de Roosevelt, nunca confiou em Stalin. Na opinião de Churchill, a Conferência de Yalta, em 4 de fevereiro de 1945, foi um fracasso total. Stalin não pretendia restabelecer a democracia nos territórios libertados pelo Exército Vermelho. Em 7 de maio de 1945, os alemães assinavam sua rendição incondicional.

Depois de anunciar a vitória dos Aliados, Churchill foi a Potsdam, na Alemanha, em julho de 1945, para uma conferência com Truman - então presidente dos Estados Unidos - e Stalin. Foi lá que soube de sua derrota eleitoral. Abandonando o herói dos tempos difíceis, o povo inglês havia preferido entregar aos trabalhistas a enorme tarefa da reconstrução nacional. Churchill aceitou o veredito, declarando que esta era a lei da democracia que ele havia defendido durante seis longos anos.

Fiel ao seu destino, tornou-se líder da oposição e foi coerente sempre. Foi o primeiro a perceber que uma cortina de ferro começava a separar a Europa em dois mundos. Reeleito primeiro-ministro em 1951, renunciou ao cargo quatro anos mais tarde, mas conservou o lugar que tinha na Câmara dos Comuns, até completar 90 anos.

Fonte: www.tvcultura.com.br

Winston Churchill

Winston Churchill
Winston Churchill

Primeiro ministro britânico, de 1940 a 1945 e de 1951 a 1955, foi quem dirigiu a Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Nasceu no Palácio de Blenheim, em Woodstock, no Oxfordshire, em 30 de Novembro de 1874;
morreu em Londres em 24 de Janeiro de 1965.

Era filho de Lord Randolph Churchill e da sua mulher americana Jennie Jerome. Após ter acabado o curso na Academia Militar de Sandhurst e ter servido como oficial subalterno, de 1895 a 1899, no regimento de Hussardos n.º 4, foi correspondente de guerra em Cuba, na Índia e na África do Sul. Durante a guerra dos Boers, de quem foi prisioneiro, protagonizou uma fuga que o tornou mundialmente conhecido, e de que relatou as peripécias no seu livro De Londres a Ladysmith. Churchill entrou para a política como Conservador, tendo sido eleito deputado em 1900, mas em 1904 rompeu com o Partido devido à política social dos Conservadores.

Aderiu ao Partido Liberal e em 1906, tendo sido eleito deputado, foi convidado para o Governo, ocupando primeiro o cargo de Sub-Secretário de Estado para as Colónias, mais tarde, em 1908, a pasta de Presidente da Junta de Comércio (Board of Trade).Após as eleições de 1910 foi transferido para o Ministério do Interior, e finalmente foi nomeado, em Outubro de 1911, Primeiro Lorde do Almirantado, onde impôs uma política de reforço e modernização da Marinha de Guerra britânica.

Pediu a demissão em plena Primeira Guerra Mundial, devido ao falhanço da expedição britânica aos Dardanelos, na Turquia, de que tinha sido o principal promotor. Alistou-se no exército, e comandou um batalhão do regimento «Royal Scots Fusiliers» na frente ocidental. Regressou ao Parlamento em 1916, regressando a funções governamentais no último ano de guerra, como ministro das munições.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial, Churchill foi-se tornando cada vez mais conservador, continuando a participar activamente na política, como Ministro da Guerra (1919-1921) e Ministro das Colónias (1921-1922) em governos liberais. Em 1924 regressou ao Partido Conservador, sendo nomeado Ministro das Finanças (1924-1929) no governo conservador de Stanley Baldwin. Não participou em nenhum governo, de 1929 a 1939, mas continuou a ser eleito para o Parlamento, onde advertiu incessantemente do perigo que Hitler representava para a Paz.

Em 1939 foi nomeado novamente Primeiro Lorde do Almirantado, e em 1940, no dia em que a Alemanha começou a ofensiva a Ocidente, invadindo a Holanda, a Bélgica, o Luxemburgo e a França, foi nomeado Primeiro Ministro. Fez com que o seu país resistisse às derrotas dessa Primavera de 1940, e ao desaparecimento de todos os seus aliados ocidentais, da Noruega à França, e dirigiu-o durante a Batalha de Inglaterra. Finalmente, aliado à União Soviética, desde o primeiro momento da invasão alemã, em Junho de 1941, e com o apoio e depois a participação activa dos Estados Unidos na guerra, acabou por vencer Hitler.

Mesmo antes do fim da guerra, sofreu uma derrota espectacular nas eleições de 1945, sendo o seu governo substituído pelos trabalhistas de Atlee. Voltou ao poder em 1951, sendo primeiro-ministro até 1955, ano em que pediu a demissão, devido a problemas de saúde.

Foi nomeado Prémio Nobel da Literatura em 1953, pelas sua obra mas sobretudo devido aos 6 volumes da sua obra mais famosa: The Second World War.

Fonte: www.arqnet.pt

Winston Churchill

Winston Churchill
Estadista inglês (1874-1965).
Modernizou a frota naval britânica e liderou os britânicos durante a Segunda Guerra Mundial.

Como primeiro-ministro da Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Winston Leonard Spencer Churchill personificou a determinação do povo britânico em resistir à agressão germânica. Nascido em 30 de novembro de 1874 no Palácio de Blenheim, nas redondezas de Woodstock, Churchill era filho de um descendente direto do duque de Marlborough e de uma americana chamada Jennie Jerome. Quando menino, ele adorava história, estudou em Harrow e no Colégio Militat Real em Sandhurst. Churchil serviu no exército britânico por seis anos e se destacou em 1899, durante a Guerra dos Bôeres (1899-1902), na África do Sul.

Eleito para o Parlamento em 1900, Winston Churchill posteriormente atuou no gabinete como primeiro lorde do Almirantado, em 1911, quando desempenhou um papel importante no plano de modernização da frota britânica, um dos fatores vitais para o sucesso naval da Inglaterra na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Durante a guerra, por algum tempo, ele chegou a vestir o uniforme e depois ocupou o cargo de ministro dos Armamentos sob o primeiro-ministro David Lloyd George (1863-1945).

Quando o governo de George foi derrotado, em 1922, Churchill saiu do gabinete, retornando apenas em 1924 como ministro das Fazenda. Enquanto esteve fora do governo nos anos 30, Churchill insistia que a Inglaterra deveria se preparar para a guerra contra a Alemanha nazista. Quando Adolf Hitler desencadeou a Segunda Guerra Mundial com a invasão da Polônia em 1 de setembro de 1939, Inglaterra e França lhe declararam guerra, e o primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain (1869-1940) restituiu a Churchill seu antigo posto no Almirantado. Em maio de 1940, depois de uma sucessão de vitórias alemãs e fracassos dos aliados, Chamberlain renunciou, e Churchill assumiu seu lugar como primeiro-ministro.

A França se rendeu em 22 de junho, deixando a Inglaterra sozinha para enfrentar o massacre da Blitzkrieg (guerra-relâmpago) alemã. Enquanto as forças alemãs se preparavam para invadir a Inglaterra cruzando o Canal da Mancha, o povo inglês concordava com Churchill, depois de ele ter dito que "não tinha nada a oferecer a não ser sangue, esforço, suor e lágrimas". Ele desafiou Hitler ao avisá-lo que as tropas alemãs encontrariam uma ferrenha oposição nas praias, nas ruas e em cada cidade da Inglaterra. De fato, os pilotos da Força Aérea Britânica (RAF) que enfrentaram os alemães conseguiram destruir doze bombardeiros para cada um que perderam. A essa reação, Churchill chamou de "o melhor momento" da RAF.

Na verdade, era o melhor momento de Churchill. Pois ele havia desafiado Hitler abertamente, e Hitler vacilou, pois a Alemanha teve de abandonar a planejada invasão da Inglaterra. Embora as forças de Hitler só fossem derrotadas cinco anos depois, a Inglaterra havia sobrevivido, em grande parte, graças ao fato de o povo ter um líder firme para inspirá-lo. Churchill encontrou-se com o presidente americano Franklin Delano Roosevelt diversas vezes, tanto antes como depois de os Estados Unidos entrarem na guerra em 1941, formando o que Churchill chamou de Grande Aliança, que, no final, foi vitoriosa.

Em 1945, o Partido Conservador de Churchill deixou o governo, mas ele retornou como primeiro-ministro em 1951, ficando no cargo até 1955.

Pouco depois de ter sido feito cavalheiro em 1953, ele sofreu uma hemorragia cerebral que o prejudicou para o resto de sua vida. Winston Churchil morreu em 24 de janeiro de 1965, deixando sua marca na história, além de vários livros importantes. Sua História dos Países de Língua Inglesa publicado em 1958), «m quatro volumes, e A Segunda Guerra Mundial (de 1954), em seis, são considerados clássicos.

Referências bibliográficas

YENNE, Bill. 100 homens que mudaram a história do mundo. São Paulo, Ediouro, 2002. (bibliografia completa)

Fonte: www.meusestudos.com

Winston Churchill

Churchill, o herói do Império

Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, estadista, escritor e pintor amador, falecido em 1965, foi um dos personagens marcantes do século 20. Atingiu a celebridade como aquele que, nos maus momentos em que a Grã-Bretanha passou nos começos da Segunda Guerra Mundial, jurou jamais se render frente as forças do nazismo em ascensão, tornando-se o campeão da resistência contra a opressão de Hitler. Biografado de maneira alentada pelo filho, sir Randolph Churchill, agora sua vida foi novamente retratada, desta vez por Lord Roy Jenkys, reitor de Oxford, num livro de quase mil páginas que pretende ser uma síntese das inúmeras atividades e também uma história política de voa parte do século passado.

O herdeiro dos Malborough

Winston Churchill
W.Churchill (1874-1965)

“Eu jogo com os grandes perigos”

W.Churchill

Numa das suas raras folgas das atividades políticas, ainda nos anos de 1920, Winston Churchill decidiu percorrer a trajetória das vitoriosas marchas do seu antepassado Lord Malborough. Tratava-se de um capitão–de-guerra inglês que, entre 1704 e 1710, época da Guerra da Secessão Espanhola, aplicara sucessivas derrotas nos exércitos de Luís XIV e de seus aliados. O resultado disso, dessa viagem dele da Holanda à Alemanha, viu-se quando Winston, escritor de mão cheia, publicou , entre 1933-38, uma alentada história em quatro volumes sobre os feitos do lorde guerreiro. Pode-se entender tal desvelo como um agradecimento tardio dele, pois Winston Spencer Churchill nascera em 1874, de mãe americana, no Castelo de Blenheim, a propriedade que John Churchill (o nome de batismo do general, fundador da linhagem, e a quem ele procurava emular) havia ganho da rainha Ana em agradecimento por ele ter aparado as ambições do rei francês. Blenheim, um lugarejo a beira do rio Danúbio, fora uma daquelas tantas vitórias.
Winston, assim, veio ao mundo sob o signo de um destino militar associado aos interesses da corte, foi um daqueles tantos cavalheiros guerreiros, o último deles, que o império britânico fora tão pródigo em projetar desde os tempos de sir Walter Raleight, morto em 1618. Todavia, pode-se também entender o livro de Churchill resultado de uma outra motivação, esta de ordem premonitória. John Churchill atuou nos quadros da estratégia perene da Grã-Bretanha que a obrigava sempre a opor-se a quem, rei, imperador ou ditador, tentasse tornar ser o poder dominante na Europa. Enquanto Lord Malborough enfrentou Luís XIV (classificado pela pena passional de Winston como “a maldição e a peste da Europa”), o seu descendente, mais de dois séculos depois, guerreou contra Hitler (aliás, foi durante a estada dele em Munique que tentaram infrutiferamente, acertar uma entrevista dele com o chefe dos nazistas).

Fé no império anglo-saxão

Churchill, ainda jovem, entrou no cenário da vida politica inglesa de maneira espetacular. Cobrindo como correspondente a dura Guerra Bôer, travada pelo império contra os brancos da África do Sul, entre 1899-1902, ele caíra prisioneiro quando seu trem blindado fora emboscado. Todavia, ele conseguiu escapar dos guerrilheiros boers, realizando uma fuga espetacular de Pretória, com direito a ter a cabeça a prêmio e tudo (anos depois, em 1922, quando tratava com Michael Collins, o fundador do IRA, o tratado que acertou a emancipação da Irlanda, ele referiu-se ao fato dele, naquela aventura africana, ter valido bem menos, só 25 libras, do que a cabeça de Collins , posta a prêmio pelos ingleses por 5.000 libras!). Voltou como herói para casa, abrindo desta maneira as portas para um intensa e portentosa vida política e parlamentar que se estendeu por mais de meio século.

Churchilll, como todos da sua classe, era abertamente racista. Se tomou posições condescendentes para com a autonomia dos irlandeses (que afinal eram brancos), mandou o governador britânico da Mesopotâmia gazear os árabes quando da revolta iraquiana de 1920, como igualmente manteve-se oposto às reivindicações dos indianos em obterem a independência (considerava Gandhi “um faquir sedicioso”).E até o fim, quando era evidente que o império não poderia mais ser mantido, ele bateu o pé contra a emancipação da Índia, entendendo-a habitada por um povo miserável, selvagem e supersticioso, que só poderia ser contido da desordem crônica pelo relho do homem branco. Churchill sempre depositou uma espécie de fé religiosa na superioridade raça anglo-saxã, acreditando-a a única habilitada a governar o mundo (situação hoje consagrada pela aliança de ferro entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, hegemônica no planeta). Crença que ele não estendia aos germanos em geral, pois via-os desprovidos da sofisticação necessária para conduzir ao bom caminho os milhões de nativos que povoavam a terra.

Churchill: depressão nacional

Churchill cometeu desastres ao longo da sua trajetória política e como líder militar, como na ocasião em que assumira como Lord do Almirantado ter planejado a desastrada invasão do estreito dos Dardanelos em 1915, na época da guerra contra a Turquia Otomana, durante a Primeira Guerra Mundial, operação que tornou-se o maior fiasco da sua carreira e quase sepultou sua legenda. Era dado a sofrer de perigosas depressões (chamava-a de black dog ), ocasião em que isolava-se de todos e, sentado numa cadeira de balanço, tendo uma garrafa de uísque ou brandi como companhia, ficava por dias olhando a parede em frente.
Certamente foi por isso, para atenuar-lhe os efeitos negativos, que ele tornou-se pintor amador, Os pincéis foram a sua terapia. De certo modo, muitos interpretam a ascensão dele ao poder em 1940, num governo de coalizão nacional, como uma sutil sintonia entre a depressão coletiva em que a Grã-Bretanha se encontrava - assustada pela rapidez com que aos forças nazistas ocuparam a Dinamarca, a Noruega, a Holanda, a Bélgica, levando a França a uma espetacular e espantosa rendição - , com as periódicas crises de desânimo que abatiam o herdeiro dos Malborough.

Não nos renderemos

Winston Churchill
Na defesa do império

Ele, entretanto, que se criara no meio do rumor das alabardas e de vistosas dragonas, era dos que crescem na hora do perigo. Os maus momentos do império eram energéticos para ele. Não houve maneira dele deixar-se seduzir por uma paz com Hitler. Desde 1933, prevenira os ingleses contra a tirania nazista, acusando o despreparo das forças militares britânicas em fazerem-lhe frente. Um dos seus momentos de glória oratório deu-se em 4 de junho de 1940, ao discursar no parlamento logo após a débâcle da França imposta pela Wehrmacht, conclamando aos concidadãos a “lutar nos mares e oceanos...no ar. Lutaremos nas praias e nas pistas de pouso...nos campos e nas cidades. Lutaremos nos montes”... , até que a Grã-Bretanha, com o “auxilio do Novo Mundo”, derrotasse Hitler: we shall never surrender! (nós jamais nos renderemos), concluiu ele. Quando o Führer mandou Rudolf Hess , seu lugar-tenente e homem de confiança, num vôo aventureiro na noite de 10 de maio de 1941, negociar uma trégua, Churchill mandou encarcerá-lo. Para ele, um aristocrata da mais fina cepa, seria constrangedor ter que trocar apertos de mão com um ex-cabo de um regimento bávaro como Hitler.

Promovido a herói exclusivo

No período da Guerra Fria, com a morte de F.D.Roosevelt, e Stalin sendo escalado como o novo inimigo do Ocidente, não só deram-lhe o Prêmio Nobel da Literatura de 1953, como fizeram de Winston Churchill o único estadista herói da Segunda Guerra Mundial. Quase que o exclusivo vencedor de Hitler. Papel que o deliciou. Mesmo o fato de ele ter sido vencido pelo ditador nazistas em Narvik, no Flandres, nos Balcãs, na Grécia, em Creta e em Tobruk, e só ter conseguido vitórias na África, na Sicília e na Normandia, com o auxilio dos norte-americanos, foi promovido à posição de solitário deus Marte, de cuja espada erguida contra o fascismo a democracia de hoje tudo deve.

Biografar Winston Churchill, falecido em 1965, como fez Lord Roy Jenkins, reitor de Oxford (um respeitado autor dedicado à crônica da vida dos estadistas da história britânica), obra lançada em Londres em 2001, é, de certo modo, relatar, em muito boa prosa, parte considerável do ocorrido no século XX, pelo menos dos seus momentos mais interessantes. É a história, na ótica do establishment anglo-saxão, do apogeu e queda do império britânico que tanto Churchill, travando batalhas defensivas, tentou preservar, negando-se, inutilmente diga-se, a aceitar o papel de ser “o coveiro do império”.

Fonte: educaterra.terra.com.br

Winston Churchill

Winston Churchill
Winston Churchill

Sir Winston Churchill (30 de Novembro de 1874, Woodstock, Oxfordshire — 24 de Janeiro de 1965, Londres) foi um estadista britânico, famoso principalmente por ser o primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Winston Leonard Spencer Churchill era filho de Lord Randolph Churchill e da norte-americana Jennie Jerome, sendo neto do sétimo Duque de Marlborough.

Depois de algumas novelescas aventuras (incluindo sua participação nas Guerras dos Bôeres) foi jornalista e acabou dedicando-se à política. Durante a Primeira Guerra Mundial foi o Primeiro Lord do Almirantado, e portanto principal responsável do desastre do desembarque de Gallipoli em Dardanelos (face às tropas de Atatürk).

No período entre guerras se dedicou fundamentalmente à redação de diversos tratados. Notabilizou-se neste período por uma violenta crítica ao nazismo alemão dentro da Câmara dos Comuns, rogando diversas vezes ao governo britânico que fossem investidos recursos na militarização, prevendo um possível ataque alemão num futuro próximo e temendo que a Inglaterra não estivesse preparada para resistir. Na ocasião Churchill foi acusado de belicista, mas muitos estudiosos entendem que esta foi uma das principais razões que levaram Churchill a ser eleito Primeiro-Ministro após a invasão da Polônia por Hitler e consequente Declaração de Guerra à Alemanha pela Inglaterra.

Em 10 de maio de 1940, Churchill chegou ao cargo de Primeiro-Ministro britânico, contando 65 anos de idade. Seus discursos memoráveis, conclamando o povo britânico à resistência e sua crescente aproximação com o então presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, visando a que os Estados Unidos da América ingressassem definitivamente na guerra, foram essenciais para o êxito dos aliados. O exemplo de Churchill e sua incendiária oratória permitiram-lhe manter a coesão espiritual do povo britânico nas horas de prova suprema que significaram os bombardeios sistemáticos da Alemanha sobre Londres e outras cidades do Reino Unido.

Apesar da vitória na Segunda Guerra em 1945, os conservadores de Churchill perderam as eleições para os socialistas, liderados por Clement Atlee, deixando assim o cargo de Primeiro-Ministro. Em 1951 em razão de vitória por ampla maioria dos conservadores nas eleições daquele ano, Churchill voltou ao cargo de Primeiro-Ministro; tinha então 76 anos de idade.

Em 1953, Churchill recebeu o Prêmio Nobel de Literatura por suas memórias de guerra e seu trabalho jornalístico. Na ocasião ele foi saudado como o maior dos ingleses vivo. Foi o primeiro a cunhar o termo "cortina de ferro" para ilustrar a separação entre a Europa comunista e a ocidental.

Em primeiro de março de 1955, Churchill proferiu seu último discurso na Câmara dos Comuns, intitulado “Jamais Desesperar” anunciando a sua renúncia ao cargo de Primeiro-Ministro e aposentadoria da vida pública, não sem antes alertar o mundo dos riscos da guerra nuclear.

Em 21 de junho de 1955 foi inaugurada pela prefeitura de Londres a estátua de Churchill com a presença dele próprio. Em 1963, aos 88 anos, foi homenageado com o título de Cidadão Honorário dos Estados Unidos pelo então presidente John Kennedy. Não podendo receber a homenagem em Washington em razão de estado de saúde precário, foi representado pelo seu filho Randolph.

Idéias

Apesar da carreira política de Churchill ser marcada por ocupar posições de destaque dentro do governo britânico em ambas as grandes guerras do século XX, pela análise de seus discursos verifica-se sempre uma busca pela paz, tendo chamado a Segunda Guerra Mundial de "A Guerra Desnecessária", defendendo a idéia que os países europeus deveriam ter impedido a Alemanha de recompor suas forças armadas antes da Guerra, visando a evitá-la. Churchill acreditava que a entrada dos Estados Unidos da América na guerra era essencial para a derrota dos nazistas, criando grandes laços com os americanos e com o Presidente Roosevelt, tendo feito com este diversos contatos, entre eles a concepção da Carta do Atlântico em 1941.

Ele foi um grande apreciador de Edward Gibbon, de cujo livro A História do Declínio e Queda do Império Romano ele memorizou várias passagens.

Churchill era também um apaixonado pela pintura, tendo dito que quando morresse, chegado ao céu, iria definitivamente passar os primeiros 100 anos da eternidade a pintar.

Fonte: pt.wikipedia.org

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