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Alexander Von Humboldt

 

Alexander Von Humboldt - Quem foi

Alexander Von Humboldt, foi um notável prussiano geógrafo, explorador, e naturalista.

Ele é amplamente reconhecido por seus trabalhos sobre a geografia botânica que é o que lançou as bases para a biogeografia.

Naturalista e explorador alemão que foi uma figura importante no período clássico da geografia física e biogeografia, criando as bases para o campo biogeografia e ele é considerado o pai fundador da geografia moderna. Seu irmão mais velho, Wilhelm von Humboldt, era um ministro prussiano, lingüista e filósofo.

Alexander Von Humboldt - Vida

Nascimento: 14 de setembro de 1769, Berlim, Alemanha

Morte: 6 de maio de 1859, Berlim, Alemanha

Humboldt nasceu em Berlim .

Seu pai, Georg Alexander von Humboldt, foi um dos principais na Prússia do Exército.

Casou-se com Maria Elizabeth von Colomb em 1766.

O casal teve dois filhos, o mais novo era Alexander.

O irmão mais velho de Alexandre foi o prussiano ministro , filósofo e lingüista Wilhelm von Humboldt.

Em sua infância, já gostava de colecionar plantas, conchas e insetos.

O pai de Humboldt morreu muito cedo (em 1779). Daquele momento em diante sua mãe cuidou de sua educação.

Entre 1799 e 1804, Humboldt viajou para a América Latina e foi o primeiro cientista que escreveu sobre isso. Ele foi um dos primeiros que disse que a América do Sul e África já foi um continente.

No final de sua vida ele tentou reunir diferentes campos da ciência, em sua obra Kosmos.

Alexander Von Humboldt - Geografia Física

Alexander Von Humboldt, pintura de Joseph Stieler de 184
Alexander Von Humboldt, pintura de Joseph Stieler de 184

Em sua longa viagem pelas Américas, Alexander Von Humboldt percorreu 65.000km e recolheu mais de sessenta mil espécies de plantas, que estudaria pelo resto da vida. A inestimável contribuição que deu às ciências naturais fez com que fosse considerado o fundador da moderna geografia física.

Friedrich Wilhelm Karl Heinrich Alexander von Humboldt, irmão do linguista e político Wilhelm von Humboldt, nasceu em Berlim em 14 de setembro de 1769. Estudou na Universidade de Göttingen e na escola de minas de Friburgo. Atraído desde jovem pelas expedições científicas, renunciou ao cargo de inspetor de minas e, em maio de 1799, partiu de Madri, com o botânico francês Aimé Bonpland, para as colônias espanholas da América. A maior parte da fortuna que herdou foi gasta nessa viagem e na publicação de suas obras.

Em julho do mesmo ano, os dois desembarcaram na Venezuela e saíram em busca de um rio que ligasse as bacias do Amazonas e do Orenoco. Em território brasileiro, foram impedidos de prosseguir por ordem do governo português, que não desejava estrangeiros em seus domínios. Humboldt, que nos Andes escalou o Chimborazo (6.267m) para estudar a atmosfera, percorreu Cuba, Colômbia, Equador, Peru -- andou mais de dois mil quilômetros a cavalo, de Quito a Lima -- e México, onde fez análises geológicas das costas do Pacífico.

Depois de passar pelos Estados Unidos, voltou à Europa com rico material de estudo que o manteve ocupado por vários anos.

Iniciou a publicação de Voyage de Humboldt et Bonpland aux régions équinoxiales du nouveau continent, fait en 1799-1804 (1805-1834; Viagem de Humboldt e Bonpland às regiões equinociais do novo continente, feita em 1799-1804), em trinta volumes. Outra grande obra sua é Kosmos, Entwurf einer physischen Weltbeschreibung (1845-1862; Cosmos, ensaio de uma descrição física do mundo), em cinco volumes, concluídos aos 86 anos do autor e síntese de seus conhecimentos.

Humboldt foi o primeiro a empregar isotermas para representar regiões de temperaturas iguais, a demonstrar a diminuição de intensidade magnética do pólo ao equador e a situar o equador magnético no Peru.

Em sua época, foi um dos maiores pesquisadores das camadas da terra, do vulcanismo e das correntes marítimas, entre as quais a que ganhou seu nome.

Deu grande impulso à fitogeografia, ao pesquisar a distribuição geográfica das plantas; à zoologia, descrevendo novos animais; e às ciências humanas, por seus estudos arqueológicos, históricos e etnográficos sobre o continente americano. Humboldt, que deixou muitos outros escritos, morreu em Berlim em 6 de maio de 1859.

Alexander Von Humboldt - História

Alexander Von Humboldt
Alexander Von Humboldt

Alexander Von Humboldt (1769-1859), o barão von Humboldt, oriundo de família nobre, nasceu e morreu em Berlim (Alemanha). Humboldt se correspondeu e também influenciou autores e naturalistas de prestígio em sua época pois, como geógrafo, cartógrafo, naturalista e explorador, estabeleceu conceitos importantes para a geografia moderna e desenvolveu ramos significativos como a geografia climática e humana, a fitogeografia e a geopolítica.

Algumas publicações relevantes desse autor são Voyage aux régions équinoxiales du Nouveau Continent: fait en 1799, 1800, 1801, 1803 et 1804, Ansichten der Natur (1808), Vues des Cordillères et Monuments des Peuples Indigènes de l’Amérique (1810–1813), Kosmos – Entwurf einer physischen Weltbeschreibung (1845–1862).

Alexander Von Humboldt iniciou os seus estudos sobre os trópicos com seus preceptores e estes despertaram desde cedo no jovem pupilo o desejo de viajar para o Novo Mundo. Matriculou-se na Universidade de Frankfurt e estudou contabilidade contra a própria vontade. No entanto, interrompeu o curso para se dedicar intensamente aos estudos no campo da botânica, agora como aluno do já consagrado professor Carl Ludwig Willdenow. Durante uma excursão, conheceu Georg Forster, um importante naturalista, etnólogo e jornalista alemão, que o estimulou a escrever seus primeiros trabalhos sobre o granito. Do professor, Humboldt conservou uma lembrança honrosa e o ideal de pesquisador. Após a morte da mãe, os irmãos Alexander e Wilhelm von Humboldt herdaram uma expressiva fortuna e só então o já naturalista pode planejar e organizar, cuidadosamente, a sua expedição para as regiões equinociais do novo continente, viagem que Humboldt financiou com os próprios recursos.

De 1799 a 1804 Humboldt e Aimé Bonpland iniciaram uma expedição científica pelas Américas, viagem que os levou aos países da Venezuela, Cuba, Colômbia, Equador, Peru e México. Desta expedição foram publicados quatro volumes sob o título Reise in die aequinoctial-Gegenden des neues Continents. Essa viagem teve como principal objetivo o aprofundamento e aquisição de novos conhecimentos sobre o continente. Ao lado dos resultados de pesquisa, baseado em novos métodos de medida e da elaboração quantitativa de fundamentos das ciências naturais, a viagem proporcionou centenas de relatórios geográficos que integrou fatores sociais, sócio-econômicos, políticos e da geografia econômica, e tinha como premissa a pesquisa empírica de campo.

Humboldt observou como funcionava a economia colonial, feudal e escravocrata dessas colônias e, mesmo na condição de aristocrata, criticou de forma intensa essa estrutura social e econômica. Por isto, e pelos resultados científicos obtidos durante a sua expedição aos trópicos, Humboldt revolucionou a geografia em seu trabalho sobre as Américas equinociais e também colaborou com o desenvolvimento de outras disciplinas como a astronomia, matemática, física, meteorologia, climatologia, oceanografia, química, farmacologia, botânica, zoologia, geologia, mineralogia, vulcanologia, arqueologia, história, sociologia, agronomia, etnologia e medicina. As contribuições de Humboldt para a ciência foram surpreendentes, visto que ele foi o primeiro explorador moderno a redigir um relato crítico sobre as descobertas feitas na América livre dos preconceitos notados em grande parte da bibliografia anterior sobre o tema, fato que o tornou referência obrigatória de leitura e pesquisa para futuros historiadores e pesquisadores. A obra realizada por Humboldt sobre aqueles países foi uma voz importante no diálogo entre os dois continentes no século XIX, elevando-o a autor mais lido da Europa.

Infelizmente, Humboldt não pode visitar o norte do Brasil como planejou a princípio. Mesmo que tivesse tentado viajar pelas terras brasileiras, ele poderia ser impedido de fazê-lo, uma vez que as autoridades locais da América portuguesa já tinham sido alertadas de que um certo Barão von Humboldt tentaria invadir e espionar o Brasil sob o pretexto cientifico. Este ocultaria alguns planos e havia rumores de que o explorador difundiria novas ideias e perigosos princípios que influenciariam os súditos reais. Ao contrário do que pretendia a coroa portuguesa, Humboldt e Aimé Bonpland conseguiram permissão do rei Carlos IV da Espanha para fazer a sua expedição científica pela América espanhola. Ao final desta, já na Europa, Humboldt publicou cerca de 30 livros sobre o assunto. Para a coroa castelhana o ensaio de Humboldt sobre a política administrativa da América espanhola foi de extrema importância uma vez que o governo mexicano, por quase meio século, o utilizou como orientação nas suas decisões econômicas.

O grande prestígio mundial de Alexander von Humboldt está associado a sua viagem aos trópicos americanos tendo, há 200 anos, estabelecido uma rede extremamente delineada e complexa de informações interdisciplinares e internacionais. Por tudo isso, e devido à sua importância científica, numerosas espécies animais e vegetais, pontos topográficos, monumentos, estradas, institutos, sociedades científicas, museus e escolas têm o seu nome, além das festividades que atualmente existem em sua memória. No México, por exemplo, ele foi homenageado com o título de “Benemérito de la Pátria”. Na Venezuela, de “Servidor Eminente de Venezuela”. Em Cuba, se comemorou o centésimo aniversário de sua morte. Podemos ressaltar ainda a publicação dos estudos de Beck (1987/1997), a detalhada pesquisa desenvolvida pela Academia de Ciências de Berlim-Brandenburg (BBAW) desde 1983, Greive (1993), Inter Nationes (1999) e Diálogo Científico (1999). Um dado significativo que exprime a magnitude de suas expedições está no número de amostras botânicas coletadas por ele, que chegam a 5.800 espécies catalogadas sendo que 3.600 destas eram desconhecidas.

A coletânea de escritos deixados por Humboldt incorpora o que comumente chamamos de ‘literatura de viagem’. Esta se constitui numa literatura de testemunhos, cujos relatos nos ajudam a conhecer a realidade das Américas no século XIX. Podemos buscar informações preciosas sobre o nosso continente na sua correspondência científica. Ele enviou aproximadamente 35 mil cartas e recebeu cerca de 100.000 correspondências, das quais boa parte, aos poucos, tem se tornado pública. A divulgação da obra de Humboldt, a começar pela literatura de viagem, influenciou diversos naturalistas alemães, entre eles Martius, Spix, Burmeister e Rugendas que encontraram, nos relatos do barão, seu tema de pesquisa na América do Sul e também no Brasil. Já as iconografias e os mapas na obra deste surpreendente viajante dão uma visão impressionante do mundo natural dos países dos trópicos americanos. Na obra de Humboldt é retratada, dentre outras, a Cratera do Pico de Tenerifa, a Vista de Chimboraxo e Carguairazo e o Vulcão de Cotopaxi.

“Solidão, magnificência do céu austral, calma das florestas vincularam-se tanto ao meu trabalho, ao qual dediquei mais tempo de minha estada no novo continente do que deveria, devido à grande diversidade dos objetos que rodeiam o viajante”. Assim se expressou Humboldt em relação à América. Através do prisma da interdisciplinaridade foi se construindo a imagem da América na Europa, e indiretamente a do Brasil, visto que diversos artistas, naturalistas e cientistas se viram estimulados, a partir da leitura dos escritos de Humboldt, a redescobrir esse gigante do sul das Américas. Luciana de Fátima Candido

Fonte: www.famousscientists.org/famousbiologists.org/biomania.com/www.brasiliana.usp.br

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