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Artes Plásticas no Brasil

 

arte moderna no Brasil tem uma espécie de data oficial de nascimento. É fevereiro de 1922, quando se realizou, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna. A “Semana”, que apresentou eventos em diversas áreas, foi o resultado dos esforços conjugados de intelectuais, poetas e artistas plásticos, apoiados e patrocinados, inclusive financeiramente, pelos chamados “barões do café”, a alta burguesia cujas fortunas vinham do cultivo e/ou exportação desse produto.

Naturalmente, a arte moderna brasileira não “nasceu”, de fato, num ano exato. Alguns acontecimentos prepararam a “Semana”, destacando-se, em 1917, uma polêmica exposição de Anita Malfatti, que estudara na Alemanha e mostrava em sua pintura uma nítida influência do expressionismo.

De qualquer forma, 1922 (ano também do centenário da independência do Brasil e da fundação do Partido Comunista no País) ficou sendo a data símbolo.

Um dos participantes e grandes apoiadores da “Semana” (assim como de todos os movimentos intelectuais progressistas das décadas seguintes) foi o poeta e crítico Mário de Andrade que, em 1942, a ela se referiu como um movimento “essencialmente destruidor”. Mas não foi bem assim. Sem dúvida, a iniciativa tinha também seu caráter iconoclasta, mas construiu bem mais que destruiu.

Forneceu o ponto de partida para uma estética e uma prática efetivamente do nosso século numa arte até então conservadora. Os principais artistas plásticos que participaram da “Semana” foram os pintores Anita Malfatti (1896-1964), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970), John Graz (1891-1980) e Emiliano Di Cavalcanti, assim como Victor Brecheret (1894-1955), o maior escultor figurativo do século XX no Brasil.

Ao longo da década de 30, a nova estética e a nova prática artística – embora se mantivessem dentro dos limites do figurativismo – foram se firmando no Brasil, tanto através da ação de grupos quanto do trabalho isolado de criadores independentes. A esse período podemos chamar, genericamente, de modernismo.

Seu caráter figurativo não tinha o caráter histórico/épico que embasa, por exemplo, o muralismo mexicano. Na verdade, no Brasil não existiu uma cultura pré-colombiana desenvolvida, como a dos incas, maias e astecas; os índios brasileiros estavam num estágio muito mais rudimentar de civilização.

O resgate de uma antiga identidade cultural destruída pelo colonizador europeu nunca foi, portanto, uma preocupação nacional brasileira. Isso não impede, é claro, que alguns artistas tenham tentado identificar e apreender em seu trabalho o que possa vir a ser “brasilidade”.

Desde o começo da década de 30 surgem novos grupos modernistas, especialmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Como regra, não têm laços diretos com os precursores nem com os participantes da “Semana”, nem o mesmo empenho em teorizar sua produção.

O modernismo dos anos 20 era erudito, internacionalizante e, de certa forma, elitista. O dos novos grupos, não; queria refletir e participar diretamente da vida social. Talvez por isso, estilisticamente eram grupos algo tradicionalistas – o que não significava, entretanto, qualquer retorno ao passado acadêmico.

Artes Plásticas no Brasil

De 1931 a 1942 funcionou, no Rio, o Núcleo Bernardelli, cujos principais integrantes foram Bustamante Sá (1907-1988), Eugênio Sigaud (1899-1979), Milton Dacosta (1915-1988), Quirino Campofiorito (1902-1993) e José Pancetti (1904-1958).

Em 1932, fundaram-se em São Paulo a Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM) e o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Talvez por estar em São Paulo (onde acontecera a “Semana”), a SPAM mantinha alguns laços com o primeiro modernismo.

Os artistas mais importantes que dela participaram foram o imigrante lituano Lasar Segall (1891-1980), Tarsila do Amaral (1886-1973) e o escultor Victor Brecheret (1894-1955). Já no CAM, o líder incontestável foi Flávio de Carvalho (1899-1973).

Finalmente, em 1935/36, ainda em São Paulo, aglutinaram-se, de maneira informal, alguns pintores que hoje chamamos de Grupo Santa Helena. Os principais foram Francisco Rebolo (1903-1980), Aldo Bonadei (1906-1974), Mário Zanini (1907-1971), Clóvis Graciano (1907-1988) e Alfredo Volpi.

O Grupo Santa Helena é um excelente exemplo das mudanças ocorridas desde a “Semana”. Esta fora patrocinada e usufruída pela aristocracia do café. Quanto aos artistas do “Santa Helena”, eram de origem humilde, imigrantes ou filhos de imigrantes, e produziam uma arte simples, cotidiana, em certo sentido proletária.

Após os movimentos dos anos 30, a arte moderna estava, enfim, bem assentada no Brasil. Na década de 40, assiste-se ao primeiro apogeu de Cândido Portinari (1903-1962), de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), de José Pancetti (1904-1958) etc.

Começam suas carreiras os escultores Bruno Giorgi (1905-1993) e Alfredo Ceschiatti (1918- 1989). Começam também a trabalhar, ainda como figurativos, vários dos futuros integrantes das tendências abstratas.

Uma individualidade poderosa a registrar, a partir dessa década, e que continua em ação até hoje, é a do desenhista e gravador figurativo Marcelo Grassmann (1925), dono de um universo inconfundível, aparentado (por assim dizer) com a imemorial tradição expressionista e fantástica da arte da Europa Central. Grassmann desenha um mundo de damas e cavaleiros medievais, fantasmagorias e monstros engendrados pelo sonho da razão, como diria Goya.

Com raras exceções (destacando-se o Clube de Gravura de Porto Alegre, fundado em 1950, e que foi o movimento mais politizado até hoje na arte brasileira, praticando quase o realismo social), os anos 50 e 60 viram o triunfo das tendências abstratas.

Só após 1965, quando se realiza no Rio a exposição Opinião 65, as novas gerações retomam a arte figurativa. Essa retomada se faz nos mesmos moldes em que ela foi reaparecendo em todo o mundo: a nova figuração, de índole crítica, muitas vezes socialmente engajada; a crônica da contemporaneidade e da sociedade de consumo, influenciada pela pop art; e assim por diante.

Opinião 65 constituiu a primeira de uma série de exposições e eventos, happenings, investigações de linguagem e buscas do novo em todos os sentidos. Seus principais participantes foram: Antônio Dias (1944), Carlos Vergara (1941), Hélio Oiticica (1937), Roberto Magalhães (1940) e Rubens Gerchman (1942). Mencionaremos ainda aqui o Grupo Rex (1966/67), a Bienal da Bahia (1966 e 68) e a mostra Nova Objetividade Brasileira (1967).

Em sintonia com o que ia acontecendo no resto do mundo, a década de 70 começa no Brasil com um certo arrefecimento das vanguardas. “A primeira atitude dos anos 70 foi substituir o ativismo pela reflexão, a emoção pela razão, o objeto pelo conceito e, no extremo da proposta, a vida pela arte” – escreve o crítico Frederico Morais (Cadernos História da Pintura no Brasil, volume 6, Instituto Cultural Itaú). Brota daí a arte conceitual, que também se afirma no Brasil.

Dentre os artistas mais significativos de alguma forma ligados à tendência conceitual, devem ser citados: Mira Schendel (1919-1988) – na verdade, uma artista polimorfa, de trajetória muito variada, que investigou inúmeros filões; Waltércio Caldas (1946); Artur Alípio Barrio (1945), Cildo Meirelles (1948), Tunga (1952). Curiosamente, estes quatro vivem no Rio.

Em São Paulo, manteve-se mais a tradição objetual, e artistas como Luís Paulo Baravelli (1942), José Rezende (1945) e Carlos Fajardo (1941) formularam propostas próprias sem recusar os suportes históricos da arte. Enfim, nos anos 70, atingem sua maturidade alguns artistas que estão hoje no apogeu e se conservaram, no essencial, independentes dos modelos internacionais e vanguardismos que continuaram chegando através das bienais. Poderíamos chamá-los de os mestres de hoje.

Artes Plásticas no Brasil

Para concluir, os anos 80 e 90 são, como em todos os demais países de cultura ocidental, um mare magnum de tendências e estilos, propostas e projetos, que trouxeram para o arsenal de instrumentos e estímulos da arte todos os recursos expressivos do ser humano.

O artista de hoje sabe que, no plano formal, tudo lhe é permitido, não existem barreiras de linguagem, nem materiais específicos, nem plataformas coletivas. Refletindo, já na época, esse espírito pluralista, realizou-se no Rio, em 1984, uma exposição que se tornou um marco divisório. Chamou-se Como Vai Você, Geração 80?. Nada menos de 123 artistas, cuja idade média não passava, então, dos vinte e poucos anos, iniciaram aí carreiras hoje florescentes.

Este texto se encerra com uma pequena lista de nomes, em cuja produção presente e futura, com certeza, vale a pena prestar atenção: Marcos Coelho Benjamim, Karin Lambrecht, Sérgio Fingermann, Nuno Ramos, Paulo Monteiro, Carlito Carvalhosa, Daniel Senise, Emanuel Nassar, Osmar Pinheiro, Leda Catunda, Luiz Áquila, Chico Cunha, Cristina Canale, Ângelo Venosa, Sérgio Niculitcheff.

Fonte: mre.gov.br

Artes Plásticas no Brasil

12 mil a.C.

As mais antigas manifestações de pintura em cavernas são encontradas na serra da Capivara, no Piauí. Do período entre 5000 a.C e 1100, há vestígios de culturas amazônicas com alto grau de sofisticação na fabricação e na decoração de artefatos de cerâmica, como as da ilha de Marajó e da bacia do rio Tapajós. A arte plumária indígena e a pintura corporal atingem grande complexidade em termos de cor e desenho, utilizando penas e pigmentos vegetais como matéria-prima.

1530-1650

Com os colonizadores europeus, chegam ao país influências renascentistas e do início do barroco Durante o domínio holandês, de 1630 a 1654, numerosos artistas retratam a paisagem, os índios, os animais, as flores e os frutos do Nordeste, criando um vasto material informativo e científico sobre o Brasil.

Essa produção atinge o auge sob o governo de Maurício de Nassau (1604-1679), em que se destacam o trabalho de Albert Eckhout e do paisagista Frans Post, que transpõem para a paisagem brasileira os padrões de composição, luz e cor holandeses.

1650-1766

Durante o barroco prevalecem a pintura de retábulos e de tetos ilusionistas nas igrejas e a escultura de barro cozido de caráter religioso. Entre os artistas destacam-se frei Agostinho da Piedade, Agostinho de Jesus, Domingos da Conceição da Silva e frei Agostinho do Pilar.

1766-1816

A riqueza da decoração durante o ciclo do ouro em Minas Gerais aparece na fase final do barroco, o rococó, com seu exagero de linhas curvas e espirais. Essas características acentuam a idéia do poder absoluto da Igreja e do Estado, que controlam a produção artística. Nas pinturas e esculturas são usados modelos negros e mulatos.

Entre os maiores artistas dessa corrente estão Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, criador das estátuas dos Profetas do adro da Igreja de Congonhas do Campo (MG), e Manuel da Costa Ataíde, autor de A Santa Ceia. Utilizando-se de materiais tipicamente brasileiros, como madeira e pedra-sabão, eles fundam uma arte nacional. No Rio de Janeiro destaca-se o entalhador Mestre Valentim.

1816-1880

A volta aos valores clássicos do Renascimento é a principal proposta do neoclassicismo Com a chegada da Missão Artística Francesa ao Rio de Janeiro (1816), trazida com o patrocínio de dom João VIe chefiada por Le Breton, sobressaem os pintores Nicolas-Antoine Taunay, Félix-Émile Taunay, Jean-Baptiste Debret e o escultor Auguste Taunay, entre outros. É fundada a Academia Imperial de Belas-Artes (1826), que forma artistas como Araújo de Porto Alegre, Zeferino da Costa e Augusto Müller.

O romantismo introduz o indianismo (idealização da figura do índio) e o nacionalismo nas cenas históricas e o subjetivismo romântico na paisagem. A pintura histórica atinge o auge com Batalha de Guararapes, de Victor Meirelles, e A Batalha do Avaí, de Pedro Américo. Na escultura destaca-se Almeida Reis.

Expedições científicas viajam pelo interior do país produzindo obras de grande valor descritivo e iconográfico. Participam delas pintores como Adrien-Aymé Taunay, Hércules Florence, Rugendas e Edward Hildebrandt. Em 1874 chega ao Rio o pintor Jorge Grimm, que exerce profunda influência na pintura de paisagem.

1880-1922

Ecletismo é o termo que designa esse período, em que diferentes tendências de origem européia, como o realismo o naturalismo o simbolismoe o impressionismo, convivem e se mesclam com o classicismo e o romantismoacadêmicos. Destacam-se Almeida Júnior (Caipira Picando Fumo), Eliseu Visconti (Gioventú), Hélios Seelinger e integrantes do Grupo Grimm, como Antonio Parreiras e Giovanni B. Castagneto.

1913

O lituano Lasar Segall realiza a primeira exposição em São Paulo (SP), de tendência expressionista Ligada a vanguardas européias, sua pintura ganha cores tropicais a partir de seu contato com a realidade brasileira.

1917

Também de caráter expressionista, a exposição de Anita Malfatti em São Paulo, com quadros como O Japonês e O Homem Amarelo, provoca violenta reação da crítica. O mais conhecido ataque é o de Monteiro Lobato no texto Paranóia ou Mistificação?

1922-1930

O modernismose inicia em São Paulo com a Semana de Arte Moderna (11 a 18 de fevereiro de 1922). Influenciados pelas correntes estéticas modernas da Europa e pela busca e valorização de uma identidade nacional, os participantes procuram renovar o cenário artístico brasileiro. Em maio é lançada a revista modernista Klaxon.

Os manifestos Pau-Brasil (1924) e Antropofágico (1928) defendem a representação da realidade brasileira na arte, que deve ser autêntica e inovadora. Entre os principais artistas plásticos ligados ao movimento estão Victor Brecheret (Eva), Anita Malfatti (A Boba), Lasar Segall (Paisagem Brasileira), Di Cavalcanti (Cinco Moças de Guaratinguetá), Vicente do Rêgo Monteiro (Atirador de Arco), Tarsila do Amaral (Antropofagia) e Ismael Nery (Nu).

1931-1940

O modernismo assume um figurativismo com características mais expressionistas, temas regionalistas e preocupação social, no qual se destaca Candido Portinari. Desponta o trabalho de Osvaldo Goeldi, Cícero Dias e Alberto da Veiga Guignard.

Com a nomeação de Lúcio Costa para a Escola Nacional de Belas-Artes, abre-se espaço para os modernos no Rio de Janeiro. A partir da disseminação nos salões de arte, o modernismo começa a ser aceito pelo grande público.

A ARTE DOS SALÕES

Na década de 30, grupos de trabalho e associações reúnem vários artistas que, apesar de desenvolver estilos diferentes, possuem grandes afinidades. Em 1931, no Rio de Janeiro, é fundado o Núcleo Bernardelli, no qual se destacam Miltom Dacosta, Yoshyia Takaoka e José Pancetti. Seus trabalhos retratam os subúrbios do Rio e as paisagens litorâneas.

Em São Paulo, Lasar Segall lidera a Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam), e Flávio de Carvalho é o principal nome do Clube dos Artistas Modernos (CAM). Já o Grupo Santa Helena, que tem como temas principais a paisagem, a natureza-morta, os casarios populares, as festas e as quermesses, é formado por artistas vindos da classe operária, como Alfredo Volpi, Francisco Rebolo, Mário Zanini, Aldo Bonadei, Clóvis Graciano e Fúlvio Pennachi.

São criados também o Salão de Maio e a Família Artística Paulista, que revelam Lívio Abramo, Ernesto de Fiori, Yolanda Mohalyi e Carlos Scliar. Artistas ligados à colônia japonesa, como Tomoo Handa, Walter Tanaka, Yuji Tamaki e Yoshyia Takaoka, formam, em 1938, o Grupo Seibi.

1941-1950

Os estilos ligados ao modernismo difundem-se para fora do eixo Rio-São Paulo por meio de novos grupos e associações, como os Clubes de Gravura de Pelotas e Porto Alegre, o Ateliê Coletivo do Recife e a Escola Guignard, em Belo Horizonte.

Destacam-se Iberê Camargo do Rio Grande Sul, Francisco Brennand, de Pernambuco, Sérvulo Esmeraldo e Aldemir Martins, do Ceará. No contato com tendências européias, as artes plásticas assimilam o abstracionismo na pintura e na escultura. Nessa linha estão os trabalhos de Bruno Giorgi, Francisco Stockinger, Antônio Bandeira e Fayga Ostrower.

Há também grande desenvolvimento das técnicas de gravura – como a xilogravura e a gravura em metal –, de natureza figurativista, nas obras de Henrique Oswald, Otávio Araújo, Marcelo Grassmann e Renina Katz.

1947

Em São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) é criado pelo empresário Assis Chateaubriand. Seu acervo de pintura européia abrange desde os góticos italianos até os mestres do impressionismo francês.

1948

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) é fundado pelo industrial de origem italiana Francisco Matarazzo Sobrinho. O francês Léon Degand é indicado para ser seu primeiro diretor. No ano seguinte é criado o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Seu acervo é formado basicamente por artistas contemporâneos nacionais e estrangeiros.

1951

Com a 1ª Bienal Internacional de São Paulo e a influência do escultor suíço Max Bill, as formas abstratas passam a ser dominantes sobre as figurativas. Surgem artistas como Samson Flexor, Sérgio de Camargo, Almir Mavignier, Mary Vieira, Gilvan Samico, Wega Nery, Anna Bella Geiger e Darel Valença Lins.

1952-1960

Também sob a influência de Max Bill, premiado na bienal, surge o concretismo movimento abstrato de tendência rigorosamente geométrica e não intuitiva, guiada pelo raciocínio. É criado a partir do grupo Ruptura (SP), formado por Valdemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Luís Sacilotto, e os poetas Augusto e Haroldo de Campos e Décio Pignatari.

O neoconcretismo, baseado no grupo Frente (RJ), reage ao rigor formal da arte concreta e busca aproximação com a op art e a arte cinética, produzindo pinturas, esculturas e objetos em que a luz, o movimento e o espaço são os temas, com forte apelo intuitivo e simbólico. Destacam-se Amilcar de Castro, Ivan Serpa, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica.

1961-1970

A principal tendência abstrata passa a ser o informalismo, de característica lírica e gestual. Entre os principais artistas estão Manabu Mabe Tomie Ohtake Arcângelo Ianelli, Tikashi Fukushima, Flávio Shiró, Yutaka Toyota, Emanoel Araújo e Maria Bonomi.

A nova figuração usa imagens dos meios de comunicação para produzir uma arte politicamente engajada e figurativa, como as obras de Wesley Duke Lee, Antonio Henrique Amaral, Nelson Leirner, Rubens Gerchman, Glauco Pinto de Moraes e João Câmara.

1971-1980

Ao mesmo tempo que se radicaliza o discurso da arte conceitual, na qual a idéia ou o conceito sobre a obra é seu tema central, novos meios e tecnologias são usados: grafite (pintura por meio de spray em lugares públicos), instalação (disposição de elementos no espaço com a intenção de estabelecer uma relação com o espectador), arte postal (que se utiliza do meio postal para a criação e a divulgação), arte ambiental (que modifica e se relaciona com elementos da paisagem natural, principalmente por meio da escultura e da instalação) e performance (execução de uma ação espontânea ou teatral).

Nesse período ganham destaque as obras de Antonio Lizárraga, Tuneu, Carlos Vergara, Luiz Paulo Baravelli, Carlos Fajardo, Cláudio Tozzi, Takashi Fukushima, Antonio Dias, Sirón Franco, León Ferrari, Rubens Gerchman, Alex Vallauri, Regina Silveira, Evandro Jardim, Frans Krajcberg, José Roberto Aguilar, Mira Schendel e Cildo Oliveira.

1981-1990

O neo-expressionismo é a influência dominante e resgata os meios tradicionais, como a pintura. As tendências figurativas se fortalecem apesar da forte presença do abstracionismo e da arte conceitual. Com o desenvolvimento da tecnologia, a videoarte torna-se importante.

A intervenção urbana (ou arte pública) desenvolve-se estabelecendo relações entre o espaço e a obra de arte. Destacam-se Alex Flemming, Ivald Granato, Marcelo Nitsche, Tunga, Julio Plaza, Benê Fonteles, Carmela Gross, Guto Lacaz, Sérgio Fingermann, Waltércio Caldas, José Resende, Cildo Meireles, Daniel Senise, Leonílson, Dudi Maia Rosa, Mário Ramiro, Hudnilson Junior, Rafael França, Yole de Freitas, Rubens Matuck e Artur Matuck.

Década de 90

Tendências do pós-modernismo ganham força, como a apropriação e a constante releitura da história da arte, a simulação de situações aproximando a arte e o mundo real e a desconstrução da obra de arte, que discute o significado da imagem numa sociedade de cultura de massa. Novas tecnologias permitem uma arte multiculturalista, que absorve influências e interliga diversas técnicas e linguagens, como a fotografia, o vídeo e a pintura.

A informatização abre novas possibilidades de globalização da arte. Entre os principais nomes desse período sobressaem Adriana Varejão, Leda Catunda, Rosângela Rennó, Paulo Pasta, Jac Leirner, Alex Cerveny, Nuno Ramos, Luis Hermano, Iran do Espírito Santo, Fabiana de Barros, Ana Amália, Marcos Benjamin Coelho, Beatriz Milhazes, Laurita Sales, Cláudio Mubarac, Hélio Vinci, Aprígio, Sandra Kogut e Ana Tavares.

Fonte: br.geocities.com

Artes Plásticas no Brasil

Arte dos séculos XVIII e XIX

A arte brasileira começa de fato com o barroco, que se desenvolve especialmente em Minas Gerais no século XVIII. A arquitetura e a escultura sacra são as principais produções. No começo do século XIX, com a chegada ao país da missão artística francesa, contratada por dom João VI para instituir o ensino oficial de artes no Brasil, tem início o neoclassicismo, movimento que propõe o retorno aos ideais clássicos.

No país, a tendência torna-se mais visível na arquitetura. Seu expoente é Grandjean de Montigny (1776-1850), que adapta a estética neoclássica ao clima tropical. Na pintura, a composição e o desenho seguem os padrões neoclássicos de sobriedade e equilíbrio, mas o colorido reflete a dramaticidade romântica. Um exemplo é Flagelação de Cristo, de Vítor Meirelles (1832-1903).

De 1850 a 1920 predominam as manifestações artísticas centradas na Academia Imperial de Belas-Artes, fundada em 1826. A academia transmite as principais tendências da arte européia nesse período, como o romantismo, o realismo, o naturalismo e o simbolismo.

Traços do naturalismo são incorporados pelos paisagistas do chamado Grupo Grimm, liderado pelo alemão George Grimm (1846-1887), professor da Academia Imperial de Belas-Artes. Entre seus alunos destaca-se Antônio Parreiras (1860-1945).

Outro naturalista importante é João Batista da Costa (1865-1926), que tenta captar com objetividade a luz e as cores da paisagem brasileira. O simbolismo marca sua influência em algumas pinturas de Eliseu Visconti (1866-1944) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Também é muito marcante nas obras de caráter onírico de Alvim Correa (1876-1910) e Helios Seelinger (1878-1965).

Arte Moderna

Somente na década de 20, com o modernismo e a realização da Semana de Arte Moderna de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, o Brasil elimina o descompasso em relação à produção artística internacional. Ao mesmo tempo que é inspirado em diversas estéticas da vanguarda européia do século XX, como impressionismo, expressionismo, fauvismo, cubismo, futurismo, dadá e surrealismo, o movimento defende uma arte vinculada à realidade brasileira.

Os artistas conquistam maior liberdade técnica e expressiva, rejeitando a arte do século XIX e as regras das academias de arte. A partir dos anos 30, alguns modernistas começam a valorizar o primitivismo.

Após a II Guerra Mundial, o modernismo perde força com a chegada da abstração ao país. As obras abandonam o compromisso de representar a realidade aparente e não reproduzem figuras nem retratam temas.

O que importa são as formas e cores da composição. Entre os principais representantes dessa tendência estão Iberê Camargo (1914-1994), Cícero Dias (1908-), Manabu Mabe (1924-1997), Yolanda Mohályi (1909-1978) e Tomie Ohtake (1913-).

Em 1951 é criada a Bienal Internacional de São Paulo, que proporciona à produção brasileira reconhecimento internacional e sintoniza definitivamente o país com a tendência mundial de internacionalização da arte.

Arte Contemporânea

Os marcos iniciais da arte contemporânea no país são o concretismo, o neoconcretismo e a pop art, que, a partir do final da década de 50, despontam no cenário nacional. Em comum, a pop art e o concretismo têm a preocupação de refletir sobre a cultura de massa.

A pop art legitima a citação, ou seja, o uso de imagens já produzidas por outros artistas ou pela própria indústria cultural. Os principais nomes são Wesley Duke Lee (1931-), Rubens Gerchman (1942-), autor da serigrafia Lindonéia, a Gioconda do Subúrbio, e Cláudio Tozzi (1944-), de O Bandido da Luz Vermelha.

Com o neoconcretismo, os artistas partem da pintura para as instalações, gênero que mistura pintura, escultura e objetos industrializados em ambientes preparados para estimular a percepção sensorial. A arte conceitual, que utiliza fotos, textos, objetos e vídeos, marca as obras de Cildo Meireles (1948-), Waltércio Caldas (1946-) e Regina Silveira (1939-).

Variante do minimalismo, o pós-minimalismo, também chamado de arte povera (arte pobre), influencia vários artistas. As obras são produzidas com materiais naturais, como água e terra, ou pouco industrializados, do tipo barbante e corda.

A partir dos anos 80, muitos se aproximam da transvanguarda, que revaloriza a pintura e a escultura e recupera linguagens e elementos do passado. Destacam-se três artistas, especialmente no início da carreira: Leda Catunda (1961-), José Leonilson (1957-1993) e Daniel Senise (1955-).

Eles ganham projeção internacional ao trabalhar com imagens de várias procedências. Leda Catunda, por exemplo, pinta partes de um tecido já estampado. Leonilson combina desenhos inspirados em quadrinhos e figuras que imaginou.

Após uma aparente efervescência no final dos anos 80, o mercado de arte no país volta à crise. No campo da produção percebe-se o amadurecimento da obra de artistas surgidos nos anos 70, como os escultores Cildo Meireles, Ivens Machado (1942-) e Tunga (1952-).

Por outro lado, alguns artistas inovam com tecnologias até então não consideradas artísticas, como as fotografias de Rosangela Rennó (1962-) e Mário Cravo Neto (1947-) e a videoarte de Rafael França e Diana Domingues.

Esta última mescla tecnologia com elementos da sociedade pré-industrial, aliados a objetos pessoais. Por exemplo, televisões, células fotoelétricas e uma pele de carneiro são colocadas junto de fotos de família.

No final dos anos 80 e início dos 90, muitos artistas adotam a instalação. Destacam-se nomes como Nuno Ramos (1960-) e Jac Leirner (1961-), que ganha projeção internacional dispondo objetos da sociedade de consumo em série.

Outros artistas mostram novas possibilidades de explorar linguagens tradicionais, como os pintores Paulo Pasta (1959-) e Beatriz Milhazes (1960-) e os gravadores Laurita Salles e Cláudio Mubarac. Surgem ainda outros talentos, como Paulo Monteiro (1961-), Ernesto Neto e Adriana Varejão.

Fonte: www.portalartes.com.br

Artes Plásticas no Brasil

As artes plásticas se manifestam através de elementos visuais, reproduzindo formas da natureza ou criando figuras imaginárias.

Compreende, entre outras manifestações, o desenho, a pintura, a gravura, a colagem e a escultura.

Essa linguagem visual é uma das primeiras formas de expressão humana.

A arte brasileira tem sua origem no período anterior ao descobrimento, com a arte indígena, de caráter ritualístico e sagrado, representada sobretudo por adornos feitos de plumas de pássaros, pintura corporal e cerâmica de motivos geométricos.

A chegada dos portugueses, a catequese jesuítica e, mais tarde, as invasões holandesas em Pernambuco favorecem os primeiros contatos com a arte européia, que tem forte influência sobre a produção nacional em todas as épocas.

Artes Plásticas no Brasil
Despacho, de Daniel Senise 

Foto: Instituto Cultural Itaú

Artes Plásticas no Brasil
Flor do Mal (Perverse), 1918.
Óleo sobre tela de Antonio Parreiras

Artes Plásticas no Brasil
Café, de Candido Portinari 
Museu Nacional de Belas Artes (RJ)

Artes Plásticas no Brasil
O Grito, de Manabu Mabe 
Foto: Esc.Arte Yutaka Sanomatsu/
Celso Tanimoto

Artes Plásticas no Brasil
Chica a Gata, e Jonas, o Gato, de Leda Catunda 
Foto: Instituto Cultural Itaú

Artes Plásticas no Brasil
Os Doze Profetas
Esculturas de Aleijadinho

Artes Plásticas no Brasil
Passagem, de Renina Katz 
Foto: Instituto Cultural Itaú

Artes Plásticas no Brasil
Parangolés, de Hélio Hoiticica

Artes Plásticas no Brasil
Imaginação, de José Leonilson Bezerra Dias

Artes Plásticas no Brasil
O Homem Amarelo, de Anita Malfatti

Artes Plásticas no Brasil
Abaporu, de Tarsila do Amaral

Artes Plásticas no Brasil
Paisagem, de Antonio Parreiras

Artes Plásticas no Brasil
Figura Alada, de José Alves Pedrosa

Artes Plásticas no Brasil
Noite de São João, de Guignard

Fonte: www.zezesampaio.com.br

Artes Plásticas no Brasil

Artes plásticas no Brasil de hoje

Talvez tenha se tornado uma banalidade dizer que o sentido de uma obra de arte se produz aos poucos, mediante uma série infinita de discursos, protocolos, documentos. Mas não será inútil repeti-lo agora, numa fase em que a produção brasileira afunda no silêncio logo depois de ser exposta.

Não que o trabalho dos artistas tenha perdido vitalidade, depois da efervescência que caracterizou a década de 80 e que se sedimentou na ótima seção brasileira da Bienal de São Paulo de 1989. E que a partir justamente deste ano, 1989, desapareceram, quase que de uma vez só, todos os instrumentos com que a arte se difundia e se tornava história.

Quem trabalha nessa área sabe que, desde 1989, as galerias quase não imprimem mais catálogos, que a imprensa demonstrou um interesse cada vez menor pelo assunto, que a própria Bienal, que tradicionalmente funciona como catalisadora e amplificadora da produção recente, preferiu se distanciar em 1991 das tendências e dos valores em volta dos quais a arte ia se organizando, para basear-se apenas em critérios internos à própria Bienal.

A seleção que resultou, qualquer que seja o juízo sobre ela, não poderá ser tomada como exemplo do que concretamente aconteceu no meio artístico desses últimos anos. E possível que o começo da década de 90 seja lembrado como uma fase de transição, não pelo valor das obras, e sim por falta de documentação, por ausência de discurso.

Diante desse quadro, as poucas fotos apresentadas aqui constituem, sem dúvida, um gesto apenas simbólico. Contudo, achei que esse gesto poderia ter sua importância porque testemunha uma situação infelizmente atípica em época recente, em que artistas e instituição pública conseguiram manter um diálogo contínuo e de alto nível.

Todas essas esculturas foram apresentadas ao público em exposições organizadas pelo Centro Cultural São Paulo a partir de 1990, na sua sede da Rua Vergueiro ou em outros espaços. A escolha é totalmente pessoal e tem seu lado de arbitrariedade, já pelo fato de se limitar a um gênero, uma vez que as exposições também incluíam pinturas, gravuras e desenhos.

Espero, porém, que dessas imagens resulte, pelo menos em esboço, o tom que caracterizou as exposições.

Alguns dos autores aqui representados definiram seu estilo nesses anos e a partir desse espaço, tanto que por eles poderia se falar, talvez, de uma geração Vergueiro: é o caso de Stela Barbieri, Sandra Tucci, Paulo e Eduardo Climachauska.

Também Ernesto Neto é muito jovem, mas seu curriculum é um pouco mais extenso – provém de uma experiência precedente, a da Funarte do Rio, que antes de 1989 desenvolveu um trabalho parecido com o atual do Vergueiro. Laura Vinci foi parte do grupo de pintores paulistas que um tempo atrás costumava chamar-se de matérico, e no Vergueiro pela primeira vez apresentou esculturas.

A obra de Cristiano Rennó participou da exposição Construção Selvagem, inteiramente projetada e organizada por um grupo de jovens artistas mineiros. Já Angelo Venosa e Ester Grinspum são autores mais experientes, que o Centro convidou, entre outros, para expor ao lado dos jovens.

Cada uma dessas obras exigiria uma avaliação crítica impossível de ser feita aqui. Observando-as uma atrás da outra, porém, duas coisas me parecem dignas de serem salientadas. A primeira é que elas não se assemelham umas às outras, revelando um leque de referências e de estilos bastante amplo e variado.

É uma arte que conhece a produção internacional, e também já possui uma tradição moderna própria. A segunda é que, mesmo não se assemelhando, essas obras dialogam entre si e se reconhecem. A maneira de se colocar no espaço revela, em todas elas, uma hesitação, um receio, às vezes lírico (Laura Vinci, Sandra Tucci), às vezes dramático (Stela Barbieri), às vezes irônico (Ernesto Neto, os Climachauska) ou francamente lúdico (Rennó).

Talvez seja esta a forma com que a arte brasileira mais recente viva a ameaça de seu desaparecimento, e a ela reage, nem que seja apenas com um risco. Essa hesitação é o que a torna valiosa.

Artes Plásticas no Brasil
Paulo e Eduardo Climachauska – 1991
Para-raios de Franklin, Latão e Aço Inox

Artes Plásticas no Brasil
Ester Grinspum – Coluna – 1991
Ferro revestido em madeira

Artes Plásticas no Brasil
Stela Barbieri – 1991
Massa sintética, bagaço de cana e tripas

Artes Plásticas no Brasil
Angelo Venosa – 1990
Galho de Árvore, madeira, fibra de vidro e poliester

Lorenzo Mammi é crítico de arte e de música, e professor do departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (EGA) da USP.

Lorenzo Mammi

Fonte: www.scielo.br

Artes Plásticas no Brasil

Arte Colonial

Artesãos como o tirolês Johann Traer, influenciado pelo barroco europeu, fazem objetos e móveis sacros, em Belém (PA). A pintura jesuítica se inicia em 1587, com a chegada do frei Belchior Paulo, seguido depois por pintores jesuítas ou beneditinos encarregados de adornar as igrejas: Domingos da Conceição, Agostinho da Piedade e Agostinho de Jesus.

Holandeses – Com a invasão holandesa em 1637, chegam ao Recife pintores como Frans Post e Albert Eckhout, que influenciam artistas brasileiros como João dos Santos Simões. Com a intenção de documentar a fauna e a flora e as paisagens brasileiras, Eckhout e sobretudo Post realizam um trabalho de alta qualidade artística. Post, em suas paisagens, mostra senso de composição aprimorado ao captar a horizontalidade do relevo litorâneo brasileiro.

Frans Post (1612?-1680?), pintor holandês. Vem ao Brasil durante a dominação de Mauricio de Nassau, em Pernambuco. Permanece de 1637 a 1644, documentando paisagens e espécimes naturais do país. Esse período é a melhor fase de sua carreira. Influencia diversas gerações de paisagistas brasileiros.

O barroco brasileiro se desenvolve principalmente em Minas Gerais, devido ao ciclo do ouro no século XVIII. O pintor Manuel da Costa Ataíde (A última ceia) e o escultor e arquiteto Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho , são os principais nomes. Usando materiais tipicamente brasileiros (madeira, pedra-sabão), fundam uma arte nacional.

No Rio de Janeiro destaca-se o pintor Caetano da Costa e o entalhador Mestre Valentim, que cria o conceito de planejamento paisagístico em locais como o Passeio Público; na Bahia, Joaquim José da Rocha e, em São Paulo, padre Jesuíno do Monte Carmelo são grandes artistas do período. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814) nasce em Vila Rica (atual Ouro Preto), filho de um entalhador português e de uma escrava.

Inicia seu trabalho como escultor e entalhador ainda criança, seguindo os passos do pai. Aos 40 anos, contrai uma doença que progressivamente lhe retira os movimentos das pernas e mãos. Entre 1796 e 1799 realiza o conjunto do santuário de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo, com 66 imagens esculpidas em madeira e os 12 majestosos profetas em pedra-sabão.

Neoclassicismo

Em 1816, desembarca no Brasil a Missão Francesa, contratada para fundar e dirigir no Rio de Janeiro uma Escola de Artes e Ofícios. Nela está, entre outros, o pintor Jean-Baptiste Debret, que retrata com charme e humor costumes e personagens da época.

Em 1826 é fundada a Academia Imperial de Belas-Artes, futura Academia Nacional, que adota o gosto neoclássico europeu e atrai outros pintores estrangeiros de porte, como Auguste Marie Taunay e Johann Moritz Rugendas. Pintores brasileiros desse período são Manuel de Araújo Porto-Alegre e Rafael Mendes Carvalho, entre outros.

Jean-Baptiste Debret (1768-1848), pintor francês, desembarca no Brasil com a Missão Francesa, em 1816. Fica no Rio de Janeiro durante 15 anos. Pinta retratos da família real, quadros históricos e gravuras que retratam os costumes e figuras do Rio da época de dom João VI.

Academicismo

De 1850 a 1920, predominam as manifestações artísticas centradas na Academia Imperial de Belas-Artes do Rio de Janeiro, com influências do neoclassicismo, romantismo e impressionismo. Uma primeira geração importante, marcada pela estética romântica, traz pintores como Rodolfo Amoedo, Henrique Bernardelli, Vítor Meireles, Almeida Júnior e Pedro Américo , voltados a temas históricos ou mitológicos.

A segunda geração é a de Elyseu Visconti, Belmiro de Almeida, Alfredo Andersen e Benedito Calixto, que ensaiam o abandono do academicismo convencional, aventurando-se, com destaque para Visconti e Belmiro, no impressionismo.

Elyseu Visconti (1867-1944), pintor brasileiro de origem italiana que marca a pintura nacional do século XIX. Estuda na Europa, onde é influenciado pela art nouveau. Quando volta ao Brasil, expõe óleos, pastéis, desenhos e trabalhos de arte decorativa. Em 1900, conquista a medalha de prata da Exposição Universal de Paris. Sua obra, de colorido rico e contornos mal definidos, faz um impressionismo à brasileira.

Geração de 22

A hegemonia do academicismo começa a ceder em 1913, com a exposição do lituano Lasar Segall em São Paulo, com uma pintura que converge para o expressionismo e cubismo . Em 1917, Anita Malfatti, retornando de viagem aos EUA, organiza uma exposição que desencadeia transformações radicais.

Sua pintura, que também traz influências do cubismo e expressionismo, provoca reações iradas, como a do escritor Monteiro Lobato, que escreve em O Estado de S.Paulo o artigo Paranóia ou mistificação?

Semana de Arte Moderna – Entre 11 e 16 de fevereiro de 1922, também na capital paulista, realiza-se a Semana de Arte Moderna, com obras de Segall e Malfatti e mais as esculturas de Victor Brecheret , que havia chegado da Itália, onde estudara a arte de Auguste Rodin, as gravuras expressionistas de Osvaldo Goeldi e as pinturas de Tarsila do Amaral, que dava feição tropical ao futurismo europeu, Vicente do Rego Monteiro e Emiliano Di Cavalcanti.

Outros artistas modernistas são Cícero Dias, primeiro muralista abstrato sul-americano, o cubista Antônio Gomide, o surrealista Ismael Nery e Alberto da Veiga Guignard, que reinventa a pintura paisagística brasileira. Em 1927, o arquiteto Grigori Warchavchik, russo naturalizado, constrói em São Paulo a primeira casa modernista do país, com linhas geométricas e nenhum ornamento.

Lasar Segall (1890-1957) nasce na Lituânia, muda-se para a Alemanha, onde cursa a Academia de Belas Artes de Berlim. Um movimento de vanguarda (Freie Sezession) o obriga a desligar-se da Academia.

Em 1912 embarca para o Brasil e no ano seguinte faz a primeira exposição expressionista do país. Volta ainda à Europa – é preso durante a 1ª Guerra – antes de instalar-se definitivamente em São Paulo. De natureza dramática, sua pintura ganha cores tropicais a partir de seu contato com a realidade brasileira – ver foto ao lado.

Anita Malfatti (1896-1964), pintora brasileira, vai ainda jovem estudar pintura na Alemanha. Recebe influência não só do expressionismo germânico, mas também da arte de Paul Cézanne e do cubismo francês.

Realiza, em 1914, sua primeira exposição individual no Brasil. Viaja no ano seguinte aos EUA, onde permanece até 1917. Quando retorna, expõe suas obras em São Paulo (O japonês, A estudante russa e O homem amarelo, entre outras), provocando grande polêmica e lançando as bases da Semana de Arte Moderna de 1922.

Vitor Brecheret (1890-1955) nasce na Itália e vem criança para o Brasil. Entre 1913 e 1919 estuda arte em Roma. Influenciado pelo estilo de Rodin, Milosevic e Moore, funda o modernismo escultórico brasileiro, expondo vinte esculturas na Semana de Arte Moderna.

No ano seguinte, realiza o projeto do Monumento às bandeiras, encomendado pelo governo de São Paulo. Na última década de vida funde a arte indígena brasileira e o abstracionismo de escultores como Brancusi. Outras obras: Ídolo (1921), Depois do banho (1945) e a série Pedras.

Tarsila do Amaral (1890-1973) nasce em Capivari (SP)

Em 1917 começa a estudar pintura com Pedro Alexandrino. Na França toma contato com Fernand Léger e participa do Salão dos Artistas Franceses. Integra-se, em 1922, ao movimento modernista brasileiro.

Em 1926, casa-se com Oswald de Andrade e realiza sua primeira exposição individual em Paris. A partir de sua obra Abaporu, nasce o Movimento Antropofágico . Desenvolve, a partir de 1933, uma pintura mais ligada a temas sociais, como em Operários e Segunda classe.

GERAÇÃO DE 1930-1945

Depois de uma primeira década de modernismo radical, a arte brasileira volta um pouco à temática social e a um estilo mais convencional. São desse período as telas e murais de Cândido Portinari, que lança mão de sintaxe ligeiramente cubista em obras de forte cunho social.

O nacionalismo está presente na obra de Tomás Santa Rosa, que também foi grande cenógrafo do teatro brasileiro, e de Orlando Teruz.

Cândido Torquato Portinari (1903-1962) nasce em Brodósqui (SP).

Ainda jovem muda-se para o Rio de Janeiro, onde freqüenta um curso livre de pintura. Seu primeiro quadro, Baile na roça, é de 1922. Em 1928, ganha medalha de bronze no Salão Nacional de Belas Artes.

Influenciado pelo movimento muralista mexicano, pinta vários murais famosos: Primeira missa no Brasil (Banco Boa Vista, RJ), Tiradentes (Colégio Cataguases, MG). Obtém reconhecimento internacional com a compra de seu quadro O morro pelo Museu de Arte Moderna de Nova York. Outras obras: o painel Guerra e paz, na sede da ONU, em Nova York, a série Emigrantes (Museu de Arte de São Paulo).

Núcleo Bernardelli

Liderado por Edson Motta, forma-se no Rio de Janeiro, em 1931, um grupo que luta pela democratização da Escola de Belas Artes. Seus trabalhos retratam os subúrbios do Rio, com destaque para as marinhas suaves de José Pancetti e o cubismo lírico de Milton Dacosta.

Grupo Santa Helena

Outro grupo, que se forma em torno do ateliê de Francisco Rebolo, se dedica a uma pintura mais tradicional, retratando paisagens simples, casario proletário, festas e quermesses. Inclui Clóvis Graciano, Aldo Bonadei, Bruno Giorgi, Fúlvio Pennachi, Mário Zanini, Carlos Scliar e Alfredo Volpi.

Alfredo Volpi (1898-1988) nasce em Luca, Itália

É trazido aos 2 anos para São Paulo. Começa como pintor figurativo, participante do Grupo de Santa Helena. Depois é influenciado pelo muralismo mexicano. Enfim, atinge a maturidade de sua arte nos anos 50, com o abstracionismo geométrico de mastros e bandeirinhas de festas juninas – ver foto ao lado -, pretexto para delicadas composições de cores e linhas.

Nos anos 40, o convencionalismo começa a ser abandonado. O arquiteto Oscar Niemeyer projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, decorado com murais e telas de Portinari. Roberto Burle Marx faz o projeto paisagístico ao redor da igreja.

Artistas como Mário Cravo e Carybé (Bahia), Aldemir Martins (Ceará) e Poty (Paraná) levam o modernismo para fora do Sudeste. Em todas as modalidades das artes plásticas há renovação: na escultura, Bruno Giorgi e Alfredo Ceschiatti; na gravura, Marcelo Grassmann, Lívio Abramo e Darel Valença Lins; na decoração de interiores, os móveis de Joaquim Tenreiro e os tapetes de Madeleine Colaço e da dupla Jacques Douchez/Norberto Nicola.

Museu de Arte de São Paulo

Em São Paulo, o empresário e jornalista Assis Chateaubriand funda o Masp, em 1947, com um acervo de pintura européia que abrange desde os primitivos italianos dos séculos XIV e XV até mestres do impressionismo francês.

O acervo, o maior da América Latina, é formado pelo crítico e historiador italiano Pietro Maria Bardi, que se muda para o Brasil com a mulher, a arquiteta Lina Bo Bardi, autora da sede própria do Masp, erguida em 1967, na avenida Paulista.

ABSTRACIONISMO

Nos anos 50, o abstracionismo é introduzido no Brasil e inicia o avanço rumo à arte contemporânea. O curso de gravação de Iberê Camargo forma toda uma geração de gravuristas abstratos: Antoni Babinski, Maria Bonomi, Mário Gruber e outros.

Outros impulsos vêm da fundação do Museu de Arte Moderna de São Paulo (1948) e do Rio de Janeiro (1949) e a criação da Bienal Internacional de São Paulo (1951). São pioneiros do abstracionismo no Brasil Antônio Bandeira, Cícero Dias e Sheila Brannigan.

Como eles, vão depois praticar abstracionismo informal artistas como Manabu Mabe, Yolanda Mohályi, Flávio Shiró, Wega Nery e outros, além de Iberê. O abstracionismo mais geométrico encontra praticantes em Tomie Ohtake, Fayga Ostrower, Arcangelo Ianelli e Samson Flexor, fundador do ateliê Abstração, em São Paulo.

Bienal Internacional de São Paulo

Criada em 1951, pela iniciativa do industrial Francisco Matarazzo Sobrinho, a exposição coloca o país em sintonia com a arte internacional. A segunda Bienal traz obras do cubismo francês, futurismo italiano, construtivistas da Suíça, Alemanha, Holanda e Argentina, abstratos franceses e norte-americanos, além da consagrada Guernica, de Pablo Picasso.

Iberê Camargo (1914-1994) nasce em Restinga Seca (RS)

Ainda jovem, parte para o Rio de Janeiro, onde inicia estudos e participa de exposições. Depois de alguns anos na Europa, onde estuda com André Lhote, volta ao Rio e desenvolve uma pintura de forte carga gestual, à maneira do expressionismo abstrato.

Nos anos 70, começa a redescobrir figuras como as dos carretéis. Em 1980, atira num homem durante uma briga na rua e o mata. É absolvido em janeiro de 1981. No ano seguinte volta para o Rio Grande do Sul e sua pintura redescobre então a figura humana, na sére Fantasmagoria.

CONCRETISMO

Trabalhos do suíço Max Bill – que depois fundaria o concretismo na Europa – são expostos na 1ª Bienal de São Paulo e o movimento concretista ganha força no Brasil. Em 1956 é lançado o Plano Piloto da Poesia Concreta, em São Paulo, e sua repercussão vai além da poesia.

O processo criador da arte concreta vai da imagem-idéia à imagem-objeto e pode resultar em um desenho, um quadro ou um edifício. Nas artes plásticas, os primeiros a aderir são Waldemar Cordeiro e Ivan Serpa. Outros que participam são Geraldo de Barros e Antônio Lizárraga.

Fonte: www.colegioame.com.br

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