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Anatomia Humana

 

 

História da Anatomia Humana

Anatomia humana tem uma história muito antiga e vasta. Algumas das pessoas mais inteligentes do mundo já viu tinha sido a parte desta história.

A história global da anatomia humana podem ser divididos nos seguintes períodos:

Período grego

Período grego na história da anatomia humana começou em algum lugar perto de 400 aC. Os anatomistas mais famosos deste período foram Hipócrates e Herófilo. Hipócrates foi considerado como o pai da medicina, e ele foi um dos fundadores da anatomia.

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Hipócrates

Herófilo é conhecido como o pai da anatomia e ele foi um dos primeiros muito poucas pessoas para dissecar o corpo humano. Herófilo tinha alguns grandes diferenciações no campo da anatomia, por exemplo, ele diferenciou cérebro do cerebelo, nervos de tendões, artérias de veias etc.

Período romano

O anatomista mais proeminente deste período foi de Galen. Ele é conhecido como o "Príncipe dos Médicos", porque ele foi o primeiro fisiologista experimental.

Seus ensinamentos foram seguidos por quase 15 séculos, considerando-os como autoridades infalíveis de anatomia.

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Galen

Século XIV

O cientista mais importante deste período foi Mondino de Liuzzi. Ele era um italiano e teve o cargo de professor de anatomia em Balogna. Seu famoso livro "Anthomia" foi tratado como o texto anatômico autorizado há mais de um século.

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Anatomia por Mondino de Liuzzi

A razão pela qual o livro se tornou tão famoso foi a de que ele ensinou anatomia por dissecção para que seu livro era um guia. Antes do famoso Vesalius, ele foi o mais famoso anatomista.

Século XV

Este século é o momento em que um dos maiores gênios de todos os tempos Leonardo da Vinci viveu. Da Vinci foi o criador da anatomia seccional. O trabalho mais admirável e importante feito por ele no campo da anatomia era a coleção de desenhos das coisas que ele observados. Estes desenhos foram feitos com extrema perfeição. Ele fez um total de 500 diagramas em seus 60 notebooks.

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Auto-retrato de Leonardo da Vinci em giz vermelho

Século XVI

Este é o século da maior anatomista de todos os tempos, o famoso Vesalius. Ele é considerado como o "fundador da moderna Anatomia", porque ele fez o mundo perceber que a anatomia só pode ser ensinado por meio de dissecação. Ele corrigiu os conceitos errôneos de Galeno e lutou contra sua autoridade, portanto, ele corrigiu os conceitos que foram ensinados errado continuamente por cerca de 15 séculos.

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Andreas Vesalius

Século XVII

Neste século viveu o famoso anatomista Inglês William Harvey.

Ele descobriu a circulação do sangue através do corpo humano e publicado no livro intitulado "exercício anatômico sobre o movimento do sangue e do coração em animais: " Ele também publicou um livro sobre embriologia.

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William Harvey

Século XVIII e XIX

Nesses dois séculos foram tomadas medidas importantes no processo de aprendizagem para anatomia. Dissection foi tornada obrigatória para estudantes de medicina. Lei Anatomy Warburton foi aprovada na Inglaterra em que os corpos não reclamados foram disponibilizados para dissecção. O uso do formol como fixador começou neste período e também foram descobertas técnicas de endoscopia. Anatomistas proeminentes deste século incluído Cuvier, Meckel e Henry Gray (Autor de Anatomia de Gray).

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Henry Gray

Fonte: www.mananatomy.com

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A Anatomia, suas características, aplicações e subdivisões

O termo anatomia, é atribuído tradicionalmente a um dos discípulos de Aristóteles, Teofrasto, que no século IV a.C. realizou as primeiras experiências para o conhecimento dos componentes isolados dos seres vivos. A anatomia é o ramo da medicina que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados. Ela analisa, em termos descritivos, cada um dos diferentes níveis de organização dos vegetais, dos animais e do ser humano.

Subdivisões. Os componentes da matéria viva ordenam-se hierarquicamente. Assim, distinguem-se, em ordem ascendente, as organizações subcelulares, celulares, histológicas (de tecidos), orgânicas, de sistemas etc. Essa classificação, baseada no nível de organização da matéria viva, permite distinguir as três categorias de organismos que justificam a divisão da anatomia em vegetal, animal e humana. Considerando-se as várias perspectivas de investigação, tem-se diversas subdivisões de caráter didático, as mais importantes das quais são enumeradas a seguir.

A anatomia geral, ou descritiva, ocupa-se de isolar e descrever, pormenorizadamente, cada um dos componentes dos distintos sistemas anatômicos: raízes, caule, folhas e aparelho reprodutor, nos vegetais, e aparelho digestivo, respiratório, neuromuscular, genital etc., na área animal e humana. A anatomia topográfica estuda os órgãos e sistemas que compõem uma determinada parte do corpo. Já foram elaboradas, por exemplo, detalhadas análises anatomotopográficas da cabeça, do pescoço, da região abdominal e dos membros inferiores e superiores.

A principal área de aplicação desse ramo da anatomia é a cirurgia.

A anatomia patológica estuda as modificações por que passam as células, tecidos e órgãos em decorrência dos diferentes processos suscetíveis de tratamento: doenças, defeitos congênitos ou traumatismos. Esse ramo da anatomia desenvolveu-se, sobretudo, com base em autópsias. No entanto, o progresso dos métodos de observação e das técnicas de anestesia tem contribuído para que os dados fornecidos por autópsias sejam complementados por exames em seres vivos (as biópsias).

Por fim, a anatomia comparada ocupa-se do estudo dos aspectos que permitem distinguir as diversas espécies animais ou vegetais, a partir de critérios puramente morfológicos. Seus resultados possibilitam definir as unidades que constituem o reino vegetal e o animal, e proporcionam o fundamento da taxonomia, ciência da classificação dos organismos vivos. Nesse domínio, intervêm ainda inúmeros aspectos descritivos relacionados com os restos fósseis e com as características embriológicas de cada espécie.

Dados históricos A ciência da anatomia desenvolveu-se muito lentamente. Sua história pode ser dividida em quatro períodos:

1) até a dissecção científica por Vesalius (1543);
2)
até o advento da fisiologia científica com William Harvey (1628);
3)
até a demonstração da unidade da vida por Charles Darwin (1859); (4) depois de Darwin.

Da antiguidade ao Renascimento. Foram os filósofos da antiguidade que, ao mesmo tempo que exerciam a "arte de curar", começaram a esboçar o estudo da anatomia. Não podendo utilizar o corpo humano para satisfazer sua curiosidade científica, visto que tal procedimento constituía então profanação religiosa, limitavam-se ao estudo das carcaças de animais domésticos e de macacos, neste último caso por serem esses animais os mais parecidos com o homem. Apesar do pouco valor científico de tais observações e descrições, tiveram o mérito de ser as primeiras a orientar de maneira científica o estudo da anatomia. Os embalsamadores chegaram a aprender alguma coisa de anatomia ao preparar as múmias, e os cirurgiões, ao tratarem os ferimentos. O papiro de Edwin Smith (3000-2500 a.C.) contém alguns dados sobre a anatomia da cabeça e do cérebro. Já o papiro de Ebers (1600 a.C.) contém maior quantidade de informações.

Alguns trabalhos de anatomia foram atribuídos a Hipócrates, mas não há informação de que ele ou Aristóteles houvessem dissecado o corpo humano. Ambos imaginavam que o coração era a sede do intelecto.

Aristóteles estudou muito os animais e foi, por assim dizer, o fundador da anatomia comparada. Por volta de 300 a.C., começou-se a estudar em Alexandria (Egito) os cadáveres de criminosos justiçados. Foi nessa época que pontificou Herófilo, o maior dos anatomistas gregos. Antes dele a anatomia era mais especulativa do que descritiva. Dissecando o corpo humano, Herófilo dava à anatomia uma base realmente concreta. Estudou o cérebro e o reconheceu como o centro do sistema nervoso e a sede da inteligência; distinguiu os nervos motores dos sensitivos; demonstrou que a aorta e as artérias continham sangue e não ar; descreveu os vasos linfáticos do intestino.

Erasístrato, nessa época, acreditava que as artérias continham ar ou spiritus vitalis e suspeitou que os ramos terminais das artérias e veias eram ligados por tubos menores, fora dos limites da visibilidade. Foi o primeiro a afirmar que as veias, à semelhança das artérias, faziam centro no coração e não no fígado. Descreveu as válvulas do coração. Com a morte de Herófilo e de Erasístrato, a anatomia entrou numa fase de declínio, para ressurgir no início da era cristã, com Marino, que viveu em Roma, no tempo de Nero, e com Rufo, de Éfeso, cujos estudos, a exemplo dos de seus antecessores, que não podiam trabalhar em cadáveres humanos, foram feitos em animais. Rufo descreveu o timo, o quiasma óptico, o pâncreas e as trompas uterinas. Marino não deixou escritos; suas lições se preservaram através de seu discípulo, Galeno.

Com grande habilidade, Galeno dissecava corpos humanos e de animais, escrevia e ensinava. De seus escritos, muitos se perderam, restando, entretanto, 59 publicações sobre anatomia, com destaque para De musculi dissectione (Sobre a dissecação do músculo), de clareza e precisão surpreendentes. Muito do que ele sabia sobre ossos e articulações procede de Marino. Seus livros ainda são lidos com interesse e alguns nomes por ele dados a ossos, nervos e outras partes do corpo persistem. Depois de Galeno passou-se a estudar mais nos livros do que na própria natureza.

O escolasticismo medieval fez de Galeno e Aristóteles autoridades absolutas. A dialética metafísica dominava sobre a observação objetiva. Em algumas universidades foi proibida a pesquisa, sendo punidos os médicos que ousassem discordar de Galeno. Os artistas estimularam os estudos de anatomia, pois queriam representações exatas do corpo. No Renascimento, Leonardo da Vinci, Albrecht Dürer, Michelangelo e Rafael realizaram dissecções.

Leonardo começou fazendo medições dos músculos e se tornou um anatomista, chegando a realizar trinta autópsias, mais de 750 desenhos anatômicos e 120 cadernos de apontamentos sobre anatomia. Muitos dos achados de Leonardo foram confirmados por anatomistas posteriores. Seu trabalho preparou o caminho para o "restaurador da anatomia", o médico flamengo Andries van Wesel, conhecido como Andreas Vesalius, cujo grande livro sobre o assunto foi publicado 24 anos depois da morte de Leonardo. De Vesalius a Harvey. Vesalius inicia o segundo período da evolução histórica da anatomia. Em 1533, com a idade de 19 anos, foi para a Universidade de Paris, onde estudou medicina sob a orientação do famoso Jacques Dubois, mais conhecido pela latinização de seu sobrenome, Sylvius.

Colou grau em Pádua, onde se tornou famoso por sua habilidade e conhecimento de anatomia e cirurgia. Em 1537, assumiu a cadeira de cirurgia e anatomia da universidade, e foi o primeiro a receber salário como professor de anatomia, função em que se notabilizou, corrigindo os erros cometidos por Galeno. Em 1543 publicou a obra De humani corporis fabrica libri septem (Sete livros sobre a estrutura do corpo humano), que apresentava pela primeira vez, em belas e exatas ilustrações, as estruturas do corpo. Essa obra revolucionou a ciência médica da época, imprimindo-lhe enorme progresso (o departamento de anatomia da Universidade de São Paulo possui um exemplar original da primeira edição do livro).

Depois que Vesalius deixou Pádua, a cadeira de anatomia foi ocupada por cinco eminentes anatomistas. O primeiro foi seu assistente Realdo Colombo. Vieram depois Gabriello Fallopius, Hieronymus Fabricius ab Aquapendente (Geronimo Fabrizio), Giulio Casserio (Casserius) e Adrian van der Spigelius. Em Bolonha, Jacopo Berengario da Carpi contribuiu para o conhecimento do apêndice e do timo. Giulio Aranzio (Arantius) estudou o coração e Costanzo Varoli descreveu o cérebro (pons Varolii). Em Roma, Bartolomeo Eustachio (Eustachius) fez muitas descobertas.

Sua fama, aliás póstuma, adveio de seus magníficos desenhos anatômicos. Foi dos primeiros a reproduzi-los em cobre e não em madeira. Na França, Jacobus Sylvius (Jacques Dubois) contribuiu para o conhecimento dos ossos da cabeça e para a reforma da nomenclatura anatômica. Na Suíça, Felix Platter escreveu magnífico trabalho sobre o olho. Na Inglaterra, Thomas Vicary publicou, em 1548, um pequeno livro, Anatomie of the Bodie of Man (Anatomia do corpo humano), talvez o primeiro livro de anatomia em língua inglesa. William Harvey (1578-1657), depois de quatro anos com Fabricius, retornou à Inglaterra e se dedicou especialmente ao estudo da circulação. Aprendeu tudo sobre o coração, juntou os fatos, acrescentou observações e assentou os princípios da circulação do sangue, com isso revolucionando a ciência médica.

Foi anatomista e fisiologista, escrevendo o livro Exercitatio anatomica de motu cordis (Exercício anatômico sobre o movimento do coração). Chegou a afirmar que o sangue passava das ramificações arteriais para as ramificações venosas. Passou o resto de sua vida buscando identificar os capilares e, embora não os tivesse observado, previu sua existência. Quatro anos após a morte de Harvey, em 1657, Marcello Malpighi conseguiu ver pela primeira vez os capilares sangüíneos num preparado de pulmão de rã. De Harvey a Darwin. O terceiro período, especialmente no século que sucedeu à fase de Harvey, se tornou a idade heróica da anatomia microscópica e da embriologia.

Esse período se caracterizou pela fundação de sociedades científicas e filosóficas, publicações de textos, atlas, criação de museus, escolas de anatomia, etc. As investigações anatômicas foram em grande parte realizadas pelos cirurgiões. J.G. Wirsung e um colaborador descobriram o canal pancreático; O. Rudbeck, da Suécia, e T. Bartholinus, da Dinamarca, identificaram, independentemente (em 1651 e 1652, respectivamente) o sistema linfático e sua terminação nas veias do pescoço, embora as pranchas de Eustachius já os tivessem exibido. Em meados do século XIX, a teoria de Charles Darwin, sobre a origem das espécies, revolucionou as ciências biológicas.

Aristóteles e Harvey pressentiram essa descoberta; os paleontologistas e os estudiosos de anatomia comparada chegaram a colher dados prenunciadores. Mas foi preciso a inteligência e o espírito de síntese de Darwin para que se concluísse que os seres vivos estavam ligados por traços de hereditariedade. Baseando-se em fatos anatômicos, a teoria de Darwin foi aos poucos se valorizando e acabou amplamente aceita antes do fim do século XIX. Isso uniu a anatomia humana com a dos animais e das plantas. Daí por diante as ciências biológicas descortinaram um campo imenso de investigações fundamentadas na anatomia. As pesquisas não mais se limitaram ao corpo humano.

O estudo dos cromossomos em moscas e os experimentos do monge austríaco J. G. Mendel em híbridos de ervilhas trouxeram imensa contribuição ao conhecimento da hereditariedade. Os mamíferos inferiores constituíram campo fértil para o estudo dos processos vitais do homem. A anatomia na atualidade.

Durante séculos a dissecção fora perigosa. Atualmente, pode ser realizada com segurança, graças aos recursos existentes para a assepsia e preparo do cadáver.

No século XX, a linha de investigação se faz no sentido de estudar no ser vivo, e não apenas no cadáver. Por meio da radioscopia (fluoroscopia), é possível observar os órgãos internos em movimento; as radiografias fixam os aspectos mais variados das estruturas superficiais e profundas. Atualmente, técnicas como os raios X, o ultra-som, a ressonância magnética e a tomografia computadorizada simplificam bastante o estudo da anatomia, permitindo a clínicos e cirurgiões observarem a máquina humana em funcionamento. Os velhos métodos de estudo da anatomia e o equipamento singelo de antigamente já não satisfazem.

Hoje estuda-se a anatomia de todas as espécies de animais, com as mais variadas técnicas, em inúmeros laboratórios universitários.

Os departamentos de pesquisa das melhores universidades dispõem de espaço e equipamento para investigações em muitos campos: anatomia microscópica (com o microscópio eletrônico), citologia (com centrífugas, aparelhos para rápida fixação em ar líquido e para irradiação de tecidos); cultura de tecidos; embriologia; fluoroscopia.

Nomenclatura anatômica

Chama-se nomenclatura anatômica ao conjunto de termos empregados para indicar e descrever as partes do organismo; é a base da linguagem anatômica.

Compreende termos que indicam a situação e a direção das partes do corpo; termos gerais, comuns a vários constituintes do corpo; e termos especiais, que denominam os diferentes constituintes do corpo. Até o fim do século XIX não havia acordo geral sobre os termos usados na anatomia.

Do primeiro esforço conjunto para criar uma terminologia anatômica padrão, realizado em Basiléia (1895), resultaria a Basle Nomina Anatomica (BNA). Com o crescente desenvolvimento dos conhecimentos anatômicos, várias propostas foram apresentadas para modificação e atualização da nomenclatura. A Nomina Anatomica aceita hoje, oficial e internacionalmente, é a de Paris, PNA, de 1955, complementada por vários congressos internacionais de anatomia. Ao lado da Nomina Anatomica existem as nomenclaturas histológica e embriológica internacionais. A nomenclatura anatômica oficial adota o latim, mas em uso corrente é traduzida para o vernáculo. A Sociedade Brasileira de Anatomia (SBA), publicou e mantém atualizada a tradução da Nomina Anatomica para o português, revista por uma comissão mista Brasil-Portugal, por decretos e determinações dos governos de ambos os países.

Os termos constantes da nomenclatura anatômica têm, em geral, origem grega, latina, árabe ou híbrida, e encontram seu fundamento na forma do órgão ou parte dele (sela túrcica do osso esfenóide, músculo deltóide, ligamento redondo); em sua situação (artéria vertebral, nervo mediano); em suas conexões (ligamento acromioclavicular, músculo intercostal), em sua função (músculo extensor dos dedos, glândula lacrimal). Outros termos, de origens as mais diversas, muitas vezes impróprios, foram consagrados pelo uso e são conservados.

Os nomes dos autores que acompanham muitas designações devem ser excluídos, porque além de nada significarem morfológica ou funcionalmente, não representam, na maioria das vezes, justa homenagem histórica.

Termos gerais são habitualmente abreviados: a. - artéria; v. - veia; n. - nervo; m. - músculo; lig. - ligamento; gl. - glândula; g. - gânglio.

Estudo de anatomia

O estudo, ainda que elementar, da anatomia humana, é feito em cadáveres de indivíduos adultos, considerados normais, mas deve incluir noções relativas aos fatores gerais de variação e às diferenças morfológicas decorrentes das modificações resultantes da passagem do estado de vivo ao de cadáver.

Em vista da relatividade dos conhecimentos que se podem obter pela dissecação de cadáveres, a qual representa um meio e não a finalidade da anatomia, os métodos de observação têm sido aperfeiçoados e deles se vale a anatomia para conseguir dados no próprio indivíduo vivo; assim, entre outros recursos, utilizam-se os raios X, a cinerradiografia, as drogas radioativas, aparelhos elétricos registradores e, para exame de órgãos cavitários, a endoscopia. Fatores gerais de variação em anatomia.

São os seguintes os fatores gerais de variação em anatomia a considerar: idade, sexo, grupo étnico e biotipo. Idade. Verificam-se modificações anatômicas com o progredir da idade, nos diversos períodos ou fases da vida intra e extra-uterina.

As fases de vida pré-natal ou intra-uterina são:

1) ovo ou germe, primeiras duas semanas;
2)
embrião, até o fim do segundo mês;
3)
feto, do terceiro ao nono mês.

Na vida pós-natal ou extra-uterina os períodos principais são os seguintes:

1) recém-nascido e período neonatal, primeira quinzena após o nascimento;
2)
infância, até o fim do primeiro ano;
3)
meninice, que inclui a segunda infância, entre os dois e cinco anos e a pequena puberdade, dos seis aos dez anos;
4)
pré-puberdade, dos dez anos à puberdade;
5)
puberdade (início de maturidade sexual), dos 12 aos 14 anos, muito variável nos seus limites e nos dois sexos;
6)
pós-puberdade, da puberdade até cerca de 21 anos nas mulheres e 25 anos nos homens, passando por adolescente e jovem, sucessivamente; 7) virilidade, em que o indivíduo é adulto, atinge a maturidade, que perdura até a menopausa (castração fisiológica natural), aproximadamente aos cinqüenta anos na mulher e aos sessenta no homem;
8)
velhice, até ao redor dos oitenta anos, seguido de senilidade. Sexo.

O sexo masculino e o feminino apresentam caracteres próprios, correspondentes ao dimorfismo sexual.

Grupo étnico

Compreende os grandes grupos raciais -- branco, negro e amarelo -- e os seus graus de mestiçagem, responsáveis por diferenças morfológicas externas e internas.

Biótipo

Refere-se ao tipo constitucional que existe em cada grupo racial. Há dois tipos extremos e um médio, além dos tipos intermediários. Nos tipos extremos é que melhor se notam as diferenças, quer nos caracteres morfológicos externos, quer nos internos, derivando das mesmas uma construção corpórea qualitativa e quantitativamente diversa.

Os tipos extremos são denominados:

1) longilíneo -- indivíduos esguios, magros, altos, com pescoço longo, tórax achatado anteroposteriormente e membros longos em relação ao tronco;
2) brevilíneo --
atarracados, baixos, com pescoço curto, tórax tendendo para cilíndrico e membros curtos relativamente ao tronco.

O normolíneo ou mediolíneo tem caracteres intermediários aos dois tipos extremos (éctipos). Além desses fatores de variação, existem as variações individuais, que vêm dificultar a aplicação prática dos conhecimentos anatômicos oriundos de uma descrição padrão. Normal em anatomia. Em medicina, normal significa, de modo geral, sadio, hígido.

No entanto, em anatomia, há que considerar os conceitos estatístico e idealístico. Pelo conceito idealístico, entende-se por normal o melhor para o desempenho da função, enquanto, pelo conceito estatístico, normal é o mais freqüente, ou seja, o que ocorre na maioria dos casos estudados e que serve de base para a descrição anatômica padrão. Isso significa que, embora haja uma constituição semelhante para todos os homens, existem diferenças de um indivíduo para outro, sem que seja prejudicado o bom funcionamento do organismo. Essas pequenas diferenças morfológicas, que aparecem e são encontradas em qualquer dos sistemas orgânicos, denominam-se "variações". Quando o desvio da normalidade é maior, podendo perturbar uma determinada função, denomina-se "anomalia".

Por fim, se a anomalia for tão acentuada que deforme profundamente a construção do organismo, é denominada "monstruosidade", que pertence propriamente ao domínio da teratologia, isto é, ao estudo das aberrações dos seres vivos.

Divisão anatômica do corpo humano

O corpo humano é constituído fundamentalmente de cabeça, pescoço, tronco e membros. A cabeça compreende crânio e face e une-se ao tronco por meio do pescoço. No tronco consideram-se o tórax, o abdome e a pelve, com as respectivas cavidades torácica e abdominal separadas entre si por um septo muscular, o diafragma. A cavidade abdominal prolonga-se na cavidade pélvica. Os membros, em número de quatro, dois superiores e dois inferiores, possuem uma parte radicular, cinta ou cintura do membro, pela qual se unem ao tronco, e uma parte livre. Na parte livre de cada membro superior consideram-se o braço, o antebraço e a mão, esta última com palma e dorso, e cinco dedos. Na parte livre do membro inferior consideram-se a coxa, a perna e o pé, este último com planta e dorso do pé, e cinco dedos. A parte radicular do membro superior é denominada espádua ou ombro; a do membro inferior denomina-se quadril.

Na transição do braço para o antebraço há o cotovelo; do antebraço à mão, o pulso ou punho; da coxa à perna, o joelho; e da perna ao pé, o tornozelo. Na parte posterior do pescoço, tronco e quadril, encontram-se, respectivamente, a nuca, o dorso, o lombo e a região sacrococcígea. Ladeando esta última, localizam-se as nádegas, regiões glúteas. Planos e eixos do corpo humano. A descrição anatômica do corpo humano baseia-se no indivíduo adulto, em posição ereta, isto é, em pé ou posição ortostática, com os membros superiores estendidos, aplicados ao tronco, os inferiores justapostos, e com a face, as palmas da mão e as pontas dos pés dirigidas para a frente.

Nessa posição anatômica de descrição, o corpo humano pode ser delimitado por planos e atravessado por eixos imaginários, a saber:

1) plano longitudinal, que divide o corpo em partes direita e esquerda, sendo que, se essa divisão for mediana, em metades direita e esquerda simétricas, o plano será sagital mediano; por qualquer outro plano sagital, paralelo a esse, será um plano lateral, direito ou esquerdo;
2)
plano horizontal ou transversal, que separa o corpo em partes superior e inferior; há o transversal cranial, o transversal caudal, e todos os outros a eles paralelos;
3)
planos frontais, ventrais ou dorsais, isto é, anteriores ou posteriores, e a eles paralelos;
4)
a cada plano corresponde um eixo, tendo-se assim, eixos sagitais, anteroposteriores; eixos longitudinais, ou verticais, súpero-inferiores; e eixos transversais, laterolaterais ou destro-sinistros. Termos de posição em anatomia. Na descrição anatômica usam-se termos específicos para situar um órgão ou parte dele em relação a outros.

Medial significa que a estrutura está mais próxima do plano sagital mediano. Lateral indica posição mais afastada do plano mediano.

Muitas vezes os termos medial e lateral também são usados para designar a posição relativa de duas estruturas: "o nervo é medial à artéria". Anterior pode significar a parte "da frente" do corpo, porém em sentido mais amplo refere-se também à posição mais próxima da frente do corpo.

Do mesmo modo, posterior refere-se às costas. Proximal e distal é a porção mais próxima ou mais afastada do centro. Cranial e caudal são termos indicativos de formações superiores (mais próximas da cabeça) ou inferiores (mais próximas da região caudal). Interno e externo, superficial e profundo, são outros termos de posição muito empregados em anatomia, assim como intermédio, isto é, que tem situação intermediária a duas outras estruturas ou formações ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Clavícula

Clavícula, osso situado na parte mais alta e mais frontal da caixa torácica, e que forma a borda anterior da cintura escapular. Alongada e plana, tem forma de "S".

Articula-se, na extremidade inferior, com o manúbrio (peça superior) do esterno e, na superior, com o acrômio (extremidade) da omoplata (articulação acromioclavicular).

Essas ligações permitem um pequeno movimento em todos os eixos. Além disso, o tórax une a clavícula ao ligamento costoclavicular e a omoplata aos ligamentos coracoclaviculares (conóides e trapezóides). A seu terço interno, unem-se, pela parte posterior, o músculo esternoclidomastóideo e, por baixo, o subclávio, e, em seu terço externo, o trapézio, por trás, e os deltóides, pela frente. Sob a clavícula, estão o vértice pulmonar, por onde passam a artéria e a veia subclávias (que irrigam o braço) e o plexo braquial (origem de todos os nervos do membro superior).

É um osso muito sujeito a fraturas, habitualmente causadas por traumatismos indiretos, quando se recebe um golpe no ombro ("fratura de ciclista"). Tais fraturas consolidam-se em pouco tempo e não deixam seqüelas, podendo ser tratadas com simples remédios para a dor. Quando se associam lesões dos ligamentos coracoclaviculares, costuma-se recorrer a tratamento cirúrgico. As lesões da articulação acromioclavicular podem requerer, segundo a gravidade, cirurgia reparadora.

Omoplata

Omoplata, também chamada escápula, osso plano situado no ângulo súpero-externo das costas, que forma, junto com a clavícula, a cintura escapular. A omoplata tem a forma de um triângulo. Em sua face anterior (costal) nasce o subescapular e se insere o músculo denteado grande (o principal responsável pela estabilização da omoplata, função que divide com o trapézio). Sua face posterior é dividida, pela espinha da escápula, em fossas supra-espinhosa (origem do músculo supra-espinhoso) e infra-espinhosa (origem do músculo infra-espinhoso).

Na borda externa nascem os músculos redondo menor e maior, e na borda interna (vertebral) o músculo angular da omoplata e o rombóide. No ângulo súpero-externo encontra-se a glenóide, cavidade com forma de segmento esférico (ampliada por uma roda fibrocartilaginosa), que forma com o úmero a articulação glenoumeral. O acrômio nasce da espinha por trás da glenóide e forma uma cobertura para a cabeça umeral junto com os ligamentos acromioclaviculares.

A coracóide, uma apófise com forma de gancho, nasce da borda superior e inclina-se para a frente. Nela se inserem o peitoral menor, o coracobraquial, o tendão curto do bíceps e os ligamentos coracoclaviculares.

O trapézio se insere na borda superior da espinha, na borda interna do acrômio e na borda posterior da clavícula, e o deltóide nasce da borda inferior da espinha, da borda externa do acrômio e da borda anterior da clavícula.

Esterno

Esterno, osso ímpar, anterior, da linha média do tórax. Plano, com forma de espada curta, fica situado no rebordo anterior ou linha média da caixa torácica e é formado, na realidade por três ossos, os quais são unidos por placas de fibrocartilagem. Somente em idade avançada essas placas se calcificam, formando um osso único.

A porção superior, manúbrio esternal (o "punho" da espada), articula-se em seus ângulos súpero-laterais com as clavículas e em suas bordas laterais com a primeira e a segunda costelas. A porção média, o corpo esternal (a "lâmina" da espada), articula-se em suas bordas laterais com o segmento que vai da terceira à sétima costelas, formando com o manúbrio um ângulo obtuso de vértice anterior.

A porção inferior, apêndice xifóide (a "ponta" da espada), pode continuar a direção do corpo ou inclinar-se para frente ou para trás. No manúbrio, originam-se os músculos esternoclidomastóideo e, na face anterior do corpo, os músculos peitorais maiores (que nas aves chegam a formar a crista anterior do esterno, por serem músculos potentes que movem as asas).

O interior do esterno é cheio de abundante medula óssea vermelha, razão pela qual é a região preferida para realizar punções para diagnóstico de muitas enfermidades sangüíneas (punção de medula).

Antebraço

Antebraço, a parte dos membros superiores compreendida entre o cotovelo e o punho. Seu esqueleto é formado pelo cúbito e pelo rádio, ossos articulados entre si que permitem a rotação chamada pronossupinação (na pronação, mostra-se o dorso da mão e na supinação, a palma).

Em sua extremidade proximal (superior), articula-se com o úmero (osso do braço) e, na distal, com a primeira fila do carpo (ver Mão).

Os músculos responsáveis pelos movimentos do antebraço, assim como de outras partes dos membros superiores, são divididos em quatro grupos: flexores da mão e dos dedos (superficiais e profundos), situados na face volar (a da palma da mão); extensores da mão e dos dedos (curtos e longos); supinadores e desviadores radiais (inclinam a mão para o lado do rádio), localizados no bordo radial (o do polegar); e pronadores e desviadores cubitais (no bordo do cúbito).

O sangue é conduzido ao antebraço pela artéria umeral, a qual se divide nos ramos radial e cubital (que depois levarão o sangue até a mão) e interósseas volar e dorsal. O sangue retorna por plexos venosos profundos (acompanham as artérias) e superficiais. A inervação fica por conta dos nervos radial (zona dorsal), mediano (zona volar-radial) e cubital (zona cubital).

Cotovelo

Cotovelo, articulação composta pelo úmero (osso do braço), o cúbito e o rádio (ossos do antebraço). A extremidade inferior do úmero apresenta uma superfície articular interna (tróclea) para o cúbito (articulação umerocubital) e uma superfície externa (côndilo lateral) para o rádio (articulação umerorradial).

Em ambas, realizam-se a flexão e a extensão do cotovelo. No cotovelo, o cúbito apresenta uma superfície simétrica da tróclea (gínglimo), limitada na sua extremidade superior pelo olécrano (inserção do tríceps braquial) e em sua extremidade inferior pelas coronóides (inserção do braquial anterior, ver Bíceps). A extremidade superior do rádio forma a cabeça radial, a qual se articula com o côndilo lateral e com a fosseta sigmóidea do cúbito (articulação radiocubital proximal), permitindo a rotação que se denomina pronossupinação.

A estabilidade do cotovelo é assegurada pela geometria de suas articulações e por seus ligamentos laterais. Nos lados da tróclea e do côndilo lateral, encontram-se a epitróclea (interna) e o epicôndilo (externo), que são zonas de inserção muscular sujeitas a patologias de sobrecarga (ver Epicondilite).

As fraturas do cotovelo costumam afetar a superfície articular e produzir, assim, graves deformidades e rigidez articular. Na maioria dos casos, necessitam de tratamento de natureza cirúrgica, com a reposição anatômica dos fragmentos resultantes da lesão.

Braço

Braço, região dos membros superiores compreendida entre as articulações do ombro e o cotovelo. O esqueleto do braço é composto por um único osso, o úmero. Sua extremidade superior é recoberta pelos músculos que movem o ombro (rotadores, elevadores, aproximadores e anteversores). Na face anterior do braço, localizam-se os músculos bíceps braquial, o mais superficial, e braquial anterior, o mais profundo (que é flexor principal do cotovelo). A face posterior do braço, separada da anterior por tabiques (membranas) intermusculares, é ocupada pelo tríceps braquial, o principal extensor do cotovelo. Na epitróclea (saliência arredondada na parte interna do úmero), nascem músculos flexores do punho e dos dedos e pronadores da mão e do antebraço. Do epicôndilo, saliência externa inferior, saem músculos extensores do punho e dos dedos e supinadores da mão e do antebraço. Todo o braço é irrigado pela artéria umeral, continuação da axilar, que percorre a face interna do braço até o cotovelo.

A drenagem venosa é dupla: profunda (veia umeral) e superficial (veias cefálica e basílica). A metade posterior do braço é inervada pelo radial, e a metade anterior e lateral, pelo músculo-cutâneo. Pela face medial correm até o antebraço os nervos mediano e cubital.

Apófise mastóide

Apófise mastóide, protuberância cônica do osso temporal do crânio humano. Está situada atrás do ouvido e a infecção deste estende-se com facilidade à apófise mastóide, provocando dor e inflamação.

Costela

Costela, arco ósseo e cartilaginoso, disposto simetricamente aos pares, que se estende (alguns) da coluna vertebral ao esterno, delimitando o tórax. Cada costela é formada por uma parte óssea posterior e uma cartilagem (cartilagem costal) anterior. A cartilagem calcifica-se progressivamente com a idade, produzindo às vezes quadros dolorosos (costocondrite ou síndrome de Tsietze).

O arco ósseo é plano, e, partindo de trás para a frente, se curva e se dirige para baixo. Sua extremidade posterior articula-se com as vértebras superior e inferior. Os bordos superior e inferior são a inserção dos músculos intercostais. Os vasos e nervos intercostais ficam junto à sua face inferior.

Existem 12 costelas de cada lado. Só as 14 superiores (sete de cada lado) se unem diretamente ao esterno. A oitava, a nona e a décima , antes de ligar-se ao esterno, fazem-no entre si. As outras (costelas flutuantes) ficam livres nos músculos abdominais. As fraturas nas costelas são produzidas por traumatismo direto.

Consolidam-se espontaneamente em seis semanas e, neste caso, não se deve usar nenhum tipo de atadura, apenas analgésicos.

O principal risco é representado pela falta de mobilidade torácica, em conseqüência da dor, o que pode causar retenção de secreções, e infecções como a pneumonia. As fraturas múltiplas podem provocar sangramento na cavidade torácica (hemotórax), entrada de ar por lesão pulmonar (pneumotórax) ou desequilíbrio dos movimentos respiratórios.

Dedos

Dedos, membros alongados e finos situados nas partes terminais das mãos e dos pés. Nos seres humanos, o esqueleto ósseo das mãos e dos pés é assemelhado.

Os primeiros dedos (polegar e dedo grande do pé) têm duas falanges (distal e proximal). Do segundo ao quinto, as falanges são três (distal, média e proximal).

Na maioria dos animais, é menor o número de dedos e de falanges; só é maior em casos especiais (mamíferos marinhos).

As articulações metacarpofalangianas ou metatarsofalangianas são enartroses que permitem flexão, extensão, aproximação e separação. As articulações interfalangianas são trócleas, que só possibilitam flexão e extensão. As articulações dos metacarpianos e metatarsianos com o carpo (pulso) e o tarso (pé), respectivamente, permitem a separação (abdução) e aproximação (adução) dos dedos entre si (funções quase atrofiadas nos pés dos seres humanos).

O polegar humano, além disso, é capaz de executar, na articulação carpometacarpiana, o movimento de oposição (em sentido contrário ao dos outros dedos), básico para a pegada de precisão. Os dedos propriamente ditos têm somente ossos e articulações, tendões, conjuntos vaso-nervosos, o tecido gorduroso da parte carnosa e a pele, com sua formação especializada, a unha.

As duas faces laterais de cada dedo são percorridas por artérias, veias e nervos, responsáveis pela vascularização e pela inervarção. Os dedos são movimentados por músculos flexores e extensores localizados no antebraço, e por flexores, interósseos e lombricais, situados na própria mão.

Além disso, o polegar é movimentado por três músculos curtos localizados em sua base (eminência tenar): abdutor, adutor e oponente.

Dura-máter

Dura-máter, a mais externa das três meninges que envolvem o sistema nervoso central. A dura-máter ou paquimeninge é um revestimento resistente, formado por um tecido fibroso denso, pela qual se distribuem vasos sangüíneos e nervos. Fica aderida ao periósteo da tábua interna dos ossos da base do crânio e às suturas (uniões entre ossos da abóbada cranial).

No resto do crânio e na coluna cervical, está separada do periósteo pelo espaço epidural (que forma cavidades venosas no crânio e é cheio de tecido gorduroso na coluna).

Sua superfície externa é rugosa e a interna, lisa e brilhante. Compõe revestimentos em torno dos nervos craniais e das raízes nervosas espinhais sensoriais (posteriores) e motoras (anteriores), até que elas se unem, dando origem ao nervo raquidiano.

No crânio, a dura-máter emite prolongamentos que dividem a cavidade cranial em diversos segmentos: a foice do cérebro, vertical em sentido ântero-posterior, separa os dois hemisférios cerebrais; a foice do cerebelo, que se dispõe de forma semelhante à da outra, insinua-se entre os dois hemisférios cerebrais; a tenda do cerebelo é um septo horizontal, o qual se interpõe entre os lobos occipitais cerebrais e o cerebelo; e a tenda da hipófise é uma lâmina horizontal que fecha a sela túrcica, a qual apresenta um pequeno orifício central, pelo qual penetra o pedículo da hipófise.

Pia-máter

Pia-máter, a mais interna das três membranas meníngeas (ver Meninge). A aracnóide (meninge intermediária) e a pia-máter (meninge interna) são as leptomeninges (meninges moles). Muito delicada, a aracnóide não tem vasos sangüíneos nem nervos. Acompanha a forma da dura-máter, limitando com ela o espaço subdural, cavidade virtual. A pia-máter adere intimamente ao tecido nervoso, reveste todos os seus relevos e introduz-se em todos os seus sulcos, constituindo os tabiques neurogliais ou membrana pioglial.

Ricamente vascularizada e inervada pelo sistema nervoso vegetativo, seus vasos penetram pelos tabiques piogliais para distribuir-se pela matéria nervosa, constituindo a fonte de abastecimento de sangue do tecido nervoso do encéfalo e da medula. Além disso, junto com o epêndimo (canal que passa pelo centro da medula espinhal) dos ventrículos encefálicos, a pia-máter forma a tela dos plexos coróides (zonas de formação do líquido cefalorraquidiano).

Na medula espinhal, a pia-máter está unida à aracnóide por trabéculas aracnóides e à dura-máter, por ligamentos denteados. Esses ligamentos mantêm a medula em sua posição. Entre a aracnóide e a pia-máter, está situado o espaço subaracnóideo, que é preenchido pelo líquido cefalorraquidiano.

No encéfalo, esse espaço forma as cisternas cérebro-medular (entre a face inferior do cerebelo e a posterior do bulbo), pontina, interpeduncular, quiasmática e da fossa de Silvio.

Meninge

Meninge, cada uma das membranas de tecido conjuntivo que recobrem o sistema nervoso central, formado pelo encéfalo (telencéfalo, diencéfalo, mesencéfalo, protuberância anular, bulbo raquidiano) e a medula espinhal (ver Cérebro). As três meninges, dura-máter (paquimeninge, externa) e aracnóide e pia-máter (leptomeninges), limitam três espaços, o epidural (entre a dura-máter e o canal raquidiano), o subdural (entre a dura-máter e a aracnóide) e o subaracnóideo (entre a aracnóide e pia-máter).

O espaço epidural é aproveitado para injetar na medula anestésicos locais (anestesia peridural), o que permite obter insensibilidade temporária do abdome e dos membros inferiores (ver Anestesia; Cirurgia). As infecções nas meninges (ver Meningite) são processos graves, que requerem assistência médica urgente.

Os traumatismos cranioencefálicos (traumatismos diretos e indiretos na cabeça) podem produzir contusões e concussões cerebrais e hematomas intracranianos.

As hemorragias no espaço epidural (hematomas epidurais) são produzidas por ruptura de artérias meníngeas e acabam por comprimir o encéfalo, o que pode provocar a morte da vítima.

No entanto, têm bom prognóstico, se são diagnosticadas e tratadas a tempo. As hemorragias no espaço subdural (hematomas subdurais) e subaracnóideo são conseqüências de graves lesões traumáticas da massa encefálica; às vezes, necessitam de intervenção cirúrgica e têm prognóstico muito ruim para a sobrevivência e a recuperação funcional da vítima.

Os meningiomas são tumores formados por células das leptomeninges. De variada histologia, o prognóstico e a possibilidade de extirpação cirúrgica dependem especialmente de sua localização.

Esfenóide

Esfenóide, osso ímpar central da base do crânio, simétrico, situado atrás do etmóide e do frontal, à frente do occipital e por dentro dos temporais.

De geometria complexa, apresenta alguns aspectos que o distinguem: um corpo, duas asas maiores, duas asas menores e duas apófises pterigóides.

A face superior do corpo apresenta em seu centro a sela túrcica, depressão na qual se aloja a hipófise. As faces laterais do corpo são dotadas de um sulco para a artéria carótida. O interior do corpo é vazio, formando os seios esfenoidais, ligados pela face anterior do corpo esfenoidal às fossas nasais.

A face inferior do corpo faz parte da abóbada nasal e se articula com o etmóide e o vômer. As asas menores apresentam em sua base o conduto para os nervos e as artérias ópticos. Sua face superior forma a fossa cranial anterior, e sua face inferior, a órbita. Entre elas e as asas maiores saem os nervos motores oculares.

A face superior das asas maiores forma a fossa cranial média, que apresenta orifícios para os nervos maxilar e mandibular e a artéria meníngea média. A face inferior forma parte das fossas temporal, orbital e esfenomaxilar. Articulam-se com o frontal, os temporais e o occipital. As apófises pterigóides descem desse corpo formando as fossas pterigóide, escafóide, nasal e zigomática.

Etmóide

Etmóide, o osso ímpar médio mais anterior da base do crânio. Visto de frente, apresenta forma de cruz latina (que tem um braço maior que os outros dois) de cujos braços horizontais (lâmina horizontal) pendem massas laterais cúbicas. A porção vertical superior da cruz (crista) forma uma eminência ântero-posterior na fossa cranial anterior e articula-se com o osso frontal. O pé da cruz (lâmina perpendicular ou sagital), forma um tabique médio que divide em duas (esquerda e direita) as fossas nasais posteriores; sua borda posterior articula-se com o corpo do esfenóide, sua borda anterior com os ossos nasais, e sua borda inferior com o vômer e o septo nasal cartilaginoso.

A parte central da lâmina horizontal (lâmina cribiforme, ou seja, em forma de crivo) forma parte, em sua face superior, da fossa cranial anterior (onde se instalam os bulbos olfativos), e em sua face inferior, do leito das fossas nasais; apresenta múltiplos orifícios para a passagem das fibras nervosas olfativas.

A face externa das massas laterais (lâmina papirácea, quer dizer, semelhante ao papel, principalmente pela espessura) forma parte da parede interna da órbita ocular, e a face interna forma a parede externa das fossas nasais. Desta face interna nascem os cornetos superior e médio, lamelas ósseas retorcidas que sobressaem nas fossas nasais. Com estas comunica-se o interior das massas laterais, formado por múltiplas cavidades (seios etmoidais) revestidas de mucosa e cheias de ar.

Falange

Falange, osso dos dedos da mão ou do pé. As falanges são ossos curtos, com a forma de um peão de jogo de xadrez, preenchidos por tecido esponjoso recoberto de osso cortical delgado. A base, que é côncava, articula-se com a cabeça do metacarpo (osso da palma da mão) ou do metatarso (osso do pé) ou com a falange anterior. As fraturas das falanges são freqüentes pelas atividades próprias da mão. As pequenas lesões por arrancamento de inserções de tendões ou ligamentos são secundárias a traumatismos indiretos.

Difíceis de diagnosticar por métodos radiográficos, devem ser tratadas com imobilização, se a função do tendão (mobilidade ativa) ou do ligamento (estabilidade articular) estiver preservada; caso contrário, devem ser corrigidas e fixadas cirurgicamente. As fraturas do corpo da falange devem ser reduzidas até se conseguir alinhamentos ântero-posterior e lateral aceitáveis, sem defeitos de rotação. Se a redução é impossível ou não pode ser mantida sem cirurgia, esta deve ser realizada, para redução e fixação. As fraturas que afetam as articulações são sempre de mau prognóstico para a mobilidade articular.

Quando afetam uma porcentagem importante de superfície articular, devem ser reduzidas anatomicamente e fixadas por intermédio de cirurgia.

Joelho

Joelho, articulação da coxa com a perna. É formado por três ossos. O extremo inferior do fêmur forma os côndilos femurais, que têm a forma de duas rodas largas, unidas pelo seu centro e pela sua face anterior; entre ambos, aparece o espaço intercondiliano. O extremo superior da tíbia, os platôs tibiais externo e interno, apresentam a forma de bandejas plano-côncavas, unidas pelo centro na zona das espinhas tibiais (ântero-interna e pôstero-externa).

Sobre os platôs tibiais, apóiam-se (com a interposição dos meniscos), giram, deslizam e giram os côndilos femurais, estendendo ou flexionando o joelho. A rótula é um osso com forma de disco biconvexo, incluso no tendão do quadríceps, que se apóia sobre a face anterior dos côndilos femurais, e desliza para cima e para baixo ao se estender e se flexionar o joelho. Fêmur e tíbia estão unidos por uma cápsula articular e potentes ligamentos laterais (externo e interno) e cruzados (anterior e posterior, que unem o espaço intercondiliano com as espinhas tibiais).

O músculo quadríceps estende o joelho e os isquiotibiais (bíceps femural, semitendinoso, semimembranoso) o flexionam. Na face posterior do joelho encontra-se o oco poplíteo, entre os músculos isquiotibiais da coxa e os gêmeos da perna. Por essa região poplítea passam os vasos e os nervos.

A artéria e a veia poplíteas procedem da femural superficial e acabam por se dividir em três: a tibial anterior, a tibial posterior e a peronial. O nervo ciático divide-se em tibial posterior e ciático poplíteo externo (este, depois, vai se bifurcar em perônio profundo e superficial).

Menisco

Menisco, estrutura discóide de tecido fibrocartilaginoso interposta entre as extremidades ósseas de uma articulação. Pequenos meniscos que melhoram a congruência articular se encontram nas articulações temporomandibular (articulação da mandíbula com o temporal, que permite a abertura e o fechamento da boca e a mastigação), esternoclavicular (ver Clavícula; Esterno), acromioclavicular (ver Ombro; Omoplata) e umerorradial (ver Cotovelo; Antebraço). Os meniscos do joelho têm a forma de um "C", o interno, e de um "O", o externo.

Sua secção é a de um triângulo isósceles de base periférica (unida à cápsula articular) e lados côncavos, formando as faces superior (também chamada femoral) e inferior (também chamada tibial). Estão inseridos por seus extremos anterior e posterior no platô tibial. Graças a sua geometria e a sua elasticidade, os meniscos têm a capacidade de aumentar em 50% a congruência da articulação femorotibial, dar-lhe maior mobilidade e melhorar a transmissão de cargas.

Desta forma, protegem do desgaste (artroses) a cartilagem hialina articular do fêmur e da tíbia. Nos jovens, os meniscos sofrem rupturas por traumatismos agudos indiretos (torções do joelho). A partir dos 30 ou 40 anos, o tecido do menisco experimenta mudanças por envelhecimento, as quais podem originar rupturas espontâneas, chamadas degenerativas, que são, na maioria, assintomáticas. Algumas lesões de meniscos têm capacidade de cicatrização espontânea.

Quando sua sintomatologia (dor, bloqueios, derrames) persiste, devem ser operados, habitualmente mediante artroscopia.

A Coluna Vertebral

1. INTRODUÇÃO

Coluna vertebral, nome genérico dado à estrutura de ossos ou cartilagem que cerca e protege a medula espinhal nos animais vertebrados. Recebe também o nome de raque ou espinha dorsal.

2. ANATOMIA E FISIOLOGIA

A coluna vertebral forma a parte principal do esqueleto. A ela se unem o crânio, as costelas e a pélvis. Nos animais mais primitivos com coluna vertebral, esta consiste em uma coluna cartilaginosa sólida denominada notocórdio. Nos animais superiores, é substituída por uma série de ossos separados denominados vértebras.

No ser humano, a coluna vertebral é formada por 33 vértebras:

7 cervicais no pescoço;
12 torácicas ou dorsais na região do tórax, às quais se unem doze pares de costelas;
5 lombares na zona inferior das costas;
5 sacras unidas, formando um osso sólido (conhecido como sacro) que encaixa como uma cunha entre os ossos da pélvis; e um número variável de vértebras unidas em baixo do sacro formando o cóccix.

A maioria das vértebras individuais tem uma forma semelhante a um anel. Entre cada uma das vértebras, há um disco fibroso espesso de cartilagem, denominado disco intervertebral, que forma a articulação principal entre os corpos de duas vértebras adjacentes.

3. ANOMALIAS E DOENÇAS

Nos seres humanos são freqüentes as curvaturas patológicas da coluna vertebral. Podem ocorrer por debilidade dos ligamentos, doenças ou anomalias congênitas da coluna vertebral e por lesões ou contraturas dos músculos das costas.

São comuns também as afecções decorrentes do surgimento de uma hérnia do material do disco intervertebral, que pode comprimir as raízes nervosas, dando origem a uma hérnia de disco. A artrose (doença degenerativa) da coluna lombar também é muito freqüente.

Fonte: togyn.tripod.com

Anatomia Humana

HISTÓRIA DA ANATOMIA HUMANA

O conhecimento anatômico do corpo humano data de quinhentos anos antes de Cristo no sul da Itália com Alcméon de Crotona, que realizou dissecações em animais. Pouco tempo depois, um texto clínico da escola hipocrática descobriu a anatomia do ombro conforme havia sido estudada com a dissecação. Aristóteles mencionou as ilustrações anatômicas quando se referiu aos paradigmas, que provavelmente eram figuras baseadas na dissecação animal. No século III A.C., o estudo da anatomia avançou consideravelmente na Alexandria. Muitas descobertas lá realizadas podem ser atribuídas a Herófilo e Erasístrato, os primeiros que realizaram dissecações humanas de modo sistemático. A partir do ano 150 A..C. a dissecação humana foi de novo proibida por razões éticas e religiosas. O conhecimento anatômico sobre o corpo humano continuou no mundo helenístico, porém só se conhecia através das dissecações em animais. No século II D.C., Galeno dissecou quase tudo, macacos e porcos, aplicando depois os resultados obtidos na anatomia humana, quase sempre corretamente; contudo, alguns erros foram inevitáveis devido à impossibilidade de confirmar os achados em cadáveres humanos. Galeno desenvolveu assim mesmo a doutrina da "causa final", um sistema teológico que requeria que todos os achados confirmassem a fisiologia tal e qual ele a compreendia.

Porém não chegaram até nós as ilustrações anatômicas do período clássico, sendo as "séries de cinco figuras" medievais dos ossos, veias, artérias, órgãos internos e nervos são provavelmente cópias de desenhos anteriores. Invariavelmente, as figuras são representadas numa posição semelhante a de uma rã aberta, para demonstrar os diversos sistemas, às vezes, se agrega uma sexta figura que representa uma mulher grávida e órgãos sexuais masculinos ou femininos. Nos antigos baixos-relevos, camafeus e bronzes aparecem muitas vezes representações de esqueletos e corpos encolhidos cobertos com a pele (chamados lêmures), de caráter mágico ou simbólico mais que esquemático e sem finalidade didática alguma.

Parece que o estudo da anatomia humana recomeçou mais por razões práticas que intelectuais. A guerra não era um assunto local e se fez necessário dispor de meios para repatriar os corpos dos mortos em combate. O embalsamento era suficiente para trajetos curtos, mas as distâncias maiores como as Cruzadas introduziram a prática de "cocção dos ossos". A bula pontifica De sepulturis de Bonifácio VIII (1300), que alguns historiadores acreditaram equivocadamente proibir a dissecção humana, tentava abolir esta prática. O motivo mais importante para a dissecação humana, foi o desejo de saber a causa da morte por razões essencialmente médico-legais, de averiguar o que havia matado uma pessoa importante ou elucidar a natureza da peste ou outra enfermidade infecciosa.

O verbo "dissecar" era usado também para descrever a operação cesariana cada vez mais freqüente. A tradição manuscrita do período medieval não se baseou no mundo natural. As ilustrações anteriores eram aceitas e copiadas. Em geral, a capacidade dos escritores era limitada e ao examinar a realidade natural, introduziram pelo menos alguns erros, tanto de conceito como de técnica. As coisas "eram vistas" tal qual os antigos e as ilustrações realistas eram consideradas como um curto-circuito do próprio método de estudo.

A anatomia não era uma disciplina independente, mas um auxiliar da cirurgia, que nessa época era relativamente grosseira e reunia sobre todo conhecer os A anatomia não era uma disciplina independente, mas um auxiliar da cirurgia, que nessa época era pontos apropriados para a sangriaà prática, as figuras não-realistas e esquemáticas foram . Durante todo o tempo que a anatomia ostentou essa qualidade oposta suficientes.

O primeiro livro ilustrado com imagens impressas mais do que pintadas foi a obra de Ulrich Boner Der Edelstein. Foi publicada por Albrecht Plister em Banberg depois de 1460 e suas ilustrações foram algo mais que decorações vulgares. Em 1475, Konrad Megenberg publicou seu Buch der Natur, que incluía várias gravuras em madeira representando peixes, pássaros e outros animais, assim como plantas diversas. Essas figuras, igual a muitas outras pertencentes a livros sobre a natureza e enciclopédias desse período, estão dentro da tradição manuscrita e são dificilmente identificáveis.

Dentre os muitos fatores que contribuíram para o desenvolvimento da técnica ilustrativa no começo do século XVI, dois ocuparam lugar destacado: o primeiro foi o final da tradição manuscrita consistente em copiar os antigos desenhos e a conversão da natureza em modelo primário. Chegou-se ao convencimento de que o mais apropriado para o homem era o mundo natural e não a posteridade. O escolasticismo de São Tomás de Aquino havia preparado inadvertidamente o caminho através da separação entre o mundo natural e o sobrenatural, prevalecendo a teologia sobre a ciência natural. O segundo fator que influiu no desenvolvimento da ilustração científica para o ensino foi a lenta instauração de melhores técnicas. No começo os editores, com um critério puramente quantitativo, pensaram que com a imprensa poderiam fazer grande quantidade de reproduções de modo fácil e barato. Só mais tarde reconheceram a importância que cada ilustração fosse idêntica ao original. A capacidade para repetir exatamente reproduções pictóricas, daquilo que se observava, constituiu a característica distinta de várias disciplinas científicas, que descartaram seu apoio anterior à tradição e aceitação de uma metodologia, que foi descritiva no princípio e experimental mais tarde.

As primeiras ilustrações anatômicas impressas baseiam-se na tradição manuscrita medieval. O Fasciculus medicinae era uma coleção de textos de autores contemporâneos destinada aos médicos práticos, que alcançou muitas edições. Na primeira (1491) utilizou-se a xilografia pela primeira vez, para figuras anatômicas. As ilustrações representam corpos humanos mostrando os pontos de sangria, e linhas que unem a figura às explicações impressas nas margens. As dissecações foram desenhadas de uma forma primitiva e pouco realista.

Na Segunda edição (1493), as posições das figuras são mais naturais. Os textos de Hieronymous Brunschwig (cerca de 1450-1512) continuaram utilizando ilustrações descritivas. O capítulo final de uma obra de Johannes Peyligk (1474-1522) consiste numa breve anatomia do corpo humano como um todo, mas as onze gravuras de madeira que inclui são algo mais que representações esquemáticas posteriores dos árabes. Na Margarita philosophica de George Reisch (1467-1525), que é uma enciclopédia de todas as ciências, forma colocadas algumas inovações nas tradicionais gravuras em madeira e as vísceras abdominais são representadas de modo realista.

Além desses textos anatômicos destinados especificamente aos estudantes de medicina e aos médicos, foram impressas muitas outras páginas com figuras anatômicas, intituladas não em latim (como todas as obras para médicos), mas sim em várias línguas vulgares. Houve um grande interesse, por exemplo, na concepção e na formação do feto humano. O uso freqüente da frase "conhece-te a ti mesmo" fala da orientação filosófica e essencialmente não médica. A "Dança da Morte" chegou a ser um tema muito popular, sobretudo nos países de língua germânica, após a Peste Negra e surpreendentemente, as representações dos esqueletos e da anatomia humana dos artistas que as desenharam são melhores que as dos anatomistas.

Os artistas renascentistas do século XV se interessavam cada vez mais pelas formas humanas, e o estudo da anatomia fez parte necessária da formação dos artistas jovens, sobretudo no norte da Itália.

Leonardo da Vinci (1452-1519) foi o primeiro artista que considerou a anatomia além do ponto de vista meramente pictórico. Fez preparações que logo desenhou, das quais são conservadas mais de 750, e representam o esqueleto, os músculos, os nervos e os vasos. As ilustrações foram completadas muitas vezes com anotações do tipo fisiológico. A precisão de Leonardo é maior que a de Vesalio e sua beleza artística permanece inalterada. Sua valorização correta da curvatura da coluna vertebral ficou esquecida durante mais de cem anos. Representou corretamente a posição do fetus in utero e foi o primeiro a assinalar algumas estruturas anatômicas conhecidas. Só uns poucos contemporâneos viram seus folhetos que, sem dúvida, não foram publicados até o final do século passado.

Michelangelo Buonarotti (1475-1564) passou pelo menos vinte anos adquirindo conhecimentos anatômicos através das dissecações que praticava pessoalmente, sobretudo no convento de Santo Espírito de Florença. Posteriormente expôs a evolução a que esteve sujeito, ao considerar a anatomia pouco útil para o artista até pensar que encerrava um interesse por si mesma, ainda que sempre subordinada à arte.

Albrecht Dürer (1471-1528) escreveu obras de matemática, destilação, hidráulica e anatomia. Seu tratado sobre as proporções do corpo humano foi publicado após sua morte. Sua preocupação pela anatomia humana era inteiramente estética, derivando em último extremo um interesse pelos cânones clássicos, através dos quais podia adquirir-se a beleza.

Com a importante exceção de Leonardo, cujos desenhos não estiveram ao alcance dos anatomistas do século XVII, o artista do Renascimento era anatomista só de maneira secundária. Ainda foram feitas importantes contribuições na representação realista da forma humana (como o uso da perspectiva e do sombreado para sugerir profundidade e tridimensionalidade), e os verdadeiros avanços científicos exigiam a colaboração de anatomistas profissionais e de artistas. Quando os anatomistas puderam representar de modo realista os conhecimentos anatômicos corretos, se iniciou em toda Europa um período de intensa investigação, sobretudo no norte da Itália e no sul da Alemanha. O melhor representante deste grupo é Jacob Berengario da Capri (+1530), autor dos Commentaria super anatomica mundini (1521), que contém as primeiras ilustrações anatômicas tomadas do natural. Em 1536, Cratander publicou em Basiléia uma edição das obras de Galeno, que incluía figuras, especialmente de osteologia, feitas de um modo muito realista. A partir de uma data tão cedo como 1532, Charles Estienne preparou em Paris uma obra em que ressaltava a completa representação pictórica do corpo humano.

VESÁLIO

Uma das primeiras e mais acertada solução para uma reprodução perfeita das representações gráficas foi encontrada nas ilustrações publicadas nos tratados anatômicos de Andrés Vesálio (1514-1564), que culminou com seu De humanis corpori, fabricada em 1453, um dos livros mais importantes da história do homem. Vesálio comprovou também que não são iguais em todos os indivíduos. Relatou sua surpresa ao encontrar inúmeros erros nas obras de Galeno, e temos que ressaltar a importância de sua negativa em aceitar algo só por tê-lo encontrado nos escritos do grande médico grego. Sem dúvida, apesar de ter desmentido a existência dos orifícios que Galeno afirmava existir comunicando as cavidades cardíacas, foi de todas as maneiras um seguidor da fisiologia galênica. Foram engrandecidas as diferenças que separavam seu conhecimento anatômico do de Galeno, começando pelo próprio Vesálio.

Talvez pensasse que uma polêmica era um modo de chamar atenção. Manteve depois uma disputa acirrada com seu mestre Jacques du Bois (ou Sylvius, na forma latina), que foi um convencido galenista cuja única resposta, ante as diferenças entre algumas estruturas tal como eram vistas por Vesálio e como as havia descrito Galeno, foi que a humanidade devia tê-lo mudado durante esses dois séculos.

Vesálio tinha atribuído o traçado das primeiras figuras a um certo Fleming, mas na Fabrica não confiou em ninguém, e a identidade do artista ou artistas que colaboraram na sua obra tem sido objeto de grande controvérsia, que se acentuou ante a questão de quem é mais importante, se o artista ou o anatomista. Essa última foi uma discussão não pertinente, já que é óbvio que as ilustrações são importantes precisamente porque juntam uma combinação de arte e ciência, uma colaboração entre o artista e o anatomista. As figuras da Fabrica implicam em tantos conhecimentos anatômicos que forçosamente Vesálio devia participar na preparação dos desenhos, ainda que o grau de refinamento e do conhecimento de técnicas novas de desenho, também para os artistas do Renascimento, excluem também que fora o único responsável. Até hoje é discutido se Jan Stephan van Calcar (1499-1456/50), que fez as primeiras figuras e trabalhou no estúdio de Ticiano na vizinha Veneza, era o artista. De qualquer maneira, havia-se encontrado uma solução na busca de uma expressão pictórica adequada aos fenômenos naturais.

No século XVII foram efetuadas notáveis descobertas no campo da anatomia e da fisiologia humana. Francis Glisson (1597-1677) descreveu em detalhes o fígado, o estômago e o intestino. Apesar de seus pontos de vista sobre a biologia serem basicamente aristotélicos, teve também concepções modernas, como a que se refere aos impulsos nervosos responsáveis pelo esvaziamento da vesícula biliar.

Thomas Wharton (1614-1673) deu um grande passo ao ultrapassar a velha e comum idéia de que o cérebro era uma glândula que secretava muco (sem dúvida, continuou acreditando que as lágrimas se originavam ali). Wharton descreveu as características diferenciais das glândulas digestivas, linfáticas e sexuais. O conduto de evacuação da glândula salivar submandibular conhece-se como conduto de Wharton. Uma importante contribuição foi distinguir entre glândulas de secreção interna (chamadas hoje endócrinas), cujo produto cai no sangue, e as glândulas de secreção externa (exócrinas), que descarregam nas cavidades.

Niels Steenson, em 1611, estabeleceu a diferença entre esse tipo de glândula e os nódulos linfáticos (que recebiam o nome de glândula apesar de não fazer parte do sistema). Considerava que as lágrimas provinham do cérebro. A nova concepção dos sistemas de transporte do organismo que se obteve graças às contribuições de muitos investigadores ajudou a resolver os erros da fisiologia galênica referentes à produção de sangue.

Gasparo Aselli (1581-1626) descobriu que após a ingestão abundante de comida o peritônio e o intestino de um cachorro se cobriam de umas fibras brancas que, ao serem seccionadas, extravasavam um líquido esbranquiçado. Tratava-se dos capilares quilíferos. Até a época de Harvey se pensava que a respiração estimulava o coração para produzir espíritos vitais no ventrículo direito. Harvey, porém, demonstrou que o sangue nos pulmões mudava de venoso para arterial, mas desconhecia as bases desta transformação. A explicação da função respiratória levou muitos anos, mas durante o século XVII foram dados passos importantes para seu esclarecimento.

Robert Hook (1635-1703) demonstrou que um animal podia sobreviver também sem movimento pulmonar se inflássemos ar nos pulmões.

Richard Lower (1631-1691) foi o primeiro a realizar transfusão direta de sangue, demonstrando a diferença de cor entre o sangue arterial e o venoso, a qual se devia ao constato com o ar dos pulmões.

John Mayow (1640-1679) afirmou que a vermelhidão do sangue venoso se devia à extração de alguma substância do ar. Chegou à conclusão de que o processo respiratório não era mais que um intercâmbio de gases do ar e do sangue; este cedia o espírito nitroaéreo e ganhava os vapores produzidos pelo sangue.

Em 1664 Thomas Willis (1621-1675) publicou De Anatomi Cerebri (ilustrado por Christopher Wren e Richard Lower), sem dúvida o compêndio mais detalhado sobre o sistema nervoso. Seus estudos anatômicos ligaram seu nome ao círculo das artérias da base do cérebro, ao décimo primeiro par craniano e também a um determinado tipo de surdez. Contudo, sua obsessão em localizar no nível anatômico os processos mentais o fez chegar a conclusões equívocas; entre elas, que o cérebro controlava os movimentos do coração, pulmões, estômago e intestinos e que o corpo caloso era assunto da imaginação.

Fonte: www.educacional.com.br

Anatomia Humana

O termo anatomia (do grego anatémnein, "dissecar"), é atribuído tradicionalmente a um dos discípulos de Aristóteles, Teofrasto, que no século IV a.C. realizou as primeiras experiências para o conhecimento dos componentes isolados dos seres vivos.

A anatomia é o ramo da medicina que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados. Ela analisa, em termos descritivos, cada um dos diferentes níveis de organização dos vegetais, dos animais e do ser humano.

Subdivisões

Os componentes da matéria viva ordenam-se hierarquicamente. Assim, distinguem-se, em ordem ascendente, as organizações subcelulares, celulares, histológicas (de tecidos), orgânicas, de sistemas etc. Essa classificação, baseada no nível de organização da matéria viva, permite distinguir as três categorias de organismos que justificam a divisão da anatomia em vegetal, animal e humana. Considerando-se as várias perspectivas de investigação, tem-se diversas subdivisões de caráter didático, as mais importantes das quais são enumeradas a seguir.

A anatomia geral, ou descritiva, ocupa-se de isolar e descrever, pormenorizadamente, cada um dos componentes dos distintos sistemas anatômicos: raízes, caule, folhas e aparelho reprodutor, nos vegetais, e aparelho digestivo, respiratório, neuromuscular, genital etc., na área animal e humana.

A anatomia topográfica estuda os órgãos e sistemas que compõem uma determinada parte do corpo. Já foram elaboradas, por exemplo, detalhadas análises anatomotopográficas da cabeça, do pescoço, da região abdominal e dos membros inferiores e superiores. A principal área de aplicação desse ramo da anatomia é a cirurgia.

A anatomia patológica estuda as modificações por que passam as células, tecidos e órgãos em decorrência dos diferentes processos suscetíveis de tratamento: doenças, defeitos congênitos ou traumatismos. Esse ramo da anatomia desenvolveu-se, sobretudo, com base em autópsias. No entanto, o progresso dos métodos de observação e das técnicas de anestesia tem contribuído para que os dados fornecidos por autópsias sejam complementados por exames em seres vivos (as biópsias).

Por fim, a anatomia comparada ocupa-se do estudo dos aspectos que permitem distinguir as diversas espécies animais ou vegetais, a partir de critérios puramente morfológicos. Seus resultados possibilitam definir as unidades que constituem o reino vegetal e o animal, e proporcionam o fundamento da taxonomia, ciência da classificação dos organismos vivos. Nesse domínio, intervêm ainda inúmeros aspectos descritivos relacionados com os restos fósseis e com as características embriológicas de cada espécie.

Dados históricos

A ciência da anatomia desenvolveu-se muito lentamente. Sua história pode ser dividida em quatro períodos:

1) até a dissecção científica por Vesalius (1543);
2) até o advento da fisiologia científica com William Harvey (1628);
3) até a demonstração da unidade da vida por Charles Darwin (1859);
4) depois de Darwin.

Da antiguidade ao Renascimento

Foram os filósofos da antiguidade que, ao mesmo tempo que exerciam a "arte de curar", começaram a esboçar o estudo da anatomia. Não podendo utilizar o corpo humano para satisfazer sua curiosidade científica, visto que tal procedimento constituía então profanação religiosa, limitavam-se ao estudo das carcaças de animais domésticos e de macacos, neste último caso por serem esses animais os mais parecidos com o homem. Apesar do pouco valor científico de tais observações e descrições, tiveram o mérito de ser as primeiras a orientar de maneira científica o estudo da anatomia.

Os embalsamadores chegaram a aprender alguma coisa de anatomia ao preparar as múmias, e os cirurgiões, ao tratarem os ferimentos. O papiro de Edwin Smith (3000-2500 a.C.) contém alguns dados sobre a anatomia da cabeça e do cérebro. Já o papiro de Ebers (1600 a.C.) contém maior quantidade de informações.

Alguns trabalhos de anatomia foram atribuídos a Hipócrates, mas não há informação de que ele ou Aristóteles houvessem dissecado o corpo humano. Ambos imaginavam que o coração era a sede do intelecto. Aristóteles estudou muito os animais e foi, por assim dizer, o fundador da anatomia comparada. Por volta de 300 a.C., começou-se a estudar em Alexandria (Egito) os cadáveres de criminosos justiçados.

Foi nessa época que pontificou Herófilo, o maior dos anatomistas gregos. Antes dele a anatomia era mais especulativa do que descritiva. Dissecando o corpo humano, Herófilo dava à anatomia uma base realmente concreta. Estudou o cérebro e o reconheceu como o centro do sistema nervoso e a sede da inteligência; distinguiu os nervos motores dos sensitivos; demonstrou que a aorta e as artérias continham sangue e não ar; descreveu os vasos linfáticos do intestino.

Erasístrato, nessa época, acreditava que as artérias continham ar ou spiritus vitalis e suspeitou que os ramos terminais das artérias e veias eram ligados por tubos menores, fora dos limites da visibilidade. Foi o primeiro a afirmar que as veias, à semelhança das artérias, faziam centro no coração e não no fígado. Descreveu as válvulas do coração.

Com a morte de Herófilo e de Erasístrato, a anatomia entrou numa fase de declínio, para ressurgir no início da era cristã, com Marino, que viveu em Roma, no tempo de Nero, e com Rufo, de Éfeso, cujos estudos, a exemplo dos de seus antecessores, que não podiam trabalhar em cadáveres humanos, foram feitos em animais. Rufo descreveu o timo, o quiasma óptico, o pâncreas e as trompas uterinas. Marino não deixou escritos; suas lições se preservaram através de seu discípulo, Galeno.

Com grande habilidade, Galeno dissecava corpos humanos e de animais, escrevia e ensinava. De seus escritos, muitos se perderam, restando, entretanto, 59 publicações sobre anatomia, com destaque para De musculi dissectione (Sobre a dissecação do músculo), de clareza e precisão surpreendentes. Muito do que ele sabia sobre ossos e articulações procede de Marino. Seus livros ainda são lidos com interesse e alguns nomes por ele dados a ossos, nervos e outras partes do corpo persistem. Depois de Galeno passou-se a estudar mais nos livros do que na própria natureza. O escolasticismo medieval fez de Galeno e Aristóteles autoridades absolutas. A dialética metafísica dominava sobre a observação objetiva. Em algumas universidades foi proibida a pesquisa, sendo punidos os médicos que ousassem discordar de Galeno.

Os artistas estimularam os estudos de anatomia, pois queriam representações exatas do corpo. No Renascimento, Leonardo da Vinci, Albrecht Dürer, Michelangelo e Rafael realizaram dissecções. Leonardo começou fazendo medições dos músculos e se tornou um anatomista, chegando a realizar trinta autópsias, mais de 750 desenhos anatômicos e 120 cadernos de apontamentos sobre anatomia. Muitos dos achados de Leonardo foram confirmados por anatomistas posteriores. Seu trabalho preparou o caminho para o "restaurador da anatomia", o médico flamengo Andries van Wesel, conhecido como Andreas Vesalius, cujo grande livro sobre o assunto foi publicado 24 anos depois da morte de Leonardo.

De Vesalius a Harvey

Vesalius inicia o segundo período da evolução histórica da anatomia. Em 1533, com a idade de 19 anos, foi para a Universidade de Paris, onde estudou medicina sob a orientação do famoso Jacques Dubois, mais conhecido pela latinização de seu sobrenome, Sylvius. Colou grau em Pádua, onde se tornou famoso por sua habilidade e conhecimento de anatomia e cirurgia. Em 1537, assumiu a cadeira de cirurgia e anatomia da universidade, e foi o primeiro a receber salário como professor de anatomia, função em que se notabilizou, corrigindo os erros cometidos por Galeno. Em 1543 publicou a obra De humani corporis fabrica libri septem (Sete livros sobre a estrutura do corpo humano), que apresentava pela primeira vez, em belas e exatas ilustrações, as estruturas do corpo. Essa obra revolucionou a ciência médica da época, imprimindo-lhe enorme progresso (o departamento de anatomia da Universidade de São Paulo possui um exemplar original da primeira edição do livro).

Depois que Vesalius deixou Pádua, a cadeira de anatomia foi ocupada por cinco eminentes anatomistas. O primeiro foi seu assistente Realdo Colombo. Vieram depois Gabriello Fallopius, Hieronymus Fabricius ab Aquapendente (Geronimo Fabrizio), Giulio Casserio (Casserius) e Adrian van der Spigelius. Em Bolonha, Jacopo Berengario da Carpi contribuiu para o conhecimento do apêndice e do timo. Giulio Aranzio (Arantius) estudou o coração e Costanzo Varoli descreveu o cérebro (pons Varolii). Em Roma, Bartolomeo Eustachio (Eustachius) fez muitas descobertas. Sua fama, aliás póstuma, adveio de seus magníficos desenhos anatômicos. Foi dos primeiros a reproduzi-los em cobre e não em madeira. Na França, Jacobus Sylvius (Jacques Dubois) contribuiu para o conhecimento dos ossos da cabeça e para a reforma da nomenclatura anatômica. Na Suíça, Felix Platter escreveu magnífico trabalho sobre o olho.

Na Inglaterra, Thomas Vicary publicou, em 1548, um pequeno livro, Anatomie of the Bodie of Man (Anatomia do corpo humano), talvez o primeiro livro de anatomia em língua inglesa. William Harvey (1578-1657), depois de quatro anos com Fabricius, retornou à Inglaterra e se dedicou especialmente ao estudo da circulação. Aprendeu tudo sobre o coração, juntou os fatos, acrescentou observações e assentou os princípios da circulação do sangue, com isso revolucionando a ciência médica. Foi anatomista e fisiologista, escrevendo o livro Exercitatio anatomica de motu cordis (Exercício anatômico sobre o movimento do coração).

Chegou a afirmar que o sangue passava das ramificações arteriais para as ramificações venosas. Passou o resto de sua vida buscando identificar os capilares e, embora não os tivesse observado, previu sua existência. Quatro anos após a morte de Harvey, em 1657, Marcello Malpighi conseguiu ver pela primeira vez os capilares sangüíneos num preparado de pulmão de rã.

De Harvey a Darwin

O terceiro período, especialmente no século que sucedeu à fase de Harvey, se tornou a idade heróica da anatomia microscópica e da embriologia. Esse período se caracterizou pela fundação de sociedades científicas e filosóficas, publicações de textos, atlas, criação de museus, escolas de anatomia, etc. As investigações anatômicas foram em grande parte realizadas pelos cirurgiões. J.G. Wirsung e um colaborador descobriram o canal pancreático; O. Rudbeck, da Suécia, e T. Bartholinus, da Dinamarca, identificaram, independentemente (em 1651 e 1652, respectivamente) o sistema linfático e sua terminação nas veias do pescoço, embora as pranchas de Eustachius já os tivessem exibido.

Em meados do século XIX, a teoria de Charles Darwin, sobre a origem das espécies, revolucionou as ciências biológicas. Aristóteles e Harvey pressentiram essa descoberta; os paleontologistas e os estudiosos de anatomia comparada chegaram a colher dados prenunciadores. Mas foi preciso a inteligência e o espírito de síntese de Darwin para que se concluísse que os seres vivos estavam ligados por traços de hereditariedade.

Baseando-se em fatos anatômicos, a teoria de Darwin foi aos poucos se valorizando e acabou amplamente aceita antes do fim do século XIX. Isso uniu a anatomia humana com a dos animais e das plantas. Daí por diante as ciências biológicas descortinaram um campo imenso de investigações fundamentadas na anatomia. As pesquisas não mais se limitaram ao corpo humano. O estudo dos cromossomos em moscas e os experimentos do monge austríaco J. G. Mendel em híbridos de ervilhas trouxeram imensa contribuição ao conhecimento da hereditariedade. Os mamíferos inferiores constituíram campo fértil para o estudo dos processos vitais do homem.

A anatomia na atualidade. Durante séculos a dissecção fora perigosa. Atualmente, pode ser realizada com segurança, graças aos recursos existentes para a assepsia e preparo do cadáver. No século XX, a linha de investigação se faz no sentido de estudar no ser vivo, e não apenas no cadáver. Por meio da radioscopia (fluoroscopia), é possível observar os órgãos internos em movimento; as radiografias fixam os aspectos mais variados das estruturas superficiais e profundas. Atualmente, técnicas como os raios X, o ultra-som, a ressonância magnética e a tomografia computadorizada simplificam bastante o estudo da anatomia, permitindo a clínicos e cirurgiões observarem a máquina humana em funcionamento.

Os velhos métodos de estudo da anatomia e o equipamento singelo de antigamente já não satisfazem. Hoje estuda-se a anatomia de todas as espécies de animais, com as mais variadas técnicas, em inúmeros laboratórios universitários.

Os departamentos de pesquisa das melhores universidades dispõem de espaço e equipamento para investigações em muitos campos: anatomia microscópica (com o microscópio eletrônico), citologia (com centrífugas, aparelhos para rápida fixação em ar líquido e para irradiação de tecidos); cultura de tecidos; embriologia; fluoroscopia.

Nomenclatura anatômica

Chama-se nomenclatura anatômica ao conjunto de termos empregados para indicar e descrever as partes do organismo; é a base da linguagem anatômica.

Compreende termos que indicam a situação e a direção das partes do corpo; termos gerais, comuns a vários constituintes do corpo; e termos especiais, que denominam os diferentes constituintes do corpo.

Até o fim do século XIX não havia acordo geral sobre os termos usados na anatomia. Do primeiro esforço conjunto para criar uma terminologia anatômica padrão, realizado em Basiléia (1895), resultaria a Basle Nomina Anatomica (BNA). Com o crescente desenvolvimento dos conhecimentos anatômicos, várias propostas foram apresentadas para modificação e atualização da nomenclatura. A Nomina Anatomica aceita hoje, oficial e internacionalmente, é a de Paris, PNA, de 1955, complementada por vários congressos internacionais de anatomia. Ao lado da Nomina Anatomica existem as nomenclaturas histológica e embriológica internacionais. A nomenclatura anatômica oficial adota o latim, mas em uso corrente é traduzida para o vernáculo. A Sociedade Brasileira de Anatomia (SBA), publicou e mantém atualizada a tradução da Nomina Anatomica para o português, revista por uma comissão mista Brasil-Portugal, por decretos e determinações dos governos de ambos os países.

Os termos constantes da nomenclatura anatômica têm, em geral, origem grega, latina, árabe ou híbrida, e encontram seu fundamento na forma do órgão ou parte dele (sela túrcica do osso esfenóide, músculo deltóide, ligamento redondo); em sua situação (artéria vertebral, nervo mediano); em suas conexões (ligamento acromioclavicular, músculo intercostal), em sua função (músculo extensor dos dedos, glândula lacrimal). Outros termos, de origens as mais diversas, muitas vezes impróprios, foram consagrados pelo uso e são conservados. Os nomes dos autores que acompanham muitas designações devem ser excluídos, porque além de nada significarem morfológica ou funcionalmente, não representam, na maioria das vezes, justa homenagem histórica.

Termos gerais são habitualmente abreviados:

a. - artéria;
v. - veia;
n. - nervo;
m. - músculo;
lig. - ligamento;
gl. - glândula;
g. - gânglio.

Estudo de anatomia

O estudo, ainda que elementar, da anatomia humana, é feito em cadáveres de indivíduos adultos, considerados normais, mas deve incluir noções relativas aos fatores gerais de variação e às diferenças morfológicas decorrentes das modificações resultantes da passagem do estado de vivo ao de cadáver. Em vista da relatividade dos conhecimentos que se podem obter pela dissecação de cadáveres, a qual representa um meio e não a finalidade da anatomia, os métodos de observação têm sido aperfeiçoados e deles se vale a anatomia para conseguir dados no próprio indivíduo vivo; assim, entre outros recursos, utilizam-se os raios X, a cinerradiografia, as drogas radioativas, aparelhos elétricos registradores e, para exame de órgãos cavitários, a endoscopia.

Fatores gerais de variação em anatomia

São os seguintes os fatores gerais de variação em anatomia a considerar: idade, sexo, grupo étnico e biotipo.

Idade

Verificam-se modificações anatômicas com o progredir da idade, nos diversos períodos ou fases da vida intra e extra-uterina.

As fases de vida pré-natal ou intra-uterina são:

1) ovo ou germe, primeiras duas semanas;
2) embrião, até o fim do segundo mês;
3) feto, do terceiro ao nono mês.

Na vida pós-natal ou extra-uterina os períodos principais são os seguintes:

1) recém-nascido e período neonatal, primeira quinzena após o nascimento;
2) infância, até o fim do primeiro ano;
3) meninice, que inclui a segunda infância, entre os dois e cinco anos e a pequena puberdade, dos seis aos dez anos;
4) pré-puberdade, dos dez anos à puberdade;
5) puberdade (início de maturidade sexual), dos 12 aos 14 anos, muito variável nos seus limites e nos dois sexos;
6) pós-puberdade, da puberdade até cerca de 21 anos nas mulheres e 25 anos nos homens, passando por adolescente e jovem, sucessivamente; 7) virilidade, em que o indivíduo é adulto, atinge a maturidade, que perdura até a menopausa (castração fisiológica natural), aproximadamente aos cinqüenta anos na mulher e aos sessenta no homem;
8) velhice, até ao redor dos oitenta anos, seguido de senilidade.

Sexo

O sexo masculino e o feminino apresentam caracteres próprios, correspondentes ao dimorfismo sexual.

Grupo étnico. Compreende os grandes grupos raciais -- branco, negro e amarelo -- e os seus graus de mestiçagem, responsáveis por diferenças morfológicas externas e internas.

Biótipo

Refere-se ao tipo constitucional que existe em cada grupo racial. Há dois tipos extremos e um médio, além dos tipos intermediários. Nos tipos extremos é que melhor se notam as diferenças, quer nos caracteres morfológicos externos, quer nos internos, derivando das mesmas uma construção corpórea qualitativa e quantitativamente diversa.

Os tipos extremos são denominados:

1) longilíneo -- indivíduos esguios, magros, altos, com pescoço longo, tórax achatado anteroposteriormente e membros longos em relação ao tronco;
2) brevilíneo -- atarracados, baixos, com pescoço curto, tórax tendendo para cilíndrico e membros curtos relativamente ao tronco.

O normolíneo ou mediolíneo tem caracteres intermediários aos dois tipos extremos (éctipos). Além desses fatores de variação, existem as variações individuais, que vêm dificultar a aplicação prática dos conhecimentos anatômicos oriundos de uma descrição padrão.

Normal em anatomia

Em medicina, normal significa, de modo geral, sadio, hígido. No entanto, em anatomia, há que considerar os conceitos estatístico e idealístico. Pelo conceito idealístico, entende-se por normal o melhor para o desempenho da função, enquanto, pelo conceito estatístico, normal é o mais freqüente, ou seja, o que ocorre na maioria dos casos estudados e que serve de base para a descrição anatômica padrão. Isso significa que, embora haja uma constituição semelhante para todos os homens, existem diferenças de um indivíduo para outro, sem que seja prejudicado o bom funcionamento do organismo. Essas pequenas diferenças morfológicas, que aparecem e são encontradas em qualquer dos sistemas orgânicos, denominam-se "variações". Quando o desvio da normalidade é maior, podendo perturbar uma determinada função, denomina-se "anomalia". Por fim, se a anomalia for tão acentuada que deforme profundamente a construção do organismo, é denominada "monstruosidade", que pertence propriamente ao domínio da teratologia, isto é, ao estudo das aberrações dos seres vivos.

Divisão anatômica do corpo humano

O corpo humano é constituído fundamentalmente de cabeça, pescoço, tronco e membros. A cabeça compreende crânio e face e une-se ao tronco por meio do pescoço. No tronco consideram-se o tórax, o abdome e a pelve, com as respectivas cavidades torácica e abdominal separadas entre si por um septo muscular, o diafragma. A cavidade abdominal prolonga-se na cavidade pélvica.

Os membros, em número de quatro, dois superiores e dois inferiores, possuem uma parte radicular, cinta ou cintura do membro, pela qual se unem ao tronco, e uma parte livre. Na parte livre de cada membro superior consideram-se o braço, o antebraço e a mão, esta última com palma e dorso, e cinco dedos. Na parte livre do membro inferior consideram-se a coxa, a perna e o pé, este último com planta e dorso do pé, e cinco dedos. A parte radicular do membro superior é denominada espádua ou ombro; a do membro inferior denomina-se quadril. Na transição do braço para o antebraço há o cotovelo; do antebraço à mão, o pulso ou punho; da coxa à perna, o joelho; e da perna ao pé, o tornozelo.

Na parte posterior do pescoço, tronco e quadril, encontram-se, respectivamente, a nuca, o dorso, o lombo e a região sacrococcígea. Ladeando esta última, localizam-se as nádegas, regiões glúteas.

Planos e eixos do corpo humano

A descrição anatômica do corpo humano baseia-se no indivíduo adulto, em posição ereta, isto é, em pé ou posição ortostática, com os membros superiores estendidos, aplicados ao tronco, os inferiores justapostos, e com a face, as palmas da mão e as pontas dos pés dirigidas para a frente.

Nessa posição anatômica de descrição, o corpo humano pode ser delimitado por planos e atravessado por eixos imaginários, a saber:

1) plano longitudinal, que divide o corpo em partes direita e esquerda, sendo que, se essa divisão for mediana, em metades direita e esquerda simétricas, o plano será sagital mediano; por qualquer outro plano sagital, paralelo a esse, será um plano lateral, direito ou esquerdo;
2) plano horizontal ou transversal, que separa o corpo em partes superior e inferior; há o transversal cranial, o transversal caudal, e todos os outros a eles paralelos;
3) planos frontais, ventrais ou dorsais, isto é, anteriores ou posteriores, e a eles paralelos;
4) a cada plano corresponde um eixo, tendo-se assim, eixos sagitais, anteroposteriores; eixos longitudinais, ou verticais, súpero-inferiores; e eixos transversais, laterolaterais ou destro-sinistros.

Termos de posição em anatomia

Na descrição anatômica usam-se termos específicos para situar um órgão ou parte dele em relação a outros. Medial significa que a estrutura está mais próxima do plano sagital mediano. Lateral indica posição mais afastada do plano mediano.

Muitas vezes os termos medial e lateral também são usados para designar a posição relativa de duas estruturas: "o nervo é medial à artéria". Anterior pode significar a parte "da frente" do corpo, porém em sentido mais amplo refere-se também à posição mais próxima da frente do corpo. Do mesmo modo, posterior refere-se às costas. Proximal e distal é a porção mais próxima ou mais afastada do centro. Cranial e caudal são termos indicativos de formações superiores (mais próximas da cabeça) ou inferiores (mais próximas da região caudal). Interno e externo, superficial e profundo, são outros termos de posição muito empregados em anatomia, assim como intermédio, isto é, que tem situação intermediária a duas outras estruturas ou formações.

Fonte: biomania.com.br

Anatomia Humana

A anatomia é a ciência que estuda a estrutura de nosso corpo. É dividida em Anatomia Sistêmica (estuda o corpo em uma série de sistemas de órgãos, tais como, ósseo, articular, circulatório, etc.); Anatomia Regional (estuda as regiões do corpo como tórax, abdome, coxa, braço) e Anatomia Clínica (que enfatiza aspectos da estrutura e da função do corpo que são importantes no exercício das áreas relacionadas à saúde).

POSIÇÃO ANATÔMICA

As descrições anatômicas tendem a relacionar a estrutura com a posição anatômica, padronizando e facilitando o seu entendimento.

O indivíduo em posição anatômica:

Está em pé (posição ereta ou ortostática);
Com a cabeça voltada anteriormente e o olhar na linha do horizonte;
Tem os membros superiores pendentes ao longo do tronco, com as palmas das mãos voltadas anteriormente;
Tem os membros inferiores justapostos, com os dedos dos pés direcionados anteriormente.

TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO

Descrevem as relações das partes do nosso corpo em posição anatômica.

Anterior ou ventral: voltado ou mais próximo da fronte;
Posterior ou dorsal: voltado ou mais próximo do dorso;
Superior ou cranial: voltado ou mais próximo da cabeça;
Inferior ou podálico: voltado ou mais próximo do pé;
Medial: mais próximo do plano mediano;
Lateral: mais próximo do plano mediano;
Intermédio: entre uma estrutura lateral e outra medial;
Proximal: mais próximo do tronco ou do ponto de origem do membro;
Distal: mais distante do tronco ou do ponto de origem do membro;
Médio: entre uma estrutura proximal e outra distal;
Superficial: mais próximo da superfície;
Profundo: mais distante da superfície; • Interno: no interior de um órgão ou de uma cavidade;
Externo: externamente a um órgão ou a uma cavidade;
Ipsilateral: do mesmo lado;
Contralateral: do lado oposto.

TERMINOLOGIA USADA NA OSTEOLOGIA

Linha – margem óssea suave;
Crista – margem óssea proeminente;
Tubérculo – pequena saliência arredondada;
Tuberosidade – média saliência arredondada;
Trocanter – grande saliência arredondada;
Maléolo – saliência óssea semelhante à cabeça de um martelo;
Espinha – projeção óssea afilada;
Processo – projeção óssea;
Ramo – processo alongado;
Faceta – superfície articular lisa e tendendo a plana;
Fissura – abertura óssea em forma de fenda;
Forame – abertura óssea arredondada;
Fossa – pequena depressão óssea;
Cavidade – grande depressão óssea;
Sulco – depressão óssea estreita e alongada;
Meato – canal ósseo;
Côndilo – proeminência elíptica que se articula com outro osso;
Epicôndilo – pequena proeminência óssea situada acima do côndilo;
Cabeça – extremidade arredondada de um osso longo, geralmente separada do corpo do osso através de uma região estreitada denominada colo.

ESQUELETO AXIAL

COLUNA VERTEBRAL

Canal vertebral
Forames intervertebrais

CARACTERÍSTICAS DE UMA VÉRTEBRA TÍPICA

Corpo vertebral
Forame vertebral
Arco vertebral
Pedículo do arco vertebral
Lâmina do arco vertebral
Processo espinhoso
Processo transverso
Processo articular superior
Processo articular inferior

VÉRTEBRAS CERVICAIS (CI-CVII)

Forame transversário
ATLAS (CI)
Face articular superior
Face articular inferior
Arco anterior do atlas
Tubérculo anterior
Arco posterior do atlas
Tubérculo posterior
ÁXIS (CII)
Dente do áxis

VÉRTEBRA PROEMINENTE (CVII)

VÉRTEBRA TORÁCICA (TI-TXII)

Fóvea costal superior
Fóvea costal inferior
Fóvea costal do processo transverso

VÉRTEBRAS LOMBARES (LI-LV) SACRO (SI-SV)

Base do sacro
Promontório
Asa do sacro
Processo articular superior
Parte lateral
Face auricular
Tuberosidade do sacro
Face pélvica
Forames sacrais anteriores Face dorsal
Crista sacral mediana
Forames sacrais posteriores
Canal sacral
Hiato sacral

CÓCCIX(COI-COIV) ESQUELETO DO TÓRAX COSTELAS(I-XII)

Costelas verdadeiras (I-VII)
Costelas falsas (VIII-X)
Costelas flutuantes (XI-XII)
Cartilagem costal
Cabeça da costela
Colo da costela
Corpo da costela
Tubérculo da costela
Ângulo da costela
Sulco da costela

EXTERNO

Manúbrio do esterno
Incisura clavicular
Incisura jugular
Ângulo do esterno
Corpo do esterno
Processo xifóide

CAIXA TORÁCICA

Cavidade torácida
Abertura superior do tórax
Abertura inferior do tórax
Espaço intercostal
Ângulo infraesternal

CRÂNIO

NEUROCRÂNIO

Calvária
Lâmina externa
Díploe
Lâmina interna
Cavidade do crânio
Base interna do crânio
Fossa anterior do crânio
Fossa média do crânio
Fossa posterior do crânio
Fontículos
Fontículo anterior
Fontículo posterior
Fontículo ântero-lateral
Fontículo póstero-lateral

OSSOS

Frontal (1)
Occipital (1)
Esfenóide (1)
Etmóide (1)
Parietal (2)
Temporal (2)
Arco zigomático
Fossa temporal

VISCEROCRÂNIO

OSSOS

Nasal (2)
Lacrimal (2)
Zigomático (2)
Maxila (2)
Concha nasal inferior (2)
Palatino (2)
Vômer (1)
Mandíbula (1)
Órbita
Abertura piriforme
Parte óssea do palato duro

SEIOS PARANASAIS

Seio frontal
Seio maxilar
Seio esfenoidal
Células etmoidais

BASE INTERNA DA CAVIDADE DO CRÂNIO
FOSSAANTERIORDOCRÂNIO

Crista etmoidal
Lâmina cribriforme do etmóide
Parte orbital do frontal

FOSSA MÉDIA DO CRÂNIO

Sela turca
Fossa hipofisária
Sulco carótico
Canal óptico
Fissura orbital superior
Forame redondo
Forame oval
Forame espinhoso
Abertura interna do canal carótico
Parte petrosa do temporal (limita as fossas média e posterior)

FOSSA POSTERIOR DO CRÂNIO

Forame magno
Parte basilar
Canal do nervo hipoglosso
Protuberância occipital interna
Forame jugular
Fossa cerebelar
Meato acústico interno

BASE EXTERNA DO CRÂNIO

Protuberância occipital externa
Côndilo do occipital
Canal do nervo hipoglosso
Forame magno
Parte basilar
Processo pterigóide
Lâmina lateral
Fossa pterigóidea
Lâmina medial
Forame oval
Forame espinhoso
Abertura externa do canal carótico
Canal carótico
Processo estilóide
Forame estilomastóideo
Processo mastóide
Fossa mandibular
Meato acústico externo
Forame jugular
Fossa jugular

VISCEROCRÂNIO

Órbita
Margem supra-orbital
Margem infra-orbital
Canal lacrimonasal
Abertura piriforme
Parte óssea do septo nasal
Lâmina perpendicular do etmóide
Vômer
Conchas nasais superior, média e inferior
Forame infra-orbital
Processo alveolar da maxila
Parte óssea do palato duro
Processo patatino da maxila
Lâmina horizontal do palatino

MANDÍBULA

Corpo da mandíbula
Protuberância mentual
Forame mentual
Parte alveolar
Ramo da mandíbula
Ângulo da mandíbula
Forame da mandíbula
Processo coronóide
Incisura da mandíbula
Processo condilar

OSSÍCULOS DA AUDIÇÃO

Martelo, Bigorna e Estribo.

OSSO HIÓIDE ESQUELETO APENDICULAR

OSSOS DO MEMBRO SUPERIOR

Cíngulo do membro superior

ESCÁPULA

Margens medial, lateral e superior
Ângulo inferior
Fossa subescapular
Espinha da escápula
Fossa supra-espinal
Fossa infra-espinal
Acrômio
Cavidade glenoidal
Processo coracóide

CLAVÍCULA

Extremidade esternal
Corpo da clavícula
Extremidade acromial
Tubérculo conóide
Parte livre do membro superior

ÚMERO

Cabeça do úmero
Colo anatômico
Tubérculo maior
Tubérculo menor
Sulco intertubercular
Colo cirúrgico
Corpo do úmero
Tuberosidade do músculo deltóide
Côndilo do úmero
Tróclea do úmero
Capítulo do úmero
Fossa do olécrano
Fossa coronóidea
Epicôndilo medial
Sulco do nervo ulnar
Epicôndilo lateral

RÁDIO

Cabeça do rádio
Circunferência articular
Colo do rádio
Corpo do rádio
Tuberosidade do rádio
Processo estilóide do rádio
Tubérculo dorsal
Incisura ulnar
Face articular carpal ULNA
Olécrano
Incisura troclear
Processo coronóide
Tuberosidade da ulna
Incisura radial
Corpo da ulna
Cabeça da ulna
Processo estilóide da ulna

OSSOS CARPAIS

Fileira proximal: escafóide, semilunar, piramidal e pisiforme
Fileira distal: trapézio, trapezóide, capitato e hamato (hâmulo do hamato)

OSSOS METACARPAIS (I-V)

Base metacarpal
Corpo metacarpal
Cabeça metacarpal

OSSOS DOS DEDOS (I-V)

Falanges proximal, média e distal

OSSOS DO MEMBRO INFERIOR

Cíngulo do membro inferior

OSSO DO QUADRIL

Acetábulo
Fossa do acetábulo
Incisura do acetábulo
Face semilunar
Forame obturado
Ramo isquiopúbico
Ílio
Asa do ilío
Crista ilíaca
Tubérculo ilíaco
Espinha ilíaca ântero-superior
Espinha ilíaca ântero-inferior
Espinha ilíaca póstero-superior
Espinha ilíaca póstero-inferior
Fossa ilíaca
Linha arqueada
Face auricular
Tuberosidade ilíaca
Ísquio
Corpo do ísquio
Túber isquiático
Espinha isquiática
Incisura isquiática menor
Púbis
Corpo do púbis
Tubérculo púbico
Face sinfisial
Ramo superior do púbis
Eminência iliopúbica
Linha pectínea do púbis
Parte livre do membro inferior

FÊMUR

Cabeça do Fêmur
Fóvea da cabeça do Fêmur
Colo do fêmur
Trocanter maior
Trocanter menor
Crista intertrocantérica
Corpo do Fêmur
Linha áspera
tuberosidade glútea
Face poplítea
Côndilo medial
Epicôndilo medial
Côndilo lateral
Epicôndilo lateral
Face patelar
Fossa intercondilar

PATELA

Base da patela
Ápice da patela
Face articular

TÍBIA

Côndilo medial
Côndilo lateral
Face articular superior
Eminência intercondilar
Tubérculos intercondilares lateral e medial
Corpo da tíbia
Tuberosidade da tíbia
Margem anterior
Maléolo medial
Incisura fibular

FÍBULA

Cabeça da fíbula
Ápice da cabeça da fíbula
Colo da fíbula
Corpo da fíbula
Maléolo lateral
Face articular do maléolo lateral
Fossa do maléolo lateral

OSSOS TARSAIS

Tálus
Cabeça do tálus
Colo do tálus
Tróclea do tálus
Processo lateral do tálus
Processo posterior do tálus
Calcâneo
Tuberosidade do calcâneo
Sustentáculo do tálus
Navicular
Cuneiformes medial, intermédio e lateral
Cubóide
Tuberosidade do cubóide

OSSOS METATARSAIS (I-V)

Base metatarsal
Corpo metatarsal
Cabeça metatarsal
Tuberosidade do primeiro metatarsal
Tuberosidade do quinto metatarsal

OSSOS DOS DEDOS (I-V)

Falanges proximal, média e distal.

PELVEÓSSEA(OSSOSDOQUADRIL+SACRO+CÓCCIX)

Abertura superior da pelve
Abertura inferior da pelve
Ângulo subpúbico
Pelve maior
Pelve menor
Cavidade pélvica
Articulação sacroilíaca
Sínfise púbica

ARTICULAÇÕES (=JUNTURAS)

Prof. Amâncio Ramalho Júnior

Articulação, s.f. - denominação que se dá aos modos de união dos ossos entre si; união entre peças de um aparelho ou máquina. Juntura, s.f. - O mesmo que junção; junta; articulação; união.

O sentido da palavra articulação sugere movimento entre duas peças, porém, isso nem sempre é verdade. Assim, devemos ressaltar o significado correto da palavra, que é "união", sem pressupor que possam ocorrer deslocamentos entre os elementos relacionados.

Em anatomia, articulações ou junturas são as uniões funcionais entre os diferentes ossos do esqueleto. Vários são os tipos existentes e diferenciam-se pelo tipo de movimento que ocorre, ou não, entre os ossos unidos.

O desenvolvimento das articulações dá-se ainda no período embrionário, quando o mesoderma organiza-se em núcleos contínuos em forma de eixos ou colunas.

A partir desse momento surgem os primeiros indícios dos ossos e articulações pela condensação do mesoderma em determinados locais e formas. Esse mesoderma condrificará e posteriormente se ossificará, dando origem aos ossos.

As porções não condensadas de mesoderma indiferenciado ali interpostas podem se desenvolver em três direções dando origem a: tecidos fibrosos que não permitem movimentos, como no caso dos ossos do crânio; tecidos cartilagíneos como por exemplo na união entre os ossos púbicos, que permitem movimentos parciais e finalmente, pode também ocorrer a diferenciação em tecido frouxo com a formação de uma cavidade entre as partes, o que resultará em uma articulação com movimentos amplos.

Os tecidos circunjacentes aos núcleos mesodérmicos darão origem ao periósteo e pericôndrio e a extensão destes por sobre as extremidades desses núcleos irá formar as cápsulas articulares. A espessura dessas cápsulas não é uniforme, e os espessamentos que nela ocorrem são os elementos de reforço denominadas ligamentos.

CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES

As articulações ou junturas são classificadas de acordo com sua estrutura, amplitude de movimento e também segundo os eixos em torno dos quais esses ocorrem.

Assim, as articulações imóveis ou sinartroses, denominadas junturas fibrosas são aquelas onde o contato entre os ossos é quase direto, com interposição de fina camada de tecido conjuntivo e onde o movimento é quase inexistente.

As junturas fibrosas podem ser de três tipos: sindesmose, sutura e gonfose.

Sindesmose é a articulação na qual dois ossos são unidos por fortes ligamentos interósseos e não há superfície cartilaginosa na área de união. Exemplo: articulação tíbio-fibular distal.

Sutura é a articulação onde as margens ósseas são contíguas e separadas por uma delgada camada de tecido fibroso.

Esse tipo de articulação só é encontrado no crânio e pode ser de três tipos: Sutura serrátil, quando as margens dos ossos são encaixadas e unidas por uma série de saliências e reentrâncias em forma de serra,como observado entre os ossos parietais; sutura escamosa, formada pela sobreposição de dois ossos contíguos, como entre o temporal e o parietal e sutura plana onde duas superfícies ósseas contiguas se apõem como entre as partes horizontais dos ossos palatinos ou entre os maxilares.

Gonfose é a articulação de um processo cônico em uma cavidade e só é observada nas articulações entre as raízes dos dentes e os alvéolos da mandíbula e da maxila.

As articulações com pequeno ou limitado grau de movimento, denominadas anfiartroses são as junturas cartilagíneas, onde as uniões entre as superfícies ósseas contíguas são feitas por cartilagem. Os tipos existentes são a sínfise e a sincondrose. Sínfise é a união por discos fibrocartilaginosos achatados cuja estrutura pode ser complexa. São observadas entre cada dois corpos vertebrais e entre os dois ossos púbicos.

Sincondroses são formas temporárias de articulação, uma vez que na idade adulta a cartilagem é convertida em osso. São encontradas nas extremidades dos ossos longos entre as epífises e metáfises e também entre os ossos esfenóide e occipital, na base do crânio.

Sutura é a articulação onde as margens ósseas são contíguas e separadaspor uma delgada camada de tecido fibroso.

Esse tipo de articulação só é encontrado nocrânio e pode ser de três tipos: Sutura serrátil, quando as margens dos ossos sãoencaixadas e unidas por uma série de saliências e reentrâncias em forma de serra,comoobservado entre os ossos parietais; sutura escamosa, formada pela sobreposição de doisossos contíguos, como entre o temporal e o parietal e sutura plana onde duas superfíciesósseas contiguas se apõem como entre as partes horizontais dos ossos palatinos ou entre osmaxilares.Gonfose é a articulação de um processo cônico em uma cavidade e só éobservada nas articulações entre as raízes dos dentes e os alvéolos da mandíbula e damaxila.As articulações com pequeno ou limitado grau de movimento, denominadasanfiartroses são as junturas cartilagíneas, onde as uniões entre as superfícies ósseascontíguas são feitas por cartilagem. Os tipos existentes são a sínfise e a sincondrose.

Sínfise é a união por discos fibrocartilaginosos achatados cuja estruturapode ser complexa. São observadas entre cada dois corpos vertebrais e entre os dois ossospúbicos.Sincondroses são formas temporárias de articulação, uma vez que na idadeadulta a cartilagem é convertida em osso. São encontradas nas extremidades dos ossoslongos entre as epífises e metáfises e também entre os ossos esfenóide e occipital, na basedo crânio.

O tipo de articulação mais frequente no corpo humano são as diartroses oujunturas sinoviais, que possuem movimentos amplos. Nesse tipo de articulação asextremidades ósseas são revestidas por cartilagem hialina e a união é feita por uma cápsulafibrosa revestida internamente pela membrana sinovial que produz o líquido de mesmonome que nutre e lubrifica a articulação. Espessamentos dessa cápsula, que a reforçam, sãoos ligamentos extra-articulares. Em algumas articulações, além dos ligamentos extra-articulares, existem também ligamentos intra-articulares, elementos diferenciados, quesão revestidas por membrana sinovial e participam dos mecanismos de limitação e orientação dos movimentos, como exemplo podemos citar os ligamentos cruzados dojoelho. Nesse tipo de articulação também podem estar presentes discos ou meniscosarticulares, estruturas fibrocartilaginosas unidas em sua periferia com a cápsula articularcujas superfícies livres não são revestidas por membrana sinovial; um exemplo desse tipode articulação é a que existe entre o fêmur e a tíbia no joelho.

O tipo de movimento permitido nesse tipo de articulação é o que asclassifica, considerando-se principalmente o eixo em torno do qual esse ocorre.Das uniaxiais, onde o movimento se faz em torno de um único eixo temos otipo gínglimo ou dobradiça onde esse eixo geralmente é transverso e o deslocamento sedá em um único plano. Nessas articulações é frequente a presença de fortes ligamentoscolaterais. Exemplo: Interfalângicas e Úmero-ulnar. A Femoro-tibial do joelho é citadapor alguns autores como gínglimo, no entanto isso é discutível, uma vez que durante o seumovimento, além da flexão e extensão, também ocorrem movimentos de rotação oulateralização.Também uniaxiais são as articulações tipo pivô ou trocóide onde omovimento é exclusivamente de rotação e ocorre em torno do eixo longitudinal. Nessasarticulações existe um anel formado em parte por ligamento e parte pela superfície ósseacontígua; o pivô é o processo ou extremidade óssea que roda dentro do anel.

Como exemplo temos a articulação rádio-ulnar proximal e entre o dente do axis com o atlas.As articulações biaxiais, (movimentos em torno de dois eixos), podem serdos tipos elipsóides, condilares e selares. Nas elipsóides uma superfície articular ovóide érecebida em uma cavidade elíptica, permitindo os movimentos de flexo-extensão eabdução-adução sem rotação axial, cujo movimento combinado é denominadocircundução. Como exemplo temos as articulações rádio cárpica e metacarpo-falangeanas.As articulações condilares são aquelas nas quais duas superfícies convexas ou semi-esféricas deslizam sobre outra superfície. Como exemplo temos o joelho e a temporo-mandibular São consideradas selares as articulações em que as extremidades ósseasapostas são reciprocamente concavo-convexas, também com movimentos de flexo-extensão e adução-abdução sem rotação axial. O exemplo típico é a articulação entre otrapézio e o I metacarpo.Quando os movimentos ocorrem em torno de três eixos permitindo a flexão-extensão, adução-abdução e rotações axiais temos as articulações triaxiais ou esferóides,também denominadas enartroses. É formada por uma cabeça esférica com uma cavidadeem taça. Os melhores exemplos são as articulações do quadril e do ombro Articulações planas são junturas sinoviais, também denominadas artródiasou deslizantes, que só permitem o deslizamento entre as superfícies envolvidas. Essas sãoplanas ou ligeiramente convexas e a amplitude do movimento é controlada pelosligamentos ou processos ósseos dispostos ao seu redor. Estão presentes entre os processosarticulares das vértebras, no carpo e no tarso.

TERMOS DE MOVIMENTO

Flexão: realizado no plano sagital e ao redor do eixo transversal, reduz o ângulo entre duas partes do corpo;
Extensão:
realizado no plano sagital e ao redor do eixo transversal, retorno da flexãoou aumenta o ângulo entre duas partes do corpo;
Abdução:
realizado no plano coronal e ao redor do eixo sagital, afasta parte do corpo do plano mediano ou aumenta o ângulo entre duas partes do corpo.
Adução:
realizado no plano coronal e ao redor do eixo sagital, aproxima parte do corpo do plano mediano ou diminui o ângulo entre duas partes do corpo.
Rotação:
girar em torno do próprio eixo, ou seja, realizado ao redor do eixo longitudinal, podendo ser, lateral ou medial;
Supinação:
movimento de rotação do antebraço com o rádio girando lateralmente ao redor de seu próprio eixo; o dorso da mão fica voltado posteriormente e a palma anteriormente (posição anatômica);
Pronação:
movimento de rotação do antebraço com o rádio girando medialmente ao redor de seu próprio eixo; o dorso da mão fica voltado anteriormente e a palma posteriormente;
Eversão
: movimento realizado na articulação talocalcânea, afastando a planta do pédo plano mediano;
Inversão:
movimento realizado na articulação talocalcânea, aproximando a planta do pé do plano mediano;
Oposição ou oponência:
dirigir a polpa do polegar (primeiro dedo) em direção à polpa do dedo mínimo (quinto dedo);
Reposição:
é o retorno do polegar à posição anatômica;.
Elevação:
levantar uma parte do corpo;
Depressão (abaixamento):
abaixar uma parte do corpo;
Protrusão
: movimento realizado para frente
Retrusão:
movimento realizado para trás;
Circundução:
movimento circular combinado (flexão-abdução-extensão-adução) que descreve um cone cujo ápice é o centro da articulação

ARTICULAÇÕES

ARTICULAÇÕES DA COLUNA VERTEBRAL

ARTICULAÇÕES FIBROSAS – TIPO SINDESMOSE

Ligamento longitudinal anterior
Ligamento longitudinal posterior
Ligamento supra-espinal
Ligamentos interespinais
Ligamentos intertransversários
Ligamentos amarelos (entre as lâminas vertebrais)Ligamento nucal (ver no Atlas)

ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS

Sínfise intervertebral
Discos intervertebraisAnel fibrosoNúcleo pulposo

ARTICULAÇÕES SINOVIAIS

Articulação atlantoaxial mediana (Tipo trocóide)
Ligamento transverso do atlas
Articulações entre os processos articulares (Tipo plana)
Articulação lombossacral (Tipo plana)
Ligamento iliolombar

ARTICULAÇÕES DO TÓRAX

Articulação costovertebral (entre a cabeça da costela e corpo da vértebra)
Articulação costotransversária (entre o tubérculo da costela e processotransverso)
Articulações esternocostais (entre o esterno e cartilagens costais)
Articulações costocondrais (entre as costelas e cartilagens costais)
Sincondrose manubriesternalSínfise xifosternal

ARTICULAÇÕES DO CRÂNIOARTICULAÇÕES FIBROSAS

Sutura coronal (tipo serrátil)
Sutura sagital (tipo serrátil)
Sutura lambdóidea (tipo serrátil)
Sutura escamosa(tipo escamosa)
Sutura frontonasal (tipo plana)
Sutura internasal(tipo plana)
Sutura intermaxilar (tipo plana)
Sutura palatina mediana(tipo plana)
Sutura palatina transversa (tipo plana)

ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS

Sincondrose esfenoccipital
Sincondroses intraoccipitais

ARTICULAÇÕES SINOVIAIS DO CRÂNIO

Articulação temporomandibular (=ATM)Articulação atlantoccipital

ARTICULAÇÕES DO MEMBRO SUPERIOR

ARTICULAÇÕES DO CÍNGULO DO MEMBRO SUPERIOR

Ligamento coracoacromial (art. fibrosa – tipo sindesmose)
Articulação acromioclavicular (Art. sinovial plana)
Ligamento acromioclavicular
Ligamento coracoclavicular
Articulação esternoclavicular (Art. sinovial selar)

ARTICULAÇÕES DA PARTE LIVRE DO MEMBRO SUPERIOR

Articulação do ombro (Art. sinovial esferóide)
Cápsula articular
Ligamentos glenoumerais
Ligamento coracoumeral
Lábio glenoidal
Articulação do cotovelo (Art. sinovial gínglimo)
Articulação umeroulnar
Articulação umerorradial
Cápsula articular
Ligamento colateral da ulna
Ligamento colateral do rádio
Articulação radiulnar proximal (Art. sinovial trocóide)
Ligamento anular do rádio
Membrana interóssea do antebraço (Art. fibrosa – sindesmose)
Articulação radiulnar distal (Art. sinovial plana)
Articulação radiocarpal (Art. sinovial elipsóide)
Ligamento colateral ulnar do carpoLigamento colateral radial do carpo
Articulação carpometacarpal do polegar (Art. sinovial selar)
Articulações metacarpofalângicas (Arts. sinoviais elipsóide)
Articulações interfalângicas da mão (Arts. sinoviais gínglimo)

ARTICULAÇÕES DO MEMBRO INFERIOR

ARTICULAÇÕES DO CÍNGULO DO MEMBRO INFERIOR

Sínfise púbica (Art. cartilagínea – sínfise)
Articulação sacroilíaca (Art. sinovial plana)
Ligamento sacroilíaco anterior
Ligamento sacroilíaco posterior
Ligamento sacrotuberal
Ligamento sacroespinal
Forame isquiático maior
Forame isquiático menor

ARTICULAÇÕES DA PARTE LIVRE DO MEMBRO INFERIOR

Articulação do quadril (Art. sinovial esferóide)
Cápsula articularLigamento iliofemoral
Ligamento isquiofemoral
Ligamento pubofemoral
Ligamento da cabeça do Fêmur
Lábio do acetábuloArticulação do joelho (Art. sinovial condilar)
Menisco lateral
Ligamento meniscofemoral posterior
Menisco medialLigamento cruzado anterior
Ligamento cruzado posterior
Ligamento colateral fibular
Ligamento colateral tibial
Ligamento da patela
Corpo adiposo infrapatelar
Articulação tibiofibular (Art. sinovial plana)
Membrana interóssea da perna (Art. fibrosa – sindesmose)
Sindesmose tibiofibular (Art. fibrosa - sindesmose)
Ligamento tibiofibular anterior
Ligamento tibiofibular posterior
Articulação talocrural (=Tornozelo) (Art. sinovial gínglimo)
Ligamento colateral medial Parte tibionavicular
Parte tibiotalar anterior
Parte tibiocalcânea
Parte tibiotalar posterior
Ligamento colateral lateral
Ligamento talofibular anterior
Ligamento talofibular posterior
Ligamento calcaneofibular
Articulação talocalcânea (Art. sinovial plana)
Articulações interfalângicas do pé (Arts. sinoviais gínglimo)

MÚSCULOS DO MEMBRO SUPERIOR

Músculos do Ombro

M. deltóide partes clavicular, acromial e espinal
M. supra-espinal* M. infra-espinal*
M. redondo maior M. redondo menor*
M. subescapular*
* Estes músculos são considerados como participantes do “Manguito rotador”.
Músculos do braço

Compartimento anterior do braço

M. bíceps braquial
Cabeça longa
Cabeça curta
M. braquial
M. coracobraquial

Compartimento Posterior do braço

M. tríceps braquial
Cabeça longa
Cabeça lateral
Cabeça medial
M. ancôneo

Músculos do Antebraço

Compartimento Anterior do antebraço
Músculos Superficiais
M. pronador redondo
M. flexor radial do carpo
M. palmar longoM. flexor ulnar do carpo
M. flexor superficial dos dedos
Músculos Profundos
M. flexor profundo dos dedos
M. flexor longo do polegar
M. pronador quadrado

Compartimento Posterior do antebraço

Músculos Superficiais

M. braquiorradial
M. extensor radial longo do carpo
M. extensor radial curto do carpo
M. extensor dos dedos
M. extensor do dedo mínimo
M. extensor ulnar do carpo

Músculos Profundos

M. supinador
M. abdutor longo do polegar
M. extensor curto do polegar
M. extensor longo do polegar
M. extensor do indicador
Músculos da Mão
M. palmar curto**
Mm. interósseos palmares
Mm. interósseos dorsais
Mm. lumbricais
** Músculo superficial, situado na tela subcutânea da região hipotenar.

Região Tenar

M. abdutor curto do polegar
M. flexor curto do polegar
M. oponente do polegar
M. adutor do polegarRegião Hipotenar
M. abdutor do dedo mínimo
M. flexor curto do dedo mínimo
M. oponente do dedo mínimo
Retináculo dos músculos flexores
Retináculo dos músculos extensores
Aponeurose palmar
Túnel do carpo

Fonte: www.unifesp.br

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