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Sistema Nervoso Periférico

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O sistema nervoso periférico(SNP) é o aparelho do sistema nervoso formado por nervos e neurônios que residem ou se estendem para fora do sistema nervoso central,(SNC) em direção aos membros e órgãos.

A principal função do SNP é conectar o SNC aos membros e órgãos. A diferença entre este e o SNC é que o sistema nervoso periférico não está protegido por ossos ou pela barreira hematoencefálica , permitindo a exposição a toxina em danos mecânicos.

O sistema nervoso periférico é, portanto, o que coordena, regula e integra nossos órgãos internos, através dos axônios. Em alguns textos, considera-se que o sistema nervoso autônomo é uma subdivisão do sistema nervoso periférico, mas isso é incorreto, pois, no seu curso, alguns neurônios do sistema nervoso autônomo podem passar pelo sistema nervoso central e pelo sistema nervoso periférico, que também ocorre no sistema nervoso somático.

A divisão entre o sistema nervoso central e periférico tem apenas fins anatômicos. Consiste em 12 pares de nervos cranianos e 31 pares de nervos espinhais. No sistema nervoso periférico (SNP), as células de Schwann ajudam a orientar o crescimento dos axônios e a regeneração das lesões.

Sistema nervoso somático

Os nervos espinhais , que enviam informações sensoriais (toque, dor) do tronco e dos membros ao sistema nervoso central através da medula espinhal. Eles também enviam informações sobre a posição e condição da musculatura e as articulações do tronco e dos membros através da medula espinhal.

Eles recebem ordens motoras da medula espinhal para controlar os músculos esqueléticos. São um total de 31 pares de nervos, 4 cada um com duas partes ou raízes: um sensível e o outro motor.

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Sistema nervoso autônomo

Ele regula todas as funções do corpo, controla o músculo liso , o cardíaco, as vísceras e as glândulas por ordem do sistema nervoso central.
Ramo parassimpático : é ativo quando o corpo está em repouso, estimula o peristaltismo, relaxa o miocárdio, contrai os brônquios, entre outros.
Ramo simpático: prepara o corpo para a atividade física, aumenta a freqüência cardíaca, dilata os brônquios, contrae o reto, relaxa a bexiga, etc.
Consiste em raízes, plexos e troncos nervosos.
A parte sensível é a que transporta os impulsos dos receptores para a medula espinhal.
A parte do motor carrega os impulsos da medula espinhal para os efetores correspondentes. Sempre tem que levar em conta os nervos espinhais.
Os nervos cranianos , que enviam informações sensoriais do pescoço e vão ao sistema nervoso central. Eles recebem ordens motoras para controlar a musculatura esquelética do pescoço e da cabeça; e são 12 pares de nervos cranianos.

O Sistema Nervoso Periférico é considerado a rede da comunicação.

É formado por uma via sensitiva e uma via motora, que se complementam, para que tu possas reagir aos estímulos do meio externo.

O que é

O sistema nervoso periférico, às vezes chamado simplesmente de SNP, é a parte do sistema nervoso que se encontra fora do sistema nervoso central (SNC).

É constituído basicamente pelos nervos cranianos e nervos raquidianos.

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Diferentemente do sistema nervoso central, o sistema nervoso periférico não se encontra protegido pela barreira hematoencefálica.

É graças a este sistema que o cérebro e a medula espinhal recebem e enviam as informações permitindo-nos reagir às diferentes situações que têm origem no meio externo ou interno.

Como é constituído o Sistema Nervoso Periférico?

O Sistema Nervoso Periférico percorre todo o corpo e é considerado “a rede da comunicação”.

É constituído por todos os órgãos nervosos exteriores ao eixo cerebroespinal: receptores sensoriais, nervos e gânglios nervosos. São os nervos que fazem a ligação entre o sistema nervoso central e todas as outras regiões do organismo e partem tanto do encéfalo, como da medula espinal.

Do encéfalo partem 12 pares de nervos – os nervos cranianos – que se dirigem, prioritariamente, para as diferentes partes da cabeça, principalmente para os receptores sensoriais dos órgãos dos sentidos (olhos, nariz, ouvidos e língua); da medula saem 31 pares de nervos – os nervos raquidianos – que se ramificam por todo o organismo: órgãos, músculos, pele, etc. Qualquer parte de um neurônio que esteja fora do encéfalo ou da medula espinal já faz parte do SNP.

Que tipos de neurônios existem no sistema nervoso periférico?

Atendendo às funções desempenhadas, o SNP é formado por duas espécies de neurônios:

Neurônios sensoriais ou aferentes – que recolhem a informação dos receptores e a fazem chegar ao SNC, ou seja transmitem o influxo nervoso, captado pelos receptores, à medula espinal ou ao encéfalo. Alguns possuem terminações nervosas sensíveis, desempenhando igualmente funções receptoras;

Neurônios motores ou eferentes – que transmitem o influxo nervoso do SNC para um músculo ou uma glândula (os órgãos efetores – que podem efetuar a resposta).

Existem, por isso, duas vias distintas de informação que se completam: a que leva as informações de uma determinada região do corpo para o SNC, denominada VIA SENSITIVA e a que leva a informação processada pelo SNC para uma determinada região do corpo, denominada VIA MOTORA.

Como é que estas vias se complementam?

Vamos dar-te um exemplo, para perceberes mais facilmente o funcionamento das vias nervosas. Se estiveres a atravessar uma estrada e ouvires um carro a apitar, provavelmente a tua reação, uma vez que já estás a meio da estrada, será correres para chegares ao passeio antes que o carro passe. Com este exemplo é possível entender a complementaridade entre os dois sistemas.

Em primeiro lugar, os receptores sensoriais do teu ouvido captam o som da buzina do carro. Estes receptores estão ligados a neurônios sensoriais do SNP que passam a informação ao SNC.

Este vai receber a mensagem, analisá-la e interpreta-a como: “PERIGO!!! Há que sair da estrada!”. Deste modo, o SNC vai elaborar uma resposta, que envia pelos neurônios motores do SNP, até aos órgãos efetores que possuem a capacidade de a desempenhar.

Estes órgãos, entre outros, serão os músculos das tuas pernas, que se contraem e distendem mais rapidamente para que tu, em vez de andares, corras para o outro lado da estrada, chegues ao passeio e fiques fora de perigo.

Órgão ou sistema Sistema Simpático Sistema Parassimpático
Olhos (íris) Dilatar da pupila Contrair a pupila
Glândulas nasais, Salivares e lacrimais Inibir a secreção Estimular a secreção
Glândulas Sudoríparas Ativar a secreção do suor
Músculo Cardíaco Acelerar o ritmo cardíaco Diminuir o ritmo cardíaco
Coração e vasos coronários Vasodilatação Vasoconstrição
Vias respiratórias Abertura e dilatação dos brônquios Constrição dos brônquios
Estômago e Pâncreas Impedir a digestão pela inibição das contrações do estômago e da secreção digestiva; contração dos esfíncteres Estimular a digestão pelas contrações do estômago e da secreção dos sucos digestivos; relaxamento dos esfíncteres
Fígado Aumentar a produção de glicose Estimular a vesícula biliar
Bexiga – Uretra Relaxar a bexiga Contrair a bexiga
Órgão Reprodutor Masculino Estimular a ejaculação e inibição da ereção Estimular a ereção
Órgão Reprodutor Feminino Contração do órgão reprodutor feminino Ereção do clitóride

O sistema nervoso periférico é constituído pelos nervos, que são representantes dos axônios (fibras motoras) ou dos dendritos (fibras sensitivas). São as fibras nervosas dos nervos que fazem a ligação dos diversos tecidos do organismo com o sistema nervoso central.É composto pelos nervos espinhais e cranianos.

Para a percepção da sensibilidade, na extremidade de cada fibra sensitiva há um dispositivo captador que é denominado receptor e uma expansão que a coloca em relação com o elemento que reage ao impulso motor,este elemento na grande maioria dos casos é uma fibra muscular podendo ser também uma célula glandular.A estes elementos dá-se o nome de efetor.

Portanto ,o sistema nervoso periférico é constituído por fibras que ligam o sistema nervoso central ao receptor, no caso da transmissão de impulsos sensitivos; ou ao efetor, quando o impulso é motor.

Os nervos desse sistema se dividem em dois grandes grupos: os nervos espinhais e cranianos.

As fibras que constituem os nervos são em geral mielínicas com neurilema.

São três as bainhas conjuntivas que entram na constituição de um nervo: epineuro (envolve todo o nervo e emite septos para seu interior), perineuro (envolve os feixes de fibras nervosas) , endoneuro (trama delicada de tecido conjuntivo frouxo que envolve cada fibra nervosa).As bainhas conjuntivas conferem grande resistência aos nervos sendo mais espessas nos nervos superficiais,pois estes são mais expostos aos traumatismos.

Durante o seu trajeto os nervos podem se bifurcar ou se anastomosar.Nestes caso não há bifurcação ou anastomose de fibras nervosas, mas apenas um reagrupamento de fibras que passam a constituir dois nervos ou que se destacam de um nervo para seguir outro.

Os nervos espinhais se originam na medula e os cranianos no encéfalo.

Nervos Cranianos

Nervos cranianos são os que fazem conexão com o encéfalo. Os 12 pares de nervos cranianos recebem uma nomenclatura específica, sendo numerados em algarismos romanos, de acordo com a sua origem aparente, no sentido rostrocaudal.

As fibras motoras ou aferentes dos nervos cranianos originam-se de grupos de neurônios no encéfalo, que são seus núcleos de origem.

Eles estão ligados com o córtex do cérebro pelas fibras corticonucleares que se originam dos neurônios das áreas motoras do córtex, descendo principalmente na parte genicular da cápsula interna até o tronco do encéfalo.

Os nervos cranianos sensitivos ou aferentes originam-se dos neurônios situados fora do encéfalo, agrupados para formar gânglios ou situados em periféricos órgãos dos sentidos.

Os núcleos que dão origem a dez dos doze pares de nervos cranianos situam-se em colunas verticais no tronco do encéfalo e correspondem à substância cinzenta da medula espinhal.

No tronco encefálico encontram-se, de cada lado, três colunas motoras e três colunas sensitivas.

Colunas motoras: somítica, branquial e visceral.

Colunas sensitivas: visceral, somática geral e somática especial.

A seqüência craniocaudal dos nervos cranianos é como se segue:

I. Olfatório
II. Ótico
III. Oculomotor
IV. Troclear
V. Trigêmeo
VI. Abducente
VII. Facial
VIII. Vestíbulococlear
IX. Glossofaríngeo
X. Vago
XI. Acessório
XII. Hipoglosso

De acordo com o componente funcional, os nervos cranianos podem ser classificados em motores, sensitivos e mistos.

Os motores ( puros) são os que movimentam o olho, a língua e acessoriamente os músculos látero-posteriores do pescoço.

São eles o 3 (oculomotor), o 4 (troclear), o 6 (abducente), o 11 (acessório) e o 12 (hipoglosso).

Os sensitivos (puros) destinam-se aos órgãos dos sentidos e por isso são chamados sensoriais e não apenas sensitivos, que não se referem à sensibilidade geral (dor, temperatura e tato). Os sensoriais são o 1 (olfatório), o 2 (ótico) e 8 (vestibulococlear).

Os mistos (motores e sensitivos) são em número de quatro: 5 (trigêmeo), 7 (facial), 9 (glossofaríngeo) e o 10 (vago).

Cinco deles ainda possuem fibras vegetativas, constituindo a parte crânica periférica do sistema autônomo. São o 3,7,9,10,11.

I. Nervo olfatório

As fibras do nervo olfatório distribuem-se por uma área especial da mucosa nasal que recebe o nome de mucosa olfatória. Em virtude da existência de grande quantidae de fascículos individualizados, que atravessam separadamente o crivo etmoidal, é que se costuma chamar de nervos olfatórios e não simplesmente nervo olfatório (direito e esquerdo).

É um nervo exclusivamente sensitivo, cujas fibras conduzem impulsos olfatórios, sendo pois, classificados como aferentes viscerais especiais.

II. Nervo ótico

É constituído por um grosso feixe de fibras nervosas que se origina na retina,emergem próximo ao pólo posterior de cada bulbo ocular, penetrando no crânio pelo canal ótico. Cada nervo ótico une-se com o do lado oposto, formando o quiasma ótico, onde há cruzamento parcial de suas fibras, as quais continuam no trato ótico até o corpo geniculado lateral. O nervo ótico é um nervo exclusivamente sensitivo, cujas fibras conduzem impulsos visuais, classificando-se, pois, como aferentes somáticas especiais.

III. Nervo oculomotor IV. Nervo troclear VI. Nervo abducente

São nervos motores que penetram na órbita pela fissura orbital superior, distribuindo-se aos músculos extrínsecos do bulbo ocular, que são os seguintes: elevador da pálpebra superior, reto superior, reto inferior, reto medial, reto lateral, oblíquo superior, oblíquo inferior. Todos estes músculos são inervados pelo oculomotor, com exceção do reto lateral e do oblíquo superior, inervados respectivamente, pelos nervos abducente e troclear. As fibras que inervam os músculos extrínsecos do olho são classificadas como eferentes somáticas.

O nervo oculomotor nasce no sulco medial da perna do cérebro; o nervo troclear logo abaixo do colículo inferior e o nervo abducente no sulco pontino inferior, próximo à linha mediana.

Os três nervos em apreço se aproximam, ainda no interior do crânio, para atravessar a fissura orbital superior e atingir a cavidade orbital, indo se distribuir aos músculos extrínsecos do olho.

O nervo oculomotor conduz ainda fibras vegetativas, que vão à musculatura intrínseca do olho, a qual movimenta a íris e a lente.

V. Nervo trigêmeo

O nervo trigêmeo é um nervo misto, sendo o componente sensitivo consideravelmente maior. Possui uma raiz sensitiva e uma motora.A raiz sensitiva é formada pelos prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos, situados no gânglio trigemial, que se localiza no cavo trigeminal, sobre a parte petrosa do osso temporal.

Os prolongamentos periféricos dos neurônios sensitivos do gânglio trigeminal formam distalmente ao gânglio os três ramos do trigêmeo: nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular, responsáveis pela sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça, através de fibras que se classificam como aferentes somáticas gerais. A raiz motora do trigêmeo é constituída de fibras que acompanham o nervo mandibular, distribuindo-se aos músculos mastigatórios.O problema médico mais freqüentemente observado em relação ao trigêmeo é a nevralgia, que se manifesta por crises dolorosas muito intensas no território de um dos ramos do nervo.

1. Nervo oftálmico

Atravessa a fissura orbital superior (juntamente com o III,IV,VI e veia oftálmica) e ao chegar à órbita fornece três ramos terminais, que são os nervos nasociliar, frontal e lacrimal.

O nervo oftálmico é responsável pela sensibilidade da cavidade orbital e deu conteúdo,enquanto nervo o nervo ótico é sensorial (visão).

2. Nervo maxilar

é o segundo ramo do nervo trigêmeo, e cruza a fossa pterigopalatina como se fosse um cabo aéreo para introduzir-se na fissura orbital inferior e penetrar na cavidade orbital, momento em que passa a se chamar nervo infra-orbital.

O nervo infra-orbital continua a mesma direção para frente transitando pelo soalho da órbita, passando sucessivamente pelo sulco, canal e forame infra-orbital e através desse último se exterioriza para inervar as partes moles situadas entre a pálpebra inferior (n. palpebral inferior), nariz (n.nasal) e lábio superior (n. labial superior).

O nervo infra-orbital (ramo terminal do nervo maxilar) fornece como ramos colaterais o nervo alveolar superior médio e o nervo alveolar superior anterior, que se dirigem para baixo.

Nas proximidades dos ápices das raízes dos dentes superiores os três nervos alveolares superiores emitem ramos que se anastomosam abundantemente, para constituírem o plexo dental superior.

3. Nervo mandibular

É o terceiro ramo do nervo trigêmeo, atravessa o crânio pelo forame oval e logo abaixo deste se ramifica num verdadeiro ramalhete, sendo que os dois ramos principais, são o nervo lingual e alveolar inferior.

O nervo lingual dirige-se para o língua, concedendo sensibilidade geral aos seus dois terços anteriores.

O nervo alveolar inferior penetra no forame da mandíbula e percorre o interior do osso pelo canal da mandíbula até o dente incisivo central.

Aproximadamente na altura do segundo pré-molar, o nervo alveolar inferior emite um ramo colateral que é o nervo mental (nervo mentoniano), o qual emerge pelo forame de mesmo nome,para fornecer sensibilidade geral às partes moles do mento.

Dentro do canal da mandíbula, o nervo alveolar inferior se ramifica, porém seus ramos se anastomosam desordenadamente para constituir o plexo dental inferior,do qual partem os ramos dentais inferiores que vão aos dentes inferiores.

A parte motora do nervo mandibular inerva os músculos mastigatórios (temporal, masseter e pterigóideo medial e lateral), com nervos que tem o mesmo nome dos músculos.

VII. Nervo facial

É também um nervo misto, apresentando uma raiz motora e outra sensorial gustatória. Ele emerge do sulco bulbo-pontino através de uma raiz motora, o nervo facial propriamente dito, e uma raiz sensitiva e visceral, o nervo intermédio. Juntamente com o nervo vestíbulo-coclear, os dois componentes do nervo facial penetram no meato acústico interno, no interior do qual o nervo intermédio perde a sua individualidade, formando-se assim, um tronco nervoso único que penetra no canal facial.

A raiz motora é representada pelo nervo facial propriamente dito, enquanto a sensorial recebe o nome de nervo intermédio.

Ambos têm origem aparente no sulco pontino inferior (s. bulboprotuberancial) e se dirige paralelamente ao meato acústico interno onde penetram juntamente com o nervo vestibulococlear.

No interior do meato acústico interno os dois nervos (facial e intermédio) penetram num canal próprio escavado na parte petrosa do osso temporal que é o canal facial.

As fibras motoras atravessam a glândula parótida atingindo a face, onde dão dois ramos iniciais que são o temporo facial e cérvico facial, os quais se ramificam em leque para inervar todos os músculos cutâneos da cabeça e do pescoço.

Algumas fibras motoras vão ao músculo estilo-hióideo e ao ventre posterior do digástrico.

As fibras sensoriais (gustatórias) seguem um ramo do nervo facial que é a corda do tímpano, que vai se juntar ao nervo lingual (ramo mandibular, terceiro ramo do trigêmeo), tomando-se como vetor para distribuir-se nos dois terços anteriores da língua.

O nervo facial apresenta ainda fibras vegetativas (parassimpáticas) que se utilizam do nervo intermédio e depois seguem pelo nervo petroso maior ou pela corda do tímpano (ambos ramos do nervo facial) para inervar as glândulas lacrimais, nasais e salivares (glândula sublingual e submandibular).

Em síntese o nervo facial dá inervação motora para todos os músculos cutâneos da cabeça e pescoço (músculo estilo-hióideo e ventre posterior do digástrico).

VIII. Nervo vestibulococlear

Costituído por dois grupos de fibras perfeitamente individualizadas que formam respectivamente, os nervos vestibular e coclear. É um nervo exclusivamente sensitivo, que penetra na ponte na porção lateral do sulco bulbo-pontino, entre a emergência do VII par e o flóculo do cerebelo.

Ocupa juntamente com os nervos facial e intermédio, o meato acústico interno, na porção petrosa do osso temporal.

A parte vestibular é formada por fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio vestibular, que conduzem impulsos nervosos relacionados ao equilíbrio.

A parte coclear é constituída de fibras que se originam dos neurônios sensitivos do gânglio espiral e que conduzem impulsos nervosos relacionados com a audição.As fibras do nervo vestíbulo-coclear classificam-se como aferentes somáticas especiais.

IX. Nervo glossofaríngico

É um nervo misto que emerge do sulco lateral posterior do bulbo, sob a forma de filamentos radiculares, que se dispõem em linha vertical . Estes filamentos reúnem-se para formar o tronco do nervo glossofaríngeo, que sai do crânio pelo forame jugular. No seu trajeto, através do forame jugular, o nervo apresenta dois gânglios, superior e inferior, formados por neurônios sensitivos.

Ao sair do crânio, o nervo glossofaríngeo tem trajeto descendente, ramificando-se na raiz da língua e na faringe. Desses o mais importante é o representado pelas fibras aferentes viscerais gerais, responsáveis pela sensibilidade geral do terço posterior da língua, faringe, úvula, tonsila, tuba auditiva, além do seio e corpo carotídeos. Merecem destaque também as fibras eferentes viscerais gerais pertencentes à divisão parassimpática do sistema nervoso autônomo e que terminam no gânglio ótico. Desse gânglio saem fibras nervosas do nervo aurículo-temporal que vão inervar a glândula parótida.

X. Nervo vago

O nervo vago é misto e essencialmente visceral. Emerge do sulco lateral posterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares que se reúnem para formar o nervo vago. Este emerge do crânio pelo forame jugular, percorre o pescoço e o tórax, terminando no abdome. Neste trajeto o nervo vago dá origem à vários ramos que inervam a faringe e a laringe, entrando na formação dos plexos viscerais que promovem a inervação autônoma das vísceras torácicas e abdominais. O vago possui dois gânglios sensitivos, o gânglio superior situado ao nível do forame jugular e o gânglio inferior, situado logo abaixo desse forame. Entre os dois gânglios reúne-se ao vago o ramo interno do nervo acessório.

Fibras aferentes viscerais gerais: conduzem impulsos aferentes originados na faringe, laringe, traquéia, esôfago, vísceras do tórax e abdome.

Fibras eferentes viscerais gerais: são responsáveis pela inervação parassimpática das vísceras torácicas e abdominais.

Fibras eferentes viscerais especiais: inervam os músculos da faringe e da laringe.

As fibras eferentes do vago se originam em núcleos situados no bulbo, e as fibras sensitivas nos gânglios superior e inferior.

XI. Nervo acessório

Formado por uma raiz craniana e uma espinhal. A raiz espinhal é formada por filamentos que emergem da face lateral dos cinco ou seis primeiros segmentos cervicais da medula, constituindo um tronco que penetra no crânio pelo forame magno. A este tronco unem-se filamentos da raiz craniana que emergem do sulco lateral posterior do bulbo.

O tronco divide-se em um ramo interno e um externo. O interno une-se ao vago e distribui-se com ele, e o externo inerva os músculos trapézio e esternocleidomastóideo.

As fibras oriundas da raiz craniana que se unem ao vago são:

Fibras eferentes viscerais especiais, que inervam os músculos da laringe
Fibras eferentes viscerais gerais, que inervam vísceras torácicas;

XII. Nervo hipoglosso

Nervo essencialmente motor e emerge do sulco lateral anterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares que se unem para formar o tronco do nervo. Este emerge do crânio pelo canal do hipoglosso, e dirige-se aos músculos intrínsecos e extrínsecos da língua estando relacionado com a motricidade da mesma.Suas fibras são consideradas eferentes somáticas.

Nervos Espinhais

São aqueles que fazem conexão com a medula espinhal e são responsáveis pela inervação do tronco, dos membros superiores e partes da cabeça. São ao todo 31 pares,33 se contados os dois pares de nervos coccígeos vestigiais,que correspondem aos 31 segmentos medulares existentes. São pois, 8 pares de nervos cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais,1 coccígeo. Cada nervo espinhal é formado pela união das raízes dorsal e ventral, as quais se ligam, respectivamente, aos sulcos lateral posterior e lateral anterior da medula através de filamentos radiculares.

Doenças dos nervos periféricos

O sistema nervoso periférico é composto por todos os nervos que estão fora do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).

Fazem parte do sistema nervoso periférico os nervos cranianos que ligam o cérebro diretamente à cabeça e à face, os que o ligam aos olhos e ao nariz e os nervos que ligam a medula espinhal com o resto do organismo.

O cérebro comunica com a maior parte do organismo através de 31 pares de nervos espinhais que saem da medula espinhal. Cada par de nervos espinhais consta de um nervo na face anterior da medula espinhal, que conduz a informação do cérebro aos músculos e de um nervo na sua face posterior, que leva a informação sensitiva ao cérebro. Os nervos espinhais estão ligados entre si e formam os chamados plexos, que existem no pescoço, nos ombros e na pelve; depois, dividem-se novamente para proporcionar os estímulos às partes mais distantes do corpo.

Os nervos periféricos são na realidade feixes de fibras nervosas com um diâmetro que oscila entre 0,4 mm (as mais finas) e 6 mm (as mais grossas). As fibras mais grossas conduzem as mensagens que estimulam os músculos (fibras nervosas motoras) e a sensibilidade táctil e de posição (fibras nervosas sensitivas). As fibras sensitivas mais finas conduzem a sensibilidade à dor e à temperatura e controlam as funções automáticas do organismo, como a frequência cardíaca, a pressão arterial e a temperatura (sistema nervoso autônomo). As células de Schwann envolvem cada uma das fibras nervosas e formam múltiplas camadas de um isolante gordo, conhecido como bainha de mielina.

A disfunção dos nervos periféricos pode dever-se a lesões das fibras nervosas, do corpo da célula nervosa, das células de Schwann ou da bainha de mielina.

Quando se produz uma lesão na bainha de mielina que provoca a perda desta substância (desmielinização), a condução dos impulsos é anormal.

No entanto, a bainha de mielina costuma regenerar-se com rapidez, o que permite o restabelecimento completo da função nervosa. Ao contrário da bainha de mielina, a reparação e o novo crescimento da célula nervosa lesionada produzem-se muito lentamente, ou inclusive não se verifica em absoluto. Por vezes, o crescimento pode ocorrer numa direção errada, provocando conexões nervosas anormais. Por exemplo, um nervo pode ligar-se a um músculo equivocado, provocando contração e espasticidade, ou, se se tratar do crescimento anormal de um nervo sensitivo, a pessoa não saberá reconhecer onde lhe tocam nem onde a dor tem origem.

Fonte: es.wikipedia.org/www.naturlink.pt/www.prof2000.pt/www.sogab.com.br www.manualmerck.net

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