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Coração

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O coração é o principal órgão do sistema circulatório. Nos animais vertebrados, incluindo o homem, é um músculo oco que funciona como uma bomba aspirante e impelente que leva o sangue através das artérias para distribuir por todo o corpo.

O coração humano é do tamanho de um punho e um peso de 300 gramas que equivale a 0,40% do peso corporal, está localizado no centro da cavidade torácica flanqueada em ambos os lados pelos pulmões.

O coração é um órgão muscular oco cuja função é bombear sangue através dos vasos sanguíneos do corpo. Está localizado na região central do tórax, no mediastino médio, entre os dois pulmões. É cercado por uma membrana fibrosa espessa chamada pericárdio.

O coração está na forma de uma pirâmide inclinada, a porção pontiaguda da pirâmide é inclinada para a esquerda e abaixo, enquanto a base fica para cima e é a área da qual surgem os vasos sanguíneos grandes que levam o sangue para fora do órgão. A parte inferior do coração recai sobre o diafragma enquanto as faces laterais são contíguas aos pulmões direito e esquerdo e a face anterior está situada atrás do esterno.

Anatomia Geral do Coração

A base do coração é formada pelos átrios D/E que ficam separados dos ventrículos por um sulco coronário circundante, que contém os principais troncos dos vasos coronários.

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Os átrios unem-se em uma formação em U que envolve a origem da Aorta, a formação é interrompida onde cada átrio termina em um apêndice livre, a aurícula.

Os ventrículos constituem uma parte muito maior do coração e possuem as paredes mais firmes devido a sua maior espessura, possuem sulcos internos que seguem em direção ao ápice (sulco paraconal e sulco subsinuoso), ambos conduzem vasos que acompanham as bordas do septo interventricular.

Os vasos coronários estendem-se por uma certa distância sobre a superfície ventricular.

Coração
Coração

O Átrio Direito

Forma uma câmara (seio venoso), onde desembocam as principais veias sistêmicas. A Veia Cava Caudal entra na parte caudodorsal desta câmara acima da veio muito menor (seio coronário) que drena o coração. A Veia Cava Cranial abre-se craniodorsalmente na crista terminal. O interior do átrio é liso entre as entradas venosas, seu teto penetra entra as aberturas das cavas, sendo denteado pela passagem de veias pulmonares que retornam sobre o átrio direito e entram no átrio esquerdo. No interior da aurícula teremos uma série de cristas (músculos pectinados), que se ramificam da crista terminal, marcando o limite entre a aurícula e o principal compartimento.

O Átrio Esquerdo

Possui forma semelhante, recebe as veias pulmonares que entram, separadamente ou em grupos, em dois ou três locais. A aurícula é semelhante à do lado direito.

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O Ventrículo Direito

Tem forma de meia lua em corte transversal. É dividido por um feixe muscular (crista supraventricular), que se projeta do teto cranial ao óstio atrioventricular. A principal parte da câmara situa-se sob esta grande abertura alongada, enquanto o prolongamento à esquerda, o cone arterial, leva diretamente à saída circular muito menos no tronco pulmonar. A valva atrioventricular direita (tricúspide) é compostas de três abas ou cúspides que se unem a um anel fibroso que circunda a abertura.

As cúspides fundem-se em sua fixação, mas separam-se ao centro da abertura, onde suas bordas livres são espessas e irregulares. Cada cúspide é unida por estrias (cordas tendíneas) que descem pela cavidade ventricular e inserem-se em projeções das paredes (músculos papilares). Este arranjo impede a eversão das cúspides para o átrio durante a contração ventricular (sístole). A luz do ventrículo é atravessada por uma faixa fina de músculo (trabécula septomarginal) que liga a parede septal a parede externa. Proporciona um caminho mais curto para um feixe de tecido condutor, assegurando assim uma contração simultânea de todas as partes do ventrículo. Uma posterior modificação do músculo é produzida pelas muitas cristas irregulares (trabéculas cárneas), que conferem a parte inferior da parede um aspecto esponjoso. Essas trabéculas reduzem a turbulência sanguínea. A abertura no tronco pulmonar situa-se em um nível mais dorsal que o óstio atrioventricular e é cranial a origem da aorta. É fechada durante o relaxamento ventricular (diástole) pelo refluxo sanguíneo, forçando simultaneamente as três cúspides que constituem a valva pulmonar. As cúspides são semilunares e côncavas no lado arterial ajustando-se quando a valva se fecha.

O Ventrículo Esquerdo

É circular ao corte e forma o ápice do coração como um todo. Sua parede á muito mais espessa com relação ao Ventrículo Direito, de acordo com o trabalho maior que desempenha. A valva atrioventricular esquerda (bicúspide ou mitral), eu fecha o óstio atrioventricular, possui duas cúspides principais comparável à do lado direito.

A saída para a Aorta assume uma posição mais central no coração. A valva aórtica, geralmente semelhante à valva pulmonar, apresenta uma orientação diferente de suas cúspides. Os espessamentos nodulares nas bordas livres das cúspides aórticas são conspícuos.

Luiz Bolfer

 

Biologia do Coração e dos Vasos Sanguíneo

O coração é um órgão muscular oco localizado no centro do tórax. Os lados direito e esquerdo do coração possuem uma câmara superior (átrio), que coleta o sangue, e uma câmara inferior (ventrículo), que o ejeta. Para assegurar que o sangue flua em uma só direção, os ventrículos possuem uma válvula de entrada e uma de saída.

As principais funções do coração são: o fornecimento de oxigênio ao organismo e a eliminação de produtos metabólicos (dióxido de carbono) do organismo. Em resumo, o coração realiza essas funções através da coleta do sangue com baixa concentração de oxigênio do organismo e do seu bombeamento para os pulmões, onde ele capta oxigênio e elimina o dióxido de carbono. Em seguida, o coração recebe o sangue rico em oxigênio dos pulmões e o bombeia para os tecidos do organismo.

Função do Coração

Durante o batimento cardíaco, as câmaras cardíacas dilatam ao encherem-se de sangue – período denominado diástole – e, em seguida, elas contraem quando o coração bombeia o sangue – período denominado sístole. Os dois átrios relaxam e contraem concomitantemente, assim como os dois ventrículos.

A seguir, descreveremos como o sangue move-se através do coração. Inicialmente, o sangue proveniente do corpo, pobre em oxigênio e rico em dióxido de carbono, flui através das duas veias de maior diâmetro (as veias cavas) até o átrio direito. Ao encher, essa câmara impulsiona o sangue até o ventrículo direito.

Quando este se torna repleto, ele bombeia o sangue, através da válvula pulmonar, até as artérias pulmonares, as quais suprem os pulmões.

Em seguida, o sangue flui pelos diminutos capilares que circundam os sacos aéreos (alvéolos) dos pulmões, absorvendo oxigênio e eliminando dióxido de carbono, o qual é, em seguida, é expirado. O sangue então rico em oxigênio flui através das veias pulmonares até o átrio esquerdo. Esse circuito entre o lado direito do coração, os pulmões e o átrio esquerdo é denominado circulação pulmonar.

Ao encher, o átrio esquerdo impulsiona o sangue rico em oxigênio até o ventrículo esquerdo. Quando este se torna repleto, ele bombeia o sangue, através da válvula aórtica, até a aorta, a maior artéria do corpo. Esse sangue rico em oxigênio irriga todo o organismo, exceto os pulmões.

Vasos Sanguíneos

O restante do sistema circulatório (cardiovascular) é composto por artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias. As artérias, fortes e flexíveis, transportam o sangue do coração e suportam pressões sanguíneas mais elevadas. Sua elasticidade auxilia na manutenção de uma pressão arterial durante os batimentos.

As artérias menores e as arteríolas possuem paredes musculares que ajustam seu diâmetro a fim de aumentar ou diminuir o fluxo sanguíneo em uma determinada área. Os capilares são vasos diminutos e de paredes extremamente delgadas, os quais atuam como pontes entre as artérias e transportam o sangue para longe do coração; as veias transportam o sangue de volta para o coração.

Os capilares permitem que o oxigênio e os nutrientes passem do sangue para os tecidos e que produtos da degradação metabólica passem dos tecidos para o sangue. Eles drenam o sangue para as vênulas, as quais, por sua vez, drenam nas veias que se dirigem ao coração. Pelo fato de possuírem paredes mais finas e, em geral, de maior diâmetro que as artérias, as veias conduzem o mesmo volume de sangue com menor velocidade e sob uma pressão muito mais baixa.

Suprimento Sanguíneo do Coração

O músculo cardíaco (miocárdio) também recebe uma parte do grande volume de sangue que flui através dos átrios e ventrículos. Um sistema de artérias e veias (circulação coronariana) irriga o miocárdio com sangue rico em oxigênio e, em seguida, retorna o sangue com baixo conteúdo de oxigênio para o átrio direito.

A artéria coronária direita e a artéria coronária esquerda originam-se da aorta para fornecer o sangue ao coração; as veias cardíacas drenam no seio coronariano, que retorna o sangue ao átrio direito. Em razão da grande pressão exercida no coração quando o órgão contrai, a maior parte do fluxo sanguíneo da circulação coronariana ocorre durante o relaxamento cardíaco entre os batimentos (durante a diástole ventricular).

Um Olhar Dentro do Coração

A incidência em seção transversal do coração mostra a direção do fluxo sanguíneo normal.

Coração

Sintomas das Cardiopatias

Não existe um sintoma isolado que identifique de maneira inequívoca uma doença do coração (cardiopatia), mas determinados sintomas sugerem a possibilidade, e um conjunto de sintomas faz com que um diagnóstico seja estabelecido. O médico inicia o processo do diagnóstico com uma entrevista (história clínica) e um exame físico. Frequentemente, são solicitados exames para a confirmação do diagnóstico, para a avaliação da gravidade do problema ou como auxílio no planejamento do tratamento.

Contudo, algumas vezes, mesmo uma cardiopatia grave não apresenta sintomas até atingir um estágio avançado. Check-ups de rotina ou uma consulta ao médico por qualquer outro motivo podem revelar essa cardiopatia assintomática. Os sintomas de uma cardiopatia incluem determinados tipos de dor, dificuldade respiratória, fadiga, palpitações (percepção de batimentos cardíacos lentos, rápidos ou irregulares), tontura e desmaios.

Contudo, esses sintomas não indicam necessariamente uma cardiopatia: uma dor torácica pode indicar uma cardiopatia, mas pode ser também sinal de uma doença respiratória ou gastrointestinal.

Irrigação Sanguínea do Coração

Como qualquer outro tecido do corpo, o músculo do coração deve receber sangue rico em oxigênio e eliminar o sangue exaurido de oxigênio. A artéria coronária direita e a artéria coronária esquerda com seus dois ramos (a artéria circunflexa e a artéria descendente anterior esquerda) fornecem sangue ao músculo cardíaco (miocárdio). As veias cardíacas retornam o sangue ao átrio direito.

Coração

Dor

Quando a quantidade de sangue que chega aos músculos é insuficiente (condição conhecida como isquemia), a quantidade inadequada de oxigênio e o excesso de produtos da degradação metabólica causam câimbras. A angina – uma sensação de aperto ou de compressão torácica – é decorrente da insuficiência do suprimento de sangue ao coração.

Entretanto, o tipo e o grau de dor ou de desconforto variam enormemente entre as pessoas. Alguns indivíduos com suprimento sanguíneo inadequado não apresentam dor (condição conhecida como isquemia silenciosa). Se a quantidade de sangue que flui aos outros músculos é muito pequena, particularmente aos músculos da panturrilha, o indivíduo costuma sentir uma dor tipo compressiva e fadiga na região durante a realização de exercícios (claudicação).

A pericardite – inflamação ou lesão da membrana que envolve o coração – causa uma dor que aumenta de intensidade quando o indivíduo deita e diminui na posição sentada ou reclinada para a frente. Nesse caso, o exercício não aumenta a dor e a inspiração ou a expiração pode reduzi-la ou aumentá-la, pois pode ocorrer concomitantemente uma pleurite – inflamação da membrana que envolve os pulmões.

Quando uma artéria sofre uma laceração ou ruptura, o indivíduo geralmente apresenta uma dor aguda que surge e desaparece rapidamente e pode não ter relação com a atividade física. Às vezes, as artérias principais, especialmente a aorta, são lesadas. Uma parte dilatada e saliente da aorta (aneurisma) pode apresentar um extravasamento súbito ou o seu revestimento pode apresentar uma discreta laceração, permitindo que o sangue penetre entre as camadas da aorta (dissecção da aorta).

Esses eventos produzem dor súbita e intensa intermitente, com a ocorrência de novas lesões (p.ex., lacerações) ou mesmo com o movimento do sangue fora de seu canal normal. Geralmente, a dor originária da aorta é sentida na região posterior do pescoço, entre as escápulas, ao longo das costas ou no abdômen.

A válvula localizada entre o átrio e o ventrículo esquerdos pode protruir em direção ao átrio esquerdo quando o ventrículo esquerdo contrai (prolapso da válvula mitral). Às vezes, os indivíduos com esse distúrbio apresentam episódios curtos de dor lancinante, tipo punhalada ou picada de agulha. Em geral, a dor é localizada abaixo da mama esquerda, independentemente da posição ou da atividade física da pessoa.

Dificuldade Respiratória

A dificuldade respiratória, conhecida como falta de ar, é um sintoma comum da insuficiência cardíaca. Ela é decorrente do líquido que drena para os espaços aéreos do pulmão – um distúrbio denominado congestão pulmonar ou edema pulmonar –, resultando em um processo similar ao afogamento. Nos primeiros estágios da insuficiência cardíaca, a pessoa apresenta dispnéia apenas durante o esforço físico.

À medida que a insuficiência cardíaca progride, a dispnéia ocorre em atividades cada vez menos intensas, até ocorrer mesmo em repouso. As pessoas apresentam dispnéia sobretudo ao se deitar porque o líquido espalha-se por todo o tecido pulmonar. Na posição sentada, a força da gravidade faz com que o líquido se acumule na base dos pulmões, o que não produz tanto incômodo. A dispnéia noturna é a falta de ar que ocorre à noite com o indivíduo deitado e que é aliviada pela posição sentada.

A dispnéia não é limitada às cardiopatias, podendo afetar também os indivíduos com doenças pulmonares, doenças dos músculos respiratórios ou doenças do sistema nervoso central que interferem na respiração. Qualquer distúrbio que comprometa o delicado equilíbrio normal entre o fornecimento e o consumo de oxigênio – por exemplo, a capacidade inadequada de transporte de oxigênio pelo sangue em decorrência de uma anemia ou o incremento do metabolismo geral do organismo em decorrência de uma tireóide hiperativa – pode fazer com que um indivíduo apresente dispnéia.

Fadiga

Quando o coração bombeia de forma ineficaz, o fluxo sanguíneo aos músculos pode ser inadequado durante a realização de exercícios, fazendo com que o indivíduo apresente fraqueza e cansaço. Em geral, os sintomas são sutis. Os indivíduos costumam compensar essa situação diminuindo gradualmente as atividades ou consideram os sintomam como decorrentes do envelhecimento.

Palpitação

As pessoas frequentemente não percebem o batimento cardíaco. Entretanto, em determinadas circunstâncias – por exemplo, durante o exercício vigoroso ou uma experiência emocional dramática –, mesmo os indivíduos saudáveis percebem seus batimentos cardíacos. Eles podem sentir o coração batendo forte ou rapidamente ou detectam um batimento irregular.

O médico pode confirmar esses sintomas examinando o pulso e auscultando os batimentos cardíacos com o auxílio de um estetoscópio colocado sobre o tórax.

As palpitações serão consideradas anormais de acordo com as respostas a diversas questões: se elas ocorrem frente a determinados fatores ou situações, se o seu início é súbito ou gradual, qual a rapidez dos batimentos cardíacos e quanto eles parecem ser irregulares.

É mais provável que palpitações que ocorrem concomitantemente a outros sintomas (p.ex., dispnéia, dor, fraqueza e fadiga ou desmaios) sejam decorrentes de um ritmo cardíaco anormal ou de uma doença subjacente grave.

Tontura e Desmaio

O fluxo sanguíneo inadequado resultante da frequência cardíaca ou de ritmos cardíacos anormais ou da deficiência da capacidade de bombeamento cardíaco pode causar tontura, fraqueza e desmaio. Esses sintomas também podem ser decorrentes de alguma doença cerebral ou da medula espinhal ou sua causa pode não ser grave.

Por exemplo, muitos soldados podem ter uma sensação de desmaio ao permanecerem em posição de sentido durante longos períodos, pois os músculos das pernas devem permanecer ativos para auxiliar o retorno sanguíneo ao coração. Uma emoção ou uma dor intensa, a qual ativa parte do sistema nervoso, também pode causar desmaio. Os médicos devem diferenciar o desmaio provocado por uma cardiopatia da epilepsia, na qual a perda de consciência é devida a um distúrbio cerebral.

 

 

Anatomia do Coração

Visão Anterior ( Frontal )

Coração

Antes de descrever a anatomia do coração, é desejável rever brevemente algumas das características anatômicas da cavidade torácica a os órgãos nela contidos.

O tórax constitui-se na porção mais superior do tronco e é dividido da porção inferior, que é o abdome, por uma camada muscular chamada diafragma. As costelas são a proteção óssea que resguarda tanto o coração como os pulmões de possíveis traumas físicos externos.

As costelas originam-se a partir das vértebras torácicas unindo-se anteriormente ao osso esterno. Este osso tem características especiais, pois permite a mobilidade das costelas e a expansão torácica durante a inspiração.

Os órgãos e estruturas contidas no interior da cavidade torácica, além do coração, são os seguintes:

Os pulmões

São em número de dois, o direito contém três lobos e o esquerdo dois. Sua função é realizar a troca de gases (respiração), função essencial para a sobrevivência.

O timo

É uma glândula de importância para o sistema imunológico e que praticamente desaparece depois dos 12 anos de idade, ficando em seu lugar uma pequena camada fina de tecido gorduroso. Localiza-se anteriormente aos grandes vasos que deriva do coração.

Os grandes vasos

São os vasos de maior calibre que deixam ou levam o sangue do coração.

Os principais são: veias subclávias direita e esquerda. veias cavas superior e inferior, artéria pulmonar, aorta, tronco braqui-cefálico (crista aórtica), artérias subclávias direita e esquerda e artérias carótidas direita e esquerda.

Posteriormente ao coração, no centro do tórax, no sentido longitudinal, passa o esôfago. O espaço existente centralmente entre os pulmões é chamado mediastino.

O coração é um órgão muscular oco em forma de cone, contendo quatro câmaras internas-corpo-humano e que fica posicionado dentro do saco pericárdico e abrigado bilateralmente pelos pulmões. Normalmente sua posição é inclinada a mais ou menos 30 graus para a esquerda e para baixo. É envolvido externamente pelo pericárdio e dentro deste envoltório é secretado um fluido que tem a finalidade de evitar o atrito do coração dentro do saco pericárdico, assim que o coração trabalha.

O coração recebe o sangue venoso através das veias cavas inferior e superior, e ejeta o sangue oxigenado através da aorta.

O órgão

 

O coração é um órgão propulsor do sangue, contraindo-se e relaxando-se ritmicamente.

É constituído por três túnicas:

A externa – pericárdio,
A média –
miocárdio, e
A interna –
endocárdio. O pericárdio reveste, externamente o coração.

A aurícula e o ventrículo do mesmo lado comunicam entre si por uma válvula aurículo-ventricular ou cardíaca:

Válvula Mitral – permite a passagem do sangue da aurícula esquerda para o ventrículo esquerdo. É constituída por duas lâminas.
Válvula Tricúspide –
permite a passagem do sangue da aurícula direita para o ventrículo direito. É constituída por três lâminas.

A metade direita do coração e a metade esquerda não comunicam entre si. Existe um septo muscular que as separa. Nas aurículas, de parede flácidas e finas, situadas na parte superior do coração, terminam as veias que transportam o sangue ao coração. As veias pulmonares terminam na aurícula esquerda e as veias cavas, inferior e superior, na aurícula direita. Dos ventrículos, de paredes fortes e espessas, situados na parte inferior do coração, partem as artérias que transportam o sangue às diferentes partes do corpo. A artéria pulmonar sai do ventrículo direito e a artéria aorta do ventrículo esquerdo.

O miocárdio forma a parede muscular do coração e é responsável pelos movimentos cardíacos. O endocárdio reveste o interior das aurículas e dos ventrículos.

Os músculos de movimentos voluntários – músculos esqueléticos – são formados por tecido muscular estriado

Células cilíndricas, muito alongados, com Estriação transversal e polinucleadas. Os núcleos situam-se na periferia da célula.

Células fusiformes, relativamente curtas e Mononucleadas. O núcleo situa-se no centro da célula.

Os músculos de movimentos involuntários – músculos das vísceras, dos vasos sanguíneos – são formados por tecido muscular liso.

Células morfologicamente semelhantes às do tecido muscular estriado, mas mais curtas, ramificadas e apenas com um ou dois núcleos centrais.

As células ramificam-se e comunicam umas com as outras, formando uma rede interligada, quefacilita o fluxo da corrente eléctrica. Assim todo o músculo se contrai, como se fosse uma unidade fisiológica.

O músculo cardíaco, embora possua movimentos involuntários, é formado por tecido muscular estriado, que apresenta características especificas, designando-se por tecido muscular cardíaco.

Esquema da seção longitudinal do coração

Coração
Face ventral do Coração

Ciclo Cardíaco

O coração é basicamente um saco muscular formado por duas bombas divididas em dois compartimentos ligados por válvulas. Das diversas cavidades, a maior é o ventrículo esquerdo, que bombeia o sangue oxigenado pelos pulmões para as diversas partes do corpo através da aorta. O sangue “usado” regressa ao coração pelas diversas veias do organismo, que drenam para dois grandes canais(as veias cavas superior e inferior), que por sua vez drenam ambas para a aurícula direita.

Daqui, o sangue passa através de uma válvula, a tricúspida, para o ventrículo direito, que o bombeia para os pulmões, onde é oxigenado, através da artéria pulmonar. Este sangue oxigenado volta pelas veias pulmonares para a aurícula esquerda, de onde, através da válvula mitral, é lançado para o ventrículo esquerdo.

Assim, o coração é um músculo cujas fases de contração são rítmicas e involuntárias.

Do seu funcionamento resultam ciclos cardíacos cujas fases se sucedem sempre do mesmo modo:

Diástole

As aurículas e os ventrículos estão em repouso. As válvulas auriculoventriculares e as válvulas que separam os ventrículos das artérias estão fechadas.

O sangue entra nas aurículas que se enchem pouco a pouco e criam uma pressão superior à dos ventrículos vazios.

Sístole Auricular

A aurículas contraem-se. As válvulas auriculoventriculares abrem-se e o sangue penetra nos ventrículos.

Sístole Ventricular

As válvulas auriculoventriculares fecham-se. Os ventrículos contraem-se, abrindo-se as válvulas semilunares que estão na base das artérias. O sangue sai dos ventrículos para as artérias. O coração volta a ficar em repouso e os fenómenos voltam a suceder-se sempre do mesmo modo.

Os vasos sanguíneos, que partem do coração e a ele chegam, levam os sangue a todas a partes do corpo.

As artérias são os vasos que transportam o sangue do coração para as diversas partes do corpo. As suas paredes precisam de ser fortes, já que é alta a pressão a que o sangue nelas é lançado.

Compõe-nos quatro camadas: uma externa fibrosa, uma muscular, uma de tecido elástico resistente e uma última, lisa e membranosa.

Os capilares levam o sangue a cada uma das células do organismo. O oxigénio e outros nutrientes existentes no sangue alcançam os tecidos passando através das suas paredes, ao passo que os detritos produzidos pelos tecidos são captados e transportados pelas veias de volta ao coração.

As veias transportam o sangue de volta ao coração. Como o sangue venoso está submetido a um regime de pressões mais baixo que o do sangue arterial, as paredes das veias são mais finas, menos elásticas e menos musculadas, sofrendo compressão por parte dos músculos esqueléticos quando estes se contraem, o que auxilia a progressão do sangue. Por outro lado, as válvulas venosas impedem o sangue de fluir na direção errada.

As veias são constituídas por três camadas: camada externa fibrosa, camada média de tecido muscular e elástico, e revestimento interno membranoso.

Fonte: es.wikipedia.org/br.geocities.com/ www.msd-brazil.com/www.hemodinamica.com.br/campus.fortunecity.com

 

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