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Câmara Hiperbárica

 

Câmara Hiperbárica
Câmara Hiperbárica

Câmara Monoplace é um compartimento pressurizado 2,6 ATM, no qual somente 01 paciente é colocado no seu interior.

Muitas patologias infecciosas e/ou isquêmicas podem ter a sua evolução bastante favorecida pelo uso da oxigenoterapia hiperbárica (HBO).

Exemplos de doenças que, habitualmente, são de tratamento dificil, trabalhoso e demorado e nas quais a oxigenoterapia hiperbárica age, modificando favoravelmente a evolução:

1 - Escara extensas infectadas ( associadas ou não a paraplegias );
2 - Pé diabético;
3 - Osteomielites crônicas rebeldes;
4 - Traumas de partes moles com esquemia tecidual;
5 - Fraturas expostas com perda de cobertura cutânea;
6 - Queimaduras extensas;
7 - Úlceras varicosas rebeldes;
8 - Sindrome de Fournier, e outras.

O tratamento com HBO produz alguns efeitos imediatos ( redução de bolhas gasosas, vasoconstrição com redução de edemas) e outros tardios, no decorrer de horas ou dias após as aplicações ( proliferação de fibroblastos, osteogênese e neovascularização ).Além disso, apresenta efeito bactericida ( contra bactérias aeróbicas e anaeróbicas ) e fungicida, e age sinergicamente com antibióticos, reduzindo rapidamente a toxemia.

Respeitando-se as normas de segurança, os efeitos colaterais são mínimos e o tratamente com HBO é perfeitamente bem tolerado, indolor na imensa maioria dos casos, e sem nenhum desconforto. Assim, tanto por questões de custos como de eficácia, o tratamento adjuvante com HBO é muito vantajosa para diversas patologias. A equipe que opera a Câmara Hiperbárica do Hospital 9 de Julho é formada por médicos da Unidade de Terapia do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas, pioneiros em atendimento através da HBO intrahospitalar na América latina, com mais de 3000 pacientes acompanhados.

Podem necessitar de tratamento adjuvante com HBO pacientes das seguintes especialidades: Cirurgicas ( Geral,Plástica,Vascular,Trauma,ortopedia) Clínicas ( Geral,Endocrinologia, Infectologia ) Terapia Intensiva Estamos capacitados a atender, em tempo integral, pacientes ambulatoriais ( por exemplo, com osteomielite crônica, úlceras varicosas ), hospitalizados ( por exemplo , com infecções cutâneas, em pós-operatório) ou muito graves ( por exemplo, queimaduras, trauma), inclusive em choque ou sob assistência ventilatória mecânica.

Como Funciona

O tratamento de HBO produz alguns efeitos imediatos (redução de bolhas gasosas, vasoconstrição com redução de edemas) e outras tardios, no decorer de horas ou dias após as aplicações (proliferação de fibroblastos, osteogênese e neovascularização).

Além disso, apresenta efeito bactericida (contra bactérias aeróbicas e anaeróbicas) e fungicidas, e age sinergicamente com antibióticos, reduzindo rapidamente a toxemia.

Câmara Hiperbárica

Respeitando-se as normas de segurança, os efeitos colaterais são mínimos e o tratamento com HBO é perfeitamente bem tolerado, indolor na imensa maioria dos casos, e sem nenhum desconforto.

Assim, tanto por questões de custos como de eficácia, o tratamento adjuvante com HBO é muito vantajoso para diversas patologias. A equipe que opera a Câmara Hiperbárica do Hospital 9 de Julho é formada por médicos da Unidade Terapia Intensiva do Pronto Socorro do Hospital das Clinicas, pioneiros em atendimentos através de HBO intra-hospitalar na América Latina, com Mais de 3000 pacientes acompanhados.

Podem necessitar de tratamento adjuvante com HBO pacientes das seguintes especialidades:

Cirúrgica (Plástica, Vascular, Geral, Trauma, Ortopedia).
Clinicas (Geral, endocrinologia, Infectologia).
Terapia Intensiva
Odontológico (Infecções, Lesões pós-radioterapia).
Estamos capacitados a atender em tempo integral, pacientes ambulatoriais (por exemplo, com osteomielite crônica, ulceras varicosas), intra-hospitalar (por exemplo, com infecções cutâneas, em pós operatório) ou muito graves (por exemplo, queimaduras, trauma), inclusive em choque ou sob assistência ventilatoria mecânica.

Lista de usos aprovados pela "Undersea and Hyperbaric Medical Society" dos Estados Unidos - revisão de 1999:

Embolia Aérea ou gasosa;
Envenenamento por gás carbônico ou inalação de fumaça;
Envenenamento por cianeto;
Mionecrose clostridiana (gangrena gasosa,
Síndrome de Fourier);
Esmagamento de partes moles (crush injury), síndrome compatimental;
Doença descompressiva (acidentes de mergulho);
Cicatrização de feridas problemáticas (selecionadas);
Anemias por perda sanguínea aguda;
Infecções necrotizantes de Tecidos Moles (Celulites, Fasciites, Miosites);
Osteomielite (refrataria) Lesão tecidual por radiação (osteoradionecrose);
Enxertos e retalhos comprometidos;
Queimaduras Térmicas e Elétricas;
Abscesso Cerebral;
Doenças ligadas a Compressão e Descompressão (acidente de mergulho);

Fonte: www.hiperbarico.com.br

Câmara Hiperbárica

O que é

Câmara Hiperbárica, também chamada de câmara de descompressão ou câmara hiperbárica, câmara selada em que uma alta- pressão ambiente é usado principalmente para tratar a doença de descompressão, gás embolia, monóxido de carbono envenenamento, gás gangrena resultante de infecção por bactérias anaeróbias, lesão tecidual decorrente de radioterapia para câncer e feridas que são difíceis de curar.

Câmaras de compressão experimentais primeiramente entrou em uso por volta de 1860.

Na sua forma mais simples, a câmara hiperbárica é um metal cilíndrica ou tubo de acrílico grande o suficiente para conter uma ou mais pessoas e estão equipados com uma escotilha de acesso que mantém a sua vedação sob alta pressão. O ar, outra mistura respiratória, ou oxigênio é bombeado por um compressor ou permitido entrar a partir de reservatórios sob pressão. As pressões utilizadas para tratamento médico são geralmente de 1,5 a 3 vezes a pressão atmosférica normal.

Os benefícios terapêuticos de um ambiente de alta pressão são provenientes dos seus efeitos de compressão direta, a partir do aumento da disponibilidade de oxigênio para o corpo (por causa de um aumento na pressão parcial de oxigênio), ou a partir de uma combinação dos dois.

No tratamento de doença de descompressão, por exemplo, um grande efeito da pressão elevada é o encolhimento no tamanho das bolhas de gás que se formaram nos tecidos.

No tratamento de intoxicação por monóxido de carbono, o oxigênio aumentou as velocidades de apuramento de monóxido de carbono a partir do sangue e reduz o dano causado às células e tecidos.

Fonte: www.britannica.com

Câmara Hiperbárica

A câmara hiperbárica é o equipamento destinado as pessoas que se submeterão a sessões de oxigenoterapiahiperbárica(OHB) a fim de respirar oxigênio 100% puro a pressões superiores a pressão ao nível do mar.

A possível inalação de oxigênio puro na pressão atmosférica não caracteriza o tratamento de OHB, portanto, os pacientes devem ser pressurizados no interior de uma câmara hiperbárica para que a terapia surta o efeito esperado.

A base fisiológica do tratamento é a oxigenação dos tecidos e para tanto o oxigênio pode ser levado até eles através do sangue de duas maneiras: quimicamente ligado a hemoglobina ou fisicamente dissolvido no plasma , onde segundo a Lei de Henry, a quantidade de gás que entra em dissolução em um líquido orgânico é diretamente proporcional a pressão parcial desse gás (no caso em questão o oxigênio) a qual o líquido está exposto, ou seja, quanto maior a pressão parcial do oxigênio(ppO2), maior será sua quantid ade, daí a necessidade de pressões acima da atmosférica.

Fonte: www.hiperbaricasaopaulo.com.br

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Câmara hiperbárica é um aparelho que ajuda na cicatrização de feridas. Indicado principalmente para portadores de diabetes. “A câmara hiperbárica serve para fazer as aplicações de oxigenoterapia em determinadas doenças. Pacientes com infecções graves, inflamações, feridas que não cicatrizam, complicações de cirurgia, queimaduras, traumatismos etc, podem se beneficiar com esse tratamento”, explica a dra. Mariza D´Agostino, responsável pelo Serviço de Oxigenoterapia Hiperbárica.

Sem contra-indicações, o tratamento é baseado no oxigênio 100% puro, que é fornecido para o paciente dentro da câmara. “Você fornece o oxigênio que vai ser necessário no organismo. Mais ou menos como se fosse um antibiótico por boca, que pela circulação vai ao lugar onde tem a infecção. Aí é o oxigênio que vai trabalhar dessa maneira”, diz.

A câmara traz muitos benefícios principalmente no tratamento de cicatrizações de pacientes com diabetes, pois o paciente com diabetes, por melhor tratamento que ele tenha, depois de abrir uma ferida, a chance de precisar de amputação é de 30%. Segundo a médica, com a utilização da câmara hiperbárica, essa necessidade cai para 8%.

O número de sessões varia conforme o grau de comprometimento da lesão. E não há nenhum desconforto para o paciente. “O paciente dentro de uma câmara hiperbárica fica bastante confortável, porque é um lugar com uma temperatura agradável, oxigênio 100% puro, ele respira normalmente”, completa a médica.

Fonte: www.diaadiasaude.com.br

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Indicações e contraindicações

A Medicina Hiperbárica se desenvolveu no início do século, quando os pesquisadores descobriram fenômenos inéditos relacionados com as alterações do organismo submetido à pressão, observados por médicos que trabalhavam com indivíduos que exerciam atividades de mergulho e em túneis pressurizados, ou seja, em exposições Hiperbárica. Fenômenos estes com efeitos importantes, quando indivíduos respiravam oxigênio em ambientes pressurizados, tais como ação antibiótica sobre alguns tipos de infecção, cicatrização de feridas e desintoxicação de trabalhadores envenenados pelo monóxido de carbono, tornando-se então uma terapêutica importante nos hospitais.

A Oxigenoterapia Hiperbárica consiste em um tratamento médico através da inalação de oxigênio puro em pressão ambiente aumentada dentro de câmaras hiperbáricas, utilizando-se máscaras ou capuzes especiais, em sessões que duram de uma a duas horas por dia, por um período que varia de acordo com a patologia.

Durante uma sessão de Oxigenoterapia Hiperbárica ocorre um aumento de dez a vinte vezes na quantidade de oxigênio dissolvido nos tecidos, o que é extremamente benéfico em patologias nas quais a falta de oxigênio tecidual é o problema principal, como por exemplo, locais onde existe comprometimento vascular em determinada região, como úlceras e feridas infectadas. Nestes casos a Oxigenoterapia Hiperbárica terá ação cicatrizante e antibiótica (dependendo da sensibilidade da bactéria). Outras ações importantes são o auxílio na formação do colágeno, neoformação vascular e na diminuição do edema, tornando-se uma importante terapêutica no tratamento destas lesões refratárias.

Atualmente, a Oxigenoterapia Hiperbárica é aplicada em todo o mundo, tendo regulamentado protocolos nos EUA, Europa, Japão, China e Rússia, países que contam com centenas de câmaras instaladas em seus hospitais.

No Brasil é regulamentada oficialmente através de resolução do Conselho Federal de Medicina para sua utilização em todo território nacional.

A indicação e aplicação da Oxigenoterapia Hiperbárica são de exclusiva competência médica. Quando o médico prescreve o tratamento, o paciente é encaminhado ao centro Hiperbárica, onde será avaliado o caso para se determinar a duração e o número de sessões a serem realizadas. O paciente é fotografado para documentação da evolução e serão enviados relatórios periódicos documentados em fotos para o médico do paciente. Caso haja interesse do médico, ele poderá acompanhar pessoalmente ou através de relatórios. Ao final do tratamento, o paciente é reencaminhado ao seu médico de origem.

De acordo com a Resolução 1457/95 do CFM, as indicações para tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica são as seguintes:

Embolias gasosas;
Doença descompressiva;
Embolia traumática pelo ar;
Envenenamento por CO² ou inalação de fumaça;
Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos;
Gangrena gasosa;
Síndrome de Fournier;
Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fasciítes e miosites;
Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas e outras;
Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos);
Queimaduras térmicas e elétricas;
Lesão refrataria: ulceras de pele, pés diabéticos, escaras de decúbito, ulcera por Vasculites auto-imunes, deiscência de suturas;
Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas;
Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco;
Osteomielites;
Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sangüínea;

Essa resolução, de 1995 aponta grupos de patologias para cujo tratamento pode ser indicado OHB adjuvante às demais medidas terapêutica ou eventualmente exclusivas.

Fonte: www.baromed.com.br

Câmara Hiperbárica

Câmara Hiperbárica
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Este processo permite que o oxigênio chegue ao cérebro, cartilagens, ossos e tecidos, incluindo o tecido nervoso, que não o recebem adequadamente por diversas alterações circulatórias.

Também facilita o aumento do controle sobre infecções e a rápida recuperação de uma infindável quantidade de patologias, doenças degenerativas e circulatórias.

Colabora e unifica as terapias que os médicos adotam frente a determinadas patologias evitando, assim, as conseqüências de lesões mais graves e deteriorações físicas produzidas pelos estados de Hipóxia (falta de Oxigênio).

Indicações e Medicina Hiperbárica

Em diversas oportunidades os médicos procuram um método de “cura” para as distintas patologias com base no tratamento hiperbárico, solicitando protocolos de uso, publicações especializadas e provas clínicas para cada uma das aplicações indicadas pela medicina hiperbárica.

É importante ter em conta que a medicina hiperbárica é a medicina habitualmente indicada pelo médico especialista, complementando o tratamento com uma alta dose de Oxigênio que torna o processo de recuperação e reabilitação mais eficaz.

A câmara hiperbárica oferece ao médico profissional uma ferramenta que lhe permite incrementar eficácia à medicina que aplica habitualmente, aumentando as possibilidades de que o paciente se recupere.

Os médicos conhecem bem a cadeia de benefícios gerados por uma forte hiperóxia e a forma mais eficaz de consegui-la é mediante o tratamento em câmaras hiperbáricas.

Fonte: www.revitalair.com

Câmara Hiperbárica

Câmara Hiperbárica
Câmara Hiperbárica

A câmara Hiperbárica, serve para em qualquer local reproduzir resultados como se trata-se de um estágio em altitude.

Como em altitude o ar é rarefeito, isto leva a que o organismo produza globulos vermelhos em quantidade superior ao normal.

Quanto maior for o numero de glóbulos vermelhos no sangue melhor é o transporte de oxigénio o que permite uma maior rapidez na recuperação ao esforço despendido e até levar esse  esforço mais além.

Fonte: nbike.net

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HISTÓRIA E EVOLUÇÃO

O primeiro registro de uma doença reconhecida como decorrente do mergulho foi feito por Aristóteles no ano 300 AC. Ele descreveu a ruptura da membrana timpânica em mergulhadores, hoje conhecida como barotrauma do ouvido médio, a mais comum das patologias do mergulho.

Relatos históricos descrevem atividades de mergulho desde 4.500AC para a busca de pérolas, conchas, mercadorias e peças valiosas naufragadas e na sabotagem de navios inimigos - há descrições deste tipo de operação sob as ordens de Xerxes em 400AC.

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Alexandre o Grande teria mergulhado no Bósforo em barril de vidro. Note as velas acesas dentro do barril

Mas as doenças e lesões que certamente mataram e incapacitaram e até hoje ainda matam e incapacitam milhares de homens, mulheres e até crianças, não foram estudadas e identificadas até 1670, quando Boyle fez a primeira descrição do fenômeno descompressivo, demonstrando a formação de uma bolha de ar no humor aquoso do olho de uma cobra, em uma câmara de vácuo.

Ainda assim, quase dois séculos se passaram até que em 1841, Triger, um engenheiro de mineração francês, fizesse a primeira descrição dos sintomas da doença descompressiva, em operários de uma mina de carvão pressurizada com ar comprimido para evitar inundação.

Em 1854 Pol e Watelle, observaram que a recompressão aliviava ou mesmo abolia os mesmos sintomas.

Mas foi somente em 1878 que o fisiologista francês Paul Bert publicou a primeira obra clássica da especialidade: La Pression Barometric, na qual demonstrou que os sintomas da doença descompressiva decorrem da formação de bolhas de nitrogênio nos tecidos e que o oxigênio, quando ventilado ("respirado") sob pressões atmosféricas elevadas é tóxico para o sistema nervoso central, provocando convulsões (efeito Paul Bert).

A Medicina Hiperbárica tem uma dívida eterna com a engenharia de mineração, pois, além de Triger, outro engenheiro enxergou mais longe que os médicos da época, que afirmavam que se "o mal era causado pela pressão, então não tinha sentido aplicar mais pressão como tratamento" e prescreviam compressas e ingestão de conhaque para os operários acometidos.

Foi o engenheiro inglês E.W.Moir que em 1889, supervisionando a construção de túneis ferroviários sob o rio Hudson, em Nova York, decidiu instalar uma câmara hiperbárica e de forma empírica recomprimir e descomprimir gradualmente todo operário que apresentasse sintomas de doença descompressiva. Com esta atitude, Moir reduziu a mortalidade no local de 25% para 1,6%.

As Doenças do Mergulho e de Ambientes Pressurizados

Os ambientes pressurizados podem causar vários tipos de doenças:

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Barotraumas

É a causa mais freqüente de acidentes e de desqualificação para o mergulho e para o trabalho em ambientes pressurizados. São causados por obstruções à livre movimentação do ar nos espaços aéreos do organismo, particularmente nas cavidades aéreas cranianas. Podem levar à lesões graves, permanentes e incapacitantes.

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Grau 0:
Sintomas sem sinais
Grau 1:
Hiperemia da membrana timpânica
Grau 2:
Hiperemia com área de hemorragia
Grau 3:
Hemorragia intensa
Grau 4:
Sangue no ouvido médio com edema da membrana
Grau 5:
Perfuração da membrana

Embolia Traumática Pelo Ar

É a patologia mais grave e de evolução mais reservada que pode acometer mergulhadores.Pode evoluir muito rapidamente para déficits neurológicos, motores ou intelectuais importantes e permanentes ou para o óbito.Exige tratamento agressivo (recompressão) o mais rápido possível.Pode se apresentar de forma indistinguível da Doença Descompressiva tipo II (forma neurológica central).

Doenças Descompressivas

São as mais freqüentes nas atividades de mergulho e em trabalhos em ambientes pressurizados.

Podem se apresentar basicamente em duas formas:

Tipo I: manifestações dolorosas articulares associadas à impotência funcional ou manifestações dermatológicas como prurido, eritema, etc., entre outros sintomas periféricos.
Tipo II:
manifestações cárdio-pulmonares como tosse intensa, dispnéia, arritmias cardíacas, infarto agudo do miocárdio e parada cárdio-respiratória; ou manifestações neurológicas, periféricas ou centrais, que podem ir de distúrbios de comportamento e sonolência à hemiparesia, hemiplegia, paraplegia, incontinência urinária e fecal e ao coma superficial ou profundo.

Na realidade há uma grande quantidade de sinais e sintomas documentados, decorrentes de doenças descompressivas.

A Embolia Traumática pelo Ar (ETA) e as Doenças Descompressivas formam o grupo cujo tratamento básico é a recompressão terapêutica, através de protocolos especiais conhecidos como tabelas de tratamento.

Narcose Pelo Nitrogênio

Uma ocorrência freqüente que faz parte da história e do folclore do mergulho.Teoricamente, pode ser prevista pela equação de Meyer-Overton, desenvolvida em 1899 e que estima a potência narcótica de um gás inerte, em decorrência de sua taxa de solubilidade óleo/água. Em geral, à partir de 6 atmosferas, ou seja 50 metros de profundidade, o nitrogênio exerce um efeito narcótico, produzindo a "embriaguez das profundidades", tornando o mergulho potencialmente letal devido à desorientação e perda da capacidade de reação lógica e de julgamento que provoca.

Hipotermia

No mar, a temperatura é frequentemente muito mais baixa do que a temperatura corporal, e quanto mais profundo é o mergulho, maior essa diferença. O uso de vestimentas especiais é necessário e constitui item de segurança. Podem ser definidas como roupas secas porque mantêm o mergulhador sem contato direto com a água em quase toda a superfície corporal; roupas úmidas porque mantêm uma camada de água entre a pele e a face interna da roupa, para conservar a temperatura; e roupas que recebem aquecimento com água morna à partir da superfície. A hipotermia pode provocar arritmias cardíacas severas e parada cardíaca.

Intoxicação por Gases

No mergulho e no trabalho em ambientes pressurizados, o controle da qualidade do ar respirado e de sua composição, é freqüentemente feito à partir da superfície e aceita uma margem de erro muito pequena. A hipóxia, a intoxicação ou o envenenamento dos trabalhadores devido à falhas neste controle, têm feito vítimas em todo o mundo. Os agentes causais mais comuns são o próprio oxigênio, o nitrogênio, o monóxido e o dióxido de carbono entre outros.

Síndrome Neurológica das Altas Pressões (SNAP)

É um fenômeno atribuído tanto à um efeito direto das altas pressões hidrostáticas quanto à ventilação (respiração) do gás hélio sob altas pressões, como ocorre no mergulho à grandes profundidades. Este tipo de mergulho é definido como mergulho de saturação e se realiza à partir de 50 metros em diante, quando, devido ao efeito narcótico do nitrogênio, já referido, os mergulhadores respiram uma mistura de gases composto de hélio e oxigênio chamada, HELIOX. A síndrome se manifesta por sonolência, tonteira, náuseas, e tremores generalizados com descontrole dos movimentos finos. Pode evoluir para convulsões.

É oportuno lembrar que:

A expressão mergulho de saturação se deve ao fato de que, respirando uma mistura de gases por um longo tempo e sob uma pressão progressivamente elevada até um limite pré-determinado, o mergulhador chegará à uma situação na qual a quantidade de gás dissolvido em seu sangue será igual ou estará em equilíbrio com a quantidade também dissolvida em seus tecidos (células). Nesse ponto dizemos que o mergulhador está saturado*.

O gás hélio, sendo menos denso que o ar, produz ao ser respirado, uma vibração diferente das cordas vocais, resultando na folclórica "voz do Pato Donald" do mergulhador.

Osteonecrose

É uma doença degenerativa, silenciosa e incapacitante, que acomete principalmente mergulhadores de saturação ou que já tenham sofrido episódios de Doenças Descompressivas. Tem sido atribuída tanto à intoxicação por oxigênio quanto à embolias aéreas, gordurosas e até à fenômenos osmóticos. Ocorre uma destruição e necrose asséptica em áreas específicas de ossos longos dos membros e superfícies articulares, especialmente no fêmur, articulação da bacia, úmero, articulação do ombro e na tíbia, sendo necessário afastar o mergulhador definitivamente da atividade profissional quando a doença é constatada.

Apagamento

É provavelmente a causa mais freqüente de morte em mergulhadores amadores e profissionais adeptos do mergulho em apnéia (desequipado). Antes de iniciar o mergulho, muitos mergulhadores tem o hábito de hiperventilar repetidamente, na perigosa ilusão de aumentar a quantidade de oxigênio no sangue e com isso prolongar o tempo de fundo. Tudo o que conseguem na verdade é diminuir a tensão parcial do gás carbônico no sangue, retardando o sinal de alerta do centro respiratório, que é o próprio CO2 quando mais elevado. Quando mergulhados, a pressão parcial do oxigênio na circulação cerebral será suficiente para manter a lucidez por algum tempo, mas a pressão parcial do CO2, excessivamente baixa devido à hiperventilação inicial, levará mais tempo para atingir o nível necessário para "acordar" o centro respiratório e provocar nos mergulhadores a necessidade de respirar outra vez. Enquanto isso suas reservas de oxigênio no sangue terão sido consumidas e quando eles iniciarem a subida, não terão oxigênio suficiente para atingir acordados a superfície.

Os Tipos de Tabelas de Mergulho

Se considerarmos como "mergulho" qualquer atividade ou exposição humana realizada em ambiente cuja pressão seja maior que a pressão atmosférica ao nível do mar, então podemos subdividir as tabelas em 5 categorias básicas:

Tabelas de compressão: previstas para a realização de trabalhos regulares.
Tabelas de descompressão:
previstas para o retorno à superfície no final de incursões para trabalhos regulares.
Tabelas de tratamento:
previstas para a terapêutica em casos de acidentes de mergulho ou em oxigenioterapia hiperbárica. (Exemplo: Tabela 6-A da USA Navy, abaixo)
Tabelas de Mergulho Repetitivo
: previstas para situações em que o trabalhador ou mergulhador precisa realizar nova incursão ao ambiente de trabalho, antes de decorrido o intervalo mínimo necessário na superfície.
Tabelas de Mergulho em Altitude:
previstas para atividades em regiões elevadas, onde na superfície, a pressão atmosférica é menor que 760mmHg.

Existem versões, variações e adaptações diversas, e este é um assunto extenso e ainda muito discutido e estudado na especialidade.

Conclusão Sobre o Mergulho

O mergulho e o trabalho em ambientes pressurizados é, segundo a legislação vigente , uma das atividades ocupacionais classificadas como insalubre em grau máximo. (Norma Regulamentadora número 15 do Ministério do Trabalho).

Todos aqueles envolvidos nestas atividades, deveriam sempre manter-se atentos aos riscos e atualizados sobre os diversos aspectos da exposição do homem à um ambiente muitas vezes deslumbrante, porém, intrinsecamente hostil.

MEDICINA HIPERBÁRICA

Infelizmente, desde há muito tempo, a Medicina Hiperbárica tem sido instrumento de charlatanismo e espertezas de diversas categorias.

Até o folclore envolvendo Michael Jackson e uma câmara hiperbárica já foi amplamente explorado pela mídia e pseudo-doutores no assunto.

Pessoas que se apresentam como "especialistas", divulgam informações equivocadas, falsas ou mitificadoras e realizam "tratamentos" não reconhecidos pela comunidade científica da especialidade, iludindo e aproveitando-se da esperança e da boa fé de quem busca uma alternativa desesperada para casos insolúveis ou mesmo de quem busca apenas uma solução mágica para as conseqüências normais do processo natural de envelhecimento.

A Medicina Hiperbárica é uma grande contribuição da ciência e do gênio humano para ajudar pessoas que sofrem de patologias graves, refratárias e muitas vezes desesperadoras, exigindo do médico especialista da área, uma atitude e um desempenho absolutamente comprometidos com a boa ética médica, com a verdade, com o esclarecimento das pessoas quanto às indicações corretas, os riscos e as limitações da terapêutica e com o bem estar e a expectativa de recuperação e cura dos pacientes

"É um conhecimento que não pertence à quem o exerce mas sim a quem dele necessita."

Por isso é fundamental exercê-lo com responsabilidade e critérios científicos.

Portanto , as síndromes neurológicas , decorrentes de anóxia de parto, paralisia cerebral, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos ou hemorrágicos, traumas ou patologias degenerativas, bem como suas sequelas, NÃO SÃO indicações para tratamento em câmaras hiperbáricas, porque não há base científica que apóie a indicação e a experiência internacional demonstra resultados insatisfatórios. O mesmo princípio se aplica à lesões medulares, "celulites" e rugas, questões relacionadas com a pigmentação da pele, impotência sexual, esgotamento, estresse, neoplasias e déficits cognitivos ou intelectuais de qualquer tipo. Geralmente o tratamento consiste em apenas, 1 (uma) sessão/dia, sendo poucos e específicos os casos em que estarão indicadas 2 (duas) ou no máximo 3 (três) sessões em 24h e ainda assim por tempo limitado.

Sempre que for divulgado tratamento em câmara hiperbárica para patologias ou condições destes grupos citados, ou além desses limites, você estará diante do mais indisfarçável charlatanismo se quem anuncia for médico(a) ou do mais descarado curandeirismo, além do crime de exercício ilegal da medicina, se quem anuncia for leigo. Portanto, cuidado, pois pensando em ir a uma clínica você pode estar indo a um circo.

Fonte: www.ohb-rio.med.br

Câmara Hiperbárica

Medicina Hiperbárica

Medicina hiperbárica, também conhecido como oxigenoterapia hiperbárica (OHB), é o uso médico de oxigênio em um nível mais elevado do que a pressão atmosférica . O equipamento necessário é constituído por uma câmara de pressão, que pode ser do tipo rígido ou flexível, e um meio de distribuição de 100% de oxigénio. A operação é realizada com um cronograma pré-determinado por pessoal treinado que monitoram o paciente e pode ajustar o cronograma conforme necessário. OHB encontrado uso precoce no tratamento da doença de descompressão, e também tem mostrado grande eficácia no tratamento de doenças como a gangrena gasosa e intoxicação por monóxido de carbono. Uma pesquisa mais recente examinou a possibilidade de que ele também pode ter valor para outras condições, tais como paralisia cerebral e esclerose múltipla, mas nenhuma evidência significativa foi encontrada.

Fonte: en.wikipedia.org

Câmara Hiperbárica

Para o que serve?

A Medicina Hiperbárica é aquela que trata lesões e doenças diversas pela oxigenação direta dos tecidos quando submetidos a Oxigênio em alta concentração numa cápsula fechada. No mergulho serve para recuperar pacientes que sofreram problemas de descompressão.

Quando é necessária?

Em mergulho recreacional/esportivo ela é usada apenas em situações de emergência se for diagnosticado Doença Descompressiva. Em mergulhos de prospecção de 100m a 300m de profundidade o mergulhador permanece na câmera por várias hora ou dias por prevenção. Para adquirir Doença Descompressiva o mergulhadore deve ter cometido um procedimento errado como uma subida muito rápida ou ter permanecido tempo além do recomendado em cada profundidade.

O que ocorre quando não é usada e precisa?

Ficam seqüelas que variam conforme o grau de complexidade de cada caso, podendo prejudicar a circulação nas extremidades, dor ou paralisia do movimento das articulações e deficiências respiratórias e cardíacas.

Quais barcos a possuem?

Barcos normalmente não possuem pela infra-estrutura agregada, apenas se forem de uso militar ou de prospecção de petróleo no apoio de atividades de mergulho.

Ao manifestar problemas que indiquem doença descompressiva o mergulhador recebe no barco tratamento com oxigênio puro medicinal até uma avaliação mais completa.

O que ocorre com o mergulhador para utilizá-la?

Quando um mergulhador estrapola alguns limites de tempo/profundidade ou realiza uma subida acelerada, os gases inertes que dissolvem-se nos tecidos corporais durante o mergulho desprendem-se de forma desordenada e formam mico-bolhas que ao transityar pelo corpotrazem problemas conhecidos por "Doença Descompressiva". Podem resultar em formigamento, dores, paralisia e até insuficiência respiratória ou circulatória.

E o que ocorre dentro da câmara?

O paciente repousa e respira a mistura gasosa prevista pelo médico especialista numa pressão de acordo com a profundidade que o paciente mergulhava.

Também pode ser monitorado por um assistente dentro da câmera.

Fonte: www.oceanicanet.com.br

Câmara Hiperbárica

Medicina Hiperbárica

História e Evolução

A Medicina Hiperbárica é uma especialidade médica que se dedica ao estudo, à prevenção e ao tratamento das doenças e lesões decorrentes do mergulho e do trabalho em ambientes pressurizados (como na construção de túneis e pontes em áreas alagadas).

Câmara Hiperbárica
Luxuosa câmara construída por Forlanini (1875), um dos pioneiros do tratamento em "aspas" pneumáticos.

Sua origem remonta à 1841 na França, quando Triger, um engenheiro de mineração francês fez a primeira descrição dos sintomas de doença descompressiva em operários de uma mina de carvão. Em 1854, os médicos franceses Pol e Watelle observaram que a recompressão aliviava os sintomas da doença descompressiva.

O uso terapêutico do oxigênio hiperbárico teve início em 1937 quando Behnke e Shaw o utilizaram para tratamento de doenças descompressivas. Em 1955 surgiram dois trabalhos pioneiros que tornaram-se referências clássicas da oxigenioterapia hiperbárica:

High-Pressure Oxygen and Radiotherapy, publicado no The Lancet por I.Churchill-Davidson e; Life without Blood, publicado no J.Cardiovasc.Surg. pelo cirurgião cardiovascular holandês Ite Boerema, considerado o "pai" da Medicina Hiperbárica moderna.

Desde então, a O2HB vem sendo utilizada, seja como tratamento principal, seja como terapêutica coadjuvante, em várias patologias refratárias às abordagens convencionais.

Mecanismos de Ação

Para compreender o mecanismo de ação da O2HB é necessário conhecer alguns princípios e leis físicas simples

A Noção de Pressão Atmosférica:

A Terra é envolvida por uma camada de gases que chamamos de atmosfera terrestre. Essa atmosfera exerce uma pressão sobre a superfície do planeta que chamamos de pressão atmosférica e que ao nível do mar corresponde à 760mmHg ou 1(uma) atmosfera absoluta, ou seja, 1 ATA. É preciso lembrar que PRESSÃO é definida como FORÇA atuando sobre uma ÁREA: (P=FxA) e que pode também ser equivocadamente interpretada como "peso".

Em Medicina Hiperbárica são usadas muitas unidades para expressar medidas de pressão. No Brasil, as mais usadas são:

mmHg = milímetros de mercúrio

psig = libra por polegada quadrada

kgf/cm2 = quilograma força por centímetro quadrado

Já as unidades de profundidade mais usadas são:

Metros (1m = 3.28 pés)

Pés (1 pé = 30.48 cm)

Uma relação simples entre as diversas unidades pode ser estabelecida:

1 kgf/cm2 = 760mmHg = 14,7 psig = 1 ATA = 0 m = 0 pé

2 kgf/cm2 = 1.520mmHg = 29,4 psig = 2 ATA = 10m = 33 pés

3 kgf/cm2 = 2.280mmHg = 44,0 psig = 3 ATA = 20m = 66 pés E assim sucessivamente...

A pressão de 760mmHg ou 1 ATA é medida na superfície. Se um corpo sobe, se afastando da terra, será submetido à uma pressão cada vez menor, ainda que esta redução ocorra muito gradualmente, e se for mergulhado, devido à maior densidade do meio líquido, sofrerá os efeitos de uma pressão cada vez maior, pressão essa que dobra à cada dez metros de profundidade:

Câmara Hiperbárica

Essencialmente, duas leis físicas explicam o mecanismo de ação da Oxigenioterapia Hiperbárica:

Lei de Boyle-Mariotti

"Sendo constante a temperatura,
o volume de um gás varia de forma
inversamente proporcional à pressão ambiente".

 

Câmara Hiperbárica

Lei de Henry

"A quantidade de um gás que se dissolve em um meio líquido, é
diretamente proporcional à pressão exercida por este gás sobre este líquido."

 

Câmara Hiperbárica

Os Efeitos do Oxigênio Hiperbárico no Organismo

Diretos e Indiretos

Os efeitos diretos ou mecânicos atuam sobre o tamanho ou o volume de bolhas aéreas, sobre a solubilidade do oxigênio no plasma e sobre a retenção do CO2.

Os efeitos indiretos se manifestam através das respostas do organismo à expressiva elevação da pressão parcial do oxigênio em todos os tecidos.

Esta hiperoxigenação tissular, além de combater a hipóxia de qualquer etiologia, produz uma série de reações bioquímicas e biofísicas à nível celular, tendo o oxigênio, nestas condições, características de um agente farmacológico, produzindo:

1) Vasoconstricção sistêmica sustentada.

2) Oxigenação de tecidos previamente isquêmicos.

3) Aumento da produção de óxido nítrico à nível celular.

4) Potencialização da capacidade fagocitária de glóbulos brancos.

5) Estímulo e suporte da produção de fibroblastos, e por conseqüência, de colágeno, acelerando e garantindo a granulação.

6) Neo-vascularização.

7) Ação bactericida e bacteriostática sobre ampla gama de germes.

8) Ação sinérgica com antibióticos aminoglicosídeos.

9) Ação limitante ou bloqueadora sobre toxinas bacterianas.

10) Estímulo à osteogênese.

A Dissolução do Oxigênio no Plasma Como Consequência da Elevação da Pressão do Ambiente

Elevação do conteúdo arterial e plasmático de oxigênio em Volume % (Lei de Henry)

Câmara Hiperbárica

Charlatanismo

Infelizmente, desde há muito tempo, a Medicina Hiperbárica tem sido instrumento de charlatanismo e espertezas de diversas categorias.

Até o folclore envolvendo Michael Jackson e uma câmara hiperbárica já foi amplamente explorado pela mídia e pseudo-doutores no assunto.

Pessoas que se apresentam como "especialistas", divulgam informações equivocadas, falsas ou mitificadoras e realizam "tratamentos" não reconhecidos pela comunidade científica da especialidade, iludindo e aproveitando-se da esperança e da boa fé de quem busca uma alternativa desesperada para casos insolúveis ou mesmo de quem busca apenas uma solução mágica para as conseqüências normais do processo natural de envelhecimento.

A Medicina Hiperbárica é uma grande contribuição da ciência e do gênio humano para ajudar pessoas que sofrem de patologias graves, refratárias e muitas vezes desesperadoras, exigindo do médico especialista da área, uma atitude e um desempenho absolutamente comprometidos com a boa ética médica, com a verdade, com o esclarecimento das pessoas quanto às indicações corretas, os riscos e as limitações da terapêutica e com o bem estar e a expectativa de recuperação e cura dos pacientes

"É um conhecimento que não pertence à quem o exerce mas sim a quem dele necessita."

Por isso é fundamental exercê-lo com responsabilidade e critérios científicos

Portanto , as síndromes neurológicas , decorrentes de anóxia de parto, paralisia cerebral, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos ou hemorrágicos, traumas ou patologias degenerativas, bem como suas sequelas, NÃO SÃO indicações para tratamento em câmaras hiperbáricas, porque não há base científica que apóie a indicação e a experiência internacional demonstra resultados insatisfatórios. O mesmo princípio se aplica à lesões medulares, "celulites" e rugas, questões relacionadas com a pigmentação da pele, impotência sexual, esgotamento, estresse, neoplasias e déficits cognitivos ou intelectuais de qualquer tipo. Geralmente o tratamento consiste em apenas, 1 (uma) sessão/dia, sendo poucos e específicos os casos em que estarão indicadas 2 (duas) ou no máximo 3 (três) sessões em 24h e ainda assim por tempo limitado.

Sempre que for divulgado tratamento em câmara hiperbárica para patologias ou condições destes grupos citados, ou além desses limites, você estará diante do mais indisfarçável charlatanismo se quem anuncia for médico(a) ou do mais descarado curandeirismo, além do crime de exercício ilegal da medicina, se quem anuncia for leigo.
Portanto, cuidado, pois pensando em ir a uma clínica você pode estar indo a um circo.

Contra-Indicações

As referências clássicas listam as seguintes condições que contra-indicam a terapêutica hiperbárica:

-Pneumotórax não drenado ou história de pneumotórax expontâneo (absoluta). -Infecções das vias aéreas superiores/sinusites crônicas.
-Infecções virais. Cirurgias torácicas prévias recentes.
-Enfisema pulmonar.
-Cirurgia otorrinolaringológica recente.
-Neurite óptica.
-Gravidez.
-Idade inferior a 2(dois) anos.
-Terapêutica com Doxorrubicina (absoluta).
-Anestesia Peridural há menos de 6 horas.
-Esferocitose Congênita.
-Febre alta. Neoplasias.
-História de convulsões.

Indicação

De acordo com a comunidade científica da especialidade, são indicações para a O2HB as seguintes condições patológicas:

Doenças descompressivas:

Embolia traumática pelo ar ou embolia gasosa;

Envenenamento ou intoxicação por monóxido de carbono, por cianetos e por fumaça de incêndios. Infecções de tecidos moles por bactérias necrotizantes, mistas ou anaeróbias; (mionecroses, fasciites necrotizantes, celulites necrotizantes, gangrena gasosa, SíndromedeFournier).

Isquemias agudas de tecidos moles e membros (síndromes compartimentais, lesões por esmagamento, síndromes de reperfusão pós-traumática e pós-revascularização, enxertos refratários ou comprometidos, deiscências de suturas e reimplantação pós-amputação).

Queimaduras térmicas, químicas ou elétricas. Síndrome de surdez súbita. Fase aguda de anemias severas e na impossibilidade de reposição de sangue.

Osteomielites refratárias. Lesões e necroses por radiação/radioterapia: lesões actínicas de mucosas, radiodermites e osteorradionecroses. Isquemia retiniana aguda.

Pneumoencéfalo.

Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos ou ofídios) e vasculites crônicas auto-imunes.

Lesões de origem isquêmica, infectadas ou não, como úlceras de pele, mal perfurante plantar e demais lesões diabéticas.

Processos inflamatórios crônicos com fístulas enterocutâneas como na Doença de Crohn, enterorragias por retocolites e colite pseudomembranosa. Abscessos intra-abdominais e intra-cranianos.

Fonte: www.ohb-rio.med.br

Câmara Hiperbárica

A medicina hiperbárica tradicionalmente dedica-se ao estudo e ao tratamento de doenças decorrentes do mergulho e do trabalho em situação de pressurização.

Oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é uma modalidade terapêutica que pertence à medicina hiperbárica e consiste na respiração de oxigênio puro a 100% intermitentemente, a pressões maiores que a pressão atmosférica ambiente no nível do mar, com o paciente colocado no interior de uma câmara hiperbárica. As câmaras são de paredes rígidas, hermeticamente fechadas e resistentes a pressões.

A pressão máxima de 3 Atmosferas Absolutas (ATA) para tratamentos clínicos corresponde a um mergulho de 20 metros de profundidade.

Este recurso terapêutico tem sido utilizado em várias patologias e em diversos países, inclusive no Brasil.

HISTÓRICO

Em 1967 foi fundada nos EUA a "Undersea and Hyperbaric Medical Society", inicialmente para estudar a troca de dados da fisiologia e medicina do mergulho comercial e militar. Em 1976 foi criado o Committee on Hyperbaric Oxygenation, responsável pela revisão anual dos vários estudos clínicos e experimentais que comprovem a eficácia da OHB, pela definição dos protocolos de tratamento e pelas normas de segurança dos procedimentos.

No Brasil, o marco histórico da oxigenoterapia hiperbárica ocorreu em 15 de setembro de 1995, quando o Conselho Federal de Medicina emitiu a Resolução CFM n 1.457/ 95 sobre as indicações clínicas atualmente reconhecidas da oxigenoterapia hiperbárica.

TRATAMENTO

Pode ser realizado tanto em câmaras monoplace quanto multiplace. No tipo monoplace, coloca-se um único paciente dentro da câmara pressurizada com oxigênio a 100%, e o paciente respira o oxigênio diretamente na câmara. No tipo multiplace, colocam-se dois ou mais pacientes e a câmara é pressurizada com ar comprimido, enquanto os pacientes respiram oxigênio a 100% via máscara ou capuz de acrílico.

O emprego de oxigênio puro em câmaras hiperbáricas provoca múltiplos efeitos terapêuticos, como proliferação de fibroblastos, neovascularização, osteogênese, lise de bactérias e fungos, entre outros.

A oxigenoterapia hiperbárica é indicada, como tratamento principal ou coadjuvante, em inúmeras patologias agudas ou crônicas, de natureza isquêmica, infecciosa, traumática ou inflamatória.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES DE OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA RECONHECIDAS PELO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (RESOLUÇÃO CFM N. 1.457/95):

1. Embolias gasosas;
2. Doença descompressiva;
3. Embolias traumáticas pelo ar;
4. Envenenamento por monóxido de carbono ou inalação de fumaça;
5. Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos;
6. Gangrena gasosa;
7. Síndrome de Fournier;
8. Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fasciites e miosites;
9. Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas e outras;
10. Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos);
11. Queimaduras térmicas e elétricas;
12. Lesões refratárias: úlceras de pele, lesões pé diabético, escaras de decúbito, úlcera por vasculites auto-imunes, deiscências de suturas;
13. Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas;
14. Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco;
15. Osteomielites;
16. Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sangüínea.

COMO É O TRATAMENTO

O tratamento é realizado em sessões diárias com a duração de 120 minutos com pressão variando de 2 a 3 ATA. O número de sessões varia de acordo com a patologia e o quadro clínico do paciente. Nas lesões agudas, o número de sessões varia de 10 a 30, sendo no máximo de 90, e nas crônicas, de 30 a 60, podendo chegar a 180 sessões.

O custo do tratamento é relativamente baixo, se comparado ao custo médio/dia de um paciente internado na terapia intensiva, que pode chegar a um valor correspondente a cerca de 10 a 20 sessões de OHB. Se levarmos em consideração que no paciente tratado com OHB há redução do tempo de internação, do consumo de antibióticos e do número de procedimentos cirúrgicos, verificaremos uma diminuição substancial no custo total do paciente tratado com OHB.

Outro marco importante foi a realização do Fórum de Segurança e Qualidade em Medicina Hiperbárica realizado em outubro de 2003 em São Paulo, organizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica, quando foi elaborado um documento sobre as Diretrizes de Segurança e Qualidade em Medicina Hiperbárica.

A literatura médica sobre o assunto registra trabalhos bem-feitos com estudos demonstrando resultados positivos. Faglia et al., em 1996, publicaram um artigo de destaque, randomizado e duplo-cego, onde foram estudados 35 pacientes com pé diabético tratados com OHB e 33 com ar sob pressão. Estes autores demonstraram que o índice de amputações foi de 8,6% (3/35) nos pacientes tratados com OHB e de 33,3% (11/33) no grupo controle (p = 0.016).

No Brasil, recentemente teses de mestrado e doutorado foram defendidas na Universidade de São Paulo e na Universidade de Ribeirão Preto tendo como tema a oxigenoterapia hiperbárica, o que demonstra a importância que o tema tem adquirido no meio acadêmico.

Fonte: www.praticahospitalar.com.br

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