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Arquitetura Renascentista

 

A arquitetura renascentista, também conhecida como arquitetura do renascimento foi uma escola arquitetônica concomitante com o renascimento europeu, nos séculos XIV, XV e XVI. Constituiu-se de um movimento importante de ruptura, no qual os arquitetos passaram a buscar ter um estilo individual. Para isso eles recorriam à influências do passado, tal qual era feito nas artes plásticas no renascimento, trazendo elementos da antiguidade clássica.

História e desenvolvimento

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O interesse pelo pelo greco-romano é uma das balizas principais desse momento histórico em todas as artes, mas não se buscava uma cópia integral do que havia no passado, eles faziam interpretações do que era para eles esse passado, sendo altamente influenciados pelo Classicismo e as criações arquitetônicas dessa época.

No caso da arquitetura em si foram buscar as formas das antigas construções com o intuito de reeditá-las sob seus próprios pontos de vista e interpretação.

A partir dos estudos e medições de antigos templos e construções compreenderam que para conseguir novas formas tudo que necessitavam era simples geometria euclidiana. Para tal passaram a utilizar um quadrado como moldura para desenvolver seus projetos, o que resultava em novas formas, muito mais harmônicas.

Era essencial que de qualquer parte da construção fosse possível notar as leis que regiam a construção, o que valorizava a racionalidade e as proporções matemáticas da obra.

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Construções renascentistas

A utilização de três tipos de ordem de colunas gregas (a dórica, a jônica e a coríntia) substitua os pilares medievais. Seu uso também tinha uma simbologia importante pois representava o homem, sendo a base o pé, a coluna o corpo e o capitel a cabeça.

Assim se reafirmava a importância do homem sobre as coisas, após um grande período histórico onde o homem havia sido renegado ao segundo plano.

Tanto as igrejas como as construções não religiosas eram baseadas no quadrado, sendo considerado a proporção perfeita para uma construção.

Assim sendo, vistos pelo lado de fora pareciam com um grande cubo de acabamento mais rústico, sendo que os grandes destaques arquitetônicos estavas reservados ao lado interior e às proporções das formas.

Em cada andar poderiam ser observadas variações nas disposições de colunas, sendo que normalmente eram utilizadas na seguinte distribuição: no térreo as toscanas, no primeiro andar as jônicas e no segundo as coríntias. Sendo os andares divididos por molduras que normalmente são finalizadas por arcos ou triângulos.

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Bruna Barlach

Fonte: www.fontedosaber.com

Arquitetura Renascentista

Renascimento é o nome que se dá ao período da história européia, caracterizado por um renovado interesse pelo passado grego-romano ( clássico ), que vai do século XV ao século XVI.

Este movimento artístico começou a se manifestar na Itália, no século XIV, mais precisamente em Florença, cidade que a esta altura já tinha se tornado um estado independente e um dos centros comerciais mais importantes do mundo, e difundiu-se por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI.

Platão, Aristóteles, Virgílio, Sêneca e outros autores greco-romanos começam a ser traduzidos e rapidamente difundidos. Desse modo, o espírito da antiga filosofia clássica não leva muito tempo para inundar as cortes da nova aristocracia burguesa. O cavalheiro renascentista deve agora ser versado em todas as disciplinas artísticas e científicas.

Foi graças ao reformador Lutero e às universidades, por intermédio do estudo das ciências exatas e da filosofia, que se difundiram as idéias de seus pares italianos. Por volta do fim do século XV, chegava da Espanha a notícia do descobrimento de um novo continente, a América, fato que mudaria a fisionomia do mundo para sempre. O homem se distanciava assim, de modo definitivo, do período medieval para decididamente ingressar na modernidade.

Os arquitetos do renascimento conseguiram, mediante a medição e o estudo de antigos templos e ruínas, assim como pela aplicação da perspectiva, chegar à conclusão de que uma obra arquitetônica completamente diferente da que se vira até então não era nada mais que pura geometria euclidiana. O módulo de construção utilizado era o quadrado, que aplicado ao plano e ao espaço deu às novas edificações proporções totalmente harmônicas.

As ordens gregas de colunas substituíram os intermináveis pilares medievais e se impuseram no levantamento das paredes e na sustentação das abóbadas e cúpulas. São três as ordens mais utilizadas: a dórica, a jônica e a coríntia, originadas do classicismo grego. A aplicação dessas ordens não é arbitrária, elas representam as tão almejadas proporções humanas: a base é o pé, a coluna, o corpo, e o capitel, a cabeça.

As obras da arquitetura profana, os palácios particulares ou comunais, também foram construídas com base no quadrado.

Vistos de fora, esses palácios se apresentam como cubos sólidos, de tendência horizontal e com não mais de três andares, articulados tanto externa quanto internamente por colunas e pilares. Um pátio central, quadrangular, tem a função de fazer chegar a luz às janelas internas. A parede externa costuma receber um tratamento rústico, sendo a almofadilha mais leve nos andares superiores.

A ordem das colunas varia de um andar para outro e costuma ser a seguinte: no andar térreo, a ordem toscana, uma variante da arquitetura romana; no pavimento principal, a jônica; e no superior, a coríntia. A divisão entre um nível e outro é feita por diferentes molduras e uma cornija que se estende por todo o piso de cada andar, exatamente abaixo das janelas. Têm geralmente forma retangular e são coroadas por uma finalização em arco ou triângulo.

BERÇO DO RENASCIMENTO

O Fiorentino Filippo Brunelleschi (1377-1446) foi quem apresentou a nova concepção renascentista na arquitetura. Ele assimilara, durante longo tempo, as formas clássicas e góticas e adaptara-as à sua época, edificando as igrejas do Espírito Santo, de São Lourenço e a cúpula da Catedral de Santa Del Fiore, em Florença.

Contudo, não foi na época de Brunelleschi que a arquitetura renascentista atingiu seu ponto culminante, foi um pouco mais tarde, na primeira metade do século XVI. Também não foi em Florença, onde nascera, mas em Roma, que atingiu a sua plenitude.

Em Roma, durante toda a primeira metade do século XVI – a Alta Renascença -, um arquiteto talentoso como Giuliano de Sangallo (1445-1516) uniu seu gênio ao do pintor Rafael Sanzio (1483-1520. No norte da Itália, Andrea Palladio (1518-1580) realizava um trabalho tão importante e original que acabou influenciando a arquitetura inglesa dos séculos XVII e XVIII. Todos eles dedicavam-se, sobretudo, à edificação de construções religiosas, das quais a mais ambiciosa é, sem dúvida, a Catedral de São Pedro, em Roma.

Foi iniciada por Bramante em 1506, continuada por Michelangelo, acrescentada por Carlos Maderno (1556-1629) e adornada de colunas externas por Giovanni Em suma, pelo Renascimento adentro, o que preponderou nas construções religiosas e leigas da Itália foi o estilo renascentista, mas a técnica da construção gótica foi de grande valia para os feitos dos grandes arquitetos italianos.

ARQUITETURA RENASCENTISTA NO RESTO DA EUROPA

Surgiu na França, uma arquitetura renascentista inconfundível, cujos melhores exemplos são a fachada interna do Museu do Louvre, obra de Pierre Lescot (1510-1578), e o Castelo de Anet, projeto de Philibert Delorme (1515-1570). Os franceses foram resistentes em aceitar as inovações artísticas oriundas da Itália e, apenas no século XVI, conseqüência da presença de muitos artistas italianos na corte de Francisco I, é que começaram a adotá-las. Exatamente nos castelos franceses – sobretudo o de Blois e o de Fontainebleau – a influência clássica é mais relevante.

OS PRÉDIOS SECULARES

Durante a renascença dois tipos de construção secular destacaram-se na Itália: o palazzo ou palácio, e a villa. Os palácios, nos inícios do renascimento, constituíam uma edificação intermediária entre a fortaleza e a casa senhorial. Sua estrutura particular era uma conseqüência das contínuas lutas políticas que se desencadeavam nas cidades: não raro, os membros de um partido atacavam o palácio de um rival. Por isso, os palácios constituíam verdadeiros blocos de pedra maciça.

O pátio renascentista conferia ao interior do palácio o aspecto elegante e sóbrio que falta ao exterior da construção. Pela beleza do pátio interno, pode-se aquilatar a vida luxuosa que levavam os príncipes e ricos mercadores do Renascimento.

Em muitas cidades italianas era comum que esses palácios fossem também estabelecimentos comerciais. Os grandes mercadores e suas famílias habitavam o primeiro andar do edifício, enquanto que o térreo era ocupado por lojas e armazéns.

A villa nada mais era senão uma adaptação da velha domus romana. Com sua loggia (galeria) e seus amplos terraços, situa-se no centro de um imenso jardim. O mais característico exemplo dessa construção é a Villa Capra, em Veneza, obra do arquiteto Palladio.

Fonte: www.fag.edu.br

Arquitetura Renascentista

Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque.

“Já não é o edifício que possui o Início, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura)

Principais características

– Ordens Arquitetônicas;

– Arcos de Volta-Perfeita;

– Simplicidade na construção;

– A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas;

– Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares);

O principal arquiteto renascentista: Brunelleschi

É um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi.

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Arquitetura Renascentista

O artista pioneiro da arquitetura renascentista foi Filipo Brunelleschi (1377 a 1446), estudioso da arquitetura greco-romana e de sua teoria das proporções.

Arquitetura Renascentista
Vista da Cúpula da Catedral de Florença

Construtor da Catedral de Florença e da Capela dos Pazzi, em Florença, valorizou a proporção e a escala, eliminando progressivamente as influências góticas.

Arquitetura Renascentista
Basílica de São Pedro, Vaticano

Bramante destacou-se como arquiteto a partir da construção da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Fonte: www.passeiweb.com

Arquitetura Renascentista

História da arquitetura do Renascimento

O Renascimento teve início na Itália e se espalhou pela Europa durante os século XV e XVI.

Interessante observar que a Itália oferece grande resistência à arquitetura gótica, embora utilize técnicas góticas de construção, como faz o próprio Brunelleschi. É a retomada dos valores clássicos das artes gregas e romanas.

arquitetura renascentista baseia-se na clássica, mas não a copia. O impulso renascentista faz ressurgir o Tratado de Vitrúvio, achado em 1415 em Monte Casino, dele surgem outros tratados como o de Re Aedificatoria (A Arte da Edificação) de Leone Battista Alberti.

Quando o arquiteto italiano Filippo Brunelleschi (1377-1446) projetou a catedral de Florença fez uma combinação de elementos clássicos com o método gótico de construção, dando assim início a um estilo novo e promissor. Ao projetar a capela Pazzi, também em Florença, Brunelleschi utiliza a Seção Áurea, que faz com que todo o conjunto esteja em harmonia.

Sucessor de Brunelleschi, Donato Bramante (1444-1514) projetou as dimensões gigantescas da basílica de São Pedro em Roma, sua construção é iniciada em 1506, e quem dá prosseguimento a suas obras é Miguel Ângelo (1475-1564), cuja contribuição vai muito além da arquitetura.

A basílica também foi trabalhada por Rafael (1483-1520), e posteriormente por Maderno e finalmente por Bernini. Bramante, entre outros projetos, criou um novo tipo de abóbada, que pode ser verificada na igreja de Santa Maria das Graças, além de ter sido mestre de Miguel Ângelo, Bramantino e Alberti entre outros. Leone Battista Alberti (1404-1472), projetou a igreja de Santo André, em Mântua, cuja entrada é em forma de arco do triunfo romano.

No renascimento, os projetos de casas particulares tomam grande importância como no caso da Villa Rotonda, projetada por Andrea Palladio (1508-1580), que influenciou muitos arquitetos por séculos.

Na França e na Alemanha o renascimento só aparece no final do século XVI, ainda conservando traços da arquitetura gótica. A parte antiga do Louvre, em Lescot, é um exemplo da renascença francesa.

Na renascença alemã o destaque fica para os castelos como o Alte Schloss, em Stuttgart.

Na Inglaterra o renascimento é introduzido por Inigo Jones (1573-1652), seguidor de Palladio, como se verifica em seu projeto para o Queen’s House em Greenwich, Londres. Podem ser citados como exemplos da renascença inglesa os prédios das universidades de Cambridge e Oxford, embora suas formas sejam claramente góticas.

Na Espanha o renascimento encontra seguidores como Juan de Herrera (1530-1597), que projetou o Escorial, próximo a Madrid.

O que caracteriza a arquitetura renascentista é o fato de basear suas medidas em relação ao homem, como na arquitetura grega, o homem é a medida de todas as coisas, mas ao contrário da arquitetura romana , que busca a monumentalidade mais do que a escala humana.

Fonte: www.presenteparahomem.com.br

Arquitetura Renascentista

O período do Renascimento foi caracterizado sobretudo pela quantidade de gênios que produziu. Veremos uma transformação radical na estruturação econômica na Europa: vitória do comércio, baseado na moeda e no crédito sobre o obsoleto sistema de permutas até então em uso; um rápido aumento de prosperidade na classe média, propiciando condições favoráveis ao fomento das artes e à proteção dos artistas, traduzindo em uma febril construção de palácios e, igrejas.

Esta euforia, de índole econômica foi sentida primeiramente na Itália, em Florença. A Itália era um legitimo ninho de gênios em todas as modalidades da arte. Reinos da Europa se transformaram em Estados fortes, profundas transformações na religião, nas idéias e comportamento.

Temos uma nova consciência do próprio homem como centro e medida de todas as coisas. Eles encontraram na literatura grega e romana uma valorização da natureza, do corpo humano e do mérito pessoal. Esses escritos antigos não estavam inteiramente perdidos.

Durante séculos, as bibliotecas dos mosteiros tinha copiado e guardado os livros de Cícero, Virgílio e Aristóteles. Gradualmente, mais e mais manuscritos foram sendo descobertos por estudiosos.

Um dos principais estudiosos do renascimento foi Francesco Petrarca. Ele nasceu em 1304 e estudou direito em Bolonha. Interessava-se em ler e escrever poesias em latim e italiano. A filosofia e os valores dos antigos desvendaram-se aos seus olhos, e sua formação crista medieval foi confrontada por uma cultura ã liberdade.

O amor grego à beleza física, à natureza, a liberdade e os ideais das cidades-estado gregas apresentavam-se-lhes juntamente com a consciência histórica, o poder político e a determinação firme dos romanos. Cícero, studia humanitatis – estudos liberais: estudos considerados essenciais a um homem livre nas épocas grega e romana – gramática, retórica, história, poesia e a filosofia moral. Humanista era o nome dado aqueles que recebiam tal educação.

Humanismo: nome dado pelos historiadores ao fenômeno cultural geral do século XV. O Renascimento foi o movimento artístico e intelectual que resultou do humanismo, ressuscitando uma cultura e valores que tinham estado enterrados por séculos.

Escritores que tinham estado mudos durante anos poderiam voltar à vida. Petrarca se referindo a Homero e Platão.

O amor à cultura clássica e à natureza era o seu pecado (segundo o Cardeal Dominici, professor da universidade de Pádua, referindo-se aos humanistas florentinos). O próprio Petrarca achava difícil conciliar o seu amor pela beleza, pelas plantas e flores com o seu profundo cristianismo.

Uma nova arquitetura para a sociedade renascentista

Com base em um afresco de um artista desconhecido intitulado Vista de Florença, 1342, parece quase impossível que os florentinos se preocupassem, desde pelo menos 1299, com a urbanização de sua cidade, com a ampliação e retificação de suas ruas por razoes de beleza e conforto.

Entretanto, a comuna de Florença já havia trabalhado questões urbanísticas como a autorização dada para a expropriação de imóveis fronteiros à Igreja Santa Maria Novella para a ampliação de sua piazza. Em 1327, foi apresentada uma petição a comuna descrevendo a área defronte à Igreja de Santa Maria de Carmine como um “lugar imundo, um terreno usado como depósito de lixo” que envergonhava todo o bairro.

Sugeriram a sua conversão em uma piazza, “para aquilo que hoje é desgracioso e sórdido se torne atraente para o transeunte”. Mas, na verdade, se repararmos com atenção ao quadro veremos que os edifícios são amontoados, imóveis de vários pisos que se elevam mais que o vizinho, privando-o de luz e ar; ausência de um planejamento urbano.

O desejo de mais espaço e de construções harmoniosas e belas em ambientes adequados era uma ambição generalizada entre o povo da Toscana. 1309, em Siena: os responsáveis pelo governo devem ter atenção particular ao embelezamento , ingrediente fundamental em uma comunidade civilizada.

A Catedral de Santa Maria del Fiore foi considerada um gigantesco guarda sol no centro de Florença. Iniciada em 1296 por Arnolfo di Cambio, a construção continuou sob a direção de Giotto, que deu atenção especial à torre e ao campanário.

Um grande numero de edifícios foi demolida para que se tivesse uma vista ampla da catedral. Foram alargadas para 21 metros as ruas e edificações, “de modo que esta catedral seja cercada por belas e espaçosas ruas, que reflitam a honra e o interesse pelos bens públicos dos cidadãos florentinos”. A largura da nave central e das naves laterais fazia com que um espaço extremamente amplo tivesse que ser coberto.

Entretanto, cobri-lo com o domo seria impossível com os conhecimentos técnicos da época. Nesse tempo, as abóbadas eram construídas como arcos pelo método do cimbre: uma viga era colocada de um lado a outro do vão no topo das paredes; uma moldura de madeira instalada sobre a viga sustentava os tijolos do arco ate ser conseguida a altura desejada, e a séria final de tijolos sustentava-se a si mesmo graças a inserção de um último tijolo central, o fecho e abóbada ou pedra angular. Assim, o arco se mantinha no lugar graça a pressão dos tijolos uns contra os outros.

O madeirame de sustentação podia então ser retirado. Construir uma abóbada sobre a nave central e as naves laterais de Santa Maria del Fiore teria requerido uma viga suficientemente extensa para ir de um lado ao outro da tribuna octogonal, um vão de cerca de 43 metros. Ora, semelhante viga não existia, simplesmente.

Brunelleschi estudou o Panteão de Roma e outras abobadas romanas e descobriu um modo de construir um domo assentando no tambor de pedra octogonal uma serie de anéis concêntricos ou fieiras horizontais de tijolos e pedras, cada uma suficientemente forte para sustentar a seguinte.

As pedras formaram, pois, oito pesados espigões assentados nas esquinas do octógono. Para fins de isolamento e também com vista à suntuosidade, Brunelleschi construiu duas abóbadas, uma interna e outra externa., o que contribuiu para reduzir o peso da abóbada exterior.

Entre os espigões, a tensão elástica dos painéis intermediários parece manter o domo aberto, como se estivesse cheio de ar, à semelhança de um imenso guarda-sol aberto sobre o coração de Florença. O domo de Santa Maria del Fiore serviu para coroar Florença, não só como cidade-estado medieval, mas também pelo seu novo papel de capital da Toscana.

O artista Alberti, que entendeu o significado político mais amplo da obra de Brunelleschi, disse que o domo era “suficientemente vasto para conter toda a população toscana”.

A pouca distância da Catedral, o maior de todos os cenários estava sendo construído durante esses mesmos anos: a Piazza della Signoria. O Palazzo Vecchio, sede da municipalidade, tinha sido concluido em 1314. A praça a ele fronteira obtida pela demolição de imóveis foi pavimentada em 1330. Foi palco de discursos, recepções de autoridades eclesiásticas, embaixadores, espetáculos, cortejos cívicos, cerimonias governamentais, carnavais, etc.

Estes cenários, ruas e praças, resultado de um longo período de planejamento urbano, tiveram seu efeito sobre os artista do século XV, que tentavam refleti-los em seus painéis e afrescos.

Pretendia-se restabelecer a concepção estática de forma, da arquitetura greco-romana. Hipertrofia da preocupação plástica, a ponto de sobrepor totalmente o caráter orgânico-funcional da arquitetura.

“A arquitetura sacrifica tudo ao exterior, a magnificência do primeiro olhar, não levando em conta as necessidades que deveria satisfazer; ela nada afirma em suas formas exteriores, que possa relacionar-se com as exigências materiais da vida.

As fachadas são por assim dizer, concebidas a priori fora da desatinação do edifício e em desacordo mais freqüente com a distribuição interior.” Gauthier.

O humanismo libera e individualiza o homem que, elevado e estimulado, se sente mais criador do que nunca. Embora se inspirassem nas formas greco-romanas, os cânones clássicos são substituídos por uma ação de independência e liberdade, que haveria mais tarde de exibir-se em toda a plenitude, na eclosão do barroco.

A liberdade ampla de poder pensar e olhar em qualquer direção e a liberdade que presidira mais tarde às iniciativas plásticas barrocas, não obstante a disciplina rígida da Contra-Reforma dará resultados que podem ser vistos no sucesso da geometria do espaço, empolgando matemáticos; o homem tenta se despregar de seu psiquismo, resíduos dos velhos tempos em que se entregava às práticas mágicas e aos sanguinolentos rituais megalíticos, que ferreteavam as profundezas do seu inconsciente com a idéia de símbolo. Ocorre uma aplicação de novas formas geométricas: elipse, parábola e a espiral.

“Pietro de Cortona introduz e elipse no peristilo de Santa Maria della Pace. Borromini perfila em elipse todo o pátio interior da Sapienza, faz alternar em paredes convexas e côncavas a torre de San Andrea della Frate, coroa de uma espiral helicoidal aquela de Sapienza: é com a primeira vaga ao estilo barroco, a realização do paralelismo imaginado por Spengler entre as matemáticas e a arquitetura de uma época, a invasão da cinemática, da astronomia kepleriana, desde a geometria analítica no domínio da morfologia estética.

Mais do que a elipse, a espiral fica especialmente na moda; os arquitetos aqui se adiantam mesmo aos geômetras; as abas do Gesu, onde os ramos de ciclóide dispostos em curva de queda rápida, terminam em volutas de moluscos”.

Muito dessas formas novas, ainda presas ao barroco, atravessaram o oceano, como por exemplo a elipse, para modelar as plantas das igrejas no Brasil.

A Renascença nada produziu em matéria de processos construtivos novos, onde o gótico havia explorado ao máximo todas as combinações estáticas possíveis na esfera da arquitetura. Além do mais a própria unilateralidade de sua índole eminentemente plástica, repeliria qualquer movimento disciplinador mesmo que se apoiasse em um possível organicismo formal.

No entanto é ainda um elemento visceralmente estático: a cúpula – marca o início e o término deste período de ouro. A arquitetura Renascentista começa com o levantamento da cúpula da Catedral de Florença, mais conhecida como Igreja Santa Maria del Fiore, para terminar com a construção da cúpula romana da basílica de São Pedro no Vaticano.

O primeiro período renascentista na Itália, abrange todo o século XV, tendo Florença e Veneza como principais centros de irradiação. O segundo compreende toda a metade posterior do século XVI e o terceiro alcança os fins deste mesmo século e é marcado pelos dois maiores gênios da época: Michelangelo e Paladio.

Dentre alguns personagens podemos citar: Brunelleschi: construiu a cúpula da Basílica de Santa Maria del Fiore. A cúpula atinge oitenta e quatro metros de altura por quarenta de diâmetro. Tinha um grande vigor e poliformia inédita, profundo humanista; Alberti, florentino (poeta e músico), Fra Giocondo, arquiteto dominicano, constrói o Conselho de Verona, mármore colorido e belas proporções; Bramante – nascido em Urbino (assim como Rafael), dá início à basílica de São Pedro com 70 anos de idade; San Gallo (engenheiro militar), Peruzzi (pintor) e Rafael (arquiteto e pintor)- construção de palácios; Leonardo da Vince ( mecânico, químico, pintor, escultor e músico); Sansovino (escultor); Michelangelo – dominou integralmente todas as artes.

A Basílica de São Pedro foi construída nos alvores do cristianismo, e foi ameaçada em fins do século XV pelo Papa Nicolas V e por Alberti que pretendiam transforma-la em moderno monumento renascentista. O Papa Júlio II institui um concurso privado para a remodelação da basílica. Bramante sai vitorioso com suas idéias gigantescas.

Foi substituído por Rafael depois de morto e ainda por Michelangelo. Outro vulto da arquitetura, já no final do renascimento foi Vignola, que elaborou a planta do Gesú, Igreja da Companhia de Jesus, que estava talhada a ser o balizamento inicial da arquitetura dita dos jesuítas que mais tarde viria ao Brasil.

Na França, a arquitetura renascentista adquire seu caráter genuíno com Francisco I, de 1515 a 1547, continuando até 1590 com Henrique II. O primeiro período se caracteriza pela construção de castelos como os de Loire e em Íle de France, escola de Fontenebleau. Fora os castelos, seguem-se o pátio do Louvre, o jardim de Luxemburgo e as Tulleries. Chegado o século XVII, surge uma reação contra o academismo renascentista, reação que floresce com um novo espírito: o Barroco.

Fonte: www.territorios.org

Arquitetura Renascentista

Arquitetura renascentista no resto da Europa Pela mesma época (do século XV ao XVI) desenvolveu-se, fora da Itália, um estilo arquitetônico misto, combinação do renascentista e gótico.

Os primeiros elementos renascentistas introduzidos nas construções dos países europeus, principalmente nos da Europa setentrional, foram os motivos de decoração. Mais tarde, por volta de 1540, a arquitetura nesses lugares passou a inspirar-se diretamente nas fontes clássicas.Surgiu então, na França, uma arquitetura renascentista inconfundível, cujos melhores exemplos são a fachada interna do Museu do Louvre, obra de Pierre Lescot (1510-1578), e o Castelo de Anet, projeto de Philibert Delorme (1515-1570).

Os franceses foram resistentes em aceitar as inovações artísticas oriundas da Itália e, apenas no século XVI, consequência da presença de muitos artistas italianos na corte de Francisco I, é que começaram a adotá-las.

Exatamente nos castelos franceses – sobretudo o de Blois e o de Fontainebleau – a influência clássica é mais relevante. Na Inglaterra, às construções indubitavelmente Góticas, como as Universidade de Oxford e Cambridge e a Biblioteca de Samuel Pepys, foram acrescentadas edificações novas, de clara inspiração românica. Na Alemanha, a influência renascentista italiana introduziu-se lentamente.

A construção Alemã mantinha-se fiel à tradição Gótica, mas ainda assim os edifícios da primeira metade do século XVI apresentam uma rica superestrutura ornamental, com motivos decorativos renascentistas. Apesar da arquitetura alemã manter-se vinculada ao passado gótico, vários de seus artistas foram capazes de afundir a herança medieval com a nova estética.

Essa mescla – planta Gótica, ornatos renascentistas – verifica-se principalmente nas construções seculares, de modo mais harmonioso nos magníficos castelos de Heidelberg e Trogau. Nas igrejas, mantêm-se as linhas Góticas tradicionais.Em Portugal, o gótico aliou-se a elementos mouros, preludiando o estilo português renascentista conhecido como manuelino, nome derivado do soberano Manuel, o Venturoso.

Os arquitetos espanhóis interpretaram o renascimento à sua maneira: desprezaram a simplicidade e a harmonia de equilíbrio dos edifícios italianos, e, ao lado de enfeites renascentistas, empregavam com profusão e fantasia motivos árabes, sobretudo na ornamentação de igrejas e palácios.

Como seu trabalho era semelhante às obras de um ourives (platero, em espanhol), esse estilo recebeu o nome de plateresco. Seus exemplos mais típicos encontram-se em Toledo (Hospital de Santa Cruz), em vários palácios de Castela e na célebre Universidade de Salamanca.Ao sul da Espanha, na Andaluzia, a arquitetura foi mais sóbria, com uma estrutura harmoniosa e uma decoração em estilo coríntio.

Comprovam essa fidelidade aos cânones clássicos as catedrais de Málaga, Jaén e Granada. E não só na Europa ocidental o núcleo artístico florentino deixou marcas profundas: alguns edifícios que compõem o Kremlin, em Moscou, são obra de arquitetos florentinos.Prédios seculares da arquitetura renascentista.

Durante a renascença dois tipos de construção secular destacaram-se na Itália: o palazzo ou palácio, e a villa. Os palácios, nos inícios do renascimento, constituíam uma edificação intermediária entre a fortaleza e a casa senhorial.

Sua estrutura particular era uma consequência das contínuas lutas políticas que se desencadeavam nas cidades: não raro, os membros de um partido atacavam o palácio de um rival. Por isso, os palácios constituíam verdadeiros blocos de pedra maciça.

O pátio renascentista conferia ao interior do palácio o aspecto elegante e sóbrio que falta ao exterior da construção. Pela beleza do pátio interno, pode-se aquilatar a vida luxuosa que levavam os principes e ricos mercadores do Renascimento.Em muitas cidades italianas era comum que esses palácios fossem também estabelecimentos comerciais.

Os grandes mercadores e suas famílias habitavam o primeiro andar do edifício, enquanto que o térreo era ocupado por lojas e armazéns. A villa nada mais era senão uma adaptação da velha domus romana. Com sua loggia (galeria) e seus amplos terraços, situa-se no centro de um imenso jardim. O mais característico exemplo dessa construção é a Villa Capra, em Veneza, obra do arquiteto Palladio.

Fonte: www.casaprojetoeconstrucao.com.br

Arquitetura Renascentista

O que é

Refere-se ao período da história compreendido entre 1400d.C A 1600d.C;

– A palavra RENASCIMENTO significa nascer de novo, ressurgir;

-A partir do séc. XIV houve na Europa o interesse por reviver os ideais da cultura grecoromanas;

-O ideal de humanismo tornou-se o espírito do RENASCIMENTO

-O RENASCIMENTO foi um momento de prosperidade em várias áreas (ciência, artes e literatura)

-Sua principal característica foi a valorização do homem em oposição ao divino e ao sobrenatural;

-O primeiro a utilizar este termo foi Jules Michelet em 1855;

Renascimento cultural manifestou-se, primeiro, nas cidades italianas, de onde se difundiu para todos os países da Europa Ocidental. Porém, o movimento apresentou maior expressão na Itália.

Costuma-se dividir o Renascimento em três grandes fases, correspondentes aos séculos XIV ao XVI

O Trecento (em referência ao século XIV) manifesta-se predominantemente na Itália, mais especificamente na cidade de Florença, pólo político, econômico e cultural da região.

Durante o Quattrocento (século XV), o Renascimento espalha-se pela península itálica

No Cinquecentto, o Renascimento torna-se, no século XVI, um movimento universal europeu, tendo, no entanto, iniciado sua decadência. Ocorrem as primeiras manifestações maneiristas e a Contra Reforma instaura o Barroco como estilo oficial da Igreja Católica.

A posição profissional do artista ( e arquiteto) se modifica:

São especialistas de alto nível, independentes da corporações medievais, ligados aos comitentes por uma relação de confiança pessoal, aptos a trabalhar em qual quer comunidade.

1. Arquitetura

Um novo método de trabalho é introduzido por Felipppo Brunelleschi (1377-1446)

A tarefa primeira do arquiteto é definir de antemão com desenhos modelos etc. a forma exata da obra a construir, todas as decisões necessárias devem ser tomadas em conjunto antes de iniciar as operações de construção.

O arquiteto faz o projeto não se confunde com os operário e suas organizações

Ao fazer o projeto é preciso consideras os caracteres que contribuem para a forma da obra nesta ordem lógica:

a) Os caracateres proporcionais, ou seja as relações e as conformações dos detalhes do conjunto independente das medidas.

b) Os caracteres métricos, ou seja as medidas efetivas.

c) Os caracteres físicos isto é os materiais com suas qualidades, granulosidade, cor, dureza, resistência etc.

Diferentes elementos do edifício- coluna, entablamentos, arcos, pilares,portas, janelas, etc. devem ter uma forma típica correspondentes a estabelecida na antiguidade clássica e extraída dos modelos antigos (modelos romanos). Esta forma típica pode ser levemente modificada, mas é preciso reconhecê-la – isto é apreciar com juízo rápido que se baseie num conhecimento anterior.

A principal característica da arquitetura do renascimento foi a busca de uma ordem e de uma disciplina que superasse um ideal de infinitude do espaço;

O edifício baseia-se em relações matemáticas pré-estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender facilmente a obra.

Arquitetura Renascentista
“O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS”
PROTÁGORAS DE ABDERA (480 a.C.- 410 a.C.)

Felippo Bruneleschi (1377-1446)

Começou a sua carreira como escultor tendo como mestre Donatello. Com ele estudou monumentos de arquitetura antiga e foi o primeiro a medi-los com rigor e a procurar um método preciso de transpor as medidas para o papel.

Desenvolveu a perspectiva linear durante a 1ª metade do século XIV, no ambiente cultural da Florença Renascentista.Sua primeira e mais importante obra foi a construção da abóbada, a Duomo Chapel, da catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença (1404- 1420),

Santa Maria del Fiore foi uma catedral executada em estilo tardoromânico cuja construção consumiu diversas gerações (foi iniciada por Arnolfo di Cambio em 1296 e interrompida com sua morte em 1302, retomada por Francesco Talenti em 1337 estendendo-se até as primeiras décadas do século XV.

Arquitetura Renascentista

Arquitetura Renascentista
Planta e corte Catedral de Sta Maria del Fiore, Florença

Arquitetura Renascentista
Esquema construtivo -Catedral de Sta Maria del Fiore, Florença

Arquitetura Renascentista
Interior da cúpula, com afresco de Giorgio Vasari
e Frederico Zuccari -representando o Juizo Final

Capela Pazzi

Foi construída no jardim da igreja franciscana de Santa Croce, inicia-se em 1429. Composta de uma planta em cruz grega, com uma cúpula central.

Arquitetura Renascentista
Capela Pazzi, Florença

Arquitetura Renascentista

Basílica de São Lourenço

As obras foram iniciadas em 1419, com o patrocínio de Cosme, o Velho, Médici, e foram terminadas em 1460 por Antonio Manetti, que respeitou fielmente o plano inicial.

Planta em cruz latina, dividida em três naves, separadas por colunas. A decoração foi de Michelangelo Buonarroti, também o responsável pela Sacristia Nova. Na cabeceira da nave central estão depositados dois púlpitos de bronze do escultor Donatello (1460

Arquitetura Renascentista

Arquitetura Renascentista

Arquitetura Renascentista

Arquitetura Renascentista
Pátio do Palácio Pitti, de Bartolommeo Ammanati, Florença, século XVI

Hospital dos Inocentes

Projetado em 1419 e construído Em 1427 Foi concebido para abrigar crianças, considerado a primeira manifestação de uma nova arquitetura, clara e organizada de uma forma racional. caracterizado pela sua proporção e pela repetição de colunas, as quais constituíam o elemento estrutural

Fonte: pessoal.utfpr.edu.br

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