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Anelídeos

 

Vermes segmentados compõem o Filo Annelida.

O filo inclui minhocas e seus familiares, sanguessugas, e um grande número de vermes marinhos na sua maioria conhecidos como poliquetas.

Várias espécies de poliquetas são conhecidos como lugworms, vermes, moluscos, vermes bristleworms fogo, ratos do mar.

Anelídeos pode ser contada por seus corpos segmentados.

Poliquetas (que significa "muitas cerdas") têm, previsivelmente, muitas cerdas no corpo, enquanto as minhocas e sanguessugas têm menos cerdas.

Existem cerca de 9000 espécies de anelídeos conhecidas hoje.

Alguns são parasitas, como as sanguessugas; outros filtram a alimentação presa em outros invertebrados. No entanto, provavelmente o papel ecológico mais significativo desempenhado por anelídeos é reformulação de solos e sedimentos. Muitos poliquetas e oligoquetas são escavadores que refazem constantemente o sedimento através do qual eles se enterrar.

POSIÇÃO SISTEMÁTICA

Reino: Animalia

Sub reino: Metazoa

Filo Annelida

Classe Polychaeta
Classe Oligochaeta
Classe Hirudinea

Número de espécies no mundo:

10.000 (Polychaeta)
300* (Oligochaeta) marinhos
60* (Hirudinea) marinhos

No Brasil: 800 (Polychaeta)
11 (Oligochaeta)
4 (Hirudinea)

Os anelídeos são animais vermiformes, caracterizados por apresentarem uma nítida segmentação ou metamerização externa e interna, incluindo músculos, nervos, órgãos circulatórios, excretores e reprodutores.

A metamerização é tipicamente homônima, apenas os dois primeiros e últimos segmentos aparecem com estruturas diferenciadas, os restantes são todos iguais.

Ocorrem na água doce, salgada e solo úmido; podendo ser de vida livre, habitando galerias ou tubos. Também podem ser ectoparasitas de vertebrados. Como estrutura de locomoção apresentam cerdas (eixos quitinosos denominados parapódios). A epiderme é constituída por epitélio simples, cilíndrico contendo células glandulares e sensoriais. Recobrindo-a encontramos uma cutícula permeável e não quitinosa.

Logo abaixo da epiderme aparecem duas camadas de células musculares: uma externa circular e outra interna longitudinal. Os anelídeos são os primeiros animais a apresentarem CELOMA.

NUTRIÇÃO E DIGESTÃO

O sistema digestivo é completo e apresenta forma tubular. Os poliquetos são carnívoros e possuem mandíbulas para a captura de alimentos, que muitas vezes são outros poliquetos.

As minhocas nutrem-se de vegetais em decomposição no solo. Apresentam tiflossolis (prega intestinal) que tem como função, aumentar a área de absorção do intestino. As sanguessuga possuem ventosas por onde sugam o sangue de vertebrados, sendo ainda necrófagas e predadoras de minhocas.

SISTEMA CIRCULATÓRIO

Consiste de uma série de tubos ou vasos sangüíneos (sistema circulatório fechado). O sangue é bombeado através de vasos sangüíneos para outros órgãos do corpo por cinco pares de arcos aorticos ou corações. O sangue é constituído por placas que contém amebócitos livres e hemoglobina dissolvida.

SISTEMA RESPIRATÓRIO

A respiração pode ser por meio de brânquias em alguns habitantes de tubos, ou pela epiderme onde o oxigênio penetra e é transportado pelo sangue para outras partes do corpo. De maneira semelhante o dióxido de carbono e é eliminado através da cutícula.

SISTEMA EXCRETOR

É constituído por unidades denominadas nefrídeos, que removem excretas do celoma e corrente sangüínea diretamente para o exterior. Cada segmento ou metâmero possui um par de nefrideos.

SISTEMA NERVOSO

(Do tipo gânglionar) em cada metâmero aparece um par de gânglio ligados entre si por uma comissura, e, com os metâmeros adjacentes, através de conectivos.

Os dois gânglios do primeiro metâmero são mais desenvolvidos e constituem o cérebro; os demais gânglios aparecem dispostos centralmente, formando a cadeia nervosa central. Como elementos sensoriais aparecem células e órgãos sensitivos para o tato paladar e percepção de luz.

REPRODUÇÃO

Apresentam seres dióicos com os sexos separados e desenvolvimento indireto nas classes Archiannelida e Polychaeta, ou seres hermafrodita com desenvolvimento nas classes Oligochaeta e Hirudina.

A evolução indireta é feita através da larva Trocófora . Em geral os anelídeos possuem alta capacidade de regeneração .

CLASSIFICAÇÃO

PHYLUM ANNELIDA

CLASSE ARCHIANNELIDA

Inclui pequenos verme que vivem ao longo das praias marinhas. Possuem o corpo cilíndrico com segmentação externa pouco nítida; geralmente não apresentam parapódios, nem clitelo.

No prostômio encontramos um par de tentáculos, palpos e olhos. São pequenos e geralmente dióicos, possuindo numerosas gônadas. A fecundação é externa e o desenvolvimento é indireto, apresentando uma larva denominada TROCÓFORA que tem a forma de um pião. Como característica da classe pode ser citada o sistema nervoso, que é formado por um cordão ventral simples ou duplo, mas possui gânglios.

Poligordius e Chaetogordius são os gêneros mais conhecidos.

CLASSE POLYCHAETA

São verme marinhos distintamente segmentados, apresentando na porção anterior do corpo uma cabeça nítida com apêndice sensitivo (tentáculos), e ao longo dos metâmeros numerosas cerdas implantadas em um par de parapódios laterais.

Os sexos são separados, com fecundação externa fundindo-se óvulos e espermatozóides na água do mar. A evolução é indireta com um estágio larval trocóforo de natação livre .

Neanthes (Nereis) virens é o principal representante, chegando á atingir até 45 cm de comprimento. Vivem embaixo de pedras, próximo a linha da maré baixa.

Alguns poliquetas podem também viver em buracos temporários ou em tubos permanentes secretados pelo próprio animal. Caranguejos comensais são freqüentemente encontrados habitando esses tubos.
Alguns poliquetas podem também viver em buracos temporários ou em tubos permanentes secretados pelo próprio animal.
Caranguejos comensais são freqüentemente encontrados habitando esses tubos.

Morfologia Interna

Morfologia dos Anelídeos

CLASSE HIRUDINEA

São vermes de água doce, mais conhecidos como sanguessugas. Vivem principalmente em brejos, sendo ectoparasitas hematófagos ocasionalmente do homem e dos animais domésticos

Na medicina foram antigamente usados para pequenas sangrias pois contém um anticoagulante nas glândulas salivares, produzindo assim hemorragias de difícil hemóstase.

O animal apresenta o corpo alongado ou oval é geralmente achatado dorsoventralmente. Nas duas extremidades do corpo notam-se as ventosas, a posterior é maior e arredondada. Locomovem-se por movimentos sinuosos do corpo como uma lagarta-mede-palmos, isto é, ela fixa-se pela ventosa posterior, distende o corpo no máximo, fixando a ventosa anterior, deslocando a posterior, aproximando-a e fixando-a logo atrás da anterior, repetindo-se seguidamente o processo.

Exp. Hirudo medicinais

Exp. Hirudo medicinais

Observação

As sanguessugas possuem uma enzima salivar denominada hirudina que impede a coagulação do sangue, podendo este, ser conservado no papo do animal por mais de três meses, sendo lentamente absorvido de acordo com as necessidades alimentares.

CLASSE OLIGOCHAETA

Minhoca
Minhoca

A minhoca ( Pheretima hawayana ) é o exemplo mais conhecido, e apresenta as seguintes características externa:

Possui corpo cilíndrico e alongado, afilando nas extremidades.
Lado dorsal, normalmente mais exposto.
Apresenta cor de tonalidade marrom, com reflexos violeta.
No lado ventral apresenta cor mais clara, chegando a tonalidade semelhante ao branco leitoso.
Corpo de aparência segmentada (pequenos anéis, o adulto pode apresentar de 88 a 97 segmentos), varia de acordo com a idade.
Apresenta zona de crescimento próximo da extremidade posterior.
Não apresenta cabeça diferenciada.
No primeiro seguimento encontramos ventralmente a boca, protegida por pequeno lóbulo denominado PROSTÔMIO.
No ultimo seguimento encontramos o orifício retal, em forma de fenda vertical.

Em animais sexualmente maduros, os segmentos XIV à XVI espessa-se devido ao desenvolvimento de células glandulares em sua parede, formando um anel mais claro, o CLITELO, que é responsável pela formação do casulo que envolve os ovos.

Baseado no clitelo podemos distinguir três regiões no corpo da minhoca:

Região clitelar

No meio de cada segmento, exceto no primeiro e último, encontramos uma série de pequenos espinhos voltados para trás, são as cerdas, que desempenham importante função locomotora.

Além do orifício retal e da boca, o corpo apresenta as seguintes aberturas:

Aberturas genitais masculinas - são duas, situadas logo após o clitelo, na face ventro-lateral do segmento XVIII. Um grupo de duas a três papilas copuladoras ou genitais que são responsáveis pela fixação dos indivíduos no momento da cópula.

Abertura genital feminina

É um pequeno orifício situado na face ventral do clitelo, logo após sua margem anterior, na altura do segmento XIV.

Poro dorsal

É uma série de pequenas aberturas nos sulcos intersegmentares, ligado a cavidade do corpo com o meio externo, iniciam-se nos sulcos 10 e 11 e vão até o ultimo segmento.

Nefrideóporos

São pequenas aberturas localizadas lateralmente na maioria dos segmentos e que tem como função excretar.

ANATOMIA INTERNA

Parede corpórea

Constituída pelo músculo dermático. A epiderme, é recoberta por delgada cutícula, representada por um epitélio simples cilíndrico onde aparecem:

Células glandulares, secretando muco;
Células fotoreceptoras;
Células sensoriais.

A epiderme assenta sobre a membrana basal, baixo da qual dispõem-se uma delgada camada muscular circular e outra longitudinal, bem mais espessa.

Cavidade do corpo

Entre o trato digestivo e a parede do corpo existe um amplo celoma que é preenchido pelo líquido celômico que age com um esqueleto hidrostático, baseado no fato de que o líquido celômico ser incompreensível; do que resulta que a contração de qualquer músculo provoca a deformação de outros. Podemos comparar com um tubo de borracha cheio de água e fechado nas duas pontas, fazendo pressão de um lado, o outro se distende.

Através dos poros dorsais o fluído celômico pode passar para o meio externo, indo umedecer a superfície do corpo, dando assim condições favoráveis para as trocas respiratórias.

Sistema Digestivo

Compreende uma boca ventral, uma cavidade bucal, faringe, esôfago, moela, intestino, cecos intestinais e reto.

Após os cecos, a parede dorsal do intestino se invagina formando uma prega denominada tiflossole, que tem como função aumentar a superfície de secreção e absorção. O conteúdo intestinal consiste essencialmente de terra e resíduos vegetais que lhes servem de alimento, juntamente com outros pequenos organismos do solo.

Minhoca
Minhoca

Sistema Circulatório

O sangue é contido dentro de vasos fechados, e por isso é chamado sistema circulatório fechado.

Em outros animais como insetos e crustáceos, o sangue banha livremente os órgãos internos, sendo nesse caso o sistema chamado: Sistema circulatório aberto.

Nas minhocas o sistema circulatório consta de:

Um vaso dorsal, no qual o sangue corre de trás para frente, este vaso acompanha o sistema digestivo em toda a sua extensão.
Corações laterais, representados por quatro vasos contrácteis que envolvem o esôfago e conduzem o sangue do vaso dorsal ao ventral.
Vaso ventral, localizado abaixo do intestino, que leva o sangue para trás e funciona como o principal canal distribuidor, suprindo de sangue o intestino, os nefrídeos e a parede do corpo.
O sangue da minhoca é vermelho devido a presença de pigmento conhecido como hemoglobina que ao contrário dos vertebrados acha-se dissolvido no plasma, enquanto que as células nele existente são incolor e anucleadas.

Sistema excretor

Em cada seguimento, exceto nos dois primeiros, encontramos estruturas denominadas nefrídeos, que tem como função retirar metabólicos nitrogenados do celoma e do sangue, excretando-os através do poro excretor.

Os resíduos nitrogenados são concentrados em forma de uréia ou amônia e, eliminados para o exterior através de nefridióporos.

Sistema nervoso

É idênticos ao dos poliquetos. Como elementos sensoriais encontramos células sensitivas e fotoreceptoras.

Sistema reprodutor

As minhocas são hermafroditas, isto é, apresentam órgãos masculinos e femininos no mesmo indivíduos.

O sistema reprodutor masculino inclui: 2 pares de testículos, 2 pares de funis espermáticos, 2 dutos diferentes, um duto diferente ou espermioduto, um poro masculino e duas vesículas seminais.

O sistema reprodutor inclui:

Dois ovários.
Dois funis ovulares.
Dois ovidutos.
Dois pares de espermateca, onde os espermatozóides são armazenados.

Reprodução

O acasalamento ocorre a noite e pode durar varias horas .Os dois vermes colocam-se ventre a ventre em posição inversa, isto é a extremidade anterior de um, oposta a do outro. Cada um dos poros masculinos nos dois animais eleva-se formando uma papila genital temporária muito saliente, que o animal ajusta no orifício da espermateca do conjugante. Assim os espermatozóides de um verme penetram diretamente na espermateca do outro.

Os ovos são postos em grupos, envolvidos por um casulo que lembra um pequeno fuso de cor amarela. O casulo forma-se ao redor do clitelo por secreção de suas glândulas que exposta ao ar endurece paulatinamente. No seu interior são depositados os óvulos pelo oviduto que se abre na região do próprio clitelo, e ao passar pelas espermatecas recebe espermatozóide que vão fecundar os óvulos.

Anelídeos

A medida que o verme retrai do tubo, o casulo fecha as duas extremidades ao se libertar do corpo do verme e é depositado em terra úmida.

As minhocas tem grande importância econômica para homem.

A medida que ela cava através do solo, forma galerias na s quais maior a aeração e drenagem . Isso permite que ocorra atividades químicas no solo em ritmo mais que de outra forma. Além disso as minhocas comem terra que por ser muito dura não pode ser empurrada para os lados.

A medida que aterra passa pelo sistema digestivo do verme, vários materiais são digeridos ou decompostos em forma s mais simples. Pelas suas varias atividades no solo, a minhoca apressa a decomposição de matéria morta, aumentando assim sua fertilidade.

Exemplo de Olichogaetas:

Pheretima hawayana - minhoca comum de jardim (10 cm de comprimento).
Glossoscolex paulistus -
minhocaçu, freqüentemente chamado de cobra (um metro de comprimento) .
Lumbricus terrestris -
minhoca grande da Europa e leste da América do norte, pode atingir 30 cm de comprimento.

Fonte: www.consulteme.com

Anelídeos

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Animais vermiformes, cujo corpo é composto por segmentos ou metâmeros, semelhantes entre si, em forma de anel, exceção feita aos dois primeiros e ao último segmento, denominados respectivamente de prostômio, peristômio e pigídeo;
São triblásticos, com simetria bilateral e a segmentação é tipicamente homônoma;
A epiderme é um epitélio simples, com células sensoriais, glândulas mucosas e recoberto por uma cutícula permeável;
Logo abaixo da epiderme encontra-se a musculatura principal do corpo, composta de uma camada externa circular e uma interna longitudinal, constituindo o tubo músculo-dermático, o que forma a parede corpórea;
Apresentam uma cavidade geral secundária espaçosa, o celoma, dividido por septos transversais e longitudinais;
O sistema digestivo é do tipo completo, tubuloso e retilíneo;
O sistema circulatório é do tipo fechado, independente do celoma, consistindo principalmente em dois vasos sangüíneos longitudinais, colocados dorsal e ventralmente em relação ao tubo digestivo;
A respiração é cutânea;
A excreção é feita por nefrídeos, dispostos em um par por segmento;
O sistema nervoso é ganglionar;
Podem ser aquáticos, marinhos ou de água doce e terrestres, vivendo em lugares úmidos, debaixo de folhas, ou escavando galerias no solo, onde passam a viver;
Em relação à reprodução, são monóicos ou dióicos, com ou sem clitelo; a reprodução sexuada ocorre com freqüência por fecundação cruzada; o desenvolvimento pode ser direto ou indireto com larva trocófora. Há reprodução assexuada por brotamento ou regeneração.

Sistemática

O filo Annelida é constituído aproximadamente de 8.700 espécies, agrupados em 3 classes: Polychaeta, Oligochaeta e Hirundinea.

Classe 1

Poliquetos

Possuem corpo com metamerização externa e interna bem nítida. Cabeça distinta do corpo, sexos separados, com fecundação externa e desenvolvimento indireto. São quase exclusivamente marinhos.

Ordem 1

Errantia (vida livre e brânquias nos parapódios. Ex.: Eunice sp e Nereis sp)

Ordem 2

Sedentaria (fixos, em tubos calcáreos ou em escavações na areia; possuem brânquias na cabeça. Ex.: Arenicola e Sabellaria)

Classe 2

Oligoquetos

Animais de corpo alongado, cilíndrico, com segmentações externa e interna bem nítida; cabeça não distinta do corpo, raras cerdas implantadas diretamente na cutícula, não possuem parapódios, têm respiração cutânea, hermafroditas com clitelo e sem larvas. Ex.:Lumbricus terrestris, Pheretima hawaiana, Glossoscolex giganteus.

Classe 3

Hirudíneos

Formada por indivíduos com o corpo de forma achatada e segmentada, porém, a segmentação externa não corresponde à segmentação interna. Cabeça não distinta do corpo, ausência de cerdas, tentáculos e parapódios. Possuem duas ventosas e têm o celoma obliterado, são hermafroditas com clitelo.

Ex.: Hirudo medicinalis.

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com

Anelídeos

Como o próprio nome já sugere, são animais com o corpo todos segmentados, isto é, dividido em anéis. Na maioria dos anelídeos, observamos grossos fios de quitina que são chamados de cerdas. Estas se apresentam em feixes ou isoladas e são usadas para auxiliar na locomoção. São animais que vivem em ambientes úmidos ou aquáticos, pois precisam manter a pele sempre umedecida. Apresentam respiração cutânea, isto é, pela pele.

As principais classes de anelídeos são:

Oligoquetos: animais detritívoros que compõe o húmus. Escavam galerias e canais buscando alimento (restos vegetais) e abrigo. Têm a pele revestida de muco, são viscosas, pois fazem respiração cutânea, este auxilia o seu deslocamento e as protege de doenças. Sua reprodução se dá por fecundação cruzada e são hermafroditas. Ex: minhoca.
Poliquetos:
marinhos, ficam flutuando ou ainda no interior de tubos fabricados por eles mesmos, à base de calcário de restos de conchas e da areia. Apresentam muitas cerdas e a sua respiração é branquial. Ex: tubícola.
Hirudíneos:
alimentam-se de sangue de vertebrados. Vivem em regiões de pântanos ou charcos, isto é, em ambientes úmidos. Apresentam uma ventosa na região da boca além de uma mandíbula serrilhada. Não apresentam cerdas pelo corpo. Ex:sanguessuga.

Fonte: www.animalshow.hpg.ig.com.br

Anelídeos

Apresentação

O filo Arthropoda (do grego Arthros, articulação e podos, pés) constitui o maior de todos os grupos animais. Inclui os insetos, as aranhas, os crustáceos e outros subgrupos menores. Mas de 1 milhão de espécies de artrópodos já foram descritas, e as estimativas dão conta que esse número deve representar menos de 10% do total de espécies.

Estão largamente distribuídas pela terra, em quase todos os ecossistemas. Há espécies marinhas, de água doce e terrestres, nos mais diversos pontos do planeta. Os artrópodos incluem, como dito anteriormente, os insetos, únicos invertebrados dotados da capacidade de voar.

Duas características ressaltam-se, quando os aspectos gerais dos artrópodos são analisados:

1) a presença de um esqueleto externo (ou exoesqueleto) constituído por quitina, um polissacarídeo, e
2)
a presença de patas articuladas, apêndices de locomoção que funcionam como um sistema de alavancas, potencializando a ação muscular e trasformando com mais eficiência a contração muscular em movimento.

A Estrutura Corporal

Os artrópodos são animais triblásticos celomados, com um padrão de segmentação evidente, embora nem tanto quanto os anelídeos. Com variações de uma classe para outra, eles apresentam dois, três ou dezenas de segmentos corporais. Apresentam simetria bilateral.

O padrão segmentado também é notório nas patas, todas com porções bastante individualizadas. Os segmentos que compõem as patas são unidos por articulações que facilitam a movimentação de um segmento em relação a outro.

A cavidade celomática é muito reduzida, e a distribuição de materiais depende quase que exclusivamente do sistema circulatório.

Evolutivamente, é provável que tenha havido relação evolutiva entre os ancestrais dos artrópodos e dos anelídeos, em função de algumas semelhanças existentes entre esses dois grupos de animais, tais como a segmentação, a presença de uma epiderme secretora de quitina, a estrutura dos sistemas nervoso e digestivo, etc.

Classificação

O filo dos artrópodos, em função da grande quantidade e diversidade de espécies, é subdividido em numerosas classes, das quais as mais importantes são:

a) Classe Insecta: Os insetos são os mais numerosos e diversificados de todos os artrópodos, com cerca de 850 000 espécies conhecidas e descritas. Possuem o corpo dividido em três segmentos: cabeça, tórax e abdome. Apresentam, na cabeça, um par de antenas e, no tórax, três pares de patas. Em muitas das ordens de insetos, há representantes dotados de asas.Exemplos: baratas, besouros, moscas, cigarras, mariposas, etc.
b) Classe Crustacea:
São habitualmente aquáticos (marinhos ou de água doce), embora existam espécies terrestres, como o tatuzinho-de-jardim. Seu corpo é dividido em duas partes (cefalotórax e abdome), têm dois pares de antenas e um número variável de pares de patas, geralmente superior a quatro. Exemplos: siris, caranguejos, lagostas, camarões, etc.
c) Classe Arachnida:
São artrópodos dotados de quatro pares de patas, desprovidos de antenas e com o corpo dividido em dois segmentos (cefalotórax e abdome). Na extremidade anterior do cefalotórax, possuem um par de quelíceras, que atuam como presas. Exemplos: aranhas, escorpiões, ácaros, carrapatos, etc.
d) Classe Chilopoda:
Quilópodos são animais com o corpo alongado e dividido em dezenas de segmentos. Em cada segmento, encontram-se um par de patas. Na cabeça, apresentam um par de antenas. Exemplos: centopéias e lacraias.
e) Classe Diplopoda
: Assim como os quilópodos, os diplópodos possuem um par de antenas e o corpo alongado, mas com dois pares de patas em cada segmento. Exemplo: centopéia.

Organização Básica

Como o filo dos artrópodos é bastante heterogêneo, iremos abordar apenas os aspectos comuns a todos os representantes.

Todos possuem um exoesqueleto de quitina, um polissacarídeo que contém átomos de nitrogênio na molécula. Essa poderosa armadura confere resistência mecânica, serve como alavanca para a ação muscular e ainda diminui a perda de água por evaporação, na superfície corporal. Seguramente, trata-se de uma das mais importantes "ferramentas evolutivas" desse grupo animal, e um dos responsáveis pelo seu enorme sucesso reprodutivo.

Entretanto, a presença de uma carapaça limita o crescimento do animal, o que foi solucionado com o desenvolvimento de um processo periódico de substituição do exoesqueleto. Essa substituição periódica, chamada ecdise ou muda, permite que o animal cresça.

Pode-se verificar, no gráfico da esquerda, correspondente a um artrópodo, que seu crescimento não é linear, mas ocorre "em saltos". A cada período de muda, libertando-se da antiga armadura, o artrópodo a substitui por uma nova, ainda mole e distensível, e passa por um período de crescimento rápido, até que ocorre o enrijecimento do novo exoesqueleto. Tendo-se completado a sua solidificação, o crescimento é novamente interrompido, até que nova muda aconteça. O período entre duas mudas consecutivas é o período intermudas. À medida que o animal torna-se mais velho, os períodos de intermudas vão tornando-se progressivamente mais longos, até que as mudas deixam de acontecer, à exceção de alguns crustáceos que sofrem mudas ao longo de toda a vida.

Durante a época da muda, o animal torna-se particularmente vulnerável ao ataque dos predadores, por dois motivos:

1) a carapaça mole não representa barreira mecânica eficaz, e
2)
os músculos perdem a sua inserção resistente, e o animal move-se lentamente e por curtas distâncias.

No caso particular dos artrópodos terrestres, há uma agravante: a carapaça recém-formada não é tão eficaz para dificultar a evaporação, e os animais estão sujeitos à desidratação.

A ocorrência da ecdise é determinada por fatores hormonais, cujo mais importante regulador é o hormônio ecdisona, característico dos artrópodos.

Os artrópodos têm tubo digestivo completo, com boca e orifício retal. A origem da boca é o orifício embrionário primitivo (blastóporo), o que dá a eles a classificação de protostômios, como os anelídeos e os moluscos. Muitos possuem uma moela muscular que tritura os alimentos.

As estruturas de respiração são diversificadas e refletem a diversidade de hábitats ocupados pelos artrópodos. Podem ser especializadas para realizar trocas gasosas com a água (brânquias) ou com o ar (pulmões foliáceos ou traquéias).

O sistema circulatório de todos os artrópodos é do tipo aberto. O sangue circula sob baixa pressão e com fluxo lento, passando por cavidades, as hemoceles.

Uma diferença importante entre o sangue dos artrópodos e os vertebrados é que, nesses últimos, há grande quantidade de células (glóbulos brancos e vermelhos), enquanto nos artrópodos essa quantidade é muito reduzida. Esse sangue de baixa celularidade é conhecido pelo nome de hemolinfa.

Nos crustáceos e nos aracnídeos, artrópodos que empregam o sangue como veículo de distribuição de gases respiratórios (oxigênio e gás carbônico), o sangue contém o pigmento respiratório hemocianina, substância que guarda semelhança com a hemoglobina encontrada em anelídeos e nos vertebrados. Insetos, quilópodos e diplópodos não possuem pigmentos respiratórios, uma vez que a chegada de oxigênio aos tecidos não se dá através do sangue, mas por um sistema de canais chamados traquéias (apresentadas a seguir).

Também há diversidade de estruturas de excreção, embora, dentre os artrópodos terrestres, seja comum o achado de tubos de Malpighi, que se diferenciam dos nefrídios por não lançarem os resíduos metabólicos na superfície externa do corpo, mas no interior do intestino. De acordo com o ambiente ocupado por cada grupo, o seu principal resíduo metabólico pode ser a amônia (crustáceos), o ácido úrico (insetos, diplópodos e quilópodos) ou a guanina (aracnídeos). A eliminação de ácido úrico ou de guanina são as mais adequadas para a vida terrestre, pois são produtos pouco tóxicos e que exigem pouca diluição, representando uma boa estratégia de economia de água.

O sistema nervoso é ganglionar, apresentando um grau de concentração de estruturas nervosas na cabeça maior que os invertebrados estudados anteriormente (exceto os moluscos cefalópodos). Essa tendência evolutiva de concentração das principais estruturas nervosas na região anterior do corpo é conhecida por cefalização, e alcança o seu apogeu nos vertebrados.

Apesar disso, a presença de gânglios nervosos nos segmentos dá a eles uma certa autonomia: um artrópodo pode executar algumas atividades, até mesmo andar, depois de ter sido decapitado.

As estruturas sensoriais dos artrópodos são eficientes e diversificadas. Há sensores químicos capazes de reconhecer a presença de alimentos ou de inimigos naturais; há receptores de paladar, como aqueles localizados nas patas das moscas; há sensores posturais semelhantes aos encontrados nos demais invertebrados (os estatocistos); receptores auditivos, receptores luminosos, etc.

Reprodução

Os artrópodos são dióicos. Nas formas terrestres, a fecundação é interna; nas aquáticas, geralmente é externa. Em muitos deles, há passagem por um ou mais estágios larvais. A chegada ao estágio adulto (ou imago) se dá através de uma ou mais metamorfoses.

No imago, estão presentes todos os órgãos que caracterizam um adulto da espécie. A designação imago não significa, obrigatoriamente, adulto sexualmente ativo, mas uma forma na qual as estruturas sexuais já se encontram formadas, ainda que imaturas e afuncionantes.

Alguns detalhes da reprodução dos artrópodos serão apresentados a seguir, no estudo mais pormenorizado de cada uma das classes principais.

Fonte: www.biomania.com.br

Anelídeos

Os anelídeos são os invertebrados vermiformes que atingiram as maiores dimensões e diferenciações estruturais. O filo Annelida compreende todos os vermes segmentados que habitam tanto os ambientes terrestres como os aquosos, marinhos ou de água doce. A principal característica do filo é a divisão do corpo em segmentos, arranjados em uma série linear. Entretanto, nem a cabeça, representada pelo prostômio, nem o pigídio, onde se situa o orifício retal, são segmentados.

O tamanho dos anelídeos é muito variado, entre 0,5mm a mais de 3m de comprimento.

A divisão do corpo em segmentos é denominada “metamerismo”; nos anelídeos é importante também a segmentação do celoma (ou cavidade corporal) por septos transversais. A movimentação do animal ocorre pela contração dos músculos da parede do corpo que exerce pressão sobre o fluido celômico, alterando a forma do corpo. Como o celoma é compartimentado, a contração ou expansão do fluido celômico ocorre diferencialmente em cada segmento. Deste modo é gerada uma onda de contrações peristálticas que permite que o animal se movimente sobre ou no interior do substrato onde vive.

Diagrama esquemático de um serpulídeo (anelídeo poliqueta) secretor de tubos calcários, que vive fixo a um substrato consolidado, exibindo os radíolos.

Os anelídeos constituem um filo muito numeroso, com mais de 8000 espécies distribuídas em três classes: Polychaeta, Oligochaeta e Hirudinea2. As evidências mais antigas de anelídeos no registro geológico são encontradas em rochas proterozóicas, provavelmente de origem marinha, estando representados por traços derivados de sua locomoção sobre o substrato.

A classe Polychaeta engloba a maior parte das formas marinhas atuais; organismos deste grupo vivem também em águas salobras ou doces.

Poliquetas
Poliquetas

Os poliquetas são caracterizados pelo corpo segmentado onde cada segmento possui uma série de cerdas denominadas “quetas”. Apesar da morfologia exótica (e às vezes repugnante), alguns poliquetas são extraordinariamente bonitos e coloridos.

Este grupo possui uma grande diversidade adaptativa, podendo viver sobre o substrato (consolidado ou não), rastejando, enterrados no substrato, em escavações, ou habitando tubos secretados para este fim. Poliquetas rastejantes possuem numerosas estruturas sensoriais e apêndices laterais bem desenvolvidos, os parapódios. Muitos poliquetas possuem adaptação para escavação. Alguns deles constroem galerias cujas paredes são revestidas por muco. Neste último grupo, os parapódios são reduzidos e em parte transformados em feições semelhantes a anzóis.

Estas escavações servem como estruturas de proteção ou como esconderijo para capturar suas presas. A escavação pode apresentar forma variável e ser revestida por grãos de areia, bioclastos diversos ou mesmo material orgânico secretado pelo animal, cimentados por muco. Neste grupo destacam-se os Serpulidae, poliquetas que secretam tubos calcários que são fixados às rochas, conchas ou mesmo algas, sendo muito comuns no registro fóssil. Alguns poliquetas são ainda perfuradores de conchas calcárias. Em geral estas escavações e tubos são as únicas estruturas encontradas como fósseis, visto que as partes moles raramente são preservadas.

A classe Oligochaeta (= poucas setae) engloba os principais anelídeos terrestres, embora tenham também representantes de água doce e marinhos.

Diferenciam-se dos poliquetas pela ausência de parapódios. A grande maioria, contudo, possui setae, estruturas filamentosas de morfologia variável, que surgem em grupos ou feixes em cada segmento, sendo porém menos numerosas que nos poliquetas. Todos os oligoquetas terrestres são escavadores. Os oligoquetas aquáticos preferem as águas rasas; algumas espécies rastejam sob a vegetação submersa ou outros objetos; outras escavam substrato lamoso ou arenoso e alguns chegam a construir tubos. Seu registro fóssil é bem menos numeroso que o dos poliquetas.

A classe Hirudina possui representantes marinhos, terrestres e de água doce.

São vulgarmente chamados de sanguessugas, embora nem todos sejam parasíticos. São os menores anelídeos, com tamanho entre 1 e 30cm. Nestes organismos ambas extremidades foram modificadas para estruturas de sucção. O metamerismo é muito reduzido e não possuem parapódios ou setae. A grande maioria vive em corpos de água doce, de baixa energia. Não são conhecidos no registro fóssil.

Sanguessuga
Sanguessuga

Uma estrutura dos poliquetas muito resistente e bem preservada como fósseis, principalmente do Paleozóico, são os escolecodontes. São peças mandibulares submilimétricas (entre 50mm e alguns milímetros), encontradas em geral desarticuladas. Sua classificação normalmente procura relacioná-los a estruturas encontradas nos anelídeos atuais.

Na bacia de Sergipe, os anelídeos fósseis constituem um grupo ainda pouco estudado, embora possam ser bons indicadores paleoecológicos.

Se não freqüentes, poliquetas são às vezes encontrados abundantemente em alguns intervalos das seqüências marinhas, principalmente em rochas do Albiano inferior (Fm. Riachuelo)3, Coniaciano (Fm. Cotinguiba)4 e Campaniano superior (Fm. Calumbi). As formas mais comuns são as secretoras de tubos calcários (p. ex., Serpula, Diploconcha e Hamulus), entretanto formas escavadoras (p. ex., Terebella, ocorrem de forma localizada).

Fonte: www.infonet.com.br

Anelídeos

Animais como a minhoca e a senguessuga pertencem ao filo anelida ou anelídeos. São vermes anelados, animais cujo corpo se divide em anéis ou segmentos.

Os anelídeos são animais triblásticos, celomados e de simetria bilateral. O celoma não é aqui uma cavidade única, mas se apresenta dividido em partes por septos de origem mesodérmica.

Os anelídeos são classificados segundo o número de cerdos que possuem.

De acordo com esse critério, distinguem-se três classes pertencentes ao filo Annelida:

Oligoquetos: classe oligachoeta: anelídeos com formas certas. Exemplo: minhocas.
Poliquetos:
classe polychoeta: São anelídeos que possuem muitas cerdas. Exemplo: Wereis
Miruolíneos: classe Mirudínea:
quase todas as espécies sem cerdas. Exemplo: sanguessuga.

O principal exemplo de anelídeos é a minhoca, normalmente por seu papel como agente espontânea e voluntária do beneficiamento do solo, em diversos países do mundo.

O corpo é revestido por uma cutícula fina e transparente. Abaixo dela, situa-se um epitélio simples, constituído por células cilíndricas. Nele encontram-se células glandulares secretoras de muco, fotorreceptoras e sensoriais.

O sistema digestivo é completo. Trata-se de um tubo retilíneo, localizado na parte cntral do corpo sustentado por pregas de mosoderme.

O sistema circulatório é fechado, ou seja, o sangue só circula no interior de vasos sanguíneos. Na região dorsal do corpo, pode ser visto externamente, por transparência, um vaso longitudinal dorsal, localizado sobre o intestino.

As minhocas não possuem sistema respiratório. A respiração é cutânea, e a troca de gases dá-se pela pela superfície do corpo, para isso é importante que a célula esteja umedecida, o que facilita a difusão de gases. O sangue, que chega à parede do corpo pelas capilares, libera o gás carbônico e se oxigena.

O sistema nervoso é centralizado. Na extremidade anterior do corpo, há dois gânglios celebrais ou sufra-esofágicos que, por meio de um anel periofágico, se comunicam com dois gânglios subesofágicos.

A reprodução ocorre por fecundação cruzada entre dois indivíduos que se unem pela região de clitelo. Nessa ocasião, uma minhoca deposita espermatozoides no receptáculo seminal da outra. Após a troca de espermatozóides, os animais se separam e forma-se um casulo na região do clitelo.

Existem cerca de 5.300 espécies de poliquetos, a maioria vivente no mar. Os poliquetos diferem dos oligoquetos em vários aspectos. Em primeiro lugar, possuem uma cabeça diferenciada na qual existem apêndices sensitivos. Possuem, ainda, em cada anel do corpo, numerosas cerdas concentradas em expansões laterais, que funcionam como rudimentos, de patas, servindo à locomoção. São os parapódios.

Os hirudíneos, são vermes aquáticos e terrestres que não possuem cerdasd e cuja segmentação externa não corresponde à interna: há cerca de três aneis eneis externos para cada metámetro interno. As sanguessugas possuem nas extremidades do corpo que usam para locomoção e fixação.

Fonte: www.crazymania.com.br

Anelídeos

Contrariamente aos filos anteriormente discutidos, os anelídeos (l. annelus = pequeno anel), apresentam o corpo dividido em segmentos ou metâmeros, essencialmente semelhantes entre si e em forma de anel. O primeiro segmento designa-se prostómio e o último pigídeo.

Esta segmentação mostra-se em aspectos internos e externos, incluindo músculos, nervos e órgãos circulatórios, excretores e reprodutores.

Estes animais são bastante antigos na Terra, existindo fósseis deste o período Pré-Câmbrico, embora os primeiros vermes segmentados indubitáveis sejam do Câmbrico médio. Considera-se que terão evoluído a partir de um ancestral do tipo platelminte.

Minhoca
Minhoca

Os vermes poliquetas são a maior e mais diversificada classe de anelídeos mas embora abundantes e frequentemente de cores garridas raramente são vistos pois vivem quase sempre enterrados e fogem rapidamente quando perturbados. Existem dois principais, os de vida livre como o nereis, carnívoros de vida ativa e com parápodes, e os tubícolas, sedentários que vivem em túneis ou tubos por eles segregados, filtrando o seu alimento com parápodes especializados.

Os clitelados compõem o outro grande grupo de anelídeos e incluem as minhocas e as sanguessugas. O nome deriva da presença do clitelo, uma banda glandular, que segrega um casulo onde se desenvolvem os ovos fertilizados. Esta estrutura é, obviamente, uma adaptação á vida em meio terrestre, onde as larvas aquáticas não sobreviveriam. Ao contrário dos poliquetas, os clitelados não apresentam parápodes nem tentáculos na cabeça.

Sanguessuga
Sanguessuga

Os anelídeos podem ser terrestres (solo húmido) como as minfhocas, marinhos como os vermes poliquetas, que podem ser encontrados junto das praias ou em águas profundas, ou de água doce, como as sanguessugas. Podem, ainda, ser de vida livre, comensais de outros animais aquáticos ou ecto e endoparasitas.

Alguns dos menores representantes deste filo medem menos de 1 mm de comprimento mas as minhocas gigantes do Brasil e Austrália medem 2 m de comprimento e 2,5 cm de diâmetro. Igualmente gigantescos são alguns vermes poliquetas com 3 m de comprimento e algumas sanguessugas com 20 cm. A presença de alguns tipos de minhocas vermelhas em zonas lodosas é um indicador positivo da presença de poluição por detritos orgânicos.

Dos três grupos principais de animais protostómios, os anelídeos são o filo menor, conhecendo-se apenas cerca de 15000 espécies. No entanto, são o grupo mais avançado e mais bem sucedido de vermes, tendo sofrido a sua maior radiação adaptativa no mar, embora sejam abundantes em terra e na água doce.

A deslocação dos anelídeos é, ainda, ajudada pela presença de sedas, ou cerdas, na parte ventral dos animais (excepto as sanguessugas). Estas sedas quitinosas impedem o animal de deslizar para trás, reforçando o movimento para diante das camadas musculares circulares e longitudinais.

Nas minhocas existem 4 filas de sedas, enquanto nos poliquetas existem muitas mais, aplicadas em expansões da parede do corpo designadas parápodes, localizadas lateralmente em cada segmento e consideradas esboços de órgãos locomotoras.

A metamerização apresenta a vantagem adicional de permitir a especialização de segmentos ou grupos de segmentos para diferentes funções, embora este aspecto não tenha sido muito desenvolvido nos anelídeos (ao contrário dos artrópodes).

Os anelídeos terrestres apresentam uma epiderme com células sensoriais, coberta por uma cutícula fina e transparente, que os protegem da dessecação. Existem igualmente glândulas mucosas que ajudam a manter a superfície humedecida, fundamental para a respiração cutânea. Por este motivo a epiderme é muito vascularizada.

Os anelídeos apresentam sistema excretor segmentado, com pares de metanefrídeos em cada segmento. Os nefrídeos são túbulos finos e enovelados (em contato com os vasos sanguíneos, donde retiram excreções), com um funil ciliado aberto numa extremidade – nefróstoma – que se abre no líquido celómico (de onde retiram igualmente excreções) de cada segmento. A outra extremidade – nefridióporo ou poro excretor – abre na superfície corporal.

Minhoca terrestre vulgar dissecada, revelando algumas estruturas reprodutoras.

O sistema nervoso tem na parte anterior um par de gânglios cerebrais ligados a um anel circunfaríngico e gânglios em cada segmento, que se ligam a um cordão nervoso duplo e maciço ventral. No seu conjunto, o sistema nervoso assemelha-se a uma escada de corda.

O sistema digestivo é completo e apresenta diferentes regiões especializadas, nomeadamente:

Faringe sugadora;
Papo;
Moela - esmaga o alimento, atuando como os dentes, realizando uma digestão mecânica;
Intestino - onde se realiza a digestão, extracelular e química. No intestino existe, caracteristicamente, uma prega dorsal, designada tiflosole, que permite um aumento da área de absorção de nutrientes.

A maioria dos anelídeos alimenta-se de partículas em decomposição, microrganismos e larvas.

O sistema circulatório é fechado e complexo, apresentando vasos longitudinais dorsal, onde o sangue circula em direção á parte anterior, e ventral, onde o sangue circula para a região posterior, ligados por vasos transversais em cada segmento.

Na região anterior, alguns (quatro ou cinco, dependendo da espécie) desses vasos laterais estão rodeados por células musculares, funcionando como corações laterais ou arcos aórticos.

Caracterização

A reprodução é sexuada, sendo os animais frequentemente (oligoquetos e irudíneos) hermafroditas insuficientes e com desenvolvimento direto, através de uma larva trocófora. Existem, no entanto, formas com sexos separados e desenvolvimento indireto, geralmente poliquetas. A fecundação é sempre externa.

A reprodução sexuada pode ser ilustrada com o processo em minhocas vulgares, hermafroditas insuficientes:

Na zona anterior ventral existem 3 ou 4 pares de aberturas para bolsas musculosas designadas receptáculos seminais. Estas bolsas armazenam o esperma recebido de um parceiro durante a cópula. na região do clitelo existe um par de gonoporos femininos, ligados internamente a oviductos em forma de funil. Estes captam do celoma os óvulos produzidos pelos ovários.

O aparelho masculino consiste em dois pares de testículos, associados a 2 a 4 pares de vesículas seminais através de um par de tubos seminíferos ou espermiductos. Existe ainda um par de glândulas prostáticas. Este sistema abre no exterior, no segmento seguinte ao das aberturas femininas, em gonoporos masculinos.

Os espermatozóides produzidos pelos testículos migram para as vesículas seminais, onde sofrem maturação e aguardam o acasalamento. Durante a cópula, passam pelas glândulas prostáticas, misturando-se com os líquidos nutritivos por elas produzidos, e são eliminados pelos gonoporos masculinos.

Para facilitar o alinhamento dos animais durante a cópula, existem estruturas semelhantes a ventosas designadas papilas genitais, associadas às aberturas sexuais masculinas. O clitelo tem, igualmente, função a esse nível, com as suas secreções mucosas a manterem os animais juntos.

A cópula decorre entre dois animais unidos ventralmente e orientados em sentidos opostos. Deste modo os gonoporos masculinos estão alinhados com as aberturas dos receptáculos seminais. Após a troca recíproca de esperma, as minhocas separam-se.

Cada animal irá, então, produzir um anel mucoso a partir do clitelo. Por contrações do corpo, este anel é empurrado para a zona anterior, passando pelas aberturas sexuais femininas, que libertam os óvulos, e pelas aberturas dos receptáculos seminais, que libertam os espermatozóides.

De seguida, o anel será libertado pela extremidade anterior do animal e formará um casulo protetor onde decorre a fecundação externa. Este casulo tem cerca de 1 cm de comprimento e parece um pequeno limão branco. Dele surgirão diretamente pequenas minhocas, sem estádios larvares.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

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